Abaixo o protecionismo. Em entrevista ao BRASIL ECONÔMICO, Luiz Furlan pede ao governo ações contra barreiras à carne brasileira.

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1 mobile.brasileconomico.com.br QUARTA-FEIRA, 11 DE ABRIL, 2012 ANO 4 N O 660 R$ 3,00 PUBLISHER RICARDO GALUPPO DIRETOR JOAQUIM CASTANHEIRA DIRETOR ADJUNTO RAMIRO ALVES Deputados contra mudança Proposta de trocar indexador da dívida dos estados e municípios pela Selic enfrenta resistência. P6 Abaixo o protecionismo Em entrevista ao BRASIL ECONÔMICO, Luiz Furlan pede ao governo ações contra barreiras à carne brasileira. P3 Mauricio Lima/AFP Governo vai usar telefone celular até para pagar Bolsa Família e INSS Com o objetivo de expandir a inclusão bancária, o diretor de Política Monetária do BC, Aldo Mendes, anuncia que está preparando um marco regulatório para pagamentos com celulares, que tem potencial para movimentar até R$ 29 bilhões em P33 ATUALMENTE, O BRASIL TEM EM 2011, O INSS PAGOU O BOLSA FAMÍLIA CONSUMIU OS BANCOS ATENDEM 242,2 milhões de telefones celulares R$287,7bilhões em benefícios R$16,7bilhões no ano passado 121 milhões de brasileiros Daniel Dantas encara Eike Batista Jewel Samad/AFP Romney versus Obama: presidente se beneficiará da recuperação da economia A LLX, controlada pelo homem mais rico do Brasil, vai enfrentar a concorrência da Santos Brasil, num porto em Santa Catarina. P20 Editoras brasileiras derrotam Amazon A gigante americana cedeu na sua política de preços para convencer empresas como a Record, mas ainda não firmou contratos. P18 INDICADORES TAXAS DE CÂMBIO COMPRA VENDA Dólar comercial (R$/US$) Euro (R$/ ) 1,8310 2,3931 1,8330 2,3940 JUROS META EFETIVA Selic (ao ano) 9,75% 9,65% BOLSAS VAR. % ÍNDICES Bovespa São Paulo Dow Jones Nova York FTSE 100 Londres -1,88-1,65-2, , , ,55 Não tenha medo de pedir aumento salarial Agora é Romney contra Obama Com a desistência de Rick Santorum, o republicano Mitt Romney será o adversário de Obama nas eleições de novembro. A primeira missão será unir o partido e depois, o mais difícil, derrotar o presidente, hoje favorito. P4 Na hora de encarar o chefe, além de evitar extremos como medo e euforia, é importante estar bem preparado, com informações e dados que provem que você deve ganhar mais. E não esqueça: toda negociação envolve um risco. P36 A lista dos bancos para baixar juros Febraban apresentou ao governo 20 medidas que, segundo ela, ajudaria na redução dos spreads. P40 Dobram pedidos de recuperação judicial Entre janeiro e março de 2012, 199 empresas foram à Justiça para renegociar dívidas com credores. P31

2 2 Brasil Econômico Quarta-feira, 11 de abril, 2012 CARTAS Avanço OPINIÃO Depois de ler o texto Itaú reforça marca no exterior com torneio de tênis em Miami (publicado em 30/3/2012), cheguei à conclusão de que o banco brasileiro tem de aproveitar a crise nos bancos americanos e comprar alguma instituição financeira do mercado de lá. Aí sim, terá entrado pela porta da frente nos Estados Unidos, assim como Petrobras deveria comprar a Valero ou a Texaco (em óleos, a marca Havoline tem grande valor). Na época da sua expansão, a Ambev foi rápida, comprou a Budweiser e se instalou no território americano. Para entrar em um mercado é necessário comprar marcas já conhecidas daquela cultura. Paulo Santos Santos (SP) O artigo Eleição e inspeção veicular publicado por Fabio Feldman (em 26/3/2012) me fez lembrar do último ex-presidente que disse que melhoraria o pagamento aos aposentados e, independente da explicação, só o fez parcialmente, achatando os rendimentos dos inativos que contribuíram com maior valor. O atual candidato do PT a Prefeitura de São Paulo está prometendo a extinção da inspeção veicular. Até acredito que poderá extinguí-la, entretanto dará um jeito de criar uma taxação, talvez até mais alta, para onerar o proprietário do veículo. Não existe consciência política sobre o problema da poluição. Tudo é restrito a arrecadar mais dinheiro do contribuinte. Venâncio Aires Areia (RN) ERRATA Diferentemente do publicado pela Agência Reuters, e reproduzido pelo jornal Brasil Econômico em nota na página 14, na edição de 9/4/2012, a Infraero informou que em nenhum momento, durante entrevista à agência, o presidente da empresa, Gustavo do Vale, fez quaisquer considerações sobre questões políticas ou mencionou a presidente da República. CONECTADO Ferramentas do mundo digital que facilitam seu dia a dia Tradutor de Viagem O aplicativo é útil nas viagens internacionais para países nos quais o usuário não domina o idioma. Dispensa o uso da internet. Seu banco de dados dispõe de 2,2 mil expressões e palavras em 23 línguas, entre elas, alemão, francês, inglês e outros menos falados como o russo, húngaro, sueco e norueguês. Dividido por temas, o programa apresenta transcrição fonética, ilustrações e link de busca. Grátis ParaAndroid,iPhoneeiPodTouch Djay Quer remixar suas músicas preferidas? O aplicativo transforma seu idevice em um aparelho de criação e remixagem musical. Com interface agradável, permite editar e modificar as músicas gravadas no ipod, reinventando seus hits. O programa faz mixagens automáticas, lançando mão dos recursos no próprio celular e ainda exibe as criações ao vivo. US$ 0,99 Para iphone, ipod Touch e ipad Rubens Menin Teixeira de Souza Fundador, sócio e presidente da MRV Engenharia A mineira MRV Engenharia é a empresa de construção residencial com o maior lucro na América Latina e EUA, segundo a Economatica. A empresa lucrou US$ 405,2 milhões em Retrocesso Cesar Peluso Presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) O ministro Cezar Peluso voltou a defender ontem o afrouxamento da regra que proíbe o nepotismo nos Três Poderes. Ele quer reformular o texto, para que se restrinja a cargos em um mesmo órgão. Metas de Vida Quem precisa adotar hábitos para melhorar a saúde e a qualidade de vida pode se organizar com apoio deste aplicativo. Com alertas personalizados, o programa permite o monitoramento de metas como: beber mais água, fazer exercícios, emagrecer, parar de fumar ou até mesmo ingerir mais frutas. Integrado ao Facebook, permite o compartilhamento de informações. Grátis Para iphone Gabriel Rinaldi/Bloomberg Divulgação Claudio Conz Presidente da Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco) O mercado da construção Recentemente, nós da Anamaco promovemos dentro da Feicon Batimat, maior feira do setor na América Latina, o nosso tradicional Seminário Brasileiro de Material de Construção. Como principal atração, convidamos Renato Meirelles, diretor do Instituto Data Popular, que apresentou dados inéditos sobre o mercado de construção e reforma. A apresentação teve como principal foco a classe C. De acordo com os últimos estudos promovidos pelo instituto, a nova classe média representa mais da metade dos brasileiros que pretendem reformar nos próximos 12 meses. Do total da população, 21 milhões de famílias reformaram ou construíram no último ano e 24 milhões têm intenção de fazê-lo nos próximos 12 meses. A estrutura de classes da sociedade brasileira, que há alguns anos era piramidal, graças à ascensão da classe C, passou a ser losangular. Temos, no topo, uma pequena parte formada pelas classes A e B, uma grande massa no meio da classe C e, abaixo, outra pequena faixa formada pelas classes D e E. Para o varejista ou mesmo fabricante de materiais de construção, é muito importante entender como funciona a cabeça da classe C, seu maior consumidor em potencial, o que ele prioriza e como vê sua casa. A maioria dos brasileiros, independente da classe social, reside em casas. Na população de alta renda, os apartamentos são a residência de 33,4%. São minoria os brasileiros que moram em cômodos. Mesmo na baixa renda, este número é menor que 0,5%. Os novos núcleos familiares da classe C, que é predominantemente jovem, são muitas vezes formados em extensões de imóveis já existentes, nos chamados puxadinhos. O quarto é o cômodo preferido dos brasileiros em geral, por ser o local onde passam a maior parte do tempo. Mas na hora de investir em decoração, a prioridade é a sala, pois é o lugar onde recebem as visitas. É aí que gastam mais com as reformas. A nova classe média, pensa em alguns casos como baixa renda. Mas, com dinheiro no bolso, consome como a elite O consumidor da classe C possui alguns posicionamentos que se assemelham aos das classes A e B, ao mesmo tempo em que possuem características semelhantes à classe D. É importante lembrar que a nova classe média veio da D, que ascendeu à C. Ela pensa em alguns casos como baixa renda, mas, com dinheiro no bolso, compra produtos que antes era adquirido apenas pela classe A. Renato Meirelles apresentou um vídeo em que um consumidor da classe C comprava perfumes importados caros que antigamente era objeto de consumo da elite brasileira. Com o acesso ao crédito, isso se tornou uma realidade também para a nova classe média. Outro vídeo interessante produzido pelo Instituto Data Popular mostrou consumidoras da classe A emitindo opiniões sobre como a classe C consome. Frases do tipo Eu acho que ela não tem muita vaidade, pois produtos de beleza são caros e inacessíveis e elas não podem comprar contrastavam com reais depoimentos de consumidoras da classe C, afirmando: Quando eu gosto, eu compro mesmo, não importa o preço. Isso mostra que as classes A e B não fazem ideia de como a C consome. O fato é que os membros da classe C consomem produtos de beleza tanto quanto os das classes A e B. Aliás, foi um dos mercados que mais cresceu nos últimos anos. Para ampliar os negócios, nada melhor que conhecer seu consumidor. E o potencial de consumo da nova classe média é enorme. NESTA EDIÇÃO Samarcoinova emcontroledecargaportuária Mineradora implanta novo sistema no Porto de Ubu, no Espírito Santo, que faz a leitura do calado das embarcações, evitando excesso de peso dos carregamentos exportados. P16 Texto alinhado à sfdfesquerda, sem hifenização, Cartas para a Redação: Avenida das Nações Unidas, , 8º andar, CEP , Brooklin, São Paulo (SP). falso, alinhado esquerda, sinha o à esquerda, texto alinhado à esquerda, sem hifenização, texto As mensagens devem conter nome completo, endereço, telefone e assinatura. Em razão de falso, alinhado esquerdafhlação. PXX espaço ou clareza, BRASIL ECONÔMICO reserva-se o direito de editar as cartas recebidas. Mais cartas em Vivo lança campanha de R$ 120 milhões Empresa de telecomunicações apresenta animação de um minuto durante exibição do Fantástico. Filme é a primeira ação estratégica de reposicionamento de serviços como TV paga e telefonia fixa. P28

3 Quarta-feira, 11 de abril, 2012 Brasil Econômico 3 MOSAICO POLÍTICO Rogerio Mori Professor da Escola de Economia de São Paulo da Fundação Getulio Vargas PEDRO VENCESLAU Indústria em debate André Dusek/AE Um tema que tem permeado o debate econômico recente diz respeito à questão da existência (ou não) de um processo de desindustrialização em curso no Brasil. Essa temática ganhou força particularmente após a divulgação dos dados recentes sobre o Produto Interno Brasileiro (PIB), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que indicaram que a participação da indústria nacional sobre a geração de riquezas caiu para o nível dos anos 50. De fato, o setor tem sofrido enormemente com a concorrência externa, sendo o principal vetor desse processo a apreciação do real frente às demais moedas, o que tem corroído a competitividade da indústria brasileira ao longo dos últimos anos. O governo federal está ciente desse processo e não tem poupado críticas em relação às maciças emissões monetárias dos países desenvolvidos, que estão na raiz do processo de fortalecimento da moeda brasileira. Os saltos na renda per capita no país, a partir dos anos 50, estiveram associados ao processo de industrialização Mesmo reconhecendo que o cerne do problema reside na questão cambial, o governo não tem medido esforços (ainda que paliativos) para tentar diminuir a perda de competitividade da indústria brasileira frente à concorrência externa. Mesmo com essas medidas,o dilema não está inteiramente resolvido, uma vez que o patamar apreciado que se encontra a moeda brasileira mais que compensa as medidas tomadas pelo governo. Em outras palavras, não há como solucionar essa questão sem que o problema da taxa de câmbio seja equacionado. Mesmo com essas evidências, ainda persistem duas linhas de argumentação que se mostram contrárias à visão do processo de desindustrialização e às ações adotadas pelo governo no sentido de tentar conter esse processo. A primeira delas procura negar que exista desindustrialização no Brasil o que se mostra bizarro em relação à realidade dos fatos e à evidência empírica revelada em inúmeros estudos acadêmicos e não acadêmicos. A segunda linha de argumentação descaracteriza a importância da indústria no processo de desenvolvimento econômico do país. Segundo essa corrente, o Brasil deveria seguir sua vocação natural de produtor de commodities agrícolas e de minérios, uma vez que nossa indústria é ineficiente e sem condições de concorrer no cenário global. Em ambos os casos, o receituário de política econômica indicado é exatamente o oposto do adotado pelo governo atualmente, seja pela tese da negação, seja pela tese da baixa importância. É importante lembrar, nesse contexto, que os saltos na renda per capita brasileira a partir dos anos 50 estiveram amplamente associados ao processo de industrialização do país. Esses saltos foram muito superiores aos verificados anteriormente, quando os ciclos de crescimento da renda estavam mais associados aos ciclos de preços de commodities. A abertura comercial do início dos anos 90 foi importantíssima para a economia brasileira e para a indústria nacional, que foi forçada a se modernizar para concorrer com os produtos importados. No entanto, o cenário atual é inteiramente diverso, pois não existe grau de eficiência que possa ser atingido pela indústria para fazer frente à competição externa, que é extremamente favorecida pelo atual patamar da taxa de câmbio. Bancos espanhóis podem precisar de capital Presidente do banco central da Espanha demonstrou preocupação com instituições financeiras de seu país, afirmando que algumas podem não sobreviver às medidas de austeridade e recessão. P38 Competitividade no mercado de vinho Em artigo, Paulo Elísio de Souza, presidente da Câmara Portuguesa de Comércio do Rio de Janeiro, se posiciona contra sobretaxa ao produto europeu e demais restrições às importações. P39 Obama cortará na própria carne? Ex-ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e atualmente no Conselho de Administração da Brasil Foods, Luiz Fernando Furlan espera que a presidente Dilma tenha aproveitado as conversas reservadas com autoridades norte-americanas para tratar de um tema espinhoso na relação entre os dois países: as barreiras sanitárias impostas aos suínos e bovinos brasileiros. Imagino que esse assunto tenha sido tratado na visita de Dilma ao Obama. A exportação de carne suína e bovina para os EUA é alvo de negociações há vários anos. A BR Foods exporta para mais de 120 países, mas não para os EUA. Existem barreiras sanitárias que há 20 anos eram compreensíveis, mas hoje já não se justificam, disse Furlan ao BRASIL ECONÔMICO ontem, durante almoço com empresários do Lide (Grupo de Líderes Empresariais). Apesar de ressaltar que os democratas são mais protecionistas que os republicanos, ele acredita que o tema está bem encaminhado. Márcio Lacerda, Rui Falcão e o socialismo de resultados O prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda, do PSB, almoçou ontem em São Paulo com o presidente nacional do PT, o deputado estadual Rui Falcão. O tema foi um tanto indigesto: a dificuldade em atrair os socialistas para a campanha de Fernando Haddad na capital paulista. CURTAS Em mais de um momento o governador mineiro do PSDB foi aplaudido pela plateia de empresários. Já a recepção ao prefeito de Belo Horizonte foi mais burocrática. O fato é que com ou sem oratória afiada, a dupla é boa de votos. Por falar em oratória e retórica, os petistas estão tendo que se desdobrar em busca de argumentos para justificar a doação de um terreno da prefeitura de São Paulo para o Instituto Lula. Ao negar ontem, em um debate na rádio CBN, que o espaço será usado para um partido contar sua versão da história, o vereador petista José Américo afirmou que o Instituto Lula receberá acervos de Mário Covas e Franco Montoro. Se for aprovada pela Câmara Municipal, a doação para Lula vai durar apenas anos. PRONTO, FALEI Não há por que haver uma CPI na Câmara e outra no Senado se é possível a construção de uma CPI mista Marco Maia, Presidente da Câmara, anunciando que todos poderão surfar na onda Cachoeira Anastasia supera Lacerda no quesito oratória Celebrados como os quadros técnicos mais bem sucedidos na política (depois de Dilma Rousseff, claro) o governador de Minas, Antonio Anastasia, e o prefeito de BH, Márcio Lacerda, enfrentaram o microfone ontem no almoço do Lide. Anastasia demonstrou muito mais desenvoltura. Elza Fiuza/ABr O tempo está correndo. Demóstenes Torres (sem partido) terá 10 dias para apresentar sua defesa prévia. A Associação dos Hotéis de Porto de Galinhas (PE) divulgou ontem uma pesquisa sobre o perfil do seu turista. Os europeus sumiram e 70% dos visitantes são brasileiros. Os hoteleiros da região bancaram a reforma de um estádio próximo para deixá-lo no padrão Fifa. Porto sonha hospedar uma seleção em Dilma já voltou, mas sua visita aos Estados Unidos continua rendendo. A Amcham Brasil (Câmara Americana de Comércio) promove no país até sexta-feira a missão empresarial How to Do Business and Invest in Brazil Serão dois seminários: um em Nova York e outro em Boston.

4 4 Brasil Econômico Quarta-feira, 11 de abril, 2012 DESTAQUE ELEIÇÕES AMERICANAS Editora: Gabriel de Sales Infografia Alex Silva sobre foto Emmanuel Dunand/AFP QUEM É MITT ROMNEY Nascido em Detroit, em 1947 Idade 64 anos Profissão advogado e empresário Atuação política ex-governador de Massachussetts Religião mórmon, seguidor da Igreja de Jesus Cristo dos Santos Últimos Dias Estado civil casado com Ann Romney desde 1969 Filhos cinco Netos dezesseis Impostos pagos em ,9% sobre US$ 21 milhões de renda Financiamento da campanha US$ 32,6 milhões Fortuna US$250 milhões COMO QUER GOVERNAR OS EUA Reconstruir as bases da economia americana sob os princípios da livre iniciativa Dar ênfase à criação de emprego como principal prioridade Reduzir impostos, gastos públicos e regulações do Estado Descentralizar o trabalho do governo central, dando mais poder aos estados Reforçar a estratégia de segurança nacional através da restauração do poder global dos EUA Desestimular o crescimento chinês e endurecer a relação de comércio com outros países POSICIONAMENTOS POLÊMICOS Aborto Romney já declarou que se posiciona firmemente a favor da vida. Porém, em junho de 2011, o ex-governador de Massachusetts se recusou a assinar um compromisso contra o aborto, colocado em pauta por uma organização radical Casamento gay Mais do que ser contra a união entre pessoas do mesmo sexo, o candidato defende a criação de uma lei que defina o casamento em âmbito nacional, possível apenas entre um homem e uma mulher. Acredito que o lugar ideal para educar uma criança é em uma casa com uma mãe e um pai Santorum deixa caminho livre para Romney enfrentar Obama Republicano larga em desvantagem frente ao presidente favorecido pela recuperação da economia americana Cláudia Bredarioli Rick Santorum, pré-candidato republicano à presidência dos Estados Unidos, decidiu ontem deixar o caminho livre para que Mitt Romney, seu adversário nas disputas internas do partido, seguisse em frente como o candidato que irá concorrer com o presidente Barack Obama nas eleições de novembro. Sem Santorum, segundo colocado na disputa do Partido Republicano, o favorito Romney não deve enfrentar dificuldade para conquistar os votos dos delegados que ratificarão sua indicação. Com isso, ele já dá início à campanha contra o rival democrata. A tendência agora é que desapareça o foco paroquial que ficou impresso na disputa republicana, abrindo espaço para elevar o tom da campanha com questões mais amplas, que discutam o que os Estados Unidos precisam, avalia Marcos Troyjo, diretor do BRICLac da Universidade Columbia e articulista do BRASIL ECONÔMICO. De maneira geral, é positivo para a campanha republicana o efeito de ter terminado essa disputa interna. Quanto mais essa paroquialidade continuasse, melhor seria para Obama. A desistência do ultraconservador católico foi anunciada em discurso em Gettysburg, seu reduto eleitoral no estado da Pensilvânia, após uma onda de boatos sobre sua iminente saída. Santorum afirmou que a decisão de suspender a campanha foi tomada após alguns dias de reflexão e oração. Deixou de dizer, porém, que há várias semanas vinha sofrendo pressão do partido para desistir da disputa e que via ser cada vez menores suas chances de vitória nos locais em que as prévias ainda não tinham sido realizadas. Mesmo que esta campanha presidencial tenha chegado ao fim para mim, e suspendemos nossa campanha a partir de hoje, nós não abandonamos o combate, disse Santorum em seu discurso. Analistas afirmam que, mesmo sem chances, ele Romney promete, entre outras medidas, cortar gastos, reduzir o tamanho do estado e impor penalidades comerciais à China seguiu adiante para tentar reforçar seu nome como alternativa do partido para Os demais pré-candidatos, Newt Gingrich e Ron Paul, com poucas chances na disputa, ainda seguem na corrida. Santorum não afirmou se iria apoiar algum dos três remanescentes. Após o anúncio, Romney divulgou um comunicado em que diz que o senador Santorum foi um concorrente hábil e valoroso. Eu o cumprimento pela campanha que fez. Ele provou ser uma voz importante no nosso partido e na nação. Para alcançar esse objetivo Romney promete, em sua campanha, cortar gastos, reduzir o tamanho do estado, impor penalidades comerciais à China, nomear um novo presidente do Federal Reserve e promover uma abrangente desregulamentação. E essas estratégias, conforme avalia Marcos Troyjo, não devem ser benéficas ao Brasil. Ele quer dar ênfase ao emprego e não ao livre comércio. A tendência é de haver recrudescimento da relação bilateral com o Brasil e com os outros países do BRICs, caso ele seja eleito, diz Troyjo, explicando que essa postura inverte a lógica que em geral se vê em relação aos republicanos. Normalmente, os republicanos tendem a ser mais liberais no comércio e os democratas, ao contrário, mais restritivos. Mas economistas e estrategistas políticos duvidam que o plano econômico de Romney continuará sendo tão radical no decorrer da campanha. Essas propostas parecem incompatíveis com o passado moderado do ex-governador de Massachusetts, e podem desagradar o eleitorado independente, que será crucial para que o republicano vença Obama. Além disso, cortes orçamentários rápidos e acentuados podem impedir a recuperação da economia, que atualmente tem um crescimento em torno de 2% ao ano. De qualquer modo, as linhas gerais de suas propostas, por ora, dão a clara sensação de que defende um papel menor para o governo. Por isso, há previsão de uma grande mudança nas posições de Romney. O que veremos é a emergência de atitudes que reforçam ideias de certos grupos do sul, mas isso terá que passar por certo ajuste para que um candidato seja nacionalmente competitivo, diz Abraham Lowenthal, estudioso da Universidade Harvard e professor na Universidade do Sul da Califórnia. Haverá a necessidade de fazer uma transição entre as posições que ele vem tomando para que seja visto como um candidato nacional. Ele ainda é visto como muito inconsistente. É uma posição muito difícil, que acaba dando a Obama uma grande vantagem. com Thais Moreira e agências

5 Quarta-feira, 11 de abril, 2012 Brasil Econômico 5 Candidato republicano lembra George Bush, o pai Jewel Samad/AFP Romney quer reduzir imposto corporativo e prorrogar as isenções para pessoas físicas ELEIÇÕES REPUBLICANAS Indicação da candidatura requer votos 800 q MITT ROMNEY 275 RICK SANTORUM Fonte: Brasil Econômico 140 NEWT GINGRICH 71 RON PAUL Derrotado por McCain nas prévias republicanas em 2008, Romney desde então começou sua campanha para 2012 O perfil de empresário de sucesso de Mitt Romney deve ser a tônica do discurso de sua campanha a partir de agora. A expectativa é que os temas econômicos, dominados pelo ex-governador de Massachusetts, sejam o foco central dos ataques que deverá fazer ao presidente Barack Obama e ao baixo crescimento econômico americano. Romney promete reduzir o imposto corporativo, prorrogar as isenções tributárias para pessoas físicas adotado na era Bush, abolir o imposto sobre espólios e reduzir as alíquotas que incidem sobre lucros financeiros da classe média. Medidas como essas apontam que ele está bem próximo do perfil de George Bush, pai. É o representante da base tradicional e deixa clara sua fé na economia de mercado, adotando um conservadorismo moderado, diz Marcus Mello, especialista do Instituto Millenium. Justamente por isso, os principais ataques dos concorrentes à campanha de Romney são relacionados a sua atuação econômica, sem deixar de lado, contudo, sua religião e seus posicionamentos dúbios. Como empresário, Romney conseguiu formar um patrimônio que envolve uma fortuna avaliada em US$ 250 milhões. É um dos políticos mais ricos que já disputaram a presidência dos Estados Unidos. Ele também é mórmon, ligado à Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, uma religião pouco conhecida, mas que lhe traz várias críticas, ainda que Romney evite discutir a questão em público. Derrotado por John McCain nas prévias do Partido Republicano de 2008, Romney desde então começou sua campanha para tentar novamente a disputa pela presidência dos Estados Unidos. Formado em direito na Universidade Harvard, ele trabalhou no mercado financeiro, dirigindo a Bain Capital. Fez na empresa a fortuna que o ajudou a entrar na política e que desenvolveu sua postura conservadora de defesa da iniciativa privada. Em 1993, ele se candidatou ao Senado, concorrendo com o democrata Ted Kennedy por uma vaga no Poder Legislativo.Depois de perder a eleição, voltou ao mercado financeiro, mas saiu da disputa com uma votação expressiva, o que o impulsionou a continuar na política. Em 2002, Romney foi nomeado candidato republicano ao governo de Massachusetts, um estado normalmente alinhado aos democratas, com tendências mais liberais. Será marca da campanha de Romney esse paralelo entre sua grande capacidade administrativa e as possibilidades daquilo que ele poderá fazer como presidente dos Estados Unidos, diz Marcos Troyjo, diretor do BRICLab da Universidade Columbia. Analistas avaliam ainda que a disputa entre Obama e Romney será interessante se for avaliado que os dois candidatos estão mais próximos do centro no espectro político. C.B., com agências Obama insistirá, na campanha, numa taxação maior dos americanos que ganham mais de US$ 1 milhão Presidente larga na frente Democrata, que tenta a reeleição, ataca candidato republicano por não pagar um imposto justo O presidente Barack Obama é considerado mais competente do que seu provável adversário republicano nas eleições de novembro, Mitt Romney, em grande parte dos temas de campanha, à exceção da gestão da economia, segundo pesquisa ABC News-Washington Post publicada ontem. A pesquisa coloca Obama com 51% das intenções de voto contra 44% para Romney se a votação fosse hoje. Além disso, 64% dos consultados consideram o presidente mais amigável e mais simpático, contra 26% que preferem o pré-candidato republicano. Mitt Romney consegue uma pequena vantagem sobre Obama apenas na gestão da economia (47% contra 43%) e é amplamente favorito na questão da redução do déficit público (51% contra 38%). Aproveitando seu favoritismo, ontem o candidato democrata já começou a atacar o adversário por não pagar a sua parte justa de impostos, antes de um discurso sobre por que milionários devem suportar uma carga tributária maior. Obama, que tem feito da justiça fiscal uma parte essencial de sua campanha pela reeleição, pede apoio para a Regra Buffett, nomeada em homenagem ao investidor bilionário Warren Buffett, que determina que pessoas que ganham mais de US$ 1 milhão por ano sejam tributadas a uma taxa mais elevada do que famílias de classe média. A corrida terminou para mim O pré-candidato que sai de cena é defensor dos valores cristãos e um liberal em matéria econômica Mark Makela/Reuters Santorum: disposição para agir quando for preciso lançar bombas Rick Santorum, que abandonou ontem a corrida pela indicação republicana às eleições presidenciais americanas, baseou sua campanha na defesa de valores cristãos, conseguindo sucesso relativo nos estados mais conservadores do país. A corrida terminou para mim, admitiu num discurso pronunciado em seu feudo da Pensilvânia e, como repetiu ao longo da campanha, agradeceu a Deus e ao melhor país da história da Humanidade pelo apoio recebido. Santorum chegou a surpreender desde o início do processo de designação do candidato republicano para enfrentar Barack Obama em novembro, com uma vitória em Iowa (centro) em janeiro, e outras três em Colorado (oeste), Minnesota (norte) e Missouri (centro). As vitórias foram conseguidas nos estados mais conservadores do Velho Sul ou no coração rural dos Estados Unidos. Porta-voz dos valores cristãos e membro do Opus Dei, o ex-senador pela Pensilvânia ficou famoso por sua intransigência, apresentava-se como político radical, disposto a agir quando for necessário lançar bombas, reafirmando posições ultraliberais em matéria econômica. Não escondia sua hostilidade ao casamento homossexual, ao aborto, mesmo nos casos de estupro, e à contracepção, condenando a liberdade de costumes. AFP

6 6 Brasil Econômico Quarta-feira, 11 de abril, 2012 BRASIL Editora: Elaine Cotta Subeditora: Ivone Portes Deputados resistem a ter Selic como indexador das dívidas Receio da equipe econômica é que mudança do índice que corrige débitos de estados e municípios altere Lei de Responsabilidade Fiscal. Apesar do acordo com o Planalto, Cândido Vacarezza defende a adoção do IPCA Simone Cavalcanti, de Brasília Senado prefere que índice de correção da dívida seja o IPCA, que também serve como meta para a inflação anual DÍVIDAS DOS ESTADOS E CAPITAIS COM A UNIÃO Município paulista tem dívida superior à do estado do Rio Grande do Sul, em R$ bilhões ESTADOS CAPITAIS 2011 SÃO PAULO MINAS GERAIS RIO DE JANEIRO RIO GRANDE DO SUL PARANÁ GOIÁS BAHIA Fonte: Tesouro Nacional 130,2 52,2 47,2 38,1 16,9 11,6 9,2 152,7 60,4 53,9 43,4 15,1 13, ,4 67,7 57,2 46,8 14,9 12,7 8,9 SÃO PAULO (SP) RIO DE JANEIRO (RJ) SALVADOR (BA) NATAL (RN) JOÃO PESSOA (PB) FLORIANÓPOLIS RECIFE (PE) ,48 0,41 0,24 0,17 O deputado Cândido Vaccarezza preside grupo de trabalho que discute endividamento de estados Ao acenar com a chance de trocar o índice de correção das dívidas dos estados com o Tesouro Nacional, o governo deu a senha para abrir a caixa de Pandora. E o maior medo da equipe econômica pode se tornar real: as discussões no Congresso se intensificam e versam até sobre alterações na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Muito embora, a ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, tenha costurado acordo com os líderes no Congresso, sob aval do ministro da Fazenda, Guido Mantega, para que a taxa Selic substitua o Índice Geral de Preços Disponibilidade Interna (IGP-DI) para corrigir as parcelas, a movimentação tanto na Câmara quanto no Senado ontem ia numa direção que não é bem a desejada. Grupo de trabalho sobre o endividamento dos estados, presidido pelo deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), discute hoje pontos de um documento preparado por consultoria da Casa e pretende fechar proposta para ser apresentada aos governadores que vem a Brasília na próxima semana para uma reunião. De acordo com o diagnóstico apresentado, é necessário, sim, alterar a LRF para poder fazer a troca do indexador e restabelecer o equilíbrio financeiro dos contratos. A mudança do índice tem de ser feita mediante acordo entre os entes federados, não pode ser estabelecida por projeto de lei, disse o parlamentar. Além disso, a alteração para a Selic não está sendo vista com bons olhos. Pelo relatório que será apresentado por Vaccarezza, o ideal seria colocar o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) aliado a uma redução da taxa real de juros para 2%, de maneira uniforme. Atualmente, de acordo com a negociação feita com cada estado, a taxa de juros atrelada ao IGP-DI é de 6%, 7,5% ou 9% ao ano. O argumento pelo novo índice inflacionário é que poderia refletir com mais fidelidade a inflação relevante para a correção das receitas do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Isso faria com que as receitas estaduais e a correção das dívidas se equilibrassem. Seria preciso criar também um mecanismo para a devolução parcial, por parte da União, dos recursos desembolsados por estados e municípios com o serviço da dívida para fomentar investimentos em setores prioritários dessas regiões, afirmou o deputado petista e ex-líder do governo na Câmara. Senado prefere IPCA No Senado, a opção pela taxa Selic não caiu muito bem aos parlamentares, que indicavam nas discussões de ontem na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) a preferência pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), considerado o índice oficial do governo, para a correção do endividamento. Segundo o senador Francisco Dornelles (PP-RJ), o índice oficial para a inflação brasileira deveria ser estabelecido por um projeto de lei complementar, evitando que a União imponha, unilateralmente, a mudança. Já para o senador Lindbergh Farias (PT-RJ), não faz o menor sentido indicar a taxa básica de juros para corrigir o débito dos estados, principalmente em um momento no qual o governo diga-se o Tesouro Nacional faz um grande esforço para reduzir agressivamente a parcela de sua dívida atrelada a esse indexador. Além disso, a Selic é um instrumento de política monetária e, a depender da conjuntura, pode ser um componente explosivo, disse. Esse, aliás, é o mesmo argumento usado pelos integrantes do RENEGOCIAÇÃO Uma vez mais a decisão política se sobrepôs à técnica. Apesar de haver um entendimento interno do Tesouro Nacional de que os estados e municípios repactuaram suas dívidas no final dos anos 90 em condições de pai para filho, será preciso aceitar um novo índice de correção. Nesse sentido, a taxa Selic é vista como a melhor Divulgação grupo de estudos da Câmara que vão discutir o assunto hoje. O parlamentar já apresentou um projeto de lei no qual propõe a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) para corrigir o endividamento. No entanto, em audiência pública na CAE no mês passado, o próprio Mantega havia dito que isso não seria o ideal porque a Selic já estava caminhando para o patamar da TJLP. Para Tesouro, taxa básica é a melhor opção alternativa. Isso porque, diz uma fonte, é uma boa aproximação do que o Tesouro já paga para se financiar no mercado. Atualmente para colocar um título remunerado pelo IPCA com vencimento de 40 anos, por exemplo, o órgão se compromete a pagar mais 5,5% de juros. Ao ano, o custo seria de 10% ao ano, considerando a inflação na meta de 4,5%. S.C.

7 Quarta-feira, 11 de abril, 2012 Brasil Econômico 7 Divulgação Votação do Código Florestal será dia 24 A Câmara dos Deputados deverá votar o texto final do novo Código Florestal no próximo dia 24, anunciou ontem o presidente da Casa, deputado Marco Maia (PT-RS). A votação do código é parte do acordo feito entre os líderes partidários que viabilizou a votação da Lei Geral da Copa. Concluída a votação da matéria, o texto, que já foi aprovado pelos senadores, será encaminhado à sanção presidencial. Maia quer um parecer final sobre a matéria na próxima semana. ABr Troca de índice é só parte da solução da dívida A afirmação foi feita ontem pelo governador mineiro, Antonio Anastasia Pedro Venceslau O governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia (PSDB), disse ontem, durante almoço com empresários do Lide (Grupo de Líderes Empresariais), em São Paulo, que a decisão do governo federal de aceitar a troca do indexador usado para corrigir a dívida dos estados com a União não é o suficiente para aliviar os cofres estaduais. A troca do indexador é apenas parte da solução. No caso de Minas, a dívida com a União já foi paga uma vez e meia e nós devemos cinco vezes o que devíamos originalmente. O índice usado atualmente para corrigir os valores das dívidas é o IGP-DI, mais juros de 6% a 9% ao ano. A proposta encampada pelo governo prevê a troca pela Selic, taxa básica de juros do Banco Central. Da receita corrente líquida mensal de Minas Gerais, 13% é pago à União, disse o governador mineiro. Ainda segundo Antonio Anastasia, existe hoje um sentimento de união entre os governadores muito maior do que no passado. Também presente ao almoço, o prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda (PSB), afirmou que a dívida da cidade com a União não é grande e será liquidada brevemente. Vamos pagar com um empréstimo de US$ 200 milhões do Banco Mundial. Substituiremos uma dívida de curto prazo com taxa elevada por outra de longo prazo com taxa mais suportável. Economizaremos pelo menos R$ 30 milhões por ano em juros. Murillo Constantino Anastasia: No caso de Minas, a dívida já foi paga uma vez e meia PACTO FEDERATIVO Audiência pública Ao lado do prefeito, o governador mineiro lembrou que acontece no próximo dia 19 uma audiência pública com a presença de governadores e o ministro da Fazenda, Guido Mantega, para discutir e apresentar soluções para o endividamento dos estados e municípios. De acordo com especialistas ouvidos pela Câmara dos Deputados, 78 cidades e 25 estados estão com problemas para resolver suas dívidas, que comprometeriam, em média, 13% das receitas dos estados, chegando a 15% em alguns casos. O governo federal está sensível a esse tema e já cogita a apresentação de algumas propostas. Segundo o deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), coordenador do grupo de trabalho da Câmara sobre a dívida dos estados, ajustes devem ser feitos, mas o debate não começará pautado por propostas de mudanças na lei de responsabilidade fiscal, que instituiu um regime disciplinar para os gastos públicos, com mecanismo de controle do endividamento e da despesa. Depois da primeira reunião do grupo, no fim de março, Vaccarezza, que foi líder do governo Dilma, reconheceu, porém, que vários estados perderam capacidade de investimento por causa das dívidas com o governo federal. No almoço com os empresários, o governador mineiro também falou sobre a guerra fiscal entre os estados e voltou a bater na tecla que seu estado foi o que mais sofreu os efeitos pela sua posição central. Ele lembrou que a a guerra fiscal é nociva a todos estados, empresas, população e a solução será a alíquota única que permitirá aos estados competir em logística, infraestrutura e capital humano. Líder do governo pede pressa em aprovação O líder do governo no Senado, Eduardo Braga (PMDB-AM), disse ontem que está trabalhando para votar, o mais breve possível, projetos que tratam do Pacto Federativo e que podem aquecer a indústria nacional. Ele citou o Projeto de Resolução 72, que unifica em 4% em todos os estados a alíquota do ICMS sobre produtos importados, a proposta de emenda à Constituição (PEC) que trata do comércio eletrônico e o projeto de lei que muda o indexador de correção da dívida dos estados com a União. Para viabilizar a aprovação, Braga disse que precisará de muita conversa com os senadores que ainda mostram discordâncias com as matérias. A Secretaria de Relações Institucionais, por sua vez, negou em nota o afastamento do subchefe de Assuntos Federativos, Olavo Noleto. Segundo reportagem do jornal O Globo, Noleto teria ligações com Wladimir Garcez, homem número 2 do esquema de jogos ilícitos do empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. ABr Sérgio Lima/Folhapress Ao deixar o DEM, senador alegou ter sido pré-julgado pelo partido Demóstenes entra na mira do Conselho de Ética O senador é suspeito de envolvimento com o empresário do jogo Carlinhos Cachoeira O parlamentar pediu na semana passada a desfiliação do seu partido, o DEM O senador Antônio Valadares (PSB-SE) presidirá a sessão do Conselho de Ética que analisará representação contra o senador Demóstenes Torres (sem partido-go), suspeito de envolvimento com o empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, acusado de comandar uma rede de jogos ilegais. Segundo informações da Agência Senado, Valadares presidirá a reunião por ser o integrante mais velho do colegiado e porque o presidente interino do Conselho de Ética, Jayme Campos (DEM- MT), se declarou impedido de presidir a sessão por ser do mesmo partido pelo qual Demóstenes foi eleito, o Democratas. Na semana passada, Demóstenes pediu desfiliação do DEM após o partido abrir processo de expulsão contra ele. Na ocasião, ele alegou ter sido vítima de préjulgamento público por parte da legenda. Se é uma convocação, vou fazer o possível para não decepcionar o Senado. Não gosto de julgar colegas, mas em se tratando de um caso em que o nome do Senado está em jogo, não posso negar-me à missão. Tenho o dever de contribuir para a boa imagem desta Casa, disse Valadares segundo a Agência Senado. A escolha do novo presidente do Conselho de Ética do Senado deveria ter ocorrido na segundafeira (9), mas foi adiada porque o parlamentar convidado, Vital do Rego (PMDB-PB), pediu um dia para estudar se o regimento permitia que acumulasse o posto com o de relator da Lei Geral da Copa.O PMDB tem direito de indicar o presidente da conselho, que irá conduzir o processo que poderá resultar na cassação de Demóstenes Torres, por suas ligações com Cachoeira. CPI Os presidentes da Câmara, Marco Maia (PT-RS), e do Senado, José Sarney (PMDB-AP), concordaram ontem com a criação de uma CPI mista para investigar denúncias de vinculações políticas de parlamentares com o empresário Carlinhos Cachoeira. Maia reuniu-se com Sarney e ambos avaliaram que a melhor solução seria uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), com integrantes da Câmara e do Senado. Para eles, não há por que haver uma CPI na Câmara e uma CPI no Senado. Nós conversamos sobre a CPI e fechamos um entendimento, eu e o presidente José Sarney, de que melhor será a construção e a constituição de uma CPI mista, disse Maia a jornalistas. Reuters

8 8 Brasil Econômico Quarta-feira, 11 de abril, 2012 BRASIL LOGÍSTICA Malha de hidrovias e trens como meios de transporte de carga deve ser privilegiada O ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, defendeu ontem ao participar da abertura da 18º Intermodal South America Feira Internacional de Logística, Transporte de Cargas e Comércio Exterior, o fortalecimento dos modais ferroviário e hidroviário como meios de transporte de carga para desafogar as rodovias brasileiras. Há dois meses, o governo trabalha em um plano de logística integrada. ABr Ricardo Moraes/Reuters CONGRESSO Presidente da Fifa participará de audiência no Senado sobre Lei Geral da Copa O presidente da Fifa, Joseph Blatter, participará de audiência no Senado para discutir a Lei Geral da Copa, que será votada na Casa após ter sido aprovada na Câmara apesar de um impasse sobre a liberação da venda de bebidas alcoólicas nos estádios. A Fifa, que tem uma cervejaria entre suas patrocinadoras, exige a liberação da venda de cerveja nos estádios da Copa. A data, porém, ainda não foi definida. ABr Manufaturados voltam a ganhar fôlego nas exportações do Brasil Participação do setor nas vendas externas foi de 39% no 1º trimestre Gustavo Machado EMPURRÃO Setores que contribuíram com embarques de manufaturados ENERGIA Venda de energia para a Argentina cresceu 90% PLATAFORMA DE PETRÓLEO Compra da Petrobras baseada em outro país somou US$ 400 mi ÓLEOS COMBUSTÍVEIS Exportação de diesel aumentou 60% AVIÕES Pedidos entregues da Embraer subiram 40% AUTOMÓVEIS Comércio de carros aumentou 30% CAMINHÕES Veículos de carga tiveram alta nas vendas de 20% Setores específicos, como o de automóveis, tiveram aumento de 30% em suas vendas Depois de sete anos amargando a perda de espaço na pauta exportadora nacional, o setor de manufaturados tem algo a comemorar no início de Na comparação entre os primeiros trimestres deste ano e de 2011, os manufaturados contribuíram com 39% das exportações, interrompendo a queda sistemática da indústria de transformação no peso das vendas externas que vinha desde No período, seja pelo avanço dos preços das commodities ou pelo processo de desindustrialização do país, a queda se aproxima de vinte pontos percentuais. Alguns setores específicos contribuíram para a estabilização dos manufaturados. Entre os principais estão o de energia elétrica, naval e óleo combustível. Somados, os três venderam US$ 1 bilhão a mais do que em igual período do ano passado. O resultado representa cerca de 60% do avanço das vendas de manufatura nos primeiros três meses do ano, que já somam US$ 21,54 bilhões. Em menor escala, também influenciaram os embarques de aviões da Embraer, com alta de 40%; de automóveis, 30%; e caminhões, 20%. Porém, os dados não são tão positivos como parecem. O comércio internacional dos manufaturados cresce na metade do ritmo observado nos últimos dois anos. Enquanto que em 2010 e 2011 aumentaram 17,9% e 16,5%, respectivamente, em 2012 a expansão é de 7,7%. Isso porque segmentos importantes como os de ferro, aço e laminados, e de couro e calçados perderam o fôlego no início deste ano. Para compensar, houve também queda no ritmo de expansão das commodities. Neste ano, as vendas de produtos básicos, baseadas na antecipação dos embarques de soja e no preço do petróleo, aumentaram apenas 6%. Há um ano, a taxa de crescimento era de 39%. Isso destaca a qualidade da pauta exportadora brasileira. Mostra que o desempenho dos manufaturados não é tão ruim como diziam, diz Ivan Ramalho, presidente da Associação das Empresas de Comércio Exterior (Abece). O avanço dos produtos básicos sobre as exportações evidenciam o desequilíbrio que os preços das commodities provocou. Agora, com a estabilização, os manufaturados devem voltar a ganhar espaço, complementa o ex-secretário de Comércio Exterior. Segundo José Augusto de Castro, vice-presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), era previsível a interrupção da trajetória de queda dos manufaturados. As commodities subiram nos últimos 10 anos. Uma hora teria de parar. Houve uma fadiga nesta área. Com os manufaturados, houve a mesma coisa, só que positivamente. De certa forma, chegou ao fundo do poço. Agora tem que subir, diz Castro. O desempenho melhor que o esperado já mudou as estimativas do consultor para o ano da balança comercial. Pessimista, Castro entendia que o saldo comercial seria algo próximo a US$ 3 bilhões. O mundo mudou em No final do ano passado, o prognóstico era péssimo, hoje existe um ambiente muito melhor. Não sei ao certo qual será o saldo da balança no final do ano, mas será maior do que previ, diz. BONANÇA Após sete anos, manufaturados param de perder participação nas exportações* Fonte: Mdic Exportações, em US$ bi Escala à esquerda Marcos Issa/Bloomberg Participação, em % Escala à direita *1 o trimestre de cada ano 60% 50% 40% 30 %

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10 10 Brasil Econômico Quarta-feira, 11 de abril, 2012 BRASIL INDÚSTRIA Produção industrial avançou em fevereiro na metade dos locais pesquisados, diz IBGE A produção industrial brasileira cresceu em sete dos 14 locais pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na passagem de janeiro para fevereiro. De acordo com dados da Pesquisa Industrial Mensal Produção Física Regional, a principal expansão foi observada no Pará, que registrou aumento de 6,2% em fevereiro, depois de queda de 13,3% um mês antes. ABr Vanderlei Almeida/AFP PETRÓLEO Produção de petróleo alcança 2,2 milhões de barris por dia em fevereiro A produção de petróleo no país ficou acima de 2,2 milhões de barris de petróleo em fevereiro. Este é o terceiro mês consecutivo que a produção supera essa barreira. A Petrobras é responsável por 91,7% da produção de petróleo e gás natural. A produção das demais empresas concessionárias foi de 207 mil barris diários, informou a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). ABr MIT negocia para ter sede no Brasil Roberto Stuckert Filho Convite foi feito durante visita da presidente Dilma à instituição Log-In Logística Intermodal S.A. logística intermodal Companhia Aberta CNPJ nº / NIRE Assembléias Gerais Ordinária e Extraordinária - Edital de Convocação: Ficam convidados os Senhores Acionistas da Log-In - Logística Intermodal S.A. a se reunirem em Assembléias Gerais Ordinária e Extraordinária, no dia 26 (vinte e seis) de abril de 2012, às 16h, na Praia de Botafogo, nº 501, Auditório, sala Enseada, Botafogo, nesta Cidade, a fim de deliberarem sobre as seguintes matérias constantes da Ordem do Dia: 1. Assembléia Geral Ordinária: Tomada de contas dos administradores, exame, discussão e votação das demonstrações financeiras relativas ao exercício social findo em 31 de dezembro de 2011; Destinação do resultado do exercício social findo em 31 de dezembro de 2011; Eleição dos membros do Conselho de Administração; e Fixação da remuneração global dos administradores para o exercício de Assembléia Geral Extraordinária: Proposta da Administração de alteração do Estatuto Social, conforme a seguir: a) inclusão de Parágrafo Único do artigo 12, alteração do artigo 13 e do Parágrafo 1º do artigo 15, inclusão da alínea w ao artigo 20, alteração do Parágrafo 2º do artigo 27, alínea b do artigo 34, inclusão de novos artigos 44, 45 e 46, ao Capítulo VII, e 49 e 50 ao Capítulo X, a fim de adaptá-los às modificações do Regulamento de Listagem do Novo Mercado; b) alteração do caput do artigo 15 de forma a regular a fixação do número de membros do Conselho de Administração e excluir a necessidade de os membros serem acionistas, conforme Lei nº , de 27/07/11, e alteração do Parágrafo 2º a fim de excluir a eleição dos membros do Conselho de Administração pelos acionistas preferenciais; c) alteração do caput do artigo 32 de forma a excluir que a alienação do controle da companhia se faça com base no Parágrafo 1º, uma vez que o mesmo trata de significado de palavras; d) alteração no conceito de Controle do Parágrafo 1º do artigo 32 para substituir Controlador por Acionista Controlador ; e) exclusão do conceito de Controle Difuso constante do Parágrafo 1º do artigo 32, do caput dos artigos 38, 39, 40 e 55 (antigo artigo 50), uma vez que o Regulamento de Listagem do Novo Mercado substituiu este termo como hipóteses em que não há Acionista Controlador para manter a consistência da definição de Acionista Controlador e simplificar a interpretação a ser dada nos itens específicos; e f) consequente renumeração dos artigos 44 a 50, em virtude das inclusões acima mencionadas Consolidação do Estatuto Social. Instruções gerais: Os acionistas deverão apresentar, com, no mínimo, 48 (quarenta e oito) horas de antecedência, além do documento de identidade e/ou atos societários pertinentes que comprovem a representação legal, conforme o caso: (i) comprovante expedido pela instituição escrituradora, no máximo, 5 (cinco) dias antes da data de realização da Assembléia Geral; (ii) instrumento de mandato com reconhecimento da firma do outorgante; e/ou (iii) relativamente aos acionistas participantes da custódia fungível de ações nominativas, o extrato contendo a respectiva participação acionária, emitido pelo órgão competente. Referida documentação deverá ser entregue nesta Cidade, na Praia de Botafogo, nº 501, Torre Corcovado, sala 703, Recepção, Botafogo, CEP: Em atenção ao disposto na Instrução CVM nº 165, de 11 de dezembro de 1991, alterada pela Instrução CVM nº 282, de 26 de junho de 1998, informamos que o percentual mínimo de participação no capital votante necessário à requisição da adoção do voto múltiplo é de 5% (cinco por cento). Permanecem à disposição dos acionistas, na sede da Companhia, na página de Relações com Investidores da Log-In (http://www.loginlogistica.com.br/ri) e na página da CVM (www.cvm.gov.br) toda documentação pertinente às matérias que serão deliberadas nas Assembléias Gerais Ordinária e Extraordinária, nos termos do artigo 6º da Instrução CVM nº 481/09. Rio de Janeiro, 11 de abril de Sonia Zagury - Presidente do Conselho de Administração em exercício. A presidente Dilma Rousseff afirmou ontem que apenas a adoção de políticas de consolidação fiscal não será suficiente para garantir a retomada do crescimento econômico. Segundo ela, além de políticas fiscais sólidas é fundamental o aumento de investimento para retomada do crescimento. Dilma deu as declarações durante palestra na Universidade de Harvard, nos Estados Unidos. A presidente chegou aos EUA na última segunda-feira (9). Ela se encontrou com o presidente americano, Barack Obama, para discutir a possibilidade de isenção de vistos para brasileiros, reconhecimento da cachaça como bebida legítima brasileira e a reabertura de dois consulados no Brasil Belo Horizonte e Porto Alegre, entre outras questões bilaterais. A viagem serviu também para dar impulso ao programa Ciência sem Fronteiras com a assinatura de convênios com dois centros de excelência acadêmica e científica em nível mundial: o Instituto Tecnológico de Massachusetts (MIT) e a Universidade de Harvard, ambos em Cambridge, nos arredores de Boston, nordeste dos Estados Unidos. Para o Brasil é muito importante o que estamos fazendo aqui. Abre um caminho que eu estou certa de que irá expandir cada vez mais, disse Dilma ontem na presença da presidente do MIT, Susan Hockfield, antes da assinatura de acordos O governo vai continuar estimulando a expansão do mercado interno neste ano e, com isso, ajudar no crescimento da economia. A expectativa é de que o consumo aumente entre 7% e 8%, segundo o ministro da Fazenda, Guido Mantega. O ministro também espera que o Produto Interno Bruto (PIB) cresça mais do que 4% em O Brasil vai crescer neste ano mais de 4%. Esse é um desafio que nós poderemos alcançar de cooperação para aumentar o número de estudantes brasileiros e o intercâmbio de conhecimentos tecnológicos. Hockfield, presidente do MIT desde 2004, expressou seu enorme entusiasmo com as portas que se abrem hoje para uma nova era nas relações entre o Brasil e esta instituição, que até 2011 tinha 77 ganhadores do Prêmio Nobel, incluindo graduados e professores, e 52 vencedores de medalhas nacionais de ciências. Em um projeto conjunto anunciado, a Escola de Engenharia do MIT assinou um convênio com o Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA) de São Paulo para explorar uma colaboração que poderá dar lugar à Mantega: consumo pode crescer até 8% Governo está otimista e diz que economia poderá crescer mais do que 4% neste ano junto com os empresários, encontrando caminhos juntos e discutindo soluções, disse o ministro Mantega. O ministro disse ainda que o crescimento da economia será feito de maneira responsável, sem acelerar a inflação. Por outro lado, a expectativa para a economia mundial é de baixo crescimento, de um pouco mais de 3% neste ano, segundo ele. Ele afirmou também que o governo continuará fazendo uma política cambial para tentar evitar uma valorização do real frente ao dólar americano. Abr Pedro Ladeira/AFP Ministro da Fazenda diz que mundo crescerá menos do que o Brasil Dilma Rousseff: convênios com MIT para estimular a educação A secretária discutirá políticas multilaterais com o ministro das Relações Exteriores Menos de uma semana depois de a presidente Dilma Rousseff retornar dos Estados Unidos, a secretária americana, Hillary Clinton, visitará o Brasil. Nos próximos dias 16 a 17 de abril, Hillary participará da 3ª Reunião do Diálogo de Parceria Global, em Brasília. Antes, ela conversa com o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, sobre políticas bilaterais e multilaterais, como a paz no Oriente Médio. A presidente Dilma encerrou ontem sua visita de dois dias aos Estados Unidos, quando esteve em Washington e em Boston. Dilma se reuniu com o presidente Barack Obama, empresários e pesquisadores das universidades de Harvard e Massachusetts. Nos encontros, ela discutiu a crise econômica concepção, desenho e criação de um Centro de Inovação. Recebida por Hockfield, com quem teve um encontro particular, Dilma conduziu uma mesa redonda integrada por pouco mais de dez pesquisadores e professores, não só do MIT, como também de Harvard, da Universidade de Chicago e do Brasil. O Ciência sem Fronteiras é um programa do governo, que irá conceder bolsas ao longo de quatro anos. AFP Hillary virá ao país conversar com Antonio Patriota A secretária americana estará no Brasil dias 16 e 17 de abril, para a 3ª Reunião do Diálogo de Parceria Global internacional, as facilidades para a concessão de vistos para brasileiros que querem entrar nos Estados Unidos e o programa Ciência sem Fronteiras. Ela reiterou a necessidade de fortalecer as parcerias em várias áreas para combater os efeitos da crise econômica internacional. Dilma destacou que é fundamental suspender as medidas protecionistas que impedem o dinamismo do mercado e bloqueiam avanços dos países emergentes. A presidente disse que quer incentivar 100 mil pesquisadores brasileiros para vários países por meio do Ciência sem Fronteiras. ABr

11 Quarta-feira, 11 de abril, 2012 Brasil Econômico 11 LOG-IN - LOGÍSTICA INTERMODAL S.A. CNPJ nº / NIRE nº RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO Estruturação dos Negócios - 3 navios lançados! 2 em operação. $010 2 / +03!.'.0./ / ' 4 5 '$! ' 4 5 '$! ' /3!028 / / 19: / *0.:0!! 3 / 0 / :!*;*. /. / ' 4 5 '$! ' 4 5 '$! ' /3!028 /! /9130!! 3 / 0 / :!*;*. /. / ' 4 5 '$! ' 4 5 '$! - 6 & < ( 7 ' /3!028 / 01! 0.*. 0!! 3 / 0 / 3!.' /3! /. / ' 4 5 '$! (Em milhares de reais) ' /3!02> 0/ '93028 / +03!.'?. 3 0 / :!*;*. /. / ' 4 5 '$! ' 4 5 '$! ' /3!028 /! /9130 0$!0 = 3!! 3 / 0 / :!*;*. /. / ' 4 5 '$! ' 4 5 '$! / :+1.*03. 0/ B/ ' /3!028 / * 3C$./ / * / /&!! 3 / 0 / :!*;*. /. / ' 4 5 '$! ' 4 5 '$! (Em milhares de reais, exceto valores por ação)

12 12 Brasil Econômico Quarta-feira, 11 de abril, 2012

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14 14 Brasil Econômico Quarta-feira, 11 de abril, 2012

15 ENCONTRO DE CONTAS Quarta-feira, 11 de abril, 2012 Brasil Econômico 15 MARCADO O evento World Wine Experience volta a reunir produtores de vinho no Brasil nos dias 17 de abril (São Paulo), 18 (Brasília) e 19 (Rio). Proprietário de lojas virtuais no Brasil e consultor de projetos e-commerce, Eros de Castro ministra, nos dias 12 e 13, na Associação Comercial do Rio de Janeiro, o workshop E-Commerce Experience. O Sebrae promove o Seminário Internacional sobre Pequenos Negócios no Grand Hyatt, em São Paulo, do dia 18 a 20 de abril. Entre os palestrantes estão Paul Krugman, Delfim Netto e Jorge Gerdau. LURDETE ERTEL Check-in para a Olimpíada Fotos: divulgação GIRO RÁPIDO Com um hotel em São Paulo (foto) e outro em Santiago, no Chile, a marca Grand Hyatt prepara o check-in de seu terceiro empreendimento na América Latina. O novo hotel premium deve ser inaugurado na cidade do Rio de Janeiro em 2015, de olho na Olimpíada de O resort será construído de frente para a praia da Barra da Tijuca e com vista para o Parque de Marapendi. O Grand Hyatt Rio é o único hotel cinco estrelas aprovado pelo Pacote Olímpico da Prefeitura. O projeto é assinado pelo arquiteto e paisagista Fernando Chacel, falecido em 2011 e considerado o sucessor de Burle Marx. Com 408 apartamentos, o segundo hotel brasileiro da bandeira premium do Hyatt terá investimento ] de US$ 40 milhões. Embalagem verde Mais uma grande grife internacional adere ao plástico verde da brasileira Braskem. A Leicht, marca número um em móveis planejados na Alemanha, se torna a pioneira no uso do material no segmento moveleiro. A empresa começou a usar o plástico verde nas embalagens de seus produtos, eliminando totalmente o plástico tradicional em sua fábrica. A Leicht tem showroom no Brasil desde o ano passado. Hollywood na garoa O grupo Restoque (leia-se Le Lis Blanc, John John e Bo.Bô) inaugurou ontem em grande estilo a loja de sua nova marca masculina Noir, Le Lis na badalada Rua Oscar Freire, em São Paulo. A festa teve a presença do astro de Hollywood Matthew McConaughey, que estrela a campanha de estreia da grife. Luxo sustentável O estilista Oskar Metsavaht, fundador da Osklen e presidente do Instituto E, foi duplamente homenageado na terceira edição da maior feira de sustentabilidade da França a Sustainable Luxury, que ocorreu em Paris. Além de ser escolhido presidente de honra do evento, Oskar levou um prêmio por seu engajamento na proteção do patrimônio histórico e natural do Brasil. Sobe Norte da bússula Cerca de 60 anos depois de sua criação, a maior rede de varejo do Brasil vai desembarcar na Região Norte. A cadeia Casas Bahia inaugura na sexta-feira em Palmas, capital do Tocantins, sua primeira unidade na região. A filial foi instalada no Capim Dourado Shopping, maior centro comercial do Estado, inaugurado em Sol no gramado O Estádio Governador Roberto Santos mais conhecido como Pituaçu, em Salvador (BA), se tornou ontem a primeira arena esportiva da América Latina abastecida com energia solar. Orçado em R$ 5,5 milhões, o projeto inaugurado ontem foi implantado pela Companhia de Eletricidade do Estado da Bahia (Coelba). FRASE É como entrar em forma para as Olimpíadas. Você precisa treinar. Portanto, nós vamos começar nosso treinamento Ronnie Wood, guitarrista dos Rolling Stones, confirmando que a banda vai gravar material novo. A ThyssenKrupp Elevadores faturou contrato para fornecer elevadores para o Península Way, empreendimento residencial de alto padrão da Cyrela Brazil Realty localizado no bairro Ponta D Areia, em São Luís (MA). Com entrega prevista para abril de 2013 (1ª fase) e maio de 2014 (2ª fase), o empreendimento terá duas torres, que receberão juntas nove elevadores da empresa. Mudança na linha Às vésperas da virada da marca depois da fusão com a Telefônica, a Vivo vai promover um encontro de treinamento com colaboradores em Recife, São Paulo, Rio de Janeiro, Belém, Belo Horizonte, Brasília e Porto Alegre. A ação está a cargo da empresa de educação corporativa Affero.

16 16 Brasil Econômico Quarta-feira, 11 de abril, 2012 INOVAÇÃO & GESTÃO Editor executivo: Gabriel de Sales QUINTA-FEIRA SUSTENTABILIDADE SEXTA-FEIRA TECNOLOGIA Software garante segurança no transporte da carga marítima A nova tecnologia vai reduzir em 85% tempo gasto na leitura do carregamento dos navios no Porto de Ubu (ES) Divulgação Rafael Palmeiras A atividade portuária, em especial o embarque de navios de grande porte, requer cuidados permanentes de controle e segurança no carregamento de cargas. Para aprimorar esse procedimento, a Samarco, empresa de mineração, desenvolveu um sistema para a leitura do calado dos navios - ponto mais baixo do casco de uma embarcação. O sistema utiliza câmeras e softwares, que já está sendo implantado no Porto de Ubu, de propriedade da empresa, localizado no município de Anchieta, litoral sul do Espírito Santo. NAVEGAÇÃO COM SEGURANÇA PORTO MODELO Ubu inova na área portuária com software para medição de calados Calado é a designação dada à profundidade em que se encontra o ponto mais baixo do casco de uma embarcação É medido verticalmente a partir da superfície do mar até o ponto mais profundo do casco A medição do calado é fundamental para determinar a sua navegabilidade sobre zonas rasas PROFUNDIDADE 18,7m Trata-se de uma inovação na área portuária. No Brasil, ainda não há registro de aplicação desse tipo de tecnologia para medição dos calados nos portos, afirma Marco Antonio Muniz Gamaro, engenheiro especialista da companhia. Segundo o engenheiro, foram instaladas câmeras no quebra-mar (estrutura costeira que tem por finalidade principal proteger a costa ou um porto da ação das ondas do mar) e na parte inferior do píer do Porto, para que as marcas do calado do navio em processo de carregamento sejam registradas e contabilizadas pelo sistema informatizado. DISTÂNCIA entre a quilha do navio e o fundo do mar Porto de Ubu, operado pela Samarco em Anchieta, no Espírito Santo: câmeras fazem a leitura do calado CALADO ES Vitória TERMINAL PONTA DO UBU CAPACIDADE MÁXIMA DO NAVIO 250 MIL TONELADAS DE PORTE BRUTO 15,7m Nível do mar Há dois anos atuando no mercado de segurança portuária, a empresa Prosegur, já planeja um crescimento maior dentro do setor. O motivo segunda a empresa é o potencial econômico da atividade. A Prosegur, que está presente em portos como o Terminal da Cargill em Santos e o porto da Usiminas, no Maranhão, desenvolveu um sistema de reconhecimento automático de placas e contêineres, que engloba um conjunto de equipamentos e softwares, com funcionalidade OCR, onde ocorre o reconhecimento óptico de caracteres. Por meio do sistema também é possível identificar os Sem divulgar o valor do investimento, a Samarco explica que as imagens são transmitidas ao vivo para o software, que gera uma estatística da leitura da carga que está sendo embarcada. Com a ajuda do programa, o profissional responsável pelo monitoramento pode perceber a distribuição do carregamento nos navios e evitar que o mesmo receba carga além do previsto em um dos porões. Esta prática evita o surgimento de estresse no casco, aumentando a segurança durante o embarque, explica Gamaro. Atualmente, a leitura do calado nos portos é realizada por inspetores que percorrem os lados dos navios, com o uso de lanchas ou outras embarcações. O engenheiro explica que esse procedimento requer gastos com combustível, além de demandar mais tempo. No caso da empresa, para fazer a medição do calado in loco é necessário interromper o carregamento de minério de ferro. Com o novo sistema, o intervalo entre o embarque de cada navio é reduzido, beneficiando também os clientes, que receberão o produto mais rapidamente, avalia Gamaro. De acordo com o engenheiro, no ano passado, as interrupções das atividades de estocagem para que a leitura tradicional do calado fosse realizada, somaram 134 horas. Com a implantação da nova tecnologia, a meta é reduzir esse tempo em 85%. E o sistema não deve ficar restrito apenas nas operações da Samarco. Não há interesse em monopolizar esse conhecimento, uma vez que ele representa aumento significativo de segurança nos terminais, destaca Gamaro. Terminais portuários com os contêineres bem vigiados Sistema desenvolvido pela Prosegur faz reconhecimento óptico nos terminais portuários A empresa capacitou 300 funcionários para atuar no segmento de portos secos e instalações portuárias contêineres e vagões ferroviários que transitam nos portos. O OCR é um sistema eletrônico automático que opera sem intervenção humana, composto por câmeras e lentes, explica o diretor da Prosegur, Alberto Croso. Além disso, o executivo completa que o sistema atende as exigências das Portarias da Receita Federal para as áreas alfandegárias. Atualmente, a tecnologia está sendo implantada em dois terminais da Petrobras. R.P.

17 Quarta-feira, 11 de abril, 2012 Brasil Econômico 17 SEGUNDA-FEIRA ECONOMIA CRIATIVA TERÇA-FEIRA EMPREENDEDORISMO Zanone Fraissat/Folhapress ANDERSON ROSSI Professor do Núcleo Bradesco de Inovação da Fundação Dom Cabral Inovar para perdurar Drogaria São Paulo investiu R$ 1,5 milhão para entrar em conformidade com os padrões do PCI Um modelo para evitar traumas com o cartão Drogaria São Paulo investe R$ 1,5 milhão em serviços para tornar mais seguras as transações, em especial o pagamento com cartões O PROGRAMA DA DROGARIA SÃO PAULO 3meses foi o tempo necessário para que 70% dos requisitos de segurança fossem atingidos. Divulgação Pedro Ivo Diretor Comercial da Arcon Foi instalado na empresa um sistema que monitora durante 24 horas se todos os ambientes estão seguros. A tecnologia evita ameaças em um curto período de tempo 355 é o número de estabelecimentos da empresa que receberam o sistema. Para inovar no modelo de gestão, as empresas não podem descuidar da segurança. Atenta a esse detalhe, a Drogaria São Paulo realizou recentemente a implantação de um modelo para garantir a qualidade dos serviços de pagamento. Entre as mudanças dentro da Drogaria estão a contratação dos serviços da empresa de segurança Arcon com o objetivo de ficar em conformidade com os padrões do PCI (Security Standards Council), um conselho mundial que desenvolve padrões para evitar fraudes nas transações de cartões. De acordo com Renato Barros, gerente de tecnologia da informação da Drogaria São Paulo, os cartões representam cerca de 65% das movimentações de pagamento da companhia. As mudanças na empresa vieram pouco antes do processo de fusão com a Drogaria Pacheco, totalizando mais de 800 lojas com um parque tecnológico de seis mil equipamentos em rede. É importante estar em adequação com o PCI, de forma a garantir a qualidade dos serviços. Por enquanto o projeto só inclui as lojas da Drogaria São Paulo, pois durante a elaboração do projeto, que durou um ano, a fusão ainda não estava estabelecida, explica o executivo. Com investimento de R$ 1,5 milhão, a implementação dos sistemas de segurança na Drogaria exigiram três meses de trabalho para atingir 70% dos requisitos necessários. Além do PCI, a empresa contratou serviços de controle do tráfego, sistema de prevenção de intrusos, monitoramento do acesso à internet e proteção contra vírus e códigos maliciosos. Segundo, Pedro Ivo, diretor comercial da Arcon, a implementação dos sistemas trouxe mais segurança para a companhia e ajudou a corrigir alguns problemas críticos, como a necessidade de monitoramento e atualização do antivírus sem interrupção do trabalho das lojas, aumentando assim a produtividade dos funcionários. O executivo da Arcon ainda ressalta que muitas empresas ainda não estão em conformidade com os sistemas. Dados do conselho mundial do PCI mostraram que a meta do ano passado era que apenas 50% das companhias de nível 1 aquelas com mais de seis milhões de transações por ano estivessem de acordo com os padrões estabelecidos. R.P. R$ 1,5milhão é o investimento em segurança na web, monitoramento de acesso a internet e gestão de vulnerabilidade. Deixar a empresa no compasso incremental da inovação significa deixá-la envelhecer e, no médio ou longo prazo, ela pode até desaparecer. É necessário correr riscos para sobreviver A inovação pode ocorrer de forma incremental ou radical nas empresas. A primeira implica ações no curto prazo e visa a manter o negócio. É uma melhoria contínua dos produtos e processos, que, nas organizações, acaba sendo conduzida de maneira quase operacional no dia-a-dia. Por outro lado, a segunda forma de inovação, a radical, conduz a empresa a um novo patamar no longo prazo, seja por se tornar mais competitiva ou por tomar nova orientação estratégica. Este salto para o futuro envolve necessariamente riscos e investimentos que, se acertados, trarão mais prosperidade e competitividade à organização. Hoje, um gestor deve perguntar-se: quero manter o meu negócio ou transformá-lo? Em outras palavras: pretendo investir no curto prazo com melhorias pontuais e assim tentar manter o meu negócio ou pretendo investir no longo prazo por meio do desenvolvimento tecnológico e assim antecipar-me ao futuro? A fronteira entre a inovação incremental e a radical está no cerne dessa questão. Pesquisa realizada pelo Núcleo Bradesco de Inovação da Fundação Dom Cabral, de dezembro de 2011, revela que 81% das empresas brasileiras adotam a inovação incremental, que é empreendida rotineiramente com a introdução de melhorias pontuais em processos, produtos e recursos humanos. A opção pelo incremento é conservadora, limitada ao curto prazo e geralmente está desvinculada da evolução do mercado. Com a globalização e a concorrência por mais competitividade, deixar a empresa no compasso incremental da inovação significa deixá-la envelhecer e, no médio ou longo prazo, ela pode até desaparecer. É necessário correr riscos para sobreviver. A inovação radical, por outro lado, está intimamente relacionada à capacidade de uma empresa em se antecipar ao futuro. Isso requer tempo, estudo e investimentos. Neste processo também está embutido o risco da escolha - uma estratégia equivocada pode causar profundos danos financeiros à empresa. Por outro lado, esta forma de inovar é uma aposta no futuro que, se acertada, trará um salto à companhia, que passa em muitos casos a direcionar o mercado. A escolha por esse tipo de inovação é estratégica e parte da alta direção, pois uma vez empreendida poderá implicar um novo modelo de negócios ou na transformação completa de seu mercado. A inovação radical é sinônimo de mudança e justamente por isso está mais alinhada à dinamicidade dos mercados, hoje tão patente. Diante deste cenário, o patamar ideal para uma empresa é tornar-se ambidestra. Em outras palavras, chutar com as duas pernas, aplicando tanto a inovação incremental quanto a radical na organização e gerenciando essas duas vertentes dentro da empresa por meio de núcleos separados, cada um com gestão diferenciada e propósito específico. Esse modelo é possível e prescinde de definição estratégica por parte da empresa. Companhias dos Estados Unidos, Alemanha, Coreia do Sul e Japão têm apostado na inovação radical e estão criando ou reformulando seus mercados de atuação. No Brasil, prevalece o modelo arrisque pouco, acerte sempre e siga faturando. É uma estratégia que funciona, mas a volta do relógio pode trazer mudanças e é imprescindível antecipar-se a elas.

18 18 Brasil Econômico Quarta-feira, 11 de abril, 2012 EMPRESAS Editora: Eliane Sobral Subeditoras: Rachel Cardoso Patrícia Nakamura Editoras brasileiras vencem queda de braço com Amazon Para conseguir entrar em operação em setembro, varejista americana muda estratégia de precificação de livros eletrônicos no país, porém ainda não conseguiu convencer gigantes como Rocco e Record Carolina Pereira e Cintia Esteves Jeff Bezos, presidente da americana Amazon: negociação difícil com editoras brasileiras Com data marcada para começar sua operação de comércio eletrônico no Brasil, a Amazon começa a baixar a cabeça para as editoras nas negociações de livros eletrônicos. Há dois anos, a companhia americana tentou emplacar no país o mesmo modelo de comercialização utilizado nos Estados Unidos. Neste formato, chamado de distribuição, é a própria Amazon que define o preço que será cobrado do consumidor, sem intervenção das editoras. Este valor normalmente é cerca de 50% menor que o preço do livro físico. No Brasil, no entanto, a política de precificação não emplacou. A diferença é que nos Estados Unidos a companhia tem maior poder de negociação com as editoras, que têm boa parte de suas receitas provenientes dos contratos com a Amazon. Aqui, porém, o cenário ainda é diferente, já que as editoras ainda não possuem nenhum vínculo comercial com a varejista. Para emplacar no país, a gigante americana do comércio eletrônico está tendo que mudar sua postura neste ano. Segundo o BRASIL ECONÔMICO apurou, desde o início de 2012 o modelo preferido nas negociações tem sido a definição de preços realizada pelas próprias editoras e, com base nele, pagam uma comissão pré-definida à livraria virtual. Neste formato, chamado de modelo de agência, os e-books devem ser, em média, 30% mais baratos que os livros tradicionais. Agora as editores têm controle do preço de capa. O único pedido da Amazon é que não sejam dadas vantagens aos concorrentes que não sejam também oferecidas a ela, diz Camila Cabete, responsável pela área comercial da Xeriph, distribuidora de livros eletrônicos que trabalha com 163 editoras. O modelo de agência já é utilizado pela Apple, na sua ibookstore. A companhia também está em negociação com editoras locais segundo o Brasil Econômico apurou. Para Camila, a Apple está mais preparada tecnicamente e deve começar a vender e-books no país antes da Amazon. Eles já têm o itunes em português, já a Amazon vai começar do zero, diz. Grandes ainda estão relutantes Mas o fato é que a Amazon, mesmo parecendo mais flexível nas negociações, ainda não conseguiu convencer gigantes como Objetiva, Planeta, Record, Rocco, Sextante e L&PM, Emile Wamsteker/Bloomberg que negociam seus e-books juntas através da sociedade na Distribuidora de Livros Digitais (DLD). A negociação entre elas e a varejista americana começou em 2010 em uma feira realizada na Alemanha. Teve uma segunda rodada no ano passado, no Brasil, mas até agora não há um acordo, segundo um executivo ligado à DLD. As lojas físicas são importantes para as editoras, são uma espécie de show room para os livros impressos. Não queremos que esta negociação desestabilize o varejo brasileiro, diz a fonte. Preço baixo para eliminar concorrência Em seus primeiros anos de varejo, Amazon vendia livros com prejuízo para ganhar clientes A mansidão da Amazon nas negociações com as editoras pode ser apenas uma estratégia momentânea. E é por isso que estas empresas estão tomando todos os cuidados possíveis antes de fechar um acordo com a gigante americana. As editoras temem que a Amazon repita no Brasil o que ela fez nos Estados Unidos. Há quase duas décadas, quando começou suas operações, a Amazon vendia livros a um preço menor do que pagava às editoras. O motivo, por trás do prejuízo, era ganhar mercardo. Algum tempo depois, já estabelecida no varejo virtual, a companhia passou a forçar as editoras a melhorarem seus preços para que ela pudesse continuar vendendo barato. Deu certo. A varejista continuou com preços agressivos ao consumidor e até conseguiu contribuir para a falência de uma concorrente. A Borders, segunda maior rede de livrarias dos Estados Unidos, quebrou no ano passado. A varejista, que já teve 1,2 mil lojas, não conseguiu encarar a concorrência com os livros eletrônicos. C.E. ELETRÔNICO E CARO No Brasil, preço do e-book é quase igual ao do livro tradicional LIVRARIA SARAIVA DIGITAL R$ 19,90 IMPRESSO R$ 22,30 AMAZON DIFERENÇA DIGITAL -10,8% -14,9% US IMPRESSO US$ 8,66 US$ 10,17 Fonte: site das empresas DIGITAL DIGITAL R$ 22,50-3% -40% US$ 9,49 IMPRESSO R$ 23,20 IMPRESSO US$ 15,88

19 Quarta-feira, 11 de abril, 2012 Brasil Econômico 19 Dado Galdieri/Bloomberg Tráfego de passageiros da Lan cresce 14% A companhia aérea chilena Lan disse que seu tráfego de passageiros cresceu 14,7% em março em relação ao ano passado; no primeiro trimestre, a expansão também foi de 14%. O tráfego de cargas, enquanto isso, subiu 2,7% em março e 1,5% no primeiro trimestre, também na comparação anual. Em fevereiro, a empresa chilena teve alta de 17% no número de passageiros transportados A Lan espera que sua fusão com a brasileira Tam seja concluída até meados de maio. Bunge e Solazyme investem US$ 100 mi em joint venture Nova companhia vai produzir, a partir de açúcar, óleo com características similares ao insumo extraído do caroço de palma, que custa US$ 1,4 mil a tonelada e é usado pelas indústrias químicas Érica Polo Se tudo correr como foi planejado pela cúpula da Bunge Brasil, os primeiros clientes da joint venture recém-formada com a americana Solazyme, anunciada oficialmente no Brasil na tarde de ontem, serão os fabricantes de produtos de limpeza. Vamos produzir um substituto perfeito para o óleo de palmiste, igualmente competitivo, só que derivado do açúcar, disse Pedro Parente, presidente da Bunge Brasil. As indústrias químicas, de itens de limpeza, devem ser as primeiras clientes. A Solazyme Bunge Produtos Renováveis, como a operação foi batizada, receberá investimentos da ordem de US$ 100 milhões dos investidores envolvidos para começar a produzir, em 2013, um óleo similar ao de palmiste (derivado do caroço da palma). O produto elaborado pela joint venture, no entanto, será proveniente do açúcar. O processo, que utiliza algas geneticamente modificadas, é possível devido à tecnologia desenvolvida pela Solazyme. Além de atender à indústria química, o óleo também poderá ser alternativa de matériaprima no mercado interno para outras indústrias, como a de cosméticos. A movimentação pode ser interessante para as empresas consumidoras que precisam buscar o produto no mercado asiático. O Brasil importa cerca de 95% do óleo de palmiste que consome. A cada ano, o país importa cerca de 400 mil toneladas a preço médio de US$ 1,4 mil a tonelada. Por enquanto não há contratos em negociação. Mas Parente acredita que até o início das operações, a nova empresa terá carteira formada. À medida que a tecnologia avançar, o ativo poderá produzir outros óleos, disse Rogério Manso, CEO da Solazyme Brasil. Usina em reformas A produção do óleo ocorrerá na usina Moema, da Bunge, localizada no interior de São Paulo. Em 2013, a usina, que passa por reformas, poderá moer 6 milhões de toneladas de cana ante as 4,5 milhões atuais. Também poderá produzir 450 mil toneladas de açúcar e 220 mil metros cúbicos de etanol. Da produção total de açúcar prevista, 300 mil toneladas serão direcionadas para fabricar 100 mil toneladas de óleo. Profarma aposta em parceiro privado e perfumaria para voltar ao lucro Distribuidora de medicamentos tem enfrentado sucessão de resultados financeiros negativos José Gabriel Navarro Autalmente, o Brasil importa 400 mil toneladas de óleo de palmiste por ano, o equivalente a 95% da demanda Alexandre Rezende Parente, da Bunge: óleo será alternativa para insumo importado REMÉDIO AMARGO Mesmo após comprar concorrente, Profarma vê Ebitda cair, em R$ milhões EBITDA* 110, ,9 75, Fonte: Profarma (2012) *lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização 2011 Embora tenha adquirido a concorrente Prodiet no ano passado, a empresa de distribuição de medicamentos Profarma registrou lucro líquido de R$ 29,7 milhões em 2011, com queda de 16% em comparação ao ano anterior. Para justificar o baixo desempenho e falar sobre como a empresa pretende revertê-lo, Max Fischer, diretor financeiro e de relações com investidores da companhia se encontrou ontem em São Paulo com alunos e membros da Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais (Apimec-SP). Antes de abrir capital, o crescimento anual da empresa chegava à marca dos dois dígitos, segundo Fischer. Atualmente, porém, os números são bem diferentes. O Ebitda (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) registrado em 2011 foi de R$ 75,9 milhões, 4,9% menos que o reportado em 2010, seguindo uma tendência decrescente (veja o gráfico). A receita líquida do ano passado ficou em R$ 2,8 bilhões, 7% a mais que no ano anterior. A principal iniciativa da empresa para diversificar as atividades foi a criação, em 2005, de uma frente de novos negócios voltada para hospitais e procedimentos médicos. A compra da Prodiet contribuiu com isso, já que esta empresa tem a clientela concentrada no segmento de hospitais privados. Mas esses setores representam ainda apenas 5% do negócio da Profarma. "É um desafio", reconheceu o diretor financeiro. "Em compensação, perfumaria tem mais margem [de crescimento] que os remédios". Esse segmento, dentro da companhia, aumentou 63,9%. Outra oportunidade para consolidar o segmento de distribuição de medicamentos é a baixa concentração do setor. Segundo dados da IMS Health Consulting & Services citados por Fischer, os três maiores distribuidores do Brasil respondem por 40% a 42% das vendas. Sara Lee compra parceira local Expresso.Coffe era responsável pela venda de insumos e máquinas de café da marca Pilão A Sara Lee comprou ontem a brasileira Expresso.Coffee, especializada na instalação, manutenção e venda de insumos e máquinas de café expresso para o pequeno varejo. O valor do negócio não foi divulgado. Presente em mais de mil pontos de vendas, a Expresso.Coffee representava, em São Paulo e Rio de Janeiro, o setor de expresso da Café Pilão, pertencente à gigante americana. Comandada por Lupércio de Moraes, ex-presidente da Fran s Café, a empresa foi criada há quatro anos com o objetivo de aumentar a presença da marca Pilão no pequeno varejo. A Sara Lee buscou o parceiro para ter agilidade, explica Enzo Donna, consultor do segmento de food service. De acordo com ele, agora que a operação estava consolidada, o mercado já aguardava que a Sara Lee incorporasse a parceira. Gabriel Ferreira Qualicorp adquire Grupo Padrão Operação, que movimentou R$ 180 millhões, depende de aprovação do Cade e ANS A Qualicorp comprou o Grupo Padrão, numa operação que movimentou R$ 180 milhões. O valor pode mudar por causa das dívidas da companhia adquirida. O Grupo Padrão administra contratos de planos de saúde coletivos e emitiu mais de R$ 140 milhões em prêmios nos últimos 12 meses, com cinco parceiros comerciais, entre eles operadoras e seguradoras. A companhia, que cobre 84 mil vidas em assistências médica e odontológica, atua principalmente no Rio de Janeiro e São Paulo e possui operações no Paraná, Ceará e Distrito Federal. Para comprar todo o Grupo Padrão, a Qualicorp adquiriu a Voloto Consultoria Empresarial, que detém 75% do capital social, e fechou negócio com Mauro Luis Lapa e Silva pelos 25% restantes. A compra está sujeita à aprovação da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e do Cade. Reuters

20 20 Brasil Econômico Quarta-feira, 11 de abril, 2012 EMPRESAS TRANSPORTE Tam terá novo terminal de carga no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo A Tam anunciou ontem que vai investir em um novo terminal de cargas no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo. O empreendimento ocupará um espaço de 14 mil metros quadrados e terá capacidade de movimentação de toneladas por dia. A obra deve incrementar em oito vezes o potencial de operação da unidade de negócios da companhia. Divulgação JUSTIÇA Dolly e Rede TV terão de pagar R$ 2 milhões para Coca-Cola por processo de difamação Foi confirmada em segunda instância a vitória da Coca-Cola em duas ações movidas por conta de campanha difamatória promovida em 2003 pela Rede TV! e por empresas ligadas à marca de refrigerante Dolly. A condenação por danos morais foi confirmada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo. De acordo com a decisão, vários programas veiculados pela Rede TV! tinham a intenção de denegrir a imagem da Coca-Cola. Daniel Dantas pronto para enfrentar Eike Batista Santos Brasil já comprou terreno de 2 milhões de metros quadrados em Porto de Imbituba para abrigar futuro terminal industrial e competir com a LLX Logística Ana Paula Machado ALTAS ONDAS A empresa em números RESULTADOS FINANCEIROS, EM R$ MILHÕES Variação 30,5% PORTOS OPERADOS Tecon de Santos (SP), de Imbituba (SC) e de Vila do Conde (PA) Terminal de exportação no Porto de Santos e unidades de logística portuária integradas em Santos, Guarujá, São Bernardo do Campo, Jaguaré e Imbituba Fonte: empresas No rastro da LLX, empresa de logística do Grupo de Eike Batista, a Santos Brasil, de Daniel Dantas, pretende fazer do Porto de Imbituba, em Santa Catarina, um terminal industrial. Para isso, comprou no uma área 2 milhões de metros quadrados apropriada para abrigar o futuro empreendimento. O presidente da Santos Brasil, Antônio Carlos Sepúlveda,detsaca que já há duas empresas interessadas em se instalar no local. "Como o Brasil tem uma política firme de proteção da indústria nacional, muitas companhias estão olhando o país com outros olhos. Inclusive os chineses. Eles estão chegando e avaliando a abertura de unidades aqui, afirma Sepúlveda. Segundo o empresário, o Porto de Imbituba tem vocação para indústrias do segmento metal-mecânico e automobilístico justamente porque Santa Catarina está se tornando um polo do setor automotivo. Depois da chegada da General Motors, o estado pode levar também a primeira fábrica da alemã BMW. A região tem tradição também em indústria de fundição. "Estamos preparados para atrair empresas desses segmentos. Poderemos oferecer todo o serviço logístico para importação e exportação dos produtos fabricados no polo industrial. Alternativa para supernavios A área do porto industrial de Imbituba comportará instalações para armazenagem frigorífica de carga solta e em contêineres e pátio regulador para caminhões. O Tecon de Imbituba é a aposta da companhia no mercado de supernavios", afirma. O porto de Imbituba é um dos poucos terminais brasileiros que podem receber os navios com mais de 300 metros de cumprimento. A Santos Brasil já administra o terminal de contêineres no porto e o Tecon deve movimentar neste ano 100 mil contêineres, ante 27 mil em Ganhamos a licitação para a operação no Tecon em 2008 e concluímos os investimentos de R$ 520 milhões. A expectativa é que esse porto se torne a melhor alternativa para supernavios do Sul do país. Meritor coloca o pé no freio no Brasil BREVES Brado começa a fazer lobby para transportar soja por contêineres A Brado Logística, empresa de contêineres da América Latina Logística (ALL), está de olho no transporte de soja. A empresa iniciou testes para o movimento desse produto. O presidente da companhia, José Luis Demeterco, disse que esse tipo de negócio é viável em função do custo. Segundo ele, há no país um potencial para o transporte de soja nessa modalidade de 40 mil contêineres por ano. "É um negócio que não tínhamos mapeado quando lançamos a companhia há um ano, mas se mostrou bem atrativo. Movimentar soja por contêineres é até 15% mais barato que o transporte por caminhão", disse o executivo. A Brado também vai iniciar a construção do terminal em Alto Araguaia (Mato Grosso) no próximo mês. Segundo Demeterco, serão investidos lá R$ 15 milhões e terá capacidade para armazenar 10 mil contêineres por mês. Chegaremos nesse volume em cinco anos, afirma Demeterco. A.P.M Divulgação Receita da subsidiária brasileira deve encolher cinco pontos percentuais, para 10% do bolo Michele Loureiro Apesar da freada no mercado doméstico, receita da fabricante americana no país deve somar R$ 600 milhões este ano O Brasil vai perder destaque na norte-americana Meritor. A participação tupiniquim nos negócios globais da fabricante de autopeças deve recuar cerca de cinco pontos percentuais neste ano, passando de 15% para 10% do faturamento total. Em 2011, a receita mundial da empresa atingiu US$ 4,6 bilhões, volume que deve saltar para US$ 6 bilhões neste ano, graças a recuperação eminente do mercado norte-americano. Apesar de perder visibilidade nos negócios da Meritor, o Brasil ainda deve ser responsável pela arrecadação de R$ 600 milhões com a comercialização de freios, suspensões e eixos para veículos pesados. Segundo os executivos da companhia, a queda de 4,7% na venda de caminhões no Brasil durante o primeiro trimestre deste ano é o principal motivo para o declínio da participação, mas uma série de capítulos fazem parte da turbulência nos negócios. José Manoel Fernandes, diretor de Vendas e de Marketing da Meritor, afirma que a exigência da tecnologia Euro V no cenário nacional impactou negativamente o negócio. Este não é um cenário exclusivo da Meritor e por mais planejada que tenha sido esta baixa nas vendas, o mau desempenho superou as previsões, avalia o executivo. A tecnologia Euro V, legislação ambiental que prevê menor emissão de enxofre na atmosfera, tornou-se obrigatória no país em janeiro deste ano e encareceu em cerca de 15% o valor Equipe feminina na linha de produção brasileira da Meritor dos caminhões. Além da recusa dos consumidores em adquirir veículos com a nova tecnologia, seja por falta de conhecimento ou pelo preço maior, Fernandes afirma que as dificuldades de obtenção de crédito são empecilho para o setor. Mesmo com o recente anúncio redução de 2,7% na taxa de Fabiana Beltramin/Folhapress juros anual para a compra de caminhões pelo Finame (de 10% para 7,7%), a dificuldade de liberação dos recursos atravanca as vendas. Há dinheiro disponível, mas as exigências são enormes. Recentemente o governo repassou R$ 1,2 bilhão dos caminhões ao setor de máquinas por falta de uso. Natura recebe aporte de R$ 35 milhões do BNDES para aplicar em projetos O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento de R$ 35 milhões para a fabricante de cosméticos Natura aplicar em dois projetos. Um deles, com financiamento de R$ 17,45 milhões, prevê o desenvolvimento de novos produtos, segundo comunicado do BNDES. Já o segundo projeto, com financiamento de R$ 17,5 milhões do banco, envolve a construção de um centro de distribuição de 25 mil metros quadrados na cidade de São Paulo, a fim de melhorar a eficiência do sistema de logística da empresa. Reuters

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