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1 Edição número 1832 sexta-feira, 27 de maio de 2011 Fechamento: 09h10 Veículos Pesquisados: Clipping CUT é um trabalho diário de captação de notícias realizado pela equipe da Secretaria Nacional de Comunicação da CUT. Críticas e sugestões com Leonardo Severo Isaías Dalle Paula Brandão Luiz Carvalho William Pedreira Secretária de Comunicação: Rosane Bertotti

2 Estadão Dilma volta a afirmar que não anistiará desmatamento Tânia Monteiro (Política) Durante audiência com integrantes da Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura Familiar (Fetraf), na tarde de ontem, a presidente Dilma Rousseff reiterou, como havia afirmado mais cedo, que não vai anistiar desmatamento. Sobre a prorrogação do decreto assinado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva que pune os produtores rurais que não registraram a reserva legal em seus imóveis, a presidente não vai discutir o tema até que se chegue perto do prazo de sua expiração. O decreto vence em 11 de junho. Pela manhã, em evento no Palácio do Planalto, a presidente criticou a aprovação, pela Câmara, de emendas ao projeto do novo Código Florestal e rebateu críticas de que esteja colaborando com os desmatadores. "Não sou a favor da consolidação do desmatamento ou da anistia ao desmatamento." E explicou: "O Brasil teve uma prática que não pode se deixar repetir. Muitas vezes se anistiava dívidas e anistiava novamente e se anistiava novamente. O desmatamento não pode ser anistiado não por vingança. Mas porque as pessoas precisam perceber que o meio ambiente é algo muito valioso e que é possível preservá-lo e produzir alimentos." Após ação de Lula, Dilma rompe silêncio e Palocci diz que ter dinheiro não é crime Presidente convoca cerimônia pública para reaparecer na cena política, senta-se ao lado de ministro e depois enfrenta repórteres para criticar denúncia apresentada na véspera por tucanos Tânia Monteiro e Vera Rosa (Política) Dois dias depois de o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ter desembarcado em Brasília para pôr um freio de arrumação no governo e espantar a crise política, a presidente Dilma Rousseff deixou o gabinete, rompeu o silêncio de quase duas semanas e saiu em defesa do ministro da Casa Civil, Antonio Palocci. Em almoço com petistas, do qual o ministro também participou, Dilma disse que a oposição quer um terceiro turno. O ministro, também alertado por Lula, explicou os rendimentos aos correligionários e disse que "não é crime ganhar bem". "Quero assegurar a vocês que o ministro Palocci está dando todas as explicações para os órgãos de controle, inclusive para o Ministério Público. Espero que esta questão não seja politizada", disse Dilma, em entrevista espontânea aos jornalistas nesta quintafeira, 26, um procedimento que a presidente costuma evitar. Uma hora depois, em almoço com 15 senadores da bancada do PT, no Palácio da Alvorada, a presidente foi mais enfática. "A oposição está querendo o terceiro turno e nós precisamos tomar cuidado", afirmou ela, de acordo com relato de petistas, numa referência à derrota do PSDB na eleição do ano passado.

3 Aos senadores do PT, que na terça-feira, 24, tiveram encontro com Lula, Palocci deu esclarecimentos sobre sua evolução patrimonial, disse que nunca feriu a ética e sentenciou: "Não é crime ganhar bem". Exposição. Sempre orientada por Lula, Dilma convocou uma cerimônia pública no Planalto para reaparecer na cena política. Na solenidade, ela fez questão de sentar-se ao lado de Palocci, acusado de multiplicar o patrimônio em 20 vezes, em apenas quatro anos, de 2006 e Depois da solenidade, a presidente foi ao encontro dos repórteres, enquanto Palocci saía discretamente do Salão Nobre. Em tom veemente, ela considerou "lamentável" denúncia apresentada no dia anterior por tucanos, dando conta de que Palocci teria feito tráfico de influência junto à Receita Federal para antecipar a devolução de impostos da empreiteira WTorre. A empresa foi cliente da Projeto Consultoria, de propriedade de Palocci, até o ano passado. Pela denúncia apresentada pelo deputado Fernando Francischini (PSDB-PR), a WTorre fez doação para a campanha de Dilma logo após receber o crédito da Receita Federal. A acusação, porém, foi rebatida pelo Fisco, já que o pagamento à WTorre ocorreu após decisão judicial. Para Dilma, a questão foi "politizada" por seus adversários como forma de atacar o governo. "A Justiça determinou à Fazenda o pagamento da restituição devida à empresa. Não se trata, de maneira alguma, de nenhuma manipulação. Lamento que um caso desse tipo esteja sendo politizado", insistiu Dilma. Com a base. Da cerimônia municipalista no Planalto, em que foram assinados termos de compromisso para construção de quadras esportivas escolares, a presidente seguiu para o Palácio da Alvorada, onde se reuniu com a bancada do PT no Senado. Petistas e outros partidos da base têm reclamado nos bastidores da ausência de interlocução com a presidente. A portas fechadas, ela fez ali mais uma defesa de Palocci e afagou os petistas, depois de ter passado por uma espécie de "Lula training". O ministro da Casa Civil pediu os 15 minutos finais do almoço para antecipar aos senadores do PT as linhas gerais das explicações que enviará à Procuradoria-Geral da República sobre o crescimento vertiginoso de seu patrimônio. Disse que, ao deixar o Ministério da Fazenda, em 2006, no rastro do escândalo da quebra de sigilo bancário do caseiro Francenildo Costa, cumpriu a quarentena. Depois, passou a dar consultoria, mas garantiu não ter feito serviço para empresas públicas, para evitar conflitos políticos. Palocci não revelou os nomes das empresas para as quais prestou consultoria quando era deputado federal, sob o argumento de que há cláusula de confidencialidade nos contratos. Admitiu ter ganho dinheiro, como outros ex-ministros. Foi aí que ponderou não ver crime nisso. Durante o almoço, Dilma pediu apoio dos senadores petistas para reverter, no Senado, pontos do Código Florestal aprovado na Câmara, como a chamada anistia para desmatamentos feitos por produtores até O senador Wellington Dias (PT-PI) pediu à presidente que acelerasse a montagem do segundo escalão, para conter a insatisfação de aliados, mas levou uma reprimenda. "Quem estiver pensando que vou fazer negociação por conta do Código está muito

4 enganado. Não vou fazer isso, não vou", afirmou, exaltada. Depois da bronca, Dilma só foi interrompida, após quase três horas de conversa com petistas, por um choro de criança. Era seu neto, Gabriel, de oito meses. "Agora me desconcentrei", disse ela. Kit anti-homofobia poderá ser inteiramente refeito, diz Haddad Segundo o ministro da Educação, Dilma entendeu que o material, da forma como está, 'não combate a homofobia' Rafael Moura (Política) Os vídeos do kit anti-homofobia, que foram suspensos por determinação da presidente Dilma Rousseff, poderão ser integralmente refeitos, disse nesta quinta-feira, 26, o ministro da Educação, Fernando Haddad. Segundo o ministro, Dilma entendeu que o material da forma como está não combate a homofobia. "A presidente entendeu que ele não foi desenhado de maneira apropriada para promover aquilo que pretende, que é o combate à violência, à humilhação dessas pessoas na escola, à evasão desse público", comentou o ministro. O kit de combate à homofobia seria composto por três vídeos e um guia de orientação aos professores. Os vídeos, com duração de cinco minutos, enfocariam transexualidade, bissexualidade e a relação entre duas meninas homossexuais. O material seria enviado a seis mil escolas de ensino médio no segundo semestre deste ano. "Houve muita confusão a respeito. Quando uma discussão deixa de ser técnica e passa a ser política você tem muita dificuldade de organizar um debate racional sobre o assunto. Cheguei a ver (no Congresso) um material voltado para profissionais do sexo nas mãos de um deputado que dizia que o MEC ia distribuir aquilo para crianças de seis anos. Até isso eu vi", afirmou Haddad. "Num contexto desses, em que as pessoas deixaram de lado a racionalidade e passaram a colocar a política no pior sentido do termo em primeiro lugar, é difícil fazer uma avaliação técnica. (...) Por isso que a presidente, com razão, à luz desse cenário, criou no âmbito da Secretaria de Comunicação uma comissão que vai dar a última palavra sobre esse assunto. Dentro do MEC já havia pessoas que compartilhavam da opinião da presidente, de que o material não estava desenhado de maneira a produzir aquilo para o qual foi elaborado". De acordo com o ministro, por determinação da presidente, os materiais que tratam de "costumes" serão analisados por comissão do próprio ministério e por uma outra, da Secretaria de Comunicação da Presidente da República. "Elas (as comissões) vão fazer os apontamentos necessários para uma reformulação. (Os vídeos) Poderão ser integralmente refeitos", observou Haddad. "O problema não é o mérito (o combate à homofobia), é o caso concreto". Greve de policiais civis em Alagoas completa um mês Ricardo Rodrigues (Política) A greve dos policiais civis de Alagoas completou um mês ontem. A paralisação da categoria fechou praticamente todas as delegacias de polícia do Estado e não tem

5 previsão de quanto irá acabar, já que prevalece o impasse por causa das reivindicações da categoria e a contraproposta salarial feita pelo governo do Estado. Para tentar abrir um canal de negociação com o governo, os policiais civis se juntaram a outras categorias em greve e realizam amanhã um "apitaço" contra o governo do Estado. Cerca de sete mil apitos e narizes de palhaço foram comprados para distribuir entre os manifestantes. Os organizadores do protesto pretendem colocar nas ruas cerca de 10 mil pessoas no centro do Maceió. A manifestação está sendo organizada pelo Comando Unificado dos Servidores Públicos e conta com o apoio da Central Única dos Trabalhadores em Alagoas (CUT/AL). Além dos policiais, participam do protesto várias categorias em greve, a exemplo dos trabalhadores da educação, dos policiais militares, dos servidores do fisco, dos funcionários da Secretaria de Agricultura e órgãos ligados à defesa animal e ao meio ambiente. Deixar câmbio flutuar livre com fluxo não é solução viável, diz Mantega Para ministro da Fazenda, não se pode deixar o câmbio flutuar livremente, sob pena de causar um estrago na indústria nacional Fabio Graner e Daniela Amorim (Economia) O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou nesta quinta-feira, 26, que a trajetória de alta dos preços das commodities refletiu em grande medida um processo de especulação financeira, motivada pela expansão monetária nos países ricos. Apesar disso, ele reconheceu que os preços desses produtos também têm subido por conta de outros fatores, como choques de oferta, problemas climáticos, a entrada de grandes consumidores de mercados emergentes. "Mas há sim um fator especulativo", disse Mantega. O ministro brasileiro disse que a alta das commodities impacta a inflação. Ele explicou que em períodos de alta de inflação, o receituário, que já tem sido aplicado pelo Brasil, manda que seja feito aperto monetário. O paradoxo, de acordo com Mantega, é que a elevação de juros agrava o quadro de fluxos excessivos de capitais, com os quais o Brasil tem que lidar. Além disso, a situação de crescimento mais acelerado dos emergentes em relação aos países desenvolvidos também reforça o fluxo de capitais para os emergentes. Nesse ambiente, segundo Mantega, não se pode deixar o câmbio flutuar livremente, como defendem alguns, para ajudar no combate à inflação, sob pena de causar um estrago na indústria nacional. Ele respondeu às criticas de que ações para conter o fluxo são inócuas por terem impacto temporário afirmando que a ideia é essa mesma, já que a qualquer momento a situação externa pode mudar - por exemplo se os Estados Unidos elevarem os juros. "Deixar o câmbio flutuar livremente com esses fluxos não é uma solução viável", disse o ministro. Ingresso de dólares Mantega afirmou que o fluxo de capital financeiro do exterior para País foi normalizado. Segundo ele, as medidas tomadas pelo governo, principalmente as de ordem fiscal, que aumentam os impostos sobre os recursos estrangeiros voltados para renda fixa e créditos de curto prazo (que fazem parte do segmento financeiro do fluxo cambial, que em maio, até o dia 20, registrava entradas de US$ 3,3 bilhões), foram

6 bem-sucedidas e evitaram bolhas na economia brasileira. "Hoje estamos com um ingresso (de capitais) que considero normal", disse Mantega, durante o Fórum do Fundo Monetário Internacional, no Rio de Janeiro. O ministro afirmou ainda que o excesso de capitais causa inflação, "porque vai para o crédito e outra parte vai para o mercado", também gerando bolhas. Mantega considera que o governo também tem obtido eficácia no controle da taxa de câmbio, reduzindo uma tendência de sobrevalorização até que as condições internacionais mudem e a pressão sobre a moeda brasileira seja suavizada. De acordo com o ministro, até 2008, já havia uma tendência de valorização do real por causa da entrada de capitais no Brasil, mas também por causa da boa situação da economia do País. Mantega lembrou que o dólar chegou a R$ 1,55, mas depois retornou ao patamar de R$ 1,70, permanecendo nesse nível graças às medidas do governo para evitar a desvalorização da moeda americana. "Há mais de um ano que mantemos um certo patamar", afirmou Mantega. "Se não tivéssemos tomado essas medidas, se tivéssemos deixado o mercado à sua própria sorte cambial, teríamos o dólar em torno de R$ 1,30, R$ 1,40, causando problemas para a concorrência com os produtos importados". Fluxo e crescimento O ministro voltou a defender o câmbio flutuante para evitar desequilíbrios entre as moedas. Segundo Mantega, apenas alguns países adotam um sistema de câmbio flutuante, enquanto outros ainda são adeptos da manipulação cambial. "Um câmbio com mais equilíbrio entre o mundo é o que vai organizar o fluxo de entrada de capitais nos países", afirmou Mantega. O ministro da Fazenda ressaltou ainda que os países avançados têm que fazer uma política monetária expansionista, mas que também devem adotar uma política monetária fiscal para recuperar mais rapidamente suas economias. Segundo ele, a recuperação dos países avançados e uma reforma do sistema financeiro internacional são necessárias para conter as distorções do fluxo de capitais nos países emergentes. "Enquanto essas reformas não acontecem, os países emergentes têm que se defender. O Brasil tem adotado uma série de medidas. Voltamos a subir as taxas de juros. Desde o ano passado, tomamos medidas para a contenção de crédito. Estamos fazendo uma desaceleração da economia brasileira", enumerou o ministro brasileiro, reafirmando que o crescimento do PIB está em linha com a meta de 4,5% no ano. Denúncia provoca interdição da P-65 da Petrobrás Trabalhadores denunciaram problemas de segurança na unidade utilizada para tratamento de óleo Glauber Gonçalves (Economia) A Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE) do Rio determinou ontem a interdição da plataforma P-65, da Petrobrás, depois que trabalhadores denunciaram 34 pendências de segurança, anunciou ontem o Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro-NF). Como a unidade é utilizada apenas para tratar o óleo vindo de outras plataformas, não deve haver interrupção da produção.

7 O auto de interdição foi entregue ontem em reunião na sede da estatal em Macaé (RJ) e a expectativa do sindicato é de que a interdição passe a valer a partir de hoje, depois da comunicação do ato ao superintendente regional. "Constatou-se uma série de irregularidades, sendo três delas impeditivas, pois colocam em risco a vida do trabalhador", diz o coordenador do Sindipetro-NF, José Maria Rangel. Em nota, a Petrobrás afirma que a unidade foi adquirida em 2009 de outro operador. Segundo a estatal, apesar de a P-65 atender a todos os requisitos da legislação brasileira, desde que foi comprada tem sido feitas pequenas modificações para seguir o padrão de projeto de suas demais plataformas. A empresa diz que já havia identificado anteriormente parte das não conformidades apontadas na vistoria da STRE e que as modificações estão em fase de conclusão pela equipe técnica. Outras estariam sendo antecipadas para cumprir as determinações da superintendência. Folha de S.Paulo Dilma indica confiança em Palocci e ataca "politização" (Poder) Presidente diz que ministro "está dando as explicações necessárias" Aparição ao lado do chefe da Casa Civil e encontro com senadores do PT seguem receita de Lula para conter crise Um dia após o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva alertar o governo para falhas em sua articulação política, a presidente Dilma Rousseff saiu ontem da defensiva para tentar estancar a crise envolvendo o ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, e conter a insatisfação de sua base no Congresso. Dilma seguiu a receita dada pelo antecessor. Saiu do gabinete para evento público, recebeu senadores do PT e expressou confiança em Palocci em entrevista improvisada a jornalistas ao final de um evento no Planalto. Foi a primeira vez que Dilma tocou no assunto publicamente desde que a Folha revelou que o ministro enriqueceu trabalhando como consultor de empresas no período em que exerceu o mandato de deputado federal. A presidente não fez defesa enfática do ministro nem opinou sobre seus negócios, mas procurou mostrar que seu principal auxiliar conta com sua confiança e aproveitou para atacar a oposição. "Asseguro que o ministro Palocci está dando todas as explicações necessárias", disse. "Espero que essa questão não seja politizada como foi o caso do que aconteceu ontem, um caso lastimável que é a devolução de impostos da empresa WTorre." Deputados do PSDB acusaram o governo de favorecer a WTorre em disputa com a Receita Federal quando a empresa era cliente da consultoria de Palocci, a Projeto. Em seguida, a presidente ofereceu almoço aos 15 senadores do PT, atendendo a uma recomendação de Lula.

8 CÓDIGO FLORESTAL Ela prometeu que receberá todos os partidos aliados para discutir o novo Código Florestal, aprovado pela Câmara na terça numa votação em que o governo foi derrotado e viu sua base rachada, com PT e PMDB em lados opostos. No encontro com os senadores, Dilma classificou o novo Código Florestal aprovado pela Câmara de insustentável e disse esperar o apoio do PMDB para modificá-lo no Senado. "O governo tem uma posição e espero que a base siga a posição do governo", disse no almoço. "Não existem dois governos. Na entrevista, a presidente sinalizou que, caso a Câmara derrube possíveis vetos presidenciais ao texto do Código Florestal, o governo poderia recorrer à Justiça. "Se eu julgar que qualquer coisa prejudica o país, eu vetarei. A Câmara pode derrubar o veto, não é? Você tem ainda as instâncias judiciais", afirmou a presidente. Dilma evitou vincular o caso Palocci à decisão do governo de cancelar a distribuição de kits anti-homofobia. Procuradoria abre investigação sobre os bens de Palocci Ministério Público Federal quer saber como o ministro conseguiu multiplicar patrimônio por 20 em quatro anos Cópias das declarações de Imposto de Renda de Palocci foram pedidas à Receita; petista terá que dar nomes de clientes Andreza Matais e Fernanda Odilla (Poder) O Ministério Público Federal abriu investigação para apurar se o ministro Antonio Palocci (Casa Civil) enriqueceu ilicitamente. A Folha revelou que o ministro multiplicou seu patrimônio por 20 em quatro anos ( ), período em que ele acumulou as funções de deputado e consultor. Palocci comprou um apartamento de R$ 6,6 milhões e um escritório de R$ 882 mil. No ano passado, a empresa do ministro, a Projeto, teve um faturamento bruto de R$ 20 milhões, mais da metade obtido após a eleição da presidente Dilma Rousseff, quando Palocci coordenava a transição do governo. O foco da ação é apurar se a evolução patrimonial do ministro é compatível com os ganhos de sua empresa. Caso contrário, Palocci pode responder por improbidade administrativa, o que significa "auferir qualquer tipo de vantagem patrimonial indevida em razão do exercício de cargo" ocupado. O Ministério Público do Distrito Federal pediu ontem à Receita Federal cópia da declaração do Imposto de Renda da empresa. A Projeto terá que informar a relação de seus clientes e serviços prestados, como cópia de pareceres e registros de reuniões.

9 A Receita e a empresa têm 15 dias para se manifestar. Palocci tem se recusado a informar qual foi o faturamento da Projeto e quem são seus clientes. O ministro alega que os contratos têm cláusula de confidencialidade. O procurador da República José Rocha Júnior justifica a abertura da investigação dizendo que "não foram apresentados publicamente justificativas que permitam aferir a compatibilidade dos serviços prestados com os vultosos valores recebidos". O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, também pediu informações a Palocci para decidir se abre investigação contra o ministro na área criminal. O procurador avalia, por exemplo, se houve tráfico de influência. Até ontem, Palocci não havia enviado explicações à Procuradoria-Geral. Por ser ministro, Palocci tem foro privilegiado para responder ao Supremo Tribunal Federal na área criminal. Mas, pela lei, os procuradores de primeira instância (caso da Procuradoria do Distrito Federal) têm competência para investigar denúncias de improbidade, que se referem à área cível, mesmo que envolvam autoridades com foro privilegiado. A Lei de Improbidade Administrativa prevê sanções como a demissão e a suspensão de direitos políticos e a perda dos bens ou valores acrescidos ilicitamente. Ministro diz a senadores que recebia "taxa de sucesso" Vera Magalhães (Poder) O ministro Antonio Palocci (Casa Civil) disse ontem, em almoço com senadores do PT, que sua empresa de consultoria recebia taxa de sucesso nos negócios de clientes que ajudasse a viabilizar. Palocci explicou que a Projeto tinha três nichos de atuação: palestras e seminários, análise econômica e de risco e, por fim, o aconselhamento em negócios como investimentos e fusões. Era nessa terceira modalidade que a empresa recebia taxa de sucesso. Palocci disse que, quando a Comissão de Ética Pública o orientou a transformar a empresa de consultoria em administração imobiliária, encerrou contratos que estavam em andamento, o que levou ao pagamento de pro rata -percentual pelo serviço realizado até ali. Isso explicaria o aumento de faturamento no fim do ano eleitoral de O ministro, segundo participantes, foi enfático ao afirmar que não revelará os clientes para os quais trabalhou, ainda que isso traga "consequências". Disse que a divulgação dos nomes tornaria as empresas vulneráveis a perseguição política. O ministro afirmou ainda que nunca usou sua posição política para fazer lobby.

10 Numa demonstração de que não pretende deixar o governo, disse que vai cuidar da nomeação dos cargos de segundo escalão. Família de líderes mortos no PA diz temer novo atentado Casal, que havia denunciado madeireiros, morreu em emboscada na terça Irmã de José Claudio diz ter "receio de continuar a luta deles"; enterro dos ativistas aconteceu ontem, em Marabá Felipe Luchete (Poder) A família do líder extrativista José Claudio Ribeiro da Silva, morto na terça-feira em uma emboscada em Nova Ipixuna (PA), diz estar com medo de continuar a morar em um assentamento na zona rural do município. Era no Assentamento Agroextrativista Praialta Piranheira que José Claudio, 54, morava com a mulher, Maria do Espírito Santo da Silva, 53, também assassinada. Três irmãos e a mãe dele ainda vivem no local. "Eu queria continuar com a luta deles, mas tem hora que dá receio", diz a irmã Claudenir Ribeiro dos Santos, 35, que planeja alugar uma casa na cidade. O casal foi enterrado ontem em Marabá (PA). Claudenir acompanhou uma comitiva formada por familiares, deputados e representantes do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), dos ministérios do Desenvolvimento Agrário e do Meio Ambiente e da Procuradoria. Eles foram ao assentamento, num caminho de estrada de terra com paisagens ora desmatadas para pasto ora de floresta quase fechada. No local do crime, movimentos sociais e familiares querem construir um monumento. "Como vou passar todo dia aqui? Dá um aperto no coração", diz Claudenir, professora de uma escola do assentamento. Ela era colega de turma de Maria do Espírito Santo no curso de pedagogia do campo, da UFPA (Universidade Federal do Pará). A formatura será em junho. Na sede da associação dos assentados, enquanto representantes do poder público diziam que cobrariam investigações e soluções para problemas agrários, familiares ficaram dentro de um galpão. Os familiares têm receio de um homem que, relatam eles, trabalha para um fazendeiro e poderia estar presente como informante. PARALISAÇÕES De manhã, um protesto contra os assassinatos paralisou trecho da BR-155, em Marabá, e impediu a passagem de um trem da Vale. A ponte do rio Tocantins, por onde passou o cortejo do enterro, ficou paralisada das 5h às 10h. Cerca de pessoas atravessaram os mais de dois quilômetros da ponte, acompanhando os corpos até o cemitério da Saudade.

11 Bandeiras do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), ao qual o casal não era filiado, acompanharam o cortejo. Os caixões foram enterrados em buracos de terra. A polícia diz que trabalha com uma lista de vários suspeitos e tem várias hipóteses para o crime. Governo reduz investimento e faz economia recorde De janeiro a abril, gastos cresceram 4,5% ante 2010, quando alta chegou a 89,4%; houve desaceleração em obras do PAC Esforço para pagar juros da dívida já equivale a R$ 41,5 bilhões, metade da meta programada para todo o ano de 2011 Lorenna Rodrigues (Poder) Para fazer economia recorde nos primeiros quatro meses do ano, além de estar arrecadando mais, o governo federal segurou investimentos. A liberação de recursos para estradas e aeroportos, entre outras obras, caiu de R$ 3,289 bilhões em abril do ano passado para R$ 2,996 bilhões em abril deste ano. Já a quantia de impostos arrecadada pela Receita subiu 11,51% de janeiro a abril, na comparação com os quatro primeiros meses de Como em janeiro o investimento havia sido alto, há um crescimento acumulado de 4,5% no ano. O número é menor que o registrado no mesmo período de 2010: 89,4%. Os investimentos ficaram abaixo até mesmo da alta do PIB (Produto Interno Bruto) acumulada de janeiro a abril. A expansão é estimada em 12% pelo Banco Central, sem considerar a inflação. Se for descontada a alta de preços, segundo a consultoria LCA, o crescimento da economia fica em 4%. Segundo o governo, no ano passado houve grande antecipação de dinheiro no início do ano por conta do período eleitoral. A legislação impede a assinatura de contratos no 2º semestre. O economista Samuel Pessoa, da FGV (Fundação Getulio Vargas), diz que houve a concretização de um ciclo visto em vários governos: "É natural no começo do governo o investimento estar mais baixo e no último ano ser mais alto. O ciclo político é feito no investimento, que é a parte do gasto que o governo tem mais condição de ajustar", diz. A redução no ritmo dos gastos é observada na execução do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). Neste ano, as despesas com o programa cresceram 39%. No ano passado, subiram 108% no mesmo período. O secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, afirma que o desempenho do ano

12 não é uma tendência: "Estamos absolutamente tranquilos de que o investimento no ano vai crescer bem acima do PIB nominal". O governo central (Tesouro, Previdência e BC) economizou R$ 41,47 bilhões de janeiro a abril. Em abril, o superavit foi de R$ 15,6 bilhões. Governo vai aumentar em 7% os recursos para a agricultura Safra 2011/12 terá R$ 107 bilhões em financiamentos; taxas de juros devem ser mantidas Plano Safra, que deverá ser anunciado no próximo mês, incluirá culturas como laranja e cana-de-açúcar Tatiana Freitas (Mercado) O governo federal oferecerá R$ 107 bilhões para custeio, investimento, armazenagem e comercialização de produtos agrícolas da safra 2011/12, um aumento de 7% em relação à safra anterior. As taxas de juros praticadas não devem mudar, apesar do cenário de alta para a taxa básica de juros, a Selic. "Lutamos para preservar ao máximo as taxas que temos, o que, com o aumento da inflação, é um ganho real", afirmou o ministro da Agricultura, Wagner Rossi. Para o financiamento à agricultura familiar, o governo repetirá o valor de R$ 16 bilhões do ano passado. Além da cifra recorde para a agricultura empresarial, adiantada ontem por Rossi em São Paulo, o escopo do chamado Plano Safra está maior neste ano. Novas linhas de crédito contemplarão culturas inéditas no programa, como a cana-deaçúcar e a laranja. No setor sucroalcooleiro, o objetivo é incentivar a renovação dos canaviais, após dois anos consecutivos de queda na produtividade em um cenário de demanda crescente - tanto por álcool como pelo açúcar. No caso da laranja, deve ser criada uma linha de crédito para armazenagem de suco, para garantir oferta para o mercado interno. "É um setor que merece atenção; queremos ampliar a presença de suco de laranja na merenda escolar", disse. Rossi disse que o ministério também pretende combater a volatilidade nos preços do suco e garantir o interesse do agricultor pela cultura. "Queremos que o produtor rural tenha um preço mínimo", afirmou Rossi, sem revelar detalhes. O plano para a citricultura, segundo o ministro, deve ser finalizado na próxima semana. O anúncio oficial do Plano Safra está previsto para a primeira quinzena de junho.

13 PECUÁRIA A pecuária também será contemplada com três novas linhas de crédito, destinadas a renovação de pastagens, compra e manutenção de matrizes (vacas) no pasto. Para o secretário de Política Agrícola do ministério, José Carlos Vaz, a próxima safra não deverá ter aumento significativo de área, mas a produção e a renda do agricultor continuarão em alta. A tendência é que os volumes de soja, milho e cana aumentem, estimulados pelos preços praticados. Segundo Vaz, a bovinocultura também tem um cenário favorável, e há expectativa de recuperação para aves e suínos. "Apenas o arroz precisa de uma intervenção mais estrutural", disse Vaz. O secretário considera que o apoio à comercialização, por meio dos preços mínimos, terá menor demanda neste ano, em razão dos altos preços das commodities. ESPECULAÇÃO O elevado patamar das cotações e a influência dos especuladores sobre o mercado serão tema de reunião dos ministros da agricultura do G20, que acontece a partir de 21 de junho, na França. Rossi, que participará do encontro, rejeitou ontem qualquer tipo de controle sobre os preços agrícolas. "Durante 30 anos, as commodities agrícolas tiveram preços deprimidos e durante esse período nenhum país consumidor procurou países produtores, como o Brasil, para discutir os preços baixos", disse o ministro. Segundo ele, apenas o aumento da produção é capaz de diminuir as variações bruscas de preços dos alimentos. Valor Econômico Nada pode ser feito com o câmbio, diz Pimentel João Villaverde Em evento destinado a trazer o governo federal para dentro de uma negociação tripartite, industriais e sindicalistas ouviram de Fernando Pimentel, ministro do Desenvolvimento, uma crítica sonora à indústria brasileira. Apresentado por Paulo Skaf, presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), como "nosso [da indústria] grande interlocutor no governo federal", Pimentel falou aos cerca de 400 empresários e trabalhadores do ramo industrial, ontem, em São Paulo, que a indústria brasileira precisa se modernizar - e rápido. "Nossa indústria é do século XX. Se os empresários não forem rápidos, perderemos a competição com a Ásia, que já está muito à frente."

14 As nove horas de duração do seminário, ontem, em que o documento "Acordo entre trabalhadores e empresários pelo futuro da produção e do emprego" foi divulgado, foram ocupadas por críticas ao patamar da taxa de câmbio e às taxas de juros básicas da economia. João Guilherme Sabino Ometto, presidente da São Martinho e vicepresidente da Fiesp, afirmou ser "praticamente impossível, para a indústria, trabalhar com o real supervalorizado do jeito que está". O ex-ministro da Fazenda Luiz Carlos Bresser-Pereira, convidado para falar sobre câmbio, afirmou "que o real está totalmente fora de lugar, jogando contra uma estratégia de desenvolvimento nacional". Para o ministro Fernando Pimentel, no entanto, o empresário precisa "aprender a conviver com o câmbio". "O problema do câmbio valorizado, que afeta de maneira aguda a economia, especialmente a indústria, não tem solução. Particularmente, preferia que [a taxa] estivesse mais desvalorizado, mas não adianta. Não há nada que possa ser feito. O empresário precisa aprender a conviver com isso e se modernizar", afirmou Pimentel, para quem a atuação do governo deve se concentrar em uma política industrial. Até o fim de junho, garantiu o ministro, a nova política industrial será lançada pelo governo, que receberá o nome de Política para o Desenvolvimento da Competitividade. "Estávamos [a equipe econômica] concentrados em debelar a inflação, nos primeiros meses de governo, e só agora conseguimos nos deter nas propostas para a nova política industrial", afirmou Pimentel. O conjunto de medidas a ser anunciado nos próximos 30 dias incluirá a redução de impostos sobre a compra de bens de capital e a aceleração na devolução de créditos na exportação, demandas históricas de industriais brasileiros. "Fecharemos, nos próximos dias, as últimas ideias para a medida", adiantou Pimentel. Em busca de um pacto, industriais e sindicalistas entregaram a Aloizio Mercadante, ministro de Ciência e Tecnologia, Michel Temer, vice-presidente da República, e a Pimentel um documento conjunto, antecipado pelo Valor na semana passada. Entre outros pontos, o material defende a redução de juros cobrados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social (BNDES) - já negativos, em termos reais - e a institucionalização das comissões de sindicalistas nas fábricas do país. "Precisamos recriar o ambiente que propiciou a câmara setorial do setor automotivo, no início dos anos 1990, quando empresários, sindicatos e governo se uniram para negociar saídas para o setor", disse Sergio Nobre, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, ligado à Central Única dos Trabalhadores (CUT). Para Miguel Torres, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, da Força Sindical, "a data [ontem] é histórica, por marcar uma união em tempos de crescimento econômico, com o intuito de salvar o setor industrial, onde os salários dos trabalhadores são os mais elevados", completou Torres. Pressionado, no palco, por Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, presidente da Força Sindical, Michel Temer afirmou que cobrará a presidente da República, Dilma Rousseff, a inaugurar, na semana que vem, a primeira reunião da câmara tripartite entre governo, industriais e sindicalistas. "Me comprometo a, já na próxima semana, levar o governo a fazer parte do pacto social proposto por vocês", afirmou.

15 Segundo Vagner Freitas, secretário de finanças da Central Única dos Trabalhadores (CUT), a maior do país, "os sindicalistas entendem que é importante, para o país e para o emprego, que as empresas nacionais sejam fortes", e o esforço, junto ao governo federal, será para que "o espaço para negociações se institucionalize". Desemprego fica estável, mas rendimento já caiu 5,1% Rafael Rosas O desemprego ficou praticamente estável em abril, na comparação com março, mas o rendimento médio real caiu 1,8% em termos reais, retomando a tendência de queda iniciada no último trimestre do ano passado e interrompida em janeiro e março. Desde outubro de 2010, o rendimento já encolheu 5,1%. Os dados divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostraram uma taxa de desocupação de 6,4%, a menor para um mês de abril desde o início da série, em quase igual aos 6,5% de março. A comparação com o mês anterior aponta uma redução de mil pessoas - considerada estabilidade pelo IBGE - na população desocupada, que atingiu 1,537 milhão de pessoas no mês passado. A população ocupada também se mostrou estável estatisticamente, com um aumento de 34 mil pessoas frente a março. "O mercado mostra estabilidade na desocupação em razão de não terem sido gerado postos suficientes para atender a demanda de 1,5 milhão de desocupados", ressaltou Cimar Azeredo, gerente da PME. Na comparação com abril de 2010, o rendimento médio real de abril estava 1,8% maior, atingindo R$ 1.540,00. O sinal amarelo está na comparação com março, com a queda de 1,8%. "Temos que olhar o rendimento para saber se é apenas pontual ou se a queda no poder de compra vai persistir", disse Azeredo, acrescentando que a perda no rendimento não foi fruto da entrada de pessoas no mercado de trabalho, já que esse número entre março e abril não foi significativo. A redução do rendimento entre março e abril foi puxada pela indústria, comércio e serviços prestados às empresas. O técnico do IBGE lembrou ainda que o emprego com carteira assinada no setor privado também se manteve estável, mas com tendência de alta, com a criação de 64 mil postos formais entre março e abril. "No mês, embora a alta da carteira assinada não seja significativa, apresenta forte tendência de crescimento", disse Azeredo. Se as comparações com março mostram um mercado de trabalho em compasso de espera, a relação com igual período do ano anterior apresenta um desempenho significativamente superior em Além de a taxa de desocupação ter recuado de forma mais significativa nessa comparação, com queda de 0,9 ponto percentual, o nível de ocupação - percentual de pessoas ocupadas no universo daqueles com 10 anos ou mais de idade - atingiu 53,4%, contra 52,9% em igual mês do ano passado. "Essa evolução é muito positiva e mostra a força da economia sobre o mercado de trabalho", destacou Azeredo. A população ocupada também mostra força em relação ao ano passado, com crescimento de 2,3%, equivalente a 492 mil pessoas, entre abril de 2010 e o mês passado. Esse crescimento na ocupação contribuiu ainda para uma redução significativa da população desocupada, com recuo de 10,1%, ou 173 mil pessoas a menos procurando trabalho.

16 Esse movimento de melhora no mercado de trabalho na comparação anual foi acompanhado também do incremento da qualidade do emprego. Os postos formais gerados no setor privado subiram 6,8% - com 686 mil novas vagas formais - frente a abril do ano passado. No mês passado, os funcionários formais de empresas privadas somaram 10,803 milhões nas seis regiões metropolitanas pesquisadas pelo IBGE. O bom momento entre 2010 e 2011 também é atestado pela média da desocupação, que passou de 7,4% nos quatro primeiros meses do ano passado para 6,4% entre janeiro e abril deste ano. Ocupado com curso superior fica sem aumento real Arícia Martins Ter ensino superior é sinônimo de um salário melhor. Pensando nisso, e também em ter mais conhecimento, a professora Paula Belmino da Silva, de 36 anos, começou a cursar pedagogia na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), onde se formou em Nascida no interior do Estado, na cidade de Sete Lagoas, ela é a primeira de uma família de seis irmãos a conseguir um diploma. "Eles têm mais vontade de fazer faculdade depois que eu fiz, porque eu tenho mais estabilidade no emprego do que eles", conta. Filha mais velha de um agricultor e de uma professora que começou a dar aulas em programas de alfabetização de adultos, quando o diploma ainda não era exigido, Paula veio para São Paulo em 2005, para morar com o namorado que conheceu na internet, hoje seu marido, e acabou passando em dois concursos públicos que exigiam nível superior. Hoje, dá aula em duas escolas, uma estadual e outra municipal, para alunos de 1ª a 4ª série, mas já pensa em cursar uma segunda faculdade, ou uma pósgraduação, para melhorar sua renda e ter mais tempo para ficar com sua filha Alice, que tem quatro anos. A professora faz parte da população ocupada com 11 anos ou mais de estudo, que representava 59,2% dos empregados em 2010, nas seis regiões metropolitanas analisadas pela Pesquisa Mensal do Emprego (PME) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 2003, pessoas com essa escolaridade representavam 46,7% da população empregada. Dentro desse grupo, o número de pessoas com nível superior cresceu 54% entre 2003 e Dados do IBGE mostram, no entanto, que o rendimento médio real dos ocupados com diploma superior cresceu apenas 0,3% no mesmo período nas regiões analisadas pela PME - Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre. Ao mesmo tempo, o ganho médio da população ocupada em geral avançou 19%, de R$ 1.252,48 em 2003 para R$ 1.490,61 em 2010, descontada a inflação do período. A estagnação da renda de trabalhadores com nível superior foi puxada por São Paulo, onde a remuneração média real caiu 6,6% no período. Mesmo assim, a renda do paulistano com faculdade, de R$ 3.690,88 em 2010, ainda é a maior do segmento entre as seis regiões metropolitanas da PME. Segundo economistas especializados em mercado de trabalho e educação consultados pelo Valor, a expansão do ensino superior - provocada pela maior oferta de cursos em redes privadas e programas governamentais como o ProUni - e o consequente

17 retardamento da entrada de jovens na População Economicamente Ativa (PEA) aumentaram a oferta de mão de obra qualificada e puxaram o salário desse profissional para baixo, já que a remuneração do primeiro emprego tende a ser inferior. Apesar disso, é consenso que o diploma será cada vez mais o que já é atualmente: uma exigência de acesso ao mercado de trabalho e, portanto, a garantia de um futuro e de uma renda melhor. "O Brasil está de cabeça para baixo em relação ao resto do mundo", diz Marcelo Neri, economista-chefe do Centro de Políticas Sociais da Fundação Getulio Vargas (CPS- FGV). "Enquanto todos lá fora que têm educação estão tendo ganho de renda maior, aqui acontece o oposto." Neri, contudo, cita dados de uma pesquisa do CPS que cruza informações da PME com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), também feita pelo IBGE, para concluir que esse dado tem um lado positivo: a desigualdade no país está caindo, enquanto em outros países, ela está aumentando. Descontada a inflação, a renda dos 50% mais pobres avançou 52,59% no Brasil entre 2001 e 2009, ao passo que a renda dos 10% mais ricos aumentou apenas 12,8% no mesmo período. "Todas as desigualdades estão caindo, e o que está por trás disso é a educação", avalia. Paulo Corbucci, técnico em planejamento e pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), destaca que a estagnação nos salários da população com nível superior não é homogênea. Na opinião do pesquisador, há carreiras com excesso de oferta - como administradores e advogados - que puxam os salários para baixo, enquanto profissões mais demandadas impulsionam a média da remuneração para cima, contrabalançando a queda na outra ponta. "Em regiões interioranas, por exemplo, não há oferta de médicos. São oferecidos salários altíssimos e as pessoas não querem ir para lá." Outro fator que pode estar trazendo os salários de graduados para baixo, afirma o economista Sérgio Mendonça, do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), é o aproveitamento dessas pessoas em vagas menos qualificadas, já que elas não encontram colocação na área onde se formaram, o que também é reflexo da oferta excessiva de alguns profissionais. "Praticamente 80% das vagas que estão sendo criadas exigem ensino médio completo para cima, o que virou uma barreira no mercado de trabalho". Muitas vezes, o empregador prefere contratar alguém com nível superior, mesmo que a colocação não exija diploma, diz Mendonça, porque, em tese, um graduado teria recursos maiores para apreender mais rápido os conhecimentos necessários à sua função. Por outro lado, caso esse profissional recuse um posto menos qualificado, pode acabar ficando desempregado. Para Naercio Menezes Filho, coordenador do Centro de Políticas Públicas do Insper, isso pode explicar porque as pessoas com 11 anos de estudo ou mais têm cada vez mais peso na população sem emprego. Em abril de 2011, elas representavam 59% da população desocupada. Em 2003, 39,8% dos desempregados tinha esse nível de escolaridade. "Com a ascensão das classes C e D, a demanda que está aumentando é por empregadas domésticas, motoristas, além da construção civil, e com o salário mínimo aumentando, o rendimento dessas pessoas cresce mais em relação com o daqueles que possuem nível superior", observa Menezes Filho.

18 Apesar da menor remuneração inicial, os dados do IBGE mostram que o diploma superior garante uma maior participação no mercado de trabalho. Em 2010, 78,9% da população em idade ativa com curso superior estava trabalhando. Para o grupo de escolaridade média (oito a dez anos), o nível de ocupação estava em 50,4%. Bom humor de Mantega surpreende sindicalistas João Villaverde Denominado de "Robin Hood às avessas" pela Força Sindical, em janeiro, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, chegou a ser caracterizado, em nota da segunda maior central sindical do país, como um "insensato burocrata que se curva aos especuladores". Cinco meses depois, a percepção dos dirigentes da Força, dividida pelas outras cinco centrais reconhecidas pelo governo federal, mudou completamente. A razão, segundo os depoimentos de líderes sindicais que se reuniram com Mantega na noite de quarta-feira em Brasília, pode ser a crise política envolvendo o ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci. "Foi Mantega quem nos convidou para explicar a proposta do governo de desoneração na folha de pagamentos, algo que ele nunca fez", diz um sindicalistas, "e ele estava muito bem humorado". Ao longo da reunião, que durou cerca de uma hora, Mantega foi interrompido três vezes - todas para atender ligações da presidente Dilma Rousseff. "Essa tensão, do contato quase ininterrupto com a presidente, chamou minha atenção", afirma outro participante da reunião, "mas Mantega não demonstrava estar incomodado, muito pelo contrário". Ao retornar à sala, depois de atender a última ligação de Dilma, um sindicalista brincou que o ministro estava "com uma patroa e tanto". Mantega mordeu a isca: "Mas essa é uma patroa que vale a pena ter. Ainda mais agora". Pouco antes, quando questionado sobre a postura "conservadora" da política econômica, que teria, segundo um líder sindical, "mudado de rumo, recentemente, ficando mais ortodoxa", o ministro da Fazenda se defendeu: "A política econômica é a mesma, eu continuo desenvolvimentista", afirmou. Com pensamentos opostos quanto à política econômica, Mantega e Palocci mantêm discrição desde o início do governo Dilma. Mas no primeiro governo de Luiz Inácio Lula da Silva as divergências eram mais claras. Palocci, então ministro da Fazenda, ampliou o superávit primário, dos 3,75% do PIB, praticados no segundo governo de Fernando Henrique Cardoso pela dupla Pedro Malan (Fazenda) e Armínio Fraga (Banco Central), para 4,75% do PIB. A estratégia era criticada pelo grupo de economistas heterodoxos, capitaneada por Mantega, então presidente do BNDES, que defendia a redução do primário e a consequente ampliação das despesas com investimentos. Em reunião no Planalto no fim de 2005, Mantega rechaçou a ideia de déficit nominal zero, promovida por Delfim Netto e levada ao governo por Palocci, que a defendia entusiasticamente. As diferenças durante o governo, no entanto, duraram pouco - Palocci foi afastado da Fazenda em março de 2006, quando foi acusado de envolvimento na quebra de sigilo bancário do caseiro Francenildo da Costa. O exministro foi inocentado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

19 Na reunião com as centrais, Mantega anunciou que o governo está decidido quanto ao modelo de desoneração de encargos na folha. Os 20% recolhidos pelas empresas ao INSS em todos os contratos com carteira assinada serão zerados, em substituição de um imposto que será cobrado sobre o faturamento. PT muda estratégia de atuação com aliados no Congresso Caio Junqueira e Paulo de Tarso Lyra A presença do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta semana na articulação política do Palácio do Planalto motivou os governistas do PT a readequarem a estratégia de atuação com a base aliada no Congresso Nacional. Definiram três eixos para sua ação a partir de agora: um tratamento diferenciado ao PMDB; maior diálogo com o PR, PTB e PP; e a consolidação da parceria com os partidos situados mais á esquerda, como PCdoB, PSB e PDT. Na prática, o que está em avaliação é uma retomada de características do relacionamento que Lula teve com os aliados no Legislativo. No primeiro mandato do petista, PR (então PL), PTB e PP foram os parceiros preferenciais. O PMDB foi privilegiado no segundo mandato, quando a aliança com o Planalto se formalizou. E os partidos à esquerda se consolidaram a partir da crise do mensalão. Assim, nos últimos quatro anos de seu mandato, todos estavam juntos do governo, o que auxiliou Lula a governar sem crises no Congresso. A avaliação é de que é necessária uma recomposição com o PMDB no intuito de conciliar a relação de disputa de poder, tida como inevitável, mas que pode ser feita com parceria, principalmente nas votações mais polêmicas. No caso do Código Florestal, os governistas já avaliam que o governo errou ao não conduzir as negociações desde o princípio com o principal aliado. E que o resultado configurou uma vitória pemedebista e uma derrota do PT. O receio é que, a partir dessa votação, cada vez mais o PMDB consiga trazer para sua órbita outros aliados do Palácio, como o PR, PTB e PP. E que isso resulte em futuros problemas para o governo. O melhor sinal disso é que os dois vice-líderes do governo desses partidos, Rebecca Martins (PP-AM) e Osmar Serraglio (PMDB-PR), votaram contra o Palácio. Isso a despeito dessas legendas estarem sob o comando de importantes ministérios. O PR, detentor do poderoso Ministério dos Transportes, dividiu-se com 16 votos para cada lado. O PP "derrotou" o Palácio por 23 a 11. O PTB por 15 a 5. E o PMDB por 72 a 1. Assim, espera-se que haja uma reformulação no trato com esses partidos. Na próxima semana, devem ser liberados alguns cargos do segundo escalão aos pemedebistas, como a Conab. E a relação com as três outras siglas deve ser "de líder para líder", direta e sem intermediários, também com o atendimento a suas reivindicações. A grande queixa é quanto ao pagamento de emendas parlamentares e a liberação de restos a pagar. Um retorno no relacionamento nos moldes do que os partidos tiveram com Lula, e que o ex-presidente restabeleceu em sua intervenção no governo nesta semana, é tudo o que os parlamentares querem. Daí porque sua presença em Brasília foi considerada

20 "crucial para acalmar a nação", nas palavras de um líder de uma das maiores bancadas do Congresso. Segundo o político, o retorno de Lula ao centro do poder, além da garantia de bons tratos aos aliados, conseguiu acalmar o PT. Algo que nem Dilma, nem o ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, e muito menos o das Relações Institucionais, Luiz Sérgio, estavam conseguindo fazer. Isso mesmo antes das denúncias contra Palocci. Depois, então, a situação se deteriorou. Relações antes já não amistosas entre o líder do governo, Cândido Vaccarezza (SP), e do PT, Paulo Teixeira (SP), estão neste momento piores do que estavam no início, o que acabou por influenciar o resultado da votação do Código Florestal, por exemplo. Como, então, exigir a unidade da base quando nem os petistas se entendem? O entendimento de que as denúncias contra Palocci partiram de dentro da sigla ajudam a corroborar a análise interna. Os aliados contam e querem a presença de Lula sempre que necessário. E já apontam uma possível missão futura para ele: mediar o acordo de alternância com o PMDB na presidência da Câmara. O PMDB abriu mão, agora, para Marco Maia (PT), e a próxima Legislatura teria na presidência o PMDB, provavelmente com Henrique Eduardo Alves (RN). Depois do seu discurso de afirmação da Casa diante do Executivo na terça-feira, petistas já começaram a falar que a próxima eleição "está longe e tem muita coisa para acontecer até lá", insinuando que o acordo pode ser rompido. Ocorre que, para o público interno, muito embora a fala de Alves o tenha colocado em situação pessoal difícil com Dilma, há a sensação na Câmara de que ele garantiu sua eleição em fevereiro de O que pode fazer com que até mesmo a ameaça de rompimento do acordo na véspera do ano da eleição presidencial possa tornar quase impossível a missão de Lula de acalmar a base aliada e seu partido. Temer afasta possibilidade de isolamento de Palocci dentro do governo Fernando Taquari SÃO PAULO - O vice-presidente da República, Michel Temer, descartou ontem a ideia de que o recente retorno do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na cena política nacional seja um sinal de que o governo está fragilizado com as suspeitas em torno do aumento do patrimônio do ministro da Casa Civil, Antonio Palocci. Não me parece. O presidente Lula tem uma presença marcante no país. É ligado ao governo e a presidente Dilma Rousseff. O que ele tem feito é circular um pouco mais sobre o foco político, disse Temer ao lembrar que, ontem, Lula participou de uma reunião com líderes partidários para discutir a reforma política. É uma voz autorizada como tantas outras que também passaram pelo Executivo nacional, acrescentou o vice-presidente ao deixar o seminário Brasil do Diálogo, da Produção e do Emprego, organizado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) junto com a CUT e a Força Sindical. Temer ainda manifestou confiança em Palocci e rejeitou a possibilidade de que o ministro possa estar isolado dentro do governo e da base governista no Congresso

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