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2 954379_cor_pt_p :31 Pagina 2 AVISO AO LEITOR A presente publicação contém o texto do Tratado que estabelece uma Constituição para a Europa, assinado em Roma, a 29 de Outubro de 2004, e publicado no Jornal Oficial da União Europeia em 16 de Dezembro de 2004 (Série C, n.º 310). Nota--se que, em conformidade com o n.º 2 do artigo IV--447.º do presente Tratado, este texto só produzirá efeitos na respectiva data de entrada em vigor. Este texto constitui um instrumento de documentação que não implica a responsabilidade das instituições. Do sítio criado para informar os cidadãos europeus constam informações complementares sobre a Constituição e respectivo processo de elaboração: Europe Direct é um serviço que o/a ajuda a encontrar respostas às suas perguntas sobre a União Europeia Número verde único: Encontram-se disponíveis numerosas outras informações sobre a União Europeia na rede Internet, via servidor Europa (http://europa.eu.int) Uma ficha bibliográfica figura no fim desta publicação Luxemburgo: Serviço das Publicações Oficiais das Comunidades Europeias, 2005 ISBN Comunidades Europeias, 2005 Reprodução autorizada mediante indicação da fonte Printed in Belgium IMPRESSO EM PAPEL BRANQUEADO SEM CLORO

3 954379_cor_p :49 Pagina 3 ÍNDICE PREÂMBULO... 9 PARTE I TÍTULO I DEFINIÇÃO E OBJECTIVOS DA UNIÃO TÍTULO II DIREITOS FUNDAMENTAIS E CIDADANIA DA UNIÃO TÍTULO III COMPETÊNCIAS DA UNIÃO TÍTULO IV INSTITUIÇÕES E ÓRGÃOS DA UNIÃO CAPÍTULO I QUADRO INSTITUCIONAL CAPÍTULO II OUTRAS INSTITUIÇÕES E ÓRGÃOS CONSULTIVOS DA UNIÃO TÍTULO V EXERCÍCIO DAS COMPETÊNCIAS DA UNIÃO CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES COMUNS CAPÍTULO II DISPOSIÇÕES ESPECÍFICAS CAPÍTULO III COOPERAÇÃO REFORÇADA TÍTULO VI VIDA DEMOCRÁTICA DA UNIÃO TÍTULO VII FINANÇAS DA UNIÃO TÍTULO VIII A UNIÃO E OS ESTADOS VIZINHOS TÍTULO IX QUALIDADE DE MEMBRO DA UNIÃO PARTE II CARTA DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS DA UNIÃO PREMBULO TÍTULO I DIGNIDADE TÍTULO II LIBERDADES TÍTULO III IGUALDADE TÍTULO IV SOLIDARIEDADE TÍTULO V CIDADANIA TÍTULO VI JUSTIÇA TÍTULO VII DISPOSIÇÕES GERAIS QUE REGEM A INTERPRETAÇÃO E A APLICAÇÃO DA CARTA PARTE III POLÍTICAS E FUNCIONAMENTO DA UNIÃO TÍTULO I DISPOSIÇÕES DE APLICAÇÃO GERAL TÍTULO II NÃO DISCRIMINAÇÃO E CIDADANIA TÍTULO III POLÍTICAS E ACÇÕES INTERNAS CAPÍTULO I MERCADO INTERNO Secção 1 Estabelecimento e funcionamento do mercado interno Secção 2 Livre circulação de pessoas e de serviços Subsecção 1 Trabalhadores Subsecção 2 Liberdade de estabelecimento Subsecção 3 Liberdade de prestação de serviços Secção 3 Livre circulação de mercadorias Subsecção 1 União aduaneira Subsecção 2 Cooperação aduaneira Subsecção 3 Proibição de restrições quantitativas Secção 4 Capitais e pagamentos... 72

4 954379_TRAITE_PT_1_ :53 Pagina 4 Secção 5 Regras de concorrência Subsecção 1 Regras aplicáveis às empresas Subsecção 2 Auxílios concedidos pelos Estados-Membros Secção 6 Disposições fiscais Secção 7 Disposições comuns CAPÍTULO II POLÍTICA ECONÓMICA E MONETÁRIA Secção 1 Política económica Secção 2 Política monetária Secção 3 Disposições institucionais Secção 4 Disposições específicas para os Estados-Membros cuja moeda seja o euro Secção 5 Disposições transitórias CAPÍTULO III POLÍTICAS NOUTROS DOMÍNIOS Secção 1 Emprego Secção 2 Política social Secção 3 Coesão económica, social e territorial Secção 4 Agricultura e pescas Secção 5 Ambiente Secção 6 Defesa dos consumidores Secção 7 Transportes Secção 8 Redes transeuropeias Secção 9 Investigação e desenvolvimento tecnológico e espaço Secção 10 Energia CAPÍTULO IV ESPAÇO DE LIBERDADE, SEGURANÇA E JUSTIÇA Secção 1 Disposições gerais Secção 2 Políticas relativas aos controlos nas fronteiras, ao asilo e à imigração Secção 3 Cooperação judiciária em matéria civil Secção 4 Cooperação judiciária em matéria penal Secção 5 Cooperação policial CAPÍTULO V DOMÍNIOS EM QUE A UNIÃO PODE DECIDIR DESENVOLVER UMA ACÇÃO DE APOIO, DE COORDENAÇÃO OU DE COMPLEMENTO Secção 1 Saúde pública Secção 2 Indústria Secção 3 Cultura Secção 4 Turismo Secção 5 Educação, juventude, desporto e formação profissional Secção 6 Protecção civil Secção 7 Cooperação administrativa TÍTULO IV ASSOCIAÇÃO DOS PAÍSES E TERRITÓRIOS ULTRAMARINOS TÍTULO V ACÇÃO EXTERNA DA UNIÃO CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES DE APLICAÇÃO GERAL CAPÍTULO II POLÍTICA EXTERNA E DE SEGURANÇA COMUM Secção 1 Disposições comuns Secção 2 Política comum de segurança e defesa Secção 3 Disposições financeiras CAPÍTULO III POLÍTICA COMERCIAL COMUM CAPÍTULO IV COOPERAÇÃO COM OS PAÍSES TERCEIROS E AJUDA HUMANITÁRIA Secção 1 Cooperação para o desenvolvimento Secção 2 Cooperação económica, financeira e técnica com os países terceiros Secção 3 Ajuda humanitária CAPÍTULO V MEDIDAS RESTRITIVAS CAPÍTULO VI ACORDOS INTERNACIONAIS CAPÍTULO VII RELAÇÕES DA UNIÃO COM AS ORGANIZAÇÕES INTERNACIONAIS E OS PAÍSES TERCEIROS E DELEGAÇÕES DA UNIÃO CAPÍTULO VIII APLICAÇÃO DA CLÁUSULA DE SOLIDARIEDADE

5 954379_cor_p :52 Pagina 5 TÍTULO VI FUNCIONAMENTO DA UNIÃO CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES INSTITUCIONAIS Secção 1 Instituições Subsecção 1 Parlamento Europeu Subsecção 2 Conselho Europeu Subsecção 3 Conselho de Ministros Subsecção 4 Comissão Europeia Subsecção 5 Tribunal de Justiça da União Europeia Subsecção 6 Banco Central Europeu Subsecção 7 Tribunal de Contas Secção 2 Órgãos consultivos da União Subsecção 1 Comité das Regiões Subsecção 2 Comité Económico e Social Secção 3 Banco Europeu de Investimento Secção 4 Disposições comuns às instituições, órgãos e organismos da União CAPÍTULO II DISPOSIÇÕES FINANCEIRAS Secção 1 Quadro financeiro plurianual Secção 2 Orçamento anual da União Secção 3 Execução do Orçamento e quitação Secção 4 Disposições comuns Secção 5 Luta contra a fraude CAPÍTULO III COOPERAÇÃO REFORÇADA TÍTULO VII DISPOSIÇÕES COMUNS PARTE IV DISPOSIÇÕES GERAIS E FINAIS Protocolos e anexos A. Protocolos anexos ao Tratado que estabelece uma Constituição para a Europa Protocolo relativo ao papel dos Parlamentos nacionais na União Europeia Protocolo relativo à aplicação dos princípios da subsidiariedade e da proporcionalidade Protocolo que define o Estatuto do Tribunal de Justiça da União Europeia Protocolo que define o Estatuto do Sistema Europeu de Bancos Centrais e do Banco Central Europeu Protocolo que define o Estatuto do Banco Europeu de Investimento Protocolo relativo à localização das sedes das instituições e de certos órgãos, organismos e serviços da União Europeia Protocolo relativo aos privilégios e imunidades da União Europeia Protocolo relativo aos Tratados e Actos de Adesão do Reino da Dinamarca, da Irlanda e do Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte, da República Helénica, do Reino de Espanha e da República Portuguesa, e da República da Áustria, da República da Finlândia e do Reino da Suécia Protocolo relativo ao Tratado e Acto de Adesão da República Checa, da República da Estónia, da República de Chipre, da República da Letónia, da República da Lituânia, da República da Hungria, da República de Malta, da República da Polónia, da República da Eslovénia e da República Eslovaca Protocolo sobre o procedimento relativo aos défices excessivos Protocolo relativo aos critérios de convergência Protocolo relativo ao Eurogrupo Protocolo relativo a certas disposições relacionadas com o Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte no que respeita à união económica e monetária Protocolo relativo a certas disposições relacionadas com a Dinamarca no que respeita à união económica e monetária Protocolo relativo a determinadas atribuições do Banco Nacional da Dinamarca Protocolo relativo ao regime do franco da Comunidade Financeira do Pacífico Protocolo relativo ao acervo de Schengen integrado no âmbito da União Europeia Protocolo relativo à aplicação de certos aspectos do artigo III-130. o da Constituição ao Reino Unido e à Irlanda

6 954379_cor_pt_p :34 Pagina Protocolo relativo à posição do Reino Unido e da Irlanda em relação às políticas relativas aos controlos nas fronteiras, ao asilo e à imigração, bem como à cooperação judiciária em matéria civil e à cooperação policial Protocolo relativo à posição da Dinamarca Protocolo relativo às relações externas dos Estados-Membros no que respeita à passagem das fronteiras externas Protocolo relativo ao direito de asilo de nacionais dos Estados-Membros Protocolo relativo à cooperação estruturada permanente estabelecida no n. o 6 do artigo I-41. o e no artigo III-312. o da Constituição Protocolo relativo ao n. o 2 do artigo I-41. o da Constituição Protocolo relativo às importações para a União Europeia de produtos petrolíferos refinados nas Antilhas Neerlandesas Protocolo relativo à aquisição de bens imóveis na Dinamarca Protocolo relativo ao serviço público de radiodifusão nos Estados-Membros Protocolo relativo ao artigo III-214. o da Constituição Protocolo relativo à coesão económica, social e territorial Protocolo relativo ao regime especial aplicável à Gronelândia Protocolo relativo ao artigo da Constituição da Irlanda Protocolo relativo ao n. o 2 do artigo I-9. o da Constituição, respeitante à adesão da União à Convenção Europeia para a Protecção dos Direitos do Homem e das Liberdades Fundamentais Protocolo relativo aos actos e tratados que completaram ou alteraram o Tratado que institui a Comunidade Europeia e o Tratado da União Europeia Protocolo relativo às disposições transitórias respeitantes às instituições e órgãos da União Protocolo relativo às consequências financeiras do termo de vigência do Tratado que institui a Comunidade Europeia do Carvão e do Aço e ao Fundo de Investigação do Carvão e do Aço Protocolo que altera o Tratado que institui a Comunidade Europeia da Energia Atómica B. Anexos do Tratado que estabelece uma Constituição para a Europa Anexo I Lista prevista no artigo III-226. o da Constituição Anexo II Países e territórios ultramarinos aos quais se aplicam as disposições do título IV da parte III da Constituição ACTA FINAL A. Declarações relativas a disposições da Constituição Declaração ad artigo I-6. o Declaração ad n. o 2 do artigo I-9. o Declaração ad artigos I-22. o, I-27. o e I-28. o Declaração ad n. o 7 do artigo I-24. o, relativa à decisão do Conselho Europeu sobre o exercício da Presidência do Conselho Declaração ad artigo I-25. o Declaração ad artigo I-26. o Declaração ad artigo I-27. o Declaração ad artigo I-36. o Declaração ad artigos I-43. o e III-329. o Declaração ad artigo I-51. o Declaração ad artigo I-57. o Declaração sobre as anotações relativas à Carta dos Direitos Fundamentais Declaração ad artigo III-116. o Declaração ad artigos III-136. o e III-267. o Declaração ad artigos III-160. o e III-322. o Declaração ad alínea c) do n. o 2 do artigo III-167. o Declaração ad artigo III-184. o Declaração ad artigo III-213. o Declaração ad artigo III-220. o Declaração ad artigo III-243. o

7 954379_cor_pt_p :37 Pagina Declaração ad artigo III-248. o Declaração ad artigo III-256. o Declaração ad segundo parágrafo do n. o 1 do artigo III-273. o Declaração ad artigo III-296. o Declaração ad artigo III-325. o, relativa à negociação e celebração pelos Estados-Membros de acordos internacionais relativos ao espaço de liberdade, segurança e justiça Declaração ad n. o 4 do artigo III-402. o Declaração ad artigo III-419. o Declaração ad n. o 7 do artigo IV-440. o Declaração ad n. o 2 do artigo IV-448. o Declaração relativa à ratificação do Tratado que estabelece uma Constituição para a Europa B. Declarações relativas a Protocolos anexados à Constituição Declarações respeitantes ao Protocolo relativo aos Tratados e Actos de Adesão do Reino da Dinamarca, da Irlanda e do Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte, da República Helénica, do Reino de Espanha e da República Portuguesa, e da República da Áustria, da República da Finlândia e do Reino da Suécia 31. Declaração relativa às Ilhas Åland Declaração relativa ao povo sami Declarações respeitantes ao Protocolo relativo ao Tratado e Acto de Adesão da República Checa, da República da Estónia, da República de Chipre, da República da Letónia, da República da Lituânia, da República da Hungria, da República de Malta, da República da Polónia, da República da Eslovénia e da República Eslovaca 33. Declaração relativa às zonas de soberania do Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte em Chipre Declaração da Comissão relativa às zonas de soberania do Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte em Chipre Declaração relativa à Central Nuclear de Ignalina, na Lituânia Declaração relativa ao trânsito terrestre de pessoas entre a região de Kalininegrado e o resto da Federação da Rússia Declaração relativa às Unidades 1 e 2 da Central Nuclear de Bohunice V1, na Eslováquia Declaração relativa a Chipre Declaração sobre o Protocolo relativo à posição da Dinamarca Declaração sobre o Protocolo relativo às disposições transitórias respeitantes às instituições e órgãos da União Declaração relativa à Itália Declarações dos Estados-Membros 42. Declaração do Reino dos Países Baixos ad artigo I-55. o Declaração do Reino dos Países Baixos ad artigo IV-440. o Declaração da República Federal da Alemanha, da Irlanda, da República da Hungria, da República da Áustria e do Reino da Suécia Declaração do Reino de Espanha e do Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte Declaração do Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte sobre a definição do termo «nacionais» Declaração do Reino de Espanha sobre a definição do termo «nacionais» Declaração do Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte sobre o direito de voto para as eleições para o Parlamento Europeu Declaração do Reino da Bélgica sobre os Parlamentos nacionais Declaração da República da Letónia e da República da Hungria sobre a ortografia da denominação da moeda única no Tratado que estabelece uma Constituição para a Europa

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9 954379_TRAITE_PT_1_ :53 Pagina 9 PREÂMBULO SUA MAJESTADE O REI DOS BELGAS, O PRESIDENTE DA REPÚBLICA CHECA, SUA MAJESTADE A RAINHA DA DINAMARCA, O PRESIDENTE DA REPÚBLICA FEDERAL DA ALEMANHA, O PRESIDENTE DA REPÚBLICA DA ESTÓNIA, O PRESIDENTE DA REPÚBLICA HELÉNICA, SUA MAJESTADE O REI DE ESPANHA, O PRESIDENTE DA REPÚBLICA FRANCESA, A PRESIDENTE DA IRLANDA, O PRESIDENTE DA REPÚBLICA ITALIANA, O PRESIDENTE DA REPÚBLICA DE CHIPRE, A PRESIDENTE DA REPÚBLICA DA LETÓNIA, O PRESIDENTE DA REPÚBLICA DA LITUÂNIA, SUA ALTEZA REAL O GRÃO-DUQUE DO LUXEMBURGO, O PRESIDENTE DA REPÚBLICA DA HUNGRIA, O PRESIDENTE DE MALTA, SUA MAJESTADE A RAINHA DOS PAÍSES BAIXOS, O PRESIDENTE FEDERAL DA REPÚBLICA DA ÁUSTRIA, O PRESIDENTE DA REPÚBLICA DA POLÓNIA, O PRESIDENTE DA REPÚBLICA PORTUGUESA, O PRESIDENTE DA REPÚBLICA DA ESLOVÉNIA, O PRESIDENTE DA REPÚBLICA ESLOVACA, A PRESIDENTE DA REPÚBLICA DA FINLÂNDIA, O GOVERNO DO REINO DA SUÉCIA, SUA MAJESTADE A RAINHA DO REINO UNIDO DA GRÃ-BRETANHA E DA IRLANDA DO NORTE, INSPIRANDO-SE no património cultural, religioso e humanista da Europa, de que emanaram os valores universais que são os direitos invioláveis e inalienáveis da pessoa humana, bem como a liberdade, a democracia, a igualdade e o Estado de Direito, CONVENCIDOS de que a Europa, agora reunida após dolorosas experiências, tenciona progredir na via da civilização, do progresso e da prosperidade a bem de todos os seus habitantes, incluindo os mais frágeis e os mais desprotegidos, quer continuar a ser um continente aberto à cultura, ao saber e ao progresso social, e deseja aprofundar o carácter democrático e transparente da sua vida pública e actuar em prol da paz, da justiça e da solidariedade no mundo, PERSUADIDOS de que os povos da Europa, continuando embora orgulhosos da respectiva identidade e história nacional, estão decididos a ultrapassar as antigas discórdias e, unidos por laços cada vez mais estreitos, a forjar o seu destino comum, CERTOS de que, «Unida na diversidade», a Europa lhes oferece as melhores possibilidades de, respeitando os direitos de cada um e estando cientes das suas responsabilidades para com as gerações futuras e para com a Terra, prosseguir a grande aventura que faz dela um espaço privilegiado de esperança humana, DETERMINADOS a prosseguir a obra realizada no âmbito dos Tratados que instituem as Comunidades Europeias e do Tratado da União Europeia, assegurando a continuidade do acervo comunitário, GRATOS aos membros da Convenção Europeia por terem elaborado o projecto da presente Constituição, em nome dos cidadãos e dos Estados da Europa,

10 954379_TRAITE_PT_1_ :53 Pagina Preâmbulo DESIGNARAM COMO PLENIPOTENCIÁRIOS: SUA MAJESTADE O REI DOS BELGAS, Guy VERHOFSTADT Primeiro-Ministro Karel DE GUCHT Ministro dos Negócios Estrangeiros O PRESIDENTE DA REPÚBLICA CHECA, Stanislav GROSS Primeiro-Ministro Cyril SVOBODA Ministro dos Negócios Estrangeiros SUA MAJESTADE A RAINHA DA DINAMARCA, Anders Fogh RASMUSSEN Primeiro-Ministro Per Stig MØLLER Ministro dos Negócios Estrangeiros O PRESIDENTE DA REPÚBLICA FEDERAL DA ALEMANHA, Gerhard SCHRÖDER Chanceler Federal Joseph FISCHER Ministro Federal dos Negócios Estrangeiros e Vice-Chanceler Federal

11 954379_TRAITE_PT_1_ :53 Pagina 11 Tratado que estabelece uma Constituição para a Europa 11 O PRESIDENTE DA REPÚBLICA DA ESTÓNIA, Juhan PARTS Primeiro-Ministro Kristiina OJULAND Ministra dos Negócios Estrangeiros O PRESIDENTE DA REPÚBLICA HELÉNICA, Kostas KARAMANLIS Primeiro-Ministro Petros G. MOLYVIATIS Ministro dos Negócios Estrangeiros SUA MAJESTADE O REI DE ESPANHA, José Luis RODRÍGUEZ ZAPATERO Presidente do Governo Miguel Ángel MORATINOS CUYAUBÉ Ministro dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação O PRESIDENTE DA REPÚBLICA FRANCESA, Jacques CHIRAC Presidente Jean-Pierre RAFFARIN Primeiro-Ministro Michel BARNIER Ministro dos Negócios Estrangeiros

12 954379_TRAITE_PT_1_ :53 Pagina Preâmbulo A PRESIDENTE DA IRLANDA, Bertie AHERN Primeiro-Ministro (Taoiseach) Dermot AHERN Ministro dos Negócios Estrangeiros O PRESIDENTE DA REPÚBLICA ITALIANA, Silvio BERLUSCONI Primeiro-Ministro Franco FRATTINI Ministro dos Negócios Estrangeiros O PRESIDENTE DA REPÚBLICA DE CHIPRE, Tassos PAPADOPOULOS Presidente George IACOVOU Ministro dos Negócios Estrangeiros A PRESIDENTE DA REPÚBLICA DA LETÓNIA, Vaira VĪĶE FREIBERGA Presidente Indulis EMSIS Primeiro-Ministro Artis PABRIKS Ministro dos Negócios Estrangeiros

13 954379_TRAITE_PT_1_ :53 Pagina 13 Tratado que estabelece uma Constituição para a Europa 13 O PRESIDENTE DA REPÚBLICA DA LITUÂNIA, Valdas ADAMKUS Presidente Algirdas Mykolas BRAZAUSKAS Primeiro-Ministro Antanas VALIONIS Ministro dos Negócios Estrangeiros SUA ALTEZA REAL O GRÃO-DUQUE DO LUXEMBURGO, Jean-Claude JUNCKER Primeiro-Ministro, Ministro de Estado Jean ASSELBORN Vice-Primeiro-Ministro, Ministro dos Negócios Estrangeiros e da Imigração O PRESIDENTE DA REPÚBLICA DA HUNGRIA, Ferenc GYURCSÁNY Primeiro-Ministro László KOVÁCS Ministro dos Negócios Estrangeiros O PRESIDENTE DE MALTA, The Hon Lawrence GONZI Primeiro-Ministro The Hon Michael FRENDO Ministro dos Negócios Estrangeiros

14 954379_TRAITE_PT_1_ :53 Pagina Preâmbulo SUA MAJESTADE A RAINHA DOS PAÍSES BAIXOS, Dr. J. P. BALKENENDE Primeiro-Ministro Dr. B. R. BOT Ministro dos Negócios Estrangeiros O PRESIDENTE FEDERAL DA REPÚBLICA DA ÁUSTRIA, Dr. Wolfgang SCHÜSSEL Chanceler Federal Dr. Ursula PLASSNIK Ministra Federal dos Negócios Estrangeiros O PRESIDENTE DA REPÚBLICA DA POLÓNIA, Marek BELKA Primeiro-Ministro Włodzimierz CIMOSZEWICZ Ministro dos Negócios Estrangeiros O PRESIDENTE DA REPÚBLICA PORTUGUESA, Pedro Miguel DE SANTANA LOPES Primeiro-Ministro António Victor MARTINS MONTEIRO Ministro dos Negócios Estrangeiros e das Comunidades Portuguesas

15 954379_TRAITE_PT_1_ :53 Pagina 15 Tratado que estabelece uma Constituição para a Europa 15 O PRESIDENTE DA REPÚBLICA DA ESLOVÉNIA, Anton ROP Presidente do Governo Ivo VAJGL Ministro dos Negócios Estrangeiros O PRESIDENTE DA REPÚBLICA ESLOVACA, Mikuláš DZURINDA Primeiro-Ministro Eduard KUKAN Ministro dos Negócios Estrangeiros A PRESIDENTE DA REPÚBLICA DA FINLÂNDIA, Matti VANHANEN Primeiro-Ministro Erkki TUOMIOJA Ministro dos Negócios Estrangeiros O GOVERNO DO REINO DA SUÉCIA, Göran PERSSON Primeiro-Ministro Laila FREIVALDS Ministra dos Negócios Estrangeiros

16 954379_TRAITE_PT_1_ :53 Pagina Preâmbulo SUA MAJESTADE A RAINHA DO REINO UNIDO DA GRÃ-BRETANHA E DA IRLANDA DO NORTE The Rt. Hon Tony BLAIR Primeiro-Ministro The Rt. Hon Jack STRAW Ministro dos Negócios Estrangeiros e do Commonwealth OS QUAIS, depois de terem trocado os seus plenos poderes reconhecidos em boa e devida forma, acordaram nas disposições seguintes:

17 954379_TRAITE_PT_1_ :53 Pagina 17 PARTE I TÍTULO I DEFINIÇÃO E OBJECTIVOS DA UNIÃO Artigo I-1. o Estabelecimento da União 1. A presente Constituição, inspirada na vontade dos cidadãos e dos Estados da Europa de construírem o seu futuro comum, estabelece a União Europeia, à qual os Estados-Membros atribuem competências para atingirem os seus objectivos comuns. A União coordena as políticas dos Estados- -Membros que visam atingir esses objectivos e exerce em moldes comunitários as competências que eles lhe atribuem. 2. A União está aberta a todos os Estados europeus que respeitem os seus valores e se comprometam a promovê-los em comum. Artigo I-2. o Valores da União A União funda-se nos valores do respeito pela dignidade humana, da liberdade, da democracia, da igualdade, do Estado de Direito e do respeito dos direitos, incluindo dos direitos das pessoas pertencentes a minorias. Estes valores são comuns aos Estados-Membros, numa sociedade caracterizada pelo pluralismo, a não discriminação, a tolerância, a justiça, a solidariedade e a igualdade entre mulheres e homens. Artigo I-3. o Objectivos da União 1. A União tem por objectivo promover a paz, os seus valores e o bem-estar dos seus povos. 2. A União proporciona aos seus cidadãos um espaço de liberdade, segurança e justiça sem fronteiras internas e um mercado interno em que a concorrência é livre e não falseada. 3. A União empenha-se no desenvolvimento sustentável da Europa, assente num crescimento económico equilibrado e na estabilidade dos preços, numa economia social de mercado altamente competitiva que tenha como meta o pleno emprego e o progresso social, e num elevado nível de protecção e de melhoramento da qualidade do ambiente. A União fomenta o progresso científico e tecnológico. A União combate a exclusão social e as discriminações e promove a justiça e a protecção sociais, a igualdade entre homens e mulheres, a solidariedade entre as gerações e a protecção dos direitos das crianças. A União promove a coesão económica, social e territorial, e a solidariedade entre os Estados- -Membros.

18 954379_TRAITE_PT_1_ :53 Pagina Parte I A União respeita a riqueza da sua diversidade cultural e linguística e vela pela salvaguarda e pelo desenvolvimento do património cultural europeu. 4. Nas suas relações com o resto do mundo, a União afirma e promove os seus valores e interesses. Contribui para a paz, a segurança, o desenvolvimento sustentável do planeta, a solidariedade e o respeito mútuo entre os povos, o comércio livre e equitativo, a erradicação da pobreza e a protecção dos direitos do Homem, em especial os das crianças, bem como para a rigorosa observância e o desenvolvimento do direito internacional, incluindo o respeito dos princípios da Carta das Nações Unidas. 5. A União prossegue os seus objectivos pelos meios adequados, em função das competências que lhe são atribuídas na Constituição. Artigo I-4. o Liberdades fundamentais e não discriminação 1. A União garante no seu território a livre circulação de pessoas, serviços, mercadorias e capitais, bem como a liberdade de estabelecimento, em conformidade com a Constituição. 2. No âmbito de aplicação da Constituição e sem prejuízo das suas disposições específicas, é proibida toda e qualquer discriminação em razão da nacionalidade. Artigo I-5. o Relações entre a União e os Estados-Membros 1. A União respeita a igualdade dos Estados-Membros perante a Constituição, bem como a respectiva identidade nacional, reflectida nas estruturas políticas e constitucionais fundamentais de cada um deles, incluindo no que se refere à autonomia local e regional. A União respeita as funções essenciais do Estado, nomeadamente as que se destinam a garantir a integridade territorial, a manter a ordem pública e a salvaguardar a segurança nacional. 2. Em virtude do princípio da cooperação leal, a União e os Estados-Membros respeitam-se e assistem-se mutuamente no cumprimento das missões decorrentes da Constituição. Os Estados-Membros tomam todas as medidas gerais ou específicas adequadas para garantir a execução das obrigações decorrentes da Constituição ou resultantes dos actos das instituições da União. Os Estados-Membros facilitam à União o cumprimento da sua missão e abstêm-se de qualquer medida susceptível de pôr em perigo a realização dos objectivos da União. Artigo I-6. o Direito da União A Constituição e o direito adoptado pelas instituições da União, no exercício das competências que lhe são atribuídas, primam sobre o direito dos Estados-Membros.

19 954379_TRAITE_PT_1_ :53 Pagina 19 Tratado que estabelece uma Constituição para a Europa 19 Artigo I-7. o Personalidade jurídica A União tem personalidade jurídica. Artigo I-8. o Símbolos da União A bandeira da União é constituída por um círculo de doze estrelas douradas sobre fundo azul. O hino da União é extraído do «Hino à Alegria» da Nona Sinfonia de Ludwig van Beethoven. O lema da União é: «Unida na diversidade». A moeda da União é o euro. O Dia da Europa é comemorado a 9 de Maio em toda a União. TÍTULO II DIREITOS FUNDAMENTAIS E CIDADANIA DA UNIÃO Artigo I-9. o Direitos fundamentais 1. A União reconhece os direitos, as liberdades e os princípios enunciados na Carta dos Direitos Fundamentais, que constitui a Parte II. 2. A União adere à Convenção Europeia para a Protecção dos Direitos do Homem e das Liberdades Fundamentais. Essa adesão não altera as competências da União, tal como definidas na Constituição. 3. Do direito da União fazem parte, enquanto princípios gerais, os direitos fundamentais tal como os garante a Convenção Europeia para a Protecção dos Direitos do Homem e das Liberdades Fundamentais e tal como resultam das tradições constitucionais comuns aos Estados-Membros. Artigo I-10. o Cidadania da União 1. Possui a cidadania da União qualquer pessoa que tenha a nacionalidade de um Estado-Membro. A cidadania da União acresce à cidadania nacional, não a substituindo.

20 954379_TRAITE_PT_1_ :53 Pagina Parte I 2. Os cidadãos da União gozam dos direitos e estão sujeitos aos deveres previstos na Constituição. Assistem-lhes: a) O direito de circular e permanecer livremente no território dos Estados-Membros; b) O direito de eleger e ser eleitos nas eleições para o Parlamento Europeu, bem como nas eleições municipais do Estado-Membro de residência, nas mesmas condições que os nacionais desse Estado; c) O direito de, no território de países terceiros em que o Estado-Membro de que são nacionais não se encontre representado, beneficiar da protecção das autoridades diplomáticas e consulares de qualquer Estado-Membro, nas mesmas condições que os nacionais desse Estado; d) O direito de dirigir petições ao Parlamento Europeu, o direito de recorrer ao Provedor de Justiça Europeu e o direito de se dirigir às instituições e aos órgãos consultivos da União numa das línguas da Constituição e de obter uma resposta na mesma língua. Estes direitos são exercidos nas condições e nos limites definidos pela Constituição e pelas medidas adoptadas para a sua aplicação. TÍTULO III COMPETÊNCIAS DA UNIÃO Artigo I-11. o Princípios fundamentais 1. A delimitação das competências da União rege-se pelo princípio da atribuição. O exercício das competências da União rege-se pelos princípios da subsidiariedade e da proporcionalidade. 2. Em virtude do princípio da atribuição, a União actua dentro dos limites das competências que os Estados-Membros lhe tenham atribuído na Constituição para alcançar os objectivos por esta fixados. As competências que não sejam atribuídas à União na Constituição pertencem aos Estados-Membros. 3. Em virtude do princípio da subsidiariedade, nos domínios que não sejam da sua competência exclusiva, a União intervém apenas se e na medida em que os objectivos da acção considerada não possam ser suficientemente alcançados pelos Estados-Membros, tanto ao nível central como ao nível regional e local, podendo contudo, devido às dimensões ou aos efeitos da acção considerada, ser melhor alcançados ao nível da União. As instituições da União aplicam o princípio da subsidiariedade em conformidade com o Protocolo relativo à aplicação dos princípios da subsidiariedade e da proporcionalidade. Os Parlamentos nacionais velam pela observância deste princípio de acordo com o processo previsto no referido Protocolo. 4. Em virtude do princípio da proporcionalidade, o conteúdo e a forma da acção da União não deve exceder o necessário para alcançar os objectivos da Constituição.

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