Reunidos no dia 14 de março, na cidade

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1 16 Acontece ABRIL 2012 AGROECOLOGIA, UM MODO DE VIDA Reunidos no dia 14 de março, na cidade de Capinzal, aproximadamente 50 pessoas, em sua maioria mulheres agricultoras, camponesas, participaram de uma oficina de agroecologia planejada através do projeto FORTEES, patrocinado pela Petrobrás, no programa Desenvolvimento e Cidadania e executado na região em parceria com a CPT, a EPAGRI e a Secretaria da Agricultura. Contando com a Assessoria de Lourdes Bodaneze e Rosalina da Silva, do Movimento de Mulheres Camponesas - MMC, de Chapecó, as participantes refletiram sobre a vivência da agroecologia, desde o melhoramento do solo até chegar à produção na horta, a importância do trabalho comunitário e também o cultivo e uso de plantas medicinais. Na parte da tarde, nos deslocamos até a propriedade de uma família que possui um horto e lá conversamos sobre a organização de hortas, com o aproveitamento do espaço para a produção, tanto de hortaliças, como de ervas medicinais. Ao final, em breve avaliação do dia de formação na questão agroecológica, encaminhamos, conjuntamente, dar seguimento ao estudo sobre a temática, pois como destacou uma das participantes: o aprendizado foi grande, mas o conteúdo é muito extenso, dando ênfase à continuidade da formação. Estela Maia Articuladora. CONVITE I SEMINÁRIO DE CONTROLE SOCIAL da Saúde representa a atividade desempenhada pela Igreja no setor da saúde. É APastoral expressão de sua missão e manifesta a ternura de Deus para com a humanidade que sofre. No Documento de Aparecida a Pastoral da Saúde foi compreendida como sendo, a resposta às grandes interrogações da vida, como o sofrimento e a morte, à luz da morte e ressurreição do Senhor (DAp. nº 418). Ela empenha-se em evangelizar com renovado ardor missionário no mundo da saúde, e contribuir para a construção de uma sociedade justa e solidária, a serviço da vida. (Texto Base da CF p. 94) Tendo presente as propostas da CF 2012 no que se refere a dimensão político-institucional, e garantido o compromisso assumido diante da complexa realidade da saúde na Diocese de Caçador, a coordenação diocesana da Pastoral da Saúde convida para o I Seminário de Controle Social que acontecerá no Centro de Formação João Paulo II Castelhano, Caçador, nos dias 27 e 28 de abril de 2012, com início 19h da sexta-feira e término às 16h do sábado. A assessoria do seminário será de Lúcia Lima Girardi. Para cada paróquia são disponibilizadas quatro vagas para agentes da Pastoral da Saúde e mais duas vagas para membros dos Conselhos Municipais de Saúde e outras lideranças interessadas. Para boa organização deste encontro, pedimos a confirmação da presença até o dia 25 de abril junto ao secretariado diocesano de pastoral. Lembramos que os valores de diárias serão custeados por uma parceria entre a Pastoral da Saúde Regional e o Fundo Diocesano de Solidariedade. Trabalhando juntos para que a saúde se difunda sobre a terra, contamos com sua presença e participação. Inez Brunetta Coordenadora da Pastoral da Saúde Pe. João Cláudio Casara Coordenador Diocesano de Pastoral CEBI EM MONTE CASTELO Com muita alegria reiniciamos nos dias 17 e 18 de março, na Paróquia São José Operário de Monte Castelo, a Escola Bíblica do CEBI (Centro de Estudos Bíblicos). Este ano, com o estudo do Segundo Testamento, contamos com a participação de mais lideranças são os novos ministros extraordinários da comunhão- que terão o CEBI como parte de sua formação. Somos oitenta alunos divididos em dois setores (Matriz e Residência Fuck). Foi muito bom perceber o entusiasmo e a dedicação de todos nos estudos, já ansiosos pela próxima etapa. Que o divino Espírito Santo ilumine a todos! Elaine Cristina Demetrio Secretária do CEBI Setor Matriz

2 CENTENÁRIO DO CONTESTADO DIOCESE DE CAÇADOR ANO X V Nº 164 ABRIL 2012 DESTAQUES CRISTO RESSUSCITOU, ALELUIA! DIMENSÃO MISSIONÁRIA DA IGREJA A missão a partir de Jesus Pág 03 FUNDO DIOCESANO DE SOLIDARIEDADE Lançado Edital para novos projetos Pág 07 CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2ª parte: A Ação dos Profetas e a Saúde do Povo no Antigo Testamento Págs 08 e 09 INICIAÇÃO À VIDA CRISTÃ: Para quem? Pág 12 DIA MUNDIAL DA SAÚDE Em busca da garantia de Direitos Pág 13

3 2 Igreja ABRIL 2012 EDITORIAL Paz no Cristo Ressuscitado! Na manhã da Páscoa, confirmou-se que a vida venceu a morte. Saudações a todas as irmãs e os irmãos cristãos da Diocese de Caçador. É forte a emoção e contentamento no coração para partilhar a grande alegria e certeza da nossa fé em Jesus Cristo. Ele venceu a morte, razão de nossa alegria eterna. Que os sentimentos das celebrações pascais confirmem em cada um de nós os sentimentos de amor, de sensibilidade humana, de esperança para cuidarmos da vida e sustentar a saúde para todos, pois a participação ativa e efetiva, nas celebrações da Semana Santa, nos introduzam para uma vida em Deus e morte para o pecado. Os céus, pela força de Deus, removeu a pedra que ocultara a morte, abriu a caverna para devolver a vida à humanidade. Eis o grande e entusiástico motivo de nossa alegria. Que a grandeza do feito divino nos encante na fé e na esperança, e cheios de motivação façamos a nossa parte pela força da solidariedade, nos mobilizando para que todos tenham vida e a saúde se difunda sobre a terra. A Páscoa é a marca divisória do tempo que nos compromete a sermos mais solidários, responsáveis e participantes na construção de um mundo que gera vida, alegria, prosperidade e felicidade. Aceleremos as boas relações e agucemos nossas inteligências para criarmos estruturas de apoio para que todos os humanos deixem refletir em cada rosto a luz do Ressuscitado, pois em cada um brilha o amor de Deus que nenhum pecado pode apagar, pois Deus é maior do que os nossos pecados, portanto, desistamos do pecado e deixemo-nos iluminar por Deus. Que seu Espírito esteja sempre presente em nossa vida para que a mensagem de Nosso Senhor Jesus Cristo ressuscitado seja a fonte e ponto de partida de todas as nossas ações no mês de abril. Com a luz do Ressuscitado, nos dediquemos com coragem, para darmos passos firmes, corajosos e ousados na construção da Assembleia do Povo de Deus em nossa Diocese nesse ano. Peço orações para que a 50º Assembleia Geral dos Bispos do Brasil, dias 17 a 26 de abril, em Aparecida do Norte, seja coroada de êxitos para o bem de toda a Igreja no Brasil. E que a Romaria das Famílias do Brasil, no final do mês, no Santuário Mariano Nacional, renove o compromisso para fortalecer a família e devolver a paz, harmonia em cada lar e seja de fecunda sensibilidade humana em defesa da vida. Que a Assembleia da Pastoral Familiar na nossa Diocese, dias 14 e 15 de abril, reúna todos os movimentos envolvidos pela família, possa fazer ressuscitar em cada lar o amor, a compreensão, a oração, o diálogo, o trabalho, a confiança, devolvendo a vida, alegria e amor nas famílias. Que a Sagrada Família seja a todo instante, convidada, pela devoção e oração, para participar das alegrias e desafios de nossos lares. Um fraterno abraço e que ressoe forte em seu coração a bela saudação: Feliz Páscoa! Expediente Dom Frei Severino Clasen, OFM Bispo de Caçador Jornal de Circulação Interna - Tiragem: 15 mil exemplares MITRA DIOCESANA DE CAÇADOR Rua Mafra, Bairro Bom Jesus - C.P Caçador - SC Editorial: Coordenação Diocesana de Pastoral FONE/FAX: (49) DIAGRAMAÇÃO: Felipe Pelegrinello Caipers JORNALISTA: Pe. Dr. Gilberto Tomazzi IMPRESSÃO: Diário Catarinense NA VOSSA RESSURREIÇÃO, Ó CRISTO, ALEGREM-SE OS CÉUS E A TERRA Senhor, em tua santa Páscoa, Assumindo nossa cruz, permita-nos viver a ressurreição. Ajuda-nos a vencer a cruz do acumular e ensina-nos a viver a Graça da partilha Fortalece-nos para superar a cruz do querer ser servido, e ensina-nos a Graça de servir. Ilumina-nos para que vençamos a cruz do ódio e rancor, e ensina-nos a viver a Graça de amar o outro, nosso irmão. Senhor, todos os passos foram percorridos. TUDO COMEÇA... Amanhã de Páscoa trouxe-nos este anúncio antigo e sempre novo: Cristo ressuscitou! O eco deste acontecimento, que partiu de Jerusalém há vinte séculos, continua a ressoar na Igreja, que traz viva no coração a fé vibrante de Maria, a Mãe de Jesus, a fé de Madalena e das primeiras mulheres que viram o sepulcro vazio, a fé de Pedro e dos outros Apóstolos. Até hoje mesmo em nossa era de comunicações supertecnológicas a fé dos cristãos assenta naquele anúncio, no testemunho daquelas irmãs e daqueles irmãos que viram primeiro, a pedra removida e o túmulo vazio e, depois, os misteriosos mensageiros que atestavam que Jesus, o Crucificado, ressuscitara; em seguida, o Mestre e Senhor em pessoa, vivo e palpável, apareceu a Maria de Magdala, aos dois discípulos de Emaús e, finalmente, aos onze, reunidos no Cenáculo (cf.mc 16, 9-14). A ressurreição de Cristo não é fruto de uma especulação, de uma experiência mística: é um acontecimento, que ultrapassa certamente a história, mas verifica-se num momento concreto da história e deixa nela uma marca permanente. A luz, que iluminou os guardas de sentinela ao sepulcro de Jesus, atravessou o tempo e o espaço. É uma luz diferente, divina, que fendeu as trevas da morte e trouxe ao mundo o esplendor de Deus, o esplendor da Verdade e do Bem. Tal como os raios do sol, na primavera, fazem brotar e desabrochar os rebentos nos ramos das árvores, assim também a irradiação que flui da Ressurreição de Cristo dá força e significado a cada esperança humana, a cada expectativa, desejo, projeto. Por isso, hoje, o universo inteiro se alegra, implicado na primavera da humanidade, que se faz intérprete do tácito hino de louvor da criação. O aleluia pascal, que ressoa na Igreja peregrina no mundo, exprime a exultação silenciosa do universo e, sobretudo o anseio de cada alma humana aberta sinceramente a Deus, mais ainda, agradecida pela sua infinita bondade, beleza e verdade. Na vossa ressurreição, ó Cristo, alegremse os céus e a terra. A este convite ao louvor, que hoje se eleva do coração da Igreja, os céus respondem plenamente: as multidões dos anjos, dos santos e dos beatos unem-se unânimes à nossa exultação. No Céu, tudo é paz e alegria. Mas, infelizmente, não é assim sobre a terra! Aqui, neste nosso mundo, o aleluia pascal contrasta ainda com os lamentos e gritos que provêm de tantas situações dolorosas: miséria, fome, doenças, guerras, violências. E, todavia, foi por isto mesmo que Cristo morreu e ressuscitou! Ele morreu também por causa dos nossos pecados de hoje, e também para a redenção da nossa história de hoje Ele ressuscitou. Por isso, esta minha mensagem quer chegar a todos e, como anúncio profético, sobretudo aos povos e às comunidades que estão a sofrer uma hora de paixão, para que Cristo Ressuscitado lhes abra o caminho da liberdade, da justiça e da paz. Alegrem-se os céus e a terra pelo testemunho de quantos sofrem contrariedades ou mesmo perseguições pela sua fé no Senhor Jesus. O anúncio da sua ressurreição vitoriosa neles infunda coragem e confiança. Queridos irmãos e irmãs! Cristo ressuscitado caminha à nossa frente para os novos céus e a nova terra (cf. Ap 21, 1), onde finalmente viveremos todos como uma única família, filhos do mesmo Pai. Ele está conosco até o fim dos tempos. Sigamos as suas pegadas, neste mundo ferido, cantando o aleluia. No nosso coração, há alegria e sofrimento; na nossa face, sorrisos e lágrimas. A nossa realidade terrena é assim. Mas Cristo ressuscitou, está vivo e caminha conosco. Por isso, cantamos e caminhamos fiéis ao nosso compromisso neste mundo, com o olhar voltado para o Céu. Boa Páscoa a todos! Papa Bento XVI Mensagem de Páscoa(Ano de 2011) Fonte: Vatican.va Na certeza da vida nova, o Secretariado Diocesano de Pastoral e a Equipe do Jornal Fonte desejam a todos os assinantes, familiares e amigos uma Santa, Abençoada e Feliz Páscoa, celebrada na alegria e na paz do Ressuscitado! Chegamos junto contigo. No seu madeiro reconhecemos nossas cruzes. Na sua ressurreição a certeza de sermos, também nós, ressuscitados no amor que não se cansa de nos amar. Onde tudo foi consumado... Tudo começa... ressuscita-nos, Senhor Cremos que em ti nada termina, mas sim, tudo começa... Que nesta páscoa saibamos viver o começo de uma nova vida! Ederson Iarochevski

4 ABRIL 2012 Atualidades 15 OS SETE PECADOS SOCIAIS DA HUMANIDADE MODERNA Lembrando o saudoso papa João Paulo II, refletimos sobre os sete pecados sociais da humanidade moderna: política sem princípios; riqueza sem trabalho; prazer sem consciência; conhecimento sem caráter; economia sem ética; ciência sem humanidade e religião sem sacrifício. 1 Política sem princípios - Os pilares éticos da política são: a justiça, a verdade, a liberdade e o amor. Uma política sem princípios éticos transforma-se em disputa de interesses pessoais, oligarquias, fraudes e corrupção. A política que não estiver alicerçada no princípio do bem comum, da solidariedade, dos direitos humanos e na dignidade da pessoa, certamente contribuirá para o aumento da violência, da fome, da exclusão e da marginalidade social. 2 Riqueza sem trabalho - O sistema neoliberal reforça a pirâmide social perversa onde os ricos se tornam cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres. A técnica e a informática desligadas dos valores fortalecem o apartheid social, em que muitos trabalham, mas a riqueza se concentra nas mãos de poucos - O desemprego resulta também de uma opção pela tecnologia que aumenta a riqueza, diminui o trabalho e exclui o trabalhador. 3 Prazer sem consciência - O prazer é dom do criador em favor da vida. Não podemos ser contra o sexo, nem contra o prazer, muito menos contra o corpo. Somos contra o prazer absolutizado, sem consciência. O prazer desordenado tem causado injustiça, violência, doença mental, desagregação da personalidade. Já o prazer ordenado, vivido com gratidão e consciência, é meio saudável de doação, criatividade, entusiasmo e gosto de viver. 4 Conhecimento sem caráter - Tal conhecimento é apenas erudição sem sabedoria, sem mudança de vida, sem a conscientização. É o mesmo que dizer saber é poder. Um saber que não serve mais à vida e, sim, à morte - Em contrapartida, devemos procurar o conhecimento enquanto amadurecimento, crescimento e mudança para possibilitar um nascer de novo. 5 Economia sem ética - É o livre mercado, onde o dinheiro é a nova providência e a propaganda a nova evangelização. Onde o mercado tomou o lugar da religião e comanda a massificação das mentes. Economia sem ética é levar vantagem em tudo, é vender e lucrar, e mais valia, consumismo sem se preocupar com os pobres, desempregados, excluídos, marginalizados. 6 Ciência sem humanidade - É a ciência nas mãos de uma minoria que tudo sabe e tudo controla. Ciência sem humanidade é ciência sem consciência, desligada dos valores da fé e a serviço de interesses egocêntricos. É a ciência a serviço das ideologias e interesses pessoais e corporativistas. 7 Religião sem sacrifício - É a religião sem testemunho, prédica sem prática, oração sem fraternidade, o culto só dos lábios. A pior das corrupções é a corrupção religiosa, em que se usa o nome de Deus e se manipula o povo, em busca de lucros. Religião sem sacrifício é religião sem cruz, sem o seguimento de Cristo pobre, casto e obediente. É pregar sem viver o que se fala; é ajustar a palavra de Deus segundo nossos interesses, elevar nossos caprichos à esfera da vontade de Deus. Religião sem sacrifício é querer que Deus faça o que nós queremos. É querer Deus sem se envolver com o mundo. Idlauson Pitt Seminarista do 3º Ano de Teologia Adaptação do artigo de Dom Orlando Brandes, Arcebispo de Londrina, (as partes em itálico são dele), conforme AGENDA DIOCESANA MAIO 1 Dia do Trabalhador 2 Reunião Secretariado Diocesano de Pastoral - SDP SDP 9h 2 Reunião CAED SDP 14h 3 Centenário da Paróquia Santa Cruz de Canoinhas Canoinhas 4-6 Cursilho de Homens Micro de Canoinhas Canoinhas 4-6 Capacitação Comunicador Multiplicador Pastoral da Criança 5 Reunião da Coordenação Diocesana do SAV Caçador 5 Reunião do Conselho Diretor da Cáritas Diocesana Videira Fórum Regional de Assessores das PJs de SC Castelhano/Caçador 5-6 4ª Etapa - Formação de Agentes da CPT 6 20ª Romaria ao Santuário Diocesano Nossa Senhora de Fátima, Mãe dos Pobres Fraiburgo 8 Conselho de Presbíteros Castelhano 9h 8 Reunião do Clero Castelhano 13h30min 13 Dia das Mães 16 Reunião da Microrregião de Santa Cecília Timbó Grande 9h Curso Regional para Formadores Brusque 17 Reunião da Microrregião de Arroio Trinta Arroio Trinta Escola Catequética Regional Lages 18 Reunião da Microrregião de Porto União Irineópolis 19h Seminário Nacional Juventude e Comunicação 20 Celebração Ascensão do Senhor 20 III Interdiocesano dos Grupos de Reflexão e Família Xaxim Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos 22 Reunião SDP SDP 14h CONSEP (Conselho Episcopal Pastoral da CNBB) Brasília/DF Capacitação: Missão e Gestão para Coordenadores Diocesanos Pastoral da Criança 25 Fórum Diocesano das Pastorais Sociais SDP 14h 26 e 27 2ª Etapa Escola Diocesana da Juventude - EDIJUV Canoinhas 26 e 27 Escola Catequética Região Centro/Sul e Escola de Ética e Cidadania Castelhano 26 e 27 Reunião Regional da Pastoral do Menor Lages 27 Pentecostes 27 Encontro da Pastoral Familiar Região Sul 28 Reunião CAED SDP 9h ANIVERSÁRIO Pe. Almedo Diedrich 07/05/51 Pe. Celso C. P. dos Santos 09/05/67 Pe. Márcio Renato Bartel 11/05/62 Pe. Irineu Maia 13/05/74 Diác. Marlon Malacoski 15/05/85 Pe. José Juan da Misericórdia 15/05/67 ORDENAÇÃO Pe. Valcir Baronchello 04/05/91 Pe. João Alceu Perin 08/05/94 Pe. Lindsay Hendrick 17/05/81 Diácono Everaldo Antonio 27/05/10 Pe. Rogério Esmeraldino 30/05/93 Pe. Fábio Costa Farias 30/05/09

5 4 ABRIL 2012 Espiritualidade RITO PARA APAGAR DO CÍRIO PASCAL Terminado o Rito da Comunhão, aquele que preside se dirige junto ao Círio ainda aceso e faz uma breve introdução à liturgia da luz: Irmãos e irmãs, na noite na qual se deu vida ao alegre Tempo Pascal, o dia de cinquenta dias, no momento de acender o Círio, nós aclamamos a Cristo, nossa Luz. E a luz do Círio pascal nos acompanhou nestes cinqüenta dias e contribuiu não pouco a nos fazer recordar a grande realidade do Mistério pascal. Hoje, no dia de Pentecostes, ao fechar-se o Tempo da Páscoa, o Círio é apagado, este sinal nos é tirado, também porque, educados na escola pascal do mestre Ressuscitado e cheios do fogo dos dons do Espírito Santo, agora, devemos ser nós, Luz de Cristo que se irradia, como uma coluna luminosa que passa no mundo, em meio aos irmãos, para guiá-los no êxodo em direção ao céu, à terra prometida definitiva. Veremos agora, no desenrolar do ano litúrgico, resplender a luz do Círio Pascal, sobretudo em dois momentos importantes do caminhar da Igreja: Na primeira Páscoa, que viveram os seus filhos com a recepção do Batismo, e por ocasião da última Páscoa, quando, com a morte, ingressarão na verdadeira vida. O cantor dirige-se ao ambão, e de lá canta as invocações a Cristo. Cantor: Cristo, Luz do mundo! Todos: Demos graças a Deus! Presidente: Ó Sol da justiça, raio bendito, primeira fonte de luz, o ardentemente desejado, acima de tudo e de todos; poderoso, inescrutável e inefável; alegria do bem, visão da esperança satisfeita, louvado e celeste, Cristo criador, Rei da glória, certeza da vida/, preenche os vazios da nossa voz com a Tua Palavra onipotente, oferecendo-a como súplica agradável ao teu Pai altíssimo/. Cantor: Cristo, Luz do mundo! (Domingo de Pentecostes) Todos: Demos graças a Deus! Presidente: Esplendor da glória do Pai, que difunde a claridade da verdadeira luz, raio da luz, fonte de todo esplendor/. Tu, dia que ilumina o dia, Tu, verdadeiro sol, penetra com a tua luz constante e infunde nos nossos sentidos a chama do teu Espírito/. C a n t o r : Cristo, Luz do mundo! Todos: Demos graças a Deus! Presidente: Sois a lâmpada da casa paterna que ilumina com luz ardente/. Sois o sol da justiça, o dia que jamais escurece, a luminosa estrela da manhã/. Cantor: Cristo, Luz do mundo! Todos: Demos graças a Deus! Presidente: Sois do mundo o verdadeiro doador da Luz, mais luminoso que o sol pleno, todo luz e dia/, ilumina os profundos sentimentos do nosso coração/. Cantor: Cristo, Luz do mundo! Todos: Demos graças a Deus! Presidente: Ó Luz dos meus olhos, doce Senhor, defesa dos meus dias, ilumina, Senhor, o meu caminho, pois sois a esperança na longa noite/. Ó chama viva da minha vida, ó Deus, minha luz/. Cantor: Cristo, Luz do mundo! Todos: Demos graças a Deus! O Presidente faz a inclinação ao Círio Pascal, e o apaga. Depois, voltado para o povo, canta a oração. Digna-Te, ó Cristo, nosso dulcíssimo Salvador, de acender as nossas lâmpadas da fé; que em Teu templo elas refuljam constantemente, alimentadas por Ti, que és a luz eterna; sejam iluminados os ângulos escuros do nosso espírito e sejam expulsas para longe de nós as trevas do mundo/.faz que vejamos, contemplemos, desejemos somente a Ti, que só a Ti amemos, sempre no fervente aguardo de Ti, que vives e reinas pelos séculos dos séculos/. E toda a assembleia aclama, cantando: Amém! Amém! Amém! Fonte: Presbiteros.com.br OFERECER E RESGATAR Há um tipo de resgate que todos nós podemos fazer e que se dá através do nosso oferecimento temporal, que se faz diariamente através de todas as nossas ações, sejam elas na alegria ou na tristeza, na saúde ou na doença. Esse resgate se dá sempre em benefício dos outros (mas tem reflexos em nossa vida), principalmente daqueles que mais necessitam, independente do lugar em que se encontrem, pois para isso não há fronteiras. Oferecer nosso dia em prol de uma boa causa ou pessoas é entrar em harmonia com as forças do bem que estão pelo mundo e que podem ser acessadas a qualquer momento, através das nossas intenções retas e puras, que partem de nosso coração. É também uma forma de prece que fazemos com todo o nosso ser, permanecendo ligados a Deus. Jesus mesmo disse a respeito de si que ele veio para servir e dar a sua vida como GRUPOS DE REFLEXÃO EM IRINEÓPOLIS Aconteceu, no dia 22 de fevereiro de 2012, Quarta-feira de Cinzas, a abertura dos grupos de Reflexão 2012, na comunidade Matriz de Irineópolis. Na celebração que dá início à Quaresma e Campanha da Fraternidade, a Igreja, que se reúne nas casas, é convidada a percorrer o caminho que leva ao Cristo Ressuscitado. Para isso, é preciso viver intensamente três atitudes: a oração, o jejum e a caridade, conclamou o celebrante, Pe. Silvio Marciniak. Fomos desafiados por ele a escolher o caminho de uma vida saudável e a renunciarmos a tudo o que leva à morte. Nosso agradecimento a todos os animadores que colaboraram e às comunidades do interior que também fizeram a celebração de É tempo de renovar nossa fé cristã e renascer. Lembrar do infinito amor que Deus teve pela humanidade, quando nos enviou seu Filho para nos salvar. Inspirados neste amor, reexaminemos nossas atitudes, nossas intenções. Deus nos permite força para enfrentarmos nossas batalhas, ou seja, Ele nos ressuscita de nossas crucificações diariamente. Pratiquemos a ressurreição pelo PÁSCOA É VIDA resgate de muitos, e de fato, até hoje e sempre seu oferecimento de vida tem esse poder, porque ele muito amou a humanidade. Somos, assim, co-participantes com Deus na história da salvação, tanto da nossa quanto na de nossos irmãos. Oferecendo nossas ações de forma consciente, verdadeira e desinteressada, estamos servindo de uma forma mais profunda ao nosso criador, movendo forças que nem imaginamos existir e isso faz um bem enorme em nossa vida, pois o bem feito no silêncio alcança proporções maiores para todas as partes envolvidas. E não nos preocupemos em alardear o benefício que fazemos em favor dos outros, basta somente Deus saber... e Ele sabe! Na certeza e na alegria do Cristo Ressuscitado, a Paróquia Santa Cruz, de Canoinhas, deseja a todos uma Páscoa contínua em suas vidas, com sabedoria e paz que emanam desse tempo de graça! Adriana Bueno de Oliveira Paróquia Santa Cruz - Canoinhas abertura dos Grupos de Reflexão. Que nosso Padroeiro, Senhor Bom Jesus, abençoe a todos! Eliza Maidel Pela Coordenação paroquial dos Grupos de Reflexão. amor, Pelo perdão, Pela Palavra de Deus, E principalmente, pela nossa fé. Amemos nossa vida, este maravilhoso milagre. É assim que fazemos a verdadeira Páscoa. Que a alegria da ressurreição de Jesus Cristo Invada nossos corações, para que sejamos pessoas melhores a cada dia! Juliana Rodrigues Paróquia Santo Antônio - Rio das Antas

6 ABRIL 2012 Pastorais 13 PASTORAL FAMILIAR Entre os dias 02 a 04 de março, no Centro de Evangelização Angelino Rosa, na cidade de Governador Celso Ramos (SC), participaram os integrantes do Regional Sul IV da Pastoral Familiar de Santa Catarina, três padres, o bispo referencial da Pastoral Familiar em SC, Dom Severino Clasen, OFM, e o assessor da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e Família da CNBB, padre Wladimir Porreca. Estiveram reunidos cerca de 60 agentes da Pastoral Familiar, que vieram de diversas cidades, localizadas nas sete dioceses do Estado. Foram abordados temas atuais e relevantes para todas as famílias cristãs. Da Diocese de Caçador participaram do Encontro: Pe. Valmor (Assessor Eclesiástico Diocesano), João Ramos e Marilene (Coordenadores Diocesanos), Itacir Colussi e Maria Lecir (Setor Pós-Matrimônio), Darci e Marcia (Setor Pré-Matrimonio). Durante o encontro, as lideranças conheceram com detalhes o Plano Regional da Pastoral Familiar para 2012, apresentado pelo formador da Comissão Regional de Pastoral Familiar do Regional Sul IV, Felipe Neri Tavares. Ele expôs os novos dados estatísticos da pastoral nas 10 dioceses e revelou o plano de ação aos agentes. A clareza com que Felipe nos apontou os objetivos, metas e tarefas, nos ajudará a traçar um caminho bem definido para a Pastoral Familiar em Santa Catarina nos próximos anos, afirmou Jacinta Wiggers, de Ituporanga, Diocese de Rio do Sul. Nos intervalos das palestras, os agentes anotaram as luzes e sombras (sucessos e problemas) dos setores pré-matrimônio, pós-matrimônio e casos especiais nas paróquias. A ausência de representantes de três dioceses foi lamentada pelos participantes e organizadores. O bispo referencial da Família em SC, Dom Severino Clasen, elogiou os trabalhos e as apresentações, e enfatizou que cada agente deve olhar a Pastoral Familiar com mais esperança e otimismo. Devemos trabalhar, olhando para as boas ações das nossas comunidades e paróquias, pois há muita gente boa para nos ajudar. O pessimismo e as críticas nos paralisam. É preciso que tenhamos um novo olhar para as nossas famílias e trabalhar para ajudá-las. No sábado (03/03), Felipe Neri Tavares apresentou os objetivos e as funções do INAPAF (Instituto Nacional da Pastoral Familiar), além de explicar aos agentes a maneira de implantar os estudos em suas dioceses. A apresentação agradou os participantes que se comprometeram a efetivar as propostas de estudos para as paróquias. No domingo (04/03), Dom Severino Clasen repassou aos agentes as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil De um modo fácil e simples de entender, o bispo de Caçador encheu as lideranças de esperança ao revelar que, nas diretrizes gerais, a preocupação com a família é ponto central. A Igreja em todo o Brasil entende que a família precisa estar bem estruturada e baseada nos valores cristãos, contudo, só poderemos amparar e ajudar todas as famílias, que passam por dificuldades, se estivermos devidamente preparados e bem organizados. O assessor da CNBB, Pe. Wladimir Porreca, participou do encontro durante os três dias. Destacou para todos os casais que é um adepto da catequese familiar. Nós temos que devolver às famílias o que é próprio delas. Nós estamos terceirizando tudo, até a educação dos filhos. Nós precisamos retomar o modelo de catequese familiar, onde pai, mãe e filhos trabalham juntos na evangelização dos filhos, enfatizou. Para Porreca, todos os agentes da Pastoral Familiar devem ajudar a desenvolver a catequese familiar para que a igreja doméstica e, por consequência, toda a nossa Igreja seja cada vez mais forte e presente. Reportagem: Ruy Ferrari, da Pastoral Familiar Fonte: noticias.cnbbsul4.org.br DIA MUNDIAL DA SAÚDE Odia Mundial da Saúde é comemorado no dia 7 de abril, com o objetivo de as pessoas se conscientizarem sobre a importância da saúde nas suas vidas e no dia-a-dia, além de descobrirem formas de se cuidarem. O Dia Mundial da Saúde foi criado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), em 1948, devido à preocupação de seus integrantes em manter o bom estado de saúde das pessoas em todo o mundo, e também alertar a todos sobre os principais problemas que podem atingir a população mundial. O Ministério da Saúde foi instituído em É um órgão do Governo, responsável pela organização e elaboração de planos e políticas públicas voltadas para a promoção, prevenção e assistência à saúde dos brasileiros. Deve oferecer condições para a proteção e recuperação da saúde da população, reduzir as enfermidades, controlar doenças e melhorar a vigilância em saúde, dando assim mais qualidade de vida aos brasileiros. Saúde é um direito de todos e dever do Estado. Este direito é garantido mediante Políticas Sociais e Econômicas que visam à prevenção e ao acesso universal à saúde. A saúde tem como fatores determinantes e condicionantes, entre outros, alimentação, moradia, saneamento básico, meio ambiente, trabalho, renda, educação, transporte, lazer e acesso aos bens e serviços essenciais. Uma das grandes conquistas da saúde pública do Brasil foi a instituição do controle social, que representa a capacidade da sociedade civil organizada de interagir e compartilhar com as instâncias governamentais na busca de políticas públicas saudáveis. Ter acesso aos serviços de saúde (como atendimento médico de qualidade e hospitais bem equipados) e a condições sanitárias e de higiene adequadas é um direito de todas as pessoas, por isso, é importante que cada cidadão busque informações sobre higiene, doenças, lixões, aterros sanitários e sobre outras questões ligadas à saúde. Quanto mais conhecimento, mais podemos cuidar da nossa própria saúde e, ao mesmo tempo, cobrar dos governantes, serviços que garantam a saúde pública de qualidade. Mas, para melhorar a saúde da população, o governo precisa prevenir e controlar as doenças e prolongar a vida das populações. Para isso, é preciso controlar as irregularidades e desperdícios. A Igreja no Brasil, para enfrentar os grandes desafios à ação evangelizadora e buscando contribuir para uma melhor e necessária Seguridade Social (Saúde, Assistência Social e Previdência Social) no País, vem conclamando a sociedade para uma grande mobilização em prol de uma saúde pública mais digna, solidária, acessível e consolidada aos usuários. Mesmo após 1981, com a Campanha da Fraternidade Saúde e Fraternidade e em 1984, com Fraternidade e Vida, ainda se faz necessária uma defesa mais consistente do sistema público de saúde do Brasil. Com a Campanha da Fraternidade de 2012, Fraternidade e Saúde Pública, a Pastoral da Saúde, bem como a Igreja Católica no País, buscam garantir este direito tão vital e reivindicado pelos cidadãos. Inez L. Brunetta Coordenação Diocesana da Pastoral da Saúde

7 6 ABRIL 2012 Notícias MISSÃO POPULAR NA MICRORREGIÃO DE PORTO UNIÃO Aconteceu no domingo dia 04 de março, na paróquia Senhor Bom Jesus de Irineópolis, a pré-missão em preparação às Missões que acontecerão no mês de outubro de Amicrorregião de Porto União elegeu como uma de suas prioridades a família, em sintonia com a diocese, cuja prioridade é a família. A missão ocorreu nos quatros setores da paróquia com o tema FAMÍLIA: SAN- TUÁRIO DE VIDA E FÉ Eu e minha família serviremos ao Senhor (Js 24-15). A paróquia Senhor Bom Jesus recebeu os missionários e respectivos párocos das paróquias Nossa Senhora das Vitórias, de Porto União, que missionou o setor IV na comunidade do Bairro São Francisco e o setor I na comunidade de São Pascoal; a paróquia São Pedro e São Paulo, de Porto União, foi até a comunidade da Pedra Branca missionando as comunidades do setor III; e a paróquia São João Batista, de Matos Costa, missionou as comunidades do setor II. Foi um dia dedicado à família. Momentos fortes de oração, reflexão, testemunhos de vida, com atenção especial aos casais, jovens e crianças. Como foi no período da Quaresma tempo de penitência e conversão proporcionaramse confissões aos participantes. A equipe de missionários da Paróquia São Pedro e São Paulo formada por 29 pessoas do ECC (Encontro de Casais com Cristo), RCC (Renovação Carismática Católica), JAVEC (Grupo de Jovens), Catequese e o Pároco Pe. Lourenço conduziram as atividades na Comunidade Pedra Branca e escreveram um breve relato de como foi a Pré-missão: Chegamos ao local por volta das nove horas e fomos recepcionados com muita alegria pelos adultos, jovens e crianças das comunidades de Pedra Branca, Santo Antonio I, Santo Antonio II, São José, Campinas, Boa Vista, Bom Sossego, Pé da Serra e São Sebastião. Ressaltamos que a participação das comunidades foi muito boa, dando-se destaque para grande participação de jovens, tanto dos missionários quanto do local. Praticamente, todos os adultos receberam o Sacramento do Perdão com o Pe. Lourenço, e, em um lugar bem especial, ao ar livre, em frente à gruta de Nossa Senhora Aparecida, no pátio da Igreja. Com a experiência de forte oração e cantos de reflexão, a RCC e o JAVEC trabalharam com os jovens. Foram quebrados muitos ressentimentos e houve pedidos de perdão entre os jovens e os seus pais, com um momento de muita emoção e abraços entre os familiares. Com os adultos, o ECC trabalhou o pecado e o perdão; o perdão com Deus (Confissão Sacramental), o perdão entre o casal e o perdão na família entre pais e filhos, tendo a participação de todos. A catequese, com catequistas experientes e muitas catequistas que estão iniciando seu trabalho esse ano, acompanhou as atividades com as crianças, com brincadeiras, dinâmicas, pintura e desenhos voltados para o tema família. A atividade encerrou-se com a Santa Missa, com a Celebração da Reconciliação, na qual o Pe. Lourenço, em sua homilia, fortaleceu o que foi visto durante o dia e a importância do perdão entre as pessoas e entre a família. A equipe de missionários da Paróquia São Pedro e São Paulo agradece a Deus por ter proporcionado a vivência de momentos tão bons entre as comunidades, o esforço do Pe. Silvio, na organização para receber essa equipe e, é claro, a ótima alimentação oferecida a todos pela Comunidade da Pedra Branca. Foi um dia dedicado à família. Momentos fortes de oração, reflexão, testemunhos de vida, com atenção especial aos casais, jovens e crianças, foram realizados em todas as comunidades. Como era Quaresma tempo de penitência e conversão proporcionou confissões aos participantes. Sentimo-nos agraciados com a presença dos missionários, bem como, das famílias de nossa paróquia que foram ao encontro, levando para suas casas uma bonita lição de vida em família, e as bênçãos da Sagrada Família. Às comunidades que receberam os participantes, preparam o ambiente, os alimentos e aos que trouxeram os mesmos para a partilha, nosso muito obrigado. Que Senhor Bom Jesus abençoe a todos! Pe. Silvio Marciniak Pároco da Paróquia Senhor Bom Jesus COMIRE Aconteceu, nos dias 06 e 07 de março de 2012, nas dependências do seminário de Blumenau, a reunião do COMIRE (Conselho Missionário Regional). Estavam presentes, na reunião, vinte pessoas que representavam suas dioceses. Entre elas a diocese de Caçador, representada por cinco participantes. Sentimos a ausência de quatro dioceses. A participação de Dom José Negri, padres, diácono, Coordenação do COMIRE e dos Conselhos Missionários das Dioceses, Coordenação e Assessores da Infância, Adolescência e Juventude Missionárias e do Secretário Executivo do Regional Sul 4, foram uma forte presença no repasse das atividades de 2012, que serão realizadas nas dioceses. Agradecemos aos que nos acolheram e a todos que participaram deste encontro. Suzana Nadal Assessora e Coordenação da Infância e Adolescência Missionária de Videira MOVIMENTO DA MÃE RAINHA Aparóquia São José Operário de Monte Castelo convida para o Encontro Diocesano do Movimento da Mãe Rainha e Vencedora Três Vezes Admirável de Schoenstatt. O encontro será realizado no dia 22 de abril de 2012, com início às 08h e término às 15h com missa. Durante o encontro acontecerá palestra com Ir. Helena, momento de adoração, terço missionário, relato de como surgiu o Movimento e celebração. A coordenação solicita a confirmação de participação até o dia 15 de abril, pelo telefone (Secretaria Paroquial). Os participantes devem trazer as capelinhas e talheres. O valor do almoço é de R$ 10,00 (dez reais). CARTILHA - ELEIÇÕES 2012 Dando continuidade à experiência realizada em anos anteriores, organismos vinculados à CNBB já disponibilizam a cartilha Eleições Municipais 2012: cidadania para a democracia. A publicação foi elaborada numa parceria entre o Conselho Nacional do Laicato do Brasil (CNLB), a Comissão Brasileira de Justiça e Paz (CBJP), o Centro Nacional de Fé e Política Dom Helder Câmara (CEFEP) e as Pastorais Sociais. A proposta é ajudar o eleitor a realizar uma boa reflexão em vista do voto consciente. Colocar na urna não só o nosso voto pessoal, mas a consciência de que o nosso voto tem consequências para a vida do povo, para o futuro do país, afirmam os organizadores na apresentação da cartilha. Fundamentado na metodologia ver-julgar-agir, o material traz uma análise sobre a crise do Estado, da democracia, a responsabilidade de cada cidadão e os desafios para o cristão na política. A terceira parte é dedicada ao agir atentos aos sinais do Espírito, e chama a atenção para a ação coletiva, a importância da participação e do voto cidadão, além de diretrizes para a construção de projetos interessantes e úteis para as cidades e o país. O subsídio, de 35 páginas, pode ser um instrumento útil para a reflexão em grupos, movimentos e paróquias. Cada exemplar custa R$ 1,50 (um real e cinquenta centavos) e pode ser adquirido através do Centro de Pastoral Popular, pelo telefone ou

8 ABRIL 2012 Pastorais 11 JORNADA MUNDIAL DA JUVENTUDE RIO 2013 O QUE DEVERIA TER NA MALA DO JORNADEIRO JOVEM? Oque imaginamos que pode estar ou deveria estar na mochila do jornadeiro jovem de 2013? A resposta é de cada um, mas nos permitimos expressar nossa opinião em forma de pequenas cartas. 1. Vontade de sentir-se jovem. Ouvi dizer que está de mala pronta para ir ao Rio de Janeiro. Queria perguntar se na sua mochila está, de fato, a vontade de sentirse jovem. Olha bem... Ser jovem não é qualquer coisa. É mais do que ter de 15 a 30 anos. Sua mala, sem isso, vai deixá-lo vazio. Não quero dizer o que é ser jovem, mas queria dizer algumas coisas: 1) não se deixe manipular. Não seja uma barata tonta levada pela multidão. Ser jovem é quem aprendeu ou está aprendendo a ser ele. Ao seu redor vai ver muitos se deixando levar, porque é bom sentir-se massa, ser como é todo mundo... É grande a força da mídia; é bonito ser desejado porque você tem um corpo novo; até é bonito ver-se valorizado pela Igreja... A vocação de todo jovem não é ser um Maria vai com as outras ; no fundo do seu baú, espera ansiosamente um cabrito montês que sobe morros e perigos e não uma pessoa sem personalidade, dizendo amém para o que a sociedade (e, muitas vezes) as próprias igrejas oferecem. Não se deixe manipular. 2) seja um jovem do mundo, alguém que vai muito além do umbigo. Vá além dos exotismos. Seja capaz de perguntar, do seu jeito, o que vai naquele africano, naquele europeu, naquele menino, naquela menina, naquele americano, naquele de outra nação. Não estás na Jornada para ser Igreja, mas para ser do Reino. Não estás aí para ser bonito, mas para começar a gritar ao mundo que muita coisa precisa mudar. 3) não tenha medo da novidade. Talvez estranhe que eu diga isso para você. É que, além de você ser um sacramento da novidade, a novidade não é qualquer coisa e muitas vezes não é aquilo que é apresentado como novo. Modo novo de comprometer-se, de comunicar-se; modo novo de amar e de tratar o universo. Parece até, que hoje em dia, é preciso ter mais coragem para assumir o outro; até de assumir-se. Por isso não é velho falar para a juventude e para você da necessidade de ser novo. Escrevendo estas coisas, vocês percebem que não há nenhuma novidade. A novidade talvez seja a vontade que há de não deixar vocês serem vocês, mas tentando segurálos para que continuem numa submissão que não tem nada de Deus. O apóstolo Pedro fala que precisamos esforçar-nos para que ponhamos mais virtude na fé (mais disposição para saber o que acreditamos), mais conhecimento na virtude (mais vontade de ler a realidade segundo os olhos de Deus), mais autodomínio no conhecimento (não só olhar as coisas que aparecem na internet, mas saber o que está por detrás da notícia), mais perseverança no autodomínio (ter convicções), mais piedade na perseverança (ter uma mística de viver), mais fraternidade na piedade (ser irmão de fato, não só ter pena) e mais amor na fraternidade. (2 Ped 1, 5-7). Padre Hilário Dick REUNIÃO DAS PASTORAIS DA JUVENTUDE Nos dias 25 e 26 de fevereiro de 2012, na chácara dos padres, em Caçador, aconteceu a primeira reunião da nova Coordenação Diocesana das Pastorais da Juventude (CDPJs). Com a participação dos Jovens das Microrregiões de Videira, Arroio Trinta, Porto União, Canoinhas e Caçador, também das específicas Pastoral da Juventude do Meio Popular - PJMP e Pastoral da Juventude - PJ., sendo que esses 15 jovens fazem parte da nova coordenação Diocesana das PJs. Jovens das diferentes realidades e das microrregiões tiveram a oportunidade de partilhar seus trabalhos, anseios, alegrias e angústias, fortalecendo o interesse de trabalhar na construção de um mundo melhor, mostrando para a sociedade que o jovem de hoje está sedento de Deus e busca constantemente amar, rezar e viver como Jesus viveu. Durante a reunião, foi revisto o cronograma de ações para os anos de 2012 e 2013, levando em conta a sede e a ansiedade de sermos Igreja jovem, capaz de estar presente em cada coração jovem e em toda a nossa Diocese. Grandes desafios foram lançados. É preciso ter a consciência de que muitos dos jovens que estão em nossas comunidades, são necessitados de carinho, de cuidado, de mostrar seu rosto e de que sua existência é importante para a construção do Reino de Deus desta forma podemos firmar o objetivo geral das Pastorais da Juventude na Diocese de Caçador: Comprometer-se com a Evangelização da Juventude nas diferentes realidades, por meio de um processo de formação integral e libertadora, garantindo o protagonismo juvenil, rumo ao Reino de Deus. Mara Regina Cesca. Microrregião de Arroio Trinta P/ Coordenação Diocesana das PJs PJ NA MICRORREGIÃO DE CAÇADOR Aconteceu no dia 11 de março de 2012, na Catedral São Francisco de Assis, reunião com os jovens e padres de nossa microrregião. Estavam presentes na reunião Pe. Valmor e Pe. Márcio, Edenilson, Scheila, André, Viviane, Sidinei, José Fernando, Franciele, Evelyn, Manuelle, Claudio, Johnatan e o Secretário Diocesano das PJs, Carlos. Pe. Francisco justificou ausência devido a muitos trabalhos neste dia, pois é o único padre na paróquia Nossa Senhora Rainha. Diversas atividades serão realizadas pela Pastoral da Juventude da Microrregião de Caçador durante o ano de Dia Nacional da Juventude e Semana do Estudante: Conversamos e decidimos que estas atividades devem ser assumidas pela PJ, porém construída em comunhão com o Setor Juventude que está sendo articulado na microrregião. Bingo: Acontecerá no dia 09 de junho de 2012, na paróquia Nossa Senhora Rainha, a partir das 19h. Sugeriu-se a proximidade com os grupos de Apostolado da Oração, Caçador Atlético Clube (CAC), Lareira e Pastoral Familiar; montou-se uma equipe com um representante de cada paróquia para articular e dinamizar a realização do bingo. Esta equipe deve pensar maiores detalhes e apresentar aos padres para alterações, sugestões e mudanças, para então encaminhar às comunidades a divulgação. Retiro da Microrregião: Acontecerá nos dia 02 a 04 de novembro de 2012 no Centro de Formação João Paulo II Castelhano, tendo 35 vagas, destas, cinco para cada paróquia e as demais devem ser preenchidas com jovens dos Grupos de Jovens ou indicações de jovens da coordenação e/ou padres. No sábado, dia 03 de novembro, das 10h às 12h, acontecerão confissões e, às 21h, celebração com os retirantes; a missa de encerramento será no domingo, dia 4 de novembro, às 15h. A assessoria do retiro continua a cargo do Andevir, da Diocese de Joaçaba. Com relação à Escola Diocesana da Juventude - EDIJUV:Repassamos aos coordenadores e padres as datas e vagas para Escola que acontece entre abril e julho de Durante a reunião, também se falou sobre a organização da PJ em cada Paróquia. A Catedral São Francisco de Assis tem dois Grupos de Jovens, iniciando na Matriz com 12 jovens e no Gioppo com 4 jovens. Na paróquia Cristo Redentor, realizou-se uma reunião com Pe. Márcio e catequistas para criar um grupo de pós-crisma na matriz, com prazo até junho deste ano, a pr qouia tem um grupo na comunidade do CAIC. Na Paróquia Nossa Senhora Rainha, já está marcado o primeiro encontro com um Grupo de Jovens na Matriz. A equipe agradece a disponibilidade dos padres e ressalta, que estamos melhorando cada vez mais e assim garantindo a proximidade dos jovens com a Igreja. Edenilson Perego Assessor PJ Micro de Caçador

9 Especial ABRIL CAMPANHA DA FRA 2ª PARTE: A AÇÃO DOS PROFETAS E A SAÚ Continuação do subsídio Os Profetas e a Saúde do Povo, escrito por Frei Carlos Mesters. Este subsídio foi dividido em três partes, que estão sendo publicadas entre os meses de março e maio de 2012, pois fazem referência ao tema da Campanha da Fraternidade 2012 Fraternidade e Saúde Pública. Introduzindo o assunto Lembremos duas coisas. De um lado, devido ao ambiente religioso e quase mágico em que se colocava o problema da doença e da sua cura, o povo da Bíblia procurava o profeta para ele rezar pelos seus doentes e assim obter a cura. (Hoje, o que o povo mais procura nos santuário é a cura das suas doenças. Basta você olhar as salas dos milagres e pensar um pouco na história de sofrimento que está atrás de cada objeto ali pendurado nas paredes). Por outro lado, a ação do profeta, como profeta, só tocava no problema da saúde do povo enquanto este estava ligado ao equilíbrio da justiça, da fraternidade e da partilha exigido pela observância da aliança. Ou seja, a defesa da saúde do povo não era um problema especifico que preocupava o profeta, mas se situava no contexto mais amplo da defesa que ele fazia da vida do povo e da aliança. Para poder descobrir melhor a ligação entre a ação profética propriamente dita e o trabalho em favor da saúde do povo, convém ampliar o quadro e ver, brevemente, o contexto maior da ação dos profetas. Em vista disso, vamos ver três coisas: 1) A origem da ação profética, isto é, o seu começo e a sua evolução através da história do povo; 2) O quadro de referências da ação do profeta, aquilo que o ajudava a discernir a palavra de Deus presente na vida; 3) Os três caminhos para onde os profetas procuravam encaminhar a mudança e a conversão que eles pediam. 1) OS COMEÇOS DO PROFETISMO E A SUA EVOLUÇÃO No começo da história do povo de Deus, havia profeta para tudo, como hoje é possível encontrar padre para celebrar qualquer coisa. Esta ambivalência obriga a gente a olhar mais de perto as origens do profetismo. Profetismo, enquanto profetismo, não surge tanto do lado do poder, da hierarquia, da organização, da ciência, do planejamento, do governo, do racional. Surge muito mais do lado do carisma, da poesia, da inspiração, do transe, da música, do sonho, da beleza, da arte, da intuição, do oráculo, da religião, da divindade, da oração, da mística. São muitas palavras para indicar uma determinada maneira de se captar a realidade. Em quase todos os povos da antiguidade, e também no povo da Bíblia, havia esses grupos de artistas, cantantes, videntes ou poetas, grupos populares, misturados com religião, chamados profetas (1 Sam. 10, 10; 19, 20-24), muito procurados pelo povo para resolver os problemas domésticos através de um recurso à divindade: problema de perda de um jumento (1 Sam. 9, 6-10), problema de saúde (1 Reis 17, 17-18), problema de insalubridade na água (2 Reis 2, 19-22). Os reis e os governantes procuravam o apoio destes grupos. O apoio do profeta significa o apoio da divindade; era uma confirmação divina do poder humano, pois em geral, os governantes sempre pretendem exercer o poder em nome de Deus. Deste modo, eles garantem para si a obediência total do povo, assim se faz até hoje: os políticos vão à Aparecida do Norte, fazem fotografar-se com frei Damião, visitam os terreiros e consultam cartomantes. O mesmo acontecia na história do povo da Bíblia. No começo, todas as mulheres no poder tiveram apoio de algum profeta. O profeta Samuel foi procurado pelos chefes que queriam a mudança do sistema tribal para a monarquia (Sam. 8,4-5); os reis Saul, Davi e Salomão surgem apoiados por um profeta (1 Sam. 10,1; 10,24; 16,12-13; 2 Sam. 7,1-17; ) Reis 1,34). O próprio rei Jeroboão, que provocou a separação entre Judá e Israel, teve apoio de um profeta (1 Reis 11, 29-31). Como nos outros povos, também em Israel, os profetas surgem como pessoas ou grupos de pessoas ligadas à divindade do povo e aos líderes do povo. Mas o Deus do povo de Israel não era uma divindade qualquer. Ele era e é Javé, o Deus vivo e verdadeiro, Deus libertador. Aqui está a semelhança e também a diferença! Nos outros povos, os profetas nunca chegaram a ser um grupo independente frente ao poder, pois a divindade por eles representada era uma divindade legitimadora do poder. Na Bíblia, porém, o Deus do povo não é uma instância legitimadora do poder, mas uma instância crítica do poder. No início, a monarquia teve o apoio dos profetas por ela ser, naquele momento, a expressão da vontade de Javé, o Deus do povo. Mas quando a monarquia se desviou da aliança para criar um sistema contrário ao que Deus queria, aí, aos poucos, do fundo da consciência do povo, a profecia irrompeu e surgiu como força independente e crítica, livre frente ao poder, expressão da liberdade de Deus frente aos seus lugar-tenentes. Começou a eterna luta entre carisma e poder! Esta separação entre profetismo e poder aconteceu, pela primeira vez, bem claramente, na época de Elias (1 Reis 17 até 19 e 21). Com Elias, o profetismo tomou o rumo da defesa da aliança e da vida do povo contra a prepotência do poder exercido com a pretensão de ser um poder dado por Javé. É desta época que vem a independência e o incômodo da profecia, contra a tentativa do poder de marginalizar o profeta como herético e como contrário a Deus (1 Reis 18,17; Am. 7, 12-13; Jer. 18, 18; 26,11). Mas, nem todos os profetas foram assim. A ambivalência inicial continuou e continua sempre. Sempre houve e haverá os profetas ligados ao poder opressor, os falsos profetas, que contestam e criticam os verdadeiros (Jer. 28,1-17; 14,13-16; 23,9-40). O próprio Jeremias sofre a dúvida (Jer. 17, 15). O discernimento nem sempre é fácil (Deut. 18,15-22; Jer. 14,13-14; 28,9; Ez. 33,30-33). 2) O QUADRO DE REFERÊNCIAS DOS PROFETAS Para poder anunciar e denunciar, o profeta tem um duplo quadro de referências: 1) de um lado, uma experiência profunda de Deus, não de qualquer Deus, mas do Deus do povo, Deus libertador, vivo e verdadeiro; 2) do outro lado, uma experiência profunda da realidade do povo, não do povo em geral, mas do povo enquanto chamado a ser povo de Deus; experiência daquilo que o povo deveria ser e não é. São como dois lados da mesma medalha. Vejamos alguns aspectos de cada um. Experiência de Javé, Deus do povo 1) A experiência de Deus traz consigo a sua própria evidência: nela está a fonte da liberdade do profeta frente aos poderosos. 2) É uma experiência do Deus dos pais: por isso mesmo, ela traz consigo tudo o que Deus fez no passado. O profeta torna-se, assim, de certo modo, a memória crítica do povo. Lembra coisas incômodas que muitos gostariam de esquecer. 3) É a experiência do mesmo Deus que tirou o povo do Egito: Deus libertador, Deus da aliança, chamado Javé. O profeta torna-se assim o homem que encarna as exigências da aliança e da lei de Deus. Experiência da realidade do povo de Deus 1) A experiência da santidade de Deus e das suas exigências é, ao mesmo tempo, a experiência do pecado, da quebra da aliança, das falhas que existem no povo; experiência daquilo que o povo deveria ser e não é (Is. 6, 5) 2) Onde aparece caco de vidro no chão, a gente

10 ABRIL 2012 Especial 9 TERNIDADE 2012 DE DO POVO NO ANTIGO TESTAMENTO para, olha e diz: Alguma janela foi quebrada! Onde aparece o pobre na meio do povo, o profeta para, capta a mensagem e diz: A aliança foi quebrada! Alguns se acostumam com os cacos e os ignoram. O profeta, porém, faz o contrário. Confronta o povo com os pobres que sobraram do desastre da quebra, e exige mudança em nome de Deus e em nome da origem do próprio povo. 3) Os cacos que, no Antigo Testamento, revelavam a quebra da aliança, eram os empobrecidos, os órfãos, as viúvas, os estrangeiros. A presença destes grupos de pessoas marginalizadas dentro da comunidade revelava que algo estava errado. O povo estava ferido, uma chaga viva (cf. Is. 1, 6; Jer. 30, 12-15; 14, 17-18; 15, 18) Desta dupla experiência nasce no profeta o impulso de gritar, de denunciar. É uma denúncia carregada pela fé. Por isso, ela é ao mesmo tempo anúncio de Deus e apelo à conversão, à mudança, à observância da lei e da aliança. Apelo a voltar para Deus, para as origens do povo. 3) OS TRÊS CAMI- NHOS DA MUDANÇA E DA CONVERSÃO O apelo à mudança e à conversão, feito pelo profeta, passa por três caminhos, ligados entre si: 1) Caminho da justiça: procura promover a mudança das estruturas da sociedade; 2) caminho da solidariedade: procura a conversão ou a renovação da comunidade; 3) Caminho da mística: procura a renovação ou mudança da consciência. Vamos ver de perto cada um destes três caminhos: 1) O caminho da justiça Justiça existe quando tudo está no lugar onde Deus o quer; quando tudo é como deve ser. Os profetas lutam para que tudo e todos ocupem novamente seu lugar conforme o projeto da Aliança. Não são pregadores teóricos, mas denunciam bem claramente as injustiças e apontam as causas. Não têm medo de dizer o que está errado na organização do país, tanto por parte das pessoas responsáveis, como por parte das instituições. A denúncia dos profetas, feita a partir da retomada da Aliança, levou a fazer novas leis, a fim de, por meio delas, criar uma ordem que favorecesse a vida do povo e o levasse à observância plena da aliança. Uma destas leis, por exemplo, é a Lei do Ano Jubilar ou do Ano Sabático (Lev. 25; Deut. 15) que visa a criar uma estrutura agrária mais justa no país.. 2) O caminho da solidariedade Nem toda a pobreza é fruto da injustiça, mas todos os pobres merecem ser acolhidos. A comunidade do povo de Deus deve ser uma amostra daquilo que Deus quer para todos. Ela deve ser a aliança de Deus com os homens contra tudo aquilo que estraga a vida e marginaliza as pessoas. Ela deve saber acolher as vítimas do empobrecimento, causado tanto pela injustiça, como por outras causas. Na comunidade do povo de Deus, não pode haver pobres (Deut. 15,4). Todos devem poder viver da partilha perfeita dos bens. Mesmo assim, pobres sempre vão existir (Deut. 15,11; Mat. 26,11), pois a comunidade, sendo pequena, não controla a vida do mundo, nem consegue eliminar todas as causas econômicas, sociais e políticas que produzem a pobreza. Mas, na medida em que estes pobres do mundo entrarem em contato com a comunidade, esta, sem diminuir em nada a luta pela justiça, deverá acolhê-los, pois dentro da comunidade não pode haver pobre (Deut. 15,4). 3) O caminho da mística A injustiça básica é a consciência roubada aos pobres. Neles foi colocada uma consciência de inferioridade. O sistema injusto, procurando neutralizar o grito do pobre, fez do pobre um ser inferior, um preguiçoso e até um pecador, que não merece vida melhor do que a que tem. Sendo assim, o rico pode continuar tranquilo na posse da sua riqueza, sem ser incomodado pelo grito do pobre, pois o pobre é, ele mesmo, o culpado por sua própria pobreza! Enquanto perdurar no pobre esta falsa consciência de inferioridade e de pecado, qualquer trabalho de mudança, tanto na linha da justiça, como da solidariedade, não passará de uma ilusão. Será como um enxerto em galho morto, reboco em parede rachada, operação plástica em cadáver! Então, como fazer para tirar esta injustiça básica? Quem é capaz de devolver ao pobre a consciência roubada? Os ricos podem devolver o dinheiro roubado. Não podem devolver a consciência roubada! Aqui entra a certeza básica da fé do povo da Bíblia, a saber, Deus ouve o grito dos pobres! O pobre já não grita para o rico, mas grita para Deus, e Deus ouve o seu grito e lhe diz: - Eu estou com vocês! É daí, desta certeza de Deus, que nasce nele a nova consciência de gente e de filho de Deus, consciência da própria dignidade. É como se fosse uma nova criação! (Sobre estes três caminhos, veja na revista Convergência, n 171 de abril de 1984, páginas ). Não se trata de três caminhos distintos, como se cada um pudesse escolher o caminho que mais lhe agrada, deixando de lado os outros dois. Não! Os três devem estar unidos entre si. Um caminho não é possível sem os outros dois. Justiça, sem solidariedade e sem mística, torna-se mera ação política sem humanidade e não atinge o mais profundo do ser humano. Politiza e endurece a ação: vence a razão, mas não convence o coração! Solidariedade, sem justiça e sem mística torna-se mera filantropia de clubes humanitários a serviço dos sistemas que geram o empobrecimento. Este tipo de filantropia engana a consciência, neutraliza o grito do pobre e impede o surgimento da consciência crítica dos oprimidos. Mística, sem justiça e sem solidariedade, torna-se piedade alienada, sem fundamento na realidade e sem fundamento na tradição da Bíblia. Ofende a Deus, pois o transforma num ídolo, e engana os pobres, pois os faz submissos à injustiça. CONCLUINDO E RESUMINDO O Antigo Testamento não oferece muitas pistas sobre a dimensão profética do trabalho em favor da saúde do povo. Alguns pontos, porém, merecem um destaque: 1 Saúde = Reorganizar a sociedade O trabalho em favor da saúde do povo faz parte da ação mais ampla da organização da sociedade e tem a ver com justiça, partilha, distribuição da terra, etc. 2 Defender a Vida = Atacar as causas da Morte A preocupação maior dos profetas está na linha da medicina preventiva, pois eles defendem a vida e a aliança e denunciam claramente as causas da marginalização e do empobrecimento do povo. 3 Solidariedade = Acolher e Denunciar para Reorganizar O trabalho em favor dos doentes está mais na linha da solidariedade. Mas a solidariedade não pode ser desvinculada da estrutura e da consciência. (Ou seja, o trabalho nos hospitais não pode ser separado do trabalho preventivo nas comunidades e do trabalho de evangelização e de denúncia dos erros da sociedade). 4 Saúde=Fé em Deus, nos Irmãos Compromisso com a saúde do povo e com Deus são como dois lados da mesma medalha, ou seja, temos que reaprender dos profetas a re-ligião, isto é, aprender deles como re-ligar novamente a observância das leis de saúde com o nosso compromisso de fé com Deus e com as irmãos. Não numa linha moralizante, individualista e alienante, mas numa linha bem realista e evangélica que identifica amor a Deus com amor ao próximo. Continua na próxima edição Autor: Frei Carlos Mesters.

11 10 ABRIL 2012 Bíblia NOS PASSOS DE JESUS: APRENDER COM ELE - A boa notícia para os discípulos missionários de Jesus (3ª parte) Irmãos e irmãs muito amados! O amor de Deus por todos nós se manifestou plenamente na vida e na missão de Jesus. Ele veio oferecer a todos os seres humanos o caminho de total realização. Seguindo a pessoa de Jesus nos tornamos novas criaturas e colaboradores na construção de um novo mundo que ele chamou de Reino de Deus. O Evangelho de Marcos relata que uma das primeiras iniciativas de Jesus, logo após o seu batismo, foi escolher quatro discípulos: duas duplas de irmãos. Como vimos no encontro passado, eles representam todos os que seguem a Jesus. Todos nós precisamos aprender do Mestre o que devemos fazer para que o Reino de Deus aconteça. Antes do comentário, vamos ler Marcos 2,1 a 3,6. A casa é lugar para promover a vida A maior parte da atividade pública de Jesus acontece na região da Galileia, lugar de gente empobrecida. Passou a morar na cidade de Cafarnaum, à beira do Mar da Galileia. A casa de Jesus é lugar de acolhida de todos os que o procuram. A casa é um lugar muito especial de ouvir os ensinamentos de Jesus. O ensino vem junto com o amor que liberta de tudo o que oprime a pessoa. O evangelista Marcos tem a preocupação de contar em detalhes como Jesus age. Os discípulos precisam aprender com Jesus não apenas teorias, mas a prática na defesa e na promoção da vida das pessoas sofredoras. Um tipo de sofrimento que afetava muita gente na época de Jesus provinha da ideia dominante de que toda doença era consequência de algum pecado. A doença era um sinal de castigo de Deus e tornava a pessoa impura. Essa ideia era colocada na cabeça do povo pela elite religiosa representada pelos escribas ou doutores da lei. Para receber o perdão dos pecados, a pessoa devia apresentar-se no templo, submeter-se aos rituais ministrados pelos sacerdotes e pagar as taxas exigidas pelas leis religiosas oficiais. Jesus não segue leis e doutrinas que discriminam e excluem. A casa de Jesus é um espaço diferente. Ali não há discriminação: todos são bem vindos. Sabendo desta prática de Jesus, quatro pessoas (olha o número 4 ali de novo!) tomam a iniciativa de levar um paralítico até a casa dele. Demonstram muita ousadia e criatividade. Diante da impossibilidade de entrar pela porta, eles introduzem o paralítico pelo telhado! A fé deles impressiona o próprio Jesus. Essas quatro pessoas solidárias com o sofrimento dos outros retratam a atitude dos verdadeiros discípulos. A situação do paralítico é transformada pela acolhida carinhosa e pela palavra de Jesus. Ele o chama de filho, perdoa-lhe os pecados e o liberta de sua paralisia. Agora ele pode levantar-se, ir para casa e viver sua vida com liberdade e alegria. Quem segue a Jesus, liberta-se de todo tipo de opressão, sente-se amado por Deus e vive este mesmo amor a partir do ambiente onde mora. Aparecem os conflitos A proposta de Jesus não agrada aos que controlam o sistema religioso. Os escribas ou doutores da lei logo se opõem ao modo de Jesus ensinar e agir. De fato, o Deus de Jesus não é o mesmo que os doutores da lei pregam. A interpretação que Jesus faz da Sagrada Escritura não concorda com a dos escribas. Jesus busca a companhia das pessoas consideradas impuras e revela-lhes o amor de Deus. Convida-as para segui-lo como fez com Levi, um cobrador de impostos. Os cobradores de impostos tinham fama de desonestos e exploradores. Levi aceita imediatamente o convite de Jesus e oferece uma refeição em sua casa. Jesus senta-se à mesa e come junto com cobradores de impostos e pecadores. É com esta gente que Jesus se solidariza e declara: Os sãos não precisam de médico, mas os enfermos. Não vim chamar os justos, mas os pecadores. Conforme ensinavam os escribas, os justos eram os que cumpriam as leis que eles estabeleceram. Para Jesus, justiça é outra coisa: tem a ver com a promoção da vida digna sem exclusão. Por isso, para Ele não tem problema nenhum se os discípulos deixam de jejuar conforme as exigências legais. Jesus não nega a importância do jejum. O que Ele condena, é a atitude legalista que desconsidera a lei maior que é a lei do amor. Para Jesus, também não tem nenhum problema de permitir que os discípulos recolham no dia de sábado os grãos de trigo para matar a fome. O que realmente importa para Jesus, é agir todos os dias em favor da vida das pessoas. Este é o verdadeiro sentido da lei. Por isso, o sábado foi feito para o ser humano e não o contrário. Em outras palavras, a lei é boa quando garante a vida e vida em abundância para todos. Os escribas e fariseus não conseguem aceitar a proposta de Jesus, pois isso significaria perder seus privilégios, descer de seus pedestais e relacionar-se fraternalmente com os pequenos e pobres. Jesus exige total mudança: Ninguém põe remendo de pano novo em roupa velha... Ninguém coloca vinho novo em barris velhos.... Fica claro que o projeto novo de Jesus não se encaixa nos velhos esquemas. Liberdade para agir A novidade que Jesus vem trazer rompe com a mentalidade legalista e excludente. Por onde Ele vai, encontram-se espiões para surpreendê-lo em alguma transgressão. Jesus não se intimida. Possui a liberdade de agir sem medo, pois Ele fez a vontade de Deus. Ele entra novamente numa sinagoga. Novamente é sábado. Encontra-se lá uma pessoa com a mão seca. Jesus a chama para o meio. E dirige a todos uma pergunta que determina o sentido de toda lei sintetizada na lei do sábado: Fazer o bem ou fazer o mal, salvar uma vida ou matá-la? Nesta pergunta Jesus jogou sua própria vida e missão. Ninguém responde. Certamente estão entendendo o sentido da pergunta, mas não querem se comprometer. O olhar de ira e de tristeza que Jesus lança sobre todos revela, de um lado, a intensidade de amor com que realiza sua missão e, de outro, a dureza de coração dos que deviam ser os primeiros a acolhê-lo. O poder religioso, representado pelos fariseus e o poder político, representado pelos herodianos, fazem a escolha pelo projeto de morte. Decidem matar Jesus. Jesus veio para resgatar a vida de todos. As pessoas excluídas têm prioridade. São chamadas ao centro e convidadas a estender a mão para serem libertadas da dependência dos que acumulam o poder. O Reino de Deus pertence aos que se dispõem a seguir a Jesus, fazer o bem e salvar vidas. Será que Levi e os demais discípulos estão entendendo a proposta de Jesus? Será que nós, discípulos missionários de Jesus, entendemos o que o Evangelho de Marcos está querendo nos dizer? Celso Loraschi Para dialogar e agir * Reler Mc 2, Como o paralítico foi levado até Jesus? Como aconteceu a sua cura? O que isso significa para nós hoje? 2. Por que as ações de Jesus provocaram conflitos e perseguição? Nós enfrentamos conflitos hoje? Por quê? 3. Que outros pontos nos chamaram a atenção no encontro de hoje? Que compromissos podemos assumir? - Ler e repetir Mc 2,17 e concluir com preces espontâneas Para o próximo encontro: ler os capítulos 3 e 4 do Evangelho de Marcos.

12 ABRIL 2012 Cidadania 7 EDITAL FUNDO DIOCESANO DA SOLIDARIEDADE 2012 FRATERNIDADE E SAÚDE PÚBLICA Os Fundos, Nacional e Diocesano de Solidariedade foram instituídos pela CNBB em O Fundo Diocesano é composto por 60% da coleta realizada no Domingo de Ramos. A soma dos 40% restantes constitui o Fundo Nacional de Solidariedade. Essa foi a forma de resgatar a intenção original do gesto concreto da Campanha da Fraternidade. Em nossa Diocese o Fundo Diocesano de Solidariedade foi constituído, com equipe gestora, a partir da CF de Tem sido uma prática inovadora de ação de solidariedade no apoio aos mais diversos projetos de enfrentamento à exclusão social. Seguindo os princípios e objetivos já divulgados no Edital de 2011 (cf. Jornal Fonte Ed. Junho, Ano XIV n 155), apresentamos o Edital para 2012, que tem como eixo a Campanha da Fraternidade de 2012 Fraternidade e Saúde Pública. A Campanha sensibiliza a todos sobre a dura realidade de pessoas enfermas que não têm acesso à assistência de saúde pública condizente com suas necessidades e dignidade. A Campanha visa ações de atendimento às necessidades dos enfermos, bem como, a prevenção de doenças e realização de atividades que proporcionem o bem estar e uma vida saudável. É uma realidade que clama por ações transformadoras que garantam melhorias das condições de vida da população. Objetivo Geral da Campanha da Fraternidade 2012 é Refletir sobre a realidade da saúde no Brasil em vista de uma vida saudável, suscitando o espírito fraterno e comunitário das pessoas na atenção aos enfermos e mobilizar por melhoria no sistema público de saúde. Além disso, a Campanha possui objetivos específicos que são: Disseminar o conceito de bem viver e sensibilizar para a prática de hábitos de vida saudável; Sensibilizar as pessoas para o serviço aos enfermos, o suprimento de suas necessidades e a integração na comunidade; Alertar para a importância da organização da pastoral da Saúde nas comunidades: criar onde não existe, fortalecer onde está incipiente e dinamizá-la onde ela já existe; Difundir dados sobre a realidade da saúde no Brasil e seus desafios, como sua estreita relação com os aspectos socioculturais de nossa sociedade; Despertar nas comunidades a discussão sobre a realidade da saúde pública, visando a defesa do SUS e a reivindicação do seu justo financiamento; Qualificar a comunidade para acompanhar as ações da gestão pública e exigir a aplicação dos recursos públicos com transparência, especialmente na saúde. SOBRE OS PROJETOS 1. Podem enviar Projetos: a) Paróquias Pastorais sociais, associações ou grupos locais organizados que trabalham em conjunto com a Paróquia. b) A Cáritas Diocesana - Entidades membro da Cáritas Diocesana de Caçador, Cáritas Paroquiais, entidades beneficentes e pastorais sociais diocesanas. c) Outras associações, organizações ou movimentos sociais que atuam dentro dos princípios norteadores do Fundo Diocesano de Solidariedade. Para estes projetos é necessário o conhecimento do pároco. Todos os projetos deverão ter carta de apresentação ou recomendação do Pároco e, da coordenação/presidência da instituição ou movimento, quando for o caso. 2. Coerência com o Tema da CF Serão considerados, em todos os anos, os projetos que atendam prioritariamente aos objetivos da Campanha da Fraternidade. Poderão também ser aplicados, excepcionalmente, em projetos sociais que visem a defesa da vida e o acesso aos direitos de uma economia de solidariedade, de partilha, que atenda a aos mais excluídos. 3. Contra Partida Os projetos deverão apresentar uma contra partida e viabilidade de continuidade após o apoio do Fundo Diocesano de Solidariedade. A Contra partida pode ser monetária ou em recursos humanos (voluntariado) e/ou na estrutura local. 4. Eixos de Atuação Os projetos deverão contemplar um dos eixos abaixo: Eixo 1: Formação e Capacitação Este eixo observa os projetos que visem processos formativos, nas bases, no sentido de fortalecer ações transformadoras e concretas em prol da defesa, do cuidado e da promoção da vida, em vista de melhores condições de atendimento de saúde para todos, em especial para os mais necessitados. Projetos de formação para agentes pastorais e sociais, a partir da reflexão temática do cuidado com a saúde, para o fortalecimento da consciência das comunidades. Projetos de formação/capacitação para conscientização e formação política, que visem desenvolver a participação cidadã cada vez mais responsável dos cristãos. Projetos de formação para as práticas de economia solidária, com o fortalecimento do consumo consciente e organização de redes de comercialização de produtos locais. Projetos de que incentivem uma vida saudável, exercícios, dança, alimentação de qualidade. Eixo 2: Mobilização para Conquista e Efetivação de Direitos Serão observados os projetos que criem condições para que as comunidades e grupos populares exerçam sua cidadania na conquista e acesso aos direitos sociais. Projetos na linha do Controle Social: sobre políticas públicas, conselhos paritários, conselhos de desenvolvimento local, conselhos de saúde, de segurança alimentar, pastoral da saúde. Projetos com incidência direta na atuação da conquista de direitos, na realização de atividades socioeducativas com grupos de gênero, etnia, faixa etária, tendo por problematização a saúde pública. Projetos que tornem conhecidos os direitos dos usuários do SUS, o pacto pela saúde, etc. Eixo 3: Superação de Vulnerabilidade Econômica e Geração de Renda Este eixo observa os projetos que visem o desenvolvimento territorial sustentável e solidário, envolvendo as comunidades e os sujeitos sociais como protagonistas principais da economia, com respeito a natureza e a biodiversidade, no fortalecimento da rede de economia solidária. Serão considerados projetos de geração de trabalho e renda na perspectiva da economia solidária aqueles que incorporarem: Redes de produção, comercialização e consumo solidários. Experiências de gestão compartilhada de projetos com recursos públicos de desenvolvimento local e fomento à economia solidária. Processos e práticas de feiras comunitárias para comercialização. Produção de alimentos orgânicos e cuidados com o meio ambiente. Apoio a grupos de famílias para produção e fornecimento de alimentos para merenda escolar. Apoio a iniciativas agroecológicas coletivas, de cultivo e recuperação do meio ambiente. Produção de plantas medicinais, hortas comunitárias. Requisitos: O projeto deverá ser essencialmente coletivo. Para isso será levado em consideração o número de pessoas envolvidas (mínimo de três núcleos familiares); É necessário apresentar regimento interno que ex- plicite as condições de participação dos membros no grupo, esclarecendo a forma de organização dos horários, as funções, a forma de partilha da renda, o uso e destino dos equipamentos de produção; Compromisso de devolução de 50% dos recursos solicitados (aprovados) através de contrato firmado no ato do recebimento dos recursos, tendo o período de 12 meses de carência, e posteriormente 24 meses para a devolução. Eixo 4: Emergências Em relação às emergências serão observados os projetos que desenvolvam um trabalho junto às famílias que sofreram com ações da natureza (enchentes, vendavais, tornados, estiagem, granizo, etc) em decorrência das mudanças climáticas. Serão atendidos projetos em duas linhas: Prevenção às catástrofes trabalho socioeducativo: Projetos que visem um trabalho formativo com comunidades e indivíduos com o intuito da prevenção às catástrofes ambientais a partir da conscientização e mudança de estilo de vida. Reconstrução da Vida: Projetos de atuação imediata à emergência sofrida pela comunidade, que contribuam na reorganização familiar e comunitária a partir da doação de materiais para a reconstrução da vida (alimentos, agasalhos, cobertores, material de construção, etc). Os indicativos de cada eixo devem seguir as indicações do AGIR do Texto Base da Campanha da Fraternidade de cada ano. 5. Apresentação do Projeto Os projetos deverão ser encaminhados seguindo o roteiro proposto pelo FDS, que, por meio do Fórum das Pastorais Sociais se propõe, além de fornecer os recursos, assegurar o acompanhamento e orientação sobre elaboração de relatórios simples de atividades e prestação de contas e a participar de processos de formação e articulação dos grupos. O projeto é um instrumento pedagógico para ajudar a organizar coletivamente as ideias sobre os objetivos pretendidos, as ações a serem desenvolvidas, os resultados esperados e os custos necessários, bem como sobre as fontes apoiadoras. 6. Valores dos projetos O Fundo Diocesano de Solidariedade destinará até 10% dos recursos às ações informativas e administrativas (materiais de divulgação, formulários, despesas com visitas e deslocamento dos membros da comissão). 1 No eixo I, o valor destinado para cada projeto será de até R$ 1.000,00 (20% dos recursos). 2 No eixo II, o valor destinado para cada projeto será de até R$ 1.500,00 (20% dos recursos). 3 No eixo III, o valor destinado para cada projeto será de até R$ 2.000,00 (35% dos recursos). 4 No eixo IV, o valor destinado para cada projeto será de até R$ 2.000,00 (15% dos recursos). Caso o recurso não seja acessado dentro do seu eixo, pode ser acessados por outro. 7. Reuniões para análise de Projetos: Haverá reuniões de avaliação e aprovação de projetos nos meses de maio, agosto e novembro. Quanto aos projetos do Eixo IV, considerados emergentes, a aprovação poderá ser imediatamente após a apresentação do mesmo, pela coordenação do Fundo Diocesano de Solidariedade FDS. Através de visitas e formulários a Coordenação do FDS acompanhará os projetos e encaminhará a avaliação através dos responsáveis ou coordenadores. O os critérios de seleção, o acompanhamento, a avaliação e prestação de contas dos projetos seguem as orientações do Edital de 2011.

13 12 ABRIL 2012 Pastorais INICIAÇÃO À VIDA CRISTÃ... PARA QUEM? Entre a diversidade dos que procuram saciar sua sede na Fonte que a Igreja oferece, o Documento de Aparecida prevê duas maneiras de percorrer o caminho da Iniciação à Vida Cristã: catecumenato batismal para os não batizados e catecumenato pós-batismal para os já batizados, mas não suficientemente catequizados. Considerando as várias situações em que se encontram as pessoas a serem atendidas nos processos de iniciação, temos, entre outros, grupos: a) Adultos e jovens não batizados; b) Adultos e jovens batizados que desejam completar a iniciação cristã: querem voltar à Igreja depois de terem se afastado. Alguns necessitam completar sua iniciação sacramental (Primeira Eucaristia e Crisma); c) Adultos e jovens com prática religiosa, mas insuficientemente evangelizados; d) Pessoas de várias idades, marcadas por um contexto desumano ou problemático: e) Grupos específicos, em situações variadas; f) Casais em situação matrimonial irregular; g) Adolescentes e jovens; h) Crianças não batizadas e inscritas na catequese; i) Crianças e adolescentes batizados que seguem o processo tradicional de iniciação cristã. Este é o povo que a Igreja tem a missão de acolher e servir, pois procuram uma resposta para suas buscas. A Igreja é chamada e enviada para ir ao encontro, a dialogar, a acolher, sobretudo os afastados, os jovens, os pobres, os excluídos. A exemplo de Jesus, que no diálogo com a Samaritana sonda seu coração, sua vida, sua mente, sua fé, somos convidados a ouvir e sentir a realidade dos que nos procuram, seus sonhos e projetos, valorizá-los e anunciar o Evangelho como meta e caminho da verdade que nos conduz. Arregacemos as mangas com o objetivo de formar discípulos/missionários de Jesus Cristo, comprometidos com a vida e o dinamismo da Igreja e engajados generosamente na construção do Reino de Deus na História. Fica um questionamento para todos os evangelizadores. 1 Quais são as sedes que você identifica em sua comunidade? Que água a comunidade tem oferecido a quem vem até a fonte? 2 Quais as motivações das pessoas que procuram a catequese? 3 Como a realidade de cada pessoa, e sua experiência, é valorizada em sua comunidade, sobretudo na catequese? Maria Rosa Schafaschek Pela Equipe de Coordenação Diocesana de Catequese ENCONTRO DE FORMAÇÃO NA MICRORREGIÃO DE SANTA CECÍLIA No dia 11 de março, as lideranças das paróquias: Santa Cecília, de Santa Cecília, Santo Antônio, de Lebon Régis e São José, de Timbó Grande, reuniram-se para estudar o tema Iniciação à Vida Cristã. O tema, que já havia sido estudado em outras ocasiões com catequistas, desta vez foi, além dos catequistas, refletido com outras lideranças, visto que a Iniciação à Vida Cristã é responsabilidade da Pastoral Orgânica. O encontro aconteceu na matriz da Paróquia São José, de Timbó Grande, e teve início com a O BATISMO, SINAL DA PAIXÃO DE CRISTO Fostes conduzidos à santa fonte do divino Batismo, como Cristo, descido da cruz, foi colocado diante do sepulcro. A cada um de vós foi perguntado se acreditáveis no nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Vós professastes a fé da salvação e fostes por três vezes mergulhados na água e por três vezes dela saístes; deste modo, significastes, em imagem e símbolo, os três dias da sepultura de Cristo. Assim como nosso Senhor passou três dias e três noites no seio da terra, também vós, na primeira emersão, imitastes o primeiro dia em que Cristo esteve debaixo da terra; e na imersão, a primeira noite. De fato, como aquele que vive nas trevas não enxerga nada, pelo contrário, aquele que anda de dia está envolvido em plena luz. Assim também vós, na imersão, como que mergulhados na noite, nada vistes; mas na emersão, fostes como que restituídos ao dia. Num mesmo instante, morrestes e nascestes, e aquela água de salvação tornou-se para vós, ao mesmo tempo, sepulcro e mãe. Apesar de situar-se em outro contexto, a vós se aplica perfeitamente o que disse Salomão: Há um tempo para nascer e um tempo para morrer (Ecl 3,2). Convosco sucedeu o contrário: houve um tempo para morrer e um tempo para nascer. Num mesmo instante, realizaram-se ambas as coisas e, com a vossa morte, coincidiu o vosso nascimento. Ó fato novo e inaudito! Na realidade, não celebração da missa. Logo após, os assessores Ederson Iarochevski e Vanessa Petrykowski provocaram uma reflexão sobre a realidade vivida e a mudança de época. A prática da leitura orante mostrou a importância da leitura e da oração da Palavra de Deus na vida da pessoa e da Pastoral. O encontro pessoal com Jesus, a interação entre catequese e liturgia e a metodologia com inspiração catecumenal também foram itens importantes nesta formação. Vanessa Petrykowski Pela coordenação Diocesana de Catequese. morremos nem fomos sepultados, nem crucificados, nem ainda ressuscitamos, no entanto, a imitação desses atos foi expressa através de uma imagem e daí brotou realmente a nossa salvação. Cristo foi verdadeiramente crucificado, verdadeiramente sepultado e ressuscitou verdadeiramente. Tudo isto foi para nós um dom da graça, a fim de que, participando da sua paixão através do mistério sacramental, obtenhamos na realidade a salvação. Ó maravilha de amor pelos homens! Em seus pés e mãos inocentes, Cristo recebeu os cravos e suportou a dor; e eu, sem dor nem esforço, mas apenas pela comunhão em suas dores, recebo gratuitamente a salvação. Ninguém, portanto, julgue que o batismo consista apenas na remissão dos pecados e na graça da adoção final. Assim era o batismo de João que concedia tão-somente o perdão dos pecados. Pelo contrário, sabemos perfeitamente que o nosso Batismo não só apaga os pecados e confere o dom do Espírito Santo, mas é também o exemplar e expressão dos sofrimentos de Cristo. É por isso mesmo que Paulo exclama: Será que ignorais que todos nós, batizados em Jesus Cristo, é na sua morte que fomos batizados? Pelo batismo na sua morte, fomos sepultados com ele (Rm 6, 3-4) Das Catequeses de Jerusalém (Cat. 20, Mystagogica 2, 4-6: PG 33, ) (Séc. IV)

14 ABRIL 2012 Celebrações Litúrgicas 5 2º DOMINGO DA PÁSCOA 15 de abril de ª Leitura - At. 4,32-35 Salmo - 118(117) Daí Graças ao Senhor, porque ele é bom. 2ª Leitura - 1 Jo. 5,1-5 Evangelho - Jo. 20, Nesta aparição aos discípulos reunidos, por três vezes Jesus dá a paz aos discípulos. Durante a última Ceia Jesus já lhes concedera, de maneira expressiva, a paz (Jo. 14,27), e agora, na condição de Ressuscitado, a renova. A paz do mundo se perde na ilusão das disputas de poder e riqueza, e os discípulos, de sua parte, vivem a perturbação de momentos de perseguição. A paz de Jesus, que se faz presente entre seus discípulos, fortalece os corações firmando-os no amor e na vida eterna de Deus. 3º DOMINGO DA PÁSCOA 22 de abril de ª Leitura - At. 3, Salmo - 4 Sobre nós fazei brilhar o esplendor da vossa face! 2ª Leitura - 1 Jo. 2, 1-5 Páscoa é passagem para uma situação melhor, da morte para vida, do pecado para graça, da escravidão para liberdade, baseado não em nossas forças, mas na fé em Jesus Cristo. Páscoa se dá não só no rito da Liturgia; deve acontecer em cada instante da vida do homem em busca da terra prometida, da vida nova da felicidade. O Tempo Pascal acontece do Domingo da Ressurreição até o Domingo de Pentecostes, por isso, cinquenta dias na presença do Ressuscitado nos preparando para receber o Espírito Santo prometido. Nas leituras bíblicas, sobretudo nos Evangelhos do Tempo Pascal, percebemos que Jesus se dá a conhecer, que Ele ressuscita lá onde existe acolhimento, lá onde se presta serviço ao próximo. Podemos dizer que Cristo ressuscita lá onde se vive o novo mandamento do amor, da caridade. Primeiramente Jesus se dá a conhecer às mulheres que vão ao sepulcro para ungir com aromas o Seu Corpo. Jesus se dá a conhecer a Madalena, que vai em busca do Seu Corpo. O Senhor se manifesta a Pedro e a João que vão ao sepulcro. Jesus aparece à comunidade reunida no cenáculo. Tomé, que não está presente, não usufrui da presença do Senhor; tornando-se presente, no entanto, também O reconhece. O Evangelho mais significativo nesta linha é certamente o Evangelho dos discípulos de Emaús Evangelho Lc. 24, Os dois discípulos retornam a Jerusalém para contar o que havia acontecido no caminho, e comunicam aos apóstolos reunidos o reconhecimento de Jesus na partilha do pão. Quando estão falando, o próprio Jesus aparece no meio deles. O encontro com Jesus é o encontro com a paz. É a paz em plenitude, a paz da participação da vida eterna do Pai, que Jesus traz a todos. 4º DOMINGO DA PÁSCOA 29 de abril de ª Leitura - At. 4,8-12 Salmo - 118(117) Tu és meu Deus e te rendo graças. 2ª Leitura - 1 Jo.3,1-2 Evangelho Jo. 10,11-18 Jesus se identifica com o Bom Pastor. Firma-se como o modelo para os que têm a responsabilidade de estar à frente das comunidades. 5º DOMINGO DA PÁSCOA 06 de maio de ª Leitura - At. 9, Salmo - 22(21) Senhor, sois meu louvor em meio à grande assembleia! Leitura 1 Jo. 3,18-24 O TEMPO PASCAL Cristo ressuscita naqueles que sabem partir o pão! (Cf. Lc 24, 13-35), aos quais Cristo se dá a conhecer pela Sua Palavra e pela fração do pão (Eucaristia). Os quais, a Seu exemplo, acolhem os irmãos na caridade e compartilham com eles sua vida, constituem o Cristo ressuscitado entre os homens. Cristo ressuscita os que andam à procura; Cristo ressuscita os que vivem os acontecimentos à luz da Escritura; Cristo ressuscita nos que acolhem e nos que servem; Cristo ressuscita nos que sabem partir o pão. À medida que existir entre os homens a atitude hospitaleira, isto é, de serviço, a exemplo dos discípulos de Emaús, Cristo vai ressuscitando através da história dos homens. É preciso, pois, a exemplo de Cristo, partir o pão e servir, ou seja, colocar-se a serviço do próximo, tornando-se pão e alimento para a vida do mundo. Eis o sentido atual do milagre da multiplicação dos pães. Cristo está ressuscitando em sua vida? Quando os discípulos O reconhecem na fração do pão, Ele desaparece. Não é mais necessidade de Cristo permanecer entre os homens de maneira corpórea, pois Ele continua presente de maneira sacramental nos Seus discípulos, na Sua Igreja, naqueles que vivem o serviço do amor, pois o novo mandamento tudo renova, faz reviver todas as coisas. Ide dirá Ele, vós sereis minhas testemunhas até Evangelho - Jo. 15, 1-8 No Antigo Testamento, a Videira é uma imagem clássica para designar o povo de Israel. João, usa com outro significado: a vinha é Jesus, e o novo povo de Deus, os ramos. 6º DOMINGO DA PÁSCOA 13 de maio de ª Leitura - At. 10, Salmo - 98(97) O Senhor fez conhecer a salvação. 2ª Leitura - 1 Jo. 4,7-10 Evangelho Jo. 15,9-17 Agora os discípulos são estimulados a permanecerem no amor de Jesus. Compreendemos que o amor de Jesus por nós é o mesmo amor do Pai por ele, em uma plenitude transbordante. A fonte do amor é o amor entre o Pai e o Filho, que é o amor apropriado ao Espírito Santo. Permanecer no amor de Jesus é inserir-se nesta comunhão de amor e vida entre o Pai e o Filho. Partindo de uma adesão pessoal, o permanecer no amor de Jesus significa inserir-se na comunidade de discípulos e irradiar este amor, envolvendo a outros, ampliando a comunidade de amor e prolongando-a no tempo. Fonte: Liturgia Dia a Dia Paulinas. Dia do Senhor Paulinas. os confins da terra. Vós sereis meus continuadores no meio dos homens. Isso vem expresso no que segue: Levantaram na mesma hora e voltaram a Jerusalém. Eles, por sua vez, contaram o que havia acontecido no caminho e como o tinham reconhecido ao partir o pão (Cf. Lc 24, 33-35). Pela caridade os cristãos se apresentam no mundo como chagas do Cristo ressuscitado, no qual o homem, a exemplo de Tomé, poderá perceber e apalpar o amor de Cristo e n Ele crer; e, acreditando, tenha a vida eterna. Cada cristão é convidado para se tornar presença do Cristo ressuscitado entre os irmãos, de tal sorte que os homens reconheçam Sua face na caridade do irmão. Soltemos o nosso grito: ALELUIA! Pois Cristo ressuscitou e nos deu vida nova. Este é um canto litúrgico muito antigo, que se reza em todas as grandes solenidades de nossa fé, cantemos os louvores do Senhor: Oração: Ó Deus, que fazeis crescer a vossa Igreja dando-lhe sempre novos filhos e filhas, concedei que por toda a sua vida estes vossos servos sejam fiéis ao sacramento do batismo que receberam professando a fé. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém. Padre Luizinho blog.cancaonova.com/padreluizinho

15 14 ABRIL 2012 Espaço da Criança Sabedoria e Humor Necessitamos encontrar Deus e não o encontraremos em meio ao ruído e à agitação. Deus é amigo do silêncio. (Teresa de Calcutá) O matrimônio não é uma casa terminada, mas sim um edifício em constante construção. (J. Gabin) A arrogância gera divisão. A caridade, a comunhão. (Santo Agostinho) Que nos dirá Deus se chegarmos a Ele, uns sem os outros? (Charles Péguy) No vasto universo, você é um minúsculo ser, mas na imensidão do amor de Deus, você ocupa o centro. (Aderb) O mundo se tornou perigoso porque os seres humanos aprenderam a dominar a natureza antes de dominar a si mesmo. (Albert Schweitzer) Em um lar no qual o pai está sempre ausente, a educação dos filhos costuma ser incompleta. (Segismundo Paulik) Vale mais para um filho, um dos pais (pai ou mãe) com Deus, do que os dois juntos, mas sem Deus. (Autor desconhecido) A oração faz desaparecer a distância entre o ser humano e Deus. (São Pio de Pietrelcina) A riqueza do diálogo não consiste em ter dito a última palavra, mas em ter compreendido melhor as razões do outro. (Juan Bosh Navarro) Frases Engraçadas Se você está triste, eu fico triste... Se você esta alegre, eu fico alegre... Por favor, fique rico... (Para-choque de caminhão) Não é triste mudar de ideia; triste é não ter ideias para mudar. (Barão de Itararé) Paraquedas é o único meio de transporte que, quando enguiça, você chega mais depressa. (Jô Soares) Na hora de beber, nós bebemos. Na hora de comer, nós comemos. Na hora de trabalhar, nós dormimos, porque ninguém é de ferro! (Para-choque de caminhão) Você não pode ter tudo. Onde você colocaria? Queridos amiguinhos! A Páscoa está chegando. Vamos recordar um pouco o que acontece na Semana Santa em nossa Igreja, lembrando a última semana que Jesus Os Ramos Com o Domingo de Ramos, iniciamos a Semana Santa. A festa dos ramos relembra o dia em que Jesus entrou festivamente em Jerusalém, pouco antes de sua morte. Jesus nascera em Belém, na Judéia, mas passara a maior parte de sua vida na Galiléia, em Nazaré, Cafarnaum e outras cidades, fazendo sua pregação sobre o Reino de Deus. Poucos dias antes de ser preso, julgado e condenado à morte, Jesus dirigiu-se a Jerusalém com seus discípulos, justamente para comemorar a Páscoa (a Páscoa judaica). Pois foi nesse dia que o povo o aclamou nas ruas, agitando no ar ramos de palmeira e oliveira, e gritando Hosana (que quer dizer Salve! ) ao Filho de Davi. O Lava-Pés - Durante a Semana Santa, a Quinta-feira é um dia importante, no qual se realiza uma celebração bastante significativa. Nesse dia, relembra-se a última ceia de Cristo com seus discípulos, ocasião em que Jesus instituiu a Eucaristia, isto é, o pão e o vinho passaram a simbolizar seu corpo e seu sangue. Foi também, durante a última ceia que Cristo lavou os pés de seus discípulos. Pondo uma toalha na cintura, Jesus despejou água numa bacia, começou a lavar os pés de cada um dos apóstolos e enxugou-os com a toalha. Jesus fez isso como sinal de humildade, simplicidade, igualdade, solidariedade, amor e serviço aos irmãos, que nada mais é do que a grande lição pascal. Sexta-feira Santa - É a Sexta-feira antes do Domingo de Páscoa. Neste dia, nós, cristãos, lembramos do julgamento, crucificação, morte e sepultura de Jesus. A viveu aqui na terra como homem. SIMBOLOS DA PÁSCOA cruz pode parecer loucura, mas não é. A cruz é sabedoria de Deus. Talvez a cruz possa nos deixar com medo, mas quando falamos da cruz de Jesus Cristo, estamos falando de uma cruz que nos dá força e coragem para que todos nós possamos enfrentar as nossas dificuldades. Quando a gente enfrenta a cruz, o sofrimento, ele nos ensina que a vida é o melhor presente que ganhamos. E uma vida não pode estacionar na cruz do sofrimento. Ela tem seu destino traçado rumo à ressurreição. A Vigília Pascal Uma celebração luminosa realizada no Sábado anterior a Páscoa, para viver a doce espera da verdadeira Luz: a Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo. É uma celebração longa em forma de verdadeira vigília: é o tempo necessário para a gente compreender o quanto Deus nos ama. São propostas nove leituras (sete do Antigo Testamento e duas do Novo Testamento). A Palavra de Deus recorda a história da salvação começando pela criação, passando por todas as alianças até chegar à aliança eterna e definitiva em Cristo. As pessoas devem estar preparadas para viver esta celebração sem pressa e nem atropelo. É uma celebração repleta de símbolos e elementos da natureza: fogo, água, velas, flores, incenso. Domingo da Páscoa - Celebramos a Ressurreição de Jesus Cristo. Depois de morrer na cruz, seu corpo foi colocado em um sepulcro, onde ali permaneceu por três dias, até sua ressurreição, assim como a passagem de Cristo, da morte para a vida. A decisão de Jesus de enfrentar o sofrimento da cruz o levou à ressurreição. Jesus não está morto, está vivo. Jesus revela na ressurreição que Deus nos quer sempre vivos, por isso o Domingo da Páscoa é o dia em que afirmamos que a vida é mais que a morte. Que o amor é maior que a dor. Que a alegria da vida vence as tristezas que nos assombram. E para comemorar a vida, vamos ficar junto da nossa família, dos nossos amigos, das pessoas que nos fazem bem. Círio Pascal - Círio é uma vela grande, que se acende, todos os anos, pela primeira vez, no Sábado da Vigília Pascal. O Círio representa a luz de Cristo, pois que o próprio Jesus disse: Eu sou a luz do mundo! No Círio, há duas letras gregas - o alfa e o ômega -, a primeira e a última letra do alfabeto grego. O alfa representa o princípio e o ômega, o fim, uma vez que Jesus falou: Eu sou o princípio e o fim. Na grande vela, há ainda a indicação do ano em curso, simbolizando a presença viva de Jesus junto a todos os povos do mundo. O Cordeiro - Simboliza Cristo, sacrificado em favor do seu rebanho. A Cruz - Significado da Páscoa, na ressurreição e também no sofrimento de Cristo. A cruz é o símbolo oficial do cristianismo. Então não somente um símbolo da Páscoa, mas o símbolo primordial da fé católica. O Pão e o Vinho - Simbolizando a vida eterna, o corpo e o sangue de Jesus, oferecidos aos seus discípulos. Ovo de Páscoa - O ovo também simboliza o nascimento, a vida que retorna. O ovo é um símbolo de vida nova, de vida que está para nascer; é um símbolo de começo. Daí sua associação à Páscoa: a Ressurreição de Jesus também indica o princípio de uma nova vida. Coelhinho da Páscoa - Coelho é um dos primeiros animais que saem das tocas ao chegar a primavera, após um longo inverno de recolhimento. No hemisfério norte, a Páscoa ocorre nos primeiros dias da primavera (para nós, do hemisfério sul, a Páscoa é no outono) e os coelhos logo se põem a correr pelos campos verdes, repletos de flores, dando, portanto, a ideia de renovação da vida, que parecia estar morta durante o inverno. O que mais interessa, religiosamente, é que os coelhos são animais que se reproduzem com extrema facilidade e em grande quantidade. Vem daí a identificação com uma vida abundante, um processo de restauração, um ciclo que se renova todos os anos. E é isto exatamente que se relembra na Páscoa: a Ressurreição de Jesus, que traz consigo um novo tempo de paz e de esperança a toda a humanidade. Feliz Páscoa! Que a luz de Jesus Ressuscitado ilumine sua vida!

16 ABRIL 2012 Evangelização 3 DIMENSÃO MISSIONÁRIA DA IGREJA Osimpósio de antropólogos realizado em Barbados, Caribe, em 1971, olhando para os erros do passado já afirmava: Chegamos à conclusão de que o melhor para as populações indígenas é acabar com toda a atividade missionária. Isso na prática seria a condenação do método missionário até então aplicado. Como resposta, os missionários, em vez de bater retirada, o que seria uma atitude irresponsável, resolveram redefinir as linhas da ação missionária. No nível político, passou-se de uma perspectiva colonialista para uma atitude de respeito à alteridade e autonomia dos povos. Em nível religioso, abandonou-se a prática da evangelização imposta, que demonizava as outras expressões religiosas e abriuse para o diálogo, escuta e respeito aos diferentes. Essa nova postura foi favorecida pelo Concílio Vaticano II e pela Conferência Episcopal Latino Americana de Medelín, Colômbia, em 1968, que destacou a importância de respeitar, na missão, os valores próprios da cultura, sem negar a possibilidade de diálogo criador com outras culturas e denominações religiosas. Em 1979, o Episcopado reunido em Puebla, México, fez outra maravilhosa afirmação: Finalmente chegou a hora para a America Latina de intensificar os serviços recíprocos entre as Igrejas particulares e de estas se projetarem para além de suas fronteiras, missão Ad Gentes. Todas as dioceses precisam de missionários, mas isso não as impede de dar de sua pobreza. A Conferência de Aparecida, e mais recentemente as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil, conscientiza os batizados de sua vocação missionária e os convoca a uma atitude: Ser uma Igreja em estado permanente de missão para responder aos desafios do mundo atual. Igreja será missionária ou então não será a Igreja de Jesus Cristo, de Paulo e dos discípulos todos missionários. Missão a partir de Jesus Cristo. A missão traz, em si, o sonho de Deus para com a humanidade e para com o mundo. O sonho de Deus é de que todos tenham vida em plenitude. Os missionários colaboram para que este sonho de Deus se realize, contudo, o projeto de Deus encontra resistência, há quem o rejeite e negue. O ser humano com sua liberdade muitas vezes se coloca a serviço dos projetos de morte. Quando o ser humano opta por estes caminhos, o ódio, o egoísmo, a injustiça, a corrupção, a cobiça, tomam parte na vida e atrapalham o plano de Deus. No contexto do mundo atual, Deus é facilmente substituído pelos ídolos que causam sofrimento e opressão, marcando as culturas com falsos valores. Isso vem acontecendo ao longo da história até os dias de hoje. Deus que vê e escuta o clamor do povo, envia seu Filho ao mundo para instituir o Reino da Justiça e da Paz, mudando a ordem das coisas. Jesus é o primeiro missionário enviado para restaurar o Projeto, Reino de Deus. Jesus morreu por amor e assim introduziu todos os povos e culturas na liberdade e vida nova. Jesus, para continuar sua missão no mundo, instituiu a Igreja. Assim como Jesus é o missionário do Pai, a Igreja é missionária dele. Nós, Igreja, povo de Deus, por força do batismo e pela força do Espírito Santo, dado por Jesus Ressuscitado, somos instrumentos do Reino. A Igreja missionária existe para cuidar de todos, mas deve dedicar atenção maior aos pobres e sofredores. Trata-se de missão Ad Gentes. O Papa João Paulo II, em sua Encíclica A Missão do Redentor (31-40), afirma que a Igreja deve realizar o serviço evangelizador em lugares onde o Evangelho não é conhecido, nem penetrou na vida e cultura dos povos. A missão evangelizadora nestes locais é fundamental para reavivar a vida e a esperança. Antes de voltar Jesus confiou a nós essa mesma missão: cuidar da edificação do reino de vida, justiça e paz. Deus, como Pai, deu esse serviço missionário aos seus filhos e filhas. Qual é a sua atitude? Com qual proposta você está comprometido? A missão Ad Gentes não se limita a acompanhar a vida pastoral das comunidades. Ela se dirige aos que ainda não simpatizaram com o Projeto de esperança do Reino trazido por Jesus. Ela exige opção pela periferia do mundo que é vista como lugar de vagabundos. Precisamos chegar à consciência verdadeira de que são os excluídos que produzem as riquezas concentradas pelos ricos do mundo que bandidamente os tratam com absurda injustiça. Não estou exagerando... Procure em todo o mundo saber se há algum rico que tenha acumulado riquezas trabalhando dia a dia, assim como trabalham os que eles chamam de bandidos e vagabundos. A prova disso é o fato de que ninguém trabalhando consegue acumular milhões para investir em mega projetos (isso só é possível, quando tomamos emprestado de instituições financeiras o dinheiro de muitos, para colocar a serviço do interesse de um só). O verdadeiro missionário trabalha com coragem na edificação do Reino que provoca o transtorno e inversão desta ordem de coisas, para estabelecer a justiça que assegura a vida e dignidade para todos. Conforme proclama o Documento de Aparecida no Nº 11 de sua introdução: A Igreja é chamada a repensar profundamente e a relançar com fidelidade e audácia sua missão nas novas circunstâncias da América Latina e do mundo. Ela não pode fechar-se frete a aqueles que só vêem confusão ou aqueles que pretendem cobrir a variedade e complexidade das situações com uma capa de ideologias gastas e até com agressões. Trata-se de confirmar e revitalizar a novidade do Evangelho a partir de um encontro pessoal com Cristo que desperte discípulos missionários. Estaremos no decorrer das próximas edições tratando da dimensão missionária da Igreja. Acompanhe! Inspirado na obra de Valdeci Antônio Ferreira A MISSÃO NA PERIFERIA DO MUNDO. Organizado por Pe. Moacir da Silva Caetano. EVANGELIZAÇÃO NO REGIONAL SUL 4 O Plano Regional de Pastoral do Regional Sul foi aprovado na 44ª Assembleia Regional de Pastoral da CNBB, realizada nos dias 23 e 24 de setembro de 2011, em Lages/SC. Na apresentação do Plano, Dom Wilson Tadeu Jönck, SJC, arcebispo de Florianópolis e Presidente da CNBB Regional Sul 4 destaca que O Plano Regional de Pastoral quer repercutir as metas traçadas pelas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja do Brasil Representa a leitura que a Igreja de Santa Catarina faz da realidade presente. Expressa também a vantagem de apresentar o mundo como dom. A Igreja em SC se edifica, aceitando os desafios de estar presente nos cenários que emergem na atualidade. Dividido em oito capítulos, o Plano Regional de Pastoral apresenta, primeiramente, um olhar sobre a realidade do estado catarinense, a partir dos aspectos culturais, econômicos e ecológicos, políticos, religiosos e eclesiais. Partindo desta realidade, indica caminhos onde precisa estar, ou seja, mostra a necessidade de se ter os olhos no infinito, na perspectiva de construir o Reino de Deus, o horizonte da missão, desafiando-se a construir uma nova realidade, um lugar de Deus. Assim, destaca as urgências pastorais diante das realidades que a interpelam para uma atuação conjunta dos cristãos em Santa Catarina e assume como ação e reflexão as urgências das Diretrizes Gerais da CNBB: Igreja em estado permanente de Missão; Igreja, casa da iniciação à vida cristã; Igreja, lugar de animação bíblica da vida e da pastoral; Igreja, comunidade de comunidades; Igreja a serviço da vida plena. O próprio plano ressalta que estas urgências estão sempre presentes na vida da Igreja. Elas se completam entre si: têm em comum a vida dos cristãos, com suas dores e alegrias; Jesus Cristo, a meta a ser alcançada.... O plano apresenta ainda, aquilo que a Igreja quer alcançar, isto é, o objetivo da missão e assume o Objetivo Geral da Igreja no Brasil Evangelizar, a partir de Jesus Cristo e na força do Espírito Santo, como Igreja discípula, missionária e profética, alimentada pela Palavra de Deus e pela Eucaristia, à luz da evangélica opção preferencial pelos pobres, para que todos tenham vida (Jo 10,10), rumo ao Reino Definitivo, a partir desta missão, assume objetivos específicos para as cinco urgências da evangelização, atendendo a quatro critérios de ação, baseados na pedagogia de Jesus: o diálogo, o serviço, o anúncio e o testemunho de comunhão que orientaram as ações no sentido de favorecer a conversão das pessoas, renovar a comunidade e transformar a sociedade; seguindo estes critérios, indica perspectivas de ação para cada um dos âmbitos da missão: pessoa, comunidade e sociedade. Enfim, a Igreja de Santa Catarina assume como prioridades pastorais: Juventude, Família e Pastorais Sociais, perpassadas pela Animação Vocacional. Segundo o Plano, a Juventude foi priorizada, pois sentiu-se a necessidade de renovar a opção afetiva e efetiva de toda a Igreja pela juventude na busca conjunta de propostas concretas que favoreçam uma verdadeira evangelização desta parcela da sociedade, citando o Doc. 85. Além da Pastoral da Juventude, e em sintonia com ela é urgente uma pastoral infanto-juvenil consistente e efetiva na Igreja. As metas de ação são: Organização do Setor Juventude no Regional; Fortalecimento das Pastorais da Juventude e Formação Integral da Juventude à luz do Documento 85 da CNBB. A Família é prioridade, pois é um dos tesouros mais importantes do patrimônio da humanidade. Precisa ser considerada um dos eixos transversais de toda a ação evangelizadora, e assim respaldar uma Pastoral Familiar intensa, vigorosa e frutuosa. As metas de ação são: Investimento na Formação e Preparação dos Agentes da Pastoral Familiar; Implantação e/ou fortalecimento da Pastoral Familiar no regional e em todas as dioceses e Organização do Setor Vida e Família no Regional, integrando às pastorais e movimentos. As Pastorais Sociais foram priorizadas para garantir a opção pelos pobres, afirmada em Aparecida. As condições de vida de milhões de abandonados, excluídos e ignorados em sua miséria e dor, contradizem o projeto de Deus e desafiam os cristãos a um compromisso efetivo em prol da vida e por uma sociedade melhor. As metas de ação são: Organização e Fortalecimento do Fórum das Pastorais Sociais nas Dioceses; Realização da 5ª Semana Social Brasileira no Regional e Celebração dos 100 anos do Contestado. Na realização destas metas e em todas as atividades, é preciso voltar a atenção ao despertar e à formação de vocações religiosas, consagradas, matrimoniais, familiares, missionárias e laicais. Para que se garanta a realização destas ações, o Plano conclama a todos para o empenho na Pastoral Orgânica, evitando a fragmentação e o desperdício de forças e recursos, estabelecendo uma programação pastoral nas diversas instâncias e setores, que respondam às necessidades da Ação Evangelizadora no estado de Santa Catarina. Divanete Eloisa Bachi Agente da Pascom

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