VLT impõe nova forma de mobilidade na região central

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1 Ano LIII - Março Nº R$ 15,00 Rio de Janeiro VLT impõe nova forma de mobilidade na região central Firjan Projetos chegam a R$ 4,6 bilhões em investimentos Ponte Rio-Niterói Nova concessão programa mais de R$ 1 bilhão em obras Construção industrial movimenta mercados regionais Adrianópolis (PR) Taubaté (SP) Resende (RJ)

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3 Sumário ANO LIII - Nº Março 2015 Editorial 4 A passagem do Sandy por NY e o impacto das enchentes em SP Fórum da Engenharia 8 Fábrica da Supremo Cimento em Adrianópolis (PR) inicia operação Dimensões 16 O engenheiro que virou lenda e símbolo nas obras de Itaipu Newsletter Global 18 Proprietários têm culpa em falhas de megaprojetos Megaprojetos 20 Ampliação da rede TAV avança à base de subsídios públicos 22 Operadora privada conquista 20% do tráfego China 24 Concorrendo com o Banco Mundial e o FMI Rio de Janeiro Investimentos 26 Firjan aponta obras de infraestrutura prioritárias para o Estado Rio de Janeiro Mobilidade Urbana 30 VLT Carioca precisa compatibilizar obra com tráfego do centro 34 Fábrica em Taubaté (SP) produzirá 27 trens do VLT Carioca Rio de Janeiro Rodovias 38 Ecorodovias surpreende e ganha nova concessão da ponte Rio-Niterói Rio de Janeiro TransOceânica 42 Promessa de décadas, projeto de ligação à Região Oceânica começa em Niterói Rio de Janeiro Saneamento 44 Concessionária busca feito raro de universalização em Niterói até 2018 Rio de Janeiro Sul Fluminense 46 Hotel em Resende utiliza estrutura metálica de 500 t Linhas de Transmissão 50 Zepelim voará na Amazônia para inspecionar e fazer manutenção na rede Edificação Hospitalar 52 Prédio de oito andares ancora novo edifício de 20 pavimentos Recursos Hídricos 57 A mudança deve ser de paradigma Desenvolvimento Urbano 58 Pré-engenharia condiciona boa execução 60 Espaço é projetado para atender a dois tipos de atividades Indústria de Máquinas 62 Case faz lançamentos e divulga agenda positiva 63 Caterpillar investe US$ 17 milhões na nacionalização de máquinas 64 New Holland lança trator de esteiras com transmissão hidrostática 65 Grupo Veneza inaugura matriz no interior de SP 58 Capa - Foto maior: Imagem do futuro VLT Carioca (crédito: Cdurp) sobreposta à foto da Avenida Rio Branco, no centro do Rio de Janeiro (crédito: Fernando Frazão/Agência Brasil). Foto menor: Obra de estrutura metálica, em Resende (RJ) (crédito: José Carlos Videira). 3

4 Diretor Editorial: Joseph Young Consultor Editorial: Nildo Carlos Oliveira Editor-Executivo: Augusto Diniz - Redação: Guilherme Azevedo - José Carlos Videira - Publicidade: Ernesto Rossi Jr. (Gerente Comercial), José Ferreira, Wanderlei Melo, Marcia Caracciolo e Henrique Schwartz Arte: Fabiano Oliveira Diagramação e Produção Gráfica: Cotta Produções Gráficas Circulação e Distribuição: Sede (NOVO ENDEREÇO): Rua Paes Leme, º Andar Conj Pinheiros - CEP São Paulo - SP - Brasil NOVO TELEFONE: (11) A revista O EMPREITEIRO é uma publicação mensal, dirigida, em circulação controlada, a todos os segmentos da indústria de construção imobiliária e industrial, e aos setores público e privado de infraestrutura, obras de transporte, energia, saneamento, habitação social, telecomunicações etc. O público leitor é formado por profissionais que atuam nos setores de construção, infraestrutura e concessões: construtoras; empresas de projetos e consultoria; montagem mecânica e elétrica; instalações; empresas que prestam serviços especializados de engenharia; empreendedores privados; incorporadores; fundos de pensão; instituições financeiras; fabricantes e distribuidores de equipamentos e materiais; órgãos contratantes das administrações federal, estadual e municipal. Foto: Sérgio Silva Enquanto há anos em São Paulo afloram mais promessas do que obras efetivas para conter as enchentes, em Nova York boa parte da costa atingida pelo Furacão Sandy, em 2012, já foi recuperada - e a meta agora é criar um plano de resiliência consistente para evitar ocorrências semelhantes no futuro Auditorado pelo: Tiragem total: exemplares Toda correspondência referente a pedidos de assinatura, consulta e mudança de endereços deve ser enviada à O EMPREITEIRO Departamento de Circulação Rua Paes Leme, 136, CEP São Paulo SP Brasil. Preços: Assinatura anual: R$ 130,00 (desconto de 28%); Números avulsos: R$ 15,00 (11 exemplares ano); Números atrasados: R$ 15,00; 500 Grandes R$ 40,00 (1 exemplar ano); Exterior: 1 ano - via aérea - US$ 80,00; 1 ano - via marítima - US$ 50,00 Registro de Publicação está assentado no cadastro de Divisão de Censura de Diversões Públicas do D.P.F. sob nº 475/ , no livro B - registro no 1º Ofício de Títulos e Documentos. Registrada no Serviço de Censura Federal sob nº 2; 269P209/73. Todos os direitos reservados. Nenhuma parte do conteúdo desta publicação poderá ser reproduzida ou transmitida, de qualquer forma e por qualquer meio, eletrônico ou mecânico, inclusive fotocópias, gravações, ou qualquer sistema de armazenagem de informação, sem autorização, por escrito, dos editores. Membro da ANATEC. Siga-nos no O EMPREITEIRO foi editado de 1962 a 1968 como jornal e desde 1968 em formato de revista. Diretor Responsável: Joseph Young 4 O Empreiteiro Março 2015

5 Editorial A passagem do Sandy por NY e o impacto das enchentes em SP O Museu de História Natural de Nova York ofereceu este mês (março) uma exposição, entre as diversas que promove sete dias por semana, explicando por que o aquecimento global leva ao agravamento dos fenômenos climáticos em todo o mundo. A mostra revela os estragos que o furacão Sandy provocou na cidade, inundando estações de metrô, paralisando linhas e interrompendo o fornecimento de energia em bairros inteiros, no ano de E o que é mais importante: apresenta o programa em curso que visa fortalecer a resiliência de Nova York contra futuras ocorrências parecidas, com uma série de obras permanentes diante da certeza de que o nível do oceano vai subir ao longo deste século. Ao ver aquela exposição, de imediato veio a imagem de São Paulo, a maior metrópole do País. E, junto, a indagação: O que ela está investindo nessa questão? O que há são apenas poucas obras pontuais, de piscinões à retificação de córregos. Nenhum programa estruturado e abrangente, destinado a eliminar os mais de cem pontos de alagamento conhecidos há tempo, com prejuízos materiais crescentes e algumas fatalidades, de crianças e idosos levados pela enxurrada. Existe um estudo realizado na gestão Marta Suplicy, de videomapeamento, que identificou esses pontos de obstrução na rede de drenagem das principais regiões da cidade. Eles podem ser corrigidos por tecnologias não destrutivas, que abrem valas na superfície e estão disponíveis na prateleira. Este trabalho foi solenemente ignorado nas gestões seguintes dentro daquela prática inexplicável de que o que foi feito pelos gestores anteriores não presta. A Cidade do México está construindo um túnel de 62 km, chamado Emisor Oriente, que vai captar e tratar a água em excesso das chuvas e reduzir as inundações, ali seculares. Haverá ainda piscinões localizados para armazenar essa água, poluída por esgoto, a ser despejada posteriormente na rede de drenagem. Estes reservatórios são equipados com grades para reter o lixo sólido, que é removido automaticamente pelo sistema e transferido para caçambas. As recentes manifestações populares nas ruas do País afora foram unânimes em levantar uma bandeira: insatisfação com a gestão pública atual. Esses movimentos espontâneos representam instrumentos formidáveis de pressão sobre a administração e poderiam encampar propostas mais concretas, como reduzir em 20% ao ano os pontos de alagamento na capital paulista uma proposta exequível. A opinião pública também poderia propor o fim das escolas de lata num prazo determinado; diminuir 20% ao ano o tempo de espera nos postos de saúde, que pode ser monitorado por um software, como o INSS controla hoje as filas nas suas agências. A população precisa estipular um prazo para acabar com os semáforos que se apagam na primeira chuva algo inadmissível em termos de tecnologia quando a indústria espacial prepara a primeira viagem tripulada a Marte. Feita essa longa lição de casa, após saneada a capital paulista de seus problemas de gestão pública crônicos, quem sabe a cidade poderá começar a pensar em seu futuro. Como aproveitar suas competências potenciais para ela se transformar numa cidade do futuro daqui a 50 anos? A prefeita de Paris, a franco-espanhola Anne Hidalgo, acredita que a capital francesa está perdendo a corrida da competitividade para Londres, em termos de atrair novos negócios ligados a tecnologias recentes. Ela propôs uma série de iniciativas que extrapola seu tempo de gestão, com os olhos postos no futuro, como eliminar a circulação de veículos movidos a combustível fóssil dentro de um perímetro urbano a ser traçado. O veículo oficial da prefeita é elétrico. As praças e os monumentos de Paris estão renovando sua iluminação noturna pasmem, as praças tiveram suas luzes reduzidas em intensidade, para criar uma atmosfera mais humana. Não vamos sonhar tão alto. Mas São Paulo, assim como outras grandes cidades brasileiras, do norte ao sul, tem de resolver seus problemas antigos, com os próprios habitantes, estabelecendo as prioridades e estabelecendo um cronograma factível e traçar os rumos ao futuro. 5

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8 Fórum da Engenharia Fábrica da Supremo Cimento em Adrianópolis (PR) inicia operação A Supremo Cimento, com sede em Pomerode (SC), inaugurou, no final de março, uma fábrica no município de Adrianópolis, no norte do Estado do Paraná, divisa com o Estado de São Paulo. Com investimento de R$ 700 milhões, a segunda unidade de produção da companhia no Brasil deverá atingir 100% de capacidade produtiva em 2017, quando se prevê chegar ao volume de 1,7 milhão de t/ano. Fundada em Pomerode, em 2003, a Supremo Cimento conta atualmente com 500 colaboradores e capacidade de produção de 400 mil t/ano. No ano passado, faturou cerca de R$ 200 milhões. Com a entrada em operação da unidade de Adrianópolis, a empresa aumentará sua capacidade para 2,1 milhões de t/ano. Segundo a empresa, além de desafogar sua fábrica de Pomerode, quase no limite de sua capacidade produtiva, a planta do Paraná vai permitir maior proximidade com os clientes paranaenses e com os do Estado de São Paulo. É na cidade de Adrianópolis também que está localizada a jazida de calcário da companhia cimenteira catarinense. A nova fábrica ocupa 25 ha de um terreno com área total de 94 ha no parque industrial de Adrianópolis. A obra demorou três anos para ser concluída e empregou funcionários. A construção da planta consumiu 60 mil m³ de concreto, 6,6 mil t de aço de construção e 10 mil t de aço em equipamentos e estruturas metálicas. De acordo com o gerente de projetos da Supremo Cimento, Flávio Gouvêa Avelar, um dos principais desafios da obra foi chegar a um layout compacto e racionalmente energético, além de empregar os equipamentos com a melhor tecnologia e eficiência. A fábrica é hoje a mais moderna em termos de eficiência energética e com o maior cuidado com o meio ambiente no Brasil, afirma. Avelar ressalta ainda as técnicas construtivas empregadas na obra da nova fábrica da Supremo Cimento. Desenvolvemos projeto de fundações diretas, utilizamos concreto com alta resistência e fluidez e formas deslizantes e trepantes, lembra. Segundo ele, todo o concreto utilizado foi fornecido pela fábrica da Supremo Cimento, em Pomerode, a cerca de 300 km de Adrianópolis. A construção civil ficou a cargo da CMP Construções, as montagens industriais foram desenvolvidas pela Tecnomont Montagens Mecânicas, SMA Montagens Elétricas, entre outras. O gerente de projetos da Supremo Cimento também cita a participação de empresas internacionais, como a FLSmidth (Dinamarca e Estados Unidos), Secil (Portugal), MAG e Pfister (Alemanha), e empresas internacionais com presença no Brasil, como as ABB, WEG, Eletele e a Rockwell, para o sucesso do empreendimento. Em 2011, 50% do capital da Supremo Cimento foi adquirido Foto: Divulgação Nova unidade acrescenta mais 1,7 milhão de t à capacidade anual de produção pelo grupo português Secil. Segundo maior produtor de cimento de Portugal, o grupo Secil também tem atuação em Angola, na África, e no Líbano, no Oriente Médio. (José Carlos Videira) Ficha Técnica - Fábrica Supremo Cimento - Investimento: R$ 700 milhões - Localização: Adrianópolis (PR) - Área do terreno: 94 ha - Início da obra: Conclusão da obra: Construção civil: CMP Construções - Fornecimento de concreto: Supremo Cimento - Montagem mecânica: Tecnomont Montagens Mecânicas - Montagem elétrica: SMA Montagens Elétricas - Equipamentos principais da fábrica: FLSmidth (Dinamarca e EUA) - Projetos e consultoria: Secil (Portugal) - Redutores de velocidade: MAG (Alemanha) - Balanças dosadoras: Pfister (Alemanha) - Paineis elétricos e inversores de frequência: ABB - Subestação kv, motores e painéis de controle: WEG - Reostatos de partida: Eletele - Controles, painéis e software: Rockwell 8 O Empreiteiro Março 2015

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10 Fórum da Engenharia Sondagem mecanizada ainda caminha para consolidação no País Surgido nos Estados Unidos na década de 1950 e na Austrália na década de 1960, no Brasil, o primeiro equipamento de sondagem mecanizada só chegou em Um estudo brasileiro de 1999, intitulado Sondagem a percussão: comparação entre processos disponíveis para ensaios SPT, feitos pelos geólogos Ruy Thales Baillot e Antonio Ribeiro Júnior, explica didaticamente as vantagens dessa tecnologia. Ruy Thales Baillot: Pioneiro Neste trabalho, compara-se o equipamento manual, composto de um tripé com cerca de 5 m de altura e uma roldana com uma corda de sisal para o alçamento de peso de 65 kg, que cai livremente de uma altura de 75 cm; e o equipamento mecanizado, composto de uma perfuratriz rotativa, montada sobre chassi de caminhão, com respectiva torre e um peso de 65 kg acionado por um martelo automático, que funciona com motor hidráulico e que libera automaticamente o peso ao atingir 75 cm. A experiência permitiu concluir que o processo automático apresenta muito menos taxa de variabilidade (desvio padrão) do que o processo manual, principalmente quando se trabalha em profundidade superior a 10 m. O sistema manual enfrenta problemas de torção da haste na medida em que alcança profundidade, comprometendo a investigação. A mecanizada é mais segura, com tudo automatizado, representando mais qualidade, rapidez e economia de tempo, permitindo executar o serviço posterior de fundação de forma muito mais adequada, destaca um dos autores do estudo, Ruy Thales Baillot. O geólogo lembra que, quando o primeiro equipamento de sondagem mecanizada chegou ao Brasil, foi uma Fotos: Augusto Diniz revolução, mas disse que o sistema caminhou pouco de lá para cá. Sócio da Alphageos, empresa que atua nessa área, ele diz que no mercado brasileiro não existem mais de cinco empresas capacitadas para fazer o serviço de sondagens de forma automatizada. O equipamento tem custo alto, reconheço, mas evitaria muito retrabalho de sondagem, que são feitos inadequadamente por meio manual e, muitas vezes, conduzidos de forma precária, afirma. Equipamentos mecanizados chegam a fazer sondagens de 30 m a 40 m em um dia, estando ainda adequado para trabalhos de ensaios dilatométricos, sondagem sísmica, ensaios pressiométricos e CPTu, dentre outros. Uma campanha de sondagem manual demanda muito mais tempo, ressalta Ruy. Segundo o geólogo, grandes obras de infraestrutura, como metrô, já têm utilizado sondagem mecanizada, e a tecnologia tem potencial para avançar em obras de infraestrutura e construções industriais e civis de médio e pequeno portes. Na atualidade, a utilização de equipamentos de sondagem manual está restrita à África e América Latina. Equipamento de sondagem mecanizado, montado sobre chassi de caminhão, apresenta melhor desempenho e precisão Instalação eletromecânica em 205 mil m² poderá ser feita em 14 meses A Temon realizará instalações elétricas, hidráulicas e de sistema de combate a incêndio no empreendimento Brookfield Towers, em São Paulo. O trabalho terá duração de 14 meses e será feito em 205 mil m² de construção. A obra tem duas torres, sendo uma de 28 pavimentos e outra, de 30, além de 6 níveis de subsolo. O empreendimento atenderá normas da ABNT e também requisitos do LEED, no que diz respeito a instalações elétricas e hidráulicas. A empresa Temon afirma que contará com uma equipe multifuncional de 30 pessoas no projeto. Está prevista a mobilização de 250 operários diretos nos trabalhos de instalações nas torres. Perspectiva do Brookfield Towers, na marginal do rio Pinheiros, em SP 10 O Empreiteiro Março 2015

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12 Fórum da Engenharia Solução reduz consumo em obras de rebaixamento A Itubombas desenvolveu sistema de rebaixamento por ponteiras a vácuo que permite a redução de 50% do consumo de energia, em obras de rebaixamento de lençol freático. Com a tecnologia, as ponteiras (dispositivos usados para sucção de água) são instaladas por um processo de encamisamento com auxílio de uma minicarregadeira. Com a mecanização, a operação de rebaixamento é otimizada, combinando a diminuição do consumo de energia com a redução do tempo de instalação das ponteiras. Uma obra de construção com subsolo, principalmente realizada em cidades litorâneas, precisa de um sistema de rebaixamento de lençol freático que funcione adequadamente, explica Rodrigo Law, diretor da Itubombas. De acordo com ele, a cravação mecânica proposta pela empresa pode até triplicar o número de ponteiras instaladas em um turno de trabalho, ampliando a efetividade do processo. O novo sistema adota o uso de uma tubulação de ferro de 6 polegadas e 6 m de comprimento, cravada com uso de uma minicarregadeira, em conjunto com o uso de jato de água. Essa tubulação inicial servirá como camisa para o lançamento da ponteira de duas polegadas de PVC e mais material drenante do tipo brita ou areia. O conjunto de ponteiras interligado à bomba pelo tubo coletor, por sua vez, formará o sistema de captação de água do lençol freático. Assim que facilitarem a instalação das ponteiras, os tubos de aço são retirados, criando a rede de sucção, processo ativado com as bombas autoescorvantes. No processo de rebaixamento de lençol freático, a Itubombas usa a motobomba autoescorvante ITURE 44ST5, com potência de 20 cv para 120 ponteiras (0,166 cv/ponteira). Uma das opções da locação é o uso da bomba montada em carrinho com rodas, o que amplia a mobilidade do equipamento na obra. A ativação de bombas adequadas completa a metodologia da Itubombas. A empresa possui ainda um departamento que planeja o balanço hídrico correto necessário a cada operação. Sistema de rebaixamento por ponteiras a vácuo promete economia de energia Foto: Divulgação Pequeno projetista investe na capacidade de bem atender contra crise A Lutsot Engenharia, empresa fundada há oito anos e sediada em Jundiaí (SP), dispõe de um trunfo para enfrentar o momento difícil, que também não poupou os médios e os pequenos da engenharia: preço, qualidade e prazo. Segundo Luciano Roberto, engenheiro e fundador da Lutsot, o tripé tem garantido a longevidade das atividades da empresa e a credenciado a projetos de grande porte em todas as regiões do País. O bom Luciano Roberto, engenheiro e fundador da Lutsot preço, segundo ele, advém da estrutura fixa enxuta, com oito funcionários, e a contratação por projeto de profissionais com o perfil necessário. A qualidade viria da disponibilidade, no mercado, de profissionais com reconhecida expertise, egressos de grandes projetos das áreas química e petroquímica que ou diminuíram de ritmo ou foram interrompidos devido à queda nos investimentos, iniciada mais ou menos há dois anos. E o prazo? Nossos prazos são enxutos, não atrasamos. O fator geográfico é também considerável nas contas de uma empresa pequena. Por isso estar em Jundiaí, segundo o engenheiro, é estratégico, uma vez que o grosso dos clientes está em São Paulo e no interior paulista. Consigo fazer o deslocamento em 24 horas, e com custo baixo. Nosso atendimento é relativamente rápido, pontua. Como empresa dedicada a projetos, a Lutsot tem um modo de trabalho claro, assim constituído: 1) Na primeira fase, de engenharia de projetos, é identificada a real necessidade do cliente, com a elaboração de um fluxograma de engenharia, A + B = C, isto é, o caminho que vai do insumo básico ao produto final. 2) Depois segue-se para a fase de elaboração da planta de tubulação, arranjo de equipamentos e isométricos de montagem. Os profissionais alocados nos projetos da Lutsot, majoritariamente dos setores químico, petroquímico e alimentício, são engenheiros de processos, engenheiros mecânicos e de tubulação e projetistas de tubulação. Para o segmento dos pequenos e médios das empresas projetistas, a aquisição de softwares e equipamentos BIM (Building Information Modeling, com visualização de dados em 3D) é ainda um sonho, segundo o engenheiro da Lutsot. E o impeditivo, aqui, é de fato o custo da compra, estimado por ele em R$ 50 mil, R$ 60 mil. O cliente não quer saber se o projeto é 2D ou 3D, mas o retorno com o BIM é muito positivo. Por exemplo, a revisão do projeto, depois, é muito mais fácil e, por isso, mais econômica, reconhece. Hoje, a entrega dos projetos da Lutsot, segundo a modelagem, está dividida em 70% em 2D (AutoCAD) e 30% em 3D (PDMS, Plant Design Management System). Um dos grandes projetos que contou com apoio da Lutsot foi o de otimização do processo de arrefecimento das máquinas da empresa Maxion Wheels, em Santo André (ABC paulista), que fabrica rodas de alumínio. O problema era o superaquecimento. A Lutsot então realizou o cálculo hidráulico do sistema e o redimensionamento de toda a rede hidráulica. Concluiu que equipamentos antigos não necessitavam de troca, mas sim de atualização. Com a medida, houve uma grande economia no sistema de arrefecimento e no consumo de água, resume Luciano Roberto. O projeto durou de março a julho de 2014 e comprovou a capacidade de um bom projetista de gerar soluções econômicas e eficientes. (Guilherme Azevedo) Foto: Divulgação 12 O Empreiteiro Março 2015

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14 Fórum da Engenharia Arena adota telha antirruído O novo estádio do Palmeiras, o Allianz Parque, na capital paulista, recebeu 20 mil m de telhas de alta absorção de ruídos. O material garante conforto para torcedores e moradores próximos. A cobertura foi item importante no desenvolvimento do projeto por conta da intensa programação prevista para o local de jogos de futebol, shows e outros eventos de entretenimento. Uma boa acústica proporcionaria vantagens ao empreendimento. Embora o projeto de acústica da arena tivesse elevado grau de destaque, a Regional Telhas interveio com uma alternativa simples e funcional, oferecendo telhas de aço galvalume pré-pintado RT 120/900. Trata-se de um conjunto de telhas perfuradas (na parte inferior) e zipadas (na parte superior), com lã de rocha no meio. Dessa forma, os ruídos gerados dentro do local entram pelos furos das telhas e se perdem pelo elemento isolante acústico, evitando a projeção do barulho para outros lugares. Foram fornecidos mais de 20 mil m de telhas RT 120/900, além de 140 mil kg de bobina de aço pré-pintado (ral 9003) para a cobertura superior zipada. O produto tem espessura de 0,65 m e pode ser utilizado em outros projetos que exigem solução acústica eficiente. Livro: Drenagem urbana e controle de enchentes Em boa hora está chegando ao mercado da engenharia a segunda edição do livro Drenagem urbana e controle de enchentes, do engenheiro Aluísio Pardo Canholi. O lançamento da primeira edição ocorreu em 2005 e, desde aquela ocasião, a obra vem sendo considerada uma das mais importantes para a análise da infraestrutura urbana no Brasil. O livro resulta da larga experiência do autor, que há mais de 40 anos se dedica a obras de drenagem urbana e projetos hidráulicos. Ele foi pioneiro na implantação dos piscinões em São Paulo, o primeiro deles construído na Avenida Pacaembu na década de Aluísio Canholi insere na publicação seis estudos de casos que provocaram impacto nas duas maiores cidades do País: as obras da av. Pacaembu, complexo Água Espraiada/Dreno do Brooklin, córrego Cabuçu de Baixo, bacia do Aricanduva e lago do Parque da Aclimação, em São Paulo; e a Bacia do Canal do Mangue, na cidade do Rio de Janeiro. O texto de divulgação do livro registra que há um capítulo dedicado ao Plano Diretor de Macrodrenagem da Bacia do Alto Tietê (PDMAT), do qual o engenheiro Aluísio Canholi foi técnico responsável no período de 1998 a O livro é indicado para engenheiros e gestores responsáveis pelo planejamento urbano de grandes cidades e fonte do maior interesse para profissionais que buscam entender e analisar os problemas das enchentes em São Paulo, Rio e em outras cidades. (Nildo Carlos Oliveira) Tigre reforça linha de acessórios A Tigre lançou este mês (março) novos produtos na linha de acessórios. Trata-se de um sistema de fixação de tubos, quadro VDI (voz, dados e imagem) 80x40 e tubulações para gás. Os lançamentos são tanto para obras residenciais como comerciais. A empresa afirma que os novos produtos atendem demandas dentro e fora da parede, nas mais diferentes fases de uma obra. A gente identifica, cada vez mais, a exigência de instalações rápidas, com praticidade e facilidade. É uma questão irreversível, afirma Rene Kuhnen, coordenador de produtos da Tigre. O sistema de fixação de tubos chegou a ser reconhecido com o Prêmio CBIC de Inovação e Sustentabilidade. O produto é composto de abraçadeiras, que fixam tubos de esgoto e água, além de redes de eletricidade e telecomunicações, de dimensões variadas. O sistema é utilizado em instalações aparentes, em posições tanto verticais como horizontais. As tubulações flexíveis para condução de GLP Alpex Gás Tigre e Tigre Fire atendem às normas internacionais de segurança. Já o quadro VDI é um item com demanda no Brasil. Com o uso crescente de redes de banda larga para conexões de telecomunicação e internet, o produto tornou-se tão importante quanto os quadros de distribuição de energia elétrica. Kit Qualidade para construção A 8ª edição do Kit Qualidade, que o Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG), está difundindo no mercado, é um conjunto de manuais técnicos, cartilhas e outras publicações informativas, que agregam conhecimento e reúnem outros dados importantes para o entendimento do comportamento setorial. No trabalho Construção em foco, o presidente da entidade, Luiz Fernando Pires, analisa 2014 e faz projeções para o ano em curso. Lembra que o ano passado não deixará saudade. Os juros altos, a inflação no teto da meta, os índices de confiança de empresários e consumidores em patamares baixos, a fragilidade fiscal, a redução dos investimentos e outros fatores, são alguns motivos, segundo ele, que explicam esse sentimento no mercado. Contudo, ele acredita que 2015 será um ano de desafios e de ajustes. A maior dificuldade, ao longo dos próximos meses, consistirá no resgate da confiança na economia nacional para reverter o atual quadro. O entendimento é de que o que estimula os investimentos é a estabilidade macroeconômica, a previsibilidade e regras claras. Diz também que o Brasil, em função de sua infraestrutura precária, continua a ser um país a ser construído e não se pode mais postergar essa construção. No conjunto são mais de dez publicações reunidas no kit, tratando, dentre outros, dos seguintes temas: Economia nacional e construção civil o que esperar para 2015; Do patrimônio de afetação, da sociedade de propósito específico (SPE) e da Sociedade em conta de participação (SCP); Análise financeira de investimentos em empreendimentos imobiliários; Gerenciamento de resíduos e gestão ambiental no canteiro de obras; Programa Minha Casa, Minha Vida: desempenho e perspectivas. (Nildo Carlos Oliveira) 14 O Empreiteiro Março 2015

15 Sistema dispensa argamassa na fase de assentamento Fundada há cerca de dez anos, a empresa Sistema Inteligente de Construção Avançada (Sica) vem colocando no mercado a tecnologia dos blocos estruturais de concreto. O engenheiro Luís Cláudio, diretor, informa que os produtos com os quais vem trabalhando têm merecido atenção e aprovação de usuários. A nossa tecnologia, diz ele, está muito à frente do que hoje dispomos no mercado. Tenho desenvolvido projetos para as minhas obras e venho tentando estabelecer parcerias para ampliar o nosso espaço no mercado. Ele diz que não vende blocos, mas um sistema construtivo, com blocos assentados a seco, salientando que o sistema não requer argamassa. E a respeito disso tenho demonstrado as vantagens e o valor em m². O sistema pode ser utilizado em qualquer tipo de obra, inclusive mista. Estamos presentes numa obra da prefeitura de Itaquaquecetuba, Economia com bloco o Instituto do Idoso. E já dispomos, em nosso portfólio, de obras como estrutural pode chegar a sobrados geminados e galpões comerciais de até 5,40 m de pé-direito, 40%, segundo fabricante além de casas térreas e assobradadas. Ele diz que, com a Sica, pode economizar de 30% a 40% em relação a outros sistemas construtivos tradicionais e enfatiza que a empresa tem atuado mais no mercado de São Paulo, embora venha procurando despertar interesses, para a tecnologia, em outras regiões brasileiras. A expectativa, segundo ele, é tentar algumas franquias a fim de facilitar o acesso da Sica a outros polos de atividades. Infelizmente, lamenta, o frete é muito caro e nos onera demais. De qualquer modo, os resultados são compensadores, tanto pela redução nos custos finais quanto na redução de cronogramas. Foto: Divulgação 15

16 Dimensões Nildo Carlos Oliveira Foto: José Carlos Videira O engenheiro que virou lenda e símbolo nas obras de Itaipu Ele era um chefe diferente. Mas diferente em quê? E por quê? Às vezes é difícil explicar. Possivelmente porque nunca parecia um chefe. Ou talvez porque nunca precisou demonstrar, na prática, que era um chefe, nos moldes como invariavelmente se imagina alguém acostumado a dar e a fazer cumprir ordens. Ele jamais se alterava, nem alterava a voz, como às vezes fazem os chefes. A impressão era de que, quando mais necessitava falar alto, mais abaixava o tom, como se quisesse fazer o interlocutor concentrar toda a atenção possível, para ouvi-lo e entendê-lo. Entendê-lo não era tarefa complicada. Afinal, ele falava e gesticulava e, de vez em quando, os gestos substituíam as palavras. A rigor não havia, naquele imenso canteiro de obras de Itaipu, quem não o entendesse e corresse para cumprir o que ele pedia. Porque ele pedia; não ordenava. E todos sabiam que deveriam obedecê-lo. Em poucas palavras esse é o perfil, que desenho na memória, do engenheiro Rubens Vianna de Andrade. Cheguei em Itaipu, para visitar e escrever sobre as obras, no começo dos anos Precisando conversar com ele, me disseram: "É ali, onde está aquela porta aberta". Constatei, naquela e em outras ocasiões em que o procurei, que ele não tinha o hábito de manter fechada a porta do escritório. Sentia-se melhor vendo e ouvindo os companheiros e os ruídos do entorno das máquinas trabalhando. Quem quisesse falar com ele, a porta estava aberta. Contudo, mantinha um comportamento que anulava, de pronto, qualquer possibilidade de confronto em qualquer discussão. O argumento que expunha, no encaminhamento das obras, era claro e quase sempre sem margem a dúvidas. Sua ordem ou pedido era repassada para diversas frentes de trabalho e repetida de boca em boca: "O dr. Rubens quer que seja feito assim". A prática demonstrava os acertos das decisões tomadas, numa obra que seria a segunda maior hidrelétrica do mundo, depois de Três Gargantas, na China. Em capacidade média de geração, Itaipu é a maior usina em operação. Foto: Augusto Diniz Rubens Vianna, patrono do próximo 6º Prêmio de Criatividade na Engenharia Os relatos que ficam dão a dimensão da personalidade simples, afável e, no entanto, determinada. Alguns de seus colaboradores diziam que poderia estar na obra a autoridade que fosse, até mesmo o general Costa Cavalcanti, presidente da Itaipu Binacional. Ele não mudava os hábitos. Saía do escritório, acompanhado pelo general, atentava para o contingente humano envolvido nas múltiplas atividades de engenharia e seguia em frente, observando, conversando, não deixando de considerar a opinião da equipe de engenheiros. Rubens fora funcionário da Companhia Auxiliar de Empresas Elétricas Brasileiras (Caeeb), antes de ser contratado para as obras de Itaipu, onde exerceu a função de superintendente de obras. Foi a partir do amplo conhecimento técnico e humano que ele adquiriu na construção da hidrelétrica, que passou a ser chamado de Mister Itaipu. Eleito, em 1982, pelo Instituto de Engenharia de São Paulo, Eminente Engenheiro do Ano, seus colegas passaram a chamá-lo por aquele apelido, que ele considerava uma homenagem. Falecido aos 84 anos, Rubens Vianna é merecidamente lembrado agora pela revista O Empreiteiro. Ao relançar o Prêmio Criatividade na Engenharia, a OE o elege patrono da 6ª edição desse certame técnico, cujas obras préselecionadas pela redação da revista serão submetidas à votação dos nossos leitores pelo site revistaoempreiteiro.com.br. Foto: Arquivo Pessoal A estética em obra que focaliza o cotidiano Dança no boteco obra da artista plástica Waldecy de Deus, natural da Boa Nova da Bahia, que participa do movimento primitivista brasileiro. Sua arte combina o fantástico com o real e, sob esse aspecto, interage com o público. Ela tem feito exposições em SP e em outras capitais. Frase da coluna "Ao mesmo tempo em que exige conteúdo local nas regras de concessão, o governo dá isenção para importações. Esta é uma decisão esquizofrênica". De Carlos Pastoriza, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), criticando a política de conteúdo local adotada pelo governo federal. 16 O Empreiteiro Março 2015

17 MHA Engenharia A MHA Engenharia, que completa 40 anos, especializou-se em instalações hospitalares e plantas industriais. Salim Lamha (foto), diretor, diz: "Hospitais são um segmento em que não se pode errar. E todo o projeto precisa considerar as tecnologias futuras e os meios para ampliar fisicamente essas edificações". Ele e o sócio Eduardo de Brito Neves lembram que a empresa é pioneira, no Brasil, na adoção do programa Building Information Modeling (BIM). Entre as edificações industriais em que atuou, a MHA relaciona o complexo automotivo da Hyundai em Goiás; a Avon Cosméticos em Cabreúva (SP) e as Indústrias Romi. No segmento hospitalar esteve presente nos projetos do Sírio-Libanês, Emílio Ribas, Oswaldo Cruz e em outros mais. Método em Manaus A Método está concluindo o Shopping Manaus Via Norte, considerado o maior empreendimento multiúso desse tipo do Norte brasileiro. O projeto é do arquiteto Paulo Baruki, que valorizou os espaços, distribuídos em mais de 100 mil m². A obra obteve o certificado sustentável Aqua, inspirado na certificação francesa Démarche HQE, difundida no Brasil pela Fundação Vanzolini. Canopus Holding A Canopus Holding S. A. construirá das unidades previstas para a região da Barra Funda, em São Paulo (SP). Serão unidades habitacionais de interesse social (HIS) e para o mercado popular (HMP). O edital, lançado em setembro do ano passado pelo governo estadual, em parceria com a prefeitura, foi homologado com apenas uma empresa vencedora - a Canopus -, que fará as moradias por R$ 82,5 ao ano, segundo a modalidade PPP. O edital será revisto e relançado para a construção das demais unidades. Cetenco apressa eclusa A empresa deverá concluir, ainda este ano, a eclusa da Barragem da Penha, no rio Tietê. A obra acrescentará 14 km ao trecho navegável do rio na RMSP. O projeto é do Departamento Hidroviário, da Secretaria Estadual de Logística e Transporte. O volume de recursos ali aplicado é de R$ 101 milhões. Direcional Ricardo Valadares Gontijo, presidente e fundador da Direcional, revela que a empresa está pronta para construir conjuntos residenciais em três bairros do Rio de Janeiro: Campo Grande, Jacarepaguá e Barra da Tijuca. Os recursos que serão disponibilizados para esses empreendimentos somam R$ 1,2 bilhão. A empresa está há mais de 30 anos no mercado. Baggio A Construtora Baggio informa que, apesar do cenário econômico instável do começo do ano, continua com os planos de construção no Sul e Sudeste. Voltada para projetos de residências de alto padrão e obras corporativas personalizadas, opera em Ponta Grossa e Guarapuava, interior paranaense, e também em São Paulo. Crédito imobiliário Em janeiro último, o volume de empréstimos para compra e construção de imóveis somou R$ 9,1 bilhões. Foi um aumento de 12% em relação a janeiro do ano passado. Segundo o mercado, janeiro último foi o mês que registrou o menor da série histórica do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE). Crise hídrica fertiliza ideias José Romeu Ferraz Neto, presidente do Sinduscon-SP, diz ser necessário adaptar o ambiente construído às exigências da gestão atual e futura da oferta e demanda de água, integrada ao conceito da construção sustentável. Luciano Amadio, presidente da Associação Paulista de Empresários de Obras Públicas (Apeop), defende maiores investimentos, por meio de concessões e parcerias público-privadas, em obras de captação e em projetos de dessalinização. Aron Zylberman, do Instituto Cyrela, acha que é preciso reconhecer que a escassez de água mudou o cenário econômico e que ela terá impacto profundo nos negócios da construção. Suiane Costa Fernandes, da Secretaria Municipal de Finanças de São Paulo, anunciou que vem aí novo mecanismo que vai mexer no bolso do contribuinte: o IPTU Verde. Aguardem mais essa. O novo presidente da Abece Augusto Guimarães Pedreira de Freitas (foto), novo presidente da Associação Brasileira de Engenharia e Consultoria Estrutural (Abece), quer fortalecer as 21 regionais espalhadas pelo País e estreitar vínculo entre elas e os Sinduscons de cada Estado. Augusto Guimarães tem uma trajetória profissional muito ligada à tecnologia dos pré-moldados. O carrasco da economia Cyro Laurenza, que tem colaborado com esta revista desde os anos 1970, identifica um dos principais, senão o principal carrasco da economia brasileira: a tributação excessiva que, segundo ele, vem provocando vítimas desde que foi aperfeiçoada, a partir do Consenso de Washington. Performance bond E Sérgio Palazzo, pioneiro na defesa das tecnologias não-destrutivas em perfurações subterrâneas, reconhece que, se muitas obras públicas tivessem sido contratadas sob a garantia do performance bond, não ficariam por aí, paralisadas por décadas, consumindo recursos públicos e sacrificando a sociedade. Íria na FIB Íria Doniak (foto), presidente da Associação Brasileira da Construção Industrializada de Concreto (Abcic), passa a integrar, a partir deste ano, os quadros da Federação Internacional do Concreto (FIB), que tem sede em Lausanne, Suíça. Ela participará da entidade como membro convidado, com mandato de dois anos. 17

18 Newsletter Global Proprietários têm culpa em falhas de megaprojetos Estudo da Independent Project Analysis (IPA) examinou cerca de projetos e apontou que, em obras acima de US$ 750 milhões, 2/3 delas tendiam a apresentar falhas. Pela análise, os projetos que enfrentam dificuldades deparam-se com pelo menos um dos quatro itens a seguir: crescimento de custo de 25% ou mais; cronograma atrasado em pelo menos um ano; custo maior do que a média de obras similares; e persistentes problemas operacionais durante dois anos de execução. Ed Merrow, presidente da IPA, explica que muitos projetos descarrilam antes mesmo de as construtoras assumirem o trabalho. De acordo com o executivo, proprietários não avaliam suficientemente os parâmetros do projeto do começo ao fim, como escopo e design. Isso acarreta erros em projetos de engenharia e construtibilidade em 30% dos casos, criando dificuldades ao longo da execução. A IPA enfatiza a necessidade de se desenvolver um bom projeto antes de começar a obra, para evitar falhas. No entanto, segundo o estudo, problemas de relacionamento e pedidos de mudança frequentes no projeto pelo proprietário acabam comprometendo o serviço. Multa contra SNC-Lavalin cria discussão no Canadá Uma agência do governo canadense multou a empresa de engenharia SNC-Lavalin por corrupção e fraude relacionadas à obra no aeroporto de Bengazi, segunda maior cidade da Líbia, e um enorme programa de irrigação no país, além de outros projetos. Os desvios alcançam US$ 142 milhões. Um debate nacional foi estabelecido se a empresa canadense deveria ser penalizada por conta do delito de seus executivos ou sofrer uma pena mais branda por isso, já que uma nova diretoria foi instituída há três anos justamente para implementar um novo código de conduta. Um dos implicados em fraudes inclui o ex-ceo Pierre Duhaime, que deixou a SNC-Lavalin no começo de Setores empresariais questionam as novas regras de governança e transparência para as empresas, consideradas muito rígidas. Em nota oficial, a empresa contesta a multa e informa que irá se defender vigorosamente. A companhia alega ter cooperado desde que o escândalo surgiu e que medidas de governança foram tomadas para conter o problema. Além disso, substituiu seus principais executivos. Observadores especulam que a multa foi uma mensagem do governo ao mercado sobre a suposta corrupção em alto escalão de empresas. Alguns, no entanto, veem a medida como inflexível e rigorosa e que coloca em risco o emprego de milhares de trabalhadores, afetando, inclusive, a economia canadense. A SNC-Lavalin é uma das maiores empresas de construção e engenharia do Canadá, com mais de 100 anos e quase 50 mil empregados. FAA propõe normas para uso de pequenos drones A Federal Aviation Administration (FAA), dos Estados Unidos, propôs regulação para limitar o uso comercial de pequenos drones, tecnologia que tem despertado interesse de projetistas e construtoras. Entre as normas apresentadas estão restrição do uso de drones durante o dia e também manutenção do equipamento no campo de visão do controlador quando no ar. Propõe-se ainda altitude máxima de alcance do drone de 150 m e a velocidade limite de 100 mph (cerca de 160 km/h). O operador do equipamento deve ter mais de 17 anos e terá que possuir um certificado da FAA para controlá-lo. A proposta será colocada em consulta pública. A FFA afirma que as regras visam dar segurança, privacidade e acesso ao uso dos drones. Geórgia busca 202 mil soldadores até 2017 O Sindicato de Encanadores de Augusta, na Geórgia, Estados Unidos, estão desesperados em treinar soldadores para preencher rapidamente vagas na região, principalmente para atender às obras de expansão da planta nuclear de Vogtle. Há também demandas de soldadores em megaobras no setor de óleo e gás. Jim Hanna, diretor de recursos humanos da Fluor, explica que há diversos megaprojetos no Estado. Um grupo de construtores industriais e 18 O Empreiteiro Março 2015

19 de obras pesadas calcula em 202 mil o número de soldadores necessários para atender à demanda até A construção cada vez mais modular e industrializada é um dos motivos da crescente demanda por serviço de soldagem. Nova York age contra mudança de clima O prefeito de Nova York, Bill de Blasio, disse que a cidade está se mobilizando para contar com um plano de contingência, baseado em estudos de mudanças de clima que preveem aumento do nível do mar na cidade norte-americana em 1,8 m até o próximo século. Um dos programas em andamento é a construção de um sistema de proteção na parte baixa no lado Leste da cidade. A obra está avaliada em US$ 335 milhões. O anúncio das medidas veio depois de um encontro realizado este ano de aquecimento global, com projeções sobre o fenômeno. Nova York já se refez de boa parte dos problemas enfrentados com o Furacão Sandy. Muitas reconstruções e reformas realizadas estabeleceram novos parâmetros de resistência já prevendo novos desastres naturais. Mas a reconstrução das casas da população atingida sofre graves atrasos. Empresas investem em energia Uma parceria entre fornecedores de energia renovável e empresas privadas, como Apple, Google e Kaiser, deverá representar a aplicação de bilhões de dólares na Califórnia. As alianças preveem repasse às companhias citadas de parte da energia limpa gerada. A Apple assinou acordo de adquirir US$ 848 milhões em geração de energia do novo projeto da First Solar, chamado California Flats, em Monterey. O acordo é o maior já realizado pela indústria nesse tipo de operação. Serão 130 MW a ser comprados pela Apple. O restante da geração da nova planta, o equivalente a 150 MW, será adquirido pela Pacific Gas & Electric. A First Solar afirma que a aquisição de energia pela Apple significa confiança da empresa na energia renovável como solução. Já um projeto da NextEra Energy Resources, de renovação da planta eólica de Altamont Pass, fez com que Google e Kaiser assinassem separadamente acordo de aquisição de 43 MW cada uma de energia gerada pela planta. A NextEra substituirá 770 turbinas em seu empreendimento representando geração duas vezes maior de energia. A ENR é uma publicação da McGrawHill, editora com mais de 100 anos de atividades e a principal no mundo com foco em Construção, Infraestrutura e Arquitetura. A revista O Empreiteiro é parceira editorial exclusiva da ENR no Brasil. Mais informações: 19

20 Megaprojetos Ampliação da rede TAV avança à base de subsídios públicos O charme dos trens de alta velocidade não resiste à complexa viabilidade econômica das linhas Joseph Young Enquanto os Estados Unidos começam a se interessar pela modalidade, a expansão da rede TAV na Europa continua avançando, embora à custa de subsídios oficiais. Talvez a estagnação econômica relativa da Comunidade Europeia, que entra no seu sétimo ano, tenha até reduzido esse avanço, mas a verdade é que, com raríssimas exceções, as contas não fecham nas linhas hoje em operação. Com os generosos subsídios nacionais e da Comunidade Europeia, 6 mil km de linhas de alta velocidade foram acrescidas à rede de apenas mil km nos anos 90, nas quais os trens viajam a 250 km/h pelo menos em alguns trechos. Agora, que a Califórnia começou o seu projeto TAV, há pesadas críticas por parte da população. O TAV sempre dependeu de subsídios públicos, mas os preços das passagens são inacessíveis à população de menor renda e os trens sempre rodam com assentos vazios. As operadoras recorrem ao expediente de promover preços reduzidos para passageiros que possam reservar suas passagens com grande antecedência e cobram preço cheio de quem viaja sem aviso prévio o mesmo recurso de que as companhias aéreas se valem para vender os assentos das aeronaves. Essa política é tão rigorosa que as companhias preferem que os aviões decolem com meia dúzia de passageiros a reduzir o preço da passagem para quem chega no balcão na hora para comprar. Está comprovado que em distâncias de 300 km a 800 km entre centros densamente urbanizados o meio menos poluente de transporte é o TAV acionado por energia elétrica. E parece que cresce o número de países dispostos a subsidiar com dinheiro público esse transporte ambientalmente correto, mas inviável se os custos de construção forem computados na ponta do lápis. Analistas apontam que a linha Paris-Lyon já é lucrativa e começou a pagar o seu custo de construção financiado na época pelo governo; mas críticos alegam que a linha elétrica que alimenta o TAV no trecho foi construído a fundo perdido pela Eletricité de France (EDF), uma estatal. Em 2014, a Eurostar, que liga Londres, Paris e Bruxelas, começou a vender passagens para uma ligação ao Mediterrâneo, a operar em maio próximo. A Polônia abriu sua primeira ligação TAV entre Varsóvia e Cracóvia. A Turquia inaugurou uma ligação entre Istambul e Konya e outra até Ancara. Este ano a Alemanha vai comissionar a ligação entre Leipzig e Erfurt; em 2016, será a vez da ligação Milan-Bréscia, na Itália. Em 2017, a França vai inaugurar quatro novas linhas. A Comunidade Europeia estuda financiar uma ligação rápida entre Estônia, Letônia, Lituânia e Polônia, ao custo de US$ 5,3 bilhões. Em algumas linhas de tráfego denso, o TAV conseguiu superar os aviões. A Eurostar divulga que detém agora 75% do mercado combinado ferroviário-aéreo nas rotas atendidas. As linhas Paris-Lyon e Madrid- -Barcelona já são superavitárias (em custo operacional, excluído custo 20 O Empreiteiro Março 2015

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