ESPAÇOS DISCURSIVOS, GEOGRÁFICOS E AFETIVOS NA LITERATURA DIASPÓRICA CONTEMPORÂNEA Leila Assumpção Harris ( UERJ)

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1 ESPAÇOS DISCURSIVOS, GEOGRÁFICOS E AFETIVOS NA LITERATURA DIASPÓRICA CONTEMPORÂNEA Leila Assumpção Harris ( UERJ) Você sente falta da sua terra? Às vezes sinto, mas não quero viver lá. E você, tem saudades da Síria? Tenho, às vezes. Saudades de Damasco, dos cheiros,... mas agora minha casa é aqui. O diálogo entre Zainab, natural do Senegal, há dois anos nos Estados Unidos,e Mouna, que veio da Síria há quase dez faz parte do filme O Visitante, produzido por Thomas Mc Carthy em 2007 e ambientado em Nova Iorque pós 11 de setembro. As duas mulheres estão no país ilegalmente, conscientes de que qualquer deslize por menor que seja, pode precipitar a expulsão do lugar que escolheram como sua casa e o retorno à terra de origem, abandonada por questões de ordem política, financeira e até mesmo de segurança pessoal. O drama pessoal envolvendo os personagens do filme se desenrola simultâneamente a um encontro acadêmico que tem como tema o crescimento econômico das nações em desenvolvimento e que promove os benefícios da globalização para esses países. Há outros momentos no filme que nos fazem pensar nas relações de poder que regem as comunidades transnacionais, mas o breve diálogo entre Mouna e Zainab é suficiente para colocarmos em discussão conceitos como lar/pátria, pertencimento, acolhida. A escolha de um lugar mais desejável no caso os Estados Unidos não implica necessariamente na rejeição da terra de origem. Zainab e Mouna admitem que vez por outra sentem falta do que ficou para trás. Como James Clifford sugere, os processos de esquecimento, assimilação e distanciamento certamente atuam sobre o sujeito diaspórico, mas laços fortes perduram (Clifford:1994, p. 310). Por outro lado, como Avtar Brah aponta nem todo processo diaspórico acolhe uma ideologia de retorno (Brah:1996, p. 16) No filme, as duas personagens deixam claro que não desejam retornar à terra natal, mas a revelação ocorre em uma conversa particular. Ambas sabem que a acolhida (ou não) pelo país escolhido está atrelada a fatores que independem de suas escolhas pessoais. Na verdade, O Visitante sugere que os 36

2 princípios que determinam quem é aceito (ou não) são de ordem política e perpassam questões de gênero, raça e etnia. A edição revisada de New Key Words: A [Revised] Vocabulary of Culture and Society, editada por Tony Bennett, Lawrence Grossberg e Meaghan Morris e publicada em 2005 inclui o verbete home (lar/patria), que ocupa cerca de duas páginas. A abrangência e ambivalência do termo se fazem presentes já na definição inicial, através dos substantivos descanso, estabelecimento e movimento, continuam na explicação de que se trata de um local tanto de origem como de retorno, real ou imaginário (162), e perduram na conclusão de que na contemporaneidade o termo abarca de maneira mais ampla e fluida as tensões entre viajar e morar, transitar e se fixar (164). Tanto o verbete quanto estudos crítico-teóricos sobre as diásporas contemporâneas colocam em relevo o significado especial e complexo (e eu acresentaria visceral) do termo lar/pátria para migrantes e seus descendentes. Os movimentos migratórios contínuos e em grande escala, intensificados a partir da segunda metade do século XX e motivados em grande parte por premências político-econômicas vêm contribuindo para a re-avaliação e desconstrução de cartografias e de categorias epistemológicas. As rupturas desencadeadas a partir de deslocamentos múltiplos geográficos, culturais, linguísticos e psíquicos afetam marcadamente as relações de gênero, em especial as mulheres, que precisam negociar com duas ou mais culturas enquanto repensam suas afiliações nacionais e até mesmo categorias epistemológicas tais como nação, lar e comunidade. Considerando-se que a distinção entre espaço público e espaço privado está firmemente arraigada no imaginário da sociedade patriarcal, o locus crucial para tais negociações é a casa, espaço feminino por excelência. Gaston Bachelard, em seu influente The Poetics of Space inicialmente publicado em 1964, descreve a casa como um espaço feliz, um abrigo de sonhos e sonhadores, um grande berço. Afirma ainda que a casa evoca uma série de imagens que proporcionam provas ou ilusões de estabilidade aos seres humanos. (Bachelard: 1994, p. 4-7). Em The Politics of Home, Rosemary George argumenta que a palavra lar evoca de imediato a esfera privada da hierarquia patriarcal, da identidade gendrada assim como as noções de abrigo, conforto, sustento e proteção. No entanto, ela ressalta o potencial subversivo do termo nas variadas re-definições presentes em narrativas contemporâneas de escritoras migrantes (George: 1999, p.1). A crítica também chama atenção para o sentido mais amplo da palavra casa como o espaço geográfico maior a 37

3 que pertencemos: país, cidade, comunidade e para o fato de que a casa como lugar imaginado pode ser mais facilmente associado a uma paisagem mental do que a um espaço geográfico propriamente dito (p. 11). O conceito de lar/pátria pode ser específico e baseado na realidade ou não. Como Alan Anderson observa, o lar/pátria enquanto construto ou mito pode ser tão significativo quanto um espaço geográfico específico e concreto (Anderson: 2001, p. 16). Argumentando que a condição diaspórica estimula a ficcionalização de memórias e aspirações, Susan Friedman teoriza o que ela chama de uma poética do deslocamento, gerada a partir da conscientização do sujeito feminino da necessidade de deixar sua casa, do reconhecimento que o lar pode ser um local de afeto mas não ser desejado/desejável, e que portanto precisa ser abandonado (Friedman: 2006, p. 195, 205). O ato de partir se configura então como uma pré-condição para a fala, para a escrita, e para a possibilidade de autonomia. Carole Boyce Davies também explora a conexão entre a escrita e o processo diaspórico e afirma que a migração cria o desejo pelo lar/pátria, que por sua vez estimula a re-escritura do lar/pátria. Usando como exemplo as escritoras afro-caribenhas nos Estados Unidos, Davies argumenta que elas desestabilizam duplamente as narrativas oficiais sobre a nação e sobre o lar (Davies: 1994, p. 113) Maritza Loida Pérez, escritora contemporânea que nasceu na República Dominicana e emigrou para os Estados Unidos ainda criança, faz parte desse grupo de escritoras a que Davies se refere. Ao comentar em uma entrevista que a experiência migratória transforma uma simples pergunta como de onde você é? em uma questão complexa, Pérez pondera: Qual o significado de lar quando o país que você deixou para traz não é mais sua casa porque você mudou e sua terra natal também? O lar é o espaço da família? É um espaço emocional? Um espaço físico? São significados diferentes para personagens diferentes (Garza: 1999, p. 3). Falando de sua própria experiência como imigrante, Pérez mantém que identidade, nacionalidade e lar são conceitos paradoxais, cabendo a cada pessoa buscar suas próprias definições e acrescenta: Não associo o conceito de lar/ pátria à uma massa específica de terra; para mim é um espaço abstrato, psíquico que me permite transformar em lar qualquer espaço que eu escolha habitar (Chancy, Dandicat e Pérez: 2004, p. 73). Em Geographies of Home, publicado em 1999, Pérez traça a trajetória de uma família que, assim como ela, emigra da Republica Dominicana para os Estados Unidos. No romance, memórias de uma terra natal marcada pela longa ditadura de Rafael 38

4 Trujillo, narradas através de flashbacks, justapõem-se aquelas relacionadas à luta constante contra a pobreza, alienação e racismo que a família enfrenta em seu destino diaspórico (Quintana: 2005, p. 174). Ao longo dos anos, Papito, Aurelia e seus quatorze filhos tentam se adaptar à nova vida enquanto as crises familiares se sucedem: Beatriz desaparece, Marina é estuprada e sofre um colapso mental, um irmão se envolve com a mulher do outro, e Rebecca é vítima da violência de seu marido. Os pais se sentem incapazes de lidar com os problemas dos filhos e Iliana, a filha mais nova, se sente na obrigação de ajudar a todos. Embora Pérez afirme que seu romance não tem protagonista, pois é sobre uma família e não sobre membros específicos da mesma (Garza: 1999, p. 3), a presente discussão privilegia Iliana e sua mãe Aurelia, as duas personagens que mais se transformam no decorrer da narrativa e cujos questionamentos refletem os da autora. Edward Said argumenta que a pluralidade de visão do sujeito diaspórico propicia a consciência de dimensões simultâneas, uma consciência que lhe permite contrapontear, ou seja, desenvolver uma visão de mundo a partir de perspectivas, senão opostas, certamente diferentes (Said, 2000, p.171). A partir das experiências que acumulam em sua trajetórias diaspóricas, Iliana e Aurelia desenvolvem uma consciência que sintetiza suas experiências una conciencia mestiza, como diria Gloria Anzaldúa. O sotaque de Iliana, nascida na República Dominicana, a identifica como latina, mas a cor da pele e as feições a identificam como afro-americana, exacerbando assim sua sensação de deslocamento e não-pertencimento. Na condição de sujeito diaspórico, a jovem se recorda de ter crescido querendo ser latina ou afro-americana, o que teria lhe permitido pertencer/ ser aceita por um dos dois grupos minoritários, ao invés de ser discriminada por ambos. Ela teria dado sua alma pelo cabelo longo, liso e a pele cor de oliva das amigas que falavam espanhol ou para poder usar o cabelo em trancinhas e falar inglês sem sotaque espanhol como as meninas Johnson que moravam na mesma rua. Detestava quando perguntavam de onde você é?, pois poucos colegas da escola sabiam que a República Dominicana existia e muitos de seus amigos negros achavam que ela queria se exibir quando dizia que era hispânica. i Após um breve prólogo que remete a um passado distante, anterior ao nascimento de Iliana na República Dominicana, o primeiro capítulo abre com a 39

5 descrição do quadro de mensagens afixado à porta do quarto da jovem no dormitório de uma universidade estadunidense, onde ainda se vê os vestígios da palavra nigger que havia sido apagada. A narrativa começa assim focalizando a intolerância racial na comunidade universitária em que a personagem está inserida. Iliana está prestes a abandonar a universidade que havia escolhido por ser longe da casa dos pais a fim de retornar àquela mesma casa. A voz que escuta durante a noite e que a mantém a par das inúmeras crises que se abatem sobre sua família, as hostilidades que enfrenta, o clima inclemente, a sensação de não pertencimento tudo contribui para que Iliana decida retornar ao lugar onde imagina pertencer. Os eventos que se seguem confirmam a observação de Avtar Brah a respeito do espaço doméstico em narrativas diaspóricas: o mesmo espaço geográfico tem o potencial de articular histórias e significados diferentes, de modo que lar pode ser visto tanto como um lugar seguro quanto aterrorizante (Brah: 1996, p. 207). Em casa Iliana está protegida contra a intolerância racial de colegas e o assédio sexual de estranhos; ao mesmo tempo está vulnerável aos acessos de fúria do pai, às provocações e hostilidades das irmãs, incluindo os ataques violentos e insanos de Marina ii. A necessidade de pertencimento também é vital para Aurelia, que adoecera física e emocionalmente ao chegar aos Estados Unidos. A falta do lar/pátria que deixou para traz a deprimiu de tal forma que, incapaz de cuidar da casa e dos filhos, precisou ser hospitalizada por vários meses. Os rostos sombrios e violentos das ruas de Nova Iorque, a neve suja transformada em gelo e manchada de sangue, a mesma pobreza em um cenário diferente tudo a sua volta levava Aurelia a rejeitar sua nova casa e contribuia para sua doença. Anos e anos transcorreram antes que ela conseguisse se sentir em casa, em uma cidade muito diferente da Nova Iorque dos cartões postais enviados por Rebecca enquanto a família ainda residia na República Dominicana. Pela primeira vez, Aurelia se permitiu lançar raízes no solo. Por mais de quinze anos, mudando de apartamento em apartamento, sonhara não em retornar, mas em ir para casa. Dirigir-se a um lugar que não existia em mapa nenhum mas que mesmo assim a faria desistir de se fixar em qualquer outro.só agora ela se dava conta que sua alma não procurava um espaço geográfico e sim um estado de espírito que lhe permitisse aceitar qualquer lugar como seu lar. iii 40

6 No contexto do romance aceitar não significa capitular; sugere sim adaptação e flexibilidade para negociar com línguas e sistemas de valores diversos, com espaços geográficos e afetivos. Quando, após décadas nos Estados Unidos, o marido sugere que a família regresse à República Dominicana, Aurélia descarta a idéia sem qualquer hesitação. Deixa claro que estar perto dos filhos e netos é mais importante para ela do que retornar ao antigo lar/país. Em seu processo diaspórico, Aurélia passa por vários estágios, indo de uma fase de rejeição total ao novo lar, à adaptação, e, finalmente, à preferência por sua nova casa não como espaço físico e sim como espaço familial. Rosemary George comenta sobre o uso excessivo de metáforas de bagagem tanto espiritual como material na literatura de escritores migrantes e se pergunta se essa bagagem que o sujeito diaspórico carrega consigo impede ou facilita o sentido de pertencimento em sua nova vida/morada (George: 1999, p. 8). Curiosamente, no romance em questão vários personagens masculinos trabalham em uma fábrica de malas, porém o tropo é ainda mais significante nas vidas de Aurelia e Iliana. Ainda na República Dominicana, a mãe de Aurelia ao prever a aproximação da morte, entrega à filha um saco contendo itens que julga essenciais para suas futuras jornadas. Aurelia, que quer se distanciar dos poderes e crenças de sua mãe, abandona o saco na estrada, desfazendo-se assim do legado espiritual e cultural da mãe. Só com o passar dos anos, décadas na verdade, Aurelia irá compreender o significado das palavras de sua mãe: O futuro pode lhe ferir se você negar o passado iv. Em Notes on the Post-Colonial, Ella Shohat discute a relevância da recuperação e re-inscrição do passado não como um fetiche a ser reproduzido literalmente mas como um conjunto de memórias e experiências narradas para a criação de sítios de resistência e fortalecimento da identidade comunitária (Shohat: 2006, p. 245). Ao se casar com Papito, Aurelia renega novamente seu legado espiritual ao tornar-se uma Adventista do Sétimo Dia como ele. No entanto, muitos anos mais tarde, sua conexão com as raízes africanas, representadas pelas crenças e poderes da mãe, acaba prevalecendo. Ainda em relação ao passado, Maritza Loida Pérez discorre sobre a importância das mulheres como contadoras de histórias não só pelo que transmitem mas também pelo que omitem e afirma que grande parte das ansiedades das filhas de Aurelia estão associadas ao silêncio da mãe em relação ao passado, incluindo a relação conflituosa com sua própria mãe (Chancy, Dandicat e Pérez: 2004, p. 70). 41

7 Quando, no início da narrativa, Iliana deixa a universidade para voltar para casa, suas malas estão pesadas (os verbos usados indicam o esforço envolvido em carregá-las), provavelmente tão pesadas quanto as que levara ao sair de casa, contendo todo o peso da educação religiosa imposta pelo pai, convicto Adventista do Sétimo Dia. O que ela descarta, ainda que com relutância, ao retornar ao lar também é digno de nota: saias um pouco acima dos joelhos, que seu pai teria considerado indecentes, sapatos sem salto que suas irmãs teriam criticado, brincos que começara a usar às escondidas, e todos os livros, incluindo os didáticos e outros que havia lido vorazmente sem medo que o pai jogasse fora. Iliana tem consciência de que ao voltar para casa terá que abrir mão da independência que começara a conquistar aos poucos, mas permanece firme no propósito de acolher ajudando à familia a resolver seus problemas e ser acolhida buscando refúgio das hostilidades encontradas fora do lar. A sensação de não pertencimento, tão familiar para o sujeito diaspórico, fortalece a noção do lar como um espaço acolhedor. No entanto, como argumenta Susan Friedman, o lar também pode ser um local onde o corpo da mulher é alvo de violência, violência que muitas vezes existe antes do deslocamento diaspórico e continua no novo lar. (Friedman: 2006, p ). Estuprada pela própria irmã, Iliana parece dividida, a princípio, entre negar o acontecido e perdoar Marina, que por sua vez também havia sido estuprada. Ao ser atacada por Marina pela segunda vez, no entanto, Iliana, reage e supera o medo de se tornar insana como a irmã. Christiane Alcantara sugere que quando Iliana finalmente admite para seu amigo Ed que fora atacada, ela confronta a realidade, iniciando assim seu processo de recuperação. Iliana se recusa a ser dominada pelas experiências traumáticas ou por sua irmã (Alcantara: 2009, p. 73). Iliana também é alvo da violência de seu pai, que habitualmente recorria à agressão tanto para proteger como para punir a filha. Nessa ocasião, sem lhe dar tempo de explicar porque ficara fora de casa sozinha até tarde, transgredindo uma das regras da família, Papito a agride física e verbalmente, com socos e xingamentos. Mais uma vez determinada a não se tornar uma vítima, Iliana se vale de sua raiva para não fraquejar diante do pai. Seu ressentimento só se dissipa a partir do momento em que consegue enxergar a vulnerabilidade do pai e perceber sua própria força e responsabilidade. Se não podia depender dele para salvá-la ou culpá-lo por sua existência, caberia a ela enfrentar qualquer dificuldade que encontrasse daqui por diante v 42

8 Susan Friedman observa que para alguns personagens, a poética do deslocamento se instala a partir do momento em que reconhecem que o lar não é o local onde querem estar, e ainda que seja o local do afeto, precisa ser abandonado (Friedman: 2006, p. 205). Em Geographies of Home, esse reconhecimento por parte de Iliana ocorre ao final do romance, quando se prepara mais uma vez para deixar a casa dos pais. No entanto, diferentemente da escolha de uma universidade que lhe permitisse ficar longe do controle do pai e do retorno à casa motivado por ilusões e inseguranças, essa decisão é fruto de experiências e reflexões que a tornam mais madura e independente. A narrativa termina com a descrição da bagagem emocional e espiritual que faz questão de levar consigo. Tudo que vivenciara, tudo o que continuava a sentir por aqueles cujas vidas estavam inexoravelmente ligadas a sua; tudo que herdara de seus pais e aprendera com os irmãos e irmãs ia ajudá-la em sua passagem pelo mundo. Não deixaria nenhuma memória para trás. Todas a tinham formado. Todas eram seu lar. vi Ao comentar sobre a relação entre geografia, cultura, e língua, Carole Boyce Davies observa que a legitimidade do discurso depende do local de fala e da autoridade de quem fala. A falta de credibilidade e/ou autoridade das mulheres interfere no processo de transmissão de suas experiências pessoais. Não é apenas um a questão de geografia física mas de posicionamento do sujeito num sentido mais amplo em termos de raça, classe, gênero, sexualidade, educação, etc (Davies: 1994, p ). A produção literária das escritoras migrantes contemporâneas tem contribuido para legitimar experiências e posicionamentos diversos dos sujeitos diaspóricos vii. Em Feminism and Geography, Gillian Rose argumenta que enquanto o discurso geográfico é implicitamente masculino, o conceito de lugar é associado ao feminino e materno, por extensão, criando-se assim uma feminização do espaço e uma masculinização do conhecimento geográfico (Rose: 1993, p. 47). Quando combina geografia e lar no título do seu romance, Loida Maritza Pérez problematiza não apenas o significado de lar/ pátria mas também a divisão entre espaços discursivos masculinos e femininos. A escolha do plural geografias sinaliza o potencial para uma multiplicidade de trajetórias. e experiências. Embora o lar como espaço afetivo seja de extrema relevância tanto para Aurelia como para Iliana e influencie as escolhas que fazem, o desfecho do 43

9 romance envolve destinos diferentes para ambas, a mãe privilegiando o espaço familial e a filha partindo em busca de outros espaços, experiências. i She would have traded her soul to have the long, straight hair and olive skin of her Spanish-speaking friends or to wear her hair in cornrows and have no trace of a Spanish accent like the Johnson girls down the street. She used to hate the question 'Where you from?' because few of her classmates knew of the Dominican Republic and several of her black friends assumed that she claimed to be Hispanic in order to put on airs. PÉREZ, Loida Maritza. Geographies of Home. New York: Penguin/ Plume Books, 1999, p As traduções do romance são de minha autoria. Daqui por diante as referências ao romance indicarão apenas o número da página. ii Para uma leitura/análise detalha e perspicaz da da personagem Marina, ver ALCANTARA, Christiane F. A Legacy of Violence and trauma in the Diasporic Literature from Hispaniola (Dissertação Apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Letras, Mestrado em Literaturas de Língua Inglesa. Rio de Janeiro: UERJ, 2009) iii Aurelia for the first time granted herself permission to sprout roots past concrete into soil. Throughout more than fifteen years of moving from apartment to apartment, she had dreamed, not of returning, but of going home. Of going home to a place not located on any map but nonetheless preventing her from settling in any other. Only now did she understand that her soul had yearned not for a geographical site but for a frame of mind able to accommodate any place as home. (139) iv The future can hurt if you deny the past (134, 299). v If she could neither depend on him to save her nor blame him for her existence, any difficulties she encountered from then on would have to be hers to work out on her own (324). vi Everything she had experienced, everything she continued to feel for those whose lives would be inextricably bound with hers; everything she had inherited from her parents and had gleaned from her siblings would aid her in her passage through the world. She would leave no memories behind. All of them were her self. All of them were home (324). vi Ver Almeida, 2006, p.195 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ALCANTARA, Christiane F. A Legacy of Violence and Trauma in the Diasporic Literature from Hispaniola. Dissertação Apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Letras, Mestrado em Literaturas de Língua Inglesa. Rio de Janeiro: UERJ, ALMEIDA, Sandra G. A nova diáspora e a literatura de autoria feminina contemporânea. In: CALVALCANTI, Ildney, et al, orgs. Da mulher às mulheres: dialogando sobre literatura, gênero e identidades. Maceió: EDUFAL, ANDERSON, Alan B. Diaspora and Exile: A Canadian and Comparative Perspective. International Journal of Canadian Studies 18, 1998, p ANZALDÚA, Gloria Borderlands/ La Frontera. San Francisco: Aunt Lute Books, 1999, 2a edição. BACHELARD, Gaston. The Poetics of Space. Boston: Beacon Press, BENNET, Tony, GROSSBERG, Lawrence e MORRIS, Meaghan. Home. New Keywords: A Revised Vocabulary of Culture and Society. Oxford: Blackwell, 2005, pp BRAH, Avtar. Cartographies of Diaspora: Contesting Identities. London: Routledge,

10 CHANCY, Myriam J.A., DANDICAT, Edwidge, PÉREZ, Loida Maritza. Voices from Hispaniola. Meridians. 5 no. 1, 2004, p CLIFFORD, James. Diaspora. Cultural Anthropology.9.3 (1994), p DAVIES, Carole Boyce. Black Women, Writing and Identity: Migrations of the Subject. New York: Routledge, FRIEDMAN, Susan. Bodies on the Move: a Poetics of Home and Diaspora. Tulsa Studies in Women s Literature (2006), p GARZA, Melita Marie. Searching for Home. Chicago Tribune, 22 de setembro, GEORGE, Rosemary. The Politics of Home: Postcolonial Relocations and Twentieth Century Fiction. Berkeley: University of California Press, PÉREZ, Loida Maritza. Geographies of Home. New York: Penguin/ Plume Books, QUINTANA, Alvina. Reading U.S. Latina Writers: Remapping American Literature. New York: Palgrave McMillan, ROSE, Gillian. Feminism and Geography: The Limits of Geographical Knowledge. London: Blackwell, The Visitor. Thomas Mc Carthy.Estados Unidos, filme,

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