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1 INSTITUTO DE PESQUISAS ENERGÉTICAS E NUCLEARES 26* ANIVERSÁRIO DA PRIMEIRA OPERAÇÃO DO REATOR DE SAO PAULO Fausto W. Uma Dintoría Executiva I AO PAULO 1CÍ2

2 299 MHVERSMtlO DA PRIMEIRA OPERAÇJfO DO REATOR DE S*> PAULO Fausto W.U M Diretoria Executiva I IPEN Ao Indicar UM pessoa para fazer um retrospecto e UÜ pequeno Mstôrt co da prineira operaçío do reator de pesquisas do Instituto de Energia Atômica, IEA, hoje Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares, houve por bem o Senhor Superintendente escolher o nosso nome por ser o Mis an tigo Integrante do IPEN, servindo diretamente a esta Instituição, e que participou do Início da vida de nosso Instituto no que diz respeito ís atividades de Instalação e operação do reator em Em 23 de setembro de 1956 iniciaram-se as obras de Engenharia Civil relativas I construção do prédio que abrigaria, em futuro imediato, o rea tor.obra civil de notável vulto e de dificuldades eventuais grandes, pois era a primeira experiência nacional, e mesmo latino-americana, nesse tipo de construção. Constituiu tarefa desempenhada com grande eficiência profh sionai pelos Engenheiros Carlos Engei e Hélio Martins, da fina Martins- Engei que vencera concorrência estabelecida pela Secretaria da Viação e Obras Públicas do Estado de São Paulo. Dois dias antes dos prazos contratuais, exatamente em 21 de março de 1957, seis meses apôs o Início das obras, estavam elas prontas e entre gues. Começaram a ser Instalados, já em fevereiro de 1957, os componentes do reator, o que se processou com raro entusiasmo por um pequeno grupo de engenheiros, físicos, químicos que não somavam, talvez, 25 pessoas, 1j> cluindo a pequena parte administrativa de que o Instituto dispunha naquela época. Trabalhávamos, de acordo com o horário formal, de 8 is 18 horas e também nas partes da manhã aos sábados. Entretanto, durante toda a época de instalação da máquina, dificilmente se retiravam ás 18 horas ou ás 12

3 259 Aniversário da Primeira Operação do Reator de S.Paulc (F.W.Lima - DEx.I) horas de sibado, os que estava* envolvidos nessa instalação, estendendo o pertodo de trabalho até 8 ov 9 horas da noite e até Mis, ca» freqüência, e aqui permanecendo ãs tardes de sibado e Multas vezes também aos doa\n 90s, nua trabalho que foi apaixonante e absorvente. Existia na Cidade Universitária "Amando de Salies Oliveira" > a lê» do IEA, em construção» o Instituto de Pesquisas Tecnológicas - IPT e apenas parte das atuais instalações do Instituto de Física, antigo Departamento de Física da Faculdade de Filosofia. Ciências e Letras da Universitade de São Paulo. No início da Montagem do reator não se encontrava ainda asfaltada. dentro r t Cidade Universitária, a Avenida atualmente denominada Professor Lucif «íjalberto. Fatos curiosos eram então registrados, como aqueles que -' Mssavam em dias de grandes chuvas, quando o ônibus do IEA esta cio * 4» altura do Instituto Butantã não podendo chegar ao local onde hoji,e localiza o nosso Instituto. Ocorria, assim, um Inesperado dia de fo^o. E note-se que essa imprevista folga não era recebida com exclama ÇÔV Ae júbilo. Pelo contrário, era com muito desaponto que se encarava a»«le dia perdido. De fevereiro a setembro de 1957 foi instalada a máquina, foram verifi. cadjs todas suas peculiaridades, os circuitos foram examinados e todos os den, is testes necessários que se exigem de um empreendimento como esse fo ram devidamente executados. No dia 15 de setembro de 1957, menos de um ano após o início das o bras de Engenharia Civil e de Instalação da máquina, ãs 9 horas e 30 m1nu tos da noite, após um dia de Intenso trabalho, 1n1c1ava-se a carga do ru tor. As páginas 34 do "Log Book" (Livro de Registros) da Hesa de Opera cio do Reator encontra-se, na letra do Prof.Or.Marcelo Damy de Souza San tos, que supervisionava a primeira operação, que :

4 ISQ Aniversário da Primeira Operação do Reator de S.Paulo (F.W.Lima - OEx.I) 21 horas e 30 minutos, introduziu-se o elemento combustível IEA n horas e 45 minutos, IEA-7, 22 horas e 05 minutos, IEA-8 e segue a primeira observação do que vinha ocorrendo : "teste da câmara de ionização e demais circuitos para criticai idade". Hff também alguns re gistros curiosos, como por exemplo : "ãs 0 hora e 53 minutos (já no dia 16 de setembro, portanto) "scram" manual ("scram" i o que ocorre quando a mi quina pára de funcionar por qualquer motivo e volta-se is condições ini^ ciais de operação), "scram" manual provavelmente produzido por Saraiva na ponte do reator". Ocorre que a operação envolvia o controle do reator na Sala de Comando e a atuação de pessoa!, na ponte, sobre o reator, e que co locavam os elementos combustíveis na piscina ou supervisionavam outras ope rações. X 1 hora e 22 minutos da manhã, ou da madrugada, já no dia 16 de se tembro, informa o livro de registro que a operação tinha sido retomada e que o elemento combustível IE A-11 já estava inserido, seguido do IEA-12, ã 1 hora e 50 minutos, e assim por diante. A paciente e cuidadosa operação continuou e una simples frase, na página 36 do Livro de Registro, indica : "Ficou crítico ãs 11 horas e 07 minutos. Ligeiramente super-crttico. Exatamente crítico is 11 horas e 10 mirutos do dia 16 de setembro de 1957 ", mais de doze horas após o início das operações que começaram is 21 horas e 30 minutos do dia anterior. Terminada a operação e verificados todos os equipamentos, a máquina foi desligada e os que trabalharam, com exceção do corpo de vigilantes, d rigiram-se aos seus lares para um repouso mais do que merecido. Ocorre que chegou a conhecimento da Imprensa que o reator Já começara a operar. Na tarde do dia 16 de setembro de 1957, em conseqüência, compareceram reporte res que procuravam obter entrevista a respeito e encontraram o prédio ft chado e somente guardado pelos vigilantes normais. A reação foi imediata.

5 259 Aniversário da Primeira Operação do Reator de S.Paulo (F.W.Lima - OEx.I) Nos jornais do dia seguinte aparecera* frases pitorescas do seguinte tipo : "o reator entrou em operação e os cientistas fugiram em decorrência do escape de radioatividade". Nenhuma radioatividade "escapou" e temos certeza que Interpretamos o orgulho de todos que trabalhavam, e trabalham hoje co» a máquina, em dj[ zer que, após um quarto de século de operação, nunca tivemos um acidente de qualquer seriedade, qualquer mal funcionamento do equipamento, qualquer fa lha na estrutura de concreto ou nas obras de construção civil, ou existên cia de insegurança aos operadores e outros, ou situações que impedissem o uso pleno do reator para os mais diversos tipos de experimentos, irradia_ ções e produção de radioisõtopos, sendo oportuno lembrar que, presentemente, são irradiadas cerca de amostras por ano. Os resultados conjuntos das obras de Engenharia Civil e os da Insta lação da máquina foram tão harmônicos que a própria imprensa, num dito muito saboroso, traduziu o êxito de todo o trabalho declarando que "o reator de São Paulo era tão bom que funcionava até debaixo d'água" Foi o ltder da Instalação do reator, nos terrenos da Cidade Universi^ tária "Armando de Saiies Oliveira", da criação do Instituto de Energia Ato mica e seu primeiro Diretor, o Prof.Dr.Marcelo Damy de Souza Santos. A ele coube o pesado encargo de reinvidicar para São Paulo a Instalação do prj, meiro reator brasileiro, apresentando ãs nossas autoridades argumentos que colocavam a Universidade de São Paulo como apta para receber a responsabj^ Iidade de levar a cabo a execução da tarefa correspondente. 0 seu esptm to empreendedor, o seu dinamismo, a sua dedicação ã Universidade de São Paulo e ã pesquisa brasileira, foram o ava! que garantiu a nosso Estado o privilégio de receber a tarefa de instalar e fazer funcionar o primeiro reator nuclear da América Latina. Não foi fácil ao Prof.Souza Santos o conseguir para São Paulo tal privilégio. Multas vezes encontrou ele a in

6 259 Aniversário da Primeira Operação do Reator de S.Paulo (F.W.Lim - DEx.I) corpreensão de Muitos, sendo necessário que a paciência, a calma, o boa senso, predominasse» sobre frases ditas por terceiros, durante os primej. ros anos de funcionamento do reator, de que"o reator Ta explodir". E foram essas características da personalidade do Professor Souza Santos que pejr mi tiran a ele colher o fruto que foram a fundação do Instituto de Energia Atônica, a instalação do reator e a sua operação durante 25 anos sem um único acidente. Tais fatos auspiciosos levaram, quando da inauguração ofi. ciai do Instituto, em 25 de janeiro de 1956, no dia de São Paulo, o Presi^ dente da República, Juscelino Kubistchek, a assim se pronunciar no ato da inauguração : "A inauguração do reator atômico i um desses exemplos memoráveis do que pode fazer o paulista. Ingressou no je o Brasil, e mesmo a América do Sul, na era Atômica, projetando-se, assim, internacionalmente". Ao Prof.Dr.Mareel o Damy de Souza Santos as nossas homenagens. Convocado o Prof.Damy de Souza Santos para o alto cargo de Presiden te da Comissão Nacional de Energia Nuclear, no governo Jânio da Silva Qua dros, foi indicado como nosso Diretor o Prof.Dr.Luiz Cintra do Prado, personalidade de larga experiência nas lides universitárias e de pesquisa cientifica e que já representara o Conselho Nacional de Pesquisas em nos so Conselho Ticnico-CientTfico, hoje Conselho Deliberativo. Um grande tiroctnio administrativo-cientffico, fruto de sua longa con vivência com os assuntos de pesquisa e ensino na Escola Politécnica da Un versidade de São Paulo, no Conselho Nacional de Pesquisas e na Academia Brasileira de Ciências, entre várias outras entidades, deu o Prof.Cintra do Prado continuação e continuidade ao trabalho encetado por Marcelo Damy de Souza Santos. Procurou especialmente o Prof.Prado incentivar a publicação dos tra

7 259 Aniversário da Primeira Operação do Reator de S.Paulo (F.N.Lima - DCx.I) balhos tecno-cientfficos dos Integrantes do IPEN, antecipando, assim, a ma nifestaçso de Henry Gomberg, mais tarde feita em reunião da Agência Inter nacional de Energia Atômica, em Viena, de que "Publication Is the currency of the Scientist", pois ê a publicação, o "tornar público" os resultados do trabalho de um pesquisador, de um grupo de pesquisadores, de um laboratório, de uma instituição daqui ou de outro país, que permitira o uso desses resultados pela comunidade tecno-científica, permitindo assim que seja» alcançados os objetivos práticos daquilo que, ontem, era pesqu± sa acadêmica. A época em que assumia o Prof.Prado a direção do IEA era época partly cularmente diftcil, com o País em situação polttico-social eivada de inquietações e temores. Multa ponderação, prudência, tiroctnio no trato da coisa pública e na solução de problemas humanos eram requeridos dos respon sãveis por instituições públicas. Soube o Prof.Prado agir com serenidade e sensatez e manter assim o IEA em ambiente de calma, de trabalho sério, e, principalmente, de grande produtividade científica. Ao Prof.Or.Luiz Cintra do Prado as nossas homenagens. Assumiu a Diretoria do IEA, apôs o termine do mandato do Prof.Prado, o Dr.Rômulo Ribeiro Pieroni, personalidade dotada Ce extraordinária dis posição para o trabalho, grande dinamismo e multa crença nos objetivos de todas as lutas em que se empenhava. Deu o Or.Pieroni ao Instituto uma xpansão que se pode chamar de grandiosa, a seus terrenos, prédios e equj. pimentos, criando condições nas quais, em havendo vontade e dedicação ao trabalho, os pesquisadores do Instituto encontrariam, praticamente, as mes «as facilidades para o trabalho tecno-científico que encontravam os pes quisadores de centros nucleares de países tradicionalmente desenvolvidos no campo de pesquisa científica e tecnológica. t de destacar, entre suas Importantes realizações como Superintende^ te do IEA-IPEN, a que resultou no envio de grande numero de Integrantes do

8 2SP Aniversário da Primeira Operação do Reator de S.Paulo (F.W.Lima - OEx.l) Instituto para cursos de pós-graduação, especialização e para treinamento no exterior. Julgamos,que, talvez, nenhuma Instituição nacional jamais te nha tido número tão grande de pessoas, num mesmo pertodo de tempo,em treina mento fora do País. Dediccu-se o Dr.Pieroni, com o mais absoluto enpenho, entusiasmo, até com perigoso sacrifício da própria saúde» ã tarefa na qual pôs a mais absoluta crença e que foi a de promover a grandeza desta casa. Ao Dr.Rómulo Ribeiro Pieroni as nossas homenagens. Das pessoas que dedicaram seus esforços, de modo excepcional, ao ein tão Instituto de Energia Atômica, quando de sua instalação em 1957 e de pois durante vários anos nesta Instituição, nio podemos deixar de fazer menção ao Prof.Dr.Paulo Saraiva Toledo. 0 Prof.Saraiva aliou suas qualificações de Físico pelo Departamento de Física da antiga Faculdade de F11j> sofia, Ciências e Letras da Universidade de São Paulo, com as de Engenhej, ro Mecânico e Eletricista pela Escola Politécnica da mesma Universidade, conjugando seus conhecimentos técnicos com sua conhecida ponderação e bom senso, na solução de problemas de Engenharia, de Física, administrativocienttficos ou de orientação de pesquisadores mais novos. Teve Inestimável atuação enquanto permaneceu no Instituto de Energia Atômica ã testa da D visão de Física de Reatores. A segurança com que hoje funciona o reator do IPEN, a excelência de seu comportamento durante 25 anos, são resulta dos. em grande parte, devidos ao Professor Paulo Saraiva de Toledo. Ao Prof.Or.Paulo Saraiva de Toledo as nossas homenagens. E de justiça que lembremos as figuras de dois homens que.principalmen te nos primeiros anos de existência do nosso Instituto, deram o melhor de seus esforços para que êle se tornasse uma realidade. Mencionamos o então

9 259 Aniversário da Primeira Operação do Reator de S.Paulo (F.U.LIM - Dex.I) Magnífico Reitor da Universidade de São Paulo, Professor Gabriel Teixeira de Carvalho, e o Almirante OctacTlio Cunha, na época Presidente da Coals são Nacional de Energia Nuclear. Ambos compreenderam a Importância da cria, ção de um primeiro centro de pesquisas nucleares no Brasil e conjugaram esforços para que a colaboração entre o Governo Federal, pela Comissão Na cional de Energia Nuclear, e o Governo do Estado de São Paulo, pela nossa Universidade Estadual, fosse a mais harmoniosa e frutífera, resultando na concretização de projetos, planos e estudos, concretização essa que, hoje, vemos e reconhecemos que foram conseguidos em tempo extremamente curto e rápido. A Memória do Reitor Gabriel Teixeira de Carvalho e ã Memória do rante OctacTlio Cunha as nossas saudosas homenagens. Dos antigos de 1957, que hoje não mais se encontram trabalhando conos_ co, ressaltam ainda os Senhores José Ferreira, Gilberto David e Danilo Ma riconi, nas atividades da oficina mecânica ou nas instalações eletrônicas e cuja excelência de trabalho profissional contribuíram para essa seguran ça do reator, já várias vezes mencionada. 0 que foram os 25 anos de atividade do Instituto de Energia Atômica ou Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares? Contribuiu este Institu to com alguma coisa de marcante para a política nuclear brasileira, para o desenvolvimento da ciência e tecnologia nucleares? Não é possível, num rápido retrospecto, em que vários aspectos tive ram que ser relembrados, apresentarmos uma Usta do que tem sido feito,mas ressaltaremos que, no campo da política nuclear, esta Instituição, por In termédio de seus Integrantes, por duas vezes deu seus elementos para a 1m portantíssima função de Presidente da Comissão Nacional de Energia Nuclear t que, por duas vezes, Integrantes desta Instituição foram Membros da Co missão Deliberativa daquela mesma Comissão Nacional de Energia Nuclear.Men bros desta Instituição foram laureados com o Prêmio Namy Jaffet de 1964, com o Prêmio Governador do Estado de São Paulo em 1981 c também Moinho San

10 259 Aniversário da Primeira Operação do Reator de S.Paulo (F.W.Lima - DEx.I). tista de Em todas as Conferências de Genebra Para a Utilização Pact fica de Energia Nuclear esteve o Instituto de Energia Atômica presente com destaque. E, mais importante talvez que a representação em reuniões no ex terior, tem sido o Incentivo que o atual Superintendente» EngO Hemani ÂJ gusto Lopes de Amorim, tem dado aos pesquisadores do IPEN para que partici^ pem das reuniões nacionais de praticamente todas as sociedades cientificas e técnicas brasileiras, com grande número de trabalhos do IPEN, possibili^ tando ã Instituição tornar-se conhecida no território nacional, quer pelos seus pontos altos quer, e porque não, pelos seus pontos ainda falhos e passtveis de correção. Há, então, nessas reuniões, a oportunidade de for necer, aos pesquisadores e técnicos brasileiros, a experiência adquirida pelo IPEN na solução de problemas que poderão surgir em outros centros de pesquisa, na indústria ou na comunidade técnica brasileira em geral, divul_ gando as potencialidades da nossa Instituição em face de problemas prâti_ cos, principalmente aqueles para os quais se usam radiolsõtopos e radta ções. Na formação de elemento humano tem sido pronunciada a atuação do IPEN com preparo de técnicos de vários níveis e que respondem, hoje,'no PaTs, por funções da mais alta responsabilidade, quer em atividades nucleares, quer em atividades tecnológicas e industriais clássicas. Em particular, a partir de 1976, época em que foram reconhecidos pela Câmara de Pós- Gradua ção da Universidade de São Paulo, e logo mais tarde pelo Ministério de Edu cação e Cultura, os Cursos de Pos-Graduação do IPEN, até setembro do cor rente ano, em 7 anos, formaram esses Cursos 74 Mestres e 10 Doutores na A rea de Concentração Tecnologia Nuclear e 58 Mestres na AVea de Concentração Reatores Nucleares de Potência e Tecnologia do Combustível Nuclear, num total de 132 Mestres e 10 Doutores. Em janeiro de 1982 a Coordenação de Aperfeiçoamento do Pessoal de Nível Superior, CAPES, atribuiu nível A aos Cursos de Pós-Graduação do IPEN. Queremos ressaltar ainda mais alguns benefícios que trouxe para o Bra «11 e para São Paulo a Instalação de nosso reator. Entre outros exem pios destaca-se a possibilidade que teve a indústria brasileira de soiucio

11 259 Aniversário da Primeira Operação do Reator de S.Paulo 10 (F.W.Lima - DEx.I) nar diversos de seus problemas por meio de tecnologias, desenvolvidas nes te Instituto, de aplicação Industrial de radioisõtopos, de fontes radioatj[ vas e de neutrongrafia, consequincia da existincia e operação do reator. Deve ser ressaltado ainda que a produção de radioisõtopos pelo reator nu clear IEA-R1 permitiu o desenvolvimento da importantíssima especialização de medicina que é a Medicina Nuclear, pois a existência do reator e a produção desses radioisõtopos no IEA, no fim da década de 1950 e início da dicada de 1960, embora ainda de maneira incipiente, permitiram criar competência nesse campo de atividade médica bem como na produção de radiofãrmacos. Maiores talvez teriam sido as dificuldades a serem enfren tadas para o desenvolvimento franco, hoje existente, da Medicina Nuclear e da utilização de radiofãrmacos no Brasil, não tivesse sido instalado o reator de nosso Instituto. 0 envolvimento dos técnicos do IPEN como um todo, e não mais apenas daqueles ligados diretamente ã operação e uso do reator nuclear, em diver sos problemas nacionais, dando elemento humano hoje contratado pela Usina "Álvaro Alberto da Motta e Silva", em Angra dos Reis, participando de importantes projetos da Comissão Nacional de Energia Nuclear, de convinios e trabalhos em colaboração com órgãos de mais de um Ministério da República, registrando diversas patentes em nome da instituição, produzindo compostos químicos e produtos metalúrgicos de urânio, para o País, mostram um compie to enquadramento do IPEN no panorama Industrial e tecnológico brasileiro, não apenas nas tecnologias nucleares e não apenas, note-se bem, no parque industrial de São Paulo, mas nos parques industriais de todo o nosso gran de PaTs. Ao encerrarmos este breve retrospecto de 25 anos de trabalho do Ins tituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares, desejamos lembrar uma frase singela, dita de público e pesquisadores do IPEN, por expoente das dên cias nucleares, em Importante reunião da Agenda Internacional de Energia Atômica, e que é "You have given a good use to your reactor". Esta peque

12 259 AniversíHo da Primeira Operação do Reator de S.Paulo 11 (F.W.LIma - DEx.I) na frase, na sua singeleza, constitui, em nossa opinião, o pagamento dente para muitos anos de esforços dedicados e tradu2em o fato de que o Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares e o nosso reator, são, ho je, a realidade com a qual sonharam Gabriel Teixeira de Carvalho e Octa ctuo Cunha. E faço k minha a frase há pouco mencionada : vocês deram um nobre 11 so ao nosso reator!

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