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1 MANUAL DE PROCEDIMENTOS E CONDUTAS NA PREVENÇÃO DE INFECÇÕES SERVIÇO DE CONTROLE DE INFECÇÃO HOSPITALAR

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3 Manual de Procedimentos e Condutas em Prevenção de Infecções Serviço de Controle de Infecção Hospitalar Hospital Universitário São Francisco (11)

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5 Hospital Universitário São Francisco - Bragança Paulista - SP Responsável Técnico: Dr. Pedro Izzo - CRM/SP Organização: Serviço de Controle de Infecção Hospitalar - SCIH Érica Macedo Bueno Enfermeira - COREN/SP Flavia Rossini Médica-Infectologista - CRM/SP Januária Peres Médica-Infectologista - CRM/SP Colaboradores Dr. Pedro Izzo - CRM/SP Dra. Lílian C. C. Barjud - CRM/SP Apoio administrativo Suellen de Souza Gouveia SCIH Comunicação HUSF

6 WX 167 M 251 Manual de procedimentos e condutas em prevenção de infecções: 2011/2012 / organizadores: Érica Macedo Bueno, Flávia Rossini, Januária Peres. -- Bragança Paulista: Editora/Gráfica e Editora ABR Ltda - ME, p. 1. Infecção hospitalar Prevenção e controle. 2. Infecção hospitalar Quimioterapia. I. Bueno, Érica Macedo. II. Rossini, Flavia. III. Peres, Januária. Ficha catalográfica elaborada pelas bibliotecárias do Setor de Processamento Técnico da Universidade São Francisco.

7 SUMÁRIO 1 Introdução Higienização de mãos Precauções e isolamentos Coleta de culturas Prevenção de infecções do sítio cirúrgico Profilaxia cirúrgica Prevenção de infecções do trato respiratório Terapia empírica de pneumonia do adulto Prevenção de infecções do trato urinário Terapia de infecções do trato urinário Prevenção de infecções de corrente sanguínea Condutas em infecções de corrente sanguínea Protocolo de terapia de infecções em cirurgia vascular Protocolo de terapia de infecções em ortopedia Condutas em patologias cirúrgicas Protocolo de terapia empírica para infecções em ginecologia e obstetrícia Condutas em acidentes com perfurocortantes Doenças de notificação compulsória Condutas em casos suspeitos de meningite Antimicrobianos padronizados e posologias

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9 1. INTRODUÇÃO A infecção é a mais frequente e grave complicação que pode acometer pacientes hospitalizados, prolongando o período de internação, elevando custos e constituindo importante causa de morbimortalidade. A epidemiologia e a prática do controle das Infecções relacionadas à Assistência à Saúde (IrAS) são disciplinas dinâmicas que estão sofrendo evolução constante. O conhecimento dos mecanismos de transmissão de micro-organismos, aliado à ampliação dos diagnósticos laboratoriais, delineou medidas objetivas para o controle das IrAs. Os principais meios de prevenção incluem a higienização de mãos, a instituição de precauções de contato e respiratórias para doenças transmissíveis e simples medidas específicas para cada infecção. A prevenção das IrAS deve constituir o objetivo de todos os profissionais da saúde. É um risco inerente à hospitalização e seu controle é uma tarefa difícil, só possível com a participação de todas as equipes envolvidas na atenção ao paciente, sendo também decisivo o apoio administrativo. 1.1 Conceitos Infecção comunitária: é a infecção constatada ou em incubação no momento da admissão do paciente, desde que não relacionada com infecção anterior ou procedimento prévio no mesmo hospital; Infecções relacionadas à Assistência à Saúde (IrAS): é qualquer infecção adquirida após a internação do paciente, usando o critério de 72 horas, ou associada a procedimentos invasivos ou cirúrgicos, podendo manifestar-se durante a internação ou mesmo após a alta. O uso racional de antimicrobianos apresenta-se como importante medida no controle da resistência bacteriana. Sendo assim, este Manual visa 7

10 orientar os profissionais em relação ao melhor uso dos antimicrobianos e a prevenir a transmissão cruzada e a disseminação desses micro-organismos. 2. HIGIENIZAÇÃO DE MÃOS A higienização das mãos é isoladamente a ação mais importante para a prevenção e o controle das IrAs. Pode ser realizada com água e sabão ou por intermédio de antissépticos, sendo o principal o álcool em gel. 2.1 Lavagem das mãos É a fricção manual vigorosa de toda a superfície das mãos e dos punhos, utilizando sabão/detergente neutro, seguida de enxágue em água corrente abundante. O uso de luvas não dispensa a lavagem das mãos antes e depois de contato com o paciente ou suas mucosas, sangue, outros fluidos corpóreos, secreções ou excreções. A lavagem das mãos deve ser realizada tantas vezes quanto necessário, mesmo durante a assistência a um único paciente, sempre que envolver contato com diversos sítios corporais entre cada uma das atividades. A lavagem e a antissepsia cirúrgica das mãos são realizadas sempre previamente aos procedimentos cirúrgicos. A primeira antissepsia das mãos do dia deve ter a duração de cinco minutos, com técnica adequada e com o uso de solução degermante (clorexidine). As lavagens posteriores devem ter duração de três minutos. A decisão para a lavagem das mãos com o uso de antissépticos deve considerar o tipo de contato, o grau de contaminação, as condições do paciente e o procedimento a ser realizado. 8

11 O uso de antisséptico é recomendado em: Realização de procedimentos invasivos; Prestação de cuidados a pacientes sob precauções de contato; Contato direto com feridas e/ou dispositivos invasivos, tais como cateteres e drenos. Devem ser empregados medidas e recursos com o objetivo de incorporar a prática da lavagem das mãos em todos os níveis de assistência hospitalar. 2.2 Higiene das mãos com álcool gel As soluções têm sido utilizadas para antissepsia há séculos. Recentemente vários estudos destacaram as qualidades do álcool, como ação antimicrobiana rápida, de largo espectro, baixo custo, fácil obtenção e com poucos efeitos indesejáveis. O álcool é um dos mais seguros e efetivos antissépticos, reduzindo rapidamente a contagem da microbiota da pele. Tem excelente atividade germicida contra bactérias gram-positivas e negativas, incluindo patógenos multirresistentes. Apesar do álcool não possuir efeito residual, sua ação de dano microbiano permanece por várias horas. As principais desvantagens das soluções alcoólicas são o ressecamento da pele e por isso são formulados com emolientes e sua inativação na presença de matéria orgânica. Não é recomendável lavar as mãos com água e sabão após aplicar preparado alcoólico. Somente depois de repetidos usos, que deixam uma sensação de acúmulo de emolientes, é que se deve lavar com água e sabão, ou na presença de sujidade. 9

12 O produto alcoólico pode ser utilizado em todas as situações clínicas, como: Antes e após contato direto com o paciente; Antes de inserir cateter urinário, cateteres vasculares periféricos ou outros procedimentos invasivos; Após contato com a pele íntegra do paciente (ex.: aferir pulsação ou pressão arterial e levantar o paciente); Após remover as luvas. Aplique uma quantidade suficiente do produto na palma de uma das mãos e friccione-as uma contra a outra, cobrindo toda a superfície de mãos, dedos e punhos, até que estejam secos. 3. PRECAUÇÕES E ISOLAMENTOS Recomendamos as seguintes orientações importantes sobre a conduta em casos de necessidade de isolamento de pacientes em nossa instituição, baseadas nas recomendações do Centers for Disease Control and Prevention (CDC), em guideline publicado em 2007 (www.cdc.gov/ncidod/ pdf/guidelines/isolation2007.pdf). As precauções são divididas em dois grupos: Precauções-padrão; Precauções baseadas na transmissão. 3.1 Precauções-padrão Indicadas para todos os pacientes, independente do diagnóstico, se houver risco de contato com sangue e todos os líquidos, secreções ou excreções corporais, pele não íntegra ou mucosas. 10

13 Consistem em: Higienização das mãos, com água e sabão ou álcool gel, antes e após contato com paciente ou com sangue, líquidos corporais ou após a retirada de luvas. O uso de antissépticos para lavagem das mãos é indicado em situações especiais determinadas pelo Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH); Uso de luvas de procedimentos se houver risco de contato com sangue e outros líquidos corpóreos, mucosas, pele não íntegra e qualquer item que possa estar contaminado. As luvas devem ser retiradas imediatamente após o uso, antes de tocar superfícies ambientais ou antes do contato com outros pacientes. Lavar as mãos após retirar as luvas é obrigatório; O uso de aventais limpos, não estéreis, está indicado para proteger o corpo e roupas toda vez que possa ser prevista contaminação por líquidos corporais ou sangue. A retirada de aventais deve ser feita o mais breve possível, com lavagem das mãos posteriormente; Máscara, óculos e protetor facial são indicados se houver risco de contaminação da face; Os equipamentos de cuidados do paciente, que contenham sangue ou líquidos corpóreos, devem ser manuseados com cuidado, e sua reutilização em outro paciente deve ser precedida de limpeza e desinfecção; Materiais perfurocortantes, depois de utilizados, devem ser transportados com cuidado para prevenir acidentes e transferência de micro-organismos para o ambiente ou outros pacientes. Devem ser descartados em recipientes apropriados, como caixas para perfurocortantes. 11

14 3.2 Precauções baseadas na transmissão Precauções de contato; Precauções respiratórias: - Precauções para gotículas; - Precauções para aerossóis Precauções de contato Indicadas para pacientes com infecção ou colonização por microorganismos epidemiologicamente importantes, que são transmitidos por contato direto (pele a pele) ou indireto (contato com superfícies ambientais ou itens de uso do paciente). Consistem em: Quarto privativo ou coorte quando os pacientes forem acometidos somente da mesma doença transmissível (não é a situação ideal); Higienização das mãos com antisséptico; Uso de luvas quando entrar no quarto ou em contato com matéria orgânica (ex.: sangue, fezes, secreções, etc.). As luvas devem ser trocadas e as mãos higienizadas; Uso de avental limpo, de mangas longas, não estéril, descartável, quando entrar no quarto. O avental deve ser retirado antes da saída do quarto. Recomenda-se o uso de aventais descartáveis para diminuir o risco de contaminações; O transporte de pacientes para fora do quarto deve ser reduzido ao mínimo possível e devem ser mantidas as precauções durante o transporte; 12

15 Artigos com os quais o paciente tenha contato e as superfícies ambientais devem ser submetidos a limpeza diária; Equipamentos de cuidados ao paciente e materiais como estetoscópio, esfigmomanômetro, termômetro ou cômoda devem ser de uso exclusivo do paciente. PRECAUÇÕES DE CONTATO QUARTO PRIVATIVO SE CONTATO COM O PACIENTE USO INDIVIDUAL TRANSPORTE DO PACIENTE SECREÇÕES CONTIDAS SOLICITE ORIENTAÇÃO DA ENFERMAGEM Serviço de Controle de Infecção Hospitalar - SCIH Principais indicações para precauções de contato: Lesões e abscessos com drenagem não contida de secreções; Colite pseudomembranosa (Clostridium difficile); Conjuntivite viral aguda; Diarreia não contida; Escabiose; Herpes-zoster; 13

16 Infecções por adenovírus; Pediculose; Raiva; Rubéola congênita; Sangramentos não contidos; Varicela; Culturas com isolamentos de Acinetobacter baumannii, cepas produtoras de -lactamase de espectro expandido (ESBL), estafilococos com resistência completa ou intermediária a Vancomicina (VRSA/VISA), enterococos resistentes a Vancomicina (VRE) e outras bactérias com resistência a todas as classes de antibiótico Precauções respiratórias Precauções para gotículas Indicadas para pacientes portadores de micro-organismos transmitidos por gotículas de tamanho superior a 5 micra, que podem ser geradas durante tosse, espirro, conversação, etc. Consistem em: Quarto privativo com porta fechada ou coorte de pacientes com a mesma patologia (não é a situação ideal); Máscara cirúrgica descartável, que deve ser utilizada todas as vezes que o profissional de saúde entrar no quarto; O transporte de pacientes deve ser limitado ao mínimo possível, evitando-se horários de pico. Quando inevitável, o paciente deverá usar máscara cirúrgica. 14

17 PRECAUÇÕES RESPIRATÓRIAS PARA GOTÍCULAS QUARTO PRIVATIVO MÁSCARA COMUM USO PELO PROFISSIONAL NO QUARTO MÁSCARA COMUM USO PELO PACIENTE NO TRANSPORTE SOLICITE ORIENTAÇÃO DA ENFERMAGEM Serviço de Controle de Infecção Hospitalar - SCIH Principais indicações para precauções respiratórias (gotículas): Caxumba; Coqueluche; Difteria; Epiglotite; Infecções por adenovírus; Meningites (bacteriana indeterminada, Haemophilus influenzae, Neisseria meningitidis); Meningococcemia; Rubéola. 15

18 Precauções para aerossóis Indicadas para pacientes com infecções suspeitas ou comprovadas por micro-organismos transmitidos por aerossóis, que consistem em partículas de tamanho igual ou inferior a 5 micra, que permanecem suspensas no ar e podem ser dispersas a longas distâncias. Consistem em: Quarto privativo (ou coorte, que deve ser evitada), com porta fechada e que possua pressão de ar negativa em relação às áreas vizinhas, com mínimo de seis trocas de ar por hora, com utilização de filtros HEPA; Proteção respiratória com máscara que possua adequada capacidade de filtragem (Máscara N95) e com boa vedação lateral; O transporte de pacientes deve ser limitado, mas, quando indicado, o paciente deverá usar máscara (máscara cirúrgica é suficiente). PRECAUÇÕES RESPIRATÓRIAS PARA AEROSSÓIS QUARTO PRIVATIVO COM PORTA FECHADA MÁSCARA N95 MÁSCARA COMUM USO PELO PROFISSIONAL NO QUARTO USO PELO PACIENTE NO TRANSPORTE SOLICITE ORIENTAÇÃO DA ENFERMAGEM Serviço de Controle de Infecção Hospitalar - SCIH 16

19 Principais indicações para isolamento respiratório (aerossóis): Herpes-zoster (disseminado ou em paciente imunossuprimido); Sarampo; Tuberculose pulmonar e laríngea (suspeita ou confirmada); Varicela. 3.3 Providências importantes na instalação de precauções Na indicação ou discussão de isolamento, solicitar a anotação do tipo de precaução na prescrição médica; Fixar a placa de precauções na porta do quarto, disponível nos postos de enfermagem, de acordo com o diagnóstico e tipo de transmissão (vide tabela a seguir). Providenciar os equipamentos de proteção individual (EPI) necessários e dispor materiais limpos sobre o criado-mudo, próximo da porta, do lado externo do quarto; Avaliar necessidade de notificação compulsória. Em caso positivo, comunicar o SCIH; Avisar sobre o isolamento para o setor de Nutrição, que providenciará baixelas descartáveis para dieta dos pacientes sob precauções; Providenciar materiais para uso exclusivo do paciente sob precauções: termômetro, esfigmomanômetro, estetoscópio, entre outros; Providenciar máscaras (cirúrgica ou N95, de acordo com o tipo de precauções respiratórias) e aventais de manga longa, descartáveis, e luvas (precauções de contato), para funcionários e acompanhantes; Colocar uma caixa para perfurocortantes exclusiva no interior do quarto; 17

20 As máscaras N95, indicadas para precauções respiratórias para aerossóis, são de uso individual do funcionário, podendo ser acondicionadas em sacos plásticos e utilizadas por até 30 dias, desde que não apresentem sujidades ou deformidades. Caso as máscaras N95 sejam compartilhadas por mais de um colaborador, recomenda-se o uso de máscara cirúrgica sob a N95, para proteção desta; Providenciar sacos plásticos brancos para a lixeira e hamper, que ficarão no lado interno do quarto para desprezar luvas, aventais e máscaras cirúrgicas usados; Avisar o setor de Higiene para providenciar os equipamentos necessários para seus colaboradores. A limpeza concorrente deverá ser realizada normalmente, com água e detergente neutro, de preferência após a limpeza de todos os outros quartos da Enfermaria. A limpeza terminal deverá ser efetuada também com água e detergente neutro, após alta do paciente ou a cada 7 dias (se internação prolongada); Caso haja necessidade de transporte do paciente, avisar previamente o setor que irá recebê-lo e evitar horários de maior movimento. Preferencialmente, agendar transferências e realização de exames para o final do turno. 18

21 TIPO DE CONDIÇÃO E AS PRECAUÇÕES NECESSÁRIAS INFECÇÃO/CONDIÇÃO PRECAUÇÕES PERÍODO Abscesso com drenagem contida Abscesso com drenagem não controlada AIDS Amebíase Ascaridíase Aspergilose Brucelose Sem isolamento Contato Sem isolamento Sem isolamento Sem isolamento Sem isolamento Sem isolamento Duração da secreção Candidíase Caxumba Celulite com secreção contida Celulite com secreção não controlada Sem isolamento Respiratória - gotículas Sem isolamento Contato 9 dias a partir da tumefação Duração da secreção Cólera Contato Até alta Conjuntivite bacteriana Contato Durante sintomas Conjuntivite viral aguda Contato Durante sintomas Coqueluche Criptococose Dengue Respiratória - gotículas Sem isolamento Sem isolamento Manter 5 dias após tratamento 19

22 TIPO DE CONDIÇÃO E AS PRECAUÇÕES NECESSÁRIAS INFECÇÃO/CONDIÇÃO PRECAUÇÕES PERÍODO Diarreia Sem isolamento Diarreia não contida Contato Até continência Difteria Escabiose Esquistossomose Febre amarela Hepatites A, B, C, D, E Contato Contato Sem isolamento Sem isolamento Sem isolamento Até 24 horas após tratamento Até 24 horas após tratamento Exceto se diarreia não contida Herpes simples cutâneo Herpes-zoster em paciente imunossuprimido Herpes-zoster localizado Contato Contato + aerossóis Contato Herpes-zoster disseminado Contato + aerossóis HIV Sem isolamento Até formação de crostas Até formação de crostas Até formação de crostas Até formação de crostas Impetigo Malária Meningite viral ou pneumocócica Contato Sem isolamento Sem isolamento Até 24 horas de terapia eficaz 20

23 TIPO DE CONDIÇÃO E AS PRECAUÇÕES NECESSÁRIAS INFECÇÃO/CONDIÇÃO PRECAUÇÕES PERÍODO Meningite por meningococo Meningite por hemófilus Meningococcemia Respiratória - gotículas Respiratória - gotículas Respiratória - gotículas 24 horas de terapia efetiva* 24 horas de terapia efetiva* 24 horas de terapia efetiva* Molusco contagioso Mononucleose infecciosa Pediculose Pneumocistose Sem isolamento Sem isolamento Contato Sem isolamento Manter isolamento até alta Rickettsiose Sarampo Toxoplasmose Sem isolamento Respiratória - aerossóis Sem isolamento Durante sintomas Tuberculose** Vide nota Varicela Contato + aerossóis Até formação de crostas 21

24 * TERAPIA EFETIVA Uso de Ceftriaxone por 24 horas. Caso tenha feito uso de outro antimicrobiano, como Penicilina ou Ampicilina, prescrever Rifampicina para o paciente, para suspensão das precauções respiratórias. ** TUBERCULOSE PULMONAR/LARÍNGEA: Isolar com precauções respiratórias/aerossóis imediatamente na suspeita ou no diagnóstico de tuberculose; Pacientes em tratamento com esquema quádruplo, independente do tempo de terapia: manter precauções até duas amostras de escarro com pesquisa de BAAR negativa; Pacientes com diagnóstico ou suspeita de tuberculose, sob entubação endotraqueal e ventilação mecânica: manter precauções respiratórias; Familiares: orientar quanto ao uso de máscara respiratória; Transporte do paciente: orientar quanto ao uso de máscara cirúrgica pelo paciente, cobrindo nariz e boca; Pacientes com tuberculose extrapulmonar (ganglionar, meníngea, cutânea, etc.): manter isolamento respiratório até duas amostras negativas para BAAR no escarro (sendo 1 amostra coletada pela manhã, em jejum); Suspensão do isolamento para pacientes em terapia: duas amostras negativas de BAAR no escarro + em uso do esquema quádruplo (15 dias) + melhora clínica (redução da tosse e resolução da febre). 22

25 4. COLETA DE CULTURAS Todo resultado liberado pelo laboratório de microbiologia é consequência da qualidade da amostra recebida. O material coletado deve ser representativo do processo infeccioso investigado, devendo ser eleito o melhor sítio da lesão, evitando contaminação com áreas adjacentes. A coleta e o transporte inadequados podem ocasionar falhas no isolamento do agente etiológico e favorecer o desenvolvimento da flora contaminante, induzindo a um tratamento não apropriado. Portanto, devemos adotar procedimentos adequados de coleta que resultem em uma terapêutica correta. 4.1 Requisição de exames e identificação das amostras O preenchimento adequado da requisição de exames microbiológicos é útil e valorizado em diferentes etapas do processo. Portanto, as informações abaixo devem ser corretamente preenchidas: Nome completo; Número do prontuário; Data de nascimento; Sexo; Clínica, leito ou ambulatório; Descrição do exame solicitado; Dados do local de coleta (dados clínicos mais significativos, lesões cutâneas ou de mucosas, local e características do sítio de infecção, etc.); Uso de antibióticos; Data e hora da coleta; Data do pedido, carimbo e assinatura do médico. 23

26 O profissional responsável pela coleta é também o responsável por identificar de forma legível e correta o material a ser encaminhado ao laboratório com: Nome e registro do paciente; Leito ou ambulatório e especialidade; Material coletado; Data, hora e quem realizou a coleta. 4.2 Instruções para coleta Recomendações gerais: Coletar amostras antes do início da antibioticoterapia, sempre que possível; Instruir claramente o paciente sobre o procedimento; Observar a antissepsia na coleta de todos os materiais clínicos; Coletar do sítio onde o micro-organismo suspeito tenha maior probabilidade de ser isolado; Quantidade suficiente de material deve ser coletada para permitir uma completa análise microbiológica. Caso a quantidade seja pequena, priorizar os exames; Encaminhar a amostra para o laboratório logo após a coleta Coleta de hemocultura periférica Lavar as mãos com água e sabão e secá-las; Remover os selos das tampas dos frascos de hemocultura e fazer assepsia prévia nas tampas, com álcool a 70%; Garrotear o braço do paciente e selecionar uma veia adequada. Essa área não deverá mais ser tocada com os dedos. Aplicar clorexidine 24

27 alcoólico com movimentos circulares e de dentro para fora. Deixar secar por 30 a 60 segundos antes de efetuar a coleta - colocar luvas estéreis; Coletar 4 a 5 ml de sangue em adultos e 0,5 a 3 ml em crianças; Coletar duas amostras, de sítios vasculares diferentes, para evitar contaminação e aumentar a sensibilidade. Não há necessidade de intervalo entre as coletas; Identificar o frasco com todas as informações padronizadas e enviar ao laboratório juntamente com a solicitação médica devidamente preenchida. Observações: Não é recomendada a coleta por meio de cateteres; Punções arteriais não trazem benefícios na recuperação dos microorganismos quando comparadas com punções venosas; Não se recomenda a troca de agulha entre a punção de coleta e a distribuição do sangue no frasco de hemocultura; Nunca refrigerar o frasco; Utilizar frasco estéril, seco, sem anticoagulante; Encaminhar o mais rápido possível ao laboratório. ATENÇÃO: Apenas em casos sob suspeita de endocardite infecciosa, coletar três amostras de punções venosas diferentes, com intervalo de 30 minutos entre cada coleta Ponta de cateter intravascular Fazer uma rigorosa antissepsia da pele ao redor do cateter com clorexidine alcoólico; 25

28 Remover o cateter e, assepticamente, cortar 5 cm da parte mais distal, ou seja, a que estava mais profundamente introduzida na pele; Utilizar tesoura ou bisturi estéreis (CME); Colocar o pedaço do cateter num frasco estéril, sem meio de cultura. O material deve ser transportado imediatamente ao laboratório, evitando sua excessiva secagem Hemoculturas pareadas Este método compara os registros do tempo de crescimento de microorganismos isolados em hemocultura periférica e hemocultura coletada através de cateter venoso central. Por esta técnica, é considerada infecção relacionada a cateter quando a hemocultura coletada por meio do cateter positiva duas horas ou mais antes da hemocultura periférica. A desvantagem desse método é que a maioria dos pacientes tem resultado indeterminado, pois somente uma das amostras é positiva. Quando o exame é conclusivo, a sensibilidade chega a 85% e a especificidade a 81% Coleta de hemocultura por cateter venoso central Identificar no frasco a coleta realizada pelo cateter e a coleta pelo acesso periférico; Higienizar as mãos; Colocar as luvas de procedimento; Limpar com álcool 70% a conexão e as extremidades distais do cateter. Esperar secar de 30 a 60 segundos; Aspirar e desprezar 3 ml de sangue do cateter em adultos e 0,2 ml em crianças; Coletar amostra de todos os lúmens do cateter, contendo o mesmo volume de sangue; 26

29 Utilizando nova seringa, coletar o volume de sangue desejado; Inocular o sangue no frasco de hemocultura, respeitando o volume máximo de cada frasco; Misturar o conteúdo dos frascos por inversão. Observações: Evitar coleta de sangue até uma hora após o término de infusão de antibiótico; Para suspeita de infecção por fungos filamentosos, Histoplasma capsulatum e micobactérias, utilizar o frasco específico Myco F. Coletar apenas uma amostra, em volume máximo de 5 ml; Para amostras pareadas, o volume coletado por via central deverá ser o mesmo do coletado por via periférica; A coleta por meio do cateter deve ser sempre pareada com a hemocultura periférica; O intervalo de tempo entre a coleta pelo cateter e a periférica não pode ultrapassar 15 minutos Urina A coleta deve ser realizada pela manhã, preferencialmente da primeira micção do dia ou, então, após retenção vesical de duas a três horas. Crianças: Antissepsia rigorosa prévia dos genitais com água e sabão neutro e posterior secagem com material estéril; Coletar jato urinário intermediário espontâneo. Se não for possível, pode-se usar o saco coletor de urina, porém a troca deve ser realizada de 30 em 30 minutos, e ao trocar o coletor deve-se refazer a antissepsia; Casos especiais (neonatos, lactantes de baixo peso): indicar punção vesical suprapúbica, que deverá ser realizada pela equipe médica. 27

30 Adulto (sexo feminino): A coleta deve ser supervisionada por um profissional e encaminhada rapidamente ao laboratório para processamento dentro de 2 horas; Remover a roupa da cintura para baixo e sentar no vaso sanitário; Manter as pernas separadas; Afastar os grandes lábios e proceder à higiene com gaze embebida em sabão neutro, da frente para trás, limpando as dobras da pele; Enxaguar com gaze úmida, sempre da frente para trás; Desprezar o primeiro jato de urina e coletar o jato médio até um pouco mais da metade do frasco; Fechar bem o frasco. Adulto (sexo masculino): Coletar preferencialmente pela manhã, na primeira micção do dia ou, então, após retenção urinária de duas a três horas. Pacientes cateterizados com sistema de drenagem fechada: Coletar a urina puncionando-se o cateter em local apropriado na proximidade da junção com o tubo de drenagem, após assepsia com álcool a 70%; Anotar no pedido laboratorial que o paciente está cateterizado. Observação: Não coletar a urina da bolsa coletora Coleta de escarro para pesquisa de BAAR (tuberculose) Orientar o paciente sobre a importância da coleta de escarro e não de saliva; Coletar sempre duas amostras, sendo uma amostra do primeiro escarro da manhã, antes da ingestão de alimentos; Orientar o paciente para escovar os dentes somente com água e enxaguar a boca várias vezes, inclusive com gargarejos; 28

31 Inspirar várias vezes e tossir profundamente, recolhendo a amostra em um frasco de boca larga; Encaminhar imediatamente ao laboratório. ATENÇÃO: Não realizar coleta de escarro para cultura bacteriana Fluidos orgânicos estéreis (líquido pleural, ascítico, biliar, sinovial e outros) Proceder à antissepsia no sítio da punção com clorexidine alcoólico; Obter a amostra por meio de punção percutânea ou cirúrgica. Quanto maior o volume da amostra, maior a probabilidade de isolamento do agente etiológico. A coleta é procedimento médico; Encaminhar o líquido coletado em tubo seco e estéril; Transportar imediatamente ao laboratório, com a orientação do tipo de cultura necessariamente especificado no pedido médico. Liquor A coleta deve ser realizada por equipe médica especializada, de forma asséptica; Realizar antissepsia com clorexidine alcoólico, concentricamente; Não refrigerar a amostra; Transportar imediatamente a amostra juntamente com o pedido médico adequadamente preenchido; Os exames a serem realizados devem ser especificados (bacterioscopia, citoquímica, culturas) e priorizados de acordo com o volume coletado. Observação: Em caso de pedido de cultura de liquor, deve sempre ser discriminado o pedido de bacterioscopia também. 29

32 4.2.8 Secreção de ouvido Conduto auditivo externo e médio (até a membrana timpânica): remover secreção superficial com um swab umedecido em solução salina estéril e obter material com outro swab, fazendo rotação no canal. Em seguida, inserir no meio de transporte. Conduto auditivo interno: a) Membrana timpânica rompida: o médico deve proceder como no item anterior, e com espéculo ou cone de otoscópio coletar material com swab e em seguida inserir no meio de transporte. Com outro swab, fazer esfregaço para coloração Gram; b) Membrana íntegra: usar seringa para puncionar a membrana ou sistema apropriado para aspiração e coletor, que deverão ser encaminhados imediatamente ao laboratório para processamento; ou introduzir em meio de transporte para conservação e fazer lâmina para bacterioscopia Secreção ocular As culturas deverão ser coletadas antes da aplicação de antibióticos, soluções, colírios ou outros medicamentos; Desprezar a secreção purulenta superficial e, com swab, coletar o material da parte interna da pálpebra inferior; Identificar corretamente a amostra e enviar imediatamente ao laboratório, evitando a excessiva secagem do material Secreção de orofaringe Solicitar ao paciente que abra a boca; Usando um baixador de língua e swab estéril, fazer esfregaços sobre as 30

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