Arne Sucksdorff Foto divulgação/acervo familiar

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1 1 Arne Sucksdorff Foto divulgação/acervo familiar

2 16 a 24 de março de 2010 Centro Cultural Banco do Brasil Brasília SCES Trecho 2, conjunto 22 Telefone: (61)

3 Talvez nenhuma imagem sintetize melhor quem foi o realizador Arne Sucksdorff do que a fotografia na qual aparece às margens de um rio do Pantanal mato-grossense, segurando uma câmera e tendo, no ombro, um quati que era seu animal de estimação. Paixão pela natureza e pelo cinema. No entanto, embora a história deste homem tenha sido mudada por sua passagem pelo Brasil - e tenha, em consequência, mudado a história do cinema brasileiro - o sueco Arne Sucksdorff permanece desconhecido por grande parte dos brasileiros. O Centro Cultural Banco do Brasil apresenta agora Arne Sucksdorff O Sueco do Cinema Novo, a primeira grande mostra sobre a obra do sueco do Cinema Novo. Ao longo de oito dias, será possível assistir a filmes nunca antes exibidos no Brasil, como A Fera e a Flecha e o belo O Menino na Árvore. Haverá ainda um debate sobre vida e obra de Arne, contando com a presença de um dos mais famosos ex-alunos do curso que Sucksdorff promoveu no Brasil, o ator José Wilker, um apaixonado por cinema. Arne Sucksdorff chegou ao Brasil em 1962, já com uma bagagem exemplar: um Oscar, duas Palmas de Ouro em Cannes e o prêmio especial do Festival de Veneza. Aqui, ministrou um curso técnico, do qual participaram alguns dos principais nomes do movimento cinemanovista. Apaixonado pelo país, Sucksdorff se mudaria para o Pantanal mato-grossense, se casaria, teria filhos, misturaria a sua história a história do país. Produziria ainda vários documentários. É com grande honra que o Centro Cultural Banco do Brasil recupera a trajetória deste grande cineasta que soube, como poucos, amar a vida, a arte, a natureza. Centro Cultural Banco do Brasil Arne Sucksdorff é um dos mais renomados cineastas suecos e estamos muito satisfeitos que o Centro Cultural Banco do Brasil esteja patrocinando uma retrospectiva de seus filmes que influenciaram e mudaram o jeito das pessoas encararem a sociedade e a natureza. Meu lar é Copacabana, de 1964, foi um grande sucesso na Suécia e marcou a forma como os suecos viam o Brasil por um bom tempo. Sucksdorff convidou várias crianças do filme para a premier durante uma época de muita neve em Estocolmo provavelmente um verdadeiro encontro exótico para ambos os lados, sueco e brasileiro. Um dos protagonistas do filme até chegou a ser adotado por uma família sueca. Arne Sucksdorff foi também um pioneiro na forma como fez filmes sobre a natureza. Ele foi o primeiro a filmar e escrever sobre o Pantanal e está claro que seus filmes como Mundo à Parte têm ajudado a aumentar o interesse, de brasileiros assim como estrangeiros, por essa fantástica parte do mundo. O seu trabalho árduo e de sua esposa, Maria, foi de suma importância no começo da conservação da natureza no Brasil, ao despertar a consciência para a beleza exuberante e biodiversidade da região e proteger a vida selvagem da exploração. O interesse da Suécia em cooperar com o Brasil sempre foi grande e tem apenas crescido desde os tempos de Arne Sucksdorff. Hoje nós vemos um interesse maior do que nunca nessa cooperação em um grande número de áreas dentro de uma estrutura de uma parceria estratégica. O Desenvolvimento Sustentável é uma área de cooperação dentro dessa parceria que tem destaque especial. É uma grande honra para mim, como Embaixadora da Suécia no Brasil, ser parte do projeto de trazer os filmes de Arne Sucksdorff para um público brasileiro maior, com o sentido de aumentar a cooperação entre os nossos países. Annika Markovic Embaixadora da Suécia no Brasil

4 O homem está onde estão os seus sonhos Sérgio Moriconi Curador Seria inútil perguntar que tipo de contribuição o cinema de Arne Sucksdorff nos traria hoje. Apesar de ser reconhecidamente um pioneiro na abordagem de temas ecológicos, existe uma certa timidez por parte da crítica mundial (em especial a brasileira) em dar a devida dimensão às contribuições e ensinamentos trazidos pelo trabalho do grande cineasta sueco. Quando colocamos sua obra em perspectiva, quando a analisamos também em relação a sua trajetória de vida, é muito fácil entender as razões porque a arte e a vida de um artista tão singular como Arne Sucksdorff foram de certa maneira deixadas num plano secundário quando comparadas a realizadores de sua geração que também se aventuraram nas linguagens ficcional e documental. O caso de Sucksdorff é único. Considerando que sua carreira pode ser subdividida em duas fases bem distintas, uma europeia, outra brasileira ainda que tenha rodado seu último longa-metragem no exterior, Mr. Forbusch e os Pinguins, quando já havia fixado residência no interior do Brasil poucos se deram ao trabalho de tentar entender a coerência, as afinidades entre esses dois momentos, apesar de que as circunstâncias em que eles se deram tenham sido tão díspares. A pouca literatura existente sobre Sucksdorff costuma se debruçar sobre o seu período sueco, sendo profundamente lacônica no que diz respeito a sua aventura tropical. A mostra Arne Sucksdorff o sueco do Cinema Novo vai nos ajudar a entender como sua permanência em nosso país, seu trabalho como fotógrafo, cineasta, pensador ecológico, militante pela preservação do Pantanal mato-grossense foram o amadurecimento de ideias cujo embrião já estava contido em todo o seu trabalho de juventude. Maria Graça e Arne Sucksdorff, acervo Bárbara Fontes

5 Cabe aqui também uma menção especial ao papel fundamental que Arne Suckstorff exerceu na história do cinema brasileiro, papel esse muitas vezes minimizado (outras vezes malcompreendido) em função das contradições ideológicas impostas pelas circunstâncias históricas. Estamos falando do início dos anos 60, época convulsionada, pré-golpe militar. Sucksdorff chega ao Brasil em outubro de 1962 a convite da Unesco, com apoio do Itamaraty e da embaixada brasileira em Paris, para dar um curso de cinema para jovens cineastas brasileiros, muitos deles sem qualquer prática, portanto ainda pretendentes a se tornarem realizadores. Havia a compreensão por parte do organismo internacional e de vários intelectuais brasileiros de que o cinema brasileiro, depois de frustradas tentativas industriais, Vera Cruz entre elas, carecia de infraestrutura e conhecimento técnico. Sucksdorff era um diretor consagrado quando desembarcou no Rio de Janeiro, trazendo em sua bagagem uma lista de grandes filmes estrangeiros que apresentaria em seus seminários. Entre clássicos do pós-neorealismo (Rocco e Seus Irmãos, de Luchino Visconti), da nouvelle vague francesa (Os Incompreendidos, de François Truffaut, e O Acossado, de Jean-Luc Godard), do movimento de renovação do documentário inglês (Night Mail, com direção do som do brasileiro Alberto Cavalcanti), de clássicos norte-americanos (o western Matar ou Morrer, de Fred Zinnemann), de um Kurosawa (Yojimbo), havia apenas uma produção dele próprio, A Fera e a Flecha (1957). O fato de Sucksdorff ter preferido este filme, sem qualquer prêmio internacional, e não seus consagrados O Vento e o Rio (1951), curta-metragem premiado em Veneza, e A Grande Aventura (1953), laureado em Cannes, revela muito de sua personalidade. Rodado numa área isolada da Índia, A Fera e a Flecha, primeira experiência com a cor do diretor, narra os conflitos numa pacífica comunidade, os Múria, que acreditava que os deuses da natureza residiam nas flores, nos rios e na terra. Esta visão idílica é perturbada no momento em que um leopardo mata um búfalo e vai ser caçado pela tribo. Sucksdorff mescla aspectos tabus da tribo com a vida selvagem, mas recebe as primeiras críticas por se afastar demasiadamente do drama humano em detrimento de uma descrição que muitos críticos chamaram de idealizada da vida selvagem. De qualquer forma, a música de Ravi Shankar e a força de personagens como o garoto Chendru e o velho e desdentado Tengru Shikari garantiram o sucesso do filme. O cinema clássico de Sucksdorff se chocava claramente com as ideias dos jovens aspirantes a cineastas do cinema novo brasileiro. O movimento ensaiava sua segunda fase quando o cineasta sueco iniciou a seleção para o que seria a parte prática do curso. O grande alvoroço causado pela sua chegada provocara uma avalanche de inscrições de gente proveniente de todo o Brasil. Era preciso fazer uma triagem para que se pudesse levar adiante a produção de um filme elaborado e realizado pelos próprios alunos. O curta Marimbás, sobre pescadores do Posto 6 da praia de Copacabana no Rio de Janeiro, foi concluído a partir de um argumento de Vladimir Herzog e contou com a fotografia de Dib Lutfi. Seus companheiros de classe incluíam, entre outros, Eduardo Escorel, Orlando Senna, Flávio Migliaccio, Leopoldo Serran, Joel Barcelos, Antonio Carlos Fontoura, Lucília Bernardet, José Wilker, Nélson Xavier e Luis Carlos Saldanha. Marimbás rezava a cartilha dos pioneiros do cinema novo, do Nélson Pereira dos Santos de Rio 40 Graus e Rio Zona Norte, do Glauber Rocha de Barravento e também do argentino Fernando Birri, das ideias por ele difundidas na Escola de Santa Fé. Uma câmara na mão e uma ideia na cabeça, o lema dos cinemanovistas que propugnavam por estética terceiro-mundista, pobre, de agitação, politicamente militante, tinha muito pouco a ver com o refinamento técnico/artesanal e a estética clássica e praticamente impecável de Sucksdorff. Este é um dos motivos porque a importância de sua passagem pelo Brasil costuma ser subestimada. Sucksdorff foi um divisor de águas para o cinema de autor brasileiro. A geração que surgiu a partir do seu curso incluindo os que gravitariam na órbita de seus ex-alunos pela primeira vez tomaria contato com o gravador Nagra com a mesa de montagem Steenbeck e com moderníssimos refletores e acessórios de iluminação. 8 9

6 Nascido em 1917, Sucksdorff cresceu numa região do centroleste da Suécia, repleta de bosques, próxima a cidade de Södertälje. Depois de estudos em biologia no ensino secundário, engajouse em trabalhos de cinema e teatro, ao mesmo tempo em que se empenhava na pesquisa de aspectos da arte em instituições de Berlim, na Alemanha. Foi durante um fim de semana na Sicília, na Itália, quando explorou suas habilidades como fotógrafo, que decidiu se concentrar nesta linguagem. Seu domínio da fotografia foi imediatamente reconhecido. Ainda na década de 1930, receberia o primeiro prêmio de um concurso promovido por uma revista de cinema. Este estímulo faria com que no final da mesma década ele se aventurasse na realização de curtas-metragens. Segundo o crítico Brian Mcllroy, Rapsódia de Agosto (1939) e O País da Minha Existência (40) revelavam uma expertise técnica inigualável em relação à maioria dos diretores de cinema. Grandes close-ups intercalados com planos super abertos, complicadíssimas concepções fotográficas, esparsos diálogos - prossegue Mcllroy se transformariam em sua marca registrada. O impacto estético provocado por esses procedimentos se faria presente tanto nos filmes documentais (curtas e longas) quanto nas suas ficções posteriores. Em Um Conto de Verão, (1941) primeira produção para a Svensk Filmindustri, Sucksdorff faz um brilhante uso da câmara subjetiva: através dos olhos de um jovem vemos super-closes de aves, flores e folhagens as mais diversas. O diretor também utiliza uma jovem raposa como um dos elementos fundamentais de continuidade do filme. A natureza, os animais, as florestas, o olhar das crianças são onipresentes na obra de Sucksdorff. São atributos essenciais dos filmes e de sua weltanschauung a visão do mundo que produz o sentido de sua existência, de seus valores, de sua ética e de sua arte. The Gull (A Gaivota/1944), curta que mostra gaivotas predadoras em ação contra frágeis pássaros marinhos, aperfeiçoa ainda mais os métodos do diretor. A voracidade dos ataques das gaivotas, durante meses meticulosamente filmados por Sucksdorff, causou tamanho impacto que muitos críticos fizeram analogias entre as gaivotas e os nazistas. A ruptura com a concepção idílica da natureza e ao mesmo tempo o desejo de que ela possa de alguma forma se concretizar em algum plano, possivelmente na imaculada visão das crianças, vão estar presentes em duas das obras primas do realizador: A Grande Aventura, rodado na Suécia, e Meu lar é Copacabana (1965), o longa brasileiro de Suckdorff, premiado em vários festivais internacionais. O casamento com Maria selou o divórcio de Arne com a primeira mulher, mãe de três de seus filhos. Eles se conheceram em 1970 em Mato Grosso, onde Arne havia fixado residência há três anos encantado com as belezas do Pantanal. O casamento se deu no consulado sueco do Rio de Janeiro. De lá o casal rumou para Londres onde se hospedou no castelo de Stanley Kubrick, um velho amigo do diretor sueco. Arne foi à capital inglesa para finalizar Mr. Forbush, ou Cry of The Penguins, longa atribuído a ele e Al Viola, com John Hurt e Hayley Mills no elenco. Dali, foram para a Suécia, para que Maria pudesse conhecer a família do marido. Amigos suecos influentes da família deram de presente para o casal 60 mil hectares de terras no norte de Mato Grosso. Era o que faltava para que Arne pudesse realizar o sonho de criar uma reserva biológica naquele estado. Arne Sucksdorff Foto divulgação/acervo familiar 10 11

7 Alguns anos depois, a Funai desapropriou as terras dos Sucksdorff sem pagar indenização, fazendo com que o casal passasse grandes privações durante toda uma década. Estes fatos foram narrados pela própria Maria Graça de Jesus Sucksdorff, agrônoma, mestiça de índio e negro, no livro Mito do Cinema em Mato Grosso Arne Sucksdorff (Entrelinhas), de Luiz Carlos de Oliveira Borges. No Mato Grosso, Arne imaginava ter encontrado o paraíso terrestre. Os quatro episódios da série Mundo à Parte, únicos e históricos registros cinematográficos do realizador no Pantanal, testemunham a utópica tentativa de Arne de vida em perfeita comunhão com a natureza. Ao lado de Maria, de Ari, uma ariranha de estimação, de dois quatis, uma anta, todos também de estimação, e do primeiro filho que acabara de nascer, vemos Sucksdorff fazer planos para um futuro filme. O belo Mundo à Parte é um pouco o esboço desse filme imaginado e ao mesmo tempo a documentação de um improvável modo de vida. Quando morreu em 2001 aos 84 anos, Arne Sucksdorff ainda sonhava em reaver suas terras confiscadas em Mato Grosso. Apenas dois anos antes, dera uma entrevista ao jornalista Silvestre Gorgulho em que expressava seu desejo de utilizar essas terras para criar uma fundação, que chamaria de São Francisco de Assis, para preservar a natureza, ajudar os índios, recuperar meninos de rua e fazer pesquisas e demonstrações agronômicas. Havia em Sucksdorff uma força esotérica. Uma das frases preferidas do realizador, transcritas por Gorgulho, era de que o homem não está onde estão seus pés, mas onde estão seus sonhos. De alguma maneira a frase serve para explicar o inconformismo da personagem de um de seus filmes menos compreendidos, O Menino da Árvore, cujo fracasso em muito contribuiu para que aceitasse o convite de vir ao Brasil. A inquietação, a incapacidade do garoto do filme em aceitar as normas da vida burguesa são as mesmas de seu realizador. Mas, ao contrário do menino que não soube lidar com esse conflito, proporcionando ao filme um desfecho trágico, Sucksdorff, sem deixar de ignorar as contradições humanas, fez com que sua vida desaguasse em filmes que por sua vez desaguaram em sua vida, sendo ambos a expressão dramática de uma idealização idílica de uma natureza beatificada. O cinema brasileiro e a Missão Sucksdorff Arnaldo Carrilho Nem tudo o que ocorre no cinema é fruto de mágica, a cargo de talentos excepcionais. Poderes públicos às vezes fornecem meios para que se realizem sonhos de imagens em movimento. Entendem o alcance comercial e propagandístico de um setor em que vale a pena investir. Todavia, contam-se nos dedos governos com projetos audiovisuais de consistência. Tal não é o caso da UNESCO, que visa sobretudo à promoção cultural da atividade cinematográfica nos países-membros e nas suas regiões. Em , tempos de grande repercussão do Cinema Novo, o Brasil foi palco de uma experiência inédita. A UNESCO levou a cabo um projeto de doação de equipamentos e de formação de futuros cineastas, atores e técnicos. Fora tudo tratado por três brasileiros notáveis: Paulo Carneiro, embaixador junto ao organismo internacional; Rodrigo Mello Franco de Andrade, fundador e dirigente da Diretoria do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (DPHAN); e Lauro Escorel de Moraes, chefe do Departamento Cultural do ministério das Relações Exteriores. Na UNESCO, foi o projeto elaborado pela equipe de Enrico Fulchignoni, o grande animador da cultura audiovisual naquela sede multilateral. Estabeleceu-se um conceito generalizado à época, segundo o qual o Brasil era um país riquíssimo de conteúdos, paisagens naturais e humanas, abrigando um cinema pobre de ideias. Seriam estas não raro destacadas do bojo social e da fenomenologia nacional. Era um país que despertava imensa simpatia fílmica, após os sucessos de O cangaceiro, de Lima Barreto, e do franco-brasileiro Orfeu negro, de Marcel Camus. Mas faltava algo a esses ingredientes. Faltava uma produção cinematográfica mais sólida, menos episódica

8 Até a segunda metade dos anos 1950, o cinema brasileiro descrevera o que Paulo Emílio Salles Gomes chamou de trajetória do subdesenvolvimento. Seus melhores feitos levavam essa marca amaldiçoada do atraso e desprezo que lhe devotavam as elites, a classe política e o próprio governo. O país estava condenado à marginalidade cinematográfica por seus próprios extratos dominantes. A maioria absoluta dos brasileiros, tratada com desdém, enchia as salas em que se davam projeções de comédias populares (chanchadas) e dramalhões urbanos. O veredicto, porém, resultava no critério excludente: o Brasil não contaria com vantagem comparativa para fazer cinema; inútil fomentá-lo, portanto. É bem verdade que houve tentativas de proteção, como nos períodos em que Getúlio Vargas exerceu poderes unipessoalmente. Eleito em 1950, encomendou ao auto-exilado Alberto Cavalcanti o projeto de um Instituto Nacional de Cinema (INC), que nunca foi para frente devido ao tratamento que recebem os brasileiros que não mais pisam o solo pátrio cotidianamente. Nos períodos democráticos, a atividade cinematográfica no Brasil entra misteriosamente em colapso, salvo em casos excepcionais, como nos 30 meses de João Goulart. Fulchignoni e assessores conheciam tais circunstâncias. Amigo de Roberto Rossellini, acompanhou as desventuras brasileiras do autor de Roma cidade aberta, impossibilitado pelo estamento de filmar os livros Geografia da fome, de Josué de Castro, e Capitães da areia, de Jorge Amado. O primeiro projeto, graças a entendimentos com o autor pernambucano, caminhava bem, até que Jânio Quadros o interditasse, por considerá-lo detrimental à imagem do Brasil (sic!). Em triangulação com Rodrigo M.F. de Andrade e Lauro Escorel, Paulo Carneiro não teve muito o que negociar. Por proposta de Joaquim Pedro, filho de Dr. Rodrigo, tentou-se Joris Ivens, que lastimou não aceitar o convite em razão de empenhos profissionais. Mario Carneiro, filho do Embaixador Paulo, assistiu então a uma pequena retrospectiva de Arne Sucksdorff em Paris. Encontrou-se com três colegas arquitetos (Maurício Dias, Aratanha e Noel Saldanha Marinho), que por sua vez apreciaram a obra do documentarista sueco num ciclo mais extenso de sua opera omnia, realizado em Estocolmo. Paulo sugere o nome a Fulchignoni, que procura Sucksdorff. Este aceita o convite sem pestanejar, como se adivinhando uma predestinação brasileira. Arne Sucksdorff desembarcou no Rio de Janeiro em fins de setembro de 1962, ainda queimado pelo sol de Alghero (Sardenha), onde tinha uma villa de vilegiatura. Fazia-se acompanhar da mulher, Ingrid, que o deixaria semanas depois, voltando para a Europa e pedindo divórcio. Como qualquer bom cineasta, ficou encantado com o Rio de Janeiro, Cabo Frio e com a Bahia, onde o acompanhei para participar do I Festival do Cinema Brasileiro em Salvador. Durante aquele evento, conheceu Glauber Rocha, que acabara de regressar da Europa, em seguida aos sucessos de Barravento em Karlovy Vary, na antiga Tchecoslováquia (onde o filme recebeu o Prêmio Opera Prima no Festival Internacional de Cinema), e no festival de Sestri Levante, na Itália. Apresentei-o também a Ruy Guerra, Roberto Pires, Paulo Emílio, Miguel Torres, Alex Viany e vários outros que se sucediam nos encontros, jantares, cocktails e passeios em saveiros. Os cinemanovistas ficaram contentes com a vinda do cineasta sueco, conquanto não compartilhassem do seu modo de filmar. Era rigorosamente acadêmico. Estavam, no entanto, interessados na formação de assistentes e técnicos mais jovens e, sobretudo, nos equipamentos. Eram câmeras de 35 e 16 mm blimpadas; a revolucionária Eclair, insonora, brevetada por Coutant-Mathot; a mesa de montagem Steenbeck, em que Nelson Pereira dos Santos editaria Vidas secas; dois gravadores Nagra A-IV, invenção insuperada do polaco Kudelski; refletores, photo-floods, tripés e toda uma gama de alfaias e parafernália de uso profissional, tudo novo em folha, como jamais lidaram cineastas locais; e muito filme virgem, negativo e positivo. Detalhe importante, o Inspetor-Geral da Alfândega do Rio de Janeiro, Epaminondas Moreira do Valle, era um fã do cinema brasileiro. Qualquer importação que viesse em benefício da atividade, ordenava ele a sua liberação imediata. O Cinema 14 15

9 Novo muito deve àquele douanier, responsável inclusive pelo início de carreiras de realizadores mais moços. É que boa parte das importações de materiais sensíveis lhes era doada pelo encarregado da difusão cinematográfica no Itamaraty (cf. Arnaldo Jabor, Antônio Carlos Fontoura e outros). O fascínio de Sucksdorff pelo Rio de Janeiro era intensíssimo, ajudando-o a logo superar o drama do divórcio da mulher. O material importado foi num primeiro momento disposto no apartamento de outro sueco, Ollie Bolin, situado no edifício Safira (Av. N. S. de Copacabana). Sucksdorff teve alunos de origens diversas, como Vladimir Herzog, que ensaiará a primeira tentativa de cinema síncrono-verdade brasileiro, o documentário Marimbás, curta-metragem; Dib Lutfi, que logo se destacaria como o fotógrafo da turma, modesto e competente; o próprio Jabor, que fora apenas contratado como tradutor entre o professor e seus alunos, e ali se torna cineasta; Eduardo Escorel, aplicado e talentoso, grande montador; Luiz Carlos Saldanha, o melhor técnico de som da classe, tornando-se o primeiro brasileiro a lidar com o Nagra, além de exímio fotógrafo; Orlando Senna, diretor, professor de cinema, notável roteirista; José Wilker, diretor e um dos melhores atores brasileiros; e umas poucas dezenas mais de estagiários. Tão logo se fez compreender, Arne Sucksdorff revelou-se um excelente mestre, marcado por uma generosidade exemplar. Rodou com os alunos Meu lar é Copacabana, primeiro filme a lidar com crianças pobres das favelas. Na época, eram em quantidade muito menor, inclusive proporcionalmente, que as crianças da rua de hoje. Assim como Orson Welles se interessou por descobrir a origem social do samba em 1942, o sueco foi à causa dos desequilíbrios econômicos da grande cidade. Arne em pouco namorava mulatas, algumas levando-o ao cume das favelas. Findo o curso, com excelente grau de aproveitamento dos alunos, ele ficou ainda uns tempos no Brasil. Descobriu o imenso Mato Grosso e nele o Pantanal. Voltou à Europa, mas não aguentou muito. Regressa aos trópicos brasileiros, onde decide fixarse na sua preferida região Centro-Oeste. Aprendeu a viver na selva, formou família com uma mato-grossense de origem índia e filmou sem parar. Sua paixão pelo Brasil foi tão intensa, que deixou em testamento que, ao ser cremado na Suécia, fossem suas cinzas lançadas sobre o querido alagado mato-grossense. Assim foi feito, do alto, de um avião, revelando a integração total de Sucksdorff ao Brasil. Pôde assim a UNESCO, há mais de quatro décadas, elaborar e levar a bom termo um programa exemplar de ajuda a uma cinematografia marginal. O preparo adquirido pelos estagiários e a qualidade dos equipamentos doados à dupla DPHAN Itamaraty em muito contribuíram para o aperfeiçoamento técnico e artístico do Cinema Novo. Vivendo agora a batalha da diversidade cultural, seria o caso de repensar os relacionamentos das instituições audiovisuais da América do Sul com a UNESCO. Há potencialidades, talentos e gamas de inserção desta parte do mundo nas correntes mais criativas da sociedade de imagens. Há que trabalhar nesse sentido como Paulo Carneiro, Rodrigo M. F. de Andrade, Lauro Escorel de Moraes e Enrico Fulchignoni o fizeram, no distante Arnaldo Carrilho é embaixador, integrante do Cinema Novo, chefe da difusão cinematográfica no Itamaraty ( ) e coordenador da Missão Sucksdorff ao Brasil, atualmente Embaixador do Brasil na Coreia do Norte. O texto O Cinema Brasileiro e a Missão Sucksdorff foi publicado na Revista de Cinema, nº 41, setembro de

10 Arne Sucksdorff uma vida entre Suécia e Brasil A última entrevista dada por Arne Sucksdorff foi para o jornalista Silvestre Gorgulho, para o jornal Folha do Meio Ambiente, em abril de Logo depois, Arne adoeceu e veio a falecer em julho de Abaixo, seguem os principais trechos desta conversa. O senhor é respeitado pelo seu trabalho, já ganhou o Oscar de Hollywood, foi premiado em Cannes, Veneza, Nova York, Vaticano, Moscou, Berlim. O senhor é um homem realizado? Arne Com 83 anos, ainda estou à beira de entrar nas missões mais exigentes da minha vida. Tenho muitos planos e sonhos. Quero salvar os meninos de rua, quero salvar os índios e quero salvar as florestas. Esta nova geração não me conhece, mas quem tem uma certa idade lembra dos meus filmes, livros e fotos. Com 20 anos, no início da Segunda Guerra Mundial, eu já tinha feito uma série de filmes de curtametragem que chamou a atenção internacional. Mas ainda tenho muito o que fazer. E tudo que quero fazer está principalmente no Brasil. Para o sr. qual foi seu melhor filme? Arne - Ah, pra mim e muitos outros foi MITT HEM ÄR COPACABANA (Meu lar é Copacabana). Um filme sobre os meninos de rua do Rio de Janeiro, feito em Depois de morar aqui 30 anos, o sr. voltou para a Suécia em Como ficou sua relação com o Brasil? entrevista Arne Hoje o Brasil Mato Grosso, Pantanal e as selvas são mais a minha terra que a Suécia. Quando puder andar bem sem as muletas, vou voltar para o Brasil para realizar o maior projeto da minha vida: salvar índios, meninos de rua e a floresta, com a ajuda de uma silvicultura sã para o meio ambiente

11 Por que o sr., um homem de sucesso, deixou a Suécia em 1962? Arne Isso foi depois do fiasco econômico com o filme POJKEN OCH TRÄDET (O Menino na Árvore), onde as únicas coisas boas foram o ator Tomas Bolme e a música de Quincy Jones. A esquerda doida, que tinha uma conjuntura bem forte, me carimbou como um reacionário antissocial. Todo mundo acha que os fascistas representavam a extrema direita, quando na verdade exatamente como os nazistas são socialistas na extrema esquerda. Comunistas e fascistas são crianças com a mesma alma e são os piores coveiros para a Democracia. Foi a maior razão para eu deixar a Suécia em 62 e emigrar para a Sardenha, na Itália. Nesse tempo recebi um convite da UNESCO e do Itamaraty para dar um curso de cinema no Rio. O curso, que era de poucos meses, me segurou por aqui mais de 30 anos. Sua vinda para o Brasil foi um divisor de águas para o Cinema Brasileiro. Quem foram seus alunos? Arne Conhecer o Brasil foi um atalho feliz em minha vida. Como cineasta e como defensor da natureza. Tive muitos alunos e guardo muitas saudades de todos eles. Mais do que alunos, foram grandes amigos. Joaquim Pedro de Andrade, Arnaldo Jabor, Nelson Pereira dos Santos, Vladimir Herzog, Escorel, Saldanha, Wilker. o homem pode ter a experiência de viver em harmonia com a natureza e feliz sem a bênção da civilização. Não senti nem falta da música clássica, que eu gosto tanto. Isso me faz lembrar um lema antigo na Suécia, é preferível caminhar livre nos terrenos desertos, do que estar na cadeira confortável recebendo comida dos outros. Quanto mais eu amava o Pantanal, com mais intensidade eu me engajava contra a destruição que ameaça este paraíso. E de onde vinha esta destruição? Arne Além da terrível caça e pesca predatórias, da queima da floresta, da poluição. As cidades e as fazendas crescem pelos quatro cantos do Pantanal. Nenhuma das cidades têm instalações para tratamento de esgoto. E os esgotos vão diretamente para os rios que abastecem o Pantanal. É a mesma coisa com os agrotóxicos usados na agricultura. Era comum ver lagoas esbranquiçadas, tantos eram os peixes mortos boiando com ventre para cima... Quando pássaros e outros animais comem os peixes contaminados, os venenos se espalham na corrente alimentícia. O mercúrio produzido na lavagem de ouro e a poluição industrial tornam a situação ainda mais sombria. Tanta violência contra a natureza me faz lembrar o entomologista Ivar E como nasceu sua paixão pelo Pantanal? Arne Depois do curso no Rio, resolvi fazer fotos e filmes sobre o Pantanal. Nunca esqueço meu primeiro contato. Foi em 66. A sensação era como se eu tivesse chegado ao Jardim de Deus. Um parque zoológico natural. Tinha vida em cada lugar que eu pisava. Na beira do rio tinha jacarés tomando sol. De repente passava um bando de araras como uma rajada. Na planície os veados, capivaras e emas se misturavam ao gado zebu. Os abutres revelavam onde a vítima estava escondida. A onça pintada deixava os traços de sua pata redonda. Pássaros de todos os tipos. Uma maravilha e um drama em cada lugar! Por quanto tempo o sr. viveu essa experiência? Arne Foi uma experiência fantástica. Durante dois anos vivi como índio, da caça e da pesca. Foi muito interessante sentir como Arne Sucksdorff Foto divulgação/acervo Folha do meio ambiente 20 21

12 sueco Ivar Johansson quando ele diz que o homem não está onde estão seus pés, mas onde estão seus sonhos. Quando eu tinha 7 anos, sonhei que era um índio. E já vivi com os índios. Quando tinha 9 anos sonhava em caçar tigres que comem homens. Também já fiz isso. Mulheres lindas também nunca faltaram em minha vida. Trabalho como cidadão do mundo e meu lema é: para quem segue sempre sua consciência, a vida nunca é vazia e sem sentido. Qual é seu projeto? Cláudio, Arne e Maria Graça SucksdorffFoto divulgação/acervo familiar Trädgardh: O homem precisa aprender como as malhas seguem no tecido da vida, antes que ele comece a desfiá-las. Como foi sua volta para a Suécia depois de morar esses 30 anos no Brasil? Arne Quando eu voltei para a Suécia, em 1988, eu estava pobre como um mendigo. Estava muito abatido com derrotas e acidentes. Maria, minha esposa e mãe dos meus filhos Cláudio e Anders, pequenos na época, não estava bem de saúde. Além disso, eu sofri um acidente de carro que quase me custou a vida. Em março do ano passado sofri uma fratura no fêmur. Quem não conhece o que é dor antes, conhece depois. Tudo isso acabou com minhas finanças. Mas tão logo eu largue estas muletas, volto ao Brasil. O sr. ainda tem forças para levar em frente seus planos? Arne Sou um perfeccionista idealista. A vida parece curta demais para se ocupar apenas de coisas que estão na média. Às vezes me acusam de ser um sonhador irrealista. Mas estou com o escritor Arne - Meu plano é comprar uma grande fazenda de gado no Pantanal e lá montar um competente centro de pesquisas e demonstrações. Junto ao centro vou construir umas duas vilas ecológicas, para meninos de rua, equipadas com escolas e assistência médica. A natureza exuberante é saudável para o corpo e a alma, portanto é o melhor lugar para recuperação. A verdade é que nas grandes cidades, como Cuiabá, os meninos de rua convivem com os riscos e acabam se afundando na prostituição e nas drogas. São presas fáceis para os traficantes. Alguma mensagem aos brasileiros? Arne Primeiro, quero dizer que a natureza é o sorriso de Deus, um raio de luz na escuridão dos seres humanos. Quando eu era pequeno, tinha um professor de matemática que todos os alunos adoravam. Ele iniciava cada aula lembrando o seguinte: Pensar é bom. Pensar certo é melhor. Pensar grande é melhor ainda. Temos que pensar e agir com amor, ter a verdade como arma e não esmorecer nunca. Cada um tem que cumprir bem sua missão e os governantes têm que cumprir as suas missões pessoais e as missões para as quais foram eleitos. Mas tudo depende de pensar certo e grande. É como eu disse: para quem segue sua consciência, a vida nunca é vazia e sem sentido. Meus amigos, só os peixes mortos se vão pelas correntezas dos rios. Silvestre Gorgulho é jornalista e Secretário de Cultura do Governo do Distrito Federal

13 Ritmos da Cidade divulgação Svenska Filminstitutet

14 programação Dia 16, terça 18h30 Arne Sucksdorff Uma Vida Documentando a Vida (Cor, 32 ) Um Conto de Verão (P&B, 18 ) 20h00 Fábula/ Meu Lar é Copacabana (P&B, 88 ) Dia 17, quarta 18h30 Mundo à Parte I e II (cor, 60 ) 20h00 A Grande Aventura (P&B, 94 ) Dia 18, quinta 18h30 Mundo à Parte III e IV (cor, 60 ) 20h00 A Fera e a Flecha (cor, 75 ) Dia 19, sexta 18h30 Vento do Oeste (P&B, 18 ) O Vento e o Rio (P&B, 10 ) Vila Indiana (P&B, 27 ) Sombras na Neve (P&B, 11 ) 20h00 O Menino na Árvore (P&B, 85 ) Dia 20, sábado 16h00 Mr. Forbusch e os Pingüins (cor, 101 ) 18h00 Vento do Oeste (P&B, 18 ) O Vento e o Rio (P&B, 10 ) Vila Indiana (P&B, 27 Sombras na Neve (P&B, 11 ) 20h00 Fábula/ Meu Lar é Copacabana (P&B, 88 ) Dia 21, domingo 16h30 Arne Sucksdorff Uma Vida Documentando a Vida (Cor, 32 ) Um Conto de Verão (P&B, 18 ) 18h00 A Grande Aventura (P&B,94 ) 20h00 O Menino na Árvore (P&B, 85 ) Dia 23, terça 18h00 Mundo à Parte I e II (cor, 60 ) 19h30 Ritmos da Cidade (P&B, 18 ) Marimbás (P&B, 10 ) SESSÃO SEGUIDA DE DEBATE com a participação do ator José Wilker Dia 24, quarta 18h30 Mundo à Parte III e IV (cor, 60 ) 20h00 Ritmos da Cidade (P&B, 18 ) Mr. Forbusch e os Pingüins (cor, 101 ) 26 27

15 Longas-Metragens A GRANDE AVENTURA (Det Stora Äventyret) Brasil, 1953, P&B, 94 Dois irmãos encontram uma lontra aprisionada numa armadilha deixada por um caçador no meio da floresta. Os garotos resolvem salvar o animal, que batizam de Otti, e o levam para o porão de casa. Gastam suas economias comprando comida para ele. Na primavera, Otti não resiste aos apelos da natureza e volta para a floresta. No filme, Sucksdorff muitas vezes faz a câmera assumir o lugar dos olhos dos bichos. Premiado com a Palma de Ouro no Festival de Cannes 1953 e Melhor Documentário pela British Film Academy sinopses A Grande Aventura divulgação Svenska Filminstitutet 28 29

16 A FERA E A FLECHA/O ARCO E A FLECHA (En Djungelsaga) Suécia, 1957, COR, 75 Mistura de documentário e ficção, rodado na Índia Central, apresenta o tranqüilo cotidiano dos remanescentes da antiga civilização Múria, que até hoje vivem isolados. O ritmo calmo da vida na tribo é quebrado com a chegada de dois jovens de castas diferentes. Eles desrespeitam as regras da sociedade local. Resolvem se unir numa espécie de oca tribal, o que é tabu entre os Múrias. Enquanto isso, um tigre ronda o local em busca de alimento. Primeira tentativa de Sucksdorff de trabalhar com a cor. A trilha original foi composta por Ravi Shankar. Meu Lar é Copacabana divulgação Svenska Filminstitutet A Fera e a Flecha divulgação Svenska Filminstitutet MEU LAR É COPACABANA/FÁBULA (Mitt Hem Är Copacabana) Brasil, 1965, P&B, 88 A história de três irmãos, órfãos de pai, que perdem também a mãe e são despejados do barraco onde vivem na favela. Eles conhecem um quarto menino, foragido de um reformatório. Juntos, eles invadem um barraco abandonado e passam a viver ali, até serem expulsos pelos bandidos. Sem ter para onde ir, encontram nas areias da praia de Copacabana um local seguro para viver. Entre risos e brincadeiras, eles lutam para conseguir o pão de cada dia. Até que Ricco fica gravemente doente. Realizado a partir de roteiro de Flávio Miggliaccio, o filme lançou o ator Cosme dos Santos e recebeu prêmios no Festival de Moscou, Festival de Bruxelas e o Prêmio Francisco de Assis, do Vaticano

17 O MENINO NA ÁRVORE (Pojken I Trädet) Suécia, 1961, P&B, 85 Com música de Quincy Jones (na época, um dos maiores produtores e arranjadores musicais do mundo), o filme começa mostrando um grupo de adolescentes de uma rica família sueca, liderado pelo malvado Max, saindo para caçar veados. O sensível Göte, um dos garotos, se afasta do grupo, para não participar da crueldade. Depois, é encontrado dentro do tronco de uma velha árvore, pelo proprietário das terras, que tenta persuadi-lo a deixar o local. Ele se nega. MR. FORBUSCH E OS PINGUINS (Cry of the Penguins) Grã-Bretanha, 1971, Cor, 101, Alfred Viola e Roy Boultin Um jovem biólogo londrino passa a maior parte do tempo perseguindo meninas ao invés de perseguir a ciência. Quando surge a oportunidade de ir para a Antártida estudar uma colônia de pingüins, ele concorda imediatamente. Não tanto por um interesse científico, mas sim para impressionar a garota que está cortejando. Mas quanto mais tempo ele fica na Antártida, mais se interessa verdadeiramente pelo combate à caça de pingüins. Quando chega a hora de ir para casa finalmente, ele é um homem mudado com uma perspectiva totalmente nova da vida. MUNDO À PARTE Brasil/Suécia, , Cor, 120 Série realizada para o antigo Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal (IBDF) e composta de quatro filmes, batizados por Sucksdorff com os algarismos romanos (I, II, III e IV) e posteriormente chamados de Os anos felizes, Os anos na selva, Manhã do Jacaré e Reino da Selva. Apresenta cenas do cotidiano e registros das pesquisas desenvolvidas por Arne e sua esposa, Maria, durante os anos em que viveram no Pantanal matogrossense. O trabalho mostrou para o mundo a beleza da fauna e da flora da maior planície alagada do planeta. O Menino na Árvore, divulgação Svenska Filminstitutet 32 33

18 Média-Metragem ARNE SUCKSDORFF UMA VIDA DOCUMENTANDO A VIDA Brasil, 2002, Cor, 32 Direção: Bárbara Fontes História da vida, da obra e da morte de Arne Sucksdorff, cineasta, escritor, fotógrafo, pesquisador e ambientalista sueco que viveu no Brasil por cerca de 30 anos. As gravações do documentário foram feitas na Suécia, Rio de Janeiro, Cuiabá, Poconé e parte do Pantanal e contam com a participação de mais de 30 pessoas. Arne morreu na Suécia em 2001, aos 84 anos, de enfisema pulmonar e Bárbara pode registrar as últimas imagens do cineasta vivo, entrevistar Dona Maria Sucksdorff, o diretor de fotografia Dib Luft, Luiz Carlos Saldanha, Eduardo Escorel e Flávio Migliaccio, além de conviver e revelar, no curta, excentricidades do famoso cineasta, um perfeccionista. Curtas-Metragens RITMOS DA CIDADE (Människor I Stad) Suécia, 1948, P&B, 18 Pequenos fragmentos da cidade de Estocolmo e seus habitantes, ao longo de um dia, com flagrantes em formato impressionista. Premiado como Melhor Curta-Metragem de 1949, pela Academia Americana, representou o primeiro Oscar da história do cinema sueco. UM CONTO DE VERÃO (En Sommarsaga) Suécia, Suécia, 1941, P&B, 13 O filme acompanha a vida de um filhote de raposa nas florestas de Stora Karlso. Arne investiu o próprio dinheiro para produzir este filme. A câmera foi um presente de seu pai. Segundo o crítico Rune Waldekranz, o filme é um poema denso, original e espontâneo. (...) uma alegoria lírica sobre a morte e a regeneração. VILA INDIANA (Indisk By) Suécia, 1951, P&B, 27 Resultado de uma viagem do cineasta à Índia, o filme apresenta a vida dos habitantes de uma pequena vila no oriente do país, que enfrenta a ameaça de uma seca terrível. SOMBRAS NA NEVE (Skugger över snön) Suécia, 1945, P&B, 11 Um garoto prepara uma armadilha na floresta, no dia do Natal. Nas celebrações religiosas, de noite, ele se mostra ansioso para saber o que terá acontecido. VENTO DO OESTE (Vinden frän Väster) Suécia, 1942, P&B, 18 A vida de uma comunidade do povo Lapão (na Escandinávia). Com a chegada da primavera, os lapões deixam as cidades, retornando às florestas. Um velho lapão sabe que não conseguirá cumprir a jornada final. Enquanto isso, um garoto observa as renas subindo as montanhas através da janela da sala de aula. MARIMBÁS Brasil, 1962, P&B, 10 Direção: Vladimir Herzog Trabalho final dos alunos do curso ministrado por Arne Sucksdorff no Brasil, apresenta o registro do cotidiano de um grupo símbolo da marginalidade carioca na época: pessoas que viviam da pesca sem serem pescadores no Posto 6 da praia de Copacabana no Rio de Janeiro e faziam biscates e pequenos negócios para conseguir trocados. O filme foi realizado com som direto, em equipamento trazido por Arne para o Brasil, representou uma das primeiras experiências neste campo no Brasil. O VENTO E O RIO (Vinden och Floden) Suécia, 1951, P&B, 10 Obra que acompanha a vida de um homem de Kashimir, nas montanhas Himalaia. É um cotidiano simples, que fica longe dos avanços tecnológicos. Um rio assume a importância de fonte de vida essencial. Prêmio Especial do Festival de Veneza de

19 Arne Sucksdorff O sueco do Cinema Novo Patrocínio Banco do Brasil Realização Centro Cultural Banco do Brasil Produção executiva Objeto Sim Projetos Culturais Carmem Moretzsohn Gioconda Caputo Maria Alice Monteiro Coordenação Geral Cena Promoções Culturais Curadoria Sérgio Moriconi Assistente de produção Amanda Guedes Quadra Produções Culturais Tradução Inglês/português Maria Alice Monteiro Sueco/português Anna Karina de Carvalho Projeto Gráfico Jarbas Delani Assessoria de imprensa Objeto Sim Legendagem eletrônica Casarini Produções Agradecimentos especiais Ivo herzog Jon Wengström Svenska Filminstitut Guilherme Reis Anna Karina de Carvalho Bárbara Fontes Maria Sucksdorff Cláudio Sucksdorff Anders Sucksdorff Arnaldo Carrilho Silvestre Gorgulho José Wilker Camila de Lira Revista de Cinema Hermes Leal Revista de Cinema Maria do Rosário Caetano Vladimir Carvalho Apoio CTAV Embaixada da Suécia no Brasil

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