CURSO P.I. PÊSSEGO - ANTONIO PRADO - RS ADUBAÇÃO FOLIAR EM PESSEGUEIRO CULTIVADO NA SERRA GAÚCHA RESOLVE?

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1 ADUBAÇÃO FOLIAR EM PESSEGUEIRO CULTIVADO NA SERRA GAÚCHA RESOLVE? George Wellington Melo Embrapa Uva e Vinho

2 QUEM USA ADUBAÇÃO FOLIAR FINALIDADE DA ADUBAÇÃO FOLIAR?

3 FILOSOFIAS BÁSICAS PARA APLICAÇÃO: SEGURANÇA A filosofia de segurança foi a mais utilizada no passado, principalmente no fim da década de 60 e início dos anos 70. Essa filosofia não utiliza dados de análise de solos e análise de plantas e são recomendados, geralmente, mais de um nutriente levando em conta possíveis problemas de deficiência em uma região, tipo de solo ou cultura especifica.

4 PRESCRIÇÃO CURSO P.I. PÊSSEGO - ANTONIO PRADO - RS FILOSOFIAS BÁSICAS PARA APLICAÇÃO: A filosofia de prescrição vem substituindo a filosofia de segurança para um número considerável de casos de recomendações oficiais de nutrientes Análise do solos e/ou de tecidos de plantas, devidamente calibradas através de ensaios de campo, são preferentemente utilizadas nesse sistema As recomendações são mais equilibradas

5 RESTITUIÇÃO CURSO P.I. PÊSSEGO - ANTONIO PRADO - RS FILOSOFIAS BÁSICAS PARA APLICAÇÃO: Essa filosofia de aplicação recomenda repor, pelo menos, a quantidade de nutrientes exportada pelos frutos. A combinação ideal para se atingir bases sólidas de diagnose e recomendação de nutrientes seria a integração da filosofia de prescrição com a filosofia de restituição.

6 PADRÕES PARA O PESSEGUEIRO SATURAÇÃO DE BASES ( V ) - 70 % CÁLCIO - 60 a 80 % MAGNÉSIO - 10 a 20 % POTÁSSIO % TEOR NO SOLO CÁLCIO - > 40 mmol / dm 3 MAGNÉSIO - > 10 mmol / dm 3 POTÁSSIO - 3,1 a 6,0 mmol / dm 3 FÓSFORO - 9 a 16 mg / dm 3 BORO - 1,0 mg / dm 3

7 NECESSIDADES POR NUTRIENTES KG / T FRUTOS NITROGÊNIO 3 60 FÓSFORO 0,4 8 POTÁSSIO CÁLCIO 0,4 8 Produtividade 20t MAGNÉSIO 0,2 4 A adubação foliar supre as necessidades?

8 E AGORA? USAR OU NÃO USAR?

9 PRODUTO: Recomendação: 0,5 a 1 g/l/semana Início de aplicação: Frutificação Plantas / ha g / L / Semana 1000 L água / ha 10 aplicações Em cada semana aplico 1 kg do produto 30 g Nitrogênio / aplicação x 10 aplicações = 300 g de N 50 g Fósforo / aplicação x 10 aplicações = 500 g de P 400 g Potássio / aplicação x 10 aplicações = 4000 g de K

10 CARACTERÍSTICAS DOS SOLOS Solos Jovens MICRONUTRIENTES B Cu Fe Mo Mn Zn Teor de Matéria Orgânica USO DE FUNGICIDAS Cu Mn Zn Fungicidas Fe Mn Solo Intemperizado B Mo Matéria Orgânica

11 MICRONUTRIENTES B Matéria Orgânica Plantas Altamente Exigentes Ocorre deficiência Translocação? CORREÇÃO DO SOLO Implantação do Pomar - 10 kg de B por ha Pomar Implantado - 10 kg de B por ha 2 pulverizações com Ácido Bórico 0,5 % Época de Aplicação - Queda da Pétalas

12 TABELA - Valores médios da área lesionada pela podridão-parda e índice de doença em tecidos de pêssego sem ferimento e feridos, tratados com água ou CaCl2 e curados por 48 h, inoculados com Monilinia fructicola e armazenados por 48 horas em temperatura monitorada. Grau de Resistência a Monilinia fructicola Armazenamento Grau (horas) SF FAI FCI Área lesionada pela podridão-parda (cm 2 ) 24 0 aa 0,03 ca 0 ba 48 0 ab 5,16 ba 1,27 bb 72 0 ac 8,68 aa 5,7 ab Índice de doença (%) SF FAI FCI ,29 55,00 Souza, A. L. B.; Chitarra, M. I. F.; Chitarra, A. B. & Machado, J. C. Resistência pós-colheita do pêssego (Prunus persica cv. Biuti) a Monilinia fructicola: Indução de respostas bioquímicas pela aplicação do CaCl 2 no local da injúria. Ciênc. e agrotec., Lavras, v.23, n.4, p , out./dez., 1999

13 TABELA - Efeito da aplicação pré-colheita de cálcio em pêssego Chiripá armazenado por um mês a -0,5 C mais 2 dias a 20 C para avaliação de lanosidade e perda de peso, e após 8 dias a 20 C para incidência de podridões. Santa Maria, RS, Tratamentos Podridão Lanosidade (%) Perda de peso (%) (%) 2 épocas de aplic. de CaCl2 20,9 b 18,7 a 0,5 a 3 épocas de aplic. de CaCl2 23,9 b 12,4 a 0,3 a 4 épocas de aplic. de CaCl2 25,2 b 6,2 a 0,4 a 2 épocas de aplic. de CaO 22,9 b 18,7 a 0,5 a 3 épocas de aplic. de CaO 33,0 a 16,7 a 0,8 a 4 épocas de aplic. de CaO 32,6 a 18,7 a 0,5 a Testemunha 21,2 b 4,2 a 0,7 a Vizzotto, M.; Antunes, P. L.; Brackmann, A.; Dalbosco, V. Aplicação de cálcio em pré-colheita na conservação de pêssego [Prunus persica (L.) BATSCH.], CV. Chiripá. R. bras. Agrociência, v.8 n. 1, p , jan-abr, 2002

14 TABELA - Qualidades físicas e químicas do pêssego Chiripá submetido a aplicações pré-colheita de cálcio e armazenado por 30 dias sob refrigeração a -0,5 C, mais 2 dias a 20 C. Santa Maria, RS, Tratamentos Firmeza Acidez (cmol.l-1) SST ( Brix) Cor (a + b) 2 épocas de aplic. de CaCl2 24,3 a 5,1 ab 13,1 a 36,1 a 3 épocas de aplic. de CaCl2 26,1 a 5,2 ab 12,1 b 35,0 a 4 épocas de aplic. de CaCl2 24,5 a 4,9 ab 12,5 ab 35,7 a 2 épocas de aplic. de CaO 21,8 a 4,9 b 12,1 b 35,2 a 3 épocas de aplic. de CaO 20,6 a 5,0 ab 12,2 b 35,6 a 4 épocas de aplic. de CaO 24,6 a 5,0 ab 12,8 ab 34,5 a Testemunha 25,6 a 5,6 a 12,7 ab 35,7 a Vizzotto, M.; Antunes, P. L.; Brackmann, A.; Dalbosco, V. Aplicação de cálcio em pré-colheita na conservação de pêssego [Prunus persica (L.) BATSCH.], CV. Chiripá. R. bras. Agrociência, v.8 n. 1, p , jan-abr, 2002

15 QUANDO USAR: Cloreto de Cálcio para Pós-Colheita Em frutos com ferimentos Boro Teor foliar menor 30 mg / kg Teor do Solo < 0,6 mg / kg QUANDO NÃO USAR: Cloreto de Cálcio para Pós-Colheita Em frutos sem ferimentos Teor de nutrientes no solo ou tecido considerado NORMAL

16 OBJETIVO DA NUTRIÇÃO FOLIAR CORRIGIR DEFICIÊNCIAS NUTRICIONAIS A CURTO PRAZO. CORRIGIR FALHAS DE MANEJO DE PLANTAS.

17 RECOMENDAÇÕES Analisar solo para corrigir deficiências Analisar plantas para verificar necessidade de adubação ADUBAÇÃO DO POMAR SOMENTE SE FOR NECESSÁRIO E INDICADA PELA ANÁLISE DE FOLHAS ADUBAR O SOLO E NÃO A PLANTA

18 Muito Obrigado!!!

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