UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO SEMI-ÁRIDO DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS ANIMAIS CLÍNICA MÉDICA DE PEQUENOS ANIMAIS LÍVIA SATHLER DE ABREU E SILVA

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO SEMI-ÁRIDO DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS ANIMAIS CLÍNICA MÉDICA DE PEQUENOS ANIMAIS LÍVIA SATHLER DE ABREU E SILVA"

Transcrição

1 0 UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO SEMI-ÁRIDO DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS ANIMAIS CLÍNICA MÉDICA DE PEQUENOS ANIMAIS LÍVIA SATHLER DE ABREU E SILVA TROMBOEMBOLISMO ARTERIAL EM FELINO DOMÉSTICO COM CARDIOMIOPATIA HIPERTRÓFICA: RELATO DE CASO. CURITIBA PARANÁ 2013

2 1 LÍVIA SATHLER DE ABREU E SILVA TROMBOEMBOLISMO ARTERIAL EM FELINO DOMÉSTICO COM CARDIOMIOPATIA HIPERTRÓFICA: RELATO DE CASO. Monografia apresentada à Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), como exigência final para obtenção do título de especialização em Clinica Médica e Cirúrgica de Pequenos Animais. Orientadora: MSc. Eriane de Lima Caminotto CURITIBA - PARANÁ 2013

3 1 LÍVIA SATHLER DE ABREU E SILVA TROMBOEMBOLISMO ARTERIAL EM FELINO DOMÉSTICO COM CARDIOMIOPATIA HIPERTRÓFICA: RELATO DE CASO. Monografia apresentada à Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), como exigência final para obtenção do título de especialização em Clinica Médica e Cirúrgica de Pequenos Animais. APROVADA EM / / BANCA EXAMINADORA Orientador Presidente Primeiro Membro Segundo membro

4 3 RESUMO A cardiomiopatia hipertrófica (CMH) é a cardiopatia mais comum em felinos domésticos, classificada como uma afecção primária ou secundária do músculo cardíaco, onde uma das principais causas primárias é a falha congênita nas estruturas contráteis de alguns miócitos que sobrecarregam os miócitos normais, provocando sua hipertrofia concêntrica ou pode ser secundária a outras doenças, como estenoses valvulares e hipertireoidismo. Episódios de tromboembolismo arterial também são descritos frequentemente associados à CMH. O objetivo do presente trabalho foi relatar o caso clínico de um felino doméstico, com tromboembolismo na artéria aorta abdominal na bifurcação ilíaca, secundário a cardiomiopatia hipertrófica. Palavras-chave: cardiomiopatia, cardiomiopatia hipertrófica, tromboembolismo arterial.

5 4 ABSTRACT Hypertrophic cardiomyopathy (HCM) is the most common heart disease in domestic cats, a condition classified as primary or secondary heart muscle, where one of the main root causes is the congenital failure of some myocyte contractile structures that overwhelm the normal myocytes, leading to its concentric hypertrophy or may be secondary to other diseases such as valvular stenosis and hyperthyroidism, for example. Episodes of arterial thromboembolism are also described frequently associated with HCM. The objective of this study is to report the case of a domestic feline, with thromboembolism in abdominal aorta iliac bifurcation, secondary to hypertrophic cardiomyopathy. Key words: cardiomyopathy, hypertrofic cardiomyopathy, arterial thromboembolism.

6 5 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO 6 2 REVISÃO DE LITERATURA CARDIOMIOPATIA HIPERTRÓFICA Sinais Clínicos Diagnóstico Tratamento Prognóstico Complicações Tromboembolismo Arterial Achados de necropsia 17 3 DESCRIÇÃO DO CASO CLÍNICO 18 4 DISCUSSÃO 19 CONSIDERAÇÕES FINAIS 20 REFERÊNCIAS 21

7 6 1 INTRODUÇÃO Entre as cardiopatias de felinos, as doenças do miocárdio (cardiomiopatias) são as mais comuns. A cardiomiopatia ocorre quando há comprometimento funcional ou uma anormalidade no músculo do coração. Ela pode ser de origem primária (idiopática) ou secundária quando identificada uma alteração metabólica, sistêmica ou uma deficiência nutricional. Dependendo do aspecto morfológico e fisiopatológico, a cardiomiopatia pode ser classificada como hipertrófica (CMH), dilatada (CMD), restritiva (CMR), arritmogênica e cardiomiopatia não classificada para casos que não se encaixam perfeitamente em nenhuma das categorias acima (HAGGSTROM, 2006). Recentemente foi incluída na classificação a cardiomiopatia arritmogênica ventricular direita (NOBREGA, 2011). A cardiomiopatia hipertrófica felina é uma doença primária do miocárdio e de etiologia idiopática na maioria das vezes e é caracterizada pela hipertrofia concêntrica dos músculos papilares e das paredes do ventrículo esquerdo, sendo que esta hipertrofia pode ser de leve a grave, sem dilatação do ventrículo. É uma afecção inerente ao miocárdio, não sendo secundária à sobrecarga de pressão ou à estimulação hormonal (MARQUES, 2010). A CMH pode causar arritmias, insuficiência cardíaca congestiva e morte súbita devido à hipertrofia da parede ventricular, que pode ser simétrica ou assimétrica, com diminuição ou não da cavidade. A apresentação das manifestações clínicas é de forma bem variável, relatando casos de animais assintomáticos e que permanecem desta forma durante toda a vida, ou aqueles que apresentam sinais relacionados com insuficiência cardíaca congestiva como dispnéia, ortopnéia, anorexia, vômitos, demonstrando desta forma um acometimento da doença na forma moderada a grave e que muitas vezes poderá resultar em morte súbita, muitas vezes em gatos jovens (JORRO; MANUBENS, 2003). Este trabalho teve como objetivo esclarecer a cardiomiopatia hipertrófica felina e sua complicação mais comum, o tromboembolismo arterial, bem como apresentar um relato de caso

8 de tromboembolismo arterial felino atendido na Policlínica Veterinária da Universidade Estácio de Sá, em Vargem Pequena, no Rio de Janeiro 7

9 8 2 REVISÃO DE LITERATURA Cardiomiopatia é o nome dado às doenças que acometem o músculo cardíaco, que é composto por uma parte externa, chamada pericárdio e uma interna, chamada endocárdio, ambas formadas por células chamadas miócitos. As doenças do miocárdio podem ser classificadas de diferentes maneiras. Quanto à etiologia: Primária Idiopática ou Secundária a outras doenças cardíacas ou metabólicas. Quanto à morfologia: Cardiomiopatia Dilatada, Cardiomiopatia Hipertrófica, Cardiomiopatia Restritiva/ Intermediária. Quanto à função: Disfunção Sistólica na Cardiomiopatia Dilatada e Disfunção Diastólica na Cardiomiopatia Hipertrófica, Cardiomiopatia Restritiva e nas Neoplasias infiltrativas (FUENTES, 1993). A cardiomiopatia dilatada se caracteriza por diminuição da fração de ejeção do ventrículo esquerdo, remodelação cardíaca com dilatação do ventrículo esquerdo e insuficiência cardíaca congestiva (BICHARD et al., 2008). Os sinais clínicos que se desenvolvem na insuficiência do lado direito incluem distensão abdominal, em decorrência de ascites, ingurgitamento ou pulsação da veia jugular, hepatomegalia, efusão pleural, edema, efusão do pericárdio e aumento de peso devido à retenção de líquidos. No lado esquerdo incluem tosse decorrente do edema pulmonar, respiração difícil, taquipnéia e dispnéia. Alguns sinais podem ser observados em ambos os lados, como fadiga ou fraqueza, dispnéia de exercício, taquicardia, palidez, aumento do tempo de reposição capilar, cianose, esfriamento das extremidades e perda de peso (TILLLEY, 2003). A mais rara das cardiomiopatias é a restritiva, na qual as paredes do ventrículo tornam-se muito rígidas, diminuindo assim sua complacência, causando uma disfunção diastólica e, em casos mais avançados, sistólica. Na maioria das vezes, os átrios estarão aumentados, enquanto os ventrículos podem ter alteração ou não. Esta cardiomiopatia ocorre de forma idiopática ou devido a causas infiltrativas, causando danos ao miocárdio, que vai ficar espessado e com sua consistência aumentada e muitas vezes apresenta fibrose intersticial difusa ou focal. A

10 9 manifestação clínica predominante neste caso é a de insuficiência cardíaca congestiva, com dispneia e intolerância ao exercício proeminentes. Pode-se observar também edema postural, hipertensão e fígado aumentado. Em felinos, a cardiomiopatia que mais ocorre é a hipertrófica, e por este motivo será descrita sua fisiopatologia, sinais clínicos, diagnóstico, exames complementares e sua complicação mais comum, o tromboembolismo arterial. 2.1 CARDIOMIOPATIA HIPERTRÓFICA A cardiomiopatia hipertrófica (CMH) tem em sua fisiopatologia o envolvimento de anormalidades tanto sistólicas quanto diastólicas e também isquemia miocárdica. Acredita-se que a disfunção diastólica é o principal mecanismo fisiopatológico das manifestações clínicas da CMH (ABBOTT, 2010). Esta disfunção ocorre por consequência da rigidez do ventrículo e menor capacidade de relaxamento devido à hipertrofia ventricular. Dá-se o nome de disfunção diastólica à capacidade diminuída do ventrículo esquerdo em receber sangue ou preencher-se sem aumento compensatório na pressão do átrio esquerdo. Esta disfunção no ventrículo esquerdo vai retardar o fluxo normal do átrio esquerdo, podendo causar aumento atrial esquerdo, estase circulatória e tromboembolismo. Além disso, esse prejuízo ao enchimento do ventrículo esquerdo pode causar edema pulmonar, e a queda do volume sistólico pode provocar letargia, síncope ou morte súbita (BRIGHT, 2006). A fibrose do tecido cardíaco, o desarranjo dos miócitos e o aumento da massa muscular causam uma rigidez passiva no miocárdio, resultando no aumento da rigidez do ventrículo esquerdo. No caso da doença crônica ainda é possível encontrar danos ao desempenho sistólico, provavelmente devido à extensa fibrose do miocárdio (BRIGHT, 2006). Entre as anormalidades sistólicas, pode-se citar a regurgitação da válvula mitral, sendo que esta é possivelmente secundária à geometria do ventrículo esquerdo ou movimento sistólico

11 10 anormal da válvula mitral que ocorre por causa do fluxo de saída de alta velocidade no trato do ventrículo esquerdo (BRIGHT, 2006). Animais com cardiomiopatia hipertrófica apresentam menor luz na vascularização coronariana, propiciando a formação de isquemias do miocárdio, aumentando a demanda por oxigênio, causando arritmias (JORRO; MANUBENS, 2003) Sinais clínicos Gatos com cardiomiopatia hipertrófica leve ou moderada podem ser assintomáticos, bem como alguns gatos com grau mais grave (SCHWARTZ, 2003). Geralmente as cardiomiopatias em felinos são identificadas em exames de rotina, quando na ausculta cardíaca, encontram-se sons de arritmia, sons de galope ou sopro ou quando apresentam sintomatologia tromboembolismo ou insuficiência cardíaca (BRIGHT, 2006). A manifestação mais comum da insuficiência cardíaca por CMH felina é a dificuldade respiratória, podendo apresentar-se por dispneia, ortopneia, anorexia e vômitos, devido ao edema pulmonar ou derrame pleural. Os sinais de insuficiência cardíaca em gatos, normalmente têm início súbito, diferente do observado em cães, que apresentam tosse relacionada a doenças cardíacas. A tosse é raramente observada em gatos (BRIGHT, 2006). Hipotermia e azotemia pré-renal também têm sido observadas em gatos com insuficiência cardíaca. São secundárias à ativação dos sistemas neuro-hormonais, diminuindo a taxa de filtração glomerular, assim causando alterações da função renal e perfusão sanguínea (GOUNI et al., 2008). As síncopes são pouco frequentes, e quando ocorrem, normalmente é devido a taquiarritmias ou a obstrução do trato de saída do ventrículo esquerdo, à situações de estresse ou insuficiência cardíaca congestiva grave. Pode resultar em morte súbita (FUENTES, 1993).

12 11 Entre outros sinais são encontrados: batimento apical esquerdo forte e um impulso precordial hiperdinâmico. Quando presente uma insuficiência cardíaca congestiva, podem-se observar taquipnéia, abafamento das bulhas cardíacas e/ou ruídos pulmonares ventrais. Também pode estar presente um galope cardíaco, que pode ser intermitente e ter uma intensidade variável. (GOLDSTON; HOSKINS 1999). Quando há tromboembolismo, as manifestações mais comuns são a paresia ou paralisia aguda do membro posterior, pulso femoral fraco ou inexistente, palidez ou cianose nas extremidades, rigidez dos músculos gastrocnêmicos e dor aguda à palpação (FUENTES, 1993). Caso haja insuficiência cardíaca congestiva direita, o pulso jugular será positivo, haverá distensão abdominal por ascite, esplenomegalia e hepatomegalia. Em fases crônicas, frequentemente encontra-se caquexia e desidratação (FUENTES, 1993) Diagnóstico exames complementares O exame radiográfico em gatos com cardiomiopatia hipertrófica é pouco sensível, e seus achados podem variar muito, principalmente para a identificação de hipertrofia concêntrica do ventrículo esquerdo. A principal função da radiografia nestes casos é identificar derrame pleural ou edema pulmonar na insuficiência cardíaca congestiva. Em algumas ocasiões pode-se ver a imagem do coração de São Valentim, ou coração romântico com ápice estreito e base alargada, típica mas não exclusiva da CMH (SCHWARTZ, 2003). A maior parte dos gatos com cardiomiopatia hipertrófica apresenta alguma alteração do eletrocardiograma, porém essas alterações não são suficientes para excluir, confirmar ou classificar as doenças cardíacas nos felinos. No gato, o eletrocardiograma é indicado para avaliar o ritmo dos batimentos cardíacos em condições normais ou quando efeitos de certas doenças sistêmicas entre as quais, doenças que provocam a hipercalemia pois dentre as alterações encontram-se arritmias ventriculares ou supraventriculares (COTE, 2010).

13 12 As arritmias ventriculares podem ocorrer na presença de hipertrofia ventricular grave, pois esta leva ao surgimento de isquemia, necrose miocárdica e fibrose de miócitos. Outro fator que predispõe à ocorrência das arritmias ventriculares é o infarto do miocárdio, secundário ao tromboembolismo coronariano oriundo de trombo localizado no átrio esquerdo ou aurícula esquerda Taquiarritmias atriais (supraventriculares) podem ser conseqüência do aumento atrial esquerdo (SCHWARTZ, 2003). Apesar de apresentarem alterações no eletrocardiograma, que podem ser úteis para o diagnóstico de CMH, ainda assim não providencia informação necessária capaz de excluir, confirmar ou classificar as doenças cardíacas nos felinos (NOBREGA, 2011). O ecocardiograma é, em termos práticos, o meio preferencialmente utilizado para o diagnóstico de gatos com CMH e na tentativa de sua diferenciação para as outras hipertrofias cardíacas secundárias a doenças metabólicas, infiltrativas, doenças sistêmicas e outras cardiomiopatias (BRANQUINHO et al., 2010). Este exame permite a avaliação anatômica, a medida das espessuras das paredes do septo interventricular e dos ventrículos e tamanho das câmaras cardíacas, existência de trombo cardíaco em átrio ou em aurícula e avaliação da função sistólica e diastólica (BRIGHT, 2006). Na ecocardiografia Doppler, a imagem que aparece em gatos com cardiomiopatia hipertrófica é fluxo sanguíneo turbulento, de alta velocidade na saída do ventrículo esquerdo e/ou direito, sendo os gradientes de pressão estimados pelo Doppler contínuo, com mensurações de velocidade. Através do Doppler (colorido), também pode-se confirmar se há obstrução dinâmica da saída do ventrículo esquerdo e/ou regurgitação de mitral, assim como podemos também quantificar a disfunção sistólica (SCHWARTZ, 2003) Tratamento Em casos de gatos assintomáticos o uso de beta-bloqueadores como propanolol ou atenolol pode ser útil, bem como inibidores da enzima conversora de angiotensina (ECA). Já em

14 gatos sintomáticos, o tratamento é semelhante ao da insuficiência cardíaca congestiva, com diuréticos, beta-bloqueadores e os inibidores da ECA (CARO, 2008) Prognóstico O tempo de sobrevivência em gatos com CMH é muito variável (McDONALD, 2010). Vários fatores parecem influenciar o prognóstico, incluindo a velocidade da progressão da doença, a ocorrência de tromboembolismo e/ou arritmias e a resposta à terapêutica médica Complicações (TEA) O tromboembolismo arterial (TEA) é definido como a obstrução total ou parcial de uma artéria por um coágulo sanguíneo formado distalmente (CHETBOUL; BIOURGE, 2009). É uma importante complicação da CMH felina e está associada com uma elevada taxa de mortalidade. Tromboembolismo ocorre em aproximadamente 20-50% dos gatos com cardiomiopatia. (MOORE et al, 2000). A patogenia da formação de trombos atriais provavelmente está relacionada à dilatação atrial, fluxo sanguíneo estagnado, redução da contratilidade atrial, exposição das plaquetas ao colágeno subendocardio e outras doenças definidas como fatores hemostáticos particulares dos gatos (BONAGURA; LEHMKUHL, 2006). Essa combinação de fatores tem sido proposta para explicar a razão pela qual os gatos com cardiomiopatia estão em maior risco para a formação do TEA. Em primeiro lugar, é que o dano endotelial secundário à dilatação do átrio esquerdo expõe o colágeno endotelial, que então induz à agregação plaquetária e ativação intrínseca da cascata de coagulação formando um coágulo no átrio esquerdo. Em segundo lugar, o átrio esquerdo aumentado pode causar uma estase sanguínea, finalmente, as plaquetas em gatos são mais sensíveis a serotonina induzindo agregação, tornando mais provável a formação do trombo (MOORE et al., 2000). Uma vez formado o trombo desloca-se do átrio esquerdo, prossegue através do sistema arterial sanguíneo

15 14 e recoloca-se numa artéria, dependendo do tamanho do trombo, sendo a localização mais frequente a trifurcação da aorta (71%) e a artéria subclávia do membro anterior direito (McDONALD, 2010). Mais importante que a obstrução física ao fluxo sanguíneo na artéria, o trombo liberta aminas vasoativas incluindo tromboxano e serotonina, que causam vasoconstrição massiva das artérias colaterais, comprometendo a perfusão adequada do membro (McDONALD, 2010) O mecanismo de coagulação do sangue implica na formação do ativador de protrombina. Esta substância pode ser formada por duas vias básicas: a via intrínseca (estimulada por traumatismo ou alteração no próprio sangue) e a via extrínseca (estimulada pela lesão vascular). Estas duas vias alcançam uma via em comum, a qual representa a produção de complexo ativador de protombina. A partir daí, ocorre uma série de eventos da coagulação sanguínea, os quais culminam com a formação do coagulo de fibrina (SPINOSA, 1996). No histórico, os sinais relatados no TEA, incluem a inabilidade ao andar, dor grave com vocalização e angústia e padrão respiratório rápido (BONAGURA; LEHMKUHL, 2006). Os sinais clínicos incluem dor, paresia e ausência de pulsos nos membros afetados. Extremidades são geralmente frias cianóticas e pálidas (MOORE et al., 2000). O resultado da auscultação cardíaca depende em parte da experiência do examinador, mas muitas vezes um sopro ou som de galope será detectado. Em alguns gatos, sons cardíacos são notavelmente normais. (BONAGURA; LEHMKUHL, 2006). O diagnóstico do TEA é simples e se baseia em anamnese usual e resultados dos exames físicos, demonstrando uma tríade de doença vascular periférica. (BONAGURA; LEHMKUHL, 2006). Ocasionalmente, identificam-se, pela ecocardiografia, trombos aderidos ao endocárdio do átrio esquerdo, que podem se desprender levando a obstrução da arterial aorta abdominal, na região da trifurcação ilíaca, isso cria o clássico trombo em sela. Tromboembolismo e infarto também podem ocorrer nos rins, cérebro, intestino e até no próprio coração (FOX, 2003). Na ultrassonografia abdominal os trombos apresentam-se como uma massa sólida intraluminal de ecogenicidade moderada. A terapia para doença tromboembólica baseia-se em cuidados críticos, o manejo da dor é a principal preocupação durante as primeiras 24 horas. A analgesia deve ser feita com opióides, o butorfanol pode ser administrado na dose mg, por via intramuscular ou endovenosa

16 15 (STRICKLAND, 2007). Se a pressão arterial estiver normal adiciona-se acrepromazina para sedação do paciente e favorecer a circulação colateral, devido a sua ação vasodilatadora. (AUGUST, 2001). A trombólise é a dissolução de trombos dentro do sistema vascular pela plasmina protease. Ainda existe alguma controvérsia no que diz respeito à relação benefício-risco da terapia trombolítica, muitas vezes optando-se por uma prevenção da extensão do trombo (FUENTES, 2009). Agentes farmacológicos incluem plasminogênio, estreptoquinase (anistreplase), uroquinase, ativador do plasminogênio tecidual t-pa (alteplase) e modificado recombinante t- PA. Estes agentes variam nas suas propriedades farmacocin rticas, trombolítica, atividade e especificidade de fibrina. A trombólise terapêutica envolve a administração de doses suprafisiológicas de ativadores de plasminogênio sistemicamente ou localmente no foco da trombose. Porém a experiência veterinária com trombolíticos até o momento é limitado, há relatos envolvendo a estreptoquinase, uroquinase e alteplase. Ensaios clínicos prospectivos são necessários para determinar a segurança e eficácia desses agentes em pacientes veterinários. A estreptoquinase tem sido utilizada tanto experimentalmente e clinicamente em gatos com tromboembolismo aórtico (TEA), embora seu uso foi associado a aumento da mortalidade. (GOGGS et al., 2009). A estreptoquinase não é específica de fibrina e prontamente se liga ao plasminogênio circulante induzindo um potente estado lítico sistêmico. A taxa de sucesso publicada da estreptoquinase no tratamento de gatos com TEA variou entre 0 e 33%. (REIMER, 2006). A Uroquinase converte diretamente o plasminogênio em plasmina, é mais fibrina especifico do que a estreptoquinase, mas tem risco associado de hemorragia. (GOGGS et al., 2009). Também tem diminuído o entusiasmo pela aplicação intravenosa do fator ativador de plasminogênio tecidual, pois é um tratamento caro e dificíl controle ocasionando alta taxa de mortalidade (BONAGURA; LEHMKUHL, 2006). A aspirina, heparina não fracionada (100 a 500 unidades/kg como dose inicial, por via endovenosa), e heparina de baixo peso molecular (mais caro e administrado por via subcutânea) são os fármacos de eleição (ATKINS, 2005; FUENTES, 2009).

17 16 A heparina ao contrário da estreptoquinase, tem pouca atividade anticoagulante mas combina com antitrombina para evitar mais formação de trombos e também evitar que os trombos já formados, caso ainda não tenham ocasionado, levem a obstrução total do fluxo (GOGGS et al., 2009). Os agentes antiplaquetários são mais adequado para usar a longo prazo para terapia de manutenção e eventualmente em combinação com outras drogas (GOGGS et al., 2009). A aspirina (5mg/gato, q72h) tem sido utilizada durante muitos anos com relativamente poucos efeitos secundários. O pimobendan também tem sido descrito como possível fármaco com propriedades antitrombóticas, o que pode ser pertinente para gatos com ICC. Finalmente, o clopidogrel (18,75 mg/gato, q24h, PO) é um fármaco novo e uma nova esperança na eficácia do tratamento antitrombótico (FRENCH, 2008; FUENTES, 2009; McDONALD, 2010). Dos fármacos antiplaquetários injetáveis apenas abciximab tem sido utilizado com segurança. Eptifibatide causa cardiotoxicidade fatal em gatos (GOGGS et al., 2009). No que diz respeito ao tratamento de eleição para a prevenção do TEA, não existe um consenso (BATY, 2004; FUENTES, 2009). A terapia de suporte inclui o oxigênio que deve ser dado a todo paciente dispnéico ou em hipóxia, utilização criteriosa de fluidoterapia, controle da temperatura corporal (BONAGURA; LEHMKUHL, 2006). Trombectomia tem sido usada com sucesso em pacientes humanos para remover trombos de extremidade e artérias coronárias e cerebral. E é também um meio prático e eficaz de tratamento TEA em gatos, com uma boa taxa de sucesso na dissolução de coágulos (83% dos gatos). Nos seres humanos, este sistema é mais bem sucedido de pacientes com trombose aguda. À medida que o coágulo amadurece, a fibrina, torna-se mais organizada e difícil de interromper (REIMER, 2006). A reperfusão do membro tanto espontânea quanto induzida por fármacos trombolíticos pode ocasionar hipercalemia fatal pela rápida reperfusão do músculo necrosado (BONAGURA; LEHMKUHL, 2006). O risco de um futuro TEA é muito alto (50%) em até seis meses (BONAGURA; LEHMKUHL, 2006).

18 Achados de necropsia A anatopatologia, nenhum padrão morfológico singular pode ser considerado típico ou específico de CMH, havendo uma variabilidade fenotípica extensa, que vai desde o espessamento geral de todo o VE com dilatação do AE ao espessamento relativamente leve de um segmento parietal do ventrículo. Na histologia uma característica típica da CMH é a desorientação das miofibras que aparecem com uma arquitectura celular bizarra e desorganizada (FOX, 2003), identificada como miócitos cardíacos desalinhados, orientados perpendicular ou obliquamente uns em relação aos outros, formando padrões enredados (McDONALD, 2010).

19 18 3 DESCRIÇÃO DO CASO CLÍNICO Um felino com histórico de dor, vocalização e possível trauma com paralisia dos membros posteriores, sem raça definida, fêmea, de 12 anos de idade, foi atendido na Policlínica da Universidade Estácio de Sá. Ao exame físico, observaram-se taquipneia, moderada desidratação, mucosas hipocoradas, tempo de preenchimento capilar aumentado, ausência de pulso e de sangramento no leito ungueal das unhas dos membros posteriores. Foi feita coleta sanguínea e acondicionamento em tubos de hemograma e bioquímica, devidamente identificados. O animal ficou internado durante 72 horas, quando veio a óbito por parada cardiorespiratória. Foi realizada ultrassonografia abdominal, não foi possível realizar ecocardiograma. No exame post mortem, foi observado um grande coágulo na bifurcação da aorta abdominal e hipertrofia do ventrículo esquerdo, a amostra de tecido cardíaco foi analisada microscopicamente. Entre os achados clinicopatológicos observados, destacaram-se azotemia (uréia = 141 mg/dl, creatinina = 2,0 mg/dl), hipoglicemia (62 mg/dl), hipopotassemia (2,0 mg/dl), hipercalcemia (12,4 mg/dl) e hiperfosfatemia (7,7 mg/dl)). A terapêutica instituída foi oxigenoterapia, fluidoterapia endovenosa com solução glicosada a 5%, heparina (220 UI/kg EV, depois, 100 UI/kg SC TID). O butorfanol para efeito analgésico associado a acepromazina para favorecer a circulação colateral.

20 19 4 DISCUSSÃO Conforme Bonagura e Lehmkuhl (2006) foi possível suspeitar da presença do TEA através do exame clínico no qual o animal apresentava dor intensa, ausência de pulso femoral, taquipneia, hipotermia, paralisia dos membros posteriores, ausência de sangramento no leito ungueal dos membros afetados. A terapêutica instituída foi oxigenoterapia, fluidoterapia endovenosa com solução glicosada a 5%, heparina (220 UI/kg EV, depois, 100 UI/kg SC TID), segundo Atkins, (2005) e Fuentes (2009) é um fármaco de eleição para o tratamento do TEA. O butorfanol para efeito analgésico associado a acepromazina para favorecer a circulação colateral, devido a sua ação vasodilatadora, onde August (2001) E Bonagura e Lehhmkuh (2006), consideram tal terapêutica. Não foi possível realizar a terapêutica trombolítica descrita por Goggs (2009) devido à inviabilidade de tais medicações na Instituição. A trombectomia citada por Reimer, (2006) também não foi viável uma vez que não havia disponível um profissional apto para tal intervenção. O exame ultrassonográfico abdominal com Doppler revelou ausência de fluxo sanguíneo na artéria aorta abdominal caudal e presença de linha hiperecóica não formadora de sombra acústica imediatamente cranial à bifurcação da aorta ilíaca abdominal, segundo Carvalho (2004), os trombos apresentam-se como uma massa sólida intraluminal de ecogenicidade moderada e ainda relata que, a avaliação ultrassonográfica em alguns casos, pode ser mais sensível que a avaliação clínica. O animal foi a óbito 72 horas após a internação. Ao exame necroscópico foi evidenciado, macroscopicamente, musculatura pálida dos membros posteriores, hipertrofia do ventrículo esquerdo, veia cava congesta, presença de obstrução completa por tromboembolismo arterial na bifurcação da aorta ilíaca abdominal. Gatos com CMH, principalmente os de meiaidade, frequentemente sofrem tromboembolismo arterial, tornando o prognóstico desfavorável. Microscopicamente observaram-se alterações como hipertrofia acentuada e desorganização de miocardiócitos no ventrículo esquerdo, de acordo com Macdonald (2010) e Fox (2003), o desarranjo de miocardiócitos identificado na parede ventricular esquerda é um dos principais achados microscópicos da CMH em gatos, sendo descrito raramente em outras formas de cardiomiopatia.

21 20 5 CONSIDERAÇÕES FINAIS O tromboembolismo arterial (TEA) é uma complicação comum na CMH felina, ocorrendo em 20% a 40% dos casos. Esses trombos, normalmente se localizam na trifurcação aórtica distal, artéria braquial, artérias viscerais, como a mesentérica e as renais, e na região das artérias cerebrais. Muitas vezes essa obstrução, total ou parcial estimula a produção de tromboxano e serotonina, substâncias vasoativas, que vão causar constrição das artérias colaterais. Isso faz com que o fluxo sanguíneo para os membros posteriores seja diminuído ou interrompido, culminando em sinais de claudicação e/ou paresia ou paralisia dos membros pélvicos, como descrito neste caso clínico. Além dos locais previamente mencionados, esses trombos podem se alojar em qualquer outra parte do corpo do animal, ocasionando sintomas relacionados ao órgão afetado, às vezes até causando disfunção múltipla dos órgãos. A cardiomiopatia hipertrófica felina é uma doença silenciosa, que pode não apresentar sinais clínicos, e dependendo da localização da formação de trombos, pode levar a óbito rapidamente, como no caso descrito.

22 21 REFERÊNCIAS ABBOTT, J.A. Feline Hypertrofic Cardiomyopathy: Un update. Veterinary Clinic of North America Small Animal Practice, v. 40, p , ATKINS, C.E. Feline Hypertrophic cardiomyophaty. Proceedings of the World Small Animals Association, AUGUST, J.R. Consultations in Feline Internal Medicine. Saunders Company, v. 4, p. 265, BATY, C.J. Feline hypertrophic cardiomyopathy: an update. Veterinary Clinics of North America: Small Animal Practice. v. 34, 2004, p BONAGURA, J.D.; LEHMKUHL, L.B. Cardiomiopatias In: BICHARD. São Paulo: Roca, Cap 150, p , BRANQUINHO, J., MONZO, M., CLAUDIO, J.; ROSADO, M.; CARVALHO, J.; LACERDA, R.; RODRIGUES, K. Diagnóstico Imagiológico de cardiomiopatia hipertrofica. Revista Lusofona de Ciencia e Medicina Veterinaria, v. 3, p , BRIGHT, J.M. Cardiomiopatia hipertrofica felina. In : ABBOTT, J.A. Segredos em cardiologia de pequenos animais. Porto Alegre: Artmed, cap. 38, p CARO, A. Feline Medicine: Feline hypertrophic cardiomyopathy [versão electrónica]. In Proceedings of the SEVC Southern European Veterinary Conference, Oct , 2008, Barcelona, Spain. disponível em: proceedings/sevc/2008 CARVALHO, C. F. Ultrassonografia em Pequenos Animais. São Paulo: ROCA, p. 172, CHETBOUL, V. & BIOURGE, V. Acquired cardiovascular diseases in cats: The influence of nutrition [versão electrónica]. In P. Pibot, V. Biourge & D.A. Elliot (Eds.), Encyclopedia of Feline Clinical Nutrition disponível em:

INSUFICIÊNCIA CARDÍACA CONGESTIVA. Prof. Fernando Ramos Gonçalves-Msc

INSUFICIÊNCIA CARDÍACA CONGESTIVA. Prof. Fernando Ramos Gonçalves-Msc INSUFICIÊNCIA CARDÍACA CONGESTIVA Prof. Fernando Ramos Gonçalves-Msc Insuficiência Cardíaca Conceito É a incapacidade do coração em adequar sua ejeção às necessidades metabólicas do organismo, ou fazê-la

Leia mais

6/1/2014 DEFINIÇÃO CHOQUE CARDIOGÊNICO. Perfusão sanguínea

6/1/2014 DEFINIÇÃO CHOQUE CARDIOGÊNICO. Perfusão sanguínea DEFINIÇÃO CHOQUE CARDIOGÊNICO Lilian Caram Petrus, MV, Msc Equipe Pet Cor de Cardiologia Doutoranda FMVZ-USP Vice- Presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia Veterinária Estado de baixa perfusão

Leia mais

TROMBOEMBOLISMO FELINO

TROMBOEMBOLISMO FELINO TROMBOEMBOLISMO FELINO Curso de emergências em cardiologia de cães e gatos Goldfeder e dos Santos Cardiologia Veterinária Alexandre Bendas, MSc Doutorando Universidade Federal Fluminense Presidente da

Leia mais

Tamponamento Cardíacodefinição. Pericárdio. Pericárdio. Pericárdio. Pericárdio 6/1/2014 TAMPONAMENTO CARDÍACO- COMO DIAGNOSTICAR E TRATAR

Tamponamento Cardíacodefinição. Pericárdio. Pericárdio. Pericárdio. Pericárdio 6/1/2014 TAMPONAMENTO CARDÍACO- COMO DIAGNOSTICAR E TRATAR TAMPONAMENTO CARDÍACO- COMO DIAGNOSTICAR E TRATAR Lilian Caram Petrus, MV, Msc Equipe Pet Cor de Cardiologia Doutoranda FMVZ-USP Vice-presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia Veterinária Tamponamento

Leia mais

FISIOPATOLOGIA DA INSUFICIÊNCIA CARDÍACA EM CÃES

FISIOPATOLOGIA DA INSUFICIÊNCIA CARDÍACA EM CÃES FISIOPATOLOGIA DA INSUFICIÊNCIA CARDÍACA EM CÃES BAZAN, Christovam Tabox MONTEIRO, Maria Eduarda Discentes da Faculdade de Medicina Veterinária De Garça - FAMED BISSOLI, Ednilse Galego Docente da Faculdade

Leia mais

Curso Nacional de Reciclagem em Cardiologia da Região Sul. Cardiomiopatia Hipertrófica e Restritiva. Dr. Jamil Mattar Valente

Curso Nacional de Reciclagem em Cardiologia da Região Sul. Cardiomiopatia Hipertrófica e Restritiva. Dr. Jamil Mattar Valente 2006 Curso Nacional de Reciclagem em Cardiologia da Região Sul Cardiomiopatia Hipertrófica e Restritiva Dr. Jamil Mattar Valente 1 Cardiomiopatia Hipertrófica Primária Secundária 2 Introdução Doença hereditária

Leia mais

Bulhas e Sopros Cardíacos

Bulhas e Sopros Cardíacos O conceito de pressão máxima e pressão mínima Quando se registra uma pressão de 120 mmhg por 80 mmhg, indica-se que a pressão sistólica é de 120 mmhg e a pressão diastólica é de 80 mmhg, ou seja, que estas

Leia mais

Miocardiopatia Hipertrófica: Casuística da ULS da Guarda. Anexo 1: Tabela 1- Distribuição da população de doentes identificada com o

Miocardiopatia Hipertrófica: Casuística da ULS da Guarda. Anexo 1: Tabela 1- Distribuição da população de doentes identificada com o ANEXOS INDÍCE DE ANEXOS ANEXOS Anexo 1: Tabela 1- Distribuição da população de doentes identificada com o código diagnóstico do ICD-9...pág.3 Anexo 2: Questionário aplicado aos doentes com MCH..pág.3 Anexo

Leia mais

Boletim Informativo 6-2006

Boletim Informativo 6-2006 PEETT IMAGEEM I DIAGNÓSSTTI ICOSS VEETTEERRI INÁRRI IOSS NNOVVI IIDDAADDEESS NNO SS IITTEE I Estamos constantemente disponibilizando em nosso site novidades em serviços, dowloads e notícias, visite-o e

Leia mais

TROMBOEMBOLISMO ARTERIAL DECORRENTE DE CARDIOMIOPATIA HIPERTRÓFICA EM FELINO ARTERIAL THROMBOEMBOLISM RESULTING IN FELINE HYPERTROPHIC CARDIOMYOPATHY

TROMBOEMBOLISMO ARTERIAL DECORRENTE DE CARDIOMIOPATIA HIPERTRÓFICA EM FELINO ARTERIAL THROMBOEMBOLISM RESULTING IN FELINE HYPERTROPHIC CARDIOMYOPATHY ISSN 2447-0716 Alm. Med. Vet. Zoo. 9 TROMBOEMBOLISMO ARTERIAL DECORRENTE DE CARDIOMIOPATIA HIPERTRÓFICA EM FELINO ARTERIAL THROMBOEMBOLISM RESULTING IN FELINE HYPERTROPHIC CARDIOMYOPATHY Vanessa Yurika

Leia mais

Prof.ª Dr.ª Rosângela de Oliveira Alves Carvalho

Prof.ª Dr.ª Rosângela de Oliveira Alves Carvalho Prof.ª Dr.ª Rosângela de Oliveira Alves Carvalho Exame Físico Geral Atitude Depressão Perda de interesse pelo ambiente Postura Cavalete Condição Física Respiração Edema Pulso jugular pulso carótida Focos

Leia mais

Semiologia Cardiovascular. Estenose Aórtica. Por Gustavo Amarante

Semiologia Cardiovascular. Estenose Aórtica. Por Gustavo Amarante Semiologia Cardiovascular Estenose Aórtica Por Gustavo Amarante 1- Etiologia A obstrução da via de saída do ventrículo esquerdo na maioria das vezes localizase na valva aórtica. Mas pode haver obstrução

Leia mais

PROGRAMA TEÓRICO E PRÁTICO PARA ESTÁGIO EM CARDIOLOGIA 2014 Credenciado e reconhecido pela Sociedade Brasileira de Cardiologia

PROGRAMA TEÓRICO E PRÁTICO PARA ESTÁGIO EM CARDIOLOGIA 2014 Credenciado e reconhecido pela Sociedade Brasileira de Cardiologia HOSPITAL SÃO FRANCISCO RIBEIRÃO PRETO ESTADO DE SÃO PAULO PROGRAMA TEÓRICO E PRÁTICO PARA ESTÁGIO EM CARDIOLOGIA 2014 Credenciado e reconhecido pela Sociedade Brasileira de Cardiologia Início 28 de Fevereiro

Leia mais

Assistência a clientes com comprometimento cardiocirculatório

Assistência a clientes com comprometimento cardiocirculatório UNIVERSIDADE FEDERAL DO TRIÂNGULO MINEIRO DIRETORIA DE ENFERMAGEM SERVIÇO DE EDUCAÇÃO EM ENFERMAGEM Assistência a clientes com comprometimento cardiocirculatório Nélia Luciana Pires Plano de intervenções

Leia mais

DICAS DE SEMIOLOGIA. Digite para introduzir texto. séricos e um ou mais testes confirmatórios de função cardíaca.

DICAS DE SEMIOLOGIA. Digite para introduzir texto. séricos e um ou mais testes confirmatórios de função cardíaca. failure? (Charlie S Wang, J. Mark Fitzgerald, Michael Schulzer, Edwin Mak, Najib T. Ayas) O paciente dispneico no departamento de emergência tem insuficiência cardíaca congestiva? P or que esta questão

Leia mais

Imagem da Semana: Radiografia de tórax

Imagem da Semana: Radiografia de tórax Imagem da Semana: Radiografia de tórax Figura: Radiografia de tórax em PA. Enunciado Paciente masculino, 30 anos, natural e procedente de Belo Horizonte, foi internado no Pronto Atendimento do HC-UFMG

Leia mais

A. Cardiopatia Isquêmica B. Cardiopatia Hipertensiva C. Cardiopatia Valvular. 2 Letícia C. L. Moura

A. Cardiopatia Isquêmica B. Cardiopatia Hipertensiva C. Cardiopatia Valvular. 2 Letícia C. L. Moura Cardiopatias Profa. Letícia Coutinho Lopes Moura Tópicos da aula A. Cardiopatia Isquêmica B. Cardiopatia Hipertensiva C. Cardiopatia Valvular 2 A. Cardiopatia Isquêmica Manifestações Clínicas Patogenia

Leia mais

Assistência de enfermagem aos portadores de afecções do sistema cardiovascular: Insuficiência Cardíaca Congestiva e Edema Agudo de Pulmão

Assistência de enfermagem aos portadores de afecções do sistema cardiovascular: Insuficiência Cardíaca Congestiva e Edema Agudo de Pulmão Assistência de enfermagem aos portadores de afecções do sistema cardiovascular: Insuficiência Cardíaca Congestiva e Edema Agudo de Pulmão Profa. Ms Ana Carolina L. Ottoni Gothardo Insuficiência Cardíaca

Leia mais

Definição IAM. Infarto Agudo do Miocárdio (IAM)

Definição IAM. Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) Definição Acometimento cardíaco aco causado pela limitação ou obstrução do fluxo sanguíneo neo coronariano (alimentação para o coração) de tal magnitude e duração que resulta

Leia mais

Protocolo de Dor Torácica / Doença Arterial Coronariana (DAC)

Protocolo de Dor Torácica / Doença Arterial Coronariana (DAC) Protocolo de Dor Torácica / Doença Arterial Coronariana (DAC) 1 - Epidemiologia No Brasil, as doenças cardiovasculares (DCV) representam a principal causa de mortalidade. Calcula-se que existam 900.000

Leia mais

TERAPÊUTICA DA HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA

TERAPÊUTICA DA HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA Disciplina: Farmacologia Curso: Enfermagem TERAPÊUTICA DA HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA Professora: Ms. Fernanda Cristina Ferrari Controle da Pressão Arterial Sistêmica Controle Neural estimulação dos

Leia mais

SISTEMA CARDIOVASCULAR

SISTEMA CARDIOVASCULAR SISTEMA CARDIOVASCULAR Professora: Edilene biologolena@yahoo.com.br Sistema Cardiovascular Sistema Cardiovascular Composto pelo coração, pelos vasos sanguíneos e pelo sangue; Tem por função fazer o sangue

Leia mais

- Miocardiopatias. - Arritmias. - Hipervolemia. Não cardiogênicas. - Endotoxemia; - Infecção Pulmonar; - Broncoaspiração; - Anafilaxia; - Etc..

- Miocardiopatias. - Arritmias. - Hipervolemia. Não cardiogênicas. - Endotoxemia; - Infecção Pulmonar; - Broncoaspiração; - Anafilaxia; - Etc.. AULA 13: EAP (EDEMA AGUDO DE PULMÃO) 1- INTRODUÇÃO O edema agudo de pulmão é uma grave situação clinica, de muito sofrimento, com sensação de morte iminente e que exige atendimento médico urgente. 2- CONCEITO

Leia mais

Estenose Mitral. Definição e Etiologia

Estenose Mitral. Definição e Etiologia Estenose Mitral Definição e Etiologia A estenose da válvula mitral é um estreitamento da abertura da válvula mitral que aumenta a resistência ao fluxo da corrente sanguínea do átrio esquerdo para o ventrículo

Leia mais

DOENÇAS INFECCIOSAS DO CORAÇÃO

DOENÇAS INFECCIOSAS DO CORAÇÃO UNESC ENFERMAGEM SAÚDE DO ADULTO PROFª: : FLÁVIA NUNES DOENÇAS INFECCIOSAS DO CORAÇÃO ENDOCARDITE REUMÁTICA O desenvolvimento da endocardite reumática é atribuído diretamente à febre reumática, uma doença

Leia mais

Avaliação da dor torácica no serviço de urgência. Carina Arantes Interna de formação específica de cardiologia

Avaliação da dor torácica no serviço de urgência. Carina Arantes Interna de formação específica de cardiologia Avaliação da dor torácica no serviço de urgência Carina Arantes Interna de formação específica de cardiologia Introdução Dor torácica constitui a 2ª causa mais comum de admissão no serviço de urgência

Leia mais

Palpitações Arritmias Síncope Fibrilação atrial Sintomas, causas, cuidados

Palpitações Arritmias Síncope Fibrilação atrial Sintomas, causas, cuidados Palpitações Arritmias Síncope Fibrilação atrial Sintomas, causas, cuidados - O que são palpitações cardíacas? A palpitação ocorre quando passamos a perceber os batimentos cardíacos ECG demonstrando batimento

Leia mais

CARDIOMIOPATIA ARRITMOGÊNICA DO BOXER RELATO DE CASO

CARDIOMIOPATIA ARRITMOGÊNICA DO BOXER RELATO DE CASO CARDIOMIOPATIA ARRITMOGÊNICA DO BOXER RELATO DE CASO JULIANA APARECIDA CERQUEIRA 1, LUIZ EDUARDO DUARTE DE OLIVEIRA 2,TATIANA SCHULIEN 3, CAROLINE RIBEIRO DE ANDRADE 4, RODRIGO BERNARDES NOGUEIRA 5 RESUMO:

Leia mais

Colesterol O que é Isso? Trabalhamos pela vida

Colesterol O que é Isso? Trabalhamos pela vida Colesterol O que é Isso? X O que é o Colesterol? Colesterol é uma gordura encontrada apenas nos animais Importante para a vida: Estrutura do corpo humano (células) Crescimento Reprodução Produção de vit

Leia mais

Cardiologia - Síndromes Coronarianas Agudas 1 / 17

Cardiologia - Síndromes Coronarianas Agudas 1 / 17 Cardiologia - Síndromes Coronarianas Agudas 1 / 17 Tabela 01 - Pacientes com Síndromes Coronarianas Agudas à Internação na Unidade - Principais Características Clinicas - Todos os Pacientes Egressos da

Leia mais

Cardiologia - Síndromes Coronarianas Agudas 1 / 17

Cardiologia - Síndromes Coronarianas Agudas 1 / 17 Cardiologia - Síndromes Coronarianas Agudas 1 / 17 Tabela 01 - Pacientes com Síndromes Coronarianas Agudas à Internação na Unidade - Principais Características Clinicas - Todos os Pacientes Egressos da

Leia mais

Prof. Me. Leandro Parussolo

Prof. Me. Leandro Parussolo HISTOFISIOLOGIA ANIMAL AULA - SISTEMA CARDIOVASCULAR Prof. Me. Leandro Parussolo SISTEMA CARDIOVASCULAR INTRODUÇÃO A função da circulação é realizada pelo sistema cardiovascular sistema vascular sanguíneo

Leia mais

Universidade Federal do Acre Curso de Medicina Veterinária

Universidade Federal do Acre Curso de Medicina Veterinária Universidade Federal do Acre Curso de Medicina Veterinária Sistema Circulatório I Coração e Circulação Prof. Adj. Dr. Yuri Karaccas de Carvalho Anatomia Descritiva Animal I Objetivos da Aula Definição

Leia mais

INSTITUTO DE DOENÇAS CARDIOLÓGICAS

INSTITUTO DE DOENÇAS CARDIOLÓGICAS Página: 1/7 1- CONSIDERAÇÕES GERAIS 1.1- As doenças cardiovasculares são, ainda hoje, as principais responsáveis pela mortalidade na população geral, no mundo ocidental. Dentre as inúmeras patologias que

Leia mais

TES TE T S E ER GOMÉTRIC GOMÉTRIC (Te ( ste de esforço ç )

TES TE T S E ER GOMÉTRIC GOMÉTRIC (Te ( ste de esforço ç ) TESTE ERGOMÉTRICO (Teste de esforço) Definição - um dos exames mais importantes de diagnóstico, avaliação clínica e prognóstico dos pacientes com doença arterial coronariana (DAC). - método rápido, barato,

Leia mais

(MARQUES, 2010). Na CMH, a hipertrofia da parede ventricular pode ser ainda simétrica ou assimétrica, com diminuição ou não da cavidade ventricular,

(MARQUES, 2010). Na CMH, a hipertrofia da parede ventricular pode ser ainda simétrica ou assimétrica, com diminuição ou não da cavidade ventricular, 14 1 INTRODUÇÃO As doenças do miocárdio são as formas mais comuns de cardiopatias em felinos. A cardiomiopatia hipertrófica felina (CMH) é uma doença primária do miocárdio e de etiologia idiopática na

Leia mais

Síndrome Coronariana Aguda

Síndrome Coronariana Aguda Síndrome Coronariana Aguda CLASSIFICAÇÃO DA DOR TORÁCICA AGUDA. - Dor anginosa típica (tipo A) - Dor provavelmente anginosa (tipo B) - Dor provavelmente não anginosa (tipo C) - Dor não anginosa (tipo D):

Leia mais

PÔSTERES DIA 13/11/2015-08:00 ÀS 12:00 TÍTULO

PÔSTERES DIA 13/11/2015-08:00 ÀS 12:00 TÍTULO 1 PÔSTERES DIA 13/11/2015-08:00 ÀS 12:00 A CIRCULAÇÃO EXTRACORPOREA NA CIRURGIA CARDÍACA BRASILEIRA: HISTÓRICO, AVANÇOS E DESAFIOS. 2 A DISSECÇÃO AÓRTICA E O TRATAMENTO ENDOVASCULAR 3 A IMPORTÂNCIA DA

Leia mais

Bibliografia: Capítulo 2 e 3 - Nowak Capítulo 12, 13 e 14 Fisiopatologia Fundamentos e Aplicações A. Mota Pinto Capítulo 4 S.J.

Bibliografia: Capítulo 2 e 3 - Nowak Capítulo 12, 13 e 14 Fisiopatologia Fundamentos e Aplicações A. Mota Pinto Capítulo 4 S.J. 1 3 Março INFLAMAÇÃO Conhecer os diferentes mecanismos fisiopatológicos que intervêm na resposta inflamatória Identificar os principais mediadores celulares e moleculares da inflamação Identificar os efeitos

Leia mais

HOSPITAL SÃO FRANCISCO RIBEIRÃO PRETO ESTADO DE SÃO PAULO PROGRAMA TEÓRICO E PRÁTICO PARA ESTÁGIO EM CARDIOLOGIA EM 2016

HOSPITAL SÃO FRANCISCO RIBEIRÃO PRETO ESTADO DE SÃO PAULO PROGRAMA TEÓRICO E PRÁTICO PARA ESTÁGIO EM CARDIOLOGIA EM 2016 HOSPITAL SÃO FRANCISCO RIBEIRÃO PRETO ESTADO DE SÃO PAULO PROGRAMA TEÓRICO E PRÁTICO PARA ESTÁGIO EM CARDIOLOGIA EM 2016 Credenciado e reconhecido pela Sociedade Brasileira de Cardiologia Início 2 de Fevereiro

Leia mais

Cardiologia Hemodinâmica

Cardiologia Hemodinâmica 1 Concurso Público 2011 Cardiologia Hemodinâmica Questão 1: Homem de 40 anos de idade, brasileiro (RJ), solteiro e comerciante, apresentou dor precordial intensa, acompanhada de palpitações e desencadeada

Leia mais

Semiologia Cardiovascular. Insuficiência Mitral. Por Matheus Vieira Gonçalves

Semiologia Cardiovascular. Insuficiência Mitral. Por Matheus Vieira Gonçalves Semiologia Cardiovascular Insuficiência Mitral Por Matheus Vieira Gonçalves 1- Etiologia O aparelho da valva mitral consiste dos folhetos valvares, da cordoalha tendínea, dos músculos papilares e do anel

Leia mais

Tratamento da Insuficiência Cardíaca. Profª Rosângela de Oliveira Alves

Tratamento da Insuficiência Cardíaca. Profª Rosângela de Oliveira Alves Tratamento da Insuficiência Cardíaca Profª Rosângela de Oliveira Alves Insuficiência Cardíaca Causas Insuficiência miocárdica Regurgitação valvular l Disfunção diastólica Sinaisi congestão e edema débito

Leia mais

RESPOSTA RÁPIDA 22/2014. Xarelto

RESPOSTA RÁPIDA 22/2014. Xarelto RESPOSTA RÁPIDA 22/2014 Xarelto SOLICITANTE NÚMERO DO PROCESSO Drª. Juliana Mendes Pedrosa, Juíza de Direito 0327.13.003068-4 DATA 17/01/2014 SOLICITAÇÃO O requerente está acometido de cardiomiopatia dilatada

Leia mais

Regulação do Débito Cardíaco, Fisiopatologia da Insuficiência Cardíaca e Eletrocardiograma

Regulação do Débito Cardíaco, Fisiopatologia da Insuficiência Cardíaca e Eletrocardiograma Regulação do Débito Cardíaco, Fisiopatologia da Insuficiência Cardíaca e Eletrocardiograma O débito cardíaco Introdução A influência do retorno venoso no débito cardíaco O papel dos barorreceptores Introdução

Leia mais

DICIONÁRIO DE TERMOS DA HEMODINÂMICA

DICIONÁRIO DE TERMOS DA HEMODINÂMICA DICIONÁRIO DE TERMOS DA HEMODINÂMICA Aneurisma: dilatação e protusão localizada da parede de um vaso (principalmente artéria) ou do coração, decorrente de uma fragilidade estrutural local. Angina: também

Leia mais

Curso de Revisão para Enfermagem em Intervenção Cardiovascular 2012

Curso de Revisão para Enfermagem em Intervenção Cardiovascular 2012 Serviço de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista Hospital São Paulo Hospital do Rim e Hipertensão UNIFESP - EPM Curso de Revisão para Enfermagem em Intervenção Cardiovascular 2012 Eduardo Rodrigues

Leia mais

SIMPÓSIO DE ELETROCARDIOGRAMA

SIMPÓSIO DE ELETROCARDIOGRAMA SIMPÓSIO DE ELETROCARDIOGRAMA www.gerenciamentoetreinamento.com Treinamentos Corporativos Contato: XX 12 9190 0182 E mail: gomesdacosta@gerenciamentoetreinamento.com SIMPÓSIO DE ELETROCARDIOGRAMA Márcio

Leia mais

ENDOCARDIOSE DA VALVA MITRAL EM CÃES

ENDOCARDIOSE DA VALVA MITRAL EM CÃES REVISTA CIENTÍFICA ELETRÔNICA DE MEDICINA VETERINÁRIA - ISSN 1679-7353 PUBLICAÇÃO CI ENTÍFICA DA FACULDADE DE MEDICINA VETERINÁRIA E ZOOTECNIA DE GARÇA/FAMED ANO IV, NÚMERO, 08, JANEIRO DE 2007. PERIODICIDADE:

Leia mais

CONDUTAS: EDEMA AGUDO DE PULMÃO

CONDUTAS: EDEMA AGUDO DE PULMÃO Universidade Federal do Ceará Faculdade de Medicina Programa de Educação Tutorial PET Medicina CONDUTAS: EDEMA AGUDO DE PULMÃO Paulo Marcelo Pontes Gomes de Matos OBJETIVOS Conhecer o que é Edema Agudo

Leia mais

Ivan da Costa Barros Pedro Gemal

Ivan da Costa Barros Pedro Gemal Semiologia Abordagem ao paciente cardiopata Ivan da Costa Barros Pedro Gemal DESAFIO!! 2011 Universidade Federal Fluminense 1. Paciente idoso procura PS à noite queixando- se de falta de ar, taquicárdico

Leia mais

2. HIPERTENSÃO ARTERIAL

2. HIPERTENSÃO ARTERIAL TESTE ERGOMETRICO O teste ergométrico serve para a avaliação ampla do funcionamento cardiovascular, quando submetido a esforço físico gradualmente crescente, em esteira rolante. São observados os sintomas,

Leia mais

DISTÚRBIOS DA CIRCULAÇÃO

DISTÚRBIOS DA CIRCULAÇÃO DISTÚRBIOS DA CIRCULAÇÃO Augusto Schneider Carlos Castilho de Barros Faculdade de Nutrição Universidade Federal de Pelotas TÓPICOS ABORDADOS Resumo das alterações já abordadas: Hemorragia Hiperemia Trombose

Leia mais

INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO

INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO Dr. Wilton César Eckert Medicina na Universidade Federal do Rio Grande do Sul Residência Médica em Clínica Médica, Cardiologia e Ecocardiografia na Santa Casa de Misericórdia

Leia mais

Insuficiência cardíaca congestiva

Insuficiência cardíaca congestiva Insuficiência cardíaca congestiva Insuficiência cardíaca congestiva (ICC), também conhecida como insuficiência ventricular esquerda ou somente insuficiência cardíaca, é uma condição fisiopatológica na

Leia mais

Semiologia Cardiovascular. B3, B4, Cliques, Estalidos e Atrito Pericárdico. Por Gustavo Amarante

Semiologia Cardiovascular. B3, B4, Cliques, Estalidos e Atrito Pericárdico. Por Gustavo Amarante Semiologia Cardiovascular B3, B4, Cliques, Estalidos e Atrito Pericárdico Por Gustavo Amarante 1 Bulhas Acessórias (B3 e B4) A) Revisão do Ciclo Cardíaco e Posição das Bulhas Para entender as bulhas acessórias,

Leia mais

Sistema circulatório

Sistema circulatório Sistema circulatório O que é: também conhecido como sistema cardiovascular é formado pelo coração e vasos sanguíneos. Tal sistema é responsável pelo transporte de nutrientes, gases, hormônios, excreções

Leia mais

DOENTE DE RISCO EM CIRURGIA ORAL

DOENTE DE RISCO EM CIRURGIA ORAL DOENTE DE RISCO EM CIRURGIA ORAL I AVALIAÇÃO PRÉVIA DO DOENTE Uma boa metodologia para avaliação de um doente candidato a cirurgia oral é tentar enquadrá-lo na classificação da American Society of Anesthesiologists

Leia mais

Tromboembolismo Pulmonar

Tromboembolismo Pulmonar Tromboembolismo Pulmonar SUSPEITA CLÍNICA DE TEP: Aplicar critérios de Wells para TEP (ANEXO 1) com finalidade de determinar probalidade clínica pré-testes ALTA PROBABILIDADE PROBABILIDADE INTERMEDIÁRIA

Leia mais

TOMOGRAFIA E RESSONÂNCIA CARDIOVASCULAR. Renato Sanchez Antonio Santa Casa RP

TOMOGRAFIA E RESSONÂNCIA CARDIOVASCULAR. Renato Sanchez Antonio Santa Casa RP TOMOGRAFIA E RESSONÂNCIA CARDIOVASCULAR Renato Sanchez Antonio Santa Casa RP Tomografia Técnica baseada em radiografia com uso colimadores para restringir feixes Realizada na mesma fase do ciclo cardíaco

Leia mais

cateter de Swan-Ganz

cateter de Swan-Ganz cateter de Swan-Ganz Dr. William Ganz Dr. Jeremy Swan A introdução, por Swan e Ganz, de um cateter que permitia o registro de parâmetros hemodinâmicos na artéria pulmonar a partir de 1970 revolucionou

Leia mais

Doenças Vasculares. Flebite ou Tromboflebite. Conceito:

Doenças Vasculares. Flebite ou Tromboflebite. Conceito: Doenças Vasculares Tromboflebiteé uma afecção na qual se forma um coágulo numa veia, em conseqüência de flebite ou devido à obstrução parcial da veia. Flebiteé a inflamação das paredes de uma veia. Causas:

Leia mais

Rascunhos de Um Acadêmico de Medicina Rafael Lessa

Rascunhos de Um Acadêmico de Medicina Rafael Lessa DOENÇA VALVAR CARDÍACA A maioria das doenças cardíacas valvares causa estenose valvar com obstrução do fluxo anterógrado ou insuficiência valvar com fluxo retrógrado. A estenose valvar impõe uma sobrecarga

Leia mais

FISIOLOGIA DO SANGUE HEMATÓCRITO 08/10/2008 ERITRÓCITOS OU HEMÁCIAS HEMATÓCRITO PLASMA: CELULAR:

FISIOLOGIA DO SANGUE HEMATÓCRITO 08/10/2008 ERITRÓCITOS OU HEMÁCIAS HEMATÓCRITO PLASMA: CELULAR: FISIOLOGIA DO SANGUE Sistema Circulatório PLASMA: semelhante ao líquido intersticial PROTEÍNAS PLASMÁTICAS Albumina pressão coloidosmótica Globulinas transporte e substrato imunidade, anticorpos Fibrinogênio

Leia mais

Cardiologia - Global Consolidado 1 / 9

Cardiologia - Global Consolidado 1 / 9 Cardiologia - Global Consolidado 1 / 9 Tabela 01 - Principais Antecedentes e Fatores de Risco para Doença Cardiovascular à Internação na Unidade Todos os Pacientes Egressos da Unidade Hipertensão Arterial

Leia mais

Cardiologia - Global Consolidado 1 / 9

Cardiologia - Global Consolidado 1 / 9 Cardiologia - Global Consolidado 1 / 9 Tabela 01 - Principais Antecedentes e Fatores de Risco para Doença Cardiovascular à Internação na Unidade Todos os Pacientes Egressos da Unidade Hipertensão Arterial

Leia mais

A. Patologias vasculares B. Choque C. Hemostasia. 2 Letícia C. L. Moura

A. Patologias vasculares B. Choque C. Hemostasia. 2 Letícia C. L. Moura Alterações Circulatórias Edema, Hiperemiae e Congestão, Hemorragia, Choque e Hemostasia PhD Tópicos da Aula A. Patologias vasculares B. Choque C. Hemostasia 2 Patogenia Edema A. Patologias Vasculares Fisiopatogenia

Leia mais

ENOXALOW enoxaparina sódica. Forma farmacêutica e apresentações Solução injetável. Via de administração: IV/SC

ENOXALOW enoxaparina sódica. Forma farmacêutica e apresentações Solução injetável. Via de administração: IV/SC ENOXALOW enoxaparina sódica Forma farmacêutica e apresentações Solução injetável. Via de administração: IV/SC 20 mg/0,2 ml cartucho com 1 ou 10 seringas. 40 mg/0,4 ml cartucho com 1 ou 10 seringas. 60

Leia mais

- CAPÍTULO 3 - O SISTEMA CARDIOVASCULAR. 3) ANATOMIA DO CORAÇÃO HUMANO - O coração é um órgão oco localizado no meio do peito, na cavidade torácica;

- CAPÍTULO 3 - O SISTEMA CARDIOVASCULAR. 3) ANATOMIA DO CORAÇÃO HUMANO - O coração é um órgão oco localizado no meio do peito, na cavidade torácica; - CAPÍTULO 3 - O SISTEMA CARDIOVASCULAR 1) FUNÇÕES DO SISTEMA CARDIOVASCULAR - Propulsão do sangue por todo o organismo; - Transporte de substâncias como o oxigênio (O 2 ), dióxido de carbono ou gás carbônico

Leia mais

Sistema circulatório

Sistema circulatório Texto de apoio ao professor T3 Nesta aula irá estudar-de o ciclo cardíaco (diástole, sístole, pressão sanguínea e arterial) e os meios utilizados para o diagnóstico e prevenção de anomalias que possam

Leia mais

COORDENADOR: PROF. LUIZ F. SALAZAR DISCIPLINA: SEMIOLOGIA CARDIOVASCULAR

COORDENADOR: PROF. LUIZ F. SALAZAR DISCIPLINA: SEMIOLOGIA CARDIOVASCULAR PROCAPE / - CURSO ESPECIALIZAÇÃO EM CARDIOLOGIA ANO: 0 HORÁRIO: 07:30 HS. ( em ponto) COORNADOR: PROF. LUIZ F. SALAZAR DISCIPLINA: SEMIOLOGIA CARDIOVASCULAR 07.0 ª A ANAMNESE EM CARDIOLOGIA SINTOMAS Dr.Luiz

Leia mais

Índice Remissivo do Volume 89-2007

Índice Remissivo do Volume 89-2007 Por Assunto A Ablação por cateter Ácidos pteroilpoliglutâmicos Adiposidade - Associação entre Perfil lipídico e Adjuvantes imunológicos Adolescente Escolares...73 Teste Ergométrico em Crianças e Adulto

Leia mais

FACULDADE DE MEDICINA DA UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE/ FM/ UFF/ HU

FACULDADE DE MEDICINA DA UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE/ FM/ UFF/ HU DADOS DO PROJETO DE PESQUISA Pesquisador: PARECER CONSUBSTANCIADO DO CEP Título da Pesquisa: O efeito da suplementação com L-carnitina na redução da agressão miocárdica provocada pela injúria de isquemia

Leia mais

Quando o sangue forma massas de coágulos dentro dos vasos, essas massas recebem o nome de trombos. Frequentemente os trombos são friáveis, ou seja,

Quando o sangue forma massas de coágulos dentro dos vasos, essas massas recebem o nome de trombos. Frequentemente os trombos são friáveis, ou seja, 1 Prezado paciente Se você está em tratamento com anticoagulante oral, saiba que essa substância é muito eficaz para prevenir a ocorrência de tromboses e embolias, que são complicações sérias resultantes

Leia mais

Coração. O Exame Físico do Coração. Dr. Carlos Caron e Dr. Ivan Paredes CONSIDERAÇÕES GERAIS

Coração. O Exame Físico do Coração. Dr. Carlos Caron e Dr. Ivan Paredes CONSIDERAÇÕES GERAIS CARDIOVASCULAR Coração Dr. Carlos Caron e Dr. Ivan Paredes O Exame Físico do Coração Neste módulo estudaremos o exame físico do sistema cardiovascular, estabelecendo relações com a fisiologia, anatomia

Leia mais

O TAMANHO DO PROBLEMA

O TAMANHO DO PROBLEMA FÍSICA MÉDICA O TAMANHO DO PROBLEMA Quantos hipertensos existem no Brasil? Estimativa de Prevalência de Hipertensão Arterial (1998) 13 milhões se considerar cifras de PA > 160 e/ou 95 mmhg 30 milhões

Leia mais

LEUCEMIA LINFOCÍTICA CRÔNICA EM CÃO RELATO DE CASO

LEUCEMIA LINFOCÍTICA CRÔNICA EM CÃO RELATO DE CASO LEUCEMIA LINFOCÍTICA CRÔNICA EM CÃO RELATO DE CASO LUCIANE CAMILA HISCHING 1, FABIOLA DALMOLIN 2, JOELMA LUCIOLI 3, THIAGO NEVES BATISTA 3, JOSÉ EDUARDO BASILIO DE OLIVEIRA GNEIDING 3. 1 Discente Medicina

Leia mais

SISTEMATIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM EM PACIENTES COM INSUFICIÊNCIA CARDÍACA CONGESTIVA (ICC)

SISTEMATIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM EM PACIENTES COM INSUFICIÊNCIA CARDÍACA CONGESTIVA (ICC) SISTEMATIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM EM PACIENTES COM INSUFICIÊNCIA CARDÍACA CONGESTIVA (ICC) ANA PAULA FERREIRA SANTOS* GABRIELLA GOMES DE CARVALHO* POLLYNE BARBOSA ALBERICE MONTEIRO* TAYLLANY

Leia mais

PRINCÍPIOS GERAIS DA HEMODINÂMICA: FLUXO SANGUÍNEO E SEU CONTROLE

PRINCÍPIOS GERAIS DA HEMODINÂMICA: FLUXO SANGUÍNEO E SEU CONTROLE PRINCÍPIOS GERAIS DA HEMODINÂMICA: FLUXO SANGUÍNEO E SEU CONTROLE Hemodinâmica = princípios que governam o fluxo sanguíneo, no sistema cardiovascular. Fluxo, Pressão, resistência e capacitância*: do fluxo

Leia mais

Hemodinâmica. Cardiovascular. Fisiologia. Fonte: http://images.sciencedaily.com/2008/02/080226104403-large.jpg

Hemodinâmica. Cardiovascular. Fisiologia. Fonte: http://images.sciencedaily.com/2008/02/080226104403-large.jpg Fonte: http://images.sciencedaily.com/2008/02/080226104403-large.jpg Fisiologia Cardiovascular Hemodinâmica Introdução O sistema circulatório apresenta várias funções integrativas e de coordenação: Função

Leia mais

Sistema circulatório. Componentes: - Vasos sanguíneos. - Sangue (elementos figurados e plasma) - Coração

Sistema circulatório. Componentes: - Vasos sanguíneos. - Sangue (elementos figurados e plasma) - Coração Fisiologia Humana Sistema circulatório Componentes: - Sangue (elementos figurados e plasma) - Vasos sanguíneos - Coração Vasos sanguíneos Artérias Vasos com paredes espessas e elásticas por onde circula

Leia mais

Professor: João Paulo ALGUNS PROBLEMAS CARDIOVASCULARES. Prof: João Paulo

Professor: João Paulo ALGUNS PROBLEMAS CARDIOVASCULARES. Prof: João Paulo ALGUNS PROBLEMAS CARDIOVASCULARES Prof: João Paulo SOPRO NO CORAÇÃO É uma alteração no fluxo do sangue dentro do coração, provocada por problemas em uma ou mais válvulas cardíacas ou por lesões nas paredes

Leia mais

Doenças do Sistema Circulatório

Doenças do Sistema Circulatório Doenças do Sistema Circulatório Dados Mundiais: Mortes por grupos de causas - 2000 Total de Mortes: 55.694.000 Causas Externas ( 9.1%) Doenças Não Transmissíveis (59.0%) Doenças transmissíveis, mortalidade

Leia mais

Fibrilação atrial Resumo de diretriz NHG M79 (segunda revisão parcial, agosto 2013)

Fibrilação atrial Resumo de diretriz NHG M79 (segunda revisão parcial, agosto 2013) Fibrilação atrial Resumo de diretriz NHG M79 (segunda revisão parcial, agosto 2013) grupo de estudos NHG-fibrilação atrial traduzido do original em holandês por Luiz F.G. Comazzetto 2014 autorização para

Leia mais

Caso Clínico. Luana Silva Bessa Guimarães

Caso Clínico. Luana Silva Bessa Guimarães Caso Clínico Luana Silva Bessa Guimarães Identificação Id: sexo masculino, 31 anos, natural e procedente de Fortaleza, pardo, católico, auxiliar de produção. Cansaço e inchaço nas pernas" Queixa Principal

Leia mais

SISTEMA CIRCULATÓRIO. Afecções do Sistema Cardiovascular 02/06/2015 02/06/2015

SISTEMA CIRCULATÓRIO. Afecções do Sistema Cardiovascular 02/06/2015 02/06/2015 SISTEMA CIRCULATÓRIO Afecções do Sistema Cardiovascular 1 2 Aterosclerose Coronariana Conceito: Acúmulo anormal de substância lipídica, cálcio, componentes do sangue, carboidratos e tecido fibroso na parede

Leia mais

Semiologia Cardíaca. Exame físico

Semiologia Cardíaca. Exame físico Semiologia Cardíaca Exame físico Exame físico Inspeção Palpação Percussão Ausculta Exame físico Inspeção e palpação simultaneamente: achados mais significativos Pesquisa de abaulamento Análise do ictus

Leia mais

UNIVERSIDADE CAMILO CASTELO BRANCO CURSO DE MEDICINA VETERINÁRIA

UNIVERSIDADE CAMILO CASTELO BRANCO CURSO DE MEDICINA VETERINÁRIA UNIVERSIDADE CAMILO CASTELO BRANCO CURSO DE MEDICINA VETERINÁRIA FISIOPATOLOGIA E TERAPIA DA INSUFICIÊNCIA CARDÍACA CONGESTIVA EM PEQUENOS ANIMAIS: REVISÃO DE LITERATURA José Sérgio Traldi Junior DESCALVADO

Leia mais

Índice. Como evitar um AVC e um Infarte do miocardio

Índice. Como evitar um AVC e um Infarte do miocardio Como evitar um AVC e um Infarte do miocardio 2 Índice Como evitar um AVC e um Infarte do miocardio... 3 Quantas mortes são causadas por AVC?... 3 Como dimininuir o risco de AVC?... 3 Quais as pessoas com

Leia mais

INSUFICIÊNCIA CARDÍACA CONGESTIVA (ICC)

INSUFICIÊNCIA CARDÍACA CONGESTIVA (ICC) INSUFICIÊNCIA CARDÍACA CONGESTIVA (ICC) Categorias: - ICC aguda sem diagnóstico prévio - ICC crônica agudizada - ICC crônica refratária Apresentações clínicas: - Edema agudo de pulmão: rápido aumento da

Leia mais

Critérios de Diagnóstico de Estenose Pulmonar

Critérios de Diagnóstico de Estenose Pulmonar Critérios de Diagnóstico de Estenose Pulmonar João Oliveira Escola Universitária Vasco da Gama Coimbra Departamento de Fisiologia e Cirurgia Cardiotorácica FMUP Porto Hospital Veterinário Clinicão Figueira

Leia mais

Histórico Diagnóstico Indicações Tratamento cirúrgico Resultados e Complicações

Histórico Diagnóstico Indicações Tratamento cirúrgico Resultados e Complicações Valvulopatias Cardíacas II - Visão Cirúrgica Insuficiência Mitral Histórico Diagnóstico Indicações Tratamento cirúrgico Resultados e Complicações Prof. Dr. Jehorvan L. Carvalho História Existem relatos

Leia mais

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE DEPARTAMENTO DE FISIOLOGIA DISCIPLINA: FISIOLOGIA HUMANA EXERCÍCIO FÍSICO PARA POPULAÇÕES ESPECIAIS

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE DEPARTAMENTO DE FISIOLOGIA DISCIPLINA: FISIOLOGIA HUMANA EXERCÍCIO FÍSICO PARA POPULAÇÕES ESPECIAIS UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE DEPARTAMENTO DE FISIOLOGIA DISCIPLINA: FISIOLOGIA HUMANA EXERCÍCIO FÍSICO PARA POPULAÇÕES ESPECIAIS Prof. Mestrando: Marcelo Mota São Cristóvão 2008 POPULAÇÕES ESPECIAIS

Leia mais

DENGUE. Médico. Treinamento Rápido em Serviços de Saúde. Centro de Vigilância Epidemiológica Prof. Alexandre Vranjac

DENGUE. Médico. Treinamento Rápido em Serviços de Saúde. Centro de Vigilância Epidemiológica Prof. Alexandre Vranjac DENGUE Treinamento Rápido em Serviços de Saúde Médico 2015 Centro de Vigilância Epidemiológica Prof. Alexandre Vranjac O Brasil e o estado de São Paulo têm registrado grandes epidemias de dengue nos últimos

Leia mais

Arritmias Cardíacas Classificação e Tratamento Emergencial. Classificação das Arritmias (Segundo a Freqüência Cardíaca Associada)

Arritmias Cardíacas Classificação e Tratamento Emergencial. Classificação das Arritmias (Segundo a Freqüência Cardíaca Associada) Arritmias Cardíacas Classificação e Tratamento Emergencial Prof. Dr. Luiz F. Junqueira Jr. Universidade de Brasília Departamento de Clínica Médica - Laboratório Cardiovascular Hospital Universitário de

Leia mais

Conheça alguns termos comumente utilizados na Hemodinâmica

Conheça alguns termos comumente utilizados na Hemodinâmica Conheça alguns termos comumente utilizados na Hemodinâmica O QUE É CATETERISMO CARDÍACO? O Cateterismo Cardíaco é um procedimento realizado com o objetivo de diagnosticar e/ou tratar inúmeras patologias

Leia mais

Pós Operatório. Cirurgias Torácicas

Pós Operatório. Cirurgias Torácicas Pós Operatório Cirurgias Torácicas Tipos de Lesão Lesões Diretas fratura de costelas, coluna vertebral ou da cintura escapular, hérnia diafragmática, ruptura do esôfago, contusão ou laceração pulmonar.

Leia mais

INTERVALO E VISITA À EXPOSIÇÃO PARALELA - TEMA LIVRE PÔSTER GRUPO I

INTERVALO E VISITA À EXPOSIÇÃO PARALELA - TEMA LIVRE PÔSTER GRUPO I XXII CONGRESSO NACIONAL DO DEPARTAMENTO DE ERGOMETRIA, EXERCÍCIO, REABILITAÇÃO CARDIOVASCULAR, CARDIOLOGIA NUCLEAR E CARDIOLOGIA DO ESPORTE. PROGRAMAÇÃO CIENTÍFICA QUINTA-FEIRA 29 DE OUTUBRO DE 2015 07:30H

Leia mais

Fatores de risco para Doenças Cardiovasculares. MSc. Roberpaulo Anacleto

Fatores de risco para Doenças Cardiovasculares. MSc. Roberpaulo Anacleto Fatores de risco para Doenças Cardiovasculares MSc. Roberpaulo Anacleto INSUFICIÊNCIA CARDÍACA Insuficiência Cardíaca A falência do coração geralmente é denominada insuficiência cardíaca congestiva (ICC).

Leia mais

a. CONSIDERAÇÕES ESPECIAIS DE AVALIAÇÃO Objetivos do tratamento pré-hospitalar da síndrome coronariana aguda

a. CONSIDERAÇÕES ESPECIAIS DE AVALIAÇÃO Objetivos do tratamento pré-hospitalar da síndrome coronariana aguda Parte II P R O T O C O L O S D E D O E N Ç A S C A R D I O V A S C U L A R E S [111] 47. SÍNDROME CORONARIANA AGUDA a. CONSIDERAÇÕES ESPECIAIS DE AVALIAÇÃO A isquemia do miocárdio resulta do desequilíbrio

Leia mais