Pátria minha: sedutora pelo clichê e o mito

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Pátria minha: sedutora pelo clichê e o mito"

Transcrição

1 Pátria minha: sedutora pelo clichê e o mito Eloá Muniz 1 Introdução Este trabalho tem por objetivo principal a aplicação teórica da Semiótica da Cultura, especificamente o texto de Harry Pross aplicado à análise dos quatro minutos finais do último capítulo da novela Pátria Minha. No Brasil, nas últimas décadas, a telenovela tem tido uma grande influência na vida quotidiana da população, bem como na cultura popular. Os clichês e os mitos veiculados pelas telenovelas tem alterado o comportamento das pessoas e fazendo com que elas fiquem cada vez mais isoladas da realidade do mundo. Elas passam a não necessitar mais das informações diretas provenientes do contato humano, e se satisfazem com as informações mediatizadas pela televisão e já transformadas no discurso banalizado, que os telespectadores se acostumaram a ouvir e a ver. Um cidadão cansado de um dia inteiro de trabalho quer descansar sua mente em frente à televisão, e o ficar silencioso à frente da telinha o fascina, pois assiste e participa dos diálogos sem precisar responder, nem comprometer-se. É uma rotina tranquilizadora, acessível como lazer e que traz segurança e relaxamento. A família reunida, o serão sem ter que contar histórias, a televisão faz isso através da novela, e muito melhor do que qualquer ser humano. Ela é esteticamente sedutora através da iconicidade de seu discurso verbal e visual. É preciso saber se o homem moderno é feliz ou somente um ser solitário desfrutando dos benefícios da sociedade industrial que vive hoje. 2 Descrição do Objeto Último capítulo da telenovela Pátria Minha, da Rede Globo, no horário das 20h30min. Será usado para efeito deste trabalho somente os quatro minutos finais da novela. Primeira seqüência: Alice, Rodrigo, Nando e Lú sentados à mesa num jantar regado a vinho, que se supõe Alice e Rodrigo estejam oferecendo a Nando e Lú que voltaram de lua-de-mel. Sobreposta à imagem é projetada a frase: 8 meses depois. Alice: Ah Gente! Conta mais aí da lua-de-mel. Rodrigo: Vale à pena mesmo. Tô achando, assim... esse negócio de Fazenda, em Goiás, tão longe, né! Hotel- Lú: Olha! A gente achou maravilhoso, né! E que história é essa de vale à pena. Lógico que vale à pena Rodrigo.

2 Nando: Péra aí, Lú! A gente ainda não contou o melhor. Você sabe quem é que estava trabalhando lá no Hotel? (pergunta dirigindo a Rodrigo) Rodrigo: Não. Não sei. Quem? Nando: Raul. Raul Pelegrini. Lú: É Alice, eu nunca poderia imaginar Raul Pelegrini trabalhando num Hotel-Fazenda. Nando: Péra aí, Lú. Trabalhando mas já é dono. Ele tava comprando, é dono. Tava comprando terra. Esse cara é forte. Tô achando que ele vai subir de novo, dessa vez sem maracutaia. Enquanto Nando fala, a imagem de Alice aparece em close. Seu rosto vai desaparecendo e aparecendo a imagem de Raul andando a cavalo em seu Hotel-Fazenda. O hotel tem o estilo de uma construção colonial antiga, rodeado de beleza natural, num cenário rural. Segunda Seqüência: Pelo lado direito do vídeo, Raul vem cavalgando, em direção à frente do hotel, vestido de calça e camisa de jeans e botas pretas de cano longo. Pelo lado esquerdo do vídeo, vem um carro Parati e encontram-se no centro da tela, em frente ao Hotel. Alice desce do carro e Raul do cavalo. A babá de Alice desce do carro e pega o filho Léo. Rodrigo desce do carro e vem ao encontro deles. Raul entrega o cavalo ao seu empregado e caminha em direção aos recém chegados. Alice, com passos determinados, firmes, com o filho no colo, a babá e Rodrigo andam em direção a Raul. Param. E Raul continua andando em direção a eles. A câmera começa a dar planos em detalhe aproximando cada vez mais do primeiro plano. Raul: Se vocês quiserem há um hotel aqui perto que eu posso recomendar. Alice: A gente veio te procurar. O Léo já vai fazer dois anos, e eu me lembro que você queria conhecer. Ambos sorriem e Raul aproxima-se. Raul sorri e os óculos caem-lhe sobre o nariz, e a imagem do bisavô carinhoso se estampa em close no vídeo. Raul: Ei! Ei! Olha esse vô aqui. (Sorri). Você quer dar uma volta no cavalo. Léo: Não. Raul: Não? Vamo lá! Eu tomo conta de você. Não quer? Alice: Também, tem uma pessoa que está sentindo muito a sua falta. Todos olham para a Parati e Selene desce do carro. Ela está usando um vestido branco, simples, curto, modelando a cintura e sapatos também brancos. Raul tira os óculos e caminha, lentamente, em direção a Selene. Ela, por sua vez, caminha decidida em direção a Raul e abre os braços. Abraçam-se apertado e ela o beija. Raul: Mas eu ainda não posso (em sobressalto). Não posso te dar uma Selene: Meu amor, não tem importância nenhuma. Eu amo você! Fica vida de rainha. comigo. Fica comigo. Raul sorri comovido. Abraçam-se. Beijam-se. A câmera vai se afastando e mostrando o plano geral e a imagem congela a cena em que Raul-Selene e Alice-Rodrigo estão abraçados se beijando. A babá e Léo ficam brincando no chão verde.

3 F I M 3 Análise Teórica 3.1 Considerações gerais Televisão A televisão é considerada hoje o meio de comunicação de massa mais poderoso e mágico. A condição que a televisão tem de comunicar pela imagem e de conviver com as pessoas na intimidade de suas casas, torna-a um veículo com força de comunicação muito mais através do emocional e do afetivo do que pelo racional. Esta característica facilita o desencadeamento dos processos psicológicos da projeção e da identificação. É a televisão que se presta, mais do que qualquer outro meio de comunicação, para o exercício do pensamento simbólico. É por intermédio dos símbolos que se formam os ritos na sociedade. A televisão, por ser o veículo de comunicação de massa com maior possibilidade de penetração na vida quotidiana das pessoas, possui a capacidade de ritualizar este cotidiano da mesma forma que os ritos penetravam na vida quotidiana tribal primitiva.(fischer:1984, p.36). O ato de ver televisão é um ritual já tão assimilado culturalmente pela família moderna brasileira, que um novo padrão de comportamento foi criado e desenvolvido a partir do hábito cotidiano de reunirem-se para assistir televisão. Este novo comportamento da família que se emociona diante da telinha, abrange todas as classes sociais, pois é um fenômeno que atinge pela emoção, pela vivência dos dramas, mobilizando os membros da família pela identificação da realidade que cada um deles tem escondida intimamente com a realidade mostrada na televisão. A televisão se relaciona com o telespectador através da sua multiplicidade de gêneros. Atua, ora para definir e reforçar os valores defendidos pela classe dominante, ora para comunicar ao espectador posições dos vários segmentos da sociedade, tanto em valores éticos e estéticos, como dos interesses dos grupos sociais, ou ainda, em termos de mostrar os problemas universais que envolvem e afligem o ser humano Telenovela O gênero que mais fascina o telespectador brasileiro é a telenovela, embora este formato esteja, constantemente sendo modificado e redefinido. Segundo os parâmetros da Rede Globo, a telenovela é feita para um telespectador definido como: mulher, casada, pouco mais de 30 anos, católica. Vai uma vez por mês ao cabeleireiro, faz as unhas em casa e acompanha o marido ao cinema nas noites de sábado... é compreensiva, do filho espera que se forme; da filha, que se torne aliada. (Ondina: 1986 p. 52). Entretanto, as pesquisas do IBOPE demostram uma variação neste perfil, onde o telespectador também é do sexo masculino e pode ou não pertencer a uma classe social culturalmente privilegiada para a qual existem outras formas de lazer. A novela é um discurso compensatório que trata de noções abstratas como o mal, o amor, a felicidade, e onde se organizam e se resolvem afetos de personagens junto a um público que encontra, nas intimidades e nas soluções oferecidas pelas imagens, diferentes níveis de gratificação e que acredita na autoridade de narração televisiva. (Ondina: p 48-9). A telenovela herdou um procedimento característico do melodrama que é a cumplicidade, onde o suspense era criado a partir das informações que o espectador tinha da trama da história e que os

4 personagens envolvidos na situação não conheciam. Assim, os segredos dos personagens exerciam sob o espectador um forte fascínio. Da mesma forma o telespectador de novelas detém informações e interage com um mundo de fantasias e de poderes fictícios. A televisão trabalha com dois sistemas básicos de comunicação que passam para sua linguagem os fatos da realidade que pretende transmitir. São os signos e os clichês. O signo atua em dois lados: na cabeça do telespectador e no produto de comunicação que o telespectador vê, pois o produto é realizado por pessoas que também elaboram os pensamentos como signos. A produção sígnica só tem efeito se realiza essa dualidade de forma plena. (Marcondes: p. 45). O Clichê é o segundo mecanismo básico da linguagem da televisão. Contrariamente ao signo, em que o telespectador não sente violência das mensagens televisivas porque mantém um escudo contra elas, aqui, ele se entrega à estória, sente emoção, se entristece, chora, sente saudade, vive com a personagem. Ou seja, se na linguagem dos signos ele se separa da emoção, na linguagem dos clichês ele se funde com ela, se entrega a ela. O que distingue essa fusão dos sentimentos reais, das emoções verdadeiras, é seu caráter de clichês, que significa que as tristezas, as dores, as lágrimas, relembram inconscientemente ao telespectador momentos emocionalmente fortes de sua vida. Essas emoções, entretanto, permanecem mentais, platônicas e não retornam à realidade atual; funcionam como sonhos secretos. Vários são os clichês que aparecem nos produtos de televisão e que apelam para os sentimentos das pessoas fazendo-as se emocionar. (Marcondes: 1988.p. 48) Ordem simbólica Desde muito cedo as crianças são expostas ao que se quer dizer com as representações de acima e abaixo, dentro e fora, claro e escuro e tudo mais que a sociedade produz coletivamente. Esta manifestação é identificada como amor à ordem e não quer ser perturbada, mas se for perdida esta ordem interiorizada, ou seja, se for retirado do sujeito seu objeto, ele confrontar-se-á com o nada, e se sentirá privado de certeza de que ali existe algo que representa outra coisa. A televisão ritual. Ela é ligada sempre à mesma hora, para se assistir o mesmos gêneros de programas. A TV coloca ordem na vida das pessoas. Uma ordem verticalizada que passa a sincronizar o tempo do telespectador e sua vida passa a ser ordenada simbolicamente pelo veículo. A novela faz parte deste processo de ordenação, quando se apresenta ao público de forma seriada criando um espetáculo polissêmico a cada dia e a cada capítulo. Neste sentido o processo ritual é o encadeamento de discursos e gestos facilmente reconhecidos pelo público que se desenrolam num espaço e numa temporalidade próprios distintos, portanto, dos espaços e dos momentos da vida quotidiana. A força da ordem simbólica que os gestos e os discursos rituais adquirem quando apropriados por um campo social resulta do distanciamento que se dá entre a funcionalidade originária do telespectador e a ritualização a que os veículos e o gênero telenovela se prestam e proporcionam Rede A sinalização vertical erguida como objeto, transforma o espaço em contornos. E o espaço circundante sinalizado pelos quatro cantos, será designado como campo. A ocupação do campo já marcado com signos identifica-se como sendo a apropriação simbólica. E o campo assim apropriado como sendo símbolo de espaços maiores; coisa que permite transferir a outras relações sociais decisões adotadas ali. Neste escalonamento simbólico do domínio do campo, a rede, artificial e de longa duração que cobre com símbolos todo o campo, designará a presença do mito. O campo de ação simbólica da televisão está no vídeo. E neste campo se dá a apropriação simbólica da mente do telespectador. Na medida que a novela é seriada e está lá esperando pelo telespectador, no mesmo lugar e no mesmo horário diariamente, ela proporciona a tranqüilidade e a segurança da rotina, ao

5 mesmo tempo em que ela se revela fascinante pela novidade de cada capítulo Ritualidade A massificação da imprensa, rádio e televisão está predeterminada pelos ritos do calendário, tendo que reproduzir a mesma forma e o mesmo conteúdo. Mostram o digno e o indigno de imitação, tudo mesclado, de forma esboçada e ambígua, porém sinalizando sempre a significação. A significação do símbolo é o significado. Não dizem o que devem ou não fazer, porém reproduzem o que é feito e pensado, e só a repetição sugere que poderia tratar-se de algo que é correto fazer. A vinculação do orgânico e a ordem sócio-moral se realizam também aqui mediante a ritualização. Neste aspecto, há que entender como equivalentes a simultaneidade de informações sensacionalistas e a transformação do passado na televisão. A insegurança que resulta de exposição acumulada de delitos através da mídia, desde jornal até o filme policial televisivo, e cuja finalidade é assegurar ao cidadão seus contornos, induz que ele busque segurança em seu passado mítico. O mito, para explicar o presente partindo de um passado, tem acontecido sempre e em todas as épocas, conecta com as experiências primárias sobre o acima e abaixo, dentro e fora, claro e escuro, e opera com ele, como algo viável e estabilizado Considerações sobre Pátria Minha O gênero televisivo de novelas sempre cria uma relação de dualidade. O pensamento dual é a origem mais remota do homem. A linguagem da telenovela estabelece uma relação entre o bom e o mau, o rico e o pobre, o bobo e o esperto, o íntegro e mau-caráter, etc, caracterizando o positivo e o negativo. Estas relações apresentam-se nos conflitos da novela através de seus personagens, em oposição (o vilão e o mocinho, o traidor e o justiceiro, a vítima e o assassino, amor proibido entre o galã e a estrela), através de situações (terríveis e ternas, excitantes e burlescas) e através dos sentimentos (medo e entusiasmo, lástima e riso). A novela Pátria Minha, desde o início, contou com dois personagens em oposição sistemática, radicalizando em algumas cenas, quais sejam: Alice e Raul Pelegrini. Esta relação de oposição se dava das formas mais diversas, como por exemplo: Alice Raul pobre rico jovem velho boa mau frágil forte sincera mentiroso pura trambiqueiro inocente culpado generosa mesquinho amada odiado moral imoral Este conflito acompanhou os personagens durante todo o desenvolvimento da novela, culminando com a transformação do personagem de Raul através do amor de Selene. Este personagem é personificação mítica do amor resignado, apaixonado, que acredita no ser humano, pois o personagem de Raul se apresenta a ela com identidade falsa, ou seja, como um homem pobre e simples. Assim, o amor de Selene resgata Raul para a bondade e a felicidade, que segundo a cultura oriental, "pelo amor permite alcançar-se o perdão divino e produz uma purificação celestial na Terra. Isto o converte num valor universal, além das diferenças culturais e das classes sociais. Quem ama vale mais, por isto. Quem ama é bom. Esta é a maneira com que o amor permite

6 ao pobre ser rico. (Oroz: 1992.p. 49). Aqui se estabelece uma outra relação dual que é a vida e a morte de um personagem, isto é, no momento em que Raul troca de identidade e encontra-se com Selene com o nome de Roberto, no imaginário do telespectador o personagem mau desapareceu e em seu lugar renasceu um Raul bom. A troca de identidade do personagem de dá de forma bem caracterizada e apresentada ao público com simplicidade para que possa ser entendida. Desta forma pela ritualidade estabelecida no gênero telenovela, seriada e simbólica, fica evidenciada a influência da televisão no cotidiano do telespectador. O cidadão fica exposto à presença dos mitos durante 150 capítulos, para nos últimos quatro minutos o personagem mau-caráter se redimir. O público ficou muito mais tempo exposto à possibilidade de acostumar-se as safadezas do que aos elevados padrões éticos que possa ter adquirido o personagem no final da exibição da novela. Assim, num primeiro momento, a forma como são ordenadas as disposições de relações culturais, identifica o papel do ritualismo, na comunicação como anestésico e num segundo momento, atua como um processo para criar credibilidade. E o personagem de Raul ganha força e todos acreditam na sua recuperação (inversão simbólica). O ritual é a base da credibilidade. Neste momento da história a própria personagem Alice, tal como o público, já está convencida que Raul se modificou e pelo seu caráter justiceiro e generoso, fica incomodada sabendo que seu avô está em dificuldades, solitário e abandonado. Seu olhar melancólico e triste comove o público e indicia o perdão. Perdão que todos esperavam. Novamente a justiça se faz, pois quem sofre merece uma nova chance, precisa ser perdoado. Quando os personagens Alice, Rodrigo, Léo e a babá chegam ao hotel encontram um Raul modificado, homem rural, com características simbólicas que o aproximam do público, ou seja, ele está empobrecido, portanto, deixou de ser mau. Ao se aproximar humildemente do bisneto, caem-lhe os óculos sobre o nariz e nasce o estereótipo do bisavô, carinhoso, de voz mansa e feições suaves. Pobre, humilde e bondoso. Ao encontrar Selene, Raul tira os óculos, o personagem precisa assumir agora um tipo mais jovem e esguio, é o príncipe encantado de Selene, mas ele não pode dar-lhe uma vida de rainha, mas isso não importa. Ela o ama acima de tudo e serão felizes. Raul pobre, humilde, bondoso, amado e feliz. Em oposição a esta imagem está a figura de Raul Pelegrini que deixa de ser um homem rico urbano para ser um homem rico rural (implícito na fala de Nando, quando diz ele vai subir de novo e desta vez sem maracutaia). E esta forma simbólica explicitar através da roupa que ele está usando: jeans azul, simplicidade e integridade e a bota preta de cano longo como símbolo de poder, coragem e dignidade. Os heróis e os príncipes usam bota. Tanto o jeans como a bota são imagens icônicas que estão na memória cultural popular. Raul continua caracterizando poder, só que agora é poder com dignidade. A cena final congelada mostra o resgate final de Raul com a família através da figura da sanção, aqueles que obedecem são recompensados. Raul violou a ordem preestabelecida e foi punido, mas no momento que se arrepende e volta a obedecer às normas de conduta estabelecidas pela ordem cultural ele está perdoado e novamente aceito pela sociedade. Por isso a câmera sobe e o público o vê de cima em seu campo contextualizado pela relação simbólica. Esta imagem simboliza a diferença psicológica existente entre a postura humana na vida real e a ficcional do vídeo. 4 Conclusão A novela é o gênero televisivo de maior sucesso de audiência no Brasil. Teve sua origem no percurso temporal realizado pelo melodrama desde a pantomima, o teatro falado de feira, o folhetim, a radionovela, o cinema e até a telenovela. A telenovela, tal como o melodrama, funciona como uma catarse social que substitui a contestação e a reflexão pela anestesia e fascínio que a televisão provoca através da sedução pela imagem esteticamente composta e ritualizada. Assim, a novela elabora uma nova ordem simbólica e apropria-se do tempo e do espaço do telespectador, criando em sua vida quotidiana um vínculo e uma relação comunicacional com o

7 veículo televisão. A televisão fascina o homem moderno muito mais que as outras formas de comunicação. Ela introduz uma nova linguagem, que inicialmente seduz o telespectador e depois é incorporada por ele. Desta maneira ela influencia e agrega novos hábitos de recepção e percepção da sociedade e da cultura. O gênero que mais reflete esta absorção e influência no público é a novela e, neste momento se estabelece uma contradição importante, o melodrama que surge como uma forma de contestação e dramatização do sofrimento popular, torna-se agora um instrumento da classe dominante para divulgar sua ideologia através dos personagens que são apresentados durante o desenvolvimento do discurso narrativo e da identificação estabelecida entre o público. Enquanto a vida real transcorre de forma regular, repetitiva, quotidiana, a mente do homem, ao contrário, trabalha ansiosa por inovações, melhorias, mudanças de vida. As pessoas vivem permanentemente em conflito entre esses dois mundos. O prazer de ser o outro e por alguns momentos ter a ilusão do poder. A novela cria a ilusão e possibilita ao telespectador fundir-se com o personagem e experimentar outra identidade. Tal como os jogos de mimicry, a novela não tem compromisso com a verdade, mas com a verossimilhança, o fingir perfeito. O espelho da realidade, a história contada através dos personagens filtrados pela imagem icônica. Desta forma as grandes redes de televisão que detém o poder e mantêm a população sob controle interferem na sociedade através da cultura popular acionando o comportamento dos personagens e influenciando diretamente na segunda realidade do telespectador, uma vez que ele está vinculado afetivamente ao veículo. A ritualização, a ordem simbólica estabelecida e a rede fascinam cada vez mais o homem e o tornam sempre mais solitário, pois ele deixou de preocupar-se com seus vizinhos e seus amigos, para preocupar-se com os problemas dos personagens da televisão. A relação com a televisão é mais fácil, pois possui o controle da ação, se estiver incomodando é só desligar, com a relação humana é diferente, ela é real. O homem moderno vive uma solidão distinta - é uma solidão existencial. Bibliografia MARCONDES FILHO, Ciro. Televisão: a vida pelo vídeo. São Paulo, Moderna OROZ, Silvia. Melodrama: o cinema de lágrimas da América Latina. Rio de Janeiro, Rio Fundo Ed., PROSS, Harry. La violencia de los símbolos sociales. Barcelona, Anthrpos, Estructura Simbólica del poder. Barcelona, Gustavo Gili, RODRIGUES, Adriano Duarte. Estratégias da Comunicação. Lisboa, Presença, 1990.

Torre de Babel: quando a novela legitima a violência

Torre de Babel: quando a novela legitima a violência Torre de Babel: quando a novela legitima a violência Eloá Muniz Resumo Através do projeto de pesquisa sobre recepção da telenovela Torre de Babel, pretendemos analisar a influência da novela no comportamento

Leia mais

1. Porque eu te amo nunca será suficiente 2. Porque a cada dia você me conquista mais e de um jeito novo 3. Porque a ciência não tem como explicar

1. Porque eu te amo nunca será suficiente 2. Porque a cada dia você me conquista mais e de um jeito novo 3. Porque a ciência não tem como explicar 1. Porque eu te amo nunca será suficiente 2. Porque a cada dia você me conquista mais e de um jeito novo 3. Porque a ciência não tem como explicar nosso amor 4. Porque a gente discute nossos problemas

Leia mais

FUGA de Beatriz Berbert

FUGA de Beatriz Berbert FUGA de Beatriz Berbert Copyright Beatriz Berbert Todos os direitos reservados juventudecabofrio@gmail.com Os 13 Filmes 1 FUGA FADE IN: CENA 1 PISCINA DO CONDOMÍNIO ENTARDECER Menina caminha sobre a borda

Leia mais

DESENGANO CENA 01 - CASA DA GAROTA - INT. QUARTO DIA

DESENGANO CENA 01 - CASA DA GAROTA - INT. QUARTO DIA DESENGANO FADE IN: CENA 01 - CASA DA GAROTA - INT. QUARTO DIA Celular modelo jovial e colorido, escovas, batons e objetos para prender os cabelos sobre móvel de madeira. A GAROTA tem 19 anos, magra, não

Leia mais

JANELA SOBRE O SONHO

JANELA SOBRE O SONHO JANELA SOBRE O SONHO um roteiro de Rodrigo Robleño Copyright by Rodrigo Robleño Todos os direitos reservados E-mail: rodrigo@robleno.eu PERSONAGENS (Por ordem de aparição) Alice (já idosa). Alice menina(com

Leia mais

Uma noite de verão, diz o ator, estaria no centro da história.

Uma noite de verão, diz o ator, estaria no centro da história. Uma noite de verão, diz o ator, estaria no centro da história. Nem um sopro de vento. E já ali, imóvel frente à cidade de portas e janelas abertas, entre a noite vermelha do poente e a penumbra do jardim,

Leia mais

MERGULHO de Betina Toledo e Thuany Motta

MERGULHO de Betina Toledo e Thuany Motta MERGULHO de Betina Toledo e Thuany Motta Copyright Betina Toledo e Thuany Motta Todos os direitos reservados juventudecabofrio@gmail.com Os 13 Filmes 1 MERGULHO FADE IN: CENA 1 PRAIA DIA Fotografia de

Leia mais

DADOS DE IDENTIFICAÇÃO

DADOS DE IDENTIFICAÇÃO Escola Municipal de Ensino Fundamental David Canabarro Florianópolis, 3892 Mathias Velho/Canoas Fone: 34561876/emef.davidcanabarro@gmail.com DADOS DE IDENTIFICAÇÃO Nome: Stefani do Prado Guimarães Ano

Leia mais

Exercícios para estabelecer o contato com a nossa criança interior

Exercícios para estabelecer o contato com a nossa criança interior Exercícios para estabelecer o contato com a nossa criança interior C omo este é o mês das crianças, decidi propor para aqueles que estão em busca de autoconhecimento, alguns exercícios que ajudam a entrar

Leia mais

Portuguese Poetry / 14-30 lines HS 5-6

Portuguese Poetry / 14-30 lines HS 5-6 Ai quem me dera 1. Ai, quem me dera, terminasse a espera 2. Retornasse o canto simples e sem fim, 3. E ouvindo o canto se chorasse tanto 4. Que do mundo o pranto se estancasse enfim 5. Ai, quem me dera

Leia mais

Era uma vez um menino muito pobre chamado João, que vivia com o papai e a

Era uma vez um menino muito pobre chamado João, que vivia com o papai e a João do Medo Era uma vez um menino muito pobre chamado João, que vivia com o papai e a mamãe dele. Um dia, esse menino teve um sonho ruim com um monstro bem feio e, quando ele acordou, não encontrou mais

Leia mais

PERTO DE TI AUTOR: SILAS SOUZA MAGALHÃES. Tu és meu salvador. Minha rocha eterna. Tu és minha justiça, ó Deus. Tu és Jesus, amado da Minh alma.

PERTO DE TI AUTOR: SILAS SOUZA MAGALHÃES. Tu és meu salvador. Minha rocha eterna. Tu és minha justiça, ó Deus. Tu és Jesus, amado da Minh alma. PERTO DE TI Tu és meu salvador. Minha rocha eterna. Tu és minha justiça, ó Deus. Tu és Jesus, amado da Minh alma. Jesus! Perto de ti, sou mais e mais. Obedeço a tua voz. Pois eu sei que tu és Senhor, o

Leia mais

A Arte e as Crianças

A Arte e as Crianças A Arte e as Crianças A criança pequena consegue exteriorizar espontaneamente a sua personalidade e as suas experiências inter-individuais, graças aos diversos meios de expressão que estão à sua disposição.

Leia mais

Encontro Nacional Jovem de Futuro 2013: conexões e troca de experiências

Encontro Nacional Jovem de Futuro 2013: conexões e troca de experiências boletim Jovem de Futuro ed. 04-13 de dezembro de 2013 Encontro Nacional Jovem de Futuro 2013: conexões e troca de experiências O Encontro Nacional Jovem de Futuro 2013 aconteceu de 26 a 28 de novembro.

Leia mais

A Última Carta. Sempre achamos que haverá mais tempo. E aí ele acaba. (The Walking Dead)

A Última Carta. Sempre achamos que haverá mais tempo. E aí ele acaba. (The Walking Dead) A Última Carta Sempre achamos que haverá mais tempo. E aí ele acaba. (The Walking Dead) E la foi a melhor coisa que já me aconteceu, não quero sentir falta disso. Desse momento. Dela. Ela é a única que

Leia mais

ANTES DE OUVIR A VERDADE. Plano fechado em uma mão masculina segurando um revólver.

ANTES DE OUVIR A VERDADE. Plano fechado em uma mão masculina segurando um revólver. ANTES DE OUVIR A VERDADE FADE IN: CENA 01 - INT. SALA DE ESTAR NOITE Plano fechado em uma mão masculina segurando um revólver. Plano aberto revelando o revólver nas mãos de, um homem de 35 anos, pele clara

Leia mais

A criança e as mídias

A criança e as mídias 34 A criança e as mídias - João, vá dormir, já está ficando tarde!!! - Pera aí, mãe, só mais um pouquinho! - Tá na hora de criança dormir! - Mas o desenho já tá acabando... só mais um pouquinho... - Tá

Leia mais

Internet: um discurso mediático

Internet: um discurso mediático Internet: um discurso mediático Eloá Muniz 1 Introdução Este trabalho tem por objetivo principal observar a forma como está sendo desenvolvida e implantada a Internet no Brasil. O Brasil, hoje, possui

Leia mais

Geração Graças Peça: A ressurreição da filha de Jairo

Geração Graças Peça: A ressurreição da filha de Jairo Geração Graças Peça: A ressurreição da filha de Jairo Autora: Tell Aragão Personagens: Carol (faz só uma participação rápida no começo e no final da peça) Mãe - (só uma voz ela não aparece) Gigi personagem

Leia mais

TELEJORNALISMO E ESTUDOS CULTURAIS

TELEJORNALISMO E ESTUDOS CULTURAIS Sétimo Fórum Nacional de Professores de Jornalismo Praia dos Ingleses, SC, abril de 2004 GT: Laboratório de Jornalismo Eletrônico Trabalho: TELEJORNALISMO E ESTUDOS CULTURAIS Autora: Célia Maria Ladeira

Leia mais

Associação Lar do Neném

Associação Lar do Neném Criança Esperança 80 Associação Lar do Neném Recife-PE Marília Lordsleem de Mendonça Abraço solidário Todas as crianças são de todos : esse é o lema do Lar do Neném, uma instituição criada há 26 anos em

Leia mais

Superando Seus Limites

Superando Seus Limites Superando Seus Limites Como Explorar seu Potencial para ter mais Resultados Minicurso Parte VI A fonte do sucesso ou fracasso: Valores e Crenças (continuação) Página 2 de 16 PARTE 5.2 Crenças e regras!

Leia mais

Projetos. Outubro 2012

Projetos. Outubro 2012 Projetos Outubro 2012 Assunto de gente grande para gente pequena. No mês de outubro os brasileiros foram às urnas para eleger prefeitos e vereadores e a Turma da Lagoa não poderia ficar fora deste grande

Leia mais

O BRINCAR, A BRINCADEIRA, O JOGO, A ATIVIDADE LÚDICA E A PROPOSTA PEDAGÓGICA PARA A EDUCAÇÃO INFANTIL

O BRINCAR, A BRINCADEIRA, O JOGO, A ATIVIDADE LÚDICA E A PROPOSTA PEDAGÓGICA PARA A EDUCAÇÃO INFANTIL O BRINCAR, A BRINCADEIRA, O JOGO, A ATIVIDADE LÚDICA E A PROPOSTA PEDAGÓGICA PARA A EDUCAÇÃO INFANTIL Josiane Lima Zanata (Seduc) josianezanata@hotmail.com Ivani Souza Mello (UFMT) ivanimello1@hotmail.com

Leia mais

Concurso Literário. O amor

Concurso Literário. O amor Concurso Literário O Amor foi o tema do Concurso Literário da Escola Nova do segundo semestre. Durante o período do Concurso, o tema foi discutido em sala e trabalhado principalmente nas aulas de Língua

Leia mais

1. O feminino e a publicidade: em busca de sentido

1. O feminino e a publicidade: em busca de sentido 1. O feminino e a publicidade: em busca de sentido No estudo da Comunicação, a publicidade deve figurar como um dos campos de maior interesse para pesquisadores e críticos das Ciências Sociais e Humanas.

Leia mais

Roteiro para curta-metragem. Karen Mudarak Braga. 6º ano. Escola Municipal Francisco Paes de Carvalho Filho

Roteiro para curta-metragem. Karen Mudarak Braga. 6º ano. Escola Municipal Francisco Paes de Carvalho Filho Roteiro para curta-metragem Karen Mudarak Braga 6º ano Escola Municipal Francisco Paes de Carvalho Filho O GAROTO PERFEITO SINOPSE Bianca se apaixona pelo aluno novo, em seu primeiro dia de aula, sem saber

Leia mais

OBJETIVOS GERAIS DA EDUCAÇÃO INFANTIL. A prática da educação infantil deve se organizar de modo que as crianças desenvolvam as seguintes capacidades:

OBJETIVOS GERAIS DA EDUCAÇÃO INFANTIL. A prática da educação infantil deve se organizar de modo que as crianças desenvolvam as seguintes capacidades: OBJETIVOS GERAIS DA EDUCAÇÃO INFANTIL CONTEÚDO PROGRAMÁTICO ANUAL EDUCAÇÃO INFANTIL INFANTIL V - 2012 A prática da educação infantil deve se organizar de modo que as crianças desenvolvam as seguintes capacidades:

Leia mais

MARIANA: Fátima? Você tem certeza que seu pai vai gostar? Ele é meio careta, apesar de que é uma linda homenagem.

MARIANA: Fátima? Você tem certeza que seu pai vai gostar? Ele é meio careta, apesar de que é uma linda homenagem. Pais e filhos 1º cena: música ambiente (início da música pais e filhos legião urbana - duas pessoas entram com um mural e começam a confeccionar com frases para o aniversário do pai de uma delas (Fátima),

Leia mais

anti-heróis & aspirinas yury hermuche

anti-heróis & aspirinas yury hermuche anti-heróis & aspirinas yury hermuche A aspirina é um pó branco e cristalino, com ponto de fusão a 135 graus celsius, também conhecido como ácido acetilsalicílico. É vendido compactado em pastilhas. Sua

Leia mais

Belo reparo. capítulo um. No Japão, eles têm o kintsugi a arte de remendar porcelanas. Hoje Nova York Apartamento de Cassandra Taylor

Belo reparo. capítulo um. No Japão, eles têm o kintsugi a arte de remendar porcelanas. Hoje Nova York Apartamento de Cassandra Taylor capítulo um Belo reparo Hoje Nova York Apartamento de Cassandra Taylor No Japão, eles têm o kintsugi a arte de remendar porcelanas preciosas com ouro. O resultado é uma peça que nitidamente foi quebrada,

Leia mais

PERSONAGENS DESTE CAPÍTULO.

PERSONAGENS DESTE CAPÍTULO. Roteiro de Telenovela Brasileira Central de Produção CAPÍTULO 007 O BEM OU O MAL? Uma novela de MHS. PERSONAGENS DESTE CAPÍTULO. AGENOR ALBERTO FERNANDO GABRIELE JORGE MARIA CLARA MARIA CAMILLA MARÍLIA

Leia mais

QUESTÕES VOLTADAS AO ABORTO: UMA VISÃO MASCULINA

QUESTÕES VOLTADAS AO ABORTO: UMA VISÃO MASCULINA QUESTÕES VOLTADAS AO ABORTO: UMA VISÃO MASCULINA I. INTRODUÇÃO Cleonides Silva Dias Gusmão cleonides_silva@hotmail.com Ana Alayde Werba Saldanha Pichelli analayde@gmail.com Francisca Marina de Souza Freire

Leia mais

TÉCNICAS DE APRESENTAÇÃO

TÉCNICAS DE APRESENTAÇÃO TÉCNICAS DE APRESENTAÇÃO Objectivos Enfatizar a utilidade das Técnicas de Apresentação Identificar os principais erros e técnicas para os corrigir Reforçar a importância da preparação Apresentações Os

Leia mais

Prática de Leitura e Escrita

Prática de Leitura e Escrita Prática de Leitura e Escrita Oficina de Fotonovela 1 (material do aluno) 7 a e 8 a séries do Ensino Fundamental Oficina de Fotonovela Todos nós gostamos de contar histórias: de narrar acontecimentos vividos

Leia mais

1-PORTO SEGURO-BAHIA-BRASIL

1-PORTO SEGURO-BAHIA-BRASIL 1-PORTO SEGURO-BAHIA-BRASIL LUGAR: EUNÁPOLIS(BA) DATA: 05/11/2008 ESTILO: VANEIRÃO TOM: G+ (SOL MAIOR) GRAVADO:16/10/10 PORTO SEGURO BAHIA-BRASIL VOCÊ É O BERÇO DO NOSSO PAIS. PORTO SEGURO BAHIA-BRASIL

Leia mais

PARA SABER MAIS. Consulte o site do IAB www.alfaebeto.org.br COLEÇÃO PEQUENOS LEITORES GUIA DE LEITURA. Cabe aqui na minha mão!

PARA SABER MAIS. Consulte o site do IAB www.alfaebeto.org.br COLEÇÃO PEQUENOS LEITORES GUIA DE LEITURA. Cabe aqui na minha mão! CLÁUDIO MARTINS & MAURILO ANDREAS PARA SABER MAIS Consulte o site do IAB www.alfaebeto.org.br COLEÇÃO PEQUENOS LEITORES LÚCIA HIRATSUKA JASON GARDNER Priscilla Kellen Cabe aqui na minha mão! Frutas GUIA

Leia mais

PARA SABER MAIS. Consulte o site do IAB www.alfaebeto.org.br COLEÇÃO PEQUENOS LEITORES GUIA DE LEITURA. Cabe aqui na minha mão!

PARA SABER MAIS. Consulte o site do IAB www.alfaebeto.org.br COLEÇÃO PEQUENOS LEITORES GUIA DE LEITURA. Cabe aqui na minha mão! CLÁUDIO MARTINS & MAURILO ANDREAS PARA SABER MAIS Consulte o site do IAB www.alfaebeto.org.br COLEÇÃO PEQUENOS LEITORES LÚCIA HIRATSUKA JASON GARDNER Priscilla Kellen Cabe aqui na minha mão! Frutas GUIA

Leia mais

Na sala de aula com as crianças

Na sala de aula com as crianças O CD Rubem Alves Novas Estórias, volume 3, abre novas janelas de oportunidade para quem gosta da literatura. Através do audiolivro podemos apreciar encantadoras histórias e deixar fluir a imaginação. Rubem

Leia mais

METAS DE APRENDIZAGEM (4 anos)

METAS DE APRENDIZAGEM (4 anos) METAS DE APRENDIZAGEM (4 anos) 1. CONHECIMENTO DO MUNDO Expressar curiosidade e desejo de saber; Reconhecer aspetos do mundo exterior mais próximo; Perceber a utilidade de usar os materiais do seu quotidiano;

Leia mais

A INFLUÊNCIA DA COMUNICAÇÃO DE MASSA NO DESENVOLVIMENTO DA PERSONALIDADE E NO COMPORTAMENTO DOS INDIVÍDUOS

A INFLUÊNCIA DA COMUNICAÇÃO DE MASSA NO DESENVOLVIMENTO DA PERSONALIDADE E NO COMPORTAMENTO DOS INDIVÍDUOS A INFLUÊNCIA DA COMUNICAÇÃO DE MASSA NO DESENVOLVIMENTO DA PERSONALIDADE E NO COMPORTAMENTO DOS INDIVÍDUOS Introdução O ser humano vive em processo de constante interação com os seus semelhantes e, nesse

Leia mais

Para pensar o. livro de imagens. Para pensar o Livro de imagens

Para pensar o. livro de imagens. Para pensar o Livro de imagens Para pensar o livro de imagens ROTEIROS PARA LEITURA LITERÁRIA Ligia Cademartori Para pensar o Livro de imagens 1 1 Texto visual Há livros compostos predominantemente por imagens que, postas em relação,

Leia mais

CONGRESSO EMPRESARIAL COMO FALAR EM PÚBLICO

CONGRESSO EMPRESARIAL COMO FALAR EM PÚBLICO CONGRESSO EMPRESARIAL COMO FALAR EM PÚBLICO Romulo Gutierrez www.rgtreinamentos.com.br www.romulogutierrez.com.br 1 2 ENTREVISTOU TRÊS MIL PESSOAS EM 2012 3 19% - MEDO DA MORTE 4 32% - MEDO DE ALTURA 5

Leia mais

DICA PEDAGÓGICA EDUCAÇÃO INFANTIL

DICA PEDAGÓGICA EDUCAÇÃO INFANTIL DICA PEDAGÓGICA EDUCAÇÃO INFANTIL 1 TÍTULO DO PROGRAMA Balinha e Dentinho. 2 EPISÓDIO TRABALHADO Conhecendo o Rosquinha. 3 SINOPSE DO EPISÓDIO ESPECÍFICO Balinha e Dentinho encontram um cachorro perdido

Leia mais

Conversando com os pais

Conversando com os pais Conversando com os pais Motivos para falar sobre esse assunto, em casa, com os filhos 1. A criança mais informada, e de forma correta, terá mais chances de saber lidar com sua sexualidade e, no futuro,

Leia mais

3º ANO PROF.ª SHEILA RODRIGUES

3º ANO PROF.ª SHEILA RODRIGUES 3º ANO PROF.ª SHEILA RODRIGUES AULA 15 Conteúdo: Tipo textual dissertativo Habilidade: Identificar o tema ou o assunto principal em textos. D06 - Inferir o tema ou o assunto principal de um texto. Consumo

Leia mais

SARAMAU. Carolina Pereira Rodrigues e Milena da Silva

SARAMAU. Carolina Pereira Rodrigues e Milena da Silva SARAMAU Carolina Pereira Rodrigues e Milena da Silva CENA 1 Saramau entra no palco leve e com um ar de alegria e paz. ela acaba de compreender que ama de verdade José o seu marido. Ela entra chamando pelo

Leia mais

A Vida Simples. A vida simples. Onde ela está? Em qual esquina, em que país, qual será a direção que nos. Claudio Miklos

A Vida Simples. A vida simples. Onde ela está? Em qual esquina, em que país, qual será a direção que nos. Claudio Miklos A Vida Simples Claudio Miklos Nos últimos tempos tenho pensado muito em como seria maravilhoso adquirir o mérito de viver simplesmente, em algum lugar aberto, pleno em verde e azul, abrigado das loucuras

Leia mais

METAS DE APRENDIZAGEM (5 anos)

METAS DE APRENDIZAGEM (5 anos) METAS DE APRENDIZAGEM (5 anos) 1. CONHECIMENTO DO MUNDO Conhecer diferentes termos espaciais (em pé, deitado, em cima, em baixo, à frente, atrás, dentro, fora ) Descrever itinerários diários (exemplos:

Leia mais

Fuga. v_06.02 (julho/2011) Por Laura Barile

Fuga. v_06.02 (julho/2011) Por Laura Barile Fuga v_06.02 (julho/2011) Por Laura Barile laurabarile@gmail.com CENA 1 - EXT. RUA - DIA DORA sai do carro, bate a porta. Usa um vestido sem mangas, de algodão, comprido e leve, o cabelo levemente desarrumado,

Leia mais

Arquétipos na publicidade e propaganda

Arquétipos na publicidade e propaganda Arquétipos na publicidade e propaganda Mauricio BARTH 1 Moris Mozart MUSSKOPF 2 Resumo Diversos indicadores comprovam o processo de envelhecimento da população brasileira. Esta tendência, do ponto de vista

Leia mais

Composição fotográfica

Composição fotográfica Composição fotográfica É a seleção e os arranjos agradáveis dos assuntos dentro da área a ser fotografada. Os arranjos são feitos colocando-se figuras ou objetos em determinadas posições. Às vezes, na

Leia mais

NARRATIVAS E PRÁTICAS DE LEITURA NA CRECHE: RELATOS SOBRE A IMPORTÂNCIA DA LEITURA PARA BEBÊS. Uma experiência com mães.

NARRATIVAS E PRÁTICAS DE LEITURA NA CRECHE: RELATOS SOBRE A IMPORTÂNCIA DA LEITURA PARA BEBÊS. Uma experiência com mães. NARRATIVAS E PRÁTICAS DE LEITURA NA CRECHE: RELATOS SOBRE A IMPORTÂNCIA DA LEITURA PARA BEBÊS. Uma experiência com mães. Autores: DILMA ANTUNES SILVA 1 ; MARCELO NASCIMENTO 2. Modalidade: Relato de experiência.

Leia mais

PEDRA NO RIM. Por ABRAÃO AGUIAR BAÊTA. Feito de 05/05/2010 a 08/05/2010

PEDRA NO RIM. Por ABRAÃO AGUIAR BAÊTA. Feito de 05/05/2010 a 08/05/2010 PEDRA NO RIM Por ABRAÃO AGUIAR BAÊTA Feito de 05/05/2010 a 08/05/2010 E-mails: baeta99@hotmail.com abraaoab@globo.com Telefones: (21) 7576-6771 HOMEM: tem aproximadamente trinta anos, bonito, atraente,

Leia mais

Efêmera (título provisório) Por. Ana Julia Travia e Mari Brecht

Efêmera (título provisório) Por. Ana Julia Travia e Mari Brecht Efêmera (título provisório) Por Ana Julia Travia e Mari Brecht anaju.travia@gmail.com mari.brecht@gmail.com INT. SALA DE - DIA. VÍDEO DE Números no canto da tela: 00 horas Vídeo na TV., 22, com seus cabelos

Leia mais

BIOGRAFIA HUMANA. Terceiro espelho: A Infância e fase da Autoconsciência. Alma da Consciência: 0-7 Infância / 35-42 Maturidade.

BIOGRAFIA HUMANA. Terceiro espelho: A Infância e fase da Autoconsciência. Alma da Consciência: 0-7 Infância / 35-42 Maturidade. BIOGRAFIA HUMANA Terceiro espelho: A Infância e fase da Autoconsciência Alma da Consciência: 0-7 Infância / 35-42 Maturidade Edna Andrade Nascemos totalmente desamparados, totalmente dependentes e indefesos.

Leia mais

Romance familiar poesia familiar

Romance familiar poesia familiar Romance familiar poesia familiar Em busca de imagens para uma apresentação, dou com a foto, feita em estúdio, de um garoto de 11 anos de idade chamado Walter Benjamin (1892-1940). Serve de ilustração a

Leia mais

SARESP 2004 Prova de Leitura e Escrita 5ª Série EF - Manhã. Narizinho

SARESP 2004 Prova de Leitura e Escrita 5ª Série EF - Manhã. Narizinho SARESP 2004 Prova de Leitura e Escrita 5ª Série EF - Manhã Narizinho Numa casinha branca, lá no Sítio do Picapau Amarelo, mora uma velha de mais de sessenta anos. Chama-se dona Benta. Quem passa pela estrada

Leia mais

JONAS RIBEIRO. ilustrações de Suppa

JONAS RIBEIRO. ilustrações de Suppa JONAS RIBEIRO ilustrações de Suppa Suplemento do professor Elaborado por Camila Tardelli da Silva Deu a louca no guarda-roupa Supl_prof_ Deu a louca no guarda roupa.indd 1 02/12/2015 12:19 Deu a louca

Leia mais

CONSTRUÇÃO DE IMAGEM PESSOAL NO AMBIENTE DE TRABALHO. Amanda Medeiros Cecília Aragão

CONSTRUÇÃO DE IMAGEM PESSOAL NO AMBIENTE DE TRABALHO. Amanda Medeiros Cecília Aragão CONSTRUÇÃO DE IMAGEM PESSOAL NO AMBIENTE DE TRABALHO Amanda Medeiros Cecília Aragão Mais importante do que a roupa é a vida que se vive dentro da roupa. A gente é mais bonita quando está feliz. Quem se

Leia mais

Os dois foram entrando e ROSE foi contando mais um pouco da história e EDUARDO anotando tudo no caderno.

Os dois foram entrando e ROSE foi contando mais um pouco da história e EDUARDO anotando tudo no caderno. Meu lugar,minha história. Cena 01- Exterior- Na rua /Dia Eduardo desce do ônibus com sua mala. Vai em direção a Rose que está parada. Olá, meu nome é Rose sou a guia o ajudara no seu projeto de história.

Leia mais

Xixi na Cama. Cara Professora, Caro Professor,

Xixi na Cama. Cara Professora, Caro Professor, Xixi na Cama Cara Professora, Caro Professor, Estamos oferecendo a você e a seus alunos mais um livro da coleção Revoluções: Xixi na Cama, do autor mineiro Drummond Amorim. Junto com a obra, estamos também

Leia mais

DIANA + 3. Roteiro de Henry Grazinoli

DIANA + 3. Roteiro de Henry Grazinoli DIANA + 3 Roteiro de Henry Grazinoli EXT. CALÇADA DO PORTINHO DIA Sombra de Pablo e Dino caminhando pela calçada do portinho de Cabo Frio. A calçada típica da cidade, com suas ondinhas e peixes desenhados.

Leia mais

Roteiro para curta-metragem. Aparecida dos Santos Gomes 6º ano Escola Municipalizada Paineira NÃO ERA ASSIM

Roteiro para curta-metragem. Aparecida dos Santos Gomes 6º ano Escola Municipalizada Paineira NÃO ERA ASSIM Roteiro para curta-metragem Aparecida dos Santos Gomes 6º ano Escola Municipalizada Paineira NÃO ERA ASSIM SINOPSE José é viciado em drogas tornando sua mãe infeliz. O vício torna José violento, até que

Leia mais

Como Aplicar Técnicas de Dinâmicas de Grupo para Dependentes Químicos

Como Aplicar Técnicas de Dinâmicas de Grupo para Dependentes Químicos Seja Bem Vindo! Como Aplicar Técnicas de Dinâmicas de Grupo para Dependentes Químicos Ana Carolina S. Oliveira Psicóloga Esp. Dependência Química CRP 06/99198 Hewdy Lobo Ribeiro Psiquiatra Forense Psiquiatra

Leia mais

Simone Costa. Você Produtiva. Livro de exercícios

Simone Costa. Você Produtiva. Livro de exercícios Simone Costa Você Produtiva Índice Exercício 01: Autoconhecimento - Um mergulho em mim Exercício 2: Quem sou eu? Exercício 03: Agarre-se aos seus valores Exercício 04 : Respeitar a si mesma Exercício 05:

Leia mais

MULHER SOLTEIRA. Marcos O BILAU

MULHER SOLTEIRA. Marcos O BILAU MULHER SOLTEIRA REFRÃO: Ei, quem tá aí Se tem mulher solteira dá um grito que eu quero ouvir Ei, quem tá aí Se tem mulher solteira dá um grito que eu quero ouvir (Essa música foi feita só prás mulheres

Leia mais

RECADO AOS PROFESSORES

RECADO AOS PROFESSORES RECADO AOS PROFESSORES Caro professor, As aulas deste caderno não têm ano definido. Cabe a você decidir qual ano pode assimilar cada aula. Elas são fáceis, simples e às vezes os assuntos podem ser banais

Leia mais

Aluno(a): Nº. Disciplina: Português Data da prova: 03/10/2014. P1-4 BIMESTRE. Análise de textos poéticos. Texto 1. Um homem também chora

Aluno(a): Nº. Disciplina: Português Data da prova: 03/10/2014. P1-4 BIMESTRE. Análise de textos poéticos. Texto 1. Um homem também chora Lista de Exercícios Aluno(a): Nº. Professor: Daniel Série: 9 ano Disciplina: Português Data da prova: 03/10/2014. P1-4 BIMESTRE Análise de textos poéticos Texto 1 Um homem também chora Um homem também

Leia mais

CURSO CASAMENTO FELIZ COMUNICANDO - SE ESBOÇO DA NOITE: O QUE É COMUNICAÇÃO? PALESTRA DE JORGE - LADO TEOLÓGICO O PODER DA PALAVRA CRIAÇÃO

CURSO CASAMENTO FELIZ COMUNICANDO - SE ESBOÇO DA NOITE: O QUE É COMUNICAÇÃO? PALESTRA DE JORGE - LADO TEOLÓGICO O PODER DA PALAVRA CRIAÇÃO CURSO CASAMENTO FELIZ COMUNICANDO - SE ESBOÇO DA NOITE: Contar as experiências com as surpresas Modelo de comunicação Palestra Jorge Palestra Judite Conversa Tarefa O QUE É COMUNICAÇÃO? Uma mensagem somente

Leia mais

INTERTÍTULO: DIANA + 1 FADE IN EXT. PRAIA/BEIRA MAR DIA

INTERTÍTULO: DIANA + 1 FADE IN EXT. PRAIA/BEIRA MAR DIA DIANA + 3 INTERTÍTULO: DIANA + 1 FADE IN EXT. PRAIA/BEIRA MAR DIA Pablo, rapaz gordinho, 20 anos, está sentado na areia da praia ao lado de Dino, magrinho, de óculos, 18 anos. Pablo tem um violão no colo.

Leia mais

Aqui estão algumas dicas, diretrizes, e questões a considerar para pessoas que estão iniciando no mundo poli.

Aqui estão algumas dicas, diretrizes, e questões a considerar para pessoas que estão iniciando no mundo poli. Então você quer experimentar o poliamor Ginny Brown, 7 de abril de 2014, Everyday Feminism http://everydayfeminism.com/2014/04/so-you-want-to-try-polyamory/ Então você tem lido sobre poliamor e decidiu

Leia mais

DINÂMICA LOCAL INTERATIVA I FORTALECENDO SABERES CIÊNCIAS NAT. CIÊNCIAS HUM. CONTEÚDO E HABILIDADES DESAFIO DO DIA. Conteúdo:

DINÂMICA LOCAL INTERATIVA I FORTALECENDO SABERES CIÊNCIAS NAT. CIÊNCIAS HUM. CONTEÚDO E HABILIDADES DESAFIO DO DIA. Conteúdo: CONTEÚDO E HABILIDADES FORTALECENDO SABERES DESAFIO DO DIA DINÂMICA LOCAL INTERATIVA I Conteúdo: - Alguns aspectos que interferem na saúde das pessoas - Saúde como Direito Constitucional dos brasileiros

Leia mais

ANDERSON CAVALCANTE. Meu pai, meu herói

ANDERSON CAVALCANTE. Meu pai, meu herói ANDERSON CAVALCANTE Meu pai, meu herói Dedicatória Ao meu pai, Eraldo, meu herói e minha referência de vida. 5 Agradecimentos A Deus, por sempre me ajudar a cumprir minha missão. A todos os pais que são

Leia mais

as coisas já estão aí GRINGO CARDIA [Cenógrafo e designer]

as coisas já estão aí GRINGO CARDIA [Cenógrafo e designer] as coisas já estão aí GRINGO CARDIA [Cenógrafo e designer] colagem, remix narrativa em banco de dados remix de referências de várias áreas novas tecnologias a maneira que eu trabalho Eu acredito, na verdade,

Leia mais

APRENDENDO PORTUGUÊS COM AS MÍDIAS. Competência Leitora na 5ª série

APRENDENDO PORTUGUÊS COM AS MÍDIAS. Competência Leitora na 5ª série APRENDENDO PORTUGUÊS COM AS MÍDIAS Competência Leitora na 5ª série O QUE É AVALIAÇÃO EM PROCESSO? Ação fundamentada no Currículo Oficial da SEE, que propõe acompanhamento coletivo e individualizado dos

Leia mais

Panorama Critico #03 - Out/Nov 2009

Panorama Critico #03 - Out/Nov 2009 Lia no infinitivo Vitor Butkus A análise de um objeto artístico pode se valer de procedimentos drásticos, mesmo cruéis. Um bom começo, para amenizar a situação, é a descrição da obra. Por aí, se elabora

Leia mais

EDUARDO ZIBORDI CAMARGO

EDUARDO ZIBORDI CAMARGO EDUARDO ZIBORDI CAMARGO Dudu era o segundo filho do casal Flávio Camargo e Elza Zibordi Camargo, quando desencarnou, aos sete anos incompletos. Hoje, além de Flávia, a família se enriqueceu com o nascimento

Leia mais

A IMPORTÂNCIA DOS CONTOS DE FADAS PARA A CONSTRUÇÃO DO IMAGINÁRIO DAS CRIANÇAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL

A IMPORTÂNCIA DOS CONTOS DE FADAS PARA A CONSTRUÇÃO DO IMAGINÁRIO DAS CRIANÇAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL A IMPORTÂNCIA DOS CONTOS DE FADAS PARA A CONSTRUÇÃO DO IMAGINÁRIO DAS CRIANÇAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL Fernanda Maria Sousa Martins; Valdiêgo José Monteiro Tavares; Larissa Mabrine Dias da Silva; Professor

Leia mais

Amar Dói. Livro De Poesia

Amar Dói. Livro De Poesia Amar Dói Livro De Poesia 1 Dedicatória Para a minha ex-professora de português, Lúcia. 2 Uma Carta Para Lúcia Querida professora, o tempo passou, mas meus sonhos não morreram. Você foi uma pessoa muito

Leia mais

Sumário. PARTE 1 A arte do cinema e a realização cinematográfica 1 CAPÍTULO O cinema como arte: Criatividade, tecnologia e negócios...

Sumário. PARTE 1 A arte do cinema e a realização cinematográfica 1 CAPÍTULO O cinema como arte: Criatividade, tecnologia e negócios... Sumário APRESENTAÇÃO DA EDIÇÃO BRASILEIRA... 13 PREFÁCIO... 19 PARTE 1 A arte do cinema e a realização cinematográfica 1 CAPÍTULO O cinema como arte: Criatividade, tecnologia e negócios... 29 Decisões

Leia mais

Priscilla Cabett SANTOS 2 Talita Maria dos Santos Galvão da SILVA 3 Luiz Antônio FELICIANO 4 Faculdades Integradas Teresa D Ávila, Lorena, SP

Priscilla Cabett SANTOS 2 Talita Maria dos Santos Galvão da SILVA 3 Luiz Antônio FELICIANO 4 Faculdades Integradas Teresa D Ávila, Lorena, SP Brasil: qual é o teu negócio? 1 Priscilla Cabett SANTOS 2 Talita Maria dos Santos Galvão da SILVA 3 Luiz Antônio FELICIANO 4 Faculdades Integradas Teresa D Ávila, Lorena, SP RESUMO Baseado na composição

Leia mais

MARK CARVALHO. Capítulo 1

MARK CARVALHO. Capítulo 1 MARK CARVALHO Capítulo 1 Mark era um menino com altura média, pele clara, pequenos olhos verdes, cabelos com a cor de avelãs. Um dia estava em casa vendo televisão, até que ouviu: Filho, venha aqui na

Leia mais

Projeto Conto de Fadas

Projeto Conto de Fadas Projeto Conto de Fadas 1. Título: Tudo ao contrário 2. Dados de identificação: Nome da Escola: Escola Municipal Santo Antônio Diretora: Ceriana Dall Mollin Tesch Coordenadora do Projeto: Mônica Sirtoli

Leia mais

HISTÓRIA DE SÃO PAULO. Alunos: Tatiana Santos Ferreira, Joyce Cruvello Barroso, Jennifer Cristine Silva Torres dos Santos, Sabrina Cruz. 8ª série.

HISTÓRIA DE SÃO PAULO. Alunos: Tatiana Santos Ferreira, Joyce Cruvello Barroso, Jennifer Cristine Silva Torres dos Santos, Sabrina Cruz. 8ª série. EE Bento Pereira da Rocha HISTÓRIA DE SÃO PAULO Alunos: Tatiana Santos Ferreira, Joyce Cruvello Barroso, Jennifer Cristine Silva Torres dos Santos, Sabrina Cruz. 8ª série. História 1 CENA1 Mônica chega

Leia mais

Blog http://conquistadores.com.br. + dinheiro + mulheres + sucesso social (mini e-book grátis)

Blog http://conquistadores.com.br. + dinheiro + mulheres + sucesso social (mini e-book grátis) Blog http://conquistadores.com.br CONQUISTADORES + dinheiro + mulheres + sucesso social (mini e-book grátis) Blog http://conquistadores.com.br CONQUISTADORES + dinheiro + mulheres + sucesso social (Este

Leia mais

Estas palavras ainda tocam profundamente almas sensíveis, especialmente aquelas que vivenciam momentos de aflição ou cansaço emocional.

Estas palavras ainda tocam profundamente almas sensíveis, especialmente aquelas que vivenciam momentos de aflição ou cansaço emocional. Vinde a mim, todos vós que estais aflitos e sobrecarregados, que eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei comigo que sou brando e humilde de coração e achareis repouso para vossas almas,

Leia mais

O Menino do futuro. Dhiogo José Caetano Uruana, Goiás Início da história

O Menino do futuro. Dhiogo José Caetano Uruana, Goiás Início da história O Menino do futuro Dhiogo José Caetano Uruana, Goiás Início da história Tudo começa em uma cidade pequena do interior de Goiás, com o nome de Uruana. Havia um garoto chamado Dhiogo San Diego, um pequeno

Leia mais

Page 1 of 7. Poética & Filosofia Cultural - Roberto Shinyashiki

Page 1 of 7. Poética & Filosofia Cultural - Roberto Shinyashiki Page 1 of 7 Universidade Federal do Amapá Pró-Reitoria de Ensino de Graduação Curso de Licenciatura Plena em Pedagogia Disciplina: Filosofia Cultural Educador: João Nascimento Borges Filho Poética & Filosofia

Leia mais

PROJETO ANIMAIS. 1. Tema: O mundo dos animais. Área de abrangência: 2. Duração: 01/06 a 30/06. 3. Apresentação do projeto:

PROJETO ANIMAIS. 1. Tema: O mundo dos animais. Área de abrangência: 2. Duração: 01/06 a 30/06. 3. Apresentação do projeto: PROJETO ANIMAIS 1. Tema: O mundo dos animais Área de abrangência: (x) Movimento (x) Musicalização (x) Artes Visuais (x) Linguagem Oral e Escrita (x) Natureza e Sociedade (x) Matemática 2. Duração: 01/06

Leia mais

O Convite. Roteiro de Glausirée Dettman de Araujo e. Gisele Christine Cassini Silva

O Convite. Roteiro de Glausirée Dettman de Araujo e. Gisele Christine Cassini Silva O Convite Roteiro de Glausirée Dettman de Araujo e Gisele Christine Cassini Silva FADE OUT PARA: Int./Loja de sapatos/dia Uma loja de sapatos ampla, com vitrines bem elaboradas., UMA SENHORA DE MEIA IDADE,

Leia mais

(Re) nascimento: o discurso publicitário da marca Johnson s Baby na campanha A Vida Renasce 1

(Re) nascimento: o discurso publicitário da marca Johnson s Baby na campanha A Vida Renasce 1 (Re) nascimento: o discurso publicitário da marca Johnson s Baby na campanha A Vida Renasce 1 Daniéli H. ANTONELLO 2 Universidade Federal de Santa Maria, RS RESUMO O anúncio publicitário é um gênero textual

Leia mais

Entendendo o que é Gênero

Entendendo o que é Gênero Entendendo o que é Gênero Sandra Unbehaum 1 Vila de Nossa Senhora da Piedade, 03 de outubro de 2002 2. Cara Professora, Hoje acordei decidida a escrever-lhe esta carta, para pedir-lhe ajuda e trocar umas

Leia mais

Sumário. Introdução... 7

Sumário. Introdução... 7 3 Sumário Introdução... 7 1. Somos especialistas em linguagem corporal... 9 Como os homens se comunicam, 10Comunicação linguística, 10Comunicação não linguística, 10O ato de comunicação, 11Importante:

Leia mais

INT. BIBLIOTECA (1960) - DIANTE DO BALCãO DA BIBLIOTECáRIA

INT. BIBLIOTECA (1960) - DIANTE DO BALCãO DA BIBLIOTECáRIA INT. BIBLIOTECA (1960) - DIANTE DO BALCãO DA BIBLIOTECáRIA Carolina e, acompanhados de, estão na biblioteca, no mesmo lugar em que o segundo episódio se encerrou.os jovens estão atrás do balcão da biblioteca,

Leia mais

Deficiência e Agressividade

Deficiência e Agressividade Deficiência e Agressividade Formadora: Elisa de Castro Carvalho 1 Temperamento e Agressividade Uma percentagem elevada de crianças, especialmente as que se encontram em idade escolar, desenvolve problemas

Leia mais

MANUAL DOS PAIS UM PROJETO DESTINADO ÀS CRIANÇAS DA EDUCAÇÃO INFANTIL E SÉRIES INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL

MANUAL DOS PAIS UM PROJETO DESTINADO ÀS CRIANÇAS DA EDUCAÇÃO INFANTIL E SÉRIES INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL 1 UM PROJETO DESTINADO ÀS CRIANÇAS DA EDUCAÇÃO INFANTIL E SÉRIES INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL É hora de promover a segurança e a harmonia no trânsito. E os pais podem dar o exemplo. No Brasil, o índice

Leia mais

O discurso de mídia em relação a mulher 1

O discurso de mídia em relação a mulher 1 O discurso de mídia em relação a mulher 1 GLÁUCIA PEREIRA DE SOUZA UNIVERSIDADE CATOLICA DE BRASILIA O objetivo desta comunicação é fazer uma primeira discussão sobre o discurso da mídia em relação à mulher,

Leia mais

Os 7 Segredos das Mulheres Maravilhosas aos Olhos dos Homens

Os 7 Segredos das Mulheres Maravilhosas aos Olhos dos Homens Este guia tem por objetivo ajudar você mulher que gostaria de sentir-se mais maravilhosa aos olhos dos homens. Leia Homens, não meninos. Homens são seres do sexo masculino que possuem características de

Leia mais

CARINA CONVIDA PARA JANTAR

CARINA CONVIDA PARA JANTAR CARINA CONVIDA PARA JANTAR Produtora de Sonhos A vida é a arte dos encontros, embora haja tantos desencontros pela vida, cantava Vinícius de Moraes. Para Carina Chaves, encontros renovam a vida. Mais ainda,

Leia mais