A VONTADE GERAL ROUSSEAUNIANA A LUZ DA DEMOCRACIA DELIBERATIVA - SOBERANIA POPULAR E DIREITOS HUMANOS, UMA INTERCONEXÃO NECESSÁRIA.

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1 A VONTADE GERAL ROUSSEAUNIANA A LUZ DA DEMOCRACIA DELIBERATIVA - SOBERANIA POPULAR E DIREITOS HUMANOS, UMA INTERCONEXÃO NECESSÁRIA. THE GENERAL WILL OF ROUSSEAU LIGHT OF DELIBERATIVE DEMOCRACY - POPULAR SOVEREIGNTY AND HUMAN RIGHTS, AN INTERCONNECTION NECESSARY. Alexandre de Oliveira Demidoff RESUMO O trabalho analisará a luz da democracia deliberativa o conceito Rousseauniano de vontade geral, esclarecendo as conseqüências totalizantes que o conceito pode assumir na realidade política. Com esse objetivo abordaremos o conceito de vontade geral inserido na conjuntura da obra de Rousseau. Será abordada na idéia de democracia deliberativa de Jürgen Habermas, a proposta de interdependência entre a autonomia pública do modelo de democracia republicana e a autonomia privada do modelo liberal. Por fim com base na exposição será destacada a contribuição da democracia deliberativa, que através da interligação entre soberania popular e direitos humanos revê uma característica totalizante presente na idéia de vontade geral. PALAVRAS-CHAVES: DEMOCRACIA DELIBERATIVA - DIREITOS HUMANOS SOBERANIA POPULAR - VONTADE GERAL ABSTRACT The Work will look under the focus of deliberative democracy the concept of general will of Rousseau, clarifying the consequences totalizing that the concept can take on political reality. With this objective will discuss the concept of general inserted in the juncture of the work of Rousseau. will be addressed in the idea of deliberative democracy by Jürgen Habermas, the proposal of interdependence between the public autonomy of the republican model of democracy and the privete autonomy of liberal model of democracy. Finally based on the exhibition will be highlighted the contribution of deliberative democracy, that through the interconnection between popular sovereignty and human rights revises a totalizing characteristic present in the idea of the general will KEYWORDS: DELIBERATIVE DEMOCRACY - HUMAN RIGHTS - POPULAR SOVEREIGNTY - GENERAL WILL Trabalho publicado nos Anais do XVII Congresso Nacional do CONPEDI, realizado em Brasília DF nos dias 20, 21 e 22 de novembro de

2 1.Introdução A construção de uma opção institucional de governo democrático, mostra-se hoje como um dos maiores desafios a serem enfrentados pelos teóricos da política. Isto ocorre razão da complexidade das atuais sociedades, que se configuram como sociedades de massa e multiculturais, nos colocar diante de questões nas quais o consenso torna-se extremamente difícil de ser alcançado. Por outro lado a pressão de fatores advindos dessa mesma sociedade, que tem sido chamada por alguns de sociedade de risco 1, demonstra a necessidade de emergir uma solidariedade social, que nas palavras de Habermas possibilite a inclusão do outro. 2 Nesse contexto de crise, a solidariedade se faz extremamente necessária, e ao mesmo tempo, mostra-se como algo de difícil obtenção diante de fatores como o multiculturalismo e as crises socioeconômicas. O presente trabalho tendo em vista esta conjuntura, pretende resgatar através da obra de Rousseau, a noção de constituição do conceito de cidadão através da coletividade. Ao mesmo tempo visa alertar para o perigo da idéia Rousseauniana de vontade geral assumir um viés totalizante. Este risco em nossa opinião é eficazmente neutralizado pela concepção de autonomia privada da democracia deliberativa de Jürgen Habermas. Esta viabilizou o equilíbrio entre a idéia republicana de cidadão público e a concepção liberal de indivíduo. Com esse intuito será primeiramente construído o entendimento do que seria a vontade geral dentro do contexto da obra de Rousseau. Em seguida será feita uma análise com o auxílio da visão de Antônio Negri, de como a teoria Rousseauniana foi interpretada na prática pelo evento ao qual mais influenciou, qual seja, a Revolução Francesa que teve início no fim do século XVIII. Serão desse modo indicadas as conseqüências totalizantes da aplicação prática da teoria da vontade geral. Na seqüência realizaremos uma sintética descrição do modelo democrático deliberativo, apontando características oriundas da concepção republicana e da vertente liberal de democracia. Por fim realizaremos uma explanação sobre como a democracia deliberativa se relaciona com a cidadania Rousseauniana, herdando a tradição republicana do cidadão do espaço público. Discorreremos também sobre como a concepção de autonomia privada, possibilita um espaço de liberdade individual. Esse espaço na teoria habermasiana se mostra fundamental para a própria construção da vontade da coletividade no espaço público. A articulação entre autonomia pública que corresponde ao exercício da soberania popular e autonomia privada que corresponde a garantia dos direitos humanos possibilita a construção de um desenho institucional democrático deliberativo. Essa configuração institucional busca realizar legitimação do Direito, de forma a garantir o exercício da soberania popular, porém de forma não totalizante. 3908

3 2. A autonomia do cidadão no conceito de vontade geral de Jean-Jacques Rousseau. A opção por falar do conceito de vontade geral utilizado por Rousseau, traz consigo a necessidade de traçar algumas considerações a respeito do conjunto de sua obra. Isto se dá em razão de não ser possível compreender a noção de vontade geral sem que seja realizada a inserção desse conceito na sistemática da obra Rousseauniana. Tomado de forma isolada o conceito de vontade geral parece incoerente e mesmo paradoxal, se contraposto de forma estanque a conceitos como soberania popular. Tomaremos como base para a compreensão da sistemática Rousseauniana a interpretação realizada por Hector Leis em sua dissertação de mestrado em filosofia. Escolhemos essa vertente interpretativa pois cremos que do ponto de vista da descrição teórica da obra de Rousseau, a dissertação de Hector Leis se mostra de extrema coerência. Segundo Leis a obra de Jean-Jacques Rousseau deve ser compreendida como uma composição que mescla um projeto universal e transcendente em um trabalho como O Contrato Social, e ao mesmo tempo projetos políticos concretos e específicos dos quais são exemplo O projeto de constituição para Córsega e as Considerações sobre o governo da Polônia.(Leis, 1982) Tal interpretação retira de sobre Rousseau, o fardo de ser considerado paradoxal no momento de confrontação de suas obras. Uma ilustração retirada da obra O Contrato Social demonstra bem essa flexibilidade rousseauniana diante dos fatos concretos. No final do capítulo IV, do livro IV da citada obra, o autor traça a evolução da forma de recolhimento dos sufrágios em Roma. Atenta ele para o fato de que entre os primeiros romanos a votação se fazia de forma bastante simples, o voto na assembléia era proclamado em voz alta e anotado por um escrivão.(rousseau, 2007) No entanto com a corrupção do povo que passou a comprar e vender seus votos, a votação passou a dar-se em segredo. Havia nessa mudança a tentativa de combater tal prática, pelo estabelecimento de uma medida que dificultava a certeza do comprador sobre aquele que estava vendendo o voto. Rousseau vê com bons olhos essa alteração, afirmando que o regime das pessoas saudáveis não convém aos enfermos, não se podendo governar um povo corrupto pelas mesmas leis que convém a uma povo bom.(rousseau, 2007) Pode-se concluir que o ideal na assembléia seria a votação aberta, porém diante da corrupção, esta não se mostrou mais viável. Da mesma forma o projeto contido na obra O Contrato Social pode ser visto como o ideal a ser alcançado, porém diante das restrições fáticas ocorre a adaptação desse projeto universal às características de determinado povo. Esse fato pode ser observado em obras como O projeto de constituição para a Cóserga e Considerações sobre o governo da Polônia. O contraste existente entre o ideal, exposto em O Contrato Social, e o real que se insere nas obras já citadas, é contraposto a um outro extremo nas obras Discurso sobre as ciências e as artes e Discurso sobre a origem e os fundamentos da desigualdade entre os homens. Apesar de existirem interpretações no sentido de que ambos discursos se dirigiriam a uma chamada para o retorno a vida primitiva diante da corrupção social, 3909

4 cremos juntamente com Hector que estas obras compõe na verdade o extremo oposto do projeto exposto em O Contrato Social. Enquanto nesse, Rousseau estaria discorrendo sobre uma sociedade radicalmente ideal, nos discursos o autor estaria tratando de uma sociedade radicalmente corrupta, de um ponto de vista que não é especificamente concreto.(leis, 1982) A obra de Rousseau deve assim ser compreendida como um todo, onde é exposto em O Contrato Social um projeto transcendental ideal, e nos Discursos uma análise universal de corrupção radical. Através desses dois grandes balizamentos Rousseau poderia analisar as realidades. De acordo com as possibilidades dessa realidade, deveria ser produzida uma proposta de governo para essa sociedade. É dentro dessa sistemática nas quais se confrontam planos reais e ideais que o conceito de vontade geral deve ser compreendido. A vontade geral é um elemento fundamental do que Rousseau denomina como sendo o contrato social. No contrato social cada pessoa estaria unida a todos os demais membros do corpo social, este corpo social teria o dever de proteger os bens e a pessoa de cada associado. Ao mesmo tempo cada associado obedeceria somente a si mesmo, mantendo sua liberdade.(rousseau, 2007) Essa liberdade seria manifesta através da vontade geral, pois vivendo em uma coletividade cada indivíduo se comportaria visando o bem comum, através da busca do bem comum cada um manteria sua liberdade. O cidadão em Rousseau goza de liberdade na medida que participa como igual na formação da vontade geral. Como veremos adiante esta vinculação de exercício da liberdade a obediência da vontade geral acabou por gerar um conceito totalitário que tem o potencial de aprisionar a soberania popular e os projetos individuais. Rousseau descreve a vontade geral como sendo algo indestrutível e que existe em abstrato, independente de qual seja o resultado de uma assembléia. A vontade geral seria o sinônimo de interesse comum. Dessa forma o fato do interesse comum não prevalecer em uma assembléia sobre os interesses particulares de indivíduos ou mesmo de grupos menores dentro da grande sociedade, não significa que a vontade geral tenha sido destruída. Rousseau entende que esta vontade permanece existindo, ela apenas não foi a resposta dada ao questionamento da assembléia. Quando o fato narrado ocorre, a vontade geral permanece inalterada, no entanto, uma vontade particular é transformada em lei como se fosse a vontade geral A vontade geral na revolução francesa. A obra O Contrato Social de Rousseau é considerada como a que mais exerceu influência no pensamento revolucionário francês do século XVIII. Em razão do paradoxo prático, que reside no contraponto entre a idéia de soberania popular e vontade 3910

5 geral, Rousseau sem nunca ter almejado tal proeza, acabou por transformar-se em um autor que foi encampado por correntes de pensamento revolucionário, totalmente opostas, no que concerne aos interesses, e a forma de governo que defendiam. Antônio Negri realiza uma análise da Revolução Francesa que nos fornece a compreensão de algumas heranças práticas deixadas por Rousseau. Notadamente a consagração do povo como titular absoluto da soberania e o potencial de autoritarismo inerente ao conceito de vontade geral. A análise negriana da revolução francesa concebe o evento como um processo de dicotomização do pensamento de Jean-Jacques Rousseau. Durante a revolução na luta contra o antigo regime, torna-se praticamente consenso a idéia de que o poder soberano não pertence ao monarca como afirmava Hobbes, mas sim ao povo. No entanto quando a questão avança para a forma que esse povo deveria exercer sua soberania as opiniões se dividiram. Juntamente com os grupos políticos em oposição, a teoria Rousseauniana foi dicotomizada em dois conceitos criados por ele: a vontade geral e a soberania popular. A burguesia de um lado afirmava que a vontade geral era o fundamento abstrato da soberania, o povo detinha a soberania, no entanto, a exercia através da vontade geral. Nesse sentido é válida a citação da obra de Emmanuel Joseph Sieyès, na qual é articulada uma engenhosa tese revolucionária. Segundo a concepção de Sieyès a burguesia seria uma classe apta a representar os interesses de toda a nação, uma vez que o terceiro estado seria uma nação completa. Sieyès realiza a exaltação da produção econômica da burguesia e ignora a contribuição dos trabalhadores, tendo inclusive defendido a exclusão dos mesmos do rol de detentores de direitos políticos. (Sieyès, 1988) A burguesia sendo uma nação completa, estava apta a declarar a vontade geral. A soberania popular deveria então ser exercida pelos representantes eleitos. Em razão da restrição dos direitos políticos esses representantes seriam eleitos pela classe burguesa. Do outro lado os sans-culottes negando a possibilidade da soberania ser exercida de forma indireta, invocavam o direito do povo, titular da soberania, ser também aquele que detém o exercício da mesma. Dessa forma o poder constituinte da população não poderia ser contido na abstração da vontade geral. Diante desse quadro, Negri vê um paradoxo teórico, na medida que a vontade geral é para ele o aprisionamento da soberania popular expressa através do poder constituinte.(negri, 2002) Esse paradoxo que para Negri é insolúvel exigiu uma tomada de posição prática por parte dos grupos políticos em conflito. Enquanto a burguesia se utiliza da abstração do conceito de vontade geral para submeter a soberania popular, os sans-culottes rompem com a idéia de vontade geral e desencadeiam o exercício fático do poder soberano, através do poder constituinte.(sieyès, 1988) Vale ressaltar que na visão negriana, o fracasso jacobino se dá em razão de ceder a tentação de exercer uma correção teórica impossível. Qual seja conciliar vontade geral e 3911

6 soberania popular. Quando seus lideres iniciam a declaração do que é a vontade geral, atuam na contenção do poder constituinte, e desencadeiam o início do fim, pois a força do movimento que vinha da potência inerente as massas populares passa a ser obstacularizada. (Negri, 2002) Cabe salientar que embora concordemos com a correlação feita por Antonio Negri a respeito dos efeitos da idéia de vontade geral sobre a questão da soberania popular. Sendo aquela através de sua abstração uma contenção do poder constituinte das massas, discordamos da afirmação de que existe um paradoxo teórico em Rousseau. Como afirmamos acima, a idéia de vontade geral se estabelece em um plano transcendental como um dever ser, e não como uma imposição que desconsidera a soberania popular. Em uma situação ideal a soberania popular se manifesta através da vontade geral, pois todos almejam o bem comum. Cremos que a falha de Rousseau não se encontra no plano teórico, mas sim no plano prático. Na pretensão de formular uma tese de exercício da soberania através de um conteúdo substancial e totalizante que seria a vontade geral, esses dois conceitos mostraram-se inconciliáveis na prática A vontade geral e a constituição coletiva do status de cidadão. Como se pôde observar a manifestação fática da vontade geral acabou por contribuir para a construção de uma política alienante do sujeito. Porém o conceito de vontade geral também deve ser observado por um outro viés. Qual seja o de ter contribuído de forma relevante para a construção do entendimento, segundo o qual, o indivíduo não desfruta de direitos e deveres isoladamente, mas esses se constituem no meio social. Rousseau ao discorrer sobre a necessidade de uma primeira convenção busca legitimar a dominação da maioria sobre a minoria, através da necessária submissão do sujeito ao corpo político coletivo.(rousseau, 2007) Embora esta submissão possa se dar de forma alienante, não se pode negar que há na tese da vontade geral a indicação de que o individuo apenas pode gozar de direitos e obrigações que se constituem de forma coletiva no meio social. A cidadania Rousseauniana se dá como pertencimento a uma determinada comunidade. A vontade geral a qual todos irão contribuir para que seja manifesta é a fonte de direitos e obrigações para o bem comum. A justificativa apenas vai para o campo transcendental no momento de legitimar a primeira convenção que seria o contrato social, as demais normas devem ser produto da vontade geral. Após o pacto social o indivíduo não pode mais ser concebido como existente isolado da coletividade política. Esse inevitável entrelaçamento do indivíduo a comunidade pode ser visto em O Contrato Social dentre outros trechos, no momento em que Rousseau aponta para a indestrutibilidade da vontade geral. Afirma o autor que mesmo quando os indivíduos abrem mão do bem comum em prol de interesses particulares não podem abrir mão do 3912

7 bem coletivo. Uma vez que sua existência individual está extremamente ligada a coletividade. Nesse sentido discorre o autor: cada um, separando seu interesse do interesse comum, percebe que não pode separarse deste inteiramente, mas sua participação no mal público parece-lhe nada comparada ao bem exclusivo do qual pretende apropriar-se. Excetuado esse bem particular, ele quer o bem geral para o seu próprio interesse tão fortemente quanto qualquer outro. (Rousseau, 2007) Em Rousseau é impossível conceber a existência de interesses individuais totalmente independentes da coletividade. Mesmo agindo em interesse próprio o indivíduo irá se deparar com o fato do interesse da coletividade e seu interesse particular necessariamente se confundirem em grande medida. Essa contribuição de Rousseau, que resgata a idéia da democracia da antiguidade, do cidadão do espaço público, irá encontrar similaridade na autonomia pública do sujeito defendida pela democracia deliberativa de Jürgen Habermas. A idéia de bem comum e entendimento mútuo, e a concepção de uma política orientada pela ética podem ser caracterizadas como uma conexão entre o modelo rousseauniano de democracia e uma parte da fundamentação do modelo deliberativo de Habermas. Como poderá ser visto no tópico seguinte, a interdependência dos integrantes da comunidade é visualizada por Habermas através da práxis política, em Rousseau essa práxis é o que mantém os membros de uma associação como cidadãos de um Estado. 3. Apontamentos sobre a democracia deliberativa. A democracia deliberativa proposta por Jürgen Habermas possui como alguns de seus principais pilares, características dos modelos de democracia de índole republicana, bem como do modelo liberal. O desenho institucional proposto por Habermas tem o intuito de garantir legitimidade na utilização da potência política de uma determinada comunidade jurídica. Esta potência política se manifesta na utilização do poder coativo que se dá através do Direito. A forma que o Estado moderno obtém a obediência ao direito se dá através do que o filósofo alemão chama de tensão ou equilíbrio entre facticidade e validade. Enquanto a facticidade limita factualmente o campo de ação dos sujeitos através de prescrições que caso não sejam acatadas impõem uma sanção, a validade consiste na potencialidade da norma restritiva merecer ser obedecida. Nas palavras do autor normas jurídicas devem ser feitas de tal modo que possam ser vistas ao mesmo tempo sob aspectos diferentes como leis coativas e como leis da liberdade (Habermas, 2001) 3913

8 Diante dessa estrutura de atuação do Direito, surge a necessidade de criação de mecanismos legitimadores da atuação do Estado. Quanto mais o ordenamento jurídico carecer de uma justificação, maior será a utilização da força para a manutenção de suas diretrizes e logicamente a ordem estatal acabará por tornar-se autoritária. A decomposição das sociedades homogêneas que buscavam legitimar seu ordenamento através de fundamentações de ordem religiosa ou por princípios morais plenamente compartilhados, traz consigo a necessidade de obter formas de legitimação que satisfaçam os anseios das sociedades contemporâneas. Sociedades essas que se caracterizam como sociedades de massa e com grande pluralidade cultural. As respostas oferecidas pelas teorias políticas para solucionar essa necessidade de legitimação do direito, dicotomizaram-se. Por um lado algumas correntes propuseram a exaltação da autonomia pública do cidadão submetendo a autonomia privada do sujeito a vontade democraticamente estabelecida. Por outro lado foi dado proeminência a autonomia privada, buscando-se uma legitimação do direito a partir de fundamentações filosóficas como a teoria da justiça de John Rawls. Esses modelos de democracia respectivamente de índole republicana e liberal, possuem em sua concepção diferentes explicações a respeito do que caracterizaria um cidadão do Estado, o processo político de formação da vontade e o próprio direito. Harmonizando essa dicotomia e apontando as deficiências de cada modelo, Habermas propõe o seu desenho institucional, que visa satisfazer a necessidade de legitimação nas atuais sociedades plurais. Esse desenho vem estabelecer a interdependência entre os direitos humanos e o processo democrático na construção do ordenamento jurídico, categorias que expressam respectivamente a autonomia pública e a autonomia privada dos cidadãos. 3.1.Concepção liberal e republicana de democracia. Na concepção liberal o processo democrático teria a função de garantir que o Estado volte sua atuação para o interesse da sociedade. Haveria dessa forma uma regulação do poder soberano do Estado que funcionaria em paralelo a sociedade regulada pelas leis do mercado. Já a concepção republicana vê no processo democrático uma função bem mais ampla, pois o processo político seria o meio pelo qual o ente social coletivo se constituiria. Há o reconhecimento da interdependência existente entre os indivíduos e grupos componentes da sociedade. Além de regular o poder soberano do Estado o processo político teria o papel de integração social através da solidariedade.(habermas, 2007) Cabe ressaltar que Habermas, baseando-se em H. Arendt, realiza sua leitura da concepção republicana, concluindo que há uma primazia da formação da vontade política no espaço público em relação às estruturas da sociedade econômica e do poder administrativo. Essa ação política comunicativa deve descolar-se da sociedade 3914

9 econômica e nas palavras do autor retroalimentar o poder administrativo. (Habermas, 2007) Estas diferenças em relação a visão liberal e republicana geram diferentes concepções de cidadão do Estado. Para os liberais a cidadania em sua vertente de direitos negativos, relaciona-se a uma dimensão de proteção do indivíduo em face do Estado e dos demais membros da sociedade, possibilitando um â possibilitando um ireitos negativos, bros da sociedadembito de atuação privada que não deve sofrer a intervenção estatal. Além da possibilidade de auto-defesa de direitos subjetivos, desde que esta se exerça dentro da lei. Já no concernente aos direitos políticos estes tem a função de garantir que o Estado atue de forma a assegurar os direitos negativos. Pode-se compreender assim, que há uma primazia dos direitos negativos, uma vez que os direitos políticos atuam de modo a proporcionar a garantia daqueles. Na vertente republicana há no status de cidadão uma proeminência dos direitos políticos. Essa proeminência se dá na medida que o processo político tem como prioridade não a garantia das liberdades negativas, mas sim a possibilidade da ação estatal ser controlada por uma comunidade de pessoas livres e iguais no que concerne a participação política. Esse processo tem como objetivo garantir que a autodeterminação gerada comunicativamente e previamente às instituições políticas possa ser mantida dentro do espaço institucional, garantindo a liberdade pública e o autogoverno.(habermas, 2007) As divergências entre a concepção liberal e republicana se manifestam no próprio conceito de direito. Na ordem liberal o ordenamento jurídico é construído a partir de direitos subjetivos, enquanto para os republicanos essa construção se dá a partir dos direitos objetivos. Dessas opções de primazia do direito subjetivo ou objetivo, originam-se diferentes concepções de legitimidade. Os republicanos irão defender a legitimidade a partir da preservação de um processo democrático, que assegure o cumprimento da vontade política prevalecente. Os liberais por sua vez basearão a legitimidade do direito no atendimento a justificativas transcendentes de justiça, essas construções limitariam o poder, de forma a possibilitar a busca dos diversos interesses dos indivíduos na sociedade. Essas diferentes concepções de cidadão do Estado e do próprio Direito são produto das diferentes visões a respeito do processo político. O processo político para os liberais seria uma disputa de poder que funcionaria similarmente a busca por sucesso no mercado. Segundo essa lógica a vitória de determinado grupo nas eleições se dá na medida que os eleitores concordam ou não através de seus votos, com seus candidatos e programas. Esse mecanismo que Habermas classifica como ação estratégica funcionaria em suas palavras como um input dos votos e um output do poder, todo esse sistema operaria em uma lógica do mercado na qual se procuraria conquistar interesses e apoio na luta pela conquista do poder. (Habermas, 2007) A vertente republicana rejeita essa visão mercadológica e defende o processo político como um meio de busca bem intencionada do entendimento. Nessa visão a 3915

10 comunicação se mostra de extrema relevância e não se pode abrir mão de considerar os interesses dos outros. O espaço público não é apenas um local de embate pelo poder, mas um meio de produção de opiniões que servem de balizamento para as ações políticas. A discussão pública serve como fator legitimador das ações políticas, essas devem estar vinculadas ao discurso político ocorrido no espaço público Liberais, republicanos e proposição da forma deliberativa O modelo habermasiano irá estabelecer uma interconexão entre características do modelo republicano e do modelo liberal, apontando ao mesmo tempo algumas de suas limitações na garantia de um processo político que venha garantir a legitimação do direito estatal. O modelo republicano teria como virtude a noção de auto-organização da sociedade através da via comunicativa. A necessidade de observância dos interesses coletivos também mostra-se fundamental na superação da idéia de que o processo político regerse-i-a por leis mercadológicas. No entanto esta concepção que traz a ética como a principal via de condução dos assuntos políticos mostra-se bastante idealista. Esse idealismo reside não apenas na dificuldade de obter uma coletividade voltada para a concretização do bem comum, como também na existência de um pluralismo cultural e social que dificultam, mesmo diante da boa vontade para o entendimento, a obtenção de uma renúncia a certos valores que não compõe a sociedade em geral. Esses valores que não são compartilhados pela sociedade como um todo, caso venham a ser colocados de lado exigem uma compensação. A negociação que ocorre em torno dessas questões de forma alguma exclui a ação estratégica, embora se exija um certo conteúdo ético para que o entendimento seja obtido, esta ética nem sempre é a que prevalece. Dessa forma Habermas desloca a questão da legitimidade para o fato desses acordos necessariamente terem que ser obtidos através de procedimentos que podem ser utilizados de forma universal, para além de uma concepção específica de determinada comunidade jurídica. (Habermas, 2003) A proposta deliberativa mescla elementos da compreensão republicana e da liberal. O entendimento mútuo de índole ética pregado pelos republicanos, coexiste na esfera pública com as ações estratégicas típicas do pensamento liberal, que visam chegar a um acordo nas negociações entre os grupos sociais. A legitimidade desses acordos é aferida através da verificação das condições nas quais se deram os debates que originaram as decisões. No que concerne a formação democrática da opinião, entre a concepção liberal que vê no processo político apenas uma disputa de interesses e a concepção republicana que enxerga nesse processo um consenso ético, há a proposta da teoria do discurso. Segundo esta proposta a legitimidade das decisões não mais se encontra em fundamentações transcendentais de natureza universal, e, tão pouco, em uma determinada ética comunitária. Mas sim nos procedimentos que permitem a ocorrência livre e igual da comunicação dos grupos no espaço público. 3916

11 A partir da definição de como os três modelos lidam com a questão do processo democrático, pode-se estabelecer as respectivas visões de estado e sociedade. A concepção republicana não dissocia a sociedade do estado. A sociedade é constituída através da autodeterminação que se manifesta no auto-governo, este necessariamente perpassa pelo controle da burocracia estatal por parte da sociedade. Já a concepção liberal se opõe a possibilidade de enxergar estado e sociedade como detentores de uma ligação intrínseca. O processo democrático atua como uma fiscalização do estado pela sociedade de forma que este se limite a garantir a livre atuação dos atores sociais. O estado tem suas ações julgadas pela sociedade e não influenciadas de forma inicial por esta sociedade. O modelo deliberativo irá defender os direitos de índole liberal não como uma limitação da atuação do estado puramente, mas sim como condições para que a formação da opinião possa ser estabelecida de forma legítima. Por outro lado será vislumbrada uma concepção de Estado que ao contrário da republicana, está necessariamente desvinculada da sociedade civil, e contrariando a visão liberal não será apenas um garantidor das relações econômicas. O Estado seria então o garantidor das condições para a legitima formação da opinião pública, que por sua vez desfruta do poder de influenciar as decisões administrativas desse Estado, através do parlamento e das arenas de discussão. Dentro desses três modelos contrapõem-se três influências, a do dinheiro no modelo liberal, a do poder administrativo no modelo republicano e a da solidariedade na concepção deliberativa. A solidariedade deve ser capaz de contrapor-se aos outros dois poderes, quais sejam o dinheiro e o poder administrativo, na busca pela integração e direcionamento da sociedade. (Habermas, 2007) Legitimação e soberania também são vistos de formas diferentes nos três modelos democráticos. Na vertente liberal o processo democrático cumpre o papel de legitimar a vitória política de certo grupo com sua respectiva proposta. Por outro lado a concepção republica vê nas eleições e não somente nessas, mas na continuidade da ação política durante períodos não eleitorais, uma vinculação entre os políticos eleitos e os demais membros da sociedade. O Estado é uma continuidade da sociedade que tem sua formação através da coletividade política. Os escolhidos para estarem a frente da administração não estão estanques em relação a sociedade pois esta é uma coletividade que administra a si mesma. No modelo deliberativo as decisões administrativas irão tomar como balizamento uma lógica discursiva racional, que se equilibre em relação a opinião pública formada por procedimentos comunicativos. Nas palavras de Habermas esse modelo se distancia e ao mesmo tempo se aproxima dos outros dois pois, racionalização significa mais que mera legitimação, mas menos que apropria ação de constituir o poder. (Habermas, 2003) A opinião pública não domina, apenas influencia o poder administrativo. Por outro lado essa possibilidade de influência constante rejeita a idéia de cidadão apolítico do liberalismo que tem como condão tão somente legitimar o governo através de sua aprovação ou rejeição. No que tange a questão da soberania popular, os republicanos vêm este conceito como intrínseco ao povo, tanto a sua titularidade quanto o seu exercício. A soberania popular no modelo republicano é constante, a princípio não pode ser delegada. Já para os 3917

12 liberais essa soberania cujo povo é titular apenas é exercida através das eleições que escolhem os representantes desse povo. Caberia então a esses exercer a soberania popular através da representação. O modelo deliberativo não confunde o poder administrativo com a sociedade em si, tampouco vê esse poder de forma estanque. A soberania popular opera via comunicativa na aprovação das medidas que surgem no próprio processo de formação de opinião. Interagem assim a vontade institucionalizada e a formação da opinião. As condições para que esse desenho institucional funcione são geradas de forma espontânea, ou devem ser obtidas via recursos da ordem política. Habermas aponta que no segundo caso, os obstáculos no caminho para a construção do desenho institucional do modelo deliberativo mostram-se difíceis de serem superados.(habermas, 2007) 4.Contribuições e correções do conceito de vontade geral. Juntamente com a correção do modelo republicano realizada por Jürgen Habemas, podemos vislumbrar também o problema que atinge o âmago do conceito de vontade geral. No ítem 2 já foi expressa a contribuição de Rousseau no que concerne a idéia de constituição do cidadão junto a coletividade. No entanto conforme podemos ressaltar com auxílio da descrição de Antônio Negri sobre o impacto da obra de Rousseau na revolução francesa. A política na obra rousseauniana pode ser concebida como alienação. Esta alienação ocorre em razão do conceito de vontade geral não deixar um espaço razoável para a autonomia privada. Em Hector há a defesa de que em Rousseau haveria espaço para um equilíbrio entre vontade particular e vontade geral. Na medida que o conceito de uma vontade geral plena é tomado como contra fático e se equilibraria com as vontades particulares. Porém mesmo nessa compreensão expressa por Hector a vontade particular é vista como um vício a ser superado e não como um fator a ser regulado pelo meio social.(leis, 1982) Cremos que a correção proposta por Habermas confronta o conceito de vontade geral em dois importantes flancos, sem abrir mão da contribuição trazida no que concerne a formação social do cidadão e por que não dizer do próprio sujeito. Primeiramente, no pensamento habermasiano que herda do republicanismo a idéia de cidadania como participação em uma determinada comunidade, a vontade geral é substituída pela idéia de um consenso alcançado através da deliberação. Essa deliberação não conta apenas com a inclinação ética dos participantes, mas pressupõe ações estratégicas, e vislumbra a necessidade de proteção de um conjunto de direitos componentes da autonomia privada. Esses irão corrigir a dimensão totalizante e alienante contida na vontade geral Rousseauniana. Nesse desenho a dimensão ética que visa o bem comum, e a dimensão estratégica de disputa pelo poder, que se contrapõem, dividem o espaço político, e podem se manifestar sem retirar dos cidadãos o seu direito de resistência. 3918

13 A dimensão de autonomia privada irá proporcionar a proteção necessária para que os cidadãos possam se manifestar de forma digna, em igualdade de condições estabelecendo assim a vontade da coletividade. Por outro lado Habermas desloca a legitimidade que reside no exercício da soberania popular, de um conteúdo substancial para um conteúdo procedimental. Esta alteração se mostra relevante, pois, a idéia de ser possível alcançar na atualidade uma noção homogenia de bem comum se mostra impraticável. Assim o modelo habermasiano imporia mais essa correção ao conceito de vontade geral. Poderíamos falar em uma vontade da coletividade que é obtida através de um procedimento considerado legítimo. 5.Conclusão. Pode-se concluir, que o conceito de vontade geral no bojo da obra de Rousseau possui um potencial totalizante. O autor ignora o fato da pluralidade existente na sociedade ter a capacidade de gerar inúmeras possibilidades de bem comum, e também o fato de cada indivíduo contar com uma esfera privada que não pode ser alienada sob pena de estar comprometida a própria formação da vontade coletiva. Rousseau abre caminho para a prática de uma vontade geral dominadora da soberania popular e da esfera de autonomia privada do indivíduo. Muito embora esse fato tenha ocorrido, não se pode deixar de creditar a Rousseau o renascimento na modernidade, da concepção segundo a qual o cidadão não existe isolado da realidade social como prega a doutrina liberal. O indivíduo apenas pode se reconhecer como cidadão, e mesmo como sujeito quando inserido dentro de uma coletividade. Esta compreensão da formação do cidadão e do sujeito no meio social é uma das grandes heranças deixadas pela obra de Rousseau para a contemporaneidade. Em uma sociedade multicultural o constante retorno a esta idéia se mostra fundamental. Por outro lado essa compreensão por si só não mostra-se suficiente para garantir a legitimidade do processo democrático. Uma vez que ignora o fato do cidadão necessitar de um espaço de autonomia privada até mesmo para formular sua concepção de bem comum. Nesse sentido a configuração institucional da democracia deliberativa avança para uma idéia de cidadania segundo a qual, apenas com a garantia de direitos subjetivos fundamentais ao acesso a discussão, o diálogo no espaço público poderá ocorrer com alteridade. Apenas assim poderá mostrar-se viável o estabelecimento de um legítimo Estado Democrático de Direito, através da garantia dos direitos humanos, que possibilitam o pleno exercício da soberania popular. Bibliografia. 3919

14 Beck, Ulrich. Risk Society Towards a New Modernity. SAGE publications Habermas, Jürgen. A inclusão do outro estudos de teoria política.são Paulo: Loyola Direito e Democracia entre facticidade e validade, volume 1. Rio de janeiro: Tempo brasileiro, Direito e Democracia entre facticidade e validade, volume 2. Rio de janeiro: Tempo brasileiro, A constelação pós-nacional ensaios políticos. São Paulo: Littera Mundi, Leis, Hector Ricardo. Sobre o conceito de democracia em Rousseau. Dissertação apresentada ao departamento de filosofia da PUC-Rio Negri, Antonio. O poder constituinte Ensaio sobre as alternativas da modernidade, Rio de Janeiro: DP&A sinais de fracasso no enfrentamento de algumas questcultural, e na qual o paradigma onde o pensamento rousseauniano jribuiçcazrousseau, Jean-Jacques. O Contrato Social. Porto Alegre, RS: L&PM, Rousseau, Jean-Jacques. Discurso sobre a origem e os fundamentos da desigualdade entre os homens: precedido de discurso sobre as ciências e as artes. São Paulo, Martins Fontes, Sieyès, Emmanuel Joseph. A constituinte burguesa, Rio de Janeiro: Líber Júris,

15 1 Nesse sentido é a tese defendida por Ulrich Beck em seu livro Risk Society: Towards a New Modernity. 2 A inclusão do outro é por sinal o título do livro no qual Habermas trata de vários desafios impostos pela globalização. 3921

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