ESCOLA SUPERIOR NÁUTICA INFANTE D. HENRIQUE

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1 ESCOLA SUPERIOR NÁUTICA INFANTE D. HENRIQUE DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA MARÍTIMA REGULAMENTOS E DIREITO MARÍTIMO Controlo pelo Estado do Porto Port State Control Apontamentos compilados por: João Emílio

2 Controlo pelo Estado do Porto Port State Control Índice 1. CONVENÇÕES BASE OBJECTIVO E MISSÃO MEMORANDO DE PARIS ESTADOS MEMBROS: PRINCÍPIO DO TRATAMENTO NÃO MAIS FAVORÁVEL SELECÇÃO DE NAVIOS PARA INSPECÇÃO NAVIOS CONSIDERADOS PARA INSPECÇÃO PRIORITÁRIA MOTIVOS CONSIDERADOS PARA INSPECÇÃO APROFUNDADA INSPECÇÃO APROFUNDADA CASCO MÁQUINAS E ELECTRICIDADE MEIOS DE SALVAÇÃO EQUIPAMENTO DE COMBATE A INCÊNDIOS EQUIPAMENTO DE NAVEGAÇÃO INSPECÇÕES ADICIONAIS PARA NAVIOS-TANQUE NO CONVÉS NA CASA DAS BOMBAS SISTEMA DE GÁS INERTE INSPECÇÕES ADICIONAIS PARA NAVIOS-TANQUE QUÍMICOS EQUIPAMENTO DE PROTECÇÃO PESSOAL MOTIVOS DE DETENÇÃO POR VIOLAÇÃO DA SOLAS MOTIVOS DE DETENÇÃO POR VIOLAÇÃO DO CÓDIGO IBC MOTIVOS DE DETENÇÃO POR VIOLAÇÃO DO CÓDIGO IGC MOTIVOS DE DETENÇÃO POR VIOLAÇÃO DO CÓDIGO ISM MOTIVOS DE DETENÇÃO POR VIOLAÇÃO DA MARPOL BIBLIOGRAFIA: Pág. 2

3 Controlo pelo Estado do Porto Port State Control 1. Convenções base Pág. 3 SOLAS STCW 78/95 MARPOL ILO Nº147 LOAD LINES 66/88 TONNAGE 69 COLREG Objectivo e missão Inspecção dos navios estrangeiros em portos nacionais com o propósito de verificar se a condição do navio, equipamentos e tripulação estão de acordo com as convenções internacionais. O PSC tem por missão eliminar os navios sub-standard através de um sistema de inspecções harmonizado adicional aos restantes sistemas de inspecção existentes. 3. Memorando de Paris 3.1. Estados Membros: Bélgica França Holanda Espanha Canadá Alemanha Noruega Suécia Croácia Grécia Polónia Reino Unido Dinamarca Irlanda Portugal Finlândia Itália Federação Russa Os países membros acordaram em inspeccionar 25% do número de navios de bandeira estrangeira que entram nos seus portos. Em regra, os navios não sujeitos a inspecção dentro do período de 6 meses após uma inspecção num porto do memorando, a menos que existam motivos evidentes para inspecção, denúncias feitas por pilotos ou autoridades portuárias, denúncias de tripulantes, navios envolvidos em abalroamentos e encalhes, etc.

4 Pág Princípio do tratamento não mais favorável Aplicado a navios que arvorem pavilhões de Estados que não sejam parte da convenção ou navios não SOLAS (menos de 500 GRT). Estes navios devem possuir certificados representativos, evidenciar condições satisfatórias e os tripulantes devem possuir os certificados STCW válidos. Caso contrário são alvo de inspecção aprofundadas ou alargada idêntica à aplicável aos navios do Paris MOU. 5. Selecção de navios para inspecção Diariamente são seleccionados, através da base de dados SIRENAC, os navios a serem inspeccionados. Através desta base de dados os inspectores têm acesso aos dados particulares dos navios bem como aos relatórios das inspecções anteriores efectuadas dentro da região do memorando. Os navios que tenham sido inspeccionados no período de 6 meses após a última inspecção, só serão inspeccionados se houver motivos que o justifiquem, pertençam à lista negra ou tenham mais que 13 anos.

5 6. Navios considerados para inspecção prioritária Navios sob os quais recaiam denúncias feitas por pilotos de barra e autoridades portuárias alegando deficiências que afectem a segurança; Navios transportando cargas perigosas e poluentes sobre as quais as autoridades do país não tenham sido informadas; Pág. 5 Navios objeto de denúncia por parte do comandante, tripulante ou outra pessoa com interesse legítimo na operação do navio, vida a bordo e condições de trabalho ou prevenção da poluição; Navios objecto de denúncia ou notificação por outra autoridade Navios que tenham sido autorizados a deixar o porto de um Estado membro sob determinadas condições; Navios aos quais tenha sido suspensa a classificação por razões de segurança, no decurso dos últimos 6 meses; Navios que visitem pela primeira vez um porto do memorando ou após uma ausência igual ou superior a 12 meses; Navios com bandeira de um Estado que pertença à lista negra ; Navios com elevado Target Factor TF Factor Global de Selecção. O TF é um valor numérico atribuído de acordo com as disposições constantes do Anexo I da Directiva 98/42 CE que figura no SIRENAC. Não classifica o navio em termos de qualidade; Navios alvo de detenção anterior; Navios que tenham estado envolvidos em colisão ou encalhe na viagem até ao porto; Navios acusados de violação de normas durante descarga de substâncias perigosas; Navios manobrados de forma insegura ou errada não seguindo as práticas adoptadas pela IMO; Navios que operem pondo em risco as pessoas, o navio ou o meio ambiente A autoridade do PSC obriga-se a não divulgar as fontes de informação sempre que existam denúncias de forma a evitar represálias sobre os denunciantes.

6 7. Motivos considerados para inspecção aprofundada Navios cujos certificados estatutários de construção ou de equipamento, tenham sido emitidos por organização não reconhecida pela Autoridade; Navio com bandeira de um Estado que surja 3 anos consecutivos na lista de detenções acima da média publicada anualmente pelo MOU; Pág. 6 Navios com deficiências a serem rectificadas nos próximos 14 dias; Navios que arvorem pavilhão de um Estado que não seja parte do MOU; Navios de uma categoria para a qual foi decidida uma inspecção alargada, p.ex: navios-tanque petroleiros com mais de 20 anos, navios de granéis sólidos com mais de 12 anos, navios-tanque químicos e LPG s com mais de 10 anos, navios de passageiros; Navios que durante a inspecção se verifique que os certificados e outra documentação não estão em dia; Navios em que haja indícios de que os membros da tripulação são incapazes de comunicar uns com os outros ou com as autoridades de terra; Navios em que haja a evidência das operações da carga e outras não estarem a ser conduzidas com os padrões de segurança adequados; Navios petroleiros que não tenham o registo do sistema de controlo e monitorização da descarga de óleos, da última viagem em lastro; Navios em que se verifique a inexistência de rol de chamada (plano de emergência) actualizado com a tripulação actual ou cuja tripulação não esteja segura das respectivas funções em caso de emergência; Navios que tenham emitido falsos alertas de socorro e não tenham efectuado os procedimentos correctos de cancelamento; Navios em que se verifique a ausência de equipamento principal ou falhas nos arranjos, requeridos pelas convenções; Navios que, da impressão geral colhida pelo inspector, indiciem a possibilidade de existência de deterioração do casco ou estrutura que possam colocar em risco a integridade do navio; Navios com evidência de condições de insalubridade excessiva; Navios sobre os quais exista informação ou evidência de que o comandante ou outro membro da tripulação não esteja devidamente familiarizado com as

7 operações essenciais a bordo no que respeita à segurança e à prevenção da poluição ou que estas operações não estejam a ser levadas a efeito. 8. Inspecção aprofundada 8.1. CASCO Pág. 7 Exame geral do casco e sistemas de isolamento (manutenção, corrosão, etc.) Exame ao equipamento de fundear e atracar; Exame de portas estanques e sistemas de accionamento locais e remotos; Estado de varandins, balaústres e borda falsa MÁQUINAS E ELECTRICIDADE Exame geral dos espaços de máquinas e caldeiras, com particular incidência nas máquinas propulsoras, auxiliares, riscos de incêndio e explosão e alagamento. Confirmar se as saídas de emergência estão desimpedidas e respectiva iluminação; Exame e teste de operação das máquinas do leme e sistemas associados; Teste dos meios de comunicação entre a ponte e as casas da máquina e do leme; Exame, quando possível dos sistemas de esgoto e alarmes de nível das cavernas; Exame externo às caldeiras, encanamentos de pressão, sistemas de segurança, fundações, controlos, isolamento e manómetros; Operação e teste, se possível, das fontes de energia eléctrica de emergência, em manual e em automático; Inspecção dos quadros eléctricos principal e de emergênccia. Teste dos sistemas de protecção (inversão, corrente mínima, não essenciais, etc.) e protecções diferencial); Inspecção dos sistemas automáticos de fecho dos tubos de sonda MEIOS DE SALVAÇÃO Exame de todas as embarcações de sobrevivência e salvamento, turcos, sistemas de embarque e mecanismos de içar e arriar. Se possível e se houver

8 desconfiança acerca do estado, as baleeiras serão arriadas até à linha de água. Verificar se existem instruções na língua da tripulação e se estas se encontram afixadas junto dos dispositivos respectivos. Verificação do equipamento e palamenta; Testar o arranque, funcionamento e inversão de marcha dos motores; Pág. 8 Verificar se as jangadas pneumáticas forma alvo de vistoria nos últimos 12 meses e verificar se os disparadpores hidrostáticos estão correctamente montados e dentro da validade; Verificar coletes salva-vidas e sua localização; Verificar o estado das bóias salva-vidas e respectivos dispositivos de ajuda à localização; Verificar balsas e a sua estiva; Verificar pirotécnicos e dispositivos lança-cabos e se a sua quantidade está de acordo com as exigências da SOLAS para o tipo de navio; Testar a iluminação de emergência e sistema de alarme geral EQUIPAMENTO DE COMBATE A INCÊNDIOS Confirmar se os planos de combate a incêndios estão afixados nos locais próprios incluindo à entrada dos portalós; Examinar a rede geral de combate a incêndios, confirmando que, cada bomba de incêndio, incluindo a de emergência, podem ser operadas separadamente de forma a que 2 jactos de água possam ser produzidos simultaneamente de diferentes bocas de incêndio; Confirmar que as mangueiras, agulhetas, acessórios e chaves estão em boas condições e situados nos seus lugares; Verificar os sistemas de fecho dos ventiladores, chaminés, albóis, túneis, etc.; Confirmar se os fatos de bombeiro estão completos e em boas condições; Confirmar que todos os extintores portáteis e móveis estão nas suas posições comprovando a manutenção e serviços de vistoria; Testar os controlos remotos para paragem de ventiladores, máquinas e válvulas de fecho rápido dos tanques de combustível;

9 Examinar os controlos do sistema fixo de combate a incêndios, encanamentos, instruções, manutenção e vistorias, incluindo a última data do teste ao sistema; Testar os sistemas de detecção de fumos, chama e calor EQUIPAMENTO DE NAVEGAÇÃO Pág. 9 Teste das luzes de navegação; Verificar se o desvio da agulha está conforme e se a mesma está iluminada; Testar o(s) radar(es), eco-sonda e piloto automático; Verificar se a escada do piloto está em boas condições e operacional; Verificar se as cartas náuticas e publicações necessárias para a viagem estão a bordo, em data e corrigidas. 9. Inspecções adicionais para Navios-Tanque 9.1. NO CONVÉS Examinar as aberturas dos tanques de carga, incluindo juntas, tampas, braçolas e grelhas; Exame das válvulas PV dos tanques de carga e écrans de chama (flame arrester s) Exame dos écrans de chama dos respiradores de todos os tanques de combustível, lubrifcantes, slops, espaços vazios, etc. ; Inspecção da carga, do sistema COW, das bancas, do lastro e sistemas de respiro incluindo as cabeças dos respiradores; Confirmação que todo o equipamente eléctrico em zonas de perigo se encontra em boas condições e que tem sido convenientemente mantido NA CASA DAS BOMBAS Confirmação que as fontes potenciais de ignição na casa das bombas ou perto dela, estão eliminadas (tais como excesso de produto nas cavernas, excesso de vapores, materiais combustíveis, etc.) e que as escadas de acesso estão em boas condições; Atenção aos sinais de fuga ou fractura nas antepares da casa das bombas, especialmente aos bucins de penetração;

10 Exame geral aos encanamentos dos diversos circuitos. Atenção à excessiva fuga pelos bucins das bombas de carga, lastro, esgoto e raspagem, verificação da correcta operação eléctrica/mecânica dos sistemas de paragem de emergência e verificação do estado intacto dos fixes das diversas bombas. Verificar o sistema de esgoto da casa das bombas. Pág. 10 Verificar a operacionalidade do sistema de ventilação da casa das bombas e seus registos de ar, estado das condutas e limpeza das grelhas; Verificar a operacionalidade dos manómetros instalados nas linhas de descarga e dos sistemas indicadores de nível; Verificar o sistema de control e monitorização da descarga de hidrocarbonetos (ODM) SISTEMA DE GÁS INERTE Exame externo da rede de encanamento e seus componentes quanto a sinais de corrosão, fugas de gás ou de líquidos; Confirmação da operacionalidade de ambos os ventiladores de gás inerte; Observação do sistema de ventilação da torre de lavagem; Comprovar o enchimento e esgoto automático do selo hidráulico do convés assim como a possível presença de água acumulada e o estado da válvula de retenção; Examinar o funcionamento de todas as válvulas telecomandadas ou automáticas e em particular as válvulas isoladoras de gases da combustão; Observar um teste de bloqueio dos sopradores de fuligem; Observação de que a válvula reguladora de pressão de gás fecha automáticamente quando os ventiladores de gás inerte param; Testar os seguintes alarmes e sistemas de segurança do sistema de gás inerte, recorrendo a condições simuladas quando necessário: Teor excessivo de oxigénio no colector de gás inerte; Pressão insuficiente de gás no colector de gás inerte; Pressão insuficiente no abastecimento do selo hidráulico; Temperatura excessiva do gás inerte no colector;

11 Pressão ou caudal de água insuficiente para a torre de lavagem; Nível de água excessivo na torre de lavagem; Falha dos ventiladores; Falha de alimentação dos sistemas de controlo automático da válvula reguladora de GI e dos instrumentos de medição e registo. Pág Inspecções adicionais para Navios-Tanque Químicos Equipamento de protecção pessoal Confirmar se as vestes de protecção apropriadas estão disponíveis para os tripulantes encarregados da carga/descarga e se estão devidamente acondicionadas; Confirmar se o equipamento de segurança adequado incluindo os aparelhos de respiração autónomos e respectivas garrafas de ar, se encontram disponíveis e devidamente acondicionados; Confirmar se o equipamento de primeiros socorros médicos, incluindo a maca e o equipamento de oxigénio (reanimação) bem como antídotos para a carga actualmente transportada, se encontram a bordo e estão bem acondicionadas; Confirmar se os dispositivos de descontamínação e lavagem de olhos estão operacionais; Confirmar se os instrumentos de detecção de gases requeridos, se encontram a bordo; Verificar se existem a bordo as Safety Data actualizadas dos produtos transportados. 11. Motivos de detenção por violação da SOLAS Defeitos de funcionamento da máquina propulsora, instalações eléctricas e outra maquinaria essencial; Casa da máquina: limpeza insuficiente, excesso de mistura oleosa nas cavernas, funcionamento defeituoso de bombas, etc; Defeitos de funcionamento do gerador de emergência, da iluminação, das baterias, etc; Defeitos de funcionamento do aparelho de governo principal e seus auxiliares;

12 Ausência, capacidade insuficiente ou deterioração grave dos dispositivos de salvamento e dos meios de os pôr a flutuar; Ausência ou deterioração grave do sistema de prevenção, detecção e combate a incêndios assim como do sistema de ventilação; Ausência, deterioração grave ou defeitos de funcionamento do sistema de prevenção de incêndios no convés dos navios-tanque; Pág. 12 Ausência, deterioração grave ou defeitos de funcionamento da aparelhagem de navegação; Ausência ou defeito de funcionamento do equipamento radioeléctrico para comunicações de socorro e segurança; Ausência ou defeito de funcionamento do equipamento náutico; Ausência de cartas náuticas corrigidas e as respectivas publicações náuticas; Ausência de extractores eléctricos de segurança nas casas de bombas dos navios tanques; Graves deficiências no cumprimento das prescrições operacionais (comunição entre a tripulação, exercícios de combate a incêndios, exercícios de abandono do navio, plano de acção de emergência, plano de combate a incêndios, operações relacionadas com a carga, manuais e instruções, cargas perigosas, lixos domésticos, etc.); O número, a composição ou a certificação da tripulação não está de acordo com o certificado de lotação. 12. Motivos de detenção por violação do código IBC Transporte duma substância não mencionada no certificado de aptidão ou informação incompleta sobre a carga. Ausência ou deterioração dos dispositivos de segurança de alta pressão. Instalações eléctricas não ajustadas às prescrições do código. Fontes de ignição potencialmente perigosas Infracção das prescrições especiais estabelecidas no código Excesso de carga por tanque Isolamento térmico insuficiente nos locais prescritos pelo código.

13 13. Motivos de detenção por violação do código IGC Transporte duma substância não mencionada no certificado de aptidão ou informação incompleta sobre a carga; Ausência de dispositivos de fecho nos alojamentos ou espaços de serviço; Pág. 13 Ausência ou defeitos nas válvulas de segurança; Instalações eléctricas não ajustadas às prescrições do código; Funcionamento defeituoso dos ventiladores na zona da carga; Funcionamento defeituoso nos dispositivos de alarme contra pressões elevadas nos tanques de carga; Defeito no equipamento detector de gás, no equipamento detector de gases tóxicos; Transporte de substâncias que requerem um composto inibidor, sem certificado correspondente. 14. Motivos de detenção por violação do código ISM Inexistência a bordo dos certificados do código ISM; O empresa referida no DOC não corresponde à do SMS; Inexistência a bordo da documentação do SMS; Informação relevante de segurança, numa língua não entendida pela tripulação; Os oficiais ao nível da gestão são incapazes de identificar o operador e a pessoa designada; Não existem instruções para o contacto com a companhia, em situações de emergência; Os exercícios não têm sido efectuados de acordo com o programa; Os novos tripulantes não estão familiarizados com as suas funções dentro do SMS; Autoridade do comandante não documentada e/ou comandante desconhecedor da sua autoridade;

14 Inexistência de registos de manutenção ou evidência das rotinas de manutenção não corresponderem ao que que consta dos registos. 15. Motivos de detenção por violação da MARPOL Ausência, séria deterioração ou falha de operação do equipamento de separação água/óleo, do sistema de controlo e monitorização da descarga de óleo ou do sistema de alarme dos 15 ppm; Pág. 14 Capacidade insuficiente do tanque de lamas (sludge tq.) ou do tanque despejos (slop tq.) para a viagem a empreender; Livro de registo de óleos não disponível; By-pass não autorizado montado no separador ou na bomba de lamas/bomba de resíduos; Ausência do manual de procedimentos e arranjos (onde exigível); Carga não categorizada (onde exigível); Livro de registo de carga (cargo record book) não disponível (se aplicável); Transporte de substâncias semelhantes a hidrocarbonetos, sem satisfazer os requisitos do Anexo I para navio-tanque e sem certificado apropriado para estas substâncias; Não conhecimento pela tripulação do manuseamento do equipamento instalado; Perda de produto no convés ou casa das bombas; Inexistência do manual de bordo de emergência para a prevenção da poluição por hidrocarbonetos (SOPEP); Evidência da dificuldade de comunicação entre os oficiais ao nível da gestão; Perante um exercício de luta contra a poluição, a tripulação denota não estar familiarizada com o equipamento que possui para o seu combate e que se encontra mencionado no manual SOPEP. BIBLIOGRAFIA: SILVA, António Manuel, Controlo pelo Estado do Porto (Port State Control), Maio de 2000

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