Psiquiatria Hoje. Nova diretoria da Associação Brasileira de Psiquiatria é eleita. Pesquisa comprova desassistência na saúde

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1 Psiquiatria Hoje konda produções Ano XXXIII Edição 6 Outubro, Novembro e Dezembro de 2010 Agende-se Confira a programação dos próximos eventos da psiquiatria. P. 16 Nova diretoria da Associação Brasileira de Psiquiatria é eleita Na Mídia Publicação destinada exclusivamente à classe médica ABP defende os interesses da especialidade na imprensa. Confira. P. 03 O que esperar da saúde no novo governo Emmanuel Fortes, vice-presidente do CFM e membro do Conselho Fiscal da ABP, concede entrevista em que avalia as perspectivas para o governo de Dilma Rouseff e defende a revisão do planejamento, que até agora tem adotado estratégias equivocadas e distantes dos psiquiatras. P. 10 Pesquisa comprova desassistência na saúde Dados do IBGE confirmam a redução de leitos em todo o país. Enquanto isso, o Ministério da Saúde defende tratar-se de resultado de uma estratégia em benefício da população. Associação Brasileira de Psiquiatria rebate os argumentos e aponta o retrocesso. P. 08 e 09 A nova diretoria da ABP se elege com 2/3 dos votos e se compromete com uma defesa intransigente da psiquiatria. Já no dia seguinte, o presidente Antônio Geraldo da Silva deu início aos trabalhos e à tomada de providências, pautado pelos compro- missos assumidos na campanha: além da defesa intransigente dos psiquiatras e da psiquiatria, a maior participação dos associados na gestão da instituição. Em menos de dois meses, avanços já são percebidos em diversas áreas. Confira. P. 04 e 05 Fórum Nacional de Entidades Médicas Evento organizado pelo CFM, AMB e FENAM discutiu temas de interesse dos médicos, entre os quais a recertificação do título de especialista, o exame da ordem e os modelos de gestão de atendimento em saúde. P. 06 ABP mais perto do associado Em 2011, a Associação colocará em prática a proposta de se aproximar dos associados com iniciativas como o PEC Presencial e o ABP Itinerante, chegando a todo o Brasil. Confira detalhes sobre essas iniciativas. P. 14 ABP integra discussão sobre crack Representantes da Associação participam do I Seminário Nacional sobre Aspectos Médicos e Sociais Relacionados ao Uso do Crack, organizado pelo CFM, e reforçam a importância da inserção da especialidade nas políticas de combate e tratamento da droga. P. 07 Internacionalização ABP estabelece parceria com a SPPSM (Sociedade Portuguesa de Psiquiatria e Saúde Mental), que irá gerar benefícios diversos aos associados, como participar dos congressos da SPPSM com o mesmo valor de inscrição que os associados da entidade portuguesa. Saiba mais. P. 14 Programe-se para o próximo CBP: em novembro de 2011, no Rio de Janeiro Convidamos você para garantir sua presença na XXIX edição do Congresso Brasileiro de Psiquiatria. A Cidade Maravilhosa já está se preparando para sediar um grande congresso. Vamos fazer uma programação para unir a pesquisa básica à prática clínica diária. Formamos uma Comissão Científica (Cocien) capaz de atender as expectativas de 6 mil participantes, adianta Antônio Geraldo da Silva, presidente da ABP. P. 16

2 2 Psiquiatria Hoje Outubro, Novembro e Dezembro de 2010 Ψ Editorial Tempo de avançar e realizar Atravessamos um momento crítico na área de saúde mental, que exige uma atuação proativa em busca de resultados concretos que beneficiem os associados em seu dia a dia. É com essa filosofia que a nova diretoria inicia sua gestão. A ABP precisa avançar. A ABP será mais efetiva na defesa dos Psiquiatras, da Psiquiatria, da boa Medicina e dos direitos inalienáveis que são garantidos a todos os nossos pacientes pela Constituição e pela Lei Exercer esta missão foi a motivação que nos levou a assumir a direção da ABP e será a orientação de nossa administração. Há anos sofremos ataques sistemáticos de grupos organizados que vêm reduzindo nosso papel nas políticas públicas de saúde e promovendo desinformação sobre nossa especialidade junto à opinião pública. Esta situação encontrará resistência obstinada e resgataremos nossa posição de promotores do bem-estar social que os brasileiros e os médicos necessitam. Exigiremos reconhecimento compatível com nossa função primordial na promoção à Saúde. Para alcançarmos essa meta, serão necessárias medidas que tornem nossa instituição mais integrada, ágil e eficiente. Nosso foco é modernizar e aprimorar a ABP, sempre. Temos como objetivo imprimir um caráter enxuto e eficiente à administração da ABP. Trabalharemos com metas definidas e as ações serão avaliadas de acordo com os resultados. Uma ABP muito mais efetiva na defesa intransigente dos Psiquiatras e da Psiquiatria A participação ativa do associado é fundamental. Com o engajamento e a contribuição de todos, poderemos aprimorar nossas ações. Somente juntos democratizaremos a ABP. Assumimos o compromisso de levar aos Associados propostas de revisão do nosso Estatuto, adequandoo aos novos tempos. Para esta tarefa, designamos uma Comissão que conduzirá o processo e seu primeiro ato será a promoção de uma consulta nacional para recolher sugestões dos associados. Isto representa a reaproximação que desejamos ter com todos os psiquiatras e com certeza este também deve ser o desejo dos nossos associados. Como ato simbólico dessa orientação, temos a proposição da realização de eleições diretas já para a próxima Diretoria da ABP. Muito importante é nosso alinhamento com outras instituições nacionais e internacionais. No Brasil, estaremos juntos com o CFM, a AMB, a FENAM e demais entidades médicas em defesa das melhores condições para o exercício profissional. No mesmo sentido, já iniciamos um processo de internacionalização da ABP (veja matéria sobre o acordo firmado com a Sociedade Portuguesa de Psiquiatria e Saúde Mental na página 14). Pretendemos colaborar e receber apoio das instituições psiquiátricas ao redor do mundo para viabilizar projetos de interesse mútuo. Essas parcerias vão multiplicar nossa capacidade de realização e aumentar, na prática e de forma significante, o leque de benefícios oferecidos aos associados, além de promover os psiquiatras e a psiquiatria brasileira mundialmente. Por fim, é importante que todos entendam que esses avanços são de responsabilidade coletiva. Por maior que seja o empenho dessa nova administração, nós só seremos capazes de implantar estes projetos com o apoio dos associados. É um momento de união, em que a força conjunta será a essência das nossas realizações. Mantenha-se em contato conosco, mande ideias, projetos, sugestões, atualize o seu cadastro. Queremos fazer uma ABP melhor para todos. Antônio Geraldo da Silva Presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria João Romildo Bueno Tesoureiro da Associação Brasileira de Psiquiatria Na Rede A organização do XXIX CBP já colocou à disposição dos internautas no site do evento (www.cbpabp. org.br) informações sobre a próxima edição do Congresso, que será realizada no Rio de Janeiro, entre os dias 2 e 5 de novembro. O conteúdo tem sido atualizado constantemente para entregar aos congressistas um panorama sobre o CBP de Os prazos do programa científico e o resumo preliminar da grade horária já estão disponíveis para consulta, assim como todos os detalhes sobre as inscrições e as formas de pagamento. O primeiro comunicado do CBP sobre a ficha de inscrição online - - também está no portal. Acesse. Expediente ABP Av. Presidente Wilson, 164 / 9º andar - CEP: Cidade: Rio de Janeiro - RJ Telefax: (21) Site: Diretoria Executiva: Antônio Geraldo da Silva, Itiro Shirakawa, Luiz Illafont Coronel, Mauricio Leão, João Romildo Bueno e Alfredo Minervino Editores: Antônio Geraldo da Silva e João Romildo Bueno Jornalista responsável: Carolina Fagnani Redação: Carla Fornazieri, Caroline Vaz, Gustavo Novo e Vinícius Antunes Projeto gráfico: Angel Fragallo Editoração: Bruno Grigoleto Impressão: Gráfica Ponto Final Produção: Assessora Comunicação - Contato da redação: +55 (11)

3 Psiquiatria Hoje Outubro, Novembro e Dezembro de Ψ Na Mídia EM defesa da psiquiatria A ABP esteve em matérias de TV, rádio, mídia impressa e online. Confira abaixo alguns destaques e acesse todas as matérias pelo na seção Clipping. A Gazeta (Espírito Santo) Em entrevista publicada no final de novembro, o presidente da ABP criticou a falta de estrutura para atendimento público de pacientes com transtorno mental no país. Na matéria, que ocupou uma página inteira do jornal, Antônio Geraldo da Silva alerta para a desassistência em que se encontram os pacientes, resultado de um modelo que vem sendo implantado há 20 anos no país e que é contrário aos psiquiatras, à medicina e aos pacientes. Além da entrevista no formato ping-pong, a reportagem apresentou um panorama sobre o número de pacientes com doença mental no Brasil e a rede de atendimento do Espírito Santo. Veja a entrevista na íntegra na página 11 Diário de S. Paulo (São Paulo) No começo de dezembro, o jornal paulistano publicou artigo do presidente da ABP a respeito das expectativas em relação às políticas públicas para a saúde diante da sucessão presidencial, pontuando que a saúde mental enfrenta orientações equivocadas e o sucateamento da rede de atendimento é patrocinado pelo próprio governo. Relacionando o número de leitos psiquiátricos fechados nos últimos anos (17 mil leitos entre 2001 e 2007), Antônio Geraldo da Silva pontuou que não se trata de falta de verbas, mas sim de planejamento que exclui a psiquiatria e os psiquiatras, ignorando os conhecimentos técnicos e as evidências científicas. Portal IG Falando em nome da ABP, a psiquiatra Ana Cecília Marques teve espaço privilegiado no portal, em entrevista publicada na íntegra sobre políticas públicas de combate ao crack. Ana Cecília demonstrou-se descrente em relação à eficácia do plano de combate ao crack elaborado pelo governo federal e fez um panorama sobre o consumo da droga no Brasil do ponto de vista econômico e político. O Estado (Paraná) Críticas ao atual modelo de políticas de combate ao crack também foram tema de entrevista do conselheiro fiscal da ABP, Emmanuel Fortes, ao jornal paranaense. Citado como uma das principais lideranças da psiquiatria do país, Emmanuel Fortes afirmou que a estratégia atual dificulta o tratamento dos dependentes e que o fechamento de leitos psiquiátricos só faz agravar a situação. Folha de S. Paulo (São Paulo) Durante o 28º Congresso Brasileiro de Psiquiatria, jornalistas de todo o Brasil acompanharam as atividades do evento para seleção de temas a serem publicados na imprensa. A cobertura realizada colaborou para pulverizar informações sobre a especialidade em praticamente todo o país, com matérias em jornais, revistas, sites, rádio e TV. O objetivo era não somente informar sobre o acontecimento do maior congresso da especialidade na América Latina mas, principalmente, aproveitar a oportunidade para levar esclarecimento à população sobre saúde mental. Foi o caso, por exemplo, de matérias do jornal Folha de S. Paulo, que abordaram, entre outros temas, a eletroconvulsoretapia, desmistificando o tratamento que ainda é alvo de preconceitos, e sobre depressão em idosos. Ψ painel dos associados As mensagens abaixo refletem parte dos inúmeros s recebidos de associados pelo endereço Participe você também da gestão da ABP e envie seus comentários, críticas e sugestões. Venho parabenizar a mensagem da diretoria eleita da ABP, encabeçada por seu presidente, Dr. Antônio Geraldo. Todo o texto é veiculador de questões básicas da psiquiatria brasileira, do psiquiatra frente à atual realidade das criticáveis políticas de saúde mental e da população desassistida ante estas mesmas políticas de saúde, abrindo espaço para discussões amplas e democráticas. De minha parte, coloco-me à disposição para colaborar no que for necessário. Desejo muito sucesso para a nova direção da ABP. José de Matos Caros colegas psiquiatras, eu estive no Congresso Português de Psiquiatria no Estoril (6, 7 e 8 de dezembro). Valeu a pena. Foram muito boas as palestras e conferências. Caros colegas brasileiros, participem da próxima, pois vale a pena. Carlos Manuel Cristóvão Parabenizo os novos diretores. Que suas ações para o fortalecimento desta tão árdua profissão (mas muito prazerosa) cheguem até os nossos ambulatórios, CAPs, hospitais-dia, enfermarias, prontos socorros, etc. Marcia Braga Cliquet Prezado Antônio, aproveito o ensejo para parabenizá-lo pela eleição e desejar sucesso em sua gestão. Gostaria aqui de reafirmar um pedido de mudar o estatuto da ABP para que o voto seja individual e não por federada. Creio que assim fica mais democrático. Obrigado, Juliano Rubatino A todos os colegas e amigos, a você, Antônio Geraldo, congratulações por esta Carta de Intenções. Concordo com todos os objetivos e contem com o meu apoio só assim melhoraremos as condições da saúde mental e dos psiquiatras no Brasil. Doris Hupfeld Moreno Parabéns aos eleitos para a administração da ABP nos próximos três anos. Concordo com o presidente quanto ao explicitado na carta aos associados, principalmente quanto à maior participação dos associados junto à administração. Estou à disposição da ABP e sei que posso contar com ela através de seus representantes. Neiber Fausto

4 4 Psiquiatria Hoje Outubro, Novembro e Dezembro de 2010 Nova diretoria inicia gestão Antônio Geraldo da Silva é eleito presidente da ABP com a proposta de defesa intransigente da psiquiatria e dos psiquiatras brasileiros konda produções Nova direção comemora vitória com 64% dos votos A proposta de tornar a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) mais transparente e democrática foi a grande vencedora das eleições realizadas à véspera do Congresso Brasileiro de Psiquiatria, dia 26 de outubro, em Fortaleza, no Ceará. A nova direção venceu com 64% dos votos 127 contra 81. Ao ser eleito presidente da ABP, Antônio Geraldo da Silva reforçou suas propostas de campanha e afirmou que a Associação, a partir daquele momento, iria contar com a participação maior de seus associados, abrindo oportunidade para que cada um possa ter acesso mais fácil e com melhor atendimento à nova diretoria para construírem juntos uma entidade que represente os interesses de profissionais da saúde mental e contribua efetivamente com a população. Em menos de dois meses, alguns dos avanços já podem ser notados. No dia seguinte às eleições, já iniciamos os trabalhos e tomamos providências para oferecer resultados aos associados o mais rápido possível. Hoje pudemos consolidar as ideias e já colocar em prática os primeiros passos, disse Antônio Geraldo da Silva após a primeira reunião da No dia seguinte às eleições já iniciamos os trabalhos e tomamos providências para oferecer resultados aos associados nova diretoria, realizada na sede da ABP, no Rio de Janeiro, em novembro, quando foram definidas as prioridades da entidade e os ocupantes das comissões. Segundo o novo presidente da ABP, cada uma delas deve ganhar mais condições para realizar seu trabalho. Outra novidade é a criação de um grupo responsável pela captação de recursos com a participação dos secretários regionais e líderes do estado que receberá o Congresso Brasileiro de Psiquiatria. Não adianta apenas arrecadar, é preciso que os recursos sejam bem distribuídos e aplicados. Por isso é importante a participação das lideranças locais, que têm o conhecimento de onde os investimentos são mais necessários e quais são os parceiros em potencial em cada parte do país. Para a nova direção, a modernização do Estatuto e do regimento interno da ABP é um processo fundamental para criar subsídios e dar suporte para a entidade acompanhar o desenvolvimento tecnológico e social. Assim, será formada uma comissão responsável por realizar uma consulta nacional e reunir sugestões para modernizar esses documentos. Precisamos aperfeiçoar o funcionamento da Associação para que ela seja mais democrática e atue mais fortemente na valorização do psiquiatra, afirmou Antônio Geraldo. Durante a Assembleia Geral de Delegados que elegeu a nova diretoria, a presença do vice-presidente do CFM, Emmanuel Fortes, na direção dos trabalhos também foi simbólica e demonstrou o desejo da nova diretoria da ABP em aprofundar a integração com as demais instituições médicas, ampliando as alianças e multiplicando a representatividade. Anseio comprovado também nas urnas, ao elegerem Fortes ao Conselho Fiscal da ABP. Vamos atuar colados com o CFM e a FENAM, disse Antônio Geraldo.

5 Psiquiatria Hoje Outubro, Novembro e Dezembro de ΨEleição Mais democrática, mais transparente Luta por eleições diretas e apresentação de declaração do imposto de renda do último ano por parte da nova diretoria são algumas das mudanças. O novo presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria deixa claro que um grande objetivo que eu tenho é que o próximo presidente da ABP seja eleito pelo voto direto dos associados. Para ele, é necessário que haja a participação dos psiquiatras votando em seus representantes tanto para legitimar ainda mais este processo, como para fortalecer o caráter democrático e transparente da instituição. A busca pela transparência, inclusive, pôde ser vista na primeira reunião da nova administração. Todos os diretores presentes e assessores diretos da diretoria entregaram um envelope lacrado com suas declarações de imposto de renda do último ano. Os documentos foram guardados em um cofre e a combinação será confiada ao Conselho Fiscal. Essa nunca foi uma exigência que recebemos, mas todos os envolvidos na administração julgaram uma atitude natural, já que somos responsáveis por interesses e recursos coletivos. Espero que isso se torne uma tradição aqui, torce o presidente. Conheça quem está à frente da ABP Diretoria Executiva Antônio Geraldo da Silva Presidente Itiro Shirakawa Vice-presidente Luiz Illafont Coronel Primeiro Secretário Maurício Leão Segundo Secretário João Romildo Bueno Primeiro Tesoureiro Alfredo Minervino Segundo Tesoureiro Conselho Fiscal Emmanuel Fortes Francisco Assumpção Jr. Helio Lauar de Barros Suplentes Geder Grohs Fausto Amarante Sérgio Tamai Secretários Regionais Sul Cláudio M. Martins Sudeste Marcos Alexandre Gebara Muraro Centro-Oeste Salomão Rodrigues Filho Nordeste José Hamilton Maciel Silva Filho Norte Paulo Leão

6 6 Psiquiatria Hoje Outubro, Novembro e Dezembro de 2010 Ψ discussão Encontro defende interesses dos médicos CFM, AMB e FENAM discutem temas de relevância para o exercício da medicina durante o Fórum Nacional das Entidades Médicas, que aconteceu em Aracaju O Fórum Nacional de Entidades Médicas, organizado pelo CFM (Conselho Federal de Medicina), AMB (Associação Médica Brasileira) e FENAM (Federação Nacional dos Médicos), reuniu aproximadamente 300 pessoas, entre representantes de sindicatos, associações, sociedades e conselhos de medicina de todo o país nos dias 8, 9 e 10 de dezembro. Em pauta, temas de grande relevância para o movimento médico para aprofundar a reflexão e fortalecer futuros posicionamentos sobre os temas abordados. José Hamilton Maciel Silva Filho, secretário regional da ABP Nordeste, participou do evento em representação à Associação. O primeiro dia do fórum foi dedicado à discussão da recertificação do título de especialista. De acordo com a Resolução CFM 1.772/2005, os títulos de especialista e os certificados de área de atuação obtidos a partir de 1º de janeiro de 2006 passam a ter validade de cinco anos. A discussão torna-se iminente com a proximidade do fim do primeiro ciclo obrigatório de recertificação do título de especialista e dos certificados de área de atuação. Pela proposta inicial, os primeiros Certificados de Atualização Profissional (CAP) começarão a ser emitidos a partir de No entanto, muitos médicos que obtiveram, a partir de 2006, o documento que comprova a especialização, ainda não se inscreveram no processo obrigatório de atualização. Para os médicos cuja titulação de especialista foi emitida antes desta data pelas sociedades de especialidade, pela Associação Médica Brasileira (AMB) e ainda pela Comissão Nacional de Residência Médica assessoria de imprensa da amb Evento reúne grande público. José Hamilton M. Silva Filho representou a ABP (CNRM) do Ministério da Educação, a participação é opcional. Para Emmanuel Fortes, vicepresidente do CFM e conselheiro fiscal da ABP, que integrou a mesa de discussão do encontro, a atual proposta de recertificação necessita de ajustes. A resolução fere o artigo 5º da Constituição, que prevê que ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa, senão em virtude da lei. Além disso, pela atual legislação, o exercício de qualquer ofício ou profissão é livre, desde que atendidas as qualificações previstas em lei, afirmou. Outra questão levantada por Emmanuel Fortes foi a possibilidade de revogação de títulos de especialistas a médicos que os tenham obtido antes de Não há como retroceder para retirar direito líquido e certo dos que alcançaram essa habilitação. Acredito que deve ser feito um ajuste na regra para deixar ao médico o livre arbítrio de fazer as atualizações. Ao mesmo tempo, devemos, sim, estimular que os médicos mante- nham-se atualizados, porém sem ofender o direito adquirido. A necessidade de atualização foi o ponto defendido pelo secretáriogeral da AMB, Aldemir Soares, que argumentou a importância de o profissional acompanhar o avanço do conhecimento científico, que, segundo ele, cresceu 7,6 vezes em 20 anos. A maioria das técnicas torna-se obsoleta entre cinco a sete anos. Uma forma de ver a importância da revalidação na profissão médica é compará-la com outros campos onde as habilidades e competências têm de ser avaliadas regularmente, como no caso dos pilotos de avião, ressaltou, acrescentando que a titulação e a recertificação voluntárias, avaliadas pelos pares, é positiva ao exercício da medicina, estabelecendo e reforçando padrões de excelência. Temáticas Outro assunto debatido durante o encontro foi o exame da ordem, assunto sobre o qual os Conselhos Federais e Regionais de Medicina são unânimes ao defenderem a necessidade de avaliação dos estudantes dos cursos de medicina com a participação efetiva das entidades médicas. No entanto, ainda há divergências com relação ao formato dessa avaliação: se ao longo do processo de formação ou se apenas após a saída da universidade, por meio de um exame semelhante ao aplicado pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Durante o fórum, buscou-se o melhor entendimento do tema e o fortalecimento de posições adotadas pelas entidades. Entre os aspectos abordados estiveram a escolha do modelo, a necessidade de criá-lo por meio de projeto de lei e a própria responsabilidade de condução do processo. Os modelos de gestão, alvo histórico de preocupação das entidades médicas, dado o subfinanciamento da saúde no país, foi outro tema abordado. José Hamilton elogiou a iniciativa do CFM, AMB e FENAM em organizar o encontro. Precisamos lutar em defesa dos médicos e da qualificação da medicina. Eventos como este cumprem com este papel e fortalecem a união e o alinhamento de interesses, afirmou. konda produções

7 enfrenteocrack - flickr Psiquiatria Hoje Outubro, Novembro e Dezembro de Combate ao crack é tema de seminário em Brasília I Seminário Nacional sobre Aspectos Médicos e Sociais Relacionados ao Uso do Crack reforça o papel dos psiquiatras nas políticas públicas de combate à droga Iniciativa do CFM reúne especialistas para discussão de diretrizes de combate à droga O aumento excessivo do uso de crack no país tem deixado a categoria médica em estado de alerta. Esse avanço, aliado à redução de leitos psiquiátricos e a políticas ineficientes da sociedade na prevenção e combate do crack. O presidente da ABP aproveitou a oportunidade para defender políticas públicas mais eficazes e de prevenção e tratamento, re- questionou a secretária-adjunta forçam a necessidade de diretrizes que encarem a questão como um da Secretaria Nacional de Políticas Sobre Drogas (Senad), Paulina do problema de saúde pública. A partir de uma iniciativa do Conselho Federal de Medicina (CFM), diversas entidades médicas inclusive a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) se uniram para desenvolver diretrizes eficazes para o tratamento dos dependentes durante o I Seminário Nacional sobre Aspectos Médicos e Sociais Relacionados ao Uso do Crack. Após a abertura oficial, o seminário foi divido em dois momentos: durante o período da manhã, a mesa redonda presidida por Roberto D Avila, presidente do CFM, e mediada por Antônio Geraldo da Silva, presidente da ABP, debateu Aspectos Técnicos e Éticos no tratamento dos dependentes; durante o período da tarde, a discussão girou em torno do papel do Estado e Carmo Arruda Vieira Duarte, sobre a sua afirmação de que foram criados leitos para dependentes químicos e que existem 50 CAPS AD em funcionamento. Gostaria de saber a localização dessas unidades, questionou Antônio Geraldo. Mesmo sem obter resposta, ele colocou a ABP à disposição para oferecer uma assessoria técnica e colaborar com o órgão. Além do presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria, outros dois psiquiatras especialistas no tratamento de dependentes químicos foram convidados para se apresentarem durante o seminário. O coordenador do Departamento de Dependência Química da ABP, Ronaldo Laranjeira, apresentou Modelos de tratamento ao usuário A ABP, como representante dos psiquiatras, deve se aproximar das demais entidades médicas, como é o Conselho Federal de Medicina de crack, reforçando a necessidade de grupos de ajuda no combate ao consumo da droga. São eles [os grupos de ajuda] que estão na linha de frente. Infelizmente o governo federal praticamente excluiu estes grupos quando optou pela Política de Redução de Danos. Espero que o próximo governo tenha sensibilidade para incluir esses grupos numa política global de tratamento, analisa Laranjeira. Já a professora e pesquisadora da Ψ Conscientização Unifesp, Ana Cecília Petta Roselli Marques, falou sobre a mudança do perfil do usuário do crack nos últimos anos. Antes ele era jovem, abaixo dos 30 anos, desempregado, portanto sem renda, vindo de famílias muito desestruturadas e a maioria homens. Hoje temos outro perfil, além desse. Nós já contatamos dependentes com mais de 30 anos, que trabalham, são escolarizados, que ainda estão casados ou vivem com as suas famílias, explica a psiquiatra. Roberto D Avila explicou a importância desta ação. Esta é a primeira vez que o Conselho Federal de Medicina se envolve num projeto desta magnitude, que tem um forte componente social. Nós, médicos, vivemos esta realidade, já que a doença é um problema social. Mas nunca tomamos a iniciativa para trabalharmos em conjunto com as políticas governamentais e com a mídia a respeito de questões fundamentais à sociedade. A participação de especialistas da saúde mental e do presidente da ABP reforça a importância da especialidade no combate e tratamento dos dependentes químicos, além de demonstrar a aproximação da entidade junto ao CFM. A ABP, como representante dos psiquiatras, deve se aproximar das demais entidades médicas, como é o CFM, sempre buscando fortalecer a classe e, consequentemente, oferecer um atendimento melhor à população, afirma Antônio Geraldo da Silva. O encontro foi realizado dia 25 de novembro, em Brasília (DF), e contou também com a presença do vice-presidente do CFM e conselheiro fiscal da ABP, Emmanuel Fortes, do ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, e do coordenador nacional de Saúde Mental do Ministério da Saúde, Pedro Delgado.

8 8 Psiquiatria Hoje Outubro, Novembro e Dezembro de 2010 Pesquisa revela desassistência e Ministério da Saúde comemora Segundo o IBGE, o Brasil perdeu mais de 11 mil leitos para internação em todas as especialidades nos últimos 4 anos. No caso da saúde mental, em 10 anos o número foi reduzido de 120 mil para menos de 36 mil A pesquisa de Assistência Médico-Sanitária (AMS) 2009, divulgada na segunda quinzena de novembro e realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), em parceria com o Ministério da Saúde, apontou que o Brasil perdeu mais de 11 mil leitos para internação nos últimos quatro anos. Na relação leitos X habitantes, o estudo também revelou queda. O número de leitos por mil habitantes caiu de 2,4 para 2,3. Somente a Região Sul, que tem 2,6 leitos por mil habitantes, ficou dentro do parâmetro estabelecido pelo ministério (entre 2,5 a 3 leitos/mil habitantes). Preocupado com a repercussão negativa desses números, o Ministério da Saúde se apressou em divulgar um esclarecimento onde argumentou que a extinção de leitos está relacionada ao aumento de investimentos em medidas preventivas, o que, em sua visão, diminuiria a necessidade de internação. O estudo confirma que a Política Nacional de Saúde, coordenada pelo Ministério da Saúde e executada pelos Estados e Municípios, está alinhada à tendência mundial de se priorizar o atendimento primário, de emergência, e os serviços de apoio ao diagnóstico com o objetivo central de se reduzir drasticamente as internações hospitalares. Isso significa uma mudança de foco na assistência à saúde da população; ou seja, aumenta-se a atenção para as ações básicas e ambulatoriais de saúde para que se reduzam as intervenções hospitalares, dizia a nota oficial. O raciocínio, sobretudo na saúde mental, não encontra amparo na realidade, segundo os especialistas. Antônio Geraldo da Silva, presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria, diz que a redução de leitos psiquiátricos ocorre por uma política pública equivocada e nada tem a ver com a melhoria de serviços preventivos e primários, coisa que não aconteceu nos últimos 20 anos. Para comprovar essa situação, ele recomenda o teste das ruas. Desafio qualquer um a conseguir uma consulta no serviço público. Se marcar para este ano.... O presidente da ABP lembra que, nos últimos dez anos, o número de leitos psiquiátricos no país foi reduzido de 120 mil para menos de 36 mil, e não foi criada nenhuma alternativa para atender às pessoas que ficaram sem esses espaços. Não existe justificativa técnica para isso. Os responsáveis pela saúde mental no Brasil estão orientados por interesses ideológicos e corporativistas e seu principal objetivo é afastar os psiquiatras da assistência, por isso criminalizam as intervenções médicas, principalmente as internações. O Ministério da Saúde divulga como positivo o fato de as internações psiquiátricas terem caído 16% entre 2005 e 2008, de para internações. Isso não é um avanço, é um retrocesso. Basta observar os milhares de dependentes químicos que não encontram tratamento no serviço público. Eles comemoram a desassistência, diz Antônio Geraldo. O presidente da ABP adverte, porém, que a questão dos leitos não deve ser limitada aos números. É necessário, sim, expandir a rede, mas é fundamental que os serviços sejam de qualidade. Somos os primeiros a condenar ferramentas que não funcionam como deveriam, mas a solução nesses casos é investir para recuperar essa estrutura e não simplesmente fechar. Existem 94 mil estabelecimentos de saúde em atividade total ou parcial, dos quais 52 mil são públicos e 42 mil são particulares 95,6% dos estabelecimentos públicos de saúde do país são municipais 90,6% dos particulares têm fins lucrativos Estabelecimentos de saúde sem internação representam 72,2% do total Do total de estabelecimentos sem internação, apenas 39,3% têm exames ou procedimentos terapêuticos Dos 19,3 mil estabelecimentos exclusivos de apoio à diagnose e terapia (SADTs), 90,8% são privados SUS financia 79,4% dos serviços de emergência Em 2008, internações na rede particular superaram em duas vezes as da rede pública Dos postos de trabalho médico, 40,2% estão concentrados nas capitais Fonte: Pesquisa de Assistência Médico-Sanitária (AMS) 2009

9 Psiquiatria Hoje Outubro, Novembro e Dezembro de A queda de braço na saúde mental O psiquiatra Fernando Portela Câmara explica que o Brasil adota hoje a política de desospitalização e despsiquiatrização do doente mental, considerandoo não mais como doente, mas como vítima ideológica da sociedade e da medicina. E, dentro desse raciocínio distorcido, é coerente festejar a redução de leitos. Portela identifica dois grupos antagônicos na saúde mental brasileira. Um, predominante e patrocinador da política atual, tem posição no governo e lidera uma coalizão em que participam psiquiatras, psicólogos representados pelos seus órgãos de classe, psicanalistas, trabalhadores da saúde mental, parte dos prefeitos e secretarias de saúde. Do outro lado estão os psiquiatras, com o apoio de familiares dos doentes mentais, que defendem o modelo médico e a internação quando necessária, de acordo com a lei /01 em oposição à ideologia. No entanto, embora tenha sua posição sustentada por conhecimentos técnicos e evidências científicas, este grupo, segundo Portela, não tem liderança na política nacional que dirige o atual programa de reforma do aten- Ψ destaque dimento psiquiátrico, o que impede a implantação das suas diretrizes. O presidente da ABP enxerga nesse quadro um dos principais desafios para sua gestão, que tem como lema a defesa intransigente dos psiquiatras e da psiquiatria. O principal ataque que sofremos hoje parte das políticas públicas e temos que ser mais ativos nessa questão. Antônio Geraldo adianta que pretende, junto com o Conselho Federal de Medicina, tomar medidas por meio do Legislativo e/ ou Judiciário, sempre com o indispensável embasamento técnico, para influenciar de maneira positiva a legislação e as normas que tratam sobre assistência em saúde mental no país. Nessa cruzada, ele pretende levar pessoalmente as propostas dos psiquiatras aos governadores e outras autoridades de todos os estados brasileiros. Nosso principal objetivo é a implantação das Diretrizes para um Modelo de Assistência Integral em Saúde Mental no Brasil, um documento exemplar e histórico produzido pela ABP, capaz de revolucionar a assistência no Brasil (veja o gráfico abaixo), finaliza o presidente da ABP. Modelo de atendimento em saúde mental preconizado pelas Diretrizes da ABP Em geral, o paciente com dependência química chega ao sistema de saúde encaminhado por familiares. Suas características principais são a fissura e os quadros de agitação motivados pelas crises de abstinência, que dificultam o tratamento. Necessitam de atendimento especializado, que deve acontecer em ambientes específicos, separados de outros pacientes. Episódios psicóticos agudos: quadros de agitação psicomotora e risco de agressão. Motivados por doenças como esquizofrenia e transtorno bipolar. O encaminhamento é feito pela sintomatologia. Após o controle do quadro agudo, o acompanhamento deve acontecer no CAMPS ou em serviços ambulatoriais. Transtornos mentais leves são casos que devem ser diagnosticados e tratados o mais rápido possível, para evitar seu agravamento. Com capacitação na área, as equipes do Programa Saúde da Família e das Unidades Básicas de Saúde podem reconhecer, tratar e encaminhar os pacientes que precisam de atendimento. A população geral também deve ser contemplada com ações de prevenção e promoção de saúde. Esse tipo de iniciativa ajuda a antecipar a procura por tratamento. 90% das tentativas de suicídio são motivadas por doenças mentais não diagnosticadas ou mal tratadas. Esses pacientes vão para os serviços de emergência clínica (cortes, queimaduras e traumas) e devem seguir para uma Unidade de Emergência Psiquiátrica em Hospital Geral. Com o controle da crise, são encaminhados para CAMPS ou serviços ambulatoriais. Hospital para Dependência Química Unidade de Emergência em Hospital Geral Dependência Química Episódio Psicótico Agudo Tentativa de Suicídio Programa Saúde da Família Pronto Socorro Especializado CAPS Álcool e Drogas Serviços Ambulatoriais Enfermaria de Internação Breve em Hospital Geral Transtornos Mentais Leves População Geral Unidades Básicas de Saúde Hospital Especializado * Os casos representados neste infográfico não representam toda a complexidade de quadros existentes na psiquiatria. Registre-se também a importância de programas e serviços específicos para crianças, idosos e outros grupos sociais.

10 10 Psiquiatria Hoje Outubro, Novembro e Dezembro de 2010 É necessário parar de perseguir os psiquiatras Entrevista: Emmanuel Fortes, vice-presidente do CFM e membro do Conselho Fiscal da ABP Na segunda quinzena de novembro, o Ibope realizou uma pesquisa em que perguntava aos brasileiros: Se você pudesse se encontrar com o presidente eleito por apenas cinco minutos, o que você pediria a ele para você mesmo?. Dos entrevistados, 56% responderam que reivindicariam melhorias na saúde. Foi o maior índice verificado pelo estudo, que identificou demandas também em outras áreas. Isso reflete a realidade da saúde pública no país, que sofre com falta de recursos e Veja, a seguir, os principais trechos da entrevista Psiquiatria Hoje Quais os grandes desafios que o novo governo vai enfrentar na área de saúde? Emmanuel Fortes - Construir um equilíbrio entre aspectos preventivos e de assistência. Com o advento da Lei 8080/90, foi delineado um marco onde todos os brasileiros seriam contemplados com um sistema de saúde universalizado, controlado pela sociedade através dos Conselhos de Saúde e integralizado por uma hierarquia onde os entes federativos cumpririam papéis distintos, mas, sinérgicos. A ênfase seria dada na prevenção, impedindo que doenças preveníveis continuassem a flagelar a sociedade. Acontece que deram ênfase demasiada às ações preventivas e se esqueceram que as pessoas doentes à época precisavam de assistência e reabilitação e que os brasileiros continuariam adoecendo até que as estratégias de prevenção dessem resultado. O resultado desse equívoco foi a falta de investimento nos hospitais e clínicas especializadas e a baixa remuneração dos médicos e unidades de saúde privadas que prestam atendimento gratuito à população. Também houve uma transferência má gestão. A presidente eleita, Dilma Rouseff, portanto, vai precisar dedicar bastante atenção e energia para o assunto. Em entrevista ao jornal Psiquiatria Hoje, o vice-presidente do CFM e membro do Conselho Fiscal da ABP, Emmanuel Fortes, sugere ao novo Governo rever seu planejamento, aponta que o sistema público e suas estratégias têm priorizado ações equivocadas e alerta que é necessário parar de perseguir os psiquiatras. indiscriminada de hospitais públicos federais e estaduais para os municípios que, sem os mesmos recursos e eficácia administrativa, acabaram fazendo com que o Brasil perdesse milhares de leitos úteis e necessários. Ao mesmo tempo houve um achatamento da remuneração dos médicos e o estímulo para que outros profissionais de saúde, com salários mais baixos, ocupassem seus espaços. Isso, obviamente, desqualificou o atendimento. Na psiquiatria, nos governos Fernando Henrique e Lula, a atitude foi dolosa. Acabaram com os hospitais psiquiátricos e reduziram a uma mera ação técnica a nobre profissão dos médicos. A desassistência impera na medicina geral e com mais intensidade na psiquiatria. Equalizar essa questão é o principal desafio. PH Considerando que este é um governo de continuidade, podemos esperar mudanças rele- konda produções Ψ Entrevista Emmanuel Fortes: queremos mudanças relevantes na condução das políticas públicas O Brasil precisa saber de quantos médicos, enfermeiros, farmacêuticos, dentistas, psicólogos e outros profissionais precisa efetivamente e adequar o sistema para evitar essa avalanche estelionatária de vagas em cursos de formação. vantes na condução das políticas públicas? EF - Podemos, não, queremos. O sistema público tem priorizado ações equivocadas, como criar um sistema de transporte de pacientes sem equipar os hospitais. Construir CAPS e UPAS sem ter ambulatórios, leitos hospitalares, acesso a exames complementares simples como raios X, hemograma, dosagens hormonais. E existem outras questões pontuais em sua estratégia que estão totalmente fora do contexto ordinário para a construção de um sistema que de fato funcione. A saúde pública permitiu o sucateamento de um sistema e destruiu um planejamento. Hoje, precisa reconstruir essa rede integrando todos os estabelecimentos médicos e de saúde a um verdadeiro sistema preventivo, assistencial e reabilitador. É isso que esperamos do novo Governo. PH Que medida é fundamental? EF - Todos falam em mais dinheiro. Isso realmente é importante, mas o fundamental é retirar tanta gente da atividade-meio e economizar, tornando racionais as instâncias que devem ser integradas. O Brasil precisa saber de quantos médicos, enfermeiros, farmacêuticos, dentistas, psicólogos e outros profissionais precisa efetivamente e adequar o sistema para evitar esta avalanche estelionatária de vagas em cursos de formação. Isso vai evitar a desvalorização dos profissionais em atividade e pressões para abrigar no sistema de saúde pessoas que não terão onde ser colocadas. É necessário parar de perseguir os psiquiatras e voltar a respeitar suas instituições representativas e os estabelecimentos assistenciais. PH Especificamente em relação à saúde mental, o que o senhor espera desse novo governo e o que sugere como medidas imediatas na área? EF - Espero melhor interlocução, construção de um efetivo sistema integrado onde o hospital especializado tenha seu papel delineado e integrado sem preconceito ao sistema assistencial. Precisamos de imediata correção remuneratória dos valores pagos aos psiquiatras e aos estabelecimentos médicos por seus serviços prestados.

11 Psiquiatria Hoje Outubro, Novembro e Dezembro de Presidente da ABP apresenta cenário da psiquiatria Confira a entrevista de Antônio Geraldo da Silva para o jornal A Gazeta, do Espírito Santo, publicada em 8 de novembro de 2010 O senhor critica o modelo de assistência em saúde mental adotado no Brasil. O que está errado? A plena desassistência psiquiátrica. Resultado de um modelo que vem sendo implantado há 20 anos no país e que é contrário aos psiquiatras, à Medicina e aos pacientes. Se a Lei , aprovada no Senado, fosse posta em prática, funcionaria muito bem. O problema é que o governo federal vem burlando a legislação com portarias, em que interesses ideológicos falam mais alto. Como isso afeta o atendimento aos pacientes? Um dos principais problemas é a redução drástica do número de leitos psiquiátricos. Em nenhum lugar há vaga para internar um paciente. Faltam leitos, atendimento ambulatorial com psiquiatra, medicamento em quantidade e qualidade. Hoje, quem tem condições financeiras consegue um bom atendimento, mas quem não tem recursos está fadado ao inferno. Na Psiquiatria, o Brasil vive dois extremos: a iniciativa privada com um dos melhores sistemas, comparado ao europeu ou americano; e o sistema público, desumano, como o africano. É o fim desse abismo social que defendemos. E a pressão por atendimento só aumenta com o crescente número de usuários de drogas, principalmente de crack. O crack virou uma epidemia. Há anos dá sinais de crescimento, e o Ministério da Saúde até agora não fez nada. A única política é a de redução de danos. Seu filho para de fumar crack para usar cocaína, fumar maconha... A quem interessa isso? Esses pacientes, como os demais, não possuem local para se tratar. Vão acabar nas ruas, nas prisões. E o argumento para a destruição do sistema foi de que o serviço não era bom. O senhor refere-se aos manicômios e às suas histórias de abandono de pacientes? Não defendo a manutenção de leito psiquiátrico sem qualidade. Agora, quem não cuidou dos espaços? O problema é que o governo federal viu que era mais barato fechar leitos do que mantê-los com qualidade. E isso é grave, se considerarmos que cinco das dez causas de afastamento do trabalho são por doenças mentais. Para o senhor, a doença mental no país está sendo tratada como problema social? Sim, querem tratar a doença sem medicamento, sem médicos. Mas a doença mental, como qualquer outra diabetes, pneumonia, precisa de tratamento, de acompanhamento médico e até de internação. Em geral, a maior demanda é ambulatorial. Mas há casos em que a pessoa precisa ser internada por colocar a própria vida ou a de outras pessoas em risco. Para esses casos é preciso ter leitos psiquiátricos, e em boas condições. E sem os leitos, qual o destino desses pacientes? As ruas, as prisões, o abandono. Em dez anos, o número de leitos no país foi reduzido de 120 mil para menos de 36 mil, e não foi criada nenhuma alternativa para atender às pessoas que ficaram sem esses espaços. Coincidentemente, temos mais de 60 mil doentes mentais presos. As prisões tornaram-se os novos manicômios. Fui a Vitória há alguns meses e vi as ruas cheias de doentes mentais. Não é diferente em São Paulo ou Rio Grande do Sul. É o resultado da falta de atendimento em saúde mental no Brasil, como deveria ser feito. As pessoas vão para as ruas, morrem, cometem pequenos atos ilícitos, são presas. É uma desumanidade o que está sendo feito. O que a lei estabelece? Que o paciente tenha acesso ao melhor tratamento, de acordo com as suas necessidades. Hoje, se tenho um quadro psiquiátrico, ligo para um consultório particular, marco uma consulta, tenho o atendimento, resolvo o problema e continuo trabalhando. Desafio qualquer um a agir da mesma forma no serviço público. Se conseguir marcar uma consulta para este ano... Veja: o Samu te atende num momento de surto de um familiar ou está preparado para tal? E o que acontece: sem consulta, a pessoa não trata a doença, não trabalha, não toca a vida e pode até se suicidar. Enfim, a situação só vai piorando. Sem contar as famílias que precisam recorrer à polícia para garantir atendimento. E os Centros de Atendimento Psicossocial (Caps), que concentramos tratamentos antes feitos nos hospitais especializados? Sozinhos, são insuficientes para atender à demanda dos pacientes e à complexidade de determinados transtornos. Essas unidades devem estar inseridas dentro de uma rede, que se sucede com promoção de saúde, prevenção de doença, atendimento primário, secundário e terciário. Na prática, o serviço é muito bom para quem tem esquizofrenia, psicose, que precisa passar o dia todo no local, mas sem sentido para quem precisa fazer apenas uma consulta por mês. Outro complicador é a ausência de médicos nesses espaços. Ψ repercussão Por quê? Entre as funções está a de acolhimento noturno, um eufemismo para internação. Ao dizer que acolhem não se obrigam a ter um médico para diagnosticar a necessidade de internação. Quem ficaria tranquilo em deixar um filho, durante um surto psicótico, em um serviço sem médicos? É possível tratar doença mental sem internação? Se fizer o tratamento adequado, com medicamento em quantidade e qualidade, você pode diminuir o número de internações. Atendo a mais de 200 pacientes por mês, e há mais de seis meses não indico a internação. Agora, para se conquistar isso no serviço público, é preciso trabalhar com promoção da saúde mental, prevenção da doença e assistência primária. Nada do que vemos hoje em dia. Pelo contrário, a maior parte das unidades de saúde não possui atendimento psiquiátrico. As perspectivas que o senhor aponta não são nada favoráveis. Não são. É por isso que temos insistido e exigido que a Saúde volte a ser planejada com base na ciência, conduzida por médicos comprometidos com os conhecimentos técnicos e que tenha como finalidade atender às necessidades do paciente, o que hoje não acontece. Aqueles que necessitam do serviço público para tratamento próprio ou de familiares sabem muito bem do que estou falando.

12 12 Psiquiatria Hoje Outubro, Novembro e Dezembro de 2010 CBP em Fortaleza alcança número limite de inscrições Evento organizado pela Associação Brasileira de Psiquiatria contou com mais de 5 mil inscritos Mesmo distante dos maiores centros de psiquiatria, a 28ª edição do Congresso Brasileiro de Psiquiatria, realizada em Fortaleza (CE), entre os dias 27 e 30 de outubro, superou a expectativa de seus organizadores e atingiu o número limite de participantes. Por medida de segurança, o Corpo de Bombeiros do Estado de Ceará permitiu a participação máxima de 5 mil participantes no Centro de Convenções: se a Secretária do CBP não agisse depressa, o número pessoas credenciadas seria muito superior ao admitido. A procura surpreendeu alguns associados. Mesmo com a boa procura durante o período de pré-inscrições, encerrado dia 19 de setembro, quando recebeu mais de 3 mil cadastros, os organizadores esperavam que o número de inscrições não fosse muito superior a 4 mil. Isso por causa da distância relativamente grande do Nordeste para os principais centros em número de médicos psiquiatras do país. Na edição de 2009, em São Paulo, foram cerca de 6 mil participantes, número muito próximo ao alcançado em Fortaleza lembrando que nesta edição as inscrições tiveram que ser encerradas no início do segundo dia de evento. CBP em números Programação científica O Programa Científico do 28º Congresso Brasileiro de Psiquiatria contemplou um grande número de atividades em diversas áreas distintas dentro do panorama geral da psiquiatria. Foram mais de 160 atividades científicas com temas escolhidos a partir de propostas encaminhadas via internet pelos associados. Após a avaliação de uma Comissão da ABP, foram selecionadas aproximadamente 30% das propostas recebidas, que fizeram parte da programação. Mesmo com esta quantidade, bons trabalhos não entraram na programação do CBP. Para incluir todos os trabalhos interessantes, seria necessário uma espaço ainda maior. Os temas variaram desde sistemas biológicos até assuntos como psicoterapia, questões comportamentais, matriciamento, psiquiatria de hospital geral, psiquiatria desde a infância até a geriatria. Essa abrangência nas temáticas despertou o interesse de psiquiatras nacionais e internacionais, além dos diretores da Associação Mundial de Psiquiatria e profissionais de áreas correlatas. konda produções A 28º edição teve um total de inscritos, com representantes dos 27 estados brasileiros e de 20 países. Os cursos também tiveram grande participação: 855 pessoas. Merece destaque a participação de médicos no evento: aproximadamente dos inscritos, ou 85% do público.

13 Psiquiatria Hoje Outubro, Novembro e Dezembro de Trabalhando para a internacionalização da ABP Ψ Congresso Durante o Congresso, ABP assinou acordo com a ASMELP e o presidente Antônio Geraldo da Silva reforçou que o momento é para realizações concretas O Congresso Brasileiro de Psiquiatria reuniu oito países em uma mesma atividade, e todos falaram a mesma língua. Em um encontro cheio de simbolismos, a ABP prestou uma homenagem para a Associação de Saúde Mental da Língua Portuguesa (ASMELP) e para a Sociedade Portuguesa de Psiquiatria e Saúde Mental (SPPSM). Representaram as entidades: o presidente da ABP, Antônio Geraldo da Silva, a presidente da AS- MELP, Rosel Salomão, e o presidente da SPPSM, Antonio Palha. A mesa também contou com a presença do presidente do XXVIII CBP, João Alberto Carvalho, e teve a coordenação do psiquiatra Luiz Salvador de Miranda Sá Jr. A ex-presidente da ASMELP, Natália do Espírito Santo, também foi homenageada por seus esforços para a integração entre as instituições. Rosel Salomão, presidente da ASMELP, agradeceu e disse que Em mesa redonda, lideranças da ABP assinam acordo com a asmelp veis vínculos culturais e sociais, além de interesses comuns como promover a formação, difusão e pesquisa em todas as áreas da psiquiatria que possam levar a uma melhor assistência para os pacientes com transtornos mentais. A partir disso, estabelecem que a penetração das entidades em outras associações internacionais e constituir uma comissão mista para o estudo de projetos imediatos. O presidente da ABP, Antônio Geraldo da Silva, celebrou o acordo como mais um passo na integração realizarão atividades conjuntas entre os países. Ressaltou, para trocar informações, facilitar a presença dos associados nos eventos promovidos por ambas as entidades, patrocinar pesquisas em parceria, apoiar a troca de publicações, colaborar para o intercâmbio de formação, esforço comum para no entanto, que é fundamental que as intenções se transformem rapidamente em ações reais. Vamos partir para a prática, afirmou o brasileiro, que imediatamente propôs um evento em conjunto no CBP konda produções Pela inserção dos psiquiatras Em uma conferência inflamada, o vice-presidente do CFM foi aplaudido de pé ao defender a resistência dos psiquiatras à orientação das políticas públicas de saúde mental Emmanuel Fortes, vice-presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM) e eleito para o conselho fiscal da ABP, protagonizou um dos momentos marcantes do XXVIII Congresso Brasileiro de Psiquiatria. Ele foi aplaudido de pé por um auditório lotado ao convocar uma forte reação dos médicos contra os ataques sistemáticos de que eles têm sido vítimas ultimamente. Vocês precisam se rebelar contra isso, afirmou. Relator de um dos temas da mesa redonda, O CFM cada vez mais perto dos médicos, Fortes fez um resgate histórico da legislação relativa à saúde mental e demons- espera que a aproximação se aprofunde. Antonio Palha, da SPPSM, revelou sua origem brasileira (a mãe nasceu no Brasil) e atestou sua confiança nos projetos conjuntos. Na ocasião também foi assinado um acordo de colaboração entre a ABP e a ASMELP, fato que foi classificado por João Alberto Carvalho como um avanço para toda a comunidade de língua portuguesa e apresentou, como primeiro resultado, um site desenvolvido em conjunto. Pelo documento, as entidades concordam que têm incontestátrou como atualmente existe a intenção de se tratar a intervenção médica como ato autoritário. Lembrou que projetos de lei foram encaminhados com a justificativa de coibir o poder de seqüestro do dispositivo psiquiátrico. Este raciocínio, na opinião do vice-presidente do CFM, deixa claro o que determinados grupos pensam sobre os psiquiatras. Fortes recordou também alguns dos dispositivos que regulam os CAPS, como só poderão funcionar em área física específica e independente de qualquer estrutura hospitalar e que uma das suas funções será oferecer acolhimento noturno, que, na interpretação do vice-presidente do CFM, é um eufemismo esperto para a internação. Dessa maneira eles excluem os médicos. Todo esse movimento seria inofensivo se não tivesse sido adotado pela administração pública como política de saúde. Antônio Geraldo da Silva, presidente da ABP, coordenou a mesa redonda e resumiu o que deve ser o objetivo da rebelião pregada por Fortes. Temos que convencer o Ministério da Saúde a voltar a atuar com base na ciência e não na ideologia. A mesa redonda também serviu para demonstrar, mais uma vez, a crescente integração entre o CFM Ψ ponto alto e a ABP, fato que, na opinião de Antônio Geraldo, vai facilitar a valorização dos psiquiatras. Código de Ética Na mesma mesa redonda, o presidente do CRM de Goiás e secretário regional do Centro-Oeste da ABP, Salomão Rodrigues, tratou do tema O psiquiatra e o novo Código de Ética. Segundo ele, apenas 8% dos médicos leram o Código de Ética da profissão. E 2/3 das denúncias recebidas pelo CRM estão relacionadas a atos praticados por desconhecimento dessas normas de conduta. Leiam o código, aconselhou.

14 14 Psiquiatria Hoje Outubro, Novembro e Dezembro de 2010 Ψ pec PEC terá novidades em 2011 O Programa de Educação Continuada (PEC) é um dos serviços mais bem avaliados pelos associados da ABP. Em uma sondagem recente, a ferramenta obteve aprovação de 90% dos usuários. Não é por acaso que o programa inspira admiração entre outras especialidades e está entre os melhores do mundo na área de psiquiatria. Muitas associações internacionais já manifestaram interesse em ter acesso ao sistema. E, dentro da filosofia da nova gestão de manter e ampliar conquistas, o PEC vai se aprimorar em Vamos expandir seu alcance e escolher os temas e os especialistas de acordo com o interesse da maioria dos psiquiatras, adianta Antônio Geraldo da Silva, presidente da ABP. A primeira novidade será a realização do PEC presencial. Se- ABP e Sociedade Portuguesa de Psiquiatria estabelecem parceria Em reunião realizada em Portugal, os representantes da ABP o presidente Antônio Geraldo da Silva e tesoureiro João Romildo Bueno e da Sociedade Portuguesa de Psiquiatria e Saúde Mental (SPPSM) o presidente António Pacheco Palha e o secretário Pedro Varandas assinaram acordo que visa ao intercâmbio de informações e experiências na área da psiquiatria, assim como a realização de atividades conjuntas para colaborar com a formação dos especialistas nos dois países. O acordo prevê, entre outros A ABP mais próxima do associado Um dos projetos inovadores da ABP para 2011 será o ABP Itinerante. De acordo com os planos da nova gestão, integrantes da diretoria se deslocarão para os diversos estados do país onde participarão de eventos abertos aos associados, Romildo Bueno, Antônio Geraldo da Silva, António Pacheco Palha e Pedro Varandas que poderão oferecer sugestões e tirar dúvidas diretamente com a administração da associação. É mais uma ação dentro do processo de democratização que vamos promover, esclarece o presidente da ABP, Antônio Geraldo rão aulas com plateia, o que vai permitir mais interação entre os participantes e os professores, diz Antônio Geraldo. Inicialmente essas atividades vão ocorrer em todas as jornadas regionais, mas as Federadas e Núcleos interessados em receber o evento podem enviar solicitações para pec-abp.org.br. A partir disso, será analisada a viabilidade da realização de cada atividade. pontos, a presença de associados da ABP nas atividades organizadas pela SPPSM e vice-versa; mesmo valor de inscrição para os associados nos congressos de ambas as instituições; desenvolver pesquisas conjuntas; e intermediar o intercâmbio para médicos residentes e também de pós-graduação strictu sensu. Considerando que ABP e SPP- SM possuem interesses mútuos e compartilham da mesma bagagem cultural e social, tendo a língua portuguesa em comum, estou certo de que esta parceria irá contribuir fortemente para a formação, a difusão e a investigação em todas as áreas da psiquiatria, o que irá convergir em uma melhor assistência aos portadores de doenças mentais dos dois países, afirmou Antônio Geraldo da Silva. Brasil Espanha No mesmo evento, Antônio Geraldo da Silva aproveitou para aprofundar os termos do acordo firmado entre a ABP e a Fundação Espanhola de Psiquiatria Sociedade Espanhola de Psiquiatria, que se encontrava em suspenso. Em O presidente da ABP também acredita que o programa deve estar sintonizado com a prática médica e as necessidades do dia a dia dos psiquiatras. Por isso, pretendemos abrir canais de comunicação para que os associados indiquem assuntos do seu interesse e a grade de programação vai levar em conta essas manifestações, finaliza Antônio Geraldo da Silva. Ψ intercâmbio reunião com os professores Jerónimo Sáiz Ruiz e Julio Bobes Garcia, ficou acertada a ampla colaboração entre as associações na realização de mesas redondas específicas nas programações científicas de congressos de ambas, com a possibilidade de intercâmbio técnico-científico na área de formação de residentes e pós-graduandos. Novos tempos surgem também no processo de internacionalização da ABP, visando sempre ao objetivo maior da instituição o associado da ABP, afirmou o tesoureiro da ABP, João Romildo Bueno. A SPPSM terá dois eventos em Portugal em 2011, e os associados da ABP poderão participar tendo os mesmos privilégios que os associados da SPPSM: 17 e 18 de junho de 2011 III Colóquio Internacional de Esquizofrenia do Porto Tema: Desvelando os seus segredos. 24 a 26 de novembro de 2011 VII Congresso Nacional de Psiquiatria Coimbra Portugal Já a Sociedade Espanhola de Psiquiatria organizará em 2011 o XV Congresso Nacional de Psiquiatria, em Oviedo-Espanha, de 08 a 11 de novembro. Informações: Ψ inovação da Silva. Para ele, esse contato vai facilitar a troca de ideias e agilizar providências. Não existe ninguém melhor para identificar os problemas e propor soluções do que os psiquiatras de cada região, e não podemos ignorar esse conhecimento. Temos certeza de que essa será uma fonte rica em soluções, finaliza. Em breve será divulgada a agenda do ABP Itinerante para que os associados possam se programar e participar.

15 Psiquiatria Hoje Outubro, Novembro e Dezembro de Psiquiatria reserva comemorações para 2011 Em 2011, duas importantes instituições representativas dos psiquiatras alcançam marcas importantes. A Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) completa 45 anos de atividades no próximo mês de agosto. Além da importância histórica, a entidade celebra o sucesso de mais de quatro décadas voltadas ao desenvolvimento científico, público e social da especialidade médica que se dedica ao tratamento daqueles que sofrem de transtornos mentais. Outra comemoração marcada para agosto fica por conta da Associação Psiquiátrica do Estado do Rio de Janeiro (Aperj), a federada que ce- Associados da ABP têm oportunidade de concorrer a curso da WPA A Associação Psiquiátrica Mundial (World Psychiatric Association, WPA) lançou um programa de bolsa de estudo para psiquiatras em início de carreira, de países de baixa renda ou em desenvolvimento. O programa será desenvolvido em parceria com a Case Western Reserve School of Medicine, em Cleveland, EUA. Para 2011, mais uma inovação da nova gestão: todos os associa- ABP lançará Código de Conduta próprio lebra 50 anos de existência. Para que as comemorações fossem completas, a XXIX edição do Congresso Brasileiro de Psiquiatria (CBP) não poderia ser em outra cidade: Rio de Janeiro. A cidade, que foi palco do nascimento da ABP, agora recebe o maior congresso nacional da especialidade. Muito da história da psiquiatria brasileira se fez no Rio, ainda mais porque na época o município era capital da República, afirmou Fátima Vasconcellos, presidente da Aperj. A psiquiatra já planeja uma série de atividades relacionadas à história da psiquiatria no país, incluindo a edição e lançamento de Em se tratando de uma associação profissional e, ainda, da psiquiatria, em que a preocupação maior é a pessoa em todas as suas dimensões, a diretoria da ABP reconheceu a necessidade da sua transparência no trato com os associados, a sociedade em geral e as áreas que possam gerar conflitos éticos, morais e legais. Vem daí a ideia de elaborar um Código de Conduta próprio da instituição. O documento, que está em prodos da ABP que tiverem interesse e se encaixarem no perfil, poderão participar. O trabalho de mediação feito entre a ABP e a WPA possibilitará que todos tenham condições iguais para disputar esta vaga. O objetivo principal do programa é proporcionar ao profissional treinamento em metodologia de pesquisa com foco no Transtorno Bipolar, a especialidade do centro de Cleveland, com ênfase especial dução, apresentará aos psiquiatras a importância do compromisso moral no exercício da profissão, colaborando para um elevado padrão de comportamento. O Código irá orientar a postura de forma ética e/ou moral frente às diferentes instâncias sociais e profissionais e trará orientações aos associados sobre como evitar situações que possam se configurar como conflitos de interesses ou ser acusadas de tal, afirma Juberty Antonio Souza, presidente do CRM-MS e um livro sobre Juliano Moreira, patrono da Associação. Badalaremos bastante, mas o CBP será o ponto alto da celebração dos aniversariantes, concluiu a presidente. História A Aperj foi fundada em 7 de agosto de 1961 como uma entidade de classe e logo no ano seguinte se filiou à WPA Associação Mundial de Psiquiatria. Entre os sócios-fundadores estavam os antigos membros da Sociedade Brasileira de Neurologia, Psiquiatria e Medicina Legal, sendo José Leme Lopes o primeiro a assinar a ata de em Depressão Bipolar. Os candidatos brasileiros devem enviar para a ABP, por , até o dia 10 de janeiro, o seu currículo, juntamente com uma carta em inglês contando todos os projetos que já participou ou está participando. A ABP encaminhará os documentos à Secretaria da WPA, que entrará em contato por em caso de aprovação. Informações: Ψ Aniversário ABP e Aperj celebram 45 e 50 anos, respectivamente. O Congresso Brasileiro de Psiquiatria, que será realizado no Rio de Janeiro, concentrará as festividades um dos integrantes da comissão que está elaborando o Código. De acordo com Juberty, os pontos mais específicos relacionados à psiquiatria, que trazem maiores conflitos e farão parte do documento, dizem respeito ao relacionamento do psiquiatra com a indústria farmacêutica, as outras especialidades, as demais profissões e a sociedade, e, mais atualmente, no posicionamento com a saúde pública e a justiça. A psiquiatria, pelas suas caractefundação. Também no estado do Rio de Janeiro, dia 13 de agosto de 1966, foi fundada a Associação Brasileira de Psiquiatria, em uma sala do atual Instituto Municipal Philippe Pinel. José Leme Lopes, seu primeiro presidente, em conjunto com um grupo de catedráticos, formaram o perfil: uma entidade representativa, com o propósito de reunir os profissionais da área através de eventos científicos. Em todos esses anos de luta, a ABP reuniu mais de cinco mil associados e mantém federadas em todos os estados brasileiros, além dos diversos departamentos. Ψ internacional Veja outros critérios de seleção: Ter até 40 anos, ou ter menos de cinco anos da conclusão da residência; Ser indicado por uma sociedade membro da WPA; Ter experiência profissional; Ter contribuições comprovadas para o campo, como publicações e outras atividades inovadoras; Probabilidade de futuras contribuições científicas para a Psiquiatria e a saúde mental; Ter inglês fluente. Ψ ética rísticas e pelo momento nacional, em que há uma desassistência ao doente mental, necessita de maior conhecimento e participação nessas questões, acrescenta. Além dos associados, o código irá prever diretrizes para toda a estrutura que compõe a ABP, como a diretoria e o corpo de funcionários, de colaboradores provisórios ou permanentes, de forma a legitimar as normas e princípios que norteiam os cargos.

16 16 Psiquiatria Hoje Outubro, Novembro e Dezembro de 2010 Lançamento literário marca aniversário da AMP A Associação Mineira de Psiquiatria (AMP) completa este mês seu 40º aniversário. Para celebrar a marca, realizou, dia 3 de dezembro, uma cerimônia em homenagem à entidade. A data foi marcada ainda pelo lançamento do livro O Melhor d O Risco, obra que traz uma são de Publicações da AMP. O presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria, Antônio Geraldo da Silva, elogiou a iniciativa. Resgatar e colocar à disposição do público esses artigos é um trabalho que valoriza e ajuda a construir um ambiente de discussões saudáveis Ψ 40 anos sobre temas relacionados à saúde mental. Este é mais um motivo para darmos os parabéns em homenagem aos seus 40 anos, destacou o presidente da ABP. Mais informações pelo site Ψ cursos APERJ e CREMERJ oferecem cursos de atualização a psiquiatras e médicos Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) passará a fazer parte do programa e pretende expandi-lo a todo o Brasil Desde julho deste ano, psiquiatras e médicos do Rio de Janeiro tiveram à disposição uma série de cursos de atualização profissional desenvolvidos pela APERJ (Associação Psiquiátrica do Estado do Rio Janeiro) e CREMERJ (Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro). Fátima Vasconcellos, presidente da APERJ, acredita que o sucesso deste projeto está, principalmente, no fato de oferecer palestras com os melhores especialistas de suas respectivas áreas de atuação. Os associados, tanto da entidade fluminense quanto da ABP, além de médicos do filiados ao CREMERJ, tiveram direito a participar gratuitamente dos cursos. Ao todo, foram 22 palestrantes divididos em 11 temas relacionados à psiquiatria. Romildo Bueno, Sérgio Tamai, Analice Gigliotti, Miguel Chalub e Fábio Barbirato foram alguns dos palestrantes. O curso contou ainda com a participação de Christiane Farentinos, da Universidade do Oregon, nos Estados Unidos. ABP e APERJ já acertaram uma parceria para a realização de cursos com o mesmo modelo em 2011, expandindo o programa para outros estados. Entendemos que a atualização profissional é da responsabilidade da associação local, juntamente com a ABP. Temos este curso como forma de ampliar o conhecimento, melhorar a formação profissional e beneficiar os colegas participantes e, consequentemente, a sociedade, afirma Fátima. Fátima Vasconcellos konda produções Programe-se: próximo CBP será no Rio de Janeiro Os preparativos para a próxima edição do maior evento de Psiquiatria da América Latina e já estão a todo vapor. Sob o tema Acesso a Tratamento e Justiça Social, o XXIX CBP será realizado entre 2 e 5 de novembro, na capital fluminense, no Riocentro Exhibition & Convention Center. Pesquisa, aprendizado e prática são as palavras escolhidas pelo coletânea com alguns dos melhores artigos publicados no jornal oficial da Associação em sua história. O Risco [publicação oficial da Associação] é hoje traço indelével da história da Psiquiatria Mineira nos últimos 20 anos, afirma Gilda Paoliello, coordenadora da Comispresidente da ABP, Antônio Geraldo da Silva, para definir o evento. No entanto, a próxima edição promete ser marcada por inovações em diversos setores. O cuidado com alguns detalhes já podem ser vistos. A organização do CBP definiu que o horário de início e fim do evento serão mais cômodo, para não coincidir com o trânsito da cidade. Além disso, conseguiu, junto à administração pública, garantia de que a região receberá obras de melhoria na infraestrutura e acomodações próximas ao local do evento. Antônio Geraldo da Silva promete ainda um evento com uma programação científica mais voltada às necessidades diárias dos psiquiatras. É obrigação nossa oferecer avanços práticos para a população e contribuir para a promoção da justiça social. Por isso, estabelecemos uma grade de atividades voltada 80% à clínica e 20% ao campo da pesquisa. Assim, os benefícios chegarão mais rapidamente aos pacientes e o CBP atenderá às expectativas de um número maior de psiquiatras. Ψ Não perca Inscrições abertas As inscrições para o XXIX CBP foram abertas em dezembro e surpreenderam a organização do evento pelo grande número de inscritos. Para aqueles que efetuarem a inscrição ainda em dezembro, o valor poderá ser parcelado em até 10 vezes. Além de descontos e outros benefícios, o primeiro inscrito e os de número 100, 200, 300, 500, 600, 700, 800, 900 e 1000 ganharão inscrição gratuita em um dos cursos do Congresso. Todas as informações estão disponíveis no site Ψ agenda XII Simpósio sobre Transtornos Bipolares Realização: Societat Catalana de Psiquiatria i Salut Mental Data: 28/01/2011 Local: Barcelona - Espanha 24 Ciclo de Avanços em Clínica Psiquiátrica Realização: Associação de Psiquiatria do Rio Grande do Sul Data: 15 e 16/04/2011 Local: Porto Alegre - RS VIII Jornada Celpcyro - I Simpósio Brasileiro sobre Comorbidades Psiquiátricas Realização: Celpcyro Data: 06 e 07/05/2011 Local: Porto Alegre - RS X Jornada Gaúcha de Psiquiatria Realização: Associação de Psiquiatria do Rio Grande do Sul Data: 18 a 22/08/2011 Local: Porto Alegre - RS

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