PARECERES. ENDEREÇO: RUA BOTUCATU, 572 CJ 14 -VILA CLEMENTINO CEP : TELELFONE: FAX :

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "PARECERES. ENDEREÇO: RUA BOTUCATU, 572 CJ 14 -VILA CLEMENTINO CEP : 04023-061 TELELFONE: 5571-1062 FAX : 5539-7162 E-MAIL: comiss-etica.crm@epm."

Transcrição

1 1 PARECERES Prescrição de Medicamentos Importados Receituário Termo de Consentimento Livre e Esclarecido I Termo de Consentimento Livre Esclarecido II Termo de Consentimento Livre e Esclarecido III Publicação de Artigos Científicos I Publicação de Artigos Científicos II Publicação de Artigos Científicos III Plantão Médico Reprodução Assistida Responsabilidade nas Instituições de Assistência Médica Demonstração de Cirurgia ao Vivo Medicamento Importado Atestado e Declaração de Óbito Prontuário Médico Residência Médica Perícia Médica: Sigilo Médico Medicamento Controlado

2 2 Parecer. Prescrição de Medicamentos Importados. Em resposta à consulta de Vossa Senhoria a esta Comissão de Ética Médica, referente à prescrição de medicamento não liberado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA - Lei de nº 6.360/76, 8.080/90, 9.872/99 e Decreto-lei 3.029/99, Portaria de nº 7.185/99); Declaração de Hensinque II; Resolução do Conselho Nacional de Saúde de nº 196/96 e Código de Ética Médica(Resolução de nº 1.246/88 do Conselho Federal de Medicina), após análise minuciosa dos documentos e da legislação em vigor, expomos o seguinte: 1- A prescrição de medicamento é um ato médico e requer não só o conhecimento farmacológico da droga, mas também a certeza de que seu efeito benéfico justifique eventual efeito indesejado, 2- O tratamento médico deve ser racional e seguro, com mecanismo de controle, acompanhamento e verificação de resultados, 3- O médico tem a liberdade de escolher o medicamento apropriado para o tratamento do paciente, o que não significa escolher qualquer medicamento, notadamente, se não é específico para a doença cujos efeitos indesejados não foram devidamente esclarecidos e cientificamente pesquisados, 4- Todo procedimento de qualquer natureza envolvendo o ser humano, cuja aceitação não esteja ainda consagrada na literatura científica, será considerado pesquisa e, portanto, deverá apresentar as diretrizes da Resolução CNS de nº196/96. Além do mais, os procedimentos de natureza farmacológicos, clínicos e cirúrgicos e de finalidade preventiva, diagnóstica ou terapêutica devem seguir também a presente resolução,

3 3 5- A Resolução CNS de nº 251/97 define que a pesquisa com novos fármacos, medicamentos, vacinas ou testes diagnósticos no país, ainda que em fase IV, quando a pesquisa for referente ao seu uso com modalidades, indicações, doses ou vias de administração diferentes daquelas estabelecidas quando da autorização do registro, incluindo seu emprego em combinações, bem que não significa escolher qualquer medicamento, notadamente se não é específico para a doença que pretenda tratar ou cujos efeitos indesejados não foram devidamente esclarecidos e cientificamente pesquisados, Deve-se levar em conta a ressalva do item de nº 05 da Declaração de Helsinque II, que estabelece a obrigatoriedade da obtenção do consentimento livre e esclarecido do paciente, 6- O Código de Ética Médica vigente no Brasil estabelece, em vários capítulos e artigos, o seguinte: Capítulo V Relação com Paciente e Familiares: É vedado ao médico: Art. 56: Desrespeitar o direito do paciente de decidir livremente sobre a execução de práticas diagnósticas ou terapêuticas, salvo em caso de iminente perigo de vida, Art. 57: Deixar de utilizar todos os meios disponíveis de diagnóstico e tratamento a seu alcance em favor do paciente, Capítulo XII Pesquisa Médica. É vedado ao médico: Artigo 124 : Usar experimentalmente qualquer tipo de terapêutica ainda não liberada para uso no país, sem a devida autorização dos órgãos competentes e sem consentimento do paciente ou de seu representante legal, devidamente informados da situação e das possíveis conseqüências,

4 4 Artigo 127: Realizar pesquisa médica em ser humano sem submeter o protocolo a aprovação e acompanhamento de comissão isenta de qualquer dependência em relação ao pesquisador, Art. 129: Executar ou participar de pesquisa médica em que haja necessidade de suspender ou deixar de usar a terapêutica consagrada e, como isso, prejudicar o paciente, Art. 130: Realizar experiências com novos tratamentos clínicos ou cirúrgicos em paciente com afecção incurável ou terminal sem que haja esperança razoável de utilidade para o mesmo, não lhe impondo sofrimento adicionais. Assim sendo, havendo decisão médica de prescrever medicamentos com finalidades terapêuticas distintas, deverão os medicamentos serem aprovados e registrados pela ANVISA. Caso não haja a aprovação deste órgão, será considerada pesquisa médica combinada com cuidados profissionais (pesquisa clínica), após apreciação do Colegiado do Comitê de Ética em Pesquisa desta Universidade Federal de São Paulo. Ressaltamos, ainda, que os casos que envolverem na pesquisa médica, conflito de relação médico-paciente deverão ser analisados pelo Colegiado da Comissão de Ética Médica, também desta Instituição.

5 5 Parecer. Receituário. O receituário médico é um veículo através do qual o profissional consubstancia o tratamento a ser ministrado ao seu paciente. Trata-se de um documento médico que pertence ao paciente, merecedor de todo o respeito e discrição por parte daqueles que o manuseiam. Havendo emitido a receita, o médico a entrega ao paciente ou ao seu responsável que providenciará junto ao estabelecimento legalmente autorizados a comercialização de drogas, medicamentos, insumos farmacêuticos e correlatos o seu aviamento. Assim sendo, o médico deverá ficar atento a emissão de receita, levando em conta que a prescrição em receituário de uma entidade pública, para pacientes privados, ficará sujeito a infrigência ética conforme o artigo 93º do Código de Ética Médica: Agenciar, aliciar ou desviar, por qualquer meio, para clínica particular ou instituições de qualquer natureza paciente que tenha atendido em virtude de sua função em instituições públicas, c/c o artigo 94º e 113º. Além do mais, a instituição pública oferece ao médico impresso apropriado para seqüência de consultas, tratamento ou exames.

6 6 Parecer. Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Em resposta à consulta de Vossa Senhoria, a Comissão de Ética Médica - Hospital São Paulo Universidade Federal de São Paulo, após análise dos fatos, vem expor o seguinte: 1- Esclarecemos, que sua utilização tem como base o descrito nos arts. 2º, 4º, 46º, 48º, 56 e 59º do Código de Ética Médica, que apresenta as normas éticas que devem ser seguidas pelo médico no exercício da profissão, bem como a Lei de nº 8.078/90 que trata do Código de Defesa do Consumidor (1º,2º,3º,6º,8º,9º,14º,23º e 39º), 2- A relação médico-paciente é cercada de direitos e deveres mútuos, alguns dos quais são protegidos constitucionalmente, segundo o que dispõe artigo 5º inciso LXXII da Constituição Federal Brasileira, 3- O termo de consentimento livre e esclarecido enfoca, em seu conteúdo a saúde do paciente, com o máximo de zelo e o melhor da capacidade profissional e dos procedimentos necessários e adequados a serem utilizados, 4- Sob o ponto de vista jurídico, há que ressaltar que o preenchimento do documento está em sintonia com a legislação hodierna no campo da prestação de serviço, ou seja, não só com o Código de Defesa do Consumidor, apresentando como embasamento deste o artigo 6º inciso II, que preconiza, como direito básico daquele que utiliza serviços, a informação clara e adequada, inclusive sobre os riscos que apresentam, bem como o preconizado no Código de Ética Médica,

7 7 5- Assim sendo, em relação a esta consulta, nós sugerimos que algumas mudanças sejam realizadas para que fique mais claro para o paciente e familiares: a) A frase " igualmente a possibilidade da ocorrência de complicações que não puderam ser constatadas (quais?) antes da referida cirurgia, ligadas ao próprio ato cirúrgico". Se são ligadas ao próprio ato, como poderiam ser constatadas antes, b) O terceiro parágrafo estaria melhor colocado antes do parágrafo final, c) " Todo o ato cirúrgico apresente risco de parada por diferentes motivos, coma e morte". Esse risco seria baixo, médio, alto e quais seriam os principais fatores relacionados, devendo ser esclarecidos, d) Acrescentar os artigos 46º,48º,56º e 59º do Código de Ética Médica, relacionados ao uso do termo. Parecer. Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Em resposta à consulta de Vossa Senhoria, a Comissão de Ética Médica - Hospital São Paulo Universidade Federal de São Paulo, após análise dos fatos, vem expor o seguinte: 1- Esclarecemos, que sua utilização tem como base o descrito nos arts. 2º, 4º, 46º, 48º, 56 e 59º do Código de Ética Médica, que apresenta as normas éticas que devem ser seguidas pelo médico no exercício da profissão, bem como a Lei de nº 8.078/90 que trata do Código de Defesa do Consumidor (1º,2º,3º,6º,8º,9º,14º,23º e 39º, 2- A relação médico-paciente é cercada de direitos e deveres mútuos, alguns dos quais são protegidos constitucionalmente, segundo o que dispõe artigo 5º inciso LXXII da Constituição Federal Brasileira,

8 8 3- O termo de consentimento livre e esclarecido enfoca, em seu conteúdo a saúde do paciente, com o máximo de zelo e o melhor da capacidade profissional e dos procedimentos necessários e adequados a serem utilizados, 4- Sob o ponto de vista jurídico, há que ressaltar que o preenchimento do documento está em sintonia com a legislação hodierna no campo da prestação de serviço, ou seja, não só com o Código de Defesa do Consumidor, apresentando como embasamento deste o artigo 6º inciso II, que preconiza, como direito básico daquele que utiliza serviços, a informação clara e adequada, inclusive sobre os riscos que apresentam, bem como o preconizado no Código de Ética Médica. Assim sendo, em relação a esta consulta, a Comissão de Ética Médica desta Instituição, não encontrou impedimento ético para a utilização do termo para o fim proposto. Parecer. Publicação de Imagem - Artigos Científicos: Arquivos de Neuro- Psiquiatria. Em resposta à consulta de Vossa Senhoria, a Comissão de Ética Médica - Hospital São Paulo Universidade Federal de São Paulo, após análise do artigo científico de nome Fibrodisplasia Ossificante Progressiva: relato de caso, a ser publicado na revista de Arquivos de Neuropsiquiatria, vem expor o seguinte: 1- Com efeito, devem ser observados os preceitos éticos do Código de Ética Médica em seu capítulo XII que trata da Publicidade e Trabalhos Científicos e da Resolução do Conselho Federal de Medicina de nº 1.036/88, em seu artigo 8º,

9 9 2- O objetivo da publicação dos trabalhos médicos tem como finalidade à promoção do intercâmbio dos conhecimentos adquiridos na prática profissional e na pesquisa em órgão de divulgação científica no interesse de favorecer a difusão do conhecimento em favor da sociedade, 3- Toda citação dever trazer de modo claro, a fonte de informação e deve ser acompanhada no final da bibliografia, devendo sempre omitir a identidade dos pacientes nos casos clínicos relatados, expondo apenas o necessário ao entendimento e à comprovação. Salvo em situação muito especial, apresentar a autorização expressa e informando ao paciente, conforme a Lei de nº 5.988/78 que trata dos Direitos Autorais, 4- O trabalho médico-científico não deve ter sentido apenas de favorecer uma certa fração da inteligência e do saber, mas a antes de tudo, ressaltar o valor que essa produção terá como revelação do bem-comum, pois ninguém pode separar a atividade científica do sistema social a que ela pertence, 5- A linguagem deve ser séria e os resultados precisos. Assim sendo, a Comissão de Ética Médica desta Instituição não encontrou impedimento ético para a publicação desta artigo. Parecer. Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Trabalho Científico. Em resposta à consulta de Vossa Senhoria, a Comissão de Ética Médica - Hospital São Paulo Universidade Federal de São Paulo, após análise dos fatos, vem expor o seguinte: 1- Esclarecemos, que a utilização do termo de consentimento tem como base o descrito nos arts. 2º, 4º, 46º, 48º, 56 e 59º do Código de Ética Médica, que apresenta as normas éticas que devem ser seguidas pelo

10 10 médico no exercício da profissão, bem como a Lei de nº 8.078/90 que trata do Código de Defesa do Consumidor (1º,2º,3º,6º,8º,9º,14º,23º e 39º), 2- A relação médico-paciente é cercada de direitos e deveres mútuos, alguns dos quais são protegidos constitucionalmente, segundo o que dispõe artigo 5º inciso LXXII da Constituição Federal Brasileira, 3- O termo de consentimento livre e esclarecido enfoca, em seu conteúdo a saúde do paciente, com o máximo de zelo e o melhor da capacidade profissional e dos procedimentos necessários e adequados a serem utilizados, 4- Sob o ponto de vista jurídico, há que ressaltar que o preenchimento do documento está em sintonia com a legislação hodierna no campo da prestação de serviço, ou seja, não só com o Código de Defesa do Consumidor, apresentando como embasamento deste o artigo 6º inciso II, que preconiza, como direito básico daquele que utiliza serviços, a informação clara e adequada, inclusive sobre os riscos que apresentam, bem como o preconizado no Código de Ética Médica, 5- O objetivo da publicação dos trabalhos médicos tem como finalidade à promoção do intercâmbio dos conhecimentos adquiridos na prática profissional e na pesquisa em órgão de divulgação científica no interesse de favorecer a difusão do conhecimento em favor da sociedade, 6- O trabalho médico-científico não deve ter sentido apenas de favorecer uma certa fração da inteligência e do saber, mas a antes de tudo, ressaltar o valor que essa produção terá como revelação do bem-comum, pois ninguém pode separar a atividade científica do sistema social a que ela pertence,

11 11 7- A linguagem deve ser séria e os resultados precisos, 8- Devem ser observados, os preceitos éticos do Código de Ética Médica em seu capítulo XII que trata da Publicidade e Trabalhos Científicos e da Resolução do Conselho Federal de Medicina de nº 1.701/03, em seu artigo 10º, e da Resolução Federal de Medicina de nº 1.036/88 em seus artigos 7º, 8º, bem como, a Lei de nº 5.988/78 que trata dos Direitos Autorais. Assim sendo, a Comissão de Ética Médica desta Instituição não encontrou impedimento ético para a utilização deste termo de consentimento. Parecer. Plantão Médico. No campo ético, a falta ao plantão pode revestirse de características de infração à ética médica, desde que apurada a conduta dolosa do médico (Resolução do CFM de nº 1.671/03, 1.451/95 e 74/06), e os artigos 2º, 7º e 16º, 35º a 37º do Código de Ética Médica. O plantão médico é uma prática usada em serviços de atendimento médico, objetivando otimizar o atendimento de várias especialidades na urgência. Vale dizer que o médico estaria infringe os artigos 35º a 37º do Código de Ética Médica, se a ausência no plantão for intencional e, mesmo ciente das conseqüências desta conduta, deixe de comunicá-la antecipadamente ao Diretor Clínico para que possa tomar as providências necessárias. A obrigação de cada departamento é organizar o atendimento dos casos de rotina e urgência, afixando em quadro próprio, na sala dos médicos, o nome dos médicos.

12 12 Ao Diretor clínico compete determinar que os departamentos elaborem as escalas de plantões, bem como compete ao corpo clínico participar dos plantões elaborados pelos respectivos departamentos, cumprindo fielmente as escalas estabelecidas. Sendo atribuição do departamento a elaboração da escala do plantão e competindo ao diretor clínico seu cumprimento, caracteriza-se a co-responsabilidade dos envolvidos, se dessa prática resultar prejuízo ao paciente conforme o artigo 2º do Código de Ética Médica. Todo serviço de pronto-socorro deve ter um chefe ou responsável técnico, que elaborará uma escala de plantões, de forma bem definida, para que não ocorram problemas no atendimento de urgências em geral. É fundamental que o responsável pelo prontosocorro mantenha com os médicos que trabalham no ambulatório, um contrato de prestação de serviços que defina, de forma clara, a função a ser exercida, bem como as responsabilidades dela decorrente. Assim, um médico plantonista, ao atender um paciente que necessite avaliação de um especialista, pode solicitar a presença do especialista, através do plantão de disponibilidade, passando, então, a responsabilidade pelo prosseguimento do atendimento ao especialista. É de se ressaltar também, que se o plantão de disponibilidade (plantão à distância) não está bem regulamentado e estiver sendo praticado pela instituição, pode causar problemas graves e levar inclusive, pacientes a óbito, se houver necessidade de um especialista para atender o paciente.

13 13 Quanto à infração ética, ela ocorre sempre que o médico responsável pelo paciente não o atende adequadamente. Por isso é que as responsabilidades têm que ser bem delineadas pelo responsável técnico ou chefe do pronto-socorro, a fim de evitar problemas irremediáveis. A existência do plantão de disponibilidade encontra-se estabelecida no artigo 1º da Resolução do CREMESP de nº 74/06, bem como o descrito no jornal do conselho em anexo, que o torna obrigatório em toda Unidade de Saúde na qual existam pacientes em sistema de internação ou observação, durante 24 (vinte e quatro) horas do dia. Pode ocorrer, porém que o médico suspenda suas atividades, em razão de não ter condições mínimas para exercer sua profissão, ou não ser remunerado condignamente, ressalvadas as situações de urgência e emergência, quando não pode abandonar seu plantão à luz daquelas razões. Nos dois casos acima citados como justificativas, deverá imediatamente comunicar a sua decisão ao Conselho Regional de Medicina. É a disposição do artigo 24º do Código de Ética Médica. Assim sendo, se a conduta do profissional não foi dolosa, ou seja, se a falta ao plantão foi ocasionada por motivos alheios a sua vontade, não se pode dizer que incide em infração à ética médica. A falta ao plantão por motivo de força maior pode elidir a figura da infração ética, desde que suprida de forma regular por outro médico. Nesse sentido, o plantonista que, por motivo relevante, deixar de comparecer a plantão, deve comunicar o fato ao Diretor Clínico, com antecedência, para que seja providenciado o substituto para aquele horário.

14 14 Isto porque, em nenhum momento, o plantão pode ficar sem médico no atendimento, para evitar riscos à vida dos pacientes que comparecem aos setores de urgência e emergência dos hospitais. Quanto aos motivos de força maior, são todos aqueles que tornam impossível, por vontade estranha ao médico, o cumprimento do plantão. Podem ser eles: a doença do próprio médico, de tal modo que seu agravamento impossibilite o cumprimento dos serviços no plantão, ou ainda a impossibilidade de comparecer devido a fatores naturais, como enchentes e outros, que façam com que seja impossível ao médico chegar ao plantão, pelas dificuldades de locomoção, ou ainda greve nos transportes coletivos, desde que o Hospital não se prontifique a providenciar um meio de transporte para o médico, de sua residência até o Hospital. Força maior é definida por Plácido e Silva como a razão de ordem superior, justificadora do inadimplemento da obrigação ou da responsabilidade, que se quer atribuir a outrem, por ato imperioso que veio sem ele ser querido. (Dicionário Jurídico II). Deste modo, sempre que caracterizado o motivo de força maior, o médico está isento de qualquer responsabilidade pelo não comparecimento ao plantão. Deve-se ressaltar que, tanto em um caso como em outro, a direção clínica da instituição hospitalar tem o dever de estar de sobreaviso para que, tão logo seja constatada a ausência, providencie a substituição do médico plantonista faltoso ou tome outras medidas visando impedir a descontinuidade da prestação do serviço médico (art. 17º do Código de Ética Médica).

15 15 Portanto, o diretor clínico tem o dever de diligenciar para que não haja interrupção na prestação do serviço médico do hospital ocasionada pela ausência do médico plantonista, seja convocando outros médicos para cobrir a lacuna, seja colocando os médicos em regime de alerta ou, até mesmo, solicitando a colaboração de outras instituições hospitalares para o atendimento dos casos de urgência. Parecer. Reprodução Assistida. Em resposta à consulta de Vossa Senhoria, a Comissão de Ética Médica - Hospital São Paulo Universidade Federal de São Paulo, após análise dos fatos, vem expor o seguinte: 1- Denomina-se inseminação artificial a introdução de esperma no interior do canal genital feminino, por processos mecânicos, sem que tenha havido aproximação sexual com o fim de originar um ser humano. O operador recolhe, em uma seringa, o material fecundante, injetando-o na cavidade uterina da mulher ou, não sendo isso possível, retira o óvulo da mulher para fecundá-lo na proveta, com sêmem do marido ou de outro homem para, depois, introduzi-lo em seu útero ou no de outra, Essa técnica pretende auxiliar a resolução dos problemas da fertilidade humana, facilitando o processo de procriação quando outras terapêuticas tenham sido ineficazes. Espécies:Inseminação artificial humana homóloga ou conjugal e Inseminação artificial heteróloga ou extraconjugal, 2- A legislação brasileira determina que a relação de parentesco pode ser estabelecida por laços de sangue ou pela adoção. No parentesco consangüíneo, duas ou mais pessoas se originam de um ancestral comum. Na adoção, o vínculo de parentesco civil tem base subjetiva nas relações afetivas.

16 16 Os avanços científicos da biogenética têm contribuído para as técnicas de procriação assistida (também conhecidas como inseminação artificial e fertilização in vitro) em benefício de casais que padecem de infertilidade, trazendo implicações bioéticas e jurídicas no campo da filiação, condições em que poderá autorizar o recurso à reprodução artificial, definindo quais as responsabilidades dos envolvidos nestas práticas, Se considerarmos que é um direito da pessoa ter acesso aos tratamentos de saúde, a esterilidade é um problema de saúde reprodutiva que autoriza o recurso à medicina para solucioná-lo, não significando, entretanto, concluir que todas as possibilidades oferecidas pela medicina possam ser aceitas e utilizadas sem limitações pelo homem e pela mulher. Neste sentido, sempre haverá a necessidade de ponderar-se sobre os interesses que estão envolvidos e os riscos decorrentes de cada tipo de procedimento científico. Por exemplo, com relação aos procedimentos ligados à possibilidade de diagnóstico genético pré-implantatório e de intervenções sobre o embrião ou a sua criopreservação, podemos considerar que,se a intervenção visar à saúde e ao desenvolvimento de uma gravidez segura, poderão ser permitidas tais manipulações científicas, 3- A Resolução Normativa do Conselho Federal de Medicina (CFM n.º 1.358/92) assegura o sigilo dos procedimentos e a não comercialização do corpo humano e de gametas. A Resolução prevê: o consentimento informado nos casos de fertilização in vitro, a limitação do número de receptores por doação, delimita um prazo máximo para o desenvolvimento de um embrião fora do corpo, proíbe a redução e o descarte de embriões, permite a seleção embrionária (somente a fim de evitar a transmissão de doenças hereditárias), a geração dos embriões pela própria doadora ou mediante cessão, autoriza a doação temporária do útero entre mulheres, ou

17 17 gestação substituta, (desde que possuam parentesco até o segundo grau), e concede a fertilização in vitro em mulheres solteiras. Finalmente, impõem-se a elaboração e aprovação de uma lei concebida a partir de uma profunda reflexão interdisciplinar, envolvendo outras áreas da ciência, como bioética, medicina, psicologia, direito, genética, sociologia. A nova regulamentação deverá enquadrar tais procedimentos dentro de limites claros, precisos e seguros, que permitam o avanço da ciência, assegurando-se, prioritariamente, a saúde dos utilizadores das modernas tecnologias reprodutivas. Há que se respeitar os princípios constitucionais que amparam o direito à intimidade (art. 5º, X), o direito à saúde (art. 196º), o direito a formar uma família (art. 226º, 7º). A previsão constitucional do direito ao livre exercício do planejamento familiar (Lei nº 9.263/96) compreende o direito das pessoas em buscar a concepção de um filho desejado. Além da proteção constitucional da vida humana, estabelecida no art. 5º, o nosso ordenamento ainda cuida, no plano infraconstitucional, da proteção do nascituro, ou seja, o ser humano que ainda não chegou a nascer. É o que estabelece, de forma clara, sucinta e objetiva, o Código Civil Brasileiro em seus artigos 1º ao 21 º e 1591º a 2046º, 4- Em relação a esta matéria encontramos, no Código Penal Brasileiro alguns artigos: 13º, 18º,129º, 132º, 135º, 136º, 269º, 299 º, 302º,

18 18 5- A lei de Biossegurança de n.º 8.974/95, disciplina o processo de manipulação genética. A esse respeito podemos salientar o seguinte: - Crimes de manipulação genética e punição de atos realizados por procedimentos experimentais, com fins não terapêuticos, que venham reproduzir, selecionar ou alterar a constituição do genoma não patológico de seres vivos (são exemplos desses delitos a alteração genética que viola a inalterabilidade e a intangibilidade do patrimônio genético não patológico do ser humano, modificando-lhe a estrutura genética, por meio de intervenções sobre gametas, embriões, fetos e pessoas já nascidas; seleção genética, que se dá por meio de manipulações, que, com fins não terapêuticos predeterminam caracteres genéticos do ser humano em formação, mediante seleção de gametas, ou outro meio artificial que afronte a identidade genética e a irrepetibilidade do ser humano; clonação genética, que atenta contra o direito de identidade genética e variação, produzindo um ser humano biologicamente idêntico ao outro; hibridação, decorrente de manipulação que visa ao intercâmbio genético humano para formação de híbridos, resultante de mistura de gametas de diferentes pessoas, ou o desenvolvimento da fecundação interespécie entre um gameta humano e um de outra espécie, - Crimes de manipulação ginecológica ou obstétrica, relacionados com a reprodução humana, por meios não naturais, com fins não terapêuticos, e não dirigida à modificação do genoma (são exemplos desses delitos: reprodução assistida "post mortem", obtida a partir da técnica de congelamento de sêmem, óvulo e embriões; partenogênese, estimulação artificial de um óvulo para provocar a duplicação de sua série haplóide, sem necessidade da penetração pelo espermatozóide, atingindo a dotação genética dupla diferenciada - masculino/feminino - retirando-a da reprodução; ectogênese, que visa obter o desenvolvimento de um ser humano fora do útero, mediante a construção do útero artificial ou a

19 19 utilização de um útero animal ou, ainda, lançando mão da gravidez masculina; transferência, do embrião manipulado geneticamente ao útero de uma mulher, sem fins terapêuticos, para obtenção de seres híbridos ou de qualquer outro produto que dali possa resultar; produção, utilização e destruição de embriões humanos, com a finalidade de experimentação, destinados à procriação, sem fins terapêuticos, podendo valer-se inclusive de seus órgãos, tecidos e células. Podemos incluir os seguintes artigos da mesma Lei: Art. 8 o. É vedado nas atividade relacionadas a OGM: (...) IV - A produção, armazenamento ou manipulação de embriões humanos destinados a servir como material biológico disponível. Art. 13. Constituem crimes: (..) III - A produção, armazenamento ou manipulação de embriões humanos destinados a servir como material biológico disponível. Pena - reclusão de seis a vinte anos.

20 20 6- Outra implicação para a doação de gametas refere-se ao anonimato de doadores e receptores. Esta medida visa proteger a criança de possíveis perturbações psicológicas, garantindo que nenhuma ligação afetiva ocorrerá entre a criança e seu pai biológico, visto que não haveria utilidade social alguma. Essas práticas levam ao surgimento de conflitos no mundo jurídico, sobretudo no que diz respeito ao Direito de Família e às relações de filiação, disciplinados no Código Civil Brasileiro, artigos já citados anteriormente, 7-- O Código de Ética Médica disciplina o seguinte:: Art. 42. "É vedado ao médico praticar ou indicar atos médicos desnecessários ou proibidos pela legislação", Art. 43. "É vedado ao médico descumprir legislação específica nos casos de transplantes de órgãos e tecidos, esterilização, fecundação artificial ou abortamento", Art. 68. "É vedado ao médico praticar fecundação artificial sem que os participantes estejam de inteiro acordo e devidamente esclarecidos sobre o problema". Podemos incluir alguns outros artigos: 1º,2º,4º,5º,6º,8º, 11º,13º,20º,21º,29º,31º,32º,41º,46º,47º,56º,57º,59º,,63º,67º,93º,94º, 95º.

21 Relação Médico-Paciente: Não só na reprodução humana assistida, mas em qualquer atividade médica, o profissional deve ter em mente os três referenciais básicos da bioética, ou seja : A autonomia : que se inspira no respeito ao outro e na dignidade da pessoa humana, a qual será tratada como sujeito autônomo e livre na busca da melhor decisão para sua pessoa. A beneficência e a não-maleficência : que, em conjunto, significam que o médico deve evitar provocar danos aos seus pacientes, maximizando os benefícios e minimizando os riscos possíveis, buscando sempre o bem-estar dos mesmos. A justiça : que propõe a imparcialidade na distribuição dos riscos e dos benefícios, levando-se em conta as desigualdades entre as pessoas, sejam sociais, morais, físicas ou financeiras e, também, a dignidade da pessoa humana e a recusa total a qualquer tipo de violência. Tais referenciais, a relação médicopaciente, evoluirá de maneira tranqüila e permitirá ao profissional conduzir os procedimentos de forma mais célere e confiável.

22 22 Na reprodução assistida, os cuidados da relação médico-paciente devem ser redobrados. Primeiro, porque os pacientes que procuram as clínicas de reprodução humana estão psicologicamente abalados e receptivos a qualquer tipo de procedimento médico, em face da vontade exacerbada de terem filhos, o que lhes dificulta avaliar, de maneira abrangente e refletida, os resultados que podem advir da(s) técnica(s) proposta(s). Em segundo lugar, porque os reflexos jurídicos relativos à filiação ou, até mesmo ao casamento ou união estável do casal podem não ser os desejados pelo pacientes que procuram tais clínicas DOS ESCLARECIMENTOS PRÉVIOS O profissional que lida com a reprodução humana assistida deve esclarecer seus pacientes de todos os riscos, procedimentos, custos e probabilidade de sucesso de cada uma das técnicas existentes. Deve, também, alertá-los acerca dos direitos e obrigações que surgem com o nascimento da criança e das vinculações jurídicas a que estão sujeitos.

A p s e p c e t c os o s Ju J r u ídi d co c s o s n a n V n e t n ilaç a ã ç o ã o M ec e â c n â i n ca

A p s e p c e t c os o s Ju J r u ídi d co c s o s n a n V n e t n ilaç a ã ç o ã o M ec e â c n â i n ca Aspectos Jurídicos na Ventilação Mecânica Prof. Dr. Edson Andrade Relação médico-paciente Ventilação mecânica O que é a relação médico-paciente sob a ótica jurídica? Um contrato 1 A ventilação mecânica

Leia mais

ANÚNCIOS PROFISSIONAIS É OBRIGATÓRIO INCLUIR O NÚMERO DO CRM EM ANÚNCIOS

ANÚNCIOS PROFISSIONAIS É OBRIGATÓRIO INCLUIR O NÚMERO DO CRM EM ANÚNCIOS Destaques do Novo Código de Ética Médica 14/04/2010 ABANDONO DE PACIENTE O MÉDICO NÃO PODE ABANDONAR O PACIENTE É vedado ao médico abandonar paciente sob seus cuidados. ( Cap. 5, art. 36) 1º Ocorrendo

Leia mais

RESOLUÇÃO CFM Nº 2.013/2013

RESOLUÇÃO CFM Nº 2.013/2013 RESOLUÇÃO CFM Nº 2.013/2013 (Publicada no D.O.U. de 09 de maio de 2013, Seção I, p. 119) Adota as normas éticas para a utilização das técnicas de reprodução assistida, anexas à presente resolução, como

Leia mais

RESOLUÇÃO CFM Nº 2.013/13

RESOLUÇÃO CFM Nº 2.013/13 RESOLUÇÃO CFM Nº 2.013/13 Adota as normas éticas para a utilização das técnicas de reprodução assistida, anexas à presente resolução, como dispositivo deontológico a ser seguido pelos médicos e revoga

Leia mais

RESOLUÇÃO CFM nº 2.121/2015

RESOLUÇÃO CFM nº 2.121/2015 RESOLUÇÃO CFM nº 2.121/2015 Adota as normas éticas para a utilização das técnicas de reprodução assistida sempre em defesa do aperfeiçoamento das práticas e da observância aos princípios éticos e bioéticos

Leia mais

SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA CONSELHO REGIONAL DE MEDICINA DO ESTADO DE SANTA CATARINA - CREMESC -

SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA CONSELHO REGIONAL DE MEDICINA DO ESTADO DE SANTA CATARINA - CREMESC - 1 Consulta Nº: 2148/12 Consulente: G. G. G. Conselheiro: Rodrigo Bertoncini Ementa: A responsabilidade pelas atividades médicas em um hospital, qualquer que seja seu porte, é do Diretor Técnico e a responsabilidade

Leia mais

Conflitos entre o Processo Penal E o Processo Administrativo sob O ponto de vista do médico. Dr. Eduardo Luiz Bin Conselheiro do CREMESP

Conflitos entre o Processo Penal E o Processo Administrativo sob O ponto de vista do médico. Dr. Eduardo Luiz Bin Conselheiro do CREMESP Conflitos entre o Processo Penal E o Processo Administrativo sob O ponto de vista do médico Dr. Eduardo Luiz Bin Conselheiro do CREMESP PRÁTICA MÉDICA A prática médica se baseia na relação médicopaciente,

Leia mais

Novo Código de Ética Médica e a Saúde dos Trabalhadores: o que mudou?

Novo Código de Ética Médica e a Saúde dos Trabalhadores: o que mudou? CÓDIGO DE ÉTICA Novo Código de Ética Médica e a Saúde dos Trabalhadores: o que mudou? Ruth Virgolino Chefe da DIPOC/DIRSAT/INSS CÓDIGO DE ÉTICA NOVO CÓDIGO DE ÉTICA E A PERÍCIA MÉDICA DO INSS Código de

Leia mais

7. Tópicos Especiais em Responsabilidade Civil. Tópicos Especiais em Direito Civil

7. Tópicos Especiais em Responsabilidade Civil. Tópicos Especiais em Direito Civil 7. Tópicos Especiais em Responsabilidade Civil Tópicos Especiais em Direito Civil Introdução A Responsabilidade Civil surge em face de um descumprimento obrigacional pela desobediência de uma regra estabelecida

Leia mais

COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E DE REDAÇÃO REDAÇÃO FINAL PROJETO DE LEI Nº 3.638-C, DE 1993. O CONGRESSO NACIONAL decreta:

COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E DE REDAÇÃO REDAÇÃO FINAL PROJETO DE LEI Nº 3.638-C, DE 1993. O CONGRESSO NACIONAL decreta: COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E DE REDAÇÃO REDAÇÃO FINAL PROJETO DE LEI Nº 3.638-C, DE 1993 Institui normas para a utilização de técnicas de reprodução assistida. O CONGRESSO NACIONAL decreta: CAPÍTULO

Leia mais

O CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA E A RESOLUÇAO. Consa. Claudia Navarro C D Lemos. Junho/ 2011

O CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA E A RESOLUÇAO. Consa. Claudia Navarro C D Lemos. Junho/ 2011 O CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA E A RESOLUÇAO 1.957/2010 Consa. Claudia Navarro C D Lemos Junho/ 2011 Código de Ética Médica (1965) Art. 53: A inseminação artificial heteróloga não é permitida. A homóloga

Leia mais

EDUCAÇÃO MÉDICA CONTINUADA SANTA CASA DE SÃO JOAQUIM DA BARRA Delegacia Regional de Ribeirão Preto

EDUCAÇÃO MÉDICA CONTINUADA SANTA CASA DE SÃO JOAQUIM DA BARRA Delegacia Regional de Ribeirão Preto 13 DE JUNHO 2013 EDUCAÇÃO MÉDICA CONTINUADA SANTA CASA DE SÃO JOAQUIM DA BARRA Delegacia Regional de Ribeirão Preto Lavinio Nilton Camarim Conselheiro do Cremesp Lei Federal 9.656/98 Lei dos Planos de

Leia mais

Interessado: Dr. M.M.S. Assunto: Escala de plantão de sobreaviso. Medico Plantonista de sobreaviso. Desligamento com ou sem aviso prévio.

Interessado: Dr. M.M.S. Assunto: Escala de plantão de sobreaviso. Medico Plantonista de sobreaviso. Desligamento com ou sem aviso prévio. PARECER CRM/MS N 12/2014 PROCESSO CONSULTA CRMMS 0011/2014 Interessado: Dr. M.M.S. Assunto: Escala de plantão de sobreaviso. Medico Plantonista de sobreaviso. Desligamento com ou sem aviso prévio. PARECERISTA:

Leia mais

RESPONSABILIDADE CIVIL E PENAL NA ÁREA DA SEGURANÇA DO TRABALHO

RESPONSABILIDADE CIVIL E PENAL NA ÁREA DA SEGURANÇA DO TRABALHO RESPONSABILIDADE CIVIL E PENAL NA ÁREA DA SEGURANÇA DO TRABALHO RESPONSABILIDADE CIVIL E CRIMINAL DECORRENTE DE ACIDENTES DE TRABALHO Constituição Federal/88 Art.1º,III A dignidade da pessoa humana. art.5º,ii

Leia mais

CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA

CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA RESOLUÇÃO CFM nº 1.957/2010 (Publicada no D.O.U. de 06 de janeiro de 2011, Seção I, p.79) A Resolução CFM nº 1.358/92, após 18 anos de vigência, recebeu modificações relativas

Leia mais

(PROCURADORA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL) Excelentíssimo Presidente do Supremo Tribunal Federal,

(PROCURADORA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL) Excelentíssimo Presidente do Supremo Tribunal Federal, A SRA. JANAÍNA BARBIER GONÇALVES (PROCURADORA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL) Excelentíssimo Presidente do Supremo Tribunal Federal, Ministro Gilmar Mendes, na pessoa de quem cumprimento as demais autoridades

Leia mais

PARECER CREMEB Nº 14/13 (Aprovado em Sessão Plenária de 05/04/2013)

PARECER CREMEB Nº 14/13 (Aprovado em Sessão Plenária de 05/04/2013) PARECER CREMEB Nº 14/13 (Aprovado em Sessão Plenária de 05/04/2013) Expediente Consulta Nº 018.621/2012 Assunto: Fertilização in vitro com material biológico de doador falecido. Relatora: Consª Maria Lúcia

Leia mais

DA RESPONSABILIDADE CIVIL DO MÉDICO por Jackson Domenico e Ana Ribeiro - RESPONSABILIDADE CIVIL OBJETIVA E SUBJETIVA

DA RESPONSABILIDADE CIVIL DO MÉDICO por Jackson Domenico e Ana Ribeiro - RESPONSABILIDADE CIVIL OBJETIVA E SUBJETIVA DA RESPONSABILIDADE CIVIL DO MÉDICO por Jackson Domenico e Ana Ribeiro - RESPONSABILIDADE CIVIL OBJETIVA E SUBJETIVA A responsabilidade civil tem como objetivo a reparação do dano causado ao paciente que

Leia mais

Tema: Perícia Médica do Instituto Nacional do Seguro Social

Tema: Perícia Médica do Instituto Nacional do Seguro Social Novo Código de Ética Médico e Saúde do Trabalhador Tema: Perícia Médica do Instituto Nacional do Seguro Social Realização: DIESAT Apoio: Fundacentro São Paulo, 22 jun 2010 Os dilemas, os sensos, os consensos,

Leia mais

Responsabilidade civil médicohospitalar na jurisprudência do STJ

Responsabilidade civil médicohospitalar na jurisprudência do STJ Responsabilidade civil médicohospitalar na jurisprudência do STJ 4º Congresso Brasileiro de Aspectos Legais para Gestores e Advogados de Saúde São Paulo, 24 de maio de 2013 Ricardo Villas Bôas Cueva Ministro

Leia mais

PARECER CREMEC N.º 06/2014 14/03/2014

PARECER CREMEC N.º 06/2014 14/03/2014 PARECER CREMEC N.º 06/2014 14/03/2014 PROCESSO-CONSULTA PROTOCOLO CREMEC Nº 6566/08 ASSUNTO: RESPONSABILIDADE MÉDICA PARECERISTA: CÂMARA TÉCNICA DE AUDITORIA DO CREMEC EMENTA O ato médico é responsabilidade

Leia mais

Of. Circular nº 16/12-CAO/Saúde-i (c./) Curitiba, 17 de outubro de 2012.

Of. Circular nº 16/12-CAO/Saúde-i (c./) Curitiba, 17 de outubro de 2012. MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARANÁ Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Proteção à Saúde Pública Of. Circular nº 16/12-CAO/Saúde-i (c./) Curitiba, 17 de outubro de 2012. Prezada(o) Colega.

Leia mais

DOS FATOS JURÍDICOS. FATO JURÍDICO = é todo acontecimento da vida relevante para o direito, mesmo que seja fato ilícito.

DOS FATOS JURÍDICOS. FATO JURÍDICO = é todo acontecimento da vida relevante para o direito, mesmo que seja fato ilícito. DOS FATOS JURÍDICOS CICLO VITAL: O direito nasce, desenvolve-se e extingue-se. Essas fases ou os chamados momentos decorrem de fatos, denominados de fatos jurídicos, exatamente por produzirem efeitos jurídicos.

Leia mais

CENTRO DE ENSINO UNIFICADO DE TERESINA LTDA FACULDADE DE CIÊNCIAS HUMANAS, SAÚDE, EXATAS E JURÍDICAS DE TERESINA COMISSÃO DE ÉTICA EM PESQUISA CEP

CENTRO DE ENSINO UNIFICADO DE TERESINA LTDA FACULDADE DE CIÊNCIAS HUMANAS, SAÚDE, EXATAS E JURÍDICAS DE TERESINA COMISSÃO DE ÉTICA EM PESQUISA CEP CENTRO DE ENSINO UNIFICADO DE TERESINA LTDA FACULDADE DE CIÊNCIAS HUMANAS, SAÚDE, EXATAS E JURÍDICAS DE TERESINA COMISSÃO DE ÉTICA EM PESQUISA CEP CRITÉRIOS DE ETICIDADE A SEREM AVALIADOS CONFORME A RES.196/96

Leia mais

O O CONFLITO ENTRE O PODER DE DIREÇÃO DA EMPRESA E A INTIMIDADE/PRIVACIDADE DO EMPREGADO NO AMBIENTE DE TRABALHO. Adriana Calvo

O O CONFLITO ENTRE O PODER DE DIREÇÃO DA EMPRESA E A INTIMIDADE/PRIVACIDADE DO EMPREGADO NO AMBIENTE DE TRABALHO. Adriana Calvo O O CONFLITO ENTRE O PODER DE DIREÇÃO DA EMPRESA E A INTIMIDADE/PRIVACIDADE DO EMPREGADO NO AMBIENTE DE TRABALHO Adriana Calvo Professora de Direito do Trabalho do Curso Preparatório para carreiras públicas

Leia mais

DIREITO ADMINISTRATIVO

DIREITO ADMINISTRATIVO DIREITO ADMINISTRATIVO RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO Atualizado até 13/10/2015 RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO NOÇÕES INTRODUTÓRIAS Quando se fala em responsabilidade, quer-se dizer que alguém deverá

Leia mais

CONSIDERAÇÕES SOBRE O NOVO CÓDIGO DE ÉTICA MÉDICA

CONSIDERAÇÕES SOBRE O NOVO CÓDIGO DE ÉTICA MÉDICA CONSIDERAÇÕES SOBRE O NOVO CÓDIGO DE ÉTICA MÉDICA Após dois anos de ampla consulta pública, entra em vigor o novo Código de Ética Médica (CEM). Publicado no Diário Oficial da União em 24 de setembro de

Leia mais

CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL 1988

CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL 1988 CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL 1988 TÍTULO VIII DA ORDEM SOCIAL CAPÍTULO II DA SEGURIDADE SOCIAL... Seção II Da Saúde... Art. 199. A assistência à saúde é livre à iniciativa privada. 1º

Leia mais

Da Responsabilidade Civil do Profissional da Contabilidade

Da Responsabilidade Civil do Profissional da Contabilidade Da Responsabilidade Civil do Profissional da Contabilidade Prof. Roberta Schneider Westphal Prof. Odair Barros www.rsw.adv.br A responsabilização profissional surge juntamente com qualquer manifestação

Leia mais

Responsabilidade Civil nas Atividades Empresariais. Profª. MSc. Maria Bernadete Miranda

Responsabilidade Civil nas Atividades Empresariais. Profª. MSc. Maria Bernadete Miranda Responsabilidade Civil nas Atividades Empresariais Para Reflexão Ao indivíduo é dado agir, em sentido amplo, da forma como melhor lhe indicar o próprio discernimento, em juízo de vontade que extrapola

Leia mais

Relação Médico Paciente: Segurança e risco

Relação Médico Paciente: Segurança e risco Relação Médico Paciente: Segurança e risco Tão importante quanto conhecer a doença que o homem tem, é conhecer o homem que tem a doença. (Osler) Conselheiro Fábio Augusto de Castro Guerra Vice-Presidente

Leia mais

ASSUNTO: Peculiaridades do transporte de pacientes pelo SAMU 192. RELATOR: Cons. Luiz Augusto Rogério Vasconcellos

ASSUNTO: Peculiaridades do transporte de pacientes pelo SAMU 192. RELATOR: Cons. Luiz Augusto Rogério Vasconcellos EXPEDIENTE CONSULTA N.º 209.644/11 PARECER CREMEB Nº 21/13 (Aprovado em Sessão Plenária de 21/05/2013) ASSUNTO: Peculiaridades do transporte de pacientes pelo SAMU 192. RELATOR: Cons. Luiz Augusto Rogério

Leia mais

Anotações de aula Aline Portelinha 2015

Anotações de aula Aline Portelinha 2015 Anotações de aula Aline Portelinha 2015 Aula 10 CONSELHOS DE MEDICINA Conselhos de Medicina O que são Constituem, em seu conjunto, uma autarquia federal, cada um deles dotado de autonomia administrativa

Leia mais

RESPONSABILIDADE CIVIL DOS OPERADORES DE NEGÓCIOS IMOBILIÁRIOS

RESPONSABILIDADE CIVIL DOS OPERADORES DE NEGÓCIOS IMOBILIÁRIOS RESPONSABILIDADE CIVIL DOS OPERADORES DE NEGÓCIOS IMOBILIÁRIOS Atividade de intermediação de negócios imobiliários relativos à compra e venda e locação Moira de Toledo Alkessuani Mercado Imobiliário Importância

Leia mais

CONSELHO REGIONAL DE MEDICINA DO ESTADO DE MATO GROSSO

CONSELHO REGIONAL DE MEDICINA DO ESTADO DE MATO GROSSO 1 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 PROCESSO CONSULTA CRM-MT Nº 17/2013 PARECER CONSULTA CRM-MT Nº 22/2013 DATA DA ENTRADA: 22 de abril de 2013 INTERESSADA:COORDENADORIA DE VIGILANCIA SANITÁRIA DE CUIABÁ

Leia mais

PARTE EXPOSITIVA. SGAS 915 Lote 72 CEP: 70390-150 Brasília-DF FONE: (61) 3445 5900 FAX: (61) 3346 0231 http://www.portalmedico.org.

PARTE EXPOSITIVA. SGAS 915 Lote 72 CEP: 70390-150 Brasília-DF FONE: (61) 3445 5900 FAX: (61) 3346 0231 http://www.portalmedico.org. PROCESSO-CONSULTA CFM nº 9.936/10 PARECER CFM nº 15/12 INTERESSADO: INSS Instituto Nacional do Seguro Social ASSUNTO: Registro e comunicação de afastamento e/ou substituição de diretor técnico e clínico

Leia mais

Abaixo, você encontra perguntas e respostas frequentes sobre o exercício profissional dos médicos.

Abaixo, você encontra perguntas e respostas frequentes sobre o exercício profissional dos médicos. Consultas à Defesa Anualmente, o Departamento de Defesa Profissional da Associação Paulista de Medicina (APM) realiza cerca de mil atendimentos, esclarecendo dúvidas sobre uma série de assuntos e garantindo

Leia mais

Principais modificações incluídas na Res. 466/12 que revogou a Res. 196/96

Principais modificações incluídas na Res. 466/12 que revogou a Res. 196/96 Principais modificações incluídas na Res. 466/12 que revogou a Res. 196/96 I PREÂMBULO RESOLUÇÃO 196/96 Mirian Ghiraldini Franco Informa que a Resolução está fundamentada nos principais documentos internacionais

Leia mais

RESPONSABILIDADE TÉCNICA DO NUTRICIONISTA: QUESTÃO ÉTICA, LEGAL E CIVIL

RESPONSABILIDADE TÉCNICA DO NUTRICIONISTA: QUESTÃO ÉTICA, LEGAL E CIVIL RESPONSABILIDADE TÉCNICA DO NUTRICIONISTA: QUESTÃO ÉTICA, LEGAL E CIVIL LEGISLAÇÃO PERTINENTE AO EXERCÍCIO PROFISSIONAL; RESPONSABILIDADE ÉTICA; RESPONSABILIDADE TÉCNICA; REPONSABILIDADE CIVIL; RESPONSABILIDADE

Leia mais

Texto CURSO DE COOPERATIVISMO AUDITORIA EM SAÚDE

Texto CURSO DE COOPERATIVISMO AUDITORIA EM SAÚDE Texto CURSO DE COOPERATIVISMO AUDITORIA EM SAÚDE Etimologia Termo Auditoria deriva: Palavra inglesa audit que significa examinar, corrigir, certificar. Do latim auditore O que ouve; ouvinte. Definição

Leia mais

FABIANA PRADO DOS SANTOS NOGUEIRA CONSELHEIRA CRMMG DELEGADA REGIONAL UBERABA

FABIANA PRADO DOS SANTOS NOGUEIRA CONSELHEIRA CRMMG DELEGADA REGIONAL UBERABA FABIANA PRADO DOS SANTOS NOGUEIRA CONSELHEIRA CRMMG DELEGADA REGIONAL UBERABA FABIANA PRADO DOS SANTOS NOGUEIRA CONSELHEIRA CRMMG DELEGADA REGIONAL UBERABA Conjunto de normas que definem os aspectos da

Leia mais

NOTIFICAÇÃO Nº 007.2015.59.1.1.930434.2014.56225

NOTIFICAÇÃO Nº 007.2015.59.1.1.930434.2014.56225 NOTIFICAÇÃO Nº 007.2015.59.1.1.930434.2014.56225 O MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO AMAZONAS, pela Promotora de Justiça Dra. DELISA OLÍVIA VIEIRALVES FERREIRA, no exercício regular de suas atribuições institucionais,

Leia mais

PRÓTESES PIP E RÓFIL DIREITO MÉDICO

PRÓTESES PIP E RÓFIL DIREITO MÉDICO O caso das PRÓTESES PIP E RÓFIL O Ingracio Advogados Associados vem por meio desta apresentar breves considerações acerca do tema esperando contribuir com o esclarecimento da classe médica. 1. A ANVISA,

Leia mais

PARECER N.º P/01/APB/05 SOBRE A UTILIZAÇÃO DE EMBRIÕES HUMANOS EM INVESTIGAÇÃO CIENTÍFICA

PARECER N.º P/01/APB/05 SOBRE A UTILIZAÇÃO DE EMBRIÕES HUMANOS EM INVESTIGAÇÃO CIENTÍFICA PARECER N.º P/01/APB/05 SOBRE A UTILIZAÇÃO DE EMBRIÕES HUMANOS EM INVESTIGAÇÃO CIENTÍFICA RELATOR: RUI NUNES 1 PREÂMBULO Poucas questões têm despertado tanta controvérsia como a natureza e a atribuição

Leia mais

COMISSÃO DAS COMUNIDADES EUROPEIAS. Proposta de DECISÃO DO CONSELHO

COMISSÃO DAS COMUNIDADES EUROPEIAS. Proposta de DECISÃO DO CONSELHO COMISSÃO DAS COMUNIDADES EUROPEIAS Bruxelas, 9.7.2003 COM (2003) 390 final 2003/0151 (CNS) Proposta de DECISÃO DO CONSELHO que altera a Decisão 2002/834/CE que adopta o programa específico de investigação,

Leia mais

A R E R S E PONS N A S B A ILID I A D D A E D E C I C VIL N O N

A R E R S E PONS N A S B A ILID I A D D A E D E C I C VIL N O N A RESPONSABILIDADE CIVIL NO DIREITO DE FAMÍLIA 06.09.2014 Dimas Messias de Carvalho Mestre em Direito Constitucional Promotor de Justiça aposentado/mg Professor na UNIFENAS e UNILAVRAS Advogado Membro

Leia mais

CONSULTA Nº 91.404/2012

CONSULTA Nº 91.404/2012 1 CONSULTA Nº 91.404/2012 Assunto: Dificuldades com internações de pacientes dependentes químicos, encaminhados por ordem judicial Relator: Conselheiro Mauro Gomes Aranha de Lima. Ementa: Hospital psiquiátrico.

Leia mais

DECRETO Nº 7.508, DE 28 DE JUNHO DE 2011.

DECRETO Nº 7.508, DE 28 DE JUNHO DE 2011. DECRETO Nº 7.508, DE 28 DE JUNHO DE 2011. Regulamenta a Lei n o 8.080, de 19 de setembro de 1990, para dispor sobre a organização do Sistema Único de Saúde - SUS, o planejamento da saúde, a assistência

Leia mais

Dispõe sobre a remoção de órgãos, tecidos e partes do corpo humano para fins de transplante e tratamento e dá outras providências.

Dispõe sobre a remoção de órgãos, tecidos e partes do corpo humano para fins de transplante e tratamento e dá outras providências. LEI N 9.434-4 de Fevereiro de 1997 Dispõe sobre a remoção de órgãos, tecidos e partes do corpo humano para fins de transplante e tratamento e dá outras providências. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber

Leia mais

Procedimento Administrativo IV 1.30.001.005532/2011-08 RECOMENDAÇÃO MPF/PRRJ/GAB/AMLC N 01/2012

Procedimento Administrativo IV 1.30.001.005532/2011-08 RECOMENDAÇÃO MPF/PRRJ/GAB/AMLC N 01/2012 Procedimento Administrativo IV 1.30.001.005532/2011-08 RECOMENDAÇÃO MPF/PRRJ/GAB/AMLC N 01/2012 O MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL, pelos Procuradores da República abaixo firmados, no uso de suas atribuições

Leia mais

Dr. Guilherme Augusto Gonçalves Machado advogado mestrando em Direito Empresarial pela Faculdade de Direito Milton Campos

Dr. Guilherme Augusto Gonçalves Machado advogado mestrando em Direito Empresarial pela Faculdade de Direito Milton Campos $ 5(63216$%,/,'$'( &,9,/ '2 3529('25 '( $&(662,17(51(7 Dr. Guilherme Augusto Gonçalves Machado advogado mestrando em Direito Empresarial pela Faculdade de Direito Milton Campos A Internet se caracteriza

Leia mais

MODELO REGIMENTO DO CORPO CLÍNICO CAPÍTULO I CONCEITUAÇÃO

MODELO REGIMENTO DO CORPO CLÍNICO CAPÍTULO I CONCEITUAÇÃO MODELO REGIMENTO DO CORPO CLÍNICO CAPÍTULO I CONCEITUAÇÃO Art. 1º - Corpo Clínico é o conjunto de médicos que se propõe a assumir solidariamente a responsabilidade de prestar atendimento aos usuários que

Leia mais

[FÊNIX ASSOCIAÇÃO PRÓ SAÚDE MENTAL]

[FÊNIX ASSOCIAÇÃO PRÓ SAÚDE MENTAL] A IMPORTÂNCIA DO MINISTÉRIO PÚBLICO NA SAÚDE O Ministério Público tem a sua razão de ser na necessidade de ativar o Poder Judiciário, em pontos em que esta remanesceria inerte porque o interesse agredido

Leia mais

A.B.P. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE PSIQUIATRIA

A.B.P. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE PSIQUIATRIA A.B.P. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE PSIQUIATRIA Talvane M. de Moraes Médico especialista em psiquiatria forense Livre Docente e Doutor em Psiquiatria Professor de psiquiatria forense da Escola da Magistratura

Leia mais

OAB 1ª Fase Direito Civil Responsabilidade Civil Duarte Júnior

OAB 1ª Fase Direito Civil Responsabilidade Civil Duarte Júnior OAB 1ª Fase Direito Civil Responsabilidade Civil Duarte Júnior 2012 Copyright. Curso Agora eu Passo - Todos os direitos reservados ao autor. RESPONSABILIDADE CIVIL É A OBRIGAÇÃO QUE INCUMBE A ALGUÉM DE

Leia mais

Brigada 1 Combate Voluntário a Incêndios Florestais CNPJ 05 840 482 0001/01

Brigada 1 Combate Voluntário a Incêndios Florestais CNPJ 05 840 482 0001/01 REGIMENTO INTERNO O presente Regimento Interno, dirigido aos associados da ONG Brigada 1, inscrita no CNPJ 05.840.482/0001-01 e previsto no Art. 4º do Capítulo II do Estatuto da Instituição, visa estabelecer

Leia mais

MINUTA DE RESOLUÇÃO CFM

MINUTA DE RESOLUÇÃO CFM MINUTA DE RESOLUÇÃO CFM Dispõe sobre a normatização do funcionamento dos prontos-socorros hospitalares, assim como do dimensionamento da equipe médica e do sistema de trabalho. O Conselho Federal de Medicina,

Leia mais

ORIENTAÇÕES DIREITO CIVIL ORIENTAÇÕES CÓDIGO CIVIL BRASILEIRO

ORIENTAÇÕES DIREITO CIVIL ORIENTAÇÕES CÓDIGO CIVIL BRASILEIRO ORIENTAÇÕES DIREITO CIVIL ORIENTAÇÕES CÓDIGO CIVIL BRASILEIRO IGUALDADE ENTRE SEXOS - Em conformidade com a Constituição Federal de 1988, ao estabelecer que "homens e mulheres são iguais em direitos e

Leia mais

ANEXO I DO OBJETO. Descrição da Prestação de Serviços relacionados à CIRURGIA GERAL da FUSAM, compreendendo as seguintes funções:

ANEXO I DO OBJETO. Descrição da Prestação de Serviços relacionados à CIRURGIA GERAL da FUSAM, compreendendo as seguintes funções: ANEXO I DO OBJETO Descrição da Prestação de Serviços relacionados à CIRURGIA GERAL da FUSAM, compreendendo as seguintes funções: 1) Os serviços deverão ser prestados nas dependências da Fundação por profissionais

Leia mais

CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES GERAIS CAPÍTULO II DOS MEDIADORES CAPÍTULO III DOS MEDIADORES JUDICIAIS CAPÍTULO IV DO PROCEDIMENTO DE MEDIAÇÃO

CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES GERAIS CAPÍTULO II DOS MEDIADORES CAPÍTULO III DOS MEDIADORES JUDICIAIS CAPÍTULO IV DO PROCEDIMENTO DE MEDIAÇÃO Projeto de Lei do Senado/Câmara n o de CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES GERAIS CAPÍTULO II DOS MEDIADORES CAPÍTULO III DOS MEDIADORES JUDICIAIS CAPÍTULO IV DO PROCEDIMENTO DE MEDIAÇÃO Seção I - Da Mediação Judicial

Leia mais

Profilaxia das alegações de erro médico. Paulo Afonso - BA

Profilaxia das alegações de erro médico. Paulo Afonso - BA Profilaxia das alegações de erro médico Paulo Afonso - BA Princípios Fundamentais do CEM I - A Medicina é uma profissão a serviço da saúde do ser humano e da coletividade e será exercida sem discriminação

Leia mais

Resolução nº 333, de 3 de fevereiro de 2004.

Resolução nº 333, de 3 de fevereiro de 2004. CONSELHO FEDERAL DE NUTRICIONISTAS Resolução nº 333, de 3 de fevereiro de 2004. Dispõe sobre o Código de Ética Profissional dos Técnicos em Nutrição e Dietética e dá outras providências. O Conselho Federal

Leia mais

ANEXO I DO OBJETO. 3) Os profissionais contratados deverão providenciar o cadastramento junto ao corpo clínico da CONTRATANTE, como membros efetivos;

ANEXO I DO OBJETO. 3) Os profissionais contratados deverão providenciar o cadastramento junto ao corpo clínico da CONTRATANTE, como membros efetivos; ANEXO I DO OBJETO Descrição da PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS EM NEUROCIRURGIA E NEUROLOGIA AOS PACIENTES DO HOSPITAL, PRONTO SOCORRO ADULTO, PRONTO SOCORRO INFANTIL E AMBULATÓRIO, compreendendo as seguintes funções:

Leia mais

EMENTA: Auditoria Hospitalar Relação Contratual entre Hospitais e Operadoras de Saúde CONSULTA

EMENTA: Auditoria Hospitalar Relação Contratual entre Hospitais e Operadoras de Saúde CONSULTA PARECER Nº 2442/2014 CRM-PR PROCESSO CONSULTA N. º 157/2010 PROTOCOLO N. º 20097/2010 ASSUNTO: AUDITORIA HOSPITALAR RELAÇÃO CONTRATUAL ENTRE HOSPITAIS E OPERADORAS DE SAÚDE PARECERISTA: CONS.º DONIZETTI

Leia mais

RESOLUÇÃO CFN Nº. 333/2004

RESOLUÇÃO CFN Nº. 333/2004 RESOLUÇÃO CFN Nº. 333/2004 Dispõe sobre o Código de Ética Profissional dos Técnicos em Nutrição e Dietética e dá outras providências. O Conselho Federal de Nutricionistas, no uso das atribuições que lhe

Leia mais

CÓDIGO DE ÉTICA DOS TÉCNICOS DE SEGURANÇA DO TRABALHO

CÓDIGO DE ÉTICA DOS TÉCNICOS DE SEGURANÇA DO TRABALHO CÓDIGO DE ÉTICA DOS TÉCNICOS DE SEGURANÇA DO TRABALHO Considerando a intensificação do relacionamento do profissional na área da segurança do trabalho, sendo imperativo para a disciplina profissional,

Leia mais

PARECER CRM/MS N 16/2012 PROCESSO CONSULTA Nº 33/2011 INTERESSADO:

PARECER CRM/MS N 16/2012 PROCESSO CONSULTA Nº 33/2011 INTERESSADO: PARECER CRM/MS N 16/2012 PROCESSO CONSULTA Nº 33/2011 INTERESSADO: Dra. B. F. D./SECRETARIA DE ESTADO DA SAUDE/MS ASSUNTO/PALAVRA CHAVE: Sigilo medico. Prontuário Médico. Registro de Câncer de Base Populacional.

Leia mais

1. CADASTRO 2. AGENDAMENTOS:

1. CADASTRO 2. AGENDAMENTOS: 1. CADASTRO Para atuar no Hospital São Luiz, todo médico tem de estar regularmente cadastrado. No momento da efetivação, o médico deve ser apresentado por um membro do corpo clínico, munido da seguinte

Leia mais

ERROS NOS PROCEDIMENTOS DE ENFERMAGEM CONTEXTO, CONDIÇÕES DE TRABALHO E RESPONSABILIDADES

ERROS NOS PROCEDIMENTOS DE ENFERMAGEM CONTEXTO, CONDIÇÕES DE TRABALHO E RESPONSABILIDADES ERROS NOS PROCEDIMENTOS DE ENFERMAGEM CONTEXTO, CONDIÇÕES DE TRABALHO E RESPONSABILIDADES Palestrante: Cláudio Márcio de Oliveira Leal Procurador Geral COREN/PI FUNDAMENTOS LEGAIS DO REGISTRO DE ENFERMAGEM.

Leia mais

Acesso à anticoncepção de emergência: direito das mulheres e dever do Estado Beatriz Galli

Acesso à anticoncepção de emergência: direito das mulheres e dever do Estado Beatriz Galli Acesso à anticoncepção de emergência: direito das mulheres e dever do Estado Beatriz Galli A anticoncepção, ou contracepção de emergência é um método contraceptivo que pode evitar a gravidez após a relação

Leia mais

Responsabilidade Civil Engenheiros e Arquitetos E&O e D&O

Responsabilidade Civil Engenheiros e Arquitetos E&O e D&O Responsabilidade Civil Engenheiros e Arquitetos E&O e D&O AsBEA Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura Encontro Regional AsBEA 2010 Nada a perder, algo a ganhar... Algo a ganhar, pouco a

Leia mais

PROCESSO CONSULTA Nº 10/2014 PARECER CONSULTA Nº 04/2015

PROCESSO CONSULTA Nº 10/2014 PARECER CONSULTA Nº 04/2015 PROCESSO CONSULTA Nº 10/2014 PARECER CONSULTA Nº 04/2015 Solicitantes: DR. M. L. B. CRM/GO XXXX Conselheiro Parecerista: DR. PAULO ROBERTO CUNHA VENCIO Assunto: RESPONSABILIDADE ÉTICA E LEGAL DE PROFESSOR

Leia mais

Conteúdo: Direitos da Personalidade: Características: Irrenunciabilidade; Espécies: Direito ao Corpo.

Conteúdo: Direitos da Personalidade: Características: Irrenunciabilidade; Espécies: Direito ao Corpo. Turma e Ano: Flex A (2014) Matéria / Aula: Civil (Parte Geral) / Aula 07 Professor: Rafael da Motta Mendonça Conteúdo: Direitos da Personalidade: Características: Irrenunciabilidade; Espécies: Direito

Leia mais

autorização ou em desconformidade com autorização do legítimo titular da rede de computadores, dispositivo de comunicação

autorização ou em desconformidade com autorização do legítimo titular da rede de computadores, dispositivo de comunicação PROJETO DE LEI Nº 84/1999 CRIMES INFORMÁTICOS COMPARATIVO ENTRE A VERSÃO APROVADA NO SENADO E APRESENTADA NO PLENÁRIO DA CÂMARA EM 18/07/2008, E O SUBSTITUTIVO DO RELATOR NA COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO, JUSTIÇA

Leia mais

Responsabilidade Civil de Provedores

Responsabilidade Civil de Provedores Responsabilidade Civil de Provedores Impactos do Marco Civil da Internet (Lei Nº 12.965, de 23 abril de 2014) Fabio Ferreira Kujawski Modalidades de Provedores Provedores de backbone Entidades que transportam

Leia mais

1) Pressupostos da responsabilidade civil: Conduta: ação ou omissão, própria ou alheia. Responsabilidade in vigilando e in eligendo.

1) Pressupostos da responsabilidade civil: Conduta: ação ou omissão, própria ou alheia. Responsabilidade in vigilando e in eligendo. 1 PONTO 1: Pressupostos da responsabilidade civil 1) Pressupostos da responsabilidade civil: Conduta: ação ou omissão, própria ou alheia. Responsabilidade in vigilando e in eligendo. Dano: material, moral

Leia mais

BREVE ANÁLISE ACERCA DAS ALTERAÇÕES INTRODUZIDAS NA LEI N O 9.656, DE 03 DE JUNHO DE 1998, PELA LEI N O 13.003, DE 24 DE JUNHO DE 2014

BREVE ANÁLISE ACERCA DAS ALTERAÇÕES INTRODUZIDAS NA LEI N O 9.656, DE 03 DE JUNHO DE 1998, PELA LEI N O 13.003, DE 24 DE JUNHO DE 2014 BREVE ANÁLISE ACERCA DAS ALTERAÇÕES INTRODUZIDAS NA LEI N O 9.656, DE 03 DE JUNHO DE 1998, PELA LEI N O 13.003, DE 24 DE JUNHO DE 2014 Guilherme Portes Rio de Janeiro 08 de agosto de 2014 Advogado e Sócio

Leia mais

ENUNCIADOS. Suspensão Condicional do Processo. Lei Maria da Penha e Contravenções Penais

ENUNCIADOS. Suspensão Condicional do Processo. Lei Maria da Penha e Contravenções Penais ENUNCIADOS Suspensão Condicional do Processo Enunciado nº 01 (001/2011): Nos casos de crimes de violência doméstica e familiar contra a mulher não se aplica a suspensão condicional do processo. (Aprovado

Leia mais

-VIA DA UNIMED- CONSENTIMENTO INFORMADO - OBRIGATORIAMENTE NECESSÁRIO PARA CIRURGIA DE VASECTOMIA.

-VIA DA UNIMED- CONSENTIMENTO INFORMADO - OBRIGATORIAMENTE NECESSÁRIO PARA CIRURGIA DE VASECTOMIA. Após Preenchimento entregar: ORIGINAL NA ULP; 01 CÓPIA P/ HOSPITAL; 01 CÓPIA P/ MÉDICO. -VIA DA UNIMED- CONSENTIMENTO INFORMADO - OBRIGATORIAMENTE NECESSÁRIO PARA CIRURGIA DE VASECTOMIA. DECLARAÇÃO DO

Leia mais

II Jornadas de Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho

II Jornadas de Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho II Jornadas de Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho A responsabilidade civil e criminal no âmbito da SHST Luís Claudino de Oliveira 22/maio/2014 Casa das Histórias da Paula Rego - Cascais Sumário 1.

Leia mais

RESPONSABILIDADE DO SERVIDOR E DEVERES DO ADMINISTRADOR

RESPONSABILIDADE DO SERVIDOR E DEVERES DO ADMINISTRADOR RESPONSABILIDADE DO SERVIDOR E DEVERES DO ADMINISTRADOR A punição administrativa ou disciplinar não depende de processo civil ou criminal a que se sujeite também o servidor pela mesma falta, nem obriga

Leia mais

LEI DE PROGRAMA DE COMPUTADOR

LEI DE PROGRAMA DE COMPUTADOR LEI DE PROGRAMA DE COMPUTADOR LEI Nº 9.609, de 19 de fevereiro de 1998 Dispõe sobre a proteção de propriedade intelectual de programa de computador, sua comercialização no País, e dá outras providências.

Leia mais

REGIMENTO INTERNO DO HOSPITAL SANTA HELENA

REGIMENTO INTERNO DO HOSPITAL SANTA HELENA 20//2013 1 REGIMENTO INTERNO DO HOSPITAL SANTA HELENA CAPÍTULO I Princípios e Objetivos ARTIGO 1 O regimento interno do corpo clínico visa disciplinar a constituição, ações, relações, avaliações e direção

Leia mais

NOTA TÉCNICA Perguntas e respostas referentes às Resoluções do CFF nº 585 e nº 586, de 29 de agosto de 2013.

NOTA TÉCNICA Perguntas e respostas referentes às Resoluções do CFF nº 585 e nº 586, de 29 de agosto de 2013. NOTA TÉCNICA Perguntas e respostas referentes às Resoluções do CFF nº 585 e nº 586, de 29 de agosto de 2013. Assessoria da Presidência Assessoria técnica Grupo de consultores ad hoc Conselho Federal de

Leia mais

EXPERT GROUP MEETING ON SUSTAINABLE URBAN TRANSPORT: MODERNISING AND GREENING TAXI FLEETS IN LATIN AMERICAN CITIES

EXPERT GROUP MEETING ON SUSTAINABLE URBAN TRANSPORT: MODERNISING AND GREENING TAXI FLEETS IN LATIN AMERICAN CITIES EXPERT GROUP MEETING ON SUSTAINABLE URBAN TRANSPORT: MODERNISING AND GREENING TAXI FLEETS IN LATIN AMERICAN CITIES United Nations Department of Economic and Social Affairs (DESA) Rio de Janeiro, 18 e 19

Leia mais

TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO

TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO O(A) paciente, ou seu responsável, declara, para todos os fins legais, especialmente do disposto no artigo 39, VI, da Lei, 8.078/90 que dá plena autorização ao

Leia mais

Algumas Considerações sobre Assistência à Saúde

Algumas Considerações sobre Assistência à Saúde 254 Algumas Considerações sobre Assistência à Saúde Luiz Eduardo de Castro Neves 1 Nos dias atuais, em que há cada vez mais interesse em bens de consumo, é, sem dúvida, nos momentos em que as pessoas se

Leia mais

TERMO DE CREDENCIAMENTO N. 003/2015

TERMO DE CREDENCIAMENTO N. 003/2015 TERMO DE CREDENCIAMENTO N. 003/2015 Por este Instrumento de Credenciamento, que entre si celebram o FUNDO MUNICIPAL DE SAUDE DE MONTIVIDIU DO NORTE FMS,, pessoa jurídica de direito público interno, inscrito

Leia mais

Ministério da Saúde Agência Nacional de Vigilância Sanitária RESOLUÇÃO - RDC Nº 29, DE 12 DE MAIO DE 2008

Ministério da Saúde Agência Nacional de Vigilância Sanitária RESOLUÇÃO - RDC Nº 29, DE 12 DE MAIO DE 2008 ADVERTÊNCIA Este texto não substitui o publicado no Diário Oficial da União Ministério da Saúde Agência Nacional de Vigilância Sanitária RESOLUÇÃO - RDC Nº 29, DE 12 DE MAIO DE 2008 Aprova o Regulamento

Leia mais

PARECER TÉCNICO I ANÁLISE E FUNDAMENTAÇÃO:

PARECER TÉCNICO I ANÁLISE E FUNDAMENTAÇÃO: PARECER TÉCNICO ASSUNTO: Solicitação de parecer acerca de Técnico de Enfermagem lotado no Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) de transtorno mental acompanhar paciente internado em outra instituição,

Leia mais

Momento ético Prontuário Médico

Momento ético Prontuário Médico Momento ético Prontuário Médico Luiz Antonio da Costa Sardinha Conselheiro Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo PRONTUÁRIO MÉDICO Tem um morto no plantão. Por onde iniciar História Tudo

Leia mais

Centro Universitário de Várzea Grande Curso de Graduação em Enfermagem

Centro Universitário de Várzea Grande Curso de Graduação em Enfermagem Centro Universitário de Várzea Grande Curso de Graduação em Enfermagem ENFERMAGEM COMO CIÊNCIA (Ética e bioética em enfermagem) Profª. Ingrid Letícia Fernandes Resumo produzido para a disciplina de Enfermagem

Leia mais

Responsabilidade civil do médico e processo civil

Responsabilidade civil do médico e processo civil SIMPÓSIO MEDICINA E DIREITO Responsabilidade civil do médico e processo civil Jorge R. Ribas Timi 1, Patrick G. Mercer 2 Atualmente, a responsabilidade civil do médico é um tema que preocupa tanto médicos

Leia mais

CONSELHOS TUTELARES FUNÇÕES E ATRIBUIÇÕES

CONSELHOS TUTELARES FUNÇÕES E ATRIBUIÇÕES CONSELHOS TUTELARES FUNÇÕES E ATRIBUIÇÕES Conselho Tutelar Órgão permanente e autônomo, não jurisdicional, encarregado pela sociedade de zelar pelo cumprimento dos direitos da criança e do adolescente,

Leia mais

Dispõe sobre a regulamentação dos estágios curriculares de internato para alunos da Faculdade de Medicina de Botucatu.

Dispõe sobre a regulamentação dos estágios curriculares de internato para alunos da Faculdade de Medicina de Botucatu. Campus de Botucatu PORTARIA nº 141 de 20 de setembro de 2000 Dispõe sobre a regulamentação dos estágios curriculares de internato para alunos da Faculdade de Medicina de Botucatu. O Diretor da Faculdade

Leia mais

29 a 30 de maio de 2008 RESPONSABILIDADE CIVIL E RELAÇÕES TRABALHISTAS. Fraiburgo Santa Catarina

29 a 30 de maio de 2008 RESPONSABILIDADE CIVIL E RELAÇÕES TRABALHISTAS. Fraiburgo Santa Catarina 29 a 30 de maio de 2008 RESPONSABILIDADE CIVIL E RELAÇÕES TRABALHISTAS Fraiburgo Santa Catarina A responsabilidade civil é a aplicação de medidas que obriguem uma pessoa a reparar o dano moral ou patrimonial

Leia mais

Conceito. Responsabilidade Civil do Estado. Teorias. Risco Integral. Risco Integral. Responsabilidade Objetiva do Estado

Conceito. Responsabilidade Civil do Estado. Teorias. Risco Integral. Risco Integral. Responsabilidade Objetiva do Estado Conceito Responsabilidade Civil do Estado é a obrigação que ele tem de reparar os danos causados a terceiros em face de comportamento imputável aos seus agentes. chama-se também de responsabilidade extracontratual

Leia mais

Aula 5 Pressupostos da responsabilidade civil (Culpa).

Aula 5 Pressupostos da responsabilidade civil (Culpa). Aula 5 Pressupostos da responsabilidade civil (Culpa). Pressupostos da responsabilidade civil subjetiva: 1) Ato ilícito; 2) Culpa; 3) Nexo causal; 4) Dano. Como já analisado, ato ilícito é a conduta voluntária

Leia mais

Teoria das nulidades dos atos de advocacia. Dispõe o Estatuto da Advocacia (Lei Federal n.º 8.906/94):

Teoria das nulidades dos atos de advocacia. Dispõe o Estatuto da Advocacia (Lei Federal n.º 8.906/94): Thiago d Ávila Membro da Advocacia-Geral da União. Procurador Federal. Procurador do INCRA em Natal/RN. Ex-Procurador do INSS. Ex-Procurador do Órgão de Arrecadação da Procuradoria-Geral Federal. Dedica-se

Leia mais