Palavras-chave: polos de inovação, desenvolvimento regional, regiões metropolitanas, governança institucional.

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1 DINÂMICAS DE ESTRUTURAÇÃO DE POLOS DE INOVAÇÃO NA MACROMETRÓPOLE PAULISTA: MECANISMOS DE ARTICULAÇÃO TERRITORIAL E GOVERNANÇA DOS POLOS REGIONAIS DE CAMPINAS, SÃO JOSÉ DOS CAMPOS, SANTOS E SOROCABA Luís Paulo Bresciani Doutor em Política Científica e Tecnológica Professor Doutor do Programa de Pós-graduação em Administração da Universidade Municipal de São Caetano do Sul USCS Sirlei Pitteri Doutora em Administração Membro do Grupo de Pesquisa em Desenvolvimento Regional da Universidade Municipal de São Caetano do Sul USCS Gustavo Benevides Doutor em Administração, Professor da Universidade de Sorocaba (UNISO) Membro do Grupo de Pesquisa em Desenvolvimento Regional da Universidade Municipal de São Caetano do Sul USCS Marcos Eduardo Zambanini Doutor em Administração; Coordenador de curso no Centro Universitário da FMU Membro do Grupo de Pesquisa em Desenvolvimento Regional da Universidade Municipal de São Caetano do Sul USCS Dionísio dos Santos Júnior Mestre em Engenharia de Produção Membro do Grupo de Pesquisa em Desenvolvimento Regional da Universidade Municipal de São Caetano do Sul USCS Palavras-chave: polos de inovação, desenvolvimento regional, regiões metropolitanas, governança institucional. Resumo O presente artigo busca analisar as dinâmicas territoriais envolvidas na formação de polos de inovação na chamada Macrometrópole Paulista, mediante instrumental metodológico desenvolvido pelos autores. A partir da identificação de potenciais polos de inovação localizados na Macrometrópole Paulista, foram definidas para análise as regiões de Campinas, São José dos Campos, Santos e Sorocaba. As análises se voltaram para avaliar os determinantes associados às especificidades territoriais, relações de cooperação interatores, politicas públicas, comunicação e difusão das inovações, e ao aprendizado coletivo. Key-words: innovation poles, regional development, metropolitan regions, institutional governance.

2 Abstract This article aimed to analyze the territorial dynamics involved in the formation of innovation poles in the Macrometropole Paulista, using methodological resources developed by the authors. After the identification of potential innovation poles located in the Macrometropole Paulista, there were selected for this study the regional centers of Campinas, São José dos Campos, Santos and Sorocaba. The analysis was focused on the evaluation of the categories of the local specificities; the cooperative relationship inter-actors, the public policies, the communication and dissemination of innovation, and the collective learning. Introdução A capacidade das economias regionais apresentarem respostas às rápidas transformações tecnológicas, pressões climáticas e ambientais, bem como assegurar a resistência relativa aos choques exógenos, estende a investigação de desenvolvimento e crescimento econômico para regiões que aprendem em um meio inovador, propondo uma conceituação mais ampla sobre o desenvolvimento local. Tais regiões são chamadas de polos de inovação e, tomando-se como base os conceitos de Lundvall (2003), Lall (1999), Lastres e Cassiolato (2000, 2003a, 2003b) e OVTT (2012), podem ser descritas como aglomerados de empresas em dada localização geográfica, engajadas em atividades relacionadas ou similares, cuja característica central é o uso do conhecimento com um claro incentivo institucional por meio de articulações entre governos e empresas. Atualmente, esses ambientes inovadores são centros de relações estratégicas entre empresas e sistemas de inovação, como pesquisas em universidades, associações empresarias, grupos financeiros investidores em capital de risco, agências de inovação, públicas e privadas. Esses polos de inovação contemplam projetos que dão suporte às atividades inovadoras, cujo propósito é gerar inovação e transferir para as empresas presentes, difundindo conhecimentos e gerando aprendizado coletivo. O presente artigo tem origem na articulação entre três projetos que resultaram em teses de doutorado elaboradas no âmbito do Programa de Pós-graduação em Administração da Universidade Municipal de São Caetano do Sul (PITTERI, 2012; BENEVIDES, 2012; ZAMBANINI, 2014), por meio de projeto de pesquisa apoiado pela FAPESP (BRESCIANI et al., 2012 e 2013). Assim, o objetivo do estudo foi analisar as dinâmicas envolvidas na formação e desenvolvimento de determinados polos de inovação na Macrometrópole Paulista (Baixada Santista, Sorocaba, São José dos Campos e Campinas), na perspectiva dos mecanismos de articulação territorial. O estudo se propôs a: (a) conceituar Polos de Inovação; (b) definir um quadro de análise composto pelo conjunto de atributos que caracterizam os Polos de Inovação; (c) construir um instrumento metodológico adequado à produção de conhecimento dos territórios estudados e (d) elaborar análises nos territórios indicados. 1. Determinantes para a Formação e o Desenvolvimento dos Polos de Inovação As bases teóricas para essas pesquisas vêm sendo conduzidas sob uma perspectiva multidisciplinar e vem estimulando debates sobre a integração de diversas correntes de pensamento, especialmente a partir da noção de meios inovadores (millieux innovateurs), derivados do pensamento de Perroux (1950); das abordagens sobre inovação de Schumpeter ([1964], 1997) e da economia evolucionária, a partir dos estudos de Nelson e Winter (1982), a fim de se construir um arcabouço teórico que fundamentasse um instrumental analítico para observações empíricas. A noção de polos de inovação é uma ampliação do conceito de polos de crescimento, desenvolvida por Perroux (1950), ao observar a concentração industrial na França, em torno de Paris, e na Alemanha, ao longo do Vale do Ruhr. Geralmente, os polos de crescimento

3 surgem em torno de uma aglomeração urbana importante, fontes de matérias primas, bem como nos corredores de fluxos comerciais significativos ou em áreas de grande produção agrícola. Contudo, um polo de crescimento não deve ser associado, necessariamente, com polos de desenvolvimento ou polos de inovação. Uma grande empresa ou um complexo industrial não constituem polos de desenvolvimento, exceto se gerarem no seu entorno um amplo conjunto de empresas com atividades fortemente conectadas e um conjunto de atividades relacionadas, como logística, comunicações e uma rede urbana integrada espacialmente. Uma vertente alternativa dessa escola de pensamento surgiu na Europa, desenvolvida pelo Groupement de Recherche Européen sur les Milieux Innovateurs (GREMI), principalmente por economistas franceses, italianos e suíços. A noção teórica central dessa vertente é o de meio inovador (millieu innovateur). Existem várias ramificações nessa abordagem, porém, em síntese pode ser conceituado como a seguir. O meio inovador é, essencialmente, um contexto favorável para o desenvolvimento, que capacita e orienta os agentes inovadores para que sejam capazes de inovar e coordenar outros agentes de inovação. O ambiente é descrito como um sistema de instituições regionais, regras e práticas que levam à inovação. Muitos dos teóricos utilizam o conceito de redes como metáfora principal desse tipo de organização. Para alguns, o ambiente é em si uma rede de atores - produtores, pesquisadores, políticos - em determinada região. Para outros, a rede diz respeito ao sistema de insumo-produto, e é esta rede que está incorporada em um meio, que fornece aos membros da rede o que necessitam, em termos de ajuste, coordenação e inovação. Como ir além, então, nesse impasse, para definir qual é o contexto territorial que cria condições para a inovação? Na tentativa de responder essa questão, surge a escola fundamentada na economia evolucionária, que reconhece o poder da dependência de caminhos (path dependence). Essencialmente, a premissa dessa escola é que as tecnologias se desenvolvem ao longo de percursos ou trajetórias históricas, que definem conjuntos de escolhas, totalmente diferentes da economia ortodoxa. North (1990) escreve que as economias são formadas por mercados imperfeitos por conta da dificuldade de se compreender um ambiente complexo e dinâmico. Isso significa que uma vez escolhido um caminho, os mecanismos auto-reforçantes interferem na matriz institucional e faz com elas sejam path-dependences, ou seja, ocorrerão mudanças institucionais, porém, a partir de arranjos já constituídos ao longo das suas histórias. Os resultados refletem as escolhas, que são continuamente redefinidas a partir da dependência da trajetória histórica. Buscando considerar os diversos atributos identificados na literatura, o presente trabalho adotou a definição de polos de inovação como sendo os aglomerados empresariais em dada localização geográfica, engajados em atividades correlatas e caracterizados pela existência de um claro incentivo institucional à inovação por meio de articulações entre governos e empresas. Os polos de inovação são núcleos de relações estratégicas entre empresas e demais atores territoriais relevantes (centros de pesquisas em universidades, associações empresarias, grupos financeiros investidores em capital de risco, agências de inovação), de caráter público ou privado, e contemplam de suporte ao desenvolvimento de atividades inovadoras. Seu propósito é gerar conhecimento e transferir aprendizado aos atores envolvidos, de modo a criar novas formas de gerar valor e melhorar a qualidade de vida e o ambiente no território Uma Agenda de pesquisa para a Macrometrópole Paulista De acordo com o mapeamento das atividades industriais brasileiras elaborado por Lemos et al. (2005), o papel estratégico da cidade de São Paulo e seu entorno metropolitano lhe confere a função de centro primaz urbano-industrial do território nacional. Sua área de

4 influência incorpora 120 municípios vizinhos e se estende a noroeste para os municípios polarizados por Campinas-Ribeirão Preto, a nordeste para os municípios polarizados por São José dos Campos e a sudeste para a expansão litorânea de Cubatão-Santos. Essa aglomeração revela um espaço industrial contíguo no território regional, indicando níveis avançados de integração e complementaridade produtiva industrial, uma vez que sua dinâmica industrial origina-se da área metropolitana nucleada pela capital paulista. A Macrometrópole Paulista apresenta características relevantes e bastante singulares: De acordo com o que vem apontando os estudos mais sistemáticos recentes sobre a rede urbana do Estado de São Paulo, aquilo que poderia ser chamado de polo metropolitano estadual se configura como um fenômeno de urbanização bastante singular, para o qual não é fácil encontrar-se paralelos ou similares, seja na rede urbana brasileira, seja nas redes de cidades do exterior (PMDI, 2002, p.50). Estudos desenvolvidos nos últimos anos demonstram uma preocupação institucional com a questão da regionalização do Estado de São Paulo, como os trabalhos sobre as Diretrizes de Planejamento Regional, do Grupo Macrometrópole (DPR, 2010) e sobre a Rede Urbana e Regionalização do Estado de São Paulo (EMPLASA, 2012). Ao mesmo tempo, vale ressaltar que a busca de teorias que fundamentem o desenvolvimento local e regional são importantes para a construção do chamado mainstream da economia regional, mesmo que relativizadas em função de cada contexto para que se possa definir, através de seus atores sociais relevantes, estratégias de gestão do desenvolvimento local sintonizadas com sua história, seus recursos e sua identidade. Estudos e pesquisas sobre desenvolvimento regional vêm, sistematicamente, chamando atenção para questões metodológicas nas análises da dinâmica territorial. Becker (2008, p.67-68) explora bem essa questão e desenvolve sua argumentação a partir das citações de Polanyi (2000, p.4): Invadiremos o campo específico de diversas disciplinas e de Hirschmann (1984): já não é mais possível fazer-se análise de uma determinada dinâmica de desenvolvimento regional munido de um único instrumental teórico-metodológico disciplinar. O autor pondera que cada vez mais necessitamos de recortes espaciais e temporais amplos, que só se tornam possíveis transgredindo a transversalidade dos estudos disciplinares (p. 69). Esses recortes abrem possibilidades para múltiplas construções teórico-metodológicas, permitindo uma abordagem crítica das diferentes dinâmicas envolvidas no desenvolvimento regional. 2. Metodologia O presente estudo tem como objetivo analisar a formação e o desenvolvimento de polos de inovação no interior da aglomeração industrial espacial de São Paulo (AIE-SP), a partir de estudos integrados sobre os mecanismos de articulação territorial presentes em diferentes regiões na referida aglomeração. O problema de pesquisa que norteou o presente estudo se voltou para compreender de que modo os mecanismos de articulação territorial influenciam a formação e desenvolvimento dos Polos de Inovação. Para analisar as dinâmicas de estruturação de polos de inovação na Macrometrópole de São Paulo, este trabalho desenvolveu, com base em ampla pesquisa dos atributos identificados na literatura, as seguintes hipóteses sobre os seus determinantes: 1) Existência de especificidades territoriais, historicamente construídas, em que se observa a cultura de inovação; 2) Existência de relações de cooperação nas articulações entre os atores presentes no território e qual a natureza dessas relações; 3) Existência de políticas públicas eficazes de incentivo à inovação;

5 4) Existência de lideranças e instituições comprometidas com os processos de inovação; 5) Existência de sistemas de comunicação e difusão das inovações e aprendizagem coletiva. A partir dos dados existentes sobre o peso econômico de determinados municípios, bem como sobre os investimentos anunciados no estado de São Paulo (SEADE, 2012), associados aos critérios de visibilidade e busca de identidades territoriais como polos de inovação dentro da AIE de São Paulo, o presente estudo se concentrou nos territórios regionais centrados em Campinas, Santos, São José dos Campos e Sorocaba. O principal desafio colocado para este estudo residiu na abordagem metodológica, tanto com relação aos fundamentos teóricos quanto às pesquisas empíricas. Foi necessário construir um delineamento metodológico em que se buscou situar conceitos e regras para a interpretação da realidade e dos fenômenos analisados, de modo sistemático e coerente com os objetivos propostos. A metodologia do trabalho foi baseada na abordagem interpretativista, de corte qualitativo. O estudo foi pautado por quatro casos potencialmente distintos, amparados pela fundamentação teórica e pelo modelo de análise proposto, em que se busca identificar a presença dos determinantes para a formação e desenvolvimento dos polos de inovação. Na elaboração dos estudos de caso foram utilizadas pesquisas com dados secundários para a caracterização dos polos, bem como realizadas pesquisas de campo com mais de 50 entrevistas semiestruturadas. Os atores foram categorizados conforme área de atuação: Governos, Universidades, Empresas, Institutos de Pesquisas e Organizações Sociais. Estas instituições possibilitaram múltiplas fontes de evidencia do fenômeno pesquisado. Para a realização do estudo foram pesquisadas as seguintes instituições: Região Metropolitana da Baixada Santista (entrevistas, pesquisa documental e entrevistas à mídia): AGEM, CIESP Santos, CONDEPASA, Parque Tecnológico de Santos, Petrobrás Santos, Porto CODESP, Prefeitura de Santos, UNIFESP, ICMMA, Prefeitura de Cubatão, CIESP Cubatão, USIMINAS, Petrobrás Cubatão, Secretaria de Ciência e Tecnologia do Estado de São Paulo, Instituto Oceanográfico e Polo Industrial de Cubatão (diversos). Região Metropolitana de Campinas: Departamento de Desenvolvimento Econômico da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Social e de Turismo de Campinas; Agência de Inovação da UNICAMP; Incubadora de Empresas da UNICAMP; IBM; 3M; empresas startups Adest e DPR Engenharia; SEBRAE Campinas; SENAI Campinas; Departamento de Ciência e Tecnologia do CIESP Campinas; ITAL; EMBRAPA; CNPEM; Cpqd; CTI; FACTI; CIATEC; NIT Mantiqueira. Região de São José dos Campos: Secretaria de Desenvolvimento, CIESP, DCTA ITA (Departamento de Inovação), DCTA ITA (Reitoria), DCTA IEAv, EMBRAER, INPE, UNIFESP, UNIVAP, Parque Tecnológico de São José dos Campos, CECOMPI (2 entrevistados), FATEC, Vale Soluções em Energia. Região de Sorocaba: Polo de Desenvolvimento e Inovação de Sorocaba (PODI), Incubadora Tecnológica de Empresas de Sorocaba (INTES), Agência de Desenvolvimento e Inovação de Sorocaba (INOVA), Universidades (UFSCar, UNESP, UNISO, FACENS, PUC- SP e FATEC), centros de pesquisas (IPEAS, FIT Instituto de Tecnologia e Centro Tecnológico da Marinha em São Paulo - Aramar), empresas de tecnologia na região

6 (Schaeffler, Votorantim VCP, Companhia Brasileira de Alumínio CBA, Lanxess), empresa Vilage Marcas e Empresa Municipal Parque Tecnológico de Sorocaba (EMPTS). As pesquisas de campo foram realizadas no ano de 2013, no caso da região de São José dos Campos, em 2012, nas demais regiões. 3. Análise dos Resultados 3.1 Região Metropolitana da Baixada Santista Especificidades Territoriais e Dinâmicas de Inovação A Região Metropolitana da Baixada Santista (RMBS) foi criada em 1996 e integra nove municípios: Bertioga, Cubatão, Guarujá, Itanhaém, Mongaguá, Peruíbe, Praia Grande, Santos e São Vicente, onde vivem cerca de 1,5 milhão de habitantes. Sua constituição teve como critério principal a proximidade geográfica entre os municípios e, desse modo, é uma região complexa que reúne vocações aparentemente incompatíveis: atividades portuárias; indústrias petroquímicas, turismo e preservação de reservas ambientais. A RMBS se formou inicialmente para atender o comércio exterior através do Porto de Santos. Em seguida, a cidade de Cubatão foi inserida no circuito, inicialmente como entreposto entre o Planalto e o Litoral e, em seguida, pela construção do sistema Billings / Usina Henry Borden, cujas funções se ampliaram a fim de prover energia elétrica para toda a região. As funções de veraneio foram desenvolvidas inicialmente em São Vicente, irradiando-se para Santos, Guarujá e Bertioga. Com a evolução do mercado imobiliário, as áreas urbanizadas se expandiram por Praia Grande, Bertioga e demais municípios. A instalação da Refinaria Presidente Bernardes em Cubatão deu início à instalação da indústria pesada de base que provocou níveis de integração funcionais até então inéditos (PMDI, 2002). Duas localidades mereceram análises, na perspectiva do conceito de polo de inovação adotado para o presente estudo: o Polo Industrial de Cubatão e o Complexo Portuário de Santos. A despeito do Polo Industrial de Cubatão se constituir de um aglomerado de empresas, engajadas em atividades relacionadas ou similares, não apresentam características de polo de inovação. Por sua vez, o Complexo Portuário de Santos pode ser considerado um polo de inovação dentro dos preceitos adotados para o presente estudo. Levantamentos efetuados em documentos oficiais apontam que, embora o Porto de Santos exista desde os tempos da colonização, por mais de três séculos e meio não se registram mudanças na sua estrutura e operação. Em 1892 foi construído o porto pela empresa Gaffrée, Guinle & Cia, posteriormente denominada Companhia Docas de Santos (CDS), responsável pela gestão portuária por quase um século (PORTO, 2012). Mendes (1992) apresenta as dez fases históricas que assinalam as mudanças nas suas funções, estrutura e especificidades ao longo do século passado. O período pós 1980 é marcado pelas seguintes mudanças: Com o fim da concessão imperial ( ), essa fase foi marcada principalmente pela transição no controle do porto. A construção do Terminal de Contêineres da Margem Esquerda do Porto (TECON) pela Empresa de Portos do Brasil SA (PORTOBRÁS). A Companhia Docas do Estado de São Paulo (CODESP) foi constituída no final de 1980, pelo governo federal, para assumir o controle e administração do porto, em substituição à CDS. As mudanças na gestão portuária foram mais profundas que na fase anterior, com a

7 introdução, ainda de forma ainda rudimentar, de alguns conceitos do sistema Port Authority 1. A instalação do terminal de contêineres (1981) provocou mudanças importantes na região. A conteinerização progressiva ocupou os terrenos vazios, e alterou toda a paisagem da região, com a proliferação de contêineres por todos os depósitos e a modificação do trânsito, pelo surgimento de veículos especializados em transporte de contêineres. A fase das privatizações ( ) foi marcada por um conjunto de mudanças, formalizadas no Projeto Santos 2000, que instalou no Brasil o programa de privatização de portos brasileiros. Contudo, a mudança decisiva na gestão portuária ocorreu a partir da Lei de Modernização dos Portos - Lei 8.630/93. A fase do complexo portuário ( ) caracteriza-se pela inovação da gestão portuária e exercício efetivo da Autoridade Portuária. O que se pode concluir, portanto, é que a cultura da mudança esteve presente em todas as etapas descritas. As mudanças até a década de 1980 foram orientadas por forças macroeconômicas, porém, as inovações a partir das privatizações são consequências das externalidades geradas pelo governo nacional, ou seja, a Lei de Modernização dos Portos Lei nº 8.630/93. É possível, portanto, identificar que a organização espacial da produção no Complexo Portuário de Santos vem incluindo conceitos de distribuição espacial de inovação, regiões de aprendizagem, sistemas de inovação territorial e, com isso, a discussão se desloca de produção localizada para inovação localizada, como pode ser observado nos outros determinantes para a formação e desenvolvimento de polos de inovação, descritos a seguir Inovação, Articulação e Desenvolvimento Territorial da Região Metropolitana da Baixada Santista Estratégia e Liderança: Foi possível identificar iniciativas recentes em que o estreitamento das relações entre empresas, universidades e centros de pesquisa vem ganhando espaço na RMBS a fim de aprimorar a gestão regional, especialmente no que se refere às metas de mobilidade urbana, logística portuária, preservação ambiental, mudanças climáticas, biodiversidade marinha e desenvolvimento tecnológico nas áreas de petróleo e gás. Relações Inter-Atores: Vale destacar algumas iniciativas voltadas às relações entre empresas, centros de pesquisas e universidades, ainda em fase de concepção, como: 1) a aquisição do navio Alpha Crucis pelo Instituto Oceanográfico da USP, por meio de parceria entre a Universidade de São Paulo (USP) e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) com a finalidade de desenvolver pesquisas oceanográficas; 2) a criação do Instituto de Ciências do Mar e do Meio Ambiente (ICMMA), por meio de parceria entre a Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP); 3) a criação do Parque Tecnológico de Santos, articulado pelo Sistema Paulista de Parques Tecnológicos (SPTEC), do Governo do Estado de São Paulo em parceria com a Prefeitura de Santos. Vale destacar que existem enormes desafios a serem vencidos, principalmente com relação às articulações ainda incipientes entre os agentes presentes na localidade. Comunicação e Difusão das Inovações: Foi possível perceber que o Complexo Portuário de Santos segue no sentido de desenvolver essa competência, pois a gestão portuária se deslocou do âmbito organizacional, anteriormente exercido pela CODESP, para o nível territorial. Novos atores surgiram e, a despeito das relações de governança ainda se mostrarem frágeis, os resultados econômicos apontam que, no mínimo, a capacidade rotineira de autorregulação está preservada. 1 Port Authority é um sistema de gestão portuária, adotado internacionalmente, com a finalidade de separar a autoridade portuária das operações nos portos, como um mecanismo de otimização da logística portuária.

8 Aprendizagem: Com as mudanças nas atividades da CODESP de operadora para Autoridade Portuária, suas funções táticas e operacionais foram terceirizadas. A CODESP reduziu o número de empregados de (1990) para (1999). A diminuição de trabalhadores com vínculo empregatício correspondeu a 81,5% do contingente de empregados da década anterior. Em 2007 o governo federal liberou a CODESP para realizar um concurso público para complementar seu quadro de empregados que totaliza cargos. A entidade Operador Portuário foi criada pela Lei de Modernização dos Portos e se caracteriza como a pessoa jurídica pré-qualificada para a execução da operação portuária na área do Porto Organizado. São entidades estivadoras, servindo-se de mão-de-obra requisitada junto ao Órgão Gestor de Mão-de-Obra (OGMO), que mantém um cadastro de Trabalhadores Portuários Avulsos. Desse modo, a CODESP pré-qualificou operadores portuários, ou seja, empresas privadas que passaram a executar as atividades de embarque e descarga de mercadorias no Porto de Santos, desmonopolizando a prestação de serviços operacionais. Hoje, essas atividades são realizadas pelo setor privado em 62 terminais instalados na área do porto organizado. É responsabilidade da Autoridade Portuária pré-qualificar empresas interessadas nessas atividades. Os Operadores Portuários substituíram a CODESP na função de movimentar e armazenar cargas no porto e os Trabalhadores Portuários Avulsos (TPAs) prestam os serviços nas áreas do Porto Organizado de maneira exclusiva, quanto à movimentação nas embarcações e instalações relacionadas. Relativamente à mão-de-obra avulsa, uma das principais inovações da lei de modernização dos portos foi o Órgão Gestor de Mão-de-Obra (OGMO). Caracterizam-se por atuar como gestores dos cadastros e registros de trabalhadores portuários avulsos (TPA). A CODESP manteve cursos de capacitação e reciclagem de pessoal seguindo as inovações tecnológicas. Os cursos foram oferecidos inicialmente com monitores exclusivos da CODESP e em seguida com pessoal contratado. Destinaram-se, em grande parte, ao pessoal de capatazia em parceria com o setor privado. Cursos para guindasteiros, motoristas de empilhadeiras e assemelhados, também foram contemplados. No setor administrativo, ocorreram cursos de treinamento para fiéis de armazém, antes da realização de concursos internos de acesso à função. Mais recentemente tem havido cursos de teor administrativo e de segurança. Atualmente as funções de treinamento e capacitação de pessoal são realizadas pela Fundação Centro de Excelência Portuária do Porto de Santos (CENEP), instituída em 2007, com apoio administrativo, de infraestrutura e operacional da CODESP. A entidade tem como meta primordial a qualificação profissional dos trabalhadores do Porto de Santos e atuação no campo da pesquisa e tecnologia. A partir de 2008, o CENEP Santos iniciou o processo de implantação de cursos de capacitação e aperfeiçoamento dos portuários, em que se destaca o Curso de Capacitação na Logística de Terminais de Containers. Políticas Públicas: No período pós-guerra (1945), o governo federal instituiu duas políticas para incentivar as operações portuárias: Taxa de Melhoramento dos Portos (1958) e a criação do Fundo Portuário Nacional. Entretanto, as políticas públicas eficazes de incentivo à inovação ocorreram com a Lei da Modernização dos Portos, em Os desafios impostos por essa medida se situam em quatro vertentes: 1) a reestruturação do sistema de gerenciamento das operações da CODESP; 2) as terceirizações de processos e força de trabalho, com a redefinição de funções e o surgimento de novos atores; 3) mudança da cultura organizacional, com a eliminação de interferências corporativas e burocráticas e 4) consolidação das funções estratégicas da CODESP como Autoridade Portuária. A operação portuária brasileira incluiu novas responsabilidades às instituições já existentes e criação de novos atores, dentre os quais se destacam: Autoridade Portuária, Porto Organizado, Operador Portuário, Trabalhador Portuário Avulso (TPA), Órgão Gestor de Mão-de-Obra (OGMO) e Centro de Excelência Portuária do Porto de Santos (CENEP). Com a finalidade de separar a fiscalização e controles das operações nos porto, o modelo de sistema de

9 gestão portuária brasileira se baseou no conceito de Port Authority, adotado internacionalmente. No Porto de Santos, a Autoridade Portuária é de responsabilidade da CODESP, que preside o Conselho de Autoridade Portuária (CAP) e delega ao setor privado as operações do Porto, mediante condições pré-estabelecidas e aprovadas pelo (CAP). Desafios e Barreiras: Existem dificuldades financeiras a serem solucionadas, conflitos entre lideranças das entidades, protestos e greves de sindicatos e trabalhadores portuários, denúncias de irregularidades nas obras de infraestrutura e em processos judiciais com operadoras portuárias. Nesse sentido, uma questão relevante para o presente estudo e que ainda não apresenta elementos para análises, refere-se à capacidade e maturidade políticoinstitucional dos sistemas de governança local para assumir o comando do Complexo Portuário de Santos, quando as externalidades geradas pelos governos não locais deixarem de existir. Por fim, cabe levantar uma questão relacionada à postura da CODESP enquanto Autoridade Portuária, prevista por Lei, sobre a Regionalização do Porto de Santos. O objetivo dessa decisão legal foi equacionar questões relativas à regionalização de recursos e a necessidade do exercício efetivo da Autoridade Portuária, que prevê, inclusive, a designação de recursos próprios para sua manutenção, investimentos futuros e expansão das suas atividades. Atualmente a CODESP acumula as funções de Autoridade Portuária com forte liderança nas articulações entre os atores, nas conciliações de conflitos, nas explicações de denúncias e, principalmente, diante dos passivos financeiros que não se resolvem, uma vez que grande parte de sua rentabilidade migrou para a iniciativa privada e as tarifas portuárias encontram-se congeladas desde Foi possível perceber nas entrevistas realizadas na Região Metropolitana da Baixada Santista que as questões de articulação institucional se encontram em um patamar que vai além dos poderes locais e regionais. As externalidades geradas por outros níveis de governo e pela própria dinâmica do Complexo Portuário de Santos e Polo Industrial de Cubatão tornam a região muito mais complexa do que já é, especialmente pela localização geográfica que não apresenta alternativas fáceis para a sua expansão. Se isolarmos as externalidades e observarmos a governança no nível regional, é possível perceber que existe maturidade institucional entre os poderes locais. Os recursos financeiros para solucionar os problemas regionais são insignificantes 2, se comparados aos enormes problemas e complexidades presentes na região, intensificados por externalidades geradas pela Região Metropolitana de São Paulo. Em síntese, é importante analisar as articulações regionais na RMBS em dois níveis distintos. O primeiro se relaciona às ações de planejamento integradas com a Região Metropolitana de São Paulo (RMSP), em que se faz necessário um planejamento de longo prazo e aporte de recursos adequados para os grandes projetos em gestação. O segundo nível, localizado nos problemas do dia-a-dia, fica a cargo dos poderes locais. 3.2 Região Metropolitana de Campinas Especificidades Territoriais e Dinâmicas de Inovação A Região Metropolitana de Campinas (RMC) é uma das regiões que compõem a Macrometrópole Paulista. A RMC é formada por 19 municípios: Americana, Artur Nogueira, Campinas, Cosmópolis, Engenheiro Coelho, Holambra, Hortolândia, Indaiatuba, Itatiba, 2 O governo do Estado de São Paulo contribui com R$ 5 milhões anuais, enquanto os nove municípios contribuem com outros R$ 5 milhões divididos em função de respectivas contribuições com arrecadações de ICMS.

10 Jaguariúna, Monte Mor, Nova Odessa, Paulínia, Pedreira, Santa Bárbara d'oeste, Santo Antônio de Posse, Sumaré, Valinhos e Vinhedo. De acordo com a Fundação SEADE, a RMC registrou em 2010 um PIB de R$ 98,5 bilhões, sendo R$ 36,7 bilhões referentes ao PIB do município de Campinas. Ainda de acordo com a Fundação SEADE, em 2013 a RMC registrou uma população de habitantes, sendo referentes à população do município de Campinas. Região de economia dinâmica, a RMC e sua cidade sede, Campinas, destacam-se em vários indicadores, comparáveis aos de regiões metropolitanas de capitais de estados, com várias de suas cidades colocadas entre os maiores PIBs do país. Campinas, a melhor colocada, subiu três pontos no ranking nacional, saltando de 14º lugar em 2006 para 11ª em 2010, último ano do estudo e ficou na quarta posição no Estado. Sozinha, ela gerou 1% do PIB brasileiro. (Correio Popular, 2012). De acordo com reportagens do Jornal Correio Popular, a RMC atraiu 120 indústrias nos últimos cinco anos, sendo ainda a segunda região metropolitana do país na taxa de domicílios conectados à internet. De acordo com reportagens do Jornal Todo Dia, o potencial de consumo da RMC, de R$ 62,2 bilhões para o ano de 2013, supera o de 15 estados brasileiros; o número de 464 agências bancárias instaladas na RMC supera a quantidade existente em 18 estados brasileiros. De acordo com o Guia de Investimentos de Campinas (Prefeitura de Campinas, 2010), o município de Campinas é apontado pela Organização das Nações Unidas, bem como pela Revista Wired, como um dos mais importantes polos tecnológicos do Hemisfério Sul. Campinas é ainda líder brasileira na quantidade de patentes registradas no exterior, sendo a UNICAMP a maior detentora de patentes no Instituto Nacional da Propriedade Industrial INPI. Com a maior concentração de instituições de P&D do interior brasileiro, estão localizadas em Campinas universidades como a UNICAMP e a PUC Campinas. Em seu site na internet, a UNICAMP informa que responde por 15% da pesquisa acadêmica no Brasil e mantém a liderança entre as universidades brasileiras no que diz respeito a patentes e ao número de artigos per capita publicados anualmente em revistas indexadas na base de dados ISI/WoS. O Guia de Investimentos de Campinas lista cita 13 instituições de ensino superior, citando ainda os seguintes centros tecnológicos: CIATEC - Companhia de Desenvolvimento do Polo de Alta Tecnologia de Campinas; CATI - Coordenadoria de Assistência Técnica Integral; CTI - Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer; Centro de Pesquisas Avançadas Werner Von Braun; Centro de Nanociência e Nanotecnologia Cesar Lattes; CPD - Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações; Codetec - Companhia de Desenvolvimento Tecnológico; EMBRAPA - Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária; Instituto de Pesquisas Eldorado; IAC - Instituto Agronômico de Campinas; IB - Instituto Biológico; ITAL - Instituto de Tecnologia de Alimentos; IZ - Instituto de Zootecnia; LNLS - Laboratório Nacional de Luz Síncrotron; Softex - Programa Nacional de Software para Exportação; Trade Point - Centro de Serviços de Comércio Exterior; UNIEMP - Fórum Permanente das Relações Universidade Empresa; CTBE - Centro de Ciência e Tecnologia do Bioetanol. A Fundação Forum Campinas, formada por 11 instituições de pesquisa e ensino, tem realizado reuniões e eventos periódicos visando potencializar o desenvolvimento sócio-econômico regional através da ciência, tecnologia e inovação. Devem ser citadas ainda a Agência de Inovação da Unicamp e a Associação Campinas Startups. Campinas possui cinco parques tecnológicos pré-credenciados junto à Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia do Estado de São Paulo: Polo de Pesquisa e Inovação da Unicamp, CPqD, CTI-TEC, CIETEC II e Techno Park. Campinas conta com incubadoras de empresas na UNICAMP, Núcleo Softex Campinas e CIATEC. O sistema de inovação da RMC é fortalecido pela variedade e grande número de atores, com instituições públicas federais e estaduais, bem como instituições privadas. Vários dos centros de pesquisa possuem escopo de atuação nacional, como, por exemplo, o Laboratório Nacional de Luz Síncroton.

11 Inovação, Articulação e Desenvolvimento Territorial da Região Metropolitana de Campinas Estratégia e Liderança: Campinas destaca-se como um ambiente inovador consolidado, com forte infraestrutura e instituições de pesquisa de destaque nacional. O estudo identificou que a atuação das instituições ocorre em torno de suas redes de relacionamento próximas, não havendo ainda uma articulação da cidade ou da região em torno do tema ciência, tecnologia e inovação. Ainda não está desenvolvida uma postura proativa que pense de forma integrada a cidade de Campinas e a região, que busque soluções e gere oportunidades que fortaleçam o conjunto da sociedade. Como indicou o entrevistado da Inova Campinas, a cidade e a região estão em um patamar que vai além da consolidação da infraestrutura de ciência, tecnologia e inovação, mas sim que exige soluções de cunho social para qualificação do espaço urbano, um dos fatores relevantes de um ambiente inovador para fixação de mão de obra e atração de investimentos. Relações Inter-Atores: As instituições de Campinas demonstraram possuir redes de relacionamento e cooperação, sendo algumas destas redes de âmbito nacional. Nota-se, no entanto, não existir ainda uma articulação regional propriamente dita. A Fundação Fórum Campinas, pela representatividade e participação de instituições locais, pode vir a contribuir neste sentido. Destaca-se ainda, a preocupação demonstrada, no caso da Inova Campinas, com esta questão regional. A Inova Campinas poderá ter um papel fundamental a sensibilização de mais atores sobre a necessidade de políticas e mecanismos com enfoque no desenvolvimento regional. Dificuldades nas relações entre universidades e empresas também foram citadas por entrevistados do estudo. Iniciativas, como a da Fundação Fórum Campinas, podem fomentar o desenvolvimento futuro de uma rede de inovação que tenha como escopo a cidade de Campinas e a região. Alguns exemplos de como os relacionamentos promovem o desenvolvimento de atores e da infraestrutura de ciência, tecnologia e inovação podem ser vistos no caso das empresas DPR Engenharia e Adest. Comunicação e Difusão das Inovações: As instituições pesquisadas possuem esforço na difusão de inovações, com foco na difusão tecnológica em suas redes de relacionamento próximas. Ainda mostraram-se incipientes ações de difusão de ciência e tecnologia em prol de forma mais maciça para a população em geral. Uma maior ação sistêmica, por parte dos vários atores, com foco no desenvolvimento local e regional, pode intensificar o papel das instituições como catalisadores do ambiente inovador de Campinas, gerando efeitos de transbordamento que possam alcançar um número maior de empresas e instituições, bem como o fortalecimento de Campinas e região como ambiente de inovação. Aprendizagem: Com relação aos processos de aprendizagem, verificou-se na maior parte das vezes um enfoque das instituições em seus âmbitos internos, com poucos exemplos da utilização das redes de relacionamento como fonte de aprendizagem. Foram citados alguns casos de difusão de conhecimentos, mas sem o destaque para o aprendizado a partir das redes. Políticas Públicas: Nota-se no presente estudo a pouca ênfase no fomento baseado em projetos colaborativos. O fortalecimento das redes de inovação pode proporcionar novas oportunidades de projetos e externalidades positivas para o ambiente. Deve-se ressaltar que as diferentes naturezas jurídicas das instituições podem exigir grande esforço nesta colaboração, pelas necessidades burocráticas e técnicas. Com base nos resultados das entrevistas, e sobre as informações secundárias levantadas, pode-se concluir que Campinas possui uma forte formação de profissionais, possui empresas de destaque nacional e internacional no que tange a geração de novos produtos, serviços e processos inovadores, porém existe uma lacuna que é justamente a orquestração do poder público como agente de indução e aglutinação das ações que potencializam os recursos e ativos em prol do desenvolvimento da cidade polo da região. O poder público

12 municipal não foi reconhecido como ator importante no processo de conformação do polo de inovação, isto denota problemas de concertação e alinhamento estratégico pautado pela inovação. A forte base de ciência, tecnologia e inovação da região metropolitana de Campinas justifica que sejam tomadas iniciativas mais audaciosas na área de fomento, pensando-se tanto nas instituições, como no fortalecimento das redes de relacionamento, bem como da cidade de Campinas e da região. No período de 2013, após a realização das entrevistas deste estudo, a Prefeitura de Campinas tomou iniciativas para o desenvolvimento de uma política específica para a área de CT&I, com a criação do Programa Municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação. O programa conta com articulação de parcerias com CNPEM, Softex e Inova Unicamp. Isto traz a possibilidade de ações mais sistêmicas e um maior nível de articulação do sistema de inovação local, beneficiando também micro e pequenas empresas que ainda não estejam integradas ao ambiente inovador local. Desafios e Barreiras: Como barreiras, dificuldades e desafios encontrados, foi citada fortemente a questão da burocracia. Este é um elemento importante a ser considerado para o fortalecimento das redes de inovação da RMC, pois esta é formada por instituições dos mais diversos formatos organizacionais e jurídicos. O fato das instituições contarem com uma instância como a Fundação Forum Campinas pode fazer com que as demandas de simplificação da burocracia e dos entraves jurídicos ganhem voz de forma mais orquestrada e potencializada. Também foram relatadas dificuldades enfrentadas pelas startups na obtenção de fontes de fomento financeiro. Apesar de diversas instituições terem forte foco em suas redes de relacionamento próximas, o estudo também indica o início de questionamentos com relação ao papel da base de ciência, tecnologia e inovação para o desenvolvimento regional, o que poderá evoluir para proporcionar um novo nível de maturidade nos temas discutidos pelos atores do Sistema Regional de Inovação de Campinas. Caminhando nesta direção, e com a presença de instâncias articuladoras e orquestradoras, a Região Metropolitana de Campinas pode partir para um novo patamar de discussão de seus problemas, em que, ao lado das tradicionais questões sobre relação universidade-empresa, cultura inovadora, fontes de fomento, seja discutido de forma mais ampla o próprio desenvolvimento sócio-econômico regional. Esta consideração do território será o principal desafio para a maturidade do Sistema Regional de Inovação de Campinas. 3.3 Região de São José dos Campos Especificidades Territoriais e Dinâmicas de Inovação A cidade de São José dos Campos faz parte da Macrometrópole Paulista, sendo a principal cidade da chamada Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte. A Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte possui área de ,95 km². É a mais extensa região metropolitana do Estado de São Paulo. Sua área territorial corresponde a 32,41% da Macrometrópole Paulista, 6,52% do Estado de São Paulo e a 0,19% da superfície nacional. Trata-se da terceira maior região metropolitana do Estado de São Paulo em número de habitantes, com moradores em 2010, tendo densidade demográfica de 139,96 habitantes por km². Essa população representa 5,49% da população estadual e 1,19% da nacional. Sua taxa de crescimento anual no período 2000/2010 foi de 1,29%, valor acima do registrado pela Macrometrópole Paulista (1,15%) e pelo Estado de São Paulo (1,10%). Em 2010, possuía um Produto Interno Bruto (PIB) de R$ ,00. Esse montante corresponde a 4,96% do PIB estadual e 1,64% do nacional. Seu PIB per capita de R$ ,70 é bastante significativo se comparado ao do Estado de São Paulo (R$ ,06) e ao do Brasil (R$ ,00). A Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte é composta por 39 cidades, distribuídas em cinco sub-

13 regiões. Além de fazer divisa com outras cidades paulistas, esta Região Metropolitana também faz divisa com os estados de Rio de Janeiro e Minas Gerais. Fundado em 1767, o município de São José dos Campos está localizado no interior do Estado de São Paulo, a cerca de 100 km a leste da cidade de São Paulo, com área de 1.099,8 km². De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2011 a população do município era de habitantes, sendo o sétimo mais populoso do Estado de São Paulo e o 32º do país, com densidade demográfica de 572,77 habitantes por km². Sua taxa de crescimento anual no período 2000/2010 foi de 1,57%, valor acima do registrado pela Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte (1,29%), onde está inserido, da Macrometrópole Paulista (1,15%) e do Estado de São Paulo (1,10%). Possui um Índice de Desenvolvimento Humano (IDH de 0,849), o qual é considerado elevado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Em 2010, possuía um Produto Interno Bruto (PIB) de R$ ,00. Esse montante corresponde a 39,09% do PIB da Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte, 1,94% do PIB estadual e 0,64% do nacional. Seu PIB per capita de R$ ,98 é bastante superior ao da Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte (R$ ,70), ao do Estado de São Paulo (R$ ,06) e ao do Brasil (R$ ,00). De acordo com o IBGE, em 2011 o PIB de São José dos Campos era o 22º maior do país, entre todos os municípios brasileiros, e o 10º se forem desconsideradas as capitais dos estados. De acordo com a instituição, o PIB total estava desdobrado da seguinte forma: 0,15% no setor da agropecuária, 48,31% no setor industrial e 51,54% no setor de serviços. O projeto tecnológico de São José dos Campos foi resultado do processo de desconcentração industrial de São Paulo e das políticas estatais voltadas para a criação de um complexo tecnológico nas áreas aeronáutica, bélica, espacial, e eletrônica avançada, cujo fundamento assentou-se na questão da Segurança Nacional. Clemente e Higachi (2000) identificam o transporte e a força de trabalho como os fatores mais importantes ao explicarem a localização das empresas entre as regiões. A decisão de localizar uma instalação empresarial torna-se relevante, pois o local necessita ser adequado. Este caminho continuou sendo traçado com a criação da EMBRAER (Empresa Brasileira de Aeronáutica) por iniciativa do Governo Federal. Segundo Bernardes (1999; 2001) e Bernardes, Cassiolato e Lastres (2002), a empresa contou com forte apoio do Estado, sem precedentes na história do desenvolvimento tecnológico e industrial do país, seja por meio de incentivos fiscais e benefícios ou políticas governamentais de compra. Segundo o autor, esta experiência foi viabilizada também graças ao apoio do Centro Tecnológico da Aeronáutica (CTA) e do Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA). Bernardes (1999; 2001) e Bernardes, Cassiolato e Lastres (2002) afirmam ainda que, dessa forma, a EMBRAER iniciou uma trajetória de autonomia e inovação tecnológica de sucesso, embasada no aprendizado de tecnologias-chaves para a sua estratégia de manufatura e na conquista planejada de nichos do mercado doméstico e mundial de aeronaves de médio porte. Segundo Santos et al. (2009) houve três fases de migração para o município de São José dos Campos, todas devido ao processo de industrialização. A primeira fase ocorreu na década de 1920, com a instalação das primeiras indústrias na cidade, atraídas por benefícios fiscais. A segunda com a criação do CTA no final da década de 1940, e, mais intensamente a partir da década de 1950, quando atraiu perfil diferenciado de imigrantes, professores, estudantes e militares. A terceira com a produção no setor aeroespacial, a partir da década de 1960 intensificando-se partir de É possível destacar outros marcos para esse processo de inovação territorial, como a criação do APL Aeroespacial, do Parque Tecnológico (PQTEC) e do Parque Tecnológico da UNIVAP (Universidade do Vale do Paraíba), e a criação do CECOMPI (Centro para Competitividade e Inovação do Cone Leste Paulista).

14 Hoje estão instaladas importantes empresas, como: Panasonic, Johnson & Johnson, General Motors do Brasil (GMB), Petrobras, EMBRAER (sede), entre outras. Possui importantes centros de ensino e pesquisas, tais como: o Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), o Instituto de Estudos Avançados (IEAv), o Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e o Instituto de Pesquisa & Desenvolvimento (IP&D), sendo um importante tecnopólo de material bélico, metalúrgico e sede do maior complexo aeroespacial da América Latina, constituindo o maior polo de alta tecnologia voltado para pesquisa, desenvolvimento e produção aeroespaciais do Brasil. No setor terciário, destacam-se importantes universidades (UNIVAP e UNIFESP, entre outras), e outros centros e institutos de pesquisa (BRASIL, 2011). A cidade ainda conta com seus parques tecnológicos, onde se concentram várias instâncias oficiais que também se dedicam ao fomento do setor da tecnologia e da ciência. O Parque Tecnológico UNIVAP conta com a parceria de empresas nas áreas de Aeronáutica, Espaço e Projetos de Engenharia; Saúde, Biotecnologia e Produtos Médico-Hospitalares; Tecnologia da Informação e Desenvolvimento de Software; Geoprocessamento e Sensoriamento Remoto Satélite e Radar; Serviços de Apoio. O Parque Tecnológico de São José dos Campos possui centros de desenvolvimento tecnológicos nas áreas de energia aeronáutica, saúde, e recursos hídricos e saneamento ambiental; e possui um centro empresarial com empresas atuantes nos setores de tecnologia da informação e comunicação, instrumentação eletrônica, geoprocessamento, aeronáutica, e biomedicina Inovação, Articulação e Desenvolvimento Territorial da Região de São José dos Campos Estratégia e Liderança: Por meio dos dados, foi possível observar que o setor aeroespacial é indicado como o grande responsável pela mudança da trajetória da cidade de São José dos Campos, primeiramente com a criação do CTA na região, depois do ITA e da EMBRAER. Em todo este período, o setor público local ou federal se articulou de forma tal a criar e incentivar ferramentas para o desenvolvimento regional tendo a inovação como estratégia. Trata-se de um processo em longo prazo, o que, muitas vezes, se torna dificultoso, pois os governantes preferem investimentos em que os resultados aparecem em curto prazo. É percebida pelos atores a importância de duas iniciativas locais relativamente recentes: a inauguração do parque tecnológico, e a criação do CECOMPI, que se tornou importante articulador regional entre os vários atores. Outro ponto a ser destacado é que todas as ações são essencialmente voltadas para a cidade de São José dos Campos, havendo pouco ou nenhum transbordamento para os outros municípios, o que talvez seja o grande desafio regional. Percebe-se os outros municípios como periféricos ao desenvolvimento regional, com o viés do desenvolvimento municipal, e não regional. Relações Inter-Atores: Foi possível observar que é praticamente unânime a necessidade de evolução acerca da confiança e cooperação. Algo que vale salientar é o posicionamento de um dos atores, que diz que só há cooperação quando há convergência de interesses. Os atores, por si, não costumam tomar tais iniciativas. Foram citados casos isolados, porém ainda longe de uma transformação cultural. Foi percebido que os principais atores possuem alto grau de relações interpessoais entre si. Desta forma, a consideração pelo indivíduo, não pela necessidade empresarial ou institucional, é um dos fatores que levam à cooperação. Existe a conscientização acerca dessa necessidade, o que fez com que o setor público fizesse alguns projetos, entre eles o CECOMPI, que passa a ser o intermediador dos conflitos e necessidades, direcionando as empresas e demais entidades, mesmo que inconscientemente, à cooperação. Assim como a cultura de se ter a inovação como pilar para o desenvolvimento regional, essa mudança de paradigma necessita de certo tempo de amadurecimento, para que as entidades enxerguem que juntos podem alçar voos mais altos do que individualmente.

15 Comunicação e Difusão das Inovações: Infelizmente, a estratégia adotada pelas empresas âncoras vai de encontro aos fundamentos do desenvolvimento regional. Conforme mencionado por alguns entrevistados, as grandes empresas preferem importar as soluções a auxiliar no desenvolvimento local. Em curto prazo, parece a melhor estratégia, pois a velocidade da importação é infinitamente superior à do desenvolvimento local. Porém, isso pode causar dependência de empresas internacionais, assim como estar sujeita às taxas cambiais, e não contribuem para o desenvolvimento regional e para uma cadeia produtiva forte, como citado que ocorre em outros países desenvolvidos. É necessário o desenvolvimento de estratégias, incluindo poder público, pois as grandes empresas se tornam não competitivas se tiverem que investir em inovação das pequenas empresas da cadeia produtiva. A questão é qual estratégia adotar para que continuem sendo competitivas, substituindo a importação de produtos com alto valor agregado e tecnológicos para a produção destes itens localmente. Aprendizagem: Nesse aspecto existe um ponto de destaque, o que difere da maioria das regiões brasileiras: a proximidade e influência do setor produtivo no ensino técnico e superior. Muitas vezes, a grade curricular dessas instituições é submetida à apreciação das empresas. Em outras, as instituições de ensino criam cursos para ofertar os perfis profissionais que as empresas demandam no momento presente ou futuro. Em outros casos, o entrelaçamento é ainda maior, como o caso do mestrado do ITA, onde há um orientador do ITA e outro da empresa onde o aluno manterá vínculo após a conclusão do curso, como EMBRAER e Vale Soluções em Energia. Isto faz com que haja sinergia nos esforços de pesquisa e de formação profissional entre o setor produtivo e institutos de ensino e pesquisa. O CECOMPI aparece como articulador para esse processo, e novamente se destaca como importante ator regional. Políticas Públicas: Os atores entrevistados basicamente se concentraram em falar sobre os incentivos do poder público local. Claramente há a preocupação do governo local em fomentar a inovação, com investimentos diretos na construção de estruturas que facilitem o processo, como o caso do parque tecnológico, e também da doação de espaços físicos para universidades e institutos de ensino. Porém poucos têm conhecimento das Leis federais de incentivo à inovação, e os que possuem trazem como de grande dificuldade o acesso a essas possibilidades. Dizem que se torna inviável pelo alto grau de exigência dos projetos, o que as micros e pequenas empresas não têm condições financeiras de bancar. O CECOMPI iniciou um projeto para auxiliar as empresas nesse acesso, porém ainda é de alcance limitado. Por se tratar de uma região com empresas de alto grau tecnológico, e mesmo assim têm dificuldades de acesso a esses incentivos, entende-se que essas políticas públicas precisam ser repensadas em prol do desenvolvimento regional e nacional. Desafios e Barreiras: Pode-se verificar diferentes ideias acerca das dificuldades, com uma serie de destaques: A dificuldade de acesso às leis federais de incentivo à inovação; A necessidade de maior cumplicidade entre os atores locais; O chamado custo Brasil, o que dificulta que se tenha competitividade internacional; A percepção de viés acadêmico para publicações, ao invés de soluções práticas para as empresas; Dificuldade de acesso aos equipamentos de última geração; A necessidade da inclusão de todos os atores relevantes na estratégia de desenvolvimento regional; A necessidade de fomento de toda a cadeia produtiva, e não da busca de soluções fora do país. Trata-se de um processo lento e oneroso, porém necessário para o desenvolvimento regional; A falta de investimentos das empresas à pesquisa e desenvolvimento.

16 3.4 Região de Sorocaba Especificidades Territoriais e Dinâmicas de Inovação A cidade de Sorocaba, que em tupi-guarani significa terra-rasgada ou erosão, foi fundada por volta de 1580, sendo um dos mais antigos centros populacionais do país. Ela é considerada como cidade polo da sua região (STRAFORINI, 2001). A cidade tem uma área de 456,0 km² sendo 349,2 km² de área urbana e 106,8 km² de área rural. Possui uma população de habitantes (IBGE de 2010). Houve um crescimento de 18,81% em relação à última década. Com a densidade demográfica de 1.305,46 hab./ km², há uma ampla predominância urbana da população da cidade de Sorocaba sendo que, apenas 1% da população vive na zona rural. Conforme dados do IBGE (2010), Sorocaba é a quarta cidade mais populosa do interior paulista e possui uma infraestrutura diversificada para os setores: comercial e industrial, propiciando atrativos às grandes indústrias para o seu território. A sua história demonstra três grandes transformações. A primeira se refere ao desenvolvimento agropecuário e comercial. A segunda transformação foi oriunda da industrialização e distribuição (Manchester Paulista) e a terceira transformação se refere à constituição da cidade polo (aglomeração urbana) responsável pela orientação da dinâmica do desenvolvimento econômico, social e tecnológico de sua região (BENEVIDES, 2012). Estas transformações (econômica, demográfica, política, social e tecnológica) apontam para uma conformação de uma cidade polo da sua região, cujos recursos e ativos são estudados neste trabalho. Sorocaba é uma das principais cidades do estado e por ser um grande polo industrial, a cidade conta com uma malha rodoviária que lhe oferece plenas condições de escoar toda a sua produção pelas rodovias Raposo Tavares (SP-270), rodovia Castelo Branco (SP-280), ligando a região metropolitana de São Paulo ao Oeste do estado. A cidade possui um aeroporto, um porto seco (EADI), ferrovia que liga Sorocaba aos centros comerciais. Conta ainda, com universidades, faculdades e centros de pesquisas tais como: UFSCar, UNESP, UNISO, UNIP, FADI, FATEC, FACENS, Instituto IPEAS, Instituto FIT Flextronics e outras. Atualmente Sorocaba recebe várias plantas fabris, tais como a Toyota e suas 34 sistemistas, a Case / IVECO, a Pirelli, TT Steel do Brasil, Formtap, Inergy do Brasil, Scorpios, Faurecia, Pilkington e Sanoh do Brasil, entre outras Inovação, Articulação e Desenvolvimento Territorial da Região de Sorocaba Estratégia e Liderança: Por meio dos dados, foi possível observar que o poder público local é o principal indutor e promotor do processo de desenvolvimento da cidade de Sorocaba. A inovação é tema estratégico na cidade de Sorocaba há cerca de uma década, quando os gestores públicos planejaram o PODI (Polo de Desenvolvimento e Inovação de Sorocaba). Relações Inter-Atores: Foi possível observar que o caso de Sorocaba o processo de troca de experiências (relações) foi intenso. A partir do momento em que o PODI iniciou os seus trabalhos, foi possível verificar que o Sistema regional de inovação fora construído com a participação ativa dos agentes (Governo, Universidades, Empresa privadas, Institutos de pesquisa e organizações do terceiro setor, compondo o acrônimo GUEIO). Não obstante, vale ressaltar que foi o poder público municipal o ator aglutinador e maestro deste processo. Contudo, os atores entrevistados apontaram para a necessidade de aprimorar o processo de decisão e retirar a o poder que está concentrado no poder público municipal (fragilidade

17 na cooperação, tomada de decisão unilateral e problemas de convergência de interesses dos grupos dominantes). Os atores apontam para uma ausência de cultura para inovação. Comunicação e Difusão das Inovações: Na visão dos entrevistados o processo de difusão da inovação no território de Sorocaba é diferenciado, pois foi pensado de maneira que os atores que compõem o sistema local de inovação (GUEIO) elaborassem em conjunto ações estratégicas para consolidar o polo de desenvolvimento e inovação de Sorocaba e região, ou seja, o processo nasceu dos próprios atores que se organizaram a partir do poder publico local para consolidar o Sistema Local de Inovação. Este processo de constituição foi elaborado em cinco anos de planejamento, reuniões, participações em congressos, realizações de eventos (momento café tecnológico), onde fora possível trocar experiências com outros atores / cidades (casos de sucesso nacional e internacional). Aprendizagem: Os entrevistados apontam para a fragilidade no processo de construção e formação de profissionais na região, embora Sorocaba tenha se desenvolvido muito nos últimos 10 anos. Com a formação do parque tecnológico de Sorocaba, a cidade vem enfrentando dificuldades em obter profissionais que tenham qualidades para desenvolver as atividades dentro deste núcleo (habitat) de inovação. Com a chegada da UFSCar, com o fortalecimento dos cursos de engenharia (UNISO, UNESO, UNIP, e recentemente o polo avançado da USP na ARAMAR) os entrevistados acreditam equilibrar a demanda x oferta. Com relação como se dá a dinâmica de aprendizagem dentro das companhias, os entrevistados apontam para a necessidade de maior interação entre as universidades e as empresas, pois há demanda de desenvolvimento de pesquisas por ordem das universidades que poderiam estar associadas às empresas. O PODI / INOVA aparece como articulador para esse processo, porém ineficiente nos resultados, pois não há diretrizes e orçamentos adequados para o desenvolvimento deste termo de parceria. Políticas Públicas: Os atores entrevistados apontam novamente para relevância do poder público local em consonância com o Sistema Regional de inovação em promover políticas públicas que fomentam o fortalecimento da inovação no território de Sorocaba. Pode-se destacar o desenvolvimento do marco legal. A Lei de Inovação de Sorocaba foi uma das primeiras do país a ser implementada, juntamente com a Lei Municipal de Vitória, a capital capixaba. O papel estruturante das políticas públicas e o poder de institucionalização do marco legal desenvolvido permitem afirmar que, embora esteja no processo de constituição do ambiente inovador, existe um sistema local de inovação no município de Sorocaba articulado com as principais lideranças da cidade pensando e estruturando ações para o fortalecimento regional. Pode-se evidenciar também que Sorocaba possui um importante marco legal voltado ao empreendedorismo e às micro e pequenas empresas. A elaboração da Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas de Sorocaba. Na visão dos principais atores, os ambientes de inovação precisam encontrar uma forma para responderem à heterogeneidade, tanto em termos regionais, quanto em termos de intensidade tecnológica das empresas instaladas. A proposta de um parque tecnológico de terceira geração implica em um papel a ser exercido para o desenvolvimento socioeconômico da região. O envolvimento das universidades, que possuem programas de extensão, bem como a articulação do Parque Tecnológico com CIESP, SEBRAE-SP e Secretaria de Relações do Trabalho de Sorocaba pode contribuir para que as demandas heterogêneas possam ser incorporadas pelo sistema local de inovação. Com relação ao SEBRAE-SP e CIESP, destaca-se ainda a capilaridade que estes órgãos possuem em municípios menores. Desafios e Barreiras: Seguem abaixo as respostas recorrentes: Os atores apontam para a ausência da cultura de inovação (como problema a ser superado);

18 A necessidade do fortalecimento das relações e interações dos atores que compõem o Sistema Local de inovação e o complexo GUEIO; Falta de investimentos em ciência, tecnologia e inovação nas empresas, Universidades e Centros de pesquisas; Aprimoramento das relações de cooperação e troca de experiências entre os setores públicos e privados; e A centralização do poder público local como tomador de decisão e executor (fragilidade frente aos grupos de interesses). 4. Considerações Finais Os resultados do estudo indicam diferentes graus de articulação nas regiões estudadas, de acordo com os atributos relacionados ao quadro analítico proposto, o qual se mostrou adequado para a abordagem dos principais aspectos que circundam a formação dos supostos polos de inovação. Campinas e São José dos Campos apresentam-se como polos de inovação constituídos, com características de articulação arrojada e institucionalizada entre o poder público, as instituições de pesquisa e ensino, e a iniciativa privada. Verifica-se um movimento de articulação entre as duas regiões, vinculando desenvolvimento territorial e inovação no eixo que envolve as cidades principais dos referidos polos. Sorocaba apresenta-se em um estágio de formação institucional do polo de inovação, com relevante posicionamento do poder público local no referido processo. A Baixada Santista, com o polo de Santos, embora vivencie um crescimento das atividades produtivas e das estruturas necessárias para o desenvolvimento territorial com bases inovadoras, mostra ainda grande desarticulação dos atores e persistência das atividades tradicionais da economia regional. Define-se como polo potencial ou embrionário, em função das promessas relacionadas à cadeia de petróleo e gás. No que tange ao processo de inovação como propulsor do desenvolvimento territorial, destacam-se as relações interpessoais de lideranças organizacionais, os incentivos do poder público ao fomento das atividades de P&D&I, a formação de parques tecnológicos e outras instituições que tenham o estímulo à inovação como razão de sua existência. Destacou-se também a cooperação entre as empresas, que também estabelecem vínculos disseminadores de inovação, ou o protagonismo de determinadas empresas na articulação dos polos configurados, em especial de São José dos Campos. Os desafios, no entanto, não são poucos. Por meio das entrevistas, ficou claro que o processo de inovação passa por diversos entraves. Podem ser citadas as dificuldades das pequenas empresas em atuar em um ambiente excessivamente burocratizado e a grande lacuna existente entre as empresas e o campo universitário e das instituições de pesquisa. Não obstante, revelam-se como fator de extrema importância as políticas publicas de incentivo à inovação, bem como as relações estabelecidas que facilitem a cooperação e a confiança entre os atores relevantes. Referências BECKER, D. F. (2008). A contradição em processo: o local e o global na dinâmica do desenvolvimento regional. In: BECKER, D.F.; WITTMANN, M.L. (orgs). Desenvolvimento regional: abordagens interdisciplinares. Santa Cruz do Sul: Edunisc, 395p. BERNARDES, R. C. (1999) Os limites do modelo autárquico de competitividade: análise dos fatores sistêmicos da competitividade a partir do estudo de caso indústria aeronáutica brasileira. Tese (Doutorado) - Departamento de Sociologia - USP. São Paulo.

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