Poder e ortodoxia na África Romana: Santo Agostinho e o movimento ascético durante as primeiras décadas do século V

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1 Poder e ortodoxia na África Romana: Santo Agostinho e o movimento ascético durante as primeiras décadas do século V Matheus Coutinho Figuinha 1 Nesta comunicação desejo apresentar os primeiros resultados da pesquisa de mestrado que desenvolvo nesta universidade. Estudo a relação entre bispos e ascetas durante o processo de expansão do poder episcopal na Antigüidade Tardia. Em particular, detenho-me nas estratégias que santo Agostinho desenvolveu, nas primeiras décadas do século V, em resposta aos problemas e dificuldades que as controvérsias religiosas apresentavam ao seu episcopado ( ). Ao longo de seu engajamento nestas controvérsias, Agostinho introduziu novas tendências de comportamento essenciais à expressão política, social e religiosa do poder episcopal no Norte da África. Meu propósito, aqui, é destacar como os bispos católicos da região sentiam-se ameaçados pelos seus adversários religiosos, em especial os donatistas, e o papel que o bispo de Hipona conferiu a grupos ascéticos e monásticos como forma de legitimar sua posição e suas opiniões. Ao ser ordenado padre na cidade de Hipona, em 391, Agostinho iniciou uma disputa contra seus rivais religiosos, os hereges donatistas. A divisão entre católicos e donatistas no norte da África havia nascido não por divergências teológicas, mas em decorrência da conduta do clero. Após as eleições episcopais para a sede de Cartago, em 312, uma parte significativa dos bispos acusou Ceciliano, o bispo eleito, do crime de traição e elegeu seu adversário, Majorino. Ceciliano, além de ter entregado as Escrituras para serem queimadas durante a Grande Perseguição de Diocleciano aos cristãos, teria sido ordenado por outro traidor, Félix, bispo de Aptunga. O grande desafio para os bispos envolvidos na questão, portanto, era de natureza moral: determinar quem havia traído a Igreja. Os donatistas professavam uma doutrina bastante precisa. Os sacramentos ministrados pelos traidores não eram considerados válidos, tanto que os católicos, ao serem integrados pela sua Igreja, eram rebatizados. Os donatistas apoiavam-se numa tradição que remontava a São Cipriano, antigo bispo de Cartago, que fundamentava que os sacramentos deveriam ser ministrados somente por um clero puro, daí a necessidade de excluir os traidores da Igreja. 1 Mestrando em História na Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), sob orientação da Profa. Dra. Néri de Barros Almeida.

2 2 Dessa maneira, os poderes espirituais dos bispos católicos eram contestados, pois rebatizar implicava a invalidade do batismo anterior. Ora, na África, era fundamental o bispo ser moralmente incorrupto para ter acesso aos poderes espirituais sem os quais seu ministério era inútil e, conseqüentemente, aos poderes seculares. Sua posição de líder espiritual e secular somente seria mantida e aceita caso não houvesse dúvidas quanto à sua conduta moral. Para Agostinho, não apenas o clero estava ameaçado. As contendas e os cismas religiosos sempre foram feridas que arruinavam a ordem da sociedade cristã: Vês quão grande e miserável fealdade atormenta as casas e famílias cristãs. Maridos e esposas consentem sobre seu leito, mas se desentendem acerca do altar de Cristo; por Cristo juram ter paz entre si, mas nele não podem ter; filhos têm com os pais uma casa comum, mas não têm uma casa de Deus comum; desejam suceder na herança dos pais, mas com eles disputam a herança de Cristo; escravos e senhores dividem-se sobre o Deus comum, que recebeu a forma de escravo para todos servindo libertar. 2 Marido e esposa, filho e pai, escravo e senhor: estavam em jogo na disputa as relações de poder entre os cristãos, as noções de hierarquia que expressariam a harmonia cristã. No pensamento de Agostinho, existia uma clara oposição entre a Igreja apostólica e a Igreja de seu tempo atual. A comunidade de Jerusalém configurava-lhe um passado mítico, um modelo de perfeição que se contrapunha ao momento presente, entendido como decadência. Se a harmonia da sociedade cristã estava ameaçada, era seu dever como bispo restituí-la, assim como o fora naquele passado glorioso. Com efeito, durante a primeira década do século V, Agostinho reuniu seus maiores esforços contra os hereges donatistas. E não era por menos. Embora tenha sofrido repressão estatal durante vários períodos, o donatismo teve durante todo o século IV e início do século V a força de uma verdadeira Igreja estabelecida na África. Quando Agostinho assumiu o episcopado em Hipona, os donatistas eram a maioria tanto na cidade quanto no campo. 3 Grandes proprietários de terras apoiavam abertamente o partido de Donato. 4 O poder dos dissidentes era tanto que um antigo 2 Aug., Ep. 33, 5. 3 Pos., V. Aug., 7. Cf. B. Shaw, African Christianity: disputes, definitions and Donatists, in M. R. Greenshields e T. A. Robinson (eds.), Orthodoxy and heresy in religious movements: discipline and dissent, Lewiston: The Edwin Mellen Press, 1992, pp. 12-3; e P. Brown, Augustine of Hippo: a biography, Berkeley: University of California Press, 2000, p Aug., Ep. 66.

3 3 bispo de Hipona havia impedido que os padeiros da cidade assassem pães aos rivais católicos. 5 O apoio popular era freqüentemente mobilizado em defesa dos bispos ou em oposição aos concorrentes. As ações violentas dos donatistas na tomada ou destruição de igrejas do adversário são bem documentadas pelas fontes católicas, que procuram ressaltar o fanatismo e a ilegitimidade destas ações. Numa carta a Bonifácio, Agostinho narra um incidente desastroso para o bispo de Bagai, incidente que teria acontecido logo após a basílica dos católicos na cidade ter sido recuperada, por sentença judicial, dos donatistas. O bispo teria sido espancado com facas e pedaços de madeira arrancados do próprio altar e arrastado pelo chão. Teria sido então socorrido por seus companheiros, que tentavam estancar o sangue. Mas os donatistas, mais furiosos ainda, teriam tomado o bispo, espantando os que lhe ajudavam, e lhe jogado do alto de uma torre. 6 Ações como esta representavam uma forma de deslegitimar a autoridade dos adversários e poderiam estimular, por medo, muitas conversões. Ao mesmo tempo, era uma maneira de estreitar e manter as relações do bispo com sua comunidade, pois supunham grande capacidade de liderança ainda que a multidão pudesse agir de forma independente ou mesmo sem a iniciativa dos líderes religiosos 7 por parte dos bispos. É claro que os católicos deveriam usar os mesmos procedimentos contra seus rivais. Em Hipona, contudo, é difícil imaginarmos isso. O antecessor de Agostinho, bispo Valério, não poderia nem sonhar em agir dessa forma. De origem grega, ele mal conhecia a língua latina, mostrando-se incapaz de competir com os donatistas na cidade. 8 Portanto, quando Agostinho foi ordenado bispo, estava em imensa desvantagem com relação aos seus adversários. Ele não recorreu à violência e atitudes despóticas em parte porque não tinha como fazê-lo. Por isso Agostinho tentou mudar o jogo através de uma estratégia que visava, por um lado, deslegitimar esta violência e o próprio motivo do cisma donatista, e, por outro, criar relações mais sólidas com sua comunidade. Quando se engajou na controvérsia, ele procurou fundamentar seu poder numa retórica ascética e na relação que estruturou com grupos ascéticos e monásticos do Norte da África. Depois de ordenado presbítero, a atenção de Agostinho voltou-se para as 5 Cf. Brown, Augustine of Hippo, p Aug., Ep. 185, Cf. J. C. M. de Oliveira, Igreja, mobilização popular e ação coletiva na África Romana, do século IV ao século V, Dissertação de Mestrado: Unicamp, Pos., V. Aug., 5.

4 4 funções e os desafios do novo cargo. Logo em 391, ele iniciou uma reforma na Igreja católica da África, empenhando-se em abolir as festas em honra aos mártires realizadas nas igrejas e santuários. Na verdade, um esforço em conjunto com o grupo de ascetas que o rodeava, tanto clérigos quanto monges. Além de motivações religiosas, Agostinho tinha um claro interesse político: era uma estratégia que visava a consolidação da liderança episcopal nas comunidades católicas e que abria um novo mecanismo na luta contra os donatistas. No entanto, abolir estas festas era um trabalho difícil, que exigia grandes esforços. Naquele momento, sobretudo, padres e bispos não tinham autoridade para agir imperativamente; precisavam convencer, persuadir. Agostinho tinha plena consciência desta precariedade do poder episcopal. Como ele confessa a Alípio, bispo de Tagaste, pregar para a multidão querendo convencê-la era um perigo. 9 De fato, a reação da comunidade era totalmente inesperada e a abolição de um costume tão enraizado quanto este poderia causar grandes tumultos. Numa carta a Aurélio, bispo de Cartago, Agostinho descreve como se deveria proceder: Como acredito, este costume não se elimina asperamente, duramente, ou de modo imperioso. Melhor do que mandar é ensinar, melhor do que ameaçar é aconselhar. Pois assim é necessário agir com a multidão, reservando a severidade para os pecados de poucos. E se alguma ameaça é feita, que seja feita com dor, enfatizando através das Escrituras a condenação futura, para que se tema não a nós em nossa autoridade, mas a Deus em nossa palavra. 10 Neste sentido, a pregação de Agostinho adquiria um sentido impessoal: ele estaria pronunciando nada mais que palavra de Deus. 11 O uso das Escrituras era uma estratégia que visava legitimar seu poder, colocando-o como o detentor da verdade divina. Mesmo assim, Agostinho teve que pregar durante três dias para convencer aqueles que não aceitavam a nova disciplina. Agostinho precisou contar com o suporte de ascetas, de uns servos de Deus, para organizar e pôr em prática suas estratégias. Estes ascetas tinham o dever e a autoridade de condenar tudo o que encontrassem de vicioso nas almas e costumes dos fiéis, tanto nas celebrações dos sacramentos quanto nas palavras dos pregadores que expunham e interpretavam as Escrituras. Portanto, eles deveriam 9 Aug., Ep. 29, Aug., Ep. 22, Cf. Brown, Augustine of Hippo, pp

5 5 controlar os rituais da fé e zelar pela espiritualidade dos fiéis, cuidando da moral e dos costumes de todos. Eles, que levariam uma vida perfeita e incriminável, seriam o exemplo a ser dado. Agostinho pensava que as orações deveriam brotar em voz alta dos seus lábios, para que o povo responda: Assim seja!. 12 Contudo, os esforços na tentativa de abolir as festas dos mártires eram liderados principalmente pelos bispos. Os monges eram mobilizados apenas para dar o exemplo e ensinar os bons costumes através de pregações e sermões. 13 Como queria Agostinho, o homem que vive segundo o espírito deve ser cumpridor e não juiz da lei. 14 A manutenção por Agostinho de uma disciplina monástica, que se estendia a todo seu clero, 15 e a relação que ele estruturou com outros grupos ascéticos e monásticos do Norte da África criaram uma nova imagem para os bispos, que agora partilhavam o status que estes servos de Deus gozavam na sociedade. Ao sustentar uma autoridade moral, Agostinho poderia satisfazer as expectativas dos fiéis com relação ao clero e deslegitimar a causa do cisma donatista. A igreja era o local onde o bispo poderia exercer com maior segurança sua autoridade, fosse ela simbólica ou efetiva. 16 Os banquetes em honra aos mártires eram certamente demonstrações de riqueza e recursos. Podemos supor que em Hipona, como em muitas outras cidades da África, deveria haver competições entre as Igrejas rivais com relação à suntuosidade destes banquetes. E não seria nada surpreendente se a Igreja católica perdesse para os donatistas em Hipona. Dessa forma, a estratégia de Agostinho constituía uma nova esfera de atuação para os bispos, uma esfera pública que estabelecia uma identidade católica em oposição aos rivais religiosos. Enquanto Agostinho discursava sobre o pecado da embriaguez na festa de São Leôncio, ouvia-se na basílica dos donatistas a celebração destas festas licenciosas. Agostinho procura mostrar aos que lhe ouviam que, enquanto os donatistas se condenavam pela embriaguez e pelo pecado, os católicos conheciam a verdade e se empenhavam em alcançar a salvação. Eis o que narra Agostinho: Ouvíamos, na basílica dos hereges, o rumor dos costumeiros convites celebrados por 12 Aug., Conf. 13, Aug., Ep. 41, Aug., Conf. 13, Pos., V. Aug., Cf. C. R. Galvão Sobrinho, The rise of the Christian bishop: doctrine and power in the later Roman Empire, AD , Tese de Doutorado: Yale University Press, 1999, p. 164.

6 6 eles, e, ao mesmo tempo em que fazíamos nossas funções, eles entregavam-se à bebida. Disse-lhes que a beleza do dia ressalta em comparação com a noite e que a cor branca tem mais graça em contraste com o negro. Assim, nossa reunião para a celebração espiritual poderia talvez resultar menos alegre, caso não procurássemos compensar de outro modo o excesso carnal de comida e bebida. E os exortei, de modo solícito, a apetecer tais banquetes espirituais e a gostar de quão suave é o Senhor; disse, porém, que os hereges eram dignos de lástima, pois cultivavam como primordial o que deve ser destruído, e como cada um se faz solidário àquele que venera, recordei-os do que diz o apóstolo: cujo deus é o ventre (Fil 3, 19). E disse em outro lugar: o alimento para o ventre e o ventre para os alimentos, mas Deus destruirá tanto um quanto os outros (1 Cor 6, 13). 17 Se o propósito de Agostinho era mostrar que os católicos eram os verdadeiros herdeiros da Igreja de Cristo e dos apóstolos, não havia quem melhor o fizesse que os servos de Deus, estes homens santos que teriam abandonado o mundo. Para o bispo, ninguém melhor que aqueles que seguiam o caminho da perfeição e imitavam a vida dos anjos para revelar a pureza do clero católico. Por gozarem de ampla popularidade e admiração, os ascetas foram certamente importantes meios de propaganda católica. Numa época em que os analfabetos eram a maioria absoluta da população e que a circulação de livros era precária, a propaganda destes ascetas tinha um alcance muito maior que qualquer tratado contra os donatistas. Estavam nos locais públicos, nas igrejas, nos lares cristãos ou mesmo nos mosteiros para serem admirados por um público vasto. Católicos e donatistas poderiam venerar uma suposta misericórdia divina na presença destes servos de Deus. Em princípios de 396, Agostinho pedia a Paulino de Nola e sua esposa, Terásia, que o visitassem na África. Paulino era, para Agostinho, o modelo de santidade e sabedoria, sendo incansavelmente elogiado pelo seu desapego dos prazeres carnais. 18 O convite de Agostinho teve o propósito de fazer Paulino ser admirado por todos, tanto católicos como donatistas. Ele poderia servir de exemplo da misericórdia católica: Deus sabe que desejamos vossa visita corporal nestas terras não apenas por mim, nem apenas por aqueles que conhecem vosso propósito, seja pela nossa palavra, seja pela fama que lhes há chegado. Desejamo-lo por causa dos que não escutam ou, entre os que o fazem, não crêem, pois poderão amar o que é reconhecidamente certo. 17 Aug., Ep. 29, Aug., Ep. 27, 2.

7 7 Ainda que ajas diligente e misericordialmente, vossas obras devem luzir ante os homens de nossas regiões, para que vejam os vossos bons feitos e glorifiquem vosso pai, que está nos céus (Mt 5, 6). 19 Enquanto aos ascetas da importância de Paulino cabia a divulgação de uma identidade em oposição aos donatistas, aos monges que rodeavam Agostinho, em geral, competia também o confronto direto com os dissidentes. O bispo de Hipona recorreu ao auxílio dos servos de Deus para fazer o fogo cruzado nos embates contra seus adversários donatistas. Em 409, dois monges de Hipona escreveram a Agostinho para dar-lhe conhecimento da carta que haviam entregado a Macróbio, bispo donatista de cidade. 20 Agostinho escrevera a Macróbio para impedir-lhe de rebatizar um subdiácono católico. 21 A princípio, Macróbio teria se negado a receber a carta, mas teria aceitado ouvi-la após as sugestões dos monges. Agostinho, ao tomar conhecimento das respostas do bispo, escreveu outra carta para contestar-lhe. 22 A presença dos monges diante de Macróbio não deixa de ser uma forma de propaganda. Agostinho queria mostrar-lhe que não era somente contra os bispos católicos que ele estava se opondo, mas também contra os servos de Deus. Era uma forma de coagir o bispo pela imagem que estes monges apresentavam. Estratégia semelhante adotaram alguns bispos africanos quando escreveram a Inocêncio, bispo de Roma, persuadindo-lhe a condenar as idéias de Pelágio. Enviaram a carta através de dois adolescentes religiosos que tinham abandonado as esperanças que tinham no século por causa das exortações de Pelágio, mas que se livraram do erro após a leitura de uma certa obra dos católicos. Apresentaram então a Agostinho um livro que diziam ser de Pelágio e pediram contestação imediata. 23 Não sabemos precisamente o que os monges tinham a dizer a Inocêncio, mas certamente eles eram as maiores testemunhas de Agostinho: eles confirmariam, com sua suposta opinião inalienável, que Pelágio era realmente culpado de heterodoxia. Se estes servos de Deus, que seguiam o caminho da perfeição condenavam a detestável heresia pelagiana, por que não haveria Inocêncio de fazê-lo? A busca pelo suporte de mulheres ascetas provenientes dos meios aristocráticos também era de extrema importância para os bispos envolvidos na controvérsia. Nas cartas de Agostinho, podemos analisar sua relação com uma destas 19 Aug., Ep. 31, Aug., Ep Aug., Ep Aug., Ep Aug., Ep. 177, 6.

8 8 mulheres. Proba era de origem nobre. Após a morte do marido, escolhera viver em castidade ao redor das viúvas e virgens consagradas que passou a manter sob sua proteção. Por volta de 411, Agostinho escreveu-lhe uma longa carta sobre a oração, ensinando-lhe a atitude correta com relação aos bens materiais. Ela deveria sentir-se desolada no século, desprezar os bens materiais em absoluto. Porém, a renúncia que Agostinho ensinava era um sentimento interior, um desapego de coração. Ele admitia que os bens materiais poderiam ser usufruídos, desde que com moderação, ou seja, sem que fossem cobiçados com avareza. Para manter a saúde do corpo, por motivo das obrigações que impõe a vida, poderiam ser até mesmo desejados decentemente. 24 Neste sentido, Agostinho conferia a Proba um claro propósito social. Com dinheiro, ela poderia ajudá-lo financeiramente numa época de carestia na cidade e, além disso, poria a serviço da Igreja o prestígio social que lhe era atribuído pela riqueza. Proba, portanto, tinha uma tarefa a cumprir: sustentar a imagem pública da Igreja católica. E certamente o fazia. A riqueza de mulheres como ela, somada à continência sexual, atraía a atenção de todos. Dizia Agostinho: Sois conhecidas em todas as partes e a fama rapidíssima anuncia em todos os cantos a santidade virginal da vossa estirpe. 25 Para Agostinho, poder agir como guia espiritual destas ascetas era fundamental para realçar seu poder e a influência de suas posições teológicas. Mulheres como Proba tinham papéis ativos na comunidade: faziam caridade, sustentavam mosteiros, e suas opiniões eram levadas em conta pelos cristãos. 26 Além do mais, estas mulheres tinham imensas propriedades e, na África, não era difícil encontrarmos camponeses professando a mesma religião que seus patrões. 27 Todavia, Agostinho reconhecia a dificuldade em lidar com os grupos ascéticos e monásticos. Ele sabia perfeitamente a oposição de forças que estes servos de Deus poderiam exercer. 28 No fim do século IV e início do século V, a ausência de controle direto da disciplina monástica poderia representar graves ameaças ao poder episcopal, ameaças que se intensificavam na medida em que os monges ganhavam um papel ativo nas disputas religiosas. Na época, os ascetas e monges nem sempre 24 Aug., Ep. 130, Aug., Ep Cf. P. Brown, Corpo e sociedade: o homem, a mulher e a renúncia sexual no início do Cristianismo, Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1990, pp ; e S. Elm, Virgins of God : the making of asceticism in Late Antiquity, Oxford: Oxford University Press, Por exemplo, Aug., Epp. 58; 66 e 112, Aug., Ep. 78, 9.

9 9 estavam compelidos ao total isolamento do mundo secular e esta liberdade poderia muitas vezes causar sérios problemas aos bispos, comprometendo a imagem pública da Igreja. Assim, um outro problema para Agostinho era controlar estes ascetas que ameaçavam fugir de seu controle direto. Notamos, então, uma grande preocupação do bispo de Hipona e outros tantos em organizar comunidades monásticas sob supervisão eclesiástica, desenvolvendo um novo modelo de ascetismo que se adequasse às suas aspirações religiosas e políticas. 29 Fontes Agostinho. Obras Completas de San Agustín. Cartas (1 o ). (Texto latino do CSEL 34/1-2, estabelecido por A. Goldbacher. Revisão de Miguel Fuertes Lanero e tradução espanhola de Lope Cilleruelo). Madri: Editorial Católica, 1986, tomo VIII (BAC 69).. Obras Completas de San Agustín. Cartas (2 o ). (Texto latino do CSEL 44 para as Epp A e do CSEL 57 para as Epp , estabelecido por A. Goldbacher. Revisão de Miguel Fuertes Lanero e tradução espanhola de Lope Cilleruelo, Moisés Maria Campelo, Carlos Morán e Pío de Luis). Madri: Editorial Católica, 1987, tomo XIa (BAC 99).. Obras Completas de San Agustín. Cartas (3 o ). (Texto latino do CSEL 57 para as Epp , estabelecido por A. Goldbacher, e do CSEL 88 para as Epp. 1*- 29*, estabelecido por J. Divjak. Revisão e notas de Pío de Luis e tradução espanhola de Lope Cilleruelo e Pío de Luis). Madri: Editorial Católica, 1991, tomo XIb (BAC 99b).. Confissões. (Tradução de J. Oliveira Santos e A. Ambrósio de Pina). Petrópolis: Editora Vozes, Possídio. Vita Sancti Augustini, in Obras de San Agustín. Madri: Editorial Católica, 1994, tomo I, pp Ao que parece, Agostinho era responsável por três comunidades monásticas em Hipona: um monastério nos jardins da basílica episcopal, doado pelo bispo Valério após sua ordenação, um monastério de mulheres, onde permanecia sua irmã, e a sua casa episcopal (monasterium clericorum). Esta parece ser a tese mais aceita, mas não é unânime entre os historiadores. Luc Verheijen, por exemplo, afirma que em Hipona havia apenas dois monastérios. Cf. L. Verheijen, Les lettres nouvelles et la vie monastique autour de saint Augustin, in Les lettres de saint Augustin découvertes par Johannes Divjak: communications présentées au colloque des 20 et 21 Septembre 1982, Paris: Études Augustiniennes, 1983, p. 124 e p Contudo, Agostinho parece ter deixado a supervisão direta destes mosteiros a cargo de pessoas que tinham contato mais próximo com os monges. Tanto no monastério feminino (Ep. 211) quanto na sua casa episcopal (Ep. 20*; cf. Verheijen, op. cit., p. 124) havia superiores responsáveis pela observância das regras e pelas punições.

10 10 Referências Bibliográficas Brown, P. Corpo e sociedade: o homem, a mulher e a renúncia sexual no início do Cristianismo, Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, Augustine of Hippo: a biography. Berkeley: University of California Press, Elm, S. Virgins of God : the making of asceticism in Late Antiquity. Oxford: Oxford University Press, Galvão Sobrinho, C. R. The rise of the Christian bishop: doctrine and power in the later Roman Empire, AD Tese de Doutorado: Yale University Press, Oliveira, J. C. M. de. Igreja, mobilização popular e ação coletiva na África Romana, do século IV ao século V. Dissertação de Mestrado: Unicamp, Shaw, B. African Christianity: disputes, definitions and Donatists, in M. R. Greenshields e T. A. Robinson (eds.), Orthodoxy and heresy in religious movements: discipline and dissent. Lewiston: The Edwin Mellen Press, Verheijen, L. Les lettres nouvelles et la vie monastique autour de saint Augustin, in Les lettres de saint Augustin découvertes par Johannes Divjak: communications présentées au colloque des 20 et 21 Septembre Paris: Études Augustiniennes, 1983.

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