Mulheres em processo de socialização. Algumas questões acerca das suas representações

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1 Bertina Sousa Gomes* AnáliseSocial, vol. XXII (92-93), º-4.º, Mulheres em processo de socialização. Algumas questões acerca das suas representações O PROGRAMA COM MULHERES A presente comunicação baseia-se em informação recolhida sobre as mulheres de uma pequena aldeia da Beira interior, no decurso de um programa de educação para a saúde e motivação para o planeamento familiar, especialmente concebido para mulheres rurais. Este programa foi desenvolvido no distrito de Viseu, por iniciativa da Comissão da Condição Feminina. Não é meu propósito entrar aqui em detalhes sobre os objectivos, princípios, metodologia, conteúdos e resultados deste programa com mulheres rurais. Essa informação encontra-se disponível na Comissão da Condição Feminina, estando a ultimar-se a edição de publicações próprias sobre o projecto, a que será dada a devida divulgação. No entanto, e com o intuito apenas de situar a exposição que se segue, vou apresentar uma caracterização resumida do que foi aquele projecto. DESCRIÇÃO Trata-se de um projecto de educação para a saúde e motivação para o planeamento familiar, integrado com outras actividades de desenvolvimento numa pequena comunidade rural. Este projecto de intervenção e animação comunitária teve carácter experimental e foi realizado por uma equipa multidisciplinar da Comissão da Condição Feminina, com a colaboração nomeadamente da Direcção-Geral de Saúde e da Direcção-Geral de Educação de Adultos. Teve o apoio financeiro do Fundo das Nações Unidas para as Actividades da População (Nova Iorque) e a assistência técnica de especialistas do Margaret Sanger Center (Nova Iorque), Organização Mundial de Saúde (Copenhaga) e World Education (Nova Iorque). OBJECTIVOS Enquanto projecto de intervenção na comunidade: Que a população da aldeia adopte novas atitudes e práticas em relação à saúde e ao planeamento familiar. Enquanto projecto de carácter experimental: * Comissão da Condição Feminina. 813

2 Que a Comissão da Condição Feminina obtenha um modelo de intervenção adequado a programas com mulheres rurais, a aplicar em outros locais do País. EQUIPA DE PROJECTO Integrou animadores de formações profissionais diferentes (entre outros, professores, enfermeiros de saúde pública, assistentes sociais), alguns deles provenientes da área de intervenção, maioritariamente mulheres. LOCALIZAÇÃO Decorreu em Fareginhas, uma aldeia do concelho de Castro Daire (distrito de Viseu) com cerca de 350 habitantes e baixos indicadores socieconómicos e de saúde. A aldeia está situada numa região relativamente fértil do ponto de vista agrícola, onde predomina a pequena propriedade e a exploração da agricultura é assegurada basicamente pelas mulheres. Os homens, de um modo geral, trabalham na construção civil ou em serrações da região, ou então estão emigrados na Europa ou na área da Grande Lisboa. DURAÇÃO Cerca de quatro anos, de Outubro de 1978 a Janeiro de 1983, incluindo as fases de preparação, implementação e avaliação do projecto. O trabalho de intervenção propriamente dito na aldeia ocorreu entre finais de t979 e meados de 1982, durante aproximadamente dois anos. METODOLOGIA A animação da comunidade foi baseada em princípios de educação não formal participativa. O projecto privilegiou à partida as mulheres e a educação para a saúde e planeamento familiar. A partir destas áreas, integrou gradualmente outras necessidades das mulheres e de outros grupos da população, como a alfabetização de adultos, a animação de jovens e o estudo do quotidiano das mulheres e da tradição na aldeia. A participação da comunidade foi constante ao longo de todo o projecto. Os animadores identificavam as necessidades das pessoas e grupos e conferiam com elas os programas a realizar, que eram modificados quando não correspondiam às suas necessidades. Esta participação foi ainda mais evidente quando se constituíram novos grupos na aldeia capazes de elaborar os seus próprios programas de acção. Tal foi o caso nomeadamente da comissão de saneamento básico e do «grupo das senhoras» (promotoras de saúde). As actividades do projecto foram coordenadas com os diferentes serviços locais (Centro de Saúde e Departamento de Educação de Adultos, entre outros). 814

3 INTERVENÇÃO NA COMUNIDADE Concluíram-se os seguintes programas na aldeia: Programa de saúde Educação para a saúde, incluindo a informação sobre planeamento familiar; Prestação de cuidados primários à população da aldeia (vacinação, saúde escolar, visitas domiciliárias, controlo de hipertensão, entre outros; Animação da população para resolver os problemas de saneamento; Formação de promotores de saúde; Apoio técnico ao pessoal do Centro de Saúde. Outros programas Alfabetização/animação de jovens/investigação participativa sobre o quotidiano das mulheres e a tradição da aldeia. Resultados obtidos Novos conhecimentos e novas práticas sobre saúde; Mudança de atitudes sobre o planeamento familiar e a sexualidade; Interesse das mulheres pela saúde da comunidade; Melhoria dos serviços prestados à população pelo Centro de Saúde; Constituição de novos grupos na aldeia: grupo de alfabetização, «grupo das senhoras», grupo de jovens, entre outros; Novos hábitos e atitudes: de reunião, de cooperação, de maior apreciação de si e dos outros; Maior consciência social por parte dos indivíduos e dos grupos quanto aos seus direitos e capacidades de pressão; Valorização da tradição cultural; Modelo de intervenção comunitária, com base na metodologia de animação não formal participativa. No decorrer do projecto foi sendo feito o levantamento das atitudes e práticas tradicionais das mulheres e das suas representações sobre si mesmas, a sexualidade, a maternidade, a família, o trabalho, a saúde. Estes dados foram obtidos em entrevistas feitas às mulheres da aldeia, quer individualmente quer em grupo, nos locais habituais de encontro e trabalho (no lavadouro, na rua, nos campos) e em suas casas, ou ainda no decurso das próprias sessões de trabalho de grupo com as mulheres. Do mesmo modo, também a observação da vida da comunidade e dos diferentes grupos, tanto no dia-a-dia como em momentos de convívio e de festa, foi proporcionando aos animadores um maior conhecimento da situação das mulheres, do seu quotidiano e condições de vida. A vida quotidiana das mulheres na aldeia, os seus saberes e modos de fazer próprios foram estudados, já em fase final do projecto, com o concurso das mulheres da aldeia que participaram na investigação e recolheram, também elas, material da tradição oral e da cultura popular em vias de se perder. 815

4 É a partir da informação assim recolhida, de natureza qualitativa, que vou problematizar algumas questões sobre a condição das mulheres desta aldeia, igual a tantas outras do País. As questões problematizadas têm carácter mais exploratório que explicativo, já que se trata do resultado de uma investigação fundamentalmente orientada para apoiar a acção desenvolvida na comunidade junto dos grupos de mulheres da aldeia. No decurso desta investigação, os animadores do projecto recorreram privilegiadamente ao método da observação participante associado com outras técnicas de observação, como a entrevista, e contaram também com a participação dos próprios grupos interessados, em especial das mulheres, nomeadamente na recolha de dados sobre a vida quotidiana e a cultura tradicional. O LUGAR DAS MULHERES Em Fareginhas são as mulheres que se ocupam da agricultura e cuidam dos animais, geralmente com a ajuda dos filhos, em especial das raparigas. É que os homens da aldeia trabalham na construção civil ou em serrações da região e, mais raramente, em qualquer serviço na vila, ou então estão emigrados. Os trabalhos do campo ocupam as mulheres de manhã à noite, durante todos os dias da semana e em parte aos domingos. É sobretudo mais intenso nas estações da Primavera e do Verão, quando se amanham e cultivam terras (semear a batata, o milho e o centeio, plantar o cebolo, o repolho e outros produtos da horta, cuidar da vinha e da oliveira) e se fazem as colheitas. Nesse período, que vai desde Março a Outubro, pode durar do nascer ao pôr do Sol, regressando muitas vezes as mulheres a casa já com o Sol posto. Também tratar dos animais (porcos, cabras e ovelhas e uma ou outra vaca) exige cuidados constantes: levá-los a pastar ou segar erva para lhes deitar, preparar o comer para lhes dar de manhã, à merenda e à ceia, cortar lenha ou mato para compor as cortes, ocupar-se do estrume. Sem falar já de mugir os animais, matar o porco, preparar o fumeiro, ir à feira vender a criação. Acresce a tudo isto que os campos a trabalhar são por vezes longe de casa e, porque se trata de pequenas parcelas distantes entre si, os caminhos há que percorrê-los a pé. Além disso, e de permeio com estes trabalhos do campo, têm de executar-se também os inúmeros gestos do quotidiano necessários à sobrevivência da família e que tradicionalmente são gestos de mulher: cuidar dos filhos, a lida da casa, a preparação da comida, lavar e tratar as roupas, ocupar-se da educação dos filhos. No dizer de uma mulher da aldeia, de 33 anos, cheia de energia, casada e com dois filhos, é assim o seu dia-a-dia: Levanto-me às seis e um quarto. Venho acender aqui a lareira, venho preparar o meu comer e para os meus filhos, para a escola. Depois, ainda com a luz acesa, arrumo o meu quarto. A seguir, vou tratar do gado: dos porcos, das cabras, dos animais. Depois vou buscar o pão, dou o pequeno- -almoço aos meus filhos e preparo-os para a escola.de manhã, no campo... Tenho alturas que ao fim de arrumara casa vou lavar, não tenho dia certo de 816 lavar... quando calha... Eu gosto muito de lavar no princípio da semana,

5 quando posso. Outras vezes, quando vou levar as cabras, trago erva ou trago caldo para se lhes deitar... as couves. Depois venho, venho fazer o almoço para a miúda para o meio-dia, tenho que fazer para o Zé António para a uma...depois, da parte da tarde, quando tenho tempo para arrumar a cozinha, arrumo, senão, fica por arrumar ao fim do almoço e arruma-se à noite... ou então vou lavar um bocado ou vou cortar um bocado de mato, de tojo, ou cavar um bocado de terra, plantar repolho, fazer qualquer coisa no campo, o que for necessário, muitas vezes até à noite... No Inverno ainda não é dia... a gente anda por lá até à noite. O jantar não o faço muito cedo, porque o meu marido anda muito longe, em Lamego... e muitas vezes não tive tempo para arrumar a casa durante o dia, faço à noite, faço as camas e tudo. Depois da ceia vai logo para a cama? No Inverno, às nove e meia, mais ou menos. Agora no Verão, às vezes é onze e meia-noite. Enquanto é dia, a gente anda no campo a trabalhar e depois quando é noite é que vem para casa, para fazer as coisas. Conforme a disposição que tenho... às vezes faço um bocadinho de camisola, ou outra coisa qualquer, um bocadinho. Vem-nos à lembrança o belíssimo texto de Maria Velho da Costa Revolução e Mulheres, que começa assim: «Elas são quatro milhões, o dia nasce, elas acendem o lume. Elas cortam o pão e aquecem o café. Elas picam cebolas e descascam batatas. Elas migam sêmeas e restos de comida azeda. Elas chamam ainda escuro os homens e os animais e as crianças» (M. Velho da Costa, 1976). O mesmo destino, a mesma determinação, as mesmas canseiras, a mesma coragem. Assim são os gestos e trabalhos de mulher, que se repetem todos os dias, sem fazer destrinça entre trabalho doméstico e o chamado trabalho produtivo. Fica a noção de que o tempo se esvai e as energias são gastas, mas que os trabalhos, assim como se fazem, logo se desfazem. Nos dias de descanso e de festa há a missa, ponto de encontro de toda a comunidade, o convívio com as amigas e vizinhas à lareira, se é no Inverno, ou ao Sol, se está bom tempo, a conversar de tudo e de nada, sobre os miúdos, a vida de cada uma, a fazer malha ou renda. Mas há ainda que preparar a refeição melhorada do meio-dia, cuidar dos animais e acudir a um ou outro trabalho urgente do campo, que difere consoante a estação do ano. Nesses dias, os homens convivem entre si no café, jogam às cartas, vão ao futebol. As suas conversas são sobre assuntos de bola, terras, melhoramentos, negócios. Eles próprios reconhecem nunca abordar questões de natureza pessoal ou da sua vida privada. Os dias de feira semanal da vila são ocasião de encontro com as mulheres das aldeias vizinhas, com quem trocam notícias e comentam as principais ocorrências da semana, enquanto fazem as compras necessárias à subsistência da família ou vendem os produtos do trabalho da terra. Idêntica função socializadora desempenha o espaço da rua para as mulheres da aldeia. Também o lavadouro constitui local de encontro privilegiado das mulheres e ocasião propícia à comunicação enquanto lavam a roupa suja da(s) sua(s) casa(s). Nas estruturas representativas dos diferentes interesses da aldeia, as mulheres não têm assento nos órgãos de direcção, quer se trate da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários, da Comissão de Cidadãos criada depois do 25 de Abril para se ocupar dos baldios e dos melhoramentos da aldeia, quer ainda da recentemente criada Comissão Desportiva, 817

6 Recreativa e Cultural (1980), para gerir sobretudo a equipa de futebol e o rancho folclórico da aldeia. No entanto, têm por hábito participar em sessões plenárias pára discussão de problemas do interesse da comunidade, intervindo na discussão com muita vivacidade, e colaboram activamente em todas as iniciativas promovidas por aquelas associações. Tão-pouco desempenham qualquer cargo nos órgãos autárquicos da freguesia, como de resto acontece com os homens da aldeia. É que a aldeia está integrada administrativamente na freguesia da sede do concelho, pelo que não dispõe de órgãos representativos próprios. Duas esferas de acção complementares: o privado para as mulheres, o público para os homens, que se traduzem também em espaços distintos próprios do feminino e do masculino: mais interior para as mulheres, exterior para os homens. As raparigas casam cedo, por volta dos anos, geralmente com rapazes da terra, que começam a namorar às escondidas dos pais. A pouco e pouco vão aparecendo juntos, primeiro na feira da vila, depois à entrada da povoação, até que passam a andar um com o outro todos os dias e o namoro é reconhecido pelos pais. A partir de então começa-se a apalavrar o casamento para evitar as críticas dos vizinhos e esconjurar o receio dos pais sobre o que possa vir a acontecer à filha. Por isso, até ao casamento é mais apertado o controlo dos pais do que no início do namoro. Através do casamento, as mulheres adquirem um estatuto diferente na comunidade: de maior autonomia, porque lhes é permitida liberdade de acção que não tinham até aí, sem que tudo pareça mal; de maior integração na comunidade, porque passa a ser reconhecida a sua função social na família. Nesta economia de subsistência, os filhos ajudam a trabalhar as terras e cuidam dos pais na velhice. «Ter um casalinho» é o desejo de qualquer família, mas, até quatro filhos, as mulheres estão satisfeitas e consideram-se felizes. Se não têm filhos, são olhadas com desconfiança pelas outras mulheres, que pensam que elas recorrem a contraceptivos modernos para evitar a gravidez porque não querem ter trabalho com os filhos. Pelo contrário, ter muitos filhos é também socialmente reprovado porque é sinal de relaxamento e de procura excessiva de prazer É que, na concepção das mulheres da aldeia, «uma mulher só engravida quanto tem prazer» e a gravidez representa o prazer das relações sexuais para as mulheres. Na realidade, porém, a vida sexual das mulheres casadas é, de um modo geral, pouco satisfatória, sendo relativamente frequente lançarem mão de expedientes para se furtarem à prática sexual. Algumas há que vivem a sexualidade de forma positiva, mas para quem o receio de uma gravidez não desejada está sempre presente. A decisão de ter ou não mais filhos e a iniciativa de os evitar pertencem tradicionalmente ao marido, a quem compete «ter cuidado» (coito interrompido) ou «usar a camisa» (preservativo). A gravidez é considerada pelas mulheres um estado natural, que não requer cuidados especiais, nem vigilância médica, e é encoberta da própria mãe até ser manifesta, «até que a pessoa apareça». Sobre ela recaem vários interditos, como, de resto, sobre a menstruação e o parto, descritos em Dar à Luz, de Teresa Joaquim (1983). Ao que parece, o aborto é raramente praticado na aldeia e constitui um tema que as mulheres não abordam. Apenas ouvimos referências vagas às mulheres que dantes «iam deitar o filho ao rio» e a uma mulher que tinha 818 morrido depois de ter abortado, mas que não era da aldeia.

7 Hoje em dia, e desde há uns oito anos, os partos deixaram de ser feitos em casa, para passarem a ser na maternidade por questões de saúde. No entanto, as mulheres recordam com saudade os tempos em que os filhos nasciam em casa, com o auxílio da parteira da aldeia, mulher casada e com filhos, com «coragem» para as ajudar a dar à luz e a quem chamavam «mãe velha». Cuidar dos outros (do marido, dos filhos, dos pais já velhos) é responsabilidade das mulheres e sua função na comunidade. Desses cuidados pouco tempo resta para cuidar de si. AS REPRESENTAÇÕES QUE AS MULHERES TÊM DE SI O inventário das representações que as mulheres de Fareginhas têm de si mesmas baseia-se na pesquisa realizada por Teresa Joaquim sobre a cultura feminina na aldeia, que vai ser publicada brevemente sob o título de Mulheres de Uma Aldeia. As falas de mulher a seguir citadas são extraídas dessa obra, tendo sido recolhidas no âmbito do estudo sobre a vida quotidiana das mulheres já atrás mencionado: Lavrar? Homens... aqui é homens. Plantar couve, por exemplo? É mais as mulheres... essas coisas assim de hortaliça é mais as mulheres. Irá lenha? Ira lenha a quem pertence é aos homens, mas na minha casa quem tem que ir sou eu, o meu nâo está... mas vão os homens e as mulheres. Aqui há muitas casas que vão só mulheres. da batata, há algum trabalho que seja só de mulheres? Sachar é só de mulheres. E partir a batata para a semente? Olhe, nós aqui em casa, quando o meu pai era vivo, era ele sempre... agora é a minha mãe e eu também parto. Regar? Mulheres. Bem, os homens também vão. Os trabalhos do campo não se afiguram todos eles como sendo próprios para mulheres. Uns há que pertencem ser feitos pelos homens, outros pelas mulheres, segundo uma ordem antiga em que a terra era trabalhada em conjunto pelo casal e havia complementaridade de funções. Ainda hoje, por exemplo, lavrar, semear e plantar pertencem ao homem, numa clara alusão simbólica à fecundação da terra, que corresponde ao elemento feminino. Os trabalhos que requerem cuidados é o caso da horta, entre outros são de mulher. No entanto, praticamente todos os trabalhos são agora assegurados pelas mulheres. É que os homens, como vimos, já se não ocupam na agricultura nem cuidam da pequena exploração familiar, porque passaram a ter um trabalho assalariado, realizado fora do espaço da aldeia. Não obstante, as mulheres continuam a ver-se como se partilhassem ainda com 879

8 eles parte considerável daqueles trabalhos. Deste modo, o seu trabalho no campo não lhes aparece em toda a sua extensão, nem na sua dureza, que advém do facto de ser feito por ela sozinha. Quem sustenta o lar? O marido. O ordenado é só dele. O marido é ele quem trabalha. A Cecília não dá o dia fora, não? Nào. Nunca ganhei dinheiro, louvado seja Deus, nem de solteira, nem de casada. (Risos.) O meu marido diz: o que seria de ti sem mim? Olhe que uma destas... e então a Cecília não lhe garante aqui o trabalho todo? Pois não!... que não faço as coisas em casa... tudo. E as coisas das terras. E os animais. Também é trabalho. Em contraposição com o trabalho assalariado do marido, o seu trabalho na agricultura, realizado nas proximidades da casa, não é visto como produzindo riqueza e contribuindo para o sustento da família. Quem ganha dinheiro é ele apenas. Deste modo, o seu trabalho fica desvalorizado e torna-se invisível para si e para os outros. Daí que nem sequer seja contabilizado nas estatísticas oficiais. Quantas horas gasta por dia no trabalho de casa? Nem sei, é trabalho que nunca tem fim. São tantas, que nem sei dizer bem... uma casa tem sempre muito para fazer e, às vezes, nem um só dia chega. É muito difícil dizer uma coisa destas. Há dias em que não tenho vagar para arrumara casa por causa do trabalho do campo; faço o comerá pressa e nem varro a casa, puxo as orelhas às camas e pronto. Há outros dias em que ando o dia inteiro a tratar da casa e quando me deito ainda não está tudo pronto. A lida da casa diz respeito às mulheres e torna-se mais pesada quando elas não têm água canalizada em casa, nem casa de banho... e até há pouco tempo não dispunham tão-pouco de electricidade (nem ferros de engomar eléctricos, nem lâmpadas de iluminação). É um trabalho sempre inacabado, por fazer, que elas têm resistência em nomear, e surge aos seus olhos bastante desvalorizado. É por elas considerado secundário em relação aos trabalhos do campo: faz-se ou deixa-se para mais tarde, consoante a urgência daqueles outros trabalhos. No entanto, as tarefas de casa são dificilmente separáveis dos trabalhos do campo, com eles constituindo como que um todo. Acha que para uma rapariga é importante casar? É a vida... quer dizer, embora seja uma vida mais agitada com o marido, com os filhos... mas, em todo o caso, acho que é uma vida sosse ada desde que sejam felizes, que se dêem bem.

9 É uma vida muito mais sossegada. A gente, enquanto é solteira, está sempre com medo de qualquer coisa, e tudo fica mal porque se é solteira: ou foi para aqui ou foi para ali... E quando uma rapariga aqui da aldeia já não estava «direita» e se casava na igreja com o fatinho branco, grinaldas, etc, faziam-lhe alguma coisa?... ou quando desconfiavam? (Várias) Não, não lhe faziam mal nenhum. (Solteira) O povo falava quando elas já iam grávidas, mas o que é que adiantava falar? Casou, pronto! Ficou uma rapariga séria à mesma. As mulheres sentem-se seguras no casamento, capazes de enfrentar a vida sem medo. Já não têm de recear a falta de um nome ou da protecção que vem por via do marido («que seria de ti sem mim?»), nem a diferença de não ser como as outras (casadas). A sua realização como mulheres fazem-na elas depender do lugar que a comunidade lhes atribui. Ter relações sexuais: «brincar». A mulher engravida quando tem prazer... quando tem o orgasmo ao mesmo tempo que o homem. Ter muitos filhos é castigo de Deus, mas não ter também. É pecado evitar os filhos. A mulher que não quer filhos só quer o seu prazer, sem ter os trabalhos. A sexualidade das mulheres parece estar no seu imaginário orientada para a procriação e a maternidade. O seu prazer produz a gravidez («engravidar é ter orgasmo ao mesmo tempo que o homem»). Sendo assim, quando controla a fecundidade, ela não pode/deve ter prazer nas relações sexuais. Eventualmente, a sua insatisfação sexual pode estar relacionada com essa representação. As noções de bem/mal, prémio/castigo também estão presentes no número de filhos havidos: muitos filhos representariam um castigo de Deus (por ter tido muito prazer?); nenhuns indicaria que recorre à contracepção para dar largas ao seu muito desejo. A minha mãe também ajudou lá nà terra (a nascer)... Ajudou? Haja uma pessoa quem cuide... tem que ser. Quem é que lhe ensinou? Foi em ter os meus (filhos)... e tinha três meus... quer dizer, eu estava sozinha também... sofria, vá... sofria tive os meus quase só... e depois chamava a minha mãe, lá me preparava, lá chegava... Olhe, eu fui parteira do filho dela... Do Zé António. Fui eu que o aparei, que o lavei, que o arranjei. E depois levou-o à igreja? Já não usam. Dantes, primeiro era... a que chamavam a «mãe velha» que o levava à igreja. E depois o padrinho da criança comprava uma saia ou uma blusa à «mãe velha». Porque é que chamavam «mãe velha»? Porque era a primeira pessoa que o acarinhava. 821

10 O parto representa uma experiência única na vida das mulheres, sendo cada um deles recordado com a mesma emoção que o primeiro. A dar à luz não se aprende, «só se sabe pela experiência própria» numa luta de corpo a corpo, que era assistida há bem pouco tempo pela parteira da aldeia. Também ela não tinha competência especial senão a de ter já dado à luz os seus filhos e ter «aquela coragem» para ajudar a nascer os filhos das vizinhas. Vinha só quando era chamada, ajudava a mãe e era a primeira pessoa a acarinhar o bebé. Hoje não se correm riscos e o parto decorre na maternidade, onde a mulher em trabalho fica sujeira a outras regras sobre o seu corpo, que lhe são estranhas. Pouco a pouco, as mulheres da aldeia vão perdendo a competência para cuidar da saúde dos seus. DO SILÊNCIO À PALAVRA Descrita que foi a condição das mulheres na aldeia e esboçada a representação que têm de si, conclui-se que uma e outra não são coincidentes. De um lado, o retrato de mulher de corpo inteiro, na plenitude da vida, casada e com filhos, em permanente actividade, que se desdobra entre a casa, os filhos e a família, os campos e os animais, cheia de energia para acudir a tudo e a todos, capaz de assumir praticamente sozinha os trabalhos da lavoura e as responsabilidades de educação dos filhos. Tal é a imagem que ressalta da observação da sua vida, onde cabe inteira a sua actividade e afectividade. É certo que o seu mundo é totalmente distinto do masculino, como já vimos, e complementar a sua esfera de acção, mas nem por isso é inferior ao subalterno. Seria interessante verificar se a situação das mulheres solteiras na aldeia é igualmente positiva. É provável que assim não seja, mas valeria a pena aprofundar a questão. Do outro lado surge-nos uma mulher adulta, ferida de diminuição, que precisa de casar para se afirmar, cuja sexualidade está condicionada à função procriadora dentro do casamento, que desvaloriza o seu trabalho porque ele não é remunerado nem tem visibilidade social. Tal é a imagem que,as mulheres têm de si mesmas e é contraditória com aquela outra. É como se ela fosse incapaz de ter uma representação mental da sua pessoa e apenas pudesse representar a imagem de si que lhe é devolvida pelos outros, e que ela interioriza, dela se apropriando como se dela própria se tratasse. Tentativamente, e em jeito de conclusão, parece poder afirmar-se que as mulheres em estudo têm uma representação de si que é mais limitada que as suas próprias capacidades e até prática de vida e não integra as mudanças sociais sobrevindas nos últimos anos. Resta-nos esperar que esta hipótese seja testada em futuras investigações e venham a ser aprofundadas outras questões sobre as representações femininas que ficaram sem resposta no âmbito da presente investigação, como sejam: Grau de identificação das mulheres com as imagens de feminino que lhe são propostas pela sociedade e auto-estima relativa daí decorrente; Relação existente entre as representações que as mulheres têm de si próprias e as representações que os homens têm acerca delas; Representação que as mulheres fazem de si: individualmente e en- 822 quanto grupo (auto-representação colectiva e individual);

11 Aprofundamento do estudo das práticas do fazer e do dizer das mulheres, verificando se as mudanças sobrevindas nos últimos anos nos seus modos de fazer se repercutem nos seus modos de dizer; Condições que favorecem a tomada de consciência das mulheres acerca das contradições entre o seu discurso (sobre si) e a sua vida. A experiência de trabalho com grupos de mulheres na aldeia de Fareginhas deu-nos indicações de caminhos possíveis para essa tomada de consciência. Ou seja, para as mulheres passarem do silêncio à palavra: da situação em que não se pensam a si próprias com autonomia e apenas reproduzem o discurso dominante a seu respeito, que interiorizaram, para serem elas a reproduzir o(s) seu(s) próprio(s) discurso(s). Graças à realização de programas concretos do interesse das mulheres, e chegado o tempo mais propício (tempo exterior: a quadra do ano, o serão ou a tarde de domingo; tempo interior: quando a necessidade está lá e é ressentida pelo grupo). Partindo da realidade da sua vida observada e interpelada e das representações que dela se faziam. Partilhando experiências de vida, saberes, modos de fazer. Apostando nas capacidades das mulheres e ganhando forças em grupo. Foram estes os caminhos trilhados com as mulheres da aldeia, lado a lado, pelas mulheres animadoras do projecto. A escuta das mulheres Ter um(a) interlocutor(a) exterior à comunidade que escuta as mulheres a contarem-se, a dizerem-se e que interpela o seu discurso. Ao tomar a palavra, as mulheres interrogam-se, analisam, tomam consciência de contradições, reestruturam o pensamento acerca de si próprias. Ao falarem para, discorrem sobre si e repensam-se. Ao serem escutadas, as mulheres sentem-se ouvidas e ganham maior estima de si próprias. O trabalho em pequenos grupos (de mulheres) A troca de experiências de vida, de saberes e de modos de fazer entre mulheres ajuda a tomar consciência de que partilham com as outras uma mesma condição comum. Ao socializarem a(s) sua(s) experiência(s) e preocupações, adquirem a consciência de pertencerem a um grupo. A prática de trabalhar em grupo, de fazer com outras, reforça os laços de entreajuda e solidariedade entre elas e promove a confiança nas suas capacidades e nas das companheiras. Um processo de auto-educação A reflexão sobre a sua realidade de vida torna-se instrumento para compreender as forças que causam essa mesma realidade. Ao tomar consciência dessas causas e das alternativas possíveis para as superar, as mulheres tornam-se aptas a determinar as transformações que desejam operar na sua vida e na vida da comunidade. 823

12 A comunicação com outros grupos A troca de experiências alarga-se a outros grupos, com que as mulheres estabelecem relações. Assim vão aprofundando a compreensão que têm de si e da sua relação com os outros e definindo estratégias de intervenção. No decorrer deste processo, as potencialidades das mulheres são reforçadas, libertadas insuspeitadas energias criadoras e inventadas formas novas de se expressar. As mulheres tomam a palavra, assumem-se como grupo, tornam-se visíveis, intervêm na comunidade. 824

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