Assim como fora extirpado o cerrado, também foram os festejos, as comemorações tradicionais do lugar e também os geralistas.

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Assim como fora extirpado o cerrado, também foram os festejos, as comemorações tradicionais do lugar e também os geralistas."

Transcrição

1 9 INTRODUÇÃO Este trabalho que ora inicia, é fruto da indagação de um adolescente, sobre acontecimentos no meio ambiente físico, econômico e social, no Município de Quartel GeralMG. Esses acontecimentos foram observados em razão da repentina e drástica degradação de uma parcela do cerrado no Centro-Oeste Mineiro, localizado no Alto São Francisco, sem perspectiva de retorno da antiga paisagem existente. Nota-se na paisagem urbana que a sua fase mais bela e enfeitada ocorre no mês de dezembro, em razão da comemoração das festas de final de ano, sendo a mais pomposa a festa do natal, por meio dos enfeites coloridos, embelezando as vitrines dos estabelecimentos comerciais. A zona rural também possui sua época mais bela, a qual acontece no mês de setembro, início da primavera, momento em que a natureza se transforma. Nesta época há uma renovação de suas cores, por meio do nascimento de novas folhas e flores. A fauna não diferentemente também possui seus momentos de euforia, época em que acontece a maioria dos acasalamentos dos animais, a busca pela alimentação, migração, etc. Mas esta paisagem acima descrita, infelizmente foi bastante reduzida. Onde se via uma curva de estrada, uma porteira de divisa das diversas propriedades, ou um velho pé de jatobá, ou de pequi, uma sede da propriedade rural, um capão de mato, identificadores de caminhos e lugares, foram extirpados, por máquinas. Estas trabalhavam diuturnamente, destruindo todos esses pontos referenciais, e juntamente com eles todo o glamur da natureza. Durante os passeios campais via-se famílias inteiras deslocando pelas gerais para assistirem a um jogo de futebol, a um terço, ouvir folias; enfim, a festejos, comemorações tradicionais do lugar ou se deslocando para os afazeres nos campos.

2 10 Assim como fora extirpado o cerrado, também foram os festejos, as comemorações tradicionais do lugar e também os geralistas. E é neste contexto que a questão do meio ambiente vem sendo cada vez mais discutida nos últimos anos. Mudanças de consciência e comportamento vêm tornando-se necessários, no sentido de preservá-lo, ou seja, encontrar maneiras que possibilitem o crescimento econômico sem prejudicar gerações futuras. Na década de 1970 principalmente na Europa, vários pesquisadores notaram também, mudanças expressivas no meio ambiente físico e sócio-econômico, pois, para a maioria dos países daquela época, o crescimento econômico esteve ligado à exploração dos recursos naturais de forma indiscriminada. Naquele momento não havia preocupação com a degradação do meio ambiente, assim reza a doutrina neoclássica1 com suas proposições básicas: individualismo metodológico, racionalidade econômica, concorrência, etc. Coadunando com a mesma linha de pensamento está também a teoria da regulação fordista/fossilista que tem como premissa a idéia da inesgotabilidade dos recursos naturais (DICIONÁRIO DO PENSAMENTO SOCIAL DO SÉCULO XX, 1996, p ). Em contraposição a esse pensamento de que o aumento da poluição e esgotamento dos recursos naturais são conseqüências imprescindíveis ao crescimento, surge a concepção do desenvolvimento sustentável; de acordo com a Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável (FBDS), criada em 1992, para implementar as convenções e tratados aprovados na ECO 92 e definido no Relatório Nosso Futuro Comum da Brundtand Commission (Comissão Mundial para Meio Ambiente e Desenvolvimento). Entende-se como o desenvolvimento sustentável o processo de transformação no qual a exploração dos recursos naturais, a direção dos investimentos, a orientação do desenvolvimento tecnológico e a mudança institucional se harmonizam e reforçam o potencial presente e futuro, a fim de atender às necessidades e aspirações humanas <http://www.fbds.org.br>. Acesso em: 09 mar Este é o grande desafio enfrentado pela sociedade, ou seja, o homem (como recurso e sujeito) sendo também alvo do desenvolvimento, isto é, a importância de se contabilizar o meio ambiente o qual pode trazer benefícios tanto às empresas quanto à sociedade como interessadas 1 Entende-se por teoria neoclássica a lógica que prioriza o mercado em detrimento do social (DICIONÁRIO DO PENSAMENTO SOCIAL DO SÉCULO XX) 1996: p

3 11 na proteção ambiental, para isto é necessário que as empresas realizem o retro-investimento nas áreas de saúde educação/cultura e lazer. O processo de deteriorização e degradação ambiental pode aniquilar a existência tanto das empresas produtoras de eucalipto bem como do meio ambiente; e é nessa perspectiva que surge a responsabilidade social2 dos empreendedores florestais; com isto viabilizar a aplicabilidade do desenvolvimento sustentável. Cabe ressaltar que a silvicultura no Brasil ocupa uma área (principalmente o cerrado) aproximada de cinco milhões de hectares, o equivalente a 0,6% do território nacional (Associação Mineira de Silvicultura, 2004 p. 5). Esta área sofreu expansão com maior velocidade durante o período de 1968 a 1980, visando fornecer carvão vegetal para a siderurgia (ASSOCIAÇÃO MINEIRA DE SILVICULTURA, 2004, p. 05, ZHOURI: LASCHEFSKI e PEREIRA, 2005, p. 260 e BOLETIM PAULISTA DE GEOGRAFIA, 2001, p. 09). Há na literatura muitos estudos sobre o impacto no meio ambiente físico, e biológico pela plantação generalizada do eucalipto. Pesquisas realizadas no setor de produção de eucalipto, como as de Cláudio Guerra (1995) (na região Bacia do rio Piracicaba Sudeste de Minas Gerais), Gontijo (2001) e Klemens Lascheski (2005) (na região Norte de Minas Gerais), Baggio (2002) (na região Noroeste de Minas Gerais) e outros mais, já demonstraram que o plantio generalizado de eucalipto traz para a população local impacto físico ambiental além dos impactos socioeconômicos. O Município de Quartel Geral-MG, situado no Centro-Oeste do Estado (Alto São Francisco), evidencia também este problema, a polêmica da produção de eucalipto pela Companhia Siderúrgica Belgo-Mineira a partir do ano de 1977, a qual continua seu empreendimento no Município até os dias atuais. 2 Entende-se como responsabilidade social o ato ou exercício da cidadania que o meio empresarial se compromete com a geração de riqueza social <http://www.fiemg.com.br>. Acesso em: 26 abr.2006.

4 12 FIGURA 01: Mapa de Minas Gerais com a localizção do Município de Quartel Geral-MG e Municípios de seu entorno, limitando à esquerda (Oeste) com o rio Indaiá e à direita (Leste) com o rio São Francisco. Fonte: Atlas de Desenvolvimento Humano no Brasil p. 01. e Plano Decenal de Educação Municipal de Quartel Geral-MG, 2006.p.31. Analisando a teoria neoclássica, a qual é enfática ao colocar o crescimento econômico em detrimento do desenvolvimento social, e por outro lado vários pesquisadores apontarem que há a necessidade de que seja implantado um desenvolvimento sustentável nas áreas de reflorestamento (seja para amenizar ou evitar os impactos socio-econômicos), parte-se então da seguinte indagação. Quartel Geral possuindo uma vasta plantação de eucalipto em seu Município, em analogia: será que ele possui problemas semelhantes como os já constatados em outras regiões ou localidades? Tendo em vista a necessidade de verificar os impactos sócio-econômicos causados pela produção de eucalipto no Município de Quartel Geral-MG, e quase nada foi pesquisado, muito se tem a estudar sobre o tema, encontrando problemas e propondo sugestões e possíveis soluções. Dessa forma, propõe-se a realização dessa pesquisa, que abordará o tema de maneira

5 13 geral, servindo de base para pesquisas mais avançadas. Justifica-se ainda a realização da pesquisa, uma vez que esta possui relevância social, ao verificar se houve perda de identidade social dos moradores de Quartel Geral-MG. O meio ambiente físico é um recurso significativo para muitas empresas, e ele tem de ser administrado eficientemente para o benefício da empresa e sociedade. Nesse sentido, a presente pesquisa busca analisar os impactos sócio-econômicos do Município de Quartel GeralMG, com fundamentos na seguinte pergunta orientadora: - Quais foram os principais impactos sócio-econômicos causados pela plantação de eucaliptos no Município de Quartel Geral/MG, no período de 1977 a 2.006? Para uma melhor compreensão deste processo, objetiva-se definir o que são impactos sócio-econômicos para delimitar o trabalho; obter um diagnóstico sócio-econômico anterior à plantação do eucalipto no Município e um outro atual, para que possa ser feito um paralelo entre ambos, com a finalidade de detectar se houve impacto sócio-econômico e seus reflexos na comunidade quartelense. Objetiva-se também verificar se houve responsabilidade social dos produtores florestais, por meio de depoimentos e observação própria, conforme proposto na metodologia. Diante do exposto, faz-se necessário à adoção de procedimentos metodológicos para a concretização deste trabalho, tais como: pesquisas bibliográficas e consultas a material especializado sobre os impactos sócio-econômico, constituído principalmente de fontes secundárias: livros, artigos, periódicos, fontes iconográficas e por meio de alguns materiais disponibilizados na Internet; levantamento de dados em fontes primárias de campo: nas empresas Companhia Agrícola Florestal (CAF)3, Companhia Siderúrgica Belgo Mineira, arquivos da Prefeitura Municipal de Quartel Geral-MG, no Cartório de Registro de Imóveis e de Pessoas Naturais do Município, por meio de depoimentos de pessoas do meio rural e urbano, visitas a domicílios vizinhos da silvicultura e observações diretas. 3 Subsidiária da Companhia Siderúrgica Belgo Mineira.

6 14 Dessa maneira, a pesquisa procurou abordar as principais questões relacionada a esse assunto (econômica e social), a fim de que o leitor possa ter idéia das vantagens e desvantagens da produção de eucalipto para a população local. A pesquisa teórica teve a finalidade de colocar-se como um eixo de partida e ajudar a compreender melhor a temática. Os depoimentos darão uma idéia de como está sendo abordado o assunto pela empresa responsável pela silvicultura, e qual é a opinião pessoal de alguns moradores do Município. Para a realização do estudo, utilizaram-se métodos e técnicas qualitativa e estatísticas, e dados obtidos nas pesquisas na fonte direta para coleta destes. Foram descritas com exatidão uma série de informações sobre os impactos sócio-econômicos do Município de Quartel Geral/MG.

7 15 CAPÍTULO I SIDERURGIA4 E A VISÃO SOBRE O EUCALIPTO: IMPACTOS SÓCIO- ECONÔMICOS E AMBIENTAIS 1.1 O LIMIAR DA INDÚSTRIA SIDERÚRGICA EM MINAS GERAIS Não há como iniciar uma discussão sobre o processo de surgimento das siderurgias e das empresas produtoras de eucalipto no Brasil, sem antes nos apoderarmos do conhecimento e das condições que levaram e envolveram a instalação das primeiras siderúrgicas, bem como a entrada da cultura do eucalipto em nosso país e a relação de ambos. As aparições dos produtos5 siderúrgicos no Brasil e especificamente em Minas Gerais estão intrinsecamente ligados com a febre do ouro e do diamante no Sudeste brasileiro, com maior intensidade nas minas6. Estes produtos importados da Europa foram tomando maior vulto e circulação conforme aumentam a expectativa e extração do ouro e pedras preciosas, pois, estas ferramentas eram de suma importância na mineração (BAETA, 1973, p ). Observa-se que a produção, circulação e mercado no Brasil Colônia, tinham como centro a mineração7 onde os meios eram na sua quase totalidade voltados para esse fim. Já a agricultura8 não cobrava para a sua existência insumos como cobrava a atividade mineradora, ou seja, ainda não havia uma pressão da agricultura sobre estes utensílios agrários, pois, esta atividade era pontual e isolada (BAETA, 1973, p. 75). 4 O primeiro contato do homem com o ferro foi por meio da queda de meteoritos, que continham, além do ferro, cerca de 05 a 26% de níquel. A origem da palavra siderurgia vem do latim sidus, que significa estrela (JACOMINO et al, 2002, p. 23). 5 Picaretas, alviões, machados, pás, alavancas, cunhas, cravos, ferraduras, pinos, etc., os quais custavam três vezes mais caros do que em São Paulo e Rio de Janeiro. 6 Minas aqui entende-se como minas de produção de ouro e pedras preciosas, e que mais tarde vieram a legitimar o nome dado ao Estado (Minas Gerais). 7 A mineração atinge seu clímax em 1720, e a partir de 1750 inicia-se o seu declínio. In: ROCHA POMBO Cultura do algodão, fumo, café e grãos em geral.

8 16 O sobrepreço dos utensílios utilizados na mineração prejudicava a atividade exploratória pelos pequenos mineradores (atingindo também os médios), pela dificuldade em obter tais insumos9. Outro óbice da mineração era o locus dos trabalhos realizados pelos mineradores; uma vez que tais ferramentas tinham que alcançar este longínquo sertão localizado no fundo10 do continente, aumentando assim a dificuldade de abordagem deste paradeiro. Estes fatores acima elencados, formaram condições para o declínio da extração do ouro e diamante em Minas Gerais. No entanto, neste período da mineração, as autoridades já possuíam o conhecimento da existência e abundância do minério de ferro em Minas Gerais; este mineral, ainda não havia sido processado nas forjas11 por falta de conhecimento técnico por parte dos moradores no Brasil Colônia e por ser uma atividade de alto custo. A primeira manifestação que encontramos favorável ao aproveitamento do ferro em Minas remonta a De fato, o Ouvidor-Mor de Sabará, José Lobo Peçanha, instado a dar parecer sobre a instalação de uma forja no Arraial de Nossa Senhora do Paraopeba[...] (BAETA, 1973, p. 55). Evidencia-se que a extração do ouro e do diamante é que realmente impulsionou o restante do comércio em grande parte do Território Colonial, e que a elite e investidores daquela época, já estavam interessados na mercadoria e no mercado proeminente em Minas Gerais, fazendo gerências com o intuito de instalar uma indústria siderúrgica, junto às minas; o que não demorou acontecer. Depois que o príncipe-regente recomenda a indústria siderúrgica em 1795, e determinou os estudos para a revisão dos impostos cobrados à entrada na Capitania dos produtos estrangeiros, estava assentado o marco inicial do amparo que os poderes públicos iriam assegurar à indústria nascente (BAETA, 1973, p. 59). É inegável que a escassez dos produtos derivados do ferro pelo sobrepreço, aliada à dificuldade de mineração, uma vez que as minas deixaram de ser exploradas a céu aberto e iniciou-se a exploração em galerias e trincheiras, aumentando assim o número de ferramentas sofisticadas para executar tal empreendimento levou as autoridades a instalar em Minas Gerais as 9 Estes produtos (ferramentas para extração de ouro e diamante) eram produzidos na Europa e exportados para o Brasil, mantendo assim uma dependência do mercado externo. 10 A palavra fundo está representando a parte mais interior do continente (para dentro), em relação ao litoral, termo usado por CORREA (1948). 11 Oficina onde se funde o ferro. In DICIONÁRIO ESCOLAR DA LÍNGUA PORTUQUESA, 1980, p. 501.

9 17 primeiras forjas de ferro12. O local da instalação das forjas não foi uma mera opção, tudo indica que foi pela imposição da localização da matéria prima13, mercado consumidor e mão de obra; elementos necessários para a produção do ferro e seus derivados. Segundo GONTIJO (1971) As siderúrgicas mineiras tiveram como forte incentivo para a sua expansão e crescimento: a abundância de matéria-prima, o apoio do governo e a grande quantidade disponível de lenha que serviria como fonte energética (GONTIJO, 1971, p. 59) A INDÚSTRIA SIDERÚRGICA EM MINAS GERAIS Minas é um coração de ouro em peito de ferro Henry Gorceix 12 Em 1815, ficou pronta a usina do Morro do Pilar, em Minas Gerais, o primeiro estabelecimento do País a fundir ferro em alto-forno, custeada pelo Governo Imperial (BAETA, 1973, p ). E (JACOMINO, 2002, p. 28). 13 A fabricação do ferro dá-se em razão do afloramento do minério de ferro, a existência de quedas d água e de reservas de matas nativas (BAETA, 1973, p. 177).

10 18 FIGURA 02: Localização das indústrias de ferro gusa em Minas Gerais. Fonte: JACOMINO et al, 2002, p. 38. No início da década de 1920 a Companhia Siderúrgica Mineira 14 uniu seu capital com um grupo da Alemanha15, e a partir dessa sociedade surgiu a Companhia Siderúrgica BelgoMineira16. Essa Companhia participou ativamente na construção da cidade de João MonlevadeMG, e de outros núcleos urbanos nas adjacências, em razão da atividade siderúrgica, na produção de matéria prima para a construção civil e ligas especiais de aço. Já na década de , a Companhia Siderúrgica Belgo-Mineira era responsável por aproximadamente 50% do aço 14 Entre os anos de 1917 e 1930 foram de avanços e surtos para a siderurgia brasileira; o mais importante foi a criação da Companhia Siderúrgica Mineira, a qual foi criada em 21 de janeiro de 1917 na cidade de Sabará-MG (http://www.arcelor.com.br.acesso em: 02 abr.2006 ). 15 Associação entre o consórcio industrial belgo-luxemburquês ARBEd-Aciéres Réunies de Bubach-Eich-Dudelange e a Companhia Siderúrgica Mineira(http:www.fiemg.com.br, acesso em 14 de abril de 2006) e (JACOMINO, 2002, p. 20). 16 A Companhia Siderúrgica Belgo-Mineira foi a pioneira na implantação do reflorestamento na região. 17 Época do lançamento da primeira experiência brasileira de montagem de cidade industrial, na cidade de Contagem-MG (DINIZ, 1981, p ).

11 19 produzido no país. Nota-se seu engajamento direto e indiretamente na 2ª Guerra Mundial na inédita fabricação de insumos para a ferrovia brasileira, para as potências bélicas 18 e para o Exército Brasileiro. Disponível em <http://www.arcelor.com.br>.acesso em: 02 abr.2006 e (DINIZ, 1981, p ). Nos anos de 1950 a indústria brasileira da siderurgia aumentou sua produção em razão de dois fatores: energia e transporte19, a construção da nova capital e o crescente mercado automobilístico. Acompanhado a lógica da oferta e da demanda, as siderurgias procuraram expandir suas produções com a finalidade de atender um mercado interno em expansão. Por ocasião do Programa de Metas, mais uma vez as indústrias em apreço puderam crescer com seu mercado assegurado, pois a expansão dos setores de ponta da economia, sustentados no Estado e no capital estrangeiro, gerando empregos e incentivando a urbanização, propiciavam a expansão da demanda de bens não duráveis de consumo (DINIZ, 1981, p. 130). A partir da produção e do consumo em série (mercado interno), as siderurgias viramse forçadas a aumentar suas fontes de energia. Para isto iniciaram uma expansão significativa na plantação de florestas plantadas, com o objetivo de manter o impulso do progresso ora iniciado. A utilização da madeira do eucalipto no fabrico do carvão veio substituir outras fontes de energia, inclusive o carvão mineral. Hoje a energia principal utilizada pelas siderurgias é a do carvão vegetal, pois, ela é 87% economicamente viável do que a de combustíveis fósseis (LIMA, 1996, p ). Naquela época, primeiros anos da década de 1970, a indústria siderúrgica de Minas Gerais compreendia, além da Usiminas (única que utilizava o carvão mineral). A Cia. Belgo Mineira, a Mannesmann, a Acessita e pequenas indústrias de ferro-gusa instaladas nos Municípios de Barão de Cocais, Sete Lagoas e Divinópolis. O carvão vegetal era a principal fonte energética de todas elas (MELLO, 2001, p. 103). O Brasil atualmente ocupa o primeiro lugar no ranking mundial com áreas de silvicultura em eucalipto; isto se deu em razão dos seguintes fatores: a) da apropriação alternativa de energia pela madeira; b) pela legislação ambiental permissiva e 18 Estados Unidos e Inglaterra, daí decorrendo os chamados acordos de Wasghinton e a conseqüente criação da Companhia do Vale do Rio Doce. 19 Política desenvolvida pelo Governo Juscelino Kubitschek, o qual concentrou seu apoio a Centrais Energéticas de Minas Gerais (CEMIG) e ao Departamento de Estrada e Rodagem (DER) (DINIZ, 1981, p. 150).

12 20 c) de incentivos fiscais e subsídios. Este último fator teve início na década de 1960 com o apoio do Governo Federal. Na década de 1970 as empresas da região Sudeste viveram uma situação atípica, pois, poderiam deduzir 17,5% de seu imposto de renda em programas de reflorestamento (GUERRA, 1995, p e LIMA, 1996, p. 39). É de bom alvitre que se faça considerações a respeito da utilização, tão generalizada no período dos anos sessenta a oitenta, do eufemismo reflorestamento. A legislação brasileira não distingue o reflorestamento da silvicultura. Ou seja, para a lei brasileira não faz distinção entre plantar Eucalyptus (ou Pinus) para a obtenção da madeira, e entre tentar, por meio de um estudo rigoroso, selecionar e plantar espécies da flora nativa no desejo de reconstituir a cobertura vegetal original de uma região qualquer em toda a sua diversidade (GONTIJO, 1971, p. 64). A posição geográfica20 privilegiada do Estado de Minas Gerais no território nacional, o quadrilátero ferrífero contido neste e os incentivos fiscais para impulsionar as plantações de eucalipto, motivaram sobremaneira a instalação das indústrias guseiras neste Estado (ver figura 2), o qual vive hoje o boom do eucalipto. Aqui cabe lembrar que o elemento facilitador de todo esse avanço do reflorestamento com eucaliptos foi a devastação das matas nativas no Estado de Minas Gerais. Dados do Serviço de Estatística do Ministério da Agricultura mostram que o Estado de Minas Gerais, em 1947, produzia 40% do carvão vegetal do país. Em 1957, a produção mineira atingiu 50% do total brasileiro, subiu para 67% em 1962 e chegou aos 80% em 1990 (GUERRA, 1995: 43, apud ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE CARVÃO VEGETAL). TABELA Elemento facilitador para a boa penetração para o interior do país. Passagem obrigatória para Goiás e Brasília, via BR 050/040, próxima aos maiores mercados do país, Rio de Janeiro e São Paulo, além de possuir facilidade em escoar também sua produção para a região litorânea, por meio da malha rodo-ferroviária (DINIZ, 1981, p. 150).

13 21 EXPANSÃO DA ÁREA PLANTADA COM EUCALIPTO E PINUS NO BRASIL 1966 a 1990 Ano Área reflorestada no Brasil (ha) eucaliptos + pinus Fontes: FAO (1981); ABRACAVE (1991); SALOMÃO (1993), (apud GUERRA, 1995 p. 13) TABELA 02 EXPANSÃO DA ÁREA PLANTADA COM EUCALIPTO EM MINAS GERAIS 1997 a 2004 Ano Área reflorestada em Minas (x 1000 ha) eucaliptos 24,3 31,8 32, Fonte: Por dentro do eucalipto (CELULOSE NIPO-BRASILEIRA - Cenibra) Apud Encontro Rural, 2004 p. 15) Por meio das tabelas 1 e 2 pode-se verificar que a área florestada pelas culturas de eucalipto e pinus cresceu significamente, principalmente no caso de Minas Gerais do ano de 1997 até O setor econômico mostra a sua capacidade de expansão de lucros e concentração de terras. Por outro lado, tal empreendimento indica que houve impacto ambiental e sócioeconômico nestas regiões de silvicultura. Quando se fala em reflorestamento, junto a esta atividade arrasta uma infinidade de outras subatividades, tais como: desmatamento, preparo do solo para o plantio, plantação, colheita, transporte, etc., até chegar ao produto final, que é a madeira pronta para ser beneficiada. E é neste contexto que surgem as empresas produtoras de madeiras21 para realizar tais tarefas e com elas os impactos ambientais e sócio-econômicos. Os produtos oriundos da madeira podem 21 Algumas enquadram como subsidiária de outras grandes empresas ou grupos.

14 22 ser os madeirados como: lenha, carvão vegetal, madeira bruta, celulose e madeiras processadas; e os não madeirados: ceras, óleos, aromáticos, medicinais, etc. No caso da Companhia Siderúrgica Belgo-Mineira para atender a demanda de carvão, esta inicia a expansão da cultura de eucalipto, principalmente em Minas Gerais 22, visando atender seus clientes e dar continuidade na produção de produtos derivados do gusa. A expansão dessa cultura é feita por meio da criação de Companhias subsidiárias para manter a impulsão dos negócios e atender as atividades de reflorestamento e de carvoejamento. Disponível em <http://www.arcelor.com.br>.acesso em: 02 abr Obedecendo a ordem da economia, as empresas responsáveis pela produção de madeiras de eucalipto, partiram para a lide de expandirem a área coberta de eucalipto, mais precisamente nas adjacências dos pólos guseiros, objetivando atender o chamamento da crescente demanda. Em Minas Gerais a demanda pelo carvão é mais agravada do que os outros estados, pela razão do parque industrial ser formado em grande parte por siderúrgicas e produtores de gusa. O Estado consome 80% do carvão vegetal do país23. (REVISTA ENCONTRO RURAL, p.13) O EUCALIPTO O nome eucalipto24 vem do grego EU (BEM) e KALIPTO (cobrir), dada a estrutura globular arredondada de seu fruto, o qual tem a característica de ser bem protegido. É uma planta 22 A partir da década de 1930 registrou-se um grande aumento na produção siderúrgica nacional com a inauguração da usina de Monlevade. 23 O Brasil consome 400 mil hectares de florestas plantadas por ano. 24 É uma árvore de crescimento vertical tem copas enormes e que crescem em três direções, podendo atingir até 50 metros de altura. Possui o tronco sem galhos na parte inferior, trazendo assim vantagens no crescimento e no beneficiamento da madeira.

15 23 exótica25 originária da Austrália, onde existem mais de 600 espécies cobrindo uma área de quase 90% da área de vegetação do país. Esta planta encontrou em nosso país as condições ideais para o crescimento, a qual foi introduzida no Brasil no fim do século XIX, primeiramente visando a produção de energia26 para abastecer as locomotivas a vapor, além do fabrico de dormentes para ferrovias e mais tarde para o emprego de postes para eletrificação das linhas de comunicação e eletrificação (GUERRA, 1995: 17 e LIMA, 1996, p. 11). A partir do início do século XX, o eucalipto teve seu plantio intensificado no Brasil. As siderúrgicas mineiras começaram a utilizar a madeira desta cultura, transformando-a em carvão vegetal utilizado também no processo de fabricação de ferro-gusa27. A partir daí, novas aplicações foram desenvolvidas. Hoje encontra-se muito disseminado desde o nível do mar até metros de altitude, em solos extremamente pobres, em solos ricos, secos e alagados, que vai desde 7º Norte até 43º 39 S (LIMA, 1996, p ). Na década de 1980 o eucalipto ocupou posição de destaque pelos motivos anteriormente citados; neste momento o Brasil além de produzir uma grande quantidade de madeira para fins energéticos (siderurgia), ocupou também a liderança na produção e exportação de celulose. Com isso o eucalipto foi rotulado como padrão para produção de matéria-prima florestal, por ser considerado de alto rendimento e de rápido crescimento para aplicação em seus diferentes usos. Atualmente, do eucalipto, tudo se aproveita. Das folhas, extraem-se óleos essenciais empregados em produtos de limpeza e alimentícios, em perfumes e remédios. A casca oferece tanino, usado no curtimento do couro. O tronco fornece madeira para sarrafos, ripas, vigas, postes etc. Sua fibra é utilizada como matéria-prima para a fabricação de papel e celulose (LIMA, 1996, p ) A MONOCULTURA DE EUCALIPTO VISTA COMO UMA PLANTA DO MAL 25 Espécie que foi estabelecida pela primeira vez em um local situado a distâncias significativas de sua região de ocorrência natural (LIMA, 1996, p. 28). 26 Os primeiros plantios foram feitos em escala comercial e não em escala industrial (LIMA, 1996, p. 11). 27 Matéria prima semi-acabada utilizada principalmente na indústria de autopeças.

16 24 GRÁFICO 01 EXTRAÇÃO DE NITROGÊNIO (KG/HA) VÁRIAS CULTURAS 8 ANOS Nitrogênio Kg /ha Cana Milho Café Feijão Soja Eucalipto Culturas Fonte: Barros (1990) apud CAF Santa Bárbara Ltda. p. 17 e Departamento de Pesquisa de Solo UFV apud MELLO (2001, p. 139). Indubitavelmente que a maioria dos pesquisadores, cientistas e leigos, critiquem a eucaliptocultura, pois, a princípio é uma atividade a qual nega o adequado manejo, seja no tocan te à preservação do meio ambiente físico e social, nas regiões de operação desta silvicultura. Outro fator é que sua produção está intrinsecamente ligada ao capitalismo selvagem, ou seja, o social fica relegado sob o discurso de um crescimento econômico. Não merece a pena repetir mais o que é o eucalipto: é contra os seres vivos, é contra a terra, é contra a água, é contra tudo e todos. È difícil compreender como este povo do campo aceita sossegado e tranqüilo que lhe conspurquem as melhores terras aráveis com o infernal glóbulo que ameaça tornar-nos um deserto (FEIO, 1989, apud LIMA 1996, p.21). Não devemos esquecer que existem outras monoculturas extensas sendo introduzidas e manejadas em nosso país. Contudo, em Minas Gerais, por exemplo, não se fala com tanta veemência do café, da brachiária, soja, trigo, cana de açúcar, etc, como se fala do eucalipto,

17 25 sendo que todas são monoculturas em sua grande maioria produzidas em grande extensão. Por quê há essa discriminação com tal cultura? A destruição do cerrado28 inicia-se a partir dos anos de 1970, isto se deu por vários motivos, entre outros, os incentivos governamentais29. Parte do cerrado destruído fora ocupado pelas diversas monoculturas, e neste contexto o bioma cerrado perde sua referência sobre sua Flora e Fauna, ou seja, pouco resta deste sistema, a não ser a caracterização do solo anteriormente coberto pela dita vegetação. Este solo às vezes é apresentado na forma desnudo, exposto às intempéries da natureza em razão de certas particularidades da produção de madeira, no caso da silvicultura (ZHOURI; LASCHEFSKI e PEREIRA, 2005, p ). De acordo com (LIMA, 1996, p. 29) a eucaliptocultura não afeta somente o meio ambiente físico, ela atinge diretamente o social. Prova disso acontece quando realiza a conversão do uso de terras maquináveis ou não, usada na produção de subsistência para a produção de madeira de eucalipto. Tal procedimento reduz o número de pequenos e médios proprietários30, atingindo assim de forma direta e negativa as relações de produção de base familiar, as relações culturais e socioeconômicas, os saberes locais, etc; atinge também de forma indireta as populações vizinhas da monocultura. LIMA (1996) coadunando com a mesma linha de pesquisa de ZHOURI; LASCHEFSKI e PEREIRA, (2005) e outros mais, chegou a resultados semelhantes a destes últimos citados que o espaço ambiental quando apropriado na forma de latifúndios - dando a precedência ao capital em relação ao social - conduz a eclosão de conflitos ambientais e sociais. Estes conflitos surgem em virtude de não haver uma responsabilidade socio-ambiental por parte dos empreendedores. Portanto, tal procedimento legitima a capitalização da natureza. O conflito eclode quando o sentido e a utilização de um espaço ambiental por um determinado grupo ocorre em detrimento dos significados e usos que outros segmentos sociais possam fazer de seu território, para, com isso, assegurar a reprodução do seu modo de vida. Entendemos, pois, que projetos industriais homogeneizadores do espaço, 28 È uma formação herbáceo-lenhosa com árvores tortuosas e de pequeno porte, que cobre uma grande superfície do Brasil Central, ocupando aproximadamente 20% do território nacional; em Minas gerais, recobre mais da metade do Estado GOLFARI (1975, p. 16). 29 Programas de desenvolvimento agrícola e a modernização da agricultura ZHOURI; LASCHEFSKI e PEREIRA (2005, p. 195) e MELLO (2001, p. 115). 30 Segundo o censo agropecuário (1996) de Quartel Geral-MG, médio produtor é aquele que possui uma área de 20 a 50 ha.

18 26 tais como hidrelétricas, mineração, monoculturas de soja, eucalipto, cana-de-açúcar, entre outros, são geradores de injustiças ambientais, na medida em que, ao serem implementados, imputam riscos e danos às camadas mais vulneráveis da sociedade. Os conflitos daí decorrentes denunciam contradições, nas quais as vítimas das injustiças ambientais não só são excluídas do chamado desenvolvimento, mas assumem todo o ônus dele resultante ZHOURI; LASCHEFSKI e PEREIRA (2005 p. 18). Os pesquisadores (ZHOURI; LASCHEFSKI e PEREIRA, 2005, p ) citam que as plantações de eucalipto em substituição pelo cerrado trazem mudanças significativas nos balanços hídricos do solo e das águas superficiais (mesmo sem comprovação), além da redução da biodiversidade. Esta redução pode acontecer de forma direta pela extirpação da vegetação e de forma indireta, seja pela intoxicação de aves, mamíferos, peixes, etc pelo emprego de inseticida, até mesmo pela migração destes animais para outro habitat. A quantidade e a diversidade de espécies animais que podem ser encontrados num dado ecossistema florestal dependem do número de nichos disponíveis no habitat. Nesse sentido uma monocultura quer seja de eucalipto ou de qualquer espécie, é reconhecidamente menos capaz de suportar uma alta diversidade de fauna (LIMA, 1993, apud CAF SANTA BÁRBARA). Não há como negar que a monocultura do eucalipto em grande escala causa graves conflitos socio-ambientais, principalmente para os pequenos e médios produtores rurais, além de estimular o êxodo rural. No entanto, pesquisadores julgam que o uso das silviculturas seja uma das saídas para a redução do agravamento social, utilizando para isto a aplicabilidade da política do mercado do carbono 31, que também tem o papel do desenvolvimento sustentado, principalmente nos países do Terceiro Mundo A MONOCULTURA DE EUCALIPTO VISTA COMO UMA PLANTA DO BEM 31 Durante a Terceira conferência das Partes, Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças do Clima, em Quioto (COP-3), no Japão, em 1997, 36 países industrializados comprometeram-se a reduzir, até 2012, suas emissões de gases de efeito estufa em 5,2%, em relação aos níveis de Nesse contexto, foi criado o mercado de carbono, que permite a comercialização do direito de emitir certas quantidades de CO2 em troca de investimentos em projetos para implementar técnicas limpas de redução de tais emissões. O protocolo de Quioto entrou em vigor no dia 16 de Fevereiro de 2005 (ZHOURI; LASCHEFSKI; PEREIRA, 2005, p. 15).

19 27 O eucalipto não possui somente seu lado negro, esta cultura quando bem empregada pode ajudar a recuperar o meio ambiente físico e também o social. Esta cultura também pode ser usada em benefícios de forma direta e indireta, seja na descompressão sobre as florestas nativas (redução do uso de madeira das reservas naturais para o carvoejamento), na recuperação de áreas degradadas pela mineração, evitando a erosão e ou como quebra de ventos contra as construções civis, enfim, para diversos usos. A agrossilvicultura32 é mesmo vista como uma alternativa promissora para as propriedades rurais dos países do Terceiro Mundo. Pela integração da floresta com as culturas agrícolas e com a pecuária, ela oferece uma alternativa para enfrentar os problemas crônicos de baixa produtividade, de escassez de alimentos e de degradação ambiental generalizada (LIMA, 1996, p ). Um ponto a ser observado na expansão da monocultura de eucalipto foi a questão dos incentivos fiscais, os quais iniciados em 1965 pelo Programa Federal de Incentivos Fiscais, que findaram no ano de A partir deste ano os produtores florestais ficaram obrigados a custear seus reflorestamentos com recursos próprios, o que levou as empresas a recuarem um pouco sua expansão; em contrapartida houve um aumento na quantidade de carbono lançado na atmosfera. (LIMA, 1996, p. 30 e MELLO, 2001, p. 115). Isto leva a crer que a produção de eucalipto é um ponto positivo para o meio ambiente físico. ZHOURI; LASCHEFSKI e PEREIRA, (2005) também defendem o uso da monocultura de eucalipto, no que tange a sua participação no captura de carbono, tomando como base que o carbono é fixado na madeira durante seu crescimento, diminuindo assim o CO2 lançado na atmosfera. No entanto, citam a polêmica existente entre a produção e a conservação. É inegável que o uso do eucalipto em sistemas agroflorestais aplicando o manejo de forma correta, ou seja, sendo criterioso na escolha da espécie do eucalipto, combinando com o tipo de solo, com plantações em sistema não contínuo, tudo isso vem amenizar o problema econômico, social, cultural e do meio ambiente físico na região produtora da silvicultura. Em algumas regiões, as condições climáticas são tais que a única alternativa viável de cultivo agrícola depende de sua proteção contra a ação dos ventos. Nessas condições, o eucalipto pode contribuir em muito como quebra-vento, pela sua robustez e por sua alta taxa de crescimento. O eucalipto é ainda, de valor inquestionável para a produção de 32 Constituem o uso combinado da terra para fins florestais e de produção agrícola. O termo agrossilvicultura tem a mesma conotação de sistema agroflorestal.

20 28 lenha, assim como para funcionar como árvores de utilização múltipla em uma propriedade rural. Uma vez que o eucalipto não é, normalmente, comido pelos animais domésticos, as mudas e as plantas não necessitam de proteção, o que é também um aspecto favorável que visa à sua utilização em sistemas silvapastoris ou agrossilvapostoris (LIMA, 1996, p. 189). Quanto ao impacto ambiental a silvicultura pode contribuir sobremaneira de forma positiva para a proteção do solo e da conservação de nutrientes, quando plantada em condições não perturbadoras, ou seja, com um correto manejo florestal. O regime da água do solo e subterrânea sob uma plantação de eucalipto, não é diferente de qualquer outra cultura ou vegetação, além de comportar de igual maneira quanto da flutuação do nível freático. (LIMA, 1996, p. 210). Como espécie florestal de múltiplas utilizações, as espécies de eucalipto, finalmente, estão mostrando resultados positivos quanto a sua possível utilização em sistemas agroflorestais nos países tropicais. [...] A associação agrossilvicultural com algumas culturas agrícolas durante a fase inicial de crescimento das árvores, por outro lado, tem mostrado resultados economicamente promissores e de benefícios ecológicos mútuos (LIMA, 1996, p. 211). LIMA (1996, p ) é enfático em afirmar que a silvicultura recebe crítica generalizada sobre o eucalipto, no que tange o meio ambiente. No entanto, ele ressalta que existem reflorestamentos ambientalmente inadequados, mas por outro lado existe possibilidade de melhorias no setor produtivo. No que se refere ao consumo excessivo de água, a esterilização do solo e outras condenações mais, são críticas sem fundamentos, pois até a presente data não foi provado que o eucalipto consome mais água do que qualquer outra monocultura. (ver tabela 3). O fato é que, realmente,... o eucalipto é um consumidor da água do solo, mas, até hoje, não há provas científicas de que cause maiores problemas de falta de água numa determinada região, desde que tomados os devidos cuidados ambientais... Nesse sentido, o descuido de muitas culturas tradicionais, ou os pastos são, seguramente, muito mais danosos ao sistema hídrico que uma plantação cuidadosa de eucalipto. (apud ZHOURI; LASCHEFSKI; PEREIRA; p. 278). TABELA 03

Histórico. Os Incentivos Fiscais

Histórico. Os Incentivos Fiscais Histórico Há mais de século eram plantadas no Brasil as primeiras mudas de eucalipto, árvore originária da Austrália. Desde então se originou uma história de sucesso: nascia a silvicultura brasileira.

Leia mais

Atlas Digital de MINAS GERAIS 1 de 18

Atlas Digital de MINAS GERAIS 1 de 18 Atlas Digital de MINAS GERAIS 1 de 18 Características Agropecuárias A sociedade brasileira viveu no século XX uma transformação socioeconômica e cultural passando de uma sociedade agrária para uma sociedade

Leia mais

Roteiro de visita a campo

Roteiro de visita a campo Roteiro de visita a campo 4Fs Brasil - The Forest Dialogue (TFD) 11-14 Novembro 2012, Capão Bonito, Brasil Dia 1 Domingo, 11 de Novembro 8:00 Saída dos hotéis 8:30 Chegada ao IDEAS e informações sobre

Leia mais

Aula 14 Distribuição dos Ecossistemas Brasileiros Floresta Amazônica Mais exuberante região Norte e parte do Centro Oeste; Solo pobre em nutrientes; Cobertura densa ameniza o impacto da água da chuva;

Leia mais

Aprenda a produzir e preservar mais com a Série Produção com Preservação do Time Agro Brasil Entre no portal www.timeagrobrasil.com.

Aprenda a produzir e preservar mais com a Série Produção com Preservação do Time Agro Brasil Entre no portal www.timeagrobrasil.com. 1 Aprenda a produzir e preservar mais com a Série Produção com Preservação do Time Agro Brasil Entre no portal www.timeagrobrasil.com.br e baixe todas as cartilhas, ou retire no seu Sindicato Rural. E

Leia mais

O MATOPIBA e o desenvolvimento "destrutivista" do Cerrado

O MATOPIBA e o desenvolvimento destrutivista do Cerrado O MATOPIBA e o desenvolvimento "destrutivista" do Cerrado Paulo Rogerio Gonçalves* No dia seis de maio de 2015 o decreto n. 8447 cria o Plano de Desenvolvimento Agropecuário do Matopiba e seu comitê gestor.

Leia mais

Biomas Brasileiros. 1. Bioma Floresta Amazônica. 2. Bioma Caatinga. 3. Bioma Cerrado. 4. Bioma Mata Atlântica. 5. Bioma Pantanal Mato- Grossense

Biomas Brasileiros. 1. Bioma Floresta Amazônica. 2. Bioma Caatinga. 3. Bioma Cerrado. 4. Bioma Mata Atlântica. 5. Bioma Pantanal Mato- Grossense Biomas Brasileiros 1. Bioma Floresta Amazônica 2. Bioma Caatinga 3. Bioma Cerrado 4. Bioma Mata Atlântica 5. Bioma Pantanal Mato- Grossense 6. Bioma Pampas BIOMAS BRASILEIROS BIOMA FLORESTA AMAZÔNICA

Leia mais

Região Norte e Amazônia não são sinônimos

Região Norte e Amazônia não são sinônimos REGIÃO NORTE Região Norte e Amazônia não são sinônimos Não existe uma Amazônia, e, sim, várias. Amazônia Internacional: região natural coberta pela floresta Amazônica, que se estende por alguns países

Leia mais

Domínios Morfoclimáticos

Domínios Morfoclimáticos Domínios Morfoclimáticos Os domínios morfoclimáticos representam a interação e a integração do clima, relevo e vegetação que resultam na formação de uma paisagem passível de ser individualizada. Domínios

Leia mais

AULA 4 FLORESTAS. O desmatamento

AULA 4 FLORESTAS. O desmatamento AULA 4 FLORESTAS As florestas cobriam metade da superfície da Terra antes dos seres humanos começarem a plantar. Hoje, metade das florestas da época em que recebemos os visitantes do Planeta Uno não existem

Leia mais

CP/CAEM/2005 1ª AVALIAÇÃO FORMATIVA - 2005 FICHA AUXILIAR DE CORREÇÃO

CP/CAEM/2005 1ª AVALIAÇÃO FORMATIVA - 2005 FICHA AUXILIAR DE CORREÇÃO CP/CAEM/05 1ª AVALIAÇÃO FORMATIVA - 05 FICHA AUXILIAR DE CORREÇÃO GEOGRAFIA DO BRASIL 1ª QUESTÃO (Valor 6,0) Analisar os fatores fisiográficos do espaço territorial do Brasil, concluindo sobre a influência

Leia mais

Mudanças percebidas nos ecossistemas rurais do município de Bambuí/MG, face à implantação de uma usina alcooleira na região¹

Mudanças percebidas nos ecossistemas rurais do município de Bambuí/MG, face à implantação de uma usina alcooleira na região¹ IV Semana de Ciência e Tecnologia do IFMG campus Bambuí, IV Jornada Científica, 06 a 09 de dezembro de 2011 Mudanças percebidas nos ecossistemas rurais do município de Bambuí/MG, face à implantação de

Leia mais

Diagnóstico Ambiental Município de Apiacás MT

Diagnóstico Ambiental Município de Apiacás MT Diagnóstico Ambiental Município de Apiacás MT 2011 Diagnóstico Ambiental do Município de Apiacás MT Carolina de Oliveira Jordão Vinícius Freitas Silgueiro Leandro Ribeiro Teixeira Ricardo Abad Meireles

Leia mais

RESUMO DO PLANO DE MANEJO FLORESTAL

RESUMO DO PLANO DE MANEJO FLORESTAL RESUMO DO PLANO DE MANEJO FLORESTAL Introdução Este documento é um resumo dos programas e procedimentos da International Paper para a gestão do seu processo florestal, sendo revisado anualmente. I N T

Leia mais

Florestas Energéticas: realidade, visão estratégica e demanda de ações

Florestas Energéticas: realidade, visão estratégica e demanda de ações 4º Congresso Internacional de Bioenergia Florestas Energéticas: realidade, visão estratégica e demanda de ações Curitiba, 20 de agosto de 2009 Alexandre Uhlig, PhD. uhlig@uol.com.br Roteiro 2 Introdução

Leia mais

MEIO AMBIENTE E SUSTENTABILIDADE

MEIO AMBIENTE E SUSTENTABILIDADE MEIO AMBIENTE E SUSTENTABILIDADE Sustentabilidade significa permanecer vivo. Somos mais de 7 bilhões de habitantes e chegaremos a 9 bilhões em 2050, segundo a ONU. O ambiente tem limites e é preciso fazer

Leia mais

Especialização em Direito Ambiental. 3. As principais funções das matas ciliares são:

Especialização em Direito Ambiental. 3. As principais funções das matas ciliares são: Pedro da Cunha Barbosa. Especialização em Direito Ambiental. Área do conhecimento jurídico que estuda as relações entre o homem e a natureza, é um ramo do direito diferenciado em suas especificidades e,

Leia mais

O espaço rural brasileiro 7ºano PROF. FRANCO AUGUSTO

O espaço rural brasileiro 7ºano PROF. FRANCO AUGUSTO O espaço rural brasileiro 7ºano PROF. FRANCO AUGUSTO Agropecuária É o termo utilizado para designar as atividades da agricultura e da pecuária A agropecuária é uma das atividades mais antigas econômicas

Leia mais

Nos estúdios encontram-se um entrevistador (da rádio ou da televisão) e um representante do Ministério da Terra, Ambiente e Desenvolvimento Rural

Nos estúdios encontram-se um entrevistador (da rádio ou da televisão) e um representante do Ministério da Terra, Ambiente e Desenvolvimento Rural Guião de Programa de Rádio e Televisão Tema: Redução de Emissões de Desmatamento e Degradação Florestal (REDD+) Nos estúdios encontram-se um entrevistador (da rádio ou da televisão) e um representante

Leia mais

ambientes de topografia mais irregular são mais vulneráveis a qualquer tipo de interferência. Nestes, de acordo com Bastos e Freitas (2002), a

ambientes de topografia mais irregular são mais vulneráveis a qualquer tipo de interferência. Nestes, de acordo com Bastos e Freitas (2002), a 1. INTRODUÇÃO Muitas e intensas transformações ambientais são resultantes das relações entre o homem e o meio em que ele vive, as quais se desenvolvem num processo histórico. Como reflexos dos desequilíbrios

Leia mais

Complete com as principais características de cada bioma: MATA ATLÂNTICA

Complete com as principais características de cada bioma: MATA ATLÂNTICA Atividade de Ciências 5º ano Nome: ATIVIDADES DE ESTUDO Complete com as principais características de cada bioma: MATA ATLÂNTICA FLORESTA AMAZÔNICA FLORESTA ARAUCÁRIA MANGUEZAL PANTANAL CAATINGA CERRADO

Leia mais

TERCEIRÃO GEOGRAFIA FRNTE 8 A - aula 25. Profº André Tomasini

TERCEIRÃO GEOGRAFIA FRNTE 8 A - aula 25. Profº André Tomasini TERCEIRÃO GEOGRAFIA FRNTE 8 A - aula 25 Profº André Tomasini Localizado na Região Centro-Oeste. Campos inundados na estação das chuvas (verão) áreas de florestas equatorial e tropical. Nas áreas mais

Leia mais

Info-Guide On-line: Palmito Pupunha

Info-Guide On-line: Palmito Pupunha Info-Guide On-line: Palmito Pupunha Introdução Nas décadas de 40 e 50 o Estado de São Paulo foi um dos maiores produtores nacional de palmito juçara atingindo praticamente 50% da produção nacional. Atualmente

Leia mais

Jornal Brasileiro de Indústrias da Biomassa Biomassa Florestal no Estado de Goiás

Jornal Brasileiro de Indústrias da Biomassa Biomassa Florestal no Estado de Goiás Jornal Brasileiro de Indústrias da Biomassa Biomassa Florestal no Estado de Goiás O Estado de Goiás está situado na Região Centro-Oeste do Brasil e, segundo dados oficiais, ocupa área territorial de 340.111,783

Leia mais

Respostas das questões sobre as regiões do Brasil

Respostas das questões sobre as regiões do Brasil Respostas das questões sobre as regiões do Brasil Região Norte 1. Qual a diferença entre região Norte, Amazônia Legal e Amazônia Internacional? A região Norte é um conjunto de 7 estados e estes estados

Leia mais

Nosso Território: Ecossistemas

Nosso Território: Ecossistemas Nosso Território: Ecossistemas - O Brasil no Mundo - Divisão Territorial - Relevo e Clima - Fauna e Flora - Ecossistemas - Recursos Minerais Um ecossistema é um conjunto de regiões com características

Leia mais

Brasil e suas Organizações políticas e administrativas. Brasil Atual 27 unidades político-administrativas 26 estados e distrito federal

Brasil e suas Organizações políticas e administrativas. Brasil Atual 27 unidades político-administrativas 26 estados e distrito federal Brasil e suas Organizações políticas e administrativas GEOGRAFIA Em 1938 Getúlio Vargas almejando conhecer o território brasileiro e dados referentes a população deste país funda o IBGE ( Instituto Brasileiro

Leia mais

Biodiversidade em Minas Gerais

Biodiversidade em Minas Gerais Biodiversidade em Minas Gerais SEGUNDA EDIÇÃO ORGANIZADORES Gláucia Moreira Drummond Cássio Soares Martins Angelo Barbosa Monteiro Machado Fabiane Almeida Sebaio Yasmine Antonini Fundação Biodiversitas

Leia mais

CAPÍTULO 10 ENERGIAS RENOVÁVEIS FONTES ALTERNATIVAS

CAPÍTULO 10 ENERGIAS RENOVÁVEIS FONTES ALTERNATIVAS CAPÍTULO 10 ENERGIAS RENOVÁVEIS FONTES ALTERNATIVAS. O Sol, o vento, os mares...fontes naturais de energia que não agridem o meio ambiente. Será viável utilizá-las? A Energia renovável é aquela que é obtida

Leia mais

Águas Continentais do Brasil. Capítulo 11

Águas Continentais do Brasil. Capítulo 11 Águas Continentais do Brasil Capítulo 11 As reservas brasileiras de água doce O Brasil é um país privilegiado pois detém cerca de 12% da água doce disponível no planeta; Há diversos problemas que preocupam:

Leia mais

itabira diagnóstico e propostas

itabira diagnóstico e propostas itabira diagnóstico e propostas A CVRD foi constituída, em 1942, a partir de ativos minerários existentes, sobretudo as minas de Itabira. Cauê foi a maior mina de minério de ferro do Brasil As operações

Leia mais

O papel da APROSOJA na promoção da sustentabilidade na cadeia produtiva da soja brasileira

O papel da APROSOJA na promoção da sustentabilidade na cadeia produtiva da soja brasileira O papel da APROSOJA na promoção da sustentabilidade na cadeia produtiva da soja brasileira Clusters para exportação sustentável nas cadeias produtivas da carne bovina e soja Eng Agrônomo Lucas Galvan Diretor

Leia mais

Carta de Apresentação Documento Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura 11/06/15

Carta de Apresentação Documento Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura 11/06/15 Carta de Apresentação Documento Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura 11/06/15 Formada por associações empresariais, empresas, organizações da sociedade civil e indivíduos interessados na construção

Leia mais

EXPLORAÇÃO DO CERRADO BRASILEIRO

EXPLORAÇÃO DO CERRADO BRASILEIRO EXPLORAÇÃO DO CERRADO BRASILEIRO CARACTERIZAÇÃO DO CERRADO BRASILEIRO É o maior bioma brasileiro depois da Amazônia, com aproximadamente 2 milhões de km² e está concentrado na região Centro Oeste do Brasil;

Leia mais

TRATADO DAS FLORESTAS DEFINIÇÕES PARA EFEITO DESTE TRATADO

TRATADO DAS FLORESTAS DEFINIÇÕES PARA EFEITO DESTE TRATADO [16] TRATADO DAS FLORESTAS DEFINIÇÕES PARA EFEITO DESTE TRATADO Florestas Naturais são ecossistemas dominados por árvores ou arbustos, em forma original ou quase original, através de regeneração natural.

Leia mais

I.L.P.F. - Integração Lavoura, Pecuária & Floresta. André Luiz C. Rocha Engenheiro Florestal:

I.L.P.F. - Integração Lavoura, Pecuária & Floresta. André Luiz C. Rocha Engenheiro Florestal: Tema: I.L.P.F. - Integração Lavoura, Pecuária & Floresta SAF Sistema Agroflorestal PALESTRANTE André Luiz C. Rocha Engenheiro Florestal: Formado pela Universidade Federal de Viçosa no ano de 1985 Especialização

Leia mais

Jornal Canal da Bioenergia A energia das florestas Agosto de 2014 Ano 9 Nº 94

Jornal Canal da Bioenergia A energia das florestas Agosto de 2014 Ano 9 Nº 94 Jornal Canal da Bioenergia A energia das florestas Agosto de 2014 Ano 9 Nº 94 Apesar de pouco explorada, a biomassa florestal pode ser uma das alternativas para a diversificação da matriz energética Por

Leia mais

Plataforma Ambiental para o Brasil

Plataforma Ambiental para o Brasil Plataforma Ambiental para o Brasil A Plataforma Ambiental para o Brasil é uma iniciativa da Fundação SOS Mata Atlântica e traz os princípios básicos e alguns dos temas que deverão ser enfrentados na próxima

Leia mais

I - Energia - indústria de energia, indústria de manufatura, transportes, comércio, setor público, residências, agropecuária e emissões fugitivas;

I - Energia - indústria de energia, indústria de manufatura, transportes, comércio, setor público, residências, agropecuária e emissões fugitivas; Decreto Nº 43216 DE 30/09/2011 (Estadual - Rio de Janeiro) Data D.O.: 03/10/2011 Regulamenta a Lei nº 5.690, de 14 de abril de 2010, que dispõe sobre a Política Estadual sobre Mudança Global do Clima e

Leia mais

Cap. 26 De norte a sul, de leste a oeste: os biomas brasileiros. Sistema de Ensino CNEC Equipe de Biologia. Bioma

Cap. 26 De norte a sul, de leste a oeste: os biomas brasileiros. Sistema de Ensino CNEC Equipe de Biologia. Bioma Cap. 26 De norte a sul, de leste a oeste: os biomas brasileiros Sistema de Ensino CNEC Equipe de Biologia Bioma Conjunto de vida, vegetal e animal, constituído pelo agrupamento de tipos de vegetação, condições

Leia mais

Instituição executora do projeto: Centro de Pesquisas Ambientais do Nordeste (CEPAN) Coordenador Geral: Felipe Pimentel Lopes de Melo Coordenador

Instituição executora do projeto: Centro de Pesquisas Ambientais do Nordeste (CEPAN) Coordenador Geral: Felipe Pimentel Lopes de Melo Coordenador Instituição executora do projeto: Centro de Pesquisas Ambientais do Nordeste (CEPAN) Coordenador Geral: Felipe Pimentel Lopes de Melo Coordenador Técnico: Maria das Dores de V. C. Melo Coordenação Administrativa-Financeira:

Leia mais

Biomas Brasileiros I. Floresta Amazônica Caatinga Cerrado. Mata Atlântica Pantanal Campos Sulinos ou Pampas Gaúchos

Biomas Brasileiros I. Floresta Amazônica Caatinga Cerrado. Mata Atlântica Pantanal Campos Sulinos ou Pampas Gaúchos Biomas Brasileiros I Floresta Amazônica Caatinga Cerrado Mata Atlântica Pantanal Campos Sulinos ou Pampas Gaúchos Floresta Amazônica Localizada na região norte e parte das regiões centro-oeste e nordeste;

Leia mais

Paisagens Climatobotânicas do Brasil

Paisagens Climatobotânicas do Brasil Paisagens Climatobotânicas do Brasil 1. Observe a figura abaixo. Utilizando seus conhecimentos e as informações da figura, assinale a alternativa correta. a) A tundra constitui o bioma mais devastado do

Leia mais

NOSSA ASPIRAÇÃO JUNHO/2015. Visão Somos uma coalizão formada por associações

NOSSA ASPIRAÇÃO JUNHO/2015. Visão Somos uma coalizão formada por associações JUNHO/2015 NOSSA ASPIRAÇÃO Visão Somos uma coalizão formada por associações empresariais, empresas, organizações da sociedade civil e indivíduos interessados em contribuir para a promoção de uma nova economia

Leia mais

A EXTENSÃO, A FLORESTA E A SUSTENTABILIDADE DA PROPRIEDADE RURAL

A EXTENSÃO, A FLORESTA E A SUSTENTABILIDADE DA PROPRIEDADE RURAL A EXTENSÃO, A FLORESTA E A SUSTENTABILIDADE DA PROPRIEDADE RURAL A questão da PRODUÇÃO florestal madeireira nos Sistemas tradicionais de exploração de Propriedades Rurais Paranaenses. Importância: crescente

Leia mais

B I O G E O G R A F I A

B I O G E O G R A F I A B I O G E O G R A F I A FLORESTA AMAZÔNICA 2011 Aula XII O bioma Amazônia representa aproximadamente 30% de todas as florestas tropicais remanescentes do mundo e nele se concentra a maioria das florestas

Leia mais

PROVA COMENTADA PELOS PROFESSORES DO CURSO POSITIVO

PROVA COMENTADA PELOS PROFESSORES DO CURSO POSITIVO PROFESSORES DO POSITIVO COMENTÁRIO DA PROVA DE Em Geografia mantendo a tradição a prova da 2ª fase da UFPR 2013 apresentou boa qualidade. Nota-se a preocupação dos elaboradores com a escolha e a abrangência

Leia mais

Tecnologia & Engenharia Desafio Prático. Temporada 2014. Tecnologia & Engenharia. Desafio Prático. Torneio Brasil de Robótica

Tecnologia & Engenharia Desafio Prático. Temporada 2014. Tecnologia & Engenharia. Desafio Prático. Torneio Brasil de Robótica Temporada 2014 Tecnologia & Engenharia Desafio Prático Tecnologia & Engenharia Desafio Prático 7 3 1 4 5 6 2 1. Agroenergia: Descrição: trata-se da fabricação e uso dos diversos tipos de biocombustíveis

Leia mais

Principais características geográficas do estado do Goiás

Principais características geográficas do estado do Goiás Principais características geográficas do estado do Goiás Laércio de Mello 1 Para iniciarmos o estudo sobre o estado de Goiás é importante primeiramente localizá-lo dentro do território brasileiro. Para

Leia mais

6 Exploração florestal ATENÇÃO!

6 Exploração florestal ATENÇÃO! 6 Exploração florestal 6.1 O que depende de autorização ambiental? Uso alternativo do solo Toda intervenção na cobertura vegetal nativa (ou seja, desmatamento com ou sem destoca, raleamento ou brocamento

Leia mais

URBANIZAÇÃO LUGAR É A BASE

URBANIZAÇÃO LUGAR É A BASE URBANIZAÇÃO LUGAR É A BASE. DA REPRODUÇÃO DA VIDA E PODE SER ANALISADO PELA TRÍADE HABITANTE- IDENTIDADE-LUGAR. OBJETIVOS ESPECÍFICOS A. Caracterizar o fenômeno da urbanização como maior intervenção humana

Leia mais

Bioma : CERRADO. Alessandro Mocelin Rodrigo Witaski Gabriel Kroeff Thiago Pereira

Bioma : CERRADO. Alessandro Mocelin Rodrigo Witaski Gabriel Kroeff Thiago Pereira Bioma : CERRADO Alessandro Mocelin Rodrigo Witaski Gabriel Kroeff Thiago Pereira Dados Geográficos - Segunda maior formação vegetal da América do Sul - Abrange os estados do Centro-Oeste(Goiás, Mato Grosso,

Leia mais

REGIÃO NORTE: MAIOR REGIÃO BRASILIERA EM EXTENSÃO. 45% do território nacional

REGIÃO NORTE: MAIOR REGIÃO BRASILIERA EM EXTENSÃO. 45% do território nacional REGIÃO NORTE REGIÃO NORTE: MAIOR REGIÃO BRASILIERA EM EXTENSÃO. 45% do território nacional GRANDE ÁREA COM PEQUENA POPULAÇÃO, O QUE RESULTA EM UMA BAIXA DENSIDADE DEMOGRÁFICA (habitantes por quilômetro

Leia mais

Recursos Hídricos GEOGRAFIA DAVI PAULINO

Recursos Hídricos GEOGRAFIA DAVI PAULINO Recursos Hídricos GEOGRAFIA DAVI PAULINO Bacia Hidrográfica Área drenada por um conjunto de rios que, juntos, formam uma rede hidrográfica, que se forma de acordo com elementos fundamentais como o clima

Leia mais

www.desmatamentozero.org.br Greenpeace/Daniel Beltra

www.desmatamentozero.org.br Greenpeace/Daniel Beltra Greenpeace/Daniel Beltra www.desmatamentozero.org.br Chega de desmatamento no Brasil As florestas são fundamentais para assegurar o equilíbrio do clima, a conservação da biodiversidade e o sustento de

Leia mais

Centro de Conhecimento em Biodiversidade Tropical - Ecotropical

Centro de Conhecimento em Biodiversidade Tropical - Ecotropical Centro de Conhecimento em Biodiversidade Tropical - Ecotropical Realização: Instituto Energias do Brasil Endereço: Rua Bandeira Paulista, 530 11º andar CEP: 04532-001 São Paulo São Paulo, Brasil. Responsável:

Leia mais

Climas e Formações Vegetais no Mundo. Capítulo 8

Climas e Formações Vegetais no Mundo. Capítulo 8 Climas e Formações Vegetais no Mundo Capítulo 8 Formações Vegetais Desenvolvem-se de acordo com o tipo de clima, relevo, e solo do local onde se situam.de todos estes, o clima é o que mais se destaca.

Leia mais

RESOLUÇÕES E RESPOSTAS

RESOLUÇÕES E RESPOSTAS GEOGRAFIA 1 GRUPO CV 10/2009 RESOLUÇÕES E RESPOSTAS QUESTÃO 1: a) Os gráficos destacam que conforme ocorreu o aumento da população na grande São Paulo aumentaram também o número de viagens da população

Leia mais

A Segurança Alimentar num país de 200 milhões de habitantes. Moisés Pinto Gomes Presidente do ICNA

A Segurança Alimentar num país de 200 milhões de habitantes. Moisés Pinto Gomes Presidente do ICNA A Segurança Alimentar num país de 200 milhões de habitantes Moisés Pinto Gomes Presidente do ICNA O uso da terra no Brasil Evolução das Áreas de Produção Milhões de hectares 1960 1975 1985 1995 2006 Var.

Leia mais

01- O que é tempo atmosférico? R.: 02- O que é clima? R.:

01- O que é tempo atmosférico? R.: 02- O que é clima? R.: PROFESSOR: EQUIPE DE GEOGRAFIA BANCO DE QUESTÕES - GEOGRAFIA - 6º ANO - ENSINO FUNDAMENTAL ============================================================================================= TEMPO ATMOSFÉRICO

Leia mais

Vegetação. Solo. Relevo. Clima. Hidrografia

Vegetação. Solo. Relevo. Clima. Hidrografia Vegetação Solo Relevo Clima Hidrografia VEGETAÇÃO E SOLOS HETEROGÊNEA CALOR E UMIDADE RÁPIDA DECOMPOSIÇÃO/FERTILIDADE. NUTRIENTES ORGÂNICOS E MINERAIS (SERRAPILHEIRA). EM GERAL OS SOLOS SÃO ÁCIDOS E INTEMPERIZADOS.

Leia mais

Planejando o Uso da Propriedade Rural I a reserva legal e as áreas de preservação permanente

Planejando o Uso da Propriedade Rural I a reserva legal e as áreas de preservação permanente Planejando o Uso da Propriedade Rural I a reserva legal e as áreas de preservação permanente Ricardo D. Gomes da Costa 1 Marcelo Araujo 2 A rápida destruição de ambientes naturais, juntamente com a redução

Leia mais

Impacto das Alterações do Código Florestal: Quais Políticas de Conservação no Pós Código?

Impacto das Alterações do Código Florestal: Quais Políticas de Conservação no Pós Código? Impacto das Alterações do Código Florestal: Quais Políticas de Conservação no Pós Código? Dr. Sergius Gandolfi IV Simpósio sobre RAD - Ibt 16/11/2011-14h- Capital (SP) Biólogo, Laboratório de Ecologia

Leia mais

Biomas, Domínios e Ecossistemas

Biomas, Domínios e Ecossistemas Biomas, Domínios e Ecossistemas Bioma, domínio e ecossistema são termos ligados e utilizados ao mesmo tempo nas áreas da biologia, geografia e ecologia, mas, não significando em absoluto que sejam palavras

Leia mais

FORMAÇÃO VEGETAL BRASILEIRA. DOMÍNIOS MORFOCLIMÁTICOS Aziz Ab`Saber. Ipê Amarelo

FORMAÇÃO VEGETAL BRASILEIRA. DOMÍNIOS MORFOCLIMÁTICOS Aziz Ab`Saber. Ipê Amarelo FORMAÇÃO VEGETAL BRASILEIRA DOMÍNIOS MORFOCLIMÁTICOS Aziz Ab`Saber Ipê Amarelo Fatores que influenciam na distribuição das formações vegetais: Clima 1. Temperatura; 2. Umidade; 3. Massas de ar; 4. Incidência

Leia mais

CARACTERÍSTICAS DO MERCADO DA MADEIRA DE REFLORESTAMENTO NO BRASIL. Sebastião Renato Valverde 1

CARACTERÍSTICAS DO MERCADO DA MADEIRA DE REFLORESTAMENTO NO BRASIL. Sebastião Renato Valverde 1 CARACTERÍSTICAS DO MERCADO DA MADEIRA DE REFLORESTAMENTO NO BRASIL Sebastião Renato Valverde 1 A economia do setor florestal brasileiro até o ano de 1965 era pouco expressiva, tanto que as atividades de

Leia mais

Sumário Executivo: WWF-Brasil

Sumário Executivo: WWF-Brasil Sumário Executivo: O Impacto do mercado mundial de biocombustíveis na expansão da agricultura brasileira e suas consequências para as mudanças climáticas WWF-Brasil Um dos assuntos atualmente mais discutidos

Leia mais

GEOGRAFIA - 1 o ANO MÓDULO 23 O CERRADO

GEOGRAFIA - 1 o ANO MÓDULO 23 O CERRADO GEOGRAFIA - 1 o ANO MÓDULO 23 O CERRADO Como pode cair no enem? (UNESP) Leia. Imagens de satélite comprovam aumento da cobertura florestal no Paraná O constante monitoramento nas áreas em recuperação do

Leia mais

Silvicultura & Meio Ambiente Celso Foelkel

Silvicultura & Meio Ambiente Celso Foelkel Silvicultura & Meio Ambiente Celso Foelkel www.celso-foelkel.com.br www.eucalyptus.com.br Porquê precisamos plantar florestas? O ser humano sempre amou as coisas de madeira e as florestas Afinal, a floresta

Leia mais

Amazônia Brasileira e Brasil em Crise

Amazônia Brasileira e Brasil em Crise Amazônia Brasileira e Brasil em Crise 1. (UERJ-2009) Folha de São Paulo, 01/06/2008. Adaptado de Zero Hora, 16/06/2008. Diferentes critérios e objetivos podem orientar a divisão do espaço geográfico em

Leia mais

ANÁLISE E MAPEAMENTO DO USO E OCUPAÇÃO DO SOLO NAS ÁREAS DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE NO MUNICÍPIO DE ALFENAS MG.

ANÁLISE E MAPEAMENTO DO USO E OCUPAÇÃO DO SOLO NAS ÁREAS DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE NO MUNICÍPIO DE ALFENAS MG. VI Seminário Latino Americano de Geografia Física II Seminário Ibero Americano de Geografia Física Universidade de Coimbra, Maio de 2010 ANÁLISE E MAPEAMENTO DO USO E OCUPAÇÃO DO SOLO NAS ÁREAS DE PRESERVAÇÃO

Leia mais

A novidade é que o Brasil não é só litoral É muito mais é muito mais que qualquer zona sul Tem gente boa espalhada por este Brasil Que vai fazer

A novidade é que o Brasil não é só litoral É muito mais é muito mais que qualquer zona sul Tem gente boa espalhada por este Brasil Que vai fazer CAUSAS: Acirramento da concorrência comercial entre as potências coloniais; Crise das lavouras de cana; Estagnação da economia portuguesa na segunda metade do século XVII; Necessidade de encontrar metais

Leia mais

Município D 8.902 545 6,12 Município E 231.977 3.544 1,53 Município F 93.655 1.280 1,37

Município D 8.902 545 6,12 Município E 231.977 3.544 1,53 Município F 93.655 1.280 1,37 01 - Os problemas ambientais estão na ordem do dia dos debates científicos, das agendas políticas, da mídia e das relações econômicas. Até muito recentemente, ao se falar de meio ambiente, as instituições

Leia mais

Grandes Problemas Ambientais

Grandes Problemas Ambientais Grandes Problemas Ambientais O aumento do efeito de estufa; O aquecimento global; A Antárctica; A desflorestação; A Amazónia; A destruição da camada de ozono; As chuvas ácidas; O clima urbano; Os resíduos

Leia mais

Categoria Resumo Expandido Eixo Temático - (Expansão e Produção Rural X Sustentabilidade)

Categoria Resumo Expandido Eixo Temático - (Expansão e Produção Rural X Sustentabilidade) Categoria Resumo Expandido Eixo Temático - (Expansão e Produção Rural Sustentabilidade) Titulo do Trabalho PRODUÇÃO ORGÂNICA DE CANA-DE-AÇÚCAR, MANEJO E BIODIVERSIDADE Nome do Autor (a) Principal Vagner

Leia mais

"Protegendo as nascentes do Pantanal"

Protegendo as nascentes do Pantanal "Protegendo as nascentes do Pantanal" Diagnóstico da Paisagem: Região das Cabeceiras do Rio Paraguai Apresentação O ciclo de garimpo mecanizado (ocorrido nas décadas de 80 e 90), sucedido pelo avanço das

Leia mais

SEBRAE. Reunião da Câmara Técnica T. da Silvicultura MAPA 20/08/2013

SEBRAE. Reunião da Câmara Técnica T. da Silvicultura MAPA 20/08/2013 SEBRAE Reunião da Câmara Técnica T da Silvicultura MAPA 20/08/2013 SEBRAE Análise do Ambiente Externo Demanda crises econômicas sucessivas; Legislação ambiental necessidade do CV ser proveniente de floresta

Leia mais

COMPLEXOS REGIONAIS A AMAZÔNIA

COMPLEXOS REGIONAIS A AMAZÔNIA COMPLEXOS REGIONAIS A AMAZÔNIA Ocupa mais de 5 milhões de km ²; Abrange quase toda a região Norte, centro-norte do Mato Grosso e oeste do Maranhão; É marcada pela presença da Floresta Amazônica; A Floresta

Leia mais

CERRADO E AQUECIMENTO GLOBAL

CERRADO E AQUECIMENTO GLOBAL CERRADO E AQUECIMENTO GLOBAL Preservar o cerrado ajuda a amenizar o efeito estufa, que causa a elevação da temperatura global Por Vitor Teodoro Pereira Savana Gramíneo-Lenhosa http://www.shopping1.radiologico.nom.br/aparaiso/vejetal.htm

Leia mais

Érika Dolores Izenez Portela Karina do Espírito Santo Laís Guerra Taynãn Paes

Érika Dolores Izenez Portela Karina do Espírito Santo Laís Guerra Taynãn Paes Érika Dolores Izenez Portela Karina do Espírito Santo Laís Guerra Taynãn Paes POLÍTICAS PÚBLICAS ATRAVÉS DA VALORAÇÃO DE SERVIÇOS AMBIENTAIS: ESTUDO DE CASO PARANÁ / MATA CILIAR Juiz de Fora 2008 3 Érika

Leia mais

FERNANDA ROTEIRO DE ESTUDOS DE RECUPERAÇÃO E REVISÃO

FERNANDA ROTEIRO DE ESTUDOS DE RECUPERAÇÃO E REVISÃO Aluno (a): Disciplina GEOGRAFIA Curso Professor ENSINO MÉDIO FERNANDA ROTEIRO DE ESTUDOS DE RECUPERAÇÃO E REVISÃO Série 1ª SÉRIE Número: 1 - Conteúdo: Domínios morfoclimáticos - estudar as interrelações

Leia mais

A BIOSFERA DO BRASIL (I) AULAS 34 E 35

A BIOSFERA DO BRASIL (I) AULAS 34 E 35 A BIOSFERA DO BRASIL (I) AULAS 34 E 35 OS BIOMAS DO BRASIL: (Aziz Ab Saber) O que se leva em consideração nesses domínios morfoclimáticos? Clima. Relevo. Solo. Vegetação. Vida. História da Terra e da ocupação

Leia mais

Os impactos ambientais de maior incidência no país

Os impactos ambientais de maior incidência no país Os impactos ambientais de maior incidência no país Segundo a Pesquisa de Informações Básicas Municipais Perfil dos Municípios Brasileiros/MUNIC 2008, realizada regularmente pelo Instituto Brasileiro de

Leia mais

Quando olhei a terra ardente...

Quando olhei a terra ardente... Quando olhei a terra ardente... A UU L AL A Nesta aula estudaremos a região Nordeste, identificando suas principais características e sua importância para o país. Para entender suas paisagens, vamos avaliar

Leia mais

Fonte: Rondônia Rural Disponível em: Rondônia Rural.com

Fonte: Rondônia Rural Disponível em: Rondônia Rural.com I. INTRODUÇÃO O estado de Rondônia está localizado na região Norte do Brasil, a região Norte é a maior das cinco regiões do Brasil definidas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)

Leia mais

GEOGRAFIA - 1 o ANO MÓDULO 25 O PANTANAL, A MATA DE ARAUCÁRIAS E AS PRADARIAS

GEOGRAFIA - 1 o ANO MÓDULO 25 O PANTANAL, A MATA DE ARAUCÁRIAS E AS PRADARIAS GEOGRAFIA - 1 o ANO MÓDULO 25 O PANTANAL, A MATA DE ARAUCÁRIAS E AS PRADARIAS Como pode cair no enem? (FUVEST) Estas fotos retratam alguns dos tipos de formação vegetal nativa encontrados no território

Leia mais

CADERNO DE ATIVIDADES

CADERNO DE ATIVIDADES COLÉGIO ARNALDO 2014 CADERNO DE ATIVIDADES GEOGRAFIA ATENÇÃO: Este trabalho deverá ser realizado em casa, trazendo as dúvidas para serem sanadas durante as aulas de plantão. Aluno (a): 5º ano Turma: Professora:

Leia mais

Resolução SMA - 44, de 30-6-2008 Define critérios e procedimentos para a implantação de Sistemas Agroflorestais

Resolução SMA - 44, de 30-6-2008 Define critérios e procedimentos para a implantação de Sistemas Agroflorestais Resolução SMA - 44, de 30-6-2008 Define critérios e procedimentos para a implantação de Sistemas Agroflorestais O Secretário do Meio Ambiente, considerando: A necessidade de regulamentação da utilização

Leia mais

Palavras-chave: integração lavoura-pecuária, zoneamento agroecológico, geoprocessamento.

Palavras-chave: integração lavoura-pecuária, zoneamento agroecológico, geoprocessamento. Zoneamento Agroecológico da Microrregião de Bom Despacho diagnosticando a sua Aptidão Potencial para expansão do Sistema de Integração Lavoura-Pecuária Elena Charlotte Landau 1 e Daniel Pereira Guimarães

Leia mais

Me. João Luiz da Silva Instituto Federal do Sertão Pernambucano - Campus Floresta. jlmacambira@hotmail.com A CAATINGA 1 INTRODUÇÃO

Me. João Luiz da Silva Instituto Federal do Sertão Pernambucano - Campus Floresta. jlmacambira@hotmail.com A CAATINGA 1 INTRODUÇÃO Me. João Luiz da Silva Instituto Federal do Sertão Pernambucano - Campus Floresta. jlmacambira@hotmail.com A CAATINGA 1 INTRODUÇÃO A caatinga é um bioma que se concentra na região nordeste do Brasil. Ocupando

Leia mais

MODELAGEM NO ENSINO DE MATEMÁTICA: UM ESTUDO SOBRE O PLANTIO DE EUCALIPTOS NO BRASIL

MODELAGEM NO ENSINO DE MATEMÁTICA: UM ESTUDO SOBRE O PLANTIO DE EUCALIPTOS NO BRASIL MODELAGEM NO ENSINO DE MATEMÁTICA: UM ESTUDO SOBRE O PLANTIO DE EUCALIPTOS NO BRASIL Kátia Luciane Souza da Rocha UNIFRA 1 Eleni Bisognin - UNIFRA 2 Resumo: Neste trabalho é relatado o resultado de uma

Leia mais

VIII Simpósio Técnicas de Plantio e Manejo de Eucalipto para Usos Múltiplos

VIII Simpósio Técnicas de Plantio e Manejo de Eucalipto para Usos Múltiplos VIII Simpósio Técnicas de Plantio e Manejo de Eucalipto para Usos Múltiplos Linhas de crédito para o setor florestal Homero José Rochelle Engº Agrônomo ESALQ 1979 Plano de Safra 2014/2015 MAPA - Ministério

Leia mais

PROJETO DE LEI DO SENADO Nº, DE 2016

PROJETO DE LEI DO SENADO Nº, DE 2016 PROJETO DE LEI DO SENADO Nº, DE 2016 Institui a Política de Desenvolvimento Sustentável da Caatinga. O CONGRESSO NACIONAL decreta: Art. 1º Esta Lei institui a Política de Desenvolvimento Sustentável da

Leia mais

Participação dos Setores Socioeconômicos nas Emissões Totais do Setor Energia

Participação dos Setores Socioeconômicos nas Emissões Totais do Setor Energia INVENTÁRIO DE EMISSÕES DE GASES DE EFEITO ESTUFA DO ESTADO DE MINAS GERAIS ANO BASE 2005 O Governo do Estado, por meio da Fundação Estadual de Meio Ambiente FEAM, entidade da Secretaria Estadual de Meio

Leia mais

04 a 06 de Novembro de 2015 Cuiabá - MT

04 a 06 de Novembro de 2015 Cuiabá - MT 04 a 06 de Novembro de 2015 Cuiabá - MT Padrões de evolução de atividades agropecuárias em regiões adjacentes ao Pantanal: o caso da série histórica da agricultura e da produção animal na bacia do Rio

Leia mais

A BIOMASSA FLORESTAL PRIMARIA

A BIOMASSA FLORESTAL PRIMARIA A BIOMASSA FLORESTAL PRIMARIA Entende-se por biomassa florestal primaria (BFP) a fração biodegradável dos produtos gerados e que são processados com fins energéticos. Nos casos dos reflorestamentos, a

Leia mais

Colégio Policial Militar Feliciano Nunes Pires

Colégio Policial Militar Feliciano Nunes Pires Colégio Policial Militar Feliciano Nunes Pires Professor: Josiane Vill Disciplina: Geografia Série: 1ª Ano Tema da aula: Dinâmica Climática e Formações Vegetais no Brasil Objetivo da aula: conhecer a diversidade

Leia mais

Aulas de Ciências de 12 a 21 5ª série. A Biosfera A terra, um planeta habitado. Biomas e ambientes aquáticos. Os biomas terrestres

Aulas de Ciências de 12 a 21 5ª série. A Biosfera A terra, um planeta habitado. Biomas e ambientes aquáticos. Os biomas terrestres Aulas de Ciências de 12 a 21 5ª série A Biosfera A terra, um planeta habitado De todos os planetas conhecidos do Sistema Solar, a Terra é o único que apresenta uma biosfera, onde a vida se desenvolve.

Leia mais

GEOGRAFIA DO RIO GRANDE DO SUL

GEOGRAFIA DO RIO GRANDE DO SUL GEOGRAFIA DO RIO GRANDE DO SUL 1. Posição e situação geográfica. O Rio Grande do Sul é o estado mais meridional do Brasil, localiza-se no extremo sul do país. Tem um território de 282.062 km 2, ou seja,

Leia mais