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1 boletim trimestral_associação Portuguesa de Seguradores» Abril, Maio e Junho 2006» SEGUROS A MELHORAR» ARTIGO DE FUNDO» ARTIGO DE FUNDO» ARTIGO DE FUNDO SEGUROS DE PESSOAS ACIDENTES DE TRABALHO - AS VANTAGENS DO SISTEMA DE CAPITALIZAÇÃO SNS E SEGURADORAS DE SAÚDE - COABITAÇÃO REAL

2 notícias XI ENCONTRO DE RESSEGUROS A Associação Portuguesa de Seguradores organizou no Centro de Congressos do Estoril, nos dias 22, 23 e 24 de Maio, o XI Encontro de Resseguros, sendo a cerimónia de abertura efectuada pelo Senhor Ministro da Justiça, Alberto Costa. O encontro de três dias contou com a presença de destacadas individualidades e cerca de 200 congressistas provenientes de diversos países da Europa, bem como de Angola e Cabo Verde, tendo participado especialistas nas diferentes matérias que abordaram temas inseridos nos painéis Seguro Automóvel, Perspectivas Económicas para a Europa, Riscos Catastróficos - soluções de (re)seguro e a validade dos modelos e, por último, Seguros de Pessoas. O encerramento deste encontro contou com a presença do Secretário de Estado do Tesouro e Finanças, Carlos Costa Pina. Rua Rodrigo da Fonseca, Lisboa Tel: Fax: MEMBRO da PIA Presse Internationale des Assurances 02» Associação Portuguesa de Seguradores

3 notícias NOTICÍAS» CIMADH Assinatura de Protocolo para a Criação de Centro de Informação, Mediação e Arbitragem de Dívidas Hospitalares...04» Nova Lei de Mediação Introduz Maior Exigência e Profissionalismo nos Seguros...05» Solvência II Audição Pública...05» Dinamização da Área de Formação da APS...05» Seguros a Melhorar...06» Allianz Portugal Distinguida com Melhor Call Center Analytic Intelligence Award Winner...07» Manrico Iachia, Administrador Delegado da Europ Assistance Portugal Recebe Ordem de Mérito da República Italiana...07» OK! Tele-Seguro Lidera Sector Segurador no Índice de Satisfação do Cliente...08» Aprovação da Versão Final das Resposta à 3ª Vaga e das Especificações Técnicas do QIS Pág» 04 ARTIGOS DE FUNDO» Solvência II, Quantitative Impact Study QIS2...09» Seguros de Pessoas...14» Acidentes de Trabalho As Vantagens dos Sistemas de Capitalização...16» SNS e Seguradoras de Saúde A Coabitação Real...18» CIMASA...20 ACTIVIDADE SEGURADORA...22 SERVIÇOS APS» CRS...24» Evolução da Convenção IDS...24» Segurnet...25 FORMAÇÃO» Plano de Formação » PAGESE » Curso Sobre os Seguros de Mercadorias e Cascos...26» APS ao Serviço dos Seus Associados...26 NOVAS PUBLICAÇÕES» Indicadores Estatísticos do 1º Trimestre...27 SOLVÊNCIA II Pág» 06 ESCAPARATE» Innovating to Insurance the Uninsurable...29» Direito dos Seguros...29» On Risk and Insurance Issues and Practice...29» Improving the Health of the European Working Population...30» The European Life Insurance Market in » Projecting OECD Health and Long-Term Care Expenditures: What are the Main Drivers?...31 Pág» 09 ÚLTIMA HORA...32 FICHA TÉCNICA Ano 4 nº13 Título» APS Notícias Editor» Associação Portuguesa de Seguradores Director» Maria Manuel Santos Silva Coordenação e Contactos» Ana Margarida Carvalho Periodicidade» Trimestral Projecto Gráfico» Ruído Visual, Comunicação Gráfica Depósito Legal» ISSN Impressão» Ondagrafe Nº de exemplares» 1400 Data de publicação» Junho 2006 DISTRIBUIÇÃO GRATUITA ÀS ASSOCIADAS ASSINATURA ANUAL» EURO 72 (IVA INC.) Pág» 27 Associação Portuguesa de Seguradores «03

4 notícias Press ASSINATURA DE PROTOCOLO PARA A CRIAÇÃO DE CENTRO DE INFORMAÇÃO, MEDIAÇÃO E ARBITRAGEM DE DÍVIDAS HOSPITALARES O Ministério da Justiça, o Ministério da Saúde e a Associação Portuguesa de Seguradores assinaram no dia 10 de Maio um protocolo com vista à criação de um centro de arbitragem, de âmbito nacional, designado por Centro de Informação, Mediação e Arbitragem de Dívidas Hospitalares CIMADH. Este Centro tem como objectivo a resolução de litígios entre instituições e serviços integrados no Sistema Nacional de Saúde e terceiros, legal ou contratualmente responsáveis. Tem competência para dirimir litígios emergentes da cobrança de dívidas hospitalares por cuidados de saúde prestados no âmbito de contratos de seguro automóvel ou acidentes de trabalho. As Seguradoras que pretendam aderir ao CIMADH poderão fazê-lo de duas formas:» adesão plena, ou seja, para todos os litígios que sejam apresentados ao Centro (deixando de haver lugar a uma aceitação de arbitragem caso a caso);» adesão individual, em que a seguradora aceita submeter os litígios ao CIMADH caso a caso. Prevê-se que o CIMADH entre em funcionamento até ao final do corrente mês de Junho. 04» Associação Portuguesa de Seguradores

5 notícias SOLVÊNCIA II AUDIÇÃO PÚBLICA No contexto dos desenvolvimentos relacionados com o Projecto Solvência II, a Direcção Geral Mercado Interno e Serviços da Comissão Europeia organiza em Bruxelas, no próximo dia 21 de Junho, uma Audição Pública sobre esta matéria, com o objectivo central de contribuir para que os Tomadores de Seguro tenham oportunidade de comentar, directamente, o referido projecto. O encontro é gratuito e para obter mais informações sugerimos a consulta ao site: solvency2/hearing_en.htm. Press APS apoia novo diploma aprovado hoje em Conselho de Ministros NOVA LEI DA MEDIAÇÃO INTRODUZ MAIOR EXIGÊNCIA E PROFISSIONALISMO NOS SEGUROS Lisboa, 19 de Maio de A Associação Portuguesa de Seguradores congratula-se e apoia a aprovação da nova Lei da Mediação de Seguros, que vai introduzir uma maior exigência e profissionalismo no sector. Embora sem conhecer a versão final do diploma sobre a mediação de seguros hoje aprovado em Conselho de Ministros, mas admitindo que ele se aproxima da versão que foi disponibilizada aquando da discussão na Assembleia da República, a Associação Portuguesa de Seguradores desde já se congratula com a aprovação desta lei. Cumpre ressaltar, em primeiro lugar, a sua importância para a construção do mercado único dos seguros, ao introduzir nesta área de actividade o chamado passaporte comunitário que permitirá aos mediadores autorizados exercerem a sua actividade em qualquer país da União Europeia. Trata-se, também, de uma lei que introduz um maior grau de exigência no tocante ao profissionalismo e à competência dos distribuidores de seguros, impondo simultaneamente novas regras de informação a prestar aos consumidores de seguros. Esses são aspectos, no entender da APS, extremamente positivos para reforçar a confiança dos consumidores no sector segurador e melhorar a imagem da actividade no seu conjunto. De realçar ainda que a proposta de lei, na versão conhecida, é muito flexível, permitindo acolher todo o tipo de situações que hoje existem em Portugal na distribuição de seguros. Merecem destaque, como aspectos positivos, por traduzirem medidas de transparência essenciais:» a criação do registo público dos mediadores autorizados;» o reforço das exigências, em matéria de formação e de condições de acesso à actividade;» a criação de contas-cliente e a disciplina da movimentação de fundos;» a liberalização da forma de remuneração dos mediadores e a sua divulgação ao tomador do seguro quando solicitado. A APS aguarda agora pela regulamentação da lei, que o ISP irá fazer, e que permitirá certamente clarificar e aprofundar alguns aspectos sobre os quais possam subsistir dúvidas, nomeadamente em torno da novíssima figura do mediador de seguros ligado. DINAMIZAÇÃO DA ÁREA DE FORMAÇÃO DA APS A partir do dia 1 de Junho, Nuno Pena irá colaborar com a APS na dinamização da área de formação. Com o objectivo assumido de conferir a esta área uma maior capacidade de intervenção, nomeadamente através da diversificação das suas actividades, será agora traçada, com o apoio deste responsável, uma orientação estratégica para toda a formação promovida pela Associação. O Plano de Formação para 2006 mantém-se, naturalmente, em execução. Associação Portuguesa de Seguradores «05

6 notícias SEGUROS A MELHORAR ECSI Índice Nacional de Satisfação do Cliente Sectores da Banca, Seguros, Comunicações, Combustíveis e Transportes em análise A ECSI divulgou recentemente os resultados obtidos, em 2005, relativos ao estudo efectuado sobre 5 sectores: Banca, Seguros, Comunicações, Combustíveis e Transportes com vista a obter indicadores de comportamento e satisfação dos respectivos clientes. No que se refere ao sector segurador a análise efectuada abrangeu, entre outras, as seguradoras ALLIANZ, AXA, FIDELIDADE MUNDIAL, IMPÉRIO BONANÇA, OK-TELESEGURO e TRANQUILIDADE. Foram entrevistados 1764 clientes que responderam em média entre 40 a 45 questões relacionadas com critérios de qualificação, caracterização socio-económica e variáveis do modelo estrutural. Imagem 74,4 3,5 Expectativa 71,1 3,3 Qualidade produtos e serviços 75,0 0,6 2,5 0,3 Valor apercebido 60,1 2,6 1,0 0,7 0,9 Satisfação (ECSI) 70,1 2,7 3,1 Lealdade 66,7 1,0 Reclamações 66,8 Impactos Totais na satisfação e na lealdade Imagem Expectativas Qualidade Valor Satisfação ECSI 2,7 2,4 3,0 0,9 - Lealdade 2,5 1,6 2,0 0,6 3,3 Imagem Expectativas Qualidade Valor Satisfação (ECSI) Reclamações Lealdade 2,0 2,0 2,6 2,6 2,8 3,0 3,6 O modelo realiza uma análise descritiva de imagem, expectativas, qualidade e valor apercebido e permite ponderar e inferir informações sobre indicadores críticos como: satisfação, lealdade e reclamações. No respeitante, em concreto, ao sector de seguros o estudo apresenta variações positivas nos sete índices analisados, com destaque para a lealdade do cliente e para o valor apercebido. É ainda de registar o nível de satisfação revelado, acima dos 70%, que coloca aos operadores um enorme desafio no sentido de exceder as expectativas muito justamente criadas pelos clientes. Variação do Sector dos Seguros ( ) 06» Associação Portuguesa de Seguradores

7 notícias ALLIANZ PORTUGAL GANHA ANALYTIC INTELLIGENCE AWARD A ALLIANZ PORTUGAL ganhou o Analytic Intelligence Award 2006, prémio que distingue a melhor prática analítica, atribuído pelo fornecedor da plataforma de business intelligence SAS Internacional no passado dia 18 de Maio, no âmbito do SAS Fórum International. Este prémio foi atribuído na sequência do trabalho que tem sido desenvolvido pela Companhia na implementação de ferramentas de CRM (Costumer Relationship Management Gestão da Relação com o Cliente) no âmbito da Gestão de Pessoa e da Detecção de Fraude em Sinistros Automóvel. Desenvolvidas desde 2003 pela Allianz Portugal, ambas as ferramentas permitem à Companhia estudar, com detalhe, as características dos seus Clientes, possibilitando a sua segmentação e conhecimento das potencialidades de mais correcta gestão da sua carteira de seguros, adequando-a a cada Cliente. No âmbito da fraude, a Allianz Portugal implementou um sistema de gestão de fraudes que, através da prática analítica, vai permitir de forma mais fácil, clara e rápida, identificar potenciais fraudes no ramo automóvel. Reconhecendo o trabalho desenvolvido, assim como a sua aplicabilidade na prática, a entidade independente SAS Internacional, considerou a Allianz Portugal como empresa modelo a nível internacional na utilização destas ferramentas, seleccionando a Companhia de entre os seus clientes na Europa, Ásia, África e Oceânia. MANRICO IACHIA ADMINISTRADOR DELEGADO DA EUROP ASSISTANCE PORTUGAL RECEBE ORDEM DE MÉRITO DA REPÚBLICA ITALIANA Quinta-feira, 06 de Abril de Manrico Iachia, Administrador Delegado da Europ Assistance Portugal e Vice-Presidente Executivo da região ILAMEA, recebeu a condecoração de Comendador da Ordem de Mérito da República Italiana, atribuída pelo Presidente da República de Itália, Carlo Azeglio Ciampi, na pessoa do Embaixador de Itália em Portugal, Emilio Barbarani. Esta condecoração visou homenagear o trabalho de Manrico Iachia enquanto personalidade que tem contribuído, há mais de 25 anos, para a promoção do Sistema Itália através do seu desempenho, em 4 dos 5 continentes, na multinacional italiana Generali. Manrico Iachia foi, igualmente, o responsável pela criação, no nosso País, da Europ Assistance Portugal, empresa detida pela Europ Assistance Holding (100% Generali) e pelo Grupo Espírito Santo. Actualmente, Manrico Iachia está no Comité Executivo da Europ Assistance Holding em Paris e desempenha a função de Vice Presidente Executivo da Europ Assistance de toda a Região ILAMEA (Iberia, Latin America, Middle East and Asia). Registe-se que esta Região obteve, no exercício de 2005, uma facturação de 100 Milhões de Euros e um EBIT de 5,87 Milhões de Euros. Segundo Manrico Iachia, foi com grande honra que recebi esta condecoração da Ordem de Mérito da República Italiana, que representa, mais que o reconhecimento de um trabalho, um incentivo à sua prossecução. Num momento como este, não poderia ainda deixar de referir o importante papel de todas as pessoas que, ao longo destes 25 anos, sempre me acompanharam e contribuíram para promover o desenvolvimento do Sistema Itália. Com licenciatura em Finanças Internacionais pela Universidade de Columbia em Nova Iorque e em Ciência Política pela Universidade Degli Studi em Milão, Manrico Iachia iniciou a sua carreira, em 1981, na Concorde Insurance Company do Grupo Generali em Paris. Em 1985, entrou para a Europ Assistance como Director de Marketing Internacional, integrando, entre 1986 e 1987, a Europ Assistance Worldwide em Nova Iorque como International Marketing Director. Entre 1989 e 1993 esteve na Europ Assistance em Paris como International Department Director, criando em 1993 a Europ Assistance Portugal e, em 1995, a Europ Assistance Brasil e a Europ Assistance Argentina. Actualmente, Manrico Iachia é Administrador Delegado da Europ Assistance Portugal e Executive Vice-President da região ILAMEA, assumindo a gestão da empresa em países tão distintos como Portugal, Brasil, Espanha, Argentina, Chile, China, Singapura, Israel ou Argentina. Manrico Iachia é ainda membro do W.P.O. (World President s Organization) e membro da Direcção das Câmaras de Comércios Italianas em Paris e em Portugal.

8 notícias OK! TELE-SEGURO LIDERA SECTOR SEGURADOR NO ÍNDICE DE SATISFAÇÃO DO CLIENTE Seguradora vence em 2005 pelo segundo ano consecutivo Lisboa, 19 de Abril de A OK! TELESEGURO lidera o sector segurador em 2005 no índice de satisfação dos clientes, estimado no âmbito do modelo European Customer Satisfaction Índex (ECSI) Portugal. A seguradora do grupo CGD venceu neste índice pelo segundo ano consecutivo. Os resultados apresentados são analisados em comparação com o sector dos seguros. Para o desenvolvimento do projecto ECSI Portugal foi constituída uma equipa composta pelo Instituto Português da Qualidade (IPQ), a Associação Portuguesa para a Qualidade (APQ) e o Instituto Superior de Estatística e Gestão de Informação da Universidade Nova de Lisboa (ISEGI). Os indicadores utilizados no estudo são a imagem, as expectativas, a qualidade apercebida, o valor apercebido, a satisfação, o tratamento das reclamações e a lealdade. A aplicação do modelo ECSI permitiu concluir que a OK! Tele seguro apresenta valores superiores aos da média do sector em todos os índices. As diferenças mais expressivas verificam-se nos índices de valor apercebido (14,9 pontos), de lealdade (8,7 pontos) e de satisfação do cliente (6,0 pontos). A variável valor apercebido é avaliada segundo dois indicadores, valorização do preço dada a qualidade e a valorização da qualidade dado o preço. A OK! Tele-seguro é líder de sector nos dois indicadores tendo crescido em Em relação à variável imagem registou-se um crescimento face a 2004, de onde se destacam os indicadores estável e perfeitamente implantada no mercado, preocupada com os clientes e inovadora e virada para o futuro. O sector dos seguros é estudado desde o ano 2000, no âmbito do projecto ECSI Portugal, e a OK! Tele-seguro faz parte do estudo desde Em comparação com o ano passado as maiores variações positivas verificam-se nos índices de lealdade do cliente, de valor apercebido e de imagem (4,5; 3,6 e 3,2 pontos respectivamente). Este estudo vem realçar a confirmação por parte dos clientes da OK! Tele-seguro na promessa de um melhor serviço ao melhor preço do mercado. Variáveis Latentes Imagens Expectativas Qualidade apercebida Valor apercebido Satisfação Reclamações Lealdade OK! Tele-Seguro 78,3 74,1 77,5 75,0 76,1 70,6 75,4 Média Sector Segurador 74,4 71,1 75,0 60,1 70,1 66,8 66,7 APROVAÇÃO DA VERSÃO FINAL DAS RESPOSTAS À 3ª VAGA E DAS ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS DO QIS2 Para além de muitas outras virtudes reconhecidas ao projecto, o Solvência II foi também inovador na escolha da metodologia a utilizar para a construção da directiva Comunitária. Este é efectivamente o primeiro processo real baseado no processo de Lamfalussy. Este processo, de carácter mais flexível, estabelecerá princípios gerais na framework directive (nível 1) - aprovada pelo Parlamento Europeu - complementados posteriormente por indicações e recomendações de nível inferior. A construção da framework directive é da responsabilidade da Comissão Europeia, tendo esta de apresentar, juntamente com a proposta de directiva, uma avaliação dos impactos quantitativos. A directiva será desenvolvida tecnicamente com base nas recomendações do CEIOPS, tendo a Comissão emitido para o efeito um conjunto de questões designadas por call for advice. Foram publicadas 24 questões até à data (agrupadas em 3 vagas), tendo a reunião do CEIOPS do passado dia 25 e 26 de Abril servido, entre outras, para a aprovação da versão final das respostas à 3ª vaga e das especificações técnicas do QIS2 (ver artigo Solvência II: Quantitative Impact Study 2 - uma antevisão da nova forma de cálculo da Margem de Solvência). A 3ª vaga contempla um conjunto de questões da maior importância para os desenvolvimentos futuros do projecto Solvência II, abrangendo temas como os elementos elegíveis de capital, a cooperação entre autoridades de supervisão, o reporte da supervisão e divulgação de informação, a procyclicality e pequenas seguradoras. A APS continuará a acompanhar e a divulgar os trabalhos desta entidade, da maior importância para o desenvolvido dos inúmeros projectos internacionais em curso. 08» Associação Portuguesa de Seguradores

9 artigo de fundo Uma antevisão da nova forma de cálculo da Margem de Solvência Lisboa, 25 de Maio de 2006 SOLVÊNCIA II QUANTITATIVE IMPACT STUDY 2 1» INTRODUÇÃO Foram já várias as fases por que passou o projecto Solvência II mas podemos afirmar que, até à data, nenhuma assumiu a importância que este Quantitative Impact Study (QIS) parece poder vir a assumir. Enquanto que, por exemplo, o QIS1 se focava mais na avaliação do nível de prudência existente nas actuais provisões técnicas, o QIS2 tem como objectivos:» estudar o efeito nas companhias de seguros de uma reavaliação dos activos e passivos tendo em conta os pressupostos assumidos numa possível framework para o Solvência II;» testar algumas opções para o cálculo dos requisitos de capital totais (SCR) e requisitos de capital mínimos (MCR). Ainda que seja muito experimental a calibração dos factores incorporados nas fórmulas de cálculo, e ainda que não seja exactamente objectivo central deste exercício afinar definitivamente estes factores, o QIS2 permitirá a todas as seguradoras fazer um primeiro exercício concreto do que poderão ser as futuras exigências em matéria de requisitos de capital e, através de uma breve leitura da documentação disponibilizada pelo CEIOPS para este exercício, percebe-se facilmente que estamos num ponto de viragem em matéria de apuramento da margem de solvência regulamentar das Empresas de Seguros. Assim sendo, é justificado o ênfase que está ser dado a este exercício quer por parte dos supervisores, quer por parte dos representantes das companhias. São múltiplas as iniciativas que estão a ser desenvolvidas a nível europeu para apoiar todos aqueles que pretendem participar neste exercício. A nível nacional destacam-se as iniciativas desenvolvidas pela APS e pelo ISP, entre as quais:» o estabelecimento de um serviço de helpdesk 1 que procurará tratar todas as questões colocadas pelas Associadas, nomeadamente com o apoio dos próprios serviços de helpdesk do CEA e do ISP;» a organização de reuniões semanais dos serviços da APS e do ISP, com agendas focalizadas em questões técnicas entretanto suscitadas, e abertas, sempre que necessário, às seguradoras interessadas;» a manutenção de uma área de resposta a FAQ s (perguntas mais frequentes) no site da APS 2. Com o remanescente do presente artigo pretende- -se apenas transmitir uma ideia geral dos princípios inerentes e da estrutura testada neste estudo. 2» PRESSUPOSTOS DE AVALIAÇÃO ACTIVOS A avaliação dos activos para efeitos do QIS2 deverá ser consistente com o mercado destes. Assim, os activos deverão ser avaliados com base no seu valor de mercado (se este estiver disponível e tendo em conta o bid-ask spread) ou com base em abordagens alternativas que utilizem de forma consistente a informação relevante disponível no mercado. 3» PRESSUPOSTOS DE AVALIAÇÃO PROVISÕES TÉCNICAS A avaliação das responsabilidades para efeitos deste exercício deverá ser efectuada com base:» em Valores de Mercado para riscos que sejam Hedgeble (Hedgeble Risks) e para os quais este Hedge esteja disponível no mercado;» com base na Best Estimate adicionada de uma Margem de Risco, para os restantes. Note-se, porém, que as seguradoras podem utilizar as provisões contabilísticas actuais, caso não consigam apurar valores nos moldes acima mencionados. Neste caso, são apenas penalizadas pelo não reconhecimento das eventuais margens de segurança existentes nas actuais provisões técnicas. Por outro lado, existem algumas simplificações que podem ser feitas e alguns atalhos que, tendo como base as provisões actuais, podem ser utilizados para fazer uma aproximação aos valores de mercado destas. Algumas destas metodologias estão descritas em diversos documentos do CEA 3.» Best Estimate A Best Estimate corresponde ao valor actual esperado de todos os cash flows futuros.» 1» 2» 3» Nomeadamente: CEA WORKING DOCUMENT ON THE STANDARD APPROACH FOR CALCULATING THE SOLVENCY CAPITAL REQUIREMENT, disponível em Associação Portuguesa de Seguradores «09

10 artigo de fundo «Os cash flows esperados devem:» ser calculados com base em pressupostos actuariais considerados realistas;» reflectir as expectativas de desenvolvimentos demográficos, legais, médicos, tecnológicos, sociais e económicos (incluindo expectativas referentes à inflação);» deverão incluir todos os cash flows futuros que serão incorridos para satisfazer as responsabilidades para com os tomadores de seguros (p.e, deverão incluir despesas administrativas expectáveis);» quando relevante (p.e, no negócio Vida) deverão ter em conta os comportamentos futuros e expectativas dos tomadores bem como expectativas sobre as acções de gestão futuras. O desconto dos cash flows deverá ser efectuado com base numa taxa neutra ao risco mas as responsabilidades deverão também ser calculadas sem desconto por forma a aferir qual o impacto deste no valor final das provisões.» Margem de Risco No QIS2 é possível a utilização de duas abordagens para avaliação da Margem de Risco, a saber:» abordagem pelo Percentil 75 De acordo com esta abordagem, a margem de risco corresponde à diferença entre o valor do percentil 75 da distribuição estatística para o valor da responsabilidade e o valor da Best Estimate para essa mesma responsabilidade. Esta margem poderá ser calculada com base em técnicas actuariais reconhecidas (podendo envolver simulações estocásticas) para as quais se deverá ter preocupações idênticas às identificadas para o cálculo da Best Estimate.» abordagem pelo Custo do Capital (Cost of Capital) Opcional Esta abordagem foi já utilizada no Swiss Solvency Test e é defendida pelo CEA e pelo CRO Forum. O Cost of Capital está a ser altamente fomentado pelos representantes europeus do sector existindo inclusive vários documentos sobre como aplicar esta metodologia disponíveis no site do CEIOPS 4 e do CEA 5. 4» ELEMENTOS ELEGÍVEIS PARA COBRIR OS REQUISITOS DE CAPITAL Para efeitos do QIS2, o capital disponível será composto pelo capital reconhecido para efeitos do solvência I ajustado pelos seguintes montantes:» reservas/défices ocultos que decorrem das diferenças existentes entre os valores contabilísticos dos activos e o seu valor de mercado;» reservas/défices ocultos que decorrem das diferenças existentes entre os valores contabilísticos das responsabilidades e o seu valor com base na avaliação efectuada para efeitos do solvência II (ver ponto anterior);» nos casos em que os bónus futuros podem ser utilizados para cobrir perdas gerais estes montantes poderão ser considerados como parte do capital disponível (é o caso da Alemanha). 5» CÁLCULO DO SCR O SCR Final será calculado de acordo com a seguinte fórmula: SCR = BSCR - RPS - NL_PL De acordo com esta fórmula, os requisitos de capital básicos (BSCR) serão corrigidos por montantes correspondentes à capacidade de absorção do risco por parte dos lucros futuros (RPS) e, para Não-Vida, pelo lucro/perda esperada de um ano de novo negócio (NL_PL). De notar que a fórmula final está em linha com o modelo proposto pelo CEA onde esta duas últimas componentes são também tidas em conta. Nos pontos seguintes serão discutidas as fórmulas de cálculo dos 3 componentes do SCR Final. 5.1» Cálculo da Redução por Participação nos Resultados (RPS) Com esta correcção ao SCR Básico pretende-se reconhecer as capacidades de absorção do risco por parte dos benefícios futuros discricionários. O cálculo desta redução efectua-se através da aplicação de um factor (k) ao montante correspondente às provisões técnicas correspondentes a benefícios futuros discricionários. Este k poderá variar entre 0 e 1 e dependerá, em termos gerais, de um conjunto de aspectos, incluindo:» factores legais e estatutários que limitem a discricionariedade na distribuição destes benefícios futuros;» acções/decisões da Gestão em situações adversas;» expectativas formadas pelos Tomadores;» até que ponto existe uma subsidiariedade entre as diferentes apólices e entre os diferentes fundos (podendo, inclusive, existir diversos factores k dentro da mesma companhia). O factor k deve ser definido por cada um dos participantes no exercício sendo, no entanto, expectável que os supervisores nacionais forneçam orientações adicionais que tenham em conta as especificidades locais. 5.2» Cálculo do Ganho / Perda esperada por um ano de novo negócio (NL_PL) Este dado para cálculo do SCR será composto por 2 parcelas:» valor esperado do ganho/perda gerado pelos prémios do próximo ano;» valor esperado do ganho/perda gerado pelo resultado de Run-Off do próximo ano. 4» e do CEA 5» 10» Associação Portuguesa de Seguradores

11 artigo de fundo Enquanto que a primeira parcela será calculada com base no Rácio Combinado estimado para todo o negócio Não-Vida, a segunda será calculada com base no resultado de Run-Off esperado, para a totalidade do negócio Não-Vida, para o ano seguinte. Ambos os indicadores serão calculados como médias ponderadas da proporção que cada Line-of- Business representa na totalidade dos Prémios e nas Provisões para Sinistros, respectivamente. 5.3» Cálculo do SCR Básico (BSCR) O QIS2 divide a Formula Standard para o cálculo do SCR Básico em módulos de acordo com a seguinte estrutura:» diversificação entre Riscos / Módulos (utilizando uma matriz de correlação com orientações pré- -definidas);» independência completa entre todos os Riscos/ Módulos;» inexistência de Diversificação entre os Riscos/ Módulos » SCR mkt Módulo Risco de Mercado Para efeitos do QIS2, são 4 os sub-riscos identificados pelo o CEIOPS para o risco de mercado: SCR» Risco de Taxa de Juro;» Risco de Acções;» Risco de Propriedade;» Risco Cambial. SCR nl NL prem SCR mkt MKT eq SCR cred MKT prop SCR op Life lapse SCR life Life mort SCR health Health exp Neste módulo, o CEIOPS pretende testar a diversificação entre cada um dos Sub-Riscos (utilizando uma Matriz de Correlação). NL res MKT int MKT fx Life exp Life morb Health xs» Risco de Taxa de Juro NL cat Life dis Life long Health ac Fonte: CEIOPS Este risco deve ser testado em todos os activos e passivos sensíveis a alterações na estrutura a prazo das taxas de juro (à excepção daqueles afectos a Fundos em que o Tomador suporta o risco de investimento), nomeadamente: De acordo com este esquema, para o CEIOPS as grandes classes de risco são as seguintes:» Risco de Subscrição Não Vida (SCR nl )» Risco de Crédito (SCR cred )» Risco de Mercado (SCR mkt )» Risco Operacional (SCR op )» Risco de Subscrição Saúde (SCR health )» Risco de Subscrição Vida (SCR life ) De salientar a inclusão de um módulo específico para SAÚDE reconhecendo assim o CEIOPS a necessidade de tratamento separado deste ramo (como já acontece no modelo desenvolvido pela GDV Associação de Seguradores Alemã). No entanto, este módulo é só aplicável a seguros de saúde que sejam explorados utilizando técnicas idênticas às aplicáveis a seguros de vida. O CEIOPS reconhece que os parâmetros e pressupostos utilizados neste teste estão ainda numa fase muito inicial da sua calibração e não devem ser considerados como definitivos. Embora não sendo um dos objectivos centrais do QIS2, é também objectivo deste exercício aferir sobre a adequação dos factores testados à realidade do sector. No entanto, deixam-se as portas abertas para que, em exercícios QIS posteriores, sejam efectuados os refinamentos necessários aos mesmos. O SCR Básico é composto por vários módulos, e tal como em cada um dos módulos individualmente, várias hipóteses serão testadas, nomeadamente:» Títulos de Rendimento Fixo;» Responsabilidade de Seguros;» Instrumentos de Financiamento (Empréstimos);» Derivados de Taxa de Juro. As abordagens que o CEIOPS pretende testar para o Risco de Taxa de Juros, são:» uma abordagem com base em factores (utilizando as durações dos activos e dos passivos e alterações pré-definidas, em cada maturidade, à estrutura a termo das taxas de juro);» uma abordagem com base em Cenários (utilizando as durações dos activos e dos passivos e um cenário pré-definido de deslocação paralela da curva de estrutura a termo das taxas de juro).» Risco de Acções, Risco de Propriedade e Risco Cambial Para estes três sub-riscos vai ser solicitado aos participantes o teste de duas abordagens, uma de referência (a primeira) e outra alternativa:» Associação Portuguesa de Seguradores «11

12 artigo de fundo abordagem com base em factores (através da utilização de uma fórmula com factores prédefinidos);» abordagem com base em Cenários (baseado em choques percentuais nos mercados referência de cada um dos activos) 5.3.2» SCR cred Módulo Risco de Crédito Este módulo abarca o risco de falência (Default) e de alteração na qualidade do crédito dos emitentes de obrigações, resseguradores e intermediários. Será testada uma abordagem com base em factores com recurso a informação sobre a duração e ao Rating dos activos em análise » SCR op Módulo Risco Operacional Englobado neste módulo está o risco de perda derivado de:» Falha (ou inadequação) de Processos Internos;» Falhas do Pessoal;» Falhas de Sistemas;» Falhas resultantes de Eventos Externos Será testada uma fórmula de avaliação deste risco. Serão dois os indicadores a ter em conta nesta fórmula, a saber:» Valor dos Prémios Adquiridos» Valor das Provisões 5.3.4» SCR life - Riscos de Subscrição Vida Para efeitos do QIS2 o CEIOPS dividiu os riscos vida em seis sub-riscos para os quais será calculado um requisito de capital separado:» Risco de Mortalidade;» Risco de Longevidade;» Risco de Morbilidade;» Risco de Incapacidade;» Riscos de Descontinuidade (Lapse Risk);» Riscos de Despesas. Neste módulo, o CEIOPS pretende testar a diversificação entre cada um dos sub-riscos (utilizando uma Matriz de Correlação).» Riscos Biométricos (Mortalidade, Longevidade, Morbilidade e Invalidez) Para os riscos Biométricos foram identificados pelo CEIOPS três Fontes de Risco dentro de cada sub-risco, são elas:» volatilidade (que irá ser testada com base em factores e em cenários);» tendência/incerteza (que irá ser testada com base em factores e em cenários);» catastrófico (que irá ser testada com apenas base em factores); A única excepção é o risco de longevidade onde apenas são considerados cargas de capital para as duas primeiras fontes de risco mencionadas no parágrafo anterior sendo desconsiderada a componente catastrófica.» Risco de Descontinuidade e Risco de Despesas Para estes riscos serão testadas duas abordagens:» abordagem por Factores (com base em factores e fórmulas pré-definidas)» abordagem por Cenários 5.3.5» SCR health - RISCOS DE SUBSCRIÇÃO - SAÚDE Para efeitos do QIS2 o CEIOPS agrupou os riscos em três grupos para os quais será calculado um requisito de capital separado:» Riscos de Despesas;» Risco de Perdas / Mortalidade / cancelamentos excessivos;» Risco de Epidemia/Acumulação. O cálculo dos requisitos de capital para cada um dos sub-riscos é efectuado com base em fórmulas pré-definidas cujos resultados são depois agregados para obter o requisito de capital final para este módulo » SCR nl - Riscos de Subscrição Não Vida Para efeitos do QIS2 o CEIOPS agrupou o risco de subscrição Não Vida em três sub-riscos para os quais será calculado um requisito de capital separado:» Risco de Prémio» Risco de Reserva» Risco Catastrófico Estes riscos serão posteriormente agregados de acordo com uma formula pré-definida que determinará o requisito de capital para este módulo. Para todos os sub-riscos será calculado separadamente um requisito de capital para a componente volatilidade que será também agregada utilizando uma matriz de correlação e cujo resultado será utilizado na fórmula mencionada no parágrafo anterior. Para efeitos do QIS2, a segmentação do negócio não vida é efectuada de acordo com os segmentos previstos nas directivas contabilísticas para seguros.» Risco de Prémio Para o Risco de Prémio, é intenção do CEIOPS testar duas formas de cálculo: uma com dados do mercado e outra com dados específicos da companhia. As componentes chave para o cálculo destes requisitos de capital serão os valores do desvio padrão e da média do Rácio Combinado histórico para cada segmento. Assumindo que os maiores portfolios têm uma maior estabilidade na sua experiência de sinistros, o CEIOPS pretende introduzir um Factor de Tamanho (Size Factor), no cálculo do rácio combinado, que faça reflectir este pressuposto. No caso dos cálculos efectuados com base em dados específicos da companhia, é adicionado um Factor de Credibilidade que dependerá do número de rácios combinados históricos utilizados pela companhia para cálculo da média e desvio padrão destes.» Risco de Reserva Ao contrário do previsto para o risco de prémio, não está previsto que o cálculo do requisito de capital referente ao Risco de Reserva seja efectuado com base em dados específicos da companhia mas apenas com dados relativos à volatilidade de mercado. No caso do risco de reserva, as componentes chave para o cálculo destes requisitos de capital serão os valores estimados do desvio padrão e da média do Resultado de Run-Off para o ano em análise e para cada segmento. Também aqui, o CEIOPS pretende introduzir um Factor de Tamanho (Size Factor) que faça reflectir o facto de que os maiores portfolios têm uma maior estabilidade na sua experiência de sinistros.» Risco Catastrófico O CEIOPS pretende testar duas abordagens para este sub-risco:» uma abordagem por Cenários;» uma abordagem via Perda de Mercado (onde os dados essenciais são a perda total do mercado estimada pelo supervisor e a quota de mercado de cada segurador para o segmento/risco analisado). 12» Associação Portuguesa de Seguradores

13 artigo de fundo 6» REQUISITOS MÍNIMOS DE CAPITAL DE SOLVÊNCIA MCR O CEIOPS defende a existência de um período de transição em que o MCR deverá ser calculado com base na fórmula adoptada para efeitos do Solvência I adaptada à nova metodologia de avaliação das provisões técnicas. Após este período de transição, será calculado um MCR com base nas seguintes componentes: Aos participantes no QIS2 é pedido para efectuarem os cálculos do MCR para ambos os métodos (período de transição e pós-transição). 7» CONCLUSÃO Exposta a estrutura básica do QIS2 podemos imediatamente constatar que, embora esta não seja ainda definitiva, se trata, efectivamente, de uma revolução ao nível do cálculo da Margem de Solvência para o sector segurador europeu. SOLVÊNCIA II QUANTITATIVE IMPACT STUDY 2 MCR MCR nl MCR life MCR health MCR mkt MCR cred Fonte: CEIOPS Note-se que, para efeitos do QIS2, o Risco Operacional foi excluído do cálculo do MCR. Pretende-se que no cálculo do MCR sejam utilizados muitos dos outputs utilizados no cálculo do SCR, reduzidos em valor através da aplicação de factores (do que resulta requisitos de capital menos conservadores), bem como se pretende que sejam utilizados os pressupostos de correlação utilizados para efeitos do cálculo do SCR. Por este facto, assume particular importância a participação das seguradoras neste QIS não só porque os resultados e o feedback obtido neste serão utilizados pelo CEIOPS para aferir a qualidade desta estrutura e para a calibração de alguns dos factores necessários, mas também porque será a altura ideal para entrar a fundo nos conceitos e metodologias que irão ser utilizados pelo sector no futuro próximo. Associação Portuguesa de Seguradores «13

14 artigo de fundo EUGÉNIO RAMOS Administrador da Companhia de Seguros Fidelidade-Mundial Presidente da Comissão Técnica Vida e Fundos de Pensões da APS SEGUROS DE PESSOAS A actividade seguradora assume riscos que os indivíduos, isoladamente ou através de grupos organizados, pretendem anular ou reduzir, de modo a evitar as suas consequências. Esta é uma característica centenária dos seguros, que tem vindo a acentuar-se, uma vez que as sociedades modernas manifestam uma crescente aversão ao risco e portanto uma tendência para dele se protegerem. Os riscos são de natureza distinta: pode tratar-se de riscos patrimoniais (incêndio, furto, catástrofe, ); de riscos de responsabilidade em relação a terceiros (acidentes de automóvel, degradação ambiental, ); de riscos relativos a pessoas (doença, invalidez, morte, dependência, acidente, desemprego, ). Esta última categoria é particularmente sensível, pois estamos perante eventos que nos colocam em situação de fragilidade (perda de saúde, de remuneração/capacidade de ganho, de autonomia), de modo temporário ou definitivo. Os seguros representam também uma resposta, normalmente complementar, mas por vezes alternativa (como é o caso, em Portugal, dos seguros de acidentes de trabalho), das respostas públicas organizadas em torno dos designados sistemas de segurança social latu senso, abrangendo os serviços de saúde. Como é do conhecimento geral, a evolução demográfica nas sociedades mais maduras tem vindo a exercer uma crescente pressão sobre estes sistemas. Por sua vez, o desempenho das economias sobretudo o crescimento de longo prazo da produtividade -, não deverá atingir os níveis adequados à satisfação das necessidades e expectativas de um número crescente de inactivos. Há aqui, por isso, uma janela de oportunidade para a actividade seguradora. Pela sua natureza e pela sua antiguidade, as empresas de seguros têm uma experiência acumulada na gestão dos diversos aspectos a considerar: a longevidade; a morbilidade; os activos representativos das provisões. Tudo isto numa visão de longo prazo, tendencialmente geracional, que estas questões exigem. Não se trata, de modo algum, de substituir os sistemas públicos, mas sim de garantir ou aumentar um grau de complementaridade que faça acrescer a solidez e dê diversidade à salvaguarda dos vários riscos que as sociedades e os indivíduos enfrentam. Como se costuma dizer, deve evitar pôr-se os ovos todos no mesmo cesto. Um misto de soluções publicas e privadas, recorrendo a lógicas de gestão diferenciadas, é susceptível de, no seu conjunto, dar mais garantias de sustentabilidade, para além de distribuir melhor os custos entre as diferentes gerações. Como exemplos do que se refere, os seguros que pagam um capital em caso de morte defendem os interesses dos familiares sobrevivos, seja garantindo uma compensação pela perda de remuneração verificada, seja liquidando responsabilidades específicas do grupo familiar (como a amortização da dívida relativa à compra da habitação). Por sua vez, os seguros que cobrem o riscos de invalidez, por doença ou por acidente, são particularmente importantes, sobretudo nos casos de trabalhadores jovens, os quais se vêem confrontados com situações de perda de capacidade de ganho para uma grande parte da sua vida e cujo apoio público é reduzido, por ser proporcional à respectiva carreira contributiva. 14» Associação Portuguesa de Seguradores

15 artigo de fundo Numa outra perspectiva, importa assinalar o risco de dependência (relativamente ao apoio de terceiros) dos idosos, muitos dos quais vão registando níveis decrescentes de autonomia para executarem as actividades normais da sua vida diária (lavar, vestir, comer, ) os quais podem ser colmatados através dos chamados seguros de dependência, que garantem o pagamento de uma prestação vitalícia, exactamente para financiar as necessidades de assistência. Finalmente, são de referir os riscos de insuficiência de rendimentos dos grupos de reformados com crescente longevidade, que podem ser reduzidos através de seguros de natureza financeira de longo prazo, como os PPR s, as rendas vitalícias, ou os fundos complementares de pensões. Os seguros de pessoas têm assim hoje uma importância acrescida, quer respondam numa base estritamente financeira, provendo ao financiamento de necessidades decorrentes das diferentes eventualidades, quer garantam a prestação em espécie dos serviços necessários (casos dos acidentes de trabalho e da gestão de redes de prestadores de cuidados médicos, nos seguros de doença). Para além da natural relevância económica que todos reconhecem à actividade seguradora, esta desempenha e desempenhou sempre uma função social da maior importância. Função essa que ganha maior acuidade hoje em dia, com a pressão que a evolução demográfica exerce sobre as sociedades maduras. O sector segurador tem capacidade e vontade para prestar, neste contexto, uma contribuição a um tempo economicamente significativa e socialmente válida. Artigo publicado no caderno do Expresso sobre Seguros no dia 24 de Maio de 2006 Associação Portuguesa de Seguradores «15

16 artigo de fundo TOMÉ PEDROSO Administrador da Companhia de Seguros Tranquilidade Presidente da Comissão Técnica Acidentes da APS ACIDENTES DE TRABALHO AS VANTAGENS DOS SISTEMAS DE CAPITALIZAÇÃO AS OPORTUNIDADES DE MELHORIA DO SISTEMA DE COMPENSAÇÃO DOS AT Num mundo em mudança acelerada e em que a concorrência é global não podemos tomar decisões sem ter em conta o que existe nos outros países e sem antever as consequências das nossas escolhas para o delicado posicionamento do país face ao mundo externo. Neste contexto, os sistemas de protecção social representam uma escolha de um conjunto de benefícios que têm de ser financiados por alguém e continuar a permitir a competitividade das empresas e do país face a outros países com planos de benefícios menos generosos, sistemas de financiamento dos mesmos distintos, ou com prazos de sustentabilidade mais longos (nomeadamente pela demografia mais jovem e esperança de vida mais curta). Se os planos de benefícios podessem ser livremente escolhidos pelas empresas e pelos trabalhadores e tivessem que estar 100% financiados a cada momento face às responsabilidades associadas aos benefícios adquiridos (de acordo com o cálculo actuarial respectivo), a concorrência encarregar-se-ia rapidamente de sanar as empresas que não conseguissem atingir a produtividade e a criação de valor suficientes para fazer face a essas responsabilidades, libertando recursos para trabalharem em empresas com essas capacidades ou alterando os planos de benefícios para algo mais compatível com a viabilidade do tecido empresarial. O problema é que a generalidade dos países europeus e Portugal, de forma mais grave face ao elevado crescimento salarial registado nas últimas décadas (em termos percentuais) estabeleceram planos de benefícios generosos sem se preocupar em assegurar o financiamento dos mesmos, no melhor estilo eu prometo-lhe isto e depois logo se vê quem vai pagar. Ora, para a primeira geração que teve o benefício sem pagar o seu custo, trata-se de uma oferta magnífica do Estado Providência, para a segunda geração que paga para os benefícios da primeira geração e ainda tem a ilusão que irá ter algum benefício (sem saber bem qual, o sistema já começa a ser mais duvidoso: sabe o que paga mas não sabe o que poderá receber ou mesmo se vai receber); para a terceira geração que paga custos cada vez maiores e vê os benefícios a serem sistematicamente reduzidos ou mesmo a correrem o risco de desaparecer, o sistema tornase um pesadelo desagradável que todos tentam transformar num sonho mais côr de rosa. O problema é que a maioria das áreas de protecção social não têm uma gestão de acordo com os princípios dos seguros pois, se tivessem muitos dos problemas actuais, poderiam ter sido evitados. No entanto, Portugal há quase um século gere o sistema de compensação por acidentes de trabalho através de seguros privados. Como se sabe, os benefícios são definidos em cada ano por legislação não podendo ser alterados retroactivamente, conferindo uma elevada transparência e segurança aos trabalhadores e aos sinistrados. Quando se tomam decisões de alteração do regime de benefícios, sabe-se qual é o custo ou o benefício das decisões (como aconteceu em 2000, com a entrada em vigor da nova lei de acidentes de trabalho), permitindo a tomada consciente de decisões com um custo/benefício equilibrados. As responsabilidades futuras com as despesas de todos os acidentes de trabalho passados devem estar 100% financiadas, tendo as seguradoras que provisionar esses valores e revê-los periodicamente de acordo com a técnica actuarial. Além disso, o regime de solvência e a supervisão do Instituto de Seguros de Portugal, procuram assegurar que os capitais próprios e a gestão das seguradoras são as adequadas e suficientes para fazer face às responsabilidades ou choques anormais que poderão aumentar as mesmas (crise nos mercados financeiros, p.ex.). Em cada momento, não se passam para os anos futuros, responsabilidades não financiadas do passado, permitindo através das leis da concorrência disponibilizar às empresas o menor custo e o melhor serviço para a protecção da eventualidade dos acidentes de trabalho tendo em conta a sua organização e o risco actual do sector de actividade e da empresa. Naturalmente, para permitir a segurabilidade dos riscos têm de ser respeitados os princípios da indústria seguradora: 1» a probabilidade de ocorrência de sinistros, a natureza dos mesmos e a sua dimensão têm de ser quantificáveis (segurar uma nova doença para a qual não existe qualquer experiência é impossível); 2» a ocorrência futura dos sinistros tem de ser incerta (segurar um trabalhador depois de ter caído do andaime é impossível); 3» o conjunto de riscos tem de ser suficientemente grande e diversificado para permitir um equilíbrio entre as indemnizações esperadas e as indemnizações realmente observadas; 4» os riscos em causa têm de ser compatíveis com a solidez financeira e a solvabilidade do próprio sector segurador (não são possíveis coberturas ilimitadas pois não existem capitais próprios ilimitados; os actos terroristas só são possíveis de cobrir se estiverem definidos limites máximos por evento e não por apólice; os actos da natureza também necessitam cada vez mais de limites máximos por evento para assegurar a sua segurabilidade). O mecanismo da concorrência nos seguros garante um processo de inovação e melhoria contínua na qualidade dos serviços e o melhor custo para as empresas e particulares face aos benefícios (coberturas) pretendidas. O facto das responsabilidades dos seguros serem financiadas por sistemas de capitalização em vez de pay-as-you-go reduz consideravelmente o risco de desequilíbrios demográficos que podem ocorrer nestes últimos sistemas, permitindo em paralelo acumular fundos financeiros susceptíveis de apoiar o desenvolvimento de estruturas produtivas. É num contexto de vantagens objectivas do sistema de seguro que em Portugal, na Bélgica, na Finlândia e na Dinamarca, o sistema de compensação por acidentes de trabalho é confiado ao sector 16» Associação Portuguesa de Seguradores

17 artigo de fundo segurador. Outros países estão neste momento a equacionar essa transição, assegurando que o financiamento e a gestão de benefícios sociais tão importantes como a reparação por acidentes de trabalho pode ser oferecida pelo sector privado desde que os princípios dos seguros sejam respeitados e as regras claramente estabelecidas (os seguros já existem há mais séculos do que o Estado Social e, pelos vistos, têm sido capazes de reponder com grande agilidade aos desafios de riscos e de mudanças que se colocam diariamente às pessoas, bens e actividades que desenvolvemos). O sucesso das soluções de seguro passa por um aprofundar da relação entre os poderes públicos e o sector segurador, garantindo o entendimento mútuo das potencialidades e das limitações da indústria seguradora: 1» assegurar o diálogo e o desenvolvimento construtivo de soluções antes de lançar iniciativas isoladas; 2» compreender e respeitar os princípios dos seguros (frequentemente, a sociedade e os leigos em técnica seguradora têm dificuldade em entender os limites da segurabilidade e as interligações entre o carácter obrigatório ou facultativo dos seguros, as leis da concorrência e a necessidade de assegurar a solvabilidade); 3» reconhecer que o enquadramento concorrencial é benéfico para os consumidores; 4» evitar o excesso de regulação e de carga administrativa (que trava a inovação e a satisfação das necessidades dos clientes); 5» admitir que os seguros não são substitutos para a segurança social (os seguros privados apenas podem funcionar de acordo com a lógica dos seguros); 6» adoptar abordagens por etapas (para que o sector desenvolva novas soluções ou o alargamento do âmbito das coberturas, é necessário dar tempo e permitir soluções que permitam avaliar os resultados de cada etapa, corrigindo e modificando o que for adequado); 7» desenvolver a prevenção (os seguradores estão dispostos a ajudar as autoridades públicas, empresas e sociedade a responder face aos custos de eventos aleatórios - no entanto, em muitas situações o enfoque deve ser em como evitar os acidentes em vez de arranjar soluções quando já é tarde de mais - o sector segurador através da sua experiência em mecanismos de tarifação baseada na experiência individual e de sistemas de bonus-malus permite incrementar o esforço da prevenção); 8» a experiência demonstra que as soluções vencedoras para as autoridades públicas, sociedade e seguradores passam por garantir a existência de um diálogo e duma utilização do know-how do sector para construção de soluções benéficas para todos. Apesar das alterações produzidas em 2000, subsistem oportunidades de melhoria do sistema de reparação de acidentes de trabalho em Portugal. Estas assentam em três grandes áreas: 1» uniformização dos sistemas de acidentes em serviço e de trabalhadores por conta de outrém; 2» utilização de novas tecnologias para acelerar processos, reduzir custos administrativos e combater a fraude; 3» canalizar recursos para as grandes incapacidades e reabilitação profissional. Perante uma eventualidade tão objectiva como um acidente de trabalho e num contexto de crescente mudança e alteração das formas de prestação de serviços públicos e privados com a mesma natureza não faz sentido ter particularidades ou garantias distintas para os funcionários da administração pública e para os trabalhadores por conta de outrém, que criam custos adicionais de sistemas e de gestão e introduzem dificuldades e incertezas onde não parece fazer sentido existirem. Não se encontra nenhuma boa razão para que os benefícios, regulamentos e exclusões aplicadas aos acidentes em serviço não sejam os mesmos dos trabalhadores por conta de outrém. Em relação às tecnologias, deveria ser utilizada a participação electrónica de acidentes de trabalho, tornado-a obrigatória para empresas com mais de 10 trabalhadores, facilitando a recolha de informação indispensável à normal regularização do sinistro, assegurando uma» Associação Portuguesa de Seguradores «17

18 artigo de fundo «rapidez na transmissão da informação e das autorizações aos prestadores de cuidados de saúde. Essa informação permitiria também assegurar um tratamento estatístico das causas e das consequências de acidentes de trabalho pelas autoridades competentes (actualmente, as seguradoras entregam em papel cerca de participações de sinistro por ano à Direcção-Geral de Estudos Estatística e Planeamento, do Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social). Paralelamente a transmissão de trabalhadores e de remunerações seguras às seguradoras deveria obrigatoriamente ter de ser feita em formato electrónico para empresas com mais de 10 trabalhadores e corresponder à mesma informação entregue à segurança social, harmonizando-se as pequenas diferenças que existem na remuneração para efeitos de acidente de trabalho e para a segurança social (p.ex., subsídio de almoço, equiparação de aprendizes e tirocinantes). Esta medida permitiria uma simplificação e aumento de produtividade nos procedimentos das empresas e das seguradoras (evitando o tratamento mensal de milhares de folhas de férias em papel), garantindo aos trabalhadores uma maior rapidez na assumpção de responsabilidade e nos pagamentos das seguradoras e detectando imediatamente qualquer inconsistência entre os salários seguros e declarados à segurança social ou entre os trabalhadores seguros e os inscritos na segurança social. Este procedimento simplificava administrativamente um processo que está desactualizado face aos meios tecnológicos existentes hoje em dia e permitiria um grande combate à fraude à segurança social e às seguradoras, com vantagens óbvias de protecção dos trabalhadores e de simplificação de procedimentos para as empresas. A legislação portuguesa também não prevê a existência de limites especiais em casos catastróficos, indispensáveis para a segurabilidade dos riscos, pois não existem capitais próprios suficientes ou mercado ressegurador para cúmulos que podem ser muito elevados. O que é normal existir é um valor máximo de perdas no mesmo evento, a partir do qual ou se reduzem proporcionalmente as indemnizações pelos beneficiários afectados, ou algum fundo ou pool com capacidade para estabelecer taxas obrigatórias se encarrega desses pagamentos repercutindo sobre todos os segurados o financiamento desses valores. O problema é que, infelizmente, pensa-se pouco nas situações extremas que podem acontecer, (como o 11 de Setembro, por exemplo) e tenta-se resolver à posteriori. Neste domínio manda a prudência e sabedoria acumulada pela indústria seguradora ao longo de muitos séculos que para poder fazer face às suas responsabilidades os riscos têm de ser quantificáveis. Quando não são (e a inexistência de limites por eventos, como existem na maioria dos países, implica essa impossibilidade de quantificação) o que está em causa é, não só o respeito dos benefícios e das responsabilidades de todos os segurados, como a própria sobrevivência da indústria seguradora. Por exemplo, um acidente com um trabalhador com 30 anos e dois filhos de 2 e 4 anos e com um vencimento igual ao do Presidente da República do qual resulte uma incapacidade permanente absoluta tem uma provisão matemática associada de Se imaginarmos um evento do qual resultem em simultâneo 5, 10, ou 100 casos desses estaremos a falar de um evento que custaria , ou , respectivamente. Se esse evento afectasse uma seguradora em particular, poderia pôr em causa a sua própria solvabilidade. Finalmente, em Portugal têm-se canalizado muitos recursos para indemnizar pequenas incapacidades, não se investindo o suficiente na reinserção profissional das vítimas de acidentes. No entanto, a reinserção profissional tem de ter regras e limites bem definidos: quais os trabalhadores que devem ser objecto da mesma, quais as formas de que se pode revestir, quais os limites temporais e financeiros que deve ter, quais as implicações para a mobilidade geográfica do trabalhador, etc. É claramente uma área onde seria benéfico canalizarem-se mais recursos: as vítimas agradeceriam e a sociedade também todos gostam mais de se sentir úteis para a comunidade do que um fardo. Há muito para fazer! Mãos à obra! Artigo publicado no caderno do Expresso sobre Seguros no dia 24 de Maio de 2006 SNS E SEGURADORAS DE SAÚDE A COABITAÇÃO REAL RAMIRO MARTINS Presidente da Comissão Executiva da Multicare Coordenador do Grupo de Trabalho Saúde da APS O acesso aos cuidados de Saúde está consagrado como um direito dos cidadãos na Constituição Portuguesa. Esse direito de acesso materializa-se na gratuitidade dos serviços ou, na sua mais recente redacção na tendencial gratuitidade dos serviços. Portugal, através do SNS, detém portanto uma oferta equivalente quer aos países anglo-saxónicos Europeus com tradição de mutualidade na saúde quer aos países do Sul da Europa. O Serviço Nacional de Saúde é particularmente visível na sua componente de Prestador dos Serviços, isto é: os Hospitais e os Centros de Saúde. Mas se recuarmos um pouco poderemos facilmente conceitualizar o SNS como sendo composto por duas funções: a de Financiador da Saúde e a de Prestador de Cuidados de Saúde. A primeira função pode ser descrita como um Seguro de Saúde para todos os cidadãos (excepto os abrangidos por subsistemas de saúde, o que não afecta pressupostos da análise), suportada pelo Estado Português. Esse seguro caracterizase por alguns pontos essenciais: começa antes do cidadão nascer, acompanha-o durante toda a vida sem limite de idade, na doença e nos acidentes se não responsabilidade derrogada numa Seguradora privada, garante a prevenção de doenças efectuando o despiste e proporcionando a vacinação, não tem exclusões, nem pré-existências. Em caso de acidente assegura o transporte de urgência para o Prestador mais próximo. A própria medicação prescrita é parcialmente financiada em função do rendimento 18» Associação Portuguesa de Seguradores

19 artigo de fundo e das doenças. É portanto o seguro mais abrangente disponível no mercado. A esta função chamemos-lhe o SNS Financiador. O SNS podia esgotar-se nesta função. Mas vai mais longe. O Estado é possuidor de uma Rede própria de Hospitais e Centros de Saúde onde os Cuidados de Saúde, por si financiados, são também por si prestados. Alguns serviços não prestados são convencionados a terceiros. Esta é a função de SNS Prestador. Ambas as vertentes têm concorrentes privados. Na vertente financiadora existem as Seguradoras Privadas com Seguros de Saúde, na vertente Prestadora existem os Hospitais, clínicas, laboratórios e consultórios privados. O crescimento demográfico maior longevidade associado a uma maior percepção dos cidadãos de que devem prevenir e cuidar a sua saúde, potenciado pelos meios auxiliares de diagnóstico cada vez mais numerosos, sofisticados e eficazes tem constituído um cocktail explosivo conducente a uma pressão enorme sobre a frequência de visitas e o custo de cada visita ao SNS Prestador, que se vê obrigado assim a solicitar mais verbas ao SNS Financiador. Este tem natural dificuldade em corresponder a estas pressões sem agravar o Défice Geral do Estado se este não recorrer ao aumento de impostos. O SNS Prestador está ele próprio sujeito a pressões enormes no sentido em que mais cidadãos recorrem aos seus serviços, com mais frequência e requerendo cuidados mais caros. Nessa perspectiva não se podem estranhar as Políticas dos últimos anos de luta ao desperdício e de optimização dos recursos numa tentativa de conseguir mais gastando menos. Esta tendência é todavia irreversível e as pressões tendem naturalmente a agravar-se. Nesse sentido, um excepcional serviço posto à disposição dos cidadãos vê-se por vezes impossibilitado de corresponder cabalmente em tempo, qualidade de serviço e qualidade de atendimento às solicitações crescentes. Este problema é transversal a todos os países Europeus. As dificuldades e as menores eficiências do SNS decorrentes destas pressões têm permitido o aparecimento da actividade privada de financiamento e prestação que ocupam naturalmente o espaço onde o SNS tem mais dificuldades em corresponder. Os cidadãos, apesar de possuírem produtos privados de financiamento ou de utilizarem Prestadores privados pagos do seu bolso, duma forma ou doutra também recorrem ao SNS, que lhes é gratuito. Os produtos privados de Seguro e de Prestação são, assim, suplementares ao SNS e não alternativos na verdadeira acepção da palavra, uma vez que nunca serão tão completos quanto o SNS pode ser. Noutros países e noutros sistemas os Seguros Privados são alternativas ao Seguro Público, porque o Estado assim o quer. Em Portugal são um suplemento ao SNS. Para concorrerem com um Serviço gratuito, têm de ser excelentes onde o SNS tem dificuldades e não devem oferecer soluções onde o SNS já é exemplar. Trata-se de um desafio que as Seguradoras em Geral e as mais dedicadas em particular terão de saber vencer, apresentando soluções adequadas à realidade nacional a preços e serviços compatíveis com os cidadãos. Artigo publicado no caderno do Expresso sobre Seguros no dia 24 de Maio de 2006 Associação Portuguesa de Seguradores «19

20 artigo de fundo local do território nacional e dispõe de meios para o fazer, poupando os reclamantes a deslocações longas e dispendiosas, que limitariam naturalmente o recurso ao Centro. A recepção das reclamações, a informação e a mediação são efectuadas nas instalações do CIMASA. Uma vez que estas fases processuais não exigem a presença de reclamantes ou reclamados, a utilização do telefone, da internet e do correio facilitam o acesso das partes e asseguram uma resposta rápida a qualquer pessoa, independentemente do local onde se encontre. Não obstante, a proximidade dos cidadãos constitui um factor importante de eficácia da informação, permitindo evitar uma quantidade significativa de litígios e melhorar o conhecimento dos direitos que assistem, ou não, aos lesados em consequência de acidentes de viação. A conciliação, por seu lado, requer a presença das partes ou de quem as represente junto do conciliador, pelo que o CIMASA dispõe de conciliadores em todos os distritos do Continente e nas Regiões Autónomas, disponibilizando meios de resolução de eventuais litígios em qualquer ponto do país, assegurando uma efectiva proximidade das pessoas. CIMASA Centro de Informação, Mediação e Arbitragem de Seguros Automóveis No respeitante aos julgamentos arbitrais, depois de se ter alargado a sua realização às cidades do Porto, Coimbra e Funchal, actualmente já ocorrem, também, diligências em Ponta Delgada. ACTIVIDADE O CIMASA iniciou a sua actividade em Julho de 2001 e, até ao final de 2005, recebeu cerca de reclamações escritas tendo prestado mais de esclarecimentos telefónicos ou presenciais. O tempo médio de resolução dos litígios é de cerca de quatro meses. ENQUADRAMENTO O CIMASA é uma associação de direito privado sem fins lucrativos criada com o objectivo de resolver de forma mais rápida, simples e económica os litígios resultantes de acidentes de viação e tem vindo a confirmar a razão da sua existência granjeando o reconhecimento daqueles a quem em primeira linha deve servir, ou seja, lesados em consequência de acidentes de viação e seguradoras. Num ambiente ainda pouco familiarizado com os meios extrajudiciais de resolução de conflitos, esta Associação tem vindo a afirmar-se gradualmente na sua dupla qualidade de foro especializado e de âmbito nacional. No ano de 2005 manteve-se o cenário de evolução negativa da situação económica tanto a nível nacional como internacional. Em Portugal, e muito por força da evolução internacional do preço do petróleo, o custo dos combustíveis manteve a tendência de subida acentuada já verificada nos anos anteriores. No sector automóvel, registou-se uma ligeira recuperação das vendas em relação ano anterior. Apesar de não ter sido verificada qualquer quebra na circulação automóvel, a sinistralidade rodoviária, ainda que mantendo níveis bastante elevados, sofreu uma ligeira redução. Neste contexto, chegaram ao CIMASA reclamações escritas, correspondendo a um crescimento de 10% em relação ao número de pedidos recebidos no exercício anterior. A redução do ritmo de crescimento (53% no ano anterior) indicia que se está a atingir um nível que litigância que se manterá nos próximos anos. RESUMO DA ACTIVIDADE EM 2005 PEDIDOS DE ESCLARECIMENTO TELEFÓNICOS E PRESENCIAIS CORREIO ELECTRÓNICO RECLAMAÇÕES ESCRITAS PROCESSOS TRANSITADOS DE 2004 RECLAMAÇÕES APRESENTADAS EM 2005 RECLAMAÇÕES RECUSADAS P/ INSUFICIÊNCIA DE ELEMENTOS RECUSADAS POR INCOMPETÊNCIA RECLAMAÇÕES ADMITIDAS E PROCESSADAS PROCESSOS CONCLUÍDOS PROCESSOS CONCLUÍDOS COM INFORMAÇÃO POR ACORDO NA MEDIAÇÃO POR ACORDO NA CONCILIAÇÃO POR SENTENÇA ARBITRAL POR DESISTÊNCIA NA ARBITRAGEM (RECLAMANTE) POR RECUSA DE ADESÃO (RECLAMADAS) PROCESSOS TRANSITADOS PARA EXPANSÃO TERRITORIAL O CIMASA é competente para dirimir litígios resultantes de acidentes ocorridos em qualquer 20» Associação Portuguesa de Seguradores

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