o TRABALHO INFANTIL NA REALIDADE BRASILEIRA

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1 UNIVERSIDADE TUIUTI DO PARANA DeyseAbrao o TRABALHO INFANTIL NA REALIDADE BRASILEIRA CONSULTA INTERNA CURITIBA 2006 SETORIAl BARIGUI

2 o TRABALHO INFANTIL NA REALI DADE BRASILEIRA CURITIBA 2006

3 Deyse Abriio o TRABALHO INFANTIL NA REALI DADE BRASiLEIRA Tr(lbiilho de conduslio de curso apreselliacio <10 CUI'SO PeUu!JUUi~ tin Ul\iversitlad~ Tuiuli do de P~ra[lii. r..orno rcquisito JXlrcil)j par'l a obtenyijo do Urau d~ Pedagogia Orielitatlora; Olga Marin Matto~ ()\ "fi. " CURiTIBA 2006

4 su~iario 1.II~TRODUCAO HISTORICO que e Trabalho Infanti!? Quais as causas do Trabalho Infantil? TIPOS DE TRABALHO Crianyas na agricultura Crlanyas no meic urbano Mapa do trabalho infantil no Brasil Nordeste Sul Sudeste Norte Centro Oeste DIREITOS Constitui(fao Estatuto da crian9a e do adolescente Conselho Nacional dos Direitos da Crianyae do Adolescente - CONANDA ORGANlZAC6ES DE COMBATE A MAO-DE-OBRA INFANTIL 33 6.CONSIDERAC6ES FINAlS REFERENCIAS

5 Ji.) Universidade Tuiuti do Parana FACULDADE DE CI~NCIAS HUMANAS, LETRAS E ARTES Curso de Pedagogia TERMO DE APROVAl;AO NOME DO ALUNO: DEYSE ABRAO TfTULO: 0 Trabalho Infantil na Realidade Brasileira TRABALHO DE CONCLUSAO DE CURSO APROVADO COMO REQUISITO PARCIAL PARA A OBTENl;AO DO GRAU DE LlCENCIADO EM PEDAGOG la, DO CURSO DE PEDAGOG la, DA FACULDADE DE CIENCIAS HUMANAS, LETRAS E ARTES, DA UNIVERSIDADE TUIUTI DO PARANA. MEMBROS DA COMISSAO AVALIADORA: \ll~,i: ()..\.~ PROF(a). OLG::~rl... A SILVA MATTOS ORIENTADO~) PROF(a). ELIZABETH HARTOG r MEMBRO DA BANCA./_~ PROF(a) MARIA FRANCISCA VILAS BOAS LEFFER MEMBRO DA BANCA DATA: 28/06/2006 CURITIBA PARANA

6 AGRADECIMENTO A professora orientadora Oiga Maria Mattos peia forma paciente e incansavel com que ieu e reiel! meu texto, demonstrando confian9a, e com suas criticas que sempre rcram construtivas e procedentes As minhas amigas pela forya incentivadora e compreensao

7 DEDICAT6RIA A minha mae Ana Maria Domingues Abrao, meu pai Claudio Lopes Abrao e minha irma Debora Abrao par depositarem toda a forc;:a para que eu atingisse meus objetivos. A minha orientadora que me presenteou com sua amizade, paciencia e dedic8980 estando sempre disposta a ajudar. Em especial ad Marcelo Sartori que esteve presente neste periodc dando foryas para continuar.

8 RESUMO o tema deste trabalho de condusao de eurso intitula-se como 0 Trabalho Infantil Na Realidade Brasileira. Tern como objetivo geral pesquisar sobre esse realidade que e a trabalho infantil, e tern como objetivo especifico descrever abordando 0 hist6rica, causas, locais de trabalho e tipo de trabalho, assim como sabre a Constituiyiio de 1988, Estatuto da Crianc;ae do Adoleseente e 0 Conselho Nacional da erian,a e do adoleseente. Justifica-se este trabalho pela necessidade de haver uma conscientiz89bo par parte das autoridades competentes onde as leis que garantam as crianc;as na ascoia nad lraduzem uma realidade atual de nossa sociedade. Este trabalho e uma sequencia de elaboraryao de pesquisa sabre 0 trabalho infantil, a partir de disciplina Historia Social da Infimcia, quando foi pesquisado sabre Os Pequenos Trabalhadores. Abarda a problematica: Quais as propostas que a sociedade brasileira tern para minimizar e erradicar a explorac;ao do trabalho infantil? Palavras chave: Trabalho Infantil; Sociedade e Direito da crian~.

9 i. INTRODU<;:Ao E importante ressaltar que a Explora~o do Trabaiho do Menor vem de muito tempo atn3s desde a sociedade pre-industrial, onde os empregados e as filhos dos empregados eram obrigados a trabalhar em condit;6es muito precarias como seus pais. Os mesmos nao fecebiam nada atem do necessaria que era moradia e comida, que eram ganhos peios seus trabalhos. Hoje em dia a condivao de Trabalho nao e muito diferente desta epaca, sendo que a unica diferenca e que estes Menores Trabaiham par aigum dinheiro que ajuda a refor<;ar a on;:amenio domestico, deixando de lado 0 estudo para S8 dedicar a uma ~profiss~o" que muitas das vezes nao e apropriada para a sua idade. Para tanto, principia-se, na , anaiisar 0 historico do trabalho infantil, discorrendo a defini<;:ao do que eo trabalho infantil e quais as suas causas. Na seq,ao 3, trata quais s~o os tipos de trabalho, onde sao mencionados 0 trabaiho da crian9(3 brasileira na agricuitura e no meio urbano e ainda mapa do trabaiho infanth, mostrando sua realidade no Nordeste. Sui, Sudeste, Norte e Centro- Oeste. Na se<;:8o 4, tratando A Legisia(f8.o e 0 Trabalho do Menor, aqui cabe mencionar que foi feita urna analise na eljoiu<:;ao da legislac;ao do menor no Brasi\. atraves da anaiise da Constituiyao da Republica Federative do Brasii, Estatuio da Crian98 e do Adoiescente e 0 Conseiho Nacional dos direitos da crian~ e do adoiescente Na se<:;ao 5. mostra a organizayao de combate a m~o-de-obra infanti! a oartir de aigumas instituic{)es Gue auxiijam dando amoaro. orevenindo e

10 Quanta a Metadalagia empregada, registra-se que fai utilizada a Pesquisa Bibliografica que recorre essencialmente a documentos escritos como; livros, artigos de revista, reiatorios de investigac;a,o etc. Os autores utilizados sao: Mary Del Priori que destaca a historia das crianc;asmo Brasil, Marta Silval Campos em 0 Trabalho Infantol, desafio a sociedade a avaliac;ao do PETI, lolanda HUzak, Erotilde Ribeiro dos Santos Minharro, Joao Gaspar Rodrigues e Joao Paulo Candia Veiga falam da questao do Trabalho Infantil no direito do Trabalho. o trabalho de conclusao de curso ainda utiliza a Constituic;a,o da Republica Federativa do Brasil, Direitos da Crianc;a e do Adolescente, cita tambem a Fundac;a,o das Nac;6es Unidas para a Infancia, Organizac;ao Internacional do Trabalho e 0 Programa de Erradicac;aodo Trabalho Infantil.

11 10 2.HIST6RICO o trabalho infantil sempre existiu, tendo referencias ate na biblia. No ssculo VI a C, as judeus ja sa revoltavam contra 0 destino de seus tilhos, escravizados em troca de alimentos. De acordo com 0 Livro Histona das crian~s no Brasil de Mary Del Priore em Pequenos trabalhadores, vamos que as crianc;as nunca estiveram numa posiyao de prioridade, sempre comparada ao adulto em tamanho menor, mas nunca considerada como crianc;a real mente. Ao longo da histona de explorac;ao de mao de obra infantil, as crianl;8s pobres sempre trabalharam, no case das crianc;as escravas era para seus danos, outras trabalhavam para as capitalistas no lnieia da industrializayao I como ocorreu com as crianyas arias, abandonadas ou desvalidas no final do s.igulo XIX; para grandes proprietarios de tarras como b6ia-frias; nas unidades damesticas de produ~a agraria ou artesanal; nas casas de familia e nas ruas para manterem a 5i e as suas familias. Era necessaria que trabalhassem parque com a abeliyao da escravatura, multiplicavam-se as iniciativas privadas e publicas dirigidas ao preparo da crian!;a e do adolescente para a trabalho, pnncipalmente na industria e na agricultura. 0 pais em crescirnento dependia de urna papulayao preparada para impulsianar a econamia nacional. Era precise formar e disciplinar os bra9qs da industria e da agricultura, e para isso asilos de caridade faram transformados em institutos, escolas profissionais, patronatos agricolas. Surgem novas institui es, algumas fundadas par industrias, visando a adequac;ao do menor as necessidades da produ~o artesanal e fabril, fonnanda desde cedo a futura mao-de-obra da industria.

12 II maquinas, a mao-de-obra feminina e infantil, as chamadas meias ioryas. rai iargamente utilizada, uma vez que a remunerayao de tal forr;a de Trabaiho chegava a urn ten;o da remunerar;;ao dos homens adultos. IS50 trouxe uma situagao de total desprote98.0 a Crianc;a e ao Adolescents. A manutenyao do Trabalho infantil e Adolescente decorreu do subdesenvolvimento e da precaria snu8c;ao econ6mica da populac;ao. Ate meados do sekula XIX, a populayao brasileira era, em sua majaria, rural. 0 Trabalho de CrianC;8S e Adolescentes, nao como mao-de-obra individual, mas como mao-de-obra iamiliar, era comum. Com a falta de bra90s para a agricultura, levou a cria~o de colonias agrrcolas no Brasil, respaldadas peia ideia de que "a cnantra e 0 melhor imigrante~, em todo 0 pais, albergavam e atendiam crianyas recolhidas nas ruas, visando exatamente a -fonna9bo do trabalhador nacional" Os patronos recebiam garotos que perambulavam pel as cidades, numa esptkie de limpeza, pais eram censiderados marginais e assim a sociedade estaria livre deles. A historia destes institutes mostra a prepare que 0 javern tinha mais urn sentido pohuco-ideol6gico do que 0 de qualifica9bo para a trabalho, pais a mercado, tanto industnal quanta agricoia, pedia grandes contingentes de trabalhadores baratos e naa qualificados, porem d6cais. facilmente adaptaveis ao trabalho. CARDOSO (2004, j)8qin. 3) A legisiayao Urdsileira rclativ{i ~ reguinmentacbo do Trabalho,"fantil rernonta ad ano de 1891, quando 0 Decnno definio que os MenOies do sexo feminino. com idooe enue 12 e 15 8no, e as do sexo mascuiillu. ria faixa entre 12 e " , 1e-11am um jomao" dhiria ITliixima de 7 iloicis e fikal{8 uma jornad" de" hof"'ds para os meninos de 14 a 15 anos de idtuie. Ate 0 advcnto dll Consohdac;ao des Leis do Trabaiho (elt), em 1S;4~, vanus dlspositivq:' rcgularam a idilue mimrnil p.ha 0 trabaltlo, destacando-se 0 Pnrnetl"o COdigo dt', Menores da America Latlnill:, de 1927, que ve<1ava 0 Tmbalilo infantil aos 12 anos de idade e proibht 0 Tr<1balho noiumo 10$ Menorc-s de 18 arlos. A eli" tnuou da materiu de tonne 3D1sHl5lenie, aennindo a idade minima ern 12 anos, e estabeleccndo as condicoes permitldas pam a rcalizaciio do TrHbalho.

13 12 o Decreta 1313 de 1981, determina que Menores do sexo feminlno entre 12 e 15 anos e tambem do sexo masculino entre 12 e 14 enos 56 poderiam ter uma jornada de T rabalho de 7 haras diarias, e tambem uma jornada diferente para os meninos que tivesse 14 e 15 anos saria de 9 haras diaries. Com 0 surgimento de Consolida,ao das Leis Trabalhista em 1943, diverses leis regulamentaram sob esta assunto, enfatizando a Primeiro C6digo de Menores da America Latina que proibia 0 Trabalho infantil aos de doze anos e 0 Trabalho ncturne aos menores de dazoito anos. Ja a Consolidayao das Leis Trabalhistas versou sobre as5unto abrangendo a idade minima de 12 enos e algumas condi90es do Menor Trabalher QUE ~ TRABALHO INFANTIL? o que e trabalho infantil? 0 dicionario define trabalhe como esforgo fisico ou mental, especial mente do tipo fadigante e dificil. Trabalho infantil e aquele feito par crian~s menores de 15 enos (14 em alguns paises em desenvolvimenta) e que Ihes neg a au restringe 0 dire ita a educac;:ao, saude e bem~estar Nao estamos falando 00 trabalho feito per crianc;.as que nao Ihes traz danos e ate ajuda a aprender urna nova habilidade e a desenvolver urn senso de responsabilidade. E de sens~ comum que quando se fala de trabalho infantil, nos referimos aquele que e perigoso au prejudicial ao seu crescimento fisico e pslcologlco. De acordo com 0 IIVfO A Caminho da Escoia: 10 anas da erradicac;ao do trabalho infamii no brasil par Adrea Peres, quando faiamos de trabalho infantil geralmente imaglnamos situac;6es em que as crianyas sao obrigadas a trabalhar. Em pedreiras, planta90es, carvoarias, olarias, etc

14 13 o trabalho ;nfantil esta olretamente Iigada tambem a Qutro tipo de 8xplorat;.ao, sujeito a escravidao, prostitui980, a pornografia, a atividades ilegais, entre outras. A submissao exaustlva ao serviyo e premiada com esperanl):a eterna de vol tar para casa com algum dinheiro. Quando falamos em trabalho abordamos 0 verdadeiro abandono das crianyas e adolescentes, com absoluta priori dade, os direitos da vida, a saude, a alimentayao, a educa~o, a dignidade, alem de caloca-ios a salvo todas as formas de discriminar;ao, explora~o, violencia, crueldade e opressao. Podiamos ainda apontar diversas erras que como membros da sociedade permanecemos cal ados ante a situa9<30 de desprezo em que encontram as nossas criam;as, preferimos nao enxergar a procurar urn meio plausfvel a ajudar. Quando pretendernos ajudar cnan9as pobres atraves de esrnolas au aquisi~a de produtas par elas vendidos nao estamos colaborando e sim prejudlcando ela. Par tras da crian98 que vende produtos ou mendiga se nao ha urn adutto explorador, ha peio menos urn adulto desesperado que sem condiy6es de trabalho, sobrevive as custas da rnendicancia dos fllhos. Entao 56 recursos acarretados para urn programa de assistemcia social, que ajuda a crianya e a sua familia pode ser eficaz. PERES (2002, paqirm 35) No Brssii, a lei de proteyilo dcs du-eitos da cfianya e do adote$cenle oefme como cliunc;:;zaquem 3illdCl nao cornpietou,2 ~IlOS. enquanto a adolescente tern entre 12 e 18 anos. Jil a Otgamzar,;JJo Imel'nl'lciomtl do Tf"ab.alho GUf1sidera crianya alquem COlli idade inferior it.,5 anos, limite imellulcionalmeme e la~lecido p!rl! 0 ingrtssono merciido de tmbalho. Segundo 0 pedagogo Antonio Carlos Gomes da Costa, nao se deve faiar em combate ao trabalho infantii e sim a expiorar;:ao aa mao-de-obra da crianr;.a.

15 14 Trabalhos ande as crianr;a5 ajudam suas familias nos afazeres do 12r, no campo, em lejas, etc., nao sao considerados ~traba!ho infantw pais nao e urn trabalho prejudicial, muito pelo contrario, pode sar usado como principia educativd, ou seja, exercer urna influemcia construtlva no desenvolvimento da crian~. E considerado trabalho infantil aquele que prejudica a vida eseelar e tern reflexo sabre a saude e desenvolvimento dela. Esta}uto di5 Crianyo e do Adot~scente: (2005, pagin~ 1..1e 12) CAPITULO V - DO DIREITO A PROFISSIONALlZA<;:AO E A PROTE9AO NOTRABALHO ART E proil>ido qunlquer trabalho a menores de dezc$$t:is anos de idade, Silvo ria condi~o de 8prendiz It partir de quatorze.mos. (Nova (eda9ijo t;x)fjfonne Emend., CO/}SlitllCioflHI fl''' 20. de PB) ART A proteyao ao tr;tbalho dos adolescentes e regulsda pur legislby~o especiill. sern prejuizo do disposlo nesla Lei. ART COllsidera-se OlprenOlz~em a fonnayao Ie-cnico-profissiolltll ministrada s6kjundo ns direlrizes e bases dol legislayao de educayao ern Vlgor. ART A IOrmayao tecnico-proll,sionlll obedeceril aos seguintes princfpios: I - g.mmtia de acesso e frequenclb obrig8toria 010 eosino re'1u1ar: II - alividade compatf'ol61 COni 0 de~nvolvlmento do adolescente; 111- hortirio especial parcl 0 exercicio dus atfvidades. ART Ao adolescente ;lie quatorzc 8nos de id.de e asseijurada bolsa de uprendiz,agom. ART 65 - Ao adoiescente IllJrendiz, mitior tie quatorze an05. sao 35se,gurados 05 tiirellos tidbalhistas e previdenci3110s. ART Ao ndolescente portador de deficiellcia e iils5e!;lurado trabalho pn:lteqido. ART Ao adolf!.scente empreqado. opl'endil., em regime falllilinr de trabalho, alur10 de escola tecnicct, assislioo em entidade govemarnenlal Oll niio-gdvernament(ll, e vedndo trilbalho' j - notuma, realizado entre as vioil!" e duns ilorns oe um die e as cinco horas dcj aia seguinte: II - perigosq, insiliubre ou penoso; 111 realizado em locats prejudiciots a su~ forma~o e ao seu desenvolvimento fisico, ~iquico, morai e $oci~l; IV ~ realizlldo em horflrios e Weals que nao permitam a rrequencia a escola ART p!'ograma social que tentia por l)r,e 0 iroibalhu edu~tivo, ~b re5pon~biliahde de entidade uovemamental au nao-govemamenlal selll fins lucratlvos, deveril assegumr <10 adolescente que dele participe condiy.des de cap8cita~0 prra 0 cx:erciao de aiividade regular remuneliluoi t '1 - Entende-se por trltbol!ho educativu a ~tjvid8de laborsl ('rn Que as exiqencias peday6gicas relativbs OlO dcsenvonlmen\o pes oill e!odal clo educando prevnlec ITI sabre 0 aspeclo produtivo 2" - A remuneraf;l1o que 0 adole~cente recebe peto tr~bnfho etetu.do au 3 p31110pi'lyiio na venda dos prodljtos oe sell trabatllo n;lo desfiqura 0 CIlruter eoucalivq ART. SSi - 0 adojesccnte lern ulreilo W profissionalizb~o e e prote<;.o1o no tra!)alilo, obsefvfluos os sc-glltlltes aspeclos, entre Qutros: j - respeilv ~ condic;~o peculiiu de pcssoa em desenvolvimento; Ii - c.!pacitacao prot15sion~1adequbdd ao rnercm.io de Irabalho.

16 15 ORGANIZAyAo INTERNACIONAL DO TRABALHO (1993, pagina 42) Quando 0 irabalho de crianca e parte real do processo de socializa~o e constnui um melo de transmisslio de conhecimentos e experiencias de pai para mho, faz pouco senlido falar em trabatho infantil. A legi brasileira e considerada urna das mais completas e avam;adas no que diz respeito a proteyao da infancia e da adolescencia. 0 trabalho infantojuvenil e regulamentado par tres dispositivos: a Constitui<;ao Federal, a Consolidacao das Leis de Trabalho (GLT), que definiu com 14 anos a idade minima para a ingresso no trabalho, e Estatuto da Grianc;a e do Adolescente (EGA), que em junho de 1990 permitiu a trabalho de aprendiz para adolescentes de 12 a 14 anos, oito anos depois, a Ementa Constitucional 20 alterou 0 anigo 227 da Constituiyao elevando a idade minima para 0 trabalho de 14 para 16 anos e determinou tambem que a partir dos 14 anos 0 adolescente pade ingressar numa atividade remunerada, mas apenas como aprendiz. De acordo com e ECA, os services noturnos (entre 22 heras e 5 heras da manha), penasos, em locais insalubres, perigosos ou prejudiciais ao desenvelvimento fisico, psiquico, moral e social sao proibidos a menores de 18 anos. 2.2 QUAIS AS CAUSAS DO TRABALHO INFANTIL? A principai causa para 0 trabalho infantil e a concentrayao de renda. Para as camadas mais pobres, restam salarios bajxos e altos indices de desemprego. 0 numera de excluidos que vive abaixo das linhas de pobreza e eievado e, consequentemente, os indicadores de educacao, saude, mortalidade infantil e esperanya de vida sao bast ante negatives. Alem disso, a rna distribuicae de renda foi, em anos recentes, agravada pelas altas taxas de inflac;ao e por uma serie de

17 16 politicas economicas contendo medidas de arrocho salana!. A estrategia de sobrevivencia passa a s8r, entao, fazer com que 0 maior numero de pessoas de urna mesma familia ingresse no mercado de trabalho. 0 efeito benefico da recente estabilizac;.ao dos prec;:os sabre a distribui9bo de renda e contabalanc;:ado por salaries insuficientes, peia crescenta precarizayao das rela!i(6es de trabatho e por indices alarmantes de desemprego. Por issa, as familias continuam mandando seus filhos para 0 mercado de trabalho. Outro fator importante para a existencia do trabalho infanti! nas grandes cidadas e a falta de urna polltica governamental para a educaryao, que considere 0 desenvolvimento infantil para alem do aprendizado escolar. A educa980, no Brasil, nad e concebida de modo integrai, de forma que contribua para a crescimento nao s6 intelectual, mas fisico, psicol6gico e social das crianc;as, 0 que seria um instrumento essen cia I para a construc;ao da cidadania. Assim, as crianc;as nao tern um espac;o segura e gratuito onde estudar, praticar esportes, fazer arie, brincar, ou seja, fazer tudo aquila a que tern direito. As transformayaes no mundo contemporaneo, a precarizayao das reiac;6es e das condic;6es de trabalho tambem abram brechas para 0 trabalho infanti!. 0 exercicio regulamentado de uma profissao, em condir;6es acordadas entre patroes e empregados adultos, representados por suas entidades de dasse, dificulta 0 trabalho precario e sua forma mats perversa, que e trabalho infantii. No entanto, nao e comum trabalho entre crian98s de famllias de melheres condic;6es financeiras. Apenas emre familias de baixa renda a valorizayao do argumento moral do trabathe se transforma em reaiidade. Assim, ele S9 torna, aiem de estratt~gia de sobrevivel'ncia, estrategia de inseryao social de familias mais pabres.

18 17 De acorde com 0 livre A Caminho da Escoia: 10 anos da erradicac;ao do trabatho iniantil no brasil par Adre a Peres, nad existe apenas urna causa para 0 trabalho infantii. Hit urna combinayao de fatores: de acesso as escolas ao tamanho da famflia e da sua renda. PERES (2002 Pagina 27).. concluiu que fi e'scott1rid8d~ do pui e da mae. a idade da cri.!h1~ eo nurnero de irrnaos ltiais novo.s sao as variojveis que afetam a probabitidwde de a criftn~ trabalhar. Existem diversos motivos para as crianc;as e adolescentes sa incorporarem 80 mercado de trabalho. A pobreza e 0 principal. Outra causa importante e a demanda do mercado de trabalho par mao-de-obra barata. Alem do tatd das crian985 trabalharem par menes dinheiro, aias sao mais facilmente discipiinadas e nag estao organizadas em sindicatos. Urna outra causa e a tradi~o socioecon6mica existente no Brasil. Mas e preciso diferenciar 0 trabalho infantil tradiaonal, como ados descendentes dos imigrantes europells, e as trabalhos infantis insalubres, perigosos au penasos em carvoarias, planta90es de cana-de-ayucar, de laranja au pedreiras. A inserc;ao no trabalho nas familias de imigrames italianos, alemaes e poloneses do sui do pais representa uma maneira de ensinar urn ofleio e ajudar na renda dos pais. Embora comecem 0 trabalho multo ceda, essas ctian<;:as nao deixam de frequentar a escola. Urns silua980 bem diferente e a das crian98s que trabalham pesado, sem nunca frequentar a escola. UNICEF (19;7, pliqina 27) Em su~ matoriel,.is crianyas que trabulhmn niio 1elT1 0 puder da livre escolha. N;1o estiio escolhemio ~ntre opyoes de carreira que uferecem diferenles Vi.IIltOlgens, cornpensct90es ou nivei::s de rernuner-avao.. il lmensg maiaria e impelida Pilri;l fofllws fie trabalho que freqoentemenle prejudiccun seu desenvotvimento tiwkio it iri!s fbiores bd.5icos: a ~xp1orag8o 08 pobrezs; ~ deficiemgill dol educ3yiio : e as restri<;bes impo5ta!s pelit tradiyao

19 18 3.TlPOS DE TRABALHO Mostra a Funda~o da Na96es Unidas para a Infimcia que as piores formas de trabalho infantil implicam no trabalho de crianc;ase adole.centes par longas jornadas de trabalho, em condi<;6es perigosas, insalubres e, muitas vezes, com pouca ou nenhuma compensayao financeira. Algumas trabalham em fabricas barulhentas e perigosas e Qutras sao exploradas, durante todo 0 dia, em campos, minas e pedreiras. Muitas estao na industria do sexo, onde sofrem continuos abusos e, as vezes, desaparecem. Qutras S8 veern obrigadas a trabalhar, sem reeeber, para pagar uma dlvida que suas familias tern ha gera es. Algumas crianc;as e adolescentes ficam grave mente feridas em decorr mcia de acidentes de trabalho. Qutras, pela natureza perigosa das taref8s que executam, sofrem graves conseqdemcias fisicas. Muitas morrem antes de alcanc;ar a idade adulta ou sofrem tantos danos fisicos, quanto mentals, que nao terao condi96es de trabalhar quando sa tornarem adultas. Grande parte del as perden3 a oportunidade de ter um futuro melhor e reeeber algum tipo de educa~o. As consequemcias dessas experiencias sao traumaticas para estas crian9as e adolescentes e padem S8 prolongar par muito tempo. E inadmissivel exigir que uma crianc;a assuma a obrigac;:ao de garaniir e prover os meios de sobrevive!ncia de sua propria familia. a trabaiho precoce causa prejuizos a saude fisica e psfquica, as vezes irreversiveis, e falta de perspectiva, no futuro, de uma insen;:ao digna no mercado de trabalho. 31CRIANt;:AS NAAGRICULTURA. De acorda com 0 IIvro Todavia hil muito par fazer: 0 trabalho intantil no mundo de hoje publica do peia Organizar;.ao Internacional do Trabalho, atualmente a maior parte das crianc;;as do mundo inteiro, que trabalham, 0 fazem na agricultura.

20 19 OIT (1993, ""gio.11) Em todo mundo, a industrializ.a~o tia agriculture eshi modificando a estrutura do produ iio, 0 que, par sua vez, fal variar l!i maneira como as familias rurais e seus filhos ganham a vida. Cooa vez mais as foimilias, ou alguns de seus membros, trabalham como diarisla:s em expior3 es agricolas alhei;:\s, quer per terern perdido il terru, quer porque a parceln ti quem tern Olcesso nao rende 0 sufidenle para il manuten~o da famjlici. Os trabalhadores agricolas desrrutam de direitos trabalhistas inferiores aos de trabalhadores na industria, de uma maneira geral, 0 trabalho agricola esta organizado de tal modo que, para uma famiiia poder sobreviver, e preciso que as filhos trabalhem tanto e tao dura mente quanta seus pais. Em alguns lug ares, 56 se empregam adultos sob a condir;ao de seus filhes contribuam para a realizayae do trabatho. OIT (1993, pagina 12) Com a modemizljyao tecnol6gicli da agricultuf'a, as crianyas, indusive as que trabalham em explora<;:6es farniliares. estao ilgont expostas a maquinas e a 5ubstanciOl$ quimic{ls perigasas que the eram desconhecidas hh alguns anos atn'ts. 0 minima que se pode dizer e que suo insuficientes 05 controlcs dos insetiddas e dos herbicidas e que, de uma rnaneira gera\, nem as crianyas nem SUilS familias recebem ins1ru<;:6es sabre utilizayiio, em a condiyiies de segurnnya, da maquinaria e dos produtos quimicos, inclusive 0$ mals comuns. Quase em toda parte as taxas de mortalidade infantil, doenc;as, desnutri<;ao, invalidez e analfabetismo sao considerados mais elevadas nas zonas rurais do que nas urbanas, por outro lado, muitos trabalhadores infantis expiorados, que enchem as centres urbanos sao na realidade camponeses que fugiram au foram mandadas para a cidade para tentar escapar a situaeyao desesperadora da agricultura. 3.2 CRIAN9AS NO MEIO URBANO. Em tad a parte 58 veem menores trabalhando em pequenas empresas que S8 dedicam, entre outras atividades, a fabrica~o de tijalas, a construy8o, aa ariesanato e a servi!;os de ahmeniayao. Diz a OIT que alguns desses trabalhos estao entre os mais perigasos das executados par crian<;as, a majaria dessas crian9c!s trabalha

21 20 nas ruas; sao vendedoras ambulantes, engraxates, iavadores de carro au se entregam inclusive a prostitui9bo. UNICEF(1997, pagina 40) aigumas crianyas lrabalham nos lugares mais vlsiveis possiveis, vendendo em mercados e circulsl\do de um lado para cuiro meio dcs 0 no congestionamentos de transito, oferecendo seus produlos em estbyoes de trem e de 6nibu5, em frente OJhotels e centros oomerciais. Dividem as ruas com milhoes de adultos. muitos dos quais olham para elas como se fos 5em um esiorvo, ou mcsmo mini crimino50s. Evidenlemente 0 que a maiaria dessas crianryas realmente fllz nas rubs e trnbalhar. A rua e urn local de trabalho cruel e perigoso, que muitas vezes chega a ameac;ar a vida das crian/;;as. inevitavelmente essas crian<;ss tomam-se mais propensas ao envolvimento com atividades marginais e ilegais. Um dos trabalhos mais comuns entre as criangas e 0 trabalho domestieo, a maioria das familias espera que seus flihos ajudem nas tarefas domesticas, a partir de um nivei razoilvei de panicipayao em pequenas tarefas domestieas, trabalham que realizam ajudam tambsm a desenvolver a conscienda de sua imporiancia dentro da familia, porem nem sempre 0 trabalho e benefico, palo contra rio, 0 trabalho para a familia pode exigir da crianl'" obrigando-a trabalhar durante horas impedindo-a de frequentar a eseo!a, e impondo ao seu corpo em desenvolvimento urn desgaste exageradamente grande. 3.3 MAPA DO TRABALHO INFANTIL NO BRASIL As informag6es abaixo foram fornecidas pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatistica) em urna pesquisa realizada desde 1995 par 145 fiscais do Ministerio do Trabalho, coordenados pel a Secretaria de Fiscaliza9fio do Trabaiho do raterido Ministerio. Segundo a pesquisa, pelos menos 20% da populavao na faixa etaria inferior a 10 anos ja trabalham. No caso dos brasileiros com ate 15 anos, foi constatado que 70% recebe ate meio salario-minimo.

22 A regiao e respons8vel pelo usa da forr;a de trabatho infanti! em 11 atividades, dentre as quais S9 destaca a colheita da cana-de-ac;ucar. Ficam na frente do ranking da explorayao as estados do Ceara e Pernambuco, incluindo 0 estado do Rio de Janeiro. As crian98s cortam a cana, levarn as sacds com a planta e sofrem 0 perigo de mutilac;ao durante 10 heras diarias, sem nenhuma protec;ao. Em Atagoas, as crianc;as sao empregadas na fabricar;ao de fogas de artificio, para a preparayao de p6lvora e outros produtos qufmicos, sem nenhuma preocupa9~o com a seguranc;:a. Na Bahia, a trabalho infantil e utilizado nas culturas do sisal, cafe, algodao, cana, caju, mandioca e fumo. As crianc;as sao submetidas a urna jornada excessiva e reeebem menes da metade do sal aria de urn adutto, embera produzam tanto ou ate mais, Crian98s foram fiagradas na Bahia trabalhando na produy8o de carvao vegetal, manuten<;8o e controle de fornos, ensacamento, corte de madeiras e carregamento dos caminh6es, em condic;6es de absoluta insalubridade e sem qualquer protegiio. No Ceara, as crian~s trabalham nas culturas de cana e de caju, sob regimes de insalubridade, periculosidade, jornada excessiva, e sem instala90es sanitarias, sem transporte adequado.

23 22 o Mapa registra ocorrencia de trabalho infantil nos estados de Pernambuco, Maranhao, Piaui, Parafba e Rio Grande do Norte. Nesses estados, segundo 0 Ministerio do Trabalho, as transgressoes vao desde a explora9bo de meninos no plantia e colheita de culturas, ate a sujeic;ao de crianc;as as condi90es mais desumanas de trabalho industrial e camerdal No Nordeste, a exce980 e Sergipe, onde 0 emprego de mao-de-obra infanti! sa restringe a quatro cidades do estado, onde as crianyas trabalham nas atividades de pecuaria, pesca, cultura do ooco e produ~o de farinha de mandioca. ~~:~~;\ CaJ'n~y \ Sui RloGr,nde dosii Na regiao Sui, rica e desenvolvida, as crian98s e adolescentes labutam em 21 atividades, concentrando 11 delas apenas no Rio Grande do SuI. As extragoes de acacia e ametista sao degradantes: criam;;;as lavam as pedras de ametista com produtos quimicos toxicos sem proteyao, alam de estarem expostos a fuligem da maquina de lixar. As madeireiras de Santa Catarina e Parana tambem fazem parte do grupo, bern como cristaleiras, ceramicas, a construc;ao civil e a industria moveleira e a curtume dos tres estados da regiao. o Mapa do Ministerio do Trabalho registra as mesmos problemas apontados nas demais regioes. No Rio Grande do Sui, a mao-de-abra infantil e utiiizada no cultivo do furno, da mac;:a e da batata. No Parana, crianyas sao empregadas no beneficiamento de calcaria, carvao vegetal e no serviyo em pedreiras, e em Santa Catarina 0 trabalhe infantil se registra sobretudo na agricultura e na pecuilria.

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