A Perspectiva Teórica dos Stakeholders

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "A Perspectiva Teórica dos Stakeholders"

Transcrição

1 MECANISMOS DE CONTROLE E AVALIAÇÃO DE PROJETOS SOCIAIS CORPORATIVOS EM SIDERÚRGICAS MINEIRAS Autoria: Albélio Nunes da Fonseca Dias, Daniel Jardim Pardini e Afrânio Aguiar Resumo Nas pesquisas existentes sobre os mecanismos de controle e avaliação de projetos sociais, em geral, as avaliações buscam identificar e aferir dificuldades que ocorrem na gestão das ações sociais, abstendo-se das análises dos impactos gerados nas comunidades e nas pessoas visadas pelos investimentos sociais corporativos. Com esta pesquisa objetivamos analisar os sistemas de avaliação das ações sociais corporativas de quatro empresas do setor siderúrgico mineiro. No estudo utilizamos a perspectiva teórica dos stakeholders para apreender de que forma os resultados das ações empresariais estão sendo avaliados nas empresas estudadas. Conclui-se que os mecanismos de controle dos projetos sociais implementados pelas siderúrgicas não são eficientes do ponto de vista dos resultados, muito em função das ações no campo da educação envolverem terceiros, como empresas especializadas em consultoria educacional, secretarias municipais de educação e superintendências regionais de ensino, o que limita o papel das siderúrgicas ao simples patrocínio de investimentos financeiros. Freqüentemente essas formas de avaliação afastam-se da lógica empresarial e contribuem para que a participação das siderúrgicas se limite ao financiamento total ou parcial dos empreendimentos. Para a consolidação dos compromissos junto às comunidades, os investimentos corporativos deveriam também ser revertidos para a qualificação dos processos de avaliação, como meio de prestar contas à sociedade dos resultados obtidos com os programas sociais. Introdução As transformações socioeconômicas dos últimos vinte anos têm afetado profundamente o comportamento das organizações até então voltadas exclusivamente para a maximização de seus lucros. Se por um lado o setor privado tem cada vez mais assegurado lugar de destaque na criação da riqueza, por outro é sabido que a sociedade tem cobrado das organizações uma postura mais firme em relação à viabilização de ações que revertam parte dos benefícios gerados pela produção em atividades de cunho social. Como forma de responder a essas demandas da sociedade, as empresas vêm adotando estratégias que buscam alinhar a geração de lucro com ações de responsabilidade social. Este exercício da prática social corporativa se manifesta por meio de um número crescente de investimentos que têm sido destinados para projetos que visam a atender prioritariamente as comunidades localizadas no entorno da área de atuação das organizações. O que se percebe na vasta literatura sobre responsabilidade social é uma dificuldade relacionada a como avaliar o impacto dessas ações sociais junto aos beneficiados pelos programas sociais. São obstáculos advindos da falta de experiência das organizações (FISHER et al., 2003), da alta complexidade de se mensurar problemas sociais (COHEN e FRANCO, 2002) ou mesmo das dificuldades de associar desempenho financeiro e exercício de ações sociais corporativas (McWILLIAMS e SIEGEL, 2000). De fato, qualquer avaliação é dependente dos objetivos que lhe deram origem, da área ou setor considerado para avaliação, como saúde ou educação, da metodologia utilizada a para o seu empreendimento e de definição clara de indicadores que possam permitir a aferição do grau de atendimento de metas predefinidas. A responsabilidade social empresarial é tema complexo, que tem despertado grande interesse por parte dos meios de comunicação em geral, por diversos segmentos da sociedade, incluindo o meio empresarial, entidades civis e governamentais. Entretanto, ainda são poucos

2 os estudos sobre os mecanismos de controle e avaliação dos projetos sociais implementados pelas empresas, principalmente com enfoque acadêmico. Optamos por analisar quatro empresas do setor siderúrgico de Minas Gerais. A escolha desse segmento industrial deve-se ao fato de a siderurgia estar tradicionalmente voltada para atividades de produção potencialmente comprometedoras do meio-ambiente e da qualidade de vida, que em grande parte demandam trabalhos penosos. Além disso, constituem-se, quase todas, em grandes empresas das quais a sociedade exige ações sociais responsáveis, claras e sem ambigüidades, por mais que representem fatores de alavancagem para a formação e o desenvolvimento regional nas localidades em que se instalam. Estas especificidades do setor siderúrgico, sua importância econômica para o Brasil e o mundo, e o sabido envolvimento das empresas do setor em projetos sociais regionais não foram ainda suficientemente abordados em trabalhos acadêmicos que focalizam a extensão, a dinâmica e os resultados nos esforços relacionados com o tema da responsabilidade social empreendidos pelas corporações. Assim, com este trabalho objetivamos entender como as organizações do segmento siderúrgico mineiro vêm utilizando os mecanismos de gerenciamento e controle para avaliar os impactos dos seus projetos sociais e analisar a eficácia desses programas frente às percepções das pessoas atendidas pelos investimentos na comunidade. A Perspectiva Teórica dos Stakeholders As demandas que a sociedade coloca para as organizações atualmente são provenientes dos consumidores, empregados e da comunidade em geral. O atendimento dessas demandas tem se materializado na participação das organizações em programas sociais assim como em novas posturas frente às necessidades dos consumidores e empregados (CAMPOS, 2002). Nesse contexto surge o movimento internacional da governança corporativa, cujos princípios foram incorporados pelas organizações a partir da metade dos anos de A importância do tema está na proposta de analisar as organizações quanto aos seus objetivos e relações entre as partes interessadas no negócio. Monks e Minov (2001, p. 1) definem governança corporativa como a relação entre vários participantes na determinação da direção e performance das corporações. Os autores identificam três atores principais na governança das empresas - os acionistas, o conselho de administração e os administradores (em especial o presidente executivo) e outros participantes: empregados, consumidores, agentes financeiros, fornecedores e a comunidade, também denominados de stakeholders. Para Freeman (1998) o aumento no grau de complexidade das relações empresasociedade tem motivado teóricos das organizações buscarem entender e discutir as implicações das relações entre os atores organizacionais e os demais elementos que impactam e são impactados pelas atividades da firma. A necessidade de ampliação desse entendimento surge, especialmente, a partir dos anos da década de 80, quando o foco dos estudos se volta para o prisma da responsabilidade social corporativa. Com efeito, as dificuldades conceituais e metodológicas em delimitar a extensão da responsabilidade de agir das organizações nessa construção fizeram surgir novas formulações teóricas. As preocupações, então, passaram a centrar-se mais em alguns constituintes organizacionais: consumidores, empregados, fornecedores, acionistas e a comunidade na qual a organização está inserida (CAMPOS, 2002). Para este estudo cabe destacar a relação das organizações com o stakeholder comunidade. Burke e Gilmartin (1999), segundo Grayson e Hodges (2002), identificam três tipos de comunidade definidos em função da localização geográfica, da identidade e dos interesses de seus representantes. As comunidades geográficas podem ser subdivididas em áreas: depois da cerca (vizinhança próxima ao terreno da empresa); a localidade (local, em 2

3 sentido mais amplo, onde se encontra o imóvel da empresa); e a comunidade de impacto (área física sob influência do negócio). As comunidades de identidade são delimitadas em função das características culturais comuns da população-alvo, como raça e grupo etário. As comunidades de interesse dizem respeito às questões de interesse da empresa, como a preocupação com problemas sociais e outras necessidades em geral. Há, pois, um raio bastante amplo e diversificado da ação empresarial, que vai desde projetos relativos a artes, cultura, meio-ambiente e eventos esportivos até as questões relacionadas aos negros, crianças, outras minorias, populações carentes ou não, voltadas a populações no entorno da empresa ou relacionadas ao negócio. É importante destacar, como evidencia Rodrigues (2005), que ao se falar no relacionamento da empresa com o stakeholder comunidade, não significa necessariamente a vinculação da empresa com questões relacionadas à pobreza. Só recentemente, quando os problemas referentes à pobreza e à desigualdade social começaram a se agravar e colocar em risco o crescimento econômico dos países e de suas empresas, é que a ação corporativa em benefício da comunidade vem se concentrando no combate à exclusão social. Traduzindo para a linguagem da cultura da filantropia corporativa é cada vez mais valorizada a atuação empresarial voluntária no combate à pobreza, em especial por meio do favorecimento de mecanismos - como a educação- que têm perspectivas sustentáveis de promover a desejada atenuação do problema. Com o intuito de estimular a interação entre empresas socialmente responsáveis e redução da pobreza, o World Bank Institute (2005, tópico 5) enumera os benefícios dessa atuação, tanto para a empresa quanto para as classes desfavorecidas. O instituto destaca que esses benefícios são válidos para organizações de países desenvolvidos e em desenvolvimento, conforme mostrado no Quadro 1. Os estudos sobre stakeholders são apresentados sob diferentes enfoques quanto ao grau de importância para as organizações. Alguns autores como, Altkinson e Waterhouse (1997), e Shankman (1999), advogam que a importância dos stakeholders é determinada pelo grau de sua contribuição para o desempenho organizacional. De acordo com essa proposição, o objetivo das organizações é atender os principais stakeholders, que são os acionistas. Os demais são importantes na medida em que contribuem para aumentar o lucro da organização. Na outra ponta estão autores como Donaldson e Preston (1995), Freeman (1984, 1998), Metcalfe (1998) e Moore (1999), que argumentam que o objetivo das organizações é acolher não somente os interesses dos acionistas, mas de todos os outros stakeholders. A partir dessas duas proposições a discussão passa a ser sobre quais seriam os objetivos das organizações e o papel dos stakeholders. No campo da responsabilidade social corporativa, uma dificuldade operacional pode estar no ajuste dos interesses da organização com os demais stakeholders quanto às suas atribuições e participação nas ações sociais corporativas (CLARKSON, 1995). Para Donaldson e Preston (1995), a teoria dos stakeholders pode ser decomposta em três dimensões: descritivo/empírica, instrumental e normativa. Na dimensão descritivo/empírica, os estudos visam descrever e explicar as características corporativas e o comportamento das organizações frente aos interesses dos stakeholders. Entre os temas discutidos estão a natureza da firma seu papel econômico e social, as ações do gestor para assegurar os interesses dos stakeholders e as manifestações dos conselheiros sobre os constituintes corporativos (DONALDSON; PRESTON, 1995). Os estudos na dimensão instrumental objetivam avaliar o impacto das ações sociais orientadas para os stakeholders implementadas pelas organizações. Buscam entender como as estratégias ou políticas que aprimoram o atendimento aos consumidores, empregados, fornecedores e comunidade influenciam nos resultados organizacionais. Por fim, na dimensão normativa as pesquisas tratam de interpretar a função da corporação, incluindo a identificação da moral ou 3

4 da orientação filosófica para a operação e administração dos elementos que impactam diretamente em suas atividades (DONALDSON; PRESTON, 1995, p.65). É nesse campo que os debates têm se concentrado, pois grande parte das proposições para uma teoria de stakeholders tem se fundamentado em princípios éticos. QUADRO 1 Benefícios decorrentes da relação entre a organização e o stakeholder comunidade BENEFÍCIOS PARA AS ORGANIZAÇÔES obtenção de licença para operar especificamente do stakeholder comunidade; competitividade sustentável porque atende as necessidades das comunidades, incluindo os pobres; criação de novas oportunidades de negócio, como a utilização da comunidades como local de testes para o desenvolvimento de novos produtos; atração de novos e potenciais investidores e parceiros, a partir desse envolvimento da empresa na construção da infra-estrutura social; cooperação com as comunidades auxílio na formatação de novos produtos e serviços para os mercados locais, facilitando a utilização da expertise local e dos canais locais de distribuição; evitar crises atribuídas às condutas não socialmente responsáveis; apoio dos governos, que costumam dar incentivos financeiros e de outro tipo para iniciativas de redução da pobreza; construção do capital político portanto, uma oportunidade para estreitar o relacionamento com o governo e com os líderes políticos, influenciar nas regulações, reformatar as instituições públicas das quais a empresa depende, melhorando a sua imagem pública. BENEFÍCIOS PROPICIADOS ÀS COMUNIDADES POBRES criação de empregos; redução do mercado paralelo devido à implementação do acesso a bens e serviços; treinamento, educação e formação de habilidades; combate ao trabalho infantil; igualdade de gênero; condições de moradia; atendimento de saúde; desenvolvimento comunitário; rendimentos mais elevados; melhores condições de trabalho. Fonte: World Bank Institute (2005, tópico 5) Avaliação de Projetos Sociais Historicamente, atuar na área social tem sido função do Estado. Devido a isto, as metodologias de avaliação de atividades sociais refletem objetivos que são mais próprios da área governamental e política. Felizmente a sociedade, através de suas instituições como Ministério Público e Tribunais de Conta, tem pressionado no sentido de que as organizações que aplicam recursos públicos, inclusive as que operam em decorrência de parcerias entre o setor privado e a área governamental, como muitas organizações do Terceiro Setor, atuem com bases mais fundadas na racionalidade. Esta é a razão da notável constatação de que muitas ONG s vêm incorporando elementos e práticas gerenciais prevalentes da lógica empresarial, como o planejamento estratégico, gestão de projetos, marketing, finanças, auditoria, liderança e motivação. Conforme nos lembra Guerra-Silva (2007), segundo Druker (1997:XIV) há quarenta anos, gerência era um palavrão nas organizações sem fins lucrativos. Gerência significava negócios e elas não eram empresas. Assim, organizações antes unicamente voltadas a valores, passaram também a considerar a eficiência, a eficácia e a 4

5 produtividade, refletindo um uma mudança significativa na concepção da gestão do trabalho. Projetos sociais no âmbito das empresas mais fortemente ainda se coadunariam com esta lógica. Pode-se dizer que com o crescente envolvimento das empresas nas questões sociais evidenciaram as necessidades de modelos de avaliação para mensurar os resultados das ações sociais mais consoantes com as mesmas normas de racionalidade das empresas privadas prevalentes nas empresas que as patrocinam. É importante frisar que os projetos sociais empresariais têm uma abrangência limitada quando comparado aos projetos governamentais. Por isso, a importância de se dispor também de metodologias para projetos de pequeno e médio porte. Entender uma proposta metodológica pressupõe conhecer o conceito de avaliação. Avaliar consiste em comparar resultados, entre o planejado e o efetivamente alcançado, ou seja, é julgar uma situação, com base em valores preconcebidos do que seria a situação desejável. Essa percepção é comum na maioria das definições relacionadas à avaliação: A avaliação envolve a aplicação de métodos rigorosos para julgar o progresso de um projeto no alcance de seus objetivos. O processo de avaliação combina muitos tipos de informação com os julgamentos e as perspectivas das pessoas envolvidas ou afetadas. Ele está baseado em ferramentas de vários campos tais como estatística, economia e antropologia, e está fundamentalmente baseado em conceitos e procedimentos de metodologia da pesquisa (IADB/EVO, 1997). Existem diferentes modelos de avaliação que são derivados tanto do objeto a ser avaliado como da formação acadêmica daqueles que realizam essa tarefa. Entretanto, a constante é, por um lado, a pretensão de comparar um padrão almejado (imagemobjetivo em direção à qual se orienta a ação) com a realidade (a medida potencial na qual esta vai ser modificada, ou o que realmente ocorreu como conseqüência da atividade empreendida) e, por outro lado, a preocupação em alcançar eficazmente os objetivos propostos (COHEN e FRANCO, 2002). Ainda em relação ao papel do Estado, quatro critérios são considerados determinantes no processo de avaliação social (MOKATE, 1999) e que, em grande parte são igualmente aplicáveis à avaliação de qualquer tipo de empreendimento: Eficácia: uma iniciativa eficaz é aquela que cumpre todos os níveis de objetivos esperados, no tempo previsto e com a qualidade esperada. A eficácia contempla o cumprimento de objetivos, sem importar o custo ou o uso dos recursos. Ou seja, podese ser eficaz sem ser eficiente. Eficiência: é o grau em que se cumprem os objetivos de uma iniciativa ao menor custo possível. Não cumprir cabalmente os objetivos e/ou o desperdício de recursos ou insumos fazem com que a iniciativa seja ineficiente. Não se pode ser eficiente sem ser eficaz em todos os níveis de objetivos, e não basta ser eficaz apenas nos objetivos operacionais do projeto. Equidade: critério prioritário na condução das políticas públicas. Fundamenta-se em três valores sociais igualdade, cumprimento de direito e justiça. Em termos de programas sociais, a interpretação mais freqüente de eqüidade diz respeito à igualdade de oportunidades. Sustentabilidade: na visão macro, associada a países, incorpora considerações éticas de justiça intrageracional (compromisso com o aumento dos padrões materiais de vida dos pobres nas comunidades) e intergeracional (compromisso com as gerações 5

6 futuras). Na visão micro, associada à literatura dos organismos multilaterais de financiamento, refere-se à capacidade dos programas e projetos financiados de se manterem, uma vez que acabe o período de financiamento internacional. Outra interpretação diz que iniciativa social é sustentável se o seu entorno for consistente com as suas necessidades e se a iniciativa for harmoniosa com o entorno. Ou seja, por essa perspectiva a sustentabilidade não se limita à dimensão financeira: é uma relação de mão dupla entre o entorno e a iniciativa. Caberia refletir se esses critérios, norteadores para que o Estado viabilize a promoção do bem-estar social por meio da utilização dos recursos públicos, merecem também ser observados ou redefinidos na avaliação das ações sociais de empresas privadas. Se por um lado parecem desejáveis, por outro não há aqui o compromisso igualmente rigoroso com todos eles sob a ótica da promoção do bem-estar social. Peliano (2002) justifica a constatação em função de a maioria dos programas serem implementados com recursos privados. Outra questão a ser lembrada é que não é atribuição formal das empresas privadas a promoção da justiça social, de forma ampla e equânime. As corporações têm critérios próprios para a escolha do público-alvo dos seus investimentos sociais, muitas vezes vinculados ao próprio negócio. É importante frisar também que o sentido atribuído ao termo sustentabilidade para os projetos sociais apoiados pelas empresas tende a ser bastante fluido e varia de acordo com as especificidades de cada projeto (PELIANO, 2001). Do ponto de vista ético, porém, as empresas têm compromissos com a veracidade dos benefícios que elas anunciam estar proporcionando por meio dos seus investimentos sociais tanto para a(s) comunidade(s) atendida(s), quanto para os demais stakeholders relevantes da empresa. Este fator pode ser decisivo para a projeção da imagem corporativa e para a atratividade não só de novos clientes quanto também de novas parcerias para outros programas sociais da empresa. Impacto e Divulgação dos Projetos Sociais Segundo Quintero (1995) a avaliação do impacto de projetos sociais se relaciona com os processos de identificação, análise e explicitação das transformações que foram produzidas nas condições sociais da população-objetivo e no seu entorno com a implementação do projeto. O Banco Mundial (2003) define avaliação de impacto como a medição das transformações ocorridas no bem-estar dos indivíduos que podem ser atribuídas a um programa ou uma política específica. Seu propósito geral é determinar a efetividade 1 das políticas, programas ou projetos executados (PATTON, 2002). A estimação de impacto pode ser realizada tanto ex-ante como ex-post. No primeiro caso, antecipam-se os resultados que se pretende atingir com a execução do projeto, recorrendo a experiências obtidas em projetos similares, projeções estatísticas de cenários e opiniões de especialistas. Na avaliação ex-post, a informação utilizada é obtida na fase de implementação do projeto (COHEN; FRANCO, 2002). Para analisar o impacto de um projeto social é preciso definir modelos de controle experimentais, quase-experimentais e não experimentais que permitam avaliar a situação da comunidade beneficiada antes e depois da intervenção do projeto, isolando os efeitos dos elementos não atribuíveis ao mesmo. Os efeitos de uma intervenção sobre o stakeholder comunidade podem estar previstos ou não no processo de avaliação. As previsões envolvem a formulação de hipóteses sobre as possíveis mudanças que o programa poderá gerar. Normalmente essas hipóteses são formuladas de acordo com os objetivos do programa, dos diagnósticos e dos estudos existentes sobre a avaliação de investimentos sociais. As hipóteses estabelecem relações causais entre o tipo de intervenção que se quer avaliar e as alterações que podem ocorrer na condição social dos beneficiados. Por sua vez, os efeitos não previstos 6

7 são aquelas transformações atribuídas a intervenção que não haviam sido consideradas no desenho da avaliação ou nos próprios objetivos programa (NAVARRO, 2005). Os efeitos atribuídos à intervenção podem ser positivos ou negativos. Os impactos positivos representam as mudanças que podem melhorar as condições de vida dos beneficiados. Os impactos negativos vão em direção oposta e são aqueles mudanças não desejadas que deterioram as condições de vida dos beneficiados. A avaliação de impacto dos efeitos dos programas sociais é uma tarefa complexa, muito em função da presença de um alto número de fatores externos quase sempre simultâneos que influenciam nas condições de vida da comunidade, o que dificulta avaliar as mudanças que são geradas exclusivamente pela intervenção social (NAVARRO, 2005). Os fatores externos se classificam em observáveis e não-observáveis. Os primeiros geralmente estão relacionados ao perfil dos beneficiados (idade, sexo, educação, estado civil, etc.), às características de seus familiares (número de membros, renda per capita, etc.) e ao entorno da localidade atendida (infra-estrutura social, crescimento econômico, capital social, etc.). Já os fatores não observáveis, que demandam uma investigação maior para serem evidenciados, referem-se principalmente aos valores morais, às motivações e interesses pessoais pelas ações sociais corporativas (RAVALLION, 1999). Hamil (1999) alerta para a urgência de se passar a levantar e a divulgar os efeitos da ação social empresarial, tanto para os doadores (empresa e stakeholders relevantes) quanto para os receptores (comunidade). Para o autor somente as evidências dos reais benefícios do envolvimento da empresa com a comunidade é que se conseguirá ampliar o apoio às ações sociais corporativas. A divulgação poderia vir a diminuir uma série de críticas da atuação das organizações junto às comunidades, são elas: cria, no longo prazo, excessiva dependência dos receptores aos recursos da empresa, tornando-os muito expostos à manipulação ou ao abuso dos doadores para fins corporativos; esses investimentos significam um abuso dos fundos dos acionistas da empresa, (FRIEDMAN, 1977); representa um modo cínico de relações públicas, ou seja, uma forma deliberada de se proteger contra danos de imagem, como, por exemplo, em um contexto de fechamento ou redução de planta; pode ser entendido como uma resposta à redução do Estado no financiamento aos programas sociais. Porém, a prioridade das empresas é com a imagem corporativa e não com a solução de problemas sociais; os propalados benefícios instrumentais do envolvimento da empresa com a comunidade são normalmente impossíveis de serem verificados porque não existem, na opinião de alguns críticos. E isto ocorre porque o propósito real desse envolvimento é satisfazer a vaidade dos seus executivos. Com todos esses argumentos, Hamil (1999) pretendeu mostrar a relevância de se prestarem contas da ação social empresarial para os acionistas e também para os demais stakeholders da empresa. Em termos de prestação de contas da ação social das empresas, muito pouco vem sendo feito. A fragilidade metodológica e a precariedade das fontes de dados disponíveis têm sido os principais limitadores da aferição mais apurada dos resultados dos projetos sociais. No campo educacional os esforços das empresas como, por exemplo, através das universidades corporativas, as críticas se endereçam principalmente ao fato de que as iniciativas quase nunca levam em conta o cumprimento dos objetivos institucionais e de suas estratégias, e que o retorno sobre o investimento ROI, quase nunca é medido (TARAPANOFF e AGUIAR, 2006). Estes autores sugerem também que, até hoje, as medidas de desempenho da educação corporativa têm dado ênfase apenas ao nível de 7

8 satisfação da classe e ao volume de horas e cursos oferecidos. Por isto, a avaliação dessas iniciativas não predizem se o profissional treinado irá desempenhar melhor a sua tarefa, ou se vai ajudar a empresa a cumprir com os objetivos institucionais (TARAPANOFF e AGUIAR, 2006). Assim, os programas sociais de educação deveriam ser avaliados 2 não apenas quanto ao nível de satisfação dos participantes (avaliação de reação) quanto também a que conhecimentos, habilidades e atitudes os participantes adquiriram (avaliação de aprendizado), à forma pela qual os participantes apresentaram mudanças comportamentais desejáveis (avaliação de comportamento) e, principalmente, como os resultados do programa de treinamento afetou outros indicadores de desempenho da corporação, como custos gerais, nível e qualidade da produção, e aprimoramento competitivo (avaliação de resultados) Metodologia Com o objetivo de analisar os mecanismos de controle e avaliação das ações sociais corporativas em siderúrgicas do estado de Minas Gerais, optamos por um processo investigativo exploratório e descritivo. De acordo com Gonçalves e Meirelles (2004), o estudo exploratório pode ser o início para diagnosticar a descoberta do problema mais relevante causador de alguns sintomas já presenciados em outros estudos. No caso específico, deseja-se verificar se os mecanismos de controle e avaliação das ações sociais corporativas atendem as expectativas dos stakeholders diretamente envolvidos. Por meio do estudo de casos múltiplos, o objetivo da investigação consistiu em possibilitar a análise da eficiência dos meios de controle gerencial dos projetos sociais, tomando como referência os depoimentos daquelas pessoas que são responsáveis pelo seu planejamento e execução, bem como daqueles diretamente afetados por essas ações. A decisão pelo método de casos múltiplos advém da robustez inerente dos resultados quando está em observação um conjunto de casos de pesquisa (YIN, 2005). Como a intenção do trabalho perpassa pela replicação e comparação da eficiência de sistemas de controle da gestão social, procurou-se fazer uma escolha cuidadosa de cada caso a ser estudado. No estudo de multicaso, a escolha dos casos segue a lógica da replicação, e não da amostragem. A lógica da replicação é análoga à usada em múltiplos experimentos; se a amostra selecionada proporciona os resultados previstos - replicação literal - ou produzem resultados contrários, mas por razões previstas - replicação teórica - é o que se denomina generalização analítica (YIN, 2005). As unidades de pesquisa no estudo são empresas do setor siderúrgico mineiro com grande destaque na produção de aço bruto no Brasil, quais sejam: Arcelor Brasil (Belgo Mineira), Acesita, Gerdau Açominas e Usiminas. Na coleta de dados utilizamos de entrevistas semi-estruturadas e análises de documentos relativos aos projetos sociais implementados pelas empresas siderúrgicas. Numa primeira etapa foram entrevistados os presidentes e gerentes das fundações 3 responsáveis pelas ações sociais corporativas (TAB. 1). Das quatro siderúrgicas somente a Gerdau Açominas não possuía fundação para gerenciar seus projetos sociais. TABELA 1 Estratificação da amostra de presidentes e gestores CATEGORIAS ACESITA ARCELOR GERDAU USIMINAS TOTAL BRASIL AÇOMINAS Principais gestores e presidentes de Fundações Gerentes por área Total das entrevistas Fonte: Dados da pesquisa. 8

9 A pesquisa também se estendeu aos stakeholders dos projetos educacionais nos municípios onde estão localizadas as siderúrgicas, quais sejam: Ipatinga, Timóteo, Ouro Branco, São Brás do Suaçui e Vespasiano, como mostra a TAB. 2. Portanto, foram realizadas 33 entrevistas no total. CIDADE TABELA 2 Estratificação da amostra por parceiros dos projetos educacionais SIDERÚRGICA SÉCRETARIA DE EDUCAÇÃO 9 ESCOLA PÚBLICA/ PRIVADA DIRETOR PROFESSOR TOTAL Ipatinga Usiminas Ouro Branco Gerdau Açominas Timóteo Acesita Vespasiano Arcelor Brasil TOTAL DE ENTREVISTAS Fonte: Dados da pesquisa. De maneira a identificar, codificar e categorizar as percepções dos stakeholders envolvidos nos projetos sociais utilizamos a análise de conteúdo, método adequado para analisar um grande volume de dados qualitativos levantados na pesquisa (BARDIN, 2004). Como forma de facilitar a análise qualitativa dos dados textuais fez-se uso do software de pesquisa qualitativa ATLAS/ti. A análise dos dados foi realizada seguindo a orientação de analisar cada uma das unidades de pesquisa em separado para na seqüência consolidar os casos em estudo (JOIA, 2004). Avaliação de Projetos Sociais em Siderúrgicas Mineiras Neste tópico são apresentados os resultados da pesquisa levando em consideração as seguintes dimensões de análise: relação entre as estratégias sociais e corporativas adotadas; atuação e principais stakeholders das siderúrgicas na área educacional; e a avaliação dos sistemas de gestão implantados nas comunidades. Antes, porém são descritas uma breve contextualização da atuação social de cada uma das siderúrgicas pesquisadas A Usiminas O Sistema Usiminas gerencia suas iniciativas sociais por meio de entidades com gestão financeira autônoma e auto-sustentada. O Grupo possui mais de 20 clubes voltados para o lazer e o esporte especializado. Para implementar suas ações sociais a Usiminas conta com a Fundação São Francisco Xavier entidade de direito privado sem fins lucrativos, reconhecida como de utilidade pública, instituída em 22 de dezembro de A Fundação é responsável pela gestão do Colégio São Francisco Xavier, do Hospital Márcio Cunha, do Centro de Odontologia Integrada e do Centro Cultural Usiminas. A Acesita A responsabilidade social da companhia tem por objetivo conciliar sucesso financeiro com ganhos sociais consistentes. Para tal, a Acesita desenvolve políticas de caráter ambiental e social, internas e externas, que vão ao encontro da visão de sustentabilidade ditada por seu planejamento estratégico. Para profissionalizar suas ações sociais foi criada a Fundação Acesita com o objetivo de consolidar ações sociais na comunidade de Timóteo e no Vale do

10 Jequitinhonha abrangendo cinco cidades (Capelinha, Minas Novas, Itamarandiba, Turmalina e Veredinha) sob influência econômica e social da Acesita Energética. Na comunidade a siderúrgica atua por meio de parcerias com os poderes estaduais, municipais, entidades privadas e organizações do terceiro setor. A Belgo Mineira (Arcelor Brasil) O grupo siderúrgico desenvolve programas direcionados para a melhoria da qualidade de vida das comunidades onde está presente. São principalmente ações nas áreas de educação, saúde e cultura que também visam compartilhar boas práticas com parceiros e incentivar os colaboradores para o voluntariado. Conta com a Fundação Belgo-Arcelor Brasil que é o instrumento de atuação social do Grupo Belgo-Arcelor no Brasil nas comunidades onde estão instaladas suas unidades industriais. Reestruturada em 1999, a Fundação tem por missão contribuir para a integração econômica, social, política, cultural e psicológica dessas comunidades. A Gerdau Açominas Diferentemente das outras siderúrgicas, a Gerdau Açominas não possui uma Fundação para gerir os programas sociais da empresa. Existe uma estrutura composta pelo assessor de planejamento e de recursos humanos (que também acumula as funções de conselheiro da Gerdau Açominas e presidente do Clube de Participação Acionária - CPA), uma analista de comunicação social e um gerente de comunicação social. Esse grupo decide em colegiado quais projetos ou ações sociais devem ser aprovados. Normalmente os projetos aprovados são aqueles que fazem uso das leis de incentivo fiscais principalmente os voltados para a cultura. Sendo a responsabilidade social corporativa entendida na perspectiva da teoria dos stakeholders, a análise dos dados proporciona alguns resultados que possibilitam uma confrontação com a base de sustentação teórica. No contexto estratégico, a literatura destaca o aspecto competitivo da associação entre as estratégias sociais e corporativas, trazendo benefícios para a empresa e a comunidade: para a primeira porque as condições do contexto competitivo podem se tornar mais favoráveis à companhia; e para a segunda porque a expertise e as vantagens únicas da empresa nessa área podem também ser utilizadas em prol dos projetos sociais. No entanto essa associação não se mostra muito clara para algumas das siderúrgicas estudadas como demonstrado no QUADRO 2. QUADRO 2 Relação entre as estratégias sociais e corporativas SIDERÚRGICAS ACESITA BELGO MINEIRA GERDAU AÇOMINAS USIMINAS RELAÇÃO ENTRE ESTRATÉGIA SOCIAL E CORPORATIVA A responsabilidade social é compreendida pela empresa como uma ferramenta fundamental na construção dos processos de gestão da companhia e não apenas como um conjunto de ações voltadas para as comunidades. Não fica claro se as estratégias sociais estão incorporadas às estratégias corporativas, porém a Fundação Belgo presta contas ao Conselho de Administração dos recursos gastos em projetos de responsabilidade social. Dados insuficientes para fazer qualquer afirmativa sobre se as estratégias sociais são incorporadas pela empresa. Existe um sistema de gestão integrada onde cada unidade elabora suas estratégias de ação a partir do planejamento corporativo do sistema Usiminas, incluindo as áreas sociais. 10

11 Fonte: Dados da pesquisa Apesar das dificuldades em operacionalizar o conceito de responsabilidade social empresarial na perspectiva dos stakeholders, são várias as iniciativas em prover ações sociais voltadas quase que exclusivamente para o stakeholder comunidade sem, contudo, envolver os demais stakeholders na formulação das estratégias sociais da empresa. Outras dificuldades ocorrem quando se procura definir prioridades em relação a: 1) quais stakeholders ou nãostakeholders a empresa tem responsabilidade em atender; 2) quais demandas desses stakeholders a empresa deve atender; 3) como mensurar essa atuação da empresa; e 4) como avaliar os impactos da RSE para a própria empresa e para o stakeholder beneficiado. O QUADRO 3 mostra os principais stakeholders das empresas nos projetos educacionais. QUADRO 3 Formas de atuação das siderúrgicas na área educacional SIDERÚRGICAS ATUAÇÃO NA EDUCAÇÃO STAKEHOLDERS ACESITA Atua diretamente como promotora dos Secretaria Municipal de Educação de recursos necessários (financeiros) para a Timóteo, Superintendência Regional realização dos projetos educacionais. de Coronel Fabriciano e Secretaria de Estado de Educação. BELGO MINEIRA Atua em parceria com outras entidades detentoras de know-how na área de educação. Secretaria Municipal de Educação de Vespasiano, e Fundação Pitágoras. GERDAU Atua de forma semelhante {a Belgo Mineira}. Secretaria Municipal de Educação de AÇOMINAS USIMINAS Fonte: Dados da pesquisa Atua como prestadora de serviços na área de educação por meio do colégio do Colégio São Francisco Xavier Ouro Branco, e Fundação Pitágoras. Não têm. O CSFX é auto-sustentável. O QUADRO 4 mostra os programas educacionais patrocinados pelas quatro siderúrgicas estudadas nas suas regiões de influências sociais, econômicas e ambientais. Podemos observar que a Acesita e a Usiminas patrocinam 100% dos programas educacionais de que participam em suas regiões de influência e a Gerdau Açominas 50%. QUADRO 4 Principais sistemas de gestão implantados nas escolas municipais com apoio das siderúrgicas SIDERÚRGICAS SISTEMAS DE GESTÃO PARCERIAS ENVOLVIDAS NÍVEL DE PATROCINIO ACESITA PROGESTÃO Secretaria Municipal e Estadual de Educação, diretores de escolas e professores. 100% BELGO MINEIRA SGI Secretaria Municipal de Educação, Fundação Pitágoras, Programa Mineiro da Qualidade, diretores de escola, professores, funcionários, alunos e pais. GERDAU AÇOMINAS SGI Secretaria Municipal de, Fundação Pitágoras, diretores de escola, professores, funcionários, alunos e pais. USIMINAS ISSO 9001 A FSFX, diretores da escola, professores, funcionários, alunos e pais. Fonte: Dados da pesquisa - 50% 100% 11

12 Quando se entra no campo da avaliação de projetos sociais, as siderúrgicas não têm uma preocupação com relação a avaliar os impactos de suas ações sociais nas comunidades em que atuam. Por trabalharem em parceria com o poder público, há uma tendência de transferir para o mesmo a responsabilidade pela avaliação de impacto. Os projetos educacionais de atuação das siderúrgicas são baseados no sistema de gestão da qualidade total - SGI 4 - patrocinados e operacionalizados pela Gerdau Açominas e Belgo Mineira. Por este modelo, não cabe as siderúrgicas e aos stakeholders diretamente envolvidos definirem os projetos sociais a serem financiados. Fica a cargo das Secretarias Municipais de Educação estabelecerem os objetivos e metas dos projetos a serem implementado nos municípios de atuação das siderúrgicas. As metas referidas são exigências do próprio SGI. Sem elas torna-se praticamente impossível sua implantação. Portanto a responsabilidade pelos resultados do projeto é do próprio parceiro diretamente beneficiado. Apesar da abrangência do SGI, não é prevista a avaliação de impacto ex-ante e nem ex-post dos projetos. Apesar disso, o depoimento da representante do município registra a crença que os resultados do programa virão no médio prazo: [...] daqui a 15 anos o custo de treinamento da Gerdau vai ser muito menor em Ouro Branco porque o funcionário ao ser contratado, essa criança hoje de 7 anos na empresa, ele já sabe o que é uma ação sistêmica, lê gráfico, o que é positivo e delta [indicador de avaliação da qualidade educacional], o time de metas que toda sala tem, o que são objetivos, porque uma meta sozinha sem medida não tem valor, ela fica individualizada, então você acaba dando transparência as suas ações, então isso para a empresa é fantástico e para nós do poder público que temos grandes dificuldades de estar mostrando a qualidade. (Secretária Municipal de Educação de Ouro Branco) Na cidade de Timóteo a Acesita investe no Progestão 5, um programa financiado pelo Governo do Estado de Minas Gerais para diretores e professores das escolas estaduais visando capacitá-los nos processos de gestão escolar. Esse projeto também não contempla avaliação de impacto. A gerente de educação da Fundação Acesita revela a preocupação com relação aos possíveis resultados dos projetos implementados. [...] na nossa área não tínhamos preocupação com indicadores, não se pensava muito nisso, é um processo que cada vez mais nós sentimos necessidade de profissionalizar e de acompanhar para vê efetivamente onde é que estamos tendo resultados mais significativos, até mesmo para ampliar os resultados (Gerente de Educação da Fundação Acesita). Mesmo não se trabalhando com indicadores de avaliação de impacto, é percebida uma necessidade de buscar resultados consistentes nos projetos implementados para mostrar a comunidade e a própria empresa o que efetivamente foi alcançado. Já a Usiminas atua na área de educação por meio do Colégio São Francisco Xavier certificado com a ISO O Colégio possui vários indicadores internos para a avaliação da instituição e dos alunos, trimestralmente auditados pela Fundação São Francisco Xavier. [...] por ser uma unidade da Fundação, já foram eleitos por nós os indicadores que iremos acompanhar durante o ano de 2006 e que, de alguma forma, compõem o programa de metas da escola. Por exemplo, nós temos indicador de evasão escolar, de rendimento escolar, do aproveitamento, freqüência às aulas, freqüência ao trabalho dos professores, funcionários e empregados (Diretor do Colégio São Francisco Xavier). 12

13 O Colégio, por meio de sua gerência pedagógica, não tem projetos que contemplem avaliação de impacto. Percebe-se um interesse da instituição em acompanhar a funcionalidade da estrutura com relação às normas e os procedimentos da qualidade total. Os resultados apontam que nenhuma das quatro siderúrgicas pesquisadas avalia efetivamente os impactos de suas ações sociais, embora realizem, em graus diferenciados, os outros níveis de avaliação. Em nenhum momento das falas dos gerentes e presidentes das fundações foram feitas referências a avaliação de resultados dos programas implementados. Assim, parece haver uma preocupação maior em divulgar as ações sociais do que mensurar os indicadores de avaliação dos projetos sociais. Conclusões O tema avaliação de projetos sociais ainda é complexo e torna-se recorrente motivo de polêmica, uma vez que o desenvolvimento de projetos depende de indicadores de acompanhamento para avaliar os impactos e os rumos dos programas a serem financiados. Essa situação é crítica quando as empresas siderúrgicas atuam diretamente em programas como de educação. As dificuldades em avaliar os impactos surgem devido à falta de indicadores consistentes, ficando a avaliação restrita à percepção dos stakeholders diretamente envolvidos. Não basta apenas oferecer um programa para as comunidades em torno das usinas siderúrgicas, é necessário também entender o que os agentes sociais demandam, onde investir e por quê. Essas se traduzem em questões básicas do processo avaliativo, muitas vezes não observadas no início das atividades dos projetos sociais. Neste ponto as necessidades sociais se sobrepõem às consultas realizadas junto às secretarias municipais de educação na etapa ex ante do investimento na educação da comunidade, questões que deveriam ser contempladas no escopo dos projetos. Nas fundações pesquisadas, constatou-se que os problemas que ocorrem na avaliação dos projetos sociais decorrem da falta de estruturação e competência técnica. Não se concebe pensar ações sociais pela generosidade ou por questões altruístas. Ainda prevalece a ausência de objetividade nos projetos implementados e de cultura de gestão. Também não é levado em consideração o custo sobre os resultados e a análise custo-efetividade. Outro problema que dificulta a avaliação é que muitos projetos sociais implantados pelas siderúrgicas não consideram as necessidade de avaliações futuras, o que dificulta a continuidade dos trabalhos Os mecanismos de controle dos projetos sociais implementados pelas siderúrgicas não são eficientes do ponto de vista dos resultados, muito em função das ações no campo da educação (projeto em análise) envolverem terceiros, como empresas especializadas em consultoria educacional, secretarias municipais de educação e superintendências regionais de ensino. Sendo assim, o papel das siderúrgicas se limita ao simples patrocínio de investimentos financeiros. Com isso, as siderúrgicas não têm participação efetiva no gerenciamento dos mecanismos de controle, participando apenas da avaliação dos projetos. A responsabilidade social das empresas siderúrgicas de Minas Gerais é baseada no compromisso ético de atuarem como promotoras do bem-estar e do desenvolvimento autosustentável nas regiões de influência socioeconômica. Para a consolidação desses compromissos, os investimentos deveriam ser também revertidos para a qualificação dos processos de avaliação, como meio de prestar contas à sociedade dos resultados obtidos com os programas sociais. São dispositivos que devem levar em conta não somente o compromisso com o investimento social na comunidade, como também avaliações de impacto que assegurem posteriormente indicadores de sustentabilidade dos projetos sociais. 13

14 1 Efetividade constitui a relação entre os resultados e o objetivo, ou seja, Efetividade = (Resultados) / (Objetivos) e possui duas dimensões em função dos fins perseguidos pelo projeto. É a medida de impacto ou o grau de alcance dos objetivos (COHEN; FRANCO, 2002). 2 Modelo de avaliação de atividades educacionais desenvolvido em 1959 por Donald Kirpatrick e por Jack Phillips (TARAPANOFF e AGUIAR, 2006) 3 As áreas das fundações pesquisadas são: educação, cultura, meio ambiente, projetos especiais e saúde. 4 O SGI (Sistema de Gestão Integrado) integra o trabalho da Secretaria Municipal de Educação (SME) com o de cada escola da rede, o de cada escola com suas diversas classes, e o da classe com a aprendizagem de cada aluno. Os pais são envolvidos, aprendendo a dar, em casa, a contribuição que faz a diferença na aprendizagem dos filhos. Na essência, todos esses sistemas (SME - escola - classe - aprendizagem individual) têm de estar alinhados, afinados, falando a mesma língua. 5 Idealizado, elaborado e monitorado pelo CONSED Conselho Nacional dos Secretários em Educação, tem como objetivo fornecer aos dirigentes das Escolas Estaduais de Minas Gerais uma fundamentação teórica progressiva e mais consistente na gestão escolar. Referências ALTKINSON, A.A., WATERHOUSE, J. A stakeholders approach to strategic performance measurement. Sloan Management Review, v.38, n.3, p.25-36, spring BANCO MUNDIAL. The contribution of social protection to the Milennium Goals. Tomado de BURKE, E.M.; GILMARTIN, R. Corporate community relations: the principles of the neighbour of choice. Westport: Praeger, CAMPOS, T.L.C. Administração de stakeholders: uma questão ética ou estratégica? In: Encontro Nacional dos Programas de Pós-Graduação Em Administração, 26, Anais do 55 ENANPAD Salvador, CLARKSON, M.B.E. A stakeholder framework for analyzing and evaluation corporate social performance. Academy of Management Review, Mississipi State v.20, p , Jan COHEN, E.; FRANCO, R. Avaliação de projetos sociais. 5 a ed, Vozes, DONALDSON, T.; PRESTON, L.E. The stakeholder theory of the corporation: concepts, evidence and implications. Academy of Management Review, v. 20, n. 8, p , DRUCKER, Peter F. Administração de Organizações Sem Fins Lucrativos. São Paulo: Pioneira, FISCHER, Rosa Maria et al. Monitoramento de projetos sociais: um desafio para as alianças intersetoriais. 27º Encontro da Associação Nacional dos Programas de Pós-graduação em Administração, Atibaia/SP, FREEMAN, E.R. Strategic management: a stakeholder approach. Boston: Pitman, FREEMAN, E.R. A Stakeholder Theory of the Modern Corporation. In Hartman, Laura P. Perspetives in Business Ethics. McGraw-Hill International Editions FRIEDMAN, M. Capitalismo e liberdade. Tradução de Luciana Carli. São Paulo: Artenova, GONÇALVES, C.A., MEIRELES, A.M. Projetos e relatórios de pesquisa em administração. São Paulo: Atlas, GRAYSON, D.; HODGES, A. Compromisso social e gestão empresarial. São Paulo: Publifolha, GUERRA-SILVA, C. E. A Influência de Estruturas Regulativas na Eficiência Organizacional do Terceiro Setor de Belo Horizonte. Dissertação de Mestrado. Universidade FUMEC. Setembro 2006, 254 p. HAMIL, S. Corporate community involvement: a case for regulatory reform. Business Ethics a European Review, v. 8, n. 1, p ,

15 IADB (INTERAMERICAN DEVELOPMENT BANK)/EVO (EVALUATION OFFICE). Evaluation: a management tool for improving project perfomance, March Disponível em: <www.iadb.org/cont/evo/evo_eng.htm>. Acesso em: nov JOIA, L.. Geração de modelos teóricos a partir de estudos de casos múltiplos: da teoria à pratica. In: ZOUAIN, M.D.;VIEIRA, M.M.F. Pesquisa qualitativa em administração. Rio de Janeiro: Ed. FGV, p McWILLIAMS, A.; SIEGEL, D. Corporate social responsibility and financial performance: correlation or misspecification? Strategic Management Journal, n. 21, p , METCALFE, Chris E. The stakeholder Corporation. Business Ethics. V.7, n.1, Jan MOKATE, Karen M. Eficacia, eficiencia, eqüidade y sostenibilidad: que queremos decir? Banco Interamericano de Desarrollo BID/ Instituto Interamericano para el Desarrollo Social Indes, jun ms. MONKS, R.A.G., MINOV, Nl. Corporate Governance. 2 ed. Oxford. Blackwell Publishers Ltda., MOORE, G. Tinged shareholders theory: or what s so special about stakeholders? Business ethics: a European Review, vol.8, n.2, NAVARO, H. Manual para la avaluación de impacto de proyectos y programas de lucha contra la pobreza, CEPAL, Chile, PATTON, M. Qualitative research & Evalaution Methods. 3 edition. SAGE, PELIANO, Ana Maria T. Medeiros (Coord.). Bondade ou interesse? Como e por que as empresas atuam ba área social. Brasília: Ipea, nov A iniciativa privada e o espírito público: um retrato da ação social das empresas no Brasil. Ipea. Set Disponível em: <www.ipea.gov.br/asocial>. Acesso em nov QUINTERO, V. Evaluación de Proyectos Sociales: construcción de Indicadores. Fundación para el Desarrollo Superior - FES-, RAVALLION, M. The Mystery of the vanishing benefits: Ms Speedy analyst s introduction to evaluation. Banco Mundial. Tomado de RODRIGUES, M.C.P. Ação social das empresas privadas: como avaliar resultados?: a metodologia EP2ASE. Rio de Janeiro: Editora FGV, SHANKMAN, Neil A. Reframing the debate between agency and stakeholders theories of the firm. Journal of Business Ethics. Vol. 21, n.4, TARAPANOFF, K., AGUIAR, A.C. Avaliação em Educação Corporativa.. In: Futuro da Indústria Educação Corporativa: Reflexões e Práticas Brasília,CNI/IEL e MDIC, WBI (World Bank Institute). Virtual resource center on sustainable competitiveness and corporate social responsibility. Virtual course on corporate social responsibility. Jan Disponível em: <www.worldbank.org/wbi/corpgov/csr/csr_vrc.html>. Acesso em: jan

MECANISMOS DE CONTROLE E AVALIAÇÃO DE PROJETOS SOCIAIS CORPORATIVOS EM SIDERÚRGICAS MINEIRAS

MECANISMOS DE CONTROLE E AVALIAÇÃO DE PROJETOS SOCIAIS CORPORATIVOS EM SIDERÚRGICAS MINEIRAS Resumo MECANISMOS DE CONTROLE E AVALIAÇÃO DE PROJETOS SOCIAIS CORPORATIVOS EM SIDERÚRGICAS MINEIRAS Autoria: Daniel Jardim Pardini, Albélio Nunes da Fonseca Dias, Afrânio Carvalho Aguiar Nas pesquisas

Leia mais

POLÍTICA DE COMUNICAÇÃO DA CEMIG COM A COMUNIDADE Substitui a NO-02.15 de 23/06/2009

POLÍTICA DE COMUNICAÇÃO DA CEMIG COM A COMUNIDADE Substitui a NO-02.15 de 23/06/2009 03/08/2010 Pág.01 POLÍTICA DE COMUNICAÇÃO DA CEMIG COM A COMUNIDADE Substitui a NO-02.15 de 23/06/2009 1. INTRODUÇÃO 1.1 A Política de Comunicação da CEMIG com a Comunidade explicita as diretrizes que

Leia mais

VI Conferencia Regional de voluntariado IAVE. Guayaquil Ecuador

VI Conferencia Regional de voluntariado IAVE. Guayaquil Ecuador VI Conferencia Regional de voluntariado IAVE Guayaquil Ecuador 2013 PerguntAção no Programa de Voluntariado Promon: conectando o conhecimento para criar, construir e transformar Autora: Marisa Villi (Assessora

Leia mais

GESTÃO DAS POLÍTICAS DE RECURSOS HUMANOS NOS GOVERNOS ESTADUAIS BRASILEIROS

GESTÃO DAS POLÍTICAS DE RECURSOS HUMANOS NOS GOVERNOS ESTADUAIS BRASILEIROS Inter-American Development Bank Banco Interamericano de Desarrollo Banco Interamericano de desenvolvimento Banque interámericaine de développment BR-P1051 Departamento de Países do Cone Sul (CSC) Rascunho

Leia mais

Fundação Dom Cabral EDUCAÇÃO DE LIDERANÇAS PARA A SUSTENTABILIDADE (ELS)

Fundação Dom Cabral EDUCAÇÃO DE LIDERANÇAS PARA A SUSTENTABILIDADE (ELS) Fundação Dom Cabral Ritual de Passagem: A Educação de Lideranças para a Sustentabilidade INSTRUMENTO PARA AVALIAÇÃO ALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO DE LIDERANÇAS PARA A SUSTENTABILIDADE (ELS) Prof. Raimundo Soares

Leia mais

POLÍTICA DE COMUNICAÇÃO E ENGAJAMENTO COM PÚBLICOS DE INTERESSE DAS EMPRESAS ELETROBRAS

POLÍTICA DE COMUNICAÇÃO E ENGAJAMENTO COM PÚBLICOS DE INTERESSE DAS EMPRESAS ELETROBRAS POLÍTICA DE COMUNICAÇÃO E ENGAJAMENTO COM PÚBLICOS DE INTERESSE DAS Versão 2.0 09/02/2015 Sumário 1 Objetivo... 3 1.1 Objetivos Específicos... 3 2 Conceitos... 4 3 Princípios... 5 4 Diretrizes... 5 4.1

Leia mais

Profa. Ligia Vianna. Unidade II PRINCÍPIOS BÁSICOS DA

Profa. Ligia Vianna. Unidade II PRINCÍPIOS BÁSICOS DA Profa. Ligia Vianna Unidade II PRINCÍPIOS BÁSICOS DA ADMINISTRAÇÃO Num passado não muito distante, a ordem sociopolítica compreendia apenas dois setores, ou seja, um público e outro privado. Esses setores

Leia mais

Sustentabilidade nos Negócios

Sustentabilidade nos Negócios Sustentabilidade nos Negócios Apresentação O programa Gestão Estratégica para a Sustentabilidade foi oferecido pelo Uniethos por nove anos. Neste período os temas ligados à sustentabilidade começam a provocar

Leia mais

Padrões de Competências para o Cargo de Coordenador Pedagógico

Padrões de Competências para o Cargo de Coordenador Pedagógico Padrões de Competências para o Cargo de Coordenador Pedagógico O Coordenador Pedagógico é o profissional que, na Escola, possui o importante papel de desenvolver e articular ações pedagógicas que viabilizem

Leia mais

DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL Dimensão Social

DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL Dimensão Social DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL Dimensão Social Por Daiane Fontes 1 A preocupação da sociedade com relação aos temas ética, cidadania, direitos humanos, desenvolvimento econômico, Desenvolvimento Sustentável

Leia mais

RESPONSABILIDADE SOCIAL. Roberta Dalvo

RESPONSABILIDADE SOCIAL. Roberta Dalvo RESPONSABILIDADE SOCIAL Roberta Dalvo Objetivo: Histórico e definições Panorama Social Oportunidades para as empresas (Vantagem Competitiva) Pesquisa realizada pelo Instituto Ethos/Valor Casos de sucesso

Leia mais

Responsabilidade social empresarial na região de Campinas, Estado de São Paulo: características e expectativas

Responsabilidade social empresarial na região de Campinas, Estado de São Paulo: características e expectativas Responsabilidade social empresarial na região de Campinas, Estado de São Paulo: características e expectativas Cândido Ferreira da Silva Filho (UNISAL) candido.silva@am.unisal.br Gideon Carvalho de Benedicto

Leia mais

A FUNÇÃO SOCIAL DA EMPRESA SOB A ÓTICA DO DESENVOLVIMENTO

A FUNÇÃO SOCIAL DA EMPRESA SOB A ÓTICA DO DESENVOLVIMENTO A FUNÇÃO SOCIAL DA EMPRESA SOB A ÓTICA DO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL Bruna Medeiros David de Souza Advogada. Pós-graduanda em Direito Civil pela Faculdade de Direito Milton Campos. A função social da

Leia mais

RSA NAS EMPRESAS: CONSTRUÇÃO DO CAMPO. Responsabilidade Social e Ambiental Aula 05

RSA NAS EMPRESAS: CONSTRUÇÃO DO CAMPO. Responsabilidade Social e Ambiental Aula 05 RSA NAS EMPRESAS: CONSTRUÇÃO DO CAMPO Responsabilidade Social e Ambiental Aula 05 2 / 21 TENSÕES CONTEMPORÂNEAS Como gerir o conflito proveniente das tensões contemporâneas entre o público e o privado?

Leia mais

Responsabilidade Social

Responsabilidade Social Responsabilidade Social Profa. Felicia Alejandrina Urbina Ponce A questão principal é debater: o que torna uma empresa socialmente responsável? É o fato de ela ser ética? Ou fi lantrópica? Ou porque ela

Leia mais

EMENTAS DAS DISCIPLINAS

EMENTAS DAS DISCIPLINAS EMENTAS DAS DISCIPLINAS CURSO DE GRADUAÇÃO DE ADMINISTRAÇÃO Evolução de Pensamento Administrativo I Estudo da administração, suas áreas e funções, o trabalho do administrador e sua atuação; a evolução

Leia mais

EMENTAS - MATRIZ CURRICULAR - 2016

EMENTAS - MATRIZ CURRICULAR - 2016 EMENTAS - MATRIZ CURRICULAR - 2016 901491 - EVOLUÇÃO DO PENSAMENTO ADMINISTRATIVO I Estudo da administração, suas áreas e funções, o trabalho do administrador e sua atuação; a evolução da teoria organizacional

Leia mais

A IMPORTÂNCIA DA CONTABILIDADE GERENCIAL NA GESTÃO EMPRESARIAL

A IMPORTÂNCIA DA CONTABILIDADE GERENCIAL NA GESTÃO EMPRESARIAL A IMPORTÂNCIA DA CONTABILIDADE GERENCIAL NA GESTÃO EMPRESARIAL Aldemar Dias de Almeida Filho Discente do 4º ano do Curso de Ciências Contábeis Faculdades Integradas de Três Lagoas AEMS Élica Cristina da

Leia mais

AUTOR(ES): ALTIERES FRANCISCO MOLINA SECAFIN, DREISON NIHI, EDUARDO VINICIUS PONDIAN DE OLIVEIRA

AUTOR(ES): ALTIERES FRANCISCO MOLINA SECAFIN, DREISON NIHI, EDUARDO VINICIUS PONDIAN DE OLIVEIRA TÍTULO: O USO DA SIMULAÇÃO EMPRESARIAL NOS CURSOS DE GRADUAÇÃO EM ADMINISTRAÇÃO: UMA ANÁLISE SOB A PERSPECTIVA DOS ALUNOS JÁ FORMADOS CATEGORIA: CONCLUÍDO ÁREA: CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS SUBÁREA: ADMINISTRAÇÃO

Leia mais

AA1000: Estrutura de gestão da responsabilidade corporativa. Informações gerais

AA1000: Estrutura de gestão da responsabilidade corporativa. Informações gerais AA1000: Estrutura de gestão da responsabilidade corporativa Informações gerais Produzido por BSD Brasil. Pode ser reproduzido desde que citada a fonte. Introdução Lançada em novembro de 1999, em versão

Leia mais

MODELO DE EXCELÊNCIA EM GESTÃO (MEG), UMA VISÃO SISTÊMICA ORGANIZACIONAL

MODELO DE EXCELÊNCIA EM GESTÃO (MEG), UMA VISÃO SISTÊMICA ORGANIZACIONAL MODELO DE EXCELÊNCIA EM GESTÃO (MEG), UMA VISÃO SISTÊMICA ORGANIZACIONAL Alessandro Siqueira Tetznerl (1) : Engº. Civil - Pontifícia Universidade Católica de Campinas com pós-graduação em Gestão de Negócios

Leia mais

Responsabilidade Social e Experiências Educomunicativas: Levantamento em Organizações Paranaenses 1

Responsabilidade Social e Experiências Educomunicativas: Levantamento em Organizações Paranaenses 1 Responsabilidade Social e Experiências Educomunicativas: Levantamento em Organizações Paranaenses 1 Resumo Regiane Ribeiro 2 Marcielly Cristina Moresco 3 Universidade Federal do Paraná - UFPR Curitiba,

Leia mais

visão, missão e visão valores corporativos Ser uma empresa siderúrgica internacional, de classe mundial.

visão, missão e visão valores corporativos Ser uma empresa siderúrgica internacional, de classe mundial. visão, missão e valores corporativos visão Ser uma empresa siderúrgica internacional, de classe mundial. MISSÃO O Grupo Gerdau é uma Organização empresarial focada em siderurgia, com a missão de satisfazer

Leia mais

EMENTAS DAS DISCIPLINAS

EMENTAS DAS DISCIPLINAS EMENTAS DAS DISCIPLINAS CURSO DE GRADUAÇÃO DE ADMINISTRAÇÃO Nome da disciplina Evolução do Pensamento Administrativo I Estudo da administração, suas áreas e funções, o trabalho do administrador e sua atuação;

Leia mais

RESPONSABILIDADE SOCIAL: a solidariedade humana para o desenvolvimento local

RESPONSABILIDADE SOCIAL: a solidariedade humana para o desenvolvimento local RESPONSABILIDADE SOCIAL: a solidariedade humana para o desenvolvimento local 1 Por: Evandro Prestes Guerreiro 1 A questão da Responsabilidade Social se tornou o ponto de partida para o estabelecimento

Leia mais

Sustentabilidade nos Negócios

Sustentabilidade nos Negócios Sustentabilidade nos Negócios Apresentação O programa Gestão Estratégica para a Sustentabilidade foi oferecido pelo Uniethos por nove anos. Neste período os temas ligados à sustentabilidade começam a provocar

Leia mais

Faculdade Internacional de Curitiba MBA em Planejamento e Gestão Estratégica Mapas Estratégicos Prof. Adriano Stadler

Faculdade Internacional de Curitiba MBA em Planejamento e Gestão Estratégica Mapas Estratégicos Prof. Adriano Stadler Faculdade Internacional de Curitiba MBA em Planejamento e Gestão Estratégica Mapas Estratégicos Prof. Adriano Stadler AULA 5 - PERSPECTIVA DE APRENDIZADO E CRESCIMENTO Abertura da Aula Uma empresa é formada

Leia mais

20 de junho de 2013.)

20 de junho de 2013.) 20 de junho de 2013.) Tecnologias Educacionais (G.E.N.T.E.) _ 2 _ > Rio de Janeiro 20 de junho de 2013 Proposta elaborada pelo IETS _Contextualização O projeto Ginásio Experimental de Novas Tecnologias

Leia mais

GERENCIAMENTO DE PROJETOS EM UM ESCRITÓRIO DE ARQUITETURA: VISÃO TRADICIONAL X NEGÓCIOS BASEADOS EM PROJETOS

GERENCIAMENTO DE PROJETOS EM UM ESCRITÓRIO DE ARQUITETURA: VISÃO TRADICIONAL X NEGÓCIOS BASEADOS EM PROJETOS GERENCIAMENTO DE PROJETOS EM UM ESCRITÓRIO DE ARQUITETURA: VISÃO TRADICIONAL X NEGÓCIOS BASEADOS EM PROJETOS Ana Carolina Freitas Teixeira¹ RESUMO O gerenciamento de projetos continua crescendo e cada

Leia mais

APÊNDICE A QUESTIONÁRIO APLICADO AOS GESTORES

APÊNDICE A QUESTIONÁRIO APLICADO AOS GESTORES 202 INSTRUÇÕES DE PREENCHIMENTO ALGUNS COMENTÁRIOS ANTES DE INICIAR O PREENCHIMENTO DO QUESTIONÁRIO: a) Os blocos a seguir visam obter as impressões do ENTREVISTADO quanto aos processos de gestão da Policarbonatos,

Leia mais

GLOSSÁRIO. Atividade: ação, em geral repetitiva, que permite gerar um determinado produto (bens e serviços), estendendo-se por tempo indeterminado.

GLOSSÁRIO. Atividade: ação, em geral repetitiva, que permite gerar um determinado produto (bens e serviços), estendendo-se por tempo indeterminado. GLOSSÁRIO Accountability: obrigação de prestar contas. Responsabilização. Envolve não apenas a transparência dos processos como também a definição de responsabilidades e identificação dos responsáveis.

Leia mais

Norma Permanente 4.1. GOVERNANÇA E GESTÃO 4.2. PRINCÍPIOS 4.3. INVESTIMENTO SOCIAL PRIVADO E INCENTIVADO

Norma Permanente 4.1. GOVERNANÇA E GESTÃO 4.2. PRINCÍPIOS 4.3. INVESTIMENTO SOCIAL PRIVADO E INCENTIVADO Resumo: Reafirma o comportamento socialmente responsável da Duratex. Índice 1. OBJETIVO 2. ABRANGÊNCIA 3. DEFINIÇÕES 3.1. PARTE INTERESSADA 3.2. ENGAJAMENTO DE PARTES INTERESSADAS 3.3. IMPACTO 3.4. TEMAS

Leia mais

POLÍTICA DE RESPONSABILIDADE SOCIAL REDE GAZETA

POLÍTICA DE RESPONSABILIDADE SOCIAL REDE GAZETA POLÍTICA DE RESPONSABILIDADE SOCIAL REDE GAZETA Vitória, ES Janeiro 2010. 1ª Revisão Janeiro 2011. 2ª Revisão Janeiro 2012. POLÍTICA DE RESPONSABILIDADE SOCIAL DA REDE GAZETA IDENTIDADE CORPORATIVA Missão

Leia mais

Gerenciamento Estratégico e EHS Uma parceria que dá certo

Gerenciamento Estratégico e EHS Uma parceria que dá certo Gerenciamento Estratégico e EHS Uma parceria que dá certo INTRODUÇÃO O Balanced Scorecard (BSC) é uma metodologia desenvolvida para traduzir, em termos operacionais, a Visão e a Estratégia das organizações

Leia mais

CESA Comitê Advocacia Solidária ISO 26.000 e Manual do Advogado Sustentável

CESA Comitê Advocacia Solidária ISO 26.000 e Manual do Advogado Sustentável CESA Comitê Advocacia Solidária ISO 26.000 e Manual do Advogado Sustentável Julho 2010 O que é ISO 26000? A ISO 26000 é uma norma internacional de Responsabilidade Social, um guia de diretrizes que contribui

Leia mais

GOVERNANÇA CORPORATIVA CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO CONSELHO CONSULTIVO

GOVERNANÇA CORPORATIVA CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO CONSELHO CONSULTIVO GOVERNANÇA CORPORATIVA CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO CONSELHO CONSULTIVO O QUE É GOVERNANÇA CORPORATIVA? Conselho de Família GOVERNANÇA SÓCIOS Auditoria Independente Conselho de Administração Conselho Fiscal

Leia mais

4 O CASO PETROBRAS 4.1 HISTÓRICO DA PETROBRAS

4 O CASO PETROBRAS 4.1 HISTÓRICO DA PETROBRAS 4 O CASO PETROBRAS 4.1 HISTÓRICO DA PETROBRAS A Petrobras foi criada em 3 de outubro de 1953, pela Lei 2.004, assinada pelo então presidente Getúlio Vargas, em meio a um ambiente de descrédito em relação

Leia mais

Construindo a interação entre universidade e empresas: O que os atores pensam sobre isso?

Construindo a interação entre universidade e empresas: O que os atores pensam sobre isso? i n o v a ç ã o 8 Construindo a interação entre universidade e empresas: O que os atores pensam sobre isso? Carla Conti de Freitas Yara Fonseca de Oliveira e Silva Julia Paranhos Lia Hasenclever Renata

Leia mais

POLÍTICA EMRPESARIAL DA INT.4

POLÍTICA EMRPESARIAL DA INT.4 POLÍTICA EMRPESARIAL DA INT.4 INTRODUÇÃO Desde que foi fundada em 2001, a ética, a transparência nos processos, a honestidade a imparcialidade e o respeito às pessoas são itens adotados pela interação

Leia mais

Governança Clínica. As práticas passaram a ser amplamente utilizadas em cuidados de saúde à partir de 1.995.

Governança Clínica. As práticas passaram a ser amplamente utilizadas em cuidados de saúde à partir de 1.995. Governança Clínica As práticas passaram a ser amplamente utilizadas em cuidados de saúde à partir de 1.995. O Modelo de Gestão Atual foi desenvolvido a 100 anos. Repensar o Modelo de Gestão nos serviços

Leia mais

OS PRINCÍPIOS DA ESSILOR

OS PRINCÍPIOS DA ESSILOR OS PRINCÍPIOS DA ESSILOR Cada um de nós, na vida profissional, divide com a Essilor a sua responsabilidade e a sua reputação. Portanto, devemos conhecer e respeitar os princípios que se aplicam a todos.

Leia mais

XXXII Congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Farmacêutica

XXXII Congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Farmacêutica XXXII Congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Farmacêutica Mesa-Redonda: Responsabilidade Social Empresarial 23-24 de Novembro de 2006 Mário Páscoa (Wyeth/ Painel Febrafarma) E-mail: pascoam@hotmail.com

Leia mais

RESOLUÇÃO Nº 039/2004-COU/UNICENTRO

RESOLUÇÃO Nº 039/2004-COU/UNICENTRO RESOLUÇÃO Nº 039/2004-COU/UNICENTRO REVOGADA PELA RESOLUÇÃO Nº 128/2014- COU/UNICENTRO. DISPOSITIVOS DO PROJETO PEDAGÓGICO APROVADO POR ESTA RESOLUÇÃO, ESTÃO ALTERADOS PELA RESOLUÇÃO Nº 26/2009-COU/UNICENTRO.

Leia mais

Avaliação Econômica. O Processo de Seleção de Diretores nas Escolas Públicas Brasileiras

Avaliação Econômica. O Processo de Seleção de Diretores nas Escolas Públicas Brasileiras Avaliação Econômica O Processo de Seleção de Diretores nas Escolas Públicas Brasileiras Objeto da avaliação: adoção de diferentes mecanismos para a seleção de diretores de escolas públicas brasileiras

Leia mais

Este material contém um resumo da avaliação realizada pela FDC e seus parceiros. A coleta de dados foi realizada durante julho e agosto de 2013.

Este material contém um resumo da avaliação realizada pela FDC e seus parceiros. A coleta de dados foi realizada durante julho e agosto de 2013. O que é o estudo? É uma avaliação bianual criada em 2012 pelo Núcleo de Sustentabilidade da FDC para observar o estado de arte da gestão sustentável nas empresas brasileiras. Na edição de 2014, contamos

Leia mais

A estrutura do gerenciamento de projetos

A estrutura do gerenciamento de projetos A estrutura do gerenciamento de projetos Introdução O Guia do Conhecimento em Gerenciamento de Projetos (Guia PMBOK ) é uma norma reconhecida para a profissão de gerenciamento de projetos. Um padrão é

Leia mais

RETORNO EM EDUCAÇÃO CORPORATIVA DEVE SER MENSURADO

RETORNO EM EDUCAÇÃO CORPORATIVA DEVE SER MENSURADO RETORNO EM EDUCAÇÃO CORPORATIVA DEVE SER MENSURADO Apesar de as empresas brasileiras estarem despertando para o valor das ações de educação corporativa em prol dos seus negócios, muitos gestores ainda

Leia mais

Lançamento. 25/agosto/2009

Lançamento. 25/agosto/2009 Lançamento Programa de Voluntariado Empresarial Sabesp 25/agosto/2009 Cenário externo Modelo de desenvolvimento insustentável; Desequilíbrio ambiental e escassez de recursos naturais; Aumento da pobreza,

Leia mais

Empresas Familiares aprimoramento da governança corporativa para o sucesso do negócio

Empresas Familiares aprimoramento da governança corporativa para o sucesso do negócio Empresas Familiares aprimoramento da governança corporativa para o sucesso do negócio Nome Desarrollo de Sistemas de Gobierno y Gestión en Empresas de Propiedad Familiar en el Perú Objetivo Contribuir

Leia mais

3 Metodologia. 3.1 Tipo de Pesquisa

3 Metodologia. 3.1 Tipo de Pesquisa 3 Metodologia Neste capítulo é descrita a metodologia da presente pesquisa, abordandose o tipo de pesquisa realizada, os critérios para a seleção dos sujeitos, os procedimentos para a coleta, o tratamento

Leia mais

Governança de TI. Importância para as áreas de Auditoria e Compliance. Maio de 2011. IT Governance Discussion

Governança de TI. Importância para as áreas de Auditoria e Compliance. Maio de 2011. IT Governance Discussion Governança de TI Importância para as áreas de Auditoria e Compliance Maio de 2011 Page 1 É esperado de TI mais do que deixar o sistema no ar. Page 2 O que mudou o Papel de TI? Aumento de riscos e de expectativas

Leia mais

Pequenas e Médias Empresas na Guatemala. Pequenos Negócios Conceito e Principais instituições de Apoio aos Pequenos Negócios

Pequenas e Médias Empresas na Guatemala. Pequenos Negócios Conceito e Principais instituições de Apoio aos Pequenos Negócios Pequenas e Médias Empresas na Guatemala Pequenos Negócios Conceito e Principais instituições de Apoio aos Pequenos Negócios Na Guatemala, existem várias definições fornecidas por diferentes instituições

Leia mais

Investimento. Privado no Brasil. tendências, desafios e potencialidades. organização: Fábio Deboni

Investimento. Privado no Brasil. tendências, desafios e potencialidades. organização: Fábio Deboni Investimento Social Privado no Brasil tendências, desafios e potencialidades organização: Fábio Deboni 1ª edição Brasília DF 2013 Maria Cecília Prates Rodrigues Aspectos centrais a serem considerados para

Leia mais

AUDITORIA INTERNA DA ATLAS

AUDITORIA INTERNA DA ATLAS AUDITORIA INTERNA DA ATLAS A auditoria interna serve à administração como meio de identificação de que todos os processos internos e políticas definido pela ATLAS, assim como sistemas contábeis e de controle

Leia mais

Processo de Negociação. Quem somos. Nossos Serviços. Clientes e Parceiros

Processo de Negociação. Quem somos. Nossos Serviços. Clientes e Parceiros Quem somos Nossos Serviços Processo de Negociação Clientes e Parceiros O NOSSO NEGÓCIO É AJUDAR EMPRESAS A RESOLVEREM PROBLEMAS DE GESTÃO Consultoria empresarial a menor custo Aumento da qualidade e da

Leia mais

IMAGEM E REPUTAÇÃO NAS INSTITUIÇÕES DE ENSINO: A PESQUISA E RESULTADOS NO IMAGE E MARKET SHARE

IMAGEM E REPUTAÇÃO NAS INSTITUIÇÕES DE ENSINO: A PESQUISA E RESULTADOS NO IMAGE E MARKET SHARE IMAGEM E REPUTAÇÃO NAS INSTITUIÇÕES DE ENSINO: A PESQUISA E RESULTADOS NO IMAGE E MARKET SHARE GEduc 2012 - Novos Rumos para a Gestão Educacional Pág 1 Temas Pressupostos teórico-metodológicos As necessidades

Leia mais

Professora Débora Dado. Prof.ª Débora Dado

Professora Débora Dado. Prof.ª Débora Dado Professora Débora Dado Prof.ª Débora Dado Planejamento das aulas 7 Encontros 19/05 Contextualizando o Séc. XXI: Equipes e Competências 26/05 Competências e Processo de Comunicação 02/06 Processo de Comunicação

Leia mais

Código de Ética do Grupo Pirelli

Código de Ética do Grupo Pirelli Código de Ética do Grupo Pirelli A identidade do Grupo Pirelli fundamenta-se historicamente em um conjunto de valores sempre seguidos e apoiados por todos nós. Esses valores, ao longo dos anos, permitiram

Leia mais

PREVIEW DAS PRINCIPAIS SEÇÕES DA NBR ISO 19011

PREVIEW DAS PRINCIPAIS SEÇÕES DA NBR ISO 19011 CENTRO DA QUALIDADE, SEGURANÇA E PRODUTIVIDADE PARA O BRASIL E AMÉRICA LATINA PREVIEW DAS PRINCIPAIS SEÇÕES DA NBR ISO 19011 Diretrizes para auditorias de sistemas de gestão da qualidade e/ou ambiental

Leia mais

POLÍTICA DE GOVERNANÇA COOPERATIVA

POLÍTICA DE GOVERNANÇA COOPERATIVA POLÍTICA DE GOVERNANÇA COOPERATIVA 1 1. APRESENTAÇÃO Esta política estabelece os princípios e práticas de Governança Cooperativa adotadas pelas cooperativas do Sistema Cecred, abordando os aspectos de

Leia mais

MEETING DO MARKETING

MEETING DO MARKETING MEETING DO MARKETING Reputação Corporativa Ativo com Resultados Tangíveis Cristina Panella Cristina Panella Setembro Pág1 2007 Toda empresa funciona num meio ambiente de públicos Philip Kotler Pág2 Tipos

Leia mais

O Valor estratégico da sustentabilidade: resultados do Relatório Global da McKinsey

O Valor estratégico da sustentabilidade: resultados do Relatório Global da McKinsey O Valor estratégico da sustentabilidade: resultados do Relatório Global da McKinsey Executivos em todos os níveis consideram que a sustentabilidade tem um papel comercial importante. Porém, quando se trata

Leia mais

CONHEÇA OS NOSSOS PROJETOS

CONHEÇA OS NOSSOS PROJETOS CONHEÇA OS NOSSOS PROJETOS APRESENTAÇÃO Em Dezembro de 2004 por iniciativa da Federação das Indústrias do Estado do Paraná o CPCE Conselho Paranaense de Cidadania Empresarial nasceu como uma organização

Leia mais

PLANO ESTRATÉGICO 2015 2018 REVISÃO 4.0 DE 09/09/2015

PLANO ESTRATÉGICO 2015 2018 REVISÃO 4.0 DE 09/09/2015 PLANO ESTRATÉGICO 2015 2018 REVISÃO 4.0 DE 09/09/2015 Líderes : Autores do Futuro Ser líder de um movimento de transformação organizacional é um projeto pessoal. Cada um de nós pode escolher ser... Espectador,

Leia mais

Lista de Exercícios - COBIT 5

Lista de Exercícios - COBIT 5 Lista de Exercícios - COBIT 5 1. O COBIT 5 possui: a) 3 volumes, 7 habilitadores, 5 princípios b) 3 volumes, 5 habilitadores, 7 princípios c) 5 volumes, 7 habilitadores, 5 princípios d) 5 volumes, 5 habilitadores,

Leia mais

ÊNFASE EM GESTÃO ECONÔMICO-FINANCEIRA

ÊNFASE EM GESTÃO ECONÔMICO-FINANCEIRA MBA DESENVOLVIMENTO AVANÇADO DE EXECUTIVOS ÊNFASE EM GESTÃO ECONÔMICO-FINANCEIRA O MBA Desenvolvimento Avançado de Executivos possui como característica atender a um mercado altamente dinâmico e competitivo

Leia mais

Gestão e Crescimento Empresarial de Alto Impacto ENTREPRENEURIAL THOUGHT AND ACTION

Gestão e Crescimento Empresarial de Alto Impacto ENTREPRENEURIAL THOUGHT AND ACTION Gestão e Crescimento Empresarial de Alto Impacto ENTREPRENEURIAL THOUGHT AND ACTION Instituto Educacional BM&FBOVESPA e Babson: Com reconhecida experiência, o Instituto Educacional BM&FBOVESPA atua na

Leia mais

Gestão de Processos Estratégicos

Gestão de Processos Estratégicos Gestão de Processos Estratégicos Fevereiro/2014 DEFINIÇÕES Rede de Desenvolvimento Integrado Arranjos que estimulam e proporcionam um comportamento (em rede) cooperativo entre agentes governamentais e

Leia mais

ANEXO XXII POLÍTICA MUNICIPAL DE TURISMO DE FOZ DO IGUAÇU LEI Nº 4.291, DE 31 DE OUTUBRO DE 2014.

ANEXO XXII POLÍTICA MUNICIPAL DE TURISMO DE FOZ DO IGUAÇU LEI Nº 4.291, DE 31 DE OUTUBRO DE 2014. ANEXO XXII POLÍTICA MUNICIPAL DE TURISMO DE FOZ DO IGUAÇU LEI Nº 4.291, DE 31 DE OUTUBRO DE 2014. DISPÕE SOBRE A POLÍTICA MUNICIPAL DE TURISMO, PREVISTA NO CAPÍTULO X, DO TÍTULO V, DA LEI ORGÂNICA DO MUNICÍPIO,

Leia mais

Prof. Fabiano Geremia

Prof. Fabiano Geremia PLANEJAMENTO ESTRÁTEGICO PARA ARRANJOS PRODUTIVOS CURSO INTERMEDIÁRIO PARA FORMULADORES DE POLÍTICAS Prof. Fabiano Geremia Planejamento Estratégico ementa da disciplina Planejamento estratégico e seus

Leia mais

UIPES/ORLA Sub-Região Brasil

UIPES/ORLA Sub-Região Brasil 1 A CARTA DE BANGKOK PARA A PROMOÇÃO DA SAÚDE NO MUNDO GLOBALIZADO 1 Introdução Área de atuação. A Carta de Bangkok (CB) identifica ações, compromissos e garantias requeridos para atingir os determinantes

Leia mais

Portugal Brasil Moçambique Polónia

Portugal Brasil Moçambique Polónia www.promover.pt www.greatteam.pt Portugal Brasil Moçambique Polónia QUEM SOMOS - Prestamos serviços técnicos de consultoria de gestão e formação nos diversos setores da economia. - Presentes em Lisboa,

Leia mais

ESTA PARA NASCER UM MODELO INOVADOR DE INCLUSIVA EM CURITIBA. Solicitação de doação por incentivo fiscal COMTIBA Prefeitura Municipal de Curitiba

ESTA PARA NASCER UM MODELO INOVADOR DE INCLUSIVA EM CURITIBA. Solicitação de doação por incentivo fiscal COMTIBA Prefeitura Municipal de Curitiba ESTA PARA NASCER UM MODELO INOVADOR DE EDUCACAO INFANTIL INCLUSIVA EM CURITIBA VEJA COMO SUA EMPRESA PODE TRANSFORMAR ESTA IDEIA EM REALIDADE { Solicitação de doação por incentivo fiscal COMTIBA Prefeitura

Leia mais

MBA EXECUTIVO DA INDÚSTRIA FARMACÊUTICA

MBA EXECUTIVO DA INDÚSTRIA FARMACÊUTICA MBA EXECUTIVO DA INDÚSTRIA FARMACÊUTICA 2012.1 FUNDAÇÃO GETULIO VARGAS É uma instituição de direito privado, sem fins lucrativos, fundada em 20 de dezembro de 1944, com o objetivo de ser um centro voltado

Leia mais

CAPÍTULO 1 - CONTABILIDADE E GESTÃO EMPRESARIAL A CONTROLADORIA

CAPÍTULO 1 - CONTABILIDADE E GESTÃO EMPRESARIAL A CONTROLADORIA CAPÍTULO 1 - CONTABILIDADE E GESTÃO EMPRESARIAL A CONTROLADORIA Constata-se que o novo arranjo da economia mundial provocado pelo processo de globalização tem afetado as empresas a fim de disponibilizar

Leia mais

CIEDS, Centro Integrado de Estudos e Programas de Desenvolvimento Sustentável Missão:

CIEDS, Centro Integrado de Estudos e Programas de Desenvolvimento Sustentável Missão: O CIEDS, Centro Integrado de Estudos e Programas de Desenvolvimento Sustentável, é uma Instituição Social Sem Fins Lucrativos, de Utilidade Pública Federal, fundada em 1998, com sede na cidade do Rio de

Leia mais

RESOLUÇÃO CFC Nº 1.036/05

RESOLUÇÃO CFC Nº 1.036/05 RESOLUÇÃO CFC Nº 1.036/05 Aprova a NBC T 11.8 Supervisão e Controle de Qualidade. O Conselho Federal de Contabilidade, no exercício de suas atribuições legais e regimentais, Considerando que as Normas

Leia mais

INFORMAÇÃO EM RELAÇÕES PÚBLICAS a pesquisa empírica em Portais Corporativos

INFORMAÇÃO EM RELAÇÕES PÚBLICAS a pesquisa empírica em Portais Corporativos INFORMAÇÃO EM RELAÇÕES PÚBLICAS a pesquisa empírica em Portais Corporativos Cláudia Peixoto de Moura Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul PUCRS E-mail: cpmoura@pucrs.br Resumo do Trabalho:

Leia mais

O PLANEJAMENTO ESTRATÉGIO EM RECURSOS HUMANOS: Um Estudo de Caso das Melhores Empresas para se Trabalhar segundo o Guia VOCÊ S/A EXAME

O PLANEJAMENTO ESTRATÉGIO EM RECURSOS HUMANOS: Um Estudo de Caso das Melhores Empresas para se Trabalhar segundo o Guia VOCÊ S/A EXAME O PLANEJAMENTO ESTRATÉGIO EM RECURSOS HUMANOS: Um Estudo de Caso das Melhores Empresas para se Trabalhar segundo o Guia VOCÊ S/A EXAME Felipe Barbetta Soares da Silva 1, Vilma da Silva Santos 2, Paulo

Leia mais

AULAS 11 E 12 Dos objetivos aos indicadores da avaliação

AULAS 11 E 12 Dos objetivos aos indicadores da avaliação 1 AULAS 11 E 12 Dos objetivos aos indicadores da avaliação Ernesto F. L. Amaral 14 e 26 de abril de 2011 Avaliação de Políticas Públicas (DCP 046) Fonte: Cohen, Ernesto, e Rolando Franco. 2000. Avaliação

Leia mais

METODOLOGIA HSM Centrada nos participantes com professores com experiência executiva, materiais especialmente desenvolvidos e infraestrutura tecnológica privilegiada. O conteúdo exclusivo dos especialistas

Leia mais

Quais são as Balas de Prata no Gerenciamento de Projetos? (Autores: Carlos Magno da Silva Xavier e Alberto Sulaiman Sade Júnior) Resumo

Quais são as Balas de Prata no Gerenciamento de Projetos? (Autores: Carlos Magno da Silva Xavier e Alberto Sulaiman Sade Júnior) Resumo Quais são as Balas de Prata no Gerenciamento de Projetos? (Autores: Carlos Magno da Silva Xavier e Alberto Sulaiman Sade Júnior) Resumo A metáfora bala de prata se aplica a qualquer ação que terá uma extrema

Leia mais

Análise do Ambiente estudo aprofundado

Análise do Ambiente estudo aprofundado Etapa 1 Etapa 2 Etapa 3 Etapa 4 Etapa 5 Disciplina Gestão Estratégica e Serviços 7º Período Administração 2013/2 Análise do Ambiente estudo aprofundado Agenda: ANÁLISE DO AMBIENTE Fundamentos Ambientes

Leia mais

PROJETO UTILIZANDO QLIKVIEW PARA ESTUDO / SIMULAÇÃO DE INDICADORES

PROJETO UTILIZANDO QLIKVIEW PARA ESTUDO / SIMULAÇÃO DE INDICADORES PROJETO UTILIZANDO QLIKVIEW PARA ESTUDO / SIMULAÇÃO DE INDICADORES Fábio S. de Oliveira 1 Daniel Murara Barcia 2 RESUMO Gerenciar informações tem um sido um grande desafio para as empresas diante da competitividade

Leia mais

CONSELHO DE CLASSE. A visão dos professores sobre educação no Brasil

CONSELHO DE CLASSE. A visão dos professores sobre educação no Brasil CONSELHO DE CLASSE A visão dos professores sobre educação no Brasil INTRODUÇÃO Especificações Técnicas Data do Campo 19/06 a 14/10 de 2014 Metodologia Técnica de coleta de dados Abrangência geográfica

Leia mais

1 Introdu ç ão. 1.1. A questão de pesquisa

1 Introdu ç ão. 1.1. A questão de pesquisa 1 Introdu ç ão 1.1. A questão de pesquisa A temática estratégia é muito debatida no meio acadêmico e também possui destacado espaço nas discussões no meio empresarial. Organizações buscam continuamente

Leia mais

Com o objetivo de continuar aprimorando o modelo de gestão de Minas Gerais, foi lançado, em 2010, o projeto Agenda de Melhorias caminhos para inovar

Com o objetivo de continuar aprimorando o modelo de gestão de Minas Gerais, foi lançado, em 2010, o projeto Agenda de Melhorias caminhos para inovar março de 2012 Introdução Com o objetivo de continuar aprimorando o modelo de gestão de Minas Gerais, foi lançado, em 2010, o projeto Agenda de Melhorias caminhos para inovar na gestão pública. A criação

Leia mais

METODOLOGIA PARA PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO NA PEQUENA EMPRESA: UM ESTUDO DE CASO

METODOLOGIA PARA PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO NA PEQUENA EMPRESA: UM ESTUDO DE CASO METODOLOGIA PARA PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO NA PEQUENA EMPRESA: UM ESTUDO DE CASO Mauricio João Atamanczuk (UTFPR) atamanczuk@hotmail.com Prof. Dr. João Luiz Kovaleski (UTFPR) kovaleski@pg.cefet.br RESUMO:

Leia mais

Avaliação de projetos de Voluntariado Empresarial

Avaliação de projetos de Voluntariado Empresarial Avaliação de projetos de Voluntariado Empresarial A metodologia EP 2 ASE CBVE, 01/02/2010 Desafio Avaliação do impacto das ações de voluntariado para as empresas se o VE pode ser visto como estratégia

Leia mais

Oficina de Gestão de Portifólio

Oficina de Gestão de Portifólio Oficina de Gestão de Portifólio Alinhando ESTRATÉGIAS com PROJETOS através da GESTÃO DE PORTFÓLIO Gestão de portfólio de projetos pode ser definida como a arte e a ciência de aplicar um conjunto de conhecimentos,

Leia mais

A Integração de Remuneração, Reconhecimento e Recompensa. Luiz Edmundo Rosa São Paulo, 26.03.09

A Integração de Remuneração, Reconhecimento e Recompensa. Luiz Edmundo Rosa São Paulo, 26.03.09 A Integração de Remuneração, Reconhecimento e Recompensa Luiz Edmundo Rosa São Paulo, 26.03.09 AGENDA 1. Posicionando a Remuneração e Reconhecimento 2. Tendências e impactos na Gestão 3. Melhores Práticas:

Leia mais

Capital Intelectual. O Grande Desafio das Organizações. José Renato Sátiro Santiago Jr. José Renato Sátiro Santiago. Novatec

Capital Intelectual. O Grande Desafio das Organizações. José Renato Sátiro Santiago Jr. José Renato Sátiro Santiago. Novatec Capital Intelectual O Grande Desafio das Organizações José Renato Sátiro Santiago Jr. José Renato Sátiro Santiago Novatec 1 Tudo começa com o conhecimento A gestão do conhecimento é um assunto multidisciplinar

Leia mais

Comunicação Institucional Visão de Futuro

Comunicação Institucional Visão de Futuro Comunicação Institucional Visão de Futuro Organograma Presidente Comunicação Institucional Assistente Imagem Corporativa e Marcas Comitê Estratégico Imprensa Planejamento e Gestão Atendimento e Articulação

Leia mais

Towers Watson. Pública

Towers Watson. Pública Towers Watson Pública Gestão Estratégica da Saúde Corporativa 2012 3ª edição Seminário Anual de Saúde 2012 A Nova Era da Gestão de Saúde nas Empresas Dividindo responsabilidades, otimizando resultados

Leia mais

O PAPEL DO GESTOR COMO MULTIPLICADOR

O PAPEL DO GESTOR COMO MULTIPLICADOR Programa de Capacitação PAPEL D GESTR CM MULTIPLICADR Brasília 12 de maio de 2011 Graciela Hopstein ghopstein@yahoo.com.br Qual o conceito de multiplicador? Quais são as idéias associadas a esse conceito?

Leia mais

2- Planejamento Estratégico Empresarial e de Negócios

2- Planejamento Estratégico Empresarial e de Negócios SERVIÇOS 1- Diagóstico Corporativo Processo voltado à identificação e avaliação dos pontos fortes e fracos da empresa, obtidos através de entrevista dirigida de seus colaboradores internos, em todos os

Leia mais

BACHARELADOS INTERDISCIPLINARES

BACHARELADOS INTERDISCIPLINARES BACHARELADOS INTERDISCIPLINARES Bacharelados Interdisciplinares (BIs) e similares são programas de formação em nível de graduação de natureza geral, que conduzem a diploma, organizados por grandes áreas

Leia mais

LEI Nº 13.558, de 17 de novembro de 2005. Dispõe sobre a Política Estadual de Educação Ambiental - PEEA - e adota outras providências.

LEI Nº 13.558, de 17 de novembro de 2005. Dispõe sobre a Política Estadual de Educação Ambiental - PEEA - e adota outras providências. LEI Nº 13.558, de 17 de novembro de 2005 Procedência: Governamental Natureza: PL. 332/05 DO. 17.762 de 17/11/05 Fonte: ALESC/Div. Documentação Dispõe sobre a Política Estadual de Educação Ambiental - PEEA

Leia mais