ASPECTOS FONÉTICOS, LEXICAIS E MORFOSSINTÁTICOS DA VARIANTE AÇORIANA CATARINENSE. vol.1

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1 AMÁBILE BIANCA NOGUEIRA ASPECTOS FONÉTICOS, LEXICAIS E MORFOSSINTÁTICOS DA VARIANTE AÇORIANA CATARINENSE vol.1 Dissertação apresentada ao curso de Pós- Graduação em Língua Portuguesa, Área de Concentração de Filologia e Língua Portuguesa, do Departamento de Letras Clássicas e Vernáculas da Universidade de São Paulo, como requisito parcial para a obtenção do título de Mestre. Orientador: Prof. Dr. Mário Eduardo Viaro São Paulo

2 AGRADECIMENTOS Primeiramente, gostaria de agradecer ao meu orientador e amigo, professor Doutor Mário Eduardo Viaro. Obrigada por seus ensinamentos e conselhos, pela paciência, pelo incentivo, pela mão amiga e pela compreensão nas horas em que vacilei ou não me sentia capaz. Obrigada por me acompanhar todos esses anos, desde a disciplina Fonética e Fonologia do Português, e me incentivar a pesquisa e o espírito crítico. Agradeço a todos os professores da Graduação e da Pós-Graduação, do curso de Língua Portuguesa, pelo conhecimento que possibilitou construir este trabalho. Aos professores que formaram minha Banca de Qualificação, Doutores Valéria Gil Conde e Manoel Mourivaldo de Almeida, pelas úteis observações feitas ao desenvolvimento da pesquisa. Agradeço também à FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) pelas bolsas de Iniciação Científica e de Mestrado, que viabilizaram a concretização das pesquisas de campo e as viagens aos locais estudados. Aos informantes e colaboradores diretos e indiretos agradeço pelos dados que servem de base para esta dissertação. Aos meus tios Paulo e Flávia, pela companhia nos trabalhos de campo na antiga região de Itapocorói. Aos meus pais, pelo incentivo e suporte. À minha filha, por entender, mesmo tão pequena, que a mamãe precisava ficar horas seguidas em silêncio, transcrevendo fitas e analisando os dados obtidos. Aos amigos, por compreenderem meus longos períodos de ausência; e, às vezes, me lembrar que há outras coisas importantes na vida. Ao meu irmão de coração, Paulo Ribeiro, por todo o auxílio e amizade, de grande valia para a conclusão desta dissertação. 2

3 Aos meus queridos pais: Edvaldo e Lídia 3

4 SUMÁRIO RESUMO... 4 ABSTRACT... 5 INTRODUÇÃO... 6 PARTE 1 - DADOS DA REGIÃO PESQUISADA 1. A Colonização de base açoriana no litoral catarinense Principais fatos históricos, tradições e costumes dos locais pesquisados A antiga enseada de Itapocorói São Francisco do Sul As tradições e os costumes Festas religiosas As brincadeiras de criança Pasquim Farra do Boi Principais mudanças históricas, políticas e sociais PARTE 2 TRABALHO DE CAMPO 1.1 A caracterização dos informantes As entrevistas O Paradoxo do Observador O tópico conversacional A argumentação na gravação de entrevistas sociolingüísticas A gravação da fala espontânea O Questionário Lingüístico O Questionário Valorativo PARTE 3 ANÁLISES LINGÜÍSTICAS 1. Análise fonética Análise lexical O Questionário Lexical Análise dos dados Análise morfossintática Análise comparativa do Questionário Valorativo CONSIDERAÇÕES FINAIS GLOSSÁRIO REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ANEXO 1 - Dados pessoais dos informantes ANEXO 2 - Transcrições ANEXO 3 Pasquim

5 RESUMO Diz-se que há uma grande influência açoriana no litoral catarinense. Muitos trabalhos são realizados para estudar esse tema, porém, poucos analisam esse fato do ponto de vista lingüístico, principalmente em seus aspectos fonéticos e morfossintáticos. As poucas pesquisas realizadas estão voltadas para características muito gerais da fala catarinense ou se concentram na região de Florianópolis, atual capital do Estado. A escassez de material indica que pouco se conhece sobre a dita influência açoriana. O presente trabalho propõe investigar a fala de duas das três regiões mais antigas de Santa Catarina, cuja base de colonização foi açoriana: a antiga região de Itapocorói (que atualmente compreende a área dos municípios de Penha, Balneário de Piçarras e uma pequena parte do sul de Barra Velha) e o povoado de Nossa Senhora das Graaças do Rio São Francisco (hoje São Francisco do Sul). Para isto, foi preciso realizar duas pesquisas lingüísticas de campo, uma na região de Itapocorói e outra em São Francisco do Sul, com a finalidade de descrever as variantes atuais locais e verificar possíveis transformações fonéticas, lexicais e morfossintáticas em um grupo de sessenta informantes divididos em três faixas etárias distintas (trinta de cada localidade pesquisada). Foram utilizados dados colhidos em trabalho de campo por meio de: (a) locução espontânea; (b) aplicação de questionário lingüístico com 49 perguntas; (c) questionário valorativo com 6 perguntas. As características apontadas serão aquelas que, de maneira geral, diferenciem a variante local de outras variantes do Português do Brasil. Acreditamos que, com isto, seja possível conhecer um pouco mais a variante açoriana catarinense e sua história. 5

6 ABSTRACT It is said that there is a great influence of Azores in the Santa Catarina coastline. Many works are carried out to study this subject, however, a few analysis this fact from the linguistics point of view mainly in their morphosyntactical and phonetics aspects. The few researches carried out are turned towards a lot of general characteristics of Santa Catarina speech or they centralize in Florianópolis region, present capital of the state. The lack of materials shows that not much is known about the related influence of Azores. The present work suggests investigating the speech of the three more ancient regions of Santa Catarina, whose colonization basis was from Azores: the ancient region of Itapocorói (that nowadays includes the cities areas of Penha, Piçarras and a small part of the south of Barra Velha) and the village of Nossa Senhora das Graças of Rio São Francisco (nowadays São Francisco do Sul). That is why, it was necessary to carry out two linguistics field searches, one in Itapocorói region and the other in São Franciso do Sul, with the purpose of describing the present local variant and the possible phonetics, lexical and morphosyntactical variants transformation in a group of sixty informers divided in three different age groups (thirty of each places researched). It was made use of data gathered work field through: a) spontaneous idiomatic expression; b) linguistic questionnaire application with 49 questions and c) valorables questionnaire with six questions. The characteristics showed will be the ones that, in general differ the local variant and the other variants of Portuguese from Brazil. We believe that, with this, it will be possible to know a bit more the variant from Azores of Santa Catarina and its story. 6

7 INTRODUÇÃO O Sul do Brasil, entre outros locais do território nacional, recebeu uma quantidade significativa de imigrantes açorianos. Migração estimulada pela Coroa Portuguesa, como uma tentativa de colonizar as terras do sul do país e protegê-las dos invasores, principalmente dos espanhóis. Primeiramente, chegaram nos séculos XVII e XVIII, em um número que ultrapassou largamente o da exígua população. Depois, novas migrações ocorreram no século XVIII e XIX (MENESES, 1993: 50-1). Os Açores são um conjunto de ilhas localizadas no Oceano Atlântico, a 1800 quilômetros de Lisboa: Santa Maria, São Miguel, Terceira, Graciosa, São Jorge, Pico, Faial, Flores e Corvo. Ponto estratégico no meio do oceano, colonizadas predominantemente por portugueses, porém, com presença francesa, inglesa, belga e holandesa (FARIAS, 2001: 356). Os açorianos instalaram-se principalmente na faixa litorânea de Santa Catarina. Acreditase que a influência açoriana é muito presente até a atualidade, sendo base da cultura, costumes e tradições locais (FARIAS, 2001: 651). Muitos pesquisadores dedicam-se a esses estudos em Santa Catarina. Núcleos como o NEA (Núcleo de Estudos Açorianos), organizado pela UFSC (Universidade de Santa Catarina), são exemplos da importância da história desse povo para a região. Porém, poucos trabalhos analisam este fato do ponto de vista lingüístico, principalmente em seus aspectos fonéticos e morfossintáticos. Como os Açores são um arquipélago, é inviável admitir que o falar de todas as ilhas seja uniforme. Se há muitos pontos em comum, há também diferenças. Por isso, é preciso frisar que a denominação "variante açoriana" designa, em realidade, o conjunto das variantes faladas no arquipélago, que, por sua vez, se formou por meio da influência dos povos que colonizaram as ilhas e as utilizaram como ponto de passagem entre as viagens marítimas. Considerar-se-á, em um primeiro momento, variante açoriana catarinense a fala do litoral catarinense colonizado pelos açorianos. O presente trabalho investiga a fala da antiga região catarinense de Itapocorói, que compreende a área de três municípios: Penha, Balneário de Piçarras e uma pequena parte do sul de Barra Velha, e o município de São Francisco do Sul. Colonizados principalmente por portugueses vindos dos Açores, essas são duas das mais antigas áreas de colonização de Santa Catarina, remontando à segunda metade do século XVII. (FARIAS, 2000: 133) Portanto, têm grande 7

8 importância para estudos de natureza histórica e sociolingüística de variantes da língua portuguesa no Brasil. Sendo a região de Itapocorói uma das que mais recebeu açorianos, e a de São Francisco do Sul um dos portos mais antigos do Estado, entendemos que, se essa influência lingüística ainda está presente, esteja na fala de seus habitantes, em sua maioria, nos mais velhos, daqueles que vivem na zona rural, em praias mais isoladas ou que não tiveram acesso à educação formal. A metodologia empregada consistiu na gravação da elocução espontânea e da aplicação de dois questionários (um lingüístico e outro valorativo) para sessenta informantes, distribuídos de forma igualitária entre as duas regiões pesquisadas. Trabalhamos com a questão do tempo aparente, sendo assim, esses informantes estão divididos entre três faixas etárias: A, B e C. O tempo aparente, fornecido pelas diversas faixas etárias, pode nos fornecer dados capazes de não só retratar a fala da comunidade de maneira sincrônica, mas também diacrônica. Assim, temse uma maneira de conhecer quais traços lingüísticos estão se perdendo ou se fortalecendo ao longo do tempo. O grupo A abrange os informantes de até vinte anos. O grupo B de vinte a cinqüenta e cinco anos. O grupo C os informantes com mais de cinqüenta e cinco anos - que acreditamos ser formado por aqueles que preservam os traços lingüísticos mais antigos. Após o levantamento e a análise dos dados, esses foram comparados entre si e com o material bibliográfico disponível. São poucas as publicações lingüísticas que descrevam o falar das regiões catarinenses. As que o descrevem o fazem de forma mais abrangente, englobando todo o falar do Sul do país. Para exemplificar, podemos citar o ALERS (2002) Atlas lingüístico-etnográfico da região Sul do Brasil, Borba Corrêa (2000), Campos Imaguire (1999) e Furlan (1989). Se há pesquisas específicas, trabalham na maior parte com a influência italiana ou alemã, como Bonatti (1974). Por isso, a maioria do material citado se refere a obras de Dialetologia, Sociolingüística ou Lingüística histórica em geral, ou, ainda, sobre aspectos puramente históricos e geográficos de Santa Catarina. Porém, estudos desse tipo são extremamente importantes para o conhecimento das variantes do Português Brasileiro e suas relações com o Português Europeu e também para entender como uma variante pode reagir perante as mudanças trazidas pelo tempo, pelo contato com outras variantes ou até mesmo com outras línguas. 1 1 É pertinente lembrar que a região da antiga Itapocorói recebe muitos turistas estrangeiros, principalmente falantes de língua espanhola, predominando os argentinos e que a cidade de São Francisco do Sul é portuária, recebendo pessoas de várias partes do Brasil e do estrangeiro. 8

9 Estudar a língua falada é um desafio já bem conhecido de vários projetos, como o NURC (Norma urbana culta), o PORCUFORT (Português culto de Fortaleza) ou o Projeto Vertentes (português rural da Bahia). A fala reflete o homem em um determinado tempo, uma vez que todo enunciado se compõe de duas dimensões básicas; que compreendem o momento em que é produzido e as variações sociolingüísticas a ele associado. Conhecendo-a melhor, podemos compreender aspectos da história do Português Brasileiro que são obscuros. "Este é o 'vernáculo' - o estilo no qual o mínimo de atenção é dado no monitoramento da fala. Observar o vernáculo nos fornece a maior sistematização de dados para a análise de estruturas lingüísticas." 2 (DOWNES, 1984: 85) Se estudá-la não é fácil, sistematizá-la, então, parece ainda mais difícil. E o que seria da curiosidade humana, que impulsiona o conhecimento, se não houvesse desafios? A presente pesquisa busca fazer, por meio de dados colhidos em trabalho de campo, uma sistematização dos aspectos relevantes da variante em questão. 2 Tradução da autora: "This is the 'vernacular' - the style in which the minimum attention is given to the monitoring of speech. Observation of the vernacular gives us the most systematic data for our analysis of linguistic structure." 9

10 PARTE 1 DADOS DA REGIÃO PESQUISADA 1. A COLONIZAÇÃO DE BASE AÇORIANA NO LITORAL CATARINENSE Para que possamos falar da migração açoriana para o Brasil é necessário, primeiramente, conhecer alguns dados básicos sobre o arquipélago dos Açores. Localizado em um ponto estratégico em pleno Atlântico Norte, a 1800 quilômetros de Lisboa, foi um local de grande importância para as rotas marítimas desde a época das Grandes Navegações. Porto seguro, os Açores eram o local de partida e chegada de vários tipos de mercadorias, entre elas: escravos, especiarias, metais preciosos etc. (FARIAS, 2001: 356). Descoberto por volta de 1432, os Açores foram povoados principalmente por portugueses vindos do continente. Ele é formado por nove ilhas: Santa Maria e São Miguel (orientais), Terceira, São Jorge, Graciosa, Faial e Pico (centrais), Flores e Corvo (ocidentais) (PIAZZA, 1983: 139). 3 3 MAPA: 10

11 As relações entre os Açores e o Brasil foram inicialmente devidas ao comércio marítimo. Desde o século XVI, o Brasil se transformou em um parceiro comercial dos Açores; porém, sob a tutela de Portugal. Esse fato desagradava aos açorianos e fomentou o contrabando (FARIAS, 2001: 356). A emigração açoriana para o Brasil começou no século XVII e estende-se até hoje. O processo da emigração açoriana para o Brasil desenvolveu-se em ciclos alternados que, começando no início do século XVII, estenderam-se até o século XX. Ainda que representando dois momentos distintos, os imigrantes açorianos dos séculos XVII - XVIII e os do século XIX XX tiveram como motivação a busca de melhores condições de vida.[...] No período colonial (séc. XVII e XVIII) esta emigração foi disciplinada, promovida e financiada pela Coroa portuguesa, que buscava solucionar com estes deslocamentos populacionais maciços diversas questões ligadas à geopolítica lusitana para suas vastas áreas coloniais. (FARIAS, 2001: 360) O primeiro contingente de imigrantes açorianos, patrocinados pelo governo português, chegou ao Brasil em 1619, em terras maranhenses. As origens da ocupação e do povoamento europeu iniciaram em terras maranhenses [...]. Tal missão, como nos propomos relembrar, foi destinada inicialmente aos imigrantes açorianos e à igreja através dos jesuítas, senhores do século esquecido maranhense (XVII) e parte do XVIII, quando o interesse maior da metrópole na região parecia ser, naquele momento, garantir fronteiras e afastar as ameaças das nações rivais, principalmente a França, a Holanda e a Inglaterra. As condições históricas desse processo, aparentemente foram determinadas pela estratégia de ocupação da costa brasileira onde, no convexo, a faixa litorânea central teria prioridade, cabendo às periferias ou pontas a condição de expansão, o que justificaria tanto com as ocupações açorianas no norte no século XVII, quanto às do Extremo Sul no século XVIII (...). (BARROSO, 2002: 17) Até por volta da segunda metade do século XVIII, a exígua população que habitava o litoral catarinense era formada por vicentistas (portugueses oriundos da região de São Vicente, litoral do Estado de São Paulo) e grupos indígenas. Porém, já na segunda metade do século XVII, a enseada de Itapocorói era ponto de passagem e descanso para os viajantes que se deslocavam entre os povoados de Nossa Senhora das Graaças do Rio São Francisco, e de Nossa Senhora do Desterro, na Ilha de Santa Catarina (SILVA, s/d: 07). 11

12 Itapocorói Área da antiga Armação de Itapocorói 4 Esses locais são os três pontos mais antigos do Estado de Santa Catarina, possuindo em comum o fato de terem sido colonizados principalmente por açorianos (PIAZZA, 1983: 152). E também, por terem supostamente preservado até a atualidade muitas das características dessa cultura. Ao longo dos 250 anos da colonização açoriana foi se consolidando no litoral catarinense uma identidade única, cuja essência se fundamenta nos valores transplantados do arquipélago dos Açores. A estes valores foram somados os da cultura vicentista (paulistas que já haviam se fixado no litoral catarinense nos séculos XVII e XVIII), bem como das culturas indígenas, negra e de outras minorias. A esta cultura lusófona resultante, praticada ao longo do litoral catarinense pelos descendentes dos imigrantes açorianos (maioria da população regional) e por outras etnias aculturadas chamamos de CULTURA DE BASE AÇORIANA CATARINENSE. 5 (PIAZZA, 1983: 652) Desde a época do Descobrimento do Brasil, a Ilha de Santa Catarina foi visitada por navegadores e aventureiros. Predominavam os espanhóis. Porém, somente na segunda metade do século XVII iniciou-se o povoamento da Ilha (hoje Florianópolis) pelo vicentista Francisco Dias Velho, em 1673 (CABRAL, 1970: 34). 4 MAPA: 5 Termos destacados pelo próprio autor. 12

13 Devido à posição estratégica do sul do país e à constante ameaça de ocupação exercida pelos espanhóis, a Coroa Portuguesa nomeou, em 1738, o continente do sul e a Ilha de Santa Catarina como capitania subalterna ao Rio de Janeiro. Além disso, autorizou e estimulou, como muitas vantagens, a vinda de cerca de 6000 açorianos para a Ilha de Santa Catarina, que chegaram entre 1748 e 1756, número que ultrapassava largamente o de moradores (PIAZZA, 1983: 155) e (FARIAS, 1998: 242). 6 O número de açorianos que embarcou para o Brasil, assim com a ilha de origem e o local do desembarque podem ser encontrados, por exemplo, em PIAZZA (1983) e FARIAS (1998), (2001). Porém, o local exato em cada família se estabeleceu não está disponível. A Ilha de Santa Catarina, juntamente com seu continente frontal, foi a primeira região sistematicamente povoada em Santa Catarina. Centro irradiador do fluxo de colonização do litoral catarinense nos séculos XVIII e XIX, sem desconsiderar o papel relevante das vilas de Laguna e São Francisco do Sul; pois na Ilha desembarcavam os açorianos enviados para o sul do Brasil, inclusive os destinados ao Rio Grande do Sul. Estes colonos criaram e 6 MAPA: 13

14 desenvolveram comunidades na Ilha, fundando diversas freguesias, tais como a da Santíssima Trindade, a Lagoa da Conceição, a de Santo Antônio de Lisboa, a de São João do Rio Vermelho, a de Canasvieiras, e a do Ribeirão da Ilha (FARIAS, 1998: 243) 7. A transferência de estruturas familiares completas favoreceu o crescimento demográfico ao longo dos séculos XVIII e XIX, com um grande aumento populacional no século XX, entre os descendentes. 7 MAPA: 14

15 Na segunda metade do século XVIII, o litoral catarinense recebeu outro contingente de portugueses vindos da região dos Açores. Estes, ao contrário dos alemães e italianos que se instalavam mais no interior do Estado, permaneceram na faixa litorânea, principalmente nas freguesias de Enseada de Brito e Lagoa da Conceição (FARIAS, 1998: 123) Logo após a Independência do Brasil, um Decreto Imperial atribuiu a Desterro foros de cidade. Em 1894, Desterro passou a chamar-se Florianópolis (CABRAL, 1970: 35). Desde o começo do século XX, o desenvolvimento econômico e social de Florianópolis tem sido constante. Desde 1823 capital de Santa Catarina, essa cidade é uma das maiores do Estado, com mais de trezentos mil habitantes. É ainda um pólo político, econômico e também cultural, já que abriga uma das maiores universidades do sul do país, a UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina). A hipótese mais corrente para a migração açoriana afirma que a motivação estaria no excesso populacional do Arquipélago açoriano; porém, essa hipótese cai por terra ao analisarmos as estruturas econômicas dos Açores. Carregando resquícios do sistema feudal, as terras do Arquipélago não podiam ser alienadas. Assim, além de causar vários entraves econômicos, a impossibilidade de comercialização das terras também estimulava o sonho da propriedade. E este era um dos itens prometidos pela Coroa Portuguesa àqueles que viessem para o Brasil. Além disso, os abalos sísmicos, aliados aos constantes períodos de escassez de alimento, estimularam a emigração (CARUSO, 1996: 61). Agricultores e pecuaristas, os açorianos trouxeram na bagagem muitas técnicas que foram adaptadas às condições físicas, à fauna e à flora do litoral catarinense. Entre essas podemos citar os engenhos de farinha de trigo (que passaram a processar a mandioca - produto base da alimentação indígena) e de cana, ainda hoje comuns na região. (...) o know-how dos açorianos estava adiante nas técnicas de moagem de cereais e processamento de outras matérias primas. Não lhes foi difícil assimilarem e aperfeiçoarem técnicas de redução da mandioca, transformação da cana-de-açúcar, do cultivo de tubérculos e algumas hortaliças, mais tarde de café sombreado, de aproveitamento de duras madeiras da biodiversidade florística das encostas e baixadas para nascentes indústrias de construção náutica, de confecção de carroças, estábulos (...) (SANTOS, 2000: 76) 15

16 Exímios pescadores em profundidade e com experiência na caça de baleias, devido às características físicas do Arquipélago, introduziram também técnicas de construção de barcos mais ágeis e fortes (lanchas baleeiras) e de redes para pesca (tresmalhas). Foram os açorianos os responsáveis pelas primeiras armações (local de caça e processamento dos produtos provenientes de baleias) no sul do país. As relações com o mar foram se ampliando, da técnica de coleta e de rudimentares armadilhas para a captura de crustáceos e peixes, graças aos meios de locomoção como canoas e as mais resistentes baleeiras, as redes de fibra de algodão, anzóis e arpões inicialmente importados. A caça de mamíferos aquáticos, baleias, que eram abundantes nestas latitudes, tornou-se o primeiro grande negócio relacionado aos recursos marinhos, acionado por empresa que apenas utilizou o estoque açoriano e afro-brasileiro como mão-de-obra. (SANTOS, 2000: 77) 16

17 2. PRINCIPAIS FATOS HISTÓRICOS, TRADIÇÕES E COSTUMES DOS LOCAIS PESQUISADOS 2.1 A ANTIGA ENSEADA DE ITAPOCORÓI Situada na bacia hidrográfica do Vale do Rio Itajaí, no litoral norte do Estado de Santa Catarina, a antiga região da enseada de Itapocorói compreende hoje a área de três municípios: Penha, Balneário de Piçarras e uma pequena parte do sul de Barra Velha: Levando em conta que as águas de Itapocorói são as mesmas que banham Piçarras, e que a enseada no seu todo forma um baía que tem a outra margem em Itajuba e Barra Velha, podemos dizer que toda a região era um só lugar. À medida que as comunidades iam crescendo, como forma de identificação, foram se qualificando de acordo conforme alguns marcos naturais. Por exemplo, Itajuba é pela cor amarela e branca das pedras do costão que se destacam entre as demais de cor escura. (...) Penha = pedra, penhasco, topônimo de muitos lugares, inclusive em homenagem à virgem Maria, escolhida como padroeira da freguesia. (...) Piçarras, pela qualidade do solo, uma mistura de areia e argila chamada piçarro, muito própria para fazer trabalhos de cerâmica. (BERSI DE SOUZA, 2000: 26) Praia de Itapocorói Penha. (foto do arquivo da pesquisadora, janeiro de 2003) 17

18 Apesar de a maioria das fontes pesquisadas se referir à região como Itapocorói, muitos dos moradores, principalmente os mais antigos, a denominam Itapocoroí 8. Aparecem grafadas também, em textos históricos, as formas Itapocoroy, Itapocoróy e Itapocoróia. Como não há consenso, foi adotada neste trabalho a forma Itapocorói. Quanto à etimologia de Itapocorói, há poucos indícios que a esclareçam. Para August de Saint Hilaire: (...) escrevo Itapocoróia, porque assim que esse nome é pronunciado no lugar. Em outros autores encontram-se Itapocoróia, Itapocoróya, Itapocorói e Itapocoroy. O nome parece derivar do guarani Itapocorá, (parecido com um muro de pedra). (SAINT-HILAIRE, 1936: 160) A enseada de Itapocorói está entre as três localidades mais antigas do litoral catarinense, juntamente com a Ilha de Nossa Senhora do Desterro (hoje Florianópolis) e com a região de Nossa Senhora das Graaças do rio São Francisco (hoje São Francisco do Sul). A primeira informação sobre a presença européia na região, registrada pela história, na Enseada data de 1715, quando Manoel Gonçalves de Aguiar, um sargento-mor português, desembarcou nas praias de Itapocorói e seguiu a pé até Nossa Senhora das Graaças do Rio São Francisco (FARIAS, 2000: 133). A antiga região de Itapocorói era passagem obrigatória para aqueles que se deslocavam pelo litoral catarinense. Desde a metade do século XVII, quando foram fundadas as cidades conhecidas hoje como São Francisco do Sul e Florianópolis, a região de Itapocorói funcionava como passagem entre elas. As viagens por terra eram extremamente penosas, pois o rio Itajaí-Açu era um obstáculo natural. O mais comum era deslocar-se de barco de Desterro até Itapocorói, depois, prosseguia-se até São Francisco de barco ou por terra, e vice-versa (SILVA, s/d: 07). Até por volta da segunda metade do século XVIII, a exígua população que habitava os pontos do litoral catarinense acima citados era formada por vicentistas (portugueses oriundos da região de São Vicente, litoral do atual Estado de São Paulo) e grupos indígenas. Com a invasão espanhola na Ilha de Santa Catarina, em 1777, cerca de 100 açorianos mudaram-se para a enseada de Itapocorói, especificamente onde hoje é a praia de mesmo nome, na cidade de Penha. Devido às boas condições físicas do local, uma proteção natural contra os ventos 8 Tal pronúncia é notada pela pesquisadora em conversas informais com moradores mais antigos da região. 18

19 sul e norte, foram instaladas armações lá. Assim, surgiu o arraial de Itapocorói (SOUZA & SERPA FILHO, 1995: 22). Entre 1748 e 1756 vieram para o litoral catarinense mais de 5 mil açorianos, especialmente para a Ilha de Santa Catarina, hoje Florianópolis. Foi nessa época que, fugindo do ataque de piratas e espanhóis que cerca de 100 açorianos saíram de Armação de Piedade e fundaram Armação de Itapocorói, no atual município de Penha, juntamente com padres jesuítas. 9 [...] Na época, entre outras utilidades do óleo do mamífero, a principal era a iluminação pública, queimando nas lamparinas. A região de Itapocorói, em Armação, era considerado o maior celeiro de baleias de Santa Catarina. 10 Entrada do Museu Porto Amado, feita com ossos de baleia Penha. (foto do arquivo da pesquisadora, janeiro de 2003) É preciso lembrar que a região já possuía um número razoável de habitantes para a época; pois, em 1759 a Cúria Metropolitana do Rio de Janeiro autorizou a construção da capela de São João Batista no local. Esta, feita com óleo e ossos de baleia em sua estrutura, ainda permanece em sua forma original (SOUZA & SERPA FILHO, 1995: 21). Igreja de São João Batista Penha (foto do arquivo da pesquisadora, 9 JORNAL DE SANTA CATARINA, Colonização açoriana. Suplemento especial, novembro de 1997, p JORNAL DE SANTA CATARINA, Colonização açoriana. Suplemento especial, novembro de 1997, p.8. 19

20 janeiro de 2003) Passando a ser conhecida como Armação de Itapocorói, a região conheceu um longo período de prosperidade. O beneficiamento dos produtos da baleia, principalmente o óleo, trouxe riquezas para um local que chegava, em uma temporada de três meses, a caçar 100 baleias (SOUZA & SERPA FILHO, 1995: 22). Nos séculos XVIII e XIX outros açorianos foram se instalando na região. Destaca-se no período como equipamento de maior expressão a Armação Baleeira de Itapocorói, fundada na segunda metade do século XVIII. No final do Século XVIII tem início o processo de expansão dos descendentes de açorianos em direção à região ao norte da Ilha de Santa Catarina. As comunidades de Bombinhas, Itapema, Balneário de Camboriú, Itajaí, Navegantes, Piçarras, Penha, Barra Velha e outras em torno foram ocupadas por estes povoadores resultantes da migração no próprio litoral catarinense. 11 No começo do século XIX, quando a administração das armações de Itapocorói passou totalmente para as mãos de particulares e com a redução do número de cetáceos, a produção começou a entrar em um período de decadência, que, por extensão, atingiu todo o local. Fiz uma descrição detalhada da Armação de Itapocoróia, tal como era em 1820, e mostrei também como foi grande a diminuição havida na pesca entre 1777 e Já então era fácil prever que aquele estabelecimento e todos os seus congêneres não conseguiriam manter-se por muito tempo. Parece que eles duraram vários anos após a minha viagem, mas atualmente restam apenas alguns vestígios da Armação de Itapocoróia. (SAINT-HILAIRE, 1936: 163) 11 JORNAL DE SANTA CATARINA, Colonização açoriana. Suplemento especial, novembro de 1997, p.1. 20

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