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1 cidades ilustradas DAVID LLOYD Casa 21

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3 São Paulo

4 cidades ilustradas DAVID LLOYD São Paulo Prefácio de Nicolau Sevcenko Patrocínio Apoio

5 Copyright David Lloyd TEXTO David Lloyd TRADUÇÃO E PESQUISA FOTOGRÁFICA Marcela Godoy REVISÃO Pina Bastos PRODUÇÃO GRÁFICA Radiográfico CIP-BRASIL. CATALOGAÇÃO-NA-FONTE SINDICATO NACIONAL DOS EDITORES DE LIVROS, RJ Prefácio de Nicolau Sevcenko L773s Lloyd, David, São Paulo / David Lloyd ; prefácio de Nicolau Sevcenko ; [tradução de Marcela Godoy]. - Rio de Janeiro : Casa 21, principalmente il. color. - (Cidades ilustradas ; 7) Texto em português e inglês Textos em quadrinhos ISBN São Paulo (SP) - Obras ilustradas. 2. São Paulo (SP) - Histórias em quadrinhos. I. Título. II. Série CDD: CDU: 913(816.11) Todos os direitos desta edição reservados à: Casa 21 Ltda Rua do Catete, 92 casa Rio de Janeiro RJ

6 VISTA DE UMA JANELA NO ALTO Quando você está lá em cima, junto às nuvens, tudo parece igual. Do que se podia ver através da janela do avião, eu poderia estar a caminho de Nova Iorque, Tóquio, Paris, Roma, Cidade do México, ou Hong Kong, em vez de estar em direção a São Paulo, Brasil. Eu sabia pouco sobre São Paulo. Não queria saber muito. Eu queria vê-la crua, senti-la fresca, sem preconceitos. Eu queria que as impressões deixadas em mim fossem instantâneas, como imagens capturadas numa câmera. Havia somente duas coisas que eu sabia sobre a cidade: uma, era grande; outra, era dividida pelo dinheiro. Uma combinação comum de elementos comuns a todas as grandes cidades do globo. E por que tais elementos eram comuns a esta cidade, era uma das coisas que eu queria descobrir. A outra era o quão diferente São Paulo seria de todas as demais cidades que vi em minhas viagens. A maioria das cidades grandes em que estive eram cinza, mas São Paulo estava na América do Sul, um dos lugares mais coloridos do planeta. Era uma selva de concreto no meio de uma selva de verdade. As cores forçariam sua passagem. Tinham que forçar. E eu estava ansioso para saber se o haviam feito.

7 O AZUL Fizemos a aproximação ao aeroporto já à luz da manhã. O avião desceu sem pressa, quase a ler sob ele o chão de meias-casas e barracões das favelas moradia dos pobres que circundam o ascendente centro urbano da cidade. Os tanques de águas azuis, que alimentam as necessidades daqueles habitantes, pontuavam a paisagem, qual fossem as piscinas de azul límpido das casas de San Diego, na aproximação ao Lindbergh Field. O contraste não poderia ser melhor. Perguntei-me se alguma das crianças nas ruas lá embaixo olhava acima, para nós, da mesma maneira que eu costumava fazer quando menino, ao observar um avião de carreira passar por sobre minha cabeça, invocando uma fantasia acerca de onde ele estaria vindo, ou de para onde estaria indo; um lugar exótico, excitante; onde a vida era tão boa quanto poderia ser, ao invés de tão boa quanto nós a fizéssemos ser. E me perguntei se algum dos adultos excluídos lá de baixo, talvez olhasse acima, para nós, com um quê além de ressentimento, invocando em sua própria fantasia algo que desejasse muito realizar... Talvez algo como...

8 GUERRA NAS ESTRELAS Era um meteoro que batendo contra os palácios brilhantes, esfacelou os muitos cofres e tesouros guardados em seu interior! Há muito tempo atrás, numa cidade muito distante... Via-se ao longe um panorama de palácios cintilantes, com suas inúmeras janelas refletindo a luz ofuscante das estrelas que brilhavam no céu acima da paisagem. De repente, uma das estrelas pareceu ficar maior... Maior... E todas as riquezas daqueles paços voaram pelos ares, e choveram sobre tudo, como gotas de estrelas caindo por sobre as vilas empobrecidas que ficavam do lado de fora dos portões da grande cidade... E maior...

9 BACIA DA ESPERANÇA Reconhecidamente, em virtude de todos os seres humanos que podem vir a se encontrar injustamente tratados, se tal fantasia se realizasse, nenhum raio vindo dos céus, ainda que cheio de boas intenções, seria capaz de pulverizar os palácios cintilantes de São Paulo num futuro próximo... Mas há uma possibilidade real de que um desses raios tenha caído cerca de 30 milhões de anos atrás na Cratera da Colônia, onde numa favela impressionante, vive e prospera uma comunidade, no interior de uma bacia geológica cavada na terra, que parece evidenciar o local onde um meteoro teria caído. Se algo realmente caiu ali, é possível que tenha deixado algum tipo de radiação benevolente para trás, pois as pessoas que conheci nesta comunidade não mostraram os sinais da depressão que eu esperava encontrar em moradores de favela durante minha jornada. Apesar de viver nas típicas condições de uma favela, os moradores pareciam contagiosamente otimistas, e mostravam verdadeiro interesse no lugar em que estavam, muito mais do que preocupação com planos de fugir dali. Mas deixando de lado a radiação benevolente, encontrei muita dificuldade em compreender o que era aquilo que fazia com que os habitantes daquele gueto fossem tão motivados e interessados em seus arredores; até que comecei a pensar de forma prática e lógica a respeito. Talvez isso se limite ao fato de que, se você é capaz de ver as paredes do mundo à sua volta, quem sabe possa lembrar-se de sua responsabilidade sobre ele; sendo compelido a fazer o melhor visando deixar tal mundo o mais agradável possível para que, nele, se possa viver; independentemente da natureza das circunstâncias. Acredito que se todos nós pudéssemos ver as paredes à nossa volta de maneira semelhante, talvez pudéssemos sentir a mesma coisa.

10 COMEÇOU COM UM BEIJO História. Por mais estranho que pareça, a longa cadeia de atos violentos que formaram as bases da riqueza e da prosperidade da São Paulo moderna começou com um beijo. Embora a primeira índia a se aproximar intimamente de um membro descuidado da tripulação de Pedro Álvares Cabral estivesse mais interessada em comer seus lábios do que beijá-los, foi um beijo que marcou o início de um caminho que, apenas 50 anos após a chegada de Cabral, teria levado a uma relação mais convencional entre invasor e invadido, assim contribuindo diretamente para a origem de São Paulo. Esta significativa união-escrita-nas-estrelas foi entre o pioneiro português João Ramalho e a jovem índia de nome Bartira, que era ninguém menos do que a filha do cacique Tibiriçá. Foi com a ajuda de Tibiriçá que Ramalho se tornou uma roda-gigante naquela selva e, portanto, influente o suficiente para levar os famosos fundadores de São Paulo Manuel da Nóbrega e José de Anchieta ao local em que a cidade foi fundada. Daquele ponto em diante, estou certo, os padres que fundaram a cidade buscavam o amor de Deus ao invés de qualquer outro tipo de amor para nortear o futuro daquela comunidade. Mas, sem nenhuma surpresa, as coisas não funcionaram da maneira prevista. Eventual e inevitavelmente, foi o amor pela terra e o amor pelo ouro manifestado de forma apaixonante pelos infatigáveis e desapiedados pioneiros das matas, os Bandeirantes que ali se tornariam os principais objetos de adoração, e continuariam a sê-lo pelos séculos a seguir.

11 ENTRE O PARAÍSO E A CONSOLAÇÃO Os paulistanos costumam brincar dizendo que a Avenida Paulista a mais importante avenida da cidade é como o casamento: começa no paraíso e termina na consolação. Neste gracejo, eles se referem aos pontos de início e término da avenida da estação Paraíso do metrô, àquela na Rua da Consolação. Para que essa descrição seja algo mais além do que um trocadilho espirituoso, deveria haver algo sobre a própria avenida que realmente pudesse remeter o visitante daquela via de concreto, ao possível final de uma sagrada união entre homem e mulher. Mas olhando para ela ao longo da história e olhando-a agora, nada aponta para isso. Um caminho-de-rosas seria um nome mais adequado. Iniciada como uma trilha aberta através da selva em 1782, a avenida tornou-se a primeira a ser asfaltada e ladeada de árvores, em À época, era a vitrine das mansões dos barões do café que engordavam as riquezas da cidade. Hoje em dia, trata-se da vitrine para os grandes prédios de bancos e empresas do gênero, que suplantaram os velhos barões, tornando-se o grande motor da cidade. É também a única via pública em São Paulo que teve toda a sua linhagem de poder enterrada no subsolo a partir de uma cosmética operação, calculada com a finalidade de erguer a sua aparência por sobre todas as demais vias expressas da cidade. A Catedral da Sé está localizada no centro geográfico da cidade, mas eu diria que a Avenida Paulista é o seu centro verdadeiro, em essência e em significância. O mais extraordinário prédio a ser visto nessa avenida é o Museu de Arte de São Paulo o MASP. Trata-se de uma das duas únicas construções que notei na cidade que são certamente do final dos anos 50 e início dos anos 60: ambas têm a aparência de uma caixa de janelas, que fora bastante popular entre muitos arquitetos daquela época. Mas a estrutura do MASP é mais incomum do que muitas outras construções de seu estilo. O proprietário da terra onde foi construído não queria que a vista da cidade a partir do Parque do Trianon fosse bloqueada, por isso o arquiteto, inteligentemente, projetou-o de forma escarrapachada, sobre quatro grandes colunas vermelhas. Essa bizarra construção dá ao museu uma impressionante e distinta qualidade elefantina. Você quase acredita que o verá andar pela avenida para esticar as pernas, ou retraí-las para deitar-se num gostoso descanso. Contudo, quando visitei o museu, pareceu-me que a combinação entre a feira, que regularmente acontece sob sua grande barriga; o tráfego, os turistas, e os visitantes que enxameiam o vão sob o prédio, tornaram quase inútil o esforço em tentar preservar a vista da cidade para quem olha a partir do parque. Mas se o esforço não tivesse sido feito, não teríamos uma das mais surpreendentes construções na cidade para apreciar.

12 VELOZES... Há pelo menos 5,5 milhões de carros em São Paulo, e os ânimos de um destes motoristas geralmente representa os ânimos de todos, como se o santo padroeiro dos motoristas fosse o grande, já falecido, Aiyrton Senna. Corredor paulistano inato, que encarou as corridas de velocidade com a mesma naturalidade que um peixe encara a água, Ayrton Senna da Silva estarreceu o mundo primeiramente no kart, antes de ingressar nas corridas de carro, e então ascendendo à Fórmula 1 em Sua audácia ao correr riscos era tão extraordinária que assustava os motoristas que competiam com ele. Dirigindo o que dirigia, derradeiramente confiante em suas habilidades, Senna deixava que algo mais tomasse conta dele quando entrava num circuito de provas um vigor quase sobrenatural que, ele imaginava por um momento, pudesse assumir o controle em seu lugar. Talvez a certeza de sua infalibilidade o levasse a pensar que estivesse protegido por deuses. Por sorte, ele conseguiu evitar ser seduzido por tal devaneio. Mas mesmo a sorte não conseguiu protegê-lo dos resultados de sua experiência. Em um acidente no GP de San Marino, em 1994, Ayrton Senna voltou aos braços do Criador. Para o povo de São Paulo as corridas de automóvel são uma grande obsessão. Quando Ayrton Senna faleceu, as pessoas da cidade choravam pelas ruas. Não houve maior tributo do que esse que, a ele, pudesse ter sido oferecido. Um monumento a este grande corredor foi erigido e pode ser visto à entrada do Túnel Ayrton Senna, na Avenida 23 de Maio.

13 E FURIOSOS É irônico que numa cidade tão apaixonada pela direção veloz, as rodovias pareçam ter sido calculadas a fim de garantir que os motoristas não consigam se mover em alta velocidade. O tráfego parece estar constantemente naquela situação anda-pára, qualquer que seja a rota que você decida tomar, e em qualquer direção; e os motoristas têm dificuldade de honrar seus compromissos, posto ser mais comum determinar a hora e local de encontro, quando o ideal seria deixar as coisas mais informais neste sentido. Mas não é difícil para os motoristas de São Paulo apenas porque as vias públicas não parecem ter sido planejadas com a eficiência ideal desde o começo, e que não dêem conta do crescente número de veículos que as utilizam. É difícil também porque aqueles com poder para mudar as coisas, e tornar a vida dos usuários mais fácil, não usam mais as rodovias. Eles agora vão pelo ar. Não é para eles os trancos e a azáfama do tráfego da cidade. Eles não têm que brigar para chegar ao trabalho, e brigar de novo para voltar para casa, à noite. Eles são parte de uma elite crescente, que faz uso de mais de cem helipontos, e de uma frota de helicópteros privados, rivalizados apenas pelos números que você encontra em Nova Iorque. Algo que os permite levar suas vidas de forma bem mais confortável do que a de um João qualquer. Assim, enquanto a vida do usuário-em-trânsito-preso-ao-solo de São Paulo padece na morosa viagem para casa, todos os dias da semana, eles agora podem sofrer a lenta tortura de assistir às pessoas com poder de decisão na cidade, voar para casa sobre eles, qual fossem anjos num enevoado e indistinto paraíso, indo para seus lares nas nuvens. É o suficiente para enlouquecê-los. E enlouquece.

14 SOMOS OS MOTOBOYS Os únicos usuários de trânsito que têm qualquer tipo de fluxo absolutamente livre pelas ruas em toda a cidade são os que compõe as muitas frotas de entregadores nas motocicletas, que circulam por todos os lugares e são comumente chamados de motoboys. Enquanto outros usuários sofrem o estresse e a pressão do tráfego entupido, os motoboys conseguem se movimentar em volta, atrás, na frente e lado a lado aos veículos de quatro rodas com quem dividem as ruas, de uma forma que é geralmente irritante e frustrante, e pode fazer até mesmo o mais apático dos motoristas querer descer de seu carro e largá-lo no meio da rua. Mas a vida do motoboy não é tão fácil para eles, quanto a velocidade em que trafegam nos horários de pico possa sugerir. Atualmente, como um corpo de trabalhadores, os motoboys são mal-pagos, sub-representados e mal-segurados. E apesar da juventude estar a favor da maioria deles, a sorte não está. Quando entram num túnel, têm menos chance de saírem dele do que qualquer companheiro-usuário-de-veículo-de-quatro-rodas possa ter. Por causa disso, como um grupo, eles doam muito mais aos recursos da cidade do que apenas a entrega de serviços rápidos, e doam muito mais rápido do que qualquer outro cidadão... Eu ouvi uma história enquanto estava na cidade sobre um idoso que se recuperava de uma grave cirurgia, e que foi conduzido para o lado de fora do maior hospital em São Paulo o Albert Einstein para uma limusine a fim de ir para casa, na mesma hora em que um motoboy descia de sua motocicleta com uma encomenda a ser deixada na recepção do hospital. Assim que o motoboy deixou a moto, o tal idoso olhou naquela direção e viu a moto ali. De repente, qual abençoado por um súbito surto de energia, o velho se ergueu de sua cadeira de rodas, pulou sobre a moto e saiu em alta velocidade; com o avental batendo como asas atrás dele... Eu não acho que a história seja verdadeira, mas sei exatamente a que ela se referia.

15 OUTROS MOTOBOYS E SEUS COLEGAS Os tiras. É preciso ter pena deles. São perseguidos por fantasmas. Fantasmas de atos passados, velhas edificações, perdas sofridas. Fantasmas de épocas em que sua principal atividade era a supressão a oposições políticas e a luta contra o crime era uma atividade secundária. Talvez por isso, muitos cidadãos de São Paulo mantenham uma respeitosa distância deles, onde quer que estejam, e os observem com certa cautela, do outro lado da rua, como se os contemplassem do lado oposto de um desfiladeiro, cujo profundo abismo os separa. Em seus olhos, os eleitos defensores da lei e da ordem na cidade ainda vestem o manto dos anos repressivos, pouco camuflados por seus novos uniformes. Tal situação é desafortunada numa cidade em que o crime é corrente, e a maior parte das vítimas é da mesma classe daquelas que mais sofreram nas mãos da velha força policial. Algumas coisas mudam. Outras permanecem iguais.

16 ALTO, MAIS ALTO, O MAIS ALTO Arranha-céus. A matéria central de São Paulo em nacos maiores e em maior número do que se poderia ver em qualquer outro lugar no mundo. Se você gosta de arranha-ceús, venha a São Paulo. Ali, eles se digladiam por sua atenção. O primeiro deles a ser construído na cidade em 1929, quase não se qualifica como um arranha-céu em sua aparência para nós nos dias de hoje. Foi um trabalho pioneiro de arquitetura dos Irmãos Lacombe o Edifício Martinelli. Seu construtor teve grande dificuldade em convencer as pessoas que estavam acostumadas a viver razoavelmente próximas ao chão, de que era seguro viver trinta andares acima dele. Ele teve sucesso apenas quando decidiu viver com a família bem no topo do próprio prédio, numa mansão de quatro andares, construída exclusivamente para aquele fim. Este prédio, aparentemente, é assombrado por um fantasma uma loira sem rosto que pode ser vista através de um espelho. Eu apenas menciono essa história porque quem quer que ela tristemente represente em sua forma humana espiritual, ela também parece representar a forma daqueles prédios altos que eventualmente se ergueram após o Martinelli a maioria dos quais eram distinguidos por uma natureza branda e amena, sem feições reconhecíveis, para as quais não vale a pena voltar a face de um espelho. A partir do Edifício Martinelli, não houve interrupção na ascensão às grandes alturas, que dão à cidade a surpreendente aparência que ela hoje tem. O outro edifício a causar impressão e reclamar os créditos de mais alto por um período foi o Edifício Banespa, construído em 1947 um monumento ao dinheiro, de trinta e cinco andares, transformado numa réplica do famoso Empire State Building, de Nova Iorque, qual fosse uma íntima ilação de seus construtores, numa tentativa, talvez, de dizer que o que quer que Nova Iorque pudesse fazer, São Paulo também poderia. Edifícios mais altos se seguiram, incluindo aquele que é frequentemente citado como o mais alto da cidade no momento, o Edifício Itália, que têm quarenta e dois andares. Mas o mais alto mesmo é provavelmente o menos atraente dos gigantes da cidade, razão pela qual provavelmente ninguém queira voltar sua atenção para ele o Mirante do Vale. É de 1960, tem 170 metros de altura, cinqüenta e um andares, e é uma espécie de companheiro do MASP, de um tempo em que uma caixa com janelas era uma visão arquitetônica para muitos. O próximo passo de São Paulo em direção às estrelas está atualmente sendo planejado por um grupo de investidores chefiado por Maharishi Mahesh Yogi, que acredita que construir um bando de formas geométricas corretamente posicionadas em diferentes partes do globo irá levar ao conceito de paraíso na terra. Eu acho que levar mais recursos aos necessitados e menos aos construtores de arranha-céus fará este trabalho de maneira muito melhor mas talvez eu esteja muito baixo e grudado ao chão para conseguir enxergar o grande cenário...

17 O PALÁCIO DE ESTEVÃO Imagine por um instante que você está explorando o fundo do oceano. Você realmente não espera encontrar qualquer coisa fora do comum em meio aos peixes e às algas-marinhas. Então, de repente, quando você vira naquela esquina de corais, você se vê diante de uma gruta submarina, de paredes tortas e arcos, que parecem fruto do trabalho de sereias e tritões em seus dias de folga. É feito de bernacas e todo tipo de objetos de beleza natural que pontuam o fundo do oceano, e é reforçado pelos restos recuperados de milhões de escombros de navios os copos, pratos, talheres de jantares perdidos, relógios parados e ornamentos de todo tipo impedidos de chegar ao destino programado, e agora utilizados para celebrar a beleza do artesanato humildemente humano, como se expostos num museu. Se você consegue imaginar o que descrevi, terá uma vaga idéia de como é a surpreendente casa de Estevão Silva da Conceição, dentro da favela que ele chama de lar. Tem quer vista para que se possa acreditar nela. Um trabalho notável de arte verdadeira e arte verdadeira mesmo, porque foi feita com seu próprio propósito, e não por outra razão, por um homem que parece interessado apenas em criar algo de belo num lugar onde a beleza é pouco encontrada. Como o pássaro de porcelana que posa no topo da extraordinária morada, a criação de Estevão olha para o alto e para fora da vizinhança sinistra e descrente de que faz parte, ainda que nunca seja capaz de voar para longe dela. É um trabalho de magnificência e grandeza que deveria receber proteção vitalícia e patrocínio da cidade.

18 MONTANHA VERDE São Paulo cresce constantemente de maneira não-planejada e, aparentemente, não-planejável. Com nenhuma ordem claramente imposta ao seu desenvolvimento, a cidade se expande continuamente à medida que mais pessoas chegam às favelas, e mais torres de concreto investem contra o alto a partir de seu âmago. Seria fácil imaginar esta esparramação desajeitada, urbana e suburbana, espalhando-se para todas as partes da paisagem da cidade, não fossem as barreiras impostas pelas áreas de conservação. Ali, ao verde é permitido crescer. Cobre o chão espessamente, moldando-se a toda superfície, firme qual fosse rocha. Do ponto mais alto, no Pico do Jaraguá, tem-se uma vista de 180 de toda a cidade, banhada por um bom dia de azul reluzente nos céus, e marcado pelos veios avermelhados daquela terra famosa em que o café tanto gosta de crescer. Gaviões voam pelo ar, também. Macacos balançam nas árvores. O Jaraguá se parece com a cidade há 500 anos, antes das ruas e dos carros, aviões e helicópteros, fumaça e poluição, e toda e qualquer outra praga moderna imposta sobre o mundo natural, que chegou para fazer o dia. Um dia que durará um longo tempo e as chances das grandes montanhas verdes estarem ali por mais 500 anos são muito remotas. Então é melhor que você venha vê-las antes que se vão.

19 O AEROPORTO DO POVO Um dos poucos lugares que descobri na cidade, no qual aqueles que têm mais do que o suficiente para viver têm a chance de se misturar àqueles que quase não têm do que sobreviver. A estação central de ônibus, a Rodoviária do Tietê, é a maior da América Latina e há poucas como ela em outros lugares no continente. Seu tamanho é o de um pequeno aeroporto. Tem até mesmo portões como num aeroporto e portões que se parecem com portões de verdade, não apenas portas abertas que dão para a ponte de embarque num avião. O funcionamento da estação é bastante semelhante àquele de muitos dos pequenos aeroportos nos Estados Unidos, mas não como no caso deles, os custos de viagem estão ao alcance de um grupo bem maior de consumidores. É econômico e compensador para pessoas com salários médios; uma barganha para quem ganha muito; e uma bênção para os pobres. Por causa disso, uma grande variedade de gente entra e sai da estação o tempo todo, e você é incapaz de dizer muito mais sobre elas à medida que as vê caminhar pelos andares, além de sua idade e seu suposto lugar no mundo. Mas um tipo particular é bem fácil de se apontar. Parece-se exatamente como tal tipo particular deve ter parecido na primeira vez em que o primeiro ônibus encostou na rodoviária, em seu primeiro dia de funcionamento: o imigrante esperançoso. Vindo de um lugar em que ele não vê futuro, para um lugar em que ele espera encontrar algum, ele guia sua vida para fora da estação e para dentro da cidade, na esperança de que, ali, possa enraizá-la e nunca, outra vez, ter que arrancar a raiz. Mas se o destino é cruel e as coisas não andam como o planejado como muito comumente acontece nas grandes cidades pelo menos a rodoviária será gentil ao oferecer a ele uma passagem de volta para casa por um preço que ele consiga pagar.

20 CANTANDO NA FLORESTA Os primeiros trabalhadores a lutar nas plantações de açúcar e café, e que fizeram a riqueza da cidade, eram escravos índios no início e africanos num segundo momento. Mas, no final do século 19, após um longo e lento período, a escravatura foi abolida e os donos das plantações, que utilizaram mão-de-obra gratuita por muito tempo, viram-se forçados a encontrar rapidamente uma nova força de trabalho que fosse tão barata quanto eles pudessem conseguir, e em qualquer lugar que pudessem encontrar. Assim começou o fluxo de imigrantes a São Paulo, vindos de dentro do próprio Brasil e de fora da fronteira, o que tornaria a cidade tão populosa e miscigenada quanto o saco de cultura e nacionalidades que é hoje. De fora do Brasil, os grupos predominantes eram da Itália, Alemanha, Europa Ocidental e Japão. Os japoneses fugiam da pobreza e dos terremotos, então não lamentavam tanto o que deixavam em sua fuga para o Brasil. Já os europeus sentiam falta de muitas das coisas que deixaram para trás. A sala de ópera de São Paulo, que fora financiada pelos ricos das plantações de borracha, foi uma caríssima, porém confortável, adição aos locais de entretenimento na cidade. Poucos dos imigrantes conseguiriam ver Caruso cantando ali como jamais teriam a chance de vê-lo cantar no meio do mato, onde teria sido mais fácil dar uma olhadinha mas para eles era reconfortante apenas saber que o prédio estava ali, trazendo à cidade uma parte da cultura de que eles tanto sentiam falta. Eventualmente, muitos dos imigrantes acabaram por ascender na escada social, e tornaram-se capazes de se transformar em visitantes regulares do teatro que um dia apenas sonharam em conhecer por dentro. Agora, esta bela peça de arquitetura é um dos poucos prédios na cidade que nunca será negligenciado. Será preservado e respeitado por tanto tempo quanto a cultura e a fina arte forem importantes para a cidade e seu povo e, creio, isso perdurará enquanto a própria cidade existir.

21 ALMOÇO NO PARQUE O centro urbano de São Paulo é o lar e uma colméia de atividades para mais de onze milhões de pessoas. Para muitas delas, todo dia é uma batalha pela sobrevivência nas arenas de debate em que se configuram os ambientes de trabalhos, no melhor estilo de que vença o mais forte. O Parque do Ibirapuera é um paraíso de calmaria para essas pessoas o lugar perfeito para uma pausa em meio ao ritmo apressado. É o maior parque da cidade, no qual os sons da multidão e o tráfego estão longe demais para serem ouvidos. Um lugar em que a luta para manter sua posição na hierarquia da empresa, sobreviver àquele supervisor linguarudo, ou sobreviver ao trabalho, pode ser esquecido e deixado para trás, nos portões de entrada do parque. Há muitas árvores, grama e lagos refrescantes para se relaxar; e se você busca uma distração que vá além do farfalhar das folhas das árvores, ou do som cadenciado dos passos dos praticantes de cooper, há obras de arte para serem apreciadas na galeria, ou estrelas a serem contempladas no planetário. Mas seja cuidadoso ao deixar seus olhos divagando pela paisagem enquanto tenta fugir das preocupações. Basta a breve olhadela de um predador rápido, preciso e oportunista, que chega para um súbito ataque fatal sobre algum peixe desafortunado no baixio, seguida de outra breve leitura do ambiente em busca da segunda vítima, e talvez você acabe se lembrando de tudo aquilo que estava querendo esquecer...

22 CARNE COM BATATAS A crença de que o trabalho enobrece o homem é um denominador comum nos muitos níveis sociais de São Paulo. Como as pessoas de Nova Iorque, os paulistanos sabem que há apenas uma saída do lugar em que você está, se este for um lugar de que você não gosta, e tal saída é o trabalho duro. Apenas aqueles irremediavelmente abandonados abriram mão deste caminho para a salvação. Para a maior parte da população da cidade, a alimentação necessária para o movimento visando uma vida de qualidade exige café-da-manhã, almoço e jantar, os quais você encontra em grandes quantidades e por preços bem baratos por toda a cidade, em cafeterias e lanchonetes como essa ao lado. É um posto de alimentação para um João qualquer. Carne, batatas, feijão, arroz e molho. Fui criado com algo parecido e, melhor do que tudo, dá a você, saborosamente, tudo o que você precisa para lidar com seu dia. É o tipo de matéria-prima sobre a qual todos os paulistanos construíram sua força desde o operário de construção até milionários como o grande desenhista Mauricio de Souza, que trabalhou tão duro e de forma tão resolutamente obstinada, que sua personagem mais famosa, a Mônica, superou no Brasil a popularidade de Mickey Mouse de Walt Disney, o que é um feito notável, jamais conseguido em qualquer outro país em que as criações de Disney tenham sido introduzidas. Eu honestamente não sei se a Mônica gosta de carne com batatas, embora eu ache que sim, mas ela certamente é o tipo de personagem cativante que você sempre encontrará para servi-lo em qualquer destes excelentes cafés e lanchonetes espalhados pela cidade.

23 TRANCADOS DO LADO DE FORA Como acontece lamentavelmente na maioria das grandes cidades ao redor do mundo, muitos dos desabrigados de São Paulo são aqueles que chegam à cidade com um sonho que não conseguem realizar, e então acabam nas ruas por não terem recursos para ir embora. Outros que chegam, grudam-se como bernacas à massa desajeitada de favelas que circundam a cidade, e começam a construir suas próprias casas com o que quer que consigam pôr as mãos, até que possam levantar dinheiro suficiente para comprar tijolos e argamassa para uma parede, e então levantar mais dinheiro para outra, e um quarto, um andar, dois andares, até que tenham algo que se pareça com uma casa comum. Para aqueles que vivem nas ruas, de onde quer que tenham vindo, ser um desabrigado em São Paulo significa estar numa condição especial, pois nenhum centavo parece destinado a eles em sua vida difícil. Quando encontram um lugar onde possam estar confortavelmente, alguém aparece com a mangueira para lavar o chão onde estão dormindo. Se formam uma comunidade num espaço morto sob um viaduto, alguém vem para fechar o espaço, e eles só podem se amontoar sob uma rampa inclinada do lado de fora. Se dormem nos bancos dos parques públicos, alguém projeta um novo modelo que os impede de descansar ali. Isso não seria tão ruim se a cidade estivesse tentando fazer algo para aliviar a miséria dos desabrigados tanto quanto faz para elevá-la. Mas há poucas evidências de que este esforço acontece. A política empregada para lidar com os desabrigados é a da exclusão, não a da inclusão, e o sentimento que isso traz aos desamparados é o de ser trancado do lado de fora da sociedade que os rodeia, sem qualquer esperança de que alguém os deixará entrar. De onde vejo, os desabrigados de São Paulo têm apenas uma vantagem sobre seus semelhantes desafortunados em outros lugares: eles sabem definitivamente onde estão colocados.

017. Segunda-Feira, 05 de Julho de 1997.

017. Segunda-Feira, 05 de Julho de 1997. 017. Segunda-Feira, 05 de Julho de 1997. Acordei hoje como sempre, antes do despertador tocar, já era rotina. Ao levantar pude sentir o peso de meu corpo, parecia uma pedra. Fui andando devagar até o banheiro.

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18 - A surpresa... 175 19 A fuga... 185 20 O atraso... 193 21 Vida sem máscaras... 197 22 - A viagem... 209 23 - A revelação... Sumário Agradecimentos... 7 Introdução... 9 1 - Um menino fora do seu tempo... 13 2 - O bom atraso e o vestido rosa... 23 3 - O pequeno grande amigo... 35 4 - A vingança... 47 5 - O fim da dor... 55 6

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