UNIVERSIDADE VEIGA DE ALMEIDA UVA CURSO DE LETRAS LICENCIATURA EM LÍNGUA PORTUGUESA E LITERATURAS

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1 UNIVERSIDADE VEIGA DE ALMEIDA UVA CURSO DE LETRAS LICENCIATURA EM LÍNGUA PORTUGUESA E LITERATURAS HISTÓRIA E LITERATURA EM LEITE DERRAMADO, CHICO BUARQUE DE HOLANDA M ARI HELENA TOLEDO CAM POS RIO DE JANEIRO 2014

2 UNIVERSIDADE VEIGA DE ALMEIDA UVA CURSO DE LETRAS LICENCIATURA EM LÍNGUA PORTUGUESA E LITERATURAS HISTÓRIA E LITERATURA EM LEITE DERRAMADO, CHICO BUARQUE DE HOLANDA Monografia apresentada ao Curso de Graduação em Letras da Universidade Veiga de Almeida, como requisito obrigatório e necessário para a obtenção do título de Licenciatura em Língua Portuguesa e Literaturas, sob a orientação da Professora Drª. Cristina Prates. RIO DE JANEIRO 2014

3 CAMPOS, Mari Helena. HISTÓRIA E LITERATURA EM LEITE DERRAMADO, CHICO BUARQUE DE HOLANDA. Rio de Janeiro: Universidade Veiga de Almeida, páginas. Monografia apresentada ao Curso de Graduação em Letras da Universidade Veiga de Almeida, como requisito obrigatório e necessário para a obtenção do título de Licenciatura em Língua Portuguesa e Literaturas, sob a orientação da Professora Drª. Cristina Prates. BANCA EXAM INADORA Profª. Drª. Cristina Prates Orientadora Prof. Dr. Cimélio Senna UVA Profª. Mestre Cristina Varandas - UVA Aprovada em: / / Conceito:

4 AGRADECIMENTO Agradeço primeiramente a Deus que me deu forças, ânimo e coragem para prosseguir. À professora e orientadora Cristina Prates, pela paciência е incentivo quе tornaram possível а conclusão desta monografia. Aos professores Cimélio Senna e Cristina Varandas pela atenção de terem aceito participar da Banca Examinadora, o que muito me honrou, pois sei que me serão extremamente importantes as observações que ambos fizerem sobre nosso trabalho. A todos os professores de Letras da Universidade Veiga de Almeida, pois com certeza, o ensinamento recebido de vocês, deu-me outra visão de mundo. Ao meu querido esposo José Henrique, que sempre acreditou em mim e me deu forças e apoio em todos os momentos. Às minhas filhas, Hellen e Marjorie, agradeço pelo apoio e compreensão em todos os momentos. Aos meus amigos, pelas alegrias, tristezas e dores compartilhadas, mas principalmente, Gisele Paz, minha colega de classe, amiga e companheira, que muito me apoiou em minha caminhada desde o primeiro dia de aula. A todos aqueles que, de alguma forma, estiveram e estão próximos a mim, fazendo a vida valer cada vez mais a pena.

5 Com o tempo aprendi que o ciúme é um sentimento para proclamar de peito aberto, no instante mesmo de sua origem. Porque ao nascer, ele é realmente um sentimento cortês, deve ser logo oferecido à mulher como uma rosa. Senão, no instante seguinte ele se fecha em repolho, e dentro dele todo o mal fermenta. O ciúme é então a espécie mais introvertida das invejas, e mordendo-se todo, põe nos outros a culpa da sua feiura. Leite Derramado, Chico Buarque de Holanda.

6 RESUMO Este estudo relata os aspectos históricos mais importantes do século XX descritos na obra Leite Derramado e como esses fatos se entrelaçam com a saga de uma família decadente, que vê seu espólio diminuir a cada geração. Os acontecimentos são narrados em primeira pessoa por Eulálio, que realiza uma retrospectiva de sua vida desde o seu nascimento, no início do século XX, até o momento da narração, quando se encontra com 100 anos. A narrativa relata não apenas a vida deste indivíduo, mas principalmente todos os acontecimentos na história mundial e brasileira e, especificamente, na história do Rio de Janeiro, usando as memórias pessoais de Eulálio como um pano de fundo para a narração destes fatos históricos. Fatos importantes como a riqueza dos cafeicultores no início do século XX, a quebra da bolsa de Nova York, a recessão na década de 30, a ditadura militar, a falência da classe média na década de 80, o aumento da criminalidade nos anos 90 e 2000 e a ascensão da religião evangélica recentemente são retratados no livro por meio de seus personagens. Para melhor compreender a obra, este estudo realizou uma análise visando a compreender como memória individual e história se entrelaçam na narrativa, situando o romance de Chico Buarque como representante da ficção brasileira contemporânea. Palavras-chave: Leite Derramado; Memória Individual; História do Brasil.

7 ABSTRACT This study reports the most important facts in the 20 th century described in the book Leite Derramado and how those historical facts intertwine with the saga of a decadent family that sees her spoil diminish in each generation. The events are narrated in first person by Eulálio, who performs a retrospective of his life from his birth, in the early 20 th, yet the narrative, when in 100 years. The narrative not only recounts the life of this individual, but mostly all the happenings in the world and Brazilian history and, specifically, the history of Rio de Janeiro, using personal memories Eulálio as a backdrop to the narration of these historical facts. Important facts as the wealth of farmers in the early 20 th, the decline of the New York Stock Exchange, the recession in the 30s, the military dictatorship, the failure of the middle class in the 80s, the rise in crime in the 90s and 2000 and the rise of evangelical religion are recently portrayed in the book through his characters. To better understand the work, this study conducted an analysis aimed at understanding how individual memory and history are interwoven in the narrative, placing the novel by Chico Buarque as representative of contemporary Brazilian fiction. Keywords: Leite Derramado; Individual memory; History of Brazil.

8 SUMÁRIO Introdução Leite Derramado: história e ficção Burguesia e decadência Brás, Bentinho e Eulálio Família d Assumpção: amores perdidos Traições e mentiras Matilde e Eulálio: uma relação doentia Memória e modernidade Conclusão...40 Referências Bibliográficas...42

9 9 INTRODUÇÃO Nosso trabalho tem como objetivo realizar uma análise do romance Leite Derramado (2009), de Chico Buarque de Holanda, ressaltando sua importância na literatura brasileira contemporânea, ao conseguir conciliar, de forma especial, ficção e história, realismo e subjetividade, numa linguagem refinada e poética. De teor memorialístico, o romance é conduzido pelas fragmentárias recordações do centenário Eulálio Montenegro D Assumpção, um narrador-personagem, que, num quarto de hospital, desfia, num monólogo dirigido à filha, às enfermeiras e a quem quiser ouvir, a história de sua linhagem, desde os ancestrais portugueses até seu bisneto, um traficante, ressaltando o orgulho de ter, como antecedentes, a fina representação da elite brasileira. À saga familiar narrada pelo personagem corre paralela a própria história do Brasil, ambas marcadas pela decadência social e econômica. Se o narrador se coloca como defensor da alta burguesia, apresentando o gosto pelo luxo, a aceitação dos privilégios e mesmo a adesão aos preconceitos étnicos e sociais - heranças familiares e classistas - o autor introduzirá, através de um discurso machadianamente irônico, mordaz, e não poucas vezes cômico, o pacto com o leitor, ao qual caberá instilar na sua leitura a percepção crítica e uma leitura na contramão das tradições senhoriais incorporadas no sangue dos Assumpções, técnica que, sem dúvida, merece a atenção e elogio nos diversos ensaios e trabalhos acadêmicos direcionados para essa obra, que nela ouvem ressonâncias da aristocrática voz de um Brás Cubas, o que buscaremos apontar no decorrer de nossa pesquisa. Além das questões políticas, sociais e econômicas que se desdobram no curso da narrativa, o tema do ciúme recebe um tratamento todo especial, permitindo o aprofundamento do estado e do estudo psicológico, criando, sobretudo, um rico diálogo intertextual com Dom Casmurro, de Machado de Assis e São Bernardo, de Graciliano Ramos, como tentaremos mostrar preferencialmente na seção intitulada Traições e mentiras. Caberá ao último capítulo tecer comentários sobre como a questão da pósmodernidade se apresenta na obra Leite Derramado, tema que ainda sofre controvérsias teóricas, e que vem suscitando novas posições do ensaísmo literário brasileiro, com a publicação, por exemplo, de ensaios organizados pelo escritor e professor Godofredo de Oliveira Neto, no livro O Pós-Pós Moderno, sobre o qual ousamos tecer, mesmo que tangencialmente, algumas considerações no último capitulo desse trabalho.

10 10 Sabendo-se ser hoje numerosa e rica a ensaística sobre a obra de Chico Buarque, selecionamos apenas alguns autores para nortearem nossa leitura, dentre os quais destacamos o primoroso e poético ensaio O leite derramado de Matilde, de Leila Perrone-Moisés, além, de Como beber desse leite derramado, de João Vicente Motta, Brincalhão, mas não ingênuo, de Roberto Schwarz. Sabemos que esse é apenas o início de um longo percurso de pesquisas sobre a narrativa brasileira contemporânea, que hoje nos chega em volume e qualidade, e, mais que isso, em múltiplas tendências, fato que instiga a curiosidade do estudante de Letras a prosseguir seus estudos, o que, de fato, pretendemos fazer.

11 11 1. LEITE DERRAMADO: HISTÓRIA E FICÇÃO Esse trabalho tem como objetivo pesquisar como a ficção de Chico Buarque se insere na produção contemporânea do romance brasileiro, tendo como objeto de estudo o romance Leite Derramado, já reconhecidamente um dos expoentes da narrativa brasileira da modernidade. Cantor e compositor, Chico Buarque é filho do historiador Sérgio Buarque de Holanda, tendo iniciado sua carreira como escritor em 1962, quando escreveu seu primeiro conto, aos 18 anos, ganhando destaque como cantor a partir de 1966, quando lançou seu primeiro álbum, Chico Buarque de Hollanda, além disso, venceu o Festival de Música Popular Brasileira com a música A Banda. Socialista declarado, autoexilou-se na Itália em 1969, devido à crescente repressão do regime militar no Brasil, nos chamados anos de chumbo, tornando-se, ao retornar, em 1970, um dos artistas mais ativos na crítica política e na luta pela democratização no país. Na carreira literária, foi vencedor de três Prêmios Jabuti: o de melhor romance em 1992, com Estorvo, o de Livro do Ano, tanto pelo livro Budapeste, lançado em 2004, como por Leite Derramado, em Em Leite Derramado, o centenário narrador-personagem autor entrelaça a saga de sua família à história do Brasil, desde a chegada de seus ancestrais portugueses, que, vindos de Portugal nos tempos do Império, chegam aos nossos dias. Questiona-se: quais são os aspectos históricos mais importantes do século XX descritos na obra Leite Derramado e como esses fatos se entrelaçam com a saga de uma família decadente, que vê seu espólio diminuir a cada geração? E ainda: como romance e história podem conviver sem prejuízo do imaginário ficcional e da criatividade, fatores essenciais para a realização plena da obra literária? 1.1. Burguesia e decadência Segundo o professor e escritor Humberto Torres, o romance Leite Derramado revela a memória de um homem centenário, minada por esquecimentos, contradições e blackouts inesperados, conduzindo o leitor desse quarto romance de Chico Buarque a um encontro com as origens da sociedade brasileira. Saudoso, Eulálio busca reconstruir, em seu discurso, a história de sua família, que, segundo ele, possui valores que precisam ser preservados ou recuperados, apesar de experimentar, no presente, profundas transformações motivadas pela

12 12 avalanche do progresso. (NETO, 2011, p. 123) O processo narrativo do romance é uma das suas particularidades relevantes, instaurado a partir do ponto de vista de um homem já próximo de sua morte, que busca restituir, em seu relato confessional, o passado, estreitamente relacionado ao de sua família aristocrática e à relação amorosa com a mulata Matilde. A opção por um narrador dessa natureza e as circunstâncias que envolvem tal narração produzem reações singulares no leitor que, situado entre a sedução de uma narrativa autobiográfica e a desconfiança provocada pelo agente do relato e por seu estado pessoal, entrevê a erosiva degradação da elite da sociedade brasileira, cuja ascensão foi marcada, sobretudo, pelo preconceito racial e pela exploração das classes inferiores. E qualquer coisa que eu recorde, agora, vai doer. A memória é uma vasta ferida. (BUARQUE, 2009, p. 11) 1. Essas palavras expressam, de forma exemplar, a sensação de sofrimento do personagem Eulálio, o que será, de fato, comprovado, tanto na sua relação amorosa, quanto na experiência de vivenciar a decadência de sua família de base aristocrática. Essas palavras, aliás, poderiam, certamente, sintetizar o enredo de Leite Derramado, no qual se entrevê a sucessão de fracassos do protagonista, cujo sistema de valores fora forjado pela elite e por suas práticas exploratórias. Eulálio, à espera da morte, se parece com um objeto. É arrastado pelos enfermeiros pelos corredores, sendo submetido a raios-x e tomografias cujos resultados nunca exibem. Para se conservar vivo, apega-se aos últimos fios do passado, que repuxa de dentro de si. Como que apalpando, reconstitui seu primeiro encontro com o francês Jean-Jacques Dubosc, que desembarca num dia no Rio de Janeiro e que seria responsável pelas mudanças radicais em sua vida. O jovem Eulálio estava no cais, à espera do futuro patrão, e aproveitou a presença de um fotógrafo para se imortalizar em um instantâneo. Quando, já velho, reencontra a fotografia, e nela se vê contrariado, parecendo quase um lacaio, carregando um sobretudo e uma pasta de couro alheios. Percebe, então, que jamais fora dono de si: a história como uma maca sempre o havia carregado. Ainda segundo o professor Torres, em seu ensaio Para além da Pós-modernidade: uma análise de Leite Derramado, o narrador mostra-se incapaz de empreender reflexão crítica de seu passado. Eulálio busca, ao longo de toda a narrativa, resgatar os valores de sua 1 Como usaremos a mesma edição do romance Leite Derramado, passaremos, a partir de agora, a empregar a sigla LD, seguida da página em questão.

13 13 família e o que ela representava, pois, para ele, a família é parte indissociável de sua persona. Podemos constatar isso pela permanência do nome Eulálio em todos os homens que o antecederam (NETO, 2011, p. 125), assim como em seus descendentes. Sua filha Maria Eulália gerou Eulálio D Assumpção Palumba que, para Eulálio, era como se fosse seu filho. Quem sabe Maria Eulália não se culpava até mesmo por ter nascido menina, julgando que eu contava com um herdeiro. Mas ainda que assim fosse, ela já havia recompensado com o Eulalinho, que virou um filho para mim. Por ele até rememorei antigas berceuses, não me encabulava e cantarolar baixinho, quando no meio da noite o garoto se metia na minha cama, assustado com alguma coisa. Ensinei-o a ler, arranjei-lhe uma bolsa de estudos no meu antigo colégio de padres onde meu nome ainda abria portas. Apeguei- me ao garoto, que malgrado o Palumba no nome e as feições um tanto rústicas, pertencia com certeza à minha estirpe. (LD, p.125) Apesar de Eulalinho ter sido um garoto estudioso e deixar sua mãe orgulhosa com suas notas do boletim, desde cedo se interessou pela política tornando-se comunista e acabou sendo assassinado nos porões da ditadura militar. Eulalinho teve um filho que também se chamou Eulálio. Tempos depois nos telefonaram para buscarmos uma criança no hospital do Exército, era o filho do Eulálio e de uma sua comparsa que pariu na prisão. Esse Eulalinho criei como se fosse um filho, ensinei-o a ler, matriculei-o no colégio de padres onde meu nome abria portas, fiz fotografá-lo de calças curtas no Senado. Desde o princípio se mostrou um aluno sagaz, interessado em História do Brasil, discutia com seus professores de igual para igual, e um dia virou comunista. Diz minha filha que ele foi morto na cadeia, mas disso não se tem certeza, só sei que me telefonaram para buscar seu filho no hospital do Exército. (LD, p.127) Seu bisneto Eulálio também teve um destino trágico: foi assassinado a tiros por uma amante, num motel. E, finalmente, mais tarde, seu tataraneto, também Eulálio, foi preso por tráfico internacional de drogas, na mesma época em que Eulálio veio a falecer. Embora mantenha a mentalidade senhorial e o orgulho aristocrata (evocando sempre o passado glorioso), a personagem não consegue dissimular sua condição de sujeito apático e inútil que não encontra sentido para a vida. Conformista durante décadas, externa como, ao longo do tempo, sua personalidade foi se desagregando e sua integridade sendo minada. Observa-se, aliás, que não só Eulálio é uma personagem passiva, mas as demais como ele, são estéreis, ociosas e parasitas de uma sociedade cruel ao extremo. Em contraposição, é interessante assinalar que, no período áureo dos Assumpção, as figuras são fortes, robustas, ativas, como na representação que faz do tataravô, do bisavô, do avô e do pai. Já no período de decadência, são inativas, frágeis, inúteis, como o próprio

14 14 Eulálio, a filha, o neto, o bisneto, o tataraneto. Pesquisando o significado do nome Eulálio 2, vemos que etimologicamente, é formado por dois radicais gregos: - eu (bom) e - lalia (fala), o que, vem a representar no nome Eulálio, aquele que é um bom orador, ou contador de histórias. De fato, o nosso narrador é incansável na sua fala e, mesmo sem interlocutores, fala sozinho, em monólogos confusos. Cria associações inusitadas, corta pensamentos, articula memórias, mistura os tempos, devaneia, delira, em suma, cria um discurso fortemente marcado pela oralidade, que se expõe em frases fragmentadas, como podemos constatar na seguinte passagem, em que ele, além de relembrar algo, também delira ao pensar que sua mãe está viva. Já tirei não sei quantos raios X, já me reviraram todo e no fim não dizem nada, nunca me apresentaram uma chapa do pulmão. Por falar nisso, eu adoraria dar uma olhada nas minhas fotos particulares, e o doutor, que tem um ar polido, se não se importar dê um pulo na minha casa. Peça à minha mãe que lhe indique a escrivaninha barroca de jacarandá, cuja gaveta central é abarrotada de fotografias. (LD, p. 24) O narrador divaga ao pedir ao médico que vá até sua casa e peça à sua mãe que lhe indique a escrivaninha para buscar as fotos que lá estão. São exatamente tais divagações e devaneios que criam um clima de incerteza quanto à veracidade dos fatos narrados pelo personagem, criando, assim, a instabilidade criativa que demarca a linha entre a ficção e a realidade. Seguindo o fio narrativo, vamos constando que Eulálio representa a ruptura entre a família tradicional do passado e a família decadente do presente, o que fica evidente na seguinte passagem: Tive um arrepio a contrapelo, por ouvir um nome que quase me humilhava. Eu não queria ser Eulálio, só mesmo os padres me chamavam assim nos tempos de colégio. Ao me chamar Eulálio, preferia envelhecer e ser sepultado com meus apelidos infantis, Lalinho, Lalá, Lilico. O Eulálio do meu tetravô português, passando por trisavô, bisavô, avô e pai, para mim era menos um nome do que um eco. (LD, p. 31) Os cacos da memória do ancião vão se conectando a uma e a outra passagem da história do Brasil, formando um longo painel, conforme o ensaísta Sergio Vicente Motta descreve no seu ensaio Como beber desse leite derramado, ressaltando, sobretudo, que tais memórias são organizadas de forma fragmentárias como se fossem estilhaços, cacos, que o 2 Sem autoria. Significado do nome. On-line. Disponível em:< s/eulalio.htm> Acesso em: 05/05/2014.

15 15 próprio personagem denomina de bricolagem : Um longo painel da historia do Brasil é montado através de cacos da memória de Eulálio, Terei bricolagens para me ocupar a fio... (LD, p.6), tendo como elemento articulador, a trajetória da vida do narradorprotagonista, e por meio dela a genealogia de sua família, que remonta aos primórdios da civilização e chega, com seus descendentes, aos dias atuais. (MOTTA, 2009, p.47) De fato, os cacos da memória do ancião vão se conectando a uma e a outra passagem da história do Brasil, formando esse longo painel, conforme assegura Eulálio ao afirmar seu desejo de encontrar todas as coisas : (...) um pandemônio, mas está tudo lá dentro, depois de fuçar um pouco, o dono é capaz de encontrar todas as coisas. (LD, p.21) Ainda a esse respeito, o escritor e cronista Reinaldo Moraes, em crítica escrita sobre Leite Derramado, para a edição do Jornal do Brasil Online (MORAES, 2009) declara que ter o Brasil em forma de romance nas mãos quase não é uma metáfora, visto que a saga familiarpatriarcal derramada por Eulálio mergulha na história do país vista da varanda do poder, recontada sob o foco de alguém que supostamente presenciou tudo ou ouviu quase tudo dos pais. E assim, as memórias esparsas de Eulálio reconstituem, a saga da família d Assumpção desde seu início quando, chegando ao Brasil, fazia fortuna traficando escravos no século XIX, até seu último descendente, um traficante de cocaína. Os personagens do romance surgem engraçados e caricatos, construídos pela fina ironia com que o autor analisa essa família com ares aristocráticos. Há a figura da mãe, muito elitista, que, para pedir o saleiro, o faz em francês; o arrogante engenheiro francês, que reage a tudo com um merde alors ; a filha Maria Eulália que vai decaindo na escala social a cada paixão e arrastando com ela o pai; a namorada do garotão com seus piercings e gírias. A construção dos personagens é análoga ao tempo histórico do romance. Através do século, a construção, por exemplo, da dinastia dos Assumpção é coerente a cada geração e sua vivência desde o início do século, com o tataravô que está internado no hospital e nos relata, sem compromisso cronológico, a ascensão e o declínio da família: Eu ia mesmo lhe telefonar para me fazer companhia, me ler jornais, romances russos. Fica essa televisão ligada o dia inteiro, as pessoas aqui não são sociáveis. Não estou me queixando de nada, seria uma ingratidão com você e seu filho. Mas se o garotão e tá tão rico, não sei porque diabos não me interna numa casa de saúde tradicional, de religiosas. Eu próprio poderia arcar com viagem e tratamento no estrangeiro, se o seu marido não me tivesse arruinado. (LD, p.11) Os ancestrais de Eulálio pelo lado materno, os Montenegro eram donos de metade do

16 16 estado de Minas Gerais (LD, p ), enquanto, do lado paterno, seu trisavô teria chegado ao Brasil com a família real, em 1808, como confidente de dona Maria Louca (LD, p. 50); seu bisavô havia sido traficante de escravos e seu avô, um figurão do império, grão-maçom e abolicionista radical (LD, p. 15), tendo chegado a elaborar um plano para mandar todos os pretos brasileiros de volta para a África (LD, p.51). Conseguiu o apoio até mesmo do Imperador para que os negros pudessem retornar para a África, mas o que seria um excelente negócio fracassou; seus próprios escravos, mesmo alforriados, escolheram permanecer na propriedade dele (LD, p.15). Acreditando nas boas intenções do avô, até mesmo no seu espírito fraterno e solidário com os pobres escravos, Eulálio afirmava, com orgulho, que ele fora um grande benfeitor da raça negra (LD, p.50), ocorrendo, evidentemente, a ironia do autor em relação à forma como as questões abolicionistas foram encaradas pela elite brasileira, como podemos constatar na imagem terrivelmente subserviente com que o narrador se relembra de como o escravo Balbino ficara para sempre sentado na tumba do avô: (...) Meu avô foi um figurão do Império, grão-maçom e abolicionista radical, queria mandar todos os pretos brasileiros de volta para a África, mas não deu certo. Seus próprios escravos, depois de alforriados, escolheram permanecer nas propriedades dele. Possuía cacauais na Bahia, cafezais em São Paulo, fez fortuna, morreu no exílio e está enterrado no cemitério familiar da fazenda na raiz da serra, com capela abençoada pelo cardeal arcebispo do Rio de Janeiro. Seu ex-escravo mais chegado, o Balbino, fiel como um cão, ficou sentado para sempre sobre a tumba dele. (LD, p.16) (grifos nossos) Seria mesmo seu avô um grande benfeitor da raça negra? Senão o vejamos ao exercitar o chicote num velho escravo alforriado: O Balbino nem era mais escravo, mas dizem que todo dia tirava a roupa se abraçava a um tronco de figueira, por necessidade de apanhar no lombo. E vovô batia de chapa, sem malícia na mão, batia mais pelo estalo que pelo suplício. (LD, p.102) Afirmar que o avô era um grande benfeitor expressa a visão distorcida de uma mente que não é capaz de, mesmo passados tantos anos, aguçar o senso crítico sobre a barbaridade da escravidão com a qual seu avô concordava. Mas apenas o leitor percebe a ironia de ser solidária a ação enviar os negros de volta para a África. Para Eulálio, tal decisão era, de fato, louvável! Nesses momentos de ironia é que podemos perceber não a voz do narrador, mas a do autor, que, nas pregas do texto, ou seja, tangencialmente, deixa aparecer as feridas que

17 17 marcaram a burguesia brasileira, por mais que ela tente escondê-las, ou disfarçá-las, como ensaiam as memórias de Eulálio, tão prontas a exaltar os feitos cruéis dos antepassados. Seu avô tinha, ainda, um projeto que propunha um embranquecimento do Brasil, sendo a mestiçagem e os negros vistos como motivos do atraso brasileiro, de nosso subdesenvolvimento frente às nações europeias, pensamento que, infelizmente, continua ainda presente, sob forma de um racismo contra o qual necessária se faz, por exemplo, uma política de cotas, para vários setores da sociedade, ainda marcados, pela presença preponderante das classes sociais mais favorecidas, representadas pelos brancos. Até hoje o racismo no Brasil é uma questão muito sutil e complicada, sendo que ninguém se diz racista, mas muitos negros continuam em subempregos e são maioria tanto na camada mais baixa da população, quanto na penitenciária. Esses racismos à brasileira é bem retratado por Eulálio, seja quando diz que o projeto abolicionista radical de seu avô não deu certo ou quando menciona que o ex-escravo era fiel como um cão. E mais: apesar de tais discursos, ela não queria ser visto como um racista. Essa postura, aliás, pode ser associada à de muitos brasileiros que se dizem amantes da cultura popular, do carnaval e do samba, mas ainda consideram negros, índios e mestiços como as vergonhas nacionais e que devem permanecer nas camadas mais baixas, enquanto a elite branca, continuaria no comando e no topo. Não há nada de mal em aparecerem juntos na folia do carnaval, desde que, após da festa, cada um volte para seu lugar. Outro fato histórico mencionado por Eulálio e que ainda se reflete na atualidade são os escravos alforriados em 13 de maio de 1888, com a Lei Áurea, que deu liberdade a todos, mas que escolheram ficar nas propriedades dos ex-senhores. Na verdade, após terminada a escravidão, nunca houve um projeto para absorção dessa numerosa camada da população brasileira, restando à maioria a opção de continuar trabalhando para os mesmos senhores por salário ridículos. Muitos deles, posteriormente, vão para as cidades grandes e se juntam aos pobres que também chegam às capitais esperando por uma vida melhor. Começa então a criação das favelas, ou seja, das comunidades carentes que são, até hoje, numerosas em todo o Brasil. Muitas sem saneamento básico e mínima infraestrutura, ainda que, algumas delas estejam localizadas na zona sul, zona nobre do Rio de Janeiro, uma delas inclusive com vista para uma das sete maravilhas do mundo, o Cristo Redentor. Assim é que, através de uma ironia muito próxima à machadiana, que o autor de Leite Derramado constroi a discrepância entre a autoimagem e a imagem que a história consolidaria da elite brasileira, saturando a narrativa de uma comicidade politicamente incorreta do começo ao fim.

18 18 Voltando ao fio narrativo do romance, apesar de tal frustração com seu projeto abolicionista, seu avô fez a riqueza dos Assumpção crescer. Ele possuía uma fazenda ao pé da serra no Rio de Janeiro, cacauais na Bahia, cafezais em São Paulo fazendo muita fortuna, porém morre amargurado em seu exílio em Londres (LD, p. 51). Concomitantemente às descobertas de corrupção e ao exílio de seu avô, algumas alterações sociais ocorrem no Brasil a fim de reorganizar a sociedade e demandam ajustamento da posição política dos Assumpção. Nesse sentido, lembramo-nos de Sérgio Buarque de Holanda, quando afirma que os velhos proprietários rurais tornados impotentes pelo golpe fatal da Abolição e por outros fatores, não tinham como intervir nas novas instituições (HOLANDA, 1979, p.175) Os donos de terra têm sua situação agravada com o crescimento da lavoura de café e o incremento das ligações entre o campo e a cidade. Em decorrência da dependência entre as áreas rurais e as cidades (HOLANDA, 1979, p. 131), o centro de poder desloca-se das amplas fazendas para as metrópoles. Devido às mudanças, o governo imperial enfraquece e instaura-se a República. Em meio à extinção das sustentações sociais do Império, são descobertos os desvios financeiros do avô, e o filho pai de Eulálio assume a condição de patriarca e o controle das finanças. Eulálio Ribas d Assumpção, seu pai, um senador conservador, tem sua figura frequentemente associada às ideias de grandeza, força e respeito. Era influente nos círculos de poder, além de homem culto, bem apessoado e íntimo dos presidentes. Ampliou a riqueza da família ao se servir da crescente aproximação do Brasil com o mercado externo (LD. p. 66). Assim, adquire o monopólio do porto de Manaus, torna-se intermediário do comércio de café na Inglaterra e negocia com armeiros da França, amigos graúdos em Paris (LD. p. 66). Eulálio sempre coloca a memória de seu pai ao lado de bom gosto e de luxo, características que se orgulha de ter herdado. O pai de Eulálio foi seu professor de malandragem e seu grande ídolo na infância. Durante as férias de verão, ele o levava para a Europa e ali lhe ensinava suas lições: A campeã ele mandava descer comigo ao meu quarto, e de volta ao Brasil confirmava à minha mãe que eu vinha me aperfeiçoando no idioma (LD, p. 7). Além da prostituição, seu pai também lhe apresentou a cocaína: Mas o que é isso, meu pai? É a neve, ora bolas, disse ele muito sério. Com uma mini- espátula separou o pó branquíssimo em quatro linhas, depois me passou um canudo de prata. Mas não se tratava dessa porcaria que idiota cheira por aí, era cocaína da pura, que só tomava quem podia. (LD, p. 36)

19 19 Sua morte brutal, por assassinato, foi divulgada até em jornais da Europa onde tinha prestígio e intermediava o comércio de café. (LD, p.52) Correu o boato de que ele havia sido morto a mando do marido de uma das suas amantes, pois fora metralhado ao entrar na garçonnière, mas a mãe de Eulálio atribuía o crime à oposição, que costumava agir assim quando ameaçada. Muitos anos depois, ao visitar a modista para comprar um vestido para sua esposa, Eulálio se recordou do dia em que seu pai fora à mesma modista encomendar um vestido azul para presentear uma amante. Na noite seguinte, a mulher chegou de braços dados com o marido na última grande festa do casarão de Botafogo, vestindo o vestido que havia sido comprado pelo pai de Eulálio no dia anterior. Eulálio lembra-se de ter visto o pai beijar a mão da mulher e apertar a mão do marido. A mulher passou as mãos no próprio corpo e sorriu para seu pai, que, muito sério, a fitou e logo desviou os olhos. E é quando o marido de relance olha para ela, que sorri para o meu pai, que olha para ela, que olha para o marido, que olha meu pai, que olha o pianista cego, e ela ajeita os cabelos (LD. p. 88). Assim, só muitos anos depois, Eulálio se deu conta que seu pai talvez não tivesse realmente sido assassinado pelos adversários políticos, mas sim por este homem enciumado que percebeu a traição naquela noite, por causa daquele vestido azul. È por caminhos como esse, do adultério, por exemplo, que Eulálio formou-se com mérito na escola de malandragem de seu pai, porém não soube colocar o que aprendeu em prática. Após a morte do pai, ele casou-se de forma precipitada como um empurrão para o abismo em que despencou sua vida. Restou-lhe sua mãe que, apesar de ele dizer que os Montenegro possuíam a metade do estado de Minas Gerais (LD, p. 58), porém a prole era grande e sua mãe tinha cerca de vinte irmãos, obrigando-a a viver de pensão, após a morte do marido, tendo ainda de sustentar Eulálio que não conseguiu dar continuidade ao pai, conforme lembra o personagem: Como imagino o quando lhe custara ao amor-próprio escrever seguidas cartas à Companhia, até conseguir para o filho o antigo posto do marido (LD, p. 85). De seus pais, restaram somente retratos e lembranças, ou a marca que o poder político deixou, em sua eterna dança de cadeiras, como na passagem em que realiza, como que uma súmula familiar, relacionando genealogias ao espaço urbano do Rio de Janeiro e à história do país: Eulálio Montenegro D Assumpção, 16 de junho de 1907, viúvo. Pai, Eulálio Ribas d Assumpção, como aquela rua atrás da estação do metrô. Se

20 20 bem que durante dois anos ele foi uma praça arborizada no centro da cidade, depois os liberais tomaram o poder e trocaram seu nome pelo de um caudilho gaúcho. A senhora já deve ter lido que em 1930 os gaúchos invadiram a capital, amarraram seus cavalos no obelisco e jogaram nossas tradições no lixo. Tempos mais tarde um prefeito esclarecido reabilitou meu pai, dando seu nome a um túnel. Mas vieram os militares e destituíram papai pela segunda vez, rebatizaram o túnel com o nome de um tenente que perdeu a perna. Enfim, com o advento da democracia, um vereador ecologista não sei porque cargas-d água conferiu a meu pai aquela rua sem saída. Meu avô também é uma travessa, lá para os lados das docas. E pelo meu lado materno, o Rio de Janeiro parece uma árvore genealógica, se duvidar mande um moleque comprar o mapa da cidade. Estes são meus dados pessoais, caso a senhora tenha interesse em atualizar o cadastro. (LD, p. 77 e 78) As mudanças no âmbito político-social do Brasil coincidem com alterações na vida pública e privada dos Assumpção. O assassinato de seu pai, em 1924, assinala o início das contestações e o prenúncio da decadência da ordem oligárquico-patriarcal, da qual Ribas representava. O entrelaçamento dos fatos mostra uma espécie de morte física e política. O narrador trata a finitude de seu pai como algo inevitável, pois, mesmo que o avisasse da cilada, ele não resistiria: E ainda que me escutasse e, talvez seguisse igualmente para a emboscada. Porque talvez tivesse a intuição de que em breve os tempos seriam outros, e meu pai jamais se prestaria a permanecer num tempo que não era o seu. Sua fortuna no estrangeiro estava para evaporar, e não consigo imaginá-lo sem suas viagens anuais à Europa, seu camarote, seus hotéis, restaurantes e mulheres de primeira classe. Na política, a civilidade daria lugar ao cabotinismo e ao espalhafato, e tampouco vejo meu pai pedindo votos em praça pública, subindo em palanques, apertando a mão de populares, sorrindo para fotografias com a roupa suja de gordura. (LD, p. 156) Era como se o patriarca pressentisse as instabilidades sociais e os problemas pessoais que viriam, iniciando tais transformações no ano em que faleceu. Dessas tensões veio a revolução de 30, quando os gaúchos [...] jogaram nossas tradições no lixo, de acordo com o ancião. (LD. p. 93). Com a morte do patriarca e as modificações na sociedade e na política ocorridas no Brasil do século XX, nota-se o decréscimo da importância nacional dos Assumpção. Eulálio Montenegro Assumpção é empurrado pelas circunstâncias para assumir os bens da família, porém não tem preparo para tal. Contrapondo-se aos seus antepassados, ele afasta-se da vida estatal do País. Seu sogro, um deputado federal da oposição, convida-o para integrar-se ao seu gabinete, mas ele nega-se, devido a uma solicitação de sua mãe que considera o Deputado um traidor, porque se bandeou para o lado da oposição, o que o genro, alheio aos noticiários, desconhece. (LD, p. 87) Eulálio tenta continuar representando a Le Creusot & Cie, porém a fábrica de armas

21 21 interrompe as remessas no fim de Após tentar contato com a Matriz, ele viaja para a França a fim de resolver o problema e é recebido com espanto em Bordeaux. Perguntam-lhe se não circulam na América do Sul as notícias do mundo, já que não sabia da crise econômica americana e da quebra da bolsa de Nova York. Vai para Londres, onde as notícias são ainda piores com as calamidades financeiras e os milhões de libras esterlinas fulminadas da noite para o dia (LD, p. 59). Era o caso do espólio dos Assumpção, desafortunadamente aplicado no mercado de ações norte-americano. Só então reconhece a grave crise do café, situação que retrata sua falta de aptidão para gerir os negócios da família. Começam a vir as perdas e as mudanças. A propriedade da raiz da serra foi desapropriada para a construção de uma estrada em Eulálio perde a terra e adquire o direito de ser indenizado, o que nunca ocorreu. Como não havia entrado na vida política, não tinha para quem pedir ajuda, e recorrendo à justiça e aos advogados contratados pelo genro Palumba, mas tal problema nunca foi resolvido. Em seguida, perde a casa do pai, o casarão de Botafogo. A venda é intermediada pelo genro Palumba, que desaparece com o dinheiro, deixando o sogro em dificuldades. Ou Eulálio fica inerte não percebendo as reais intenções do genro e não quer transparecer que foi enganado, ou ele sabe das intenções de Palumba e não toma nenhuma atitude, pois não sabe como agir com a esperteza do genro. Por fim, ele perde seu Chalé em Copacabana e compra dois apartamentos na Tijuca. A migração de Copacabana para Tijuca já demonstra geograficamente a decadência da família. Nesse meio tempo, Maria Eulália investe na realização de um espetáculo teatral a ser encenado no Chile, o que não ocorre devido à interrupção pelos militares do Golpe de Estado naquele país (1975). Com as dívidas, ela se vê obrigada a vender seu imóvel e, com seu filho, vai morar no apartamento do pai. Eulália concede os direitos do apartamento da Tijuca ao seu bisneto, que dá a moradia como caução de um empréstimo e desaparece sem pagar. O pai e a filha vão morar de favor num subúrbio da região metropolitana do Rio de Janeiro. Por ironia do destino, Eulálio reconhece, na periferia onde foi morar, o terreno e o riacho de sua fazenda desapropriada. O percurso de retorno para a raiz da serra que Eulálio e sua filha fazem representa a queda da classe média para a pobre. Apesar de ir morar num cubículo, conforme reconhece ao confessar ser da escória igual a vocês, e antes que me internassem, morava com minha filha de favor numa casa de um só cômodo nos cafundós (LD p. 50), Eulálio não perde a pose: vesti o roupão de veludo e saí ao quintal para fumar meu El Rey del Mundo, que era charuto à altura de um Château Margaux (LD, p. 179). As perdas, as vendas e mudanças revelam os degraus sociais da trajetória econômica escalonada de Eulálio e seus descendentes, o que

22 22 confirma o velho ditado que diz pai rico, filho nobre, neto pobre (LD, p.51). A única herança que lhe restou foi, de fato, a tradição Brás, Bentinho e Eulálio. É perceptível a influência machadiana na obra Leite Derramado. Assim como Machado de Assis, Chico Buarque se esforça para descrever o comportamento da classe dominante. Existem, de fato, aproximações entre Eulálio Montenegro d Assumpção e os narradores-proprietários Brás Cubas, de Memórias Póstumas de Brás Cubas (1881) e Bento Santiago de Dom Casmurro (1889). Poderíamos mesmo cogitar a hipótese de Eulálio ser uma fusão de Brás e Bentinho, como reconhece o ensaísta Sergio Vicente Motta, no seu texto Como beber desse leite derramado : Fazer da potencialidade do relato autobiográfico uma forma de dar voz à elite para ela confessar e, ironicamente, autocondenar-se, além de indicar um caminho de viabilidade para a ficção moderna, foram os legados deixados por Machado que Chico Buarque reaproveitou, bebendo-as no seu Leite derramado. Se a narração, como procedimento retórico, comporta essa importância literária e histórica, ela se coloca como ponto de partida da análise. De fato, essa é a parte mais inventiva do romance e, para se tentar reconstruir os retratos da árvore genealógica, é preciso entrar no jogo da narração. Na superfície desse jogo trama-se uma saga irônica. No seu plano mais profundo pulsa o sangue dessa genealogia, que irrigou o domínio de uma elite ramificada em grande parte do painel histórico retratado. Nesse quadro percebem-se os índices, às vezes visíveis e outras vezes implícitos, da violência semeada desde a raiz da árvore, fortificando seus ramos até gerar os frutos que colhemos nos dias de hoje, na disposição de nossa realidade social. Esse foi outro ponto de contato com Machado de Assis. (MOTTA, 2009, p. 50) Como Machado de Assis, Chico Buarque empregou, nessa narrativa autobiográfica, o sarcasmo, o diálogo com o leitor, as digressões para ironizar a elite brasileira, como aconteceu com as memórias póstumas de Brás Cubas ou as que, em vida, Bentinho amarga de ciúmes sob poder dos olhos de ressaca de Capitu, como Eulálio o faz em relação aos mistérios da pele quase castanha, dos negros cabelos cacheados de Matilde, relações intertextuais confirmadas no ensaio Para além da Pós-modernidade: uma Análise de Leite Derramado, do professor José Humberto Torres Filho: Se Eulálio promove a todo instante um resgate de seu passado, encarando o processo de formação social brasileiro sem qualquer ensejo crítico, o autor Chico Buarque, parece empreender também um resgate, explorando aquela

23 23 que seria a principal peça do quebra-cabeça que compõe nossa formação literária: a obra de Machado de Assis. A intertextualidade com a ficção machadiana está em Leite Derramado (2009) na beleza impossível de aprisionar Matilde, nos ciúmes de Eulálio, na visão crítica lançada sobre o homem parasitário da elite, nas memórias que não são póstumas, mas pertencem a um homem centenário, isolado em um hospital, portanto sem maiores perspectivas de futuro e com um presente que apenas lhe permite recordar. (NETO, 2011, p.130) Na intertextualidade da obra de Chico com Machado, vemos que, assim como Brás Cubas, Eulálio revê a vida a partir de seu fim. Assim como ambos viveram de forma parasitária, sem trabalhar. A perspectiva é a mesma do célebre defunto de Machado, pois, pensado bem, Eulálio é um morto-vivo. Outra semelhança é o fato de que ambos terem um escravo da família, Brás, com Prudêncio, a quem tratava como brinquedo quando criança, e Eulálio, o escravo Balbino, com quem sempre conviveu. Na paixão de Eulálio por Matilde, podemos ver Bentinho, que, também filho único, apaixonado por Capitu, por quem nutria de um ciúme doentio. Ainda na adolescência, quando estava no seminário, Bentinho já sofria de ciúmes, ao ser comunicado por José Dias que Capitu vivia alegre e contente, imaginando-a com outro namorado, e feliz pela distância. Depois, no enterro de Escobar, Bentinho interpreta o olhar dirigido por Capitu ao defunto como prova definitiva de sua traição: A confusão era geral. No meio dela, Capitu olhou alguns instantes para o cadáver tão fixa, tão apaixonadamente fixa, que não admira lhe saltassem algumas lágrimas, poucas e caladas... (ASSIS, 2006, p. 374). Dom Casmurro encontra-se envenenado pela hipótese da infidelidade de Capitu, desesperando-se a ponto de tentar matar Ezequiel, por achar que era filho de Escobar. Romances em primeira pessoa, Leite Derramado e Dom Casmurro apresentam narrativas limitadas pelo olhar de seus narradores: Bentinho passa sua visão movido pelos ciúmes e pela imaginação, o que também ocorreu com Eulálio. Desse modo, não se pode saber o que é verdadeiramente real, concreto, ou o que pode ser apenas fruto da fantasia de ambos. O ciúme de Bentinho era tão obsessivo que ele próprio afirma que chegou a tê-lo "de tudo e de todos": "Um vizinho, um par de valsa, qualquer homem, qualquer moço ou maduro, me enchia de terror ou desconfiança". (ASSIS, 2006, p.202). O amor de Eulálio por sua esposa Matilde, jovem e bonita, desperta nele uma paixão avassaladora, transformando seu amor em dúvida, ciúme e egoísmo. O relacionamento deles, apesar de terem tido bons momentos, encontra-se marcado por infortúnios e tristezas, despertados por esse ciúme doentio, assim como o de Bentinho. O poder e possessão marcam

24 24 as relações conjugais de Eulálio e Matilde: a beleza de Matilde, que desperta a paixão em Eulálio, também suscita a admiração do francês Dusboc. Não seriam os ciúmes que teriam levado Eulálio a julgar a esposa vulgar? Por exemplo, quando Eulálio leva Matilde para dançar, ao vestido "cinzento de gola alta" que ele sugere, a mulher prefere o "de alças, cor de laranja". Olhando seus ombros nus, Eulálio acha "que nunca a tinha visto tão bonita na vida" e menciona "suas coxas bronzeadas" (LD, p. 64) e, embora "sentada na ponta da cadeira", "ela dançava o foxtrote da cintura para baixo" (LD, p. 65). A respeito da insegurança e das dúvidas de Eulálio, vejamos os comentários da professora Marilene Weinhardt (2012): Quase tudo a respeito de Matilde fica sob o signo da dúvida, exceto a paixão que o toma. A perda da amada determina sua falta de rumo na vida. Entre as frustradas buscas para encontrá-la e as tentativas de construção de uma origem para apresentar à filha, somadas com a idealização própria do objeto do desejo e os fantasmas entrevistos por um ciumento, tudo se funde e se confunde na rememoração. (WEINARDT, 2012, p. 86) Matilde é uma reedição de Capitu, apesar de Capitu ter sido enterrada na Suíça e o paradeiro de Matilde ser uma incógnita. De acordo com o professor Aluisio Barros de Oliveira, em seu ensaio Evocações Machadianas em Leite Derramado, Chico Buarque reveste Matilde com as roupas de Capitu, talvez para demonstrar o quanto ainda de vícios, enganos e preconceitos resistem e alimentam os nossos dias atuais. (Oliveira, 2010) Se no início do relacionamento Eulálio só tinha olhos para a esposa, no decorrer da narrativa é perceptível a sombra da traição ao estilo Capitu, mas, assim como não há provas de que Capitu tenha traído, também não há de que Matilde tenha traído Eulálio. Segundo Roberto Schwarz, Como em Dom Casmurro, não há resposta segura para o traiu-não-traiu, e o livro é construído de maneira a alimentar o ânimo fofoqueiro dos leitores (Schwarz, 2009). E o ensaísta ainda afirma que o livro é construído de maneira a alimentar o ânimo fofoqueiro dos leitores, em processo semelhante ao do casmurro machadiano. Ainda segundo Roberto Schwarz, em duas ocasiões antológicas, atormentado pelo ciúme, que o empurra a barbarizar, Eulálio vê a sua certeza se desfazer em nada. De fato. As duas ocasiões às quais provavelmente Schwarz se refira são o dia em que Eulálio foi à Companhia e ouviu da secretária que monsieur Dusboc já se adaptava ao estilo de vida carioca, tinha enforcado a sexta-feira para ir à praia ( LD, p. 111). Eulálio, ao chegar a casa, verificou areia nas juntas do assoalho e perguntou à Matilde sobre Dusboc. Ela

25 25 confimou que ele trocara de roupa em casa, mas que mal o havia visto. Eulálio estava cada vez mais desconfiado e verificou que o francês tinha ido à praia em vez de aparecer em um compromisso recente no Ministério da Guerra. Outra ocasião foi quando Eulálio cismou que havia um homem com Matilde, como quando narra que num instante fui tomado pela ideia de que havia um homem com Matilde, eu já ouvia ofegos de homem mesclados aos gemidos dela. (LD, pg 135) Eulálio encheu-se de fúria, pensando que iria surpreender Matilde a me trair no nosso leito. (LD, pg 135). Chegando à porta do banheiro, vê uma cena que desconstroi por completo suas suspeitas: Matilde, no banheiro, parece estar vomitando. Ele tentou abracá-la envergonhado de meu mau juízo, mas ela aprumou o vestido bruscamente e se esquivou de mim. E vi respingos de leite nas bordas da pia. (LD. pg 135 ). Aliás, suas suspeitas da traição de Matilde nunca foram confirmadas, e tudo parece não passar de invenções de sua mente movida por uma desconfiança doentia. No capítulo CXIII de Dom Casmurro, o narrador começa a direcionar suas suspeitas à Capitu, que não quis acompanhar o marido ao teatro em razão de uma indisposição. Bentinho vai só, mas volta para casa no final do primeiro ato e encontra Escobar no corredor de sua casa. Escobar explica-lhe que viera falar com ele. Bentinho, por sua vez, diz-lhe que tinha saído para o teatro, donde voltara receoso de Capitu, que ficara doente. (ASSIS, 2006, p. 214). Quando Capitu comenta que apenas tivera uma dor de cabeça de nada, mas agravara o padecimento para que eu fosse divertir-me., o personagem desconfia da, mesmo ela dizendo ser a verdade pura (ASSIS, 2006, p. 214). O episódio, tratado com fria ironia, deixa no ar as mais variadas interpretações, sugeridas pela coincidência entre o mal-estar de Capitu e a visita não anunciada do amigo. Assim como Eulálio tinha a sombra de Dusboc para persegui-lo, Bentinho tinha a sombra de Escobar que, após sua morte deixou-lhe numa situação ainda pior: com Escobar morto, não poderia se vingar, nem mesmo indagá-lo sobre a verdade. Após o episódio do velório, Bentinho não teve dúvidas e ficou se remoendo de ciúmes: Capitu olhou alguns instantes para o cadáver tão fixa, tão apaixonadamente fixa, que não admira lhe saltassem algumas lágrimas poucas e caladas... As minhas cessar logo. Fiquei a ver as dela; (...) Palavra que, quando cheguei à porta, tive um daqueles meus impulsos que nunca chegavam à execução: foi atirar à rua caixão, defunto e tudo. (...) No cemitério tive de repetir a cerimônia da casa, desatar as correias, e ajudar a levar o féretro à cova. O que isto me custou imagina. (ASSIS, 2006 p. 133 e 134)

26 26 Bentinho se deixava hipnotizar pelos olhos de cigana oblíqua e dissimulada, olhos dorminhocos, olhos de ressaca, olhos redondos, que me acompanham para todos os lados, assim como Eulálio era seduzido pelos olhos meio árabes de Matilde (LD, p.138). Os inúmeros traços de Matilde, suas danças, seus vestidos espalhafatosos e coloridos, seu olhar em pingue-pongue deixam no narrador um gosto de paixão e desejo envenenados pelo ciúme. Lembremo-nos, por outro lado, de como o personagem machadiano tinha a mania de procurar consolo, pela ausência de Capitu, em outras mulheres: Já sabes que a minha alma, por mais lacerada que tenha sido, não ficou aí para um canto com uma flor lívida e solitária. Não lhe dei essa cor ou de cor. Vivi o melhor que pude sem me faltarem amigas que me consolas em da primeira. Caprichos de pouca dura é verdade. Elas é que me deixavam como pessoas que assistem a uma exposição retrospectiva, e, ou se fartam de vê-la, ou a luz da sala esmorece. Uma só dessas visitas tinha carro à porta e cocheiro de libré. As outras iam modestamente, calcante pede, e, se chovia, eu é que ia buscar um carro de praça, e as metia dentro, com grandes despedidas, e maiores recomendações, apertando a mão de populares, sorrindo para fotografias com a roupa suja de gordura. (ASSIS, 2006, p. 135) Eulálio, além de compartilhar com Bentinho certa fraqueza de caráter, que o impedia, por exemplo, de reagir à vontade materna, sentindo, também, um ciúme doentio e vergonha pela origem da esposa, fato semelhante ao sentimento de Bentinho em relação aos vestidos de chita de Capitu e ao espelhinho de pataca, também procurava consolo em outras mulheres, levando-as para sua casa e as despedindo num táxi: (...) tive outras mulheres depois dela, levei mulheres para casa (...). Então tratei de atrair mulheres para o âmbito dos meus desejos, (...) nem todas se sujeitavam a vestir as roupas de sua mãe. Mesmo as mais desenvoltas, quando circulavam no quarto vestidas de Matilde, em geral se revelavam um embuste, pareciam umas ladras. As que afinal se acertavam comigo, eu as despedia num táxi o quanto antes, na ilusão de que sua mãe reapareceria sem aviso. Como essas poucas não costumavam atender a um segundo apelo, cedo me tornei um tipo de ermitão. (LD, p ) Outra afinidade entre Leite Derramado e Dom Casmurro é quando os narradores falam de suas residências de infância em tom melancólico. Eulálio lembra-se da época em que vivia no casarão de Botafogo, assim como Bentinho relembra com carinho a sua casa na Rua Matacavalos. As mães dos dois personagens eram, aliás, muito semelhantes: dotadas de uma personalidade forte, adoravam se meter na vida de seus filhos, palpitando inclusive nos assuntos amorosos.

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