BATATA: DO CAMPO ATÉ A MESA DO CONSUMIDOR TURBÉRCULO É UM DOS MAIS RENTÁVEIS DOS PRODUTOS DA CEAGESP

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1 ANO 21 - Nº R$ 14,90 INFORMAÇÃO A SERVIÇO DO AGRONEGÓCIO - BATATA: DO CAMPO ATÉ A MESA DO CONSUMIDOR TURBÉRCULO É UM DOS MAIS RENTÁVEIS DOS PRODUTOS DA CEAGESP

2 2 ENTREPOSTO índice BATATA: DO CAMPO À MESA DO CONSUMIDOR 8 VARIEDADES DE BATATAS COMPÕEM A CULINÁRIA E MOVIMENTA ECONOMIA ANO 22 - N º 243 CIRCULAÇÃO: (IMPRESSOS+DIGITAL) AUDIÊNCIA: USUÁRIOS/MÊS ESTADO MINEIRO É UM DOS MAIORES FORNECEDORES PARA A CEASA DE SP CAIXA DISPONIBILIZA R$ 6,5 BILHÕES PARA CONTRATAÇÃO DE CRÉDITO RURAL FAZENDA DE CÍTRICOS É A PRIMEIRA NO MUNDO 100% MONITORADA POR SENSORES INTELIGENTES ALFACE É A FOLHOSA MAIS QUERIDA DO BRASIL EXPORTAÇÕES DE SUCO DE LARANJA RECUAM 23% 13 VENDA DE CAMINHÕES CRESCE, EM Diretora Geral: Selma Rodrigues Tucunduva Diretor Executivo: José Felipe G. de Jesus Diretor Comercial: Alexandre Neves Jornalismo: Guilherme Araujo Editoração: Ernando Irineu Periodicidade: Mensal Redação: Av. Dr. Gastão Vidigal, 1946 Edsed ll - loja 14A - CEP Tel.: Publicidade: Os artigos e matérias assinadas não refletem necessariamente, o pensamento da direção deste jornal, sendo de inteira responsabilidade de quem os subscrevem. REDES SOCIAIS DO GRUPO DE MÍDIA ENTREPOSTO jornal_entreposto /JornalEntreposto

3 ceasa sp ESTADO MINEIRO É UM DOS MAIORES FORNECEDORES PARA A CEASA DE SP I ENTREPOSTO 3 CEASA DE RIBEIRÃO PRETO É A MAIOR CENTRAL DE ABASTECIMENTO DO INTERIOR A Ceagesp recebe produtos do Brasil inteiro e também de outros países. Referente ao território nacional, além do estado de São Paulo, outra região muito forte, fornecedora de alimentos à Ceasa da Capital é o estado de Minas Gerais. De acordo com os dados da Companhia de abastecimento, somente no ano passado, em 2020, foram comercializadas mais de 110 mil toneladas que vieram do estado mineiro. Isso o coloca na segunda colocação dos estados que mais fornecem produtos à maior Central de abastecimento da América Latina. Logo em seguida, a critério de comparação, ficaram os estados do Paraná e Santa Catarina, respectivamente, com 65 mil t e 36 mil t. Os alimentos vendidos na Ceagesp que são oriundos de Minas Gerais ficam por conta do tomate, batata e cenoura. Além da unidade que fica localizada na capital de São Paulo, que é a maior da América Latina e o terceira maior do mundo, a Ceagesp, a Central de Abastecimento de São Paulo possui outros Entrepostos espalhados pelo Estado. São outras 13 Centrais que ficam estrategicamente em regiões que colaboram diretamente com a cadeia de abastecimento. Juntas, elas chegam a comercializar, por ano, mais de 4 milhões de toneladas de produtos hortifrutigranjeiros. A unidade que fica localizada em Ribeirão Preto, por exemplo, é o Entreposto que possui a maior movimentação do Interior paulista. Em um espaço de 242 mil m², de acordo com a Companhia, a Central de abastecimento movimenta, anualmente, 280 mil toneladas. Os principais produtos vendidos ficam por conta da batata, da banana, do tomate, da laranja e da cebola. E não são somente os produtos FLVs frutas, legumes e verduras e, mas também oferece serviços de armazenagens. Ela possui a Armazém Convencional (4,8 mil toneladas), onde recebe produtos agrícolas em sacos e bags, produtos industrializados e pellets. E Silo Vertical com 5 mil toneladas. SETOR GRANJEIRO NA CEAGESP MOVIMENTA R$ 47 MILHÕES POR ANO ABÓBORA JAPONESA REPRESENTA 50% DAS VENDAS NO SEGMENTO Na maior Central de abastecimento da América Latina, a Ceagesp, o setor granjeiro é fundamental para as vendas de produtos. De acordo com o balanço realizado pela SEDES Seção de Economia e Desenvolvimento da Ceagesp, em 2020, as vendas de ovos ocuparam a quarta posição do setor diversos, ficando atrás de batata, cebola e alho, respectivamente. As principais variedades encontradas, facilmente, no Entreposto são: Branco (90,3%) Vermelho (8,6%) e Codorna (1,1%). Em quantidade, foram movimentadas aproximadamente 12,7 mil toneladas. Isso representou financeiramente, cerca de 47 milhões de reais. Uma queda percentual, em toneladas, em relação ao ano anterior, já que em 2019, a Ceasa de São Paulo obteve mais de 13 mil t. Já em 2017, a quantidade foi um pouco menor, já que foram contabilizadas mais de 12,8 mil t de ovos vendidos. A cidade de Bastos que é conhecida como a capital dos ovos é uma das principais fornecedoras para as empresas atacadista da Ceagesp. Além dos municípios do Estado de São Paulo, cidades de Minas Gerais e Espírito Santo também fornecem os produtos granjeiros ao Entreposto paulistano. Diversos estabelecimentos, na Ceagesp, trabalham com abóboras de diferentes variedades que vêm de diversas partes do interior paulista e também de outros Estados. Como é o caso, por exemplo, da empresa Sanches Matsunaga, localizada no Pavilhão MSC/ Box 13B ao 16, que já está em sua terceira geração, e especializada em todos os tipos de abóboras. Vale ressaltar que no Portal do JE é possível localizar todas as empresas que comercializam abóboras na Ceagesp, através do Anuário Digital, sendo que não somente esta hortaliças mas também outros produtos que são vendidos na Ceasa de São Paulo ( De acordo com os últimos dados da Companhia de abastecimento de SP, as principais variedades de abóbora são: Japonesa (56,6%), Moranga (24%), Seca (12%), Paulistinha (6,75%) e D água (0,4%). Sendo que os Estados que mais enviam abóboras do tipo japonesa ou cabotiã são Santa Catarina (41%), São Paulo (25%) e Minas Gerais (9,7%). Segundo os dados levantados pela SEDES - Seção de Economia e Desenvolvimento da Ceagesp, em 2020, foram vendidas mais de 36 mil toneladas de abóboras no Entreposto paulistano. MAIS DE 800 TONELADAS DE CEREJAS CHILENAS SÃO VENDIDAS NA CEAGESP A campanha de promoção "Cerejas do Chile, O prazer do verão", realizada pela Associação de Exportadores de Frutas do Chile (ASOEX) entre os meses de novembro de 2020 e janeiro de 2021 alcançou os objetivos e expectativas para a temporada. O principal destaque foi uma maior presença da marca face ao consumidor final, resultando em um aumento do interesse no produto indo além do consumo in natura, como uso em receitas salgadas, doces e bebidas. A Ceagesp comercializa diversos produtos de origem do Chile, inclusive as cerejas. Somente, no ano passado, segundo dos dados fornecidos pela Companhia de abastecimento de São Paulo, foram vendidas mais de 800 toneladas da fruta importada. Tendo uma participação do mercado, o que representa cerca de 60%, sendo que, no caso, das cerejas americanas a representatividade é de apenas 8%.

4 4 ENTREPOSTO campo PLANTIO EM ESTUFA COM ALTA TECNOLOGIA ELEVA ATÉ 30% A PRODUTIVIDADE PRODUTORES DE HORTIFRÚTI DÃO SALTO EM QUALIDADE NA PRODUÇÃO AO ADOTAREM MÉTODOS PROTEGIDOS PARA CULTIVAR AS VARIEDADES DE HORTIFRÚTI Um dos grandes desafios da produção de alimentos na agricultura é produzir mais e melhor com qualidade, reduzindo a incidência de pragas e doenças e garantindo um crescimento equilibrado para as plantas. E um dos métodos que proporciona esse melhoramento de produção, especialmente para variedades de hortifrúti, é o cultivo protegido, as conhecidas estufas. Variando entre diversos materiais, estruturas e adotando mais e menos tecnologia, o plantio em estufa eleva em até 30% a produtividade em comparação com cultivo tradicional, em áreas abertas. Os motivos são diversos: maior controle do microclima, menor incidência de pragas e plantas daninhas, solos muito mais saudáveis e manejo facilitado. Para iniciar o cultivo de tomates na região de Bauru, SP, a engenheira agrônoma Aline Retz investiu em cursos e pesquisas e, em 2014, montou uma estufa integrada, modelo dente de serra, com 12 mil metros para abrigar a produção de tomates das variedades Italiano, Grape e Coquetel. "Esse sistema evita a infestação de pragas e garante que a gente tome decisões mais rápidas quando algum erro acontece. Essa estrutura toda foi pensada com o objetivo de garantir o maior equilíbrio às plantas, resultando em uma produtividade alta, com tomates que se diferenciam dos demais nos supermercados", relata satisfeita a produtora. Diferente do plantio convencional, feito diretamente no solo, a produção de Aline é feita em vasos, dispostos em calhas que evitam o contato com o solo. A estufa conta com tecnologias que facilitam a climatização, com janelas automáticas que se movimentam de acordo com a intensidade do vento, telas que cortam a radiação solar e um sistema de irrigação. No total, a estufa possui 12 mil vasos, que geram uma média de 3 mil quilos de tomate por semana. Em parceria com a Coopercitrus, Aline enxerga grande potencial para o cultivo protegido, planejando ampliar a área das estufas e, por consequência, aumentar ainda mais a produtividade, com qualidade e reconhecimento. IRRIGAÇÃO EFICIENTE PRECISA SER SUSTENTÁVEL E ECONÔMICA COM PROJETO BEM ESTRUTURADO E A PROGRAMAÇÃO CORRETA DOS PIVÔS CENTRAIS OU LATERAIS, FAZENDAS PODEM TER TARIFA ENERGÉTICA REDUZIDA EM ATÉ 80% NO PREÇO DO CONSUMO POR QUILOWATT-HORA E AINDA DIMINUIÇÃO DE ATÉ 40% NO USO DE ÁGUA Mais importante que irrigar a lavoura, é fornecer o recurso no momento certo e na quantidade correta para evitar qualquer tipo de estresse hídrico que possa prejudicar o desenvolvimento das culturas, sempre aproveitando o recurso que já está disponível no solo de forma sustentável. O grande desafio é aliar tudo isso a economia de água e energia, uma das principais barreiras do setor devido ao alto custo das tarifas. A boa notícia é que já existem vários projetos no Brasil que economizam a média de 20% de água fazendo correto manejo da irrigação, mas há casos em que essa economia chega até a 40%. Já em relação a tarifa elétrica, em algumas regiões se o produtor programar a irrigação para fora do horário de pico, o desconto da tarifa energética pode chegar até 80% no preço do consumo do quilowatt-hora, gerando uma grande economia para a fazenda. De acordo com o engenheiro de aplicação da Lindsay, Bernardo Norenberg, para toda essa economia se concretizar em números e principalmente em rendimentos financeiros extras, no fim do mês no bolso do produtor, é fundamental um projeto de irrigação muito bem detalhado e estruturado.tudo se inicia com um projeto bem elaborado. O produtor que deseja implantar o sistema de irrigação na propriedade pode procurar uma empresa parceira de sua confiança. Nos distribuidores Zimmatic, por exemplo, ele pode ter total tranquilidade, pois os projetistas são qualificados para realizar o projeto de maneira mais adequada para as necessidades da fazenda, além disso, todo o projeto comercializado é também validado pela equipe de especialistas interna da empresa. Segundo Norenberg, entre os pontos principais para desenvolver um projeto de irrigação, está uma boa seleção de conjunto motobomba, escolha do diâmetro ideal para tubulação, o mapeamento de onde passará a tubulação, sempre visando a eficiência energética e economia. Os projetos são individuais, realizados de forma personalizada de acordo com a necessidade de cada produtor e as condições de cada região, diz. Depois de um projeto hidráulico bem feito, é preciso atenção com as tecnologias de aspersão. É recomendada a utilização de equipamentos mais modernos disponíveis no mercado para que a aplicação de água seja feita de maneira eficiente, uniforme e em toda à área. Utilizando ferramentas mais tecnológicas, conseguimos ganhar pelos dois lados: em economia de água, por estar aplicando de maneira mais eficiente na área e também em energia, por precisar aplicar menos recursos, destaca o especialista.

5 I ENTREPOSTO 5 HORTALIÇAS PRODUZIDAS EM FAZENDA VERTICAL CHEGAM AO MERCADO DA CAPITAL PAULISTA As primeiras colheitas de hortaliças cultivadas a partir de sistemas de produção para agricultura indoor (controlled environment agriculture ou CEA), resultado da parceria entre a Embrapa e a empresa 100% Livre, começam a chegar à mesa dos consumidores paulistanos.há pouco mais de um mês, a empresa iniciou a comercialização de espécies folhosas e condimentares produzidas em uma fazenda vertical localizada no bairro do Ipiranga, próximo ao centro da cidade de São Paulo. Nas cestas de folhas ofertadas aos consumidores, por meio de uma assinatura semanal, estão diferentes tipos de alface (crespa, lisa, romana, roxa, americana) e temperos como salsa, tomilho, sálvia, hortelã e manjericão. Nesse primeiro momento, as vendas de hortaliças estão centralizadas nas plataformas digitais da empresa, mas, a partir de fevereiro, elas serão distribuídas também em redes de supermercados e hortifrútis da capital paulista. Com a estrutura instalada hoje, temos capacidade de produzir entre 11 e 13 toneladas por mês e, atualmente, não estamos realizando nem 10% desse valor. Porém, estamos ampliando o número de cultivares e teremos muitas novidades ao longo do ano, sinaliza o empresário Diego Gomes. A produção das hortaliças tem seguido as orientações de cultivo obtidas durante os experimentos realizados por agrônomos da empresa pública de pesquisa, em conjunto com técnicos da 100% Livre, no Laboratório de Agricultura em Ambiente Controlado da Embrapa Hortaliças, localizado em Brasília/DF. A equipe do projeto tem realizado testes para elaboração de sistemas de produção para diferentes espécies de hortaliças cultivadas em um ambiente controlado e fechado, isto é, em sistemas de agricultura indoor do tipo fazenda vertical e plant factory. Esse modelo de plantio de espécies vegetais em um local fechado pressupõe cultivos sem solo ou substratos, iluminação artificial com painéis de LED e controle de diversas variáveis meteorológicas no interior da estrutura de ambiente: temperatura e umidade relativa do ar, radiação líquida e global, concentração de CO2 (gás carbônico), entre outras. DACOLHEITA EXPANDE COBERTURA DE ATENDIMENTO PARA FRUTICULTORES DO VALE DO SÃO FRANCISCO A Termotécnica, com sede em Joinville (SC) e unidades em cinco estados, atende grandes produtores das principais regiões do mercado de FFLVs (flores, frutas, legumes e verduras) do país com suas conservadoras DaColheita. A novidade é que agora os pequenos fruticultores da região do Vale do São Francisco poderão adquirir as conservadoras a pronta-entrega, em quantidades menores, direto da fábrica da Termotécnica em Petrolina (PE). É uma forma de disponibilizarmos para todos os produtores a nossa tecnologia que amplia o shelf-life das frutas e que é muito utilizada por grandes exportadores de frutas do Brasil para os principais mercados mundiais, afirma o Superintendente da empresa, Nivaldo Fernandes de Oliveira. De acordo com Mirella Barbosa de Oliveira, gerente Comercial da Termotécnica Petrolina, há uma demanda de pequenos produtores da região para as soluções de conservadoras DaColheita. Estão sendo disponibilizados três modelos de conservadoras para pronta- -entrega: de 2,5kg, que podem acondicionar caju, carambola, figo, romã e seringuela em bandejas; de 5kg, ideal para uvas em cumbucas de 500g; e de 8kg, muito usadas para uva e goiaba a granel. Nesta verdadeira corrida contra o tempo, do produtor ao consumidor, as soluções pós-colheita da Termotécnica ampliam em até 30% o shelf-life das frutas mantendo suas propriedades nutricionais por mais tempo. Com as conservadoras DaColheita fabricadas em EPS (mais conhecido como isopor marca registrada de terceiro), as frutas desidratam menos, chegam à temperatura desejada mais rápido e mantêm o frio por mais tempo o que garante seu frescor, aspecto visual e maior qualidade nutricional.certificados por testes em laboratórios europeus (AgroTropical e HDG), esses resultados conferem redução de perdas e desperdício de alimentos, o que torna a linha DaColheita sustentável e adequada para acondicionar as frutas da colheita até o consumidor, reduzir a absorção de impactos no transporte e melhorar a exposição no varejo.

6 6 ENTREPOSTO economia SAFRA VERÃO 2021/22: CAIXA DISPONIBILIZA R$ 6,5 BILHÕES PARA CONTRATAÇÃO DE CRÉDITO RURAL RECURSOS ESTÃO DISPONÍVEIS NAS LINHAS DE CRÉDITO DE CUSTEIO, INVESTIMENTO, INDUSTRIALIZAÇÃO E COMERCIALIZAÇÃO A CAIXA disponibiliza R$ 6,5 bilhões para os produtores rurais no primeiro semestre de 2021 por meio de operações do Crédito Rural destinadas ao financiamento da Safra Verão 2021/2022, incluindo linhas como o Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar), Pronamp (Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural) e Demais Produtores. Disponíveis até junho de 2021, os recursos atendem a diversas finalidades, especialmente para financiar as despesas do ciclo de produção das principais culturas do país. A CAIXA lançou, em 07 de dezembro 2020, a campanha de antecipação do custeio da safra verão 2021/2022, possibilitando ao produtor de grãos um melhor planejamento financeiro para a aquisição dos insumos. Investimento: Com a ampliação das fontes de recursos, a CAIXA estruturou programas de investimento para o financiamento da ampliação e modernização da infraestrutura produtiva a partir da aquisição de máquinas e equipamentos novos, animais, formação ou recuperação de pastagens, construção de cercas, currais e galpões, além de programas específicos para a implantação de sistemas de irrigação e armazenagem. O produto conta com um prazo de até 15 anos para reembolso, já incluída a carência de até 03 anos. SICREDI CHEGA À MARCA DE 2 MIL AGÊNCIAS NO BRASIL INSTITUIÇÃO FINANCEIRA PIONEIRA DO COOPERATIVISMO DE CRÉDITO NO BRASIL PRETENDE AINDA INAUGURAR MAIS DE 250 NOVAS AGÊNCIAS NESTE ANO, INCLUINDO A CHEGADA AO ESPÍRITO SANTO Acompanhando o avanço do cooperativismo de crédito pelo Brasil, que já conta com mais de 11 milhões de adeptos, segundo o Banco Central, o Sicredi, instituição financeira cooperativa, alcançou a marca de duas mil agências no país. Em 2020 foram inauguradas 150 unidades, com destaque para expansão em estados como São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Amazonas e Paraíba, e a previsão é que ao longo do ano sejam inauguradas mais de 250, com um investimento superior a R$ 200 milhões. Municípios do Espírito Santo, estado onde o Sicredi ainda não está presente fisicamente, devem passar a contar com agências do Sicredi a partir deste ano. Hoje, o Sicredi tem mais de 4,8 milhões de associados e está presente em 23 estados e no Distrito Federal. Presente em mais de municípios do país, em mais de 200 cidades é a única instituição financeira fisicamente presente.

7 I ENTREPOSTO 7 BALANÇA COMERCIAL PAULISTA FECHA 2020 COM SUPERÁVIT DE US$ 13,10 BI Em 2020, as exportações do agronegócio paulista apresentaram aumento de 12,9%, totalizando US$ 17,23 bilhões; enquanto as importações recuaram 11,9%, somando US$ 4,13 bilhões. Com estes resultados, obteve-se um superavit de US$ 13,10 bilhões, montante 23,9% superior ao obtido em 2019, informa a Secretaria de Agricultura e Abastecimento, por meio do Instituto de Economia Agrícola (IEA). No mesmo período, as exportações totais do Estado somaram US$ 42,39 bilhões e as importações de US$ 51,42 bilhões, registrando um déficit comercial de US$ 9,03 bilhões. O principal motivo dessa expressiva queda no acumulado do ano é a pandemia por Covid-19, que afetou as exportações de algumas das principais mercadorias da indústria extrativista e de transformação, como os óleos brutos de petróleo, querosenes de aviação, gasolina e óleo combustível, aviões e automóveis, entre outros. Em relação aos destinos das exportações do agronegócio paulista, a China se mantém na primeira posição, com US$ 4,11 bilhões, montante 38,9% maior que o obtido em Na sequência vem a União Europeia, com US$ 2,65 bilhões e os Estados Unidos, com US$ 1,66 bilhão. Completam os dez principais destinos em termos de participação: Bangladesh (2,8%), Coreia do Sul (2,7%), Índia (2,6%), Indonésia (2,4%), Arábia Saudita (2,2%), Nigéria (2,1%) e Marrocos (1,8%). EMPRESA ALEMÃ INVESTE MAIS DE US$ 100 MILHÕES EM RETORNO AO BRASIL A multinacional alemã DVA Agro (Parte do Grupo Alemão DVA GmbH), sediada em Hamburgo, especialista na proteção de cultivos, nutrição vegetal e adjuvantes especiais para a agricultura sustentável, acaba de anunciar o retorno de suas atividades no Brasil. A empresa com mais de 50 anos de experiência presente na Europa, América Latina, Ásia e África, e que há cinco não operava no território brasileiro, está investindo mais de US$ 100 milhões na retomada. Na estratégia, além da construção de um laboratório próprio de pesquisa e a contratação de novos profissionais, a companhia lançará um portfólio completo e ainda planeja a instalação de fábrica própria até A expectativa do grupo no mercado brasileiro é grande, e a projeção é que o País até 2026 seja responsável sozinho por 50% do faturamento global da companhia. O Brasil é um dos pilares da estratégia global da marca além de ter grande potencial. Estamos retornando de maneira estruturada e tecnificada. Além disso, aprendemos como fazer negócio aqui, entendemos quais são as necessidades do agro em todos os níveis da cadeia e definimos nossa estratégia de acesso de acordo com cada particularidade do mercado. A DVA tem um nome e credibilidade forte em todo o mundo e é uma questão de tempo para termos o nosso Mindshare do produtor rural brasileiro, diz João Aleixo, diretor executivo global de agro da companhia.

8 8 ENTREPOSTO capa BATATA: DO CAMPO ATÉ A MESA DO CONSUMIDOR

9 I ENTREPOSTO 9 VARIEDADES DE BATATAS COMPÕEM A CULINÁRIA E MOVIMENTA ECONOMIA TEXTO: GUILHERME ARAUJO De acordo com as informações da Embrapa - Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, a batata (Solanum tuberosum L.) é nativa da América do Sul, da Cordilheira dos Andes, e foi consumida por populações nativas em tempos remotos, há mais de 8 mil anos, estando adaptada aos dias curtos da região. Vale ressaltar que a cultura do tubérculo requer temperaturas amenas para que ocorra a tuberização abundante, ou seja, transformação total ou parcial de um órgão, que garanta boa produtividade aliada à qualidade da cultura. A temperatura ideal para o cultivo da batata já foi bastante estudada. Embora haja divergência de valores, a faixa varia algo em torno de 10 ºC a 22 ºC, é o que representa a maioria dos resultados obtidos em várias partes do mundo. Já a época de colheita da batata, aqui no Brasil é realizada de três a quatro meses após o plantio, quando as ramas secarem naturalmente ou, de forma antecipada, pela aplicação de herbicida registrado. Quanto mais limpa e brilhosa for essa superfície melhor é a qualidade do produto oferecido, sendo assim, maior é o valor agregado e a rentabilidade conquistada pelo agricultor. Para alcançar esses diferenciais, cuidados com as raízes e os tubérculos são essenciais no processo. Um sistema radicular bem desenvolvido vai promover melhor absorção de água e nutrientes pela planta. Logo, esse vegetal, suprido de suas necessidades, dará condições para melhor desenvolvimento dos tubérculos, sem interferência de agentes estressantes contra a superfície externa envoltória desse tubérculo, que é a casca, explica o engenheiro agrônomo Marcos Revoredo, gerente técnico especializado em hortifrúti da Alltech Crop Science. Até a década de 90, a cultura da batata se constituía numa atividade principalmente de pequenos produtores, numa exploração típica da agricultura de base familiar. Com a globalização dos mercados, a cultura transformou-se na hortaliça de maior importância dentro do agronegócio brasileiro. Atualmente, segundo a ABBA Associação Brasileira da Batata, cerca de produtores plantam batatas em mais de 200 municípios e classificam a produção em 200 lavadoras. A safra do tubérculo é realizada da seguinte forma: a primeira é conhecida como a safra das águas, plantada no período de agosto a dezembro. A segunda, chamada de safra da seca, é semeada entre dezembro a maio. Sendo que as principais variedades plantadas, no Brasil, são Ágata (45%), Asterix (15%), Orquestra (13%), Cúpido (7%), Markies (6%). Mercado Internacional e Nacional da Batata De acordo com os dados da FAO - A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura, em todo o mundo, aproximadamente 341 milhões de toneladas de batatas são produzidas anualmente, em uma área de 18 milhões de hectares. Tendo a China como a maior produtora, com o cultivo anual que varia entre 66 e 71 milhões de toneladas. Outros grandes produtores ficam por conta da Rússia, a Índia, a Polônia, a Ucrânia, a Alemanha e a Holanda. Já o Brasil ocupa, somente, a 21º posição do ranking mundial, com uma produção anual de aproximadamente 3,5 milhões de toneladas em uma área de cerca de 130 mil hectares. O abastecimento no cenário nacional depende muito da produção do Sul e Sudeste, além da mercado exterior, com a importação do tubérculo. No País, a região sudeste é a principal região produtora, com Minas Ge-

10 10 ENTREPOSTO capa É equivocado afirmar que as batatas pré-fritas congeladas estão tomando o mercado de batata fresca. Na realidade, a batata fresca perdeu mercado por sua culpa, e não foi só para as pré-fritas, perdeu também para mandioca e batata doce. NATALINO SHIMOYAMA DIRETOR EXECUTIVO DA ABBA rais, sendo o maior Estado produtor, com participação de 30% de toda produção nacional. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que o estado mineiro é o maior produtor nacional de batata-inglesa, com produção estimada na safra 2020 de 1,2 milhão de toneladas. Com condições favoráveis de clima, solo e temperatura, a produção do tubérculo está distribuída em 10% dos municípios mineiros, totalizando 86, dos quais 60 estão localizados na região Sul. A produção também é destaque no Alto Paranaíba, onde estão instaladas unidades processadoras de batatas. Isso atrai investimento de grandes empresas multinacionais, em Minas Gerais. Recentemente, mesmo no período de pandemia, por conta da Covid-19, na cidade de Araxá (MG) receberá a instalação da primeira unidade da indústria McCain Foods, fábrica de origem canadense especializada na produção de batatas pré-fritas e congeladas para alimentação. Com previsão de inauguração para o segundo semestre de 2021, a expectativa da fábrica é gerar 150 empregos diretos, 450 indiretos e impactar uma média de 750 profissionais no campo da agricultura, segundo informações de Aluízio Periquito Neto, diretor geral da McCain no Brasil. "Minas Gerais é um estado estratégico para a plantação de batata. Nossas duas aquisições recentes (49% da Forno de Minas e 70% da Sérya) também estão no estado, o que torna a região ainda mais atraente para implantação da primeira fábrica de batata pré-frita congelada da McCain no país", detalha. Variedades de batatas Existe uma variedade muito grande de tipos de batatas, nas quais, elas são utilizadas para diferentes finalidades. Segundo pesquisadores, a estimativa que exista cerca de 85 gêneros, aproximadamente, algo em torno de 4200 espécies de batatas. Para o consumidor final é essencial saber os diferentes tipos do tubérculo, na hora da compra. Para poder preparar aquele determinado prato com o resultado, o sabor esperado. É indiscutível a necessidade de ofertar variedades multiuso, que são batatas que servem para fazer todas as opções de pratos cozida, assada, frita, purê, coxinha, entre outras. Atualmente a variedade que se adequa a estes requisitos é a Markies, porém em breve surgirão novas variedades. Natalino Shimoyama Diretor Executivo ABBA - Associação Brasileira da Batata. Neste caso, a batata multiuso tem em média um teor de, entre 18 a 20%. Mercado de batatas Da colheita à embalagem, o salgadinho, por exemplo, de batata frita chips leva cerca de 24 horas para ser produzido. Os ingredientes usados são poucos, apenas batata, óleo e sal, mas o processo de produção tem várias etapas para garantir os padrões de qualidade exigidos pelo fabricante. Todas as batatas descartadas durante o processo, desde o campo até a fábrica, são reaproveitadas e viram ração animal. Marcelo Zanetti, diretor de agronegócios da PepsiCo. As vendas de batatas movimenta a economia brasileira. Sendo que a maneira, como hoje, ela é comercializada tem mudado, consideravelmente, ao longo do ano. Isso é influenciado pela tendência do mercado, principalmente pelo estilo atual do consumidor final. Nós estamos numa era em que as pessoas querem facilidade para preparar suas refeições e é isso que a batata pré-frita congelada oferece, praticidade e agilidade no preparo, menciona Igor Azevedo - Gerente de Vendas da empresa de batatas, Batatille. Já para o diretor executivo da ABBA, Natalino Shimoyama, comparar ou colocar que a maneira congelada está forte no mercado, por uma única tendência do consumidor pode ser encarada de uma errônea. É equivocado afirmar que as batatas pré-fritas congeladas estão tomando o mercado de batata fresca. Na realidade, a batata fresca perdeu mercado por sua culpa, e não foi só para as pré-fritas, perdeu também para mandioca e batata doce, é o que ressalta Natalino Shimoyama. Ao contrário da batata fresca, o consumo de batata pré-frita congelada vem aumentado ano a ano. A praticidade (preparação rápida e pouco espaço para armazenar), o uso de variedades com excelente aptidão culinária, o custo x benefício favorável, as dezenas de opções (palitos grossos, finos, longos, curtos, com ou sem casca, cortes lisos ou ondulados, conclui o Diretor Executivo ABBA

11 I ENTREPOSTO 11 BATATA: TURBÉRCULO É UM DOS MAIS RENTÁVEIS DOS PRODUTOS DA CEAGESP SOMENTE NO ANO PASSADO FORAM VENDIDAS MAIS DE 240 MIL TONELADAS DE BATATAS GUILHERME ARAUJO RANKING DAS MAIS VENDIDAS DE 2020 A batata é um dos produtos mais vendidos no Entreposto paulistano e são diversas variedades que são encontradas na Ceagesp, desde ágata, asterix, baraka, por exemplo. Empresas que trabalham com este tipo de produto estão alocadas em pavilhões específicos. Segundo o último balanço realizado pela SEDES Seção de Economia e Desenvolvimento da Ceagesp, somente, em 2020, foram comercializadas mais de 242 mil toneladas. Tendo a batata lavada, como uma participação de mercado de mais de 80% das vendas em geral, com 191 mil t. Asterix e escovada tem um balanço parecido com 26 mil t e 25 mil t, respectivamente. Os principais municípios que encaminham a batata, no caso, por exemplo, da Asterix, para o Entreposto da Capital são: Guarapuava-PR (8%), Palmas-PR (4,6%) e São Mateus do Sul-PR (4,5%). As vendas na Ceagesp de batatas em geral, representou, financeiramente, algo em torno de 517 milhões de reais. No Ranking, no quesito por toneladas, neste caso, a batata ocupa, hoje, a terceira colocação, ficando atrás de alimentos, apenas, da laranja (259 mil t); do tomate (246 mil t), respectivamente e à frente de produtos como mamão (133 mil t), e maçã (120 mil t), em LEGUMINOSAS sua ordem. Já em relação ao ranking dos produtos mais rentáveis da Ceasa de São Paulo, a batata, também, mantém-se na terceira posição, entretanto, dessa vez, atrás de tomate (R$ 685 milhões); maçã (575 milhões). Vale ressaltar que mesmo com o período de pandemia que afetou diretamente as vendas das empresas atacadistas da Ceagesp, sem exceção, ao comparar com o ano anterior, em 2019, foram vendidas 239 mil toneladas de batatas. Ou seja, surpreendente, um aumento de 1,2%. Entretanto, uma realidade que pode não ser sentida por todas as empresas, já que o Comércio de Cereais Marvi relata as dificuldades, no período de instabilidade econômica devido ao surto do Coronavírus. A Marvi é uma empresa com mais de 15 anos de experiência no mercado no ramo de distribuição de batata, cebola, alho, alho descascado e ovos. TONELADAS (MIL) LARANJA TOMATE BATATA MAMÃO MAÇÃ FONTE: SEDES 2020 foi um ano complicado por conta da pandemia. Nós atendemos principalmente, os distribuidores, as escolas, os restaurantes e por conta do fechamento dessas unidades, as vendas sofreram grandes perdas. No caso do delivery em restaurantes, essa prática ainda não vende muito, é o que mencionou Sérgio Ricardo, gerente de vendas da empresa. Já, em 2018, com uma performance nas vendas, um pouco melhor, com 249 mil t, fez com que a batata ocupasse a segunda colocação, por toneladas, dos produtos em geral mais vendidos no Entreposto paulistano. Outro quesito de extrema importância é a média de preço praticado, que pode ser encontrado, de uma forma variada conforme os tipos e as empresas. Valores, por exemplo, entre 2 a 4 reais o quilo da batata. O JE recomenda acompanhar e consultar o preço diário dos produtos em geral, disponível no portal do Jornal Entreposto. Atualizado, diariamente, é possível saber a maneira como é comercializada, seja por caixa, por quilo, a variedade, o maior e o menor preço praticado. Sendo que não somente de batatas, mas todos os alimentos comercializados na Ceagesp. De acordo com o boletim da Conab Companhia Nacional de Abastecimento, na Ceagesp o movimento de preços nos últimos meses, foi de R$/ Kg 3,73, no dia 28 de dezembro, do ano passado, para R$/Kg 3,14 no dia 11 de janeiro de Um levantamento foi realizado com os compradores de batata dentro e fora do ETSP e verificou-se que, atualmente, a importância da variedade somente é relevante para os feirantes que, ao realizar a venda, mantêm um contato direto com o consumidor final, podendo instruí-lo sobre a melhor finalidade culinária de cada variedade. A maior parte da batata comercializada na Ceasa da Capital abastece o município de São Paulo 69%, seguido pelos outros municípios da Região Metropolitana de São Paulo 17%, outros municípios paulistas 8 %, outros estados brasileiros 6%. De acordo com o estudo realizado pela Ceagesp, os distribuidores compram a maior proporção de batata escovada 20%, seguido pelos feirantes 14%, supermercados 13% e varejão, sacolão e quitanda 11%.

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13 comércio exterior I ENTREPOSTO 13 EXPORTAÇÕES DE SUCO DE LARANJA RECUAM 23% SAFRA MENOR E ESTOQUES MAIS ELEVADOS ESTÃO ENTRE AS PRINCIPAIS RAZÕES PARA A BAIXA Os embarques totais de suco de laranja brasileiro (FCOJ Equivalente a 66º Brix), no período de julho a dezembro, que marca o primeiro semestre da safra 2020/2021, fecharam com um volume total de toneladas. O número representa uma redução de 23,5% em relação ao mesmo período da safra passada, quando foram exportadas toneladas. Em faturamento, as exportações somaram US$ milhões no período, volume 35,9% menor do que a receita de US$ registrada entre julho e dezembro de Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e compilados pela CitrusBR. Segundo o diretor-executivo da CitrusBR, Ibiapaba Netto, as principais razões para a baixa continuam sendo a alta produção de suco na safra passada e a consequente recomposição nos estoques do produto. Na safra passada tivemos uma produção de 1,2 milhão de toneladas de suco, 37,4% acima do período anterior. Isso permitiu recompor os estoques internacionais de suco brasileiro. Em 30 de junho de 2019 os estoques globais de suco de laranja em poder das empresas associadas à CitrusBR eram de toneladas. Após o processamento da safra 2019/20, 36% maior que anterior e meses de ritmo forte de embarques, esses estoques foram recompostos a toneladas em 30 de junho de De acordo com Netto, devido à bienualiade da citricultura, que alterna anos de maior e menor produção, esse fenômeno tem sido comum, conforme observado no gráfico abaixo. Em anos de safras maiores as exportações são mais intensas em comparação a safras menores nos meses iniciais de cada ano safra. Isso não significa que as exportações serão menores nesta temporada, mas indica, por enquanto, uma necessidade menor de ser transferir produto para os pontos de venda mundo afora, analisa. Entre os diferentes destinos a Europa continua a ser o principal mercado das exportações brasileiras, com uma participação de 65,94%, seguida de Estados Unidos (26,40%), Japão (2,75%), China (2,41%) e Austrália (0,82%). Outros destinos representam 1,68%. AGRONEGÓCIO PUXA A MOVIMENTAÇÃO DE CONTÊINERES NO MELHOR ANO DA HISTÓRIA A TCP empresa que administra o Terminal de Contêineres de Paranaguá fechou o ano de 2020 com a melhor movimentação da sua história, totalizando TEUs, mesmo em um cenário de incertezas econômicas decorrentes da crise causada pela pandemia da COVID-19. O número representa um crescimento de 7,44% em relação ao ano de 2019, quando o terminal contabilizou TEUs movimentados. Durante todo o ano, o Terminal bateu recordes consecutivos de movimentação de diferentes cargas, entre eles, o de maior movimentação de contêineres em um único mês quando, em novembro, registrou TEUs. Apesar das mazelas que a pandemia trouxe ao país, o ano foi de superação e nos levou ao recorde histórico de movimentações. Tomamos uma série de medidas de combate ao COVID-19, como controles de acesso, reforço na higiene e afastamos os colaboradores do grupo de risco sem comprometer seus rendimentos, destaca Thomas Lima, diretor Comercial e Institucional da TCP. O executivo credita o bom resultado de 2020 a um conjunto de fatores, principalmente, à preparação da empresa para o momento. Do ponto de vista de infraestrutura, nos preparamos com investimentos superiores a meio bilhão nos últimos anos, ampliando nossa capacidade de 1,5 milhões TEUs para 2,5 milhões de TEUS por ano. A plataforma logística que a empresa construiu também é um dos grandes diferenciais: a TCP conta com a ferrovia com acesso direto ao pátio, armazéns internos e bases intermodais para atender as diferentes necessidades do mercado, avalia. O agronegócio teve papel decisivo na movimentação da TCP ao longo de 2020 tanto na importação quanto na exportação. Exemplo disso é o algodão que atingiu a marca de TEUs exportados, valor que representa 116% de crescimento em comparação a Ainda na exportação, as cargas refrigeradas (reefer) também foram protagonistas com o recorde histórico de movimentação, com TEUs, mantendo a posição como maior exportadora de cargas refrigeradas do país. Já a importação foi impulsionada pela carga de fertilizantes que terminou o ano totalizando TEUs, valor 28,43% maior que o recorde anterior registrado em 2018, quando passaram pelo terminal TEUs. Outro destaque foi o segmento eletroeletrônico, que também cresceu, chegando a TEUs, superando o recorde registrado em janeiro de 2020 (2.870 TEUs). Destaca-se ainda o setor de construção civil/infraestrutura, também com recorde no penúltimo mês do ano, com TEUs o último recorde registrado havia sido em março de 2018, com TEUs. Para 2021, o objetivo da empresa é ultrapassar a marca de 1 milhão de TEUs movimentados.

14 14 ENTREPOSTO indústria BOMAR PESCADOS PROJETA CRESCIMENTO EM VENDAS E EXPANSÃO COMERCIAL PARA 2021 Uma das principais empresas de pescados e cultivo de camarão do Brasil, a Bomar Pescados finalizou 2020 com saldo positivo. Com isso, inicia 2021 com expectativas de expansão e crescimento. Para este ano, a empresa espera ampliar a atuação comercial, conquistar novos mercados, além de consolidar os atuais, aumentando também a capilaridade de revendedores, projetando um crescimento total em vendas de 30%. Essa projeção positiva está aliada ao investimento que a Bomar tem realizado constantemente em estrutura, tecnologia e equipamentos. A procura pelos nossos produtos cresceu bastante em 2020, respondendo aos nossos investimentos, fazendo com que a empresa espere para 2021 uma alta significativa em vendas e fortalecimento de mercado, afirma o Diretor Comercial, Gentil Linhares Filho." A Bomar Pescados planeja ainda para 2021, o lançamento de novos produtos que vão atender a demandas e hábitos comportamentais adquiridos pelo seu público alvo, devido à pandemia. Entre as estratégias adotadas, estão também maior investimento e atuação em plataformas digitais, ampliando e diversificando cada vez mais a comunicação com os clientes. INDÚSTRIA DE FFLV ACREDITA QUE MAIORES DESAFIOS DE 2021 SÃO AUMENTO DE CUSTOS E INCERTEZA ECONÔMICA Reunidos virtualmente, boa parte dos associados da PMA Brasil, entidade que representa da indústria de flores, frutas, legumes e verduras, discutiram os maiores desafios e as oportunidades de 2021, um ano que se mantém imprevisível em relação à demanda de consumo. Produtores, distribuidores, varejistas e as maiores empresas de embalagens, das cinco regiões do país, debateram as principais dificuldades para um planejamento estratégico. As alterações climáticas, aumento de insumos e falta de embalagens são grandes preocupações, mas a incerteza da economia e a redução do poder aquisitivo são prioridades no radar do setor que alimenta a população. "Desde o início da pandemia, o Conselho da PMA Brasil se reúne quinzenalmente para analisar a conjuntura e alinhar ações que possam mitigar problemas na cadeia de produtos frescos. Integrar os associados permite analisar o cenário de todo o país, ajuda a mapear demandas e procurar soluções que não afetem o abastecimento e aumente o consumo, na pegada da saudabilidade", explica Valeska de oliveira, representante da PMA no Brasil. Os principais desafios da indústria de FFLV são: aumento de custos em geral insumos, impostos (22%); incerteza da economia- redução do poder de compra (22%); falta de embalagens (17%) e mudança dos canais de comercialização ecommerce (13%). A pesquisa também revelou, na opinião dos participantes, as principais oportunidades em 2021 são: a educação para o varejo e consumidor com destaque para benefícios de FFLV (23%), investir em e-commerce (16%), o Ano do FLV (14%) e o comportamento do consumidor (14%).

15 máquinas e equipamentos I ENTREPOSTO 15 DO MILHO PELAS FRUTAS E VEGETAIS, AOS FRUTOS SECOS, PASSANDO UM MUNDO DE POSSIBILIDADES Sentinel II, Genius, Zea, Helius e Nimbus. À primeira vista podem ser nomes que não lhe dizem nada, mas prepare-se para ficar com eles na cabeça. É a seleção de máquinas, que fazem parte de um amplo portfólio da empresa, que a TOMRA Food quer aumentar sua participação e tornar-se uma referência para o mercado brasileiro. O objetivo? Simples. Aumentar exponencialmente a qualidade do desempenho da planta, aumentando assim o nível de produtividade e uso eficiente de recursos. Começando pela seleção de frutas e vegetais, e sendo umas das principais aplicações para os tomates e os pêssegos, a empresa apresenta a Sentinel II. A máquina foi projetada para classifi- car várias aplicações de alimentos supera as máquinas concorrentes em termos de eficiência de separação, capacidade, especificações técnicas e durabilidade, e apresenta a maior velocidade de processamento por largura da máquina de toda a indústria. Para a seleção de vegetais a TOMRA Food desenvolveu a Genius. É uma máquina de seleção modular que pode ser adaptada às necessidades e exigências específicas de uma planta. Com câmeras, o classificador apresenta uma variedade de tecnologias de inspeção empregadas em várias zonas de inspeção. Dessa maneira, consegue atingir um desempenho de seleção de alimentos incomparável e elimina todos as descolorações indesejadas e materiais estranhos de várias aplicações alimentares, como batatas, legumes, alimentos frescos, entre outros. DISTRIBUIDOR DE ADUBO DIMINUI A ZERO O AMASSAMENTO DE PLANTAS PRODUTORA DE QUERÊNCIA EM MATO GROSSO, ALÉM DE REDUZIR DRASTICAMENTE AS PERDAS NA LAVOURA DE SOJA, COM UM NOVO EQUIPAMENTO MONTADO EM ANTIGO AUTOPROPELIDO TEVE AINDA ECONOMIA DE MAIS DE 40% EM COMBUSTÍVEL Quando a produtora de Querência-MT, Cassiane Baratto, adquiriu um distribuidor de insumos Z 6.0 MP Agro montado em seu antigo autopropelido, que estava encostado na fazenda, o objetivo era melhorar a performance operacional do cultivo de milho safrinha e soja, além de aproveitar o equipamento obsoleto. Mas, o que ela não imaginava é que além dos ótimos resultados na distribuição de adubo, houve muita economia de combustível e ainda viu a perda por amassamento da lavoura chegar a zero. Toco a fazenda junto com meus pais. Sou responsável pela parte de operação de máquinas e desenvolvimento das tarefas, plantio, colheita e aplicação de químicos, inclusive na escolha e compra dos equipamentos, conta Cassiane. Tradicionalmente a família da produtora cultiva 600/ha de grão por safra. Mas, com o objetivo de aumentar o plantio para 800/ha no próximo ano, em outubro de 2020 eles optaram por transformar um pulverizador autopropelido 4730 em um distribuidor de insumos da MP Agro Máquinas Agrícolas. A empresa, do interior paulista é pioneira e especializada nesse tipo de transformação feita na própria fazenda. Nós temos uma linha que se adapta a qualquer modelo de autopropelido do mercado. Com estrutura 100% em aço inox e alta durabilidade, a Linha Z da MP Agro foi desenvolvido para oferecer ao produtor um solução inteligente e excelente custo benefício, pois permite transformar um maquinário defasado em uma máquina de distribuição a lanço com o que há de mais moderno em tecnologia e altamente produtiva e com todo o suporte de uma equipe especializada, explica o CEO da companhia, Douglas Peccin. Ainda segundo a produtora, o ganho com a compra do equipamento foi de 70% na operação, além de uma economia enorme de tempo. Isso porque o Cassiane com o distribuidor da MP Agro montado no autopropelido da família distribuidor de arrasto que antes utilizavam conseguia aplicar os insumos em no máximo 50 hectares por dia. Hoje, isso mudou muito, com o distribuidor da MP Agro, mais robusto e com maior capacidade, podemos aplicar até 300 ha diariamente, destaca. O crescimento é de 500%. Além disso, ela conta que aplicando mais em menos tempo houve uma redução enorme de combustível, estimada em 40%. Em uma conta rápida, eles usavam até então um total médio de 30 mil litros de óleo diesel no ano safra, para todas as operações. Na distribuição de insumos era 3 mil litros. Com o preço médio do combustível pago na região da propriedade, R$ 3,89, o gasto era de até R$ Agora a expectativa é para que esse valor caiu para pelo menos R$ 4.668, um ganho estimado em mais de R$ 7 mil. Com toda essa economia e precisão na adubação esperamos uma safra maior do que a do ano passado, e o lucro obtido encima da economia será aplicado novamente na lavoura, em forma de infraestrutura, e novas máquinas para melhorar cada vez mais o operacional, comemora a produtora.

16 16 ENTREPOSTO máquinas e equipamentos MARCA PREMIUM É REFERÊNCIA EM MÁQUINAS PARA O AGRONEGÓCIO GRUPO VAMOS INAUGURA A PRIMEIRA CONCESSIONÁRIA FENDT Líder nacional na locação de caminhões, máquinas e equipamentos, o grupo Vamos adiciona ao seu portfólio de concessionárias a Fendt, marca alemã pertencente ao Grupo AGCO e que se destaca por ser uma linha premium de máquinas para o agronegócio. A localização dessa iniciativa se dá na cidade de Rio Verde (GO), referência na produção de grãos no País. Para Gustavo Couto, CEO do grupo Vamos esse movimento reforça a crença do grupo no agronegócio brasileiro: O agronegócio é uma potência no mercado brasileiro. O Brasil, cada vez mais, se torna uma referência para o agronegócio mundial. O agro não para. E a Vamos também não. Por isso é que a gente está muito feliz em trazer para a região e para o Brasil, a marca Fendt, uma marca referência em tecnologia, em agricultura de VENDAS DE TRATORES DA MAHINDRA CRESCEM 43% NO BRASIL EM 2020 A Mahindra apresentou um avanço de 43% nas vendas de tratores do Brasil em Os dados foram divulgados nesta quinta-feira, 4, durante evento online. Segundo o diretor geral de operações da Mahindra no Brasil, Jak Torretta Jr. o resultado foi expressivo principalmente por ocorrer em um precisão, para aumentar ainda mais a eficiência e contribuir com o aumento da produtividade da agricultura brasileira. Com a tecnologia como um diferencial, as máquinas Fendt são mundialmente reconhecidas por sua engenharia de inovação, o que garante alto padrão de eficiência e produtividade. O êxito obtido na nossa estratégia de chegada e consolidação no Brasil, além de nos deixar orgulhosos, nos habilitou a adiantar a fase de expansão da marca. Com esta inauguração em Rio Verde, seremos capazes de proporcionar o máximo da experiência Fendt aos agricultores dessa região, tão importante para o agronegócio brasileiro, por meio dos nossos produtos e serviços excepcionais. Inovação e alta tecnologia são atributos que vão garantir a produtividade e a rentabilidade da agricultura nacional nos próximos anos, e é exatamente o que temos a oferecer, celebra José Henrique Galli, diretor da Fendt América do Sul. O inicio da operação faz parte de um projeto de expansão que visa tornar o grupo Vamos a maior rede de concessionária da Fendt na América Latina, representando a marca no estado de Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Minas Gerais. momento de pandemia. Até mesmo ao comparamos com o crescimento da indústria de tratores brasileira como um todo no ano passado, que foi de 5,7%, pondera. O diretor também destacou o processo de nacionalização da marca, desde que chegou ao país há quatro anos. Já temos sete modelos nacionalizados, relata, acrescentando que o produtor rural pode acessar os financiamentos do governo federal para adquirir estes tratores. Até março deste ano, a marca quer ter 47 pontos de venda no país. Atualmente, são 40 pontos de vendas. Na Índia, país de origem da marca, foram produzidos 310 mil tratores em 2020, tanto para o mercado interno como para o externo. O número representa um incremento de 5,3% em comparação a Temos 41% do mercado indiano, ressalta Torretta Jr. Nos Estados Unidos, a empresa manteve a terceira posição em vendas de tratores no ano passado. MARBOR CRESCE 50% EM 2020 COM LOCAÇÃO DE CAMINHÕES E EMPILHADEIRAS O segmento de transporte e movimentação de cargas foi o principal responsável pelo crescimento de 50% no faturamento da Marbor Frotas Corporativas em Mesmo com a crise gerada pela pandemia de coronavírus, a empresa conseguiu elevar sua receita com novos produtos e serviços, especialmente voltados a atividades logísticas, que não pararam durante o isolamento social. "Fomos desafiados a nos reinventar em vários aspectos e de forma muito rápida. Agora vemos tudo isso como algo muito positivo para nossa empresa", diz Renato Vaz, diretor da locadora. Para ele, o principal desafio para o mercado de locação em 2020 foi desenvolver novas soluções aos seus clientes. "Serviços que não faziam parte do portfolio vieram para ficar. Hoje estamos mais próximos dos clientes e com maior capacidade de atender suas demandas. Foi uma grande mudança para o setor", avalia o executivo. O diretor explica que a diversificação dos segmentos de atuação foi fundamental para o crescimento da Marbor neste ano de pandemia. "Somos uma das poucas locadoras que atendem o mercado com os três ativos principais: automóveis, caminhões e empilhadeiras. E neste ano os setores que melhor performaram foram os caminhões e as empilhadeiras", destaca. Apesar de também sentir o impacto pela crise do coronavírus, a Marbor teve um desempenho positivo em "Deveremos atingir 50% de crescimento frente a Mesmo ficando abaixo do planejado, estamos felizes com este resultado, que foi construído com muito esforço e criatividade de toda a equipe", frisa Renato Vaz. Um dos novos serviços lançados pela locadora em 2020 foi o Plano Marbor Liquidez (PML), em que a empresa compra os veículos dos seus clientes e estes podem continuar utilizando os mesmos ativos, pagando um aluguel. "O PML foi criado para ajudar as empresas a enfrentar a maior necessidade de caixa por causa da pandemia. O cliente recebe à vista sem que sua operação precise parar por troca de equipamentos. Houve muita procura por essa solução", conta o diretor.

17 I ENTREPOSTO 17 FAZENDA DE CÍTRICOS É A PRIMEIRA NO MUNDO 100% MONITORADA POR SENSORES INTELIGENTES PROPRIEDADE NO BRASIL UTILIZA TECNOLOGIA DESENVOLVIDA PELA STARTUP ADROIT ROBOTICS, QUE AVALIA MILHÕES DE FRUTOS UM A UM, ANALISA CONDIÇÕES DAS ÁRVORES, FAZ ESTIMATIVAS DE SAFRA E DETECTA PRAGAS E DOENÇAS O cultivo de cítricos é um mercado de grande importância para o Brasil. A laranja por exemplo, é fundamental para o País, maior produtor mundial da fruta e que representa 80% da exportação de suco. Embora seja uma cultura fundamental, o setor ainda é carente de tecnologias exclusivas para ajudar os produtores a obter maior produtividade. A maiorias das soluções existentes no mercado, como monitoramento por drones, por exemplo, foram desenvolvidos para outros cultivos e posteriormente adaptados aos pomares. Para auxiliar os citricultores, a Adroit Robotics, uma startup brasileira, desenvolveu, especialmente para a citricultura, uma tecnologia inovadora e única no mercado. Chamada de LeafSense, esta combina inteligência artificial e sensores inteligentes, que permite aos produtores finalmente aplicar agricultura de precisão em seus pomares, otimizando a produtividade e reduzindo custos. Nossos sensores capturam imagens de altíssima resolução, com uma visão frontal da árvore, analisam frutos e árvores um a um e entregam análises precisas de produtividade e saúde do pomar. Estágio de maturação, quantidade e calibre dos frutos, densidade das árvores, volume das copas e frutos no chão. Além de estimativas de safra, detecção de pragas e inventário de árvores, de forma totalmente automatizada. É como uma ressonância magnética do pomar, explica Angelo Gurzoni Jr, um dos sócios fundadores da empresa. Todas essas vantagens despertaram o interesse do grupo Alfacitrus, um dos 5 maiores produtores de laranjas e tangerinas do Brasil. Por ano, produzem cerca de 1,5 milhões de caixas das frutas que abastecem o mercado interno, centros de distribuições e grandes redes de varejo, como o Carrefour, um dos maiores clientes do grupo.

18 18 ENTREPOSTO máquinas e equipamentos ALFACE É A FOLHOSA MAIS QUERIDA DO BRASIL Conforme recente levantamento do Cenário Hortifrúti Brasil, da Esalq/USP, couve, alface, repolho e brócolis são as folhosas mais cultivadas no País. Ao todo são cerca de 1,5 milhão de produtores que trabalham com estas culturas. De acordo com a agrônoma e doutoranda Herika Pessoa, da Universidade de Viçosa, UFV, MG, a área média ocupada por folhosas fica abaixo de 0,3 hectare por produtor, mas ainda assim são cultivados 174 mil hectares no total. Da área dedicada à produção das folhosas, 49,9% é ocupada pela alface, seguida do repolho, com 15,3%; e da couve, com 6,1%, enquanto as demais culturas deste segmento ocupariam os restantes 28,7%, relata. São Paulo é o estado com maior concentração de produtores, porém estas folhosas estão presentes nos cinturões verdes das principais cidades do território nacional. A agrônoma afirma que a produção dessas culturas é superior a 1,3 milhão de toneladas, e que a participação dos três produtos é estimada em respectivos 43,6% para alface, 31,7% para repolho, 9,1% para couve, e 15,5% para os demais. Além de seu protagonismo na produção, a alface se destaca também por ser a folhosa mais consumida no Brasil. Atualmente, ela movimenta, em média, um montante de R$ 8 bilhões apenas no varejo, com uma produção de mais de 1,5 milhão de toneladas ao ano, destaca Hérika Em destaque Apresentando números mundiais, o agrônomo Ronaldo Machado Júnior, também doutorando da UFV, descreve no artigo feito em conjunto com Hérika, que a China é a maior produtora de alface, com 23,6 milhões de toneladas (52% da produção mundial), seguida de Estados Unidos e Índia. No Brasil a produção chega a 1,5 milhão de toneladas, sendo que a hortaliça é plantada principalmente na região centro-sul. Entretanto, por se tratar de um produto altamente perecível e largamente consumido, é cultivado em todas as regiões, especialmente em áreas próximas dos grandes centros, para evitar grandes perdas com o transporte até os pontos de consumo, assinala. O nosso levantamento apontou que o Estado de São Paulo é o maior produtor e consumidor de alface no País (cerca de 137 mil toneladas em 8 mil hectares plantados), seguido do Paraná (54 mil toneladas em ha) e Minas Gerais (18 mil toneladas em ha). A área ocupada por alface pode ultrapassar 86,8 mil hectares cultivados por mais de 670 mil produtores, com volume produzido de 575,5 mil toneladas. A produção de alface no Brasil se concentra nas regiões sudeste e sul, com destaque para São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Paraná, ressalta Machado. Os maiores polos da cultura, conforme registra o Cepea/USP são Ibiúna e Mogi das Cruzes, em São Paulo, seguidos de Teresópolis, no Rio de Janeiro, Mário Campos e Caeté, em Minas Gerais. O consumidor brasileiro tem à sua disposição diversos tipos de alface, tais como crespa, americana, lisa, mimosa, roxa, romana e mini. Estimativas Conforme Hérika estimativas para a safra de verão 2019/20, indicaram aumento de 12% na área das regiões acompanhadas pelo Hortifruti/Cepea. Com a boa rentabilidade da temporada de verão anterior (2018/19), produtores puderam investir mais na atividade. É de se destacar que no inverno a busca por folhosas se retraí, mas este cenário vai depender do comportamento da safra de verão e das condições climáticas até o momento do plantio. Custo de produção x rentabilidade No Estado de São Paulo, durante a safra de verão 2018/19 (dez/18 jun/19), foi registrada uma redução de 14,1% nas áreas de Mogi das Cruzes e Ibiúna, totalizando, respectivamente, e hectares. Durante boa parte da safra, as cotações estiveram em elevados patamares. Além disso, a temporada registrou alta incidência de doenças principalmente queima e mela o que resultou no aumento dos custos de produção. Com oferta baixa durante a safra, os preços subiram, inclusive ficando superiores aos da anterior: a crespa em Mogi das Cruzes teve média de R$ 0,91/unidade, enquanto o custo foi estimado em R$ 0,68/unidade, proporcionando rentabilidade positiva de 35%. Machado diz, por sua vez, que durante a safra de inverno 2019, a área destinada às alfaces recuou 10% em Ibiúna e 12,5% em Mogi das Cruzes. De junho a novembro, o preço médio da crespa foi de R$ 0,48/unidade, enquanto os custos foram de R$ 0,46/unidade. Sendo assim, a rentabilidade no fechamento da temporada ficou bastante apertada, proporcionando resultados pouco satisfatórios os alfacicultores paulistas. Cliente há um ano da marca LS Tractor, o casal Silvio e Thelma Trintin, são produtores de alface na cidade de Socorro, SP. Plantam várias hortaliças em dois alqueires, em média, geralmente arrendado. Segundo Thelma a idéia de buscar um trator foi para atender as necessidades deste cultivo e encontraram no modelo U60 todas as ferramentas que precisavam para o trabalho. O coordenador regional de vendas, Rodrigo Silva, destaca que o trator para esta atividade conta com três velocidades na tomada de força, sendo elas *540, 750 econômica e 1000 RPM*, com acionamento através de chave automática, com duas funções, manual e independente. Isso possibilita ao produtor trabalhar com baixo consumo de combustível, (menos 30% em média) poluindo menos o meio ambiente e gerando maior lucratividade além de ser ergonômicamente confortável para os seus operadores. O sistema hidráulico possui o lift o matic para subir e abaixar o eixo de três pontos na medida pré-estabelecida para o trabalho, proporcionando maior agilidade nas manobras, relata Silva. Ele diz ainda que o trator possui eixo blindado, com maior durabilidade e confiabilidade para as mais diversas operações e transmissão com 32 velocidades, proporcionando, velocidade correta x economia de combustível. É um modelo que pelas suas características, caiu muito no gosto do horticultor, finaliza.

19 logística I ENTREPOSTO 19 AGRO MOVIMENTA VENDAS DE PICAPES NO PAÍS KARIN RÅDSTRÖM ASSUME A DIREÇÃO DA MERCEDES-BENZ TRUCKS EXECUTIVA É A SUCESSORA DE STEFAN BUCHNER, QUE SE APOSENTOU EM OUTUBRO DE 2020, DEPOIS DE MAIS DE 30 ANOS NA COMPANHIA Karin Rådström assumiu hoje seu posto como membro do Conselho de Administração da Daimler Truck AG e chefe mundial da Mercedes-Benz Trucks. Rådström ingressa na Daimler Trucks vinda da Scania, onde foi membro da Diretoria Executiva responsável pela área de Vendas e Marketing desde "Estamos muito contentes por dar boas-vindas a Karin em nossa equipe de direção. Ela tem ampla experiência internacional na indústria de veículos comerciais e teve uma comprovada atuação em uma organização de vendas focada no cliente e na experiência com a marca", afirma Martin Daum, CEO da Daimler Truck AG e membro do Conselho de Administração da Daimler AG. Natural da Suécia, Rådström começou na Scania como trainee em 2004 depois de seu mestrado de Engenharia em Gestão Industrial no Royal Institute of Technology. Desde 2007, ocupou vários cargos gerenciais em Vendas e Serviços, tendo sido chefe da Operação de ônibus rodoviários e urbanos, bem como responsável pela organização do negócio de veículos conectados. O boom do agronegócio brasileiro ajuda a explicar a predileção do mercado nacional pelas picapes, que já contam com cerca de 16% de participação das vendas de veículos em Mas além de sua característica tradicional de ser utilizada no trabalho, rural ou urbano, os modelos têm investido em tecnologia e conforto para conquistar um novo tipo de consumidor. Não por acaso, a Fiat Strada se tornou em setembro o carro mais vendido do Brasil, atraindo antigos donos de hatches e sedãs. Em janeiro, o Chevrolet Onix se manteve como o veículo mais vendido do Brasil e registrou emplacamentos. Fiat Strada e Hyundai HB20 completaram o pódio, com e exemplares vendidos, respectivamente, durante o período. CAMINHONEIROS PRECISAM DE MELHOR GESTÃO FINANCEIRA PARA AUMENTAR A LUCRATIVIDADE ESPECIALISTAS ENSINAM COMO CONTROLAR GASTOS, REDUZIR CUSTOS E AUMENTAR A MARGEM DE LUCRO NOS SERVIÇOS DE FRETE Apesar do aumento de 62% do volume de fretes registrado em 2020*, no Brasil, transportadores reclamam de baixas margens de lucro e prometem uma paralisação nacional. Dentre as reivindicações, estão redução do preço do pedágio e combustível e também de impostos como o ICMS. Embora essas medidas possam contribuir para melhorar os ganhos da categoria, especialistas, alertam que os caminhoneiros também precisam de auxílio para poderem realizar uma melhor administração de seus negócios, de modo que consigam controlar melhor os custos e aumentar a margem de lucratividade em cada transporte de carga. O setor, hoje, já conta com diversas soluções tecnológicas que visam facilitar a gestão financeira e operacional do setor logístico. São desde Contas Digitais completas e personalizadas, à aplicativos de gestão de custos, roteirização de entregas e negociação de fretes (uma espécie de Uber dos caminhoneiros). Dentre as dicas para aumentar a margem de lucro, especialistas apontam principalmente para uma melhor gestão financeira dos contratos, com controle claro de despesas e recebimentos, para que os ganhos não fiquem comprometidos. O caminhoneiro precisa calcular exatamente quanto irá gastar naquele transporte, antes de fechar um contrato. Nesse cálculo, precisa entrar gastos com pneus, distância, peso da carga, gastos com combustível, diárias trabalhadas, paradas para alimentação e descanso, Vale Pedágio, entre outros custos operacionais, explica Luiz Garcia, diretor financeiro da TARGET Meio de Pagamentos, uma das cinco maiores empresas de solução de pagamentos para o setor logístico. Luiz alerta que o cálculo deve ser feito em cima da Tabela do Frete Mínimo, estabelecida pela Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT), e que o motorista não deve aceitar descontos no valor total do frete. Há transportadoras ou embarcadores que oferecem benefícios e abatem alguns serviços do frete, mas estes descontos devem ser combinados contratualmente, preservando o valor bruto previsto na legislação vigente, ressalta o executivo da TARGET, que é cadastrada pela ANTT e oferece a TARGET Conta Digital, que possibilita toda a gestão financeira necessária à atividade de frete pelo celular do motorista. Aplicativos auxiliam a gestão na boleia Disponível para download na Google Play Store, a TARGET Conta Digital é um banco na boleia, pensado exclusivamente para que o caminhoneiro possa ter maior controle de gastos e a total gestão financeira do seu negócio de modo fácil, rápido e seguro, durante suas viagens. Sem cobrança de mensalidade, a ferramenta oferece todos os benefícios de um banco virtual, incluindo a possibilidade de transferências entre contas TARGET ou para outros bancos, pagamento de contas via boleto, emissão de comprovante de rendimentos, além de algumas funcionalidades específicas para o caminhoneiro, como visualização de documentos de CIOTs e Vale-Pedágio, transmitindo on-line para a ANTT, o que torna a viagem protegida pelas câmeras de fiscalização da agência reguladora. Em breve teremos uma nova funcionalidade que é o cálculo do Frete Mínimo direto do aplicativo, conta William Rego, diretor de tecnologia e produtos da empresa. O caminhoneiro tem que garantir que o frete sempre seja pago de acordo com a tabela da ANTT. Ele não pode aceitar um valor menor, reforça. Outra tecnologia que pode ajudar na gestão do negócio de frete é o aplicativo Fretefy, uma espécie de Uber logístico, que permite a negociação de transportes de cargas entre embarcador e caminhoneiro, sem intermediários, e com rotas vantajosas para o motorista. A solução possibilita o agendamento do frete de retorno com antecedência, de forma fácil, rápida e segura, evitando que o caminhoneiro fique sujeito a aceitar um valor abaixo do mercado, para não voltar vazio e ter prejuízo. Já o Maplink Routing Plataform, permite uma melhor roteirização para que o caminhoneiro tenha uma boa redução de custos nas operações de transporte com combustível e pedágios, por exemplo sem interferir na qualidade das entregas. Todas essas ferramentas permitem que o caminhoneiro tenha não só uma maior margem de lucro, mas mais qualidade, agilidade e segurança em suas operações. São soluções fáceis de usar, pensadas para o caminhoneiro!, conclui William Rego. *Dados do Relatório Anual FreteBras O Transporte Rodoviário no Brasil, da empresa FreteBras.

20 20 ENTREPOSTO logística CHEGA AO MERCADO O NOVO DELIVERY EXPRESS+ Agora a família Delivery ganha mais um integrante: chega ao mercado o novo Delivery Express+, que vem com configuração especial para adicionar segurança ao dia a dia na operação. Com unidades emplacadas em 2020, o Delivery Express conquistou uma fatia importante do segmento: se mantém na vice-liderança entre seus competidores diretos de veículos chassi-cabine com 3,5 toneladas. Sua nova versão agrega diferenciais para fazer a diferença nessa disputa. Com o e-commerce aquecido no último ano, o Express favoreceu empreendedores interessados em ter uma logística própria com a robustez de um caminhão e a facilidade de condução de um automóvel. O modelo já é um dos mais desejados da categoria e agora vamos agregar novas oportunidades e tecnologias de segurança para atrair os clientes com o Delivery Express+, avalia Ricardo Alouche, vice-presidente de Vendas, Marketing e Pós-Vendas da Volkswagen Caminhões e Ônibus. Novas soluções para maior segurança O Delivery Express+ traz de série um sistema de controle de estabilidade (ESC, da sigla em inglês), alinhado ao que se encontra em automóveis. A tecnologia evita derrapagens e diminui riscos de perda do controle da direção. Em piso molhado é que ainda mais se percebe a diferença que esse sistema proporciona. Para garantir a eficiência nessas situações, o veículo passou por testes extremos, em pistas especiais de gelo e neve no norte dos Estados Unidos, e os resultados confirmam a segurança a bordo mesmo nesse tipo de condição extremamente adversa. A inteligência embarcada do veículo faz com que esse sistema trabalhe o tempo todo em conjunto com outras soluções, como os freios ABS e o novo controle de tração (ATC, da sigla em inglês) que passa a equipar o Express+. Sensores eletrônicos monitoram constantemente a trajetória do veículo e indicam qualquer potencial redução na aderência dos pneus ao solo para ativar automaticamente os freios de roda e ajustar o torque do motor até que se recupere o atrito e o controle do movimento. VOLVO FH É MAIS UMA VEZ O CAMINHÃO MAIS VENDIDO DO BRASIL A Volvo inicia 2021 já com excelentes notícias. O Volvo FH foi, mais uma vez, o caminhão mais vendido do Brasil. O modelo FH 540 cv manteve a liderança no País com o emplacamento de unidades de janeiro a dezembro de 2020, segundo levantamento divulgado hoje pela Fenabrave, a entidade que congrega as concessionárias de todas as marcas no Brasil. É a oitava vez em 12 anos que o FH lidera este ranking, que também traz o FH 460 cv na vice-liderança de pesados, com unidades emplacadas em Este resultado mostra novamente a grande preferência que o mercado nacional tem pelo FH, um caminhão que se consolidou como a melhor opção em transporte comercial, declara Alcides Cavalcanti, diretor executivo de caminhões da Volvo. Há anos estamos sempre nas primeiras posições em emplacamentos. É a prova de que o transportador brasileiro é extremamente profissional e escolhe o FH por causa de seus atributos de grande disponibilidade e robustez, alto grau de tecnologia embarcada e baixo consumo de combustível, diz o executivo. O diretor executivo da Volvo lembra que o FH tem se destacado muito também no mercado de veículos usados. Por várias vezes vem sendo apontado como o caminhão seminovo mais valorizado do País. Em 2020, o FH 540cv 6x4 conquistou o primeiro lugar do prêmio Campeão de Revenda, concedido pela revista Frota&Cia, uma das mais tradi- cionais publicações do setor no Brasil. A premiação é um certificado oficial de que o modelo da Volvo teve a menor depreciação de preço no período de três anos, com base na prestigiosa Tabela Fipe, entre todos os caminhões pesados com motor acima de 500cv.

21 I ENTREPOSTO 21 DAF CAMINHÕES CHEGA A MARCA DE 12 MIL CAMINHÕES ENTREGUES NO BRASIL VENDA DE CAMINHÕES CRESCE, EM 2021 A DAF acaba de somar 12 mil caminhões entregues no Brasil. Produzido na fábrica deponta Grossa (PR), o modelo XF FTS 480 Super Space Cab foi vendido para a Brehm Comércio e Transportes, com sede em Vacaria (RS). A empresa tem 94 caminhões da marca em sua frota, utilizados para o transporte de cargas com temperatura controlada. O veículo foi comercializado pela concessionária DAF Eldorado, de Eldorado do Sul (RS). Estamos muito felizes com o emplacamento do caminhão 12 mil. Vamos continuar focados em 2021 para ampliar ainda mais a nossa atuação junto ao cliente, sempre com muita qualidade e baixo custo operacional, afirma Antenor Frasson, diretor de vendas da DAF Caminhões Brasil. A atual geração do XF chegou em outubro passado aos revendedores DAF. O caminhão extrapesado tem configurações de tração 6x4, 6x2 e 4x2, voltadas ao transporte rodoviário de cargas de longa distância. É equipado com o novo motor Paccar MX13, de 12,9 litros, redesenhado para trabalhar em rotações menores e mínimo atrito. Apresenta consumo de combustível até 14% menor que a versão anterior, fruto de um trabalho de engenharia liderado pelo SCANIA PROJETA 15% DE ALTA NAS VENDAS EM 2021 NESTE ANO, A CONTINUIDADE DA RETOMADA DA ECONOMIA NACIONAL SERÁ PUXADA PELO AGRONEGÓCIO E PELA RECUPERAÇÃO PRODUTIVA DA INDÚSTRIA Brasil, e com o suporte do Centro Tecnológico da companhia na Holanda. Há duas versões do propulsor: de 480 cv (até Nm a partir de 900 rpm) e 530 cv (até Nm a partir de rpm. A DAF registrou bom desempenho comercial em 2020, alcançando crescimento de 18% nas vendas, com 3,8 mil unidades comercializadas. Passou da sétima para a sexta posição no ranking dos caminhões mais vendidos. A venda de caminhões novos cresceu 1,13% em janeiro. No mês passado, foram emplacadas unidades. Ou seja, a mais do que em igual período de Contudo, na comparação com dezembro houve queda de 24,6%. Os números foram divulgados, recentemente, pela Fenabrave, no dia 2 de fevereiro. A Fenabrave é a federação que reúne as associações de concessionárias do Brasil. Presidente da Fenabrave, Alarico Asumpção Junior chamou a atenção para a forte demanda e os baixos estoques. Os segmento de caminhões, assim como os demais, vêm enfrentando a escassez de peças e componentes, diz. Portanto, isso limita a oferta. De acordo com Assumpção Junior, para alguns modelos de caminhão a encomenda feita agora só será entregue em junho. Do mesmo modo, o mercado de implementos rodoviários registrou alta nas vendas. Assim, o volume de emplacamentos em janeiro foi de unidades. Em outras palavras, a alta foi de 44,8% ante o mesmo mês 2020, que somou vendas. Ao passo que, na comparação com dezembro, a retração foi de 8,54%. Em suma, os emplacamentos no último mês de 2020 foram de unidades. O O ano de 2020 trouxe ensinamentos para o resto da vida. Aprendemos como nunca em vários sentidos, e o mercado precisou passar por mudanças que chegariam nos próximos anos, como as vendas virtuais. Houve também uma retomada verde que acelerou a busca por alternativas sustentáveis, e nossa solução a gás chegou a 70 unidades vendidas, menciona Roberto Barral, vice-presidente das Operações Comerciais da Scania no Brasil. De acordo com projeção da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), em 2021 o mercado de caminhões deverá crescer 15% na comparação com O agro será o maior comprador novamente, seguido da indústria, que vem retomando sua capacidade produtiva. O cliente busca cada vez mais rentabilidade e encontra na Nova Geração a maior economia de combustível. E o que já era bom ficará ainda melhor com o novo patamar de 20% de redução de consumo com o lançamento do acelerador inteligente, diz Silvio Munhoz, diretor de Vendas de Soluções da Scania no Brasil. Na faixa de atuação da Scania (acima de 16t semipesados e pesados), foram emplacados no ano passado caminhões ante unidades de A participação de mercado foi de 12,9%. As aplicações que mais se destacaram foram para o agronegócio e as cargas gerais. Com quase unidades, o segmento fora de estrada registrou um ano forte na mineração. Já a indústria, nesta faixa, registrou veículos versus (2019). Ranking por marcas Segundo os dados da Fenabrave, a Mercedes-Benz lidera as vendas de caminhões em janeiro de 2021 por marca. A alemã tem 38,67% de participação. Em seguida vem a Volkswagen/MAN, com 26,66%. Ao passo que a Volvo aparece na terceira posição, com 13,99%. Por fim, Scania, com 8,40%, Iveco, com 7,66%, e DAF (4,28%) completam a lista.

22 22 ENTREPOSTO artigo PALETIZAÇÃO NO ENTREPOSTO TERMINAL DE SÃO PAULO DESAFIOS E SOLUÇÕES POR ENG. AGRÔNOMA ANITA DE SOUZA DIAS GUTIERREZ A crescente adoção da paletização no Entreposto Terminal de São Paulo da CEAGESP é motivo de grande regozijo, mas também de grande preocupação. A paletização é sinônimo de progresso, de eficiência, de melhor conservação da qualidade do produto, de maior agilidade na movimentação, melhor e menor tempo de ocupação do espaço e de melhor gestão dos produtos. A paletização exige a utilização de empilhadeiras, que devem ser autorizadas pelo DEPEC - departamento da CEAGESP, responsável pela administração do ETSP Entreposto Terminal de São Paulo. A CEAGESP já autorizou 76 empilhadeiras, para 48 empresas atacadistas de frutas e hortaliças. Somente uma empresa estava autorizada a prestar serviço de movimentação paletizada e recentemente uma segunda. A primeira com oito empilhadeiras e a segunda com duas. As outras empresas, proprietárias de empilhadeiras, não podem prestar serviço de movimentação paletizada para outras empresas, nem podem constituir consórcio de empilhadeiras, onde várias empresas poderiam compartilhar a mesma empilhadeira. As 979 empresas estabelecidas no ETSP que recebem frutas e hortaliças (frutas, legumes, verduras e diversos), segundo o SIEM, comercializaram toneladas em As 48 empresas autorizadas (4% do número total) movimentam toneladas - 13% do volume total. O crescimento da paletização na descarga e na carga de frutas e hortaliças é inexorável. A lista de espera de empresas solicitando empilhadeira é cada vez maior (em torno de 30 a 40 empresas) e só não cresce mais porque é de conhecimento comum que a CEA- GESP não está autorizando novas máquinas. A situação se agrava a cada dia e coloca as empresas e a CE- AGESP numa situação cada vez mais difícil. As empresas, que não possuem empilhadeira, estão perdendo clientes para as empresas que possuem empilhadeira, o que pode caracterizar por tratamento desigual e lucro cessante. PROPOSTA DE SOLUÇÃO PREMISSAS A promoção da concorrência é a única maneira de diminuir o custo e melhorar a eficiência. A concorrência trará eficiência a custos acessíveis na prestação de serviço de carga e descarga paletizada e que as empresas atacadistas mantenham o foco na sua atividade principal - a comercialização de frutas e hortaliças. A paletização é sinônimo de progresso, de eficiência, de melhor conservação da qualidade do produto, de maior agilidade na movimentação, melhor e menor tempo de ocupação do espaço e de melhor gestão dos produtos. A adoção da paletização é irreversível e deve ser incentivada. PROPOSTAS 1ª Autorizar a instalação de empresas de prestação de serviço de carga e descarga paletizada no ETSP, sob duas condições: Prestação de serviço aberta para todos os atacadistas Prestação de serviço fechada para um grupo de empresas. 2ª. Permitir o compartilhamento de empilhadeiras entre as empresas com empilhadeiras já registradas pela CEAGESP e empresas sem empilhadeira. 3ª. A solicitação de uma nova empilhadeira poderá ser feita por uma empresa ou por um grupo de empresas. A autorização deverá ser pautada por critérios de volume, localização das empresas e avaliação do trânsito dentro do ETSP.

23 REGRAS 1ª As empresas prestadoras de serviço de carga e descarga de serviço paletizado, sob pena de perda da licença de operação dentro da CEA- GESP, que: Cumpram o horário de funcionamento do mercado em todos dias da semana, de segunda a sábado da meia noite as 18 horas Cumpram o regulamento da CE- AGESP Assumam a responsabilidade pelos produtos transportados na ocorrência de acidentes que prejudiquem a qualidade, a conservação, a segurança alimentar do produto Garantam um número mínimo de empilhadeiras em funcionamento a cada dia Não formem cartéis de preços com os concorrentes Os seus equipamentos e operadores obedeçam às exigências da lei Façam o armazenamento e o abastecimento do seu equipamento com gás em local apropriado e separado da comercialização de produtos Assumam a responsabilidade por danos causados a terceiros. 2ª As empresas que optarem por compartilhar empilhadeiras, devem: Ter um contrato de compartilhamento Indicar o responsável pela operação de carga e descarga Solicitar a autorização da CEA- GESP Cumprir o regulamento da CEA- GESP Equipamentos e operadores devem obedecer às exigências da lei O armazenamento e o abastecimento do equipamento com gás em local apropriado e separado da comercialização de produtos Assumir a responsabilidade por danos causados a terceiros. 3ª O exame da solicitação de uma nova empilhadeira por uma empresa ou por um grupo de empresas será feita pelo Grupo de Trabalho de Logística. composto por representantes da CEAGESP e das organizações dos atacadistas, que terá um mês para decidir e apresentar as razões da sua decisão após o recebimento da solicitação.

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