À procura da cidade possível

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1 Arquitetura Engenharia Construção BIENAL Por José Wolf À procura da cidade possível Mostrando os problemas que afligem as principais cidades do planeta e sugerindo como resolvê-los, a V Bienal de São Paulo registra um dos maiores públicos dos últimos tempos. O mapa gigante da cidade de São Paulo é uma das atrações AV Bienal de Arquitetura/Design Internacional de São Paulo, que vai até 2 de novembro, atraiu milhares de visitantes com uma maratona de exposições, debates, autógrafos, premiações e novidades. O layout do espaço, definido pelo jovem Pedro Mendes da Rocha, realçou o projeto arquitetônico original de Oscar Niemeyer. O mosaico do mapa do Município de São Paulo e a maquete de Tóquio foram a principal atração do evento, que celebrou as Metrópoles. Esta é A Bienal das cidades impossíveis, como estampou a manchete do Caderno 2, do jornal O Estado de S. Paulo. E também um evento popular, conforme desejava seu curador Pedro Cury. Esta é a Bienal da interatividade e da pluralidade, da discussão sobre uma melhor qualidade de vida urbana, social e ambiental para os que os vivem numa metrópole, enfatizou o presidente da Fundação Bienal, Manoel Pires da Cunha, ao saudar os visitantes, entre eles o ministro da Cultura, Gilberto Gil, e participantes, durante a abertura do evento em 14 de setembro. Afinal, a manchete do jornal tem razão de ser? Ou haveria, apesar de todos os desafios de ordem ecológica, recursos, fontes de energia, degradação e violência urbana, alguma saída para uma cidade possível, com qualidade de vida urbana, ambiental e humana? Cidade verticalizada ou horizontal, formal, com quadras ou quarteirões, guetificada, com condomínios exclusivos fechados; ou aberta, da inclusão? Qual, enfim, é a cidade ideal? Sem dúvida, a verticalização sempre foi a grande esperança da sociedade contemporânea. Mas depois dos acontecimentos de 11 de setembro, essa proposta revelou seu limite. Viver nas alturas pode significar, também, perder outras escalas da vida e da realidade. Talvez, tenha chegado o momento de se voltar para o chão, mas sem perder a dimensão das estrelas, admitiu o arquiteto suíço, na entrevista do Estadão. Maratona cultural Quem encarou mais de 30 mil m² de exposições e observou com atenção os painéis multimídia, maquetes, croquis e vídeos de centenas de arquitetos vindos do Exterior e de regiões do Brasil, com certeza encontrou pistas para uma resposta possível. A metrópole se define por seus contrastes, quer sempre explodir, não suporta regras estéreis. Uma cidade inesquecível é um acervo de imagens, registrava um painel, logo à entrada da Bienal, citando frase do cineasta Wim Wenders. Imagens não faltara nesta Bienal plural. Ícones celebrando a cidade e a urbanidade como principais fontes de inspiração e referência de profissionais que participaram da Mostra Internacional. E dos arquitetos brasileiros, na Mostra de Convidados Especiais. Sem a cidade, seus projetos seriam, não há dúvida, cenários de papelão. A Mostra de Arquitetos Convidados reuniu projetos de profissionais de vários Estados brasileiros: Assis Reis (BA), Botti & Rubin (SP), Fernando Pontual (PE), Carlos M. Fayet (RS), João Diniz (MG), 08 O mapa aerofotogramétrico, reproduzindo na escala 1:3 mil a geografia de São Paulo, é um convite para que os visitantes caminhem sobre a capital paulistana em busca em busca de seu bairro e rua Joaquim Guedes (SP), Jorge Wilheim (SP), Manoel Coelho (PR) Marcelo Ferraz (SP), Miguel Juliano (SP), Ruy Ohtake (SP), Sérgio Parada (DF), Sidônio Porto (SP), Marcos Konder (RJ), Paulo Pedro de Melo Saraiva (SP) e Livio Levi (in memoriam). Entre os projetos, o Centro Integrado de Abastecimento de São Paulo, de Joaquim Guedes, o Ubatumirim (o menino e o mar), de Ruy Ohtake, o Centro Empresarial Nações Unidas, de Botti & Rubin e o Hotel e Centro de Convenções Center (antigo edifício do Diário Popular), projeto de retrofit de Miguel Juliano. mais arquitetura Fotos: Dario de Freitas Já a Mostra Internacional, apesar de seus projetos visionários e futuristas, denunciava a preocupação com o ecossistema, a qualidade de vida, a fantasia e a racionalização, em busca de novas alternativas tecnológicas e fontes de energia. Destaque para os trabalhos biobolha (Semillas-18), da Espanha, em defesa da arquitetura bioclimática, que à semelhança de um óvulo, sugeria a geração de sementes espaciais darwinistas; para os edifícios que lembram robôs cibernéticos em Paris, Telaviv ou Londres, do inglês Peter Cook; os caixotes (hungry box) que se multi-

2 Arquitetura Engenharia Construção plicam sem-fim, como o Eyebean Institute, em Nova York, do grupo holandês MVDR; e os projetos que configuram naves ou catedrais espaciais barrocas, como a estação de metrô Canary Wharf, em Londres (do inglês Norman Foster). Passado, futuro e presente Além do Plano Diretor de São Paulo, o módulo Metrópoles reuniu projetos de intervenções e operações urbanas internacionais em áreas degradadas destruídas ou segregadas (zonas industriais, portuárias ou de exploração mineral desativadas). Os projetos de intervenção urbana mostram os trabalhos realizados em Londres, Berlim e Johanesburgo, que enfrenta sua nova identidade pós-apartheid; em Beijing (China), que vive o desafio entre a restauração de sua muralha secular e os arranha-céus dos novos tempos, além de Nova York e Tóquio. A maquete de Tóquio, a propósito, confeccionada em poliuretano expansível (isopor), com imagens digitalizadas aplicadas sobre os protótipos, foi sucesso absoluto. A maioria das propostas de operações urbanas indica, em síntese, pontos comuns: a) um mix de espaços verticais e horizontais, interligando o novo e o tradicional; b) intervenções pontuais, funcionado como pontos de irradiação para a qualificação e valorização de espaços urbanos degradados. Ou seja: nunca olhar para um lugar isoladamente; c) criação de espaços e equipamentos diversificados para atividades culturais, de lazer e comerciais; d) ênfase em áreas verdes, privilegiando os espaços de circulação para pedestres e ciclistas; e) a ação de parcerias plurais, com a iniciativa privada, profissionais multidisciplinares, a administração pública e a comunidade local. Nova York é um caso à parte. Com o plano Identity Design(I.D.), aposta na verticalização, o grande símbolo da era industrial. O projeto Ground Zero (que vai substituir o World Trade Center detonado no atentado de 11 de setembro de 2001) constitui o carrochefe dessa superestratégia urbana. O projeto, de Daniel Libeskind, propõe cinco torres, uma delas com cerca de 541 metros de altura. Projeto que, segundo o arquiteto italiano Ernesto D Alfonso, deverá se transformar em um novo totem de peregrinações de turistas. A principal resposta para uma cidade possível pode estar no projeto Sociópolis la ciudad ideal, de Valência (Espanha). Sob a coordenação do arquiteto Abalos e Herreros, com a participação de estrangeiros, entre eles o japonês Toyo Ito e o grupo holandês MVRDV, o projeto defende uma nova condição de urbanidade, recriando a tradição mediterrânea da cidade medieval (hortulus), de interação entre o espaço urbano e o rural; o jardim, com áreas para jovens, idosos e carentes, com o apoio da iniciativa particular, do poder público e da comunidade. Bem-vindos à minha horta, convida Winy Maas, do MVRDV. Resgatar o lugar A horta, para o público paulista, foi o mosaico aerofotogramétrico, reproduzindo na escala 1:3 mil o mapa da cidade de São Paulo. Executado pela Base Aerofotogrametria e Projetos, em setembro deste ano, o mapa gigante permite que os visitantes, emocionados, caminhem sobre esta superfície, tentando localizar seu bairro, rua e casa. Ao mesmo tempo, o mural multiracial, do artista plástico Hélio Vinci, exibe rostos anônimos, no Projeto Periferia, São Paulo 2003, com 100 peças feitas de argila de 38 cm x 36 cm. Aqui, talvez, esteja a grande metáfora desta Bienal: para ser, é necessário também estar, em algum lugar. Com lenço, endereço e identidade. Na maquete de Tóquio (foto do alto) imagens digitalizadas foram aplicadas sobre os protótipos; a biobolha (foto do meio) espanhola defende a arquitetura bioclimática; acima, as várias faces de uma nova identidade pós-apartheid mais arquitetura 09

3 Automação CONTROLE DE ACESO Por Juliana Nakamura Segurança em todos os níveis Em edifícios de escritórios ou de uso misto, controles de acesso formam uma seqüência de barreiras para proteger pessoas e bens. No entanto, a compatibilização com as demais instalações do projeto arquitetônico nem sempre é perfeita Por conta do crescimento da violência, sobretudo nas grandes cidades, cada vez mais se investe em equipamentos para manter pessoas e bens protegidos. E entre os itens que se tornaram obrigatórios em empreendimentos comerciais e de uso misto, destaca-se o sistema de controle de acesso. Em alguns edifícios já é possível encontrar esses equipamentos adicionados a um sistema coletivo instalado em halls e garagens. A idéia é incrementar o que já existe ou suprir algumas deficiências do esquema de segurança. O exemplo mais comum de vulnerabilidade refere-se aos condôminos ou prestadores de serviços, que podem circular entre os pavimentos sem restrição. Ainda há casos de edifícios onde a escada de emergência permite a circulação de pessoas diretamente do térreo ou das garagens até os conjuntos, ressalta o consultor em segurança Marcy José de Campos Verde. Além disso, resta a possibilidade de falhas humanas, que de acordo com Luis Fernando Clos, especialista em controle de acesso da Johnson Controls, é o ponto fraco mais comum dos projetos de segurança atuais. Não adianta dispor de uma solução avançada se as pessoas não estiverem atentas às próprias senhas e cartões. Porteiros e recepcionistas, por sua vez, são muito suscetíveis a erros, sobretudo quando falta qualificação e treinamento. Alternativas Tecnologia há de sobra para quem quer, e pode, aperfeiçoar sua proteção. As inovações da indústria vão desde molas hidráulicas aéreas, para manter as portas fechadas, até complexos dispositivos de leitura biométrica, como os instalados recentemente na nova sede da operadora Vivo e na sede da LG, ambas em São Paulo. Nesse último caso, segundo conta Álvaro Araújo, gerente comercial da Security System, o sistema foi adotado para a abertura de mais de seis portas em todos os andares de uma das torres do edifício. O equipamento capta e processa a imagem da íris de cada indivíduo num intervalo máximo de 1,5 segundo, explica Araújo. Além da íris, a autenticação do usuário pode ser feita a partir da coleta de diferentes meios (geometria da mão, digitais e voz), que diferem, sobretudo, em precisão e preço. Existem sistemas que associam dois desses elementos. Segundo Luis Fernando Clos, um sistema de biometria simples, de análise da geometria da mão, por exemplo, exige investimentos iniciais entre R$5 mil a R$ 8 mil. Para as empresas que não necessitam investir tanto, uma opção é a utilização de dois cartões de acesso; um para ultrapassar a barreira no térreo ou garagens, e outro para ser empregado no andar onde houver catracas ou leitoras. Além de identificar a pessoa que pretende ingressar naquela área restrita, esses dispositivos podem limitar horários para os acessos. Podem ser utilizados cartões com tarjas magnéticas, código de barras ou sistema de leitura por proximidade, através de radiofreqüência; e também senhas digitadas diretamente no coletor de dados. Entre os recursos avançados, está o cartão inteligente, no qual a tarja magnética é substituída por um chip que armazena informações. O sistema permite determinar a quantidade de pessoas que podem permanecer dentro de uma sala, bloquear o acesso de pessoas em alguns horários etc. Em uma fábrica, se um operário tem acesso apenas à área de produção e tenta entrar no CPD, a informação fica registrada no cartão, diz Sérgio Passaretti, solution designer da Siemens Building Technologies. Além disso, é possível bloquear a saída de quem não utilizou o cartão para entrar no ambiente, no caso de duas pessoas entrarem juntas utilizando um só cartão. Em todos os casos, porém, é necessário fazer antes um estudo de segurança visando identificar os riscos reais e potenciais, recomenda o consultor Marcy José de Campos Verde. Isso porque um mesmo espaço pode exigir níveis diferentes de proteção. Podemos ter um banco, uma academia e apartamentos em um mesmo edifício, explica Luis Fernando Clos. Nesse caso, é evidente que o banco necessita de segurança mais rigorosa e os apartamentos de uma proteção média; enquanto para a academia basta uma solução simples. Barreiras de proteção De acordo com o arquiteto Renato Trussardi Paolini, do escritório Aflalo & Gasperini, os sistemas de controle de acesso nos pavimentos variam muito em função do orçamento de cada construtora ou incorporadora, já que os custos de instalação e manutenção são elevados. A prioridade é sempre instalar o sistema de controle de acesso no térreo, onde há portaria, catracas etc; assim como câmeras de TV nas paredes do hall dos elevadores. A partir de então, podem ser acrescidos outros sistemas. O conceito é, esclarece Campos Verde, empregar Fotos: Dario de Freitas Voluntária se submete ao leitor de íris. O equipamento capta e processa a imagem da íris de cada indivíduo num intervalo máximo de 1,5 segundo. O dispositivo, exibido no detalhe acima aciona portas em prédios comerciais e bancos uma seqüência de barreiras. Se a primeira for ultrapassada indevidamente, algum dispositivo (humano ou eletrônico) comunica o fato imediatamente a central. Dessa forma, quando o invasor atingir a segunda barreira, já terá sido mobilizada uma equipe de segurança ou acionado um alarme. Por isso é importante que todos os sistemas estejam integrados. É fundamental compatibilizar o controle de acesso com o projeto arquitetônico para evitar interferências em instalações elétricas, hidráulicas, ar-condicionado etc, ressalta Paolini. Para Luis Fernando Clos, os arquitetos precisam ficar atentos às novas tecnologias, e não se prender apenas a questões estéticas. Como conseqüência dessa brecha deixada pelos especificadores, muitas empresas de segurança se aproveitam para vender seus sistemas sem se preocuparem em adequálos à necessidade do usuário, alerta o especialista da Johnson Controls. 10 mais arquitetura

4 Gestão e Negócios URBANISMO Por Vagner Baptista É hora de arrumar a casa e gerar negócios Se por um lado a urbanização acelerada coloca em dúvida as políticas habitacionais e de planejamento urbano das grandes cidades, por outro sabe-se que a solução é possível e até pode movimentar a cadeia produtiva. De forma sustentável Os desafios gerados pela urbanização não são novos, mas durante décadas foram tratados sem a devida atenção. Agora o tema ganhou prioridade absoluta na agenda de governos e sociedade civil, que polarizam os debates em busca de uma saída para desarmar a bomba relógio das favelas, usando as palavras de Naison Mutizwa-Mangiza, diretor de Análises de Política do Programa de Assentamentos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU-Habitat). A bomba relógio a que Naison se refere consta do relatório O desafio das favelas divulgado pelo ONU-Habitat em 6 de outubro. De acordo com o documento, em 2030, dois bilhões de pessoas viverão em favelas; número que poderá saltar para 3,5 bilhões (38% da população mundial) em Este cenário apocalíptico não vai mudar da noite para o dia. Na verdade, reconhecem os especialistas, levará anos para ser resolvido. Entretanto, o ineficiente planejamento urbano, objeto de crítica do relatório da ONU, não pode continuar. Do contrário, a falta de habitação, água, saneamento, emprego e transporte acirrarão ainda mais a escalada da criminalidade. E para frear essa tendência, opinião unânime entre os entendidos no assunto, as responsabilidades terão de ser divididas, já que os governos de todos os países admitem que sozinhos não conseguirão resolver o problema. No Brasil, arquitetos, engenheiros, empresários, políticos e outros profissionais que integram a cadeia da construção civil parecem estar muito conscientes da sua parcela de responsabilidade. Prova disso é que em São Paulo e Rio de Janeiro, entre os meses de agosto setembro e outubro, ocorreram inúmeros encontros para tratar dos mais variados temas ligados à urbanização acelerada. Negócios Foram os seguintes eventos: Congresso Fiabci das Américas (25 a 27 de agosto, organizado pela Federação Internacional das Profissões Imobiliárias para discutir o setor imobiliário e a questão habitacional no continente americano), 2º Debate Arquitetura Neoclássica: para onde vamos? (em 3 de setembro, com uma segunda rodada em outubro, promovido pelo Instituto de Arquitetos do Brasil - Departamento de São Paulo, questionando a produção da arquitetura atual Leia reportagem na próxima página), Acontecendo o Centro: Estratégias e Investimentos (em 27 de agosto, organizado pela Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura. Primeira de uma série de eventos que debateu as oportunidades de investimentos e obras nos distritos Sé e República e seu entorno) e a Conferência Transporte Rápido por Ônibus (13 de outubro, promovido pelo Instituto de Arquitetos do Brasil - Departamento Rio de Janeiro para debater o transporte urbano e suas influências nas cidades). Mais do que analisar e criticar as políticas públicas, ficou provado nos diversos eventos, que é possível por ordem na casa movimentando a cadeia produtiva e gerando negócios ao mesmo tempo. É o que mostrou o brasileiro Jonas Rabinovitch, conselheiro sênior de política de desenvolvimento urbano das Nações Unidas, em sua palestra Programa de Desenvolvimento Urbano das Nações Unidas para a América do Sul, realizada no Congresso Fiabci. Segundo ele, o déficit de moradia está diretamente ligado à falta de emprego e ao baixo poder aquisitivo. Entretanto, ainda de acordo com Rabinovitch, se uma parcela significativa das faixas mais pobres da população tem condições de economizar de 2 a 3 anos para comprar uma televisão, pode também poupar 15 anos para melhorar sua condição habitacional. Bastando aos governos dos países emergentes criarem mecanismos para facilitar esse caminho e fazer a habitação popular ser produzida em escala. Para Horacio Lafer Piva, presidente da Fiesp, outro palestrante do Fiabci, que abordou o tema Brasil Oportunidades, Tendências e a Visão dos Investidores, outra instrumento de financiamento para a habitação seriam as cooperativas de crédito. Imagine o que representa para o mercado brasileiro um déficit de 5 ou 6 milhões de casas, sendo a habitação um segmento que incorpora tecnologia. Revitalização Em outro evento, Acontecendo o Centro: Estratégias e Investimentos, organizado pela Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura (Asbea), uma série de argumentos foram levantados para justificar Foto: Divulgação No congresso Fiabci das Américas, organizado pela Federação Internacional das Profissões Imobiliárias, empresários, engenheiros, arquitetos e construtores discutem a questão habitacional no Brasil e demais países do continente americano que o plano de intervenção nas regiões da Sé e República, proposto pela Asbea, é viável e até lucrativo. De acordo com Nádia Somekh, presidente da Empresa Municipal de Urbanização (Emurb), o valor do m 2 útil no centro da cidade de São Paulo (a região tem 300 mil m 2 de área desocupada) é cinco vezes menor se comparado ao das avenidas Paulista, Faria Lima e Berrini. Um estímulo e tanto para os investimentos. O vice-presidente do Sindicato da Habitação (Secovi), Sérgio Vieira, também presente no evento, confirmou que alguns empresários do setor estão se associando para comprar imóveis antigos, reformar e revendê-los. A operação, segundo informou Sérgio Vieira, é realizada com muita discrição. Sem precisar qual a margem de ganho, o vice-presidente do Secovi disse: os imóveis são revendidos com algum lucro. O exemplo emblemático de que a iniciativa de revitalização do Centro de São Paulo está bem encaminhada é o prédio Riscala Jorge. Segundo Rogério Henriques Gagliardi (gerente de Mercado dos Estados e Municípios da Caixa Econômica Federal - CEF), o antigo prédio de comercial de fachada sombria tornou-se uma moradia digna para dezenas de famílias. A operação contou com financiamento da CEF. Para o arquiteto Paulo Lisboa, diretor da Asbea, uma nova política urbana pode estar nascendo a partir deste debate sobre as novas construções e intervenções urbanas. Queremos dar um caráter eminentemente prático e fomentar esse processo, disse Paulo, advertindo que considera insuficiente o financiamento de US$ 100 milhões para a reabilitação dos distritos da Sé e da República, obtidos pela Prefeitura de São Paulo junto ao BID. mais arquitetura 13

5 Gestão e Negócios MERCADO IMOBILIÁRIO Por José Wolf Quem tem medo do marketing neoclássico? Arquitetos se reúnem no IAB-SP para analisar a qualidade da arquitetura brasileira. Entre os temas que geraram discursos acalorados, a influência que o contratante exerce sobre o estilo arquitetônico dos projetos foi o mais polêmico Alegria das construtoras e terror de muitos arquitetos, conforme reconhece o arquiteto paisagista Benedito Abbud, o marketing da reprodução de estilos arquitetônicos históricos clonados, a exemplo do Neoclássico e outros, tem sido a galinha de ovos de ouro do mercado imobiliário junto a segmentos da classe média paulistana. Para alguns, uma aberração. Para outros um desafio instigante; e até um caso de comportamento social e psicanalítico a ser analisado com atenção, sem dogmatismo ou qualquer posição xiita. Afinal, quem dita a moda do mercado? O cliente, o usuário, o construtor, o incorporador, o arquiteto, o corretor? Seja quem for, para a filósofa Olgaria Maria, da Universidade de São Paulo (USP), é necessário examinar com cautela as armadilhas sutis que envolvem a produção arquitetônica comercial atual. Armadilhas que passam por questões de consumo, pelo culto da mídia ao fetiche da novidade e do descartável, que acabam envolvendo e levando o usuário a adquirir o imóvel próprio movido por aspirações existenciais. O fenômeno parece repetir parte do que ocorreu nos anos 50, quando Artacho Jurado, misto de decorador e engenheiro, para escândalo da intelligentzia acadêmica da época, decidiu apostar na art déco, com uma linguagem arquitetônica cinematográfica kitsch e de cores vivas, como o tom cor-de-rosa e o azul marinho das fachadas, mas cujos projetos enriquecidos por varandas com floreiras continuam supervalorizados, a exemplo do Bretagne, na avenida Paulista ou o Louvre, implantado na avenida São Luís, Ambos em São Paulo. Para onde vamos? O tema objeto de polêmicas, indagações e desafios foi o gancho de um amplo e recente debate, realizado em duas rodadas, na sede do IAB São Paulo, sob o título Arquitetura neoclássica: para onde vamos? O evento que mobilizou mais de 500 participantes, entre profissionais e estudantes, segundo Gilberto Belleza, presidente do IAB-SP e vice-presidente do IAB nacional, proporcionou uma ampla reflexão sobre os novos caminhos da arquitetura brasileira contemporânea, em busca de uma nova atitude e estratégia profissional diante da realidade mercadológica. Na opinião de alguns profissionais, o que prevalece atualmente é uma arquitetura de modismo, de grifes e de fachadas, sem personalidade, sem mais Fotos:Divulgação/IAB-SP Polêmicas e indagações agitaram a primeira rodada de debates no IAB-SP. Sob o tema Arquitetura neoclássica: para onde vamos? o evento reuniu 500 pessoas valia ou valor tecnológico e sem qualquer vínculo com nossa identidade cultural. Para onde vamos? Com essa produção que está aí, para lugar nenhum, respondeu o arquiteto Albertro Botti, ao apontar a perda de qualidade e de espaço da decantada Arquitetura Moderna Brasileira dos anos 50, que encantou o mundo conforme registra o livro Brazil Builds. Quem vende é que manda, sentenciou o pragmático e realista Joaquim Guedes. O presidente da Asbea, o arquiteto Henrique Cambiaghi, referiu-se às dificuldades e desafios que vivem os profissionais frente a um mercado que transformou a arquitetura num produto, cujo projeto é valorizado projeto por m² e que está a reboque do mercado imobiliário. Em sua opinião, já se pode perceber, no entanto, sinais de enfraquecimento da bula de modismos que já fascinou tanto a classe média e moveu o mercado no passado. Ainda segundo Cambiaghi, cabe então aos arquitetos encontrar uma nova saída. E que seja a expressão de nossa cultura e da competência profissional do arquiteto construtor. Contundente, Pedro Paulo de Melo Saraiva, sentenciou: Não existe arquitetura neoclássica, hoje. Isso é uma mistificação, um engodo que exige uma atitude até jurídica. Será que a classe média ainda não percebeu que o mercado está vendendo gato por lebre?. A platéia aplaudiu. Finalizou, Pedro Paulo disse que a boa arquitetura é cara, implicando em pesquisas e processos construtivos e tecnológicos de ponta, diferente do que é praticado pela arquitetura comercial. Estilo mediterrâneo Benedito Abbud, com larga experiência de mercado, lembrou que o neoclássico repete o fenômeno do estilo mediterrâneo que tanto encantou a classe média brasileira nos anos 80 e 90. Afinal, morar num edifício com grife, segundo a mentalidade do mercado, significa prestígio e status, apesar de toda sua fragilidade tecnológica e construtiva dessa produção. Quem decide, hoje, são na realidade, as empresas de vendas, de marketing e os corretores, que inventam a moda, produzindo a chamada arquitetura empresarial, lembrou Abbud. Não quero ser polêmico, avisou com humor Joaquim Guedes, ao iniciar seu comentário. Realista, ele advertiu que não adianta chorar diante do mercado: Quem vende é quem manda. O que fazer, quando a construtora ou incorporador pede uma fachada com determinadas características? Na visão de Joaquim Guedes, a própria Arquitetura Moderna cometeu equívocos, apostando mais nas grandes geometrias e ideologias, e se esquecendo de questões do cotidiano das pessoas. No entanto, são as pessoas que podem mudar o mundo. Por essa razão, o arquiteto deve deixar de lado sua arrogância e aprender com a sociedade a dialogar com o mercado, onde atua. Afinal, arquitetura é prestação de serviços. Portanto, os profissionais devem avançar, investindo mais no campo da obra e do gerenciamento. É isso que os arquitetos europeus fazem com competência exemplar Como podemos classificar um projeto de projeto arquitetônico, se a inteligência não está lá?, questionou o arquiteto Paulo Mendes da Rocha, ao defender uma arquitetura para a cidade como espaço de liberdade, comunicação e convivência humana. 14 mais arquitetura

6 Sistemas de Aquecimento de Água MERCADO Por Gisele Cichinelli Uma solução para cada exigência de conforto Das antigas caldeiras aos sistemas populares, até chegar às opções sofisticadas, há uma oferta respeitável de sistemas de aquecimento de água. Aos especificadores cabe a tarefa nem sempre fácil de saber o que é melhor para seu cliente Agua quente é uma exigência de conforto. Independente do tipo de energia utilizada para esse fim, o sistema tem de ser previsto no projeto. Inclinações dos telhados, tubulações corretas e o número de pontos de uso são itens de previsão obrigatória, já que nem sempre são possíveis adaptações futuras. Entre as opções, o tradicional chuveiro elétrico de passagem individual é a mais barata e de fácil instalação. Neste equipamento, a água é aquecida pela transferência de calor proveniente da resistência elétrica. A baixa pressão, pouca vazão da água e o consumo de energia elétrica são as críticas mais comuns feitas ao sistema. Leonardo Leigi Yasunaka, engenheiro eletricista da Sermon Engenharia Ltda., afirma que os novos chuveiros chegam a consumir watts, dois a mais do que os antigos. Hoje é obrigatório o uso da resistência encapsulada. Por causa disso, houve perda da eficiência e a solução para manter o mesmo aquecimento foi utilizar resistências maiores. Também à base de energia elétrica, os boilers consomem generosa quantidade de KW, mas praticamente não apresentam riscos quanto à segurança. Os de passagem central, geralmente colocado no próprio banheiro, aquecem a água à medida que ocorre o consumo, entretanto não permitem grande vazão. Já os boilers de acumulação proporcionam água quente de imediato e com boa vazão. Esses não são sistemas baratos. Os de passagem necessitam de uma carga absurda, em média watts. No sistema de acumulação, a carga é menor, cerca de watts, mas constante. É importante ressaltar que esses equipamentos devem ter uma manutenção freqüente, lembra Júlio César Nepomuceno, projetista do Departamento de Engenharia da Sermon Engenharia Ltda. Há ainda os aquecedores solares soldados através de ultra-som, que garantem maior absorção de energia solar. Existe também um modelo que funciona com sistemas de aquecimento solar indireto, segundo o qual um fluído térmico que passa pelos coletores é aquecido e volta ao boiler, aquecendo a água em seu interior através da troca de calor por superfície. Neste sistema não há contato direto entre a água e o fluído térmico. Essa tecnologia é usada, principalmente, em regiões onde ocorrem geadas e a água congelada destrói os coletores, informa Washington Silva, supervisor de Marketing e Design da Heliotek. Para quem deseja os aquecedores a gás, existem as opções do gás natural e o gás GLP. O equipamento por acumulação é indicado para quem quer maior volume de água em muitos pontos. Este tipo funcio- Para quem deseja os aquecedores a gás, existem as opções do gás natural e o gás GLP. O equipamento por acumulação é indicado para quem quer maior volume de água em muitos pontos: banheiros, cozinhas piscinas Foto: Divulgação/Ultragaz na com baixa pressão de água, porém apresenta maior custo operacional, pois conserva a temperatura mesmo quando não é utilizado. Já os sistemas de passagem operam apenas quando a água quente é requerida, o que os torna mais econômicos. Também podem evitar grandes redes de distribuição de água quente quando colocados próximos aos locais de consumo. Os aquecedores solares, compostos por placas coletoras e um boiler, com um sistema de aquecimento elétrico acoplado (acionado em dias frios ou de chuva), são indicados, principalmente, em regiões onde a incidência do sol é constante. Apesar do custo 39

7 Sistemas de Aquecimento de Água No estilo faça você mesmo, o Aquecedor Solar de Baixo Consumo (ASBC), incorpora tecnologias para a produção ou manufatura de uma série de componentes de um aquecedor solar. O custo equivale a um chuveiro elétrico de R$ 100,00 nente foi um dos principais motivos dessas tragédias. O morador fechava as saídas de ar em dias frios, impedindo a circulação, justifica. Jorge Chaguri, presidente do Sindicato da Indústria da Instalação- SP (SindInstalação) confirma que essas ocorrências são mais raras hoje graças às válvulas de bloqueio, que impedem a chama do aquecedor de se apagar, provocando vazamentos. Para afastar definitivamente o perigo, a partir de 1994, proibiu-se o uso desse sistema dentro de banheiros. Hoje, só é possível especificar os equipamentos de fluxo balanceado, um conjunto hermeticamente fechado que utiliza o oxigênio externo na combustão. Quem se interessar por esta solução, terá a contrapartida de um aquecedor perto do ponto de consumo, otimizando projeto e instalação, encurtando o caminho da tubulação. O sistema de ventilação também é obrigatório. Deve ser permanente nas áreas onde o aquecedor é instalado (normalmente em áreas de serviços). As edificações novas requerem uma saída superior (geralmente uma janela de área mínima de 600 cm 2 ) e uma inferior (que pode ser uma porta com grelha de 200cm 2 - mínimo). É preciso incluir uma chaminé de no mínimo 60 cm de altura, capaz de conduzir o gás para o exterior do imóvel. alto do equipamento, eles permitem a quase total eliminação da energia elétrica para o aquecimento de água. O número de placas que captam os raios solares e aquecem a água varia: uma ou duas placas para boilers de 150 litros; duas para 200 litros; duas ou três para 250 litros; de quatro a cinco para 300 litros. Essa solução funciona através da circulação natural ou forçada. No primeiro caso, a própria diferença de densidade da água, causada pelo aquecimento nos coletores, é suficiente para provocar a sua circulação. Isso ocorre em instalações de pequeno porte. Já para sistemas de médio e grande portes, há a necessidade de bombas hidráulicas para circulação da água, completa Leonardo Chamone Cardoso, engenheiro de Aplicação e Produto da Transen Aquecedor Solar. Alternativas A preços acessíveis e no melhor estilo faça você mesmo, o engenheiro Augustin T. Woelz criou o Aquecedor Solar de Baixo Consumo (ASBC), um sistema de baixo custo desenvolvido na Sociedade do Sol (sediada no Centro Incubador de Empresas Tecnológicas da USP-SP). Augustin explica que a idéia é desenvolver tecnologias para a produção ou manufatura de uma série de componentes de um aquecedor solar, facilitando ao residente de uma casa popular usufruir deste equipamento. Tudo a um de custo equivalente ao de um chuveiro elétrico de qualidade, em torno de R$ 100,00 por família. Para facilitar, os materiais do aquecedor são os usuais do ramo da construção civil. Eventualmente, a indústria poderá fabricar perfis e peças especiais para o ASBC, já que haverá um grande mercado para estes tipos de materiais, conta Woelz. Um dos diferenciais do ASBC é o uso do cano de PVC, que suporta 40 graus Celsius nas pressões usuais de trabalho. Segundo Augustin, isso só é possível porque no ASBC a pressão de trabalho é quase zero. O que nos permite elevar a temperatura no cano de PVC de 40 para 65 graus, superior às temperaturas que o ASBC consegue produzir, explica o engenheiro. Outra particularidade em relação ao tradicional é que o ASBC é complementado com um chuveiro elétrico, dispensando os boilers. O custo da resistência que é montada em boilers, incluindo a mão-de-obra de instalação no momento da troca da peça, é praticamente o custo de todo o ASBC, explica. 40 Além do desenvolvimento de novos equipamentos e novas aplicações, outras soluções ficam por conta dos sistemas híbridos e de fontes alternativas de energia. O projeto da casa de campo do arquiteto Roberto Amá, localizada em Santo Antônio dos Pinhais, perto de Campos de Jordão (SP), prevê três fontes de energia para resolver o problema de aquecimento de água para os seis banheiros, a cozinha, o ofurô e o aquecimento de quartos e salas. O sistema solar por acumulação, com uma placa coletora feita a partir de uma telha trapezoidal inclinada, localizada em uma lateral inteira da casa, será alimentado por outros dois: gás metano proveniente do lixo orgânico produzido pela casa (fossa) e, quando não houver gás suficiente, o GLP. A fonte de energia menos correta ecologicamete só será acionada em último caso. É um sistema híbrido, de instalação barata, inteligente e econômica, explica Amá. O que diz a norma? A NBR , que rege a adequação de ambientes residenciais para a instalação de aquecedores a gás, está em revisão no CB9 da ABNT. Os trabalhos devem ser concluídos até A informação é do arquiteto e urbanista Roberto Domingos D Oliveira, coordenador técnico da Orbis do Brasil e membro da comissão da ABNT responsável pelos estudos do novo texto. Entre as alterações, Domingos D Oliveira cita a reavaliação da altura mínima vertical do trecho inicial do duto da chaminé e a ventilação permanente no ambiente; porém, todos os tópicos devem ser revistos. Enquanto isso, conti- Tubulação Desde de 1976, toda a obra no município de São Paulo deve prever o uso do aquecimento a gás. Nos casos em que o sistema não constava do projeto original, o mais comum é o uso da tubulação aparente (cobre ou tubos cromados), onde uma janela travada funcionará como báscula e uma porta com grelha colocada no ambiente permitirão a ventilação cruzada e a exaustão de gases. A aplicação da tubulação entre o teto e o forro falso deve ser evitada, procedimento que tornaria a solução, literalmente, em uma grande bomba. Neste caso, a única opção é envolver o tubo com outro de diâmetro maior, com entrada e saída de ar para o exterior do edifício, impedindo que o ar contaminado tome conta do ambiente. Deve-se evitar também passar a tubulação do gás em paredes de dormitórios. Se for necessário aplicá-la em pisos externos, como os de garagens, recomenda-se tubos com resistência maiores (cobre, aço preto ou ferro galvanizado). Chaguri lembra que, além da a manutenção constante dos equipamentos, é imprescindível o rigoroso controle da instalação. Existem hoje 11 categorias de instaladores de sistemas a gás, que vão desde os projetos mais simples aos mais requintados, com os de shoppings. O próprio sindicato conta atualmente com o Qualinstal- Gás, programa de treinamento para adequação das empresas instaladoras, conta. O gás é seguro? Um número recente de acidentes envolvendo aquecedores a gás, e que resultou na morte de alguns usuários por asfixia, levou os especialistas a questionarem se os equipamentos foram instalados corretamente, seguindo as normas NBR 8130 e NBR , respectivamente, da ABNT. Eugênio Pierrobon, gerente de Aplicações Tecnológicas da Comgás, justifica que a falta de informação sobre a necessidade de uma ventilação permanua valendo a norma atual. Os procedimentos necessários para a instalação de aquecedores são: 1) Fixação do aquecedor na parede; 2) Ligação do aquecedor às redes de água fria e quente existentes com flexíveis metálicos; 3) Ligação do aquecedor à rede de gás com flexível metálico e registro esférico ; 4) Instalação do duto de chaminé; 5) Instalação de terminal; 6) Regulagem do aquecedor (se necessário); 7) Adequação da área de serviço: ventilação permanente superior (fixação da janela ou veneziana) e ventilação permanente.

8 Sistemas de Aquecimento de Água ENTREVISTA EDUARDO TENENWURCEL, AUGUSTIN T. WOELZ E MARCOS ALPHA (*) O preço de ser energeticamente correto Por Gisele Cichinelli Eduardo Tenenwurcel (presidente do Departamento Nacional de Aquecimento Solar da Abrava); Augustin T. Woelz (responsável pelo projeto do Aquecedor Solar de Baixo Custo - ASBC) e Marcos Alpha (vice-presidente da Unsinazul, Empreendimentos em Energia Renovável) dizem o que pensam sobre aquecimento de água, economia de energia elétrica e sustentabilidade MAIS ARQUITETURA - O que arquitetos, engenheiros ou especificadores precisam ter em mente ao escolher o sistema de aquecimento? Eduardo Tenenwurcel - No caso de optar pelo sistema solar, a residência deve possuir um telhado ensolarado, de preferência voltado para o norte. E também uma tubulação de água quente, apesar de já existir no mercado dispositivos de adaptação que permitem a instalação deste sistema. Além dos aquecedores solares em residências, cresce significativamente o uso desse equipamento em hotéis, hospitais, motéis e restaurantes industriais, entre outras aplicações que demandam água quente com temperatura próxima de 50 graus Celsius. Marcos Alpha- O que arquitetos, engenheiros e projetistas precisamos ter em mente é que o sistema, após o retorno do investimento, não represente qualquer gasto adicional para o usuário final. Um sistema a gás, por exemplo, depois do retorno do investimento, continuará tendo o custo de GLP. Quer dizer que o usuário estará em desvantagem em relação ao vizinho que tem um sistema de aquecimento solar de água, cuja energia é gratuita. MA - Entre os sistemas elétrico, solar e a gás, qual proporciona o melhor desempenho energético em uma residência ou prédio comercial? Eduardo Tenenwurcel - Em uma cidade com boa insolação, com Belo Horizonte, um aquecedor solar bem dimensionado é capaz de atender, sem qualquer custo de energia, até 80% da demanda anual de água quente. Isso representa, na conta de energia elétrica, algo em torno de 35%. Para classes sociais mais baixas, a economia pode ser de até 50%. O que certamente ocorrerá num futuro próximo é a mudança da matriz energética do banho para energias mais limpas, ecologicamente corretas e que não pesem tanto no sistema elétrico do Brasil. Marcos Alpha - Precisamos diferenciar redução da conta de energia elétrica de geração de energia elétrica proporcionadas pelo sistema de energia renovável (ER). O melhor exemplo de redução de conta de energia elétrica é dado pelo aquecimento solar de água, no qual a economia pode representar até 40% da conta de energia elétrica. Geração de energia elétrica através de sistemas de energia renovável tem sua maior aplicação na zona rural, onde o custo benefício é imediato por se tratar de regiões sem acesso a rede de energia elétrica. MA - O sistema solar também é o mais eficiente para edifícios comerciais e residenciais? Qual a melhor solução para esses projetos? Eduardo Tenenwurcel - Em Belo Horizonte, existem hoje mais de 950 grandes instalações centrais de aquecimento solar. Entre elas, pelo menos 500 são em edifícios altos. Este é um dos motivos porque BH é con- siderada a capital brasileira da Energia Solar. Possivelmente a cidade é, no mundo, a que possui o maior números de centrais solares em construções verticalizadas. Os sistemas possuem o back-up com eletricidade ou gás. Nos anos de 2000 e 2001, somente a Cemig executou um projeto de implantação de 100 edifícios com aquecimento solar. Quanto a serem residenciais e comerciais, tanto faz, sejam prédios residenciais, hotéis, flats ou hospitais. Foto: Divulgação Nenhuma tecnologia resolve 100 % todas as necessidades. Entretanto, a utilização da energia solar para aquecimento de água certamente será a mais importante nos próximos 10 anos. Não é possível imaginar, daqui a uma década, consumir reservas de petróleo e de gás natural para esquentar água;. muito menos alagar mais terras ou utilizar combustíveis nucleares para este mesmo fim (Eduardo Tenenwurcel) MA - Podemos falar em sistema de aquecimento ideal, ou cada tipo encaixa-se e uma modalidade de uso? Eduardo Tenenwurcel - Nenhuma tecnologia resolve 100 % todas as necessidades. Entretanto, a utilização da energia solar para aquecimento de água certamente será a mais importante nos próximos 10 anos. Não é possível imaginar, daqui a uma década, consumir reservas de petróleo e de gás natural para esquentar água;. muito menos alagar mais terras ou utilizar combustíveis nucleares para este mesmo fim. Aquecer água é muito simples, e mais ainda se for com a conversão direta a baixas temperaturas. MA É necessário um grande investimento para melhorar o desempenho energético de uma casa? Marcos Alpha - Um grande edifício de apartamentos com sistema híbrido, utilizando gás e energia solar, representa, tratando-se de aquecimento de água, uma economia de 70%. O investimento pode ser de R$ para uma residência pequena, e até R$ 400 mil para um hotel ou hospital. MA Então sistemas híbridos são ideais? Quais as possibilidades dessa combinação? Eduardo Tenenwurcel - O sistemas de aquecimento solar normalmente são híbridos que utilizam uma fonte complementar (gás ou eletricidade) em períodos de chuva. Em Belo Horizonte, esta fonte complementar gira em torno de 20 % no intervalo de um ano. Marcos Alpha Aqui também é necessário diferenciar sistemas híbridos para economia de energia e sistemas híbridos para geração de energia através de fonte renovável. Um exemplo de sistema para economia de energia é o aquecimento solar de água para um edifício comercial, conjugado com sistema a gás ou complemento elétrico. Já para a geração de energia elétrica é necessário um sistema solar fotovoltaico associado a um grupo motor gerador para alimentação de repetidores isolados de telecomunicações. MA - Os sistemas elétricos são questionados por seu alto consumo de energia. Que sistema o senhor considera como o maior vilão do consumo? Augustin T. Woelz - Sob o prisma de perdas térmicas, são dois os equipamentos que mais consomem energia: o reservatório térmico de acionamento térmico e o reservatório térmico de acionamento a gás. Termicamente, o mais econômico, sem perda de conforto, é o kit composto de um aquecedor solar (qualquer tipo) e um chuveiro elétrico. Se eliminarmos o aquecedor auxiliar (chuveiro elétrico), o consumo de energia será zero. Isto acontece em regiões do Brasil aonde a eletricidade ainda não chegou. Se chover, o banho será morno. Talvez, onde for possível, o aquecedor de água acionado por biomassa (capim, briquetes - massa ou tijolo composto de carvão em pó e de um aglutinante, piche, breu, alcatrão -, madeira replantada, entre outros) seja tão econômico quanto o aquecedor de água com energia solar sem qualquer apoio térmico. Estas comparações vão longe, pois sempre se encontra algo ainda mais interessante. MA - O chuveiro elétrico foi muito questionado no momento do apagão, em Esse equipamento realmente merece essa má fama? Augustin T. Woelz - O chuveiro elétrico, sem a adi- 45

9 Sistemas de Aquecimento de Água 46 Foto: Dario de Feitas O chuveiro elétrico, sem a adição de aquecedores solares, consome cerca de 8 a 9% da energia produzida no Brasil. O bem-estar e o relaxamento psicológico de mais de 170 milhões de brasileiros são frutos deste maravilhoso invento nacional, que é oferecido à população a um custo praticamente zero (Augustin T. Woelz) ção de aquecedores solares, consome cerca de 8 a 9% da energia produzida no Brasil. O bem-estar e o relaxamento psicológico de mais de 170 milhões de brasileiros são frutos deste maravilhoso invento nacional, que é oferecido à população a um custo praticamente zero. O que argumento é: e daí que o banho quente, com todas suas vantagens psicossociais, consuma de 8 a 9% da produção de energia? Se consumisse 25%, ainda estaria no saldo positivo do balanço conforto-investimento em sistemas de energia. Estes resultados não valem a pena? Por sinal, nós somos os únicos seres humanos do planeta que têm direto a banhos quentes diariamente sem ter de despender aqueles valores conhecidos de aquisição e instalação de aquecedores a gás. E mais, como fruto do apagão, reduzimos nosso consumo em cerca de 25%. Logo, o consumo de energia do chuveiro não tem o peso suficiente para denominá-lo de vilão da história energética de nosso País. MA Não é contraditório falar em sistemas econômicos de aquecimento de água, quando o gás e a energia solar, que prometem redução no consumo de energia, exigem altos investimentos. Esses sistemas, futuramente, serão viáveis para a população de baixa renda? Eduardo Tenenwurcel - O que é mais caro para a população de baixa renda: um chuveiro elétrico de R$ 25,00, que consome entre R$ 40,00 e R$ 50,00 todo mês, em uma família de cinco pessoas, ou um aquecedor solar de R$ 850,00, que economiza 80% deste valor e tem uma vida útil estimada de 20 anos? O que se precisa é, na verdade, de financiamento. Nos conjuntos habitacionais populares, cujo financiamento é de 15 anos, o valor relativo ao aquecedor solar fica em torno de R$ 14,00 ao mês, sendo possível a economia de até R$ 30,00 no mesmo período. Então, o que é mais barato? O aquecedor solar destaca-se frente a qualquer outra forma de aquecimento de água pelo fato de ser o único que proporciona economia; os demais consomem algum insumo (energia elétrica, gás natural ou GLP). Apesar de apresentar, em alguns casos, um investimento inicial maior, este sistema se paga rapidamente, normalmente em um prazo inferior a dois anos; a partir desse momento, ele trará grande retorno ao usuário durante toda a vida útil do equipamento. Augustin T. Woelz - Suas observações estão corretas. Mas na hora em que nossa sobrevivência estiver oficialmente ameaçada, e percebermos que uma das saídas, entre muitas outras, é a aplicação de aquecedores solares, não tenha dúvida de que todos os tipos possíveis serão instalados e muitos outros ainda serão inventados, especialmente aqueles para a população que não poderá ter acesso ao aquecedor cinco estrelas. Nosso projeto Aquecedor Solar de Baixo Custo (ASBC) é só um início. É um tiro de partida para que a população brasileira invente projetos melhores, mais interessantes e talvez mais econômicos do que aqueles que promovemos no momento. O que valerá será a lei da economia e da sobrevivência familiar. Marcos Alpha - É necessário não confundir custo de aquisição de um equipamento com o custo mensal da energia consumida; ou seja, não confundir o preço do sistema com a economia gerada pelo sistema ao longo do tempo. O custo de um chuveiro elétrico é de R$ 30,00; entretanto, o usuário final pagará uma alta conta de eletricidade para o resto da vida. Isto sem mencionar que ele estará sempre sujeito ao aumento das tarifas de energia elétrica. Por outro lado, um sistema solar residencial de aquecimento de água pode custar R$ 1.000, porém o retorno desse investimento poderia acontecer entre 18 e 24 meses. Após esse período, o usuário não teria qualquer custo até o final da vida útil do equipamento, estimada entre 20 e 25 anos. Quanto ao acesso da população de baixa renda a esse sistema, hoje já são propostos financiamentos que tornam acessíveis essa tecnologias. MA - Como os arquitetos têm encarado, na sua opinião, o tema redução do consumo energético? E a cadeia de construção civil e os centros acadêmicos, eles debatem e buscam soluções para o problema? Eduardo Tenenwurcel - Especialmente após o racionamento de energia de 2001, e também depois da Foto: Divulgação O custo de um chuveiro elétrico é de R$ 30,00; entretanto, o usuário final pagará uma alta conta de eletricidade para o resto da vida. Isto sem mencionar que ele estará sempre sujeito ao aumento das tarifas de energia elétrica (Marcos Alpha) promulgação da Lei de Eficiência Energética, o tema Conservação de Energia tem estado presente em todos os setores relacionados à construção civil, seja na arquitetura, no meio da engenharia, e outros afins. O assunto conservação de energia certamente está inserido em todas as faculdades de Arquitetura e Engenharia de todo o Brasil. Marcos Alpha - A redução do consumo energético tem sido encarado de forma diversa nos diferentes estados. Na Bahia, essa preocupação ainda é incipiente, embora alguns arquitetos e projetistas já venham, há algum tempo, se preocupando com o tema. Acreditamos que no futuro, à medida que essa tecnologia e sistemas se tornem mais conhecidos, eles terão uma aplicação maior. Augustin T. Woelz - O universo de atividades do arquiteto é tão grande, que a dedicação ao assunto redução de energia em seus projetos é difícil de ser praticado. O assunto ainda é tema de estudos e de debates em ambientes acadêmicos. Idem em ONGs dedicadas à construção da casa popular. O consumo de energia do chuveiro é somente uma pequena parcela do que pode ser economizado em energia na construção e uso diário de uma casa. A situação de nossa construção civil é tão difícil que o caminho ainda hoje percorrido é o da procura do menor custo, mesmo que este caminho não seja uma solução energética ideal. O assunto energia dificilmente é compreendido pelos partícipes da cadeia da construção. Acho que a importância de sua conservação só vai ser entendida efetivamente, e com entusiasmo, quando a situação de sobrevivência planetária tiver chegada à ruptura, processo que infelizmente já se iniciou e que somente os pesquisadores do assunto podem compreender em sua magnitude. Se nem o presidente do nosso Grande irmão do Norte consegue entender o que está em jogo, como é que o dono de uma pequena construtora pode se dar ao luxo de agir de maneira ecológica e energeticamente correta, ameaçando a sobrevida do seu empreendimento? MA - É possível viabilizar o aquecimento para outras aplicações? Eduardo Tenenwurcel - O aquecimento solar de ambientes, através de piso radiante e radiadores, por exemplo, já utilizado. Também existem no Brasil poucas aplicações em secagem de produtos agrícolas, destilação de água, estufas de madeira e alguns fornos solares para cozimento. MA - E como está o mercado de aquecedores de água? Eduardo Tenenwurcel Este mercado cresceu de forma acentuada nos últimos 10 anos. Com o racionamento de energia nos anos de 2001 e 2002, houve uma verdadeira explosão no segmento. Em 2003, o setor se manteve, especialmente por causa da crise nos mercados consumidores brasileiros. O consumidor final continua comprando, e muito; e de uma maneira mais expressiva após o aumento da energia elétrica no primeiro semestre. Já as construtoras, hotéis, entre outros, estão em compasso de espera, como todos no País. MA - Quais são os grandes desafios para os fabricantes de sistemas de aquecimento de água? Esses equipamentos podem proporcionar a sustentabilidade exigida? Marcos Alpha - O maior desafio é vencer a falta de conhecimento sobre a tecnologia. Como os sistemas de energia renovável podem ser utilizados e as vantagens que os mesmos proporcionam ao usuário final vão se traduzir, sempre, na redução do consumo de energia. Entrevista concedida por .

10 Sistemas de Aquecimento de Água ESPECIFICAÇÃO Por Gisele Cichinelli A difícil tarefa de minimizar as interferências nos projetos Qualquer que seja a tecnologia escolhida, cabe ao arquiteto a nem sempre agradável tarefa de integrar placas coletoras de energia solar, botijões, caixas e boilers ao conjunto arquitetônico. Solução: conhecer bem o produto, e o cliente P Fotos: Divulgação ara cada sistema, uma solução arquitetônica e um projeto de instalação. Essas variáveis exigem do arquiteto criatividade e conhecimento técnico do produto, ferramentas imprescindíveis para minimizar as interferências estéticas e possíveis problemas ocasionados pelo mau dimensionamento dos equipamentos. Com essa finalidade, a especificação do aquecedor de água a partir do projeto não é apenas a atitude correta para aquele profissional que pretende oferecer o melhor ao seu cliente, mas também a maneira eficaz de aproveitar as vantagens desse sistema. Júlio César Moraes Nepomuceno, projetista do departamento de engenharia da Sermon Engenharia Ltda., alerta: Há dois tipos de cliente: o leigo e aquele que tem algum tipo de informação, que já viu alguma coisa na casa de outras pessoas e quer usar exatamente a mesma solução. O importante é saber dimensionar bem o projeto e a partir disso especificá-lo, inseri-lo e instalá-lo da melhor forma possível. Para quem deseja priorizar o ecologicamente correto, os aquecedores solares são tecnicamente ideal, pois, exceto nos dias de chuva, dispensam outras fontes de energia que não a do sol. Porém, amenizar o impacto causado pelas placas coletoras localizadas no telhado pode ser uma tarefa árdua. Para o arquiteto Roberto Amá, a inserção arquitetônica desses aquecedores é muito complexa. A posição específica das placas força a criação de um telhado que se integre à aparência do painel, geralmente preto e com bordas metálicas, esclarece. A direção da ensolação, a altura entre o painel e acumulador, o tamanho do reservatório e o número correto de painéis são elementos importantes. O arquiteto tem de estar atento para o norte geográfico, projetando um telhado sobre o qual não ocorra sombreamento ao longo do dia. A inclinação deve permitir desníveis mínimos entre o coletor solar e o reservatório térmico, ressalta Leonardo Chamone Cardoso, engenheiro de Aplicação e Produto da Transen Aquecedor Solar. Os aquecedores solares são ecologicamente correto e dispensam fontes de energia. Porém, amenizar o impacto causado pelas placas coletoras localizadas no telhado pode ser uma tarefa árdua Cilindros e tubos à mostra Quase tão indiscretos quanto as placas coletoras, os equipamentos a gás também merecem tratamento especial no projeto. Cilindros e tubulações, além do próprio aparelho, ficam quase sempre expostos, em geral em áreas próximas a cozinhas e em áreas de serviço ou quintais, por conta da necessidade de ventilação. Os aquecedores de passagem são bem mais compactos que os de acumulação, porque estes necessitam de um grande volume para armazenamento da água quente. Uma das maneiras de resolver o problema é lançar mão das casinhas de 1,5m x 2 m. O equipamento deve ficar longe da fonte de gás e de salas ou dormitórios e há mais de três metros da caixa de luz, recomenda Amá. Quem quiser escondê-los em armários, a opção deve ser pelo do tipo com portas venezianas, evitando o confinamento da peça. Na hora de instalar, a atenção deve ser redobrada em relação ao projeto hidráulico. É importante equilibrar as pressões de água fria e quente para evitar variações térmicas durante o banho, principalmente em residências horizontais. Outro problema freqüente é o subdimensionamento do diâmetro de tubulação, que pode prejudicar a eficiência do sistema. Entretanto, Josemar Brancacci, gerente comercial da Cia. Ultragaz S/ A, salienta que em empreendimentos verticais, o aquecimento a gás pode representar para as construtoras uma importante redução de custos, graças à eliminação de distribuição de rede de energia para 220V, de fios, cabos e disjuntores. Fabricantes Minimizar o impacto do próprio equipamento também é uma preocupação dos fabricantes. A Bosch, por exemplo, disponibilizará em 2004 a Mini-Central de Água Quente, com um design exclusivo que se assemelha a um eletrodoméstico, permitindo a combinação com os demais equipamentos da área de serviço e que poderá ser instalada em qualquer local onde haja disponibilidade de gás (GLP ou GN). Apesar de demandar muita energia, os boilers elétricos, de acumulação ou de passagem, são bastante flexíveis em sua instalação. Os equipamentos, grandes e em formato cilíndrico, podem ser adaptados em qualquer local, inclusive dentro de armários (sem nenhuma necessidade de ventilação). Amá explica que, apesar do alto consumo de energia, dependendo da quantidade de pontos de uso, a especificação do boiler é mais indicada do que a de chuveiros elétricos. A instalação é simples, mas deve seguir alguns cuidados porque o aparelho é muito pesado, enfatiza. Outra vantagem é que o boiler elétrico, diferentemente dos aparelhos que funcionam a gás, também é instalado em telhados, debaixo do forro, e geralmente em posição horizontal. No caso dos chuveiros elétricos, as interferências são mínimas. Dálton Ricardo Vieira Nin, analista de Marketing da Lorenzetti, lembra que as intervenções se restringem ao ponto de instalação no boxe, proporcionando ganho de espaço. Mas alguns detalhes devem ser observados na hora de instalar, a começar pela dimensão correta para suportar a carga necessária de acordo com o número de pontos. Se o imóvel for uma construção térrea ou um sobrado, é interessante posicionar a caixa d água a uma altura acima de 2 metros do ponto do chuveiro elétrico para proporcionar uma boa pressão de água no banho, sugere. Em instalações elétricas modernas são usados disjuntores do tipo DR (diferenciais residuais), mas os chuveiros devem ser compatíveis com esses sistemas. 42

11 Sistemas de Aquecimento de Água MERCADO Por Gisele Cichinelli Linhas de financiamento podem tornar equipamentos acessíveis Ainda privilégio de uma pequena parcela da população brasileira, os altos preços dos aquecedores de água cairão à medida que as linhas de financiamento forem ampliadas. A CEF já inclui o aquecedor solar em suas operações de crédito Econômicos, porém caros. Se os aquecedores solares e a gás prometem redução de consumo de energia, o fato é que estes sistemas ainda não são acessíveis para a maior parte da população. Uma das alternativas para disseminar o consumo desses aparelhos pode estar nas linhas de financiamento. Como prevê o engenheiro Rodrigo Cunha Trindade, diretor da Agência Energia Projeto e Consultoria em Aquecimento Solar e consultor da Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento (Abrava): O aumento da escala da produção forçará a queda dos preços desses sistemas. O engenheiro lembra que as iniciativas governamentais, através de uma legislação que incentive o uso de aquecedores solares, também representariam uma saída. O governo federal, a exemplo de países como a Austrália, Portugal, Israel, Espanha e Alemanha, pode criar leis que incentivem a compra. O valor investido seria abatido no Imposto de Renda, sugere Trindade, que costuma oferecer o projeto detalhados de aquecimento aos seus clientes É para que eles procurem financiadores, explica. Josemar Brancacci, gerente Comercial da Cia Ultragaz S/A, admite que a expansão do uso do gás para aquecimento de água em residências populares esbarra na questão do preço do equipamento. Ele explica que, a partir de 2003, a empresa tentará ultrapassar essa barreira com o lançamento de um novo produto, o Ultrajet. Durante a Equipotel, ocorrida em setembro deste ano, expomos o primeiro equipamento de baixo custo que incorpora dispositivos internos de segurança, conta. Esse aquecedor está sendo implantado pela construtora Gafisa, no empreendimento para a classe C Quatro Estações, localizado na Vila Guilhermina (SP). Junto com a chegada dos novos equipamentos de baixo custo, a Ultragaz também firmou convênio com o Banco Nossa Caixa. Qualquer cliente Ultragaz de São Paulo e da Baixada Santista pode adquirir aquecedores (através do ) e pagá-los em 12 vezes. A taxa de juros é atrativa e o cliente recebe, além da conveniência, uma instalação segura, observa Brancacci. Apesar de os incentivos priorizarem conjuntos residenciais populares, outros tipos de empreendimento podem se beneficiar dos financiamentos. O mesmo pode ocorrer para empreendedores que desejam dispor de tais linhas para a implantação em hotéis, pousadas ou academias. Um exemplo é a Academia Três de Maio, localizada em São Paulo (SP), que aproveitou esse recurso para viabilizar a instalação de um grande sistema para o aquecimento de duas piscinas e reduzir suas despesas com o consumo de gás. Hotéis e academias já obtiveram financiamentos junto a bancos e às linhas de financiamento Finame, revela Trindade. 48 Os preços dos aparelhos de aquecimento de água ainda são altos e impedem a disseminação de seu uso. Saída criativa de quem não pode contar ainda com o luxo, o sistema popular (na foto acima) tem sido a alternativa mais barata Foto: Dario de Freitas

12 Sistemas de Aquecimento de Água Fotos: Divulgação O déficit habitacional brasileiro, de 5,5 milhões de moradias, justifica a abertura de linhas de financiamento para a população de baixa renda adquirir aparelhos de aquecimento de água via energia solar. No Brasil já há registros de casos bem sucedidos. Na foto à esquerda uma ducha solar é novidade no mercado Projeto pioneiro Se os dados do governo federal dão conta que o déficit habitacional brasileiro beira os 5,5 milhões de moradias, a pergunta que fica é: quanto a instalação de um chuveiro elétrico com potência média de watts em cada nova habitação representaria de sobrecarga para as termoelétricas? Estima-se que talvez seja necessária a construção de meia Itaipu para atender à futura demanda. De olho nesta questão, e com objetivo de demonstrar a viabilidade técnica e econômica do aquecimento solar para a população de baixa renda, o projeto piloto do Bairro Sapucaias, na cidade de Contagem (MG), proporcionou a 100 residências a possibilidade do uso de aquecimento de água através da energia do sol. Desenvolvido pela equipe do Grupos de Estudos em Energia Solar (Green Solar) da PUC Minas e com financiamento da Eletrobrás/Procel (Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica), a iniciativa mineira foi a primeira grande obra com monitoramento constante. Desde a etapa de seleção do conjunto a ser atendido até a instalação dos sistemas. O conjunto habitacional tem 578 casas, com média de seis moradores por residência, que estavam praticamente construídas quando foram liberados os recursos financeiros para o aquecimento solar. Nos primeiros contatos com a comunidade, houve reações adversas ao uso da energia. Havia um desconhecimento da tecnologia solar e do seu uso na geração de água quente, relembra Elizabeth Marques Duarte Pereira, coordenadora do Green Solar e professora do Departamento de Engenharia Mecânica da PUC Minas. No projeto anterior, na Ilha do Mel (PR), implantado sem monitoramento, geradores a diesel que atendiam 200 residências proporcionaram uma economia de 13% a 15%, além dos benefícios ambientais indiretos. Já em Contagem, a redução da conta de luz entre 30% a 50% comprovou a eficiência do sistema. Porém, a maior vitória do programa foi que a Caixa Econômica Federal passou a incluir o aquecedor solar como item financiável dentro de suas linhas atuais de operação. Para o triênio de , a verba liberada foi de US$ 32 milhões, visando atender 150 mil famílias de baixa e média rendas, revela a coordenadora. Sistemas de aquecimento e automação Otimizar o consumo de energia, aquecer o piso da residência, controlar a temperatura da água e do ambiente a distância. Todas essas funções são possíveis a partir da integração do aquecimento ao sistema de automação. O usuário conta também com a vantagem de poder controlar tudo a partir de um sistema central. Por ser um sistema altamente flexível, projetistas de automação costumam trabalhar de acordo com os desejos de seus clientes. Qualquer tipo de equipamento (gás, elétrico ou solar) é integrável à automação. Porém, definir o que se quer a partir do projeto é fundamental. Saber o que o cliente espera, agora ou no futuro, uma que a automação pode ser prevista, mesmo que não seja usada no momento, é muito importante, ensina Ricardo Luís M. Brancato, diretor da Power Systems, empresa especializada em aquecimento e uma das associadas da Associação Brasileira de Automação Residencial (Aureside). José Raphael B. Franco, diretor de Comércio Exterior da Soletrol e membro da Aureside revela que, no caso dos aquecedores solares, um complementar elétrico (back-up) é acionado em dias de chuva ou quando ocorre consumo acima do previsto. O projeto de automação do sistema permite ao usuário checar a temperatura da água à distância, programando o acionamento do complementar elétrico quando necessário, explica. Neste caso, a otimização do sistema ocorre, pois o complementar elétrico só vai ser acionado na ocasião realmente necessária, resultando em economia de energia. Porém, Franco admite que um dos problemas que podem ocorrer são as leituras incorretas de temperaturas, provocando ações indevidas por parte do usuário. Para não errar, a dica que se dá ao arquiteto é conhecer bem os aquecedores disponíveis no mercado e ter em mente o nível de automação que o cliente deseja. Os sistemas devem ser incorporados na concepção do projeto para evitar adaptações e para se obter a melhor performance do produto. A instalação tem de ser efetuada por profissionais experientes e, se possível, credenciados pelos fabricantes. Em caso de má instalação, o principal problema é gerar água quente em quantidade insuficiente para a necessidade do cliente. Na maior parte dos casos, ou o dimensionamento do sistema foi incorreto, ou a hidráulica da instalação apresenta defeitos. Em ambos os casos uma visita de técnico especializado é imprescindível, sugere Franco. O produto pode ter uma boa qualidade, porém não terá funcionamento satisfatório caso as situações acima mencionadas não tiverem sido contempladas, completa. Traço Elétrico Uma solução simples, mas capaz de combater a perda de calor da água pela tubulação. É o que promete o traço elétrico, desenvolvido pela Power Systems, um sistema que une a tubulação hidráulica a um fio com condutores elétricos, ambos encapados com uma borracha isolante. A solução é mais uma opção para manter a temperatura da água quente nos canos. Brancato conta que essa solução permite eliminar a tubulação de retorno da água, bombas, aquecedores intermediários e válvulas equalizadoras. O projeto e a instalação do traço elétrico são simples e permitem a manutenção da temperatura da água em todo o sistema hidráulico. O usuário terá água quente imediatamente no ponto de consumo, sem a necessidade de esperar pelo aquecimento na hora da sua higiene pessoal, argumenta. Sem contar na economia de água que é possível através do uso do sistema, pela eliminação do tempo de espera, completa. 49

13 Telhas e Subcoberturas ESPECIFICAÇÃO Por Nádia Fischer Estética e proteção na medida certa Elemento cada vez mais valorizado na arquitetura brasileira, o produto telha atingiu níveis de sofisticação e técnica impensáveis há alguns anos. O mercado oferece um leque considerável de material e formas para atender todos os projetos Entre os elementos estruturais, a telha é um dos itens mais importantes da obra. Afinal, é esta peça que, além de determinar o conforto e durabilidade do projeto, também compõe o estilo arquitetônico do imóvel. Entretanto, de nada adiantará um uma cobertura com águas plasticamente atraentes se o responsável pelo projeto não considerou os aspectos climáticos da região. Recorrendo a um exemplo histórico, na época do Brasil Império, em áreas de muita chuva adotavam-se os telhados em estilo colonial. O modelo é ideal porque os beirais formam um ângulo obtuso com a estrutura principal, proporcionando maior velocidade à água da chuva e conduzindo-a para longe das paredes laterais, o que evita a infiltração. Atualmente, o mercado oferece opções para todos os gostos e necessidades de aplicação. No caso das telhas de barro, os arquitetos obtêm coberturas do tipo marselha ou francesa, colonial, romana, portuguesa, italiana, paulista, paulistinha ou plan. As peças de fibrocimento dão origem a superfícies em placas onduladas, calhetas ou canalete. Existem também coberturas de alumínio, cobre, madeira, fibra vegetal, PVC, policarbonato, vidro e concreto. As coberturas com telhas cerâmicas são tradicionais na paisagem brasileira. Tendo sido incorporadas à cultura nacional, revelam as formas de viver de cada região. Na opinião da arquiteta Flávia Ralston, a telha cerâmica portuguesa tem um encaixe perfeito. Já a francesa e paulistinha necessitam de mais cuidados durante a manutenção. Apesar de as francesas terem uma estética agradável, a manutenção nem sempre é tão simples, visto que são mais escorregadias e desencaixam facilmente, explica Flávia, aconselhando que o projeto seja submetido ao engenheiro responsável pelos cálculos ainda na fase de anteprojeto, e não no final. A arquiteta ressalta ainda que a telha cerâmica acaba sendo a mais lembrada, principalmente quando o proprietário deseja que a residência tenha um ar de aconchego. É uma peça que ainda remete àquelas casas do interior, talvez por não ter perdido suas características artesanais, ainda que seja industrializada. Pontos cármicos Segundo Flávia Ralston, projetos de telhados podem conter, se houver um descuido do projetista, o que a arquiteta define ironicamente como pontos cármicos. Por exemplo, a adoção da água-furtada, solução que aumentariam as chances de haver entupimento da calha. Para tanto, crio panos independentes de telhados, sistemas nos quais é possível fazer diferentes alturas sem criar águas furtadas. A aplicação de vãos de vidro, nas laterais, pode ser uma boa opção. Em geral, Flávia costuma trabalhar o vidro como shed ou lanternin, instalando todos os vidros na vertical. O conceito é o mesmo: claridade, conforto visual, aconchego, boa temperatura, etc. Pode ser basculante, ter abertura e ser protegido por grandes beirais (1 m/1,20 m), esta uma particularidade Fotos: Divulgação As telhas de amianto ainda são usadas no Brasil. Segundo os projetistas, esse tipo de cobertura deverá ser extinto logo. Já existem modelos de fibrocimento sem amianto da arquiteta, que não gosta de projetar beirais pequenos. As telhas preferidas por muitos arquitetos atualmente são as de concreto. Mais resistentes que as de cerâmica, podem ser encontradas em uma variedade de cores e modelos, além de possuir alta durabilidade e ser de fácil manuseio. A baixa absorção de água não sobrecarrega o telhado, que pode ser montado em dias de chuva. Entretanto, é preciso avaliar a procedência do produto, já que o concreto é poroso e não impermeável. Se a telha não for adequada, pode inchar. Uma das desvantagens deste material é que o concreto conduz calor; o que pode ser melhorado com uma manta de subcobertura. Amianto e bambu Quanto às telhas de amianto, profissionais do mercado esclarecem que no Brasil o produto não foi proibido, ao contrário de alguns países europeus, onde o veto é radical. A tendência, no entanto, é que esse tipo de telha seja extinto aqui também. Inclusive já existem no mercado brasileiro modelos de fibrocimento sem amianto, custando 30% mais. Outros materiais alternativos estão sendo testados para integrar o mercado de telhas. O professor associado da Faculdade de Engenharia Agrícola da Unicamp, Antonio Ludovico Beraldo estuda materiais alternativos desde Depois de um período na França, decidiu trazer para o Brasil telhas à base de fibras de Bambu. Neste tipo de cobertura, o bambu substitui o pedrisco. Por enquanto o produto ainda está em escala de experimento no laboratório da Unicamp, onde foi construído um quiosque. Vidro Clarabóias, coberturas com policarbonato ou PVC são opções bastante usadas quando o local tem de estar aberto à incidência dos raios solares. Entretanto, Para alguns arquitetos nada supera a leveza e sofisticação do vidro. A arquiteta Brunette Fracarolli não abre mão do recurso quando há solicitação de entrada de luz no ambiente. Se não há espaço para janelas, telhas e coberturas de vidro são indispensáveis. O efeito é espetacular. O único cuidado que se deve tomar é 55

14 Telhas e Subcoberturas com o acúmulo de sujeira. Brunette explica que a aplicação de alguns polímeros, tanto no vidro como nas telhas de vidro, previnem a formação de manchas. Mas o produto só pode ser utilizado quando a telha for nova. A arquiteta Flávia Ralston diz que particularmente prefere o vidro à telha de vidro. Segundo ela, em clarabóias a telha é uma ótima solução. Já a arquiteta Alessandra Benotti gosta desse tipo de material, justamente porque a solução pode ser aplicada diretamente no telhado sem a necessidade de se criar uma clarabóia. Ela usou em vários projetos algumas peças como recurso para ampliar a passagem de luz nos ambientes. Em alguns casos, como o Shopping Estação Plaza Show, em Curitiba (PR), a cobertura de vidro de 10 mil m 2 tornou-se um dos grandes atrativos da obra. Em reforma desde 2001, o estabelecimento é estruturado para abrigar o mais moderno Centro de Convenções da América Latina. A ampliação inclui a construção de dois pavimentos novos com auditórios. As áreas são flexíveis e poderão ser usadas tanto para exposições como refeitórios. O arquiteto Manoel Dória, da Dória Lopes Fiúza Arquitetura, é o autor do projeto original do Estação e também responsável por sua reformulação. A diferença é que o shopping agora ficará todo fechado. Porém, sem perder suas características originais com áreas arborizadas e fontes. Segundo o arquiteto, uniuse o bloco antigo, onde ficam as unidades históricas, com a parte comercial. Ainda de acordo com Manoel Dória, foram instalados m 2 de telhado de vidro, somando-se ao existente com m 2. O arquiteto explica que, neste caso, o vidro foi essencial para manter a iluminação natural no ambiente e a ventilação, de acordo com a proposta inicial. A intenção é que o visitante caminhe pelo shopping como se estivesse na rua, mas contando com o conforto proporcionado pela climatização. A cobertura de vidro transparente foi aplicada a partir de estruturas metálicas leves. Tanto a cobertura como a fachada resgatam alguns elementos das estações européias do século XIX, baseadas em uma arquitetura mais contemporânea. A cobertura será entregue em abril de 2004 em junto com a área existente totaliza cerca de 130 mil m 2 de área construída. No Shopping Estação Plaza Show, em Curitiba (PR), a cobertura de vidro de 10 mil m 2 é um dos grandes atrativos da obra. Na foto acima, a manta de subcobertura é já se tornou comum na maioria dos projetos profissionais 56

15 Telhas e Subcoberturas ENTREVISTA - Elsa Wothers Por Nádia Fischer A funcionalidade deve ter estilo Com mais de 40 anos de profissão, a arquiteta Elsa Wothers também comanda a construtora que leva seu nome. Formada pela Mackenzie em 1961, ela nasceu na Holanda e foi criada na Argentina, de onde traz seu inconfundível sotaque. A infância em Buenos Aires lhe garantiu uma cultura geral e grande conhecimento ao que se refere a ornamentos. Para Elsa, a cidade portenha é completa por ter sido influenciada por artistas franceses, ingleses e espanhóis. O que se vê é essa mistura de estilos, afirma, admitindo que aprendeu muito com essa diversidade que influencia seus projetos, principalmente nos telhados MAIS ARQUITETURA Esse cuidado com telhados existe desde o início de suas carreira? Elsa Wothers - Minha história é bastante interessante. Nasci na Holanda e ainda muito pequena fui morar em Buenos Aires, na Argentina. A cidade é belíssima e tem uma intensa influência arquitetônica de artistas ingleses, franceses e espanhóis, que ali chegaram para trabalhar. A capital portenha abriga uma sofisticada mistura de estilos que, sem que eu tivesse a menor noção do que era arquitetura, me chamava à atenção. Punta Del Leste, no Uruguai, era cidade onde minha família passava as férias e foi onde vi os telhados mais bonitos do mundo. As casas de alto padrão tinham projetos assinados por arquitetos franceses. Um dos destaques dessas edificações, até hoje, são os telhados. É que são bastante inclinados devido à grande incidência de chuvas na região e também aos fortes ventos e nas mais variadas cores. O recurso da inclinação também era usado porque a maioria das casas tinha sótão. Mais tarde, toda essa bagagem veio à tona na faculdade Mackenzie. MA- O telhado pode definir o estilo de uma casa? Elsa Wothers - Sim. O desenho pode se tornar muito especial. Bons exemplos são estas casas de Punta Del Leste. Os telhados não foram executados com madeira, e sim concreto, há mais de 50 anos. As telhas cerâmicas coloridas (esmaltadas) formam uma espécie de revestimento, coladas com argamassa como se fosse um piso cerâmico. Inclusive usou-se o rejunte. MA Temos algo parecido aqui no Brasil? Elsa Wothers - Quase ninguém faz o telhado todo de concreto no Brasil. MA Por questões estéticas ou devido ao fator climático? Elsa Wothers - A estética é sempre uma preocupação. Mas, neste caso, é devido à temperatura. O concreto absorve muito calor e acaba sendo mais quente do que a madeira. MA- A substituição da madeira pelo concreto pode baratear o custo final do telhado ou acaba saindo mais caro? Elsa Wothers - Com certeza o concreto é mais econômico. Porque além de a madeira ter um custo maior, é necessária ainda a mão-de-obra especializada na montagem da estrutura. MA Por muito tempo no Brasil só encontrávamos telhados de cerâmica vermelha. Os fabricantes não se preocupavam em desenvolver novas cores? Elsa Wothers - A resistência, ainda hoje, é por parte do consumidor. Há anos na Inglaterra e França são construídos telhados cinza, de pedra ardósia. Mas aqui Fotos: Dario de Freitas A cobertura faz parte do desenho arquitetônico, é uma parte da obra que tem custo elevado. Não há motivos para não destacá-la. Além da funcionalidade, comecei a incorporar a estética ao telhado. Executei coberturas com 30% e até 60% de inclinação o espelho foi Portugal, país onde o produto era fabricado em barro, que além de tradicional custa menos. MA Em sua opinião, por que os fabricantes começaram a desenvolver peças com outros materiais, além do barro. Foi por causa das solicitações de mudanças no padrão estético? Elsa Wothers Foi muito mais do que uma preocupação de ordem plástica; o que impulsionou o mercado foram os problemas ocasionados pelo uso da telha cerâmica que, apesar de bonita, é muito sensível, quebra facilmente. As perdas durante a própria obra são muito grandes e depois de colocadas também. Isso sempre foi muito caótico para uma residência. Esse fato impulsionou o desenvolvimento de novos produtos, como as telhas de concreto. MA Há décadas seus projetos recebem telhas de concreto. Quando exatamente a senhora decidiu apostar neste produto? Elsa Wothers Logo no início da profissão. Até porque eu sabia o que estava especificando, pois além de desenhar as casas eu também as construía, o que me fazia acompanhar de perto os problemas que surgiam nas coberturas. Além da instalação, temos de pensar também na manutenção. As telhas de ardósia, por exemplo, são interessantes. O problema é que também necessitam ser amarradas peça por peça. No caso de quebra, não basta substituir a unidade danificada, várias terão de ser retiradas para se chegar àquela com problema. Um verdadeiro transtorno. Também quebram facilmente. MA Para a senhora, os produtos que existe hoje no mercado brasileiro têm, em parte, alguma influência do que se via em Punta Del leste? Elsa Wothers - Acredito que sim. Muitos profissionais começaram a viajar e pesquisar o que havia lá fora. O que não dava era para continuar com reclamações depois que entregávamos a obra. Acontecia exatamente assim: os clientes nos procuravam para dizer que estavam com baldes dentro de casa aparando a água das goteiras. Um horror! Quer coisa mais angustiante? Então, o fabricante de telhas foi obrigado a buscar alternativas além da cerâmica. MA Porém não mudou apenas o material de fabricação das peças, mas também todo o sistema? Elsa Wothers - Com certeza. Seu comentário é perfeito. Não dá para falar em telhas isoladamente, mas em todo o sistema que compõe a cobertura: qualidade do material, aparência, modos de aplicação e, sobretudo, inclinação. MA E o que existe de diferente hoje, em termos de inclinação, comparando com o que se fazia antes? Elsa Wothers - Os telhados montados com telhas coloniais tinham em geral 25% de inclinação. Com isso, a água ficava parada originando goteiras. A solução foi começar a subir. Eu mesma passei a fazer casas com 30% de inclinação. Mesmo assim não foi suficiente, pois o telhado não aparecia. Na minha opinião, não bastava enxergar somente a ponta do telhado, mas o todo. A cobertura faz parte do desenho arquitetônico, é uma parte da obra que tem custo elevado. Não há motivos para não destacá-la. Além da funcionalidade, comecei a incorporar a estética ao telhado. Executei coberturas com 30% e até 60% de inclinação. MA- As telhas de cerâmica coloridas não atendiam a essa necessidade estética? Elsa Wothers - Sim. Há cerca de 10 anos começamos utilizar em alguns projetos telhas cerâmicas francesas coloridas. Estas telhas eram esmaltadas. Com o passar do tempo, ou mesmo durante a execução, as peças lascavam deixando à mostra a cor natural do 63

16 Telhas e Subcoberturas barro. Sem contar que, aos poucos, começavam a acumular poeira e a perder aquele brilho especial. Ficava horroroso! MA Ainda há resistência por parte dos clientes em relação aos novos modelos de concreto? Elsa Wothers - Muitos ainda não querem a telha de concreto por questões meramente culturais. Insistem no modelo de barro. Neste caso, sou bem sincera, até coloco, mas depois não aceito reclamações em relação a problemas de goteiras. Para evitar esse inconveniente, o ideal é combinar as telhas de barro com uma subcobertura. Inclusive este material está sendo empregado não só com telhas de barro, mas com as de concreto também. A manta de subcobertura protege e proporciona um conforto térmico interessante. MA O que a senhora considera na hora de projetar um telhado? Elsa Wothers - Em primeiro lugar gosto de indicar inclinações acima de 45%. Inicio o projeto considerando a casa como um todo e não o telhado. Depois de aprovado o projeto, começo a me preocupar com o telhado. O ideal é sempre projetar uma cobertura que possa ser vista à distância. Acho importante que tenha realce, não me preocupo somente com a entrada de chuva. O que mais me incomoda é observar uma casa da rua e não ver o telhado que está sendo executado. Vou até a obra, subo no topo e oriento para que a montagem seja feita com, no mínimo, 45%. Faço o telhadista desmontar e montar tudo de novo, ser for preciso. MA Quer dizer que ainda há pouca mão-de-obra especializada para executar este serviço? Elsa Wothers - Infelizmente. Para o arquiteto o local é de difícil acesso, por isso não é sempre que posso subir e mostrar como deve ser feito. Às vezes fico lá embaixo falando sozinha. Por isso o arquiteto deve sempre estar presente na obra. Temos de acompanhar, de perto, no canteiro. Porque depois de pronto, não adianta reclamar. Mas também, são poucos os arquitetos que se interessam e entendem do assunto. Muitos sabem desenhar, mas não colocar em prática. Na verdade, é importante ter uma visão de engenharia, da execução; do que é viável ou não desenhar. É preciso imaginar o desempenho de um telhado ao longo dos anos, e não só pensar em um desenho bonito. MA Como é calculado o orçamento, em função da metragem? Como padronizar se cada cobertura tem sua complexidade? Elsa Wothers - Alguns profissionais que fazem a colocação não entendem a fundo sobre o assunto, então eles consideram apenas a metragem. Falta mais entendimento e interpretação do que se vê no desenho. Só que isso não acontece. Geralmente os telhadistas só têm noção na hora de executar. Encontram mil dificuldades e acabam entrando em atrito com o arquiteto. MA De acordo com sua experiência, o que é um telhado malfeito? Elsa Wothers - São aqueles que não têm a inclinação adequada na edificação inteira. Já encontrei casas cujo telhado começava com uma inclinação de 40%; depois mudava para 30%, e assim por diante. Esteticamente o erro é visível, além de prejudicar o desempenho daquela cobertura no local. MA A senhora sabe de algum modelo interessante adotado fora do Brasil, mas ainda não disponível aqui? 64 As clarabóias são muito bonitas e necessárias para a entrada de luz em alguns ambientes. Acontece que para a montagem é preciso recortar o telhado, fazer uma laje e depois então instalar a clarabóia. Se o arquiteto não tiver habilidade e a execução for mal feita, todos os problemas surgirão a partir dali Elsa Wothers - O telhado americano. São comuns em residências de alto padrão em Miami. Diferente de Punta Del Leste, as coberturas americanas têm cores suaves que vão do cinza claro, quase branco, ao pêssego ou bege. São como as telhas de concreto daqui, porém menores. Outro modelo muito usado lá fora é a telha carpete, composta por uma espécie de fibra. Fui a primeira a especificar em obras aqui no Brasil. O material é mais caro porque é necessário, antes da aplicação das telhas, fazer um assoalhamento com madeirit, como se fosse em concreto. Em seguida, coloca-se a subcobertura e depois as telhas. Na verdade, monta-se carpete em cima de carpete. A vantagem é a durabilidade, praticamente eterna. Apesar de o material ser fino e muito leve. É um outro sistema. É vendido em metro e pode custar até 45% a mais que as de concreto. MA Então, a durabilidade é a grande vantagem da telha americana? Elsa Wothers - Além de longa durabilidade e da baixa manutenção, não é necessário usar calhas, nem águas furtadas. Ao não empregarmos estas soluções, elimina também os problemas gerados a partir daí. MA E quanto às coberturas de vidro? A senhora especificar esse tipo de material? Elsa Wothers Sinceramente, não sou muito fã. Utilizo muito pouco. Sempre procuro indicar a solução para terraços, quando há necessidade de entrada de luz nos A laje de concreto sem telhas fica supermoderna. Certa vez, a pedido do proprietário, desenhei uma casa nesse estilo. O único inconveniente e, por sinal, fator determinante, é a alta absorção de calor. O concreto esquenta muito, o que em regiões de clima quente pode ser um transtorno. ambientes. As telhas de vidro custam caro, pois são vendidas por unidade. Além do mais, sujam muito. MA Quais são os grandes geradores de problemas nas coberturas? Elsa Wothers - Clarabóias e calhas. As clarabóias são muito bonitas e necessárias para a entrada de luz em alguns ambientes. Acontece que para a montagem é preciso recortar o telhado, fazer uma laje e depois então instalar a clarabóia. Se o arquiteto não tiver habilidade e a execução for mal feita, todos os problemas surgirão a partir dali. Quanto às calhas confeccionadas com zinco, têm de ser trocadas com o passar dos anos, porque se deterioram. Mas as pessoas acabam não se lembrando disso. E como o material tem em média 5 metros de comprimento, e ainda leva telhas por cima, quando precisamos reformar a cobertura, fica difícil retirar a calha e instalá-la de novo. Costumo comprar calhas menores e fazer o encaixe e emendas por cima. MA A senhora já se inspirou em algum arquiteto de renome na hora de projetar coberturas? Elsa Wothers - Gosto muito do David Libesking. É o arquiteto que mais entende de telhado. Nunca adota telhas. Em todas as suas obras, ele desenha cobertura de concreto revestido de branco. Acho isso fantástico, considero-o um gênio artista. MA- Durante seus 40 anos de profissão, a senhora já desenhou alguma casa somente com laje de concreto? Esta é uma nova tendência? Elsa Wothers - Até gosto de casas que não levam telhas. A laje de concreto sem telhas fica supermoderna. Certa vez, a pedido do proprietário, desenhei uma casa nesse estilo. O único inconveniente e, por sinal, fator determinante, é a alta absorção de calor. O concreto esquenta muito, o que em regiões de clima quente pode ser um transtorno. Muitos são os fatores que devem ser analisados antes de começarmos um projeto. Como você pôde perceber, a responsabilidade é imensa. Temos inúmeras opções de desenhos e materiais, uns mais modernos, outros menos. Cabe ao profissional considerar as peculiaridades do projeto: região, características e necessidades dos proprietários. MA Algumas pessoas parecem se incomodar com o telhado em suas casas, preferindo um desenho mais limpo. Na sua opinião, qual é o motivo dessa preferência? Elsa Wothers - Hoje existe uma forte tendência de se construir condomínios com casas muito próximas umas das outras. Tenho notado em alguns clientes que o incômodo não são as telhas, mas sim a proximidade de uma residência com a outra, que chegam a ser separadas por apenas 1,0 metro. Como a maioria dos moradores é leiga no assunto, acaba não sabendo identificar o que considera de fato ruim. Mais uma vez a culpa cai na cobertura. Existem inúmeras maneiras de amenizar o problema. Tudo depende do desenho que o arquiteto pretende fazer. Já desenhei condomínios com casas muito próximas. Para evitar a sensação de uma residência colada na outra, não desenhei uma cobertura contínua. Fiz alguns metros de telhado, depois coloquei um terraço e assim consegui quebrar aquela homogeneidade. Não há padronização. Volto a dizer, o telhado faz parte da arquitetura. Basta ter criatividade. MA Em termos de orçamento, quanto pode chegar o custo final de um telhado em relação à obra? Elsa Wothers - Em média, 15%. Costumo dizer que o telhado e as esquadrias são as partes mais caras de uma obra.

17 Telhas e Subcoberturas MERCADO Por Nádia Fischer A estética não é nada sem a qualidade A estética é importante, mas a qualidade e procedência das telhas são itens que podem, ou não, capitalizar o projeto arquitetônico. Diante de especificadores mais exigentes, as empresas correm atrás da certificação de seus produtos Pouca gente vai discordar que o telhado ornamenta e dita o estilo arquitetônico do imóvel. Antes, porém, de considerar a função estética do material, é preciso avaliar as características do produto, sua procedência e, sobretudo, a idoneidade do fabricante. As telhas de concreto solucionaram parte dos problemas com resistência e durabilidade, por isso o material vem ganhando novos adeptos. Porém, as telhas de cerâmica, feitas com matéria-prima orgânica, ainda são as preferidas, por motivos culturais. Atentos, alguns fabricantes decidiram oferecer ao consumidor produtos certificados. O processo, voluntário, exige que a empresa adote certos procedimentos para garantir qualidade mínima das peças. O primeiro passo é procurar o Centro Cerâmico do Brasil (CCB), organismo credenciado pelo Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro), que procede algumas verificações. O modelo de certificação do CCB exige ensaio do produto e auditoria do sistema de gestão da Fábrica. As verificações abrangem, no mínimo, os seguintes pontos: a) controle de acesso das telhas, b) calibração dos equipamentos utilizados na produção, c) inspeção de processo e inspeção final, d) registros da qualidade referentes aos ensaios de rotina, e) meios utilizados no tratamento de não-conformidades de produtos e auditoria interna. Segundo Maira Luiza Salomé, gerente de certificação do CCB, o fabricante deve permitir que sejam feitas coletas de amostras na fábrica e no comércio, para a realização de ensaios de acordo com a amostragem estabelecida e que atendam às normas técnicas. Os ensaios testam resistência das peças, absorção, empeno, dimensional, ruptura e peso. As análises podem acontecer nos laboratórios da Rede Brasileira de Laboratórios de Ensaios (RBLE) ou em qualquer outro qualificado pelo CCB; em alguns casos, nos dois. Atualmente, os modelos normatizados são as telhas francesa, romana e plan. Os relatórios são enviados à comissão de certificação do CCB, que deliberará ou não sobre a recomendação do produto, explica Maria Luiza. Na opinião da gerente do CCB, uma das vantagens da certificação foi a indução da revisão das Normas Técnicas vigentes. Foto: Divulgação Atentos aos consumidores exigentes, fabricantes certificam seus produtos. O processo de certificação tem validade de três anos. Durante este período, a cada seis meses são realizadas auditorias pelo órgão competente na fábrica O processo de certificação tem validade de três anos. Durante este período, a cada seis meses o CCB realizará auditorias na fábrica. Já as amostragens acontecem, em um primeiro momento, a cada 15 dias; depois passam a ser mensal, bimestral e trimestral, chegando a um momento em que a verificação é feita a cada quatro meses. Até chegar a esse ponto, já se passou um ano e meio de controle efetivo das peças. Se neste período algum problema comprometer as características técnicas do produto, a análise volta a ser feita a cada 15 dias. Inclinações e fábricas certificadas A inclinação é uma das exigências a serem obedecidas na hora da execução da cobertura. O ângulo varia de acordo com a telha empregada e seu cálculo é minucioso. De nada adiantará especificar uma telha certificada se a colocação for inadequada. O engenheiro José Roberto Sanches Peres, com uma experiência de quem já projetou mais de 50 casas, aconselha que telhas cerâmicas tipo francesa tenham um caimento obrigatório mínimo entre 35% e 40%. São telhas vulneráveis a vazamentos e infiltrações de água., destaca. Já a telha de concreto exige uma inclinação mínima de 30% até 7 metros de comprimento; extrapolado esse limite, é preciso acrescentar 1% a cada metro. Apesar de respeitar todas as inclinações mínimas obrigatórias, sempre indico o uso sub- coberturas, comenta Peres. O engenheiro acrescenta que sempre procura soluções técnicas que melhorem o desempenho térmico das coberturas e também sirvam como proteção contra infiltrações de água. Estas são as in inclinações recomendadas para cada tipo de telha: a) Telha de barro plana (francesa) - 35%; b) Barro canal (colonial) 25%; c) Cimento amianto 10%; d) Plástica ondulada 15%; e) Zinco ondulada 15%; f) Vidro 25% a 35% e g) Laje 1%. A pedido de MAIS ARQUITETURA, o CCB divulgou uma relação com o nome das empresas certificadas. Além dessas, cinco fábricas de São Paulo e Minas Gerais encontram-se em processo de certificação. Veja a lista a seguir: a) Cerâmica Lopes (telhas romana, portuguesa, italiana e americana); b) Cerâmica Ré (telhas romana, italiana, portuguesa, portuguesa maxi e brasileira); c) Cerâmica Rainha (telha portuguesa); d) Cerâmica Ipanema (telhas romana, portuguesa e americana); e) Cerâmica São Francisco (telhas italiana, portuguesa e romana); f) Cerâmica Bagatta (telhas italiana e portuguesa); g) Cerâmica Uralita/ Top Telha (telhas romana 14 e italiana 14); h) Cerâmica Laranjal/Lafarge (telhas italiana, americana, francesa marseille, dupla romana); i) Cerâmica São Marcos/Telhamax (telhas portuguesa, americana e itálica); j) Cerâmica Ferreira Lopes (Telha portuguesa); l) Cervitam Produtos Cerâmicos (telhas portuguesa e americana); m) Organização Videira Indústria e Comércio (telhas portuguesa e românica); n) Maristela/Top Telha (telha mediterrânea 14). 60

18 Telhas e Subcoberturas CONFORTO AMBIENTAL Por Nádia Fischer Coberturas metálicas já saem de fábrica com termoisolantes Telhas metálicas, devido às suas dimensões e tempo recorde de instalação, são as opções mais indicadas para edificações industriais ou comerciais de grande porte. Há produtos que já saem de fábrica com a proteção termoacústica aplicada Normalmente usadas em construções industriais e comerciais de grande porte, as telhas metálicas têm diferentes espessuras, ligas e acabamentos. Também estão disponíveis em dimensões e cores variadas, prépintadas ou pós-pintadas. Entretanto, o uso do sistema metálico requer atenção e cuidado do projetista, já que a temperatura ambiente deve ser confortável para os funcionários e adequada ao funcionamento de máquinas e equipamentos. No entanto, o isolamento termoacústico desse tipo de telha não é suficiente para se obter um ambiente confortável. Neste caso, adotam-se os modelos termoisolantes, conhecidos no mercado como telhas sanduíche. São duas chapas metálicas (aço galvanizado ou alumínio) preenchidas, na parte interna, com poliuretano expandido, lã de rocha ou lã de vidro. O aço galvanizado é um material mais barato, com a vantagem de vencer grandes vãos. Já o alumínio, apesar de ter um preço mais elevado, o custobenefício de especificar este material pode ser muito bom, considerando a menor quantidade de manutenção, e sua capacidade de refletir a radiação solar. O alumínio também não está sujeito à corrosão do aço. Segundo Walter Freitas, gerente Comercial de Mercado de Construção Civil da Divisão de Laminados da Alcoa, outro ponto a favor é que, dependendo do projeto, o número de perdas do alumínio na obra é pequeno. Sem dúvida, a durabilidade do alumínio é incomparável com a de outros materiais pintados ou Foto: Divulgação A telha fabricada com proteção térmica e acústica pode custar o dobro de uma telha comum. Na hora de especificar, o arquiteto deve saber que nem todo material consegue proporcionar ao ambiente conforto térmico e acústico envernizados, afirma, acrescentando que a Alcoa oferece as peças em 20 cores, sendo dez sob consulta. De acordo a Associação Brasileira de Alumínio (Abal), como as ligas de alumínio apresentam grande resistência mecânica, a telhas podem ser confeccionadas a partir de chapas mais finas. A solução é econômica e também segura, garante a Abal. Isolamento Vale lembrar que, em qualquer um dos casos, a telha fabricada com proteção térmica e acústica pode custar o dobro de uma telha comum. E na hora de usar o recheio, o arquiteto deve entender as necessidades do local onde a cobertura será instalada. Ao contrário do que muitas vezes é divulgado, nem todo material consegue proporcionar ao ambiente conforto térmico e acústico. É preciso conhecer muito bem a diferença entre os materiais e suas respectivas propriedades. Denise Duarte, professora do Departamento de Tecnologia da Arquitetura da FAU-USP, esclarece que tanto o poliestireno estrudado como o expandido atuam como perfeitos isolantes térmicos, mas não funcionam como isolante acústico, porque as células desses compostos são fechadas. Materiais com células fechadas servem para proteger termicamente o ambiente, já os de células abertas devem ser aplicados como barreira acústica. A professora da FAU-USP explica que alguns materiais apresentam as duas propriedades: células fechadas e abertas. É o caso dos poliuretanos e das lãs minerais. Mas Denise prefere classificar os materiais como porosos e fibrosos. Chamo de porosos os poliestirenos expandidos ou estrudados, tanto os injetados como aqueles moldados nas próprias telhas e também os poliuretanos, que formam uma espécie de espuma rígida, injetada ou moldada entre as placas, com a diferença de serem termoacústicos. Já os fibrosos são formados por todas as lãs minerais e as lãs de vidro. Ainda segundo a professora, antes de adotar qualquer material de proteção acústica, o profissional responsável pelo projeto deve ter certeza de que o ambiente necessita de proteção contra ruídos externos (o impacto da chuva sobre as telhas) ou internos (quando o barulho interno da fábrica deverá ser amenizado para não reverberar para fora). O isopor, por exemplo, funciona como uma barreira externa contra o som da chuva, mas não absorve os ruídos produzidos dentro de um galpão de fábrica. Para se conseguir absorção, o especificador deve indicar materiais com células abertas. Os fabricantes já oferecem as telhas com esse miolo. A vantagem adicional das coberturas executadas com o sanduíche é a economia na conta de energia elétrica. Como os ambientes permanecerão com temperatura equilibrada, a potência do ar-condicionado também será menor. Existe ainda uma forma rápida de corrigir problemas térmicos e acústicos em apenas um final de semana. A solução é indicada para galpões industriais fechados com telhas metálicas. Nestes casos, injeta-se uma camada de espuma na superfície interna da cobertura. A operação é realizada sem necessidade de parar a produção. A desvantagem é a plástica final, já que a aplicação de espuma fica aparente. Ventos Apesar das inúmeras vantagens oferecidas pelas telhas metálicas, é obrigatório a realização do cálculo da força do vento na região onde será executado o projeto industrial ou comercial. Do contrário, as peças metálicas podem se desprender. As mais indicadas para projetos com grandes dimensões são as telhas zipadas (em aço ou alumínio). Um dos motivos é a garantia de estanqueidade e velocidade de execução. As chapas são leves e mais fáceis de montar, chegam no canteiro de obra em bobinas e são cortadas no tamanho necessário. Os modelos zipados formam, na verdade, peças únicas. Sua junção é feita in loco, com o auxílio de equipamento especial, eliminando-se a necessidade de sobreposição, como acontece com as telhas onduladas ou trapezoidais. Os fabricantes explicam que por este mesmo motivo não há necessidade de cumeeira alta. O telhado pode ter um caimento de até 0,5%. Tal procedimento reduz os custos da estrutura de apoio de concreto ou metal. 58

19 Telhas e Subcoberturas ARTIGO Emy Rodopiano da Fonseca Filho *1 Sistemas de fixação Outro grande sistema criado foi o de vigas paralelas forrado com bobinas inteiriças, sem emendas longitudinais em forma de canalete U invertido (côncavo/convexo) e tapado com cumeeiras criadas pelo Roll-on Quando o assunto é telha metálica, podemos falar sobre a evolução ocorrida no sistema de fixação das peças. A princípio vieram as telhas de aço galvanizado e alumínio com seus perfis tradicionais: trapezoidal 40 mm e ondulado 17mm. A partir daí, o aço galvanizado se destacou. Foram desenvolvidos perfis diferenciados, como trapezoidal de 8mm, 10mm, 35mm, 75mm, 90mm, 100mm, 120mm e 260mm. Surgiram também as linhas pré-pintadas no sistema de coilcoating por imersão a poliéster após pintura a pó (epóxi) que, apesar de ter uma camada de revestimento de tinta muito superior ao sistema pré-pintado, deixa a desejar em relação à uniformidade e aparência, devido às perfurações feitas em uma das abas das telhas, necessárias a passagem dos pendurais para as peças entrarem na estufa. Ainda assim, apesar das inúmeras evoluções, não atendiam às solicitações das grandes indústrias e residências. Para o segmento industrial, foi criado um sistema de fixação articulável através de uma haste presa à estrutura metálica que, após receber dois giros de 90º, simultaneamente, consegue fixar e selar o telhado, conferindo a este a estanqueidade perfeita, neutralizando assim o trabalho mecânico de dilatação e retração nas variações de temperatura. Outro grande sistema criado foi o de vigas paralelas forrado com bobinas inteiriças, sem emendas longitudinais em forma de canalete U invertido (côncavo/convexo) e tapado com cumeeiras criadas pelo Roll-on. Quero ressaltar ainda que os sistemas zipada e roll-on não usam fixadores, tendo em vista que quando os fixadores são aplicados, sobretudo nas chapas galvanizadas, tiram a proteção da galvanização, deixando a chapa sem tratamento. Sem contar que também desprendem fragmentos (limalhas), provenientes dos furos feitos para a passagem desses fixadores e que ficam sobre as chapas, entrando em corrosão em menos de 24 horas. E como se não bastasse, os próprios fixadores usados não têm, sequer, tratamento. Assim, entram em corrosão junto com as perfurações aceleradamente. 62 Outro agravante dos parafusos de fixação é a instalação por profissionais não qualificados que, na maioria das vezes, não entendem a necessidade de penetrar no prumo, ou talvez nem se preocupem com isso. Outra questão se refere aos parafusos e arruelas. Os parafusos têm um diâmetro muito pequeno na sua arruela côncava, proporcionando pouco campo de sustentação; ainda pela brusca mudança de cultura haste/parafuso autobrocante ficou convencionado, erroneamente, que o parafuso de costura deveria ser maior do que o de fixação. Exemplos: costura ¼ x 7/ 8" e fixação ¼ x ¾, quando o correto é costura ¼ x 5/8" e fixação ¼ x 7/8". Sabendo que um telhado industrial leva em média seis parafusos por m 2 entre fixação e costura, e que para cobrir um galpão de 20 mil m 2 seriam necessários 120 mil parafusos, se pararmos para pensar na má colocação dos parafusos (prumo), em sua corrosão nas limalhas desprendidas nas arruelas de vedação e no esforço nos pontos de furos pela dilatação e retração, certamente poderemos prever que o telhado em pouco tempo se transformará em uma verdadeira peneira. Novos sistemas Vimos em alguns relatos que a fixação dos telhados já foi realizada com o uso de arames, pregos, ganchos, hastes e parafusos, mas agora teremos outras opções. São três sistemas criados por nós, da Telhas UP: a) A telha ou forro entra em forma de gaveta; b) A telha penetra sobre clipe mola. Ambos dispensam o uso de fixadores, pois as chapas não precisam ser perfuradas, logo não geram limalhas, procedimento que evita vazamentos futuros, além de neutralizar o trabalho mecânico das telhas e das estruturas metálicas. Existe a obrigatoriedade de fixação em todas as corrugações existentes, ficando superdimensionado. Será uma das únicas telhas e forros com possibilidade de decoração, comunicação visual e criação de textos, sobre ou sob a superfície. Outro ponto a favor é a costura transversal e longitudinal, resultando em um aspecto impecável após o término da montagem. O terceiro sistema utiliza parafusos, com a diferença de não serem utilizados de forma aparente e nem nos canais da água fluvial. São colocados de maneira suspensa e guarnecidos por perfis decorativos, que embelezam os telhados e os protegem contra intempéries. Estes três sistemas criados e patenteados geram uma nova concepção de telhas, forros e telhados. Chegam para atender parte das carências e dificuldades existentes nas coberturas residenciais e industriais, pois seus perfis nas cores do projeto, e a possibilidade de serem aplicados com os núcleos de poliuretano lã (rocha /vidro) e isopor (sistema termoacústico) podem otimizar o trabalho dos arquitetos no momento da especificação. *1 Emy Rodopiano da Fonseca Filho é matemático e atua no ramo de telhas há 20 ano. É diretor da Telhas UP.

20 Eventos EVENTOS Por Virgínia Bernardi, Guilherme Torres e Vagner Baptista Tecnologias que interagem com a cidade A Fehab 2003 já foi, faz algum tempo. No entanto, a feira internacional deixou duas lições bem atuais: o futuro da construção civil brasileira será bem diferente dentro de um par de anos; a tecnologia comandará essa transformação Com a proposta de reunir tecnologias e apresentá-las sob a forma de uma minicidade, a 19ª Feira Internacional da Indústria da Construção (Fehab 2003), realizada de 9 a 13 de setembro, no Expo Center Norte, em São Paulo, atraiu mais de 65 mil pessoas do Brasil e do exterior. Mesmo registrando um número elevado de público, a Fehab 2003 não conseguiu superar os 67,5 mil visitantes da edição do ano passado. Houve queda também no número de expositores, que este ano totalizaram 250; cinqüenta a menos em relação à Fehab Apesar da retração, a feira apresentou os mais recentes lançamentos e tecnologias em seus 30 mil m 2. Explorando as relações entre a construção e o ambiente das cidades, o evento procurou mostrar as tecnologias dentro e fora do canteiro de obras. Com essa finalidade, o arquiteto Roberto Candusso projetou, a pedido da Guazzelli Messe Frankfurt, organizador do evento, os edifícios comercial e residencial das construtoras Inpar e Hochtief, uma vila de casas, uma praça e ruas, por onde os visitantes circularam para conhecer de perto soluções em edificações, pavimentos, sistemas de drenagem e de comunicação, energia, sinalização e iluminação, além de mobiliário urbano. Este enfoque urbano, ambiente do 2º Salão de Tecnologia e Qualidade na Construção Civil (Tecnohab), caiu no gosto do público, que se encantou com a elegância e iluminação cênica da praça e pôde conferir, através de cortes ao natural, as tecnologias utilizadas em casas e prédios modernos. A vila de casas tornou-se atração à parte pela variedade de construções expostas, desde residências populares, com alta qualidade e baixo preço, até as casas-conceito, que mostraram possibilidade de construção com o mínimo impacto ambiental....de Arquitetura Um dos destaques da Fehab 2003 foi o estande...de ARQUITETURA, área de 480m 2 reservada para acolher em seu espaço social e miniauditório (onde ocorreram palestras e debates) os profissionais de arquitetura. A iniciativa do Instituto para o Desenho Avançado (Idea) teve apoio da revista MAIS ARQUITETURA e patrocínio da Santa Marina Vitrage e Saint-Gobain Glass, além do co-patrocínio da Alcoa, Day Brasil, Hydro Alumínio, Intelligent Table, Isover, Ômega, entre outras. O projeto de linhas diagonais e sinuosas, cuja proposta era aumentar o espaço e os ambientes, levou a assinatura de Roberto Candusso e outros participantes famosos, que tiveram total liberdade parar criar e explorar as formas. Foram eles Guinter Parschalk (Luminotecnica), Benedito Abbud (paisagismo), Elisa Villares de Freitas (comunicação visual), Cecilia Levy 18 (coordenação arquitetônica) e Brunete Fraccaroli (ambientação). São poucas as vezes que temos liberdade para trabalhar sem restrições. Neste projeto, pudemos contar com a tecnologia e o apoio das empresas que me permitiram usar e abusar. E eu usei e abusei, brincou Roberto Candusso. Luiz Rigo, diretor Comercial da MAIS ARQUI- TETURA, disse que os preparativos para a realização do estande do Idea aconteceram em tempo recorde, aproximadamente 45 dias. Ainda segundo Luiz Rigo, a execução do projeto só foi possível graças à união e ao envolvimento de todos. O espaço ficou muito charmoso, a operação foi um sucesso. Nós, da revista, apoiamos toda iniciativa que vise promover e fortalecer a classe dos arquitetos. Modulus Foi no espaço...de ARQUITETURA que Roberto Candusso, um dos palestrantes de uma série de conferências organizadas pelo Idea, dividiu sua experiência com colegas de profissão e interessados. Em pauta o resumo, de menos de uma hora, do desenvolvimento dos vários projetos montados na feira: planta geral da Fehab, Technoab, espaço...de AR- QUITETURA e o Modulus, sistema construtivo desenvolvido por seu escritório. No Modulus, uma construção em escala real, localizada no Tecnohab, os banheiros dos edifícios si- mais arquitetura Foto: Dario de Freitas O projeto de linhas diagonais e sinuosas, cuja proposta era aumentar o espaço e os ambientes, levou a assinatura de Roberto Candusso e outros participantes famosos, que tiveram total liberdade parar criar e explorar as formas tuavam-se na fachada, eliminando corredores que são, na visão de Roberto Candusso, os grandes vilões de uma construção. Além da localização estratégica, prometendo uma ventilação natural e ganho de espaço nos quartos de hotéis, os banheiros do Módulos também constituíam a estrutura do prédio. Empilhados um sobre o outro, com auxílio de uma grua, o sistema previa o cálculo para 16 pavimentos. Outra característica do sistema, de acordo com Roberto Candusso, é eliminação antecipada de transtornos com vazamentos, já que a proposta do Modulus é fazer as tubulações correrem por shafts externos. O objetivo, reforça Candusso, é pensar na otimização de recursos e espaços, combinado com avançadas tecnologias da construção civil. Com o shaft não é preciso arrebentar paredes, não ha vazamento para o apartamento do vizinho de baixo e qualquer conserto ou troca de instalações, no futuro, será feito pelo lado de fora. Esta é ainda uma solução estética, porque a abertura está completamente escondida. Resumindo: não é só pensar na tecnologia de construção, mas também como montar e fazer reparos dos elementos, diz Candusso. A tecnologia Modulus desenvolvida pelo escritório dos sócios Roberto Candusso e Renato Candusso poderá ser exportada. Com essa finalidade, os arquitetos avisam que já requisitaram a patente do Modulus, que está sendo aplicado em todo o Brasil.

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