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1 ÍNDICE - O Estado de S.Paulo...2 Economia...2 Apelo da saúde não é novidade no mercado...2 O Estado de S.Paulo...3 Vida&...3 Voluntários e mal informados, eles querem fazer o novo Provão...3 Folha de S.Paulo...4 São Paulo/ PANORÂMICA SAÚDE...4 Implante de silicone deixa 2 internados...4 Correio da Bahia (BA)...5 Aqui Salvador...5 Fabricantes têm 120 dias para modificar fórmula de inseticidas...5 O Norte (PB)...7 Cidade...7 Ambientalista denuncia lixo acumulado no Santa Isabel...7 O Norte (PB)...8 Cidade...8 Detritos do Ipep na calçada...8

2 O Estado de S.Paulo Economia Apelo da saúde não é novidade no mercado Andrea Vialli Não é de hoje que a preocupação em ser saudável chegou às margarinas. Já em 1973, a Unilever Bestfoods lançou no mercado brasileiro a marca Becel, pioneira entre os chamados alimentos funcionais e primeira marca a ser reconhecida como tal pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Hoje são três produtos no mercado - Becel Original, Culinária e Pro.activ - que correspondem a 85,6% do segmento de margarinas funcionais, segundo o último levantamento feito pelo Instituto Nielsen. "Vemos hoje em diversos mercados o lançamento de produtos com apelos funcionais, que muitas vezes não são comprovados cientificamente", ressalta o gerente de Marketing de Margarinas da Unilever, Erik Galardi. Ele sustenta que o produto mais recente, a Becel Pro.activ, possui o diferencial de ter fitoesteróis em sua formulação, que são substâncias presentes em vegetais, como a soja, capazes de inibir a absorção do colesterol ruim (LDL) no intestino delgado. Também de olho nesse nicho, a Sadia lançou no ano passado o creme vegetal Vita, que complementa a linha Vita Light, composta por produtos com calorias reduzidas. São cerca de 20 itens, de embutidos à base de frango e peru a pratos semiprontos, como lasanhas e filés temperados. Mais uma vez, o foco é o consumidor que busca uma dieta de baixa caloria, como prevenção aos males cardíacos e à obesidade, ou mesmo por motivos estéticos. Esse nicho já começou a ser explorado em 1990, quando a Sadia lançou a linha Califórnia, que tinha como ingrediente básico o peito de peru. Vieram mais produtos e um reposicionamento, quando a marca passou a se chamar Sadia Light. Em 2002, nova reformulação e a nova marca, Vita Light. O creme vegetal (que é diferente de margarina, por conter leite na receita) tem óleos poliinsaturados e vitaminas A, D e E. Antes, em 2000, a empresa havia lançado a Qualy Fibras, que, com a adição de fibras vegetais solúveis, agregava o diferencial de ser um produto "amigo" da flora intestinal. Ao lado da Qualy Light, completa o portfólio dos produtos com apelo saudável.

3 O Estado de S.Paulo Vida& Voluntários e mal informados, eles querem fazer o novo Provão Quase mil estudantes decidiram participar do Enade, boa parte acreditando que suas notas ajudariam a instituição onde estudam Renata Cafardo Quase mil alunos resolveram participar voluntariamente do Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade), muitos deles acreditando que suas boas notas ajudariam a faculdade ou universidade onde estudam. A prova - que substitui o Provão - não obriga a participação de todos os formandos pela primeira vez em nove anos. Foram selecionados 156 mil alunos por amostragem e aberta a possibilidade para voluntários também realizarem o exame, sem que suas notas fossem consideradas. Estudantes ouvidos pelo Estado, no entanto, dizem que faculdades e universidades os convocaram para o exame do Ministério da Educação (MEC). "Achei que ia subir a nota da faculdade", diz Rodrigo Vieira, de 22 anos, que se forma este ano em Veterinária e aceitou fazer a prova. Ele foi informado pela reportagem de que o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep/MEC) não computaria sua nota na média do curso. "Desisti de participar de uma seleção da Agencia Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no mesmo dia só para fazer Enade", lamentou. Segundo ele, coordenadores da UPIS Faculdades Integradas, de Brasília, pediram que ele e outros dois colegas participassem do exame. A Assessoria de Imprensa da instituição diz que alguns se voluntariaram, mas que havia clareza de que as notas não seriam consideradas. "Não temos certeza se o desempenho deles vai pesar na nota da faculdade ou não", diz a secretária-executiva da Faculdade de Medicina do ABC, Nidia Caivano, sobre os voluntários. Aluno da instituição, Alexandre Den Julio, de 24 anos, foi um dos que optaram voluntariamente por fazer a prova no domingo. "Estou me preparando para vários exames de residência médica e assim posso testar meus conhecimentos", justifica. Apesar de dizer que esse não era seu principal motivo para participar, ele acreditava também estar ajudando a faculdade.

4 Folha de S.Paulo São Paulo/ PANORÂMICA SAÚDE Implante de silicone deixa 2 internados Dois rapazes estão internados em estado grave em São José do Rio Preto (SP) por implante de silicone industrial no peito. Eles correm risco de morrer. E.R.C., 18, e M.H.M., 18, chegaram na terça ao hospital da Faculdade de Medicina de Rio Preto com muitas dores. Segundo o hospital, a aplicação foi feita com "bombadeiras" (pessoas que implantam silicone industrial, principalmente em travestis). Com tumores na região no peito, os dois rapazes foram operados no sábado. O silicone foi drenado e a parte dos tecidos de ambos, necrosada, foi retirada. Ontem, E.R.C. foi novamente operado porque o produto escorreu pela região interna dos braços. No sábado, uma mulher, na cidade de Barretos (SP), teve os seios retirados por ter, também, feito aplicações de silicone industrial. (DA AGÊNCIA FOLHA)

5 Correio da Bahia (BA) Aqui Salvador Fabricantes têm 120 dias para modificar fórmula de inseticidas Componente presente nesses produtos pode causar problemas neurológicos O clorpirifós é uma substância perigosa presente em inseticidas. O contato constante do ser humano com esse componente pode afetar o sistema nervoso central e causar problemas neurológicos. Os produtos que contêm essa substância estão proibidos de serem comercializados desde agosto. Este mês, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) estabeleceu prazo de 120 dias para que as indústrias proprietárias dos produtos substituam o ingrediente de alto risco à saúde. A medida vale para os inseticidas de uso doméstico (venda livre) e para aqueles utilizados por empresas especializadas no interior de instalações, em edifícios públicos ou coletivos e em ambientes semelhantes. A empresa que não cumprir a determinação terá automaticamente o registro do produto cancelado pela Anvisa. A agência proibiu o uso do produto químico com base em estudos nacionais e internacionais que demonstraram o perigo oferecido pelos inseticidas. "Desde 1999, essa substância vem sendo reavaliada no resto do mundo", recorda a gerente de Saneantes da Anvisa, Tânia Pich. "A partir dos resultados dessas pesquisas, constatou-se a necessidade de restrição ao uso do clorpirifós nos inseticidas", assinala. Embora ainda não tenha sido registrado nenhum caso de contaminação pelo uso dos inseticidas com clorpirifós no Brasil, a ação da Anvisa tem como objetivo evitar que surjam problemas causados pelas ações neurotóxicas do componente. Só será permitida a comercialização dos inseticidas com clorpirifós no formato porta-isca, embalagens com dispositivos de segurança que protegem crianças e animais contra a exposição aos efeitos tóxicos. O clorpirifós pertence ao grupo químico dos organofosforados. Esse grupo ataca o sistema nervoso central e causa deficiência na função cognitiva. Os efeitos podem atrapalhar o desenvolvimento das crianças. Antes da proibição, usava-se o clorpirifós nos ambientes domésticos. Os inseticidas eram vendidos nos formatos líquido, em pó e em grânulos. Registros - A Anvisa editou, no dia 8 de outubro, uma resolução que dá aos fabricantes de inseticidas 120 dias para se adaptarem à lei e modificarem a fórmula dos produtos. "Nesse período, eles poderão pesquisar componentes que substituam o clorpirifós. Assim, não precisarão perder o registro dos seus inseticidas e poderão minimizar seus prejuízos", explica Tânia Pich. Para manter o registro, as indústrias devem submeter o resultado dos testes à Anvisa e comprovar que os inseticidas não oferecem riscos para a saúde do consumidor. A agência estima que as fábricas devem levar de 45 a 60 dias para reformular os inseticidas. Nas embalagens, será obrigatória a presença da inscrição Nova Fórmula. Regulamentação busca evitar danos à saúde A legislação para inseticidas no Brasil segue basicamente a Portaria 321 do Ministério da Saúde, de 1997, e a Resolução 174 da Anvisa, de A regulamentação estabelece normas para as características gerais dos produtos, substâncias presentes nas fórmulas, forma de apresentação, rotulagem, advertências e

6 cuidados que devem ser tomados com os chamados "desinfestantes domissanitários" (inseticidas de uso doméstico e profissional). A legislação serve para minimizar riscos à saúde da população. A regra estabelece a forma de aplicação desses produtos em residências e áreas próximas, no interior de instalações, em edifícios públicos ou coletivos e em ambientes afins para o controle de insetos, roedores e de outros animais nocivos à saúde. Os desinfestantes podem ser vendidos diretamente ao consumidor ou a empresas especializadas em serviços de desintetização. Para comercializar um inseticida, o fabricante precisa registrar seu produto na Anvisa. O registro é obtido por meio da realização de testes e pela apresentação dos resultados à agência. A Anvisa observa critérios como se o inseticida atende aos limites de concentração das substâncias tóxicas - que depende do tipo do produto e da finalidade. A agência observa ainda quesitos como a forma de apresentação, os componentes das moléculas e se o inseticida oferece riscos ao meio ambiente.

7 O Norte (PB) Cidade Ambientalista denuncia lixo acumulado no Santa Isabel Jerônimo Gonzaga disse que o lixo do hospital é depositado a poucos metros das enfermarias Everaldo Ricardo Repórter Lixo hospitalar a céu aberto depositado junto com o lixo doméstico, a poucos metros das enfermarias do Hospital Municipal Santa Isabel, em João Pessoa. Segundo funcionários do local, há riscos de todo complexo adquirir infecção hospitalar generalizada e infectar vários pacientes. A denúncia foi feita ao Jornal O Norte através do ambientalista Jerônimo Gonzaga de Barros, que ficou indignado com o tratamento que é dado ao lixo produzido pelo próprio hospital. "Alguém precisa tomar providências urgentes", diz. A direção do Santa Isabel negou a denúncia e anunciou investimentos. De acordo com o diretor geral do Hospital Municipal Santa Isabel, Eduardo Cunha, o lixo hospitalar vem sendo depositado nos locais determinados e recolhidos pela empresa Serquip, que após a coleta incinera todo o material produzido. "Não há nenhum risco do hospital adquirir infecção hospitalar generalizada, até porque o recolhimento do lixo vem sendo feito de acordo com as normas", diz. A reportagem do Jornal O Norte foi até ao local onde é depositado o lixo do hospital e pôde constatar que há um pequeno lixão nos fundos do terreno pertencente ao Santa Isabel, mas não verificou a existência de resíduos hospitalares junto ao lixo comum. Mas, de acordo com o ambientalista, o local apresenta fedentina e como o material usado vem em sacos plásticos não é possível detectar tão facilmente o lixo hospitalar. Um funcionário do Hospital Santa Isabel afirmou desconhecer que o lixo hospitalar esteja sendo colocado junto ao comum. Jerônimo Gonzaga de Barros disse, ainda, que segundo servidores do hospital, a prefeitura da Capital está há dois meses sem pagar a Serquip e por isso o lixo vem se acumulando no local. Eduardo Cunha disse desconhecer a dívida porque quem trata desse assunto é a Secretaria Municipal de Saúde. Mas ele adiantou que o próximo prefeito da Capital terá a cifra de R$ 3,6 milhões para investir no Hospital Santa Isabel no próximo ano. "Dos 13 projetos apresentados ao Ministério da Saúde, oito foram aprovados. Com isso teremos recursos para fazer expansão e incorporação de novos serviços, que vão desde a recuperação de Unidades de terapia Intensivas até melhorias dos Centros Cirúrgicos", afirma. O Hospital Municipal Santa Isabel funciona em uma edificação centenária e com isso acumula vários problemas de estrutura física. O local é um centro de urgência e a cada ano a sua capacidade de atendimento cai devido ao crescimento da procura. Para se ter uma idéia, em 2000, o local atendeu pessoas e no ano passado esse número quase dobrou: passou a atender doentes, um crescimento da ordem de 68%. Em 2000 foram registrados 358 óbitos e em 2003, 315. "Houve uma queda substancial no número de mortes no Hospital. Mesmo crescendo o atendimento conseguimos reduzir o número de óbitos. Em 2000 eram 228 pessoas para 1 óbito, já em 2003, foram 483 atendimentos para 1 óbito", acrescenta Eduardo Cunha.

8 O Norte (PB) Cidade Detritos do Ipep na calçada O deputado Frei Anastácio denunciou, ontem, no plenário da Assembléia Legislativa da Paraíba, que o Instituto de Previdência (Ipep) está jogando lixo hospitalar na calçada. "É um absurdo, o lixo fica a céu aberto, pondo em risco a saúde da população e dos garis que fazem a coleta de lixo, já que aquele tipo de lixo deve ser acondicionado em um lugar separado e só pode ser transportado por um carro que tenha a devida licença da Sudema", disse o parlamentar. O deputado disse na denúncia que o lixo está na calçada desde a semana passada e que não é a primeira vez que a população reclama do fato. "A Direção do IPEP não tomou, até o presente momento, qualquer providência", disse. O parlamentar ressaltou que vai encaminhar ofícios aos órgãos competentes das esferas municipal e estadual solicitando medidas cabíveis no sentido de removerem, com urgência, o lixo lá exposto e que seja acondicionado de forma correta. 100 quilos de detritos De acordo com o diretor geral do IPEP, Walter Viana, os resíduos sólidos são acondicionados dentro de depósitos específicos e recolhidos pela empresa Serquip, especializada em lixo hospitalar. "Há mais de um mês contratamos uma empresa especializada em retirar lixo hospitalar. Temos quatro depósitos específicos para este tipo de material, como mandam as normas do Ministério da Saúde. Então não procedem as informações de que há lixo hospitalar na calçada", frisou. Ele disse que os resíduos sólidos são recolhidos duas vezes por semana e que cada depósito comporta 25 quilos. Ao todo, o Ipep produz 100 quilos de lixo hospitalar.

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