O QUE É UMA ACE? As ACEs são entidades da classe empresarial que congregam pessoas jurídicas e físicas de todos os setores da atividade econômica:

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "O QUE É UMA ACE? As ACEs são entidades da classe empresarial que congregam pessoas jurídicas e físicas de todos os setores da atividade econômica:"

Transcrição

1 A FACIAP tem grande interesse na constituição de novas ACEs, assim como no desenvolvimento das que já estão atuando. Para encurtar caminhos e auxiliar novas lideranças que estão assumindo as ACEs e para as lideranças que tem interesse em constituir uma ACE no seu município, foi desenvolvido este capítulo que mostrará desde o que é uma ACE, quais seus objetivos, quais os passos a serem seguidos para constituir uma ACE, seus órgãos, suas fontes de receitas. A grande dificuldade é começar. Primeiro é importante sabermos qual o verdadeiro papel de uma ACE para o município, depois precisamos fazer um estudo da viabilidade econômica para descobrimos se temos condições, estrutura e interesse dos empreendedores para dar sustentabilidade a ACE. O QUE É UMA ACE? As ACEs são entidades da classe empresarial que congregam pessoas jurídicas e físicas de todos os setores da atividade econômica: Agricultura e pecuária; Comércio; Indústria; Prestação de serviços e Profissional liberal. Não possuem fins lucrativos, sendo os seus maiores objetivos a defesa dos interesses de seus associados e a prestação de serviços para o desenvolvimento das empresas filiadas. As ACEs são entidades independentes, regidas pela legislação das sociedades civis, possuindo liberdade para reivindicar o atendimento às necessidades de seus associados, elaborar propostas e cobrar providências de autoridades públicas em relação aos serviços prestados às comunidades. 11

2 Embora tenham atuação política, ao lutarem pelo desenvolvimento social e econômico de sua região e de participarem dos debates para a fixação dos programas de governo nas áreas municipal, estadual e federal, não possuem vinculação político-partidária, ou seja, não adotam princípios partidários, possuindo seu próprio estatuto e metas de trabalho. Os seus recursos financeiros advêm da contribuição espontânea (mensalidades) de seus associados, dos serviços prestados e das parcerias municipais, estaduais ou federais. Devem prestar contas aos seus associados, através de relatórios de movimentação financeira e das atividades desenvolvidas. O seu forte poder representativo provém de uma grande rede de entidades localizadas em todo o Estado e no País. Toda ACE deve filiar-se à sua entidade de representação no plano estadual, a FACIAP (Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Estado do Paraná), com sede em Curitiba, que, por sua vez, vincula-se a CACB (Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil) com sede em Brasília. QUAIS OS OBJETIVOS DE UMA ACE? COMO EMPRESA (PRESTADORA DE SERVIÇOS) Um dos objetivos fundamentais como prestadora de serviços é gerar recursos financeiros, indispensáveis para o bom desenvolvimento de suas atividades, além de auxiliarem diretamente no aumento da competitividade das empresas filiadas. Como se sabe, as ACEs não contam com contribuições para fiscais (aquelas obrigatórias, definidas em lei), como acontece com as entidades sindicais do denominado Sistema S (Sesc, Senac, Sesi, Senai,, Sebrae etc.). Assim, as ACEs precisam sobreviver com suas próprias receitas, principalmente, as oriundas de mensalidades dos associados e de serviços prestados, e como tal tem que dar lucro. 12 MANUAL A R R U M A NDO A CASA

3 COMO INSTITUIÇÃO Um dos objetivos básicos de uma ACE é promover a organização, a mobilização e integração dos empresários, por meio da expressão dos interesses e pensamentos de sua classe e de sua região. Desta forma representa a empresa e o empresário de qualquer setor de atividade econômica. Esta representatividade também é definida como lobby, ou seja, capacidade de usar a força da coletividade para garantir que os interesses do meio empresarial sejam ouvidos e respeitados pelos órgãos do governo, outras ins- ACE: Organismo tituições e a sociedade como um todo. Como instituição não pode dar prejuízo, mas se der lucro melhor. dividido em 2 QUAIS OS PASSOS QUE DEVEM SER SEGUIDOS PARA CONSTITUIR UMA ACE? Uma ACE deve ser constituída somente se forem atendidos requisitos ou condições prévias que são determinantes para o bom andamento do empreendimento. Para que tenha sucesso em seu empreendimento desenvolvemos alguns passos que poderão lhe auxiliar: O primeiro passo para constituição de uma ACE é desenvolver um estudo da viabilidade técnica, com o objetivo de analisar: Perfil econômico da localidade Fazer análise profunda do perfil da localidade, informando, com base em médias, a população, a renda per capita, o nível de escolari- 13

4 dade das pessoas do local, o número de empresas instaladas, produção, porte, ramo de atividade e setor econômico a que pertencem, infra-estruturas de comunicação, em particular, para internet, infra-estrutura para energia elétrica, potencialidades desenvolvidas e a desenvolver, setores de atividade econômica; Avaliar o interesse da comunidade Verificar a existência de empreendedores interessados, perfil das empresas interessadas. Descrever como a comunidade local se beneficiará com a instalação da ACE, o público alvo a ser beneficiado. O segundo passo é desenvolver a justificativa: informar para que, quem e como pretende desenvolver as ações com planejamento e metas. O terceiro passo é apresentar estratégias de manutenção: ações, metas, planejamento que garanta a utilização efetiva da ACE. Fazer contatos com entidades públicas, privadas a fim de efetivar uma parceria. Verificar o grau de comprometimento das mesmas. Alguns exemplos que podemos citar de parceiros: Prefeitura, Sindicatos Patronais e de trabalhadores, Escolas Técnicas; Universidades, Institutos de Pesquisas, Secretarias Estaduais, Agência de Desenvolvimento, Agências de Fomento, Bancos de Desenvolvimento e Cooperativas de Crédito, SEBRAE, Investidores. O quarto passo é o levantamento da estrutura física e efetivo uso da ACE: Infra-estrutura disponível (espaço físico em m², disponibilidade de acesso); Recursos físicos e financeiros recursos de contrapartida da Instituição (demonstrar os seus recursos e de eventuais parceiros); Equipe prevista para trabalhar na ACE (número e perfil de pessoas para formar a equipe ). 14 MANUAL A R R U M A NDO A CASA

5 O quinto passo é demonstração de sustentabilidade da ACE: Público alvo: qual o público alvo que queremos atingir, as empresas potenciais. Produtos e serviços a serem ofertados: as ACEs devem preparar e auxiliar seus associados para competir dentro e fora do país, enfrentando a concorrência decorrente da globalização da economia. Para tanto deverá fazer um estudo de quais produtos e serviços que inicialmente a ACE estará ofertando, nada mais importante que verificar a necessidade do município e suas lideranças. A FACIAP tem uma gama de ações que poderão auxiliar e dar sustentabilidade a ACE, veja no capítulo ACE COMO AGÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO ECO- NÔMICO E SOCIAL ; Estimativa de despesas e receitas mensais: no capítulo GESTÃO estaremos demonstrando através de uma ta- 15

6 bela as despesas e receitas típicas de uma ACE; Investimento Inicial: investimento com instalações, equipamentos, materiais permanentes e pessoal são os principais gastos de uma ACE. Espera-se que através das parcerias consiga o apoio e a captação de recursos externos necessários; Capital de Giro necessário: o capital de giro de uma empresa é a soma dos recursos financeiros aplicados no caixa, bancos estoques e valores a receber. Esses recursos são destinados à compra de mercadorias,despesas administrativas, folhas de pagamento, etc.. É preciso adotar de inicio uma política de redução de custos e despesas e principalmente manter a entidade lucrativa, pois o lucro é a principal fonte de realimentação do capital de giro. Ponto de equilíbrio: Permite a ACE saber com antecedência qual o volume de recursos necessários para fazer com que receita e despesas se igualem. Desta forma a gestão poderá em função dos vencimentos das contas, estabelecer qual será seu esforço de venda ou entrada de recursos para cobrir todas as despesas e que comece a ter um superávit financeiro. Para que possa colocar em prática o que foi comentado desenvolvemos uma metodologia de criação de uma ACE iniciando com a sensibilização, demanda de potenciais parceiros até sua implantação. METODOLOGIA DE CRIAÇÃO DE UMA ACE SENSIBILIZAÇÃO Esta etapa inicia-se através da solicitação para criação de uma ACE, feita por uma das seguintes vias: Demanda de um ou mais potenciais parceiros ;e/ou 16 MANUAL A R R U M A NDO A CASA

7 Através de ações de fomento da FACIAP. Marca-se uma reunião com essas entidades e outras que, em comum acordo, possam colaborar, na formação de uma ACE. Nessa reunião com potenciais parceiros, apresentam-se esclarecimentos sobre o projeto, visando sensibilizá-los e se estabelece um Termo de Compromisso. O Termo de Compromisso deverá conter, no mínimo: Identificação das entidades envolvidas; Identificação das empresas interessadas; Objetivos; Responsabilidades das partes; Cronograma físico e Vigência. Após análise pelos setores jurídicos, firma-se o Termo de Compromisso, de preferência em um evento de conhecimento da comunidade. ATIVIDADES INICIAIS Formação do Grupo de Trabalho (GT): Nesta etapa do processo, cada uma das entidades parceiras e empresas deverão estar indicando um representante para compor o Grupo de Trabalho (GT), que será responsável pela operacionalização do processo de criação da ACE. Identificação de especialistas para elaboração do Estudo de Viabilidade Técnica: Numa primeira reunião o GT, além do planejamento de suas ações, deverá realizar o Estudo de Viabilidade Técnica para implantação de uma ACE. 17

8 PLANEJAMENTO Análise do Estudo de Viabilidade : De posse do Estudo de Viabilidade Técnica, o GT analisa a possibilidade de execução ou não da implantação do empreendimento. Nessa análise deverá ser verificada entre outras coisas, a definição das modalidades de Associação, das parcerias, das formas de apoio financeiro e existência de local para implantação da ACE. Sendo comprovada sua viabilidade, o GT, através de processo participativo e consensual, define quem irá coordenar as etapas de planejamento e instalação. Plano de Negócios e Instrumentos Jurídicos: Visando captar recursos para elaboração do Plano de Negócios, o GT deverá apresentar projeto às Instituições de fomento onde, além do Estudo de Viabilidade, deverá conter as seguintes informações: a) Identificação do proponente; b) Identificação do local onde será instalada a ACE. Elaboração do Plano de Negócios: O Plano de Negócios deverá conter os seguintes tópicos: a) Análise Estratégica (cenário local, perfil econômico da região, instituições geradoras de tecnologia e/ ou empreendedorismo, instituições de apoio, infra-estrutura local, disponibilidade de recursos econômicos e financeiros, análise do ambiente externo e interno e fatores críticos de sucesso); b) Empreendimento (definição do negócio, histórico, visão, missão, objetivos e metas, estrutura legal, estrutura organizacional e localização); c) Serviços (descrição, fluxo dos processos, recursos necessários - humanos, espaço físico, instalações, equipamentos e materiais permanentes - e alianças estra- 18 MANUAL A R R U M A NDO A CASA

9 tégicas); d) Mercado (análise, público-alvo, segmentação, tamanho, tendências e capacidade de filiação); e) Marketing (necessidades atendidas, política de preços, ponto e promoção); f) Aspectos financeiros (investimentos, custos e despesas, receitas e fluxo de caixa); e g) Estratégia e cronograma de implantação. Definição e Elaboração dos Instrumentos Jurídicos e Operacionais: O GT deverá definir, e com a ajuda de consultoria especializada, elaborar os instrumentos jurídicos e operacionais necessários ao funcionamento da ACE. Esses instrumentos jurídicos operacionais, são: a) Acordo de Cooperação de Criação; b) Estatuto da ACE; c) Regimento interno; d) Convênio para cessão do local/ contrato de locação ; e) Convênio para apoio técnico e/ou financeiro. IMPLANTAÇÃO Formalização da ACE: Após a elaboração do Plano de Negócios e a definição dos instrumentos jurídicos e operacionais, os parceiros se reunirão objetivando tornar válido a definição da gestora da ACE, bem como sua forma jurídica, sem fins lucrativos.nesta fase deverão ser designados e empossados os membros dos Conselhos, aprovados o Estatuto Social, o Regimento Interno, formalizando a criação da ACE, através de registro em cartório, no caso das ACE, registrar o estatuto e a ata da assembléia geral de constituição.após a realização da fase acima descrita, faz-se o lançamento da ACE para a 19

10 comunidade. Responsabilidades da Diretoria Provisória: a) Criação da ACE; b) Definição da gestora (forma jurídica); c) Providenciar o CNPJ da entidade, na Secretaria da Receita Federal; d) Providenciar Alvará de Funcionamento (demanda vistoria pelo Corpo de Bombeiros); e) Solicitar a filiação da Associação à FACIAP; f) Formalização dos convênios para cessão do local e apoios técnicos e/ou financeiros; e g) Lançamento da ACE para a comunidade. Infra Estrutura Operacional: A administração operacional da ACE, ficará a cargo de uma equipe constituída por um diretor executivo e por um corpo de apoio (secretária e auxiliar administrativo). Estes profissionais poderão ser: a) Cedidos à ACE por alguma das instituições parceiras; b) Pessoas jurídicas contratadas -(contrato de prestação de serviços); e c) Pessoas físicas contratada - (contrato trabalhista ou Estágio). Adequação do Local: A diretoria deverá providenciar a adequação do imóvel, de acordo com os tipos de serviços a serem oferecidos pela ACE. Infra- Estrutura Física: Para o bom funcionamento do empreendimento, a ACE deverá dispor de uma estrutura física operacional básica, tais como:micro-computadores, impressoras, rede de internet, telefone, fax, xerox, 20 MANUAL A R R U M A NDO A CASA

11 mobiliário, adquirir livros, impressos e outros materiais indispensáveis para o funcionamento da entidade. Divulgação da ACE: Para que a comunidade venha a conhecer o projeto e seus benefícios. A diretoria, com apoio de seus parceiros, deverá promover uma campanha de divulgação bastante ampla que vise atingir seu público alvo.esta divulgação poderá ser feita através da mídia escrita, falada e televisiva, bem como através de palestras, workshops, eventos de lançamento ou qualquer outra forma que possibilite atingir seus objetivos. ÓRGÃOS QUE DEVEM COMPOR UMA ACE ASSEMBLÉIA GERAL A Assembléia Geral é o órgão soberano da associação e se compõe de todos os associados, de acordo com o Estatuto Social. Existem assembléias ordinárias e extraordinárias. A assembléia ordinária tem que ser convocada uma vez por ano. Ela delibera em primeira convocação com a presença de, no mínimo, dois terços de seus associados. Caso este número não seja alcançado, é possível fazer uma segunda convocação, meia hora após, com qualquer número, mas é importante lembrar que os assuntos não poderão ser deliberados sem a presença de no mínimo um terço dos associados. Sempre procurando seguir o Código Civil. O estatuto de cada ACE é o que fixa tal procedimento ou outro critério da Assembléia. O estatuto da ACE deverá estar em conformidade com o estatuto da Federação. 21

12 As competências das assembléias gerais são, entre outras, as seguintes: Eleger os representantes dos órgãos da associação (somente assembléia ordinária), conforme o Estatuto Social; Resolver, em definitivo, todas as propostas que lhe forem submetidas pelo conselho fiscal, pela diretoria ou por associados; Alterar ou modificar o estatuto da associação; Decidir sobre a extinção da entidade e a destinação de seus bens; Deliberar sobre a aquisição, alienação de bens imóveis mediante proposta da diretoria. CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO O Conselho de Administração é o órgão responsável pela administração da entidade e é composto no mínimo por um: Presidente; Vice-presidentes (se julgado conveniente, cada ACE de acordo com sua necessidade poderá instituir vice-presidências específicas por exemplo, de comércio, de indústria, de agropecuária, de microempresa, de transporte, de turismo, de SCPC, de informática, de serviços); Um secretário; Um tesoureiro. As funções específicas citadas, independente do tamanho da ACE, devem existir. Os demais conselheiros ocuparão cargos conforme a composição da chapa eleita. Poderão ser ainda instituídos conselhos específicos ou temáticos, por exemplo: 22 MANUAL A R R U M A NDO A CASA

13 Conselho do Jovem Empresário - com o objetivo de colaborar no desenvolvimento pessoal e empresarial dos jovens empresários do município, capacitando-os para exercerem com mais dinamismo sua atividade empresarial; Conselho da Mulher Empresária - com a missão de atuar com uma visão proativa, de forma a potencializar a mulher, criando oportunidades de aprimoramento profissional e possibilitando a ampliação da sua área de atuação; Conselho de Líderes Regionais associados de destaque em suas quadras ou região, com a missão de atuar como propagador das informações da ACE na comunidade onde atuam. Para compor o Conselho de Administração de uma ACE, devem ser observados critérios que levem em consideração as diversas áreas empresariais existentes na localidade, a qualificação dos empresários e acima de tudo que tenham: Representatividade; Independência (que tenha liberdade para executar as suas atividades na ACE sem comprometer o desenvolvimento de sua empresa); Espírito empreendedor; Caráter; Ética; Disposição para exercer a função; Que não tenha pretensão em se candidatar a qualquer órgão público durante seu mandato. O Conselho de Administração deve reunir-se pelo menos uma vez por quinzena. Suas competências são vastas e englobam, entre outras, a: 23

14 Direção das atividades e trabalhos da associação; Administração das suas rendas e bens; Implementação das deliberações da assembléia geral; Discussão e aprovação do orçamento da entidade; Elaboração do regimento interno; Criação, como base no orçamento, dos cargos dos funcionários. É importante que cada ACE desenvolva um regulamento interno inclusive para o Conselho do Jovem Empresário e o Conselho da Mulher. CONSELHO FISCAL O Conselho Fiscal é constituído no mínimo por três membros efetivos (ex-presidentes que mantiveram condição de associados) e três suplentes, eleitos conjuntamente com a diretoria. As suas atribuições são de: Examinar anualmente os livros, contas e balanços, orçamentos, registros e todos os documentos de caráter patrimonial da associação; Controlar, fiscalizar e analisar as atividades e as contas da diretoria; Emitir parecer sempre que solicitado sobre as finanças da ACE; Apresentar parecer sobre as contas da entidade à diretoria e em assembléia geral; Auxiliar o Conselho da Administração para a boa consecução dos fins sociais da entidade; O Conselho Fiscal pode também, reunir-se, regularmente para acompanhar o desempenho econômico-financeiro da ACE. 24 MANUAL A R R U M A NDO A CASA

15 FONTES DE RECEITAS As ACEs são entidades sem fins lucrativos. Entretanto, necessitam de recursos financeiros para exercer seu papel de representante dos associados. Precisam manter uma estrutura mínima de funcionários, equipamentos e materiais de escritório. Somente haverá recursos extras para patrocinar iniciativas de interesse dos associados se as receitas forem maiores que as despesas. Algumas fontes de receitas que podemos citar: Mensalidades; Doações; Programas de Cooperação; Aluguéis e investimentos; Campanhas/feiras/exposições; Parcerias; 25

16 Publicações; Implantação de produtos desenvolvidos pela Federação/ Confederação; Serviços. MENSALIDADES: São valores fixos cobrados mensalmente de todos os associados e devem ser suficientes para cobrir os custos administrativos da ACE. Sua principal vantagem é de ser uma receita estável e fácil de administrar. Entretanto, são relativamente baixas. Caso sejam aumentadas sem critério, geralmente muitos associados deixam de contribuir ou o fazem com atraso. E quando isto acontece é difícil tomar medidas administrativas para cobrá-las, pela pouca quantia envolvida individualmente. A experiência mostra que as mensalidades só são pagas regularmente quando os associados reconhecem na entidade de classe uma liderança efetiva e recebem de volta atendimento satisfatório. Como se sabe, empreendedores gostam de investir onde obtêm retorno, mesmo que seja em contribuições para entidades de classe. Assim, uma ACE que queira atingir auto-suficiência somente com mensalidades terá que aumentá-las ou ampliar bastante o número de seus associados. E, para isso, tem que oferecer algo mais que a simples representatividade classista. Poucas associações mantêm política de cobrança de mensalidades diferenciadas, ou seja, contribuições proporcionais ao porte dos associados. As microempresas e as de pequeno porte se sentem injustiçadas quando suas contribuições são iguais às dos sócios de grande porte. Um dos critérios para a classificação do porte dos associados visando a elaboração de uma tabela de mensalidades com descontos progressivos, é o número de empregados. Devem ser incluídos, também os profis- 26 MANUAL A R R U M A NDO A CASA

17 sionais autônomos. Sua adesão à associação é importante principalmente para a venda de serviços. Cada associação pode estabelecer seus critérios de classificação do porte de seus associados. Associações em cidades com predominância de indústrias de confecções ou de calçados, que têm uso intensivo de mão-deobra, podem elaborar uma tabela diferente daquelas de cidades com empresas de tecnologia, onde a mão-de-obra é menos intensiva por unidade comercial e industrial. Além do número de empregados, são usados os seguintes critérios para a definição de mensalidades: Adesão aos Serviços de Proteção ao Crédito; Segmento (comércio, indústria, serviços); Porte da empresa segundo o faturamento; Setor (bancos, financeiras etc.); Estabelecimento único ou filial; Capital social. É também comum encontrar combinações de critérios para definir a mensalidade como, por exemplo, segmento e número de funcionários. DOAÇÕES São recursos voluntários oriundos de órgãos não-governamentais, entidades de apoio, grandes empresas, fundações, clubes de serviços (como Lions, Rotary) etc. Sua principal característica é a não exigência de devolução, ou seja, são a fundo perdido. Quando ocorrem, contribuem significativamente para o financiamento das atividades da associação. Entretanto, doações ocorrem ocasionalmente, ou seja, não há regularidade para o fluxo de caixa. Doações em excesso, em muitos casos, colocam em risco a independência da associação. 27

18 PROGRAMAS DE COOPERAÇÃO São importantes para as associações, pois viabilizam alguns projetos da ACE ou de seus parceiros que não poderiam ser mantidos por um único financiador e sempre aumentam o seu nível de profissionalização. Podem ser citados como exemplos os Balcões de Emprego, Sebrae, etc. São interessantes, também, os programas de cooperação mantidos por universidades estrangeiras, fundações, organizações não-governamentais e outros oriundos de entidades empresariais, que têm afinidade com as atividades da associação. Sua desvantagem é de ser por tempo limitado, não podendo se constituir em uma fonte permanente e confiável de receita. E as fontes permanentes são as únicas que permitem à ACE planejar programas duradouros destinados aos seus associados. ALUGUÉIS E INVESTIMENTOS Algumas ACEs dispõem de salas para treinamento que podem obter bom resultado financeiro com seu aluguel. Outras têm recursos aplicados no mercado financeiro, garantindo, portanto, rendimentos mensais extras com os juros recebidos. Essas receitas, embora importantes para o equilíbrio mensal do caixa, têm duração finita, uma vez que os aluguéis são geralmente de curto prazo. Os investimentos também têm remuneração limitada, que não pode ser aumentada pela simples vontade da ACE ou pela necessidade de cobertura de despesas imprevistas. CAMPANHAS/FEIRAS/EXPOSIÇÕES São grandes instrumentos para incremento de receita para a ACE e contribuem para o nível de relacionamento, troca de experiências e o crescimento econômico regional. Encaradas 28 MANUAL A R R U M A NDO A CASA

19 de forma comercial, elas deixam de ser institucionais em sua essência e passam a reverter receita. A organização de eventos desse porte tem que levar em conta o que a cidade está precisando, se os comerciantes aderirem facilmente e se o produto é de interesse da comunidade. Esse produto pode ser o evento em si ou até mesmo prêmios e outros benefícios para os consumidores ou clientes. Uma campanha do comércio para o Dia das Mães, por exemplo, precisa ser bem avaliada. Esse evento já vende por si só, por ser extremamente tradicional. Talvez seria mais interessante uma campanha similar em uma data de pouco fluxo no comércio com o objetivo de aquecer as vendas ou desovar estoques. PARCERIAS A ACE é o principal órgão empresarial da cada município, pois é o único que contempla todos os setores e em geral goza de muita credibilidade. Sendo um nome forte, sua marca tem que ser valorizada e deve ter um preço. Muitas empresas que queiram associar seu nome à marca da ACE devem, portanto, pagar pelo investimento. São inúmero os exemplos de empresas de telecomunicações, listas telefônicas, planos de saúde, instituições de ensino, entre outras que pagam para associar seu nome ao da ACE. Além do pagamento direto, as empresas devem ainda conceder vantagens aos associados. Antes de fazer uma parceria com qualquer empresa é importante: Analisar custo-benefício avaliando custos indiretos desta parceria; Pesquisar a credibilidade, história, condições que a empresa tem para atender a demanda do parceiro. 29

20 PUBLICAÇÕES Muitas associações vêem as publicações como jornal/revista apenas como um complemento das demais atividades e desconsideram o seu potencial de receitas, subestimando que muitos associados se interessem em divulgar os seus produtos ou serviços por estes meios de comunicação. Um jornal/revista bem administrado garante aos anunciantes preços competitivos, além de ser uma fonte de receita da ACE. Implantação de Produtos Desenvolvidos Pela Federação/Confederação É importante que as ACEs participem em eventos do sistema Federativo fazendo um benchmarking dos projetos. O objetivo maior é encurtar os caminhos, evitando com isso a perda de tempo em estudo de viabilidade de um projeto onde a Federação/Confederação já haviam pesquisado e estão disponibilizando para as ACEs. A exemplo das Câmaras de Medição de Arbitragem, PROE Programa Regional de Orientação para Estágio, Cooperativas de Crédito, entre outros. SERVIÇOS Apresentam muitas vantagens em relação às outras fontes. Contribuem para aumentar o nível de profissionalização da ACE, aumentam sua representatividade e a motivação de seus 30 MANUAL A R R U M A NDO A CASA

21 funcionários. Como os serviços são benéficos para os associados, contribuem para mantê-los com suas obrigações em dia, pois os deixam convencidos de que pagam mensalidades para uma entidade que é realmente útil.outra grande vantagem é que a auto-sustentabilidade financeira garante a independência política da ACE. Exemplo de alguns serviços: SCPC, Assessoria, Capacitação, Convênios Médicos, etc. A importância da Prestação de Serviços como Fonte de Receita: Além de contribuir para a auto-suficiência financeira e atender uma das principais demandas dos seus associados, a prestação de serviços traz outras vantagens: Aumentar a representatividade (maior número de associados); Obter recursos para subsidiar outras atividades; Motivar os funcionários; Fidelizar o associado. 31

Essa publicação faz parte do AMIGO DA PEQUENA EMPRESA, um projeto do SEBRAE-SP em parceria com

Essa publicação faz parte do AMIGO DA PEQUENA EMPRESA, um projeto do SEBRAE-SP em parceria com Essa publicação faz parte do AMIGO DA PEQUENA EMPRESA, um projeto do SEBRAE-SP em parceria com a Casa do Contabilista de Ribeirão Preto Conselho Deliberativo Presidente: Fábio Meirelles (FAESP) ACSP Associação

Leia mais

Como. elaborar COMO ELABORAR UM PLANO DE NEGÓCIOS. plano um de. negócios. Especialistas em pequenos negócios

Como. elaborar COMO ELABORAR UM PLANO DE NEGÓCIOS. plano um de. negócios. Especialistas em pequenos negócios Como elaborar plano um de negócios 1 Especialistas em pequenos negócios BRASÍLIA 2013 Sebrae NA Presidente do Conselho Deliberativo Roberto Simões Diretor-Presidente do Sebrae Luiz Eduardo Pereira Barretto

Leia mais

Como. elaborar COMO ELABORAR UM PLANO DE NEGÓCIOS. plano um de. negócios. Especialistas em pequenos negócios

Como. elaborar COMO ELABORAR UM PLANO DE NEGÓCIOS. plano um de. negócios. Especialistas em pequenos negócios Como elaborar plano um de negócios 1 Especialistas em pequenos negócios BRASÍLIA 2013 Sebrae NA Presidente do Conselho Deliberativo Roberto Simões Diretor-Presidente do Sebrae Luiz Eduardo Pereira Barretto

Leia mais

Franquias. 1. O Sistema de Franquias 2. Franqueador 3. Franqueado

Franquias. 1. O Sistema de Franquias 2. Franqueador 3. Franqueado Franquias 1. O Sistema de Franquias 2. Franqueador 3. Franqueado 1 Índice 1. FRANQUIAS a. O Sistema de Franquias 1. Conhecendo o sistema 2. Quais os principais termos utilizados 3. Franquia x Licenciamento

Leia mais

Como criar uma ONG. A) LEI DO TERCEIRO SETOR: AS ORGANIZAÇÕES DA SOCIEDADE CIVIL DE INTERESSE PÚBLICO (OSCIPs)

Como criar uma ONG. A) LEI DO TERCEIRO SETOR: AS ORGANIZAÇÕES DA SOCIEDADE CIVIL DE INTERESSE PÚBLICO (OSCIPs) Como criar uma ONG Esta publicação foi editada pela Revista IntegrAção - CETS/EAESP/FGV em abril de 2000. Tem como principal fonte de informação o Programa Estadual de Apoio às ONGs PROAONG, da Secretaria

Leia mais

O PLANEJAMENTO DE MICRO E PEQUENAS EMPRESAS COMERCIAIS POR MEIO DA ATUAÇÃO DA CONTROLADORIA

O PLANEJAMENTO DE MICRO E PEQUENAS EMPRESAS COMERCIAIS POR MEIO DA ATUAÇÃO DA CONTROLADORIA FACULDADE LOURENÇO FILHO BACHARELADO EM CIÊNCIAS CONTÁBEIS ELIS MARIA CARNEIRO CAVALCANTE O PLANEJAMENTO DE MICRO E PEQUENAS EMPRESAS COMERCIAIS POR MEIO DA ATUAÇÃO DA CONTROLADORIA FORTALEZA 2010 1 ELIS

Leia mais

Lei Geral da Micro e Pequena Empresa. Conheça as mudanças, os procedimentos e os benefícios

Lei Geral da Micro e Pequena Empresa. Conheça as mudanças, os procedimentos e os benefícios Lei Geral da Micro e Pequena Empresa Conheça as mudanças, os procedimentos e os benefícios BRASÍLIA ABRIL 2007 Sumário APRESENTAÇÃO...2 LEI GERAL DA MICRO E PEQUENA EMPRESA...4 1ª PARTE: ASPECTOS GERAIS

Leia mais

São Paulo 2ª Edição - 2010

São Paulo 2ª Edição - 2010 Casa Lotérica São Paulo 2ª Edição - 2010 Índice aspectos legais da atividade Atividade desenvolvida...6 AS formas de atuação neste ramo de atividade...8 Empresário e Sociedade Empresária...9 Idade mínima

Leia mais

4º C.C.O. Caderno de Comunicação Organizacional [ ] Por que investir em Comunicação Interna

4º C.C.O. Caderno de Comunicação Organizacional [ ] Por que investir em Comunicação Interna 4º C.C.O. Caderno de Comunicação Organizacional [ ] Por que investir em Comunicação Interna 2 C.C.O. Caderno de Comunicação Organizacional Por que investir em Comunicação Interna PREFÁCIO Em pouco mais

Leia mais

Como abrir o capital da sua empresa no Brasil (IPO)

Como abrir o capital da sua empresa no Brasil (IPO) www.pwc.com.br Como abrir o capital da sua empresa no Brasil (IPO) Início de uma nova década de crescimento A Nova Bolsa Como abrir o capital da sua empresa no Brasil (IPO) 1 2 PwC BM&FBOVESPA Índice i

Leia mais

agenda.indd 1 2/3/2009 14:48:33

agenda.indd 1 2/3/2009 14:48:33 agenda.indd 1 2/3/2009 14:48:33 Sumário Apresentação A Missão do Dirigente Municipal de Educação A Agenda dos Cem Primeiros Dias Aspectos gerais a) Uma leitura da realidade do município em termos sociais,

Leia mais

SECRETARIA DE ESTADO DO MEIO AMBIENTE DEPARTAMENTO DE PROJETOS DA PAISAGEM PROJETO DE RECUPERAÇÃO DE MATAS CILIARES

SECRETARIA DE ESTADO DO MEIO AMBIENTE DEPARTAMENTO DE PROJETOS DA PAISAGEM PROJETO DE RECUPERAÇÃO DE MATAS CILIARES SECRETARIA DE ESTADO DO MEIO AMBIENTE DEPARTAMENTO DE PROJETOS DA PAISAGEM PROJETO DE RECUPERAÇÃO DE MATAS CILIARES Currso:: Gesttão de Prrojjettos APOSTIILA maio, 2006 Introdução Conseguir terminar o

Leia mais

INTRODUÇÃO AO MERCADO DE CAPITAIS

INTRODUÇÃO AO MERCADO DE CAPITAIS INTRODUÇÃO AO MERCADO DE CAPITAIS 2 Índice Introdução... 5 O que é Sistema Financeiro Nacional... 7 Poupança e investimento... 8 Por que e no que investir... 9 O que é mercado de capitais... 13 Por que

Leia mais

CAPTAÇÃO DE RECURSOS PARA O TERCEIRO SETOR

CAPTAÇÃO DE RECURSOS PARA O TERCEIRO SETOR Comissão de Direito do Terceiro Setor CAPTAÇÃO DE RECURSOS PARA O TERCEIRO SETOR Aspectos Jurídicos COORDENADOR Danilo Brandani Tiisel COLABORADORES Carolina Honora Célia Brun Cláudio Ramos Luiz Henrique

Leia mais

VOLUME I GUIA DE ORIENTAÇÕES PARA ENTIDADES PRIVADAS SEM FINS LUCRATIVOS NA EXECUÇÃO DE CONVÊNIOS

VOLUME I GUIA DE ORIENTAÇÕES PARA ENTIDADES PRIVADAS SEM FINS LUCRATIVOS NA EXECUÇÃO DE CONVÊNIOS MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO SECRETARIA NACIONAL DE ECONOMIA SOLIDÁRIA VOLUME I GUIA DE ORIENTAÇÕES PARA ENTIDADES PRIVADAS SEM FINS LUCRATIVOS NA EXECUÇÃO DE CONVÊNIOS S 2013 1 APRESENTAÇÃO As normativas

Leia mais

Cadernos MARE da Reforma do Estado. Organizações Sociais MARE. Ministério da Administração Federal e Reforma do Estado

Cadernos MARE da Reforma do Estado. Organizações Sociais MARE. Ministério da Administração Federal e Reforma do Estado 2 Cadernos MARE da Reforma do Estado Organizações Sociais MARE Ministério da Administração Federal e Reforma do Estado MARE Ministério da Administração Federal e Reforma do Estado Ministro Luiz Carlos

Leia mais

VIABILIDADE DE ABERTURA DE UMA EMPRESA NO RAMO DE BELEZA E ESTÉTICA

VIABILIDADE DE ABERTURA DE UMA EMPRESA NO RAMO DE BELEZA E ESTÉTICA Instituto de Ciências Econômicas e Gerenciais Curso de Ciências Contábeis VIABILIDADE DE ABERTURA DE UMA EMPRESA NO RAMO DE BELEZA E ESTÉTICA Andréa Gomes de Oliveira Belo Horizonte 2011 Andréa Gomes de

Leia mais

DICAS PRÁTICAS PARA QUEM PENSA EM INVESTIR NUMA FRANQUIA

DICAS PRÁTICAS PARA QUEM PENSA EM INVESTIR NUMA FRANQUIA Marcelo Cherto PRESIDENTE DO GRUPO CHERTO www.cherto.com.br www.franchisestore.com.br DICAS PRÁTICAS PARA QUEM PENSA EM INVESTIR NUMA FRANQUIA O emprego é um animal em extinção Some-se à Globalização

Leia mais

Centros de Serviços Compartilhados

Centros de Serviços Compartilhados Centros de Serviços Compartilhados Tendências em um modelo de gestão cada vez mais comum nas organizações Uma pesquisa inédita com empresas que atuam no Brasil Os desafios de compartilhar A competitividade

Leia mais

A AMI4 tem por Missão incentivar, desenvolver, regulamentar e promover o uso dos meios interativos para ações de comunicação e marketing através:

A AMI4 tem por Missão incentivar, desenvolver, regulamentar e promover o uso dos meios interativos para ações de comunicação e marketing através: Public Policy ESTATUTO SOCIAL1 CAPÍTULO I Do Grupo, seus fins, sua sede e denominação Artigo Primeiro: A Associação de Mídia Interativa tem sede na Capital de São Paulo à Rua Helena, 309 cj. 92, Estado

Leia mais

Diálogos sobre a Gestão Municipal Processos na Educação

Diálogos sobre a Gestão Municipal Processos na Educação Diálogos sobre a Gestão Municipal Processos na Educação Diálogos sobre a Gestão Municipal Processos na Educação I. APRESENTAÇÃO II. GESTÃO DA POLÍTICA DE EDUCAÇÃO MUNICIPAL 1. O panorama da Política Municipal

Leia mais

COMO ELABORAR UMA PESQUISA DE MERCADO

COMO ELABORAR UMA PESQUISA DE MERCADO COMO ELABORAR UMA PESQUISA DE MERCADO 3 4 2005 Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Minas Gerais Todos os direitos reservados. É permitida a reprodução total ou parcial, de qualquer forma ou

Leia mais

São Paulo 2ª Edição - 2010

São Paulo 2ª Edição - 2010 Loja Virtual São Paulo 2ª Edição - 2010 Índice Aspectos legais da atividade Atividade desenvolvida...6 AS formas de atuação neste ramo de atividade...7 Empresário e Sociedade Empresária...8 Idade mínima

Leia mais

MINISTÉRIO DA SAÚDE. Manual de Orientações para Contratação de Serviços no Sistema Único de Saúde

MINISTÉRIO DA SAÚDE. Manual de Orientações para Contratação de Serviços no Sistema Único de Saúde MINISTÉRIO DA SAÚDE Manual de Orientações para Contratação de Serviços no Sistema Único de Saúde BRASÍLIA DF 2007 MINISTÉRIO DA SAÚDE SECRETARIA DE ATENÇÃO À SAÚDE DEPARTAMENTO DE REGULAÇÃO, AVALIAÇÃO

Leia mais

Introdução ao MICROCRÉDITO

Introdução ao MICROCRÉDITO Introdução ao MICROCRÉDITO Exemplares desta publicação podem ser solicitados no endereço: Conselho da Comunidade Solidária Esplanada dos Ministérios, Bloco A, 4º andar Brasília - DF CEP 70 054--900 Fax

Leia mais

CLÍNICA VETERINÁRIA São Paulo 2ª Edição - 2005

CLÍNICA VETERINÁRIA São Paulo 2ª Edição - 2005 CLÍNICA VETERINÁRIA São Paulo 2ª Edição - 2005 ÍNDICE UM ALERTA AO EMPREENDEDOR... 7 PARA NÃO FRACASSAR... 8 SOBRE OPORTUNIDADE... 10 PLANO DE NEGÓCIO: O QUE É? COMO ELABORAR?... 11 O QUE CONSIDERAR NUM

Leia mais

Programa Convivência e Aprendizado no Trabalho MANUAL DA ENTIDADE PROFISSIONALIZANTE SEM FINS LUCRATIVOS

Programa Convivência e Aprendizado no Trabalho MANUAL DA ENTIDADE PROFISSIONALIZANTE SEM FINS LUCRATIVOS Programa Convivência e Aprendizado no Trabalho MANUAL DA ENTIDADE PROFISSIONALIZANTE SEM FINS LUCRATIVOS 3 SUMÁRIO 1- A novidade...... pág. 3 2- O que Muda para ONGs e Instituições sem Fins Lucrativos...

Leia mais

A cultura da comunicação interna está cada vez mais consolidada em nosso mercado e as organizações sensíveis para o tema colocam-se com destaque em

A cultura da comunicação interna está cada vez mais consolidada em nosso mercado e as organizações sensíveis para o tema colocam-se com destaque em 2 Abertura O Caderno de Comunicação Organizacional intitulado Como entender a Comunicação Interna é uma contribuição da Associação Brasileira das Agências de Comunicação Abracom ao mercado. Neste caderno,

Leia mais

GESTÃO DE RECURSOS FEDERAIS

GESTÃO DE RECURSOS FEDERAIS GESTÃO DE RECURSOS FEDERAIS Manual para os Agentes Municipais Secretaria Federal de Controle Interno 1 SUMÁRIO INTRODUÇÃO...7 A ORGANIZAÇÃO POLÍTICO-ADMINISTRATIVA DO BRASIL...9 ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA...10

Leia mais