ESTÁGIO CURRICULAR I DESENVOLVIMENTO DE APLICAÇÃO WEB

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1 VICTOR GONÇALVES ESTÁGIO CURRICULAR I DESENVOLVIMENTO DE APLICAÇÃO WEB EMPRESA: CEFET-SC Unidade Joinville SETOR: Departamento de Tecnologia de Informação e Comunicação SUPERVISOR: Marcos Heyse Pereira ORIENTADOR: Adelaide Maria Bogo Schmitt CURSO DE TECNOLOGIA EM SISTEMAS DE INFORMAÇÃO CENTRO DE CIÊNCIAS TECNOLÓGIAS - CCT UNIVERSIDADE DO ESTADO DE SANTA CATARINA UDESC JOINVILLE SANTA CATARINA - BRASIL 05/2008

2 APROVADO EM.../.../... Professora Adelaide Maria Bogo Schmitt Mestre em Ciência Contábeis e Financeiras PUC-SP Professor Marcelo da Silva Hounssel Doutor em Engenharia de Manufatura Loughborough Univesity Professor Éverlin Fighera Costa Marques Mestre em Ciência da Computação em Sistemas de Conhecimento UFSC Marcos Heyse Pereira Supervisor do CEFET-SC Unidade Joinville

3 UNIVERSIDADE DO ESTADO DE SANTA CATARINA - UDESC CENTRO DE CIÊNCIAS TECNOLÓGICAS - CCT PLANO DE ESTÁGIO CURRICULAR OBRIGATÓRIO Carimbo da Empresa UNIDADE CONCEDENTE Razão Social: CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA DE SANTA CATARINA UNIDADE JOINVILLE CGC/MF: / Endereço: Rua Pavão 1337 Bairro: Costa e Silva CEP: Cidade: Joinville UF: SC Fone: Supervisor: Marcos Heyse Pereira Cargo: Analista de Tecnologia da Informação ESTAGIÁRIO Nome : Victor Gonçalves Matrícula: Endereço: Rua Tenente Antônio João Bairro: Jardim Sofia CEP: Cidade: Joinville UF: SC Fone: (48) Curso de : Tecnologia em Sistemas de Informação Título do Estágio: Período: 17/03/2008/ a 25/04/2008/ Carga horária:136 AVALIAÇÃO FINAL DO ESTÁGIO PELO CENTRO DE CIÊNCIAS TECNOLÓGICAS Representada pelo Professor Orientador: Adelaide Maria Bogo Schmitt CONCEITO FINAL Excelente (9,1 a 10) Muito Bom (8,1 a 9,0) Bom (7,1 a 8,0) Regular (5,0 a 7,0) Reprovado (0,0 a 4,9) NOT A Local e data: Rubrica do Professor Orientador Nome do Estagiário : Victor Gonçalves QUADRO I

4 a) AVALIAÇÃO NOS ASPECTOS PROFISSIONAIS Pontos 1 - QUALIDADE DO TRABALHO - Considerando o possível 2 - ENGENHOSIDADE - Capacidade de sugerir, projetar, executar modificações ou inovações. 3 - CONHECIMENTO - Demonstrado no desenvolvimento das atividades programadas. 4 - CUMPRIMENTO DAS TAREFAS - Considerar o volume de atividades dentro do padrão razoável 5 - ESPÍRITO INQUISITIVO - Disposição demonstrada para aprender 6 - INICIATIVA - No desenvolvimento das atividades SOMA Pontuação para o Quadro I e II Sofrível - 1 ponto, Regular - 2 pontos, Bom - 3 pontos, Muito Bom - 4 pontos, Excelente - 5 pontos. QUADRO II b) AVALIAÇÃO DOS ASPECTOS HUMANOS Pontos 1 - ASSIDUIDADE - Cumprimento do horário e ausência de faltas 2 -.DISCIPLINA - Observância das normas internas da Empresa. 3 - SOCIABILIDADE - Facilidade de se integrar com os outros no ambiente de trabalho. 4 - COOPERAÇÃO - Disposição para cooperar com os demais para atender as atividades. 5 -SENSO DE RESPONSABILIDADE - Zelo pelo material, equipamentos e bens da empresa. SOMA c) AVALIAÇÃO FINAL Pontos LIMITES PARA CONCEITUAÇÃO SOMA do Quadro I De 57 a SOFRÍVEL multiplicada por 7 SOMA do Quadro II De 102 a REGULAR multiplicada por 3 SOMA TOTAL De 148 a BOM De 195 a MUITO BOM De 241 a EXCELENTE Nome da Empresa: CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA DE SANTA CATARINA UNIDADE JOINVILLE Representada pelo Supervisor: Marcos Heyse Pereira CONCEITO CONFORME SOMA TOTAL Rubrica do Supervisor da Empresa Local: Data : Carimbo da Empresa

5 UNIVERSIDADE DO ESTADO DE SANTA CATARINA - UDESC CENTRO DE CIÊNCIAS TECNOLÓGICAS - CCT PLANO DE ESTÁGIO CURRICULAR OBRIGATÓRIO ESTAGIÁRIO Nome:Victor Gonçalves Matrícula: Endereço (Em Jlle): Rua Tenente Antônio João Bairro: Jardim Sofia CEP: Cidade: Joinville UF: SC Fone: (48) Endereço (Local estágio): Rua Pavão 1337 Bairro: Costa e Silva CEP: Cidade: Joinville UF: SC Fone: (47) Regularmente matriculado no semestre: 1º/2008 Curso: Tecnologia em Sistemas de Informação Formatura (prevista) Semestre/Ano: 2º/2008 UNIDADE CONCEDENTE Razão Social: CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA DE SANTA CATARINA UNIDADE JOINVILLE CGC/MF: / Endereço: Rua Pavão 1337 Bairro: Costa e Silva CEP: Cidade: Joinville UF: SC Fone: (47) Atividade Principal : Educação Tecnológica Supervisor: Marcos Heyse Pereira Cargo: Analista de Tecnologia da Informação DADOS DO ESTÁGIO Área de atuação: Desenvolvimento e implantação de sistemas Departamento de atuação: Departamento de Tecnologia de Informação e Comunicação - DTIC Fone: (47) Ramal: Horário do estágio: 8:00 à 12:00 Total de horas: 136 Período: 17/03/2008 à 25/04/2008 Nome do Professor Orientador: Adelaide Maria Bogo Schmitt; Departamento: DCB; Disciplina(s) simultânea(s) com o estágio Quantas: 6; Quais: DIR - DIREITO APLICADO; GPR - GERENCIA DE PROJETOS; MCI-SI - METODOLOGIA CIENTIFICA; PES - PESQUISA OPERACIONAL; REC - REDES DE COMPUTADORES; TES-09 - JAVA AVANÇADO II.

6 OBJETIVO GERAL Aprofundar o conhecimento em desenvolvimento de aplicações web e em serviço de hospedagem bem como corresponder às expectativas do estágio. ATIVIDADES OBJETIVO ESPECÍFICO HORAS 1 - Análise de Identificar a necessidade da Requisitos empresa em relação aos 16 principais fatores inerentes ao desenvolvimento de website. 2 - Estudo das principais ferramentas CMS (Sistema Gerenciador de Conteúdo) existentes no mercado. Escolher o CMS que melhor atende as necessidades identificadas na atividade 1 bem como realizar estudo em relação à utilização do mesmo Desenvolvimento Elaboração do protótipo (desenvolvimento de conteúdo, funcionalidades, políticas de acesso.) 40 4 Testes Verificar a conformação do protótipo à necessidade da empresa assim como realizar correções Implantação Realização da hospedagem do website verificando aspectos de segurança e desempenho do servidor. 20

7 CRONOGRAMA FÍSICO E REAL ATIVIDADES PERÍODO(136 horas) PR Análise de Requisitos Estudo das principais ferramentas CMS (Sistema Gerenciador de Conteúdo) existentes no mercado. Desenvolvimento Testes Implantação P Proposto, R - Realizado P R P R P R P R P R

8 SUMÁRIO RUBRÍCA DO PROFESSOR ORIENTADOR... 3 QUADRO I... 4 QUADRO II... 4 PONTUAÇÃO PARA O QUADRO I E II... 4 LISTA DE FIGURAS RESUMO INTRODUÇÃO OBJETIVOS Geral Específicos ORGANIZAÇÃO DO ESTUDO A INSTITUIÇÃO HISTÓRICO A FINALIDADE E OS OBJETIVOS ENSINO INFRA-ESTRUTURA RECURSOS HUMANOS CONSIDERAÇÕES GERAIS DESENVOLVIMENTO Metodologia Análise Análise de requisitos Sistema Gerenciador de Conteúdo CMS livres Drupal Plone Joomla CMS utilizado Instalação Administração Gerenciador de conteúdo Gerenciador de menus Gerenciador de extensões Gerenciador de usuários Página principal Protótipo Configuração do ambiente Conteúdo...31

9 3.6.3 Front-end Hospedagem Segurança Desempenho...33 CONSIDERAÇÕES FINAIS...35 GLOSSÁRIO...36 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS...37

10 LISTA DE FIGURAS FIGURA 3.1 Assistente de instalação do Joomla FIGURA 3.2 Área administrativa do Joomla FIGURA 3.3 Seção de administração de artigos FIGURA 3.4 Editor de artigos FIGURA 3.5 Gerenciador de mídia FIGURA 3.6 Gerenciador de menus FIGURA 3.7 Gerenciador de extensões FIGURA 3.7 Gerenciador de usuários FIGURA 3.8 Front-end FIGURA 3.9 Mesmo conteúdo com front-end diferente FIGURA 3.10 Estrutura de conteúdo FIGURA Front-end do protótipo do website... 31

11 RESUMO Este relatório de estágio consiste na documentação das atividades desenvolvidas durante o período de estágio onde foi realizado o desenvolvimento de um website para uma instituição de ensino. Tais atividades foram desenvolvidas em diferentes etapas envolvendo usuários e desenvolvedores. São cinco etapas, sendo elas: análise de requisito, estudo das tendências no mercado de desenvolvimento web, desenvolvimento, testes e implantação.

12 INTRODUÇÃO Neste relatório são descritas atividades que foram desenvolvidas CEFET- SC Unidade Joinville, durante as cento e trinta e seis horas pertinentes à disciplina de Estágio Curricular I (ETG-I), do curso de Tecnologia em Sistema de Informação. Para o desenvolvimento do Estágio, inicialmente é definido um Plano de Estágio, apresentado anteriormente, onde foram definidas as atividades a serem desenvolvidas durante o mesmo. Este relatório apresenta o desenvolvimento destas atividades. Com o intuito de aplicar os conhecimentos adquiridos nas demais disciplinas deste curso foi proposto um objetivo geral para as disciplinas de ETG-I, bem como diversos objetivos específicos a fim de alcançar o objetivo geral. 1. OBJETIVOS 1.1. Geral Aprofundar o conhecimento em desenvolvimento de aplicações web e em serviço de hospedagem Específicos Para atender ao objetivo geral deste estágio os seguintes objetivos específicos são propostos: Identificar a necessidade da empresa em relação aos principais fatores inerentes ao desenvolvimento de website; Escolher o CMS que melhor atende as necessidades identificadas bem como realizar estudo em relação à utilização do mesmo; Elaboração do protótipo (desenvolvimento de conteúdo, funcionalidades, políticas de acesso.); Verificar a conformação do protótipo à necessidade da empresa assim

13 como realizar correções; Realização da hospedagem do website verificando aspectos de segurança e desempenho do servidor. 1.2 ORGANIZAÇÃO DO ESTUDO Este relatório é composto de quatro partes. Na primeira é dada uma motivação a leitura deste, onde são também apresentados os objetivos gerais e específicos, e por fim um resumo de como o trabalho é apresentado. A segunda parte apresenta a instituição onde foi realizado o estágio, dando um breve histórico da mesma, seus principais clientes, entre outros. Na terceira parte são apresentadas as atividades desenvolvidas durante o estágio, onde é dada uma introdução e descrição das atividades realizadas. Na última parte, são apresentadas as considerações finais onde se mostra, dentre outros, as principais dificuldades encontradas, disciplinas que mais contribuíram para o sucesso do estágio, e o atendimento aos objetivos estabelecidos no plano de estágio. Por fim serão apresentadas as referências bibliográficas que foram utilizadas para a confecção deste estudo.

14 2 A INSTITUIÇÃO 2.1 HISTÓRICO O Centro Federal de Educação Tecnológica de Santa Catarina CEFET- SC constitui-se em autarquia federal, vinculada ao Ministério da Educação, através da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica SETEC. Em Joinville, o CEFET-SC passou a atuar após um convênio com o Hospital Dona Helena, em 1994, dando início ao funcionamento do Curso Técnico de Enfermagem. Com o Plano de Expansão da Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica do país, foi possível a transformação da então Gerência Educacional de Saúde de Joinville em Unidade de Ensino, em agosto de Com a inauguração de instalações próprias e a criação de novos laboratórios, a Unidade passou a ampliar as suas atividades, o que permitiu a implantação de novos cursos na área indústria. 2.2 A FINALIDE E OS OBJETIVOS O CEFET-SC tem por finalidade formar e qualificar profissionais no âmbito da educação tecnológica, nos diferentes níveis e modalidades de ensino, para os diversos setores da economia, bem como realizar pesquisa aplicada e promover o desenvolvimento tecnológico de novos processos, produtos e serviços, em estreita articulação com os setores produtivos e a sociedade, especialmente de abrangência local e regional, oferecendo mecanismos para a educação continuada. O CEFET-SC tem seus objetivos definidos no artigo 5 o de seu Estatuto: 1. Ministrar cursos de formação inicial e continuada de trabalhadores; 2. Ministrar educação de jovens e adultos; 3. Ministrar o ensino médio, observadas a demanda local e regional e as estratégias de articulação com a educação profissional técnica de nível médio; 4. Ministrar educação profissional técnica de nível médio, de forma articulada com o ensino médio; 5. Ministrar o ensino superior de graduação e de pós-

15 graduação lato sensu e stricto sensu; 6. Ofertar educação continuada, visando à atualização, ao aperfeiçoamento e à especialização de profissionais na área tecnológica; 7. Ministrar cursos de licenciatura nas áreas científica e tecnológica; 8. Realizar pesquisas aplicadas; 9. Estimular a produção cultural, o empreendedorismo, o desenvolvimento científico e tecnológico e o pensamento reflexivo; 10. Estimular e apoiar a geração de trabalho e renda; 11. Promover a integração com a comunidade, contribuindo para o seu desenvolvimento e melhoria da qualidade de vida (CEFET-SC, 2008). 2.3 ENSINO Tendo em vista o perfil industrial que Joinville possui, formado por grandes conglomerados do setor metal-mecânico, químico, plásticos, têxtil e de desenvolvimento de software, o CEFET-SC Unidade Joinville oferece cursos técnicos em eletroeletrônica, mecânica industrial e também em enfermagem. Além disso, oferece curso de pós-graduação em nível de especialização em Educação Profissional Técnica Integrada ao Ensino Médio na Modalidade de Jovens e Adultos PROEJA bem como cursos de extensão na área de mecânica, moldes e matrizes, soldagem mas também em línguas, leitura básica em inglês. Atualmente, estão sendo realizados estudos e novas contratações de docentes para que no, início de 2009, seja oferecido o curso de graduação em Tecnologia em Mecatrônica. 2.4 INFRA-ESTRUTURA Localizado no bairro Costa e Silva, o CEFET-SC Unidade Joinville possui uma infra-estrutura composta de quatro laboratórios que atendem as aulas práticas dos cursos oferecidos, biblioteca informatizada, auditório e setores administrativos. Com o Plano de Expansão da Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica do país, novos laboratórios e salas de aulas, assim como a

16 ampliação da biblioteca e do auditório são obras a serem realizadas nos próximos anos. 2.5 RECURSOS HUMANOS O corpo docente da instituição é formado por profissionais graduados, mestres, doutores e pós-doutores nas áreas afins dos cursos oferecidos. Além disso, o corpo administrativo é constituído por técnicos, graduados e mestres. Em virtude do plano de expansão, novos concursos públicos serão realizados afim de ampliar o quadro de funcionários. 2.6 CONSIDERAÇÕES GERAIS O CEFET-SC, assim como as demais instituições de educação profissional do sistema federal de ensino, vive um momento de consolidação e adequação à recente legislação educacional, que estabelece o novo modelo de ensino técnico e tecnológico, centrado em competências por área, demandando, ao mesmo tempo, uma escolaridade básica sólida e uma educação profissional mais ampla e polivalente. O momento torna-se ainda mais especial para o CEFET-SC, uma vez que alia a sua expansão a implantação do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina - IFET-SC, ampliando seu papel na sociedade catarinense, promovendo educação profissional verticalizada, abrangendo os níveis básico, técnico, tecnológico e pós-graduação lato sensu e stricto sensu.

17 3 DESENVOLVIMENTO Neste capítulo, serão apresentadas a metodologia utilizada no desenvolvimento do website do CEFET-SC Unidade Joinville, as atividades realizadas mas também as tecnologias utilizadas em todo o processo. 3.1 METODOLOGIA Tendo como base, os princípios da Engenharia de Software na qual, de um modo geral, sugerem, para qualquer tipo de desenvolvimento de software, a realização de um trabalho prévio de análise, o planejamento das atividades, a execução do projeto, a implantação do sistema e a realização de testes, a diretoria da instituição juntamente com a equipe de Tecnologia de Informação da mesma utilizou uma metodologia simples de desenvolvimento para que fosse possível identificar a real necessidade da empresa, estipular prazos condizentes com os recursos técnicos e humanos disponíveis e principalmente coletar, periodicamente, informações sobre o andamento do projeto. 3.2 ANÁLISE A etapa de análise em um projeto de desenvolvimento de sistemas consiste, basicamente, na identificação do real problema do cliente e, conseqüentemente, uma proposta de solução a tal problema é apresentada. Tal atividade é fundamental para todo o processo, pois um análise correta do problema resulta em um sistema que atenda as necessidades e expectativas do cliente, por outro lado, prolongamentos de prazos e utilização de recursos extras são conseqüências de uma análise inconsistente. No contexto do CEFET-SC, a fase de análise identificou a necessidade de um website. Posteriormente, o planejamento do projeto que corresponde as atividades apresentadas no plano de estágio foi elaborado dando seqüência a metodologia de desenvolvimento.

18 3.3 ANÁLISE DE REQUISITOS A análise de requisitos está implícita na análise geral e consiste em detalhar a solução encontrada no que diz respeito as funcionalidades a serem desenvolvidas no sistema. Do ponto de vista de aplicações web, aspectos como: gerenciamento de conteúdo, tipo de conteúdo publicado, administração do sistema, política de acesso, segurança, desempenho, acessibilidade e portabilidade são exemplos de requisitos avaliados nesta etapa. Tendo em vista o público alvo do website em questão, a análise de requisitos se deu através de pesquisas realizadas com o mesmo por meio de s, telefone e formulários, bem como consultas a instituições de perfil semelhante e pesquisas sobre as tendências no desenvolvimento de aplicações web. Um requisito de suma importância identificado nessa fase, foi a acessibilidade, na qual consiste na garantia de utilização do sistema a todos que o usufruem. Dependendo da heterogeneidade dos usuários, a acessibilidade pode interferir muito ou pouco na complexidade do desenvolvimento. Tratando-se de website, uma avaliação considerando aspectos como: navegadores web utilizados, velocidade de acesso, deficiências visuais e auditivas dos usuários é de fundamental importância para o desenvolvimento de um sistema acessível. Os requisitos levantados foram agrupados em duas categorias: requisitos funcionais, nos quais interferem diretamente na complexidade do sistema, e requisitos técnicos, que interferem na escolha das tecnologias a serem utilizadas. A tabela 3.1, descreve os principais requisitos identificados e a categoria que os mesmos se enquadram.

19 Categoria Requisitos funcionais Requisito Gerenciamento facilitado de conteúdo. Desenvolvimento colaborativo de conteúdo. Gerenciamento de diferentes tipo de usuários. Navegação intuitiva. Fácil agregação de novas funcionalidades (flexível). Manutenção simplificada. Utilização de tecnologias gratuitas. Acessível a diferentes tipos de navegadores Requisitos técnicos web (acessibilidade). Desenvolvimento rápido. Atualizações periódicas. Hospedagem segura e com boa disponibilidade. Tabela 3.1 Principais requisitos Após avaliar os requisitos funcionais, chegou-se a conclusão de que o website deveria possuir uma área administrativa que possibilitasse, de maneira simples e colaborativa, a publicação, atualização e remoção de conteúdo (textos e imagens), bem como a adição facilitada e segura, ou seja, compatível com o sistema existente, de futuros recursos e que sobretudo oferecesse ao usuário final uma interface de navegação simples e descomplicada. No que se refere aos requisitos técnicos, o sistema web a ser desenvolvido exigiu uma ótima relação custo/benefício Visto que as tecnologias a serem utilizadas no projeto deveriam ser gratuitas e que ao mesmo tempo, possibilitassem aspectos de acessibilidade e desempenho. Tendo em vista a complexidade que tais requisitos acrescentaram ao projeto, pois se tratava de um site totalmente dinâmico ao invés de simples páginas HTML, e principalmente o tempo estipulado ao desenvolvimento, conclui-se inicialmente que o mesmo era curto porém um estudo das tendências no mercado de desenvolvimento web mostrou outra perspectiva. Assim, o estudo realizado levou ao conhecimento de ferramentas utilizadas em cenários semelhantes ao do projeto em questão. Tais ferramentas são conhecidas como sistemas gerenciadores de conteúdo e

20 possuem como principal característica a possibilidade de desenvolver sites complexos com facilidade, baixo custo e em pouco tempo. 3.4 Sistema Gerenciador de Conteúdo Até 10 anos atrás, páginas de internet estáticas dominavam o cenário web, e a manutenção de um site era um processo trabalhoso e as vezes frustrante. O web master tinha que lidar com milhares de código HTML dispostos em diversos arquivos. Entretanto, a criação de sites dinâmicos exigia uma grande quantidade de código customizado e constantes verificações de segurança (Rahmel, 2007a). Além disso, mesmo em websites dinâmicos, o trabalho de um web master continuou sendo complexo, pois além de manter atualizado o conteúdo publicado, o sistema de menus, o mapa do site, atividades como manutenção, implementação de novos recursos como por exemplo: fórum, enquetes e buscas, consumiam boa parte do tempo o que, muitas vezes, acarretavam em desenvolvimento sem um padrão dificultando cada vez mais na manutenção. Neste contexto, surgiu o CMS (Content Management System Sistema Gerenciador de Conteúdo), uma tecnologia que oferece uma maneira fácil e rápida de criar websites, pois, por definição, dispõe de um conjunto básico de recursos que possibilita um gerenciamento colaborativo do site. Ou seja, o CMS permite que haja diferentes tipos de usuários no sistema, cada qual com uma função, seja ela administração de todo o sistema, gerenciamento de conteúdo (publicação e atualizações de textos, imagens ou vídeos) ou disponibilização de novos recursos. Além disso, uma característica peculiar desses sistemas, é a capacidade de reutilização de código, isto é, um recurso desenvolvido para um determinado CMS pode ser reaproveitado em qualquer website que utiliza o mesmo CMS. Tal característica é reflexo da adoção de um padrão de desenvolvimento por quem cria o CMS garantindo assim a compatibilidade entre o sistema principal e os recursos adicionais. Outro reflexo da utilização de um padrão é o desenvolvimento distribuído, ou seja para cada recurso do CMS há uma concentração de

21 esforços destinada ao constante aprimoramento do mesmo, evitando assim, a busca de soluções de problemas que já foram solucionados. Tendo em vista as facilidades e benefícios proporcionados pelo CMS, o mesmo foi rapidamente absorvido pelo mercado, principalmente por grandes corporações. Porém, os primeiros CMS desenvolvidos eram comerciais e extremamente caros. Assim, usuários individuais e pequenas organizações não tinham acesso a tal tecnologia (Rahmel, 2007b). Entretanto, o CMS despertou o interesse da comunidade de software livre e conseqüentemente diversos CMSs livres surgiram. Atualmente, existem uma gama de CMS livres tão robustos quanto os comerciais, visto que tecnologias como PHP, MySQL, PostgreSQL, Phyton, JavaScript, Ajax, muito difundidas no mercado de desenvolvimento de software, são utilizadas também em CMS livres e, principalmente, o conceito de desenvolvimento distribuído é inerente ao desenvolvimento de software livre, assim para cada CMS livre há uma comunidade de desenvolvedores e usuários contribuindo constantemente com o crescimento do projeto. Assim, para a criação do website do CEFET-SC Unidade Joinville, optouse pela utilização de CMS de código aberto e de livre utilização pois dessa maneira seria possível obter suporte de qualidade, atualizações constantes, acesso ao código fonte para possíveis adaptações sem custos para isso CMS livres O estudo realizado sobre o CMS revelou, inicialmente, que nesse mercado existiam diversas ferramentas disponíveis e que as diferenças davam-se nas tecnologias utilizadas em cada uma, na capacidade de expandir seus recursos, no tamanho da comunidade de usuários e desenvolvedores e na curva de aprendizado para desenvolvedores. Segundo (Bonfield, 2007), existem 3 ferramentas que dominam as discussões sobre CMS de código aberto, são elas: Drupal, Plone e Joomla, ambas de utilização gratuita, com uma grande e crescente comunidade de colaboradores e, conseqüentemente, encontram-se em constante evolução.

22 Drupal O CMS Drupal alia robustez e facilidade de aprendizado, pois, por padrão, oferece, entre outros, um gerenciador de conteúdo com controle de versões, um gerenciador de usuários com suporte ao protocolo LDAP, uma área administrativa capaz de gerar relatórios sobre a popularidade do conteúdo publicado e eventos ocorridos e sua instalação é facilitada por um assistente. É um sistemas multi-plataforma, visto que necessita de apenas um ambiente que suporte PHP e ofereça um banco de dados MySQL ou PostegreSQL, dessa forma independe do sistema operacional instalado no servidor de hospedagem e da aplicação que oferece o serviço web, conseqüentemente, a curva de aprendizado para desenvolvedores é pequena pois as tecnologias acima citadas são amplamente difundidas no mercado de desenvolvimento para internet. Além disso, a comunidade que mantém o projeto oferece suporte on-line no site oficial bem como um fórum de discussões Plone O Plone é considerado um dos CMS mais bem projetado e oferecesse uma plataforma madura e robusta para o desenvolvimento de aplicações complexas e, ao mesmo tempo, uma maneira simples de gerenciar conteúdo. Por padrão, o Plone oferece um conjunto enxuto de recursos, focando-se no gerenciador de conteúdo, na acessibilidade e usuabilidade, porém é extensível e possui uma gama de add-ons que ampliam suas funcionalidades. Também é um sistema multi-plataforma e suporta a maioria dos sistemas de banco de dados comerciais e de código aberto. Porém, pelo fato de ser desenvolvido na linguagem de programação Python necessita de um ambiente de hospedagem que utilize o servidor de aplicação web Zope o que reflete na curva de aprendizado para desenvolvedores, no custo com hospedagem e no suporte, visto que são tecnologias não muito difundidas.

23 Joomla O CMS Joomla tem, como característica principal, a grande quantidade de funcionalidades que podem ser agregadas ao sistema padrão, tais como: calendário, fóruns, chats, faqs, wiki, e-commerce, groupware entre muitos outros. Além disso, possui um gerenciador de conteúdo de fácil utilização, uma área administrativa que facilita a instalação, configuração e remoção das funcionalidades extras e um assistente de instalação intuitivo. Semelhante ao Dupral, o Joomla é multi-plataforma, foi desenvolvido em PHP, tendo então uma curva de aprendizado rápida, porém suporta apenas o banco de dados MySQL. Outra característica importante do Joomla é o suporte oferecido. Atualmente, possui uma grande comunidade de usuários e desenvolvedores, muitos deles oriundos do projeto Mambo, um dos primeiros CMS livre, garantindo assim uma constante evolução do sistema. 3.5 CMS UTILIZADO Tendo em vista os requisitos levantados na fase de análise, todos os CMS estudados atenderiam a demanda do CEFET-SC, pois possuem um gerenciamento de conteúdo simples, são flexíveis, utilizam tecnologias livres, mas também estão em constante evolução. Porém o que levou a utilização do Joomla foi a sua popularidade em instituições de ensino, principalmente nos demais CEFETs de Santa Catarina. Concluiu-se assim, que o Joomla atenderia os requisitos levantados pois eram muitos semelhantes aos das demais unidades do CEFET-SC. Desse modo, um estudo sobre a utilização dos recursos que o Joomla dispõe foi realizado para então iniciar a fase de desenvolvimento do protótipo Instalação O processo de instalação do Joomla é simples e intuitivo, muito semelhante a um assistente de instalação que muitos programas utilizam. Inicialmente, o assistente verifica os requisitos exigidos pelo Joomla e depois

24 solicita ao usuário informações referentes ao servidor de banco de dados, ao servidor FTP, informações gerais sobre o site bem como dados da conta do administrador. A figura 3.1 demonstra a etapa de verificação de pré-instalação onde os requisitos básicos do ambiente na qual será instalado o Joomla são avaliados. FIGURA 3.1 Assistente de instalação do Joomla Administração Todo o gerenciamento do Joomla é realizado por uma área administrativa denominada back-end. Nela, o administrador consegue gerenciar usuários, conteúdo e as funcionalidades existentes bem como adicionar novos recursos de um maneira centralizada e cômoda, visto que o back-end é acessado via navegador web. Além disso, as configurações de servidor ftp e de banco de dados podem ser alteradas, facilitando assim nos processos de migração de hospedagem. A figura 3.2 demonstra a área administrativa do Joomla, na qual possui uma interface que faz uso de ícones e menus facilitando o gerenciamento.

25 FIGURA 3.2 Área administrativa do Joomla Gerenciador de conteúdo No Joomla, todo o conteúdo publicado está organizado através de uma hierarquia. Assim, todos os tipos de conteúdo publicado, como textos, imagens, vídeos, devem ser vinculados a um artigo. Este por sua vez, tem que estar vinculado a uma categoria e esta a uma seção. Essa estrutura oferece uma melhor organização do conteúdo publicado o que facilita o trabalho de ferramentas como buscas e gerenciador de menus. A figura 3.3 exibe a seção de administração de artigos onde com simples clicks pode-se organizar, desarquivar, excluir e criar novos artigos. FIGURA 3.3 Seção de administração de artigos

26 O Joomla oferece uma maneira fácil de publicar conteúdo através de um editor de texto integrado repleto de recursos tais como: alinhamento de texto, inserção de figuras e links, marcadores, manipulação de fontes de texto, tabelas etc. Tais recursos pode ser observado na figura 3.4. FIGURA 3.4 Editor de artigos As imagens utilizadas nos artigos são administradas por um gerenciador de mídia. Através dele, o administrador pode fazer o upload de imagens, assim como organizar e excluir as mesmas. A figura 3.5 exibe o gerenciador de mídia do Joomla. FIGURA 3.5 Gerenciador de mídia

27 3.5.4 Gerenciador de menus No processo de publicação de conteúdo no Joomla, a etapa de criação de menus é a última a ser realizada. Após a criação de seção, categoria e artigos é necessário fazer como que o conteúdo criado seja acessado pelo usuário final na pagina principal (front-end). Isso é facilitado pelo gerenciador de menus do Joomla que permite a criação de links, estes vinculados a um artigo ou categoia, e sub-menus conforme demonstra a figura 3.6. FIGURA 3.6 Gerenciador de menus Gerenciador de extensões Todas as funcionalidades do Joomla são administradas no gerenciador de extensões. Através dele é possível por exemplo, instalar novos editores de textos, pacotes de idiomas para o back-end, temas para o front-end, assim como novos recursos tais como: enquetes, wiki, fórum, chat, galeria de fotos e vídeos etc. A figura 3.7 demonstra o gerenciador de extensão.

28 FIGURA 3.7 Gerenciador de extensões Gerenciador de usuários Visto que uma das principais características de um CMS é o desenvolvimento de conteúdo de forma distribuída, um gerenciamento de usurário se faz necessário. Assim, o Joomla possui uma ferramenta que possibilita a criação de usurários bem como a classificação dos mesmos por tipo onde cada um possui certas permissões no sistema conforme figura 3.7. FIGURA 3.7 Gerenciador de usuários Página principal de desenvolvimento Também conhecida como front-end, a página principal simplesmente exibe os recursos instalados no sistema, o conteúdo publicado e também as configurações realizadas na área administrativa. Enquanto o back-end é a

29 interface do administrador como o sistema, o front-end faz a interação do usuário final com o sistema. A figura 3.8 exibe a página principal do Joomla. Visto que o código que manipula a formatação do conteúdo a ser exibido é independente de todo o sistema, a forma da pagina principal pode ser simplesmente alterada utilizando-se templates. Assim, a aparência do site pode ser periodicamente renovada conforme figura 3.9. FIGURA 3.8 Front-end FIGURA 3.9 Mesmo conteúdo com front-end diferente 3.6 PROTÓTIPO Configuração do ambiente Para a criação do protótipo do website, foi utilizado um dos

30 computadores servidores existente no CEFET-SC para fornecer o serviço de hospedagem possibilitando assim uma maior autonomia e principalmente redução de custos. Tendo em vista os requisitos técnicos exigidos pelo Joomla, bem como as tendências de tecnologias no mercado de desenvolvimento web, utilizou-se no servidor as seguintes tecnologias: PHP , Apache 2.2.3, MySQL e Debian Conteúdo Na fase de análise, foi realizado um levantamento, além dos requisitos técnicos e funcionais, do conteúdo a ser publicado no website e elaborado uma estrutura de conteúdo com base na hierarquia do gerenciador de conteúdo do Joomla conforme mostra a figura FIGURA 3.10 Estrutura de conteúdo Tendo em vista o organograma do CEFET-SC, criou-se 3 seções nas quais representam as principais diretorias existentes na instituição, são elas: direção geral, departamento de desenvolvimento de ensino e departamento de administração e manutenção. Vinculados à direção geral, criou-se duas categorias: notícias e unidade Joinville, onde vinculadas a elas estariam artigos com as principais notícias

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