USUCAPIÃO. CLÁUSULA DE INALIENABILIDADE. QUALIFICAÇÃO REGISTRAL. REGISTRO DE VIAS FÉRREAS

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "USUCAPIÃO. CLÁUSULA DE INALIENABILIDADE. QUALIFICAÇÃO REGISTRAL. REGISTRO DE VIAS FÉRREAS"

Transcrição

1 USUCAPIÃO. CLÁUSULA DE INALIENABILIDADE. QUALIFICAÇÃO REGISTRAL. REGISTRO DE VIAS FÉRREAS CARLOS ANTÔNIO DE ARAÚJO SUMÁRIO: 1. A cláusula de inalienabilidade, que impede o proprietário de livremente dispor do bem, obstaria o registro de uma sentença de usucapião? - 2. O conceito de inalienabilidade é igual ao conceito de imprescritibilidade para o Registrador de Imóveis? - 3. Se o imóvel pertencesse ao Município, poderia ser objeto de usucapião? - 4. Para o Registrador de Imóveis, os títulos que contenham as sentenças de Usucapião extraordinário e ordinário são qualificados do mesmo modo (quanto ao fundo e à forma)? Os seus registros produzem os mesmos efeitos (constitutivos ou declaratórios)? - 5. Se a ação proposta fosse de usucapião ordinário, com sentença favorável, o Registrador de Imóveis poderia dar solução diferente para o caso sob o ponto de vista da qualificação registral? - Processo de registro das vias férreas - Bibliografia. 1. A CLÁUSULA DE INALIENABILIDADE, QUE IMPEDE O PROPRIETÁRIO DE LIVREMENTE DISPOR DO BEM, OBSTARIA O REGISTRO DE UMA SENTENÇA DE USUCAPIÃO? Não podem ser adquiridos por usucapião os bens legalmente inalienáveis, como o bem de família, os bens de menores sob pátrio poder ou tutela, e os bens dos sujeitos à curatela. Tratando-se de inalienabilidade voluntária por ato de testador ou doador, o bem assim gravado poderá ser usucapido, de acordo com a jurisprudência e a doutrina. Usucapião. Imóvel gravado com cláusula de inalienabilidade por ato voluntário de testador ou doador. Irrelevância. Caráter originário da aquisição. Possibilidade jurídica do pedido (RJ 191/96, ementa 7240). Em sentido contrário, RT 106/770, 574/268. Se analisarmos a indagação à luz dos princípios dos registros públicos, em especial, quanto ao princípio da legalidade, chegaremos à conclusão de que deverá o registrador de imóveis proceder ao registro da sentença de usucapião, após a análise dos demais princípios, ou seja, a disponibilidade e a continuidade, em atendimento ao disposto no artigo 167, inciso I, item 28, o qual dispõe que "no Registro de Imóveis, além da matrícula, serão feitos o registro das sentenças declaratórias de usucapião". Na verificação da legalidade dos títulos que lhe são apresentados, não poderá o Oficial ir além dos limites estabelecidos em lei, em razão da função pública que exerce. Estando o título revestido das formalidades exigidas por lei, deverá o Oficial proceder ao registro. O tema é controvertido, entendendo alguns julgadores que via de regra, deve o Oficial do Registro de Imóveis analisar os títulos tão-somente no que pertine aos requisitos formais, mas, por exceção, cabe-lhe também proceder a exame de mérito e recusar o registro de atos que a lei proíbe, situação em que poderá obstar o registro, fazer exigências e suscitar dúvida. No caso concreto e após a análise dos requisitos formais do título judicial, deverá o registrador verificar se foi atendido o princípio da 1

2 continuidade, ou seja, se na sentença há menção ao antigo proprietário, contra o qual foi proposta a ação de usucapião. Sendo positiva tal averiguação, deverá o registrador passar à análise do princípio da disponibilidade. Sendo negativa, deverá o registrador suscitar dúvida, eis que estaria sendo violado um dos princípios dos registros públicos. Atendido o princípio da continuidade, deverá o registrador analisar a sentença sob a luz da disponibilidade, verificando se na sentença consta a menção da existência da indisponibilidade instituída pelo testador. Se positiva tal análise deverá o oficial efetuar o registro. Se negativa deverá suscitar dúvida informando ao juiz a existência de tal indisponibilidade, para que o mesmo ratifique ou retifique sua decisão. 2. O CONCEITO DE INALIENABILIDADE É IGUAL AO CONCEITO DE IMPRESCRITIBILIDADE PARA O REGISTRADOR DE IMÓVEIS? Para o registrador de imóveis, os conceitos de inalienabilidade e imprescritibilidade são conceitos diferentes. A inalienabilidade é a qualidade de um bem que não pode ser transferido a outro proprietário, nem hipotecado, enquanto que a imprescritibilidade é o caráter de um direito que não pode extinguir-se por efeito da prescrição. No entanto, a imprescritibilidade poderá ser aquisitiva ou extintiva. Será aquisitiva quando se tratar de lapso temporal para a aquisição de um direito, como a usucapião, que em suas várias espécies exige maior ou menor tempo para que ocorra o direito à propriedade. Enquanto decorre um lapso temporal para a prescrição aquisitiva por meio da usucapião, não podemos esquecer que também ocorrerá a imprescritibilidade aquisitiva de bens públicos, os quais não podem ser adquiridos por usucapião. A imprescritibilidade será extintiva, quando decorrer um lapso temporal para o exercício de um direito, como, por exemplo, uma reclamação trabalhista, cuja prescrição extintiva é de dois anos após o término do contrato de trabalho. Por sua vez, existem alguns direitos para os quais a lei não admite a prescrição, como a ação investigatória de paternidade, situação em que não ocorrerá a imprescritibilidade extintiva. A imprescritibilidade alcança os bens públicos móveis e imóveis, sem restrição, sejam de uso comum do povo, de uso especial ou dominicais, haja vista que o próprio Código Civil não discrimina. O conceito de inalienabilidade impede o registrador de imóveis de proceder ao registro de escrituras de venda de imóveis que estejam gravados com cláusula e inalienabilidade, exceto se se tratar de ordem judicial. O conceito de imprescritibilidade impede o registrador de imóveis de registrar a usucapião de bens públicos, (exceto se se tratar apenas do domínio útil), bem como a venda de bens de uso comum do povo ou de uso especial, enquanto não desafetados. 3. SE O IMÓVEL PERTENCESSE AO MUNICÍPIO, PODERIA SER OBJETO DE USUCAPIÃO? A Constituição Federal, em seu artigo 183, parágrafo 3º, dispõe que "os imóveis públicos não serão adquiridos por usucapião". 2

3 O Supremo Tribunal Federal, por meio de sua Súmula 340 já consagrou que "desde a vigência do Código Civil, os bens dominiais, como os demais bens públicos, não podem ser adquiridos por usucapião". Não podem ser usucapidas as coisas inapropriáveis ou inusucapíveis, assim declaradas pelo Direito, como exemplo, os bens públicos de uso comum do povo, os de uso especial e os dominiais ou patrimoniais. No caso concreto, se houvesse uma enfiteuse em imóvel pertencente ao Município, poderia ocorrer a usucapião sob o domínio útil, pois ocorreria apenas a substituição do enfiteuta pelo usucapiente. A usucapião sob o domínio direto não é admitida pelos tribunais. Os tribunais estaduais e o STJ têm entendimento nesse sentido, de acordo com os arrestos a seguir colacionados: CIVIL E PROCESSO CIVIL - RECURSO ESPECIAL - USUCAPIÃO - DOMÍNIO PÚBLICO - ENFITEUSE - É possível reconhecer a usucapião do domínio útil de bem público sobre o qual tinha sido, anteriormente, instituída enfiteuse, pois, nesta circunstância, existe apenas a substituição do enfiteuta pelo usucapiente, não trazendo qualquer prejuízo ao Estado. Recurso Especial não conhecido. (STJ - REsp /RS - 3ª T. - Rel.ª Min.ª Nancy Andrighi - DJU ). 4. PARA O REGISTRADOR DE IMÓVEIS, OS TÍTULOS QUE CONTENHAM AS SENTENÇAS DE USUCAPIÃO EXTRAORDINÁRIO E ORDINÁRIO SÃO QUALIFICADOS DO MESMO MODO (QUANTO AO FUNDO E À FORMA)? OS SEUS REGISTROS PRODUZEM OS MESMOS EFEITOS (CONSTITUTIVOS OU DECLARATÓRIOS)? Segundo Ricardo Henry Marques Dip,(1) Juiz de Direito em São Paulo, diz-se qualificação registral (imobiliária) o juízo prudencial, positivo ou negativo, da potência de um título em ordem a sua inscrição predial, importando no império de seu registro ou de sua irregistração. É necessário lembrar que no Brasil, a qualificação registral dos títulos exibidos diz respeito não apenas a seu aspecto exterior (título em sentido formal), mas igualmente à causa de aquisição ou de oneração. É induvidoso que os títulos apresentados a registro são qualificados pelo registrador. Tal qualificação, procedida por profissional do direito, não deve se limitar à forma do título, impondo-se a qualificação quanto ao fundo. Vigorando o princípio da legalidade e sendo os títulos examinados quanto à forma e ao fundo, ou seja, a validade intrínseca dos atos e dos negócios, e estando a qualificação a cargo de profissional do direito, podemos afirmar sem medo de errar que da qualificação positiva emerge a certeza jurídica que é escopo do registro imobiliário. Não é a instituição do registro meramente burocrática, exercendo o oficial de registro verdadeiro juízo de valor, cabendo-lhe observar diversos princípios (continuidade e especialidade, notadamente) que levam a atingir os fins do serviço: publicidade, autenticidade, segurança e eficácia dos atos jurídicos (art. 1º da Lei 8.935). Assim, em razão das normas aplicáveis, não é incompatível no Brasil adotar a fé pública registral num registro causal. Por fim, vale salientar que a importância da atividade do registrador imobiliário vem sendo reconhecida pelo legislador, que recentemente alterou o art. 213 da Lei 6.015/73 para permitir a retificação administrativa do registro, em diversas 3

4 hipóteses antes submetidas ao Poder Judiciário, transcorrendo o procedimento sob a presidência do registrador.(2) Os tribunais brasileiros são unânimes quanto à competência dos registradores de imóveis para a qualificação dos títulos apresentados para registro, inclusive os judiciais, conforme arrestos a seguir: Registro de Imóveis - Dúvida julgada procedente - Negativa de acesso ao registro de instrumento particular de compromisso de venda e compra - Negócio jurídico documentado no título que evidencia verdadeira promessa de permuta - Inviável o registro à luz do disposto no art. 167, I, da Lei nº 6.015/ Exame de qualificação do título que abrange análise da natureza do negócio jurídico celebrado (grifei) - Recurso não provido. (Apelação Cível nº 480-6/1, da Comarca de Sorocaba. São Paulo, 23 de março de 2006). EMENTA NÃO OFICIAL: 1. A falta de cientificação dos herdeiros, pode ocasionar a anulação do título ou do ato registral. 2. Os títulos judiciais não estão imunes à qualificação e devem respeitar os princípios registrários (grifei). Dúvida procedente. Data: FONTE: , Localidade: São Paulo (1º SRI). O registrador, ao qualificar quanto à forma as sentenças de usucapião extraordinário e ordinário, deverá agir da mesma forma, eis que ambas são títulos judiciais. Deverá averiguar se em ambas as sentenças e mandados judiciais, constam os requisitos da matrícula, nos termos do artigo 226 da Lei de Registros Públicos - LRP. A sentença que reconhece a usucapião tem efeito meramente declaratório, eis que confere ao possuidor a propriedade do imóvel, sem que ocorra a transferência da propriedade. A sentença apenas declara uma situação preexistente, desde que preenchidos os requisitos da prescrição aquisitiva da usucapião. A LRP, em seu artigo 167, inciso I, item 28, dispõe expressamente que no Registro de Imóveis, além da matrícula, serão feitos os registros das sentenças declaratórias de usucapião. O Notário e Advogado Alemão, Jürgen Vogt,(3) ao comentar a usucapião brasileira, descreve que a "a aquisição da propriedade não se consuma pela usucapião, per si, mais necessita, para além disso, que seja titulada por decisão judicial que a declare e, que essa sentença seja registrada no Cartório de Registro Predial. A sentença judicial será pronunciada no âmbito de uma ação judicial para verificação da usucapião. Só tem efeito declaratório e não impede a propositura de uma ação de reivindicação da propriedade pelo verdadeiro proprietário, se este provar que os requisitos para aquisição por usucapião não se verificaram". A usucapião extraordinária é admitida independentemente de justo título e boa-fé, de acordo com o artigo do Código Civil, podendo ser deferida mesmo se houver cláusula de inalienabilidade instituída por testador ou doador, de acordo com a doutrina e jurisprudência predominantes. Nesta situação, ao qualificar o título quanto ao fundo, o registrador de imóveis não poderá deixar de verificar se existe na sentença judicial menção expressa à cláusula de inalienabilidade, embora tal cláusula não obste o registro, e em sendo negativa tal qualificação, deverá suscitar dúvida ao juiz. Por sua vez, a usucapião ordinária prevista no artigo do Código Civil, tem como pressuposto essencial o justo título e a boa-fé. Se houver cláusula de inalienabilidade, deverá o registrador sobrestar o registro, pois tal 4

5 cláusula impede a usucapião ordinária, de acordo com a doutrina e a jurisprudência predominantes. 5. SE A AÇÃO PROPOSTA FOSSE DE USUCAPIÃO ORDINÁRIO, COM SENTENÇA FAVORÁVEL, O REGISTRADOR DE IMÓVEIS PODERIA DAR SOLUÇÃO DIFERENTE PARA O CASO SOB O PONTO DE VISTA DA QUALIFICAÇÃO REGISTRAL? Pelo princípio da qualificação registral, o registrador de imóveis analisa o título apresentado para registro em todos os seus aspectos, e faz um juízo de valor quanto aos princípios que norteiam o registro de imóveis, sendo eles: princípio da inscrição, da presunção e fé pública, da prioridade, da especialidade, da legalidade, da continuidade, da instância e da publicidade. Segundo o registrador de imóveis Flauzino Araújo dos Santos,(4) a qualificação registral teria diversas funções, sendo elas: Função criativa, voltada para o desenvolvimento da ciência jurídica, ao apontar concretamente atos da vida real carentes, em maior ou menor grau, de efetiva regulamentação legal via processo legislativo. Função unipessoal. Mesmo que o título tenha sido qualificado por outro Registrador, ao proceder ao ato registral, toda responsabilidade vai se concentrar na pessoa do Registrador autor ou que autorizou a confecção do ato. É uma atuação com responsabilidade pessoal. Mesmo havendo autorização qualificadora do título para substitutos ou escreventes na forma do art. 20 da Lei nº 8.935/94, a responsabilidade civil, penal e administrativa permanece concentrada na pessoa do Registrador (art. 22), o qual não pode invocar como excludente, eventual possibilidade dos atos registrais terem sido praticados em discrepância com sua opinião. É uma função independente. Embora o Registrador esteja sujeito à fiscalização permanente do Poder Judiciário e mantenha vínculos com entidades de classe (ANOREG, ARISP, IRIB etc.) e relacionamento profissional com outros registradores e operadores do direito, ao exercer a qualificação, converte-se em autoridade única que decide por si mesma se o ato pode ou não ser registrado ou averbado. Essa independência se manifesta no conteúdo de sua decisão, já que não está vinculado nem mesmo ao que decidiu em caso anterior e semelhante, até porque deve ter em mente que "erros pretéritos, não justificam erros futuros". Quando o Registrador, interpretando razoavelmente a lei, toma determinada decisão, fundamentando-a, seguramente, está no exercício de sua independência jurídica como profissional do direito que é. A qualificação registral deve ostentar o signo de integralidade. É dever do Registrador proceder ao exame exaustivo do título exibido, quer seja uma escritura notarial, um título judicial, um contrato particular com ou sem força de escritura pública, um requerimento etc., sob pena de incorrer em responsabilidade. A qualificação deve abranger completamente a situação examinada, em todos os seus aspectos relevantes para a registração ou seu indeferimento, permitindo quer a certeza correspondente à aptidão registrária, quer a indicação integral das deficiências para a inscrição perseguida. No caso concreto, o título judicial não atende a todos os princípios que norteiam o direito de propriedade e o registro de imóveis, eis que não é admissível usucapião ordinário em bem gravado com cláusula de 5

6 inalienabilidade, pelo que deverá o registrador sobrestar o registro e suscitar dúvida. PROCESSO DE REGISTRO DAS VIAS FÉRREAS. O Código de 1916, em seu artigo 852, dispunha que "As hipotecas sobre as estradas de ferro serão inscritas no município da estação inicial da respectiva linha". A Lei 6.015/73, por meio de seu artigo 171, interpretou extensivamente o preceito contido no antigo Código Civil, para dispor que "Os atos relativos a vias férreas serão registrados no cartório correspondente à estação inicial da respectiva linha". O Código de 1916 previa o registro apenas e tão-somente das hipotecas sobre as estradas de ferro, e não "os atos relativos a vias férreas", tal como prevê a Lei 6.015/73. A redação do Novo Código Civil, por meio de seu artigo 1.502, veio a reafirmar o antigo preceito do Código de 1916, ou seja, "as hipotecas sobre as estradas de ferro serão registradas no Município da estação inicial da respectiva linha". Mas o que vem a ser uma estrada de ferro? Haveria alguma diferença entre estrada de ferro e via férrea? Estrada de ferro ou via férrea seria apenas os trilhos por onde trafegam as locomotivas, ou também seriam constituídas por todo o patrimônio daquelas? Recentemente, ao promulgar a Lei /07, o executivo vetou os artigos 16 a 19 da referida lei, a qual regulamentaria o processo de venda dos imóveis da antiga Rede Ferroviária Federal. O texto do artigo 19 da mencionada lei, aprovado pelo Congresso Nacional, previa que na alienação dos imóveis pertencentes à Rede Ferroviária Federal, o registro seria efetuado no cartório da localidade mais próxima de onde se situa o imóvel, não se aplicando o disposto no art. 171 da Lei nº 6.015, de 31 de dezembro de 1973, ou seja, o cartório situado no Município da estação inicial da linha não teria competência para registrar atos relativos a todos os imóveis pertencentes à estrada de ferro. Não ocorresse o veto presidencial, teríamos que somente a via férrea (trilhos) seria registrada e/ou hipotecada no Município da estação inicial da linha, passando para o foro da situação do imóvel a competência para o registro dos demais atos, o que nos parece mais sensato em atendimento ao princípio da circunscrição. A Lei 6.015/73 necessita ser atualizada com urgência, no seu todo, e em particular no tocante ao artigo 171, para prevalecer as disposições do Código Civil, ou seja, somente as hipotecas são registradas no Município da estação inicial da linha. Todos os demais atos deverão obedecer ao princípio da circunscrição. Não faz nenhum sentido que um imóvel pertencente à Rede Ferroviária Federal, e localizado em Uberlândia, venha a ser registrado em Belo Horizonte, estação inicial da linha. Sendo o Código Civil trinta anos mais recente que a Lei 6.015/73, entendemos que se encontra derrogado o princípio do art. 171 da mencionada lei. 6

7 NOTAS (1) Disponível em: (2) Disponível em: (3) Disponível em: (4) Disponível em: BIBLIOGRAFIA BRASIL. Lei nº 6.015, de 31 de dezembro de Lei de Registros Públicos. Disponível em: BRASIL. Lei nº , de 10 de janeiro de Código Civil Brasileiro. Disponível em: BRASIL. Lei nº 8.935, de 18 de novembro de Lei dos Serviços Notariais e de Registro. Disponível em: BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil. Disponível em: BRASIL. Lei nº 3.071, de 5 de janeiro de Código Civil Brasileiro. Disponível em: (revogada). BRASIL. Lei nº , de 31 de maio de Disponível em: 7

DO CARTÓRIO DE REGISTRO DE IMÓVEIS. Curso de Técnico em Transações Imobiliárias Curso Total

DO CARTÓRIO DE REGISTRO DE IMÓVEIS. Curso de Técnico em Transações Imobiliárias Curso Total DO CARTÓRIO DE REGISTRO DE IMÓVEIS Curso de Técnico em Transações Imobiliárias Curso Total DO CARTÓRIO DE REGISTRO DE IMÓVEIS DO CARTÓRIO DE REGISTRO DE IMÓVEIS. FINALIDADE. DOS TÍTULOS REGISTRÁVEIS: ESCRITURA

Leia mais

14/06/2013. Andréa Baêta Santos

14/06/2013. Andréa Baêta Santos Tema: DIREITO REGISTRAL IMOBILIÁRIO Questões de Registro de Imóveis 14/06/2013 1. Na certidão em relatório Oficial deve sempre se ater ao quesito requerente? formulado o pelo Não, pois sempre que houver

Leia mais

Modelo esquemático de ação direta de inconstitucionalidade genérica EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR MINISTRO PRESIDENTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL

Modelo esquemático de ação direta de inconstitucionalidade genérica EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR MINISTRO PRESIDENTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL Modelo esquemático de ação direta de inconstitucionalidade genérica EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR MINISTRO PRESIDENTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL Legitimidade ativa (Pessoas relacionadas no art. 103 da

Leia mais

Lei n. o 7/2013. Regime jurídico da promessa de transmissão. de edifícios em construção. Breve introdução

Lei n. o 7/2013. Regime jurídico da promessa de transmissão. de edifícios em construção. Breve introdução Lei n. o 7/2013 Regime jurídico da promessa de transmissão de edifícios em construção Breve introdução 1. O que regula essencialmente o Regime jurídico da promessa de transmissão de edifícios em construção?

Leia mais

NOVO CPC INTRODUZ A USUCAPIÃO EXTRAJUDICIAL NO PAÍS

NOVO CPC INTRODUZ A USUCAPIÃO EXTRAJUDICIAL NO PAÍS NOVO CPC INTRODUZ A USUCAPIÃO EXTRAJUDICIAL NO PAÍS João Pedro Lamana Paiva 1 O novo Código de Processo Civil (Lei nº 13.105, de 16.3.2015), sancionado em 16.3.2015, introduz na ordem jurídica brasileira,

Leia mais

O Prefeito Municipal de Resende, no exercício das atribuições, que lhe são conferidas pela Lei Orgânica do Município, em seu artigo 74, inciso XV,

O Prefeito Municipal de Resende, no exercício das atribuições, que lhe são conferidas pela Lei Orgânica do Município, em seu artigo 74, inciso XV, DECRETO Nº 5218 DE 09 DE NOVEMBRO DE 2011. EMENTA: Regulamenta os procedimentos de declaração, avaliação, emissão de guias de recolhimento, processo de arbitramento e a instauração do contencioso fiscal

Leia mais

O NOVO DIVÓRCIO À LUZ DA PROBLEMÁTICA PROCESSUAL

O NOVO DIVÓRCIO À LUZ DA PROBLEMÁTICA PROCESSUAL O NOVO DIVÓRCIO À LUZ DA PROBLEMÁTICA PROCESSUAL Vinícius Paulo Mesquita 1) Notas Introdutórias Com a promulgação da E.C. 66/10, a chamada PEC do Divórcio, a doutrina pátria passou a sustentar em sua grande

Leia mais

Maratona Fiscal ISS Direito tributário

Maratona Fiscal ISS Direito tributário Maratona Fiscal ISS Direito tributário 1. São tributos de competência municipal: (A) imposto sobre a transmissão causa mortis de bens imóveis, imposto sobre a prestação de serviço de comunicação e imposto

Leia mais

NOTA TÉCNICA CONJUNTA PROGRAMA MINHA CASA MINHA VIDA

NOTA TÉCNICA CONJUNTA PROGRAMA MINHA CASA MINHA VIDA NOTA TÉCNICA CONJUNTA PROGRAMA MINHA CASA MINHA VIDA Associação dos Notários e Registradores do Brasil ANOREG/BR Instituto de Registro Imobiliário do Brasil IRIB Associação dos Registradores Imobiliários

Leia mais

A Nova Usucapião MARIA CELESTE PINTO DE CASTRO JATAHY 1 INTRODUÇÃO DA LEGISLAÇÃO

A Nova Usucapião MARIA CELESTE PINTO DE CASTRO JATAHY 1 INTRODUÇÃO DA LEGISLAÇÃO 87 A Nova Usucapião MARIA CELESTE PINTO DE CASTRO JATAHY 1 INTRODUÇÃO A Lei 12.424, de 16 de junho de 2011, ao introduzir o art. 1240-A no Código Civil, instituiu uma nova modalidade de usucapião no direito

Leia mais

DA PROMESSA DE COMPRA E VENDA DE BEM IMÓVEL NA PERSPECTIVA DO REGISTRO DE IMÓVEIS: CLÁUSULAS SUSPENSIVA E RESOLUTIVA, EXTINÇÃO E PUBLICIADE REGISTRAL

DA PROMESSA DE COMPRA E VENDA DE BEM IMÓVEL NA PERSPECTIVA DO REGISTRO DE IMÓVEIS: CLÁUSULAS SUSPENSIVA E RESOLUTIVA, EXTINÇÃO E PUBLICIADE REGISTRAL DA PROMESSA DE COMPRA E VENDA DE BEM IMÓVEL NA PERSPECTIVA DO REGISTRO DE IMÓVEIS: CLÁUSULAS SUSPENSIVA E RESOLUTIVA, EXTINÇÃO E PUBLICIADE REGISTRAL Professor Luiz Egon Richter 1. DA DISTINÇÃO ENTRE A

Leia mais

Decreto-Lei:4.657, de 04.9.1942. - Lei de Introdução ao Código Civil. ALTERADA pela LEI Nº 9.047, DE 08 DE MAIO DE 1995

Decreto-Lei:4.657, de 04.9.1942. - Lei de Introdução ao Código Civil. ALTERADA pela LEI Nº 9.047, DE 08 DE MAIO DE 1995 Decreto-Lei:4.657, de 04.9.1942. - Lei de Introdução ao Código Civil. LEI DE INTRODUÇÃO AO CÓDIGO CIVIL ALTERADA pela LEI Nº 9.047, DE 08 DE MAIO DE 1995 Art. 1 - Salvo disposição contrária, a lei começa

Leia mais

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art. 62 da Constituição, adota a seguinte Medida Provisória, com força de lei:

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art. 62 da Constituição, adota a seguinte Medida Provisória, com força de lei: 1 - MP2220/2001 CNDU - http://www.code4557687196.bio.br MEDIDA PROVISÓRIA No 2.220, DE 4 DE SETEMBRO DE 2001. CNDU Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos MEDIDA PROVISÓRIA

Leia mais

Direito Civil Dr. Márcio André Lopes Cavalcante Juiz Federal

Direito Civil Dr. Márcio André Lopes Cavalcante Juiz Federal Direito Civil Dr. Márcio André Lopes Cavalcante Juiz Federal Escola Brasileira de Ensino Jurídico na Internet (EBEJI). Todos os direitos reservados. 1 Principais julgados do 1 o Semestre de 2013 Julgados

Leia mais

RESOLUÇÃO 942 / 99. Assunto: Aprovação das "NORMAS PARA CADASTRAMENTO DE EMPRESAS DE CONSULTORIA", e revogação da Resolução nº 823/94, de 13.4.94.

RESOLUÇÃO 942 / 99. Assunto: Aprovação das NORMAS PARA CADASTRAMENTO DE EMPRESAS DE CONSULTORIA, e revogação da Resolução nº 823/94, de 13.4.94. RESOLUÇÃO 942 / 99 Assunto: Aprovação das "NORMAS PARA CADASTRAMENTO DE EMPRESAS DE CONSULTORIA", e revogação da Resolução nº 823/94, de 13.4.94. Referência: INFORMAÇÃO PADRONIZADA SD/CCE - 01 /99, de

Leia mais

14. TRIBUTOS EM ESPÉCIE Impostos sobre a Transmissão ITBI e ITCMD

14. TRIBUTOS EM ESPÉCIE Impostos sobre a Transmissão ITBI e ITCMD 14. TRIBUTOS EM ESPÉCIE Impostos sobre a Transmissão ITBI e ITCMD 1 - Imposto sobre transmissão causa mortis e doação, de quaisquer bens ou direitos (ITCMD) Compete privativamente aos Estados a instituição

Leia mais

Limitações na ação de consignação em pagamento. Sumário: 1 Conceito. 2 Sua disciplina legal. 3 Limites da ação em consignação em pagamento.

Limitações na ação de consignação em pagamento. Sumário: 1 Conceito. 2 Sua disciplina legal. 3 Limites da ação em consignação em pagamento. Limitações na ação de consignação em pagamento Kiyoshi Harada* Sumário: 1 Conceito. 2 Sua disciplina legal. 3 Limites da ação em consignação em pagamento. 1 Conceito O que significa consignação em pagamento?

Leia mais

ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE TERESINA

ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE TERESINA ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE TERESINA DECRETO Nº 13.346, DE 24 DE JUNHO DE 2013. Regulamenta a Lei Complementar nº 4.403, de 5 de junho de 2013, que Estabelece obrigação de uso do sistema ITBI

Leia mais

INVENTÁRIO E PARTILHA PELA VIA ADMINISTRATIVA ELIANA PEREIRA PRADO VIEIRA 1

INVENTÁRIO E PARTILHA PELA VIA ADMINISTRATIVA ELIANA PEREIRA PRADO VIEIRA 1 INVENTÁRIO E PARTILHA PELA VIA ADMINISTRATIVA ELIANA PEREIRA PRADO VIEIRA 1 Resumo: O ordenamento jurídico há muito reclama por procedimentos que sejam céleres e contribuam para desafogar o judiciário.

Leia mais

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL XIII EXAME DE ORDEM UNIFICADO

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL XIII EXAME DE ORDEM UNIFICADO PADRÃO DE RESPOSTA - PEÇA PROFISSIONAL Determinada pessoa jurídica declarou, em formulário próprio estadual, débito de ICMS. Apesar de ter apresentado a declaração, não efetuou o recolhimento do crédito

Leia mais

Desse modo, esse adquirente

Desse modo, esse adquirente 1-(FCC - 2012 - Prefeitura de São Paulo - SP - Auditor Fiscal do Município) Uma pessoa adquiriu bem imóvel, localizado em área urbana de município paulista, sem exigir que o vendedor lhe exibisse ou entregasse

Leia mais

ARTIGO: LEGITIMIDADE ATIVA PARA A AÇÃO NEGATÓRIA DE PATERNIDADE POST MORTEM

ARTIGO: LEGITIMIDADE ATIVA PARA A AÇÃO NEGATÓRIA DE PATERNIDADE POST MORTEM ARTIGO: LEGITIMIDADE ATIVA PARA A AÇÃO NEGATÓRIA DE PATERNIDADE POST MORTEM Carlos Roberto Pegoretti Júnior 1 RESUMO: Ação Negatória de Paternidade. Legitimidade Ativa. Artigos 1.601 e 1.604, do Código

Leia mais

3 O INSTRUMENTO PARTICULAR NO REGISTRO DE IMÓVEIS A PARTIR DO CÓDIGO CIVIL BRASILEIRO DE 1916... 85 3.1 Evolução histórica... 85 3.1.

3 O INSTRUMENTO PARTICULAR NO REGISTRO DE IMÓVEIS A PARTIR DO CÓDIGO CIVIL BRASILEIRO DE 1916... 85 3.1 Evolução histórica... 85 3.1. SUMÁRIO RESUMO... 13 PREFÁCIO... 15 INTRODUÇÃO... 19 1 CONTRATOS... 23 1.1 Noções gerais... 23 1.2 Conceito... 25 1.3 Elementos do contrato... 26 1.3.1 Elementos essenciais... 26 1.3.1.1 Agente capaz...

Leia mais

TRASLADO DE CERTIDÕES DE REGISTRO CIVIL EMITIDAS NO EXTERIOR

TRASLADO DE CERTIDÕES DE REGISTRO CIVIL EMITIDAS NO EXTERIOR TRASLADO DE CERTIDÕES DE REGISTRO CIVIL EMITIDAS NO EXTERIOR DISPOSIÇÕES GERAIS Édison Renato Kirsten Registrador Santo Antônio da Patrulha/RS Conforme artigo 32 da Lei 6015/73, os assentos de nascimento,

Leia mais

DEFENSORIA PÚBLICA E PROCURADORIAS NOTURNO Direito Civil Professor Murilo Sechieri Data: 02/10/2012 Aula 07 RESUMO. SUMÁRIO (continuação)

DEFENSORIA PÚBLICA E PROCURADORIAS NOTURNO Direito Civil Professor Murilo Sechieri Data: 02/10/2012 Aula 07 RESUMO. SUMÁRIO (continuação) Direito Civil Professor Murilo Sechieri Data: 02/10/2012 Aula 07 RESUMO SUMÁRIO (continuação) I. DIREITO DE FAMÍLIA 5. FILIAÇÃO 5.2. Tipos de reconhecimento 5.3. Ação investigatória de paternidade 5.3.1.

Leia mais

Saúde, vida e patrimônio. A convicção de que o direito à vida é superior ao direito patrimonial é lógica. Mais

Saúde, vida e patrimônio. A convicção de que o direito à vida é superior ao direito patrimonial é lógica. Mais Saúde, vida e patrimônio. Marcelo Moscogliato. (Artigo publicado pelo Ministério da Saúde no Boletim de Direitos Humanos nº 01, de Maio de 1997, em Brasília DF.) A convicção de que o direito à vida é superior

Leia mais

Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos

Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos DECRETO-LEI Nº 4.657, DE 4 DE SETEMBRO DE 1942. Vide Decreto-Lei nº 4.707, de 1942 Lei de Introdução ao Código Civil Brasileiro O PRESIDENTE

Leia mais

DO REGISTRO DA COMPRA E VENDA CONDICIONAL

DO REGISTRO DA COMPRA E VENDA CONDICIONAL DO REGISTRO DA COMPRA E VENDA CONDICIONAL João Pedro Lamana Paiva 1 Resumo: este artigo faz uma abordagem acerca do registro do contrato de compra e venda de imóvel que contenha cláusula que condicione

Leia mais

Chave de Correção Registro de Imóveis Professora: Andréa Baêta

Chave de Correção Registro de Imóveis Professora: Andréa Baêta 1. O que é qualificação registral? Chave de Correção Registro de Imóveis Professora: Andréa Baêta A qualificação registral imobiliária é o juízo prudencial, positivo ou negativo, da potência de um título

Leia mais

PRÁTICA CIVIL E PROCESSUAL LEGALE

PRÁTICA CIVIL E PROCESSUAL LEGALE BEM IMOVEL Art. 79. São bens imóveis o solo e tudo quanto se lhe incorporar natural ou artificialmente. Art. 80. Consideram-se imóveis para os efeitos legais: I -os direitos reais sobre imóveis e as ações

Leia mais

Simpósio sobre a Aplicabilidade da Lei 11.441, de 04.01.2007

Simpósio sobre a Aplicabilidade da Lei 11.441, de 04.01.2007 Simpósio sobre a Aplicabilidade da Lei 11.441, de 04.01.2007 (Escrituras de Inventário, Separação e Divórcio) Antonio Carlos Parreira Juiz de Direito da Vara de Família e Sucessões de Varginha MG Art.

Leia mais

Direito Notarial: O Direito Notarial como ciência, síntese histórica, organização do notariado, conceito e definição dos atos notariais SUMÁRIO

Direito Notarial: O Direito Notarial como ciência, síntese histórica, organização do notariado, conceito e definição dos atos notariais SUMÁRIO Direito Notarial: O Direito Notarial como ciência, síntese histórica, organização do notariado, conceito e definição dos atos notariais SUMÁRIO CAPÍTULO I: O Direito Notarial como objeto científico 1.

Leia mais

OFÍCIO CIRCULAR N.º 205/2008-CGJ/DOF (Id. 076486/08) Favor mencionar este número Cuiabá, 25 de setembro de 2008.

OFÍCIO CIRCULAR N.º 205/2008-CGJ/DOF (Id. 076486/08) Favor mencionar este número Cuiabá, 25 de setembro de 2008. OFÍCIO CIRCULAR N.º 205/2008-CGJ/DOF (Id. 076486/08) Favor mencionar este número Cuiabá, 25 de setembro de 2008. Senhor(a) Oficial(a) de Registro de Imóveis: De ordem do Excelentíssimo Senhor Desembargador

Leia mais

Registros em terras de fronteiras, margens de rio e terras devolutas

Registros em terras de fronteiras, margens de rio e terras devolutas Registros em terras de fronteiras, margens de rio e terras devolutas Josely Trevisan Massuquetto Procuradora do INCRA no Paraná. Francisco José Rezende dos Santos Oficial do 4º Reg. Imóveis de Bhte e Presidente

Leia mais

Sumário Introdução 1. Escorço histórico 2. Condomínio edilício 3. Direitos e deveres no condomínio edilício

Sumário Introdução 1. Escorço histórico 2. Condomínio edilício 3. Direitos e deveres no condomínio edilício Sumário Introdução 13 1. Escorço histórico 15 1.1. O surgimento da propriedade horizontal no mundo 16 1.2. Condomínio edilício no Brasil 17 2. Condomínio edilício 20 2.1. A questão do nome do instituto

Leia mais

Direito das Coisas II

Direito das Coisas II 2.8 DO DIREITO DO PROMITENTE COMPRADOR Ao cabo do que já era reconhecido pela doutrina, o Código Civil de 2002, elevou o direito do promitente comprador ao status de direito real. Dantes, tão somente constava

Leia mais

Ambos os recursos de estrito direito têm a sua causa de pedir prevista na Constituição Federal

Ambos os recursos de estrito direito têm a sua causa de pedir prevista na Constituição Federal Interposição: perante o órgão prolator da decisão Recurso Especial Nomenclatura: REsp Competência: Superior Tribunal de Justiça STJ Prazo para interposição 15 dias; Recurso Extraordinário Nomenclatura:

Leia mais

NOTAS SOBRE OS EMPRÉSTIMOS POR DEBÊNTURES OSCAR FONTES TORRES. Oficial do Registro de Imóveis da 8.ª Circunscrição da Capital I - LEIS REGULADORAS

NOTAS SOBRE OS EMPRÉSTIMOS POR DEBÊNTURES OSCAR FONTES TORRES. Oficial do Registro de Imóveis da 8.ª Circunscrição da Capital I - LEIS REGULADORAS NOTAS SOBRE OS EMPRÉSTIMOS POR DEBÊNTURES OSCAR FONTES TORRES Oficial do Registro de Imóveis da 8.ª Circunscrição da Capital I - LEIS REGULADORAS Os empréstimos por meio de obrigações ao portador, chamadas

Leia mais

USUFRUTO. 1) Conceito:

USUFRUTO. 1) Conceito: USUFRUTO 1) Conceito: O usufruto é um dos chamados direitos reais sobre coisa alheia. Para Sílvio de Salvo Venosa 1 usufruto é um direito real transitório que concede a seu titular o poder de usar e gozar

Leia mais

Inventário e Partilha

Inventário e Partilha 108 Inventário e Partilha Flávia de Azevedo Faria Rezende Chagas 1 O palestrante, Dr. Sérgio Ricardo de Arruda Fernandes, iniciou sua explanação abordando a abertura da via extrajudicial, prevista na Resolução

Leia mais

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL X EXAME DE ORDEM UNIFICADO

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL X EXAME DE ORDEM UNIFICADO PADRÃO DE RESPOSTA - PEÇA PROFISSIONAL Em ação de indenização, em que determinada empresa fora condenada a pagar danos materiais e morais a Tício Romano, o Juiz, na fase de cumprimento de sentença, autorizou

Leia mais

Dados Básicos. Legislação. Ementa. Íntegra

Dados Básicos. Legislação. Ementa. Íntegra Dados Básicos Fonte: 0169558-50.2011.8.13.0000 Tipo: Acórdão TJMG Data de Julgamento: 31/05/2011 Data de Aprovação Data não disponível Data de Publicação:10/06/2011 Estado: Minas Gerais Cidade: Três Pontas

Leia mais

TERMO DE ADESÃO PARA INTERCÂMBIO DE INFORMAÇÕES ELETRÔNICAS

TERMO DE ADESÃO PARA INTERCÂMBIO DE INFORMAÇÕES ELETRÔNICAS TERMO DE ADESÃO PARA INTERCÂMBIO DE INFORMAÇÕES ELETRÔNICAS A ASSOCIAÇÃO DOS REGISTRADORES IMOBILIÁRIOS DE SÃO PAULO ARISP, CNPJ/MF nº 69.287.639/0001-04, entidade civil sem fins lucrativos, com sede na

Leia mais

COMPRA E VENDA DE MOVEIS E IMÓVEIS Modelo 02

COMPRA E VENDA DE MOVEIS E IMÓVEIS Modelo 02 ANUÊNCIA PARA DOAÇÃO OU VENDA DE IMÓVEL ENTRE ASCENDENTE E DESCENDENTES Modelo 01 a quem confere poderes para o fim especial de, como interveniente na escritura de (doação, venda ) que seu(sua)(s) ( pai,

Leia mais

A PORTABILIDADE DE FINANCIAMENTO IMOBILIÁRIO DA LEI FEDERAL N.º 12.703/2012 E SEUS REFLEXOS

A PORTABILIDADE DE FINANCIAMENTO IMOBILIÁRIO DA LEI FEDERAL N.º 12.703/2012 E SEUS REFLEXOS A PORTABILIDADE DE FINANCIAMENTO IMOBILIÁRIO DA LEI FEDERAL N.º 12.703/2012 E SEUS REFLEXOS A portabilidade de financiamento imobiliário (com transferência de alienação fiduciária de bem imóvel em garantia)

Leia mais

PREPARATÓRIO 2ª ETAPA Direito Civil Parte Geral e Contratos Professor: Marcu Antonio Gonçalves

PREPARATÓRIO 2ª ETAPA Direito Civil Parte Geral e Contratos Professor: Marcu Antonio Gonçalves PREPARATÓRIO 2ª ETAPA Direito Civil Parte Geral e Contratos Professor: Marcu Antonio Gonçalves QUESTÃO 01 Partindo-se da premissa da instrumentalidade do processo, há diferença ontológica entre a jurisdição

Leia mais

PROVIMENTO N 001/2003 CGJ

PROVIMENTO N 001/2003 CGJ PROVIMENTO N 001/2003 CGJ Estabelece normas de serviço acerca dos Procedimentos de Registro de Nascimento, Casamento e Óbito de Brasileiros ocorridos em País Estrangeiro, bem como o traslado das certidões

Leia mais

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL XV EXAME DE ORDEM UNIFICADO

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL XV EXAME DE ORDEM UNIFICADO PADRÃO DE RESPOSTA - PEÇA PROFISSIONAL Em 2003, João ingressou como sócio da sociedade D Ltda. Como já trabalhava em outro local, João preferiu não participar da administração da sociedade. Em janeiro

Leia mais

VEJAMOS AS NORMAS PROCESSUAIS E CIVIS PARA CUMPRIMENTO POR PARTE DO(S) CARTÓRIO(S):

VEJAMOS AS NORMAS PROCESSUAIS E CIVIS PARA CUMPRIMENTO POR PARTE DO(S) CARTÓRIO(S): Título: Modernização entre o Judiciário paulista e o registro civil de pessoas naturais e de interdições e tutelas Autor: Nelson Batistão Filho Comarca: Bariri Colocação: 2º lugar DESCRIÇÃO Proposta de

Leia mais

Supremo Tribunal Federal

Supremo Tribunal Federal Decisão sobre Repercussão Geral Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 29/11/2012 PLENÁRIO REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 692.186 PARAÍBA RELATOR RECTE.(S) RECTE.(S) RECTE.(S)

Leia mais

1. Direito das coisas 2. Posse 3. Classificação da Posse 4. Ações ou Interdito possessórios 5. Propriedade

1. Direito das coisas 2. Posse 3. Classificação da Posse 4. Ações ou Interdito possessórios 5. Propriedade CURSO EXTENSIVO FINAL DE SEMANA OAB 2012.2 Disciplina DIREITO CIVIL Aula 07 EMENTA DA AULA 1. Direito das coisas 2. Posse 3. Classificação da Posse 4. Ações ou Interdito possessórios 5. Propriedade GUIA

Leia mais

Documentação Necessária para Certificação e Registro de Imóveis Rurais

Documentação Necessária para Certificação e Registro de Imóveis Rurais Documentação Necessária para Certificação e Registro de Imóveis Rurais Diferença entre Registro, Certidão e Matrícula Diferenças entre Averbar e Registrar Necessidade de Retificar um Registro ( retificação

Leia mais

PODER JUDICIÁRIO SÃO PAULO

PODER JUDICIÁRIO SÃO PAULO AGRAVO DE INSTRUMENTO Nº 614.481-0/4 - Agravante: Finasa Leasing Arrendamento Mercantil S.A. Agravados: Panorama Turismo Ltda. Aparecida Sircelj Parte: Banco Safra S.A. EXECUÇÃO. ARREMATAÇÃO. PENHORA.

Leia mais

Rio de Janeiro, 26 de julho de 2011.

Rio de Janeiro, 26 de julho de 2011. Rio de Janeiro, 26 de julho de 2011. Ementa: Direito Administrativo e tributário. Desapropriação de imóvel urbano Responsabilidade pelo pagamento da dívida de IPTU e Compensação com o valor a ser recebido

Leia mais

As implicações da Medida Provisória nº 656/2014 para o adquirente de imóvel

As implicações da Medida Provisória nº 656/2014 para o adquirente de imóvel As implicações da Medida Provisória nº 656/2014 para o adquirente de imóvel Por Roberto Santos Silveiro* Com o propósito de dar maior segurança jurídica ao adquirente de imóvel, no dia 07 de novembro deste

Leia mais

O 10. QUADROS DA NBR 12.721/2006, COM ART O 11. ALVARÁ DE CONSTRUÇÃO O 12. ATESTADO DE IDONEIDADE FINANCEIRA O 13. CONTRATO-PADRÃO

O 10. QUADROS DA NBR 12.721/2006, COM ART O 11. ALVARÁ DE CONSTRUÇÃO O 12. ATESTADO DE IDONEIDADE FINANCEIRA O 13. CONTRATO-PADRÃO LISTA DE DOCUMENTOS 1 Lei 4.591/64, Provimento nº 260/CGJ/2013. O incorporador deverá apresentar, no Ofício de Registro de Imóveis, os seguintes documentos, organizados nesta ordem. CHECK LIST O 1. MEMORIAL

Leia mais

PROJETO DE LEI Nº, DE 2007 (Do Sr. Eduardo Gomes)

PROJETO DE LEI Nº, DE 2007 (Do Sr. Eduardo Gomes) PROJETO DE LEI Nº, DE 2007 (Do Sr. Eduardo Gomes) Acrescenta parágrafo único ao art. 23 da Lei nº 8.906, de 04 de Julho de 1994, que dispõe sobre o Estatuto da Advocacia e a Ordem dos Advogados do Brasil

Leia mais

Dados Básicos. Ementa. Íntegra

Dados Básicos. Ementa. Íntegra Dados Básicos Fonte: 0011879-16.2011.8.26.0132 Tipo: Acórdão CSM/SP Data de Julgamento: 18/10/2012 Data de Aprovação Data não disponível Data de Publicação:17/01/2013 Estado: São Paulo Cidade: Catanduva

Leia mais

TRANSFERÊNCIA DE INSTITUIÇÕES DE ENSINO SUPERIOR - Estudo técnico

TRANSFERÊNCIA DE INSTITUIÇÕES DE ENSINO SUPERIOR - Estudo técnico TRANSFERÊNCIA DE INSTITUIÇÕES DE ENSINO SUPERIOR - Estudo técnico 1. - Necessidade de existência de mantenedoras das instituições educacionais No Brasil é obrigatório que uma escola, tanto de educação

Leia mais

Site Jurídico S.O.S Estagiários (www.sosestagiarios.com) Trabalhos Prontos Gratuitos LEI DE ARBITRAGEM EVOLUÇÃO HISTÓRICA

Site Jurídico S.O.S Estagiários (www.sosestagiarios.com) Trabalhos Prontos Gratuitos LEI DE ARBITRAGEM EVOLUÇÃO HISTÓRICA LEI DE ARBITRAGEM EVOLUÇÃO HISTÓRICA Nos primórdios da sociedade romana, surgiu o instituto da arbitragem como forma de resolver conflitos oriundos da convivência em comunidade, como função pacificadora

Leia mais

INSTRUMENTO PARTICULAR DE PROMESSA DE VENDA E COMPRA DE IMÓVEL URBANO, que entre si celebram:

INSTRUMENTO PARTICULAR DE PROMESSA DE VENDA E COMPRA DE IMÓVEL URBANO, que entre si celebram: INSTRUMENTO PARTICULAR DE PROMESSA DE VENDA E COMPRA DE IMÓVEL URBANO, que entre si celebram: I - de um lado, na qualidade de Promitente VENDEDORA, a FUNDAÇÃO DE SEGURIDADE SOCIAL DO BANCO ECONÔMICO S/A-ECOS,

Leia mais

OAB XIV EXAME PROVA BRANCA. Comentário às questões de Direito Empresarial

OAB XIV EXAME PROVA BRANCA. Comentário às questões de Direito Empresarial OAB XIV EXAME PROVA BRANCA Comentário às questões de Direito Empresarial A prova, no geral, foi bem elaborada e não admite recursos. Critica-se apenas a questão 49, pela inclusão da duplicata cartularizada,

Leia mais

TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO DÉCIMA OITAVA CÂMARA CÍVEL 1 APELAÇÃO CÍVEL 2009.001.27482

TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO DÉCIMA OITAVA CÂMARA CÍVEL 1 APELAÇÃO CÍVEL 2009.001.27482 1 APELAÇÃO CÍVEL 2009.001.27482 APELANTE: LAUDEMIRA LEONCIA DA SILVA APELADO: LUIZ FELIPE WHYTE DYLONG PROCESSO CIVIL APELAÇÃO ADJUDICAÇÃO COMPULSÓRIA PROMESSA DE CESSÃO DE DIREITOS SOBRE IMÓVEL COM QUITAÇÃO

Leia mais

Dados Básicos. Legislação. Ementa. Íntegra

Dados Básicos. Legislação. Ementa. Íntegra Dados Básicos Fonte: 1.0024.05.707278-7/001(1) Tipo: Acórdão TJMG Data de Julgamento: 27/04/2011 Data de Aprovação Data não disponível Data de Publicação:13/05/2011 Estado: Minas Gerais Cidade: Belo Horizonte

Leia mais

CONDOMÍNIO INDIVISÍVEL. DIREITO DE PREFERÊNCIA. ESCRITURA PÚBLICA DE COMPRA E VENDA. CONDÔMINO PRETERIDO. VALIDADE DO NEGÓCIO JURÍDICO

CONDOMÍNIO INDIVISÍVEL. DIREITO DE PREFERÊNCIA. ESCRITURA PÚBLICA DE COMPRA E VENDA. CONDÔMINO PRETERIDO. VALIDADE DO NEGÓCIO JURÍDICO CONDOMÍNIO INDIVISÍVEL. DIREITO DE PREFERÊNCIA. ESCRITURA PÚBLICA DE COMPRA E VENDA. CONDÔMINO PRETERIDO. VALIDADE DO NEGÓCIO JURÍDICO CARLOS ANTÔNIO DE ARAÚJO SUMÁRIO: Negócio jurídico nulo ou anulável?

Leia mais

SUMÁRIO CAPÍTULO I FUNÇÃO E CARREIRA DO ADVOGADO... 19 CAPÍTULO II - DO PROCESSO CIVIL... 39

SUMÁRIO CAPÍTULO I FUNÇÃO E CARREIRA DO ADVOGADO... 19 CAPÍTULO II - DO PROCESSO CIVIL... 39 SUMÁRIO Apresentação da Coleção...15 CAPÍTULO I FUNÇÃO E CARREIRA DO ADVOGADO... 19 1. Antecedentes históricos da função de advogado...19 2. O advogado na Constituição Federal...20 3. Lei de regência da

Leia mais

Direito Processual Civil II - Turma A

Direito Processual Civil II - Turma A Direito Processual Civil II - Turma A Regência: Professor Doutor Miguel Teixeira de Sousa 4 de Junho de 2015 Duração: 2h A intentou contra B e C uma ação, na secção cível do Tribunal da comarca do Porto.

Leia mais

1. O que é procuração?

1. O que é procuração? Procuração Pública Plano de aula: 1. O que é procuração? 2. Forma Pública 3. Identidade e Capacidade 4. Pessoas Jurídicas 5. Poderes Gerais x Especiais 6. Ad judicia x Ad negotia 7. Substabelecimento 8.

Leia mais

Lei 11.795/08 A NOVA LEI DE CONSÓRCIOS. Juliana Pereira Soares

Lei 11.795/08 A NOVA LEI DE CONSÓRCIOS. Juliana Pereira Soares Lei 11.795/08 A NOVA LEI DE CONSÓRCIOS Art. 2º da Lei 11.795/08: Consórcio é a reunião de pessoas naturais e jurídicas em grupo, com prazo de duração e número de cotas previamente determinados, promovida

Leia mais

Assunto: Enfiteuse. Domínio útil. Aforamento pelo Território de Macau. Artigo 7.º da

Assunto: Enfiteuse. Domínio útil. Aforamento pelo Território de Macau. Artigo 7.º da . Recurso jurisdicional em matéria cível. Recorrentes: A e B. Recorrido: Ministério Público. Assunto: Enfiteuse. Domínio útil. Aforamento pelo Território de Macau. Artigo 7.º da Lei Básica. Data do Acórdão:

Leia mais

A UNIÃO ESTÁVEL NO NOVO CÓDIGO CIVIL

A UNIÃO ESTÁVEL NO NOVO CÓDIGO CIVIL 76 A UNIÃO ESTÁVEL NO NOVO CÓDIGO CIVIL CLAUDIA NASCIMENTO VIEIRA¹ O artigo 226 da Constituição Federal equiparou a união estável entre homem e mulher ao casamento, dispondo em seu parágrafo 3º que é reconhecida

Leia mais

A PROMULGAÇÃO DE LEI DECORRENTE DE SANÇÃO TÁCITA

A PROMULGAÇÃO DE LEI DECORRENTE DE SANÇÃO TÁCITA A PROMULGAÇÃO DE LEI DECORRENTE DE SANÇÃO TÁCITA Antônio José Calhau de Resende Consultor da Assembléia Legislativa Lei decorrente de sanção tácita. Ausência de promulgação pelo Chefe do Poder Executivo

Leia mais

RESUMO DA TABELA DE EMOLUMENTOS E TFJ DE 2015 EM VIGOR PARA ATOS PRATICADOS A PARTIR DE 1º DE JANEIRO DE 2015

RESUMO DA TABELA DE EMOLUMENTOS E TFJ DE 2015 EM VIGOR PARA ATOS PRATICADOS A PARTIR DE 1º DE JANEIRO DE 2015 RESUMO DA TABELA DE EMOLUMENTOS E TFJ DE 2015 EM VIGOR PARA ATOS PRATICADOS A PARTIR DE 1º DE JANEIRO DE 2015 1- ATOS DO REGISTRO CIVIL DAS PESSOAS NATURAIS VALORES EM R$ ATO VALORES TOTAL BUSCA (POR PERÍODO

Leia mais

1º A gestão do Programa cabe ao Ministério das Cidades e sua operacionalização à Caixa Econômica Federal CEF.

1º A gestão do Programa cabe ao Ministério das Cidades e sua operacionalização à Caixa Econômica Federal CEF. LEI 10.188, DE 12 DE FEVEREIRO DE 2001 Cria o Programa de Arrendamento Residencial, institui o arrendamento residencial com opção de compra e dá outras providências. Faço saber que o Presidente da República

Leia mais

PREFEITURA MUNICIPAL DE CODÓ ESTADO DO MARANHÃO

PREFEITURA MUNICIPAL DE CODÓ ESTADO DO MARANHÃO LEI Nº 1552, DE 18 DE AGOSTO DE 2011. Disciplina a dação em pagamento de obras, serviços e bem móvel como forma de extinção da obrigação tributária no Município de Codó, prevista no inciso XI do artigo

Leia mais

LEI Nº 7.560, DE 19 DE DEZEMBRO DE 1986

LEI Nº 7.560, DE 19 DE DEZEMBRO DE 1986 LEI Nº 7.560, DE 19 DE DEZEMBRO DE 1986 Cria o Fundo de Prevenção, Recuperação e de Combate às Drogas de Abuso, dispõe sobre os Bens Apreendidos e Adquiridos com Produtos de Tráfico Ilícito de Drogas ou

Leia mais

LEI Nº 8.159, DE 8 DE JANEIRO DE 1991. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte lei:

LEI Nº 8.159, DE 8 DE JANEIRO DE 1991. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte lei: LEI Nº 8.159, DE 8 DE JANEIRO DE 1991 Dispõe sobre a Política Nacional de Arquivos Públicos e Privados e dá outras providências. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, faço saber que o Congresso Nacional decreta e

Leia mais

BuscaLegis.ccj.ufsc.br

BuscaLegis.ccj.ufsc.br BuscaLegis.ccj.ufsc.br Exceções à preferência advinda da prioridade no registro de imóveis Sandro Alexander Ferreira* Segundo o Código Civil e a Lei de Registros Públicos (Lei 6015/73), o número de ordem

Leia mais

Recurso nº 795/2010 Data: 17 de Fevereiro de 2011. Assuntos: - Incerteza jurídica - Nome romanizado - Rectificação - Nova prova.

Recurso nº 795/2010 Data: 17 de Fevereiro de 2011. Assuntos: - Incerteza jurídica - Nome romanizado - Rectificação - Nova prova. Recurso nº 795/2010 Data: 17 de Fevereiro de 2011 Assuntos: - Incerteza jurídica - Nome romanizado - Rectificação - Nova prova Sumário 1. Quando o Tribunal estiver perante uma situação em que o arresto

Leia mais

Da dissolução da sociedade e do vínculo conjugal

Da dissolução da sociedade e do vínculo conjugal Da dissolução da sociedade e do vínculo conjugal Capítulo 3 Da dissolução da sociedade e do vínculo conjugal Leia a lei: arts. 1.571 a 1.582 CC. Como se trata de uma relação de base contratual, o casamento

Leia mais

Dados Básicos. Legislação. Verbetação. Ementa. Íntegra

Dados Básicos. Legislação. Verbetação. Ementa. Íntegra Dados Básicos Fonte: 1.0145.08.491031-7/001(1) Tipo: Acórdão TJMG Data de Julgamento: 08/02/2011 Data de Aprovação Data não disponível Data de Publicação:11/03/2011 Estado: Minas Gerais Cidade: Juiz de

Leia mais

A responsabilidade pelo pagamento das cotas condominiais em caso de aquisição do imóvel mediante arrematação judicial

A responsabilidade pelo pagamento das cotas condominiais em caso de aquisição do imóvel mediante arrematação judicial A responsabilidade pelo pagamento das cotas condominiais em caso de aquisição do imóvel mediante arrematação judicial Por Maria Angélica Jobim de Oliveira À luz do artigo 1.336, inciso I, do Código Civil,

Leia mais

Quem pode desapropriar e quem pode executar a desapropriação

Quem pode desapropriar e quem pode executar a desapropriação Capítulo I Quem pode desapropriar e quem pode executar a desapropriação Desapropriação é o termo jurídico que indica ato, emanado do poder público, do qual resulta a resolução do domínio do titular sobre

Leia mais

DO MINISTÉRIO PÚBLICO art.170 a art175

DO MINISTÉRIO PÚBLICO art.170 a art175 CONSTITUIÇÃO FEDERAL 88 DO MINISTÉRIO PÚBLICO art.127 a art.130- A Art. 127. O Ministério Público é instituição permanente, essencial à função jurisdicional do Estado, incumbindo-lhe a defesa da ordem

Leia mais

ORIENTAÇÕES PARA TRANSFORMAÇÃO DE TIPO JURÍDICO (de Empresário em Sociedade Ltda e de Sociedade Ltda em Empresário)

ORIENTAÇÕES PARA TRANSFORMAÇÃO DE TIPO JURÍDICO (de Empresário em Sociedade Ltda e de Sociedade Ltda em Empresário) ORIENTAÇÕES PARA TRANSFORMAÇÃO DE TIPO JURÍDICO (de Empresário em Sociedade Ltda e de Sociedade Ltda em Empresário) Lei Complementar 128/2008 Conforme dispõe o art. 10 da Lei Complementar nº 128/2008 e

Leia mais

TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGRAVO DE INSTRUMENTO Nº

TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGRAVO DE INSTRUMENTO Nº Dados Básicos Fonte: 70039973367 Tipo: Acórdão TJRS Data de Julgamento: 08/06/2011 Data de Aprovação Data não disponível Data de Publicação:14/06/2011 Estado: Rio Grande do Sul Cidade: Porto Alegre Relator:

Leia mais

Tassos Lycurgo DIREITO CONSTITUCIONAL. Notas de Aula (Esboço) Docente: Prof. Dr. Tassos Lycurgo Website: www.lycurgo.org E-mail: TL@ufrnet.

Tassos Lycurgo DIREITO CONSTITUCIONAL. Notas de Aula (Esboço) Docente: Prof. Dr. Tassos Lycurgo Website: www.lycurgo.org E-mail: TL@ufrnet. UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE CENTRO DE CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS DEPARTAMENTO DE DIREITO PÚBLICO DIREITO CONSTITUCIONAL Notas de Aula (Esboço) Atualizada em: 18.10.06 Docente: Prof. Dr.

Leia mais

FLAUZILINO ARAÚJO DOS SANTOS Primeiro Oficial de Registro de Imóveis da Comarca de São Paulo, Capital

FLAUZILINO ARAÚJO DOS SANTOS Primeiro Oficial de Registro de Imóveis da Comarca de São Paulo, Capital ADEMAR FIORANELLI Oficial do 7º Registro de Imóveis da Capital de São Paulo. Integra o Conselho de Ética e na Coordenação de Jurisprudência do Instituto de Registro Imobiliário do Brasil IRIB FLAUZILINO

Leia mais

i nu mu mu um um um mi um mi mi *C)^Ã.nf : \RR~7*

i nu mu mu um um um mi um mi mi *C)^Ã.nf : \RR~7* TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SÃO PAULO ACÓRDÃO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SÃO PAULO ACÓRDÃO/DECISÃO MONOCRÁTICA REGISTRADO(A) SOB N i nu mu mu um um um mi um mi mi *C)^Ã.nf : \RR~7* Vistos, relatados e discutidos

Leia mais

EFA- TÉCNICO DE CONTABILIDADE UFCD 567 NOÇÕES DE FISCALIDADE

EFA- TÉCNICO DE CONTABILIDADE UFCD 567 NOÇÕES DE FISCALIDADE EFA- TÉCNICO DE CONTABILIDADE UFCD 567 NOÇÕES DE FISCALIDADE INTERPRETAÇÃO E APLICAÇÃO DA LEI FISCAL Trabalho realizado: -Patrícia Alves; -Joaquim Mira; -Maria Antónia; -Ana Maltêz; 22 de Maio de 2014

Leia mais

Do ato formal da doação e da dispensa de colação em face do novo código civil José da Silva Pacheco

Do ato formal da doação e da dispensa de colação em face do novo código civil José da Silva Pacheco Do ato formal da doação e da dispensa de colação em face do novo código civil José da Silva Pacheco SUMÁRIO: 1. Da doação como ato de liberalidade e das formas de sua celebração. 2. A doação de ascendente

Leia mais

XV Exame de Ordem 2ª Fase OAB Civil - ProfessorAoVivo Qual a peça Juquinha? Prof. Darlan Barroso

XV Exame de Ordem 2ª Fase OAB Civil - ProfessorAoVivo Qual a peça Juquinha? Prof. Darlan Barroso XV Exame de Ordem 2ª Fase OAB Civil - ProfessorAoVivo Qual a peça Juquinha? Prof. Darlan Barroso 2ª Fase OAB - Civil Juquinha Junior, representado por sua genitora Ana, propôs ação de investigação de paternidade

Leia mais

Os Reajustes por Mudança de Faixa Etária nos Planos de Saúde

Os Reajustes por Mudança de Faixa Etária nos Planos de Saúde 1 Os Reajustes por Mudança de Faixa Etária nos Planos de Saúde Publicado em Revista de Direito do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro /Cont. de/ RJRJ, Rio de Janeiro, n.80, p. 95-99, jul./set.

Leia mais

DO CONCEITO DE USUCAPIÃO

DO CONCEITO DE USUCAPIÃO DO CONCEITO DE USUCAPIÃO Conceito: Usucapião é modo de aquisição da propriedade (ou outro direito real), que se dá pela posse continuada, durante lapso temporal, atendidos os requisitos de lei. LOCALIZAÇÃO

Leia mais

PÚBLICOS DA COMARCA DE SÃO PAULO / SP

PÚBLICOS DA COMARCA DE SÃO PAULO / SP EXMO. SR. DR. JUIZ DE DIREITO DA VARA DE REGISTROS PÚBLICOS DA COMARCA DE SÃO PAULO / SP..., associação sem fins lucrativos, regularmente registrada no 4º Cartório de Registro de Títulos e Documentos,

Leia mais

No Tabelionato de Notas são lavradas escrituras públicas em geral, como inventários, divórcios, declaratórias de união estável, procurações,

No Tabelionato de Notas são lavradas escrituras públicas em geral, como inventários, divórcios, declaratórias de união estável, procurações, No Tabelionato de Notas são lavradas escrituras públicas em geral, como inventários, divórcios, declaratórias de união estável, procurações, testamentos, entre outras. Também são lavradas atas notariais,

Leia mais

CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA RURAL INCONSTITUCIONALIDADE DECLARADA PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL NO RE Nº 363.852/MG.

CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA RURAL INCONSTITUCIONALIDADE DECLARADA PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL NO RE Nº 363.852/MG. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA RURAL INCONSTITUCIONALIDADE DECLARADA PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL NO RE Nº 363.852/MG. Como amplamente noticiado nestes últimos dias, o Supremo Tribunal Federal, em decisão

Leia mais

Gerenciamento Total da Informação

Gerenciamento Total da Informação Presidência da República Subchefia para Assuntos Jurídicos LEI N o 8.159, DE 8 DE JANEIRO DE 1991. Regulamento Dispõe sobre a política nacional de arquivos públicos e privados e dá outras providências.

Leia mais

LEI N.º /2007 Lei reguladora do Direito Fundamental de Associação Sindical

LEI N.º /2007 Lei reguladora do Direito Fundamental de Associação Sindical LEI N.º /2007 Lei reguladora do Direito Fundamental de Associação Sindical A Assembleia Legislativa decreta, nos termos conjugados dos artigos 27.º, 36.º, 40.º, 43.º e 71.º alínea 1, da Lei Básica da Região

Leia mais

INSTRUMENTO PARTICULAR DE CONSTITUIÇÃO DA SOCIEDADE LIMITADA EMPRESA 1

INSTRUMENTO PARTICULAR DE CONSTITUIÇÃO DA SOCIEDADE LIMITADA EMPRESA 1 INSTRUMENTO PARTICULAR DE CONSTITUIÇÃO DA SOCIEDADE LIMITADA EMPRESA 1 Pelo presente instrumento particular, atendendo as formalidades legais, SÓCIA 2; SÓCIO 2, resolvem constituir uma sociedade limitada,

Leia mais