PALAVRAS-CHAVE: Controladoria, Mudança Organizacional, Empresa Pública.

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1 UMA ANÁLISE DA CONTROLADORIA E A MUDANÇA ORGANIZACIONAL EM EMPRESAS PÚBLICAS COM BASE NA PESQUISA DE MANAGEMENT OF CHANGE IN PUBLIC ORGANISATIONS: A LITERATURE RESUMO Heitor Augusto Santos de Alencar Rizelda de Souza Ribeiro * Profº D.Sc. Arnaldo Donisete de Souza ** O propósito do texto é analisar aspectos da mudança organizacional relacionados com a controladoria. As conclusões do artigo The management of change in public organisations: A literature review, dos autores Dr. Ben S. Kuipers, Prof. Malcolm Higgs, Prof. Walter Kickert, Dr. Lars Tummers, Jolien Grandia, MSc & Joris van der Voet, M S c. Foram analisadas comparando seus resultados a uma análise bibliométrica de artigos brasileiros que tratam sobre controladoria com foco na viabilidade de sucesso de sua implantação dentro de um ambiente de mudança organizacional, v i s a n d o demonstrar o quanto a cultura da empresa influência a atividade da controladoria. Concluiu-se que a elaboração de uma agenda para o estudo da gestão da mudança em organizações públicas, que se concentra em sua natureza complexa, construindo pontes teóricas e realização de estudos mais empíricos em profundidade e comparativos sobre mudança processos. PALAVRAS-CHAVE: Controladoria, Mudança Organizacional, Empresa Pública. 1 INTRODUÇÃO A interdisciplinaridade está diretamente ligada às mudanças que podem ser de ser aspecto ambiental e à necessidade, podendo estar relacionado a questões d e atualização e a questões de inovação de práticas. Controladoria deriva de um conjunto de disciplinas, principalmente em contabilidade. Mosimann e Fisch (1999) relatam que há uma relação entre a Controladoria matemática e ciência, devido ao uso de símbolos e métodos para medir eventos econômicos, embora isso não caracterizá-la como tal. Tal entendimento leva a conclusão de que não é diferente do que acontece com outras ciências. A teoria institucional, de acordo com Guerreiro e Pereira (2005), é uma abordagem sociológica que tem sido aplicada em contabilidade, a fim de explicar o paradoxo estabelecido. Esta teoria concentra-se em contabilidade gerencial como uma instituição dentro de uma empresa. Assim, entende-se que o fenômeno da institucionalização traz a aproximação e a configuração estratégica da Controladoria, bem como a relação interdisciplinar da Controladoria com outras áreas. * Mestrando Univ. Federal Amazonas UFAM CPGC - Contabilidade e Controladoria Turma 05 ** Prof. Doutor Contabilidade Centro Universitário de Ensino Superior do Ama zonas CIESA e UFAM 44 Revista de Produção Acadêmico-Científica, Manaus, v.2, n.º 1

2 Realizando uma revisão da literatura recente sobre a mudança organizacional no setor público (Fernandez e Rainey 2006) constatou-se que existem poucos estudos que tratam explicitamente das organizações do setor público, com algumas exceções (por exemplo, Robertson e Seneviratne 1995), a literatura parece não fazer distinções entre a gestão de processos de mudança em organizações públicas e privadas (Stewart e Kringas 2003; Klarner, Probst e Soparnot 2008). A mudança é evidentemente um fenômeno que envolve elementos de todos os níveis, é multidisciplinar, o que é indicativo de que as discussões sobre as diferenças entre os dois setores podem ser relevantes (Rusaw 2007; Karp e Helgo 2008). Assim, busca-se neste processo de investigação científica, resposta para questão: Existe uma relação direta entre a gestão de mudanças organizacionais e a perspectiva da Controladoria, aplicada à administração pública? Ao mesmo tempo a literatura encontrada relata uma grande variedade de casos de mudanças organizacionais, bem como setoriais no setor público. Esta abundância de material a ser pesquisado motivou os autores do artigo The management of change in public organisations: A literature review a explorar a literatura com mais detalhes para determinar a natureza e a extensão da evidência de que se pretende especificamente mudar dentro do setor público, subsidiando um rico material de estudo para pesquisa. 2 CONTROLADORIA Mosimann e Fisch (1999) afirmam que o papel básico da Controladoria consiste em coordenar os esforços para obter um resultado global, sinérgico, ou seja, superior à soma dos resultados de cada área da empresa. A empresa como um sistema é composta de pessoas, cujas ações estão presentes em alguns subsistemas. Um sistema, como descreve Bertalanfy (1975) em sua obra Teoria Geral de Sistemas, seria uma disciplina lógico-matemática, em si puramente formal, mas aplicável a algumas ciências empíricas, e se sabemos que o total das partes contidas em um sistema que pode ser derivada a partir do comportamento das peças. Em um sentido amplo, de acordo com Bertalanfy (1975), a análise dos sistemas de uma empresa industrial, encerra matéria- prima, os homens, máquinas, edifícios, entrada, saída monetária de produtos, valores, boa vontade e outros imponderáveis, e isso pode levar a respostas definitivas e indicações práticas. A controladoria tem relação direta com os aspectos relacionados ao capital intelectual da organização, e consequentemente as inevitáveis mudanças organizacionais inerentes ao Revista de Produção Acadêmico-Científica, Manaus, v.2, n.º 1 45

3 processo de controle da empresa. Controle, de acordo com Anthony, Dearden e Bedford (1989), baseia-se nos gestores e da própria administração: os gerentes de divisão devem trabalhar eficazmente e conhecer os objetivos de curto prazo e específicas para um período específico declarado; administração sênior pode ajudar a administração de departamentos para resolver problemas e definir práticas, etapas do dia-a-dia. Alternativamente, os departamentos devem tomar as melhores decisões todos os dias, com a participação da administração na tomada de decisão em cada fase do processo de controle. O cumprimento da missão da controladoria depende da necessidade de sua institucionalização na empresa. De acordo com Moisman e Fisch (1999), as crenças e valores dos proprietários resultaram em um impacto sobre as crenças e valores de toda a organização, pois em conjunto com as expectativas dos investidores que irão se converter em mestrediretrizes que irão direcionar outros subsistemas do sistema empresa. Analogamente, a interação dos membros da controladoria com outras áreas da empresa pode influencia-los a melhoria na gestão e a mudança organizacional, enquanto o inverso também é verdadeiro. Se a controladoria é o gerenciador de informações na empresa, vale a pena lembrar que seu produto depende dos hábitos e rotinas dos membros da organização. No que diz respeito à institucionalização de Controladoria, pesquisa bibliográfica indica que apenas algumas empresas passaram por um processo de reorganização para a implantação de uma controladoria, mas fica também evidenciado que as empresa que passam pelo processo de reorganização entraram outro nível de governança corporativa. Figueiredo e Caggiano (2004) entende-se que o aumento da complexidade do governo modificou a função e responsabilidade do executivo. Eles consideram que este é o motivo da separação entre a função de contabilidade e da função financeira, sendo o caminho lógico tomado para garantir o nascimento e o desenvolvimento de uma função de Controladoria diferenciada. Eles apontam que ao longo dos anos, a revisão da literatura e da prática empresarial tem indicado que as responsabilidades e atividades básicas podem ser caracterizadas da seguinte forma: planejamento, controle, informação, contabilidade, outras funções que administra e supervisiona cada uma das atividades que afeta o desempenho da empresa. Se a controladoria é o gerenciador de informações na empresa, vale a pena lembrar que seu produto depende dos hábitos e rotinas dos membros da organização. 46 Revista de Produção Acadêmico-Científica, Manaus, v.2, n.º 1

4 3 MUDANÇA ORGANIZACIONAL EM EMPRESAS PÚBLICAS Questões identificadas por Pettigrew (1985) e Pettigrew et all. (2001), sugere que os investigadores devem examinar contexto, conteúdo, processo e resultados quando se estuda a mudança. Esses fatores podem ajudar a identificar as características específicas relacionadas à mudança de processos e a implementação desses em organizações em um contexto público. O artigo que norteia esse aspecto no presente estudo, fornece uma visão geral sobre as particularidades de gerenciamento de mudanças e processos em organizações públicas por basear-se nos fatores teóricos levantados por Pettigrew. Ressalta-se que uma das últimas revisões da literatura sobre gestão da mudança (predominantemente baseado no setor privado), que foi conduzido por Armenakis e Bedeian (1999) também direciona os pesquisadores do assunto entre estes quatro fatores. O fator de contexto refere-se a ambientes internos e externos da organização, tais como a mudança do ambiente político ou a institucionalização de uma organização pública, por exemplo, (PHILIPPIDOU, et all,2008). O fator de conteúdo incide sobre o conteúdo da mudança, incluindo o estratégias, estruturas e sistemas (ARMENAKIS e BEDEIAN, 1999) da organização. Exemplo de uma questão de conteúdo no setor público pode ser New Public Management (NPM), uma reforma ocorrida em todo o mundo considerada uma tendência no setor público (POLLITT e BOUCKAERT, 2004). Em terceiro lugar, e Armenakis Bedeian (1999) menciona o fator de processo, o qual descreve intervenções e processos que estão envolvidos na implementação da mudança. Geralmente, tanto para a administração privada quanto para a administração pública a literatura divide entre radical e emergente os processos em mudança. Em quarto lugar, Armenakis e Bedeian (1999) levantam variáveis critério, referindo-se aos resultados da mudança, incluindo as atitudes, comportamentos e experiências dos envolvidos com a mudança. Um fator adicional que incluir em nosso quadro relaciona- se com a liderança que executa a mudança, que tem merecido crescente atenção na literatura sobre gestão de mudança (CF HIGGS ROWAND, 2005). Depois de analise da forma como o processo de mudança é discutido na literatura, agrupou-se a literatura em três áreas de foco que se tornaram aparentes durante o processo de revisão: Planejados contra os processos de mudança emergentes, que também são abordados em grande parte da literatura em geral (por exemplo, Beer e Nohria, 2000), Revista de Produção Acadêmico-Científica, Manaus, v.2, n.º 1 47

5 a resistência à mudança e os fatores que definem o sucesso ou o fracasso de a implementação da mudança. Wollmann (2000) apresenta a mudança no setor público como um intercâmbio entre a reforma (radical) ondas e incrementalismo intermitente. Sua pesquisa descreveu um emergente processo de modernização alemão sobre a reforma governamental local, que foi conduzido a partir de dentro da administração sem qualquer intervenção por níveis mais altos do governo na década de Wollmann (2000) encontrou uma falta de intervenção ou interferência dos níveis mais altos do governo como sendo uma condição para mudanças bem sucedidas. O planejamento racional na Alemanha foi de curta duração e duradoura, a mudança ocorreu por meio de abordagens incrementais. Resistência à mudança é um tema comum na literatura sobre gestão da mudança. Autores como Kotter (1996) e Ajzen (1991) escreveram sobre os papéis fundamentais que a resistência à mudança e o comportamento dos funcionários desempenham no processo de mudança. A revisão da literatura demonstrou que a resistência à mudança ainda é uma questão importante na atual gestão da mudança e as literaturas existentes de gestão pública. No entanto, não parece ser um consenso sobre o que causa a resistência e como pode ser superada. Muitos estudiosos escreveram sobre os diferentes fatores que influenciam a implementação da gestão da mudança ou dos processos. Thomas (2006) identificou certo número de variáveis que afetaram o sucesso da implementação de uma política de segurança do paciente no setor de saúde canadense, como recursos adequados, a existência de incentivos para apoiar a execução das atividades, e as respostas de múltiplas partes interessadas. Tendo considerado a diferença entre a mudança planejada e emergente, pode-se considerar um número de critérios de resultados. Critérios tradicionais de resultados incluem uma chance maior de sobrevivência (continuidade) ou maior rentabilidade. Além disso, Armenakis e Bedeian (1999) avaliaram mudança organizacional como esforços que usam de critérios afetivos e comportamentais. Para o estudo, os autores focaram valores como critérios possíveis para os resultados, tais como o aumento da eficiência, a transparência ou a equidade. No setor público, o debate sobre os valores está se tornando cada vez mais importante. Este fenômeno está altamente relacionado com a introdução de NPM (Hood, 1991; Pollitt e Bouckaert 2004), NPM pode ser definido como um amplo conjunto de abordagens de 48 Revista de Produção Acadêmico-Científica, Manaus, v.2, n.º 1

6 gestão e técnicas que são emprestados do setor privado e aplicado no setor público (HOOD, 1991). Como resultado do NPM, valores de negócios - Tais como a eficiência, a transparência e o cliente escolha - pode ter precedência sobre mais valores públicos tradicionais - como a equidade e segurança. Portanto, um foco em valores parece apropriado para examinar as mudanças que estão ocorrendo no setor público contemporâneo (POLLITT e BOUCKAERT, 2004). O Quadro 1 mostra a distinção entre os valores de NPM e os valores tradicionais da administração pública. QUADRO 1 A distinção entre os tipos de resultado Os valores tradicionais do setor Valores NPM: público: O aumento... O aumento... Eficiência Equidade Efetividade (como em: resultados claros) Legitimidade Valor do cliente Igualdade Transparência Equidade Frugalidade Confiança Segurança O devido processo legal Fonte : The management of change in public organisations: A literature review Uma consideração importante é a natureza da alteração encontrada por uma organização (Armenakis e Bedeian 1999). Em geral, na literatura, a natureza da mutação é considerada a partir de diferentes perspectivas (Higgs e Rowland, 2005), que tendem a explorar combinações da escala da mudança e seu impacto relativo sobre paradigmas organizacionais centrais (Burnes 2004; Van de Ven e Poole, 1995). A taxonomia comumente encontrada pelo exame, tipos de mudança é a distinção entre a mudança incremental e radical (Burnes 2004; Carnall 2007). No entanto, as definições de cada um destes conceitos tendem a variar e são consideradas excessivamente simplistas (Higgs e Rowland, 2005). Ao analisar este aspecto da literatura, é evidente que diferentes "ordens" de mudança podem ser identificadas (cf. Bartunek e Moch 1987): mudança subsistema (de primeira ordem), mudança organizacional (de segunda ordem) e mudança do setor (de terceira ordem). Revista de Produção Acadêmico-Científica, Manaus, v.2, n.º 1 49

7 O Quadro abaixo fornece um resumo da taxonomia de "ordens" de mudança com base em uma revisão deste aspecto na literatura. QUADRO 2 "ORDENS" DE MUDANÇA ORDEM DESCRIÇÃO REFERÊNCIA Adaptação de sistemas ou estruturas. Burnes 2004; Carnall 2007; 1º SUBSISTEMA Ocorre dentro de parte de uma organização ou Watzlawicz, Weakland and subsistema. Fisch É incremental. Mudança transformacional. Burnes 2004; Carnall 2007; 2º ORGANIZAÇÃO Movimento no núcleo organizacional paradigmas. Toda a Organização. Sistemas de mudança inteiro. Watzlawicz, Weakland and Fisch 1974; Van de Ven and Poole 1995 Mudança de identidade. Mudança Crossorganizacional. 3º SETOR Mudança abrange específico Tsoukas and Papoulias fronteiras organizacionais. 2005; Gratton 2005 Afeta muitas organizações/ setorial mudança. Fonte : The management of change in public organisations: A literature review 4 METODOLOGIA As conclusões do artigo The management of change in public organisations: A literature review foram analisadas comparando seus resultados a uma análise bibliométrica de artigos brasileiros que tratam sobre controladoria com foco na viabilidade de sucesso de sua implantação dentro de um ambiente de mudança organizacional. Um dos resultados obtidos, depois de analisar a forma como o processo de mudança é discutido na literatura, foi de agrupar a literatura em três áreas de foco que segundo os mesmos tornaram aparentes 50 Revista de Produção Acadêmico-Científica, Manaus, v.2, n.º 1

8 durante o processo de revisão: Planejados contra os processos de mudança emergentes, que também são abordados em grande parte da literatura em geral (por exemplo, Beer e Nohria, 2000), Resistência à mudança e, Fatores que definem o sucesso ou o fracasso de implementação da mudança. Analisou-se também os métodos de pesquisa utilizados nos artigos (ver Tabela 1). Alguns artigos foram conceituais, propondo quadros teóricos para o estudo da gestão da mudança, outros foram estudos de caso, muitas vezes fornecendo descrições de casos ricos em detalhes sobre a mudança em uma organização. Estudos qualitativos foram predominantemente com base em entrevistas e não se concentraram em um único caso. Quase todos os estudos quantitativos utilizaram questionários ou dados secundários. Um pequeno grupo de artigos foi baseado nos dados que foram predominantemente recolhidos através questionários, e de natureza qualitativa (por meio de entrevistas e observações). Uma visão geral das características da literatura é fornecido na Tabela 1 abaixo. TABELA 1 DESCRITIVO Quadros Teórico Contar Percentual A teoria institucional A gestão da mudança Teoria da Liderança Outros Não Especificado Total Métodos Estudo de caso Estudo quantitativo Natureza conceitual Estudo qualitativo Métodos mistos Total Setor / Organização Governo Revista de Produção Acadêmico-Científica, Manaus, v.2, n.º 1 51

9 Saúde Setor Educativo Agências Governamentais União Europeia Serviço Público Bem-estar Outros Não Especificado Total Métodos Nível Nacional Nível Local Internacional Outros Total Fonte : The management of change in public organisations: A literature review O objetivo central da pesquisa foi revisão da literatura para examinar como o gerenciamento de mudanças no setor público tem sido estudado ao longo da última década e o que ela nos ensina, com o objetivo de ser capaz de propor uma agenda de pesquisa para o futuro. Concluiu-se que este campo em geral parece ser bastante dispersa. Os 133 artigos estudados foram publicados em 51 revistas diferentes e utilizados cerca de 20 ângulos diferentes teóricos para estudar a mudança em uma ampla gama de subsetores. Ao estudar a gestão da mudança, constatou-se que tanto a teoria institucional e a literatura geral de gerenciamento de mudanças são dominantes. A teoria institucional, estudiosos apresentam quadros que facilitam a análise mais rica do contexto da mudança, bem como os atores e qual poder desses atores, recebem atenção considerável. Fonseca e Machado da Silva (2002) observam que os partidários da abordagem institucional consideram que o comportamento individual é modelado por padrões criados e compartilhados na interação, mas incorporados na forma de normas e regras objetivas, cristalizadas na sociedade como concepções legitimadas sobre a maneira mais eficaz de funcionamento das 52 Revista de Produção Acadêmico-Científica, Manaus, v.2, n.º 1

10 organizações. Burns e Scapens (2000) afirmam que o interesse pela teoria institucional nas Ciências Sociais tem aumentado e que pelo menos dois enfoques dessa teoria podem ser observados na literatura contábil, primeiro a nova sociologia institucional (NIS New Institutional Sociology) e a velha economia institucional (OIE Old Institutional Economics). De acordo com Burns (2000), a teoria institucional que fundamenta estudos analíticos de mudanças nas rotinas dos sistemas de Contabilidade Gerencial é a velha economia institucional (OIE) e não deve ser confundida com a denominada nova sociologia institucional (NIS). Ao mesmo tempo, o processos de implementação dentro das organizações sujeitos a essas mudanças institucionais permanecem subestimado. Além disso, observam-se reformas e mudanças do setor que está sendo descrito como alteração prevista, ou seja, mudanças que são "feitos para" organizações, em vez de alterações feitas pelo e dentro das organizações. Em grande medida, esta abordagem apoia o setor público em geral, permitindo que os tomadores de decisões políticas e administrativas chegar a um acordo sobre a implementação de ações para afetar uma reforma ou nova política. Posteriormente, há mais interesse na questão de saber se a política em si é eficaz do que na questão de como tais mudanças são implementadas, a fim de tornar-se eficaz. Se a mudança é, consequentemente, estudado no nível macro, como mostra a revisão da literatura, a atenção em micro processos parece ser quase que automaticamente ausente. Afetando diretamente os processos da controladoria. No entanto muita atenção no nível micro, muitas vezes ignora o contexto mais amplo. Alguns outros elementos eram dominantes no estudo da mudança. Em primeiro lugar, quase metade das publicações são baseadas em material de estudo de caso, o que explica, em parte, a elevada proporção de subsistema (primeira ordem) e (de segunda ordem) mudanças organizacionais encontrados na literatura. Em segundo lugar, as descrições do contexto e conteúdo da mudança são ricas e levam a uma relativamente alta tendência de foco sobre as características dos setores, ou de terceira ordem, alteração. Em terceiro lugar, verificou-se que muitos dos fatores de mudança no ajuste do setor público na tendência NPM para criar organizações públicas mais eficazes e eficientes. Relativamente poucos detalhes foram fornecidos no que diz respeito aos processos de mudança e seus resultados. A maioria dos artigos que abordam características públicas típicas, mas constatou-se que a maioria autores teve dificuldade em demonstrar especificamente, se e como esses fatores realmente afetaram os processos de mudança em organizações públicas. Revista de Produção Acadêmico-Científica, Manaus, v.2, n.º 1 53

11 A revisão dos autores divide a literatura em três áreas principais no que diz respeito ao processo de mudança. Em primeiro lugar, a literatura demonstrou que a abordagem sobre os conceitos específicos de mudança planejada ainda parecem ser amplamente utilizado para descrever todo e qualquer processo de mudança. Em segundo lugar, ele mostrou que o funcionário (ou funcionária) na organização pública é considerado não só como sujeito, mas também como ator principal no processo de mudança, o que é ilustrado pelo o foco na resistência à mudança. Em terceiro lugar, alguns autores da literatura estão focados especificamente sobre os fatores que influenciam o processo de mudança e a determinar sobre seu sucesso ou fracasso. No entanto, esta área não tinha detalhes, por exemplo, sobre as características específicas de interesse público relacionados com o processo de mudança. Por fim, uma questão de contexto é que a maioria das publicações tinha uma origem anglo-saxônica, apoiando as observações anteriores sobre o risco de viés. A análise mostra que a maioria dos artigos particularmente não abordam os resultados da organização ou o seu nível de sucesso. As características do setor público em geral, são de organizações múltiplas e de objetivos conflitantes (Rainey, 1997), identifica que esse fato torna mais difícil medir os efeitos da mudança organizacional. Encontrou-se uma perspectiva dominante: das 133 publicações, 28 foram baseados nos EUA e 22 foram baseados no Reino Unido (ver Tabela 4). Quando incluindo os estudos da Austrália, Nova Zelândia e Canadá, bem como estudos comparativos entre os países, encontraram-se 66 (49,6% de todas as publicações). Considerando os indivíduos estudados em vários países, nós não encontramos grandes diferenças entre as organizações de nível local, nacional ou subsetores. Os quadros teóricos dominantes usados por estudiosos de diferentes partes do mundo também foram bastante comparáveis. TABELA 2 FONTE DE ESTUDOS EUA / Anglo-saxão Contar Percentual Base EUA Base Reino Unido Austrália, Nova Zelândia e Canadá (combinado). 54 Revista de Produção Acadêmico-Científica, Manaus, v.2, n.º 1

12 Comparativo (EUA / países Anglo-saxões) Subtotal Outros Países Europeus Ásia Outros Países Comparativo (EUA / países Anglo-saxões) Subtotal Setor / Organização Comparativo Internacional Não Identificado Total Fonte : The management of change in public organisations: A literature review Um dos principais motores da mudança organizacional tem como principal objetivo melhorar a eficiência e eficácia das organizações públicas. Apesar do foco em liderança nos processos de mudança do setor público, existem algumas lacunas na literatura. Em primeiro lugar, a maioria dos trabalhos em curso neste domínio examina um caso do setor público, sem realmente considerar as particularidades de liderança no setor público. Em segundo lugar, as maiorias dos autores não demonstram preocupação com questões como "o que constitui uma mudança efetiva liderança? ou quais são as competências essenciais de líderes?. Isso é surpreendente, porque estes são tópicos mais importantes na investigação do setor privado sobre a mudança organizacional. Relacionado a isso está a noção que a pesquisa sobre mudança de liderança do setor público não é muito orientada por teoria. Alguns autores (por exemplo Fernandez 2005) referem-se a teoria da liderança transformacional, mas a maioria dos relatórios sobre liderança são registros das atividades de liderança em um processo de mudança organizacional. Liderança transformacional imprescindível para a formação de uma estrutura de controladoria em uma organização pública. Revista de Produção Acadêmico-Científica, Manaus, v.2, n.º 1 55

13 Nas últimas décadas, no Brasil, as alterações motivaram a demanda por profissionais de contabilidade capazes de aplicar seus conhecimentos dentro das organizações. Isso contribuiu para o crescimento do número de programas de mestrado e doutorado em Contabilidade desde 1998 que se concentram em. Estes programas são o cenário da produção científica de trabalhos sobre esta temática. A revisão da literatura realizada pelos autores Peleias, Ivam Ricardo; Wahlmann, Gabriela Christina; Parisi, Cláudio; Antunes, Maria Thereza Pompa no artigo Dez Anos de Pesquisa Cientifica em Controladoria no Brasil (2006), revela que a produção de artigos sobre a temática representada no período analisado por eles, 4,43% dos trabalhos publicados nas revistas pesquisadas. A aplicação da Lei de Bradford por parte dos autores identificou os três núcleos de periódicos para as publicações sobre a temática, 2, 4 e 18 revistas, respectivamente. A verificação das Leis do Lotka e Pareto revelou que ainda não há uma elite de pesquisadores sobre a temática no Brasil, e que o conhecimento está disperso entre um grande número de autores com baixa produtividade. Foi revelado que mais de 80 % dos artigos analisados são originados em programas de mestrado e doutorado entre os alunos dos programas dos autores, 94,2 % eram de Contabilidade, Administração e Engenharia. 5 CONCLUSÃO Organizações são identificadas por suas propriedades culturais. A inovação mais recente é o estudo das organizações como culturas, sistemas de conhecimento, crenças e valores em que a ação e artefato estão investidos de qualidades expressivas. Constata-se que há pouco conhecimento sobre a maneira em que a contabilidade está implicando nas culturas das organizações. O caminho em que as novas práticas contábeis estão implicados apontam para uma reconstrução emergente da cultura na organização pública. A partir da análise acima, conclui-se que as áreas para futuras pesquisas em mudanças gestão no setor público para implementação de uma controladoria deve-se incluir pelo menos sete temas e ângulos particulares em todo o contexto, conteúdo, processo, resultados e liderança do subsistema, organizacional e mudança setorial. Identificou-se uma lacuna entre as perspectivas teóricas utilizadas e o que os estudiosos olham como oportunidades para usar os pontos positivos de diferentes abordagens teóricas para o estudo do campo. A teoria institucional, que é altamente sensível ao contexto, em combinação com a variação genérica literatura de gestão, com a sua atenção detalhada ao processo, comportamento e liderança, pode particularmente ajudar a compreender melhor os fenômenos multicamadas complexas de implantação da controladoria no setor público. Além disso, identificou-se a necessidade de mais estudos 56 Revista de Produção Acadêmico-Científica, Manaus, v.2, n.º 1

14 aprofundados empíricos da mudança processo para a formação da controladoria dentro de vários contextos públicos. Em particular, tais estudos devem fornecer detalhes de alterar as intervenções e os papéis e comportamentos das pessoas envolvidas em processos de mudança. Este abordagem deverá incluir estudos longitudinais (Pettigrew et al. 2001). Uma forma particular de alcançar este objetivo é trabalhar com os profissionais para explorar as realidades da mudança implementação de uma variedade de contextos. Esta abordagem das críticas sobre a escassez de estudos que incluam uma perspectiva profissional (Pettigrew, 1990) sobre mudança organizacional na Administração Pública. Há geralmente uma lacuna entre o mundo do praticante da mudança e que dos que estudam a mudança. Os profissionais, gestores e consultores, estão altamente envolvidos na mudança, implementação, e as decisões tomadas nessa área, e como tal, são um recurso valioso de informações detalhadas sobre o processo (Higgs e Rowland, 2005). Além disso, parece ser uma alta necessidade entre os praticantes de receitas gerais para o sucesso, dados a popularidade de estudos como Kotter (1996), que muitas vezes não têm uma base empírica sólida e um olho para questões setoriais. Pesquisadores poderiam melhorar a construção de teoria sobre gestão de mudança em organizações públicas com mais pesquisas e mais forte empírica que se baseia em uma compreensão clara da prática. Desta forma, os pesquisadores podem fornecer orientações práticas que são rigorosamente fundamentadas. REFERÊNCIAS FERNANDEZ, S.; RAINEY, H. G. MANAGING SUCESSFUL ORGANIZATIONAL CHANGE IN PUBLIC SECTOR. PUBLIC ADMINISTRATION REVIEW, MARCH/APRIL 2006: P P. ROBERTSON, S. SENEVIRATNE; "OUTCOMES OF PLANNED ORGANIZATIONAL CHANGE IN THE PUBLIC SECTOR: A META- ANALYTICCOMPARISON TO THE PRIVATE SECTOR". PUBLIC ADMINISTRATION REVIEW, VOL.55 Nº6,, 1995, P STEWART, J. & KRINGAS, CHANGE MANAGEMENT: STRATEGY AND VALUES IN SIX AGENCIES FROM THE AUSTRALIAN PUBLIC SERVICE. PUBLIC ADMINISTRATION REVIEW,, 2003, P. 6365, KLARNER, P., PROBST, G. & SOPARNOT R. ORGANIZATIONAL CHANGE CAPACITY IN PUBLIC SERVICES: THE CASE OF THE WORLD HEALTH ORGANIZATION. JOURNAL OF CHANGE MANAGEMENT. 8(1), 2008, P RUSAW, CAROL: INTERNATIONAL JOURNAL OF PUBLIC ADMINISTRATION, TAYLOR & FRANCIS, 2007, P.15. Revista de Produção Acadêmico-Científica, Manaus, v.2, n.º 1 57

15 TOM KARP, THOMAS HELGO: "THE FUTURE OF LEADERSHIP -THE ART OF LEADING PEOPLE IN A - ENVIRONMENT", FORESIGHT, VOL. 10 ISS, , P ABSTRACT The purpose of the paper is to analyze aspects of organizational change related to controllership. The conclusions of the article The management of change in public Organisations: A literature review, the authors, Dr. Ben S. Kuipers, Pr. Malcolm Higgs, Pr. Walter Kickert, Dr. Lars Tummers, Jolien Grandia, MSc & Joris van der Voet, MSc. were analyzed by comparing their results to a bibliometric analysis of Brazilian articles that deal with controlling focusing on the feasibility of success of its deployment within an environment of organizational change intended to demonstrate how the company's culture influence the controlling activity. It was concluded that the development of an agenda for the study of change management in public organizations, which focuses on its complex nature, building theoretical bridges and conducting more in-depth empirical studies on comparative and change processes. KEYWORDS: Controlling, Organizational Change, Public Company. 58 Revista de Produção Acadêmico-Científica, Manaus, v.2, n.º 1

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