Artigo Técnico. Grupo Hidrófilo - Solúvel em água. - (CH 2) - n > 10

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Artigo Técnico. Grupo Hidrófilo - Solúvel em água. - (CH 2) - n > 10"

Transcrição

1 André L.C. Silva, Elisabete Ponzetto e Fábio Rosa Oxiteno S/A Indústria e Comércio 1. CONCEITOS GERAIS Para entender a atuação do tensoativo, independentemente da aplicação e da área de interesse, é preciso conhecer as características destas moléculas, que conferem propriedades diferenciadas aos meios nos quais agem, quando comparadas a outras moléculas não tensoativas. Um tensoativo pode ser definido como uma substância que tem, na mesma molécula, grupos polares (hidrófilos), que têm afinidade com água, e grupos apolares (hidrófobos), sem afinidade com água (por exemplo, tem afinidade com óleos). Grupo Hidrófilo - Solúvel em água Grupo Hidrófobo - Solúvel em óleo - (CH 2) - n > 10 Grupos Polares e Apolares Presentes no Tensoativo Dentre os grupos apolares presentes na molécula, destacam-se as cadeias carbônicas com mais de 10 átomos de carbono e os anéis aromáticos. Quanto aos grupos polares pode-se destacar: Hidroxilas - OH Aminas - NH 2 Carboxilas - COO Sulfônicos - SO 3 Sulfatos - OSO 3 - Alcoxilados - (OCH 2 CH 2 ) n -OH Nos grupos polares iônicos a afinidade com água provém da presença de cargas na molécula, e nos grupos polares não iônicos a afinidade com água provém da formação de pontes de hidrogênio com a porção hidrófila. 1

2 2. OBJETIVO DO TENSOATIVO Agir como conciliador entre compostos sem afinidade, pela alteração da tensão superficial Esta definição é comum sempre que se fala sobre os efeitos de tensoativos. Segundo os conceitos envolvidos e a área de aplicação, existem inúmeras classificações e nomenclaturas para um tensoativo, de acordo com o principal efeito observado. Há nomes diferentes para classificar um mesmo efeito, conforme mostra o quadro a seguir. Emulgador Surfactante Espumante Dispersante Desengraxante Espalhante Umectante Lubrificante Emoliente Detergente Antiestático Penetrante Antiespumante Amaciante Solubilizante Qualquer que seja a classificação, o efeito que se observa é o de conciliação entre compostos sem afinidade, quer sejam líquidos imiscíveis, sólidos e líquidos, quer sejam líquidos e gases, ou gases e sólidos. A dispersão aquosa de pigmentos orgânicos só é possível com a adição de tensoativos. Na polimerização em emulsão de monômeros vinílicos ou de monômeros acrílicos, é necessário adicionar tensoativos para compatibilizar e estabilizar o sistema emulsionado. 3. MECANISMO DE AÇÃO DOS TENSOATIVOS Para entender a ação de um tensoativo vamos, primeiramente, analisar a distribuição do tensoativo numa solução aquosa e o efeito na tensão superficial, através da seguinte representação esquemática. A B C D A Tensão superficial B C D CMC Concentração (log 10 C) Um tensoativo, devido à dupla característica de afinidade presente na molécula, tende a se concentrar na interface de um sistema. A molécula com a parte hidrófila orienta-se voltada para água, e a parte hidrófoba orienta-se voltada para o ar ou outra substância que tenha pouca afinidade com a água, como um pigmento. Esta característica de orientação da molécula é a principal diferença dos tensoativos em relação a outros solutos, como os sais inorgânicos que tendem a se distribuir igualmente por toda a solução. 2

3 A adição de tensoativos à água tende a saturar todas as interfaces (situações B e C), de modo que a partir de uma concentração denominada Concentração Micelar Crítica (CMC) há a saturação do meio e a formação de micelas (situação D). A micela é a forma que o tensoativo assume para melhorar a estabilidade na solução colocando, voltadas para o mesmo lado, as cadeias hidrófobas; e voltadas para a água, as cadeias hidrófilas. 4. TENSÃO SUPERFICIAL (TS) A tensão superficial pode ser definida como: A energia necessária para perturbar, distender ou perfurar uma superfície. Para entender melhor este conceito, vamos observar o desenho abaixo: Desenho esquemático de uma gota em formação Ao observar uma gota de líquido, verificamos que as moléculas no interior da gota estão envolvidas por outras moléculas da mesma substância. As forças intermoleculares estão equilibradas, uma vez que atuam em todas as direções. Entre as moléculas de um fluido existem forças de atração e repulsão, as chamadas forças intermoleculares, como as pontes de hidrogênio, interações Dipolo-dipolo e as forças de Van der Waals. Entretanto, as moléculas presentes na superfície não estão totalmente envolvidas por moléculas da mesma espécie, estão sob efeito de uma força intermolecular resultante, que origina a chamada Tensão Superficial (TS), que pode ser mais bem compreendida se imaginarmos que existe uma película sobre o fluido, assim como a pele sobre o corpo. No gráfico da TS associada à concentração de tensoativo pode-se notar o efeito de redução da TS pela adição deste tipo de produto. 3

4 A tabela abaixo permite comparar a TS de diversas substâncias e o efeito do tensoativo numa solução aquosa. Líquido Água Água + 0,1 % NFE 9,5 EO TS (d/cm) 72,75 29,00 Podemos notar que a adição de Nonilfenol etoxilado com 9,5 moles à água proporciona uma redução significativa da TS, efeito Etanol 22,30 necessário para facilitar a Acetona 23,70 molhablidade. Mercúrio 485,00 Butilglicol 32,0 Etilenoglicol 48,4 Xileno 30 Tolueno 28 MEK 24 MIBK 23,4 Comparando com a água, podemos observar que os líquidos orgânicos têm uma TS bastante inferior, devido à presença de ligações intermoleculares fracas (Dipolo-dipolo e Van der Waals), enquanto que na água as forças são de elevada intensidade (devido às pontes de hidrogênio). Acetato de Butila Poliacrilatos O acerto da TS permite melhorar o nivelamento e a prevenção de alguns defeitos observados na aplicação de tintas. Diferenças na Poliacrilto de viinila 41,9 tensão superficial provocam Resinas alquídicas movimentação da tinta nas regiões onde a TS é menor para Resinas melamínicas regiões onde é maior. Os problemas tendem a se agravar na medida em que o filme inicia o processo de secagem e cura. É importante considerar as Tensões Superficiais dos solventes e resinas para se alcançar o desempenho adequado de uma tinta. Como os solventes apresentam TS muito inferior à da água, sua utilização na formulação também permite reduzir a TS das tintas. A tabela anterior mostra, ainda, o exemplo ilustrativo do mercúrio, que tem uma tensão superficial muito elevada devido à força da ligação metálica. 5. CLASSIFICAÇÃO DOS TENSOATIVOS De acordo com a característica da parte hidrófila dos tensoativos, podemos dividi-los em classes. 4

5 a - Tensoativos Não Iônicos Produtos cuja parte hidrófila é composta por cadeias alcooxiladas. Por exemplo: O(CH 2CH 2) nh Nonilfenol Etoxilado O(CH2CH2)nH Álcoois Graxos Etoxilados O(CH 2CH 2 O) n (CH 2CHO) nh CH3 Álcoois Graxos Etoxilados e Propoxilados C O O(CH 2CH 2O) nh Ácidos Graxos Etoxilados As principais características desta classe são a elevada resistência a eletrólitos, à dureza de água (íons de cálcio e magnésio) e o bom desempenho em ampla faixa de ph, quer em meio ácido ou alcalino. Esta é a classe de tensoativos mais numerosa em termos de variedades de moléculas. b - Tensoativos Aniônicos Produtos que apresentam a parte hidrófila composta por grupos com carga negativa, como por exemplo sulfatos, sulfonatos e carboxilas. SO 3 - Alquilbenzeno Sulfonatos OSO 3 - Alquil Sulfatos C O O - Ácidos Graxos Saponificados ou Sabões As principais características desta classe são a baixa resistência a eletrólitos, à dureza de água, além da baixa eficiência em meios ácidos, em que os grupos aniônicos são protonados e a capacidade de atuação do tensoativo é reduzida. 5

6 Esta foi a primeira classe de tensoativos fabricada (pelo uso do sabão) e é até hoje a classe mais utilizada no mundo. c - Tensoativos Catiônicos A parcela representativa da molécula é composta por grupos com carga positiva. Por exemplo: quaternários de amônio com cadeia graxa (usados em detergentes) d - Tensoativos Anfóteros Apresentam em sua molécula carga positiva ou negativa, de acordo com o ph do meio, podendo ser aniônicos, catiônicos ou não iônicos. Quando o ph for maior que 7, o tensoativo será aniônico; menor que 7, catiônico; e igual a 7, não iônico. Por exemplo : Betaínas (usados em cosméticos e em mineração). 6. EFEITOS DOS TENSOATIVOS a - Umectação Uma das principais aplicações tensoativas é a umectação ou promoção da molhabilidade. Uma forma de entender melhor este conceito é analisar uma gota sobre uma superfície, conforme figura abaixo: A gota da esquerda ilustra uma situação em que há pouca afinidade pelo substrato, isto é, uma situação em que a elevada TS desfavorece a molhabilidade. Na outra gota pode-se notar que a área de contato com o substrato é maior, indicando uma afinidade elevada. Este fato permite concluir que a tensão superficial foi substancialmente reduzida. O efeito tensoativo reduz a TS da água, permitindo alcançar a molhabilidade desejada. Portanto, o exemplo poderia estar relacionado com água pura (1 a. gota) e aditivada com tensoativo (2 a. gota). 7. SELEÇÃO DE TENSOATIVOS HLB BALANÇO HIDRÓFILO/ LIPÓFILO* Uma vez que verificamos a existência de inúmeras possibilidades para a utlização de um tensoativo, surge a seguinte questão: Como escolher o tensoativo mais apropriado para determinada aplicação? 6

7 O sistema HLB ajuda a orientar esta decisão. Ele pode ser definido como um número associado à molécula de tensoativo que expressa a relação entre grupos polares e apolares da molécula: Hidrófobo Hidrófilo Hidrófobo Hidrófilo Baixo HLB Alto HLB A representação gráfica mostra, proporcionalmente, os tamanhos da cadeia hidrófoba e hidrófila. Num tensoativo de alto HLB há uma molécula, por exemplo, mais etoxilada (maior cadeia hidrófila) do que em um tensoativo de baixo HLB. HLB é um sistema empírico em que o número é obtido por meio de cálculos a partir da estrutura da molécula. Apesar de orientar a escolha do tensoativo mais adequado, não é o único fator que influencia. Existem outros, como a estrutura do substrato, as condições do meio, a temperatura, etc. que também são decisivos na escolha do tensoativo mais apropriado. *Os termos lipófilo e hidrofóbo são equivalentes, e indicam pouca afinidade com água. Aplicação de HLB O objetivo de se determinar HLB é economizar tempo na seleção de tensoativos para se atingir os efeitos desejados. Basicamente utiliza-se um tensoativo de HLB próximo ou igual ao HLB requerido (número no qual a emulsão tem a sua maior estabilidade) para estabilizar o sistema escolhido. O critério de se utilizar HLB permite usar uma concentração menor de tensoativo e obter um sistema mais estável. De acordo com a aplicação e as faixas de HLB, podemos escolher os tensoativos mais apropriados, como mostra a tabela abaixo: Faixa de HLB Aplicação Nonilfenóis Etoxilados (moles de EO) Álcoois Láuricos Etoxilados (moles de EO) 4-6 Emulsificante A/O 1, Umectantes 4 2 a Emulsificantes O/A 4 a 40 3 a Detergentes 9,5 a Solubilizantes 5 a 40 6 a 23 Nos casos em que é necessário obter um efeito emulgador para água em óleo (dispersão de água em um meio oleoso) a faixa ideal de HLB é de 4 a 6; para o efeito umectante, o ideal é de 7 a 9, e analogamente para os demais efeitos. Na indústria de tintas, os principais efeitos desejados do tensoativo são: molhabilidade, umectação (em tintas emulsionadas, melhora o nivelamento e alastramento), dispersão de pigmentos inorgânicos ou orgânicos como nas pastas pigmentadas ou tintas emulsionadas e emulsificação. Este último efeito permite a polimerização em emulsão, na qual se faz uma reação com os monômeros não solúveis em água, alcançando tamanhos de partículas e peso molecular que resultam no efeito de lavabilidade para tintas, além de facilitar a remoção da sujeira quando a tinta é aplicada na parede. 7

8 O nonilfenol etoxilado (em vários graus de etoxilação) é o produto mais empregado para se conseguir todos os efeitos desejados em uma tinta. Além de proporcionar efeito umectante, o Nonilfenol Etoxilado com 9,5 moles de EO tem HLB 13, valor dentro da faixa de aplicação como detergente e emulgador de óleo em água. Assim podemos entender por que a indústria de tintas considera este produto o mais apropriado na preparação de tintas emulsionadas. Componentes como revestimentos, veículos e resinas também podem ser classificados pelo sistema HLB, incluindo os sistemas solventes como os éteres glicólicos. Assim é possível selecionar os emulsificantes mais eficientes, que resultam em melhores propriedades à formulação. A tabela abaixo mostra o HLB de algumas resinas. Componente HLB Resina alquídica 8 Poliuretano modificado 10 Breu modificado com maleico APLICAÇÃO DE TENSOATIVOS NA FABRICAÇÃO DE TINTAS, PASTAS PIGMENTADAS E RESINAS EM EMULSÃO Depois de apresentar os mecanismos de atuação de um tensoativo, é importante associálos ao trabalho prático da indústria de tintas, já que os tensoativos podem ser usados para obter vários efeitos. Embora os tensoativos sejam empregados apenas na faixa de 0,2 a 0,3 % do peso total de uma tinta, eles são indispensáveis em sua formulação, pois auxiliam a dispersão e umectação dos pigmentos e cargas, o ajuste da cor, a emulsificação de óleos e resinas, o nivelamento, a adesão, a lavabilidade, a estabilidade e a polimerização em emulsão. Uma vez que as tintas podem conter uma grande variedade de componentes, a interação entre estes e o tensoativo deve ser criteriosamente considerada para não resultar em propriedades indesejáveis. A figura abaixo pode ajudar a escolher o tensoativo não iônico (etoxilado), segundo as suas propriedades de interesse: Número de grupos EtO (Óxido de Etileno por Molécula Solubilidade em Água Ação Espumante Ação de Nivelamento Tensão Superficial Tensão Interfacial Viscosidade em Dispersão Aquosa

9 O tensoativos não iônicos são dispersantes efetivos, particularmente o nonilfenol etoxilado com 9,5 moles de EO. Neste caso, o grupo hidrófobo é absorvido pelo sólido, e a parte hidrófila forma uma proteção em torno das partículas. a - Umectação e Dispersão de Pigmentos Umectação é o efeito do tensoativo relativo à redução da TS da água, e de concentrarse em toda a superfície das partículas (inclusive nos seus interstícios), provocando um aumento da molhabilidade. Conseqüentemente, há a remoção de gases, como o ar, e de outros contaminantes que estão na superfície das partículas. Na ausência de um agente redutor da TS, a umectação é prejudicada, o que dificulta a penetração da água nas partículas de pigmento, provocando sedimentação. Este efeito é também importante na aderência da tinta em superfícies porosas como a madeira, em que o ar adere nas fibras hidrófilas e precisa ser substituído pelo material de recobrimento. Dispersão é a manutenção do movimento das partículas umectadas no interior do líquido, que resulta em uma suspensão permanente. O objetivo desta suspensão é que as partículas do pigmento, recobertas por um tensoativo, já não se atraiam. O primeiro estágio da dispersão de um pigmento em tintas líquidas corresponde à separação das partículas de pigmentos, destruindo aglomerados. O segundo é a estabilidade da emulsão, ou seja, a manutenção das partículas separadas entre si, distribuídas uniformemente no meio líquido e assim permanecendo, ao longo do tempo. As figuras abaixo (a e b) apresentam, respectivamente, um aglomerado de partículas sem ação dispersante, e uma dispersão com partículas homogêneas estabilizadas por efeito dispersante. A B Uma boa dispersão do pigmento contribui com o brilho do filme da tinta, pois mantém ao mínimo a irregularidade no filme seco. Os tensoativos escolhidos de modo adequado, segundo as diferentes necessidades, conferem as propriedades de emulsão e dispersão. O gráfico abaixo mostra uma comparação entre o desenvolvimento de cor em uma mistura de resina e pigmento, com e sem tensoativo. 9

10 DESENVOLVIMENTO DE COR Resina + pigmento + Tensoativo Resina + pigmento TEMPO Um exemplo visível da boa atuação dos tensoativos numa tinta que utiliza misturas de pigmentos (por exemplo, com duas cores diferentes) está na tonalidade uniforme em toda a extensão do filme aplicado. Uma ótima dispersão de um pigmento depende de dois fatores: similaridade do HLB requerido do pigmento com o HLB do tensoativo, e seleção do tipo químico apropriado do tensoativo. A tabela abaixo mostra alguns tensoativos utilizados em dispersão de pigmentos, com seus respectivos HLBs. Produto HLB Aplicação Nonilfenol etoxilado (10 EO ) 13,3 umectante Nonilfenol etoxilado (12 EO) 14,1 umectante, alastrante Nonilfenol etoxilado (8 EO) 12,3 agente de nivelamento, evita o fenômeno de flotação Álcool láurico etoxilado (8 EO) 12,9 umectante Monooleato de sorbitan 4,3 e 8,6 co-dispersante umectante O nonilfenol etoxilado tem participação importante nos sistemas mixing machine do mercado de tintas decorativas, devido ao seu desempenho como umectante e dispersante na elaboração de pastas pigmentadas, pois seu HLB, em torno de 13, facilita a aplicação com vários pigmentos. Para cada sistema de pigmento existe um HLB requerido do sistema tensoativo, visando obter as propriedades desejadas: Pigmentos HLB Requerido Verde Ftalocianina 14 Amarelo Hansa 14 Vermelho Toluidina Oxido de ferro vermelho Negro de fumo Devido à classificação química do tensoativo, a estabilização da dispersão pode acontecer em duas situações diferentes, conforme mostra a tabela abaixo. Verifica-se que no caso de tensoativos aniônicos ocorre a formação de dupla carga elétrica ao redor da partícula, sendo que a camada externa de uma partícula exerce repulsão sobre a outra partícula vizinha porque apresentam carga de mesma natureza (+ ou -). Os tensoativos não 10

11 iônicos mantêm suas porções de cadeia longa orientadas para o lado externo das partículas o efeito estérico não permite aproximação entre elas. Tipo de Tensoativo Dispersão Estabilização ANIÔNICO Exemplo: Lauril sulfato de Sódio Dupla carga NÃO IÔNICO Exemplo: Nonil Fenol Etoxilado Estérica b - Polimerização em Emulsão Em um processo de polimerização (vinílica ou acrílica), o caráter exotérmico pode dificultar o controle da reação e da massa molecular do polímero, que se torna menor com o aumento de temperatura. Estas dificuldades de transferência de calor podem ser superadas, utilizando-se a técnica de Polimerização em Emulsão, em que o calor de polimerização é dissipado rapidamente pela fase aquosa. Nesta técnica, o tensoativo pode agir como Estabilizante e Solubilizante. A velocidade de polimerização e o número de partículas do polímero formado dependem, em grande parte, da concentração do tensoativo. Normalmente, um único tensoativo não consegue desempenhar adequadamente as funções necessárias para se conseguir um polímero com boas propriedades, que são emulsionar os monômeros em água e manter estável a suspensão deste sistema obtido. Daí a necessidade de se utilizar misturas de tensoativos. Em geral, resultados satisfatórios ocorrem em uma faixa de de HLB. Utilizam-se tensoativos aniônicos e catiônicos, ou misturas destes. Assim combinam-se as influências das duas classes, que aumentam a resistência ao resfriamento e à ação mecânica (incluindo a lavagem das tintas), a estabilidade diante de eletrólitos, reduzindo a tendência de formar espuma e alcançando um baixo diâmetro de partículas. 11

12 9. FORMULAÇÕES ORIENTATIVAS - TÍPICAS a - Tintas Emulsionadas Acrílica Fosco Vinílica Água 20,00 24,00 Carboxi metil celulose 0,25 0,50 RENEX 95 0,35 0,20 ULTRASPERSE PA 44 0,35 0,40 Anti espumante 0,10 0,10 Bactericida 0,15 0,05 Fungicida 0,15 0,05 Amônia 25% 0,05 0,10 Dióxido de titânio 18,00 15,00 Carbonato de cálcio ppt 8,00 5,00 Calcita 8,00 8,00 Caulim 5,00 8,00 Anti espumante 0,15 - Emulsão Acrílica 23,00 - Emulsão Vinílica - 22,00 Água 10,15 15,50 ULTRASOLVE P A 1,00 1,00 Amônia 25% 0,15 - Espessante acrílico 0,40 - Modificador reológico 1,20 - Água 3,50 - Antiespumante 0,05 0,10 Total 100,00 100,00 12

13 b - Polimerização em emulsão Emulsão Copolímero Acrílica Estirenada Emulsão Homopolímero Poliacetato de Vinila Água 44,13 43,64 Hidroxi etil celulose - 1,50 Nonilfenol etoxilado sulfatado (9,5 EO) 4,5 - RENEX 230-2,00 RENEX 95 1,00 Solução tampão - NaHCO 3 0,07 0,04 Acetato de vinila - 51,76 Ácido acrílico 1,00 - Acrilamida 1,00 - Estireno 24,00 - Acrilato de butila 24,00 - Persulfato de amônia 0,30 0,06 Rongalit C 0,50 - Trigonox AW 70 0,50 - Total 100,00 100, BIODEGRADABILIDADE Como a questão ambiental desperta grande interesse nos diversos ramos da indústria, não poderíamos deixar de apresentar as propriedades favoráveis de biodegradabilidade de dois dos principais tensoativos utilizados no segmento de tintas. As metodologias utilizadas na Europa, USA e Brasil (Ref. OECD - Organization for Economic Co-operation and Development, Council Diretive 82/242 e 82/243 da European Economic Community) para determinar a biodegradabilidade definem que: Para um tensoativo não iônico ou aniônico ser considerado biodegradável, deve apresentar 80% de biodegradabilidade (% de remoção da molécula) em um prazo máximo de 28 dias em temperatura ambiente (18 a 25 C). a - Biodegradabilidade de Alquilfenois Etoxilados e Álcoois Graxos Etoxilados Com base na definição de biodegradabilidade, a tabela abaixo mostra os resultados da porcentagem de remoção da molécula de tensoativo (caracterizada pelos métodos de demanda química de oxigênio e emissão de CO 2 ) em função do tempo de teste. 13

14 Teste Nonilfenol Etoxilado Álcool Graxo Etoxilado Demanda química de oxigênio, DQO 14 dias 28 dias Degradação em relação a CO2 (%) 10 a a 93 (%) 14 dias 14 a dias 98 a 99 REF: Estudos realizados pela SGS Brasil S.A. Divisão de Meio Ambiente. (%) 50 a a 100 (%) 18 a a 100 A tabela mostra que, ao final de 14 dias, nos dois parâmetros medidos, o Nonilfenol etoxilado (NFE) mostrou uma degradação inferior ao Álcool graxo etoxilado (AGE). Porém, ao final dos 28 dias de testes, requeridos na definição de biodegradabilidade, tanto o NFE quanto o AGE superaram a marca de 80%. O gráfico abaixo mostra a evolução da biodegradabilidade dos tensoativos citados, em termos de demanda química de oxigênio (DQO): Remoção da molécula (%) DQO (%) Dias de teste NFE AGE REF: Estudos realizados pela SGS Brasil S.A. Divisão de Meio Ambiente. No gráfico observamos que os AGE são biodegradados mais rapidamente do que os NFE, mas ambos demonstram elevada biodegradabilidade. b - Resíduos Gerados Durante a Biodegradação de NFE Além dos estudos sobre a biodegradabilidade dos NFE, outra questão bastante discutida é a geração de resíduos fenólicos durante a biodegradabilidade desta molécula. Outros tensoativos classificados como biodegradáveis podem apresentar resíduos de degradação perigosos, porém pouco estudados e dificilmente detectados por métodos analíticos convencionais. Abaixo, as conclusões de alguns estudos sobre o assunto. - Em sistemas padrões de tratamento de esgotos norte-americanos, os NFE são efetivamente removidos e não há evidências de acumulação de nonilfenóis ou outros produtos intermediários de degradação no ambiente aquático (Ref: Weeks J. Adams, W. J. Guiney, P.D. Hall, J. F. Naylor, C.G. Risk assentment of NFE and its ethoxylates in US river water and sedments, S.C.Johnson & Son, Texaco, Hunstman, Proceedings of 4 th World Surfactants Congress, 1996.ref. 4) - A concentração máxima de resíduos fenólicos durante a biodegradação é bastante inferior aos limites de toxicidade considerados nocivos à vida aquática e ao meio ambiente (Ref: Naylor, C. G. Willians, J.B. Varineu, P.T. Webb, D.A., Nonylphenol 14

15 ethoxylates in an industrial river, Hunstman, Union Carbide, Wisconsin Dept. Natural Resources, Proceedings of 4 th World Sufactants Congress, 1996). - Estudos do APERC - Alkylphenols Ethoxylates Research Council (Conselho de Pesquisa sobre Alquilfenóis e Etoxilados USA) (ref. 3). Além da definição mencionada no item a, um produto é considerado biodegradável quando apresenta uma relação entre produção de CO2 real e produção de CO2 teórica superior a 50%, em 64 dias. Com base nessa definição, o APERC fez um estudo com amostras do solo contaminado com Nonifenol Etoxilado, proveniente de plantas produtoras dos EUA. Ao findar o período de 64 dias, os testes apresentaram resultados de biodegradabilidade total em torno de 60%, confirmando o caráter biodegradável do Nonilfenol Etoxilado. Este estudo foi realizado segundo a metodologia do FDA (Food and Drug Administration) Aerobic Biodegradation in soil and Aerobic Biodegradation in water Método 3.12 constante no Environmental Assessment Technical Assistance Handbook ref. PB de Março de Outro estudo realizado pelo APERC foi a análise de amostras de lodo, coletadas de trinta rios norte-americanos, que recebem descarga de efluentes de estações de tratamento de empresas produtoras ou usuárias de Nonilfenol Etoxilado. Este produto não foi sequer detectado em mais de 2/3 dos rios. Nos demais rios, o nível detectado não passou de 15 ppb (partes por bilhão). 15

16 11. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 1) Swaraj, Paul, Surface Coatings - Science & Technology, 2 edição, 1996, Editora John Wiley & Sons. 2) Fazenda, M. R. Jorge, Tintas e Vernizes - Ciência e Tecnologia, 1ª edição, 1993, Textonovo Editora e Serviços Editoriais - Publicação ABRAFATI. 3) APERC (Alkylphenol Ethoxylates Research Council - USA), 1999, Alquilfenóis e Alquilfenóis Etoxilados Visão Geral sobre Aspectos de Segurança, (site: 4) Ref: Weeks J. Adams, W. J. Guiney, P.D. Hall, J. F. Naylor, C.G. Risk assentment of NFE and its ethoxylates in US river water and sedments, S.C.Johnson & Son, Texaco, Hunstman, Proceedings of 4 th World Surfactants Congress, ) Ref: Naylor, C. G. Willians, J.B. Varineu, P.T. Webb, D.A., Nonylphenol ethoxylates in an industrial river, Hunstman, Union Carbide, Wisconsin Dept. Natural Resources, Proceedings of 4 th World Sufactants Congress, ) Ref: (OECD) Organization for Economic Co-operation and Development, Pollution by Detergents, Paris, ) Ref: (OECD) Guidelines for Testing of Chemicals, Paris, ) Ref: Council Directive 82/242 EEC (European Economic Community), ) Ref: Council Directive 82/243 EEC (European Economic Community), AVISO AOS USUÁRIOS O Artigo Técnico contem informações apresentadas de boa fé e fundamentadas no melhor conhecimento atual da Oxiteno sobre o assunto. As informações têm valor apenas indicativo. Quaisquer informações comentadas, inclusive as sugestões de condições de uso dos produtos da Oxiteno, não devem substituir ensaios e verificações experimentais que são indispensáveis para assegurar a adequação do produto a cada aplicação específica. Também, é de responsabilidade do formulador final respeitar a legislação local e obter todas as autorizações eventualmente necessárias. ATENDIMENTO A CLIENTES VENDAS TELEFONE: (0xx11) FAX: (0xx11) / /

LÍQUIDO F. coesão = F. repulsão

LÍQUIDO F. coesão = F. repulsão Tensoativos Tensoativos 1 Forças Tensões - Força de coesão: força que tende a reunir as moléculas. - Força de repulsão: força que tende a separar as moléculas. SÓLIDO F. coesão > F. repulsão LÍQUIDO F.

Leia mais

TECNOLOGIA DE Sabões e detergentes. Conteúdos a serem abordados: --Tensão superficial -- Polaridade -- Forças intermoleculares

TECNOLOGIA DE Sabões e detergentes. Conteúdos a serem abordados: --Tensão superficial -- Polaridade -- Forças intermoleculares TECNOLOGIA DE Sabões e detergentes Conteúdos a serem abordados: --Tensão superficial -- Polaridade -- Forças intermoleculares Tensão superficial Força existente na superfície de líquidos em repouso. Fortes

Leia mais

Formulações de Adjuvantes Agrícolas

Formulações de Adjuvantes Agrícolas ADJUVANTES Formulações de Adjuvantes Agrícolas ADJUVANTES: - Substância inerte adicionados à formulação ou à calda para melhorar a eficiência da aplicação. Podem ser divididos em 2 grupos: a) Surfatantes:

Leia mais

SUSPENSÕES E SOLUÇÕES

SUSPENSÕES E SOLUÇÕES SUSPENSÕES E SOLUÇÕES Definições SUSPENSÃO Mistura heterogênea de substâncias Ex.: sangue (suspensão de plasma e células) água e óleo; água e areia, água e açúcar SOLUÇÃO Mistura homogênea de substâncias

Leia mais

Há mais de 40 anos desenvolvendo soluções que evoluem o mundo

Há mais de 40 anos desenvolvendo soluções que evoluem o mundo HOME CARE AND I&I Há mais de 40 anos desenvolvendo soluções que evoluem o mundo Para o mercado de Home Care and I&I, a Oxiteno oferece inovações que promovem praticidade, maior detergência e poder de

Leia mais

Boletim Técnico. M + em que: R = cadeia graxa de álcool laurílico n = número médio de mols de óxido de eteno M = tipo de sal (sódio ou amônio)

Boletim Técnico. M + em que: R = cadeia graxa de álcool laurílico n = número médio de mols de óxido de eteno M = tipo de sal (sódio ou amônio) DESCRIÇÃO A linha de produtos é composta por tensoativos aniônicos obtidos através da reação de álcoois graxos ou álcoois graxos etoxilados com trióxido de enxofre seguido da neutralização com álcalis,

Leia mais

TINTAS. Prof. Roberto Monteiro de Barros Filho. Prof. Roberto Monteiro de Barros Filho

TINTAS. Prof. Roberto Monteiro de Barros Filho. Prof. Roberto Monteiro de Barros Filho TINTAS Conceito Composição química variada, na maioria das vezes orgânica, que apresenta consistência líquida ou pastosa, que aplicada sobre uma superfície, forma um revestimento sólido e contínuo, com

Leia mais

TRATAMENTO DE ÁGUAS OLEOSAS NAS INDÚSTRIAS

TRATAMENTO DE ÁGUAS OLEOSAS NAS INDÚSTRIAS TRATAMENTO DE ÁGUAS OLEOSAS NAS INDÚSTRIAS Frente às exigências cada vez mais rigorosas dos órgãos reguladores ambientais, o enquadramento da água oleosa gerada em diversas atividades industriais constitui-se

Leia mais

Tintas. Compromisso com a qualidade

Tintas. Compromisso com a qualidade s Soluções para melhorar a qualidade dos seus produtos. Tintas Compromisso com a qualidade A Oxiteno produz tensoativos e especialidades químicas que melhoram ou contribuem para a qualidade de produtos

Leia mais

TINTAS E VERNIZES MCC1001 AULA 7

TINTAS E VERNIZES MCC1001 AULA 7 TINTAS E VERNIZES MCC1001 AULA 7 Disciplina: Materiais de Construção I Professora: Dr. a Carmeane Effting 1 o semestre 2014 Centro de Ciências Tecnológicas Departamento de Engenharia Civil DEFINIÇÃO: TINTAS

Leia mais

HOME CARE AND I&I GREENFORMANCE

HOME CARE AND I&I GREENFORMANCE HOME CARE AND I&I GREENFORMANCE Compromisso com a sustentabilidade O conceito de sustentabilidade vem transformando o comportamento e os hábitos de consumo em todo o mundo. E essa mudança está presente

Leia mais

Conceitos e aplicações dos adjuvantes

Conceitos e aplicações dos adjuvantes ISSN 1518-6512 Agosto, 2006 56 Conceitos e aplicações dos adjuvantes Leandro Vargas 1, Erivelton Scherer Roman 1 Introdução Os herbicidas, até mesmo aqueles com ação de contato como paraquat, necessitam

Leia mais

As forças atrativas entre duas moléculas são significativas até uma distância de separação d, que chamamos de alcance molecular.

As forças atrativas entre duas moléculas são significativas até uma distância de separação d, que chamamos de alcance molecular. Tensão Superficial Nos líquidos, as forças intermoleculares atrativas são responsáveis pelos fenômenos de capilaridade. Por exemplo, a subida de água em tubos capilares e a completa umidificação de uma

Leia mais

SURFACTANTES. Prof. Harley P. Martins Filho. Sabões, detergentes, álcoois de cadeia longa e outras moléculas relacionadas são anfifílicas.

SURFACTANTES. Prof. Harley P. Martins Filho. Sabões, detergentes, álcoois de cadeia longa e outras moléculas relacionadas são anfifílicas. SURFTNTES Prof. Harley P. Martins Filho Surfactantes Sabões, detergentes, álcoois de cadeia longa e outras moléculas relacionadas são anfifílicas. Estrutura básica: Grupo polar hidrófilo (SO 3-, OO -,

Leia mais

Álcoois Graxos Sulfatados Álcoois Graxos Etoxilados Sulfatados

Álcoois Graxos Sulfatados Álcoois Graxos Etoxilados Sulfatados DESCRIÇÃO A linha de produtos ALKOPON é composta por tensoativos aniônicos obtidos através da reação de alcoóis graxos ou alcoóis graxos etoxilados com SO 3, seguida de neutralização com álcalis. A linha

Leia mais

Guia de aditivos, resinas e químicos para construção

Guia de aditivos, resinas e químicos para construção Guia de aditivos, resinas e químicos para construção INSTITUCIONAL A D Altomare atua no Brasil desde 1972, atendendo clientes em todo o território nacional. Possui sede em São Paulo com modernas instalações

Leia mais

Atualmente é Sócio Proprietário da DIGITALBRAIN Consultoria e Treinamento Ltda.

Atualmente é Sócio Proprietário da DIGITALBRAIN Consultoria e Treinamento Ltda. Formado em Engenharia Química pela FEI Faculdade de Engenharia Industrial e com cursos de Especialização em Embalagens nos U.S.A. e Alemanha, vem atuando no mercado de embalagens desde 1976 em empresas

Leia mais

A limpeza de pisos de mármore normalmente é feita com solução de ácido clorídrico comercial (ácido muriático).

A limpeza de pisos de mármore normalmente é feita com solução de ácido clorídrico comercial (ácido muriático). 61 b A limpeza de pisos de mármore normalmente é feita com solução de ácido clorídrico comercial (ácido muriático). Essa solução ácida ataca o mármore, desprendendo gás carbônico, segundo a reação descrita

Leia mais

E 200. linha floor care. limpeza e manutenção de pisos. Limpador Alcalino de Uso Geral. cleanup

E 200. linha floor care. limpeza e manutenção de pisos. Limpador Alcalino de Uso Geral. cleanup cleanup linha floor care limpeza e manutenção de pisos E 200 Limpador Alcalino de Uso Geral Desenvolvido para limpeza leve e pesada em todos os tipos de superfícies laváveis (bancadas, paredes, máquinas

Leia mais

Química D Extensivo V. 3

Química D Extensivo V. 3 Química D Extensivo V. 3 Exercícios 01) Alternativa correta: A 5 4 3 2 1 CH 3 CH 2 CH CH CH 2 OH CH 3 CH 3 metil metil 02) Alternativa correta: D 8 7 6 5 4 3 2 1 CH 3 C = CH CH 2 CH 2 CH CH 2 CH 2 OH CH

Leia mais

GEOMETRIA MOLECULAR E INTERAÇÕES QUÍMICAS MOLECULARES. Professor Cristiano

GEOMETRIA MOLECULAR E INTERAÇÕES QUÍMICAS MOLECULARES. Professor Cristiano GEOMETRIA MOLECULAR E INTERAÇÕES QUÍMICAS MOLECULARES Professor Cristiano GEOMETRIA MOLECULAR É o estudo de como os átomos estão distribuídos espacialmente em uma molécula. Dependendo dos átomos que a

Leia mais

Questão 61. Questão 63. Questão 62. alternativa B. alternativa B. alternativa D

Questão 61. Questão 63. Questão 62. alternativa B. alternativa B. alternativa D Questão 61 A limpeza de pisos de mármore normalmente é feita com solução de ácido clorídrico comercial (ácido muriático). Essa solução ácida ataca o mármore, desprendendo gás carbônico, segundo a reação

Leia mais

Química. Resolução das atividades complementares. Q50 Forças intermoleculares

Química. Resolução das atividades complementares. Q50 Forças intermoleculares Resolução das atividades complementares 4 Química Q50 Forças intermoleculares p. 15 1 (Unifor-CE) Considerando a natureza das ligações químicas intermoleculares existentes nas substâncias: Etanol C 2 H

Leia mais

PROVA ESPECIALMENTE ADEQUADA DESTINADA A AVALIAR A CAPACIDADE PARA A FREQUÊNCIA DO ENSINO SUPERIOR DOS MAIORES DE 23 ANOS PROVA DE QUÍMICA

PROVA ESPECIALMENTE ADEQUADA DESTINADA A AVALIAR A CAPACIDADE PARA A FREQUÊNCIA DO ENSINO SUPERIOR DOS MAIORES DE 23 ANOS PROVA DE QUÍMICA PROVA ESPECIALMENTE ADEQUADA DESTINADA A AVALIAR A CAPACIDADE PARA A FREQUÊNCIA DO ENSINO SUPERIOR DOS MAIORES DE 23 ANOS PROVA DE QUÍMICA TEMAS 1. Estrutura da matéria 1.1 Elementos, átomos e iões 1.2

Leia mais

Distância x Potencial. Tipo de interação. Energia típica (kj/mol) Íon íon. Íon-dipolo permanente. 1 a 2. Dipolo induzido - dipolo induzido (London)

Distância x Potencial. Tipo de interação. Energia típica (kj/mol) Íon íon. Íon-dipolo permanente. 1 a 2. Dipolo induzido - dipolo induzido (London) Tipo de interação Íon íon Íon-dipolo permanente Distância x Potencial Energia típica (kj/mol) 250 15 Dipolo perman. - dipolo permanente (Keesom) Dipolo perman. - dipolo induzido (Debye) Dipolo induzido

Leia mais

TRATAMENTO DA ÁGUA PARA GERADORES DE VAPOR

TRATAMENTO DA ÁGUA PARA GERADORES DE VAPOR Universidade Federal do Paraná Curso de Engenharia Industrial Madeireira MÁQUINAS TÉRMICAS AT-101 Dr. Alan Sulato de Andrade alansulato@ufpr.br 1 INTRODUÇÃO: A água nunca está em estado puro, livre de

Leia mais

Profa Fernanda Galante Fundamentos de Química e Biologia Molecular/ Nutrição Material 3 1 LIGAÇÕES QUIMICAS

Profa Fernanda Galante Fundamentos de Química e Biologia Molecular/ Nutrição Material 3 1 LIGAÇÕES QUIMICAS Profa Fernanda Galante Fundamentos de Química e Biologia Molecular/ Nutrição Material 3 1 LIGAÇÕES QUIMICAS REGRA DO OCTETO Cada átomo tem um número de elétrons diferente e estes e - (elétrons) estão distribuídos

Leia mais

QUESTÕES DE QUÍMICA DA UNICAMP PROVA DE 2014.

QUESTÕES DE QUÍMICA DA UNICAMP PROVA DE 2014. QUESTÕES DE QUÍMICA DA UNICAMP PROVA DE 2014. 1- Prazeres, benefícios, malefícios, lucros cercam o mundo dos refrigerantes. Recentemente, um grande fabricante nacional anunciou que havia reduzido em 13

Leia mais

COLÓIDES QUÍMICA FRENTE 2

COLÓIDES QUÍMICA FRENTE 2 COLÓIDES QUÍMICA FRENTE 2 1- CONCEITO. Solução é toda e qualquer mistura homogênea, seus componentes (soluto e solvente) não podem ser separados por decantação ou filtração, em razão de as partículas do

Leia mais

RESOLUÇÃO DA PROVA DE QUÍMICA DA UFRGS 2011

RESOLUÇÃO DA PROVA DE QUÍMICA DA UFRGS 2011 RESOLUÇÃO DA PROVA DE QUÍMICA DA UFRGS 2011 Questão 26 Como a questão pede a separação do sólido solúvel do líquido, o único processo recomendado é a destilação simples. Lembrando que filtração e decantação

Leia mais

FISPQ LIMPA PORCELANATO. FICHA DE SEGURANÇA de produtos químicos

FISPQ LIMPA PORCELANATO. FICHA DE SEGURANÇA de produtos químicos LIMPA PORCELANATO CARACTERÍSTICA DO PRODUTO: É um limpador alcalino especialmente formulado para limpeza leve e pesada em pisos tratados com acabamentos acrílicos, pisos não tratados como porcelanato.

Leia mais

OIL & GAS PRODUTOS E SOLUÇÕES

OIL & GAS PRODUTOS E SOLUÇÕES OIL & GAS PRODUTOS E SOLUÇÕES Há mais de 40 anos desenvolvendo soluções que evoluem o mundo Para o mercado de Oil & Gas, a Oxiteno oferece tecnologias que vão da perfuração de poços até o refino, com

Leia mais

Água e Solução Tampão

Água e Solução Tampão União de Ensino Superior de Campina Grande Faculdade de Campina Grande FAC-CG Curso de Fisioterapia Água e Solução Tampão Prof. Dra. Narlize Silva Lira Cavalcante Fevereiro /2015 Água A água é a substância

Leia mais

A água não molha muito bem as superfícies onde é aplicada e, por isso, não lava eficientemente.

A água não molha muito bem as superfícies onde é aplicada e, por isso, não lava eficientemente. Sabões e Detergentes Tensoativos Classificação Tensoativos sintéticos Componentes dos detergentes Formulação de detergentes Detergentes enzimáticos Sabão e Sabonete POR QUE NECESSITAMOS DE DETERGENTES

Leia mais

VI OLIMPÍADA BAIANA DE QUÍMICA 2011

VI OLIMPÍADA BAIANA DE QUÍMICA 2011 VI OLIMPÍADA BAIANA DE QUÍMICA 2011 RESPONDA AS QUESTÕES DE 1 a 30, MARCANDO UMA DAS ALTERNATIVAS DE ACORDO COM O QUE SE PEDE QUESTÃO 1 Peso 2 A dissolução do cloreto de amônio, NH 4 Cl(s), em água ocorre

Leia mais

2 Conceitos Fundamentais

2 Conceitos Fundamentais 2 Conceitos Fundamentais 2.. Emulsões Emulsões são definidas como um sistema heterogêneo de pelo menos dois líquidos imiscíveis sendo um chamado de fase contínua e o outro de fase dispersa. A fase dispersa

Leia mais

EMULSIFICANTE RDX Solubilizante Biodegradável

EMULSIFICANTE RDX Solubilizante Biodegradável EMULSIFICANTE RDX Solubilizante Biodegradável Utilizado no combate à proteção do meio ambiente, o Emulsificante RDX é um emulsificante industrial de resíduos, óleos e graxas que foi elaborado e formalizado

Leia mais

Parâmetros de qualidade da água. Variáveis Físicas Variáveis Químicas Variáveis Microbiológicas Variáveis Hidrobiológicas Variáveis Ecotoxicológicas

Parâmetros de qualidade da água. Variáveis Físicas Variáveis Químicas Variáveis Microbiológicas Variáveis Hidrobiológicas Variáveis Ecotoxicológicas Parâmetros de qualidade da água Variáveis Físicas Variáveis Químicas Variáveis Microbiológicas Variáveis Hidrobiológicas Variáveis Ecotoxicológicas Coloração - COR Variáveis Físicas associada à presença

Leia mais

IA 364M MÉTODOS DE PESQUISA EM ENGENHARIA DE COMPUTAÇÃO

IA 364M MÉTODOS DE PESQUISA EM ENGENHARIA DE COMPUTAÇÃO IA 364M MÉTODOS DE PESQUISA EM ENGENHARIA DE COMPUTAÇÃO FACULDADE DE ENGENHARIA ELÉTRICA E COMPUTAÇÃO UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS ATIVIDADE 07 Daniela Diniz Ehrhahdt RA 151771 Prof. Dr. Ivan L.M.

Leia mais

Há mais de 40 anos desenvolvendo soluções que evoluem o mundo

Há mais de 40 anos desenvolvendo soluções que evoluem o mundo Há mais de 40 anos desenvolvendo soluções que evoluem o mundo Para o mercado de Personal Care, a Oxiteno oferece inovações que promovem a beleza e o bem-estar por meio de produtos suaves e sustentáveis.

Leia mais

AULA 3 Reagentes: coletores. Prof a Elenice Schons

AULA 3 Reagentes: coletores. Prof a Elenice Schons AULA 3 Reagentes: coletores Prof a Elenice Schons A maioria das espécies minerais é hidrofílica, necessitando uma hidrofobizição de sua superfície. Os coletores são surfactantes que se caracterizam por

Leia mais

Mary Santiago Silva 05/05/2010

Mary Santiago Silva 05/05/2010 Espectrometria de Massas Interpretação do Espectro de Massas Prof. Marcelo da Rosa Alexandre Departamento de Química - UFS Introdução Fragmentação em espectro de massas por EI oferece importante informação

Leia mais

3 METODOLOGIA EXPERIMENTAL

3 METODOLOGIA EXPERIMENTAL 43 3 METODOLOGIA EXPERIMENTAL 3. 1 METODOLOGIAS DE ANÁLISES 3.1.1 Método de Quantificação de Surfactantes (MBAS) em Águas 3.1.2 Princípio e aplicabilidade Os surfactantes aniônicos SLS (Lauril Sulfato

Leia mais

Resolução: 0,86ºC. x = 0,5 mol etanol/kg acetona. 0,5 mol 1000 g de acetona. 200 g de acetona. y = 0,1 mol de etanol. 1 mol de etanol (C 2 H 6 O) 46 g

Resolução: 0,86ºC. x = 0,5 mol etanol/kg acetona. 0,5 mol 1000 g de acetona. 200 g de acetona. y = 0,1 mol de etanol. 1 mol de etanol (C 2 H 6 O) 46 g (ACAFE) Foi dissolvida uma determinada massa de etanol puro em 200 g de acetona acarretando em um aumento de 0,86 C na temperatura de ebulição da acetona. Dados: H: 1 g/mol, C: 12 g/mol, O: 16 g/mol. Constante

Leia mais

Processo de Avaliação Seriada

Processo de Avaliação Seriada QUÍMICA Considera-se importante que o ensino da Química não promova a necessidade de uma excessiva memorização, mas possibilite ao estudante adquirir a capacidade de observar e descrever fenômenos, de

Leia mais

química 2 Questão 37 Questão 38 Questão 39 alternativa C na alternativa B. Sabendo-se que a amônia (NH 3)

química 2 Questão 37 Questão 38 Questão 39 alternativa C na alternativa B. Sabendo-se que a amônia (NH 3) química 2 Questão 37 Questão 38 abendo-se que a amônia (N 3) é constituída por moléculas polares e apresenta boa solubilidade em água. o diclorometano (2 2) não possui isômeros. ua molécula apresenta polaridade,

Leia mais

The Chemistry of Haircolor

The Chemistry of Haircolor The Chemistry of Haircolor John Halal Honors Beauty College 9725 Crosspoint Commons Indianapolis, IN 46256 317.841.6085 john1@honorsbeautycollege.com Não sobrou muito cabelo para mim, mas meu shampoo especial

Leia mais

Prof. Jair Alberto. Funções Inorgânicas. Prof. Busato. Química

Prof. Jair Alberto. Funções Inorgânicas. Prof. Busato. Química Prof. Jair Alberto Funções Inorgânicas Funções químicas Função química corresponde a um conjunto de substâncias que apresentam propriedades químicas semelhantes. As substâncias inorgânicas podem ser classificadas

Leia mais

TEORIA PARA TRATAMENTO DE ÓLEO SOLÚVEL OU EMULSIONADO. Esta mistura ocorre com pequena energia mecânica fornecida aos dois ou mais componentes.

TEORIA PARA TRATAMENTO DE ÓLEO SOLÚVEL OU EMULSIONADO. Esta mistura ocorre com pequena energia mecânica fornecida aos dois ou mais componentes. TEORIA PARA TRATAMENTO DE ÓLEO SOLÚVEL OU EMULSIONADO CONCEITO: A mistura de diversos tipos óleos com a água possuem uma característica de se separarem naturalmente, devido à diferença de densidade entre

Leia mais

CPV seu pé direito também na medicina

CPV seu pé direito também na medicina seu pé direito também na medicina UNICAMP 2 a fase 18/Janeiro/2011 QUÍMICA 09. Uma maneira de se produzir ferro metálico de uma forma mais amigável ao meio ambiente foi desenvolvida por dois cientistas,

Leia mais

Como escolher a tinta adequada a determinado serviço? A resposta a essa questão requer, primeiro, conhecimentos das características

Como escolher a tinta adequada a determinado serviço? A resposta a essa questão requer, primeiro, conhecimentos das características Tintas Um problema Como escolher a tinta adequada a determinado serviço? A resposta a essa questão requer, primeiro, conhecimentos das características e tipos de tintas. Introdução Na aula anterior, vimos

Leia mais

CURSO DE ARQUITETURA E URBANISMO

CURSO DE ARQUITETURA E URBANISMO ADITIVOS PARA O CONCRETO 1) Definição : NBR 11768 (EB-1763/92) - Aditivos para concreto de Cimento Portland. Produtos que adicionados em pequena quantidade a concreto de Cimento Portland modificam algumas

Leia mais

01/04/2015. Métodos Instrumentais Farmacêuticos FENÔMENOS DE SUPERFÍCIE. Cromatografia. Parte 2 CROMATOGRAFIA E ELETROFORESE CROMATOGRAFIA

01/04/2015. Métodos Instrumentais Farmacêuticos FENÔMENOS DE SUPERFÍCIE. Cromatografia. Parte 2 CROMATOGRAFIA E ELETROFORESE CROMATOGRAFIA Métodos Instrumentais Farmacêuticos FENÔMENOS DE SUPERFÍCIE Cromatografia CROMATOGRAFIA Plano de Aula -Princípios da separação de moléculas -Cromatografia: Classificação e mecanismos de separação -Cromatografia

Leia mais

Informação Técnica 10.08.01 E 09.2003 Offset Serviços. Molhagem em impressão offset Fatos importantes para o uso nos aditivos de molhagem offset 1/5

Informação Técnica 10.08.01 E 09.2003 Offset Serviços. Molhagem em impressão offset Fatos importantes para o uso nos aditivos de molhagem offset 1/5 Informação Técnica 10.08.01 E 09.2003 Offset Serviços Molhagem em impressão offset Fatos importantes para o uso nos aditivos de molhagem offset 1/5 O processo de impressão offset Offset continua a ser

Leia mais

Aula 3: Química do Solo

Aula 3: Química do Solo DISCIPLINA: QUÍMICA ANALÍTICA AMBIENTAL Aula 3: Química do Solo Prof a. Lilian Silva 2012 Solo: O solo pode ser conceituado como um manto superficial formado por rocha desagregada e, eventualmente, cinzas

Leia mais

Universidade de Brasília Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Ciência da Informação e Documentação Departamento de Ciência da

Universidade de Brasília Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Ciência da Informação e Documentação Departamento de Ciência da Universidade de Brasília Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Ciência da Informação e Documentação Departamento de Ciência da Informação e Documentação Disciplina: Conservação e Restauração

Leia mais

Trilhando o caminho da sustentabilidade ao baixo VOC, formulando primers base água. BECKOSOL AQUA 210 EPOTUF 37-685. André Luiz de Oliveira

Trilhando o caminho da sustentabilidade ao baixo VOC, formulando primers base água. BECKOSOL AQUA 210 EPOTUF 37-685. André Luiz de Oliveira Trilhando o caminho da sustentabilidade ao baixo VOC, formulando primers base água. BECKOSOL AQUA 210 EPOTUF 37-685 André Luiz de Oliveira FORMULANDO PRIMER ALQUÍDICO BASE ÁGUA PARA METAIS BECKOSOL AQUA

Leia mais

Lauril éter sulfato de sódio

Lauril éter sulfato de sódio Material Técnico Identificação Fórmula Molecular: Não aplicável Peso molecular: Não aplicável DCB/ DCI: 05177 - lauriletersulfato de sódio CAS: 1335-72-4 INCI: Sodium laureth-2 sulfate Sinonímia: LESS

Leia mais

01) (ACAFE) O grupo de átomos que é encontrado na forma monoatômica pelo fato de serem estáveis é:

01) (ACAFE) O grupo de átomos que é encontrado na forma monoatômica pelo fato de serem estáveis é: 01) (ACAFE) O grupo de átomos que é encontrado na forma monoatômica pelo fato de serem estáveis é: a) Halogênios b) Calcogênios c) Metais Alcalinos Terrosos d) Metais Alcalinos e) Gases Nobres 02) (UFF-RJ)

Leia mais

FATORES QUE PODEM IMPLICAR EM FALHAS PREMATURAS DE PINTURA INTERNA in situ DE DUTOS 2006

FATORES QUE PODEM IMPLICAR EM FALHAS PREMATURAS DE PINTURA INTERNA in situ DE DUTOS 2006 FATORES QUE PODEM IMPLICAR EM FALHAS PREMATURAS DE PINTURA INTERNA in situ DE DUTOS 2006 Joaquim Pereira Quintela PETROBRAS/CENPES Victor Solymossy PETROBRAS/CENPES INTRODUÇÃO Vantagens do emprego de revestimentos

Leia mais

CATÁLOGO GELCOATS reduzido bleed 2.indd 1 28/08/2009 16:38:03

CATÁLOGO GELCOATS reduzido bleed 2.indd 1 28/08/2009 16:38:03 CATÁLOGO GELCOATS reduzido bleed 2.indd 1 2/0/09 1:3:03 Nossa empresa Com 23 unidades distribuídas pelo globo, entre fábricas e Centros de Pesquisa & Desenvolvimento, a Reichhold tem um alcance global

Leia mais

ENEM 2009 - Prova resolvida Química

ENEM 2009 - Prova resolvida Química ENEM 2009 - Prova resolvida Química 01. A atmosfera terrestre é composta pelos gases nitrogênio (N 2) e oxigênio (O 2), que somam cerca de 99 %, e por gases traços, entre eles o gás carbônico (CO 2), vapor

Leia mais

ANEXO IV. II- um armário para armazenagem de solventes, com construção resistente ao fogo.

ANEXO IV. II- um armário para armazenagem de solventes, com construção resistente ao fogo. ANEXO IV ARMAZENAMENTO DE PRODUTOS QUÍMICOS. No laboratório, almoxarifado e em locais em que se tenha que armazenar ou manipular substâncias químicas, deve-se ter em conta sua composição, pois muitas delas

Leia mais

química FUVEST ETAPA Resposta QUESTÃO 1 QUESTÃO 2 c) Determine o volume adicionado da solução

química FUVEST ETAPA Resposta QUESTÃO 1 QUESTÃO 2 c) Determine o volume adicionado da solução Química QUESTÃO 1 Um recipiente contém 100 ml de uma solução aquosa de H SO 4 de concentração 0,1 mol/l. Duas placas de platina são inseridas na solução e conectadas a um LED (diodo emissor de luz) e a

Leia mais

CONCEITO CONCEITO HISTÓRIA 21/03/2013

CONCEITO CONCEITO HISTÓRIA 21/03/2013 CONCEITO Cromatografia é um processo físico de separação, no qual os componentes a serem separados distribuem-se em duas fases: fase estacionária e fase móvel. PROFA. ALESSANDRA GUEDES SALVADOR, 2013.

Leia mais

Resolução Comentada - Química

Resolução Comentada - Química Resolução Comentada - Química UFTM 2013 1 Fase Vestibular UFTM 2013 1 Resolução Prova de Química Tipo 1 Questão 76 A soja é considerada um dos alimentos mais completos em termos de propriedades nutricionais,

Leia mais

Cromatografia em Camada Delgada (CCD) ou Thin Layer Chromatography (TLC)

Cromatografia em Camada Delgada (CCD) ou Thin Layer Chromatography (TLC) Material disponível no site http://www.ufsm.br/larp Cromatografia em Camada Delgada (CCD) ou Thin Layer Chromatography (TLC) Prof. Renato Zanella (UFSM) A cromatografia em camada delgada é outra forma

Leia mais

QUÍMICA QUESTÃO 41 QUESTÃO 42

QUÍMICA QUESTÃO 41 QUESTÃO 42 Processo Seletivo/UNIFAL- janeiro 2008-1ª Prova Comum TIPO 1 QUÍMICA QUESTÃO 41 Diferentes modelos foram propostos ao longo da história para explicar o mundo invisível da matéria. A respeito desses modelos

Leia mais

COLÉGIO SANTA TERESINHA R. Madre Beatriz 135 centro Tel. (33) 3341-1244 www.colegiosantateresinha.com.br

COLÉGIO SANTA TERESINHA R. Madre Beatriz 135 centro Tel. (33) 3341-1244 www.colegiosantateresinha.com.br PLANEJAMENTO DE AÇÕES DA 2 ª ETAPA 2015 PERÍODO DA ETAPA: 01/09/2015 á 04/12/2015 TURMA: 9º Ano EF II DISCIPLINA: CIÊNCIAS / QUÍMICA 1- S QUE SERÃO TRABALHADOS DURANTE A ETAPA : Interações elétricas e

Leia mais

FUNÇÕES INORGÂNICAS. Ácido, Base, Sal e Óxido. Paulo Migoto

FUNÇÕES INORGÂNICAS. Ácido, Base, Sal e Óxido. Paulo Migoto FUNÇÕES INORGÂNICAS Ácido, Base, Sal e Óxido Paulo Migoto Caderno II Frente II ÁCIDOS E BASES (HIDRÓXIDOS) Aulas 10 a 12 Paulo Migoto Funções químicas Função química corresponde a um conjunto de substâncias

Leia mais

Resina vinílica para aplicação em solução

Resina vinílica para aplicação em solução Resina vinílica para aplicação em solução Resina vinílica para aplicação em solução As resinas Vinisol são polímeros vinílicos solúveis de alto desempenho que podem ser usadas puras ou em combinação com

Leia mais

UNESP- 2013- Vestibular de Inverno

UNESP- 2013- Vestibular de Inverno UNESP- 2013- Vestibular de Inverno 1-Compostos de crômio têm aplicação em muitos processos industriais, como, por exemplo, o tratamento de couro em curtumes e a fabricação de tintas e pigmentos. Os resíduos

Leia mais

UFMG - 2004 3º DIA QUÍMICA BERNOULLI COLÉGIO E PRÉ-VESTIBULAR

UFMG - 2004 3º DIA QUÍMICA BERNOULLI COLÉGIO E PRÉ-VESTIBULAR UFMG - 2004 3º DIA QUÍMICA BERNOULLI COLÉGIO E PRÉ-VESTIBULAR Química Questão 01 Os metais alcalinos, ao reagirem com água, produzem soluções dos respectivos hidróxidos e gás hidrogênio. Esta tabela apresenta

Leia mais

UNIVERSIDADE DO ESTADO DO PARÁ PRISE/PROSEL- 1ª ETAPA DISCIPLINA QUIMICA EIXO TEMÁTICO: MATÉRIA, TRASFORMAÇÕES QUÍMICAS E AMBIENTE

UNIVERSIDADE DO ESTADO DO PARÁ PRISE/PROSEL- 1ª ETAPA DISCIPLINA QUIMICA EIXO TEMÁTICO: MATÉRIA, TRASFORMAÇÕES QUÍMICAS E AMBIENTE PRISE/PROSEL- 1ª ETAPA EIXO TEMÁTICO: MATÉRIA, TRASFORMAÇÕES QUÍMICAS E AMBIENTE COMPETÊNCIA HABILIDADE CONTEÚDO - Compreender as transformações químicas em linguagem discursivas. - Compreender os códigos

Leia mais

Pág. 1. COMISSÃO PERMANENTE DE SELEÇÃO - COPESE PRÓ-REITORIA DE GRADUAÇÃO - PROGRAD CONCURSO VESTIBULAR 2009 2ª Fase PROVA DE QUÍMICA

Pág. 1. COMISSÃO PERMANENTE DE SELEÇÃO - COPESE PRÓ-REITORIA DE GRADUAÇÃO - PROGRAD CONCURSO VESTIBULAR 2009 2ª Fase PROVA DE QUÍMICA Questão 1: As bebidas alcoólicas contêm etanol e podem ser obtidas pela destilação do álcool (ex. whiskey e vodka) ou pela fermentação de uma variedade de produtos como frutas e outros vegetais (ex. vinho

Leia mais

PROVA DE QUÍMICA - 1998 Segunda Etapa

PROVA DE QUÍMICA - 1998 Segunda Etapa PROVA DE QUÍMICA - 1998 Segunda Etapa QUESTÃO 01 Num laboratório químico, havia três frascos que continham, respectivamente, um alcano, um álcool e um alqueno. Foram realizados experimentos que envolviam

Leia mais

AREAS, Alex Aparecido da Silva; SOUZA, Marcos Rogério de Souza. alex_areas@ig.com.br Centro de Pós Graduação Oswaldo Cruz.

AREAS, Alex Aparecido da Silva; SOUZA, Marcos Rogério de Souza. alex_areas@ig.com.br Centro de Pós Graduação Oswaldo Cruz. A INFLUÊNCIA DO ESTIRENO NA COMPOSIÇÃO MONOMÉRICA DE DISPERSÕES AQUOSAS DE COPOLÍMEROS ACRÍLICOS UTILIZADOS EM TINTAS PARA CONSTRUÇÃO CIVIL, E SUA RELAÇÃO QUANTO AO ATENDIMENTO À ABNT NBR 15078/15079.

Leia mais

SÍNTESE E COMPOSIÇÃO DOS EMULSIFICANTES ALIMENTÍCIOS

SÍNTESE E COMPOSIÇÃO DOS EMULSIFICANTES ALIMENTÍCIOS SÍNTESE E COMPOSIÇÃO DOS EMULSIFICANTES ALIMENTÍCIOS Existem várias famílias de emulsificantes de grau alimentício, os quais podem ser classificados como mono e diglicerídeos, monoésteres de propilenoglicol,

Leia mais

Gaxetas de Fibras Sintéticas e Outras

Gaxetas de Fibras Sintéticas e Outras Gaxetas de Fibras Sintéticas e Outras Quimgax 2030 Quimgax 2004 Quimgax 2017 Quimgax 2043 Quimgax 2044 Quimgax 2777 Quimgax 2019 Quimgax 2143 Quimgax 2153 Quimgax 2061 e 2062 As gaxetas de fibras sintéticas

Leia mais

Questão 69. Questão 70. alternativa B. alternativa A

Questão 69. Questão 70. alternativa B. alternativa A Questão 69 Em um bate-papo na Internet, cinco estudantes de química decidiram não revelar seus nomes, mas apenas as duas primeiras letras, por meio de símbolos de elementos químicos. Nas mensagens, descreveram

Leia mais

FORMAS COSMÉTICAS FORMAS COSMÉTICAS SOLUÇÕES SOLUÇÕES SOLUÇÕES CLASSIFICAÇÃO QUANTO À FORMA COSMÉTICA

FORMAS COSMÉTICAS FORMAS COSMÉTICAS SOLUÇÕES SOLUÇÕES SOLUÇÕES CLASSIFICAÇÃO QUANTO À FORMA COSMÉTICA FORMAS COSMÉTICAS FORMAS COSMÉTICAS Os produtos cosméticos contêm grande diversidade de matérias-primas, que podem ser naturais, semisintéticas ou sintéticas. Esses materiais apresentam-se em consistências

Leia mais

CAMEX - Câmara de Comércio Exterior

CAMEX - Câmara de Comércio Exterior CAMEX - Legislação- Resolução /13 Page 1 of 9 26/02/13 Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior CAMEX - Câmara de Comércio Exterior RETIFICAÇÃO (Publicada no D.O.U. de 22/02/13) Na

Leia mais

EQUILÍBRIO QUÍMICO 1

EQUILÍBRIO QUÍMICO 1 EQUILÍBRIO QUÍMICO 1 1- Introdução Uma reação química é composta de duas partes separadas por uma flecha, a qual indica o sentido da reação. As espécies químicas denominadas como reagentes ficam à esquerda

Leia mais

I Fundamentos Teóricos II Parte experimental III Apresentação dos Resultados IV Discussão/Conclusão

I Fundamentos Teóricos II Parte experimental III Apresentação dos Resultados IV Discussão/Conclusão Química no duche Índice I Fundamentos Teóricos Detergente Surfactantes Reacção de saponificação Tensão superficial Volume de espuma produzido Densidade ph Viscosidade II Parte experimental 1. Materiais

Leia mais

ANO LETIVO 2013/2014 PROVAS DE ACESSO AO ENSINO SUPERIOR PARA CANDIDATOS MAIORES DE 23 ANOS EXAME DE QUÍMICA CONTEÚDOS PROGRAMÁTICOS

ANO LETIVO 2013/2014 PROVAS DE ACESSO AO ENSINO SUPERIOR PARA CANDIDATOS MAIORES DE 23 ANOS EXAME DE QUÍMICA CONTEÚDOS PROGRAMÁTICOS ANO LETIVO 2013/2014 PROVAS DE ACESSO AO ENSINO SUPERIOR PARA CANDIDATOS MAIORES DE 23 ANOS EXAME DE QUÍMICA CONTEÚDOS PROGRAMÁTICOS 1. MATERIAIS: DIVERSIDADE E CONSTITUIÇÃO 1.1 Materiais 1.1.1 Materiais

Leia mais

1 O que acontece quando se abre uma garrafa de cerveja? Mª Emília Rosa e Luis Afonso (DEMat-IST) Abrir garrafas de cervejas diferentes.

1 O que acontece quando se abre uma garrafa de cerveja? Mª Emília Rosa e Luis Afonso (DEMat-IST) Abrir garrafas de cervejas diferentes. Mª Emília Rosa e Luis Afonso (DEMat-IST) As Espumas são materiais líquidos ou sólidos que contêm alvéolos no seu interior. As espumas líquidas são constituídas por bolhas de gás dispersas numa quantidade

Leia mais

Qualidade Ambiental Química

Qualidade Ambiental Química Qualidade Ambiental Química Programa Revisão dos Conceitos Básicos de Química e Estatística Poluição o Ar e a Química da Troposfera Reações Químicas ligadas à Emissão de Poluentes da Atmosfera Bibliografia

Leia mais

MINHA VISÃO DO CAP 14 - ANÁLISE QUÍMICA DO CAP. 14.1 - Introdução

MINHA VISÃO DO CAP 14 - ANÁLISE QUÍMICA DO CAP. 14.1 - Introdução 14 - ANÁLSE QUÍMCA DO CAP 14.1 - ntrodução O asfalto é um produto de altíssima complexidade, uma vez que ele é derivado do petróleo que é produzido por organismos vivos em lençóis profundos ao longo de

Leia mais

INFORMAÇÃO EXAME DA PROVA DE INGRESSO PARA AVALIAÇÃO DE CAPACIDADE PARA FREQUÊNCIA DO ENSINO SUPERIOR DOS MAIORES DE 23 ANOS 2015/2016

INFORMAÇÃO EXAME DA PROVA DE INGRESSO PARA AVALIAÇÃO DE CAPACIDADE PARA FREQUÊNCIA DO ENSINO SUPERIOR DOS MAIORES DE 23 ANOS 2015/2016 INFORMAÇÃO EXAME DA PROVA DE INGRESSO PARA AVALIAÇÃO DE CAPACIDADE PARA FREQUÊNCIA DO ENSINO SUPERIOR DOS MAIORES DE 23 ANOS 2015/2016 Faculdade de Ciências e Tecnologia (FCT) Componente Específica de

Leia mais

10/02/2014. O Processo de Dissolução. Solução: é uma mistura homogênea de soluto e solvente. Solvente: Componente cujo estado físico é preservado.

10/02/2014. O Processo de Dissolução. Solução: é uma mistura homogênea de soluto e solvente. Solvente: Componente cujo estado físico é preservado. Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri Bacharelado em Ciência e Tecnologia Diamantina - MG Solução: é uma mistura homogênea de soluto e solvente. Solvente: Componente cujo estado físico

Leia mais

Equilíbrio Ácido-Básico. Água : solvente das reações químicas

Equilíbrio Ácido-Básico. Água : solvente das reações químicas Equilíbrio Ácido-Básico Água : solvente das reações químicas Introdução Polaridade molecular: moléculas que possuem uma maior concentração de cargas numa parte da molécula. Os elétrons são compartilhados

Leia mais

Resumo Teórico. Fala Gás Nobre! Tudo bem?

Resumo Teórico. Fala Gás Nobre! Tudo bem? Resumo Teórico 2 Fala Gás Nobre! Tudo bem? Já assistimos todos os vídeos sobre a Poluição da Água. Estamos cada vez mais próximos do sucesso. Por isso quero te entregar esse material que contém o resumo

Leia mais

ATENÇÃO: O DESENVOLVIMENTO TEÓRICO DAS QUESTÕES É OBRIGATÓRIO

ATENÇÃO: O DESENVOLVIMENTO TEÓRICO DAS QUESTÕES É OBRIGATÓRIO IX Olimpíada Capixaba de Química 2011 Prova do Grupo II 2 a série do ensino médio Fase 02 Aluno: Idade: Instituição de Ensino: Coordenador da Instituição de Ensino: ATENÇÃO: O DESENVOLVIMENTO TEÓRICO DAS

Leia mais

LIGAÇÕES QUÍMICAS TEORIA CORPUSCULAR

LIGAÇÕES QUÍMICAS TEORIA CORPUSCULAR LIGAÇÕES QUÍMICAS 5 TEORIA CORPUSCULAR 1 INTRODUÇÃO O fato de os gases nobres existirem na natureza como átomos isolados, levou os cientistas KOSSEL e LEWIS a elaborar um modelo para as ligações químicas.

Leia mais

HIDRÓXIDO DE SÓDIO (SODA CAÚSTICA ESCAMAS)

HIDRÓXIDO DE SÓDIO (SODA CAÚSTICA ESCAMAS) HIDRÓXIDO DE SÓDIO (SODA CAÚSTICA ESCAMAS) Número ONU 1823 Rótulo de risco Número de risco 80 Classe / Subclasse 8 Sinônimos SODA CAUSTICA Aparência SÓLIDO, FLOCOS OU PELOTAS; BRANCO; SEM ODOR; AFUNDA

Leia mais

- LIGAÇÕES IÔNICAS: Na (1s 2 2s 2 2p 6 3s 1 ) + Cl (1s 2 2s 2 2p 6 3s 2 3p 5 ) Na + (1s 2 2s 2 2p 6 ) + Cl - (1s 2 2s 2 2p 6 3s 2 3p 6 )

- LIGAÇÕES IÔNICAS: Na (1s 2 2s 2 2p 6 3s 1 ) + Cl (1s 2 2s 2 2p 6 3s 2 3p 5 ) Na + (1s 2 2s 2 2p 6 ) + Cl - (1s 2 2s 2 2p 6 3s 2 3p 6 ) - LIGAÇÕES IÔNICAS: A ligação iônica é a ligação química formada pela atração eletrostática entre íons positivos e íons negativos. A ligação se dá entre dois átomos quando um elétron, ou mais um, se transfere

Leia mais

Há mais de 40 anos desenvolvendo soluções que evoluem o mundo

Há mais de 40 anos desenvolvendo soluções que evoluem o mundo HOME CARE AND I&I Há mais de 40 anos desenvolvendo soluções que evoluem o mundo Para o mercado de Home Care and I&I, a Oxiteno oferece inovações que promovem praticidade, maior detergência e poder de

Leia mais

17 ÁGUA DE RESFRIAMENTO

17 ÁGUA DE RESFRIAMENTO 215 17 ÁGUA DE RESFRIAMENTO A remoção de calor indesejável na operação de um processo industrial algumas vezes é necessário. Entre os meios utilizados a água é tida como eficaz na absorção e no afastamento

Leia mais

PROFESSOR LOURIVAL NETO

PROFESSOR LOURIVAL NETO QUÍMICA EM 1 DIA PROFESSOR LOURIVAL NETO UBERLÂNDIA LIGAÇÕES QUÍMICAS Iônica: Ocorre devido a transferência de elétrons! Ìons mantêmse em um cristal Retículo cristalino. A força eletrostática mantém os

Leia mais

Polaridade de moléculas

Polaridade de moléculas Polaridade de moléculas 01. (Ufscar) É molécula polar: a) C 2 H 6. b) 1,2-dicloroetano. c) CH 3 Cl. d) p-diclorobenzeno. e) ciclopropano. 02. (Mackenzie) As fórmulas eletrônicas 1, 2 e 3 a seguir, representam,

Leia mais