PARADIGMÁTICOS. Palavras-chave: Aplicação. Norma. Ponderação. Princípios e regras.

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1 A APLICAÇÃO DA NORMA PRINCIPIOLÓGICA PELO STF: CASOS PARADIGMÁTICOS Jenisvaldo Oliveira Rocha Orientador: Prof. Dr. José Felicio Bergamim RESUMO: Este trabalho busca identificar, por meio de uma amostra de casos destacados, a maneira como o STF faz a ponderação de valores e bens jurídicos, bem como a parametrização e aplicação de alguns princípios do Direito. Inicialmente, para cumprir esse objetivo serão feitas algumas reflexões a par da teoria da norma e do ordenamento, evidenciando o problema da aplicação. Ao final algumas conclusões sobre o tema e um apêndice com o quadro decisional dos julgados sob análise. Palavras-chave: Aplicação. Norma. Ponderação. Princípios e regras. ABSTRACT: This work searchs to identify, through a sample of detached cases, the way as the STF makes the legal balance of values and goods and the delineation and application of some principles of the Right. To fulfill this objective it will be made, initially, some reflections on the theory of the norm and the legal system, evidencing the problem of the application. To the end some conclusions on the subject and an appendix with the result of the judgeships under analysis. Key words: Application. Balance. Norm. Principles and rules. 1. INTRODUÇÃO Os julgadores aplicam em casos concretos, constantemente, em sede de conflituosidade, as escolhas abstratas dos legisladores. Porém, é impossível que esses últimos possam prever todas as possíveis situações e aspectos da vida social. Mas, independente disso, conforme as regras de decisão dispostas pelas leis a respeito, o julgador tem assegurado o livre convencimento e pode decidir com base em parâmetros outros que não apenas e exclusivamente a enunciação pura da norma jurídica positivada na lei promulgada e pode ter como guia diretrizes-mestras que sustentam o arcabouço legal como um todo. Este trabalho busca identificar,

2 baseando-se em casos destacados, a maneira como o julgador faz essa aplicação e parametrização dos princípios do Direito. Esclareça-se que não há a pretensão de se emitir opinião ou juízo de valor sobre as decisões do STF, mas, antes, têm-se como objetivo descrever algumas metodologias e critérios utilizados na aplicação dos princípios. O trabalho é, pois, descritivo e voltado para a catalogação de eventos, aspectos e situações que possibilitem uma visão, ainda que parcial e limitada, de como estão sendo manipulados os princípios do Direito em julgados da Corte Suprema brasileira. 2. A NORMA COMO LOCUS JURÍDICO E A TEORIA DOS PRINCÍPIOS Para que se possa falar da aplicação das normas principiológicas faz-se necessário, preliminarmente, visitar a teoria da norma e do ordenamento jurídico, aportando-se, em seguida, na teoria dos princípios. Antes de se analisar a dinâmica de aplicação é mister que se perceba a norma como objeto estático em sua singularidade e nas suas relações dentro do sistema normativo. Passando por diversos significados, chega-se, finalmente, ao conceito de norma jurídica, elemento em que se plasma o Direito. Porém, o Direito não é feito unicamente de normas. A norma jurídica é o Direito, mas o Direito não é unicamente a norma. Capturando a concepção de MIGUEL REALE o Direito se constitui de fato, de valor e de norma. Assim, o elemento axiológico está presente sempre em todos os aspectos e instâncias de análise e operacionalização do Direito, do nascimento da norma à sua aplicação ao caso concreto. Porém, em sendo um ponto nuclear, pela norma o Direito tem grande expressividade e é por ela que se instrumentaliza, apresentando-se ao mundo exterior e das percepções cotidianas. Na norma se configuram os valores jurídicos de uma determinada sociedade, em dado momento. Esses valores emergem da consciência moral e de justiça. Conforme ensina VASCONCELOS, o fato constitui a matéria do Direito, do qual a norma é a forma (2002, p. 19). O fundamento ou o sentido da norma é, pois, numa concepção utilitarista, o sentimento coletivo de sua necessidade, que se concretiza nas instâncias política e jurídica. Daí vem o conceito de legitimidade a dar sustentação ao instrumental da Justiça. A norma confere legitimidade ao sistema e a sociedade, por sua vez, legitima a norma, sobrelevando-se a teoria jusnaturalista de explicação do fundamento da norma, segundo a qual a Justiça promana da vontade coletiva que se faz produzir nas relações intersubjetivas e por meio delas. As teorias e explicações não devem ser tomadas de forma estanque, mas elas se fundem no propósito de explicar qual o fundamento da norma. Enfim, todas as preocupações e

3 atuações humanas concorrem para que, seja historicamente ou sociologicamente, ou de qualquer outra maneira, façam nascer e se desenvolver as estruturas conceituais e instrumentais capazes de dar concretude, no mundo do fazer e do devir, das vontades e dos valores imanentes ao homem em construção cultural, temporal e espacial. Assim é que se diz que o Direito é posto ou positivado e isso pertence à ordem fenomênica das coisas, segundo VASCONCELOS (2002, p. 226). A norma existe por uma questão de necessidade. Analisando-se o Direito como rede de contenção do tecido social e amoldamento das relações intersubjetivas, chega-se à característica de imperatividade da norma. Fala-se da natureza cogente da norma e que é de sua essência, ordenar, vetar, permitir e punir, conforme comentado por BOBBIO (2001, p. 106). Mas a coercibilidade não é característica maior da norma jurídica, nem somente a ela pertencente. A norma ética, moral e religiosa também têm sansões. Questão que se levanta é se a formulação da norma jurídica é monopólio estatal. O Direito não se resolve apenas na lei e na sentença judicial, deduzir ao contrário é definir a medicina pelo receituário médico, em paráfrase a comentário de Vasconcelos, que por sua vez comenta Hermann KANTOROWICZ (2002, p. 15), mas em compreender a sua finalidade mor, a justiça. As normas não são tomadas de per si, senão dentro de um sistema normativo. Assim é que da norma parte-se para o ordenamento jurídico. A normatividade é característica essencial do direito, que se constitui de um mundo de normas nas palavras de BOBBIO (2001, p. 23) e a ordem jurídica é normativa (LUIJIPEN apud VASCONCELOS, 2002, p. 12). Desse modo, conforme VASCONCELOS, o Direito é uma ordem normativa hierarquizada na expressão kelseniana (2002, p. 12). Impõe-se, ao falar da norma, que elas possam ser classificadas e ter as suas fontes identificadas. Uma classificação, embora arbitrária, é sempre necessária para que se estabeleçam parâmetros de compreensividade. Para os objetivos deste estudo é suficiente que se diga que elas têm diferentes categorias, de acordo com as suas configurações no mundo fático. VASCONCELOS chama a atenção para as normas implícitas e as explícitas (2002, p. 165). Segundo ÁVILA, a norma positivada não se confunde com o texto escrito (2011, p. 30) e não existe correspondência biunívoca entre dispositivo e norma (2011, p. 31). A norma é o resultado da interpretação e o comando a se extrair do dispositivo. Para VASCONCELOS (2002, p. 27), o que se aplica não é a norma em seu significado original, mas a interpretação que lhe é dada. A norma posta, conhecida e empregada é apenas parte do Direito. Acima e além do Direito materializado está o Direito latente nas consciências dos homens, denominado pelos jusfilósofos de Direito Natural, conceito intimamente ligado aos princípios do Direito (BASTOS, 2002, p. 219). Pela teoria da norma, os princípios são normas ao lado

4 das regras (ÁVILA, 2011, p. 35 e BOBBIO, 1999, p. 158). Assim, norma é gênero do qual os princípios e as regras são espécies. Sobre a distinção entre princípios e regras ÁVILA traz uma conformação heterodoxa (2011, p. 64). As teorias predominantes utilizam como elementos de distinção entre os princípios e as regras o modo de aplicação e de colisão, com a técnica de subsunção para as regras e de ponderação para os princípios. Mas para aquele autor as espécies normativas não são tomadas de forma apriorística. Os princípios se dissociam das regras não por qualidades intrínsecas que por acaso possuam, mas quanto ao modo como prescrevem os comportamentos, quanto aos critérios e a natureza de sua justificação, bem como quanto ao modo como contribuem para a decisão. Isso será desenvolvido mais adiante porque tem a ver com o aspecto da aplicação. Assim, segundo ele, não dá para qualificar essas normas com tais e tais atributos de maneira distanciada de sua aplicação, mas elas possuirão tais e tais atributos conforme o modo de utilização (p. 27 e 41). Por exemplo, a ponderação não é técnica aplicável somente aos princípios, as regras também sofrem ponderação quando utilizadas. O autor propõe uma conceituação para regras e princípios nos seguintes termos: As regras são normas imediatamente descritivas, primariamente retrospectivas e com pretensão de decidibilidade e abrangência para cuja aplicação se exige a avaliação da correspondência, sempre centrada na finalidade que lhes dá suporte ou nos princípios que lhes são axiologicamente sobrejacentes, entre a construção conceitual da descrição normativa e a construção conceitual dos fatos. (ÁVILA, 2011, p. 78/79) [grifei] Os princípios são normas imediatamente finalísticas, primariamente prospectivas e com pretensão de complementaridade e de parcialidade, para cuja aplicação se demanda uma avaliação da correlação entre o estado de coisas a ser promovido e os efeitos decorrentes da conduta havida como necessária à sua promoção. (ibdem) [grifei] Dessa maneira, as regras e os princípios têm no ordenamento jurídico o seu lugar e momentos apropriados. Seguindo o raciocínio de ÁVILA, é importante que as espécies normativas sejam devidamente caracterizadas, sejam definidas em termos precisos e sejam corretamente diferenciadas, porém, mais importante ainda, é saber utilizá-las da maneira e na medida adequadas, visando à conquista da primordial finalidade da ciência jurídica, a justiça. 3. NORMA PRINCIPIOLÓGICA X REGRA DEFINITÓRIA - o problema da aplicação

5 Ainda na esteira do pensamento de ÁVILA, é bom que se adentre um pouco mais na discussão sobre a distinção entre os princípios e as regras fazendo-se uma conjugação com os critérios e modos de sua aplicação, à luz das teorias aplicativas do Direito e da decisão judicial. Ao final será estruturado um esquema como plataforma de análise de alguns casos de repercussão nacional e tomados como paradigmáticos, em que serão investigados os discursos deliberatórios e decisionais contidos em uma fração destacada da jurisprudência recente da Corte Suprema brasileira. Para que a aplicação das regras e princípios seja racional e consciente, ÁVILA propõe alguns critérios para dissociação entre essas espécies normativas. Quanto ao modo como prescrevem os comportamentos, a regra é uma norma descritiva, definitória e rígida em seu campo de incidência, porque já delineada por antecipação para ser conformada a casos hipoteticamente previstos. Já os princípios são vocacionados à realização de um estado de coisas, ou fins juridicamente relevantes. Quanto aos critérios e à natureza de sua justificação, o aplicador da regra argumenta correlacionando a construção factual à descrição normativa, e o ônus argumentativo é menor. Já para a aplicação dos princípios a correlação é feita entre os efeitos da sua concretização pelas condutas que prescreve e a realização do estado de coisas que buscam alcançar, e o ônus argumentativo é maior. Por fim, quanto ao modo como contribuem para a decisão, os princípios são parciais e complementares porque contribuem para a decisão por agregação. Já as regras têm pretensão de decidibilidade e gera uma solução específica para o conflito entre razões (2011, p ). Essa discussão é importante porque está relacionada a duas linhas de entendimento: a positivista pura que percebe a aplicação do Direito apenas como subsunção da situação fática à hipótese prevista na lei e, para essa linha, a aplicação dos princípios seria a terra do vale tudo, um campo aberto para decisionismos, arbítrios e subjetividades diferenciadas; já a corrente principiológica percebe na segura aplicação dos princípios as possibilidades da justiça e da equidade, conforme previsto nos artigos quarto e quinto da Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro LINDB: utilização da analogia, costumes, princípios gerais do Direito, em caso de omissão legal e fins sociais e bem comum, como diretivas de aplicação. Mas esse confronto gratuito perde sentido quando se constata que as duas correntes não se excluem, mas são complementares na essência. Longe ficam os exageros da escola hermenêutica da Livre Pesquisa do Direito que permite a decisão judicial contra legem, sustentada no Direito Científico, considerada perigosa por MAXIMILIANO (2006, p. 58).

6 Existem situações em que os princípios e as regras se interpenetram e os resultados desses imbricamentos podem desembocar na atuação dos princípios sobre as regras, determinando-lhe a interpretação e até ampliando-lhe o sentido. O comando positivado que estabelece a instituição, por exemplo, de uma atividade material, pode ser tomado, em diferentes perspectivas: como regra - determinação veiculada mediante dispositivo legal, como princípio geral - realização de valores de liberdade e segurança jurídica e como princípio aplicativo - vinculação da interpretação e aplicação ao comando em foco, com exclusão de qualquer outro (paráfrase a ÁVILA, p. 69 e 70). Segundo ÁVILA (2011, p 133 e ss), há os princípios que prescrevem condutas e aqueles que se direcionam para a interpretação das normas, integração do ordenamento e aplicação do Direito, por isso são chamadas de normas de segundo grau e princípios formais e, porque incidem sobre normas, são também chamados de metanormas, às quais, o autor, e conforme suas justificativas, em nome da clareza conceitual e para aplicação precisa, atribui a denominação especial de postulados. São eles: a ponderação, a concordância prática, a coerência, a proibição de excesso, a igualdade, a razoabilidade e a proporcionalidade. Seguindo a mesma linha de pensamento e sustentando uma hermenêutica principiológica, BASTOS, citando USERA e VERDÚ, diz que se deve conjugar o aspecto hierárquico das diversas categorias de princípios com o caráter sistêmico deles e destaca que eles têm função diretiva e integrativa, controlando a interpretação (2002, p. 244). Para o autor os princípios constitucionais são mais projetores de critérios interpretativos do que receptores (2002, p. 210). Mas, levando-se em conta que, no fenômeno da aplicação, são tratados elementos como o conteúdo definitório das regras e a fluidez dos princípios questionam-se o limite do poder ampliador do juiz em relação àqueles conteúdos. Por isso, MAXIMILIANO visualiza uma relação de dependência entre a segurança jurídica e a cristalização dos princípios em normas escritas (2006, p. 101). Conforme MAXIMILIANO o processo de aplicação da norma é o inverso do processo da a sua feitura. Enquanto o legislador parte das idéias mais gerais para as particulares, o aplicador sobe gradativamente, por indução, da idéia em foco para outra mais elevada, prossegue em generalizações sucessivas, e cada vez mais amplas, até encontrar a solução colimada (2006, p. 241). Porém, o ilustre jurista recomenda que o aplicador não paire em altura demasiada, vertiginosa e não se perca em abstrações puramente filosóficas. Para ele, a escolha dos princípios não deve ser feita pelo seu mérito objetivo, mas pela influência que tiveram na gênese da norma jurídica (2006, p. 244) e que a opção pelo uso dos princípios deve ocorrer em plano posterior, porque a gradação estabelecida (no artigo 4º da LINDB) constitui a regra (2006, p. 246, com acréscimo entre parênteses)

7 Considerando tudo o que se disse sobre a teoria da aplicação da norma jurídica é possível, retomando algumas diretivas de ÁVILA, montar um modelo analítico com dados estruturados de casos paradigmáticos julgados pelo STF, com trilhas de estudo e de análise do discurso jurisprudencial, observando-se os parâmetros de utilização dos princípios do Direito e os aspectos argumentativos considerados na sua aplicação. Assim, a partir da decisão tomada pelo colegiado e a fundamentação que lhe dá suporte, inclusive o conteúdo argumentativo das opiniões contrárias, será investigado quais normas são objeto de aplicação e quais as motivações para as escolhas adotadas, conforme as seguintes linhas gerais: evidenciação do confronto objeto da decisão (quais os bens jurídicos em conflito); destaque dos princípios em evidência, inclusive os princípios formais ou aplicativos e quais os elementos e grandezas a eles vinculados foram manipulados; conformação ou adequação do uso e desuso dos princípios, com a verificação de eventuais princípios correlatos não utilizados e as possíveis razões e, afinal, a aferição do estado de coisas atingido, os princípios promovidos ou restringidos e a repercussão no sistema jurídico. 4. CASOS PARADIGMÁTICOS DE APLICAÇÃO Nos parágrafos que se seguem, sintetizam-se os casos selecionados e as respectivas decisões. No caso fetos anencéfalos e aborto (ADPF 54/DF, rel. Min. MARCO AURÉLIO), o tema em debate é o direito constitucional da gestante de submeter-se à operação terapêutica de parto de feto anencéfalo sem que seja configurado o crime de aborto, cumulado com pedido de declaração de inconstitucionalidade de artigos do Código Penal argüidos de violadores de princípios constitucionais, na interpretação que alcança a antecipação terapêutica (interpretação conforme à Constituição). A decisão foi pela revogação da liminar deferida e a glosa penal solicitada restou afastada. Até o julgamento de mérito, permanece, portanto, a tipicidade em relação à conduta daqueles que venham a participar da interrupção de gravidez no caso de anencefalia. No caso união homoafetiva (ADPF 132/RJ e ADI 4277, rel. Min. AYRES BRITTO), o tema em debate é a união homoafetiva e a interpretação conforme à Constituição do artigo do Código Civil para aplicação do regime jurídico da união estável às relações homoafetivas. A decisão, por unanimidade, foi pela procedência do pedido, com outorga ao dispositivo do Código Civil de interpretação conforme à Constituição para dele excluir qualquer significado que impeça o reconhecimento da união contínua pública e duradoura entre pessoas do mesmo

8 sexo como entidade familiar, entendida como sinônimo de família, com as mesmas conseqüências da união estável heteroafetiva. No caso lei da ficha limpa (RE /PA, rel. Min. JOAQUIM BARBOSA), o tema em debate é a aplicação retroativa, às eleições de 2010, da LC 135/2010 que inclui novas causas de inelegibilidade e a validade da alínea k do 1º do art. 1º da LC 64/1990 incluída por aquela Lei Complementar de 2010, que trata da renúncia do agente político ao mandato para o qual foi eleito. A decisão foi pela manutenção da decisão recorrida, proferida pelo TSE. Em assentada de julgamento de , porém, novamente faltando um ministro na composição do Tribunal, ocorreu empate mais uma vez e deliberou-se aguardar a nomeação e posse da nova ministra para decidir a causa. A seguir analisam-se os casos eleitos sob o enfoque principiológico. Tomando-se o apêndice adiante inserido, em que se resumem em um quadro decisional as configurações dos casos paradigmáticos em estudo, é possível levar a efeito uma pequena análise da utilização dos princípios, a evidenciação do confronto objeto das decisões (bens jurídicos em conflito), a argumentação relevante considerada na aplicação e a motivação para as escolhas adotadas, em confronto com o conteúdo argumentativo das opiniões contrárias. No caso da anencefalia houve interessante ponderação porque entre valores idênticos, só que em relação a sujeitos distintos. A vida e a dignidade da pessoa humana se confrontaram, tendo como referentes a mulher e o feto e para este pendeu o fiel da balança, sendo-lhe favorável. Já em relação ao caso união homoafetiva o aspecto relevante é que não houve ponderação de princípios porque, ao que parece, não há nenhum bem constitucional em perigo, conforme o Min. LUIZ FUX 1, de sorte que apenas houve a promoção dos princípios em evidência, tais como os da personalidade, igualdade ou da não discriminação, da liberdade, da proteção das minorias e da proteção da intimidade. Os princípios da segurança jurídica e separação dos poderes se houveram ventilados em todos os casos. Os princípios federativos e da separação dos poderes foram promovidos nos casos da anencefalia e da ficha limpa e sofreram alguma restrição no caso da homoafetividade, em que se relativiza. Os julgadores entenderam que o provimento do pedido de autorização para a realização de operação terapêutica de extração de feto anencéfalo, por significar a inclusão de mais uma exculpante para o aborto, implicaria em atuação legislativa positiva do Tribunal, com usurpação de poder. Segundo entendimento da doutrina, o princípio federativo reporta-se à pluralidade de ordens jurídicas e à repartição constitucional de competências. 1 As citações de falas dos ministros referem- se àquelas constantes dos votos nos casos analisados

9 O caso da ficha limpa envolve, essencialmente, o princípio federativo. O princípio foi promovido ao se rejeitar a incidência da norma sobre fatos pretéritos, situação em que a interpretação seria excessivamente ampliativa. Enquanto que o princípio da segurança jurídica ganha na anencefalia e na ficha limpa, no caso da união homoafetiva ganha e perde a um só tempo e em aspectos diferentes. No caso da anencefalia valorizou-se a não interferência do ordenamento jurídico, pois o provimento do pedido representaria mudança significativa no sistema e excessivo ativismo judicial, todavia, também impede a continuidade de decisões judiciais controvertidas, uma vez que os processos e decisões não transitadas em julgado sofreram sobrestamento, pelo menos até que o mérito da discussão objetiva seja julgado em definitivo. O reconhecimento da união homoafetiva, decorrente da interpretação conforme à Constituição, conforme o raciocínio do Min. RICARDO LEWANDOWSKI, se por um lado poderia significar uma mutação constitucional por interpretação extensiva ou atuação legislativa do judiciário, com interferência na segurança jurídica, por outro, representa ajuste de situação de instabilidade decorrente de efeitos jurídicos de relações construídas a par de mudanças sociais que vêm se consolidando. No caso, foi promovido o princípio republicano que repele privilégios e não tolera discriminações. Constata-se, porém, que o Código Civil apenas foi coerente com a literalidade do texto constitucional. O legislador não quis enfrentar a questão primeiramente em sede de Emenda à Constituição, o que seria necessário. A interpretação conforme à Constituição se viabilizou a partir da fixação de sentido, outorgado no julgamento, para o próprio parágrafo terceiro do artigo 226 da Constituição Federal. Segundo o Min. RICARDO LEWANDOWSKI, é patente que o constituinte originário não quis abrigar a relação entre pessoas do mesmo sexo no conceito jurídico de união estável, entretanto, para o mesmo ministro, a união homoafetiva é uma realidade social a exigir o devido enquadramento jurídico, ainda que de forma provisória para resolver, ao menos parcialmente, o problema da insegurança jurídica. Para o Min. LUIZ FUX, o momento foi de travessia e de fazer o que o legislador ainda não quis fazer. Sobre a questão da união homoafetiva, há que se separar o aspecto jurídico do religioso, que trabalha com o conceito de pecado. A homoafetividade não é contrária ao ordenamento jurídico brasileiro, como o é para o ordenamento de outros países, a nossa Constituição proíbe qualquer tipo de discriminação. Todavia, existe a questão moral, social e cultural. A manifestação exterior da união homoafetiva tem grande impacto sobre a psiquê social, ela atinge valores bastante sedimentados na consciência moral da maioria das pessoas. Esse aspecto não foi resolvido pela decisão do STF, e nem será por legislação que sobrevenha. O que o STF procurou resolver foi o aspecto estritamente técnico-jurídico, no sentido de se amparar o

10 segmento social desprotegido, em relação a direitos fundamentais. Segundo o Min. GILMAR MENDES, o arraigado preconceito da sociedade poderia explicar, talvez, a dificuldade do Congresso Nacional em deliberar sobre o tema. Sob o aspecto da segurança jurídica, parece, em análise preliminar, que as decisões das ADI s da ficha limpa e da união homoafetiva não se coadunam plenamente entre si, no campo da fundamentação. Verifica-se que em casos distintos um mesmo bem jurídico é promovido e outro, restringido. Entretanto, em análise um pouco mais aprofundada, percebe-se que, além de serem casos completamente diferentes, a conformação e o delineamento dos bens jurídicos envolvidos em cada caso, em confronto com o sistema constitucional principiológico, foi determinante para as decisões. Isso vem a confirmar a informação doutrinária de que o princípio possui pretensão de complementaridade e de parcialidade. A proporcionalidade foi considerada na anencefalia ao se levar em conta que o meio (sacrifício do feto) não justifica o fim (promoção de bens relativos à mulher), assim como na união homoafetiva por sobrelevar a condição de minoria rechaçada pela maioria. A razoabilidade perde na anencefalia em relação à condição da mulher, cuja situação particular não foi relativizada, tomando-se a norma abstrata em seu aspecto de generalidade. O que parecia razoável considerar, não o foi por conta da proeminência do bem contraposto a vida do nascituro. Esse princípio, todavia, é promovido no caso da união homoafetiva, levando-se em consideração as restrições injustas e gratuitas sofridas por grupo social minoritário. No caso da ficha limpa percebe-se que o embate existe entre valores elevados e de igual quilate. O confronto é entre postulados ético-jurídicos da probidade e da moralidade administrativa, da eficiência e do interesse público, assim como do regime democrático-representativo e republicano, em contraposição com princípios igualmente basilares do sistema jurídico, que, por isso, lograram igual valoração, como o princípio da irretroatividade e anterioridade da lei e, especificamente no que se refere à lei eleitoral, da anualidade, daí a situação de empate que se verificou no julgamento objetivo do colegiado. 5. CONCLUSÕES Constata-se o peso e a importância dos princípios nas tomadas de decisões pelo STF. Eles se constituem nos pilares de sustentação do sistema jurídico, mas por terem conteúdo normativo aberto desembocam na corte constitucional para delineamento do seu âmbito de validade e eficácia. A Constituição Federal pátria é essencialmente principiológica, por isso a sua guarda aporta, quase sempre, na

11 ponderação de princípios. Conforme o Min. LUIZ FUX, a Suprema Corte sempre se debruçou sobre a análise dos denominados direitos fundamentais. A propósito, o STF pode ser visto como uma extraordinária academia onde o conhecimento jurídico em seus vários ramos e vertentes se revolve continuamente. Suas decisões são o Direito em pura efervescência e em constante polinização cruzada da jurisprudência com a doutrina, alimentando-a e por ela sendo fecundada. Segundo o Min. GILMAR MENDES, justificando, em seu voto a admissibilidade da ADPF da anencefalia, a exclusão, na norma, de alguma possível concretização de princípios retira parte do seu conteúdo, por isso o constituinte se esforça por realizar, ele próprio, os princípios (cita BRYDE). Todavia, os princípios parecem despidos de conteúdo específico e a garantia de sua concretização depende de esforço hermenêutico possibilitado por exame sistemático. Para o ministro, as interconexões e interdependência entre regras e princípios não recomendam a distinção entre essas duas categorias. Conforme visto, para ÁVILA, entretanto, a melhor aplicação é possibilitada justamente por essa delimitação e segura apreensão do conceito e do modo de utilização dessas categorias. Destaca-se, à guisa de conclusão, a preocupação do STF em interferir minimamente no sistema jurídico, tomando-se como exemplo a seriedade como são enfrentadas as questões em que os postulados da segurança jurídica e da separação dos poderes podem ser arranhados. O fato de esses valores se constituírem em aspectos muito sensíveis e caros é levado em consideração quando da entrega da prestação jurisdicional. Tomando-se por base os casos analisados neste trabalho, pode-se ainda concluir, sobre a repercussão no sistema jurídico e aferição do estado de coisas alcançado que, no caso da anencefalia, até o julgamento de mérito, permanece a tipicidade em relação à conduta daqueles que venham a participar da interrupção de gravidez em caso de anencefalia. Houve a reafirmação dos direitos do nascituro e do princípio da separação dos poderes. A questão da mulher restou relativizada e conformada ao quadro de ponderação em que o direito à vida é subjacente, em relação ao feto. No caso da união homoafetiva não houve ponderação entre princípios, ocorrendo, sim, a evidenciação de valores inerentes e sua conseqüente promoção pelo que ficou decidido. Quanto à questão da atuação legislativa do STF, nesse julgado, relativizou-se e, de certa forma, restou superada. Já no caso da ficha limpa os princípios ficaram em equilíbrio, considerando o empate da decisão, porém ainda em situação de pendência decisional. Por fim, é cabível a observação final de que a linguagem principiológica é universal e está presente em todos os sistemas jurídicos. Daí a importância do seu estudo em uma perspectiva de sistematização e aprofundamento, haja vista ser comum ocorrer ou uma exaltação exacerbada ou uma minimização desqualificadora.

12 REFERÊNCIAS ÁVILA, Humberto. Teoria dos Princípios da definição à aplicação dos Princípios jurídicos. 12. ed. São Paulo: Malheiros, BASTOS, Celso Ribeiro. Hermenêutica e Interpretação Constitucional. 3. ed., rev. e ampl. São Paulo: Celso Bastos, BOBBIO, Norberto. Teoria da Norma Jurídica. Bauru, SP: Edipro, Teoria do Ordenamento Jurídico. 10. ed. Brasília, DF: UNB, MAXIMILIANO, Carlos. Hermenêutica e Aplicação do Direito. 19. ed. Rio de Janeiro: Forense, VASCONCELOS, Arnaldo. Teria da Norma Jurídica. 5. ed. 2. tir. São Paulo: Malheiros, 2002

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