PROMOVENDO CIDADANIA PARA A MUDANÇA - PROCIMU

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1 PROMOVENDO CIDADANIA PARA A MUDANÇA - PROCIMU A IBIS Moçambique é uma Organização Não Governamental Dinamarquesa, com sede em Maputo que trabalha em Moçambique desde As áreas temáticas actuais da IBIS são operacionalizadas através dos programas de Educação, Governação, Acesso a Informação e Mulheres na Política. Estes programas estão sendo implementados pelos parceiros nas províncias de Cabo Delgado, Niassa, Zambézia, e Maputo. O novo programa de Governação Promovendo Cidadania para a Mudança (PROCIMU), com a duração de 5 anos ( ), será implementado através de organizações parceiras em nove distritos das províncias da Zambézia, Cabo Delgado, Nampula e Tete e ao nível central (Maputo), bem como em quatro municípios das províncias da Zambézia e Cabo Delgado. A gestão global do programa é feita a partir do escritório nacional (Maputo), com enfoque específico nas ligações entre os níveis nacional e local e influência nas políticas nacionais. Na Zambézia, a gestão é feita a partir do Centro de Desenvolvimento e Sociedade Civil (CEDESC), através do qual a IBIS apoia a sociedade civil e outros interessados, providenciando capacitações, debates, pesquisas, bem como fortalece as linhas de comunicação e diálogo entre Organizações da Sociedade Civil, o Governo Provincial, bem como o trabalho em rede com outros parceiros e doadores. O escritório de Quelimane coordenará as intervenções na Zambézia e o escritório nacional dará apoio a Nampula, Cabo Delgado e Tete. PORQUE O PROCIMU É RELEVANTE? O PROCIMU é um programa de apoio aos governos locais e à sociedade civil nos seus esforços conjuntos de melhorar cada vez mais a qualidade da governação no país através de uma maior e mais activa participação da sociedade civil nos processos governativos, bem como uma maior prestação de contas aos cidadãos por parte dos governos. Este programa, mostra-se relevante para o actual contexto do desenvolvimento de Moçambique, pois este pretende contribuir para: Aumentar a participação da sociedade civil e dos cidadãos nos processos e órgãos de tomada de decisão e na gestão pública; Estimular acções de advocacia com enfoque específico sobre as ligações entre os níveis local e nacional em torno da influência de políticas para provocar mudanças positivas na governação do país. Elevar o nível de acesso à informação dos cidadãos sobre governação por parte dos cidadãos, especialmente mulheres e jovens; Melhorar a qualidade de prestação de contas e responsabilização social por parte dos governos locais; 1

2 Estimular o diálogo construtivo entre organizações da sociedade civil, governos locais e outras intervenientes chaves no processo de desenvolvimento; Reforçar a capacidade dos governos locais de dar respostas às demandas das comunidades num quadro de diálogo permanente; Estimular a participação dos jovens e das mulheres nos fóruns de tomada de decisões, com a vista a influenciar políticas governamentais a seu favor. OBJECTIVOS DO PROCIMU Objectivo de desenvolvimento A sociedade civil criou legitimidade para causar mudanças democráticas e económicas, incluindo o respeito pelos direitos individuais e colectivos, e justiça económica aos níveis local, nacional e internacional, num quadro de desenvolvimento sustentável. Objectivo específico 1 As mulheres e os jovens aumentaram a participação política e a influência na governação aos níveis da comunidade, local e nacional; Objectivo específico 2 A Sociedade Civil está capacitada para fazer advocacia local e nacional por reformas democráticas, com enfoque na redistribuição económica e na descentralização fiscal e funcional; Objectivo específico 3 A sociedade civil faz advocacia, aos níveis local, nacional e internacional, por um melhor quadro de políticas, pela concretização dos direitos dos cidadãos e das comunidades, e prestação de contas dos gastos das receitas públicas dos recursos naturais, levando a uma melhor/mais justa redistribuição económica. GRUPOS-ALVO E BENEFICIÁRIOS Nível Nacional: 4 Parceiros nacionais da Sociedade Civil, 4 ministérios (Ministério da Planificação e Desenvolvimento, Ministério das Finanças, Ministério dos Recursos Minerais, Ministério da Administração Estatal), a Assembleia da República, 2 plataformas da sociedade civil (Recursos Naturais e Indústria Extractiva, e Petróleo e Gás), 1 plataforma da sociedade civil (Monitoria do Orçamento), 1 Observatório do Desenvolvimento. Nível Provincial: Províncias da Zambézia, Nampula, Tete e Cabo Delgado (trabalho com os municípios, distritos, OCBs, conselhos locais, assembleias provinciais): 6-12 parceiros locais (OSCs/OCBs), 125 agentes de mudança; 9 conselhos consultivos, 5 assembleias municipais, 5 conselhos municipais, 9 secretarias distritais/administrações locais; 4 Observatórios do Desenvolvimento, 4 assembleias provinciais; mulheres e jovens representantes em órgãos deliberativos, organizações parceiras. 2

3 Beneficiários Directos O PROCIMU vai beneficiar directamente, as associações e organizações de mulheres e de jovens localizadas ou a trabalhar nas províncias-alvo, as comunidades dos distritos seleccionados, organizações da sociedade civil (OSCs), plataformas e redes relacionadas com as indústrias extractivas, a gestão dos recursos naturais, género, participação política e monitoria orçamental a nível central e local, governos locais, membros dos conselhos locais e Agentes de Mudança. Beneficiários Indirectos Toda a comunidade dos distritos e municípios abrangidos, membros e beneficiários das organizações parceiras, bem como pessoas que se beneficiam de um maior acesso à informação de qualidade promovida pelo PROCIMU e seus parceiros. MUDANÇAS ESPERADAS O PROCIMU é um programa de governação fortemente orientado para advocacia, que visa aumentar a participação da sociedade civil e dos cidadãos nos processos e órgãos de tomada de decisão e na gestão pública, com enfoque específico sobre as ligações entre os níveis local e nacional em torno da influência de políticas para provocar mudanças positivas na governação do país. No objectivo 1: A representação das mulheres e dos jovens nos órgãos de decisão aumenta e é reforçada a sua influência (conselhos consultivos, assembleias municipais e provinciais); Os planos e orçamentos nacionais e locais reflectem as preocupações das mulheres e dos jovens, com base nos seus manifestos políticos; Os políticos reúnem-se regularmente com o seu eleitorado, para assegurar que as preocupações das mulheres e dos jovens sejam considerados nos planos e orçamentos, e devidamente implementados. No Objectivo 2: Os agentes de mudança influenciam a agenda da governação local, através da sua participação efectiva nos processos de planificação e orçamentação; A Sociedade Civil aos níveis local e nacional promove a boa governação, monitorando e influenciando os planos e orçamentos; As organizações da sociedade civil aos níveis local e nacional fazem advocacia por dotações orçamentais justas para os governos locais, com base em evidências. No Objectivo 3: Um quadro jurídico e políticas mais eficazes e transparentes sobre a indústria extractiva garantem aos cidadãos e às comunidades acesso à informação sobre os recursos naturais; As organizações da sociedade civil estão fortalecidas para monitorar e advogar, nacional e internacionalmente por uma melhor alocação das receitas das indústrias extractivas para promover crescimento inclusivo; Os cidadãos e as comunidades beneficiam efectivamente das receitas de exploração dos recursos naturais 3

4 ESTRATÉGIA DE IMPLEMENTAÇÃO A estratégia geral do programa PROCIMU assenta na abordagem de parceria por via de três estratégias, a saber, consolidação organizacional, apoio temático e advocacia atreves de acções de capacitação, mentoria (mentoring) e supervisão directa (coaching). Nesta perspectiva, o papel da IBIS Moçambique será de construir e/ou consolidar competências organizacionais e temáticas dos parceiros, para gerirem os projectos de parceria, fortalecerem o trabalho em rede para realizarem advocacia baseada em evidências. A capacitação será um elemento-chave no compromisso que IBIS tem com as organizações parceiras tanto em termos de desenvolver capacidades técnicas como de desenvolvimento organizacional. A experiência da IBIS mostra que as parcerias funcionam melhor quando o desenvolvimento organizacional e o reforço institucional fazem parte integral da parceria. Portanto, a IBIS vai monitorar os planos de desenvolvimento dos parceiros, que são desenvolvidos com base na avaliação das necessidades destes. 1. Consolidação organizacional das OSC,Agentes de mudança e GLs Capacitação para sociedade civil e agentes de mudança sobre uma série de questões actuais (governação, ciclos orçamentais e prestação de contas, advocacia, indústrias extrativas e meio ambiente, gestão de recursos naturais); Capacitação de Organizações da Sociedade Civil (OSCs), sobre a organização interna, sistemas financeiros e administrativos, etc. Apoio à criação de uma rede de OSCs baseada em políticas de juventude, para participar em plataformas distritais e observatórios de desenvolvimento; Reforço da relação entre os representantes eleitos do sexo feminino e Organizações Comunitárias de Base ( OCB s) /OSCs femininas organizadas, CCs e grupos de base; Capacitação de mulheres e jovens para participar activamente na liderança e na política; Fortalecimento dos governos locais para lidarem com os desafios das indústrias extractivas; 4

5 2. Apoio temático às OSC, Agentes de mudança e Governos Locais À sociedade civil e agentes de mudança sobre uma série de questões actuais (governação, ciclos de orçamento e prestação de contas, relações entre tributação, indústrias extractivas e meio ambiente, gestão de recursos naturais) Prestação de assistência técnica, conceptual ou analítica específica à OSCs em matérias em que não há competência de OSCs nacionais, através de visitas, contribuições dos parceiros da IBIS; À mulheres e homens eleitas as assembléias provinciais e municipais sobre matérias de liderança e orçamentação na óptica de género; Aos governos distritais na criação e utilização de SMoDD como ferramenta de prestação de contas; Aos membros dos conselhos locais e assembléias provinciais sobre o regime fiscal das indústrias extrativas 3. Advocacia A Advocacia é um elemento central do programa, e é considerada a principal ferramenta para promover mudanças. Realização de debates públicos e estudos e pesquisas sobre assuntos relevantes e actuais nos domínios de participação política, Governação local e Indústria extractiva; Advocacia pela inclusão de manifestos das mulheres e jovens nos principais partidos políticos; Promoção de ligações entre agentes de mudança e plataformas nacionais para descentralização, órgãos deliberativos Facilitar trabalho em rede, aprendizagem mútua e troca de experiências entre vários agentes de mudança, OSC, CCs, etc. Reforçar as ligações de organizações distritais, provinciais e regionais que lidam com terra, agricultura, indústrias extractivas, monitoria dos orçamentos e órgãos de decisão e deliberativos Observatórios de Desenvolvimento e Assembléia Provincial; Acesso a informação sobre a planificação e orçamentação do sector público, e critérios de alocação de recursos; A maioria das actividades terá lugar aos níveis distrital e municipal, mas o programa propõe uma forte componente de advocacia, consubstanciada nas relações entre implementação, gestão de conhecimentos, estratégia de parcerias e o estabelecimento de ligações horizontais e verticais de agentes da sociedade civil aos níveis local, provincial, nacional e até mesmo internacional. O programa deverá ser capaz de provocar mudanças ao nível local e, ao mesmo tempo, por meio de seus mecanismos de gestão de conhecimentos, produzir evidências para advocacia aos níveis central e internacional, o que será 5

6 fundamental para o diálogo político ao nível local para melhoria dos serviços públicos e prestação de contas em áreas essenciais. O conceito de agente de Mudança na IBIS A ideia e o conceito de Agente de Mudança foram experimentados com sucesso no anterior programa de governação da IBIS, Construindo Cidadania em Moçambique - COCIM, para introduzir e influenciar mudanças positivas aos níveis comunitário e local. Estes intervenientes são agentes de mudanças sociais, económicas e políticas, visando o desenvolvimento equitativo das respectivas comunidades e do país em geral. O Agente de Mudança é um indivíduo, um membro da comunidade, que: no desempenho das suas actividades e consegue mobilizar a comunidade para ser mais activa e participativa e influenciar cada vez mais as decisões que a afectam; Sabe utilizar as capacidades que têm para resolver um dado assunto por exemplo, resolução de conflitos de terras e/ou domésticos; Sabe partilhar o conhecimento adquirido com a comunidade, a fim de promover o desenvolvimento local e influenciar e promover a participação da comunidade na planificação e gestão de projectos de desenvolvimento local; É membro activo do Fórum da Sociedade Civil da sua comunidade. No que diz respeito aos critérios de selecção, os Agentes de Mudança são seleccionados pelas próprias comunidades, e devem ser representativos do âmbito territorial (pelo menos um por cada localidade). Outras características do agente de Mudança são: Capacidade para influenciar mudanças positivas na área em que receberam formação; Disponibilidade para trabalhar em prol da comunidade; Sensibilidade às questões de igualdade de género; Capacidade de garantir que há sustentabilidade nos beneficiários da formação; Capacidade de trabalhar com outros Agentes de Mudança e governos locais na busca de soluções para problemas prementes da comunidade. Estratégia para sinergia interna e global O programa PROCIMU trabalhará em estreita colaboração com os outros programas temáticos da IBIS Moçambique que se centram na Educação, Acesso à Informação e Mulheres na Política. O acesso à Informação apoia OSC moçambicanas na sensibilização para os direitos dos cidadãos à informação e à liberdade de expressão. Será desenvolvida sinergia com o PROCIMU especificamente em relação à falta de informação disponível para OSC que trabalhem com assuntos de governação, o que resultará em factos documentados para advocacia por um maior acesso à informação relativa a esta área. As actividades conjuntas incluirão trabalho com as rádios comunitárias que são parceiros relevantes do programa de Acesso à Informação, mas com quem o programa PROCIMU vai colaborar no âmbito de acções de disseminação de informação relevante sobre governação. O programa de Acesso à Informação 6

7 dará apoio ao PROCIMU e seus parceiros na divulgação da estratégia de comunicação social para actividades de advocacia. A forte componente de advocacia do PROCIMU é um ponto de entrada para acções sinérgicas com o programa de Educação que tem enfoque na gestão democrática das escolas e advocacia por uma governação local participativa e capacitação dos Conselhos de Escolas, uma vez que estas são actividades relevantes para ambos que tem há ver com participação e gestão da coisa pública. A sinergia incluirá capacitações conjuntas aos parceiros de ambos os programas, realização de pesquisas e debates sobre assuntos de interesse comum, bem como a divulgação de metodologias junto do pessoal dos dois programas e visitas de troca de experiências entre os programas. Outra área conjunta diz respeito à Juventude, uma vez que o Programa de Governação é parceiro do Parlamento Juvenil, que desempenhará um papel importante no apoio à criação de redes de organizações juvenis na Zambézia. Procurar-se-á também sinergia através do desenvolvimento de projectos conjuntos, por exemplo na área de monitoria orçamental. Será também criada sinergia com o programa Mulheres na Política através da partilha de metodologias para aumentar a participação política das mulheres no seu trabalho dentro dos Conselhos de Escolas. A sinergia ao nível global garantir-se-á antes de mais através da colaboração e do compromisso do programa relativamente ao Grupo Global da Governarão, onde o programa PROCIMU será um contribuinte de relevo para desenvolvimento metodológico e documentação de boas práticas. O Programa está também inserido em redes nacionais e internacionais de organizações que actuam na área de governação e indústria extractiva, tais como o Grupo Informa de Governação (GIG), a Aliança 2015, a Plataforma da Sociedade Civil para Indústria Extractiva e Recursos Naturais, entre outros. 7

8 CENTRO DE DESENVOLVIMENTO E SOCIEDADE CIVIL - CEDESC A IBIS criou um Centro em Quelimane, denominado CEDESC Centro de Desenvolvimento e Sociedade Civil. O CEDESC é um centro do apoio da IBIS às organizações parceiras e outras OSC ao nível provincial e será o lugar central para capacitação dos parceiros, debates públicos e realização de estudos. O centro criará um ambiente propício para um apoio abrangente à sociedade civil local, que combina diversas componentes de apoio técnico e assistência financeira. O centro está estrategicamente localizado na cidade de Quelimane, para que o programa possa influenciar o governo provincial, a partir das evidências colhidas nos distritos. Finalidade do CEDESC: Ser uma fonte de diversas possibilidades de capacitação dos parceiros da IBIS, governos locais, academias e outras OSCs; Coordenar estudos para advocacia baseada em evidências; Organizar debates públicos regulares sobre questões que constituem preocupação da SC e do sector de Governação; Contribuir para melhoramento de políticas públicas de Governação aos níveis provincial e distrital; Capacitar membros das OSC, em democracia, género, direitos humanos, legislação fundamental e HIV/SIDA. Formar jovens em habilidades para a vida (informática, empreendedorismo, gestão de negócios, gestão de projectos, angariação de fundos, etc); ASSUNTOS TRANSVERSAIS Género, HIV/SIDA e Mudanças Climáticas A IBIS Moçambique possui uma Estratégia de Institucionalização de Género, HIV-SIDA e Meio Ambiente, elaborado partindo do quadro estratégico da IBIS global e estes temas transversais serão abordados seguindo esta estratégia. Esta estratégia recomenda que, pelo menos 10% do orçamento para actividades do programa será destinado a actividades relacionadas com o género. O programa dará especial atenção a promoção da igualdade de oportunidades para as mulheres no acesso a exercer influência política e a ocupar cargos de chefia, bem como igualdade de oportunidades no acesso aos recursos, tais como os FDD e outros fundos de desenvolvimento local. Em relação ao HIV SIDA, O PROCIMU aborda a questão adaptando a metodologia Escada para a Vida, que visa criar mudança de comportamentos para evitar infecção de HIV através de actividades de formação. Tendo em conta que Moçambique está entre os países do mundo que serão severamente afectados pelas mudanças climáticas, uma abordagem integrada transversal sobre esta matéria será operacionalizada em todas as áreas programa. Intervenções estratégicas para mitigar os riscos das mudanças climáticas serão adoptadas (por exemplo, a formação de Agentes de Mudança e OSCs). Por outro lado, o programa advogará para intervenções mais eficazes no combate aos efeitos severos das mudanças climáticas e que 8

9 colocam desafios à governação, dado que afectam a qualidade dos serviços públicos, por exemplo, infraestruturas. Sustentabilidade A sustentabilidade do programa baseia-se na abordagem de capacitação tanto de organizações parceiras como de beneficiários directos. Reforçando as competências técnicas e as competências de gestão das organizações parceiras que participam no programa, os parceiros poderão continuar as suas intervenções no sector de Governação. Incluindo os órgãos locais tais como os governos distritais e municipais, incluindo as Assembleias e conselhos consultivos no grupo-alvo, também se contribui para a sustentabilidade do programa, uma vez que os membros dos governos e Equipas técnicas distritais serão capazes de aplicar a sua aprendizagem e experiências no seu trabalho com as comunidades dos distritos/ municípios alvo. Outro aspecto importante da sustentabilidade é a abordagem de advogar junto das autoridades em prol de mudança efectivas no quadro legal e de políticas e através da institucionalização das boas práticas de governação participativa. A sustentabilidade será conseguida também através da apropriação das actividades de parceria pelas OSC. or fim, o programa promoverá planificação conjunta com os parceiros e estes com os beneficiários, usando essas reuniões como fórum de troca de experiências entre os participantes. A documentação e análise serão actividades chave para reprodução com êxito das experiências do programa. PRINCIPAIS ACTIVIDADES Relacionadas com o Objectivo 1 Advocacia pela inclusão de manifestos sobre mulheres e jovens nos principais partidos políticos; Capacitação de mulheres e homens nas assembleias provinciais e municipais; Reforço da relação entre os representantes eleitos do sexo feminino e OCBs femininas organizadas/oscs, CCs e grupos de base; Apoio a OSCs que advoguem a inclusão de aspectos de género na planificação e orçamento aos níveis distrital e municipal; Capacitação de mulheres e jovens para participar activamente na liderança e na política; Apoio às estratégias de advocacia e lobbying das OSCs para inclusão de mulheres e jovens na liderança e participação política, visando conquistar espaço público para mulheres e jovens no debate político; Reforço da liderança e participação política femininas em órgãos deliberativos, tais como conselhos escolares, conselhos consultivos, assembleias e conselhos municipais, a fim de defender activamente os interesses e necessidades das mulheres; Para o próximo processo eleitoral (2013/2014), capacitação de mulheres e jovens para participarem activamente nos processos eleitorais e influenciar activamente as agendas políticas (especialmente, a inclusão de considerações de género); Apoio à criação de uma rede de OSCs baseada em políticas de juventude, para participar em plataformas distritais e observatórios de desenvolvimento; Debates públicos e estudos sobre questões relevantes para mulheres e jovens, relacionados com a participação política e a boa governação. 9

10 Relacionadas com o Objectivo 2 Capacitação, Debates Públicos e Estudos sobre a sociedade civil e agentes de mudança sobre uma série de questões actuais (governação, ciclos de orçamento e prestação de contas, indústrias extractivas e meio ambiente, gestão de recursos naturais, a partir da abordagem do triângulo da mudança); sobre a organização interna, sistema financeiro, prestação de contas, advocacia, angariação de fundos; etc., das OSCs; e Organização de debates públicos e realização de estudos relevantes para alcançar o objectivo específico; Consolidação organizacional de Agentes de mudança Contribuir para a participação de agentes de mudança em conselhos municipais e conselhos escolares Promover a participação de agentes de mudança em processos de planificação ao nível local Facilitar trabalho em rede, aprendizagem mútua e troca de experiências entre vários agentes de mudança. Apoio Temático a OSCs em Monitoria de ciclos orçamentais para melhoria da prestação de contas e aumento da transparência na governação local, bem como rastreio de despesas, também na educação e relativamente ao Apoio Directo a Escola; Acesso a informação sobre a planificação e orçamentação do sector público, e critérios de atribuição de recursos; Trabalho com os municípios e distritos, para garantir que se segue a regulamentação sobre o acesso à informação sobre planificação e orçamentação planos, orçamentos e relatórios de execução; Defesa e promoção da rápida divulgação de deliberações dos órgãos de administração eleitoral; e Advocacia por uma dotação orçamental destinada a combater os efeitos das mudanças climáticas. Apoio aos governos locais Apoio aos governos distritais na criação e utilização de SMoDD como ferramenta de prestação de contas; Capacitação das equipes técnicas distritais e conselhos consultivos sobre assuntos relevantes para o seu trabalho; Promoção de ligações Entre agentes de mudança e plataformas nacionais para descentralização, órgãos deliberativos (conselhos locais, assembleias provinciais e municipais, membros da Assembleia da República do círculo eleitoral provincial e comissões de trabalho relevantes) 10

11 Relacionadas com o Objectivo 3 Monitoria da execução dos fundos sectoriais atribuídos ao nível local. Apoio à pesquisa baseada em evidência. Recolha, análise e resumo, em estreita colaboração com parceiros, realização de estudos, resultados de pesquisas sobre a economia extractiva e seus impactos (por exemplo, em matéria de fiscalidade, atribuição de recursos, padrões de despesa), no âmbito da ITIE, para uso em capacitação, interna e dos parceiros; Apoio a organizações que defendem a tributação dos recursos naturais, monitoria de receitas e gastos, advocacia pelo crescimento inclusivo e renegociação de contratos, bem como monitoria da responsabilidade social das empresas do Investimento Estrangeiro Directo (IED). Além disto, será dada atenção especial aos direitos à terra e à gestão da terra, incluindo gestão e mitigação de conflitos. Processos/campanhas de advocacia planeada. Elaboracao e documentação baseadas em evidencia para informar pesquisas sobre as implicações da indústria extractiva (por exemplo, mineração de carvão e de areias pesadas, mineração artesanal, exploração florestal de grande escala e projectos de culturas de rendimento) para os padrões de uso e direitos da terra, e para as crianças, os jovens e a educação e contribuir com elas para debates construtivos, etc. Prestação de assistência técnica, conceptual ou analítica específica aos parceiros em matérias em que não há competência de OSCs nacionais, através de visitas, contribuições dos parceiros IBIS das economias extractivas, etc. Reforçar as ligações de organizações distritais, provinciais e regionais que lidam com terra, agricultura e indústrias extractivas e órgãos de decisão e deliberativos - Observatórios de Desenvolvimento e Assembleia Provincial Apoio à Plataforma de Recursos Naturais e Indústrias Extractivas, um fórum de advocacia para ONGs, ONGIs e OSCs, para proporcionar um palco nacional competente para o diálogo informado sobre assuntos relacionados com o interesse da sociedade e comunidades afectado pela economia extractiva; Institucionalizar alianças de advocacia constituídas por organizações locais, provinciais e nacionais/internacionais; Advocacia e apoio do fortalecimento dos governos locais para lidarem com os desafios das indústrias extractivas - actualização da estrutura e competências, desenvolvimento de capacidades do pessoal (pelo menos das áreas directamente ligadas à interface com comunidades, jovens e mulheres); Promoção da participação sustentável de mulheres e jovens na economia extractiva; Apoio a iniciativas para monitorar e mitigar o impacto ambiental das indústrias extractivas; Capacitação dos membros dos conselhos locais e assembleias provinciais sobre o regime fiscal das indústrias extractivas. 11

12 PERFIL DOS PARCEIROS IMPLEMENTADORES Organizações que trabalham na área de governação e que têm acordo de parceria com IBIS Moçambique no início da implementação do programa. Nome Principais actividades Abrangência territorial Parceria com a IBIS CIP- Centro de Integridade Pública Fórum Mulher Parlamento Juvenil NANA RADEZA ACEAM Monitoria, pesquisa e Advocacia na Governação Trabalho de advocacia em prol da promoção dos direitos políticos, económicos, sociais das mulheres Juventude, Democracia e governação Trabalha com participação das comunidades criação de conselhos locais e é membro de uma plataforma distrital composta por 18 organizações em Mocuba. Gestão dos recursos naturais Advocacia, formação e comunicação para os Conselhos de Escola Nacional A partir de 2010 Nacional A partir de 2008 Nacional A partir de 2013 Mocuba A partir de 2013 Sedeada em Quelimane, A partir de 2013 com intervenções nos distritos. Alto Molócuè A partir de 2012 Ao longo da implementação, serão identificados e confirmados mais parceiros nacionais. 12

13 Critérios para selecção de parceiros A relação de parceria entre a IBIS Moçambique e os parceiros é guiada pela estratégia de parceria e pelos princípios de parceria da IBIS. A IBIS Moçambique tem ferramentas e procedimentos abrangentes para seleccionar e avaliar parceiros, que são usados para identificar organizações da sociedade civil e no processo de elaborar planos de desenvolvimento de parcerias e convénios de parceria com os principais actores identificados. Procedimentos de selecção de parceiros A estratégia de parceria da IBIS é o quadro orientador da selecção e avaliação de parceiros e foram desenvolvidas várias ferramentas para apoiar este processo. Para a IBIS Moçambique assinar um convénio de parceria com Organizações da Sociedade Civil, têm de ser dados vários passos fundamentais: 1. São trocados vários documentos entre a IBIS e o potencial parceiro com informação essencial sobre cada uma das organizações. 2. É feita uma entrevista de selecção de parceiro onde se discutem questões como, a visão, valores e estratégia, gestão e recursos internos, recursos financeiros e administração, recursos humanos e competências, desempenho no programa, relações externas, etc. 3. É feita em seguida uma avaliação das competências do parceiro e de riscos em termos de estabilidade financeira e sistemas de gestão financeira. Além disso, é também feita uma análise com uso da metodologia FOFA (potencialidades, oportunidades, fraquezas e ameaças), ao parceiro que serve de base para elaboração do plano de desenvolvimento do parceiro. 4. Caso todos os passos descritos anteriormente se mostrem satisfatórios, é elaborado, discutido, aprovado e assinado um acordo de parceria (Convénio). 13

14 MONITORIA E AVALIAÇÃO A monitoria é um instrumento importante para aumentar a prestação de contas dos parceiros e a implementação no programa temático. Além disso, a monitoria é usada como ferramenta estratégica de gestão, concebida para documentar e melhorar a qualidade do trabalho feito pelo programa, dando também ao mesmo tempo uma possibilidade de aprendizagem e reflexão, e subsequente ajustamento de estratégias do programa. Monitoria contínua do programa A monitoria do programa seguirá a estrutura e orientações de monitoria da IBIS e é suportada pelas ferramentas e métodos concretos desenvolvidos no Manual de Parceria da IBIS Moçambique: Passo 1: Monitoria de projectos pelos parceiros: diz respeito à monitoria contínua feita pelo parceiro das actividades que o mesmo implementa. A IBIS assegurar-se-á de que estão montados sistemas de monitoria suficientes e dará formação sobre sistemas de monitoria. A IBIS dará apoio a cada parceiro para melhorar os sistemas de monitoria baseados em resultados, quando tal for necessário. Passo 2: Monitoria dos parceiros pela IBIS: Os principais aspectos dos parceiros que são monitorados pelo pessoal da IBIS são: desempenho, relevância e relação custo-eficácia do programa. São usados para levar a cabo esta monitoria diversas metodologias e métodos de recolha de dados: Observação/avaliação dos participantes na formação. Visitas ao local da implementação, para verificar os resultados das actividades dos participantes em cursos. Uma visita de monitoria de pessoal da IBIS a cada parceiro pelo menos uma vez por ano. Relatórios/planos do parceiro. O acordo de parceria estipulará a frequência da apresentação de relatórios (mensal, trimestral ou semestral), que dependerá da categoria da parceria. Reuniões/discussão com parceiros. Passo 3: Monitoria conjunta de projectos (parceiro e IBIS) A monitoria conjunta de projectos, a realizar anualmente, inclui uma reunião entre a IBIS e o parceiro e é uma oportunidade para a IBIS e o parceiro fazerem uma avaliação do funcionamento da parceria. As principais ferramentas usadas para fazer esta monitoria são os relatórios e planos de desenvolvimento do parceiro. Passo 4: Monitoria contínua do programa pela IBIS A monitoria contínua da implementação do programa temático é uma das principais responsabilidades do director do programa. Os principais aspectos da implementação do programa que são monitorados são as actividades, o uso de fundos, questões relacionadas com a equipa e com a situação de trabalho da equipa, parceiros e acontecimentos externos relevantes que possam influenciar a implementação do programa. Para este fim, o director do programa elabora relatórios semestrais. 14

15 Passo 5: Fórum anual de parceiros A IBIS realiza uma vez por ano um fórum de parceiros em que participam membros da equipa de um determinado programa, representantes de cada organização parceira, amigos críticos, coordenadores de outros programa temáticos da IBIS, membros do grupo global da IBIS, etc. O fórum anual é uma reunião de dois dias que se realiza em Novembro. Os principais aspectos monitorados pelo fórum de parceiros são os efeitos directos do ano em questão, as estratégias usadas e mudanças no contexto, bem como as questões transversais de HIV/SIDA, género e meio ambiente. A principal documentação para o fórum anual são os relatórios dos parceiros, do programa temático e dos amigos críticos do programa. GESTÃO DO PROGRAMA Funções e responsabilidades A IBIS Moçambique será responsável do programa em geral, e da gestão financeira e monitoria, através dos seus sólidos sistemas de controlo e garantia de qualidade. A directora nacional da IBIS Moçambique, colocada no escritório nacional tem a responsabilidade administrativa e financeira geral de todas as operações da IBIS Moçambique, incluindo a aprovação de contratos, acordo de parcerias (convénios), desembolsos para as parcerias e planos e orçamentos do programa. Ao nível do programa, a directora do programa tem a responsabilidade directa e operacional do programa. É assistida por um oficial de programa sénior em Maputo e dois oficiais de programa em Quelimane. A directora de programa é responsável pelo desenvolvimento da carteira de parceiros aos níveis nacional e provincial, e pela gestão estratégica e financeira do programa. CEDESC A gestão do CEDESC em Quelimane está a cargo da directora do Programa de Educação, que assistida por uma oficial do CEDESC, planifica e coordena os cursos de capacitação, os debates públicos e as realizações de pesquisas relevantes para os programas de Educação e de Governação. Os oficiais bem como os assessores financeiros de ambos os programas são responsáveis por facilitar os cursos de capacitação no centro e serão responsáveis por uma carteira de parcerias ao nível provincial. Além dos funcionários permanentes, o CEDESC sempre que necessário, contrata consultores e investigadores externos com a finalidade de fazer estudos e cursos de formação específicos. 15

16 Organigrama do PROCIMU Directora Nacional da IBIS Maputo Directora do Programa Quelimane/Maputo Oficial Sénior de Programa (Maputo) Assessor Financeiro Quelimane Administrador Quelimane 2 Oficiais de Programa Quelimane 16

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