Curso de Engenharia Computação DESENVOLVIMENTO DE UM SOFTWARE PARA CONTROLE DE PRODUÇÃO DE RESINAS

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1 Curso de Engenharia Computação DESENVOLVIMENTO DE UM SOFTWARE PARA CONTROLE DE PRODUÇÃO DE RESINAS Fernando Rossi Scandelai Itatiba São Paulo Brasil Dezembro de 2006

2 ii Curso de Engenharia Computação DESENVOLVIMENTO DE UM SOFTWARE PARA CONTROLE DE PRODUÇÃO DE RESINAS Fernando Rossi Scandelai Monografia apresentada à disciplina Trabalho de Conclusão de Curso, do Curso de Engenharia Computação da Universidade São Francisco, sob a orientação do Prof. Dr Adalberto Nobiato Crespo, como exigência parcial para conclusão do curso de graduação. Orientador: Prof. Dr. Adalberto Nobiato Crespo Itatiba São Paulo Brasil Dezembro de 2006

3 iii Desenvolvimento de um software para controle de produção de resinas Fernando Rossi Scandelai Monografia defendida e aprovada em 11 de dezembro de 2006 pela Banca Examinadora assim constituída: Prof. Dr. Adalberto Nobiato Crespo (Orientador) USF Universidade São Francisco Itatiba SP. Prof. Rodrigo Chavez Monteiro do Prado (Membro Interno) USF Universidade São Francisco Itatiba SP. Prof. Thales Coelho Borges Lima (Membro Interno) USF Universidade São Francisco Itatiba SP.

4 "A esperança tem duas filhas lindas, a indignação e a coragem; a indignação nos ensina a não aceitar as coisas como estão; a coragem, a mudálas". (Santo Agostinho de Hipona) iv

5 v A Deus por ter me sustentado até aqui.. Aos meus pais Silvio e Elisabete, sem os quais não chegaria até aqui. A minha esposa Andressa, que ensinou-me a fé e o amor. A minha filha, Lívia, que sempre foi minha maior motivação para concluir o curso. Sou eternamente grato a todos.

6 vi.agradecimentos Agradeço primeiramente ao meu pai, que ao longo destes anos acreditou em mim, me dando apoio sempre que precisei. Agradeço também a minha mãe por sempre me incentivar a iniciar e a concluir o curso de engenharia. Agradeço a minha esposa pela paciência e compreensão que teve comigo ao longo destes anos de estudo. E finalmente, agradeço ao Professor Adalberto Nobiato Crespo, meu orientador, que acreditou em mim e incentivou-me para a realização deste trabalho.

7 vii Sumário Lista de Siglas...viii Resumo...ix Abstract...ix 1 Introdução Desenvolvimento de um software para controle de produção de resinas Apresentação do cliente Necessidade de elaboração do Software desenvolvimento do software Modelo de Processo de Software Engenharia do sistema Análise de risco Análise de requisitos Diagrama caso de uso Projeto Escopo do software Modelagem de dados Geração de Código Banco de Dados Testes Requisitos do Sistema Conclusão Extensões Referências Bibliográficas Bibliografias Consultadas... 29

8 viii Lista de Siglas BA SP LDR RES VB SQL ERD SGBD Bahia São Paulo Laboratório de divisão de Resinas Departamento de Produção de Resinas Visual Basic System Query Language Diagrama de Entidade Relacional Sistema Gerenciamento de Banco de Dados

9 ix Resumo Esta monografia abrange as principais fases teóricas e práticas de um projeto de desenvolvimento de um software voltado para a área comercial. Utilizou-se ferramentas de engenharia de software para que todas as etapas fossem desenvolvidas da maneira mais correta possível. O software elaborado tem como principal função à automação de um fluxo de informações e a segurança dos dados utilizados entre dois departamentos de uma empresa. Foi usado um processo de desenvolvimento baseado nas melhores práticas dentre as metodologias de desenvolvimento de sistemas existentes, objetivando um excelente resultado no desenvolvimento do software. PALAVRAS-CHAVE: Desenvolvimento de Software Abstract This monograph encloses main theoretical and practical phases of a project of development of software directed toward the commercial area. One used tools of software engineering so that all the stages were developed in the possible way most correct. Elaborated software has as main function to the automation of a flow of information and the security of the data used between two departments of a company. A process of development based on best the practical ones amongst the methodologies of development of existing systems was used, objectifying an excellent one resulted in the development of software. KEY WORDS: software development

10 1 1 INTRODUÇÃO Softwares são programas de computadores que quando executados fornecem a função e o desempenho desejados, estruturas de dados que permitem aos programas manipular adequadamente a informação e documentos que descrevem a operação e uso dos programas. A importância do software de computadores tem passado por mudanças significativas nos últimos cinqüenta anos. A busca pela melhoria contínua do aperfeiçoamento do Hardware, desde a capacidade de armazenamento até a alterações na arquitetura de computadores, levou os softwares a ficarem mais sofisticados e complexos. Sofisticação e complexidade podem produzir ótimos resultados, mas também podem causar enormes problemas para quem os precisam construir. Um software é composto de programas, dados e documentos. Estes itens constituem uma configuração, que é criada como parte do processo de engenharia de software. O intuito da engenharia de software é fornecer uma estrutura para a construção de software de alta qualidade. A Engenharia de Software é fundamental para o desenvolvimento deste projeto, segue uma definição proposta por Fritz Bauer: Engenharia de Software é a criação e a utilização de sólidos princípios de engenharia a fim de obter o software de maneira econômica, que seja confiável e trabalhe eficientemente em maquinas reais. A Engenharia é a análise, o projeto a construção, a verificação e a gestão de elementos técnicos. Para desenvolver um software, são abordadas todas as etapas, desde o levantamento das informações com o cliente até a realização de testes e implementação. Desta forma tem-se a oportunidade de conhecer na prática qual a finalidade de cada etapa e suas respectivas dificuldades em seu desenvolvimento. No capítulo dois deste trabalho, fala-se sobre o cliente e a necessidade de desenvolver um software. O capítulo três apresenta-se todas as etapas de desenvolvimento. O capítulo quatro contém a conclusão, contribuições e possíveis extensões deste trabalho.

11 2 2 DESENVOLVIMENTO DE UM SOFTWARE PARA CONTROLE DE PRODUÇÃO DE RESINAS O foco principal desta monografia é desenvolver um software, contendo todas as suas fases (de acordo com Engenharia de Software) de elaboração, desde a definição do Modelo a ser adotado até a sua implementação e manutenção. Existem vários tipos de aplicações de softwares para atender diversas necessidades. Abaixo uma breve descrição sobre suas principais funções: Software de Sistemas: São softwares escritos para servir outros softwares. Software de tempo real: Softwares que analisam, monitoram ou controlam eventos do mundo real a medidas em que eles ocorrem. Software Cientifico: São softwares que processam números e simulam outras aplicações. Software embutido: Softwares situados na memória ROM de produtos inteligentes, utilizados para controlar produtos e sistemas para o mercado. Software para computadores pessoais: Processadores de texto, planilhas e aplicações multimídia e diversões. Esta são algumas das centenas de aplicações para esta categoria. Software para WEB: Paginas WEB recuperadas por um browser constituem softwares que incorpora instruções executáveis e dados. Software para inteligência artificial: Faz uso de algoritmos não numéricos para resolver problemas complexos que não são passiveis de computação ou analise direta. Também são conhecidos como sistemas especialistas, pois trabalham com reconhecimento de padrões de redes neurais artificiais. Software comercial: Esta é a maior área de aplicação de software. Nesta categoria estão os softwares discretos, por exemplo, elaboração da folha de pagamento, softwares de sistemas de gestão, que acessam varias bases de dados e também há softwares comercias que incluem computação interativa, por exemplo, processamento de transações de ponto de venda. A aplicação desenvolvida faz parte desta última categoria, pois trata de um software discreto utilizado como ferramenta de controle em uma indústria. O software será utilizado pelo Laboratório de Divisão de Resinas (LDR) e o departamento de Produção de Resinas (RES) da empresa Elekeiroz S/A. Sua principal

12 3 finalidade é controlar os acessos a fórmulas de Resinas e evitar erros de operação na formulação do produto. A segurança da informação é um ponto muito importante. Outro fator importante é que não se sabe da existência no mercado nenhum software especifico que atendesse a necessidade da empresa, seria necessário adquirir sob encomenda. Com este trabalho, será agregado conhecimento relacionado ao desenvolvimento e ao gerenciamento de projetos. Nas próximas sessões, serão detalhados com maior profundidade a empresa cliente usuária do software. 2.1 Apresentação do cliente A ELEKEIROZ S.A. é uma empresa brasileira que atua há mais de cem anos na área química. Fundada em 1894 como laboratório de manipulação de produtos a base de extratos vegetais, a firma Queiroz Moura e Cia., da qual fazia parte o farmacêutico Luiz Pinto de Queiroz, foi transformada em 1909 na Sociedade L.Queiroz e Cia, que instalou a primeira fábrica de ácido sulfúrico da América Latina, em São Paulo. Em 1912 transformou-se na Sociedade Anônima Produtos Químicos L.Queiroz, razão social que deu origem ao atual nome ELEKEIROZ S.A.. No ano de 1969 o capital da empresa foi aberto à subscrição pública e, em 1986 o controle acionário foi assumido pela ITAÚSA - INVESTIMENTO ITAÚ. Ao longo dos anos, a empresa vem fazendo sucessivos investimentos para ampliação, modernização e automação de suas unidades industriais, o Complexo de Várzea Paulista, localizado a apenas 65 Km do centro da cidade de São Paulo e muito próximo das principais rodovias do Estado - Bandeirantes, Anhanguera e D.Pedro I. dispondo também de um ramal ferroviário que permite sua conexão direta com o porto de Santos. Está, assim, em uma localização privilegiada para o abastecimento do maior mercado consumidor do Mercosul. Ocupando 20 % de uma área total de 1.1 milhão de metros quadrados, o complexo de Várzea Paulista compreende atualmente 8 unidades industriais, produzindo anidrido ftálico, anidrido maleico, plastificantes, resinas de poliéster, formaldeído, ácido fumárico, ácido sulfúrico e bissulfeto de carbono. A matéria-prima produzida pela ELEKEIROZ participa intensamente na vida de todos os brasileiros, estando presente na fabricação de vários produtos - detergentes, fios e cabos, brinquedos, tintas e vernizes, piscinas, conservantes para alimentos e até em modernos ônibus de transporte interestaduais.

13 4 A Empresa tem como planos para o futuro dominar o mercado em que atua, pois no ano passado foi efetuada a compra da Ciquine Cia. Petroquímica, que possui 2 unidades, 1 situada em Camaçari Bahia e outra em Taubaté SP, com a união das duas empresas, a Elekeiroz se tornará a maior do Brasil em seu ramo. A Elekeiroz S.A. atualmente possui os seguintes produtos no mercado : Ácido Sulfúrico, Bissulfeto de Carbono, Anidrido Ftálico, Anidrido Maleico, Acido Fumárico, Plastificantes DBP, Plastificantes DIBP, Plastificantes Plastek 48, Formol 37%, Formol 44%, Formol 50%, CUF( concentrado uréia) e Resinas Poliestér. A empresa conta atualmente com cerca de 800 funcionários próprios, mais 350 funcionários de empresas terceirizadas Necessidade de elaboração do Software Para a elaboração de um software que realmente atenda as necessidades do Cliente, faz-se necessário e com extrema importância o correto levantamento da atual rotina realizada e a importância de cada informação para o processo final do trabalho. Uma informação importante é que a Resina possui diferentes formulações químicas para cada cliente. Este é um dado crucial para o processo, pois este não é um produto feito em larga escala para estocagem, e sim produzido apenas para atender as especificações de cada um dos clientes. Com esta produção personalizada, tem-se uma grande preocupação que é o vazamento das fórmulas para os concorrentes e ou concorrentes dos clientes. Criar um sistema que proteja este sigilo industrial é o ponto mais critico deste desenvolvimento. Não adianta ter um software que atenda a todos os departamentos envolvidos neste trabalho e o mesmo não possuir um aceitável nível de segurança, desde o acesso ao banco de dados até a geração de relatórios, consultas de fórmulas, etc... Foram feitas reuniões envolvendo os coordenadores e engenheiros de processo e de produção de cada departamento e os mesmos concordaram sobre a necessidade de automatizar e melhorar o atual processo de fluxo e armazenagem de dados para a elaboração da Resinas Poliéster. Vale a ressalta que este software não tem o intuito de melhorar a produção da Resina em si, o propósito é a automatização do fluxo de dados e um maior nível de segurança para estes dados. Com este software, a produção não será otimizada, pois este é um outro assunto que envolve a Engenharia Química, Processos e Produção.

14 5 3 DESENVOLVIMENTO DO SOFTWARE Para resolver problemas reais, um engenheiro de software deve incorporar uma estratégia de desenvolvimento que abrange as camadas do processo. Um modelo de processo é escolhido com base na natureza do projeto e da aplicação, nos métodos e ferramentas a serem utilizados. 3.1 Modelo de Processo de Software O modelo definido foi o Modelo Seqüencial Linear, que melhor enquadra-se em um trabalho desta natureza, pois apenas uma pessoa faz parte da equipe de desenvolvimento, e todas as atividades serão realizadas por esta pessoa, desde a definição do modelo até a implementação. Este modelo abrange as seguintes atividades: Modelagem e engenharia do sistema; Análise de Requisitos de Software; Projeto; Geração de código e Testes. Todos estes itens serão detalhados ao longo deste trabalho. A figura 3.1 representa as etapas do processo. Engenharia de Sistemas Análise Projeto Codificação Teste Manutenção Figura 3-1 Modelo Seqüencial Linear

15 6 3.2 Engenharia do sistema Neste ponto do desenvolvimento, analisa-se não apenas o software em desenvolvimento, mas o sistema ao qual está inserido. Softwares sempre interagem com outros elementos, seja uma pessoa, um hardware ou outro software. A Engenharia de sistema ou software é a área do conhecimento da informática voltada para a especificação, desenvolvimento e manutenção de sistemas de software Análise de risco Análise de risco é uma série de passos que ajudam uma equipe ou um engenheiro de sistemas a analisar uma incerteza que pode existir no projeto do software. Toda incerteza é um risco e um risco é um problema em potencial que pode ou não acontecer. Podem-se definir três tipos de riscos distintos: Riscos de Projeto: problemas relacionados ao próprio processo de desenvolvimento Riscos técnicos: problemas efetivamente do projeto, exemplo, interfaces, manutenções, plataformas de implementações. Riscos de produto: problemas relacionados ao lançamento do software como produto no mercado, como exemplo, oferecer um produto que ninguém está interessado ou ultrapassado. No desenvolvimento deste software descartam-se este último risco, pois apesar de ser um software comercial, ele será utilizado exclusivamente por uma empresa. Realmente os outros dois itens são preocupantes, como em qualquer projeto. Por ser um trabalho com intuito acadêmico e estar sendo desenvolvido apenas por uma pessoa, dificultando bastante o seguimento de um cronograma, o risco técnico está associado à definição da implantação. Por esta razão foi decidido utilizar um banco de dados e uma linguagem de programação conhecidas no mercado, e a empresa já possui licenças de uso destas ferramentas. 3.3 Análise de requisitos Nesta fase todo o trabalho é voltado apenas para o software, este é o foco deste item. Para isso tem-se a necessidade de conhecer muito bem qual a real finalidade do software.

16 7 Existem dois departamentos que estão envolvidos nesta fabricação, o Laboratório de Desenvolvimento de Resinas (LDR) e a produção (RES). A seguir é descrito o processo completo realizado atualmente para a fabricação de Resinas Poliéster: 1- LDR desenvolve a fórmula da Resina para determinado Cliente. Através de análises laboratoriais e simulações, o departamento LDR alcança a fórmula ideal que o Cliente necessita. Com a simulação realizada a fórmula pode ser desenvolvida em maior escala. A fórmula é armazenada em uma planilha eletrônica. 2- A fórmula é enviada para Engenharia de Produção de RES. LDR imprime a fórmula e leva (manualmente) até a Engenharia de RES. 3- Engenharia de Produção verifica a quantidade que será feita do produto. Esta informação é obtida junto ao pessoal do PCP (Planejamento e Controle de Produção), este departamento tem a função de saber o quanto a empresa está vendendo de cada produto para programar a fabricação. PCP fornece os valores através de uma planilha eletrônica com acessos restritos aos Engenheiros e coordenadores de cada departamento. 4- Define o Reator a ser Utilizado Existem três reatores na unidade de RES na Elekeiroz e cada um com uma capacidade diferente de produção, a diferença na capacidade de produção é única diferença entre os reatores. 5-A fórmula é calculada para o reator selecionado. Dependendo da quantidade necessária, é definido o reator. 6- Engenharia de Produção envia o resultado do calculo para os operadores de RES O Engenheiro de produção envia uma planilha com as especificações necessárias contendo: o reator que será utilizado e quantidade de matéria-prima. 7- Geração e impressão da etiqueta para a identificação do produto. Esta etiqueta é gerada manualmente pelos operadores de RES, nela está a identificação do produzido. Com este levantamento é fácil observar o quão manual está sendo o fluxo de informações desde o desenvolvimento até a produção final. Com o desenvolvimento de um software, pode-se agilizar e eliminar algumas etapas deste processo e por conseqüência agilizar todo o fluxo de informações. Segue abaixo o que deve ser feito em cada passo para automatizarmos este fluxo de dados:

17 8 1- Para armazenar todas as fórmulas, a melhor solução é a utilização de um banco de dados; 2- LDR e RES devem-se comunicar automaticamente através de um sistema. Não é preciso imprimir e enviar manualmente. 5- A fórmula já deve ser ajustada para cada reator de forma automática. 6- As especificações devem ir automaticamente para os operadores, isto depois da aprovação do Engenheiro de Produção da unidade. 7- A etiqueta já deve ser gerada automaticamente Diagrama caso de uso A modelagem de um diagrama caso de uso é uma técnica usada para descrever e definir os requisitos funcionais de um sistema. São escritos em termos de atores externos, casos de uso e o sistema modelado. Os atores representam o papel de uma entidade externa ao sistema como um usuário, um hardware ou outro sistema que interage com o sistema modelado. Os atores iniciam a comunicação com o sistema através dos casos de usos representados por uma seqüência de ações executadas pelo sistema e recebe do ator que lhe utiliza dados tangíveis de um tipo ou formato já conhecido, e o valor de resposta da execução de um caso de uso (conteúdo) também já é de um tipo conhecido. Tudo isso é definido juntamente com o caso de uso através de texto de documentação. Um ator é conectado a um ou mais caso de uso através de associações, e podem possuir relacionamentos de generalização que definem um comportamento comum de herança em superclasses especializadas em subclasses. O caso de uso em colaborações é muito importante, pois são a descrição de um contexto mostrando seus relacionamentos e sua interação exemplificando como os objetos interagem para executar uma atividade específica no sistema. A figura 3-2 ilustra o diagrama de caso de uso utilizado neste trabalho. Cada caso de uso é descrito por uma pré-condição, a própria descrição do caso e uma pós-condição.

18 9 Figura 3-2 Diagrama de casos de uso Os quadros a seguir descrevem todas as funcionalidades do sistema. Nome: Incluir Novo Cliente Funcionalidade: Cadastro de Clientes Pré Condição - Dados do cliente disponíveis Descrição do Caso - Verificar se o cliente já não se encontra Cadastrado - Se já se encontra Cadastrado, Fim - Caso Contrário, inserir os dados do cliente. - Armazenar os Dados Pós Condição - Cliente Incluído

19 10 Nome: Alterar cadastro de Cliente Funcionalidade: Cadastro de Clientes Pré Condição - Dados do cliente já cadastrados. Descrição do Caso - Selecionar Cliente. - Se cadastro de cliente encontrado, fazer alterações e gravar os dados. - Caso contrário, Fim Pós Condição - Cadastro de cliente alterado Nome: Excluir um cadastro de Cliente Funcionalidade: Cadastro de Clientes Pré Condição - Dados do cliente já cadastrado. Descrição do Caso - Selecionar Cliente. - Se cadastro de cliente encontrado, excluir. - Caso contrário, Fim Pós Condição - Cadastro do cliente excluído. Nome: Incluir Nova Matéria-Prima Funcionalidade: Cadastro de Matéria- Prima. Pré Condição - Dados do produto disponíveis Descrição do Caso - Verificar se o produto já não se encontra Cadastrado - Se já se encontra Cadastrado, Fim. - Caso Contrário, inserir os dados do produto. - Armazenar os Dados. Pós Condição - Matéria-prima Incluída.

20 11 Nome: Alterar cadastro de Matéria-Prima Funcionalidade: Cadastro de Matéria- Prima. Pré Condição - Dados do produto já cadastrados. Descrição do Caso - Selecionar Produto. - Se cadastro de produto encontrado, fazer alterações e gravar os dados. - Caso contrário, Fim. Pós Condição - Cadastro de produtos alterado. Nome: Excluir um cadastro de Matéria- Funcionalidade: Cadastro de Matéria- Prima Prima Pré Condição - Dados do produto já cadastrado. Descrição do Caso - Selecionar produto. - Se cadastro de produto encontrado, excluir. - Caso contrário, Fim Pós Condição - Cadastro do produto excluído. Nome: Incluir Novo Reator Funcionalidade: Cadastro de Reator Pré Condição - Dados do reator disponíveis Descrição do Caso - Verificar se o reator já não se encontra Cadastrado - Se já se encontra Cadastrado, Fim. - Caso Contrário, inserir os dados do reator. - Armazenar os Dados.

21 12 - Reator Incluído. Pós Condição Nome: Alterar cadastro de Reator Funcionalidade: Cadastro de Reator Pré Condição - Dados do reator já cadastrados. Descrição do Caso - Selecionar reator. - Se cadastro de reator encontrado, fazer alterações e gravar os dados. - Caso contrário, Fim. Pós Condição - Cadastro de reator alterado. Nome: Excluir um cadastro de Reator Funcionalidade: Cadastro de Reator Pré Condição - Dados do reator já cadastrado. Descrição do Caso - Selecionar reator. - Se cadastro de reator encontrado, excluir. - Caso contrário, Fim Pós Condição - Cadastro do reator excluído. Nome: Incluir Nova Fórmula Funcionalidade: Cadastro de Fórmulas Pré Condição - Dados do cliente disponíveis - Dados de Matérias-primas disponíveis. - Dados do Reator disponíveis

22 13 Descrição do Caso - Selecionar cliente - Selecionar matérias-primas - Definir quantidade de cada matéria-prima. - Selecionar reator - Definir quantidade de produção - Armazenar os Dados Pós Condição - Fórmula Incluída Nome: Alterar cadastro de Fórmulas Funcionalidade: Cadastro de Fórmulas Pré Condição - Dados da fórmula já cadastrados. Descrição do Caso - Selecionar fórmula. - Se cadastro de cliente encontrado, fazer alterações e gravar os dados. - Caso contrário, Fim Pós Condição - Cadastro de cliente alterado Nome: Excluir um cadastro de Fórmulas Funcionalidade: Cadastro de Fórmulas Pré Condição - Dados da fórmula já cadastrados. Descrição do Caso - Selecionar Fórmula. - Se cadastro de fórmula encontrado, excluir. - Caso contrário, Fim Pós Condição - Cadastro da fórmula excluído.

23 Projeto Esta fase antecede a geração do código em linguagem de máquina. Aqui são abordados itens como: escopo do software, arquitetura do software, representações da interface e modelagem de dados. A etapa de Projeto é o passo inicial de uma nova fase do ciclo de vida do software, a fase de Desenvolvimento. O Projeto consiste na aplicação de um conjunto de técnicas e princípios, de modo a definir um sistema num nível de detalhe suficiente à sua realização física. A tarefa do projetista é produzir um modelo de representação do software que será implementado. Nesta etapa, os requisitos definidos na etapa anterior devem servir de referência para a obtenção da representação do software Escopo do software Este software recebeu o nome Fores. O Fores é um sistema desenvolvido para aperfeiçoar a comunicação entre o laboratório de desenvolvimento de resinas e o departamento de produção. É um software construído para atender exclusivamente ao cliente citado neste trabalho. Confiabilidade, integridade e agilidade no envio dos dados são os principais pontos deste software. O Fores armazena em banco de dados, todas as fórmulas criadas pelo LDR garantindo assim maior confiabilidade e integridade das informações que chegam à unidade de fabricação. Com o sistema em funcionamento, tem-se agilidade no envio das informações de um departamento para outro, substituindo as planilhas eletrônicas impressas que são enviadas através do sistema de entregas de correspondências interno da empresa. Armazenando as fórmulas em banco de dados, tem-se um acesso mais seguro e mais rápido, facilitando o backup das informações, sendo assim, ajudamos questão da certificação da qualidade do processo da Resinas Poliéster. O acesso ao sistema é feito através de login e senha de usuário, desta maneira, reduzem os riscos de acesso indevido as fórmulas. As fómulas cadastradas e já produzidas poderão sofrer alteração, caso algum cliente queira repetir a formulação, existirão armazenados dados de forma íntegra e segura.

24 Modelagem de dados Nesta seção, é feita a modelagem de dados permitindo ao engenheiro de software identificar objetos de dados e suas relações usando uma notação gráfica. Na análise estruturada, o Diagrama de entidade de relacionamento (ERD) define todos os dados que são introduzidos, armazenados, transformados e produzidos em uma aplicação. O modelo de dados são informações relacionadas entre si. Fazem parte: o objeto de dados, os atributos e as relações que conectam os objetos de dados uns aos outros. Objeto de dados: É uma representação de quase toda a informação que deve ser compreendida pelo programa. Atributos: É uma característica (ou propriedade) de uma entidade ou relacionamento. Relações: São os modos como os objetos de dados são conectados uns aos outros. Na figura 3.3 é exibido a modelagem de dados do software. Figura 3-3 Modelagem de dados

25 Geração de Código Esta é a seção em que o sistema será representado em uma linguagem de programação. A LP é responsável pela ligação entre o pensamento humano, exemplo, o desejo do cliente, a forma em que o desenvolvedor imagina a estrutura de seu programa com a precisão requerida para um processamento pela máquina. Existem dois métodos para se traduzir um programa escrito em uma determinada linguagem de programação para a linguagem de máquina: Interpretação e Compilação. Interpretação: Um interpretador traduz o comando fonte um comando por vez e chama uma rotina para executar este comando. O interpretador precisa estar presente todas as vezes que se deseja executar um programa e o trabalho de checagem da sintaxe e tradução deverá ser repetido. Se uma parte do programa necessitar ser executada muitas vezes, o processo é feito o mesmo número de vezes. Na prática as linguagens interpretadas servem para a realização de uma prototipagem rápida. Figura 3-4 Interpretador de comando Compilação: Um compilador traduz o programa fonte inteiro, produzindo um outro programa equivalente, em linguagem executável. A vantagem é que o compilador precisa traduzir um comando apenas uma única vez, não importando quantas vezes ele será executado. Na prática o compilador é usado para gerar o código definitivo (eficiente) de um programa. Figura 3-5 Passos para compilação de um código-fonte.

26 17 Utilizou-se o método de compilação, pois este método é o que melhor se enquadra na construção de um software deste tipo. A linguagem de programação definida foi o Visual Basic na sua versão 6.0, com esta é possível desenvolver aplicações no padrão Windows Form de forma prática, produtiva e simples. Por este motivo, atualmente esta linguagem é muito utilizada no mercado de desenvolvimento de softwares, sendo altamente indicada para o desenvolvimento de aplicações comerciais. No arquivo anexo I encontra-se todo o código-fonte do programa. Abaixo, segue as principais telas do Fores. Figura 3-6 Tela Principal do Sistema Figura 3-7 Tela de Cadastro de Clientes

27 18 Figura 3-8 Cadastro de Matérias Primas Figura 3-9 Cadastro de Reatores Figura 3-10 Cadastro de Usuário

28 19 Figura 3-11 Cadastro de Fórmulas no Sistema Figura 3-12 Quantidade de ProduçãoxFórmula

29 20 Figura 3-13 Tela de Geração de Etiquetas. Figura 3-14 Tela de Relatório de Clientes

30 21 Figura 3-15 Tela de Relatório de Matérias Primas Figura 3-16 Tela de Relatório de Reatores

31 22 Figura 3-17 Tela de Relatório de Usuários Figura 3-18 Tela com informações do sistema Banco de Dados O armazenamento de dados de forma segura e de fácil consulta é fundamental para que se obtenha sucesso na utilização de Fores. A ferramenta escolhida foi o MS-SQL Server 2000 Standard Edition. Este é um banco de dados utilizado em larga escala no mercado mundial e a Elekeiroz S/A possui licença de utilização para esta aplicação e um contrato de manutenção com uma empresa terceirizada que presta este tipo de serviço, o que torna inviável a utilização de qualquer outro SGBD.

32 23 O banco de dados escolhido é de modelo relacional. Este modelo representa dados através de relações e as relações se associam através de regras de relacionamentos. Para desenvolver a estrutura conforme a modelagem de dados da seção foi criado o banco da seguinte maneira: Abaixo segue a relação e a descrição de todas as tabelas criadas para o funcionamento do Fores: Materias-Primas: Armazena os atributos e as informações referentes ao cadastro de matérias-primas. Inventario_MP: Relação de todas as matérias primas usadas em determinada fórmula. Reatores: Armazena os atributos e as informações referentes ao cadastro dos reatores. Clientes: Armazena os atributos e as informações referentes ao cadastro de clientes. Formulas: Contém todos os atributos necessários para armazenar uma fórmula, desde o cliente até a matéria-prima necessária. Producao: Armazena informações das solicitações de produção, como quantidade produzida, qual fórmula utilizada entre outros. Usuarios: Contém atributos e informações dos usuários que são permitidos acessarem ao programa. Abaixo, estão as propriedades das tabelas no SQL: Figura 3-19 Tabela Matéria Prima

33 24 Figura 3-20 Tabela de Inventario Matéria Prima Figura 3-21 Tabela de Reatores

34 25 Figura 3-22 Tabela de Clientes Figura 3-23 Tabela de Fórmulas

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