Gestão com responsabilidade socioambiental

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1 desde que citada a fonte. Sujeito a revisões e modificações, sem aviso prévio. Versão fev/mar 2003.pág. 0 de 78 João S. Furtado site em parceria com Teclim Gestão com responsabilidade socioambiental Ferramentas e tecnologias socioambientais São Paulo Fev. Mar 2003

2 desde que citada a fonte. Sujeito a revisões e modificações, sem aviso prévio. Versão fev/mar 2003.pág. 1 de 78 Gestão com responsabilidade socioambiental reúne textos de livre acesso e uso, para organizações e pessoas interessadas em Responsabilidade Socioambiental (RSA), do ponto de vista da produção e consumo de bens e serviços sustentáveis. Por simplicidade, os temas poderão ser referidos como capítulos, mas são blocos independentes e não numerados, que poderão receber revisões, inclusões ou reordenações. Temas abordados Visão e motivações & Gestão e planejamento estratégico socioambiental estratégico Desenvolvimento Sustentável & comunidade Indicadores de sustentabilidade & de ecoeficiência A empresa e a sociedade Princípios de RSA, Códigos de conduta & Capacitação para RSA Ferramentas e tecnologias socioambientais Temas e ações com RSA

3 desde que citada a fonte. Sujeito a revisões e modificações, sem aviso prévio. Versão fev/mar 2003.pág. 2 de 78 FERRAMENTAS E TECNOLOGIAS SOCIOAMBIENTAIS As justificativas para as interferências humanas na natureza são geralmente interpretadas como necessidades econômicas, mas que provocam alterações nos ciclos biogeofísicos e, a partir daí, desencadeiam diferentes danos, cargas ou efeitos sobre os recursos naturais. Dessa maneira, as ações acabam comprometendo bens, serviços, funções e utilidades que são regularmente providos pelos recursos renováveis (bióticos) e não-renováveis (abióticos) dos ecossistemas. As alterações no ambiente começam pelo meio terrestre e alcançam os aquáticos. Neste caminho, as conseqüências sociais e econômicas nem sempre são detectadas, fazendo com que apenas o que se torna mais aparente seja medido. Assim, o desenvolvimento medido pelo indicador clássico denominado PND Produto Nacional Bruto capta apenas parte da agregação de valores ao conjunto de bens e elementos ambientais, entre os quais o homem está incluído. No modelo atual de mercado podem ser reconhecidos três focos para tomada de decisão, especialmente quando se trata de empresa com fins lucrativos. 1. Foco no cliente e maior importância destinada ao lucro aferido, expresso por VPL Valor Presente Líquido, para remunerar o investidor ou acionista (shareholder). Representa o tipo convencional de empresa que se interessa apenas pela última linha de resultado final (Bottom Line) do balancete financeiro. Opera nos limites da conformidade e demonstra comportamento reativo. Adota, em geral, o modelo fim-de-tubo e está pouco ou nada disposta a rever sua estratégia em relação às questões socioambientais. Considera as ações socioambientais como dispêndios e perda de competitividade. A empresa, nestas condições, está fora das tendências globais e irá, certamente, encontrar dificuldades para sua sustentação no mercado. Poderá, inclusive, ser eliminada, radicalmente. 2. Atenção aos agentes ou partes interessadas (stakeholders) e a conseqüente ampliação do foco das expectativas, tornando necessário incorporar questões sociais e ambientais na condição de elementos competitivos, para aumento da lucratividade econômico-financeira. Caracteriza as organizações com a visão dos anos 90 que passaram a ver o planeta em sua dimensão integral e global. As empresas estão considerando o uso de novos paradigmas ou instrumentos socioambientais ou já os estão incorporando para decisão de negócios, com foco na cadeia de negócios. Há migração da atitude reativa, em transição para a pró-ativa, caracterizada pela implementação de Sistemas de Gestão Ambiental (com ou sem certificação), definição de indicadores de desempenho, sua contabilização e avaliação, com boas perspectivas para a comunicação do desempenho alcançado. Representa as organizações mais avançadas, em operação, e as que deverão surgir, a partir da reorientação de processos de produção de bens e serviços e da inserção de elementos socioambientais no modelo de planejamento estratégico integrado que leva em conta o Sistema de Produto ou visão do-berço-à-cova. 3. Foco no Desenvolvimento sustentável, levando-se em consideração o papel e as responsabilidades econômicas, sociais e ambientais que deverão ser desempenhados pelas organizações, tanto individualmente, como coletivamente. Este será o modelo da organização do Século 21, caracterizado pela gestão socioambiental estratégica integrada e focada nos princípios de Resultado Final Tríplice (Triple Bottom

4 desde que citada a fonte. Sujeito a revisões e modificações, sem aviso prévio. Versão fev/mar 2003.pág. 3 de 78 Line) do balancete, expressando os resultados positivos e negativos econômicos, ambientais e sociais, de maneira clara e transparente, para todos os interessados. Tais organizações farão o uso pleno das ferramentas socioambientais de natureza organizacional e de processos e produtos, com máximo engajamento das partes interessadas e uso de modelos de parcerias estratégicas. Os caminho para as mudanças é árduo, pois, implica em mudanças culturais no sistema de produção e consumo de bens e serviços da sociedade humana como um todo e, em especial, da maneira de pensar no modelo econômico atual, a fim de se reconhecer que a riqueza real pessoal ultrapassa os bens econômicos, de ordem material, para incluir os sistemas sociais, como emprego, educação, acesso a informação, saúde, segurança, liberdade e proteção contra a violência, liberdade de escolha, direito de participação (empowerment), qualidade social e ambiental, laser e equidade; e que a riqueza real nacional constitui a totalidade dos serviços acessíveis para seu povo. Não há como ignorar que as atividades humanas colocam a atmosfera, ecosfera e a própria antroposfera em condição de risco permanente. Por isso é que surgiram, especialmente a partir dos anos 90, novos paradigmas, ferramentas e tecnologias abrangendo: conceitos teóricos e estratégicos instrumentos para medição e avaliação de impactos modelos de gestão organizacional integrando aspectos econômicos, ambientais e sociais, para a organização, como um todo e para processos e produtos, em particular. Apesar da diversidade dos títulos das novas ferramentas, os descritores são bastante próximos. Além disso, o foco é, em geral, comum e orientado para a fruição de bens e serviços providos pela natureza, manufatura de bens e serviços industriais, práticas de descarte e outros aspectos que provocam danos à saúde humana e à qualidade dos ecossistemas naturais. Entre as diversas atitudes já notadas na antroposfera, algumas estão ganhando maior notoriedade e justificando a importância e necessidade do uso de novos paradigmas e ferramentas. A prática da exploração florestal e pesqueira sem comprometer os estoques, usada há alguns anos para ilustrar a sustentabilidade já não é mais suficiente, uma vez que a multiplicidade de ações humanas (econômicas), sob tal título, está colocando em risco os sistemas regionais e globais. A impossibilidade prática de demonstrar, cientificamente, todos os efeitos ambientais das atividades humanas, está fazendo com que as políticas públicas empreguem o Princípio da Precaução (Precautionary Principle) 1, especialmente quando se trata de materiais ou substâncias que se acumulam, permanentemente nos seres vivos, provocando efeitos genéticos e reprodutivos permanentes ou de longa duração. A coleta mundial de biomassa é absolutamente danosa e deixa elevado passivo ambiental. Cerca de 90% da biomassa colhida e 90% dos recursos não-renováveis (abióticos) perturbados em seu arranjo natural são perdidos ao longo do caminho para geração de produtos para uso final 2. 1 Schmidt-Bleek, F & col A report by the The Factor 10 Club. Chapter I. Factor 10: making sujstainability accountable. Putting resource productivity into praxis. 67 pp. 2 Schmidt-Bleek & col citado.

5 desde que citada a fonte. Sujeito a revisões e modificações, sem aviso prévio. Versão fev/mar 2003.pág. 4 de 78 Portanto, que a visão tradicional de poluição como responsável por danos ambientais e sociais precisa ser revista e ampliada, para incluir interferências humanas, como 3 : distúrbio no arranjo do Capital natural, provocando fluxos de materiais e acumulação de resíduos; retirada de materiais, para uso econômico, com subseqüente geração de resíduos acumulados durante o processo produtivo, durante o uso ou ao final da vida útil do bem ou serviço; exploração de serviços (utilidades ou funções) e bens naturais, com conseqüente impacto físico sobre o meio; fruição de bens naturais e manufaturados, com subseqüente impacto e cargas ambientais e sociais. Os novos conceitos são, essencialmente, direcionadores de conduta socioambiental responsável e representam diretrizes a serem adotadas pelos agentes envolvidos no processo ou na problemática. Neste sentido, as ferramentas de gestão ambiental constituem instrumentos para aprimorar a tomada de decisões, a gestão de informações, a mudança de comportamento, modificar processos produtivos e outras ações aplicáveis ao desempenho ambiental da indústria 4. O uso da palavra ferramenta tem tido diferentes significados. Neste texto, o termo ferramenta significa tecnologia de natureza organizacional ou de gestão, de processo e produção, ou informacional, representada por softwares de apoio para análise e tomada de decisões 5. Em alguns textos, o termo ferramenta é empregado no sentido de conceito, estratégia ou política de ação. As diversas ferramentas de gestão ambiental são consideradas em estágio inicial de evolução e podem, por isso, apresentar limites imprecisos, sobreposições e diferenças de interpretação, por diferentes usuários. Por isso, estão sujeitas a contradições e conflitos 6. As ferramentas conceituais e operacionais, propostas por diversos autores e instituições, já estão sendo utilizadas por governos e empresas diferenciadas. O entendimento conceitual e dos propósitos nem sempre é uniforme ou coincidente. Embora quase todas as manifestações digam que as ferramentas sejam devotadas ao Desenvolvimento sustentável, o propósito principal é conciliar as condições dos recursos naturais com a sobrevivência da espécie humana. Sistema Terra e ecogestão A terra é um sistema 7 - fechado a fluxos de matéria externa, mas aberto ao ingresso de energia, primariamente a radiação solar que garante o uso sustentável de recursos naturais para a humanidade. O Sistema Terra (às vezes chamado de Espaçonave Terra) é composto de vários subsistemas ou estruturas não-lineares. A ecosfera ou biosfera e seus integrantes ficam entre a litosfera (crosta rochosa) e a atmosfera terrestre, onde ocorrem os processos bióticos e abióticos que sustentam os diferentes ecossistemas e suas formas de vida. A antroposfera corresponde à área da ecosfera habitada e sob a influência de comunidades humanas. Ecosfera e antroposfera são subsistemas termodinâmicos, autoorganizáveis, abertos a fluxos de materiais, energia ou ambos. 3 K.-H. Robert & col Strategic sustainable development selection, design and synergies of applied tools. Jour. Cleaner Production 10(2002): Smart Communities Network. Sustainable development decision support tools. 6 K.-H. Robert & col. Já citado. 7 Interpretado como o conjunto de elementos e de subconjuntos interativos e auto-influenciáveis.

6 desde que citada a fonte. Sujeito a revisões e modificações, sem aviso prévio. Versão fev/mar 2003.pág. 5 de 78 Na biosfera, os ecossistemas constituem estruturas termodinâmicas auto-organizáveis, caracterizadas pela combinação regulatória de elementos bióticos e abióticos, onde ocorrem trocas metabólicas e energéticas. É com base nos ecossistemas, portanto, que os serviços, utilidades ou funções deverão ser examinados, pois, representam os processos e funções naturais que garantem a sustentação da vida, tão importantes e críticos para o bem estar da humanidade. A biosfera representa, portanto, o eco-espaço ou espaço ecológico, definido como o conjunto de recursos ecológicos dos quais a humanidade depende para sua manutenção, desenvolvimento e sobrevivência 8. Do ponto de vista econômico, o eco-espaço é entendido como: o total de recursos que a humanidade pode utilizar, em determinado período, sem comprometer as gerações futuras 9 ou o espaço onde ocorrem as demandas humanas sobre o ambiente, que afetam ou podem ser afetadas pelos princípios da sustentabilidade biogeofísica. Esta última é traduzida pela manutenção ou aprimoramento da integridade do sistema, a fim de garantir a sustentação das formas de vida, fundamentada na biodiversidade, produção de nitrogênio e dióxido de carbono, considerados pré-requisitos para a sustentação da sociedade humana 10. Esta visão mais abrangente da natureza implica em mudar o foco e o rumo do modelo de produção industrial e de consumo público de bens e serviços, levando-se em consideração que todo produto incorpora o passivo, débito ou externalidade representado por: resíduos originados dos desarranjos (físicos, químicos e biológicos) da forma como os recursos estão dispostos na natureza; deposição de materiais na ecosfera, devida à extração de materiais e matérias primas; efeitos físicos causados por colheitas, emissões provocadas pela fruição de serviços e bens globais; consumo de materiais, inclusive água e energia ao longo do ciclo-de-vida; deposição de resíduos durante o uso e ao final da vida útil do produto. A visão ampliada de bens e serviços, oferecidos e consumidos pela sociedade humana, mostra a relevância das ferramentas conceituais e operacionais já disponíveis para a construção e implementação de novo modelo de gestão estratégica com responsabilidade socioambiental. Os cenários de futuro já desenhados 11 indicam possibilidades estratégicas importantes 12, para continuidade da prática atual (business as usual) e de mudanças, tanto para pior (barbarização) como para melhor (grandes transições). Será uma questão de escolha, com base no aprimoramento da visão do Sistema Terra e dos modelos de gestão já praticados, ambos esquematizados a seguir. A primeira ilustração combina as bases para construção do Capital Natural (que constitui os bens globais disponíveis), as categorias de interferências humanas, os efeitos acumulados em bens e serviços e as ferramentas para mudanças. 8 Murcott, Suzan What is sustainability? AAAS Annual Conference. IIASA Sustainability Indicators Symposium, Seattle, WA. 9 McLaren, D. Sustainable Europe and environmental space. Achieving sustainability through the concept of environmental space: a trans-european project. (acessado 23 nov Murcott, já citada. 11 Ver Furtado, J.S Gestão com responsabilidade socioambiental. Desenvolvimento sustentável e comunidade. 12 Raskin, P. & col Global transition. SEI & GSG 111 pp.

7 desde que citada a fonte. Sujeito a revisões e modificações, sem aviso prévio. Versão fev/mar 2003.pág. 6 de 78 A segunda mostra a evolução dos modelos de gestão social e ambiental, dos anos 50 até o ano 2002, com a previsão da passagem para o Século 21, incluindo direcionadores de conduta, foco do modelo, comportamento organizacional, padrão de gestão, motivação e as ações ou ferramentas usadas ou recomendadas para boas práticas e responsabilidade socioambiental. Sistema Terra Atmosfera Litosfera Ecosfera Solo Água Recursos abióticos Ar Recursos bióticos Radiação solar Capital Natural Antroposfera - Economia humana - BENS NATURAIS Matérias primas & Serviços naturais Desorganização do arranjo Extração de materiais Colheitas Uso de funcões naturais Interferências humanas Bens manufaturados Serviços, funções ou utilidades naturais Resíduos e emissões acumulados CONCEITO AMPLIADO DE PRODUTO POR IMPACTOS PROVOCADOS 1. vol de recursos CONCEITO bióticos AMPLIADO e abióticos DE desorganizados PRODUTO POR em IMPACTOS seu arranjo PROVOCADOS natural vol vol de de material recursos retirado bióticos da e natureza abióticos (Capital desorganizados Natural) em seu arranjo natural área vol (superfície) de material da retirado terra comprometida natureza (Capital para a bio-produção Natural) e serviços naturais vol área de energia (superfície) usada da para terra extração comprometida e transporte para a de bio-produção materiais e serviços naturais vol vol de de materiais energia e usada energia para incluídos extração na e produção transporte de de bens materiaise serviços vol vol de de emissão materiais de resíduos e energia e incluídos de energia na dissipada produção de bens e serviços vol vol de de energia emissão entrópica de resíduos acumulada e de energia no produto dissipada e emissões vol vol de de materiais energia e entrópica de energia acumulada utilizados no para produto o funcionamento e emissões do produto vol vol de de materiais descartados e energia em utilizados embalagens para e o restos funcionamento do produto do ao produto final da vida útil 10.vol. 9. vol de de energia materiais usada descartados para transporte em embalagens e tratamento e restos de descartes do produto ao final da vida útil 10.vol. de energia usada para transporte e tratamento de descartes Instrumentos de mudanças Visão Sistema de produto Fator 4 Fator 10 Passos naturais Pegada ecológica Resultado Final Tríplice Medição Capital natural Capacidade de carga Indicadores IMPS (MIPS) ISPS (FIPS) AIMA (MAIA) IGP (GPI) Fardo ecológico ZERI Organização e ação Produção Limpa Produção eco-inteligente Ecoeficiência Design para o ambiente Avaliação do ciclo de vida EIA-RIMA SGA Consumo eco-inteligente

8 desde que citada a fonte. Sujeito a revisões e modificações, sem aviso prévio. Versão fev/mar 2003.pág. 7 de 78 Anos Direcionadores Foco Comportamento Padrão de gestão Motivação Ação/ferramentas Prevenção de A natureza resolve Indiferença Inexistente Liberdade para crescimento Descarte descontrolado 50 despesas Acumulação de Poluição Diluição e dispersão Inexistente Crescimento Descarte descontrolado resíduos 60 Capacidade limitada da natureza Legislação Ambientalismo industrial Confinamento e tratamento de resíduos e emissões Comando e controle Fim-de-tubo Taxas e penalidades Estação de tratamento Aterros Incineração Filtros e lavadores Enfase em Século 21 Legislação Pressão social Legislação Pressão social Mercado e competitividade Legislação Pressão social Mercado e competitividade Conhecimento e inovação Legislação Pressão social Mercado e competitividade Conhecimento Ambientalismo regulamentário Proteção ambiental Comando e controle Fim-de-tubo Redução de poluição Gerenciamento Abordagem híbrida Comando e controle Redução de poluição Prevenção à poluição Redesenho de processo Produção Mais Limpa Produção Limpa Ambientalismo estratégico responsável Ecologia industrial Responsabilidade corporativa Sustentabilidade Inovação Inovação Gestão do conhecimento Comando e controle Produção Mais Limpa Produção Limpa Ecoeficiência Produção Limpa Ecoeficiência Gestão socioambiental responsável Taxas e penalidades Taxas e penalidades Externalidades Passivos Imagem Taxas e penalidades Externalidades e passivos Competitividade: custos, diferenciação e posicionamento Imagem Globalização Políticas públicas Sustentabilidade da organizaçao Responsabilidade corporativa Estação de tratamento Aterros Incineração Filtros e lavadores Minimização Minimização ou redução de resíduos Reciclagem Prevenção Estação de tratamento Aterros Incineração Filtros e lavadores Minimização ou redução de resíduos Reciclagem Prevenção Estação de tratamento Aterros Incineração Filtros e lavadores Minimização ou redução de resíduos Reciclagem Prevenção Avaliação do Ciclo-de-Vida Ecodesign Precaução Precaução Emissão zero Intensidade de Material por Unidade de Serviço Avaliação de Resultado Final Tríplice ou Medição de Desempenho de Sustentabilidade

9 desde que citada a fonte. Sujeito a revisões e modificações, sem aviso prévio. Versão fev/mar 2003.pág. 8 de Ferramentas conceituais Capital natural O Capital natural representa (i) os estoques de recursos naturais e os fluxos de energia a partir dos quais o homem obtém ou cria suas riquezas, através de bens e serviços extraídos diretamente da natureza ou industrializados nas plantas de manufatura (ii) e os sumidouros (sinks) naturais onde os materiais e energia são depositados. O Capital natural também é citado por ONGs, como recurso nacional e global, com ênfase na defesa do patrimônio genético ou biodiversidade. Para o PNUMA 13, trata-se da quantidade (medida em área) e qualidade (aferida pela mudança na população de espécies características) dos ecossistemas, naturais ou semi-naturais, independente da qualidade ecológica, desde que maior do que 100 ha, de caráter natural ou uso extensivo, com capacidade de auto-regeneração, incluindo: todas as florestas, exceto as plantadas com espécies exóticas todas os corpos de água doce (exceto os construídos pelo homem) e marinhos as grandes áreas de pastagens naturais. A avaliação do Capital natural requer a determinação da linha de base para a área dos ecossistemas, avaliação da área e condições correntes dos ecossistemas e estabelecimento de indicadores de tendência de longo prazo para as espécies nos ecossistemas. A contabilização do capital natural leva em conta as interações homem-natureza e o consumo irrecuperável de recursos naturais não-renováveis, na produção de bens e serviços. O mercado de Capital natural envolve serviços de consultoria para gestão, preservação, desenvolvimento e recuperação de áreas naturais, semi-naturais ou impactadas. Os defensores consideram o capitalismo natural como novo modelo de revolução industrial 14. A riqueza da nação é representada por diferentes tipos patrimoniais, resultantes da contínua transformação do Capital natural em: Capital físico construído pelo homem e representado por edificações, infra-estrutura em geral, tecnologia, capaz de representar a dimensão econômica de ordem monetária, o qual não está sujeito ao consumo direto; Capital humano, definido como trabalho (inclusive o informal, o doméstico e o não remunerado), educação, nutrição, saúde e bem-estar das pessoas; e Capital social, caracterizado por: instituições sociais, responsáveis pelas bases políticas, organizacionais, educacionais e culturais para o funcionamento das comunidades humanas. Capacidade de carga ou de sustentação Carrying capacity 13 Natural capital indicators for OECD countries. 2001, 20 pp Paul Hawken, Amory Lovins, and L. Hunter Lovins NATURAL CAPITALISM: CREATING THE NEXT INDUSTRIAL REVOLUTION.

10 desde que citada a fonte. Sujeito a revisões e modificações, sem aviso prévio. Versão fev/mar 2003.pág. 9 de 78 Embora difícil de ser medida, a Capacidade de sustentação traduz a capacidade de recuperação ambiental relacionada ao Impacto (população x afluência x tecnologia), taxa de depleção de recursos renováveis e não-renováveis e acúmulo de resíduos perigosos no ambiente. O ponto de equilíbrio é rompido quando o crescimento da população, a depleção de recursos, ou acumulação de resíduos causam o rompimento de qualquer uma das funções de sustentação de vida na terra. A Capacidade de carga ou de sustentação deve ser considerada como conceito de sobrevivência da espécie humna na terra e não de sustentabilidade do Capital natural e, como tal, instrumento de uso em política de ação global. Daí, a pergunta do que deve vir primeiro: demonstração científica ou precaução por razões éticas e morais, para a sobrevivência da espécie humana? Indicadores de sustentabilidade e ecoeficiência Abordado em outro capítulo da série Gestão com responsabilidade socioambiental. IMPS Intensidade de Material (inclusive energia) por Unidade de Serviço IMPS 15 - MIPS Material (plus Energy) Intensity per Unity Service (Utility) constitui a medida para estimar o potencial de estresse ecológico de bens e serviços, segundo a visão do-berço-à-cova ou de Sistema de Produto, em níveis micro e médio, desde que as informações ecotoxicológicas específicas dos materiais estejam disponíveis. A IMPS é calculada em relação à massa por unidades totais de serviço liberado pelo produto, durante toda a vida útil, segundo a visão de sistema de produto ou do-berço-àcova.. O cálculo da IMPS baseia-se nos fluxos de materiais e de ingresso (input) de energia, levando-se em conta toda a matriz energética envolvida. O conceito leva em conta os componentes materiais, energia e terra (superfície) e refere-se a produtos como se fossem equipamentos liberadores de serviços (service delivering), utilidades ou funções, usualmente por período maior do que o número indicado nas instruções de uso e garantias. Vários sistemas de contagem de fluxo de materiais associados com entrada de energia foram computados e publicados pelo Factor 10 Institute. Conceitos relacionados ao IMPS IMPS mede a ecointensidade e representa a linha de base para o ecobalanceamento de produtos e serviços. S representa o total de número de unidades de serviço liberadas pelo produto durante sua vida útil. IM - Intensidade Material significa o total de material por unidade de energia. S/IM é o inverso da IMPS e mede a produtividade. A eficiência do processo produtivo consiste em (i) reduzir a IM para determinado S ou (ii) aumentar S para determinado volume de IM. Exemplos: aumento da vida útil do produto; leasing de serviços ao invés da venda de equipamentos; compartilhamento de facilidades e equipamentos. IM total, requerida pelo produto acabado, é chamada de Fardo Ecológico (Ecological Rucksack). 15 Schmidt-Bleek, F. The Factor 10/MIPS-Concept. Bridging Ecological, Economic, and Social Dimensions with Sustainability Indicators. 20 pp. Acessado nov

11 desde que citada a fonte. Sujeito a revisões e modificações, sem aviso prévio. Versão fev/mar 2003.pág. 10 de 78 FTM Fluxo Total de Material IETS Intensidade Eco-Tóxica Equivalente por Unidade de Serviço (TOPS - Eco-toxic Exposure Equivalent per Unit Service) O conceito de IMPS é usado em combinação com a ACV Avaliação do Ciclo de Vida e leva em conta: as operações de extração de materiais, manufatura, transporte, embalagem, operações, reuso, reciclagem, remanufatura e o descarte ao final da vida útil. Eco-marcos de referência (eco-benchmarking) da IMPS para os comercializadores de bens e serviços 16 : 1. aquisição de produtos eco-inteligentes, de maneira sistemática e transparente; 2. revelação franca e fácil de ser entendida pelos consumidores, das diferenças da ecointeligência dos produtos, através, por exemplo, do rótulo de IMPS; 3. oferta realística de preços para serviços de reparos, quando viável e em cooperação com os fabricantes; 4. oferta de opções de devolução garantida (take-back), quando viável e em coooperação com o fabricante; 5. oferta de opções de garantia pelo período mais longo possível, para todos os produtos; e 6. atendimento todos os serviços com cortesia (with a smile, no original). ISPS Intensidade de Superfície por Unidade de Serviço A superfície da terra é outro componente importante para avaliar o uso de recurso natural, pelo sistema de produção. Daí surgiu o conceito de FIPS Flache (superfície, em Alemão) Intensity per Unit Service, com equivalência ao IMPS (MIPS). AIMA Análise da Intensidade de Material AIMA (MAIA Material Intensity Analysis 17 ) fornece coeficientes de ingresso de materiais que servem como informações sobre as pressões ambientais básicas, associadas com a magnitude da extração de recursos e subseqüente fluxo de material que culmina como resíduo e emissão. O conceito é derivado de IMPS e serve como triagem para quantificar os requisitos da ACV Avaliação do Ciclo-de-Vida de materiais primários (exemplo: madeira, ferro, cimento, alumínio, etc.) para produtos e serviços (utilidades ou funções). O ingresso (input) de material primário (inclusive energia) é medido em unidades físicas (Kg) e agregado em cinco principais categorias: i. materiais brutos abióticos (não-renováveis) ii. materiais brutos bióticos (renováveis) iii. remoção do solo iv. água v. ar (uso para fins de combustão e, em geral, relacionado a emissão de CO2). 16 Schmidt-Bleek, F & col A report by the The Factor 10 Club. Chapter I. Factor 10: making sujstainability accountable. Putting resource productivity into praxis. 67 pp. 17 Schmidt-Bleek & col MAIA Material Intensity Analysis.

12 desde que citada a fonte. Sujeito a revisões e modificações, sem aviso prévio. Versão fev/mar 2003.pág. 11 de 78 Emissão Zeri Zero Emmissions ou Zeri Concept Transformação de todos os ingressos ou entradas (inputs) em produtos (bens e serviços) e aproveitamento de todas as saídas (outputs) com valor-agregado para fins de produção de outros bens e serviços, através da aplicação de ciência, tecnologia, legislação e outros instrumentos, envolvendo governo, negócios, academia e demais setores sociais, com o propósito de 18 : atender as necessidades humanas relacionadas a água, alimentos, energia, emprego, abrigo, de maneira ambientalmente sustentável; prevenir ou eliminar a geração de resíduos causadores de danos para a saúde humana e qualidade de ecossistemas. Instrumentos e práticas para Emissão Zero Uso Total de Entradas e Saídas (Total Throughput) revisão do modelo industrial e identificação de oportunidades para mudança do conceito atual da Equação Linear para a Equação Circular (de acordo com a Visão do-berço-à-cova ou Sistema de Produto) e o emprego de 4-Rs (Redução de material, Reuso, Remanufatura e Reciclagem. Uso total de Saídas uso de estratégia saídas/entradas (output/input) para organização de agrupamentos (clusters), ecoparque industrial (industrial ecopark) e UpSizing da economia (em oposição a DownSizing), para aproveitamento de emissões e não-produtos. Tecnologias radicais (breakthrough) ou design de sistemas para combinação econômica e ambiental de entradas e saídas de processos de produção, de bens e serviços. Política industrial focada no conceito de Emissão Zero e desenvolvida de acordo com o modelo de múltiplas partes interessadas (multi-stakeholder counterpart). Conceito Zeri ou 5 Zeros (evoluído a partir de Emissão Zero) Zero emissão Zero defeito TQM Zero inventário Just-in-time Zero desistência Lealdade Total da Clientela Zero conflito Consenso na tomada de decisões 18

13 desde que citada a fonte. Sujeito a revisões e modificações, sem aviso prévio. Versão fev/mar 2003.pág. 12 de 78 C&T - P&D - Engenharia C&T - P&D - Engenharia Tecnologia de processo e produtos Sócioeconomia Sociedade sustentável Sociedade sustentável Conceito Zeri Conceito Zeri Tecnologia organizacional Ações normativas Política de negócios Políticas públicas Arcabouço legal Produção sustentável Consumo sustentável Agrupamentos Ecoparques Planta ecoindustrial Rede de processos Rede de ecoindústrias Eco-cidades Eco-regiões Desenvolvimento Desenvolvimento sustentável sustentável IGP Índice Genuíno de Progresso Genuine Progress Index A redefinição de progresso 19 questiona o uso do PNB que expressa as transações monetárias de bens e serviços, para indicar a riqueza dos países e do mundo e defende, ao contrário, o uso do IGP Indicador Genuíno de Progresso que leva em consideração os reais custos socioambientais da atividade econômica. O IGP considera grandes blocos de custos e outros não computados pelo PNB, como: 1. custos pessoais de consumo e os fatores que afetam a qualidade de vida, como desemprego, custos com crimes, desagregação familiar, o valor do serviço doméstico não remunerado e os cuidados infantis; o valor do trabalho voluntário, tempo gasto para se chegar ao trabalho, em prejuízo do lazer e descanso, serviços duráveis ao consumidor, serviços em rodovias e vias públicas e 2. custos ambientais envolvendo, por exemplo, a depleção e degradação de recursos naturais (especialmente os não renováveis) usados na produção de bens e serviços; custo para redução de poluição domiciliar, custos ambientais de longo prazo. Fardo ecológico Ecological rucksack Este conceito foi criado para representar todos os recursos naturais (materiais, energia e superfície da terra) que são perturbados ou alterados, em seu arranjo natural, sempre que a produtividade dos recursos ou os resultados econômicos são mencionados. 19 Redefining Progress

14 desde que citada a fonte. Sujeito a revisões e modificações, sem aviso prévio. Versão fev/mar 2003.pág. 13 de 78 Há diferentes definições 20. Quantidade total (em Kg) de material natural (M) que é perturbado em sua condição natural e que passa a representar o ingresso ou input total (I) a fim de gerar um produto, contado da origem (berço) até o ponto em que será usado, menos o peso (em Kg) do produto propriamente dito. Soma total de material natural (Fardo ecológico) é também designada Intensidade Material (IM), usada (em Kg) para elaborar 1 Kg de matéria prima básica (madeira, ferro, alumínio, cobre, cimento) disponível. Os resultados observados dão os seguintes valores para IM: madeira roliça, 1,2; Vidro, 2: plásticos, 2-7, aço, 7; papel, 15; alumínio, 85; cobre, 500; platina, Foram calculados os valores do Fardo Ecológico para a intensidade de materiais para produtos, aplicáveis aos âmbitos água, ar, solo, biomassa renovável e materiais não-renováveis 21. Para produtos industriais, foram observados os seguintes resultados: O Fardo ecológico abiótico é cerca de 30 vezes o peso dos produtos industriais, isto é, apenas 5% dos materiais não-renováveis movimentados na ecosfera resultam em formas tecnicamente úteis. O Fardo ecológico de um Computador Pessoal é da ordem de 200 Kg de material abiótico para cada quilograma do produto. O Fardo ecológico para água excede o ingresso de materiais não-renováveis pelo fator 10 ou mais. O mesmo valor é observado para a movimentação mecânica do solo, para produção de alimentos, quando comparável com a produção de material biótico. 0,1 a 5 ton de solo erodido é observado para a produção de 1 ton de produto agrícola ou florestal. O rótulo de papel, para indicar o código de barras dos produtos pesa cerca de 0,2 gramas. Considerado o uso diário de 30 bilhões de produtos (cerca de 5 unidades por pessoa, por dia), estima-se o consumo diário de ton de papel. Se o Fardo ecológico do papel é 15, a Intensidade Material diária de recurso natural apenas para os rótulos de código de barras ultrapassa ton ou 8 milhões ton (8 milhões de metros cúbicos!) de água potável que poderia ser consumida ou 16 milhões ton de recursos naturais. Os valores serão dramaticamente modificados se for calculado o Fardo ecológico para a tinta, cola, detergente ou solvente orgânico para remover o rótulo. O Fardo Ecológico estabelece medidas baseadas no CMT Consumo Material Total, IMPS Intensidade de Material por Unidade de Serviço, IMT Intensidade Material Total, com vários níveis de aplicação. Sistema de produto Product systems O desenvolvimento de processos e produtos ambientalmente responsável enfatiza, atualmente, a importância e necessidade de que, na busca de indicadores socioambientais para avaliar tecnologias, seja adotado o desenvolvimento integrado ou sistema de produto. 20 Schmidt-Bleek, F. The Factor 10/MIPS-Concept. Bridging Ecological, Economic, and Social Dimensions with Sustainability Indicators. 20 pp. Acessado nov Schmidt-Bleek, F. The Factor 10/MIPS-Concept. Bridging Ecological, Economic, and Social Dimensions with Sustainability Indicators. 20 pp. Acessado nov. 2002

15 desde que citada a fonte. Sujeito a revisões e modificações, sem aviso prévio. Versão fev/mar 2003.pág. 14 de 78 Este conceito implica na integração de design (concepção e projetação), manufatura e processos de suporte, levando em consideração fatores de confiabilidade, sustentabilidade e competitividade no mercado. Outras denominações ou afins ao desenvolvimento integrado ou sistema de produto são Avaliação do Ciclo-de-Vida do Produto, Análise de Ciclo-de-Vida, Ecobalanço, Análise da Linha de Produto e Gestão integrada da cadeia. Os aspectos socioambientais são considerados segundo a visão do-berço-à-cova, ou seja, da fonte de matérias primas ao descarte. Assim, o sistema de produto incorpora os aspectos e impactos no processo de extração de matéria prima, transporte, processamento, transporte para a manufatura. No consumidor industrial, são considerados design do produto e as características do processo de produção, distribuição, consumo, descarte e destinação de embalagens e restos do produto ao final da vida útil. A estratégia de design do processo pressupõe o fechamento de ciclos (loopings), visando a prevenção (ideal) ou minimização (geralmente praticada) da geração de resíduos, especialmente os perigosos, e a poupança de água e energia, olhando-se os fluxos 1. ascendentes ou a montante (upstream) - da fonte de matérias primas ao produto 2. e descendentes ou a jusante (dowstream) - da distribuição à destinação final de embalagens e restos pós-uso ou pós-consumo. Fonte de recurs os Extração e transporte Produção de matéria prima Fornecimento e transporte Indústria de bens e i Fluxo upstream - m ontante Man ufatura Fluxo dowstream - jusantante Distribuição Recuperação D es carte e destinação Consum o A abrangência do esquema montado para a análise da tecnologia ambiental, segundo a visão do sistema de produto depende das características do próprio produto e de decisão estratégica de ampliar a abordagem ou de estabelecer a visão ajustada (streamlined) para características selecionadas ou consideradas mais relevantes. O esquema ilustrado mostra o caso da fabricação de grampos para cabelo.

16 desde que citada a fonte. Sujeito a revisões e modificações, sem aviso prévio. Versão fev/mar 2003.pág. 15 de 78 Produção de oxigênio Subsistema de fio de aço Subsistema de verniz Mineração de carvão Mineração de ferro Produção de coque Produção de pellet Sucata externa Fundição de ferro Forno de oxigênio Produção de barra de aço Produção de fio de aço Produção de fio verniz Produção de grampo de cabelo e embalagem Uso de grampo de cabelo Descarte de grampo de cabelo Sinterização Mineração de calcáreo Produção de calcáreo Produção de madeira Mineração de calcário Mineração de sulfato de sódio Mineração de sal Mineração de enxofre Resíduo de madeira Produção de soda á ti Produção de cloro Produção de ácido sulfúrico Produção de papel kraft e papelão Subsistema de embalagem Sistema integrado de produção - Avaliação de Ciclo-de-Vida - Ecobalanço - Gestão inegrada da cadeia - ou Análise da linha de produto. Seg. Mary A. Curran Environmental LifeCycle-Assessment. McGraw-Hill. Fator 10 Factor 10 Proposta de alvo estratégico a ser alcançado pelo sistema de produção e consumo de bens e serviços, que estabelece: a redução do distúrbio do arranjo dos recursos na forma como é visto na natureza, no consumo de materiais naturais, ou otimização da ecoeficiência em pelo menos 10 vezes, sem relação ao modelo atual de produção. A redução é proposta para ser alcançada em anos, através da desmaterialização da economia, em termos de FMT Fluxo Material Total 22, a partir de mudanças na cultura da sociedade humana como um todo estrutura do sistema produtivo e econômico para atendimento das necessidades humanas básicas e tecnologia. Outros conceitos correlatos ao Fator 10 são: IMPS Intensidade de Material (inclusive energia) por Unidade de Serviço, IMT Intensidade Material Total, Fardo Ecológico, IETS Intensidade Eco- Tóxica de Serviços. 22 Schmidt-Bleek, F. The Factor 10/MIPS-Concept. Bridging Ecological, Economic, and Social Dimensions with Sustainability Indicators. 20 pp. Acessado nov

17 desde que citada a fonte. Sujeito a revisões e modificações, sem aviso prévio. Versão fev/mar 2003.pág. 16 de 78 Passos naturais Natural steps A natureza exibe leis ou passos interessantes e constantes. Sempre que um ser vivo produz alguma coisa, está utilizando material, energia, estruturando materiais e dispersando matéria e energia na biosfera. Conseqüentemente, o ser vivo desorganiza e organiza situações e condições, na medida em que desempenha suas funções. Os seres vivos sabem como transformar material tóxico em recursos limpos. Como compensar a decomposição ambiental, que acontece, ao criar valores na natureza, graças à absorção e uso da energia solar. Assim, as células vivas podem produzir valores ou acumular lixo inútil. O princípio dos passos naturais pode ser aplicável à sociedade humana, a fim de estabelecer os eventos cíclicos de ação do homem na biosfera. Para isso, são recomendados os seguintes passos, a fim de prevenir a acumulação de poluentes na natureza 23 : menor uso de depósitos subterrâneos minerais (inclusive combustíveis fósseis) e menor depósito de resíduos na superfície (crosta da terra) menor volume de depósito na natureza, de substâncias produzidas pela sociedade menor uso de substâncias artificiais, de acumulação persistente (não decompostas biologicamente) garantia de maior diversidade e capacidade dos ecossistemas prevenção da deterioração sistemática da base física para a produtividade e diversidade da natureza redução da necessidade de energia e materiais ao uso justo e necessário. Pegada ecológica PE Ecological footprint A PE Pegada Ecológica 24 revela quanto de serviço (função ou utilidade) bio-reproduzível precisa ser provido, pelo Capital natural, a fim de garantir o padrão de vida na escala avaliada individual, familiar, urbana, regional ou global. A PE não expressa medições energéticas, econômicas ou monetárias, mas expressa a área ou superfície eco-produtiva em metros quadrados necessários para prover bens bióticos para garantia do padrão de consumo humano. Por isso, a PE constitui a popularização do modelo da capacidade de sustentação ecológica e dos conceitos de FE Fardo Ecológico (Ecological Rucksack), este calculado pela IMPS Intensidade de Material por Unidade de Serviço e CMT Consumo Material Total Per Capita, fundamentados na distribuição justa da produção e consumo de bens e serviços naturais. PE e FE medem o impacto ambiental causado pelo modelo de consumo de diferentes agentes (pessoa, cidade, indústria, região, país), em função do volume virtual de terra (ecoespaço) biologicamente produtivo para a manutenção do agente considerado. Para tanto, a degradação ambiental e o consumo de recursos são transformados em área (ares ou hectares), essencial para manutenção de determinado assentamento humano (comunidade). 23 (acessado 23 nov. 2002) e What is Natural Step 24 Wackernagel, M Using Ecological Footprint analysis for problem formulation, policy development, and communication. 20 pp.

18 desde que citada a fonte. Sujeito a revisões e modificações, sem aviso prévio. Versão fev/mar 2003.pág. 17 de 78 PE é, portanto, um conceito geral que considera que a tecnologia e comércio ambientais não expandem a capacidade de sustentação da terra, mas desloca, de uma região para outra, os efeitos do aumento de consumo. Assim, a PE serve de indicador para desigualdades sociais e econômicas entre as nações, a partir do momento em que países pobres exportam bens para os ricos, acompanhados de deslocamentos rurais para zonas urbanas, agricultura insustentável, sem remuneração justa e benefícios para os habitantes locais, aumento de desempregos ou subempregos, entre outras situações. O uso de modelo em linha permite que as pessoas calculem sua própria PE, como foi abordado no capítulo dedicado ao Desenvolvimento sustentável e comunidades. Para o ano 2000, a PE individual era 2,1 a 1,8 hectares, com base em estatísticas divulgadas por agências da ONU. Países, como o Brasil, acabam compensando o excesso de consumo da população de outros. Dados de 1996 Per Capita PE Hectare Biocapacidade Hectare Brasil 2,6 11,6 China 1,8 0,9 Alemanha 6,3 2,5 Índia 1,1 0,7 Indonésia 1,5 3,2 Japão 5,9 0,9 Rússia 5,4 4,1 África do Sul 4,0 1,4 Estados Unidos 12,3 5,6 Mundo 2,8 2,2 A expansão da agricultura e da urbanização promove o deslocamento ou remoção de outras espécies, entre as 10 milhões presumidamente existentes na Ecosfera. Segundo os biologistas que atuam em conservação do Capital natural, cerca de 25% de determinadas áreas, ou 75% em outras, deveriam ser mantidas para garantir a biopreservação. Há críticas sobre a validade da Pegada ecológica, da interpretação do valor do Capital natural, da relevância do cálculo da Capacidade de sustentação da terra e do cálculo da superfície (ou uso da terra) para avaliar a intensidade por unidade de serviço (ISPS), baseadas em crenças de compensações através de mercado livre internacional, compensações comerciais e tecnologia, entre outras. As réplicas correspondentes foram feitas por defensor da PE (já citado). A PE não tem o objetivo de dizer aos países, simplesmente, que se ajustem, individualmente, aos limites próprios de bio-recomposição. Mas para estimular a discussão global, com vistas a resolver as bolhas ou transgressões (overshooting) causadas por déficits ecológicos, difíceis de serem pagos pelas gerações futuras, sozinhas. No plano individual, as nações deverão buscar a competitividade interna e externa, sem comprometer o balanço ecológico. Países com déficit ecológico podem ou não perder em

19 desde que citada a fonte. Sujeito a revisões e modificações, sem aviso prévio. Versão fev/mar 2003.pág. 18 de 78 competitividade, dependendo da disponibilidade de outros recursos. Entretanto, é dito que, no futuro, países com déficit ecológico passarão a dispor de menor volume de recursos e poderão instituir políticas e regulamentação mais restritivas. Por conta disso, perderão competitividade. Ou que a falta de competitividade, associada a padrão de consumo com déficit ecológico, será desastrosa para o desenvolvimento do país. Estas percepções devem servir para reflexão de dirigentes, líderes e formadores de opinião que, nos dias atuais, reclamam da falta de flexibilidade ou de tolerância de autoridades governamentais eminentemente técnicas e pouco políticas, da morosidade na concessão de licenças ambientais, entre outras condutas. Especialmente quando são defendidos ou exigidos princípios e legislação mais rígidos para a implantação de indústrias sujas, instalação de complexos industriais em áreas sensíveis, acordos de compensação ambiental mais realista e outras atitudes que a classe industrial e a advocacia do licenciamento ambiental menos exigente buscam alcançar, usando como justificativa a necessidade do aumento da competitividade pela indústria, o crescimento do país, o fechamento de postos de trabalho ou a necessidade de aumento na oferta de emprego. Os dados da PE mostram que as questões ambientais não podem ser consideradas inimigas do desenvolvimento. Quando muito, a PE, da mesma forma como outros instrumentos tratados neste capítulo, constitui sinal de alerta para o fato de que o crescimento econômico não contribui, necessariamente, para o desenvolvimento. Este tipo de paradoxo está abordado no Capítulo Desenvolvimento sustentável e comunidade. O uso do conceito de PE requer ações dos diversos agentes e partes interessadas, como: interpretação correta da PE e suas conseqüências; redução das pressões humanas sobre o ambiente, com gestão no uso dos estoques naturais, mercado e sua relação com o Capital Natural, ações socioeconômicas e ambientais relativas ao Desenvolvimento sustentável, política de desenvolvimento industrial, científica e tecnológica, comércio e relações internacionais, acordos e protocolos globais, educação para o consumo responsáveis, etc.; infra-estrutura de suporte para a ação socioeconômica e ambiental adequada, para redução de déficits ecológicos, através de políticas públicas, inovação tecnológica capaz de combinar eficiência com ecoeficiência em relação à capacidade de sustentação da terra, Gestão com responsabilidade socioambiental, promoção e suporte a projetos e iniciativas de Desenvolvimento sustentável. Resultado Final Tríplice Triple Bottom Line Na atividade empresarial, Bottom line representa o resultado final ou última linha na apuração do lucro obtido através do investimento de capital monetário. A expressão Triple Bottom Line traduzida aqui por Resultado Final Tríplice TRF surgiu em e foi aprimorada pelo World Resource Institute, para incorporar a equidade social, desempenho econômico e responsabilidade ambiental 26. Portanto, TRF expande o conceito de Responsabilidade Social Corporativa, para as organizações cujo desempenho incorpora, ao lucro monetário, os resultados expressos pelos impactos benéficos e maléficos, sobre os componentes social e ambiental. Conseqüentemente, a adoção do conceito faz com que a organização deva planejar, programar, executar, avaliar e relatar seu desempenho em relação a três tipos de investimentos: 25 Elkington, J Cannibals with Forks: The Triple Bottom Line of 21st Century Business (Conscientious Commerce). 26 Bridger, M The Triple Bottom Line. Isdesignet, 4 pp.

20 desde que citada a fonte. Sujeito a revisões e modificações, sem aviso prévio. Versão fev/mar 2003.pág. 19 de 78 Capital Natural recursos renováveis e não-renováveis, providos pela natureza, a partir dos quais são produzidos bens materiais e serviços destinados ao abrigo, alimentação, defesa, educação, lazer e outros aspectos da qualidade de vida, de curto, médio e longo prazo; Capital Humano ou Capital Social conexões (como amizades, relacionamentos e afinidades entre as pessoas e a comunidade), conhecimento, educação, lazer, habilidades e saúde da população; e Capital Construído, Capital Físico ou Capital Financeiro bens materiais monetários ou construídos e acumulados, como edificações, bens manufaturados e os valores físicos acumulados; propriedade intelectual e, em certas situações, serviços. Para isso, é necessário que a organização: estabeleça indicadores que permitam medir as vantagens, lucros e impactos, benéficos e maléficos para as atividades ou negócios da própria organização, para a sociedade e para o ambiente, em geral; crie modelo e produza o relatório em geral voluntário de desempenho global e integrado dos resultados decorrentes dos recursos aplicados, em relação aos aspectos financeiros propriamente ditos, e socioambientais. Nestas condições, o TRF está intimamente relacionado aos princípios de Responsabilidade socioambiental e Desenvolvimento Sustentável. Portanto, a avaliação e comunicação do desempenho passam a depender das ferramentas socioambientais usadas e das boas práticas selecionadas para uso na organização. Isto explica as analogias entre o Relatório de Resultado Final Tríplice RTRF (Triple Bottom Line Report TBLR) e o Relatório de Desenvolvimento Sustentável RDS (Sustainable Development Report SDR), a ponto de serem consideradas ferramentas idênticas. Em alguns casos, a expressão RDS é preferida em relação a RTRF 27. Em essência, o RTRF deve demonstrar como a tomada de decisões integra as considerações sociais, econômicas e ambientais e como a organização desempenha seu papel ou cumpre sua responsabilidade econômica e socioambiental. TRF pode e deve ser praticado por toda e qualquer organização, seja privada ou pública, comprometida com o desenvolvimento sustentável. Por isso, o TRF revela a contribuição da organização para as condições econômicas e socioambientais de ordem local, nacional, regional ou global. TRF é tema de seminários sobre investimentos no mercado de capitais e objeto de matrizes e metodologias 28 usadas por organizações de investimento e as que se dedicam à classificação e indexação de empresas. Por isso, tornou-se uma das megatendências usadas para determinar o valor de mercado de corporações, a partir do desempenho integrado (econômico e socioambiental). Os modelos para implementação de rotinas e produção de relatórios são oferecidos por empresas de consultoria 29 e agências governamentais, inclusive através da própria Internet Triple Bottom Line Reporting. Abril ; Fiksel, J. & col Measuring progress towards sustainability principles, process, and best practices. 36 pp Greening of Industry Network Conference Best Practice Proceedings. 28 (1) (2) (3) Fiksel, J. & col Já citado; (4) Triple Bottom Line Investing 2003.; 29 Pricewaterhouse & Coopers ; KPMG ; Sustainability 30

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