RECOMENDAÇÕES PARA O DESIGN DE INTERFACES WEB ACESSÍVEIS AO PÚBLICO SURDO

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1 RECOMENDAÇÕES PARA O DESIGN DE INTERFACES WEB ACESSÍVEIS AO PÚBLICO SURDO Carla Flor 1, Sabrina Bleicher 2, Vânia Ribas Ulbricht 3, Tarcísio Vanzin 4, Marília Matos Gonçalves 5 Abstract Several authors identified in their studies needs and latent issues related to language aspects, visuality, usability and navigation in web interfaces dedicated to the deaf public. Therefore, as a way to decrease this gap, this study has the objective of showing recommendations for accessible web design interfaces to the deaf public. By a bibliographic and exploratory research, using the technic of literature systematic revision, it was obtained as a result a compilation of recommendations for the development of web interfaces that include, in a systematic board, general orientations, text formatting, navigation, page layout, programming language and video features in sign language. The recommendations bring benefits to the deaf community as well to the webdesigners that currently don t have available in a synthesized form practical orientations dedicated to interfaces design to this public. Index Terms deaf, design, interface, web. INTRODUÇÃO O conceito de interface web pode ser descrito de diferentes formas. De modo simples, pode-se defini-la como a face responsável pela conexão entre os seres humanos e o computador e seus sistemas. O estudo da interface insere-se em uma grande área multidisciplinar denominada Interação Homem-Computador (IHC) que tem como objeto de pesquisa o design, a avaliação e a implementação de sistemas computacionais interativos para uso humano [11]. O campo de estudo da IHC sofreu e ainda sofre alterações constantes com o rápido desenvolvimento das Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs). Consequentemente, a interface web também passou por modificações. O acesso de um público cada vez maior e diversificado aos sistemas computacionais tornou latente a necessidade de se desenvolver sistemas acessíveis e utilizáveis por qualquer tipo de usuário. Contudo, o que ainda se vê, muitas vezes, é um ambiente web desenvolvido para um público-alvo específico: infantil, jovem, adulto, idoso, experiente, inexperiente etc. Na tentativa de construir interfaces web acessíveis ao público surdo é que surgiu a proposta de pesquisa descrita neste artigo. Esse estudo se justifica porque a visualização das informações e as mídias visuais, comuns no ambiente web, contribuem para a comunicação dos surdos a partir da leitura de imagens, uma vez que a língua escrita não é dominada, na maioria dos casos, por esse público [2]-[4]-[5]. Apesar de alguns surdos lerem textos e fazerem leitura labial com facilidade, a perda precoce da audição influencia substancialmente no sucesso do domínio dos surdos com a língua escrita. A falta da audição traz como prejuízo a dificuldade em associar a língua escrita com o correspondente sonoro, levando o surdo a recorrer a estratégias como a língua de sinais, hoje reconhecida como sua primeira língua [2]-[9]. Esse problema reflete-se também em dificuldades de comunicação e interação em ambientes virtuais em que a quantidade de textos é predominante. Os estudos de [4] demonstram que cerca de 50% dos surdos com idade de 16 anos são analfabetos e, para essas pessoas, navegar em sites puramente textuais é algo semelhante a ser um estrangeiro que não conhece a língua: enfrentarão diversas barreiras que os impedirão de seguirem em frente e encontrarem os conteúdos almejados. Assim, com o intuito de diminuir as barreiras de conteúdo e navegação em websites para surdos, este artigo se propõe a buscar soluções de interface que reúnam procedimentos e técnicas mais adequados para o webdesign de ambientes virtuais voltados às especificidades da linguagem, navegação e visualidade desse público. Para tanto, a metodologia utilizada foi a revisão sistemática de literatura aplicada à base de dados Scopus, que reuniu 294 artigos, dos quais 12 foram selecionados para a extração e estruturação das recomendações para o 1 Carla Flor, Doctor Student at the Post Graduation Program of Engenharia e Gestão do Conhecimento (PPGEGC) in Federal University of Santa Catarina (UFSC), Campus Universitário Reitor João David Ferreira Lima, CEP: , Trindade, Florianópolis, Santa Catarina, Brazil, com 2 Sabrina Bleicher, Doctor Student at the Post Graduation Program of Engenharia e Gestão do Conhecimento (PPGEGC) in Federal University of Santa Catarina (UFSC), Campus Universitário Reitor João David Ferreira Lima, CEP: , Trindade, Florianópolis, Santa Catarina, Brazil, 3 Vânia R. Ulbricht, Doctor and Professor at the Post Graduation Program of Engenharia e Gestão do Conhecimento (PPGEGC) in Federal University of Santa Catarina (UFSC), Campus Universitário Reitor João David Ferreira Lima, CEP: , Trindade, Florianópolis, Santa Catarina, Brazil, 4 Tarcísio Vanzin, Doctor and Professor at the Post Graduation Program of Engenharia e Gestão do Conhecimento (PPGEGC) in Federal University of Santa Catarina (UFSC), Campus Universitário Reitor João David Ferreira Lima, CEP: , Trindade, Florianópolis, Santa Catarina, Brazil, 5 Marília Matos Gonçalves, Doctor and Professor at the Federal University of Santa Catarina (UFSC), Campus Universitário Reitor João David Ferreira Lima, CEP: , Trindade, Florianópolis, Santa Catarina, Brazil, com 50

2 desenvolvimento de interfaces web acessíveis ao público surdo. METODOLOGIA DA PESQUISA Com o intuito de obter recomendações que contribuíssem com o desenvolvimento de interfaces gráficas para surdos foi elaborada uma pesquisa bibliográfica, utilizando, como supracitado, a técnica de revisão sistemática de literatura. A técnica de revisão sistemática de literatura foi escolhida porque possibilita planejar a revisão e obter respostas para questões específicas, utilizando métodos explícitos e sistemáticos que permitem a identificação, seleção e avaliação crítica das pesquisas que farão parte da revisão [13]. A questão a ser respondida nesta pesquisa referia-se a quais características de projetos de interfaces devem ser previamente solucionadas para tornar o webdesign acessível a surdos. A fim de responder à tal pergunta, foi feita a seleção das palavras-chave e da base de dados; definiram-se os critérios da pesquisa; selecionou-se a amostra; e obteve-se os resultados e a análise dos dados [13]. Seleção das palavras-chave e escolha da base de dados Uma busca preliminar com palavras variadas sobre o tema ajudou a definir as palavras-chave da pesquisa. Deaf and Human-Computer-Interaction e Interface and Deaf foram as palavras escolhidas porque retornaram artigos de interesse para o tema. Em relação à base de dados, a Scopus foi a base escolhida por ser de natureza multidisciplinar, no entanto, muitos dos artigos recuperados estavam relacionados à medicina, não sendo de interesse para a pesquisa. Assim, os artigos da área Health Sciences foram excluídos da busca. A combinação Interface and Deaf retornou uma grande quantidade de artigos por isso foi delimitada a um período de tempo específico. Nesse caso, buscou-se na base de dados conteúdos publicados no período de 2000 a outubro de 2013 (mês em foi realizada a busca na base de dados). A combinação Deaf and Human-Computer- Interaction retornou uma quantidade menor de artigos, por isso, delimitou-se apenas a data fim, nesse caso outubro de 2013 (mês em foi realizada a busca na base de dados). Definição dos critérios da pesquisa Incluiu-se na pesquisa todos os artigos que tratavam de interfaces gráficas para surdos, com exceção dos que: tratavam de interfaces para tradutores automáticos, legendas, dicionários ou glossários: o foco destes artigos costuma ser a reprodução dos sinais e não a interface como um todo; eram destinados à área médica; não estavam disponíveis de forma gratuita. Seleção da amosta A combinação Deaf and Human-Computer-Interaction retornou 101 resultados. Após a leitura dos títulos, 20 artigos foram pré-selecionados, mas com a leitura dos resumos e avaliação da existência do texto completo, somente 7 foram lidos integralmente, destes somente 2 foram incluídos na pesquisa. Dentre os cinco excluídos, quatro o foram porque, embora apresentassem aderência com o tema, não traziam as soluções de interface procuradas para compor o estado da arte e um, porque datava de 1996 e suas referências, embora ligadas a temática estudada, apresentavam-se ultrapassadas. A outra combinação (Interface and Deaf) foi a que apresentou mais resultados. A pesquisa retornou 193 resultados, dos quais apenas 10 foram selecionados. Os títulos dos artigos selecionados para a pesquisa e a respectiva autoria de cada um estão descritos na Tabela I. TABELA I ARTIGOS SELECIONADOS DE ACORDO COM OS CRITÉRIOS DE PESQUISA Título do artigo User Interface Requirements for E-Learning Program Designed for Deaf Children Bilingual alphabetisation of deaf children:requirements for a communication to children E-learning accessibility for the deaf and hard of hearing - Practical examples and experiences Improving multimodal web accessibility for deaf people: sign language interpreter module Improving deaf users' accessibility in hypertext information retrieval: are graphical interfaces useful for them? Autores AL-OSAIMI, ALFEDAGHI e ALSUMAIT (2009) BUENO, GARCIA e MIRANDA (2010) DEBEVC, KOSEC e HOLZINGER (2010) DEBEVC, KOSEC e HOLZINGER (2011) FAJARDO, CANAS, SALMERON, ABASCAL (2006) Sign Language Web Pages FELS et al. (2006) Designing and Assessing an Intelligent E- Tool for Deaf Children Semi-transparent Video Interfaces to Assist Deaf Persons in Meetings Vias-Ka: Modelo de acessibilidade para sistemas computacionais de educação a distância Personalization, interation, and navigation in rich multimedia documents for printdisabled users Towards a Service Integration Portal for Deaf People GENNARI e MICH (2008) MILLER et al.(2007) MIRANDA et al. (2005) PETRIE, WEBER e FICHER (2005) PONSARD et al. (2006) Após a seleção e leitura dos artigos, o próximo passo foi a extração das principais recomendações de interface para surdos. RESULTADO E ANÁLISE DOS DADOS 51

3 Como resultado desta pesquisa obteve-se um conjunto de recomendações que se encontravam espalhadas nos diversos artigos selecionados. Alguns autores propunham recomendações de ordem geral e também específicas, como para a navegação e o layout; já outros se detinham no uso de texto e na forma de apresentação de vídeos em língua de sinais. A Tabela II apresenta o resultado do agrupamento dessas recomendações. A coluna à esquerda apresenta tópicos gerais, ou seja, os recursos aos quais destinam-se as recomendações e a coluna à direita apresenta as recomendações propriamente ditas. Recursos TABELA II RECOMENDAÇÕES PARA O DESENVOLVIMENTO DE UMA INTERFACE WEB VOLTADA AO PÚBLICO SURDO 1. Orientações gerais para a interface Recomendações 1.1 O ambiente deve ser multicultural (deve permitir o uso não restrito a um único público, e deve possibilitar a interação entre eles) [2]. 1.2 Deve haver uma correlação entre sons, sinais e texto, de maneira que as informações sonoras sejam convertidas em visuais e os elementos verbais em não verbais [2]-[9]. 2. Uso de texto 2.1 Os textos devem ser curtos e simples e, de preferência, associados a recursos visuais [1]- [2]-[3]. 2.2 Os títulos e listas devem apresentar uma hierarquia clara e adequada [3]. 2.3 A linguagem técnica específica, quando possível, deve ser apresentada a partir de termos simples de fácil compreensão [3]. 2.4 As palavras incomuns devem estar ligadas a um dicionário. A entrada desse dicionário deve conter, respectivamente: a palavra, uma breve explicação com palavras simples, uma imagem e a tradução em vídeo para a língua de sinais [7]. 3 Uso de vídeos em Língua de sinais 3.1 Vídeos em língua de sinais devem dar preferência a intérpretes humanos a avatares digitais [3]. 3.2 Os vídeos devem apresentar cores consistentes e evitar o excesso de informações gráficas. Devem ser apresentados de forma contínua e só devem ser interrompidos quando solicitado pelo usuário [3]. 3.3 Posição dos vídeos na página: Fixo na página: quando fixos, os vídeos devem ser inseridos no canto superior esquerdo da página [3] Flutuante: vídeos flutuantes devem permitir movê-los pela página de forma a posicioná-lo o mais próximo possível do conteúdo a ser traduzido ou da imagem gráfica relacionada [8]-[4]. Podem ser: - Semitransparentes: translúcidos, permitindo a visualização da página por entre o vídeo [8]. - Com fundo transparente: quando toda a área ao redor do intérprete é removida [3]-[4]. 3.4 Os vídeos flutuantes devem ser acessados somente quando requisitados pelo usuário, a partir de qualquer elemento da página (palavra, ícone, parágrafo, etc.), e devem desaparecer automaticamente ao final da exibição [4]. 3.5 Vídeos com mais de 5 segundos devem dispor de mecanismos que permitam parar, desacelerar, acelerar e aumentar (mantendo a nitidez) [1]-[2]-[4]-[6]-[8]. 3.6 Os vídeos devem permitir a visualização de detalhes dos dedos e expressões faciais, portanto, não podem ter formato inferior a 352x288 pixels [4]. 3.7 Os vídeos não devem apresentar tempo de carregamento superior a 1 segundo [4]-[6]-[12]. 3.8 Os vídeos devem mostrar apenas o torso e a cabeça do intérprete de sinais e não o corpo inteiro. O intérprete deve vestir roupa discreta e permanecer o mesmo para todo o vídeo [2]. 3.9 Os vídeos podem ser combinados com legendas e transcrições em áudio [4]-[12]. 4 Navegação 4.1 A navegação deve ser clara e intuitiva. Deve-se manter a posição dos elementos de navegação de uma página a outra e evitar que novas páginas abram sem a solicitação do usuário [3]. 4.2 A navegação deve ser orientada por vídeos de ajuda, que demonstram o funcionamento da interface [1]. 4.3 Sites extensos devem conter mapas do site no formato de texto e de imagem [1]. 4.4 Traduções de texto não lineares para vídeos em língua de sinais devem conter hiperlinks, denominados de signlinks, de modo a permitir a interatividade das páginas da web [6]. 4.5 Imagens de ícones como elementos de navegação: Imagens de ícones de navegação devem ser acompanhadas, preferencialmente, de legendas [1] Imagens de ícones de navegação sem o acompanhamento de uma linguagem verbal devem ser localizados em camadas menos profundas do site, a fim de evitar possíveis ambiguidades, ou onde o conhecimento prévio do usuário sobre o ícone permite uma navegação inequívoca [5]. 5 Uso de imagens 5.1 O design da página deve explorar o uso de recursos visuais que facilitem a compreensão e memorização de conteúdos relevantes [2]-[3]- [7]. 5.2 As imagens devem ser simples e inequívocas. Não devem produzir mais de um significado como, por exemplo, na imagem de um menino brincando com um carrinho, que pode ser deduzida como 'brincadeira' ao em vez de 'garoto' [1]. 5.3 Deve-se dar preferências ao o uso de imagens da vida real, como fotografias, ao invés de imagens ilustradas, como cartoons [7]. 6 Layout e 6.1 O design do site deve privilegiar o uso de 52

4 construção do site cores de maneira consistente e padronizada para que possa ser associada mais facilmente ao conteúdo [2]. 6.2 A construção do site deve oferecer flexibilidade e acessibilidade ao conteúdo por meio de linguagens como HTML e CSS (Cascading Style Sheets) [3]. 6.3 Textos, imagens, vídeos em língua de sinais e outros elementos multimídias relacionados a um novo conceito devem ser dispostos próximos uns aos outros [1]. Como pode-se perceber na Tabela II, as recomendações foram divididas em seis tópicos: orientações gerais, uso de texto, uso de vídeos em língua de sinais, navegação, uso de imagens, layout e construção do site. As recomendações gerais, como o próprio nome diz, são recomendações amplas que orientam ao suporte do site a várias mídias. As orientações de texto e de vídeos em língua de sinais conduzem à diminuição das barreiras de linguagem. Navegação orienta às melhores maneiras de apresentar os caminhos do site, considerando as dificuldades dos surdos com os rótulos de texto. Uso de imagens prevê as formas de apresentar esses recursos de forma simples e inequívoca. Layout e construção do site orienta a combinação dos elementos que compõem uma mesma página, incluindo uma orientação relacionada a linguagem de programação que pode tornar a interface web mais acessível ao público surdo. Dentre os tópicos citados, o que obteve a maior ênfase foi o uso de vídeos em língua de sinais, demonstrando a importância dessa língua para os surdos, mas ao contrário do que se imaginava, os estudos demonstraram que os vídeos não devem substituir os textos escritos, apresentando-se como elemento principal da página, mas sim, devem estar disponíveis quando solicitados. Nem mesmo as imagens são sempre eficazes na substituição do texto: como elementos de navegação podem se tornar ambíguas em camadas profundas do site; como representação da realidade podem passar mais do que uma só mensagem. Dessa forma, as orientações dos autores pesquisados em relação a esses recursos é combinálos de maneira que estejam associados, ou seja, próximos uns aos outros na página. Uma das formas encontradas foi possibilitar que o vídeo flutue sobre a página, permitindo arrastá-lo para perto dos conteúdos de texto e imagem correspondentes. CONSIDERAÇÕES FINAIS A barreira do analfabetismo é um problema que atinge grande parte da população de surdos no Brasil e no mundo, e os obstáculos ao acesso a informação projeta-se também nos websites. Ao contrário do senso comum, prover acessibilidade na web para surdos não se reduz à elaboração de legendas para materiais multimídia, mas a considerar aspectos de sua habilidade visual e linguagem própria. Com esse intuito, este estudo se propôs a elencar, a partir de uma revisão sistemática de literatura, recomendações necessárias à elaboração de websites para surdos. O resultado dessa revisão reuniu uma gama de orientações que servirão de base para guiar webdesigners e permitirão uma navegação mais eficaz para esse público. Dentre as recomendações listadas, algumas são mais gerais e trazem a necessidade de construir ambientes que não sejam restritos a um único público. Nesse contexto, sobressai o uso de recursos de mídias variadas para um mesmo conteúdo. Em relação ao uso de texto, prevalece as orientações para que se utilize a linguagem mais simples possível, de uso corrente, e o uso de dicionários para termos técnicos. O vídeo em língua de sinais, por sua vez, é apresentado por diferentes abordagens nos autores consultados e, neste trabalho, preferiu-se manter todas as recomendações e deixar a escolha para o webdesigner, que pode posicionar o vídeo fixo ou flutuante na página, este último, com semitransparência ou com fundo transparente. Trabalhos futuros poderão determinar quais dessas técnicas são mais eficazes para o surdo. Contudo, supõe-se que o vídeo flutuante seja mais eficaz do que o fixo na página, por permitir que seja arrastado para perto dos conteúdos ao fundo da página, uma suposição também ainda a ser testada futuramente. Em relação à navegação, os estudos mostraram que a dificuldade de leitura reflete a capacidade de navegação do surdo, mas o uso de ícones, por si só, não diminui essa frustração, o que indica que o mais recomendado é combinar ícone com legenda. Também é aconselhável que a navegação seja explicada em língua de sinais. Quanto ao uso de imagens, embora a base da comunicação dos surdos seja visual, seu uso necessita de cuidados, pois uma mesma imagem pode apresentar variados significados. Assim, quanto mais simples e realistas forem, menos conflitos poderão gerar. A combinação de textos, vídeos em língua de sinais e imagens deve estar associada e não espalhada de forma aleatória pela página. Em outras palavras e de modo geral, ainda se sobrepõe a todas as recomendações o fato de que o layout do site deve ser atrativo, mas apresentar, sempre coerência e consistência entre os recursos utilizados. REFERENCIAS [1] AL-OSAIMI, A.; ALFEDAGHI, H.; ALSUMAIT, A., "User Interface Requirements for E-Learning Program Designed for Deaf Children". In: First Kuwait Conference On E-services and E-systems. Proceedings of the First Kuwait Conference on e-services and e- Systems. New York: ACM, v. 1, 2009, pp Disponível em: <http://dl.acm.org/citation.cfm?id= >. Acesso em: 04 out. [2] BUENO, J.; GARCÍA, L.; MIRANDA J., "Bilingual alphabetisation of deaf children: requirements for a communication to children". In: Proceedings of the IADIS International Conference on WWW/Internet. Fort Worth: IADIS, v. 1, 2010, pp Disponível em: <http://connection.ebscohost.com/c/articles/ /bilingual-alphabetisation-deaf-children-requirementscommunication-tool>. Acesso em: 04 out. [3] DEBEVC, M.; KOSEC, P.; HOLZINGER, A., "E-Learning Accessibility for the Deaf and Hard of Hearing - Practical Examples 53

5 and Experiences". In: LEITNER, G; HITZ, M.; HOLZINGER, A. (Org.). USAB 2010: LNCS Berlin: Springer-verlag Berlin Heidelberg, pp Disponível em: <https://online.tugraz.at/tug_online/voe_main2.getvolltext?pdocum entnr=233173&pcurrpk=52576>. Acesso em: 10 out. [4] DEBEVC, M.; KOSEC, P.; HOLZINGER, A., "Improving multimodal web accessibility for deaf people: sign language interpreter module". Multimedia Tools And Applications, Springer USA, v. 54, Ago/2011, pp Disponível em: <http://link.springer.com/article/ %2fs #>. Acesso em: 10 out. [5] FAJARDO, I.; CAÑAS, J. J.; SALMERÓN, L.; ABASCAL, J., "Improving deaf users' accessibility in hypertext information retrieval: are graphical interfaces useful for them?". Behaviour & Information Technology, Manchester, v. 25, n. 6, Nov/Dez/2006 pp Disponível em: <http://dx.doi.org/ / >. Acesso em: 10 set. [6] FELS, D. et al. "Sign Language Web Pages". American Annals of the Deaf, Gallaudet University Press, v. 151, n. 4, Mai/2006, pp Disponível em: <http://muse.jhu.edu/journals/aad/summary/v151/151.4fels.htm> Acesso em: 15 set. [7] GENNARI, R.; MICH, O. "Designing and Assessing an Intelligent E-Tool for Deaf Children". In: IUI - Intelligent User Interfaces, 2008, Gran Canaria. Proceedings of the 13th international conference on Intelligent user interfaces. New York: ACM, v. 1, 2008, pp Disponível em: <http://dl.acm.org/citation.cfm?id= >. Acesso em: 18 set. [8] MILLER, D.; GYLLSTROM, K.; STOTTS, D.; CULP, J., "Semitransparent video interfaces to assist deaf persons in meetings". Proceedings of the 45th annual southeast regional conference. New York: ACM, 2007, pp Disponível em: <http://doi.acm.org/ / >. Acesso em: 18 out. [9] MIRANDA, A. et al., "Vias-Ka: modelo de acessibilidade para sistemas computacionais de educação a distância". In: Proceedings of the 2005 Latin American conference on Human-computer interaction (CLIHC '05). New York: ACM, 2005, pp Disponível em: <http://doi.acm.org/ / >. Acesso em: 18 out. [10] PETRIE, L.; WEBER, G.; FISHER, W., "Personalization, interaction, and navigation in rich multimedia documents for printdisabled users". Ibm Systems Journal, ABI/INFORM Global, v. 44, n. 3, jan/ 2005, pp Disponível em: <http://domino.research.ibm.com/tchjr/journalindex.nsf/ b3d85256bd500483abf/017ebbd6f4f6242f e98a2!O pendocument>. Acesso em: 10 out. [11] PREECE, J.; ROGERS, Y.; SHARP, H. Design de Interação: Além da Interação homem-computador. Porto Alegre: Bookman, [12] PONSARD, C. et al., "Towards a Service Integration Portal for Deaf People". In: MIESENBERGER, K.;KLAUS, J., et al. (Ed.). Computers Helping People with Special Needs, Springer Berlin Heidelberg, v. 4061, cap. 87, 2006, pp Disponível em: <http://link.springer.com/chapter/ %2f _87#>. Acesso em: 18 out. [13] ULBRICHT, V. et al. "Visualização do Conhecimento: Revisão Sistemática da Literatura e Mapas Conceituais". Revista Educaonline: Educomunicação, Educação e Novas Tecnologias, Rio de Janeiro, v. 6, n. 2, maio/ago. 2012, pp

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