Flórida - EUA 12 Viagem de retorno ao Brasil EUA/Brasil Deslocamento 13 Chegada no Brasil Brasil Deslocamento

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1 Relatório de Viagem Nome LUIZ N. VALCAREGGI E GILMAR BOHRZ Período De 04/06/2010 até 13/06/2010 Local Evento 35º CONFERÊNCIA TÉCNICA INTERNACIONAL SOBRE CARVÃO LIMPO E SISTEMAS DE COMBUSTÍVEL E VISITA TÉCNICA A PLANTA DE DEMONSTRAÇÃO DE IGCC, (POLK POWER PLANT) - CLEARWATER FLÓRIDA - USA. Motivo Reunião Treinamento Grupo de Trabalho X Visita Técnica Outros CONFERÊNCIA Motivação/Justificativas Este é um dos eventos de maior relevância, a nível internacional, na área de desenvolvimento tecnológico em utilização do carvão mineral. A CGTEE está totalmente inserida neste processo, por ser a Empresa do Sistema Eletrobrás que tem como atribuição a geração de energia elétrica através da queima do carvão mineral. Participantes Luiz Nelson Valcareggi - CGTEE Gilmar Bohrz - CGTEE Programa/Roteiro de Viagem Dia Discriminação/Assunto Local Observações 04 Viagem para Clearwater Brasil/EUA Deslocamento 05 Chegada em Clearwater EUA Deslocamento 06 até 10 Participação na Conferência Clearwater Flórida - EUA Participação na Conferência 11 Visita à Planta de Demonstração de Polk Tampa Visita Técnica tecnologia de Geração IGCC Flórida - EUA 12 Viagem de retorno ao Brasil EUA/Brasil Deslocamento 13 Chegada no Brasil Brasil Deslocamento Página 1 de 5

2 Assuntos Tratados A Conferência ao longo dos cinco dias de duração (de domingo até quinta-feira), através de apresentação de painéis e de quase duas centenas de apresentações de trabalhos técnicos, de elevado índice técnico, discorreu basicamente sobre os seguintes assuntos: Tecnologias de geração termelétrica a carvão em geral; Tecnologias de Oxy Fuel Combustion; Tecnologias de combustão em Carvão Pulverizado (PC) e Leito Fluidizado Circulante (CFB); Tecnologias de combustão em caldeiras super e ultra-super críticas; Desenvolvimento de novos materiais; Desenvolvimento de modelagem avançada; ZET s Technologies Tecnologias de emissão zero ou com tendência ao zero; IGCC Technologies Tecnologia Gaseificação Integrada em Ciclo Combinado; Captura do CO 2 Pré e pós-combustão. Regulamentação, transporte e estocagem de CO 2; Visita Técnica à Planta de POLK (sexta-feira) A Planta de Geração de energia elétrica de POLK é um complexo termelétrico, pertencente a Companhia TECO, com capacidade instalada de 750 MW, composto por 3 unidades geradoras a gás natural em ciclo simples de 150 MW cada e de uma planta de 250 MW, de demonstração comercial da tecnologia IGCC (Integrated Gasification Combined Cycle). Este projeto já tem dez anos de operação comercial, com sucesso, com disponibilidade superior a 85% em média. O DOE Departamento de Energia dos Estados Unidos, financiaram este projeto dentro de seu programa de desenvolvimento e de demonstração de tecnologias limpas do carvão, em parceria com a empresa TECO. As apresentações da Conferência estão disponibilizadas no CD entregue. Aspectos Relevantes para a REDE DO CARVÃO A Rede do Carvão é uma ação do MCT para o Programa de C,T&I para Produção e Uso Limpo do Carvão Mineral Pro Carvão, que tem por finalidade desenvolver tecnologia para o uso sustentável do carvão mineral brasileiro. Neste sentido o MME/MMA, e Secretaria de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (Setec) do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), por meio da FINEP e CNPq, vem apoiando o carvão através do Pro Carvão. A CGTEE está totalmente inserida neste processo, por ser a Empresa do Sistema Eletrobrás que tem como atribuição a geração de energia elétrica através da queima do carvão mineral. A participação da CGTEE ajuda a estabelecer o networking e abre perspectivas importantes de estar em contato direto e efetivo com o que há de mais avançado no mundo, em termos de avanços tecnológicos de pesquisa e de desenvolvimento, das tecnologias ditas limpas, de queima de carvão mineral e de geração de energia elétrica, bem como, a potencialidade que se apresenta em termos de projetos conjuntos futuros, com a participação da CGTEE, na área de Pesquisa e Desenvolvimento. Página 2 de 5

3 Conclusões/Continuidade/Encaminhamentos A participação nesta Conferência foi de grande importância para os viajantes, pois os mesmos tiveram a oportunidade de presenciar um evento de grande relevância em termos do que há atualmente de mais moderno no mundo, com referência ao uso do carvão mineral. Após ter tido a oportunidade de participar desta Conferência, fica ainda mais evidente e atualizado este pequeno artigo que foi escrito quando ainda fazia parte (lá em novembro de 2006) do Conselho de Administração da ABCM (Associação Brasileira do Carvão Mineral), que é reproduzido a seguir: Capacitação da ciência e tecnologia e da indústria nacional para atender a estratégia de expansão do setor elétrico com geração a carvão. Para expandir e consolidar a geração térmica no Brasil, utilizando-se o carvão mineral, seja o nacional ou importado, dentro de uma visão estratégica de médio e longo prazo, de sustentabilidade técnico, econômica e ambiental é mister que ações, agora sejam tomadas, visando a continuidade e o sucesso desta política no longo prazo. O que tem ocorrido nos últimos anos é o preenchimento de hiato. De fato nunca se conseguiu estabelecer uma política estruturada onde a cadeia produtiva fosse contemplada nas suas diversas etapas e atribuições, com uma política coordenada e visando o atendimento da expansão, e o que vemos é a importação de usinas para preenchimento deste hiato. O que temos feito é a aquisição de caixas pretas, em alguns casos 100 % importadas. Obviamente a indústria nacional só irá apostar naquilo que for seguro, tácito e com reais perspectivas de escala e perenidade, seja para atendimento do mercado interno de demanda como para exportação. Atualmente o setor termelétrico brasileiro depende totalmente de projetos e de fornecedores estrangeiros, principalmente para a turbinas e geradores, e de projetos de caldeiras, e fabricação das partes sob alta pressão para a eventual construção de usinas térmicas convencionais a carvão, e em conseqüência, com mais obviedade para as caldeiras ditas super e ultra-super críticas. O Brasil depende das diversas tecnologias inerentes a cada fornecedor, do pós-venda, etc, não possuindo um padrão de fornecimento. Reversão deste cenário poderá impulsionar e desenvolver interesse na indústria nacional, através de parcerias com a real perspectiva de estabelecer mudanças significativas na política de geração e de planejamento da matriz energética nacional, com a inclusão da expansão, a médio e longo prazo, de usinas térmicas a carvão nacionalizadas, e com um mínimo de participação da indústria nacional, no projeto, fabricação e construção das usinas a serem instaladas em território nacional. É necessário viabilizar, através da força catalisadora do Governo Brasileiro, (a Eletrobrás CGTEE é um vetor para viabilização) o interesse em desenvolver no País, via associação com empresas de reconhecida capacidade, projetos conjuntos com transferência de tecnologias, dotando, dentre uma relação de interesses estratégicos e econômicos comuns, o País de condições satisfatórias, visando a expansão da matriz energética brasileira de usinas a carvão, modernas e ambientalmente atualizadas ao estado da arte, em termos de desenvolvimento da engenharia nacional, da indústria para suprimento de peças e componentes e construção de usinas termelétricas, sob a ótica de cadeia produtiva. A construção e o desenvolvimento de engenharia junto a um programa de construção de usinas nacionalizadas permitiria um decréscimo de custos do investimento e de manutenção do parque térmico e de mineração. Por outro lado, o parque industrial brasileiro, possui capacidade de evoluir e se adaptar a esta possível Página 3 de 5

4 condição, através de pequenos ajustes desde que logicamente haja escala de produção e encomendas, através de estabelecimento de um plano mínimo e atraente de expansão da geração térmica a carvão. Hoje temos empresas de grande porte tais como Alstom, NUCLEP, CBC/Mitsubishi, WEG, GE, várias outras e que poderiam ser chamadas para fazerem parte deste esforço. É necessário estabelecer o roadmap para produção e uso do carvão mineral para o Brasil, em termos de desenvolvimento tecnológico, capacitação e formação de recursos humanos, onde emanaria do Governo, um plano de médio e longo prazo, com o devido estabelecimento de parcerias nacionais e internacionais, o chamamento dos centros de pesquisas e universidades e o setor industrial, dentro de um projeto amplo integrado e sinérgico. Este roadmap estabeleceria as rotas tecnológicas (combustão, gaseificação, captura, transporte e estocagem de dióxido de carbono, tratamento de gases e efluentes, etc), a serem adotadas e implementadas no Brasil, os seus stakeholders, dentro de uma visão desenvolvimentista de médio e longo prazo, onde toda a cadeia produtiva seria contemplada, gerando emprego, capacitação e desenvolvimento de recursos humanos e integração com a indústria nacional, tornando o País um pouco menos distante e dependente de outras nações ditas desenvolvidas e emergentes. (Poderíamos pelo menos analisar e adaptar à nossa condição, as experiências da China e Índia, pois eles já fizeram isto há 30 anos atrás). Para efetiva implementação deste programa, o qual se sabe, se dá de forma lenta e gradual é necessário que seja definida e atendida a sua missão e visão de futuro ou de onde se quer chegar, sem tropeços, interrupções ou retrocessos. De fato este processo já ocorreu em diversos setores do Brasil. Se olharmos pela ótica da geração hidrelétrica, onde pela sua condição e vocação natural, o Brasil optou em dotar a matriz energética de forma robusta, desta modalidade de geração de energia elétrica. O grande resultado é que ao longo destes anos o País é hoje referência mundial em termos de recursos e meios tecnológicos nas áreas de engenharia, projeto, fabricação e suprimento, construção civil e de grandes barragens, montagem eletromecânica e operação de usinas, de todos os portes possíveis, pequenas, médias e grandes, não dependendo praticamente de ninguém para suprir suas necessidades, muito pelo contrário, somos exportadores de tecnologia e conhecimento, com uma perfeita integração dos centros de pesquisa, universidades e indústria nacional. Mais atualmente o mesmo está acontecendo na área de petróleo e gás onde uma robusta estrutura de engenharia, construção e infra-estrutura, capacitação tecnológica e de recursos humanos, está em pleno desenvolvimento e atividade, visando o atendimento das necessidades do País na extração, transporte e refino de petróleo e gás das camadas pré e pós-sal da plataforma continental. Voltando a questão carvão, a indústria nacional tem capacidade para atender o suprimento de equipamentos para a mineração à céu aberto de pequeno porte sendo necessária sua capacitação para fabricação de equipamentos de médio porte. Quanto a mineração subterrânea praticamente não existe produção de equipamentos no Brasil. Associação Brasileira do Carvão Mineral. Novembro de 2006 Página 4 de 5

5 Por isto que a consolidação da Rede do Carvão, dos institutos e centros de pesquisa hoje existentes e em fase de instalação, tal como o CTCL em Criciúma é de vital importância, para que se possa sonhar um pouco mais, na consolidação do uso eficiente do Carvão Mineral, na matriz energética nacional. Mais importante ainda é o papel da Secretaria de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (Setec) do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), por meio da FINEP e CNPq, que vem apoiando o carvão através do Pro Carvão. Por fim agradecemos o suporte da CGTEE, da Rede do Carvão, da FINEP, do CNPq e em especial ao Coordenador da Rede e seus colaboradores, que tornaram uma possibilidade em realidade. Anexos A Rede do Carvão recebeu um CD com todo o conteúdo das palestras e apresentações durante a Conferência. A CGTEE manterá em seu arquivo todo material trazido (que está em mídia impressa) e que da mesma forma está disponível para qualquer integrante da Rede do Carvão, que porventura queira mais informações. DATA: / / Assinatura: Página 5 de 5

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