27 Sobre a síndrome dos ovários policísticos, qual a alternativa incorreta:

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "27 Sobre a síndrome dos ovários policísticos, qual a alternativa incorreta:"

Transcrição

1 26 Em situação de resistência à insulina, observa se: a) maior atividade da lipase hormônio sensível b) maior atividade da lipoproteína lipase c) maior formação de HDL d) maior hidrólise de triglicérides das VLDL. e) Menor degradação da APO B A lipase hormônio sensível (LHS) é uma enzima que promove a hidrólise dos triglicerídeos no tecido adiposo (ação lipolítica), sendo fisiologicamente inibida pela insulina e estimulada pelo glucagon, adrenalina e GH, T3 e T4. Em situações de carência ou resistência à insulina, ocorre maior atividade da LHS. Resposta: A 27 Sobre a síndrome dos ovários policísticos, qual a alternativa incorreta: a) A maioria dos pacientes apresenta resistência a insulina. b) Os contraceptivos hormonais em geral aumentam o risco cardiovascular. c) O uso da metformina aumenta a chance de ovulação e gravidez. d) Os contraceptivos contendo drospirenona são preferidos. e) Os antiandrogenicos mais utilizados são: ciproterona, espironolactona, danazol e levonorgestrel. O levonorgestrel é um progestágeno com ação androgênica, e não antiandrogênica. Resposta: E 28 A ativação constitutiva do RANK em virtude de mutações no seu gene TNFRSF11 A, podem causar: a) Osteomalacia e raquitismo b) Displasia de Jansen c) Câncer de paratiroide d) Doença de Paget familiar precoce. c) Displasia fibrosa poliostotica. A ativação construtiva do RANK em virtude de mutações (duplicação) no seu gene TNFRSF11 A está associada à Doença de Paget familiar precoce ou osteólise expansiva familiar. Resposta: D

2 29 Endocrinologista é chamado no pronto socorro para avaliar uma criança de 2 anos idade trazida inconsciente pós crise convulsiva, prontamente atendida com exames laboratoriais mostrando glicemia jejum 35 mg/dl, hemograma normal, creatinina 0,6 mg/dl, urina simples (EAS) normal mas com presença de cetonúria +++, Paciente foi imediatamente tratada com glicose endovenosa e recuperação do estado de consciência poucos minutos após Mãe informa que criança alimenta se mal com períodos prolongados de jejum, exame físico agora totalmente normal ressaltando se ausência de hepatomegalia.. A conduta mais adequada seria: a) Colher imediatamente nova amostra sanguinea para dosagem de insulina, cortisol e GH, solicitar ultrassonografia e considerar o diagnóstico de insulinoma como o mais provável b) Entrar em contacto com o laboratório e tentar dosagem de insulina, peptídeo C, cortisol e GH na amostra colhida na entrada ao pronto socorro, inquerir a mãe sobre relação entre o evento e período de jejum considerando fortemente a possibilidade da criança possuir Hipoglicemia cetótica da Infância c) Internar paciente para jejum prolongado (72 horas) considerando neosidioblastose e doença do armazenamento do colágeno tipo 1 como os mais prováveis diagnósticos. d) Solicitar dosagem de Insulina, Peptídeo C, GH e Cortisol na amostra sanguinea de admissão considerando o diagnostico de neossidioblastose como o diagnóstico mais provável. e) Diagnóstico mais provável de hipoglicemia secundário a atividade motora excessiva durante a crise convulsiva em criança com alimentação inadequada, encaminha la ao serviço de neurologia para avaliação e possível terapia com anticonvulsivante. Uma criança com hipoglicemia reque diagnóstico e condutas terapêuticas urgentes. A comprovação isolada da hipoglicemia ajuda pouco, uma vez que a reposição de glicose apenas tira a criança de seu estado iminente de gravidade. Desse modo, a doença de base deve ser investigada. Toda a vez que ocorre hipoglicemia deve ser realizada a dosagem de glicose, insulina, peptídeo C, cortisol, GH e urina para a dosagem de corpos cetônicos. Quando a cetonúria está presente, é improvável o diagnóstico de hiperinsulinemia (nesidioblastose, insulinoma), devendo se atentar para a possibilidade de hipoglicemia cetótica da infância, defeitos hormonais ou doenças de depósito de glicogênio ou defeitos na gliconeogênese. A ausência de hepatomegalia torna improvável o diagnóstico das duas últimas. Hipoglicemia cetótica é a causa mais comum de hipoglicemia nas crianças, geralmente aparece entre 18 meses e 5 anos de idade, sendo desencadeada durante infeções e/ou períodos de restrição calórica, quadro compatível com o descrito, sendo a alternativa correta a letra B. Atividade motora excessiva durante a crise convulsiva não costuma desencadear hipoglicemia e o jejum prolongado ou alimentação inadequada geralmente se associam a cetonúria pouco intensa (1+). Resposta: B

3 30 Recentemente a OMS publicou uma nova definição de Síndrome Metabólica que contém os mesmos critérios já anteriormente estabelecidos pela ATP ou seja : Obesidade Central, Disglicemia, Dislipidemia e Hipertensão Arterial, entretanto a OMS, ao contrário da ATP prioriza um deles, ou seja para que o diagnóstico de Síndrome Metabólica seja estabelecida é obrigatório a presença de : a) Obesidade Central b) Glicemia acima de 100 mg/dl c) Hipertensão Arterial d) HDL < 40 mg/dl em homens e < 50 mg/dl em mulheres e) Hipertrigliceridemia Nos últimos anos o adipócito foi reconhecido como órgão de múltiplas funções e com papel central no desenvolvimento da síndrome de resistência insulínica. Sabe se que ele recebe influência de diversos sinais e secreta diversas substâncias que atuam tanto local quanto sistemicamente, regulando a função endotelial, a aterogênese e a sensibilidade insulínica, em especial a leptina, a adiponectina e o TNFalfa. Também é conhecido que a localização da gordura corporal tem fator relevante na resistência insulínica, sendo a obesidade intraabdominal a que apresenta maior impacto na deterioração da resistência insulínica, maior componente da síndrome metabólica. O critério atualmente priorizado para o estabelecimento do diagnóstico de síndrome metabólica é a presença de obesidade central. Resposta: A 31 Assinale a afirmativa abaixo que contem fatores cuja etiopatogenia se relaciona à resistência insulínica. a) Acantosis nigrican, esteatose hepática HDL Baixo LDL Alto b) Obesidade Central, Síndrome Ovários Policisticos Esteatose Hepática Acantosis nigricans c) Hipertrigliceridemia, Diabetes Mellitus, Hipertensão Arterial e Hipercolesterolemia d) Doença Aterosclerótica Coronariana, Doença Aterosclerótica Encefálica Doença Aterosclerótica Renal e Hipercolesterolemia e) Diabetes Mellitus, Hipertrigliceridemia, Hipertensão Arterial Obesidade Hipercolesterolemia A síndrome de resistência insulínica faz parte da etiopatogenia de uma série de alterações metabólicas, entre elas, acantose nigricans, hipertrigliceridemia, HDL baixo, obesidade central, síndrome de ovários policísticos, diabetes mellitus ou intolerância a glicose, esteatose hepática, hipertensão, hiperuricemia. O achado de LDL alto ou hipercolesterolemia não faz parte da síndrome de resistência insulínica. 32 São recomendações com o uso da insulina inalada:

4 a) Equivalência de 1mg para 20 unidades de insulina lispro b) Equivalência de 1mg para 10 unidades de insulina regular c) Administração 30 minutos antes das refeições d) Avaliação periódica da função pulmonar e) Broncodilatadores inaláveis devem ser administrados concomitantemente A insulina inalada foi aprovada pelo FDA em janeiro de Está disponível em blister de 1 e 3mg (1 mg de Exubera equivale a 3 unidades de insulina regular e 3mg equivale aproximadamente a 8mg de insulina regular). Recomenda se que a inalação seja realizada 10 minutos antes da refeição. O FDA preconiza que o paciente seja submetido a uma avaliação pulmonar inicial (FEV1 mínimo de 70% é necessário para o uso de Exubera), a qual deve ser repetida periodicamente (a cada 6 meses) durante o tratamento, uma vez que tosse e redução do VEF1 podem ocorrer. Pacientes que obtiverem queda nos níveis de FEV1 de 20% devem ter seu tratamento interrompido. Não há necessidade do uso de broncodilatadores concomitantemente. Exubera não é recomendável para pacientes portadores de doenças pulmonares crônicas. 33 Embora a incidência de cetoacidose diabética tenha se reduzido nos últimos anos, a sua alta morbi mortalidade demanda testes diagnósticos domiciliares que utilizam fitas reagen tes em urina (cetonuria) e no sangue (cetonemia) entretanto devemos saber que: a) A fita reagente para cetonemia possui maior acurácia diagnóstica e mede principalmente ácido aceto acetato b) A fita reagente para cetonuria possui menor acúracia diagnóstica e mede principalmente ácido beta hidroxi butirico c) A fita reagente para cetonemia possui maior acurácia diagnóstica e mede igualmente ácidco aceto acetato e ácido hidroxibutirico d) A fita reagente para cetonemia possui maior acurácia diagnóstica e mede principalmente ácido hidroxi butirico e) A fita reagente para cetonuria possuí a vantagem de ser prática e de baixo custo, apesar da existência de falsos positivos isto é compensado pelo fato de medir principalmente o acido aceto acetato, o corpo cetônico que prevalece na cetoacidose diabética A fita reagente para cetonemia tem maior acurácia diagnóstica e mede principalmente beta hidroxibutirato, que é o corpo cetônico que prevalece na cetoacidose diabética. A fita reagente para cetonúria mede principalmente o acetoacetato, tendo a vantagem de ser prática e de baixo custo. Resposta: D 34 Cetoacidose Diabética é um distúrbio metabólico caracterizado por três anormalidades: hiperglicemia, cetonemia e acidose metabólica com anion gap (diferença de anion) elevado, define se este último (anion gap) como sendo: a) (Na + K) (Cl +HCO3) b) Na (Cl + HC03 + K) c) (Na + HCO3) (Cl + K) d) (Na + Cl) (K + CO3)

5 e) Na HCO3 Ânion gap é definido como a diferença entre os principais cátions e ânions plasmáticos, calculado subtraindo se os Ânions (Cl, HCO3 ) dos cátions mensurados (Na + e K + ), através da seguinte fórmula: (Na + + K + ) (Cl + HCO3 ). Resposta: A 35 Na avaliação da cetoacidose diabética é importante na avaliação da resposta terapêutica saber que: a) Normalmente a relação acetoacetato para betahidroxibutirato é de 1:5 durante estados de hipoxemia há um aumento principalmente do aceto acetato e esta relação passa a ser de 1:2. Neste caso a cetonuria pode ser falsamente negativa visto que a reação do nitroprussiato mede principalmente beta hidroxibutirato. b) Durante a cetoacidose há inicialmente um aumento de acetoacetato em relação ao hidroxibutirato, com o tratamento há conversão do aceto acetato para hidroxibutirato, portanto o teste da cetonuria pela reação do nitroprussiato que mede principalmente beta hidroxibutirato pode paradoxalmente mostrar aumento da cetonuria. c) Normalmente a relação aceto acetato para beta hidroxibutirato é de 1:1 e durante a cetoacidose há um aumento proporcional destes ácidos. Variações nos valores da cetonuria pelo teste do nitroprussiato ocorrem principalmente pelas variações nas concentrações urinárias sendo portanto a determinação da cetonemia o procedimento de preferência nesta situação em particular d) Em condições normais a relação acetoacetato para betahidroxibutirao é de 1:5 e durante a cetoacidose este valor pode chegar até a 1:20 devido a hipoxemia com a correção dos distubios metabólicos e hidroeletroliticos há conversão do hidroxibutirico para acetoacetato, nesta situação a cetonuria pode paradoxalmente mostrar piora pois o teste do nitruprussiato mede principalmente acetoacetato. e) Os corpos cetônicos aceto acetato e beta hidroxibutirico são metabolizados preferencialmente para acetona, e eleminados pelos pulmões não sendo portanto os responsáveis pela acidose, esta ocorre principalmente pelo aumento do ácido lático oriundo da hipoxemia invariavelmente presente na cetoacidose diabética Os três corpos cetônicos produzidos na cetoacidose diabética são: beta hidroxibutirato, acetoacetato (geralmente na proporção 3:1 a 5:1) e acetona. Em pacientes com hipoxemia por sepse ou choque a razão beta hidroxibutirato/acetoacetato pode chegar a 20:1. Nestas circunstâncias, um teste falso negativo para cetonúria pode ser obtido porque neste teste a reação de nitroprussiato mede primariamente acetoacetato, um pouco de acetona e nada de beta hidroxibutirato. Nesse dilema diagnóstico o ânion gap tem muito valor, por estar elevado proporcionalmente ao acúmulo de quaisquer dos cetoácidos. Paradoxalmente, durante a melhora do quadro há conversão do beta

6 hidroxibutirato para acetoacetato, podendo acarretar numa maior positividade no teste do nitroprussiato, com aparente piora da cetonúria. Resposta: D 36 P aciente com poliúria, polidipsia, volume urinário 4,5 litros/ dia e osmolalidade urinária 280 mosm/ kg, Osmolalidade plasmática 278 mosm/ kg é internado para realização do teste privação hídrica. O teste foi interrompido após perda ponderal de 2% e estabilização da osmolalidade urinária em 3 amostras consecutivas. Os exames realizados mostraram os seguintes valores: Osmolalidade P lasmática 285 mosm/ kg pós DDAVP 286 mosm/ kg, Osmolalidade Urinária: 740 mosm/ l pós DDAVP 780 mosm/ kg, o diagnostico mais provável será: a) Diabetes Insipidus Neurogênico forma completa b) Diabetes Insipidus Neurogênico forma parcial c) Diabetes Insipidus Nefrogênico forma completa d) Diabetes Insipidus Nefrogênico forma parcial e) Polidipsia Primária Estando frente a um quadro de poliúria, o teste de privação hídrica é a maneira mais confiável de estabelecer a etiologia do Diabetes insipidus (DI), bem como fazer sua distinção com a polidipsia primária. O osmolalidade plasmática normal varia de 280 a 295mOsm/Kg. Geralmente a osmolalidade plasmática no Diabetes insipidus encontra se normal ou levemente elevada, dependendo da sede e da ingestão de água. Na polidipsia primária, a osmolalidade plasmática tende a estar levemente reduzida (como no caso apresentado). O teste de privação hídrica tem como finalidade verificar se o paciente é capaz de secretar vasopressina (ADH) e concentrar a urina em resposta ao aumento da osmolalidade plasmática secundário à restrição hídrica. Em indivíduos normais, observa se aumento da Posm com a restrição hídrica (inferior a 295), Uosm 2 a 4 vezes maior que a Posm e incremento desprezível (<9%) da Uosm após a administração de DDAVP. No DI neurogênico completo após a restrição hídrica se observa uma Posm aumentada (>295), permanecendo diluída a Uosm (<300), a relação Uosm/Posm fica abaixo de 2 e, após a administração de DDAVP há um incremento maior que 50% da Uosm. No DI nefrogênico completo o comportamento inicial é semelhante ao do DI central completo, mas há incremento <9% da Uosm em resposta ao DDAVP. No DI central e nefrogênico parciais o percentual de aumento da Uosm em reposta ao DDAVP fica entre 9 50%. Na polidipsia primária caracteristicamente se observa uma relação Uosm/Posm superior a 2 quando se obtém desidratação adequada. Neste caso a paciente foi capaz de concentrar a urina mesmo antes da administração de DDAVP, normalizar a osmolalidade plasmática (Posm), e a administração de DDAVP levou a um incremento desprezível da osmolalidade urinária (<9%). Isso demonstra que a paciente secretava ADH efetivamente concentrando a urina. A relação Uosm/Posm foi de 3, sob desidratação adequada (indicada pela perda ponderal de 2%), tornando o diagnóstico mais provável de polidipsia primária. Resposta: E 37 P aciente sexo feminino 78 anos idade, com hx de diabetes tipo 2, hipertensão arterial, dislipidemia, doença arterial coronariana (s/ p angioplastia 2x) queixando se de astenia e dispnéia aos pequenos esforços, achados pertinentes ao exame físico são: P A 110/ 60, P ulso 120 ppm, jugulares túrgidas, estertores crepitantes nas bases de ambos pulmões, hepatomegalia e edema membros inferiores ++. P aciente fazendo uso de metformina 850 mg 3 x ao dia, glibenclamida 2,5 mg 3x ao dia, rosiglitazona 4 mg 1 x ao dia e insulina nph 12 ui sc ao deitar. A conduta mais apropriada para este paciente seria: a) Intensificar insulinoterapia e solicitar consulta com cardiologista e nefrologista

7 b) Intensificar insulinoterapia, iniciar terapia com diurético de alça e suspender glibenclamida c) Internar paciente para insulinoterapia intensificada, suspender metformina e iniciar tratamento da insuficiência cardíaca. d) Internar paciente para insulinoterapia com aumento da dose da rosiglitazona para 2 x ao dia e da metformina para 3 x ao dia, iniciar tratamento da insuficiência cardíaca. e) Internar paciente para insulinoterapia intensificada, suspender todos agentes antidiabéticos orais, iniciar tratamento da insuficiência cardíaca e solicitar exames para avaliação de função renal e hepática O risco de insuficiência cardíaca (ICC) em diabéticos aumenta 2,4 vezes em homens e 5 vezes em mulheres. O diabetes mellitus tipo 2 predispõe a ICC independentemente de coexistir HAS ou doença coronariana. No caso acima o paciente desenvolveu um quadro de ICC classe III sendo contra indicado a glitazona assim como o metformin. Então se torna necessário internar o paciente insulinizar plenamente e descartar insuficiência renal e hepatopatia associados. Resposta: E 38 Assinale a única afirmação incorreta em relação a genética e os fatores ambientais na etiopatogenia do diabetes tipo 1: a) Mais de 95% de caucasianos com DM 1 possuem antígenos HLA DR3 e/ou DR4 comparado com 50% dos controles não diabéticos b) Estudos dos genes HLA classe II mostram que os loci HLA DQ2 e DQ8 são mais comuns nos pacientes com DM 1 c) A maior exposição solar com conseqüente maior ativação da vitamina D que com sua ação imunomoduladora explicaria o gradiente norte sul na incidência do diabetes tipo 1 ou seja a medida que se afasta da linha do Equador maior a prevalência do diabetes tipo 1 d) A teoria da higienização tenta demonstrar a menor incidência do DM 1 em crianças expostas apenas aos ambientes mais limpos e menor contato com diferentes antígenos preservando portanto o equilíbrio da relação entre as células TH1 e TH2 e) Embora não haja evidências de ação direta de vírus causando DM1 vários estudos mostram evidências indiretas de que infecções virais poderiam desencadear uma resposta auto imune em indivíduos geneticamente predispostos provocando o aparecimento do diabetes. Em particular mais de 90% dos pacientes com DM1 tem o halotipo HLA DR3, DQB1*0201 (DR3 DQ2) ou DR4, DQB1*0302 (DR4 DQ8), versus 40 % dos controles com outros halotipos, entretanto 30 % carreiam os 2 halotipos que lhes confere uma grande suscetibilidade. Vírus também pode causar DM1 em modelos animais tanto pelo seu efeito direto destruindo as células beta ou deflagrando um destruição auto imune a estas células. Acredita se que a vitamina D pode ser protetora para DM1, estudos em 7 países europeus mostraram que a suplementação com Vitamina D na primeira infância diminuía a incidência de DM1 nestes grupos quando comparados aos controles.

8 Resposta: D 39 As alternativas abaixo contêm doenças associadas à obesidade, exceto: a) Diabetes tipo 2, hipoventilação alveolar, esteato hepatite não alcoólica; b) Hipertrofia ventricular direita, fibrilação atrial, asma brônquica; c) Anovulação, diabetes gestacional, doença hemorroidária; d) Apnéia do sono, tireoidite de Hashimoto, esofagite de refluxo; e) Hipertrofia ventricular esquerda, hipertensão arterial, gota. A obesidade está associada a várias doenças clássicas como HAS, dislipidemia e diabetes mellitus. Entretanto várias outras patologias estão associadas à obesidade como a hipoventilaçao alveolar, asma, esteatose hepática, fibrilaçao atrial, anovulaçao, varizes, doença hemorroidária, esofagite de refluxo, gota e hipertrofia ventricular esquerda. A tireoidite de Hashimoto não está associada diretamente à obesidade, sendo uma doença auto imune com predominância feminina e a principal causa de hipotiroidismo no mundo. Resposta: D 40 Assinale a alternativa incorreta em relação ao sistema endocanabinóide: a) O 2 araquinoilglicerol é um canabinóide endógeno que liga se a receptores ainda não conhecidos; b) O agonismo de receptores canabinóides leva a hiperfagia e lipogênese; c) A anandamida é um canabinóide endógeno que faz parte das membranas celulares; d) O rimonabant é um antagonista canabinóide que leva a aumento da lipólise; e) O rimonabant possui ação central e periférica. O sistema endocanabinóide é um sistema fisiológico que compreende os receptores canabinóides, canabinóide tipo 1 (CB1) e tipo 2 (CB2) e os seus ligantes naturais; canabinóides endógenos a anadamida e o 2 araquinoilglicerol. Os canbinóides endógenos são lipídios (fosfolipídios) derivados das membranas celulares. Este sistema tem um papel tanto central como periférico na ingesta alimentar, no metabolismo da glicose e lipídios, no acúmulo de gorduras e na dependência da nicotina. O rimonabant é um bloqueador do receptor CB1 que existe tanto central como perifericamente que atua levando a diminuição da embesta alimentar e ação direta no tecido adiposo e fígado levando a melhora da resistência insulínica e perfil lipidico. O rimonabant possui os seus maiores efeitos na diminuição dos riscos cardiovasculares e na síndrome metabólica. Resposta: A 41 Estão relacionadas abaixo opções de tratamento cirúrgico da obesidade aceitas exceto por uma, já abandonada. Assinale a: a) Banda gástrica laparoscópica (lap band); b) Derivação jejunoileal; c) Derivação gastrojejunal com reconstrução em Y de Roux (Capella); d) Derivação bíliopancreática (Scopinaro); e) Gastroplastia vertical com anel.

9 Atualmente as técnicas cirúrgicas utilizadas são divididas em dois tipos as restritivas e as malabsortivas. As principais técnicas utilizadas e recomendadas são a derivação gastrojejunal em Y de Roux (Capella), gastroplastia vertical, as derivações biliopancreáticas e suas derivações e as bandas gástricas. A derivação jejunoileal foi uma das primeiras técnicas utilizadas em 1969 e logo foi abandonada devido às complicações. É uma técnica disabsortiva que conecta o jejuno próximo a válvula ileocecal que apesar dos excelentes resultados com a perda de peso está associada a graves complicações como insuficiência hepática, diarréia, distúrbios hiroeleltrolíticos, desnutrição, nefrolitiase e morte. Resposta: B 42 De acordo com a I Diretriz Brasileira de Diagnóstico e Tratamento da Síndrome Metabólica, que baseou se nos critérios do NCEP / ATP I I I, define se síndrome metabólica pela presença de: a)obesidade abdominal, elevação de triglicérides, redução de HDL colesterol, elevação de pressão arterial sistólica ou diastólica e glicemia de jejum alterada; b)obesidade abdominal mais 2 outros componentes entre elevação de triglicérides, redução de HDL colesterol, elevação de pressão arterial sistólica ou diastólica e glicemia de jejum alterada; c)3 componentes entre obesidade abdominal, elevação de triglicérides, redução de HDL colesterol, elevação de pressão arterial sistólica ou diastólica e glicemia de jejum alterada; d)obesidade abdominal, elevação de triglicérides, redução de HDL colesterol, elevação de pressão arterial sistólica ou diastólica e diabetes mellitus; e)obesidade abdominal mais 3 outros componentes entre elevação de triglicérides, redução de HDL colesterol, elevação de pressão arterial sistólica e diastólica, e diabetes mellitus. Atualmente segundo o NCEP/ATP III considera se Síndrome Metabólica a presença de pelo menos 3 dos 5 critérios abaixo: Cintura abdominal >120 cm em homens 88 cm em mulheres Triglicérides > = 150 mg/dl ou tratamento para hipertrigliceridemia Colesterol HDL < 40 em homens e < 50 mg/dl em mulheres ou tratamento para HDL c baixo Pressão arterial > = 130/85 mmhg ou tratamento para hipertensão Glicemia de jejum >= 110 mg/dl ou tratamento medicamentoso para hiperglicemia Resposta: C 43 Em 2006, a OMS colocou a obesidade como uma doença ligada à má nutrição, junto com a desnutrição. Segundo os dados mais recentes da P esquisa de Orçamentos Familiares de 2002/ 2003, a prevalência de desnutrição, sobrepeso e obesidade em adultos no Brasil, é, respectivamente de:

10 a)10%, 20% e 35%; b)4%, 40% e 11%; c)8%, 28% e 15%; d)11%, 35% e 14%; e)11%, 40% e 15%. Com base em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o levantamento mostra que enquanto a desnutrição caiu de 9,5% para 4% da população, o número de brasileiros gordos aumentou de 1975 a Atualmente, 40% dos adultos no país estão acima do peso considerado ideal, com Índice de Massa Corporal (IMC) superior a 25 (sobrepeso) e 11,1% enfrentam a obesidade. Ao se levar em conta o total de obesos IMC superior a 30, o percentual é de 8,8% para os homens e 12,7% para as mulheres. O problema se concentra nas regiões Sul e Sudeste, onde a obesidade afeta 9,8% dos homens e 14% das mulheres em média. Em relação à faixa de renda, os índices são maiores entre os homens mais ricos: nas famílias com renda per capita superior a cinco salários mínimos, o percentual aumenta para 13,5%.Entre as mulheres, no entanto, a obesidade ocorre de forma praticamente igual em todas as classes sociais, sendo um pouco maior (14,4%) nas famílias com renda per capita de um a dois salários mínimos. O IBGE ouviu pessoas com 20 anos ou mais de famílias das áreas urbanas e rurais de todo o País entre julho de 2002 e junho de Os dados são baseados no Índice de Massa Corporal (IMC). Resposta: B 44 A regulação do balanço energético envolve moléculas sinalizadoras produzidas perifericamente que levam informações ao SNC através da ligação a receptores hipotalâmicos, causando mudanças na ingestão e no gasto de calorias. Assinale a alternativa que apresenta apenas sinalizadores periféricos: a) Leptina e orexinas b) Ghrelina e neuropeptídeo Y (NPY) c) Oxintomodulina e peptídeo YY (PYY) d) Leptina e peptídeo relacionado ao agouti (AgRP) e) Insulina e eotaxina Das substâncias acima apenas a leptina, ghrelina, oxintomodulina, peptídeo YY e insulina são considerados moléculas sinalizadoras produzidas perifericamente que regulam a ingesta alimentar e o gasto calórico. O peptídeo YY é expresso pelas células da mucosa intestinal e sugere se que a regulação é neural, já que seus níveis plasmáticos aumentam quase que imediatamente após a ingestão alimentar. Obesos apresentam menor elevação dos níveis de PYY pós prandial, levando a uma maior ingestão calórica. A oxintomodulina (OXM) foi identificada como um supressor da ingestão alimentar sendo secretado na porção distal do intestino e parece agir diretamente nos centros hipotalâmicos para diminuir o apetite e ingestão calórica. A ghrelina é um dos mais importantes sinalizadores para o início da ingestão alimentar. Sua concentração mantém se alta nos períodos de jejum e nos períodos que antecedem as refeições, caindo imediatamente após a alimentação, o que também sugere um controle neural. A leptina e a insulina são hormônios secretados em proporção à massa adiposa e atuam, perifericamente, estimulando o catabolismo. No sistema nervoso central, a insulina e a leptina interagem com receptores hipotalâmicos favorecendo a saciedade. Indivíduos obesos têm maiores concentrações séricas destes hormônios e apresentam resistência à sua ação.

11 Resposta: C 45 Menino de 5 anos, com pubarca desde 2 anos, aumento de tamanho de pênis, acne, aumento de velocidade de crescimento. Ao exame estatura acima do 97º percentil, estadio puberal de Tanner P 4T6 (testículos de 6 ml). I dade óssea de 12 anos e 6 meses. O diagnóstico mais provável é a) Puberdade precoce verdadeira. b) Hiperplasia adrenal congênita c) Tumor testicular d) Hamartoma e) Tumor adrenal A questão acima apresenta uma caso de puberdade precoce que não segue a seqüência de puberdade, apresentando a pubarca aos 2 anos de idade com importante aumento da velocidade de crescimento, apesar do testículo já ter 6 ml aos 5 anos e não ser abaixo de 4 ml como se esperaria para a forma periférica. Deve ter havido uma maturação do eixo pelo estimulo excessivo dos andrógenos, nos levando ao diagnóstico de hiperplasia adrenal congênita. A acne e a grande discrepância de idade óssea realmente direciona mais o diagnóstico para HAC. Um harmatoma daria puberdade precoce central e o tumor de testículo poderia ser suspeitado pela palpação testicular, que neste caso não parece estar alterado, a não ser pelo volume para a idade. Para o tumor adrenal se esperaria uma evolução mais rápida do quadro de evolução puberal. Resposta: B

12 46 Em relação ao caso anterior, quais os exames são úteis na investigação: a) dosagem de 17 OH Progesterona e DHEA S, Teste do LHRH b) Ecografia testicular, dosagem de 17 OH Progesterona, Tomografia de supra renal, Teste do LHRH c) Teste do ACTH, dosagem de 17 OH Progesterona, Tomografia de supra renal d) Ddosagem de progesterona, Tomografia de supra renal, Teste do LHRH e) Tomografia de crânio, Teste do LHRH, Prolactina Observa se um menino de 5a totalmente virilizado com um testículo de 6mL. Essas características apontam para uma puberdade precoce periférica onde a principal causa seria a hiperplasia adrenal congênita. A dosagem da 17 OH progesterona é necessária para o diagnóstico. O diagnóstico diferencial com tumor adrenal deve ser feito sendo importante a dosagem do SDHEA. Apesar do testículo ser pequeno já existe um estímulo central, provavelmente pelo tempo de puberdade, ou seja, uma puberdade precoce periférica desencadeando uma puberdade precoce central. Assim, o teste do LHRH faz se necessário. O teste da cortrosina será necessário caso os níveis de 17 OH progesterona não estejam elevados e é mais indicado nas formas não clássicas. Os exames de imagem ficariam como segunda linha de investigação. Resposta: A 47 Uma paciente feminina de 56 anos apresenta quadro de depressão e obesidade. O único medicamento que usa é a terapia de reposição estrogênica via oral. Nos últimos meses tem ingerido bebida alcoólica diariamente (1 2 doses de uísque/ dia). Não fuma. Não faz atividade física. Foi ao médico por causa do quadro depressivo. Ao exame físico apresentava I MC 35 kg/ m 2, circunferência abdominal 95 cm, P A 140/ 100. Resultados de alguns exames pedidos: TSH 2,0; cortisol basal 35 µg/ dl (VR:5 25 µg/ dl); sódio 136 meq/ l; potássio 4,1 meq/ l; hemograma: VG 41%, VCM 100, leucócitos 7500, eosinófilos 2%, plaquetas ; colesterol total 205 mg/ dl, triglicerídios 250 mg/ dl, HDL 47 mg/ dl; glicemia de jejum 103 mg/ dl; creatinina 0,9 mg/ dl. Assinale a correta: a) Pode se tratar de quadro de Pseudo Cushing e a dosagem de cortisol à meia noite pode ajudar no diagnóstico diferencial com a Síndrome de Cushing b) Pode se tratar de quadro de Pseudo Cushing e a supressão com 1mg de dexametasona é um bom teste discriminatório para se excluir a Síndrome de Cushing c) A paciente apresenta Síndrome de Cushing, devendo se prosseguir a investigação para se determinar a etiologia d) A paciente pode apresentar Síndrome de Cushing e a dosagem de ACTH pode ser feita para se confirmar o diagnóstico e) O cortisol total está elevado devido ao aumento da albumina induzido pelo estrogênio oral

13 A paciente em questão tem duas condições associadas a estados de pseudo cushing que são alcoolismo e depressão. O cortisol a meia noite é um exame capaz de excluir a síndrome de Cushing. O teste de 1mg overnight tem baixa especificidade e falsos positivos podem ocorrer não sendo capaz de excluir esta patologia. O ACTH só deve ser utilizado após a confirmação do hipercortisolismo. O estrógeno oral não leva a aumento da albumina. Resposta: A 48 Sobre as supra renais, é incorreto afirmar: a) Os mineralocorticóides são produzidos pela zona glomerulosa sob a regulação do sistema renina angiotensina b) O cortisol, principal glicocorticóide, circula preferencialmente sob a forma livre c) A enzima 11β hidroxiesteróide desidrogenase tipo 2 transforma o cortisol em cortisona nos rins, representando uma importante via de inativação do cortisol d) A secreção de desidroepiandrosterona (DHEA) diminui consideravelmente com a idade e) O ciclo sono vigília, o estresse e o feedback negativo do cortisol são os principais reguladores da secreção de CRH O cortisol é transportado combinado a globulina fixadora de cortisol (transcortina) e em menos extensão a albumina (94%), apenas uma pequena porção circula na forma livre (6%) Resposta: B 49 Qual o tipo de hormonio adenohipofisario mais expresso por imunohistoquimica em adenomas hipofisários clinicamente não funcionantes? a) ACTH b) TSH c) gonadotrofinas d) GH e) prolactina Em relação aos adenomas não funcionantes: 80 86% produzem gonadotrofinas intactas ou as suas subunidades α e β. 8.1% produzem ACTH 2.4% produzem GH Resposta: C

14 50 Você faz diagnóstico de prolactinoma em 3 irmãos respectivamente com 30, 40 e 54 anos. Dos exames abaixo, na investigação etiológica, qual dos exames abaixo você não solicitaria. a) Cálcio plasmático b) Glicemia c) Gastrina d) Calcitonina e) PTH Como existam 03 irmãos com uma lesão hipofisária (prolactinoma) deve se lembrar de pesquisar NEM 1. Esta é uma doença autossômica dominante, caracterizada por hiperparatiroidismo primário (>90%); tumores das ilhotas pancreáticas (60 70%) como gastrinomas, insulinomas, glucagonomas e tumores hipofisários (10 20%) sendo os prolactinomas os mais freqüentes. Assim, pode se solicitar cálcio, PTH, glicose, gastrina. A dosagem de calcitonina é indicada nos casos de carcinoma medular de tireóide que faz parte do quadro clínico das NEM 2A e 2B. Resposta: D

ALTERAÇÕES METABÓLICAS NA GRAVIDEZ

ALTERAÇÕES METABÓLICAS NA GRAVIDEZ ALTERAÇÕES METABÓLICAS NA GRAVIDEZ CUSTO ENERGÉTICO DA GRAVIDEZ CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO FETAL SÍNTESE DE TECIDO MATERNO 80.000 kcal ou 300 Kcal por dia 2/4 médios 390 Kcal depósito de gordura- fase

Leia mais

Alterações Metabolismo Carboidratos DIABETES

Alterações Metabolismo Carboidratos DIABETES 5.5.2009 Alterações Metabolismo Carboidratos DIABETES Introdução Diabetes Mellitus é uma doença metabólica, causada pelo aumento da quantidade de glicose sanguínea A glicose é a principal fonte de energia

Leia mais

Células A (25%) Glucagon Células B (60%) Insulina Células D (10%) Somatostatina Células F ou PP (5%) Polipeptídeo Pancreático 1-2 milhões de ilhotas

Células A (25%) Glucagon Células B (60%) Insulina Células D (10%) Somatostatina Células F ou PP (5%) Polipeptídeo Pancreático 1-2 milhões de ilhotas Instituto Biomédico Departamento de Fisiologia e Farmacologia Disciplina: Fisiologia II Curso: Medicina Veterinária Pâncreas Endócrino Prof. Guilherme Soares Ilhotas Células A (25%) Glucagon Células B

Leia mais

Cetoacidose Diabética. Prof. Gilberto Perez Cardoso Titular de Medicina Interna UFF

Cetoacidose Diabética. Prof. Gilberto Perez Cardoso Titular de Medicina Interna UFF Cetoacidose Diabética Prof. Gilberto Perez Cardoso Titular de Medicina Interna UFF Complicações Agudas do Diabetes Mellitus Cetoacidose diabética: 1 a 5% dos casos de DM1 Mortalidade de 5% Coma hiperglicêmico

Leia mais

PERFIL PANCREÁTICO. Prof. Dr. Fernando Ananias. MONOSSACARÍDEOS Séries das aldoses

PERFIL PANCREÁTICO. Prof. Dr. Fernando Ananias. MONOSSACARÍDEOS Séries das aldoses PERFIL PANCREÁTICO Prof. Dr. Fernando Ananias MONOSSACARÍDEOS Séries das aldoses 1 DISSACARÍDEO COMPOSIÇÃO FONTE Maltose Glicose + Glicose Cereais Sacarose Glicose + Frutose Cana-de-açúcar Lactose Glicose

Leia mais

Aula 10: Diabetes Mellitus (DM)

Aula 10: Diabetes Mellitus (DM) Aula 10: Diabetes Mellitus (DM) Diabetes Mellitus (DM) Doença provocada pela deficiência de produção e/ou de ação da insulina, que leva a sintomas agudos e a complicações crônicas características; Insulina:

Leia mais

47 Por que preciso de insulina?

47 Por que preciso de insulina? A U A UL LA Por que preciso de insulina? A Medicina e a Biologia conseguiram decifrar muitos dos processos químicos dos seres vivos. As descobertas que se referem ao corpo humano chamam mais a atenção

Leia mais

Hipertensão arterial. Casos clínicos. A. Galvão-Teles 22º CURSO NEDO PÓS-GRADUADO DE ENDOCRINOLOGIA ENDOCRINOLOGIA EM CASOS CLÍNICOS

Hipertensão arterial. Casos clínicos. A. Galvão-Teles 22º CURSO NEDO PÓS-GRADUADO DE ENDOCRINOLOGIA ENDOCRINOLOGIA EM CASOS CLÍNICOS 22º CURSO NEDO PÓS-GRADUADO DE ENDOCRINOLOGIA ENDOCRINOLOGIA EM CASOS CLÍNICOS Casos clínicos Hipertensão arterial A. Galvão-Teles Viseu, Outubro de 2012 Caso Clínico 1 Motivo consulta: Bócio Mulher de

Leia mais

As principais causas de diabetes insípidus central são tumores que acometem a região hipotalâmica hipofisária, como por exemplo:

As principais causas de diabetes insípidus central são tumores que acometem a região hipotalâmica hipofisária, como por exemplo: Diabetes insípidus O que é Diabetes insípidus? Diabetes insípidus consiste em um distúrbio de controle da água no organismo, no qual os rins não conseguem reter adequadamente a água que é filtrada. Como

Leia mais

TRATAMENTO MEDICAMENTOSO DO DIABETES MELLITUS: SULFONILUREIAS E BIGUANIDAS

TRATAMENTO MEDICAMENTOSO DO DIABETES MELLITUS: SULFONILUREIAS E BIGUANIDAS UNIVERSIDADE DE UBERABA LIGA DE DIABETES 2013 TRATAMENTO MEDICAMENTOSO DO DIABETES MELLITUS: SULFONILUREIAS E BIGUANIDAS PALESTRANTES:FERNANDA FERREIRA AMUY LUCIANA SOUZA LIMA 2013/2 CRITÉRIOS PARA ESCOLHA

Leia mais

12 PROVA DE CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS MÉDICO ENDOCRINOLOGISTA

12 PROVA DE CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS MÉDICO ENDOCRINOLOGISTA 12 PROVA DE CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS MÉDICO ENDOCRINOLOGISTA QUESTÃO 21 Em relação ao metabolismo do iodo e dos hormônios tireoidianos, é correto afirmar, EXCETO: a) A biossíntese dos hormônios tireoidianos

Leia mais

Tipos de Diabetes. Diabetes Gestacional

Tipos de Diabetes. Diabetes Gestacional Tipos de Diabetes Diabetes Gestacional Na gravidez, duas situações envolvendo o diabetes podem acontecer: a mulher que já tinha diabetes e engravida e o diabetes gestacional. O diabetes gestacional é a

Leia mais

OBESIDADE MÓRBIDA. 2012 doutorpinnacabral.com.br Este documento é original e não pode ser modificado!

OBESIDADE MÓRBIDA. 2012 doutorpinnacabral.com.br Este documento é original e não pode ser modificado! OBESIDADE MÓRBIDA Este documento é original e não pode ser modificado! SENTE-SE SOLITÁRIO? PESO IDEAL E IMC Peso ideal: altura X altura X 25 = Exemplo: 1.72 X 1.72 X 25 = 74 kg Excesso de peso : 89 kg

Leia mais

DIABETES MELLITUS. Prof. Claudia Witzel

DIABETES MELLITUS. Prof. Claudia Witzel DIABETES MELLITUS Diabetes mellitus Definição Aumento dos níveis de glicose no sangue, e diminuição da capacidade corpórea em responder à insulina e ou uma diminuição ou ausência de insulina produzida

Leia mais

DIABETES MELLITUS DIABETES MELLITUS DIABETES MELLITUS DIABETES MELLITUS DIABETES MELLITUS DIABETES MELLITUS 18/9/2014

DIABETES MELLITUS DIABETES MELLITUS DIABETES MELLITUS DIABETES MELLITUS DIABETES MELLITUS DIABETES MELLITUS 18/9/2014 UNESC ENFERMAGEM SAÚDE DO ADULTO PROFª.: FLÁVIA NUNES O Diabetes Mellitus configura-se hoje como uma epidemia mundial, traduzindo-se em grande desafio para os sistemas de saúde de todo o mundo. O envelhecimento

Leia mais

Sistema endócrino + Sistema nervoso. integração e controle das funções do organismo

Sistema endócrino + Sistema nervoso. integração e controle das funções do organismo Sistema endócrino Sistema endócrino + Sistema nervoso integração e controle das funções do organismo Sistema endócrino Conjunto de glândulas endócrinas que secretam hormônio Relembrando Glândulas que liberam

Leia mais

Sybelle de Araujo Cavalcante Nutricionista

Sybelle de Araujo Cavalcante Nutricionista Secretaria de Estado da Saúde - SESAU Superintendência de Assistência em Saúde SUAS Diretoria de Atenção Básica - DAB Gerência do Núcleo do Programa Saúde e Nutrição Sybelle de Araujo Cavalcante Nutricionista

Leia mais

Sistema Endócrino II - Hormônios

Sistema Endócrino II - Hormônios Ciências Morfofuncionais III Sistema Endócrino II - Hormônios Natureza, química e funções Professores: Felipe, Jean-Pierre e Olivia Endocrinologia Estudo das secreções internas do organismo Hormônios São

Leia mais

ENFRENTAMENTO DA OBESIDADE ABORDAGEM TERAPÊUTICA

ENFRENTAMENTO DA OBESIDADE ABORDAGEM TERAPÊUTICA ENFRENTAMENTO DA OBESIDADE ABORDAGEM TERAPÊUTICA Obesidade 300 mil mortes / ano; 100 bi dólares / ano; O excesso de peso (IMC >25) acomete de 15% a 60% da população de todos os países civilizados. EUA...

Leia mais

COMO SE DESENVOLVE OU SE ADQUIRE?

COMO SE DESENVOLVE OU SE ADQUIRE? Obesidade O QUE É? Denomina-se obesidade uma enfermidade caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura corporal, associada a problemas de saúde, ou seja, que traz prejuízos à saúde do indivíduo. COMO

Leia mais

Complicações Metabólicas da Terapia Anti-retroviral

Complicações Metabólicas da Terapia Anti-retroviral Complicações Metabólicas da Terapia Anti-retroviral Dra. Daisy Maria Machado Universidade Federal de São Paulo Centro de Referência e Treinamento em DST-AIDS 2004 Terapia Anti-retroviral HAART: Redução

Leia mais

Os efeitos endocrinológicos na cirurgia da obesidade.

Os efeitos endocrinológicos na cirurgia da obesidade. Os efeitos endocrinológicos na cirurgia da obesidade. Dr. Izidoro de Hiroki Flumignan Médico endocrinologista e sanitarista Equipe CETOM Centro de Estudos e Tratamento para a Obesidade Mórbida. Diretor

Leia mais

Protocolo para controle glicêmico em paciente não crítico HCFMUSP

Protocolo para controle glicêmico em paciente não crítico HCFMUSP Protocolo para controle glicêmico em paciente não crítico HCFMUSP OBJETIVOS DE TRATAMENTO: Alvos glicêmicos: -Pré prandial: entre 100 e 140mg/dL -Pós prandial: < 180mg/dL -Evitar hipoglicemia Este protocolo

Leia mais

DIABETES MELLITUS. Dra. Luciana N Cosenso Martin Disciplina de Clínica Médica FAMERP

DIABETES MELLITUS. Dra. Luciana N Cosenso Martin Disciplina de Clínica Médica FAMERP DIABETES MELLITUS Dra. Luciana N Cosenso Martin Disciplina de Clínica Médica FAMERP DIABETES MELLITUS DEFINIÇÃO Síndrome de etiologia múltipla decorrente da falta de ação de insulina e/ou da incapacidade

Leia mais

SISTEMA ENDÓCRINO. Prof. Diego Ceolin

SISTEMA ENDÓCRINO. Prof. Diego Ceolin SISTEMA ENDÓCRINO Prof. Diego Ceolin INTRODUÇÃO Função: Atua juntamente com o sistema nervoso para o equilíbrio corporal ( Homeostase ) HOMEOSTASE Tendência permanente do organismo manter a constância

Leia mais

AGENTE DE FÉ E DO CORAÇÃO PASTORAL NACIONAL DA SAÚDE 04 de outubro de 2013. Dislipidemias

AGENTE DE FÉ E DO CORAÇÃO PASTORAL NACIONAL DA SAÚDE 04 de outubro de 2013. Dislipidemias AGENTE DE FÉ E DO CORAÇÃO PASTORAL NACIONAL DA SAÚDE 04 de outubro de 2013 Dislipidemias Raul D. Santos Unidade Clínica de Lípides InCor-HCFMUSP Faculdade de Medicina da USP Metabolismo do colesterol,

Leia mais

10/09/2015. Glândula pineal. Hormônio Melatonina : produzido à noite, na ausência de luz. Crescimento; Regulação do sono; CONTROLE HORMONAL

10/09/2015. Glândula pineal. Hormônio Melatonina : produzido à noite, na ausência de luz. Crescimento; Regulação do sono; CONTROLE HORMONAL Glândulas endócrinas e tecidos que secretam hormônios; Coordena funções do organismo CONTROLE HORMONAL S. Nervoso + S. endócrino = Homeostase Mensageiros químicos; Atuam em um tecido ou órgão alvo específico;

Leia mais

Bases Moleculares da Obesidade e Diabetes Síndromes que Causam Obesidade Prof. Carlos Castilho de Barros

Bases Moleculares da Obesidade e Diabetes Síndromes que Causam Obesidade Prof. Carlos Castilho de Barros Bases Moleculares da Obesidade e Diabetes Síndromes que Causam Obesidade Prof. Carlos Castilho de Barros http://wp.ufpel.edu.br/obesidadediabetes/ Fígado Estômago e Intestino delgado Localização Córtex

Leia mais

Universidade Federal de Pernambuco Centro de Ciências Biológicas Departamento de Bioquímica. Aula Teórica: Hormônios I

Universidade Federal de Pernambuco Centro de Ciências Biológicas Departamento de Bioquímica. Aula Teórica: Hormônios I Universidade Federal de Pernambuco Centro de Ciências Biológicas Departamento de Bioquímica Aula Teórica: Hormônios I Disciplina: Bioquímica Curso: Ciências Farmacêuticas Priscilla Stela Santana de Oliveira

Leia mais

Diabetes INVESTIGAÇÕES BIOQUÍMICAS ESPECIALIZADAS

Diabetes INVESTIGAÇÕES BIOQUÍMICAS ESPECIALIZADAS DIABETES Diabetes INVESTIGAÇÕES BIOQUÍMICAS ESPECIALIZADAS Homeostasia da glucose ACÇÃO DA INSULINA PÂNCREAS Gluconeogénese Glicogenólise Lipólise Cetogénese Proteólise INSULINA GO GO GO GO GO Absorção

Leia mais

Diabetes mellitus tipo 2 Resumo de diretriz NHG M01 (terceira revisão, outubro 2013)

Diabetes mellitus tipo 2 Resumo de diretriz NHG M01 (terceira revisão, outubro 2013) Diabetes mellitus tipo 2 Resumo de diretriz NHG M01 (terceira revisão, outubro 2013) Rutten GEHM De Grauw WJC Nijpels G Houweling ST Van de Laar FA Bilo HJ Holleman F Burgers JS Wiersma Tj Janssen PGH

Leia mais

IGF-1 e IGFBP-3 > - 1DP (ou normais) Teste de estímulo para GH Baixa probabilidade de deficiência de GH. GH > 5,5 ng/ml

IGF-1 e IGFBP-3 > - 1DP (ou normais) Teste de estímulo para GH Baixa probabilidade de deficiência de GH. GH > 5,5 ng/ml AVALIAÇÃO DE BAIXA ESTATURA Criança com estatura > -2 DP para idade e sexo Crianças com estatura < -2 DP ou velocidade de crescimento < -1 DP ou com mudança no canal de crescimento Observar dados clínicos

Leia mais

Teste para a Pesquisa de Receptores Hormonais Ilícitos nas Glândulas Supra- Renais Contra-indicações à realização do teste:

Teste para a Pesquisa de Receptores Hormonais Ilícitos nas Glândulas Supra- Renais Contra-indicações à realização do teste: Teste para a Pesquisa de Receptores Hormonais Ilícitos nas Glândulas Supra- Renais O teste consiste na dosagem dos níveis séricos de cortisol e ACTH, após um estímulo hormonal ou farmacológico in vivo

Leia mais

Visão geral dos antidiabéticos orais tradicionais: secretagogos, inibidores da alfa-glicosidase e sensibilizadores de insulina

Visão geral dos antidiabéticos orais tradicionais: secretagogos, inibidores da alfa-glicosidase e sensibilizadores de insulina Visão geral dos antidiabéticos orais tradicionais: secretagogos, inibidores da alfa-glicosidase e sensibilizadores de insulina INTRODUÇÃO O controle da hiperglicemia em longo prazo é essencial para a manutenção

Leia mais

Abordagem Diagnóstica e Terapêutica da Diabete Melito Não Complicada em Cães

Abordagem Diagnóstica e Terapêutica da Diabete Melito Não Complicada em Cães Abordagem Diagnóstica e Terapêutica da Diabete Melito Não Complicada em Cães Cecilia Sartori Zarif Residente em Clínica e Cirurgia de Pequenos Animais da UFV Distúrbio do Pâncreas Endócrino Diabete Melito

Leia mais

EXERCÍCIO E DIABETES

EXERCÍCIO E DIABETES EXERCÍCIO E DIABETES Todos os dias ouvimos falar dos benefícios que os exercícios físicos proporcionam, de um modo geral, à nossa saúde. Pois bem, aproveitando a oportunidade, hoje falaremos sobre a Diabetes,

Leia mais

A SAÚDE DO OBESO Equipe CETOM

A SAÚDE DO OBESO Equipe CETOM A SAÚDE DO OBESO Dr. Izidoro de Hiroki Flumignan Médico endocrinologista e sanitarista Equipe CETOM Centro de Estudos e Tratamento para a Obesidade Mórbida. Diretor do Instituto Flumignano de Medicina

Leia mais

DIABETES MELLITUS. Ricardo Rodrigues Cardoso Educação Física e Ciências do DesportoPUC-RS

DIABETES MELLITUS. Ricardo Rodrigues Cardoso Educação Física e Ciências do DesportoPUC-RS DIABETES MELLITUS Ricardo Rodrigues Cardoso Educação Física e Ciências do DesportoPUC-RS Segundo a Organização Mundial da Saúde, existem atualmente cerca de 171 milhões de indivíduos diabéticos no mundo.

Leia mais

Diabetes Mellitus Tipo 1

Diabetes Mellitus Tipo 1 Diabetes Mellitus Tipo 1 Doença decorrente do mal funcionamento das células β do pâncreas, que são produtoras do hormônio insulina. Este tem a função de colocar a glicose sanguínea dentro das células.

Leia mais

PUBERDADE. Fase fisiológica com duração de 2 a 5 anos, durante a qual ocorre a maturação sexual

PUBERDADE. Fase fisiológica com duração de 2 a 5 anos, durante a qual ocorre a maturação sexual Puberdade PUBERDADE Transição entre a infância e a vida adulta Transformações físicas e psíquicas complexas Fase fisiológica com duração de 2 a 5 anos, durante a qual ocorre a maturação sexual Desenvolvimento

Leia mais

GH EM NEONATOLOGIA GH EM NEONATOLOGIA GH EM NEONATOLOGIA GH EM NEONATOLOGIA HIPOGLICEMIA NEONATAL HIPOGLICEMIA NEONATAL DOENÇA DA HIPÓFISE

GH EM NEONATOLOGIA GH EM NEONATOLOGIA GH EM NEONATOLOGIA GH EM NEONATOLOGIA HIPOGLICEMIA NEONATAL HIPOGLICEMIA NEONATAL DOENÇA DA HIPÓFISE Nice Testa Rezende HIPOGLICEMIA NEONATAL DOENÇA DA HIPÓFISE INSUFICIÊNICA ADRENAL PRIMÁRIA HIPERINSULINISMO DOENÇA METABÓLICA HIPOGLICEMIA NEONATAL HIPOPITUITARISMO OU DEFICIÊNCIA ISOLADA DE GH 1 DOENÇA

Leia mais

Sistema Endócrino. Introdução. Glândulas e suas secreções. 1. Hipotálamo: 2. Hipófise anterior (adeno-hipófise):

Sistema Endócrino. Introdução. Glândulas e suas secreções. 1. Hipotálamo: 2. Hipófise anterior (adeno-hipófise): Introdução Sistema Endócrino O sistema endócrino é composto por um grupo de tecidos especializados (glândulas) cuja função é produzir e liberar na corrente sanguínea substâncias chamadas Hormônios. Os

Leia mais

Como interpretar a Gasometria de Sangue Arterial

Como interpretar a Gasometria de Sangue Arterial Como interpretar a Gasometria de Sangue Arterial Sequência de interpretação e estratificação de risco 08/01/2013 Daniela Carvalho Objectivos da Tertúlia Sequência de interpretação da GSA - Método dos 3

Leia mais

exercício físico na obesidade e síndrome metabólica

exercício físico na obesidade e síndrome metabólica exercício físico na obesidade e síndrome metabólica CONCEITOS Atividade Física é qualquer movimento corporal produzido pelos músculos esqueléticos que resultam em gasto energético; Exercício é uma atividade

Leia mais

AMENORRÉIA Cynthia Salgado Lucena Caso Clínico/ Abril- 2011

AMENORRÉIA Cynthia Salgado Lucena Caso Clínico/ Abril- 2011 AMENORRÉIA Cynthia Salgado Lucena Caso Clínico/ Abril- 2011 ASPECTOS GERAIS: Mamas presentes/ FSH nl/ útero ausente: Agenesia mülleriana e sínd de resistência completa aos androgênios. Dosar testosterona.

Leia mais

Disciplina de BIOQUÍMICA do Ciclo Básico de MEDICINA Universidade dos Açores. 1º Ano ENSINO PRÁTICO DIABETES MELLITUS

Disciplina de BIOQUÍMICA do Ciclo Básico de MEDICINA Universidade dos Açores. 1º Ano ENSINO PRÁTICO DIABETES MELLITUS Disciplina de BIOQUÍMICA do Ciclo Básico de MEDICINA Universidade dos Açores 1º Ano ENSINO PRÁTICO DIABETES MELLITUS Diabetes Mellitus É a doença endócrina mais comum encontrada na clínica; - Caracterizada

Leia mais

RISCO PRESUMIDO PARA DOENÇAS CORONARIANAS EM SERVIDORES ESTADUAIS

RISCO PRESUMIDO PARA DOENÇAS CORONARIANAS EM SERVIDORES ESTADUAIS 8. CONEX Apresentação Oral Resumo Expandido 1 ÁREA TEMÁTICA: SAÚDE RISCO PRESUMIDO PARA DOENÇAS CORONARIANAS EM SERVIDORES ESTADUAIS Apresentador 1 SILVA,Claudia Fagundes e Apresentador 2 PLOCHARSKI, Mayara

Leia mais

PREVALÊNCIA DOS FATORES DE RISCO PARA DIABETES MELLITUS TIPO 2 EM POPULAÇÃO ATENDIDA EM APARECIDA DE GOIÂNIA PELA LIGA ACADÊMICA DE DIABETES DA UFG

PREVALÊNCIA DOS FATORES DE RISCO PARA DIABETES MELLITUS TIPO 2 EM POPULAÇÃO ATENDIDA EM APARECIDA DE GOIÂNIA PELA LIGA ACADÊMICA DE DIABETES DA UFG PREVALÊNCIA DOS FATORES DE RISCO PARA DIABETES MELLITUS TIPO 2 EM POPULAÇÃO ATENDIDA EM APARECIDA DE GOIÂNIA PELA LIGA ACADÊMICA DE DIABETES DA UFG CAMPOS NETO, Moacir Batista de¹; SANTOS, Débora Ferreira

Leia mais

Excreção. Manutenção do equilíbrio de sal, água e remoção de excretas nitrogenadas.

Excreção. Manutenção do equilíbrio de sal, água e remoção de excretas nitrogenadas. Fisiologia Animal Excreção Manutenção do equilíbrio de sal, água e remoção de excretas nitrogenadas. Sistema urinario Reabsorção de açucar, Glicose, sais, água. Regula volume sangue ADH: produzido pela

Leia mais

Cartilha de Prevenção. ANS - nº31763-2. Diabetes. Fevereiro/2015

Cartilha de Prevenção. ANS - nº31763-2. Diabetes. Fevereiro/2015 Cartilha de Prevenção 1 ANS - nº31763-2 Diabetes Fevereiro/2015 Apresentação Uma das missões da Amafresp é prezar pela qualidade de vida de seus filiados e pela prevenção através da informação, pois esta

Leia mais

Hormonas e mensageiros secundários

Hormonas e mensageiros secundários Hormonas e mensageiros secundários Interrelação entre os tecidos Comunicação entre os principais tecidos Fígado tecido adiposo hormonas sistema nervoso substratos em circulação músculo cérebro 1 Um exemplo

Leia mais

ALTERAÇÕES METABÓLICAS NO PERFIL LIPÍDICO E GLICÊMICO DE PACIENTES HIV POSITIVOS QUE FAZEM USO DE ANTIRETROVIRAIS

ALTERAÇÕES METABÓLICAS NO PERFIL LIPÍDICO E GLICÊMICO DE PACIENTES HIV POSITIVOS QUE FAZEM USO DE ANTIRETROVIRAIS ALTERAÇÕES METABÓLICAS NO PERFIL LIPÍDICO E GLICÊMICO DE PACIENTES HIV POSITIVOS QUE FAZEM USO DE ANTIRETROVIRAIS Greice Rodrigues Bittencourt Introdução A terapia antiretroviral contemporânea (TARV) baseado

Leia mais

O diabetes mellitus associado à gravidez pode ser classificado como: Diabetes gestacional (diagnosticado durante a gravidez).

O diabetes mellitus associado à gravidez pode ser classificado como: Diabetes gestacional (diagnosticado durante a gravidez). 1 DIABETES NA GRAVIDEZ 1 a edição: setembro/2008 Próxima revisão prevista para setembro/2010 O diabetes mellitus é doença metabólica crônica, caracterizada por hiperglicemia. É responsável por índices

Leia mais

DIABETES MELLITUS PATRÍCIA DUPIM

DIABETES MELLITUS PATRÍCIA DUPIM DIABETES MELLITUS PATRÍCIA DUPIM Introdução É um conjunto de doenças metabólicas que provocam hiperglicemia por deficiência de insulina Essa deficiência pode ser absoluta, por baixa produção, ou relativa

Leia mais

0800 30 30 03 www.unimedbh.com.br

0800 30 30 03 www.unimedbh.com.br ANS - Nº 34.388-9 0800 30 30 03 www.unimedbh.com.br Março 2007 Programa de Atenção ao Diabetes O que é diabetes? AUnimed-BH preocupa-se com a saúde e o bem-estar dos seus clientes, por isso investe em

Leia mais

Diagnóstico. Exame Laboratorial. Poliúria Polidpsia Polifagia

Diagnóstico. Exame Laboratorial. Poliúria Polidpsia Polifagia Diabetes Mellitus É concebido por um conjunto de distúrbios metabólicos, caracterizado por hiperglicemia resultando de defeitos na secreção de insulina e/ou na sua atividade Report of Expert Committe on

Leia mais

Anatomia e Fisiologia Humana

Anatomia e Fisiologia Humana Introdução Boa parte do funcionamento do corpo humano depende da comunicação entre as células por meio de mensageiros químicos que viajam pelos sangue. Conjunto de células produtoras de hormônios. Hormônios

Leia mais

Estrutura adrenal. Função da medula adrenal. Função da medula adrenal. Funções do córtex adrenal. Funções do córtex adrenal. Funções do córtex adrenal

Estrutura adrenal. Função da medula adrenal. Função da medula adrenal. Funções do córtex adrenal. Funções do córtex adrenal. Funções do córtex adrenal Estrutura adrenal Função da medula adrenal O córtex compreende a zona glomerulosa, secretora dos minelocorticóides, e a zona reticulada, secretora de glicocorticóides e dos androgênios adrenais. A medula

Leia mais

Em pleno novo milênio nossa sociedade aparece com uma

Em pleno novo milênio nossa sociedade aparece com uma 8 Epidemiologia da Atividade Física & Doenças Crônicas: Diabetes Dênis Marcelo Modeneze Graduado em Educação Física Mestre em Educação Física na Área de Atividade Física, Adaptação e Saúde-UNICAMP Em pleno

Leia mais

Sistema endócrino. Apostila 3 Página 22

Sistema endócrino. Apostila 3 Página 22 Sistema endócrino Apostila 3 Página 22 Sistema mensageiro Hormônios: informacionais, produzidas pelas glândulas endócrinas e distribuídas pelo sangue. Órgão-alvo: reage ao estímulo do hormônio. Sistema

Leia mais

ASSISTÊNCIA EM MASTOLOGIA

ASSISTÊNCIA EM MASTOLOGIA ASSISTÊNCIA EM MASTOLOGIA I - Ações da Unidade Básica: 1) Estímulo ao auto-exame de mamas 2) Exame clínico das mamas como parte integrante e obrigatória das consultas ginecológicas e de pré natal 3) Solicitação

Leia mais

HIPOTIROIDISMO INTRODUÇÃO

HIPOTIROIDISMO INTRODUÇÃO HIPOTIROIDISMO INTRODUÇÃO Deficiência hormonal mais comum Produção ou ação deficiente dos hormônios tiroidianos Prevalência de 2 a 3% na população geral Mais comum em mulheres (10:1), idosos e brancos

Leia mais

METABOLISMO DE LIPÍDEOS

METABOLISMO DE LIPÍDEOS METABOLISMO DE LIPÍDEOS 1. Β-oxidação de ácidos graxos - Síntese de acetil-coa - ciclo de Krebs - Cadeia transportadora de elétrons e fosforilação oxidativa 2. Síntese de corpos cetônicos 3. Síntese de

Leia mais

Os portadores de diabetes representam 30% dos pacientes que se internam em unidades coronarianas.

Os portadores de diabetes representam 30% dos pacientes que se internam em unidades coronarianas. A Diabetes é a sexta causa mais frequente de internação hospitalar e contribui de forma significativa (30% a 50%) para outras causas como cardiopatias isquêmicas, insuficiência cardíacas, AVC e hipertensão.

Leia mais

Glândulas endócrinas:

Glândulas endócrinas: SISTEMA ENDOCRINO Glândulas endócrinas: Funções: Secreções de substâncias (hormônios) que atuam sobre célula alvo Regulação do organismo (homeostase) Hormônios: Substâncias químicas que são produzidas

Leia mais

Sumário. Data: 06/12/2013 NT 245 /2013. Medicamento x Material Procedimento Cobertura

Sumário. Data: 06/12/2013 NT 245 /2013. Medicamento x Material Procedimento Cobertura NT 245 /2013 Solicitante: Ilmo Dr RODRIGO DIAS DE CASTRO Juiz de Direito Comarca de Campestre Data: 06/12/2013 Medicamento x Material Procedimento Cobertura Número do processo: 0023168-04.2013.8.13.0110

Leia mais

Sistema endócrino I. As células produtoras de hormônios estão geralmente reunidas em órgãos denominados glândulas endócrinas.

Sistema endócrino I. As células produtoras de hormônios estão geralmente reunidas em órgãos denominados glândulas endócrinas. RESUMO DE AULA Sistema endócrino I O funcionamento e equilíbrio fisiológico do corpo humano dependem em parte da comunicação entre as células por meio de mensageiros químicos denominados de hormônios.

Leia mais

Suco de Laranja diminui o Estresse Oxidativo, Diabetes e o Risco de Doenças Cardiovasculares

Suco de Laranja diminui o Estresse Oxidativo, Diabetes e o Risco de Doenças Cardiovasculares Suco de Laranja diminui o Estresse Oxidativo, Diabetes e o Risco de Doenças Cardiovasculares Ms. Jacqueline Queiroz Silveira Nutricionista e Doutoranda Faculdade de Ciências Farmacêuticas - UNESP Araraquara

Leia mais

Curso: Integração Metabólica

Curso: Integração Metabólica Curso: Integração Metabólica Aula 9: Sistema Nervoso Autônomo Prof. Carlos Castilho de Barros Sistema Nervoso Sistema Nervoso Central Sistema Nervoso Periférico Sensorial Motor Somático Autônomo Glândulas,

Leia mais

Profa. Fernanda Oliveira Magalhães

Profa. Fernanda Oliveira Magalhães Profa. Fernanda Oliveira Magalhães Conceito Importância - Prevalência Classificação Diagnóstico Tratamento Não farmacológico Farmacológico Diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes, 2011 www.diabetes.org.br

Leia mais

ALTERAÇÕES RENAIS. Texto extraído do Editorial do Endocrinologia&Diabetes clínica e experimental vol. 7 número 3, julho/2007.

ALTERAÇÕES RENAIS. Texto extraído do Editorial do Endocrinologia&Diabetes clínica e experimental vol. 7 número 3, julho/2007. ALTERAÇÕES RENAIS E.D. teve seu diabetes diagnosticado em 1985, nessa época tinha 45 anos e não deu muita importância para os cuidados que seu médico lhe havia recomendado, sua pressão nesta época era

Leia mais

VI - Diabetes hiperglicémia

VI - Diabetes hiperglicémia VI - Diabetes A Diabetes mellitus é uma doença caracterizada por deficiência na produção da insulina, aumento da sua destruição ou ineficiência na sua acção. Tem como consequência principal a perda de

Leia mais

Diabetes Mellitus em animais de companhia. Natália Leonel Ferreira 2º ano Medicina Veterinária

Diabetes Mellitus em animais de companhia. Natália Leonel Ferreira 2º ano Medicina Veterinária Diabetes Mellitus em animais de companhia Natália Leonel Ferreira 2º ano Medicina Veterinária O que é Diabetes Mellitus? É uma doença em que o metabolismo da glicose fica prejudicado pela falta ou má absorção

Leia mais

Veículo: Jornal da Comunidade Data: 24 a 30/07/2010 Seção: Comunidade Vip Pág.: 4 Assunto: Diabetes

Veículo: Jornal da Comunidade Data: 24 a 30/07/2010 Seção: Comunidade Vip Pág.: 4 Assunto: Diabetes Veículo: Jornal da Comunidade Data: 24 a 30/07/2010 Seção: Comunidade Vip Pág.: 4 Assunto: Diabetes Uma vida normal com diabetes Obesidade, histórico familiar e sedentarismo são alguns dos principais fatores

Leia mais

Hipófise. 1.1. Relações anatômicas. Hipotálamo interface entre os sistemas nervoso e endócrino. Remoção cirúrgica morte 1 a 2 dias

Hipófise. 1.1. Relações anatômicas. Hipotálamo interface entre os sistemas nervoso e endócrino. Remoção cirúrgica morte 1 a 2 dias 1. CARACTERÍSTICAS GERAIS DO SISTEMA HIPOTÂMICO HIPÓFISÁRIO 1.1. Relações anatômicas Hipófise Hipotálamo interface entre os sistemas nervoso e endócrino Infundíbulo Controla a função hipofisária através

Leia mais

Tratamento de diabetes: insulina e anti-diabéticos. Profa. Dra. Fernanda Datti

Tratamento de diabetes: insulina e anti-diabéticos. Profa. Dra. Fernanda Datti Tratamento de diabetes: insulina e anti-diabéticos Profa. Dra. Fernanda Datti Pâncreas Ilhotas de Langerhans células beta insulina células alfa glucagon células gama somatostatina regulação das atividades

Leia mais

Mesa Redonda Diabetes Mellitus. Edema Cerebral na Cetoacidose Diabética Podemos evitá-lo?

Mesa Redonda Diabetes Mellitus. Edema Cerebral na Cetoacidose Diabética Podemos evitá-lo? Mesa Redonda Diabetes Mellitus Edema Cerebral na Cetoacidose Diabética Podemos evitá-lo? I Jornada de Endocrinologia Pediátrica do Rio Grande do Norte Durval Damiani Instituto da Criança HCFMUSP Unidade

Leia mais

ZOOLOGIA E HISTOLOGIA ANIMAL

ZOOLOGIA E HISTOLOGIA ANIMAL ZOOLOGIA E HISTOLOGIA ANIMAL Sistema Endócrino Prof. Fernando Stuchi Introdução Os mensageiros químicos do corpo (hormônios) são produzidos pelas glândulas endócrinas ou glândulas de secreção interna,

Leia mais

INTERPRETAÇÃO DE EXAMES LABORATORIAIS

INTERPRETAÇÃO DE EXAMES LABORATORIAIS INTERPRETAÇÃO DE EXAMES LABORATORIAIS CINÉTICA DO FERRO Danni Wanderson Introdução A importância do ferro em nosso organismo está ligado desde as funções imune, até as inúmeras funções fisiológicas, como

Leia mais

Dra. Kátia R. P. de Araújo Sgrillo. sgrillo.ita@ftc.br

Dra. Kátia R. P. de Araújo Sgrillo. sgrillo.ita@ftc.br Dra. Kátia R. P. de Araújo Sgrillo sgrillo.ita@ftc.br Lipídeos são compostos guardados em grandes quantidades como triglicerídeos neutros e representam 90% da dieta. São altamente insolúveis, podendo ser

Leia mais

ETIOLOGIA. Alcoólica Biliar Medicamentosa Iatrogênica

ETIOLOGIA. Alcoólica Biliar Medicamentosa Iatrogênica PANCREATITE AGUDA ETIOLOGIA Alcoólica Biliar Medicamentosa Iatrogênica FISIOPATOLOGIA MANIFESTAÇÃO CLÍNICA CRITÉRIOS PROGNÓSTICOS Ranson Na admissão: Idade > 55 anos Leucócitos > 1600 N uréico aumento

Leia mais

PUBERDADE NORMAL E ANORMAL

PUBERDADE NORMAL E ANORMAL PUBERDADE NORMAL E ANORMAL José María Aragüés Serviço de Endocrinologia, Hospital Santa Maria. Hospital CUF Infante Santo, Lisboa Abril de 2009 PUBERDADE MASCULINA Conjunto de modificações que levam a

Leia mais

FÁRMACOS UTILIZADOS NO

FÁRMACOS UTILIZADOS NO UNIVERSIDADE COMUNITÁRIA DA REGIÃO DE CHAPECÓ ÁREA DE CIÊNCIAS DA SAÚDE CURSO DE MEDICINA SAÚDE DO ADULTO E DO IDOSO IV FÁRMACOS UTILIZADOS NO TRATAMENTO DO DIABETES MELLITUS TRATAMENTO FARMACOLÓGICO DO

Leia mais

DIABETES MELLITUS. Profa. Ms. Priscilla Sete de Carvalho Onofre

DIABETES MELLITUS. Profa. Ms. Priscilla Sete de Carvalho Onofre MELLITUS Profa. Ms. Priscilla Sete de Carvalho Onofre O Diabetes Mellitus (DM) é uma doença crônicas não transmissíveis (DCNT), de alta prevalência cujos fatores de risco e complicações representam hoje

Leia mais

DIAFORMIN (cloridrato de metformina) União Química Farmacêutica Nacional S/A Comprimido 850 mg

DIAFORMIN (cloridrato de metformina) União Química Farmacêutica Nacional S/A Comprimido 850 mg DIAFORMIN (cloridrato de metformina) União Química Farmacêutica Nacional S/A Comprimido 850 mg Diaformin cloridrato de metformina Comprimido IDENTIFICAÇÃO DO PRODUTO FORMA FARMACÊUTICA E APRESENTAÇÃO:

Leia mais

INSTITUIÇÃO: CENTRO UNIVERSITÁRIO DAS FACULDADES METROPOLITANAS UNIDAS

INSTITUIÇÃO: CENTRO UNIVERSITÁRIO DAS FACULDADES METROPOLITANAS UNIDAS TÍTULO: DIABETES MELLITUS TIPO II E O ANTIDIABÉTICO METFORMINA CATEGORIA: EM ANDAMENTO ÁREA: CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E SAÚDE SUBÁREA: BIOMEDICINA INSTITUIÇÃO: CENTRO UNIVERSITÁRIO DAS FACULDADES METROPOLITANAS

Leia mais

Sistema Endócrino Sistema Endócrino Sistema Endócrino Sistema Endócrino Sistema Endócrino Sistema Endócrino Mensagem Química: Hormônios Os hormônios são substâncias químicas liberadas na corrente sanguínea

Leia mais

Nanismo hipofisário. Rosana Quezado Eveline G.P Fontenele

Nanismo hipofisário. Rosana Quezado Eveline G.P Fontenele Nanismo hipofisário Rosana Quezado Eveline G.P Fontenele Fortaleza-2006 1 1. Introdução 1.1. Conceito: A deficiência do Hormônio do Crescimento não tem uma etiologia uniforme, sendo conseqüência de vários

Leia mais

DIABETES E SINAIS VITAIS

DIABETES E SINAIS VITAIS AGENTE DE FÉ E DO CORAÇÃO PASTORAL NACIONAL DA SAÚDE 04 de outubro de 2013 DIABETES E SINAIS VITAIS Marcia Nery Equipe Médica de Diabetes Hospital das Clínicas da FMUSP Definição Diabetes mellitus: Doença

Leia mais

Saiba quais são os diferentes tipos de diabetes

Saiba quais são os diferentes tipos de diabetes Saiba quais são os diferentes tipos de diabetes Diabetes é uma doença ocasionada pela total falta de produção de insulina pelo pâncreas ou pela quantidade insuficiente da substância no corpo. A insulina

Leia mais

obesidade é uma condição médica crônica de etiologia multifatorial, seu tratamento envolve vários tipos de abordagens.

obesidade é uma condição médica crônica de etiologia multifatorial, seu tratamento envolve vários tipos de abordagens. Cirurgia Bariátrica obesidade é uma condição médica crônica de etiologia multifatorial, seu tratamento envolve vários tipos de abordagens. (Appolinário JC, Abuchaim ALG, Coutinho W et al. Transtornos alimentares

Leia mais

Pâncreas. Pancreatite aguda. Escolha uma das opções abaixo para ler mais detalhes.

Pâncreas. Pancreatite aguda. Escolha uma das opções abaixo para ler mais detalhes. Pâncreas Escolha uma das opções abaixo para ler mais detalhes. Pancreatite aguda Pancreatite crônica Cistos pancreáticos Câncer de Pancrêas Pancreatite aguda O pâncreas é um órgão com duas funções básicas:

Leia mais

d) uma célula é alvo apenas para um dado hormônio e) uma determinada função pode ser controlada por vários hormônios

d) uma célula é alvo apenas para um dado hormônio e) uma determinada função pode ser controlada por vários hormônios Fisiologia Endócrina - Bloco 1 de exercícios 1. O mecanismo de feedback ou retroação é o principal meio regulador da secreção das glândulas endócrinas. Um exemplo de feedback negativo é: a) aumento da

Leia mais

Curso: Integração Metabólica

Curso: Integração Metabólica Curso: Integração Metabólica Aula 7: Suprarrenal e tireoide Prof. Carlos Castilho de Barros Algumas pessoas podem apresentar distúrbios que provocam a obesidade. Estórias como Eu como pouco mas continuo

Leia mais

Cloridrato de metformina

Cloridrato de metformina Cloridrato de metformina Prati-Donaduzzi Comprimido de liberação prolongada 500 mg e 750 mg Cloridrato de metformina_bula_paciente INFORMAÇÕES AO PACIENTE cloridrato de metformina Medicamento genérico

Leia mais

DOENÇAS CARDÍACAS NA INSUFICIÊNCIA RENAL

DOENÇAS CARDÍACAS NA INSUFICIÊNCIA RENAL DOENÇAS CARDÍACAS NA INSUFICIÊNCIA RENAL As doenças do coração são muito freqüentes em pacientes com insuficiência renal. Assim, um cuidado especial deve ser tomado, principalmente, na prevenção e no controle

Leia mais

Reunião de casos. www.digimaxdiagnostico.com.br/ LUCAS MERTEN Residente de RDI da DIGIMAX (R1)

Reunião de casos. www.digimaxdiagnostico.com.br/ LUCAS MERTEN Residente de RDI da DIGIMAX (R1) Reunião de casos www.digimaxdiagnostico.com.br/ LUCAS MERTEN Residente de RDI da DIGIMAX (R1) CASO 1 História Clínica Identificação: RN de E. B., 2º dia de vida História fisiológica: RNAT; AIG; cesareana

Leia mais

CAD. choque! CAD. Ricardo Duarte www.hospitalveterinariopompeia.com.br. hiperglicemia - + H + glicose. glucagon. catecolaminas cortisol GH

CAD. choque! CAD. Ricardo Duarte www.hospitalveterinariopompeia.com.br. hiperglicemia - + H + glicose. glucagon. catecolaminas cortisol GH Ricardo Duarte www.hospitalveterinariopompeia.com.br hiperglicemia CAD acidose cetose neoglicogênese glicogenólise + amino ácidos insulina insuficiente suspensão da insulina resistência insulínica deficiência

Leia mais

FISIOLOGIA RENAL EXERCÍCIOS DE APRENDIZAGEM

FISIOLOGIA RENAL EXERCÍCIOS DE APRENDIZAGEM EXERCÍCIOS DE APRENDIZAGEM FISIOLOGIA RENAL 01. A sudorese (produção de suor) é um processo fisiológico que ajuda a baixar a temperatura do corpo quando está muito calor ou quando realizamos uma atividade

Leia mais

SÍNDROME METABÓLICA: TERAPÊUTICA FARMACOLÓGICA

SÍNDROME METABÓLICA: TERAPÊUTICA FARMACOLÓGICA Síndrome metabólica: terapêutica fatmacológica 115 SÍNDROME METABÓLICA: TERAPÊUTICA FARMACOLÓGICA M.ª Helena Ramos Serviço de Endocrinologia, Diabetes e Metabolismo, Hospital Geral de Santo António Porto

Leia mais