BANCO DE EXPERIÊNCIAS DE PLANOS DIRETORES PARTICIPATIVOS

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "BANCO DE EXPERIÊNCIAS DE PLANOS DIRETORES PARTICIPATIVOS"

Transcrição

1 BANCO DE EXPERIÊNCIAS DE PLANOS DIRETORES PARTICIPATIVOS Nome do Município: Vitória da Conquista Unidade de Federação: Bahia Tema de Destaque: A participação comunitária do município na elaboração do Plano Diretor Urbano de Vitória da Conquista - BA Número de Habitantes: habitantes Fonte: Censo Demográfico IBGE 2000 Categoria: (X) Cidade com mais de habitantes ( ) Integrantes de Região Metropolitana e Aglomerações Urbanas ( ) Integrantes de áreas de especial interesse turístico; ( ) Inseridos nas áreas de influência de empreendimentos ou atividades com significativo impacto ambiental de âmbito regional ou nacional. ( ) Não se inclui nas categorias citadas Caracterização do Contexto Local: O município de Vitória da Conquista BA com área igual a 3.216km 2 é integrado por 11 distritos e se insere em áreas do ecossistema caatinga. É a terceira maior cidade da Bahia em população e sua economia compreende atividades de agropecuária, industrial (bebidas, alimentos, vestuário, couro e peles) e comercial, destacando-se a cultura do café que corresponde a 30% da produção baiana. Dispõe de aeroporto de pequeno porte, universidades e a cidade é pólo de educação e saúde induzindo as políticas públicas na consolidação de uma rede de ciência e tecnologia. O distrito sede do município teve um plano diretor há 30 anos (Lei Municipal n o 118/76) dando ênfase ao planejamento físico quando, também, foram aprovadas as Leis de Loteamento e a do Código de Obras, sendo alteradas por leis subsequentes. A municipalidade não dispõe de terras públicas, o que requer negociações com proprietários dos terrenos para construção de equipamentos comunitários como na zona 1

2 rural ou para assentamentos habitacionais de interesse social. Na zona rural a oferta de água potável é o maior problema, além da inexistência de rede de esgoto sanitário, insuficiência do transporte público, poluição de corpos d água, disposição e tratamento do lixo e já se manifestam interesses por parcelamento do solo nas localidades em vias de maior crescimento demográfico, substituído o uso agrícola por urbano. Os assentamentos precários na cidade (distrito sede) situam-se mais distantes das áreas melhor infraestruturadas e, alguns, em terrenos com altas declividades caracterizando áreas de risco. Com a implantação do anel rodoviário da BR-116, em 2002, observou-se uma aceleração da expansão urbana extra anel, com parcelamentos precários e segregação urbanística ao lado de grandes vazios intra-anel, onde se dispõe de melhor infra-estrutura, o que vem alimentando a especulação imobiliária e a produção de parcelamentos regularizados, mas induzindo o esgarçamento da malha urbana para uma ocupação onde o custo do solo é de mais baixo valor. Em 1991 foi estabelecida a política habitacional municipal decorrente de pressões populares por moradia digna, apesar da mesma concentrar-se na alternativa de terras mais baratas da periferia, distribuindo lotes para famílias com renda de até 2 salários mínimos. Enquanto isso, a área central foi se densificando no modelo da verticalização de alto padrão construtivo e com substituição de uso residencial por comércio e serviços, mas mantendo os vazios urbanos. Os dados conferem domicílios urbanos com infraestrutura inadequada, carência de serviços e alta densificação, representando 39,3% do total da cidade. Vitória da Conquista tem tradição de participação comunitária desde 1997, quando a prefeitura promoveu a realização do I Congresso do Orçamento Participativo (OP) e com as atividades de seus atuantes 32 Conselhos Municipais, entre urbanos e rurais, que foram fortalecidos na medida em que os administradores públicos passaram a delegar competências de decisão para o enfrentamento das questões urbanas, a partir daquele ano. Os conselhos aprovam diretrizes, prioridades, planos e cursos; fixam normas setoriais e níveis de participação social; analisam resultados e a aplicação da legislação; e realizam suas conferências setoriais contribuído na formulação das políticas públicas no processo do OP. A Câmara Municipal também tem fortalecido esta prática, realizado sessões nos povoados dos distritos rurais. O município tem sido referência em saúde, educação e meio ambiente, como atestam suas premiações por entidades nacionais e internacionais. A partir de 2001 a política habitacional municipal passou a incluir atividades de organização e mobilização social, qualificação profissional, apoio à construção e obras de melhorias habitacionais, gestões com convênios de financiamentos e construção de casas para famílias necessitadas e servidores municipais. Com a realização da I Conferência Municipal de Habitação Popular, em 2002, precedida por 15 pré-conferências nos bairros periféricos, propôs-se a criação do Conselho Municipal de Habitação Popular, viabilização do Fundo Municipal de Habitação Popular e 2

3 definição de sub-programas, dentre os quais, a regularização fundiária e urbanística das ocupações consolidadas até 18 de maio daquele ano (data da realização da Conferência) e criando as Áreas Especiais de Interesse Social na sede municipal que foram incorporadas pelo plano diretor como ZEIS, em número de 26. O novo plano diretor foi financiado pelo Programa de Administração Municipal e Desenvolvimento de Infra-estrutura Urbana - PRODUR do Governo do Estado que promoveu a elaboração de 96 planos diretores nos municípios da Bahia, no período de , com recursos do Banco Mundial, Estado e prefeituras. Além da Lei do Plano, o PRODUR exigiu a elaboração de legislação de uso do solo, obras e edificações, perímetro urbano, meio ambiente e de posturas; e adequações à de tributação e à Lei Orgânica do Município. A prefeitura de Vitória da Conquista participou com 10% do valor total dos recursos financeiros. Os estudos foram realizados por empresa consultora e iniciados em maio de 2003 com um prazo contratual de 8 meses e meio, mas só foi finalizado em maio de 2005, embora os Projetos de Lei de Ordenamento e do Uso e Ocupação do Solo e o do Código de Obras, até dezembro de 2005, estavam sendo revisados pelos técnicos da Secretaria Municipal de Planejamento e de Expansão Econômica para, então, serem enviados juntos com a Lei do Plano para aprovação da Câmara Municipal, considerando aspectos inadequados nos referidos documentos elaborados pela consultora com a realidade urbanística e social do município. Esta revisão não contou com participação comunitária até a realização das entrevistas destas experiências. A unidade executora do plano diretor foi a prefeitura que realizou a licitação, celebrou o contrato, acompanhou, fiscalizou, apoiou, aprovou e efetuou os pagamentos dos serviços realizados pela empresa consultora. O Edital e o Termo de Referência para contratação da empresa consultora exigiu a participação da comunidade e o planejamento para todo o município e, não apenas, de sua sede. Estes dois documentos eram resultantes de um modelo padronizado adotado pelo PRODUR para os municípios baianos. Após a contratação a prefeitura adaptou a metodologia proposta pela empresa consultora tendo em vista o processo de participação comunitária já desenvolvido no município. O Plano Diretor Urbano de Vitória da Conquista contou com o órgão gestor responsável pelo planejamento territorial que foi a Secretaria Municipal de Planejamento e de Expansão Econômica. A participação nas áreas rurais tiveram o apoio das Secretarias Municipal de Assuntos Distritais e da Agricultura. A documentação das atividades desenvolvidas para o plano diretor e das reuniões estão registradas em 3 relatórios de andamento e 1 relatório final, além das atas e fotografias das reuniões, seminários e debates realizados. 3

4 O Plano está disponível em diversas secretarias municipais, na Procuradoria, no Arquivo Municipal, no escritório do IBGE local e em versão CD-ROM (foram produzidas 400 cópias), podendo ser adquirido gratuitamente. Descrição da Experiência: 1. A iniciativa para elaboração de um novo plano diretor já era objeto do processo de participação comunitária, como descrito anteriormente, quando o município se habilitou no PRODUR. No período de elaboração do plano diretor a administração municipal já estava discutindo com a sociedade diversas iniciativas como a Agenda 21, Semana do Meio Ambiente, Orçamento Participativo, Conferência da Cidade, além das reuniões setoriais para o planejamento das áreas da Saúde, Habitação e Desenvolvimento Social. Com mais um componente, como o plano diretor, o Gabinete do Prefeito propôs reunir todas essas iniciativas compondo o Congresso da Cidade, com o lema: A Cidade construindo seu futuro, tendo em vista a I Conferência Nacional das Cidades de Embora com objetivos e produtos diferenciados tais eventos tinham pautas comuns que se superpunham na discussão, além da oportunidade da realização simultânea dos mesmos frente aos aspectos organizacionais e de mobilização. Os resultados obtidos com esta decisão enriqueceram bastante a etapa de leitura do plano, uma vez que integrou segmentos que só discutiam questões setoriais apesar de rebatimentos territoriais. O plano de mobilização apresentado pela empresa consultora para a participação comunitária foi reestruturado pela equipe de governo da prefeitura e com a coordenação da mobilização do OP para haver estreita articulação com as conferências temáticas em andamento e as assembléias do OP, propiciando um calendário que finalizava com o Congresso da Cidade. Antes da definição da programação do plano de mobilização o prefeito convocou a empresa consultora para um seminário no seu gabinete com a presença de lideranças de entidades e técnicos municipais para explanações avaliando o primeiro plano diretor que não teve a participação da sociedade local. As palestras foram proferidas por um professor da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia - UESB e pela secretária de Obras e Urbanismo destacando o enfoque eminentemente físico-espacial daquele plano e a ausência de conceitos como o do uso social da propriedade. A colaboração entre prefeitura, promotora do plano, e a consultora, se mostrou bastante precisa, demonstrando o interesse do executivo municipal na elaboração e na posterior implementação do plano, fato que é inédito na Bahia, como acentuam os textos dos relatórios da empresa consultora, dada a habitual falta de interesse e de efetiva participação da maioria de dirigentes do executivo municipal no desenvolvimento de trabalhos desta ordem. 4

5 2. A Prefeitura designou um coordenador institucional para o plano, indicando um professor da universidade estadual. Realizou-se a I Reunião Técnica no gabinete do prefeito (ver foto no Anexo 5), dividida em duas sessões. A primeira, reunindo 36 presentes entre representantes das secretarias do município, universidade, vereadores, órgão do governo do Estado, empresário da construção civil e técnicos da empresa consultora para discutirem o processo de sensibilização para a mobilização, objetivando maior presença de outros segmentos da comunidade e tomar conhecimento dos eventos que estavam para ser realizados, sendo proposta a criação de um grupo de acompanhamento para o plano diretor. Estabeleceu-se dois movimentos paralelos para a participação da população nos debates do plano diretor e para os outros eventos que estavam ocorrendo no período: um, através da criação do Grupo de Elaboração e Acompanhamento do Plano Diretor Urbano GEAP, com a mais ampla representação dos segmentos sociais do município, funcionado por grupos temáticos num processo de capacitação para o plano diretor e responsável pelo acesso e levantamento de informações e documentos técnicos; realização de seminários, divulgação do processo de elaboração do plano diretor e elaboração da agenda de trabalho e, o outro movimento, a utilização da estrutura dos Encontros Zonais da prefeitura. Como seria necessário adequar os assuntos e conteúdos que se discutiam nessa estrutura com o plano diretor, agendou-se uma segunda sessão da reunião. Foi também definido o conteúdo do decreto municipal institucionalizando o GEAP, estabelecendo uma coordenação com atribuições de convocar e presidir as reuniões. O GEAP se extinguiria quando o plano fosse aprovado e instalado o órgão gestor para implantação do mesmo. 3. O GEAP foi criado pelo Decreto Municipal n o /03, integrado por 64 membros entre representantes de órgãos públicos do Município, Estado e União e de 23 instituições como associações de bairros, movimento popular, sindicatos, ONGs, universidade, empresariado, profissionais liberais, conselhos, concessionárias de serviços públicos, empresas telefônicas, igrejas, transportes, militares, Sebrae, Caixa, etc. O GEAP não teve integrantes da empresa consultora. 4. Na segunda sessão da I Reunião Técnica, realizada uma semana depois e com 59 participantes e ampliada com a presença de outros segmentos como entidades populares, Caixa Econômica, Banco do Brasil, Sebrae, Associação dos Engenheiros e Arquitetos, concessionárias de serviços público, transportes, distrito industrial, etc., foi discutida a composição dos subgrupos de trabalho, distribuição de pessoal e a programação de atividades. Foram estabelecidos os seguintes subgrupos e temáticas com definição de datas para a realização dos seminários (Anexo 1): 5

6 Subgrupo 1: Aspectos ambientais-urbanos; Subgrupo 2: Aspectos econômicos; Subgrupo 3: Sóciocultural; e Subgrupo 4: Gestão e Cidadania. Os debates no GEAP ofereceram sugestões estratégicas para as discussões nas audiências, apresentando os problemas e propostas para a sua superação dentro dos limites da análise setorial, além de destacar as potencialidades no município. A consultora, complementando, elaborou um questionário com 4 perguntas a serem respondidas no evento de lançamento do plano diretor com os seguintes conteúdos: O que você mais gosta na sua cidade? O que menos gosta? Qual a marca de Vitoria da Conquista e Como você gostaria que sua cidade fosse no futuro? (Anexo 2). 5. Os Encontros Zonais, estrutura de mobilização praticada pela prefeitura para a discussão do OP conjuntamente com os debates com os Conselhos Distritais de Saúde, em atividade até a presente data, foram redirecionados para incorporar as reuniões do plano diretor com a comunidade e o movimento popular. Esses Encontros compreendem reuniões que são realizadas nos bairros da sede municipal e nas vilas e povoados dos distritos, reunindo lideranças e moradores de diversas comunidades do município quando são debatidos temas vinculados com as aspirações, levantamento de problemas e indicação de soluções referentes a cada comunidade. As reuniões desta fase do plano diretor, que incluíam discussões para o Congresso da Cidade, a Conferência de Saúde e o Plano Diretor foram programadas com uma pauta de temáticas definida em conjunto com o GEAP e a empresa consultora. Objetivava, ainda, a eleição de delegados para o Congresso da Cidade. 6. Para o lançamento público do plano diretor foi realizado um Seminário de Abertura em conjunto com o anúncio do Congresso da Cidade e realizado no período entre as duas reuniões técnicas, no auditório do Fórum da Cidade, com a presença de 258 pessoas, presidido pelo prefeito e com a presença de todo o secretariado e um representante do Ministério das Cidades (ver foto no Anexo 5). Foram anunciados os objetivos, as finalidades e os produtos do plano diretor dentro do processo de capacitação para a participação, assim como, informando-se quanto a base legal para elaboração do plano diretor, a criação do GEAP e feita a chamada nominal dos 64 representantes integrantes desse colegiado, convocando-se todos para a participação nos debates para o Congresso e o plano diretor. Dentre os instrumentos de divulgação produziu-se cartazes, convites (Anexos 3 e 4) e outdoor(ver foto no Anexo 5). Nos Encontros Zonais, na área rural (ver foto no Anexo 5), as reuniões duravam um dia 6

7 inteiro e eram abertas por um secretário da prefeitura que coordenava e explanava as novas políticas sociais propostas pelo governo municipal; anúncio e a importância da realização do Congresso da Cidade e a elaboração do plano diretor. Os participantes eram divididos em 3 subgrupos, a saber: Plano Diretor, Saúde e OP. Para o plano diretor, pela manhã era dada a palavra aos representantes de cada localidade, sob a coordenação do secretário, que estimulava a participação pontuando as principais temáticas do plano, ocasião em que os presentes relatavam os problemas de suas comunidades referentes a infra-estrutura, equipamentos urbanos, serviços públicos, moradia, etc. Os estagiários da consultora anotavam as demandas apresentadas num painel de papel à vista de todos para posterior sistematização pelos técnicos da consultora, que se pronunciavam o mínimo possível, permitindo maior tempo de participação da comunidade. A tarde, todos os subgrupos participavam da plenária com apresentação dos resultados obtidos, sendo que, no subgrupo do Plano Diretor, a relatoria era realizada por membro da consultora, acordando-se o discutido (ver fotos no Anexo 5). Essas reuniões possibilitaram aos técnicos da consultora obter uma visão que a população tinha de sua localidade e do município naquele momento e, uma outra, de caráter prospectiva para as proposições do plano. As informações e colocações dos moradores permitiram caracterizar a construção de uma identidade local, o potencial a ser valorizado, as características do uso e ocupação do solo da localidade e o que devia ser conservado, modificado e, ou, acrescentado. Foram realizados 11 Encontros na sede municipal e 7 nos distritos. Algumas dessas reuniões propunham as questões julgadas prioritárias pela comunidade. 7. Os 4 Subgrupos temáticos do GEAP reuniram-se, independentemente da estrutura dos Encontros Zonais, ao longo do 2 o semestre de 2003, expondo e discutindo o conteúdo das temáticas do plano diretor. No final, após a realização de todos os eventos, foi realizado um seminário reunindo todos os subgrupos do GEAP e dos Encontros Zonais com apresentação do levantamento das questões setoriais que foram discutidas, compondo os diversos cenários do município para o plano diretor, a exemplo do sócio-econômico, meio-ambiente, estrutura urbana, institucional, infra-estrutura e serviços urbanos. A consultora sistematizou as análises e proposições para a apresentação do relatório para a próxima reunião que tratou dos Cenários e Projetos Estratégicos. O GEAP, no período, ainda realizou um seminário especial com as entidades envolvidas com atividades sociais, cultura e artistas regionais. 8. O encontro com os dirigentes das Associações de Bairros e realizado com os técnicos da consultora e membros do GEAP foi instrumentalizado com mapas, o que possibilitou que os presente apontassem as questões urbanas e sociais de relevância na visão dessas lideranças, subsidiando as propostas elaboradas para o plano. Uma série de entrevistas complementou a coleta de informações e foi realizada pelos 7

8 técnicos da consultora junto às concessionária de serviços como energia elétrica, saneamento básico, telefonia, etc., secretarias municipais e outros órgãos públicos sediados no município. Além dessa atividade a consultora analisou documentos, dados e informações para os relatórios analíticos nas áreas sócio-econômica, social, meio ambiente, estrutura urbana, infra-estrutura, serviços públicos e estrutura administrativa do município. Os técnicos da consultora visitaram 3 escolas do 1 o Grau da rede municipal situadas na sede do município para uma atividade com os alunos da 3 a série e de outros grupos de alunos selecionados pelas diretorias das escolas, em dias separados. Foram realizadas explanações sobre a importância do planejamento urbano e perguntou-se as crianças como e com que meios circulavam na cidade, assim como, quais os espaços conhecidos e desconhecidos para elas. Em seguida, pediu-se aos alunos para escreverem ou desenharem a cidade que eles conheciam e a que gostariam para morar, permitindo identificar as vunerabilidades e desejos de melhorias urbanas e ambientais. O grupo de alunos selecionado pelas diretorias foi em número de 84 e, em uma das escolas, todos os alunos da 3 a série participaram da atividade. No geral, percebeu-se que as crianças raramente se afastam de seu bairro e poucas se deslocavam de carro e o lazer eram brincadeiras em casa, ida a feira com os pais e passeios ao centro da cidade mas, desejavam uma cidade com moradia, cuidada e emprego para todos. 9. As reuniões realizadas durante o Congresso da Cidade resultaram na definição dos seguintes eixos estratégicos que convergiram para os estudos do plano diretor: 1) Melhoria da infra-estrutura rural e urbana do município; 2) Promoção do desenvolvimento econômico sustentável, consolidando o município como pólo regional; 4) Melhoria da qualidade de vida com ênfase na inclusão social, na redução das desigualdades e na ampliação da cidadania; 5) Ampliação da eficiência da gestão pública, com ênfase na valorização dos servidores e modernização administrativa; e 6) Unidade política de governo com maior participação e comunicação com a sociedade. 10. Em novembro de 2003, seqüenciando a etapa dos estudos e análises, foi realizado um seminário para apreciação e deliberação da proposta inicial do planejamento estratégico para o município formulada pela empresa consultora e que contou com a presença de 60 participantes, inclusive de titulares e membros do secretariado municipal, sendo presidido pelo prefeito. Após a abertura do seminário o prefeito passou a coordenação para os técnicos da consultora e tomou assento na platéia, de onde se pronunciou no período dos debates, posicionando-se, por exemplo, quanto a implantação da Universidade Federal da Bahia - UFBA na cidade, assim como, os demais presentes, inscritos informalmente, para uso da palavra. Todo o conteúdo do período das reuniões e debates foi sistematizado e 8

9 apresentado, posteriormente, em um relatório. Para a divulgação desse evento a consultora produziu um folder informando dia e local da reunião e abordando aspectos de princípios para o Plano Diretor de Vitória da Conquista; objetivos básicos, questões atuais e a relação dos projetos e intervenções julgados com dimensão estratégica (Anexo 6) e com referências para habitação e os processos de regularização dos assentamentos de interesse social que já eram da temática da política habitacional municipal e que não suscitou maiores conflitos nos debates em razão da recente realização do I Congresso de Habitação Popular e a aprovação da lei da referida política que, inclusive, contou com colaboração dos consultores do plano diretor. Um tema muito discutido referiu-se aos parâmetros dos lotes e a proposta de densificação tendo em vista a maioria das ZEIS que estão localizadas na área intra-anel (Anexo 7), surgindo posições discordantes dentro de uma visão elitista de apropriação do solo urbano. Lideranças populares também questionaram o dimensionamento de vias em assentamentos de baixa renda que dificultavam a circulação de veículos implantados ao lado de parcelamentos de classe média, mas com padrões viários mais generosos. Os técnicos da consultora expuseram os motivos desses aspectos considerando os níveis de densidade, custo da terra e de obras públicas apesar de não convencerem plenamente os interlocutores mas sendo reconhecidos por segmentos empresarias como satisfatório e elogiável pela paciência com que as explicações foram prestadas e de forma repetitivae esclarecedora pelos representantes da consultora. O lote mínimo da sede municipal apresentado na minuta do Código de Ordenamento do Uso e Ocupação do Solo e de Obras e Edificações foi de 250m 2 e, para os povoados, de 125m 2. Num segundo dia do seminário foram organizados 2 grandes subgrupos para discussão do pacto territorial, mecanismo do plano diretor para indicação das intervenções de caráter imediato e de menor custo. A consultora disponibilizou cartografia da área urbana da sede municipal e um roteiro itemizando os principais aspectos para orientar a discussão. Os participantes localizavam as problemáticas e estabeleciam prioridades. 11. Em fevereiro de 2004 realizou-se o seminário final para analisar, discutir e aprovar o relatório do Plano Diretor Urbano de Vitória da Conquista, realizada no auditório do SENAC, na presença de 107 participantes, entre organizações da sociedade civil, moradores, membros do GEAP e do OP, órgãos públicos, etc., com a presença do prefeito. Após a apresentação da consultora sobre o conteúdo do plano diretor proposto, abriu-se o debate, o que proporcionou a inclusão de aspectos levantados pelo plenário para integrar o relatório final do plano diretor, discutindo-se temas como o novo campus da UFBA, ampliação de limites do zoneamento proposto, aumento de parâmetros dos coeficientes de aproveitamento, implementação e modelo de gestão do plano diretor, etc. No dia seguinte, o GEAP realizou o III Encontro Técnico no mesmo local, diante da especificidade dos temas e que contou com 33 participantes, basicamente pessoal técnico. Os participantes foram divididos em dois subgrupos sendo um para aspectos de uso do solo e o outro sobre o conteúdo do código de meio ambiente. Uma terceira reunião foi realizada uma semana depois, no auditório do SENAC, com 90 presentes, sequenciada do IV Encontro Técnico do GEAP, no dia seguinte, com a presença de 51 pessoas, aprofundando esses temas dada 9

10 a sua complexidade e interesse despertado. No geral, os membros do GEAP foram os que mais se destacaram no envolvimento das discussões em todo o processo de elaboração do plano diretor, inclusive quanto a regularidade da presença nas reuniões e seminários. 12. As minutas da Lei do Plano, Código de Ordenamento do Uso e da Ocupação do Solo e de Obras e Edificações e o do de Meio Ambiente, assim como, as propostas para o Sistema de Planejamento e para a criação do Conselho de Desenvolvimento Urbano foram objeto de uma reunião específica do GEAP com representantes do legislativo municipal da bancada de governo, em março de 2004, convocada pelo coordenador, através de convites enviados a todos os membros do coletivo e que teve a participação de 42 pessoas. 13. A prefeitura e a empresa consultora proporcionaram todos os recursos para divulgação dos seminários e reuniões como auditórios, equipamentos de som e audiovisual, faixas de pano para as reuniões zonais colocadas na frente do prédio da reunião (ver foto no Anexo 5), convites, folders, cartazes, boletins informativos da prefeitura, carro de som, mídia escrita, falada e televisiva através da Secretaria de Comunicação. Para os moradores dos distritos participantes dos eventos providenciou-se transporte e refeições. Recomendações, Alertas e Aprendizados: NR: o conteúdo que se segue corresponde às manifestações dos entrevistados. A experiência da prática do Orçamento Participativo, desde 1997, em Vitória da Conquista, foi decisiva para o bom desenvolvimento das atividades participativas do plano diretor, pois a metodologia prevista pela empresa teve que adequar a teoria do Termo de Referência da licitação com a prática de uma estrutura organizacional testada e desenvolvida com os Encontros Regionais, onde já se tem a preocupação com o município, como um todo. A freqüente presença do prefeito nos eventos e a participação de seu secretariado nas discussões estimularam a sociedade a encarar com seriedade essas atividades. O Termo de Referência de um plano diretor não deve ser padronizado para todos os municípios. Antes, deve-se conhecer a estrutura participativa da comunidade, por menor que seja a sua população, para proposições do Plano de Mobilização das empresas consultoras. Há, ainda, uma desconfiança em parte de setores empresariais e de profissionais liberais quando se convoca uma grande mobilização numa cidade para discussão de seus problemas, inclusive com a novidade, como ainda é, o debate para um plano diretor participativo. Imagina-se que essas promoções têm aspectos politiqueiros mas, em Vitória da Conquista, surpreendeu estes segmentos. 10

11 Quando as explanações, tanto do executivo municipal quanto da empresa consultora evidenciam seriedade e clareza sobre o que vai ser desenvolvido, permitindo o debate democrático para apresentação de qualquer proposta e com ampla participação da sociedade nas discussões e esclarecimentos, aumenta a credibilidade para as práticas participativas. Mesmo numa administração popular e participativa, à medida que se intensifica a participação da sociedade na discussão das questões urbanas e municipal cresce, também, o compromisso do executivo municipal em dar respostas às demandas. Ao compartilhar conhecimento e poder de decisão, como foi o caso do processo do plano diretor participativo, o compromisso com a população também aumenta. A experiência de discussão do plano diretor permite maior objetividade e qualificação e uma nova forma de ver a cidade e o município. O desafio posterior é como divulgar e implementar o plano diretor depois de sua aprovação pela Câmara Municipal. O processo desenvolvido no plano diretor, desde a sensibilização à mobilização, foi complexo pela abrangência de tantos temas e requer um outro olhar gerencial para o executivo municipal, pois exige maior disponibilidade dos servidores municipais que geralmente estão envolvidos nas atividades cotidianas e custos que deveriam ser previstos no contrato de consultoria para incluir a capacitação dos técnicos da prefeitura diante das novas propostas do Estatuto da Cidade e para a divulgação posterior à aprovação do plano. Tem que se contar com uma redação de documentos com linguagem acessível a todos os moradores. Por outro lado, participantes de bairros populares têm considerado esta participação como um tipo de curso numa sala de aula sobre políticas públicas, permitindo, a este aluno, o repasse para o coletivo da comunidade num processo de multiplicação. Vale citar o que disse um líder comunitário sobre as reuniões: Lá se aprende muito. Os que ficam de boca fechada, aprendem a falar! Há necessidade de investimentos para capacitação com a comunidade de baixa renda melhor compreender os novos instrumentos de política urbana. Os técnicos de empresas de consultoria devem estar capacitados, pedagogicamente, para explicar repetida e pacientemente temas de pouco, ou nenhum domínio por parte das lideranças comunitárias e de moradores, mesmo resultando em discordância como as premissas que estabelecem parâmetros urbanísticos menos generosos entre loteamentos populares e de classe média, por exemplo. Tem sido uma constante as observações de setores populares que classificam como falta de respeito, na relação dos técnicos com a população de baixa 11

12 renda, o estabelecimento de ações, projetos, instrumentos urbanísticos e seus parâmetros dentro de um entendimento que não corresponde com a compreensão que os mesmos constróem durante os debates e de sua vivência cotidiana na cidade levando-os, posteriormente, a um processo de passividade, cansaço, desilusão e descrédito com a prática de planejamento territorial (urbano e municipal). Isto revela que a capacitação das comunidades populares ainda é um fator de grande relevância, o que exige a aplicação de uma pedagogia específica e permanente com vistas ao pleno exercício de cidadania na busca de cidades melhores. O plano diretor participativo tem sido uma novidade na discussão dos problemas urbanos com o Estatuto da Cidade requerendo maior esforço para envolvimento de mais moradores nos seus debates, mesmo nas comunidades que já experimentam processos participativos. Emergem temas e correlações nem sempre e claramente perceptíveis no cotidiano. Passa-se a conhecer melhor o município e a(s) cidade(s). É uma nova ferramenta de ação de médio e longo prazos. Os mecanismos para o controle social para a implementação do plano devem estabelecer responsabilidades para todos os que estiverem com delegação de mandato, tanto os da comunidade quanto os do poder público, pois a conscientização para a cidadania é um exercício permanente. O plano diretor participativo não termina com a sua aprovação e requer uma nova estruturação administrativa da prefeitura. Necessário que cada secretaria atue com eficácia na implementação do plano e haja vontade política para se dar a continuidade das ações de implementação que estão previstas para os próximos 10 anos, para não criar desilusão na população. O Conselho de Desenvolvimento Urbano deve promover a realização de oficinas de capacitação sobre o plano diretor. A Prefeitura tem que estabelecer uma estratégia para a implementação do plano diretor e ter uma equipe técnica fortalecida, capacitada e quantitativamente satisfatória para essa implementação. A dificuldade de recursos é sempre apontada nos debates mas a implementação de determinados instrumentos urbanísticos e jurídicos podem atenuar a questão dos recursos financeiros. A conjugação de outros eventos técnicos e simultâneos durante a elaboração do plano diretor pode ser fortalecida com a experiência acumulada com iniciativas onde haja o envolvimento com a comunidade e de acordo com o empenho do executivo municipal e seu principal dirigente na participação direta das atividades. Antes, as discussões com a comunidade eram fragmentadas e mais concentradas sobre educação e saúde. Este processo participativo conjugado com outros setores permitiu conhecer melhor a cidade e o município e pensar a longo prazo. Há um fortalecimento do sentimento de pertencimento e de empoderamento da sociedade quando está melhor informada sobre as 12

13 problemáticas urbanas e rurais e dos projetos que são estabelecidos no coletivo. Os prazos para desenvolver o plano diretor e sendo participativo - foi curto e há pouca disponibilidade de tempo para uma maior presença das equipes técnicas das consultoras estarem presentes no município. A maior parte das atividades foi realizada fora do município, na cidade dos técnicos, o que precisa ser corrigido, para que se transfira tecnologia e se preserve a memória das atividades dentro da própria prefeitura num processo de capacitação técnica, necessário para a fase de implementação, mesmo com uma eficiente estratégia participativa. O final dos trabalhos é uma etapa muito importante com a elaboração da legislação, requerendo uma discussão mais detalhada com a equipe local, para se evitar leis urbanísticas reproduzidas de outras e com inadequações para o município em questão. Esta fase é de muita responsabilidade para o executivo municipal que encaminha as leis para o legislativo aprovar e há forte componente político neste aspecto, próprio do parlamento democrático, cujo fortalecimento para o plano diretor está na proporção da qualidade da discussão das minutas das leis com a sociedade. A não observação dessa fase pode ensejar apresentação de emendas na etapa de tramitação e votação no legislativo, alterando o conteúdo e objetivos de determinados aspectos frente a correlação de forças entre os interesses em disputa. Não basta concentrar a discussão só nas estratégias de um plano, mas dar a mesma importância aos instrumentos legislativos. Como os técnicos das empresas consultoras nem sempre são do município onde são realizados os estudos e têm pouca convivência com as problemáticas do mesmo, deve-se incluir na metodologia da leitura técnica e comunitária a realização de uma excursão com ônibus que possibilite a toda a equipe, juntamente com os técnicos da prefeitura, tomar conhecimento local das questões mais emergentes do município, incluindo a visita aos distritos e principais povoados. Coordenação da Sistematização: Ivaneuza Maria Leite Lima Colaborador(es) de sistematização: Armando Freire Branco Instituição dos sistematizadores: Consultores autônomos Coordenação técnica e política dos trabalhos: Coordenação Técnica e Política: Geraldo Reis/Prefeitura Municipal de Vitória da Conquista 13

14 Consultoria contratada para o plano diretor: UFC Engenharia Ltda. Valor(es) do contrato: R$ ,22 Prazo de execução do contrato: Data de início: 26 de Maio de 2003 Data de Término: 15 de Janeiro de 2004 Período de elaboração do plano diretor participativo: Data de início: 27 de Junho de 2003 Data de envio à Câmara Municipal: Não se aplica Data de aprovação na Câmara Municipal: Não se aplica Contatos para obter mais informações: Nome: 1) José Geraldo dos Reis Santos 2) Aderbal de Castro Meira Filho 3) Márcia Cristina Rocha Pinheiro 4) Deusdete de Jesus Oliveira 5) Alexandre Pereira 6) Jacs Rangel Júnior 7) Paulo Cezar Lisboa Cerqueira 8) Antônio José Cunha Carvalho de Freitas Instituição: 1) Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia 2) Secretaria de Planejamento 3) Secretaria Municipal de Obras 14

15 4) União da Sociedade de Bairros de Vitória da Conquista 5) Câmara Municipal de Vitória da Conquista 6) Construção civil 7) Secretaria Municipal de Comunicação de Vitória da Conquista 8) Consultor credenciado pelo MCidades Telefone: 1) (77) ) (77) / ) (77) / ) (77) ) (77) / ) (77) ) (77) ) (77) Fax: - 1) 2) 3) 4) 5) 6) 7) 8) Fontes das Informações: Instituição(ões): Prefeitura Municipal de Vitória da Conquista 15

16 Documento(s): Relatórios do Plano Diretor Urbano de Vitória da Conquista, 2005 em CD Junho/2005; Publicação(ões): -Prefeitura de Vitória da Conquista. Governo Participativo, oito anos promovendo o ser humano, Boletim lnformativo da Prefeitura Municipal de Vitória da Conquista, nov Artigo(s): - Site(s): Pessoa(s) Entrevistada(s): 1. José Geraldo dos Reis Santos 2. Aderbal de Castro Meira Filho 3. Márcia Cristina Rocha Pinheiro 4. Alexandre Pereira 5. Deusdete de Jesus Oliveira 6. Jacs Rangel 7. Paulo Cezar Lisboa Cerqueira 8. Antônio José Cunha Carvalho de Freitas. 16

4º CONFERENCIA ESTADUAL DAS CIDADES 07 a 09 abril 2010 Foz do Iguaçu PR

4º CONFERENCIA ESTADUAL DAS CIDADES 07 a 09 abril 2010 Foz do Iguaçu PR 4º CONFERENCIA ESTADUAL DAS CIDADES 07 a 09 abril 2010 Foz do Iguaçu PR CIDADE PARA TODOS E TODAS COM GESTÃO DEMOCRÁTICA, PARTICIPATIVA E CONTROLE SOCIAL Avanços, Dificuldades e Deságios na Implementação

Leia mais

Revisão Participativa dos Instrumentos de Planejamento. Reunião com Entidades da Subprefeitura de Pinheiros

Revisão Participativa dos Instrumentos de Planejamento. Reunião com Entidades da Subprefeitura de Pinheiros Revisão Participativa dos Instrumentos de Planejamento Urbano da Cidade de São Paulo Reunião com Entidades da Subprefeitura de Pinheiros 1 Revisão Participativa dos Instrumentos de Planejamento Urbano

Leia mais

PROJETO DE RESOLUÇÃO N.º 13, DE 2015 (Da Sra. Moema Gramacho)

PROJETO DE RESOLUÇÃO N.º 13, DE 2015 (Da Sra. Moema Gramacho) *C0051538A* C0051538A *C0056280A* C0056280A CÂMARA DOS DEPUTADOS PROJETO DE RESOLUÇÃO N.º 13, DE 2015 (Da Sra. Moema Gramacho) Dá ao Plenário 16 do Anexo II da Câmara dos Deputados a denominação "Zezéu

Leia mais

V - Modelo de Gestão, Planejamento e Acompanhamento

V - Modelo de Gestão, Planejamento e Acompanhamento 24 V - Modelo de Gestão, Planejamento e Acompanhamento Orçamento Participativo e demais fóruns de planejamento e gestão O Planejamento e a Gestão do município do Recife estão hoje apoiados por um sistema

Leia mais

CHAPECÓ SANTA CATARINA RELATÓRIO DA ETAPA MUNICIPAL VAMOS MELHORAR AINDA MAIS A NOSSA CASA

CHAPECÓ SANTA CATARINA RELATÓRIO DA ETAPA MUNICIPAL VAMOS MELHORAR AINDA MAIS A NOSSA CASA 1. Dados Iniciais: Município de Chapecó Estado de Santa Catarina 2. Dados da pessoa responsável pelo preenchimento do relatório Nome: NEMÉSIO CARLOS DA SILVA Órgão: PREFEITURA MUNICIPAL DE CHAPECÓ CPF:

Leia mais

LEI Nº 2.422, DE 08 DE ABRIL DE 2008 CERTIDÃO Certifico e dou fé que esta Lei foi publicada no placard do Município no dia- / /

LEI Nº 2.422, DE 08 DE ABRIL DE 2008 CERTIDÃO Certifico e dou fé que esta Lei foi publicada no placard do Município no dia- / / LEI Nº 2.422, DE 08 DE ABRIL DE 2008 CERTIDÃO Certifico e dou fé que esta Lei foi publicada no placard do Município no dia- / / JANE APARECIDA FERREIRA =Responsável pelo placard= Dispõe sobre a composição,

Leia mais

PLANO DE AÇÃO FÓRUM DO MUNICÍPIO QUE EDUCA

PLANO DE AÇÃO FÓRUM DO MUNICÍPIO QUE EDUCA PLANO DE AÇÃO FÓRUM DO MUNICÍPIO QUE EDUCA PROPOSTA DE AÇÃO Criar um fórum permanente onde representantes dos vários segmentos do poder público e da sociedade civil atuem juntos em busca de uma educação

Leia mais

Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano de Salvador

Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano de Salvador Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano de Salvador O Plano Diretor é uma lei aprovada na Câmara de Vereadores de cada município, com a participação ativa da comunidade. Mas do que isto, o Plano Diretor

Leia mais

Ministério das Cidades Secretaria Nacional de Habitação

Ministério das Cidades Secretaria Nacional de Habitação Ministério das Cidades SEMINÁRIO INTERNACIONAL SOBRE MEJORAMIENTO DE BARRIOS México - 29 e 30 novembro/2004 Programa Habitar Brasil/BID Governo Federal Processo de Urbanização Brasileiro Crescimento da

Leia mais

PRODUTO 1 METODOLOGIA Plano Local de Habitação de Interesse Social PLHIS Município de Teresópolis - RJ

PRODUTO 1 METODOLOGIA Plano Local de Habitação de Interesse Social PLHIS Município de Teresópolis - RJ PRODUTO 1 METODOLOGIA Plano Local de Habitação de Interesse Social PLHIS Município de Teresópolis - RJ Setembro/2010 APRESENTAÇÃO Este documento denominado Metodologia é o primeiro produto apresentado

Leia mais

PROJETO DE LEI Nº 6.981, DE 2006

PROJETO DE LEI Nº 6.981, DE 2006 PROJETO DE LEI Nº 6.981, DE 2006 (do deputado Zezéu Ribeiro - PT/BA) Assegura às famílias de baixa renda assistência técnica pública e gratuita para o projeto e a construção de habitação de interesse social.

Leia mais

45ª Semana de Serviço Social. OS MEGA EVENTOS E MOVIMENTOS SOCIAIS: discutindo o direito à cidade. 14 a 16 de maio de 2014

45ª Semana de Serviço Social. OS MEGA EVENTOS E MOVIMENTOS SOCIAIS: discutindo o direito à cidade. 14 a 16 de maio de 2014 45ª Semana de Serviço Social OS MEGA EVENTOS E MOVIMENTOS SOCIAIS: discutindo o direito à cidade 14 a 16 de maio de 2014 Na Copa, comemorar o quê?. É com este mote criativo e provocativo que o Conjunto

Leia mais

Prevenção e mediação de conflitos fundiários urbanos

Prevenção e mediação de conflitos fundiários urbanos Prevenção e mediação de conflitos fundiários urbanos 1 Fatores geradores dos conflitos fundiários urbanos Reintegração de posse de imóveis públicos e privados, em que o processo tenha ocorrido em desconformidade

Leia mais

SISTEMA ESTADUAL DE HABITAÇÃO DE INTERESSE SOCIAL - SEHIS

SISTEMA ESTADUAL DE HABITAÇÃO DE INTERESSE SOCIAL - SEHIS SISTEMA ESTADUAL DE HABITAÇÃO DE INTERESSE SOCIAL - SEHIS A Lei Estadual 8.320 de 03/09/2007, instituiu o Sistema Estadual de Habitação de Interesse Social SEHIS, o Conselho Estadual de Habitação de Interesse

Leia mais

Histórico do Orçamento Participativo de Porto Alegre

Histórico do Orçamento Participativo de Porto Alegre Histórico do Orçamento Participativo de Porto Alegre CIDADE Centro de Assessoria e Estudos Urbanos Rua Antão de Farias, 50 - Bom Fim Porto Alegre - RS - Brasil Fone/fax: (0xx51) 3264 3386 cidadepa@portoweb.com.br

Leia mais

[ ] Propostas para a revisão do Plano Diretor. Mobiliza Curitiba

[ ] Propostas para a revisão do Plano Diretor. Mobiliza Curitiba Propostas para a revisão do Plano Diretor Mobiliza Curitiba Curitiba, novembro de 2014 As propostas aqui contidas foram resultado de extensos debates ao longo do último ano, por uma articulação de atores

Leia mais

MINISTÉRIO DAS CIDADES CONSELHO DAS CIDADES RESOLUÇÃO RECOMENDADA N 75, DE 02 DE JULHO DE 2009

MINISTÉRIO DAS CIDADES CONSELHO DAS CIDADES RESOLUÇÃO RECOMENDADA N 75, DE 02 DE JULHO DE 2009 DOU de 05/10/09 seção 01 nº 190 pág. 51 MINISTÉRIO DAS CIDADES CONSELHO DAS CIDADES RESOLUÇÃO RECOMENDADA N 75, DE 02 DE JULHO DE 2009 Estabelece orientações relativas à Política de Saneamento Básico e

Leia mais

GOVERNO DE SERGIPE SECRETARIA DE ESTADO DO DESENVOLVIMENTO URBANO SEDURB DIRETORIA DE RELAÇÕES INSTITUCIONAIS

GOVERNO DE SERGIPE SECRETARIA DE ESTADO DO DESENVOLVIMENTO URBANO SEDURB DIRETORIA DE RELAÇÕES INSTITUCIONAIS GOVERNO DE SERGIPE SECRETARIA DE ESTADO DO DESENVOLVIMENTO URBANO SEDURB DIRETORIA DE RELAÇÕES INSTITUCIONAIS Seminário Internacional Planejamento Urbano em Região Metropolitana - O caso de Aracaju Aracaju,

Leia mais

Gestão Participativa em BH. Belo Horizonte, 01 de dezembro 2010

Gestão Participativa em BH. Belo Horizonte, 01 de dezembro 2010 Gestão Participativa em BH Belo Horizonte, 01 de dezembro 2010 1 Gestão Participativa em BH Belo Horizonte tem um longo histórico de gestão democrático-popular; Existe forte determinação política para:

Leia mais

DIRETRIZES DO FUNCIONAMENTO DO MOVIMENTO NACIONAL PELA CIDADANIA E SOLIDARIEDADE/NÓS PODEMOS. (aprovada em 2010 e 1ª revisão em agosto de 2012)

DIRETRIZES DO FUNCIONAMENTO DO MOVIMENTO NACIONAL PELA CIDADANIA E SOLIDARIEDADE/NÓS PODEMOS. (aprovada em 2010 e 1ª revisão em agosto de 2012) DIRETRIZES DO FUNCIONAMENTO DO MOVIMENTO NACIONAL PELA CIDADANIA E SOLIDARIEDADE/NÓS PODEMOS (aprovada em 2010 e 1ª revisão em agosto de 2012) Artigo 1º O Movimento Nacional pela Cidadania e Solidariedade/Nós

Leia mais

RELATÓRIO DA 5ª CONFERÊNCIA ETAPA MUNICIPAL APARECIDA DE GOIÂNIA-GO 24 E 25 DE MAIO DE 2013

RELATÓRIO DA 5ª CONFERÊNCIA ETAPA MUNICIPAL APARECIDA DE GOIÂNIA-GO 24 E 25 DE MAIO DE 2013 RELATÓRIO DA 5ª CONFERÊNCIA ETAPA MUNICIPAL 1. Dados Iniciais Estado: Goiás Município: Aparecida de Goiânia APARECIDA DE GOIÂNIA-GO 24 E 25 DE MAIO DE 2013 2. Dados da pessoa responsável pelo preenchimento

Leia mais

Déficit habitacional é a principal preocupação da política urbana

Déficit habitacional é a principal preocupação da política urbana Página 1 de 5 Busca Déficit habitacional é a principal preocupação da política urbana O Estatuto da Cidade prevê a criação de planos pilotos para o desenvolvimento de cidades e municípios. Para tornar

Leia mais

LEI Nº 562/93 - DE, 22 DE NOVEMBRO 1.993. MÁRCIO CASSIANO DA SILVA, Prefeito Municipal de Jaciara, no uso de suas atribuições legais,

LEI Nº 562/93 - DE, 22 DE NOVEMBRO 1.993. MÁRCIO CASSIANO DA SILVA, Prefeito Municipal de Jaciara, no uso de suas atribuições legais, LEI Nº 562/93 - DE, 22 DE NOVEMBRO 1.993. DISPÕE SOBRE A CONSTITUIÇÃO DO CONSELHO MUNICIPAL DO BEM ESTAR SOCIAL E CRIAÇÃO DO FUNDO MUNICIPAL A ELE VINCULADO E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS. MÁRCIO CASSIANO DA

Leia mais

Saneamento Cachoeira Alta - GO

Saneamento Cachoeira Alta - GO ANEXO III INFORMAÇÕES PRELIMINARES DO MUNICÍPIO E DO PLANO DE MOBILIZAÇÃO SOCIAL Nome do Município/UF Cachoeira Alta- GO População 10.553habitantes Caracterização do sistema de saneamento Breve descrição

Leia mais

Ministério das Cidades MCidades

Ministério das Cidades MCidades Ministério das Cidades MCidades Objetivos de Desenvolvimento Sustentável ODS São Paulo, 02 de junho de 2014 Roteiro 1. O processo de urbanização no Brasil: histórico. 2. Avanços institucionais na promoção

Leia mais

Prevenção e Mediação de Conflitos Fundiários Urbanos

Prevenção e Mediação de Conflitos Fundiários Urbanos Prevenção e Mediação de Conflitos Fundiários Urbanos O que é a SEDUR A Secretaria de Desenvolvimento Urbano - SEDUR, foi criada pela Lei nº 8.538, de 20 de dezembro de 2002, e tem por finalidade formular

Leia mais

Revisão Participativa. dos Instrumentos de Planejamento e Gestão da Cidade de São Paulo

Revisão Participativa. dos Instrumentos de Planejamento e Gestão da Cidade de São Paulo Revisão Participativa dos Instrumentos de Planejamento e Gestão da Cidade de São Paulo Volume II Revisão Participativa do Plano Diretor Estratégico (PDE) 1. A importância do PDE (Plano Diretor Estratégico)

Leia mais

Órgão/Sigla: SISTEMA MUNICIPAL DE PLANEJAMENTO E GESTÃO - SMPG SECRETARIA MUNICIPAL DE URBANISMO E TRANSPORTE - SEMUT

Órgão/Sigla: SISTEMA MUNICIPAL DE PLANEJAMENTO E GESTÃO - SMPG SECRETARIA MUNICIPAL DE URBANISMO E TRANSPORTE - SEMUT Órgão/Sigla: SISTEMA MUNICIPAL DE PLANEJAMENTO E GESTÃO - SMPG Natureza Jurídica: Gestão: Finalidade: ÓRGÃO COLEGIADO SECRETARIA MUNICIPAL DE URBANISMO E TRANSPORTE - SEMUT Coordenar as ações planejadas

Leia mais

ESTRATÉGIAS DESENVOLVIDAS PARA A PROMOÇÃO DA PARTICIPAÇÃO COMUNITÁRIA NAS AÇÕES DE LIMPEZA URBANA

ESTRATÉGIAS DESENVOLVIDAS PARA A PROMOÇÃO DA PARTICIPAÇÃO COMUNITÁRIA NAS AÇÕES DE LIMPEZA URBANA ESTRATÉGIAS DESENVOLVIDAS PARA A PROMOÇÃO DA PARTICIPAÇÃO COMUNITÁRIA NAS AÇÕES DE LIMPEZA URBANA Gardênia D. Oliveira de Azevedo (1) Arquiteta pela UFBa., com pós-graduação em Planejamento Urbano pela

Leia mais

CÂMARA TÉCNICA DE ARQUITETURA E URBANISMO HABITAÇÃO DE INTERESSE SOCIAL LEI ASSISTÊNCIA TÉCNICA PÚBLICA E GRATUITA

CÂMARA TÉCNICA DE ARQUITETURA E URBANISMO HABITAÇÃO DE INTERESSE SOCIAL LEI ASSISTÊNCIA TÉCNICA PÚBLICA E GRATUITA CÂMARA TÉCNICA DE ARQUITETURA E URBANISMO HABITAÇÃO DE INTERESSE SOCIAL LEI ASSISTÊNCIA TÉCNICA PÚBLICA E GRATUITA 2015 PROGRAMA Com base na car,lha elaborado em MG. 1. Contextualização 2. Legislação 3.

Leia mais

LEI N 1.892/2008 Dá nova redação a Lei nº 1.580/2004

LEI N 1.892/2008 Dá nova redação a Lei nº 1.580/2004 LEI N 1.892/2008 Dá nova redação a Lei nº 1.580/2004 Povo do Município de Viçosa, por seus representantes legais, aprovou e eu, em seu nome, sanciono e promulgo a seguinte Lei: Das disposições Gerais Art.

Leia mais

EDITAL DE COMPOSIÇÃO DO COMITÊ GESTOR DO PROGRAMA MUNICIPAL DE PAGAMENTO POR SERVIÇOS AMBIENTAIS

EDITAL DE COMPOSIÇÃO DO COMITÊ GESTOR DO PROGRAMA MUNICIPAL DE PAGAMENTO POR SERVIÇOS AMBIENTAIS EDITAL DE COMPOSIÇÃO DO COMITÊ GESTOR DO PROGRAMA MUNICIPAL DE PAGAMENTO POR SERVIÇOS AMBIENTAIS A Secretaria Municipal de Agricultura, Desenvolvimento Rural e Meio Ambiente convida os Órgãos Públicos

Leia mais

I n f o r m a t i v o

I n f o r m a t i v o I n f o r m a t i v o Plano Diretor de Curitiba 2014 O QUE É O PLANO DIRETOR? O Plano Diretor é uma lei municipal elaborada com a participação de todos. É o instrumento básico da política territorial que

Leia mais

P.42 Programa de Educação Ambiental

P.42 Programa de Educação Ambiental ANEXO 2.2.3-1 - ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DO PLANO MUNICIPAL DE RESÍDUOS SÓLIDOS (PMRS) DE PARANAÍTA/MT O roteiro apresentado foi elaborado a partir do Manual de Orientação do MMA Ministério do Meio Ambiente

Leia mais

Planejamento Urbano Governança Fundiária

Planejamento Urbano Governança Fundiária Planejamento Urbano Governança Fundiária Instrumentos de Gestão, Conflitos Possibilidades de Inclusão Socioespacial Alexandre Pedrozo agosto. 2014 mobiliza Curitiba...... de antes de ontem...... de ontem......

Leia mais

19º RELATÓRIO DE ACOMPANHAMENTO DO TRABALHO TÉCNICO SOCIAL

19º RELATÓRIO DE ACOMPANHAMENTO DO TRABALHO TÉCNICO SOCIAL 19º RELATÓRIO DE ACOMPANHAMENTO DO TRABALHO TÉCNICO SOCIAL Projeto de Trabalho Técnico Social Parque Araruama e Jardim Sumaré PAC Drenagem - Ct. Nº 0292.744-42/09 1 INTRODUÇÃO Durante este período a Equipe

Leia mais

LEI N 547, DE 03 DE SETEMBRO DE 2010.

LEI N 547, DE 03 DE SETEMBRO DE 2010. Pág. 1 de 5 LEI N 547, DE 03 DE SETEMBRO DE 2010. CRIA O FUNDO MUNICIPAL DE HABITAÇÃO DE INTERESSE SOCIAL FMHIS E INSTITUI O CONSELHO GESTOR DO FMHIS. O PREFEITO MUNICIPAL DE CRUZEIRO DO SUL ACRE, EM EXERCÍCIO,

Leia mais

Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social FNHIS - Ação: Apoio à Elaboração de Planos Habitacionais de Interesse Social

Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social FNHIS - Ação: Apoio à Elaboração de Planos Habitacionais de Interesse Social MINISTÉRIO DAS CIDADES Secretaria Nacional de Habitação Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social FNHIS - Programa: Habitação de Interesse Social Ação: Apoio à Elaboração de Planos Habitacionais

Leia mais

CURSO REGULARIZAÇÃO FUNDIÁRIA. Tratamento Constitucional da Política Urbana: Estatuto da Cidade; Regularização Fundiária e o Papel do Plano Diretor.

CURSO REGULARIZAÇÃO FUNDIÁRIA. Tratamento Constitucional da Política Urbana: Estatuto da Cidade; Regularização Fundiária e o Papel do Plano Diretor. CURSO REGULARIZAÇÃO FUNDIÁRIA Tratamento Constitucional da Política Urbana: Estatuto da Cidade; Regularização Fundiária e o Papel do Plano Diretor. INSTITUTO PÓLIS 2009 Heliópolis São Paulo Estatuto da

Leia mais

Agenda Regional de Desenvolvimento Sustentável Eixo 4: Gestão Regional Integrada

Agenda Regional de Desenvolvimento Sustentável Eixo 4: Gestão Regional Integrada Agenda Regional de Desenvolvimento Sustentável Eixo 4: Gestão Regional Integrada 1 O Projeto Litoral Sustentável 1ª Fase (2011/2012): Diagnósticos municipais (13 municípios) Diagnóstico regional (Já integralmente

Leia mais

Experiências de Orçamento Participativo (OP) no Brasil: democratização da gestão pública e controle social. Por Ana Claudia Teixeira Instituto Pólis

Experiências de Orçamento Participativo (OP) no Brasil: democratização da gestão pública e controle social. Por Ana Claudia Teixeira Instituto Pólis Experiências de Orçamento Participativo (OP) no Brasil: democratização da gestão pública e controle social Por Ana Claudia Teixeira Instituto Pólis O que é? Um mecanismo (ou processo) pelo qual a população

Leia mais

Abordagens metodológicas na Elaboração de Planos Municipais de Saneamento Básico.

Abordagens metodológicas na Elaboração de Planos Municipais de Saneamento Básico. Seminário Política e Planejamento do Saneamento Básico na Bahia: Desafios e Perspectivas da Implementação Abordagens metodológicas na Elaboração de Planos Municipais de Saneamento Básico. Danilo Gonçalves

Leia mais

Autogestão de Recursos Públicos em Habitação Popular na Bahia -Brasil

Autogestão de Recursos Públicos em Habitação Popular na Bahia -Brasil Autogestão de Recursos Públicos em Habitação Popular na Bahia -Brasil IV Encontro Estadual UMP 2011 Atuação da UMP-BA em Salvador-BA PARIPE -Vila Solidaria Mar Azul - Credito Solidário -236 Moradias-

Leia mais

Cadastro Organizacional/PMS CMI/SETAD CONSELHO MUNICIPAL DO IDOSO - CMI

Cadastro Organizacional/PMS CMI/SETAD CONSELHO MUNICIPAL DO IDOSO - CMI CONSELHO MUNICIPAL DO IDOSO Órgão/Sigla: Natureza Jurídica: Vinculação: Finalidade: CONSELHO MUNICIPAL DO IDOSO - CMI ÓRGÃO COLEGIADO SECRETARIA MUNICIPAL DO TRABALHO, ASSISTÊNCIA SOCIAL E DIREITOS DO

Leia mais

PLANO DE GERENCIAMENTO DE RESIDUOS SOLIDOS URBANOS

PLANO DE GERENCIAMENTO DE RESIDUOS SOLIDOS URBANOS PREFEITURA MUNICIPAL DE TUCURUÍ PARÁ SECRETARIA MUNICIPAL DE MEIO AMBIENTE DE TUCURUÍ SEMMA / TUCURUÍ PLANO DE GERENCIAMENTO DE RESIDUOS SOLIDOS URBANOS APRESENTAÇAO O presente documento consolida o diagnóstico

Leia mais

CAPÍTULO I DA DEFINIÇÃO E DO OBJETIVO CAPÍTULO II DA COMPETÊNCIA

CAPÍTULO I DA DEFINIÇÃO E DO OBJETIVO CAPÍTULO II DA COMPETÊNCIA Lei nº 006, de 04 de Abril de 2014. DISPÕE SOBRE A REESTRUTURAÇÃO DO CMS - CONSELHO MUNICIPAL DE SAÚDE E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS. O Prefeito de Santa Inês, município do Estado do Maranhão, no uso de suas

Leia mais

Plan International e IIDAC com recursos do Fundo União Europeia

Plan International e IIDAC com recursos do Fundo União Europeia INSTITUTO INTERNACIONAL PARA O DESENVOLVIMENTO DA CIDADANIA TERMO DE REFERÊNCIA No. 012/2015 PARA CONTRATAÇÃO DE PESSOA FÍSICA/JURÍDICA CONSULTOR POR PRODUTO 1. PROJETO Pontes para o Futuro 2. RECURSOS

Leia mais

Seminário Rio Metrópole Moradia: Assunto de Interessa Metropolitano

Seminário Rio Metrópole Moradia: Assunto de Interessa Metropolitano Realização Seminário Rio Metrópole Moradia: Assunto de Interessa Metropolitano Henry Cherkezian Rio, 18 de maio de 2011 A questão Habitacional Aspectos a serem abordados Breve Diagnóstico Um exemplo da

Leia mais

REGIMENTO INTERNO DO PROCESSO DE ELABORAÇÃO DO PLANO MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO. CAPÍTULO I Da Natureza

REGIMENTO INTERNO DO PROCESSO DE ELABORAÇÃO DO PLANO MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO. CAPÍTULO I Da Natureza REGIMENTO INTERNO DO PROCESSO DE ELABORAÇÃO DO PLANO MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO CAPÍTULO I Da Natureza Art. 1º O Plano Municipal de Educação é um plano global de toda a educação do Município de Caxias do Sul,

Leia mais

2. A PARTICIPAÇÃO POPULAR EM BELO HORIZONTE

2. A PARTICIPAÇÃO POPULAR EM BELO HORIZONTE Planejamento Participativo Regionalizado (PPR) Ampliando a participação popular em Belo Horizonte MG Resumo Maria de Fátima Abreu Gerente de Relacionamento e Mobilização Social Maria Madalena Franco Garcia

Leia mais

2 Apresentação No dia 24 de dezembro de 2008 foi sancionada, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a Lei nº 11.888, que assegura às famílias de baixa renda assistência técnica pública e gratuita para

Leia mais

CONSELHO ESTADUAL DO IDOSO DE SANTA CATARINA MODELO PARA IMPLANTAÇÃO DE CONSELHO MUNICIPAL DO IDOSO

CONSELHO ESTADUAL DO IDOSO DE SANTA CATARINA MODELO PARA IMPLANTAÇÃO DE CONSELHO MUNICIPAL DO IDOSO CONSELHO ESTADUAL DO IDOSO DE SANTA CATARINA MODELO PARA IMPLANTAÇÃO DE CONSELHO MUNICIPAL DO IDOSO CONSELHO ESTADUAL DO IDOSO DE SANTA CATARINA CEI/SC COMISSÃO REGIONAL DO IDOSO DE ROTEIRO PARA IMPLANTAÇÃO

Leia mais

Abordagens da Participação Social na aplicação de Recursos Públicos: A experiência do Orçamento Participativo Digital de Belo Horizonte

Abordagens da Participação Social na aplicação de Recursos Públicos: A experiência do Orçamento Participativo Digital de Belo Horizonte Abordagens da Participação Social na aplicação de Recursos Públicos: A experiência do Orçamento Participativo Digital de Belo Horizonte Belo Horizonte: aspectos demográficos e econômicos Cidade planejada

Leia mais

Democracia participativa p e cultura cidadã. Porto Alegre, 25 de novembro de 2011

Democracia participativa p e cultura cidadã. Porto Alegre, 25 de novembro de 2011 Democracia participativa p e cultura cidadã Porto Alegre, 25 de novembro de 2011 Da Reivindicação à Wikicidadania INOVAÇÕES DA PARTICIPAÇÃO DEMOCRÁTICA INOVAÇÕES DA PARTICIPAÇÃO DEMOCRÁTICA E DA GESTÃO

Leia mais

V Plenária Nacional de Economia Solidária

V Plenária Nacional de Economia Solidária V Plenária Nacional de Economia Solidária Relatório para Plenárias Locais e Estadual de Economia Solidária Escreva abaixo de cada tópico. Nome da Atividade V Plenária de Economia Solidária do Estado da

Leia mais

ESTUDO DIRIGIDO DA DISCIPLINA PLANEJAMENTO URBANO. CURSO: CST GESTÃO PÚBLICA REFERÊNCIA: Planejamento Urbano 1ª Edição 2012 (Intersaberes)

ESTUDO DIRIGIDO DA DISCIPLINA PLANEJAMENTO URBANO. CURSO: CST GESTÃO PÚBLICA REFERÊNCIA: Planejamento Urbano 1ª Edição 2012 (Intersaberes) ESTUDO DIRIGIDO DA DISCIPLINA PLANEJAMENTO URBANO CURSO: CST GESTÃO PÚBLICA REFERÊNCIA: Planejamento Urbano 1ª Edição 2012 (Intersaberes) MÓDULO A 2015 FASE II Nesta Rota de Aprendizagem destacamos a importância

Leia mais

A CÂMARA MUNICIPAL DE GOIÂNIA APROVA E EU SANCIONO A SEGUINTE LEI:

A CÂMARA MUNICIPAL DE GOIÂNIA APROVA E EU SANCIONO A SEGUINTE LEI: GABINETE DO PREFEITO LEI Nº 8487, DE 06 DE DEZEMBRO DE 2006 Dispõe sobre a criação do Fundo Municipal de Habitação de Interesse Social FMHIS, revoga as Leis nºs 7.273, de 12 de janeiro de 1994, e 7.600,

Leia mais

Minuta de Lei para criação do Sistema Municipal do Meio Ambiente

Minuta de Lei para criação do Sistema Municipal do Meio Ambiente Minuta de Lei para criação do Sistema Municipal do Meio Ambiente Faço saber que a Câmara Municipal de, Estado de Goiás, decreta e eu, Prefeito Municipal, sanciono a seguinte Lei: Art. 1.º - Esta lei, com

Leia mais

5.9 - Programa de Comunicação Social... 1/8. 5.9.1 - Objetivos... 1/8. 5.9.2 - Justificativas... 2/8. 5.9.3 - Metas... 2/8. 5.9.4 - Metodologia...

5.9 - Programa de Comunicação Social... 1/8. 5.9.1 - Objetivos... 1/8. 5.9.2 - Justificativas... 2/8. 5.9.3 - Metas... 2/8. 5.9.4 - Metodologia... 2818-00-EIA-RL-0000-00 LT 500 KV ESTREITO FERNÃO DIAS ÍNDICE 5.9 - Programa de Comunicação Social... 1/8 5.9.1 - Objetivos... 1/8 5.9.2 - Justificativas... 2/8 5.9.3 - Metas... 2/8 5.9.4 - Metodologia...

Leia mais

Agora é Que São Elas! A Construção da Associação das Mulheres do Dunas Fundos

Agora é Que São Elas! A Construção da Associação das Mulheres do Dunas Fundos Agora é Que São Elas! A Construção da Associação das Mulheres do Dunas Fundos Noé Vega Cotta de Mello Joseane da Silva Almeida Projeto de Extensão Habitação de Interesse Social Curso de Arquitetura e Urbanismo

Leia mais

Relatório Consolidado Indicadores Quantitativos. Programa de Fortalecimento Institucional, Participação e Controle Social Barro Alto - GO

Relatório Consolidado Indicadores Quantitativos. Programa de Fortalecimento Institucional, Participação e Controle Social Barro Alto - GO Relatório Consolidado Indicadores Quantitativos Programa de Fortalecimento Institucional, Participação e Controle Social Barro Alto - GO Relatório Consolidado Programa de Fortalecimento e Barro Alto -

Leia mais

PROJETO DE CIDADANIA

PROJETO DE CIDADANIA PROJETO DE CIDADANIA PROJETO DE CIDADANIA A Anamatra A Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho Anamatra congrega cerca de 3.500 magistrados do trabalho de todo o país em torno de interesses

Leia mais

Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos

Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos LEI Nº 11.124, DE 16 DE JUNHO DE 2005. Mensagem de veto Dispõe sobre o Sistema Nacional de Habitação de Interesse Social SNHIS, cria

Leia mais

Foco: sustentabilidade com ações na área de educação.

Foco: sustentabilidade com ações na área de educação. GOVERNANÇA A Fundação Bunge é uma organização comprometida com o desenvolvimento sustentável. Foco: sustentabilidade com ações na área de educação. Missão: contribuir para o desenvolvimento sustentável

Leia mais

PLANO DE RECURSOS HÍDRICOS DA BACIA DO RIO PARAÍBA DO SUL RESUMO

PLANO DE RECURSOS HÍDRICOS DA BACIA DO RIO PARAÍBA DO SUL RESUMO PLANO DE RECURSOS HÍDRICOS DA BACIA DO RIO PARAÍBA DO SUL RESUMO Diretrizes para Contratação de Consultoria para elaboração do Resumo do Plano e Complementações. 1.INTRODUÇÃO O CEIVAP aprovou recursos

Leia mais

CONSTRUINDO CIDADES E CIDADANIA

CONSTRUINDO CIDADES E CIDADANIA UCLG Congress Parallel Session: CONSTRUINDO CIDADES E CIDADANIA Inês da Silva Magalhães Secretária Nacional de Habitação - Brasil Cidade do México 18 de novembro de 2010 PRINCIPAIS MARCOS INSTITUCIONAIS

Leia mais

METODOLOGIA PARA A ESTATUINTE UFRB DOS OBJETIVOS. Art. 2º - São objetivos específicos da ESTATUINTE: a) definir os princípios e finalidades da UFRB.

METODOLOGIA PARA A ESTATUINTE UFRB DOS OBJETIVOS. Art. 2º - São objetivos específicos da ESTATUINTE: a) definir os princípios e finalidades da UFRB. METODOLOGIA PARA A ESTATUINTE UFRB DOS OBJETIVOS Art. 1º - A ESTATUINTE consiste em processo consultivo e deliberativo que tem por objetivo geral elaborar o Estatuto da UFRB. Art. 2º - São objetivos específicos

Leia mais

Plano de Trabalho e Projeto Político-Pedagógico da Escola Legislativa de Araras

Plano de Trabalho e Projeto Político-Pedagógico da Escola Legislativa de Araras Plano de Trabalho e Projeto Político-Pedagógico da Escola Legislativa de Araras 1. Introdução O Projeto Político-Pedagógico da Escola Legislativa de Araras foi idealizado pelo Conselho Gestor da Escola,

Leia mais

CARTA DE FERRAZ DE VASCONCELOS

CARTA DE FERRAZ DE VASCONCELOS CARTA DE FERRAZ DE VASCONCELOS O Fórum de Inovação Tecnológica, Inclusão Social e Redes de Cooperação realizou-se nas dependências do Complexo Poli Esportivo Gothard Kaesemodel Junior Ferraz de Vasconcelos

Leia mais

Faço saber que a Câmara Municipal de Mangueirinha, Estado do Paraná aprovou e eu, ALBARI GUIMORVAM FONSECA DOS SANTOS, sanciono a seguinte lei:

Faço saber que a Câmara Municipal de Mangueirinha, Estado do Paraná aprovou e eu, ALBARI GUIMORVAM FONSECA DOS SANTOS, sanciono a seguinte lei: LEI Nº 1580/2010 Dá nova nomenclatura a Conferência, ao Conselho e ao Fundo Municipal de Assistência ao Idoso criado pela Lei nº 1269/2004 e dá outras providencias. Faço saber que a Câmara Municipal de

Leia mais

Agenda Nacional de Apoio à Gestão Municipal

Agenda Nacional de Apoio à Gestão Municipal SECRETARIA DE RELAÇÕES INSTITUCIONAIS SUBCHEFIA DE ASSUNTOS FEDERATIVOS Agenda Nacional de Apoio à Gestão Municipal Mapa de obras contratadas pela CEF, em andamento com recursos do Governo Federal 5.048

Leia mais

Etapa 01 Proposta Metodológica

Etapa 01 Proposta Metodológica SP Etapa 01 Proposta Metodológica ConsultGEL - Rua: : José Tognoli, 238, Pres., 238, Pres. Prudente, SP Consultores Responsáveis, SP Élcia Ferreira da Silva Fone: : (18) 3222 1575/(18) 9772 5705 João Dehon

Leia mais

Edital de Seleção de Pessoal 127.006/2011. EDITAL DE SELEÇÃO Consultores - Unitrabalho/MDA

Edital de Seleção de Pessoal 127.006/2011. EDITAL DE SELEÇÃO Consultores - Unitrabalho/MDA Edital de Seleção de Pessoal 127.006/2011 EDITAL DE SELEÇÃO Consultores - Unitrabalho/MDA PROCESSO SELETIVO DE CONTRATAÇÃO DE CONSULTORES POR TEMPO DETERMINADO A Fundação Interuniversitária de Estudos

Leia mais

PLANO HABITACIONAL FRANCA PLHIS PLANO LOCAL DE HABITAÇÃO DE INTERESSE SOCIAL

PLANO HABITACIONAL FRANCA PLHIS PLANO LOCAL DE HABITAÇÃO DE INTERESSE SOCIAL PLANO HABITACIONAL FRANCA PLHIS PLANO LOCAL DE HABITAÇÃO DE INTERESSE SOCIAL HABITAÇÃO: COMO NECESSIDADE HUMANA ABRIGO As pessoas precisam de proteção para si e suas famílias contra as intempéries da natureza.

Leia mais

REGIMENTO DA 3ª CONFERÊNCIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO DE RIO CLARO

REGIMENTO DA 3ª CONFERÊNCIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO DE RIO CLARO 1 REGIMENTO DA 3ª CONFERÊNCIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO DE RIO CLARO CAPÍTULO I DA CONFERÊNCIA Artigo 1.º - A 3ª Conferência Municipal de Educação - 3ª CME, convocada pelo Prefeito Municipal de Rio Claro e

Leia mais

PLANO MUNICIPAL DE HABITAÇÃO DE INTERESSE SOCIAL - PHABIS

PLANO MUNICIPAL DE HABITAÇÃO DE INTERESSE SOCIAL - PHABIS PLANO MUNICIPAL DE HABITAÇÃO DE INTERESSE SOCIAL - PHABIS PROPOSTA METODOLÓGICA CADERNO I Campo Grande, 2010 1 SUMÁRIO Apresentação 4 1. Marco Conceitual 5 ETAPA I - PROPOSTA METODOLOGICA 5 1. Metodologia

Leia mais

SUGESTÕES PARA O DEBATE SOBRE O REGIMENTO INTERNO

SUGESTÕES PARA O DEBATE SOBRE O REGIMENTO INTERNO SUGESTÕES PARA O DEBATE SOBRE O REGIMENTO INTERNO Os Fóruns estão começando a rever seus Regimentos Internos e conferindo se estes estão colaborando da melhor forma possível para seu funcionamento. Este

Leia mais

DA ELABORAÇÃO PARTICIPATIVA À GESTÃO DEMOCRÁTICA: CONSIDERAÇÕES SOBRE A IMPLEMENTAÇÃO DO PLANO DIRETOR MUNICIPAL *

DA ELABORAÇÃO PARTICIPATIVA À GESTÃO DEMOCRÁTICA: CONSIDERAÇÕES SOBRE A IMPLEMENTAÇÃO DO PLANO DIRETOR MUNICIPAL * DA ELABORAÇÃO PARTICIPATIVA À GESTÃO DEMOCRÁTICA: CONSIDERAÇÕES SOBRE A IMPLEMENTAÇÃO DO PLANO DIRETOR MUNICIPAL * Nathan Belcavello de Oliveira 1 Fabiana Borges da Silva Moreira 2 Oficina: Gestão Democrática

Leia mais

PORTARIA Nº 139, DE 13 DE ABRIL DE 2009 (DOU DE 13.04.2009 - EDIÇÃO EXTRA)

PORTARIA Nº 139, DE 13 DE ABRIL DE 2009 (DOU DE 13.04.2009 - EDIÇÃO EXTRA) PORTARIA Nº 139, DE 13 DE ABRIL DE 2009 (DOU DE 13.04.2009 - EDIÇÃO EXTRA) Dispõe sobre a aquisição e alienação de imóveis sem prévio arrendamento no âmbito do Programa de Arrendamento Residencial - PAR,

Leia mais

Plano de Saneamento Básico

Plano de Saneamento Básico Plano de Saneamento Básico Marcelo de Paula Neves Lelis Rio de Janeiro, 09/06/2011 Saneamento Básico A Lei 11.445/07, em seu Art. 3 º, define Saneamento Básico como sendo o conjunto de serviços, infra-estruturas

Leia mais

A QUESTÃO FEDERATIVA NA DEFINIÇÃO DA POLITICA PÚBLICAS URBANAS NO BRASIL

A QUESTÃO FEDERATIVA NA DEFINIÇÃO DA POLITICA PÚBLICAS URBANAS NO BRASIL A QUESTÃO FEDERATIVA NA DEFINIÇÃO DA POLITICA PÚBLICAS URBANAS NO BRASIL 1 O PACTO FEDERATIVO E A QUESTÃO FISCAL As dificuldades oriundas do federalismo brasileiro vêm ganhando cada vez mais espaço na

Leia mais

Reconstruindo o Conceito de Moradia: A Experiência do Plano Local de Habitação de Interesse Social em Paiçandu

Reconstruindo o Conceito de Moradia: A Experiência do Plano Local de Habitação de Interesse Social em Paiçandu Beatriz Fleury e Silva bfsilva@iem.br Msc. Engenharia Urbana. Docente curso de arquitetura Universidade Estadual de Maringá Reconstruindo o Conceito de Moradia: A Experiência do Plano Local de Habitação

Leia mais

RELATÓRIO DE CONCLUSÃO PLANO DE TRABALHO ACORDO DE COOPERAÇÃO FEDERATIVA MINISTÉRIO DA CULTURA E PREFEITURA DE PALMAS FUNDAÇÃO CULTURAL DE PALMAS

RELATÓRIO DE CONCLUSÃO PLANO DE TRABALHO ACORDO DE COOPERAÇÃO FEDERATIVA MINISTÉRIO DA CULTURA E PREFEITURA DE PALMAS FUNDAÇÃO CULTURAL DE PALMAS RELATÓRIO DE CONCLUSÃO PLANO DE TRABALHO ACORDO DE COOPERAÇÃO FEDERATIVA MINISTÉRIO DA CULTURA E PREFEITURA DE PALMAS FUNDAÇÃO CULTURAL DE PALMAS Palmas/TO, setembro 2013 Relatório de conclusão: Plano

Leia mais

PROPOSTA PARA O AVANÇO DO MODELO DE GESTÃO DA SABESP

PROPOSTA PARA O AVANÇO DO MODELO DE GESTÃO DA SABESP ASSOCIAÇÃO DOS PROFISSIONAIS UNIVERSITÁRIOS DA SABESP PROPOSTA PARA O AVANÇO DO MODELO DE GESTÃO DA SABESP OUTUBRO, 2002 ASSOCIAÇÃO DOS PROFISSIONAIS UNIVERSITÁRIOS DA SABESP - APU INTRODUÇÃO A Associação

Leia mais

-Esta apresentação foi realizada no âmbito do projeto Moradia é Central durante a Oficina 3 - Financiamento para habitação social em Centros.

-Esta apresentação foi realizada no âmbito do projeto Moradia é Central durante a Oficina 3 - Financiamento para habitação social em Centros. -Esta apresentação foi realizada no âmbito do projeto Moradia é Central durante a Oficina 3 - Financiamento para habitação social em Centros. -Data: 05/12/2008 -Local: Instituto Pólis MORADIA É CENTRAL

Leia mais

COMISSÃO ESTADUAL DA AGENDA TERRITORIAL DE DESENVOLVIMENTO INTEGRADO DE ALFABETIZAÇÃO E DE EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS NO ESPÍRITO SANTO

COMISSÃO ESTADUAL DA AGENDA TERRITORIAL DE DESENVOLVIMENTO INTEGRADO DE ALFABETIZAÇÃO E DE EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS NO ESPÍRITO SANTO COMISSÃO ESTADUAL DA AGENDA TERRITORIAL DE DESENVOLVIMENTO INTEGRADO DE ALFABETIZAÇÃO E DE EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS NO ESPÍRITO SANTO REGIMENTO INTERNO SUMÁRIO CAPITULO I Do fundamento legal CAPITULO

Leia mais

PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO Legislação Conceitos Atores Mobilização Social Reavaliação Prazos 1 LEGISLAÇÃO Constituição Federal Art. 23 É competência comum da União, dos Estados, do Distrito Federal

Leia mais

SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE DE SÃO TIAGO-MG CADASTRO NACIONAL DE ESTABELECIMENTO DE SAÚDE: 6627803

SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE DE SÃO TIAGO-MG CADASTRO NACIONAL DE ESTABELECIMENTO DE SAÚDE: 6627803 REGULAMENTO VI CONFERÊNCIA MUNICIPAL DE SAÚDE DE SÃO TIAGO CAPITULO I DA REALIZAÇÃO Art. 1º A VI Conferência Municipal de Saúde de São Tiago é convocada e presidida pelo Prefeito Municipal e, na sua ausência

Leia mais

Arquivos públicos municipais. Mais transparência pública, mais informação, mais memória e mais cidadania

Arquivos públicos municipais. Mais transparência pública, mais informação, mais memória e mais cidadania Arquivos públicos municipais Mais transparência pública, mais informação, mais memória e mais cidadania APRESENTAÇÃO Este documento tem como objetivo principal informar e sensibilizar as autoridades públicas

Leia mais

Núcleo da Criança e do Adolescente: Uma Proposta de Transetorialidade

Núcleo da Criança e do Adolescente: Uma Proposta de Transetorialidade Núcleo da Criança e do Adolescente: Uma Proposta de Transetorialidade ROBERTO AUGUSTO CARVALHO DE ARAÚJO ELIETE DE OLIVEIRA COELHO NATALINA DE FÁTIMA BERNARDO RONCADA SILVIA BEZ CAMARGO SOARES DE ALVARENGA

Leia mais

Audiências públicas temáticas PL 688/2013 Sistema de Planejamento Urbano e Gestão Democrática

Audiências públicas temáticas PL 688/2013 Sistema de Planejamento Urbano e Gestão Democrática Audiências públicas temáticas PL 688/2013 Sistema de Planejamento Urbano e Gestão Democrática 18 Novembro 2013 Conteúdos 1. Gestão Democrática 2. Avanços do PL 688/2013 e o Sistema Participativo Municipal

Leia mais

Curso de Formação para a Elaboração, Monitoramento e Acompanhamento do PLHIS

Curso de Formação para a Elaboração, Monitoramento e Acompanhamento do PLHIS Curso de Formação para a Elaboração, Monitoramento e Acompanhamento do PLHIS Módulo IV Política Habitacional e as políticas urbanas Política Habitacional: o papel dos estados e municípios Regina Fátima

Leia mais

Presidência da República Secretaria de Relações Institucionais Subchefia de Assuntos Federativos. IV Reunião do SASF, em 2009

Presidência da República Secretaria de Relações Institucionais Subchefia de Assuntos Federativos. IV Reunião do SASF, em 2009 Presidência da República Secretaria de Relações Institucionais Subchefia de Assuntos Federativos IV Reunião do SASF, em 2009 Data: 05.05.09 LISTA DE PARTICIPANTES PRESENTES: BANCO.CENTRAL;BB;BNDES;CGU;CONAB;EMBRAPA;INMETRO;INPI;MAPA;MC;

Leia mais

Escola de Políticas Públicas

Escola de Políticas Públicas Escola de Políticas Públicas Política pública na prática A construção de políticas públicas tem desafios em todas as suas etapas. Para resolver essas situações do dia a dia, é necessário ter conhecimentos

Leia mais

CONSELHO DAS CIDADES Participação cidadã na política de desenvolvimento urbano

CONSELHO DAS CIDADES Participação cidadã na política de desenvolvimento urbano CONSELHO DAS CIDADES Participação cidadã na política de desenvolvimento urbano Apresentação Não há uma fórmula pronta e acabada para a realização do desafio colocado às administrações democráticas para

Leia mais

PROJETO OUVIDORIA VAI À ESCOLA

PROJETO OUVIDORIA VAI À ESCOLA PROJETO OUVIDORIA VAI À ESCOLA SALVADOR 2012 GOVERNADOR Jaques Wagner VICE-GOVERNADOR Otto Alencar SECRETÁRIO DA EDUCAÇÃO Osvaldo Barreto Filho SUB-SECRETÁRIO DA EDUCAÇÃO Aderbal de Castro Meira Filho

Leia mais

Este Fórum Local da Agenda 21 se propõe a escutar, mobilizar e representar a sociedade local, para construirmos em conjunto uma visão compartilhada

Este Fórum Local da Agenda 21 se propõe a escutar, mobilizar e representar a sociedade local, para construirmos em conjunto uma visão compartilhada Fórum da Agenda 21 de Guapimirim Aprender a APRENDER e a FAZER. Aprender a CONVIVER, e Aprender a SER Cidadãos Participativos, Éticos e Solidários Este Fórum Local da Agenda 21 se propõe a escutar, mobilizar

Leia mais

ESPECIFICAÇÃO PARA ELABORAÇÃO DO PROJETO DE URBANIZAÇÃO SUMÁRIO 1.0 - OBJETIVO 2 0 - DOCUMENTOS DE REFERÊNCIA 3.0 - ESCOPO 3.1 - PROCEDIMENTOS FORMAIS

ESPECIFICAÇÃO PARA ELABORAÇÃO DO PROJETO DE URBANIZAÇÃO SUMÁRIO 1.0 - OBJETIVO 2 0 - DOCUMENTOS DE REFERÊNCIA 3.0 - ESCOPO 3.1 - PROCEDIMENTOS FORMAIS ESPECIFICAÇÃO PARA ELABORAÇÃO DO PROJETO DE URBANIZAÇÃO SUMÁRIO 1.0 - OBJETIVO 2 0 - DOCUMENTOS DE REFERÊNCIA 3.0 - ESCOPO 3.1 - PROCEDIMENTOS FORMAIS 3.2 - COMPONENTES ESPECÍFICOS 3.2.1 - Plano de Intervenção

Leia mais

Base de dados sobre Conferências Nacionais

Base de dados sobre Conferências Nacionais Base de dados sobre Conferências Nacionais Apresentação A base de dados aqui apresentada tem por objetivo sistematizar as distintas regras de funcionamento das conferências nacionais e as suas variações,

Leia mais

Trabalho Técnico Social na Urbanização de Favelas

Trabalho Técnico Social na Urbanização de Favelas Trabalho Técnico Social na Urbanização de Favelas Introdução: A história das políticas públicas relacionadas à questão urbanística e habitacional implementadas em comunidades de baixa renda tem nos mostrado:

Leia mais