Imaginação Deslocamente e Utopia em Lucy, de Jamaica Kincaid

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1 Imaginação Deslocamente e Utopia em Lucy, de Jamaica Kincaid Dr. Amarino Oliveira de Queiroz (UFRN) Rogério Mendes Coelho (UFRN) Em seu último livro, intitulado Afro-América: Diálogos Literários na Diáspora Negra das Américas (2009), Roland Walter, critico literário e professor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), alerta para a necessidade de ampliar o estatuto da Literatura além da perspectiva estética em razão de nova configuração nas relações econômicas, políticas e culturais que se estabeleceram globalmente nas últimas décadas. Em decorrência do gradual processo de resignificação social, multiplicaram-se os agentes geradores de novas vozes que estabeleceram novas relações e contribuíram, por exemplo, para que se problematizasse os paradigmas da recepção e da crítica literária. Em virtude da valorização do tão somente paradigma estético na percepção da obra literária minimizou-se a importância das prerrogativas éticas que fundamentam a emergência de novas representações poéticas que surgem em razão dos diferentes processos que constituem o que se convencionou chamar de uma circunstância pósmoderna (HARVEY, 2002; JAMERSON, 2000; CONNOR, 2000; HUTCHEON, 1999). Por tempos cânones ou metanarrativas como prefere nomear Hutcheon (1991) fixaram-se hegemonias que por sua vez imobilizaram especificidades identidades, espaços e locuções que definem a base de uma cultura. Não por acaso houve, após a consciência do padrão, a necessidade de experenciar e consequentemente revisitar conceitos como cultura, história, etnicidade, raça, sexo, gênero, classe, estado e nação para que se configurasse a pertinência e autoridade de outras realidades que até então tinham sido ignoradas ou não representadas. Em decorrência disso, não por acaso, ocorre o surgimento de novos autores e poéticas que reivindicam a viabilidade e legitimidade de espaços mais amplos e democráticos. É dessa maneira que o teor e valor literários viabilizam-se não sobretudo do valor estético mas a partir dele, proporcionando a valorização da representatividade da ética como forma. 1

2 Entre os diversos temas que emergem de maneira crescente em virtude da perspectiva posta, os estudos sobre migração ganharam destaque na percepção de um sujeito que passou a relacionar-se como ator, autor ou personagem com a necessidade de transpor fronteiras na busca por uma cidadania reconhecida em meio a um sentimento de referencias globalizantes ou globalizadas. Poder-se-ia compreender a busca por uma cidadania reconhecida que se fundamenta no possível encontro da estabilidade material e espiritual e que por sua vez estaria matizado na idéia de felicidade. Felicidade que para muitos dos que se deslocam apresenta-se inversamente proporcional às insuficiências sociais que não lhes são garantidas em sua locação de origem. Daí a justificativa dos deslocamentos, projetos que procuram reavivar a condição cidadã de quem se desloca, situados no devir como alternativa de estabilidade e sobrevivência. Pensar sobre o deslocamento, uma possibilidade que se vincula a um projeto de realidade alternativa, sugere pensar a respeito do que se constitui o espaço para o qual se desloca; pois muitas vezes, deslocar-se para outro espaço significa habitar outra realidade constituída tão somente da imaginação expectativas de quem se desloca. Não por acaso a imaginação norteia a imprecisão de um espaço constituído tão somente pela necessidade de quem o migra, o que gera conflitos no que diz respeito ao reconhecimento e adaptabilidade do espaço. Desse modo observa-se uma cisão que divide e situa o indivíduo entre uma realidade formada a partir da imaginação, expectativas de quem se desloca e outra realidade distinta, formada de referenciais - históricos, políticos e imaginários reconhecíveis, familiares, previsíveis e, portanto, confortáveis e distintos do lugar imaginado. Onde e como situar-se? Onde e como reconhecer-se? Deslocar-se para espaços idealizados onde se poderia desfrutar, com liberdade, de confortáveis condições de sobrevivência sempre foi recorrente no imaginário do homem, principalmente do Ocidente. Entretanto, vale-se ressaltar o caráter utópico da busca propulsora no sentido em que propõe Ernst Bloch, no Princípio Esperança (2005), pois muitos dos espaços buscados pelos indivíduos que migram só foram possíveis por meio de narrativas, da Literatura, onde o sentido se perfaz nas sucessivas criações e buscas pelo ideal da representação. Talvez, pela Literatura acomodar, sem restrições, a Liberdade necessária para os anseios dos homens. 2

3 Desse modo, a partir de leitura e interpretação de Lucy, romance da escritora antiguana naturalizada americana Jamaica Kincaid, pretende-se refletir, a partir da protagonista Lucy, projetos de utopias de migração, tema/poética recorrente na Literatura do Caribe. O romance de Jamaica Kincaid narra a história e Lucy que, aos dezenove anos de idade deixa sua Ilha no Caribe e vai trabalhar como baby sitter na cidade de Nova Iorque, na casa de uma família comum de classe média americana. O livro, narrado em primeira pessoa, evidencia os conflitos de uma adolescente que migra para outro país em busca de melhores condições de vida. O deslocamento de Lucy é apresentado no romance como possibilidade da protagonista suprir insuficiências afetivas, além das insuficiências materiais relacionadas a questões sociais e culturais de seu país de origem. Um projeto movido pelo desejo de mudança por meio de uma prospecção que se acreditou capaz de redimensionar uma realidade insuficiente e que repercute na constituição de sua identidade, na medida em que explora e busca satisfazer, por suas necessidades e esperança, uma cidadania digna e reconhecida pelo seu projeto de deslocamento. A harmonia entre as necessidades e esperanças dos indivíduos e dos grupos com as funções que asseguram o sistema não é mais do que uma componente anexa de seu funcionamento; a verdadeira finalidade do sistema, aquilo que o faz programar-se a si mesmo com uma máquina inteligente é a otimização da relação global entre os seus input e output (LYOTARD, 2004, p.21) Nesse sentido, é interessante notar que as motivações que envolvem o processo de deslocamento de Lucy não se limitam tão somente a idealização de um espaço mas, sobretudo, da necessidade de materializá-lo, torná-lo possível. Os fundamentos de seu projeto de migração estavam ancorados em suas expectativas, buscando conciliar carências da realidade insuficiente de um espaço de origem com a idealização devir de um espaço imaginado. Reconhecer-se a partir da realidade do outro poderia ser uma estratégia plausível desde que legitimada por si e pelo outro na negociação de reconhecimento mútuo. De acordo com José Manuel Valenzuela Arce, um fato comum nos dias de hoje: Um dos traços definidores do mundo contemporâneo é a intensidade e a interligação dos processos sociais; as migrações e as diásporas 3

4 intensificam-se, redefinindo redes e relações internacionais (...). Os motivos das migrações são variados, incluem a busca de melhores opções de vida, causas de ordem econômica e política, medo ante a violência ameaçadora ou outros tipos de razão (CANCLINI, 2003, p. 153) No entanto, é preciso ressaltar, levando-se em consideração a trajetória da protagonista, que um projeto de migração pode ser ineficiente quando o indivíduo pensa que na tentativa de executar um projeto de deslocamento irá suprir em absoluto as ausências materiais e espirituais, marcas de um passado indelével e pessoal. Marcas, inclusive, imprescindíveis na projeção de uma identidade. Transferir para um espaço devir as carências e responsabilidades sociais, não assumidas interiormente num lugar de origem, pode ser interpretado como um equívoco porque, na transferência de locação, o lugar para o qual se desloca nem sempre assimila o que é cultural e afetivamente significativo para o indivíduo que se desloca e o idealiza, fazendo com que o projeto de migração, a mudança querida e necessária, torne-se distante da idéia concebida, encontrando interferências capazes de comprometer a execução do projeto como felicidade: Em livros que lera quando a trama o exigia alguém era acometido de saudades. Uma pessoa abandonava uma situação pouco agradável e ia para outro lugar muito melhor e, em seguida, ansiava por voltar para onde não era tão bom (KINCAID, 1994, p.44) Os homens conseguem desenvolver suas plenas potencialidades continuando a viver onde eles e seus antepassados nasceram, falando sua própria língua e vivendo segundo os costumes de sua sociedade e cultura. Os homens não são criados por eles próprios: nascem no interior de uma tradição(...) responsável pela definição de seus pensamentos e sentimentos, e que eles não conseguem deter ou mudar, pois ela é responsável pela definição de sua vida interior (BERLIN, 1991, p.44) Na casa em que Lucy passou a trabalhar, em Nova Iorque, observando as fotografias da família americana para quem trabalhava, ela percebia que (...) eles sorriam para o mundo. Dando a impressão de que tudo que nele havia era intolerantemente maravilhoso (KINCAID, 1994, p.6). Como numa propaganda de margarina, aquele talvez fosse o ideal de família para Lucy. Pois para a protagonista, o núcleo familiar americano, ou o que se estabelece como tradição através desse núcleo, tornou-se emblema representativo, a confirmação de um espaço idealizado pelo estilo americano de vida sugerir-se agenciador de uma possível mudança ao proporcionar o 4

5 distanciamento de vínculos culturais indesejáveis e insuficientes de sua realidadeorigem, tornando-se assim capaz de estimular um novo projeto de vida. Enfim, a oportunidade de redimensionar as condições de sobrevivência, de acordo com seus anseios, promessas de felicidade. No entanto, uma felicidade forjada, conquistada e legitimada. Real? Eis a questão. O curioso é que na casa onde Lucy trabalhava não havia indícios suficientes para justificar e sustentar as prerrogativas de um projeto de migração como conquista de felicidade. Pois, a família americana para quem Lucy passou a trabalhar era um exemplo comum de rotinas e dificuldades previsíveis e não o resultado de uma realidade idealizada por alguém. No entanto, para Lucy, as possibilidades de escolhas disponibilizadas pela organização social americana, como cultura e suporte afetivo da família para quem trabalhava, apresentavam-se como alternativa feliz porque eram capazes de suprimir as memórias de seu passado e viabilizar, enfim, seus anseios que antes, em um passado não muito distante, se inviabilizavam. Era como se Lucy estivesse no lugar certo para viabilizar seus anseios. Mas, até que ponto a nova realidade experenciada correspondia a uma nova realidade idealizada? Como, por exemplo, situar a protagonista no seio da família americana se Lucy era ali uma filha sem mãe; uma irmã sem irmãos? Talvez fosse apenas uma baby sitter com carisma suficiente para agradar e servir aos que por ela pagavam um salário e alguns dias de folga por mês. Como se reconhecer e ser reconhecida em um espaço tão díspar, de hábitos e valores tão distintos aos seus e suas expectativas? Como viabilizar sonhos se o que poderia ser compreendido ali como sonho viesse a ser compreendido de maneira diferente? Como atestar realidade às condições da imaginação como ideal e felicidade se se desconhece o paradeiro do destino? A partir das experiências cotidianas evidenciaram-se na protagonista lembranças de sua origem e de seu passado, que também identificaram sua antiga realidade como porto-seguro, proteção diante das diferenças e estranhamentos que ameaçavam seu projeto de felicidade. Eram memórias que Lucy tentava evitar porque poderiam significar o retorno de sua origem e de seu passado. As memórias poderiam atuar como fantasmas em sua rotina e comprometer seu projeto de felicidade. Porém, onde e como acomodar suas memórias, seu passado e seu presente? Não havia pensado um lugar específico, em seus espaços e idealidades, para acomodar suas memórias afetivas. 5

6 O desconforto consistia na memória como digressão de sua felicidade, comprometendoa. Ainda que se já certo que a solidariedade ética para com a parte submergida da experiência das pessoas passe por testemunhar os destroços da histórias e da representação mediante linguagens suficientemente fiéis à dramaticidade dos sentidos, as marcas dessas linguagens devem se trançar com narrativas em curso, para que novas constelações flutuantes consigam recombinar a memória, não apenas temporariamente, mas também espacialmente, outorgando mutabilidade crítica a uma lembrança do passado que convida a se projetar em novas poéticas e políticas da experiência e da subjetividade (RICHARD, 2002, p.195) O conflito que passou a existir foi: como conciliar uma vida e duas realidades, dois mundos tão diversos em prol de um projeto de felicidade que se tornava possível apenas na imaginação? Como entender e conciliar esses lugares e conflitos, por vezes tão incompreensíveis e inconciliáveis e por isso mesmo inadequáveis, a uma prática do cotidiano? As conseqüências são evidentes na voz da protagonista: Estava à época da minha ambigüidade ou seja, por fora parecia uma coisa, por dentro, outra; por fora falsa, por dentro verdadeira (KINCAID, 1994, p. 9). Dessa maneira, como poderia Lucy entender e zelar por um sonho que gradualmente se dissolvia em um espaço que não poderia ser reconhecido como sonho por ser apenas distinto? Um espaço distinto, porém habitado pela mesma natureza humana responsável pelos artifícios de seus tormentos. O que poderia ser estabelecido como parâmetro de realidade para Lucy? Onde situá-la? No delírio de uma espaço idealizado, possível apenas em devaneios? Na negação de um passado? Na otimização de um projeto-presente como garantia de um melhor porvir? É através desses questionamentos, que situam Lucy entre um passado indesejado, um presente conflituoso e uma relação otimista porém insegura com o futuro, que gera na protagonista o desconforto de não se situar como ser-presente em razão de ambigüidades provocadas pelo entre-lugar gerado pelo não-lugar: invençãorealidade, lembrança/esquecimento, ausência/presença articulando-se como vias que se relacionam, se dificultam e se desconhecem com a alteridade. É através dessas 6

7 circunstâncias que Lucy se (in)define como ser presente e afirma uma (nova) realidade e condição. Como as culturas entram em contato por meio dos homens o choque ou a assimilação cultural se faz sempre no seio de um território, a nação, a cidade, o bairro. Dentro desse quadro, o conceito de memória torna-se fundamental para a análise, pois, sabemos que as trocas se fazem em detrimento do grupo que parte, para se implantar, em condições adversas, em terras estranhas (...). A lembrança é possível porque o grupo existe, o esquecimento decorre de seu desmembramento. Entretanto, para ser vivificada, a memória necessita de uma referência territorial, ela se atualiza no espaço envolvente (ORTIZ, 2003, p. 75) Mas, afinal, o que lhe causara tanto desconforto? Uma origem? Um destino? Uma Imaginação? Um desejo? Necessidades? É possível que tudo ao mesmo tempo porque tudo mo que estava experimentando (...) andar de elevador, estar num apartamento, comer comida da véspera guardada numa geladeira eram tão boas que dava pra me acostumar com isso (KINCAID, 1994, p.2). Justifica-se, talvez, por um ponto de vista político, pela (...) transmigrations is the form taken by a colonial desire, whose attractions and fantasies were no doubt complicit with colonialism itself (YOUNG, 1995, p.3). Trata-se de uma situação que foge ao controle do individuo que se insere um projeto de deslocamento. Ele age assim porque naturalmente sente a necessidade de melhorias em sua condição de vida, reconhecendo que a realidade de origem lhe é insuficiente para garantir as condições mínimas de sua sobrevivência. Nota-se, assim, que Lucy apenas reivindica um direto inalienável que se mostra distante da sociedade a que pertencia. É possível que o conflito tenha se dado pelo fato da protagonista ter criado um espaço possível apenas na imaginação. Uma imaginação que se apresenta como idéia insuficiente, pois não apreende a complexidade dos mecanismos de funcionamento que sistematizam outra realidade, uma realidade orgânica. Ao invés de compreender os mecanismos que fundamentam o outro sistema, Lucy o idealiza e o desvirtua de sua natureza, localizando-o no impossível das condições de sua imaginação. Como estabelecer um projeto de migração se se desconhece as condições que fundamentam a 7

8 realidade de seu destino como espaço? É desse modo que a imaginação apresenta-se insuficiente: por fazer a protagonista distanciar-se da realidade que se apresenta. Lucy imaginou um espaço com estruturas políticas e culturais definidas mas estritamente favoráveis a seus interesses e convergentes a suas necessidades. Mas será que a estrutura orgânica da organização social americana estava em acordo com sua imaginação? No entanto, para a protagonista, a idealização, apesar de inconciliável com o que se apresenta como realidade, torna-se importante por mobilizá-la a não permanecer em sua origem, garantindo-lhe condições mínimas de estabilidade, como fora planejado inicialmente. Mais: denunciando as diferenças e insuficiências de outras partes desconhecidas de um mundo que precisa de atenção. Na obra, o que se observa como nocivo para a protagonista é a admissão americana como centro provedor da plena sobrevivência e felicidade. Pois, na escolha de Nova Iorque como espaço que lhe garantiria felicidade, permuta-se a assimilação de valores e culturas outras como preço a ser pago pelo acesso e permanência de uma felicidade que inexiste. Uma faca de dois gumes porque o convívio com esse espaço torna-se tão relevante para a sobrevivência e aquiescência espiritual e material da protagonista quanto perigoso, se compreendido como processo de reivindicação de uma nova identidade que suprime particularidades relacionadas a uma cultura de origem e que se justifica na cômoda posição de pertencer a uma hegemonia política. As conseqüências disso podem provocar no indivíduo que se desloca uma dificuldade de situar-se e estabelecer o que é importante como identidade, pois o indivíduo comum passa a estar situado entre um espaço insuficiente e outro idealizado com perfeição, desestabilizando o sujeito enquanto ser-presente. É a impossibilidade de reivindicar uma origem para o EU dentro de uma tradição de representação que concebe a identidade como satisfação de um projeto de visão totalizante. Ao romper a estabilidade do ego, expressa na equivalência entre imagem e identidade, a arte secreta da invisibilidade da qual fala a poeta migrante quando muda os próprios termos de percepção de pessoa (BHABHA, 1998, p.75) Essa instabilidade sugere ao sujeito que se desloca a ciência de que seu projeto de migração pode vir a se tornar falho por colocar em xeque o desejo que o mobiliza, quando deixa de ter o vislumbre de um olhar estrangeiro, quando passa a pertencer ao sistema e a viver suas mazelas, revertendo o que antes poderia ser considerado um 8

9 despautério da imaginação. Agora que vira esses lugares, pareciam comuns, sujos, gastos tantas eram as pessoas que entravam e saíam deles na vida real que me ocorreu que eu não seria a única pessoa no mundo para quem isso tudo seriam temas de devaneio (KINCAID, 1994, p.1). Mas o espaço idealizado aos poucos se desfaz e as conseqüências dessa desconstrução revertem a instabilidade do sujeito em uma consciência crítica capaz de redimensionar uma nova razão de sobrevivência. Talvez possamos chamar o despertar dessa nova consciência maturidade. A maturidade de uma garota que se torna adulta ao perceber a responsabilidade por seu próprio destino. É a partir dessa consciência que percebe que seu espaço idealizado trata-se apenas de um espaço conveniente às suas necessidades e que assim poderia bem aproveitá-lo. Tratava-se apenas de uma possibilidade de viabilizar seus anseios que antes eram impossíveis em sua locação de origem, embora, por isso mesmo, o espaço americano ainda repercutisse como projeto de felicidade da protagonista. No entanto, um projeto que agora não se apresenta necessariamente idealizado; onde seriam visíveis as diferenças e impossibilidades de uma realidade comum que, apesar de deixar de ser concebida como imaginação, ainda apresenta melhores condições para sobrevivência. A emergência do sujeito humano e psiquicamente legitimado depende da negação de uma narrativa originária de realização ou uma coincidência imaginária entre interesse ou instinto individual. Essas identidades binárias, bipartidas funcionam em uma espécie de reflexo narcíseo do UM no Outro, confrontados na linguagem do desejo pelo processo psicanalítico de identificação. Para a identificação, a identidade nunca é uma a priori, nem um produto acabado; ela é apenas e sempre o processo problemático de acesso a uma imagem da totalidade (BHABHA, 1998, p. 85) Isso fica evidente quando, a partir das fragilidades da família para quem trabalhava e de outras relações pessoais estabelecidas, Lucy questiona o seu mundo idealizado. Será que as pessoas em sua condição: ricas, bem instaladas, belas, com o melhor que o mundo tinha a oferecer ao alcance da mão não conseguiam viver sãs? (KINCAID, 1994, p. 45). Um questionamento compreensível já que o seu projeto de felicidade em deslocamento não apenas se fundamentava no acesso a possibilidades 9

10 materiais, mas também afetivas, que não eram possíveis em seu local de origem. E continua: (...) via um sofá, duas cadeiras e uma parede de livros. Que luxo, pensei, ter uma sala vazia em casa, uma sala de que ninguém realmente precisa. E não é isso que todos no mundo deveriam ter ter mais do que precisam ter? Não era um pergunta que fizesse a Mariah, pois, Ela pensava exatamente o contrário. Tinha tudo em excesso, por isso ansiava por ter menos. Menos, tinha certeza, traria felicidade. Para mim era uma piada e uma alívio observar a infelicidade que o excesso pode trazer; me habituara tanto a observar os resultados da carência (KINCAID, 1994, p.46) Lucy, em Nova Iorque, com o passar do tempo, consegue autonomia, independência; concretiza, de certa maneira, o seu almejado projeto de felicidade, ao menos do ponto de vista material. Consegue, enfim, alugar uma casa, ter um trabalho bem remunerado e a liberdade de fazer, ser, realmente, o que desejava. No entanto, tudo isso lhe parecia agora melancólico, vazio. Enfim, as razões afetivas ganham uma outra dimensão. Tão importante quanto a dimensão material que tivera antes. Inclusive, a consciência de que o que a motivara como projeto não estava relacionado, de fato, com questões materiais. Vê-se como isso se apresenta na narrativa quando Lucy vai a um Museu, quando lembrou da mãe, falecida quando já estava distante, e dos vínculos de seu passado e espaço. Lembrar pareceu tentar justificar seus atos e a razão de sua despedida e distância de sua origem. Num aparente pedido de desculpas. Lucy, enfim, percebe que para construir uma nova realidade não precisaria desconstruir uma realidade anterior. Pois enquanto houvesse memória haveria passado e uma relação afetiva com o que foi vivenciado, e isso era de fundamental importância pois era o que constituía Lucy como indivíduo. Mais: percebe que o amor que tanto buscava estava apenas distante, na saudade mútua dos confins de suas origens, responsável por quem era. É dessa maneira que Lucy descobre a importância de seu passado porque percebe que enquanto houvesse passado haveria o amor, por razões que ainda não saberia explicar. Lucy descobre que a razão que fundamenta a base de seu projeto de deslocamento era a ausência de amor. No entanto, a razão a fez se deslocar e evocar esperanças. Nova Iorque não foi a solução do problema. Nova Iorque não passou a ser extensão apaziguada de seus problemas e que por isso a motivou a se deslocar, pois lá 10

11 também estava, como em sua ilha no Caribe, a ausência de amor. Por isso, sua vida não era uma nova vida como imaginara e queria, mas sim a continuidade de uma antiga vida, também ausente de amor. É dessa maneira que Lucy percebe que tanto a felicidade quanto a infelicidade independem de espaços. Mas, afinal, onde estaria a tal felicidade buscada por Lucy? Certo dia, ao encontrar-se em casa, em sua nova e almejada vida, ao encontrar a folha de um caderno em branco escreve: Gostaria de ser capaz de amar alguém a ponto de morrer de morrer de amor (KINCAID, 1994, 89). Poderia ser o suficiente para Lucy fundamentar outro projeto de deslocamento e felicidade, distante do equívoco de pensar que a necessidade espiritual do amor pudesse ser substituída e ocultada por aquisições ou transposições materiais, na consciência de que para o amor e a felicidade requer-se a contínua busca. 11

12 REFERÊNCIAS BERLIN, Isaiah. Limites da Utopia. Capítulos da História das Idéias. Trad. Valter Lellis Siqueira. São Paulo: Companhia das Letras, BERDN, Zilá; GRANDIS, Rita de. (Org.) Imprevisíveis América. Questões de Hibridização Cultural. Porto Alegre: Sagra: DC Luzzato: ABECON, 1995 BHABHA, Homi. O Local da Cultura. Trad. Myriam Ávila; Eliana Lourenço de Lima Reis e Gláucia Renata Gonçalves. Belo Horizonte: Ed, UFMG, BRAH, Avtar. Cartographies of Diáspora: Contesting Identities. London/New York: Routedge, CANCLINI, Néstor Garcia (Org). Culturas da IberoÁmerica: Diagnósticos e Propostas para seu Desenvolvimento. São Paulo: Moderna, CLIFFORD, James. Routes. London; New York: Routedge, LYOTARD, Jean-François. A Condição Pós-Moderna. Trad. Ricardo Correa Barbosa. Rio de Janeiro: José Olympio, KINCAID, Jamaica. Lucy. Trad, Lia Wyler. Rio de Janeiro: Objetiva, RICHARD, Nelly. Intervenções Críticas: Arte, Cultura e Política. Trad. Rômulo Monte Alto. Belo Horizonte: Ed. UFMG, ORTIZ, Renato. Mundialização e Cultura. São Paulo: Brasiliense, 2003 YOUNG, Robert J.C. Colonial Desire: Hybrity in Theory, Culture and Race. London; New York: Rowthedge, WALTER, Roland. Afro Américas. Recife: Editora Universitária, Culturas, Contextos e Contemporaneidade. IN: Revisões Culturais: Entrelugares, Diferenças e Identidades-em Processo. Seminário Alagoas (UFAL); Salvador: Universidade Federal da Bahia (UFBA): EDUFBA, pp

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