Tratamento do parceiro. Regulamentação Ética

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1 CERVICOLP 2010-XXI CURSO DE PTGI E COLPOSCOPIA ABG-CAPITULO DE SÃO PAULO Tratamento do parceiro Regulamentação Ética Paula Maldonado IG-UFRJ ABG

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3 Consulta ao CRM Se um ginecologista detectar uma doença sexualmente transmissível,em um paciente, ele deve tratar a parceiro e ou parceira sem examina-lo(a)?

4 Resposta do CRM Não Por melhor que sejam as intenções do médico,na proteção á Saúde Pública, ele sempre terá contra si o fato de não ter avaliado o paciente para constatar o diagnóstico e iniciar a terapêutica

5 Novo Código de Ètica Médica Capítulo V RELAÇÃO COM PACIENTES E FAMILIARES É vedado ao médico: Art. 37. antigo Art.62 Prescrever tratamento ou outros procedimentos sem exame direto do paciente, salvo em casos de urgência ou emergência e impossibilidade comprovada de realizá-lo, devendo,nesse caso, fazê-lo imediatamente após cessar o impedimento. Parágrafo único. O atendimento médico à distância, nos moldes da telemedicina ou outro método, dar-se-á sob regulamentação do Conselho Federal de Medicina.

6 O Conselho Regional de Medicina rege que: A informação médica via Internet pode complementar, mas nunca substituir a relação pessoal entre o paciente e o médico. Pelas suas limitações, não deve ser instrumento para consultas médicas, diagnóstico clínico, prescrição de medicamentos ou tratamento de doenças e problemas de saúde. A consulta pressupõe diálogo, avaliação do estado físico e mental do paciente, sendo necessário aconselhamento pessoal antes e depois qualquer exame ou procedimento médico.

7 Violação do Art.37 Imprudência Situações em que o médico age sem a devida cautela, expondo o paciente a riscos desnecessários e expondo-se mesmo a riscos de ordem jurídica : (pode ser processado criminal e/ou civilmente). A imprudência é, normalmente, algo que se faz, enquanto a negligência é caracterizada por algo que se deixa de fazer.

8 Processos Éticos Foram Abertos 09 processos 1- Instrução 1 - Prescrito 7 Julgados 2 - Absolvidos 5 -Condenados

9 Procedimentos para comunicação de parceiros Serão considerados parceiros, para fins de comunicação ou convocação, os indivíduos com quem o cliente relacionou-se sexualmente entre 30 e 90 dias: excluindo-se os parceiros de mulheres com corrimento por vaginose bacteriana e candidíase. O uso de cartões para convocação de parceiros sexuais é recomendado. Serão emitidos cartões de convocação para todos os parceiros identificados pelo paciente parceiro.

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11 PROCEDIMENTOS PARA CONVOCAÇÃO DE PARCEIROS CONVOCAÇÃO POR CARTÃO CONVOCAÇÃO POR AEROGRAMA CONVOCAÇÃO POR BUSCA ATIVA Na eventualidade do não comparecimento de parceiros convocados por aerograma em sete dias úteis, deve-se proceder à busca ativa realizada por profissionais treinados especialmente para esse fim. Esta modalidade só poderá ser executada quando forem esgotados todos os recursos disponíveis. É importante, mais uma vez, enfatizar que, em qualquer situação, pode-se utilizar a convocação por meio do paciente parceiro e que cada unidade poderá implementar as atividades do sistema progressivamente, de acordo com a disponibilidade de recursos humanos e materiais.

12 Qualquer que seja o método usado na comunicação, essa deve ser baseada nos princípios: de confidencialidade, ausência de coerção, proteção contra discriminação, e legalidade da ação. Manual de Controle das DST/MS-2006

13 Condições clínicas e tempo de contato sexual para comunicação aos parceiros Úlceras : 90 dias. Corrimento uretral ou infecção cervical: 60 dias DIPA :60 dias Sífilis Secundária= 6m Latente = 1 ano Tricomoníase : Parceiro atual Fonte: WHO 2005 Manual de DST/MS 2006

14 Importância da inclusão do parceiro nos cuidados do pré-natal. Esta estratégia visa maior aderência ao pré-natal com melhor controle das DST e da transmissão vertical. 1. Ideal: parceiro trazido pela paciente para aconselhamento, diagnóstico e tratamento. 2. Caso o parceiro convidado não compareça, esgotados os recursos disponíveis, proceder à busca ativa consentida. Esta aplica-se especialmente ao parceiro de gestante com sífilis ou outra DST curável e será realizada por profissional da saúde (equipe de vigilância epidemiológica ou da saúde da família).. Manual de Controle das DST - 4ª edição 2006 Geraldo Duarte (RBGO Vol 9 - abril 2007 CDC (MMWR - October 30,Vol/ /

15 Ministério da Saúde aponta que 10,3 milhões de brasileiros tiveram algum sinal ou sintoma de doenças sexualmente transmissíveis 6,6 milhões de homens 3,7 milhões de mulheres. A Pesquisa de Conhecimentos, Atitudes e Práticas da População Brasileira de 15 a 64 anos ouviu 8 mil pessoas, em todas as regiões do País. O levantamento apontou que 18% dos homens e 11,4% das mulheres não procuram nenhum tipo de tratamento para as doenças sexualmente transmissíveis

16 Campanha contra DST permite mandar cartão anônimo a parceiro 18 de agosto de 2009 Oi! Não sei se essa é a melhor forma de dizer, mas descobri que tenho uma DST. Fui numa Unidade de Saúde, procurei um médico e já estou me tratando. Acho que você deveria fazer o mesmo". Ministério da Saúde/2009

17 Cartão para parceiro- Ministério da Saúde/ Agosto/2009

18 CONDUTA Paciente com DST Aconselhar Oferecer exames anti-hiv, VDRL, Sorologia para hepatite B e C. Vacinar contra hepatite B, Enfatizar a atenção ao tratamento Notificar Convocar parceiros Agendar retorno Manual de Controle das DST - 4ª edição 2006

19 Expedited partner therapy (EPT) EPT é a prática de tratar os parceiros sexuais de pessoas com doenças sexualmente transmissíveis (DST), sem uma avaliação, intervenção médica ou aconselhamento profissional de prevenção. A implementação da EPT é através da entrega da terapia para o parceiro doente (PDPT), patient-delivered partner therapy, embora outros métodos possam ser utilizados. Proporcionar uma droga prescritiva para uma paciente com quem o médico não tem um relacionamento estabelecido não é legal em alguns estados americanos e em outros pode ser considerado como ilegal. Centers for Disease Control and Prevention. Expedited partner therapy in the management of sexually transmitted diseases. Atlanta, GA: US Department of Health and Human Services, Illinois EPT Guidance Revised: January 7, 2010 Sexually Transmitted Diseases. 36(1):22-24, January Washington State Department of HealthBackground and Recommendations for Incorporating Patient Delivered Partner Therapy (PDPT) by Health Care Providers

20 Legal Status of Expedited Partner Therapy (EPT)

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22 Bibliografia Novo Código de Ética Médica ;Aprovado pela Resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM)1.931/2009 em 17 de Setembro de 2009.Publicado no Diário Oficial da União (DOU) em 24 de Setembro de 2009,Secção I, Página 90. Edição: Fábio Rosalvo Urnau Controle das doenças sexualmente transmissíveis, Manual de bolso Ministério da Saúde Brasil, Brasília DF, 2006 Manual de Controle das DST/MS - 4ª edição 2006 Manual de Controle das DST/MS/2010 Geraldo Duarte (RBGO Vol 9 - abril 2007 CDC (MMWR - October 30,Vol/ Centers for Disease Control and Prevention. Expedited partner therapy in the management of sexually transmitted diseases. Atlanta, GA: US Department of Health and Human Services, Illinois EPT Guidance Revised: January 7, 2010 Sexually Transmitted Diseases. 36(1):22-24, January Washington State Department of HealthBackground and Recommendations for Incorporating Patient Delivered Partner Therapy (PDPT) by Health Care Providers,2009

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