Turismo Rural Vale do Café

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1 Turismo Rural Vale do Café De 11 a 15 de setembro 2006 Caderno de Subsídios & Diário de Bordo Empresário/Técnico: Empresa/Entidade:

2 MINISTÉRIO DO TURISMO Walfrido dos Mares Guia, Ministro de Estado Secretaria Nacional de Políticas de Turismo Airton Nogueira Pereira, Secretário Diretoria de Estruturação, Articulação e Ordenamento Turístico Tânia Brizolla, Diretora Benita Monteiro, Coordenadora-geral de Regionalização Wilken Souto Marcelo Abreu Daniele Velozo SEBRAE NACIONAL Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas Paulo Tarciso Okamotto, Presidente Diretoria de Administração e Finanças Cezar Acosta Rech, Diretor Diretoria Técnica Luiz Carlos Barboza, Diretor Gerência da Unidade de Atendimento Coletivo, Comércio e Serviços Vinícius Lages, Gerente Dival Schmidt Ilma Ordine Lopes Germana Barros Magalhães Valéria Barros BRAZTOA Associação Brasileira das Operadoras de Turismo José Zuquim, Presidente Mônica Samia, Diretora Executiva Karem Basulto, Coordenadora Projeto Lílian La Luna IMB Instituto Marca Brasil Daniela Bitencourt, Diretora Superintendente Alice Souto Maior Rosiane Rockenbach CONSULTORA VIAGEM TÉCNICA Marcela Moro

3 SUMÁRIO 1. Participantes Estados de origem Breve perfil das empresas Equipe técnica 7 2. Informações Gerais: O Vale do Café Rio de Janeiro Localização Conhecendo os municípios 9 3. O Turismo Rural no Vale do Café As propriedades Turismo Rural Palavras Iniciais O conceito do turismo rural Ministério do Turismo As Tendências atuais do turismo rural Roteiro da Viagem Bibliografia e sites recomendados Dicas para o desenvolvimento do Benchmarking Diário de Bordo Avaliação Final

4 1. Participantes Estados de Origem 4

5 1.2 Breve perfil das empresas Asteco Turismo Canaltures EMPRESA PARTICIPANTE ATIVIDADES Ruy Daniel Nogueira do Amaral Helina Cosmo Canal COMERCIALIZADAS SOL E PRAIA, ECOTURISMO (caminhadas, observação de fauna e aves); ESPORTE (cavalgadas, pesca esportiva). ECOTURISMO (Caminhadas, ecoturismo - outros), CULTURA (Cidades patrimônio, festas populares, intercâmbio, cultura - outros); ESPORTE (trekking, cavalgadas, rafting, vôo livre); NEGÓCIOS E EVENTOS (feiras, congressos, incentivo, compras, visita técnica, outros), PRODUTOS FOCADOS (bem-estar e saúde). DESTINO DE OPERAÇÃO Campo Grande/MS Venda Nova do Imigrante/ES Chácara Alvorada Colinas de Itupeva Fazenda Floresta Fazenda Luiz Gonzaga Fazenda Santo Antônio da Bela Vista Vera Lucia Carli Daroz Marco Antonio Maruzzo Carlos Augusto F. Bottino Dalva Anna Martim Maria Isabel Scarpa de Propriedade Rural ECOTURISMO (Caminhadas), ESPORTE (trekking). ECOTURISMO (caminhadas, observação de fauna e aves, outros); ESPORTE (trekking); NEGÓCIOS E EVENTOS (visita técnica e outros); PRODUTOS FOCADOS (bem-estar). CULTURA (outros); TURISMO RURAL. ECOTURISMO (caminhadas, outros); Louveira/SP Itupeva/SP Marília/SP Louveira/SP 5

6 Pousada Mirante do Café Rio Pardo Turismo Rizzatour Turismo Taubaté Turismo Arruda Maria Cristina C. Gonçalves Flávio Augusto Canto Wunderlich José Luiz/ Fátima João Carlos de Faria CULTURA (cidade patrimônio); ESPORTE (trekking, cavalgadas; NEGÓCIOS E EVENTOS (visitas técnicas) e turismo pedagógico sobre o café. ECOTURISMO (outros); CULTURA (outros). ECOTURISMO (caminhadas, outros); CULTURA (festas populares e outros); ESPORTE (trekking, cavalgadas); NEGÓCIOS E EVENTOS (visitas técnicas) e Turismo Rural. ECOTURISMO (Caminhadas, ecoturismo - outros), CULTURA (festas populares, cultura - outros); ESPORTE (trekking); NEGÓCIOS E EVENTOS (outros), Gatronomia e História. CULTURA (Cidades patrimônio, festas populares, outros); ESPORTE (cavalgadas, mergulho, rafting); PRODUTOS FOCADOS (resorts e bem-estar). Belo Horizonte/MG Rio Pardo/RS Jundiaí/SP Taubaté/SP 6

7 1.3 Equipe Técnica ENTIDADE REPRESENTANTE LOCALIDADE MINISTÉRIO DO CAMILA MARQUES TURISMO VIANA DA SILVA BRASÍLIA/DF BRAZTOA MONICA SAMIA SÃO PAULO/SP IMB ADRIANA GIRÃO G.BR BRASÍLIA/DF CONSULTORA MARCELA MORO SÃO PAULO/SP CONSULTORA LUCIANE FLORIANÓPOLIS/ BENCHMARKING CAMILOTTI SC CINEGRAFISTA HENRIQUE RODRIGUEZ OM SÃO PAULO/SP 7

8 2. Informações Gerais: O Vale do Café Rio de Janeiro 2.1 Localização: A região do Vale do Café, no Rio de Janeiro, formada pelos municípios Barra do Piraí, Conservatória, Engenheiro Paulo de Frontin, Mendes, Miguel Pereira, Paracambi, Paty do Alferes, Piraí, Rio das Flores, Valença e Vassouras constituise em uma das regiões de maior evidência em termos de história da formação do Estado do Rio de Janeiro. A região destaca-se por ter concentrado nos séculos XVIII, XIX e XX as grandes fazendas de produção de Café, que marcaram o primeiro ciclo do café brasileiro. Muitas das cidades da região iniciaram-se em função das fazendas, de pouso de tropeiros e dos próprios fazendeiros instalados na região. A chegada da ferrovia incentivada pela necessidade do escoamento da produção de café e a concentração de vários entroncamentos ferroviários na região também contribuiu para seu desenvolvimento, bem como o fato de ser passagem para muitos que se deslocavam para Minas e Goiás. A Família Real muitas vezes passou e se hospedou em fazendas da região. Anterior a implantação do café na região, a mesma já se destacava pela produção de cana-de-açúcar. Atualmente, a região do Vale do Ciclo do Café oferece a seus visitantes, além de um excelente clima, um verdadeiro passeio pela história do Estado do Rio de Janeiro, com sua suntuosa arquitetura rural do Ciclo do Café. São casarões, fazendas, senzalas, um patrimônio cultural riquíssimo. A região destaca-se, ainda, pela mata atlântica em várias áreas, relevo e clima pitorescos. Com relação à produção rural, a região possui predominantemente fazendas de gado leiteiro e gado de corte, além dos mais diversos tipos de produção para consumo próprio das fazendas. O município de Paty do Alferes destaca-se pela produção de tomate. O município de Miguel Pereira, por usa vez, tem recebido 8

9 destaque pela produção de orgânicos, em especial legumes e hortaliças. Podem ser vistas na região ainda a criação de suínos, tilápias, a produção de eucaliptos, café etc. Mapa da Região do Vale do Café Municípios Integrantes Fonte: 2.2 Conhecendo os Municípios 1 Barra do Piraí A cidade se chama Barra do Piraí, pois Barra quer dizer foz de um rio. E como em Barra do Piraí, o rio Piraí se lança no rio Paraíba do Sul, formando assim a foz do rio Piraí. Logo como Barra do Piraí é uma cidade cortada por dois rios; o rio Paraíba do Sul e o Piraí, nada mais adequado do que o seu nome. A origem de Barra do Piraí remonta aos meados do século XIX, quando se formaram dois povoados: São Benedito e Sant Ana. Elevada a município em 1890, começou a tornar-se importante e a desenvolver-se em 1864, com a chegada da estrada de ferro Dom Pedro II mais tarde denominada Central do Brasil. 1 Como dito anteriormente, a região é formada pelos municípios de: Barra do Piraí, Conservatória, Engenheiro Paulo de Frontin, Mendes, Miguel Pereira, Paracambi, Paty do Alferes, Piraí, Rio das Flores, Valença e Vassouras. Para fins deste caderno de subsídios, estamos apresentando informações mais aprofundadas relativas aos municípios que serão visitados: Miguel Pereira, Paty do Alferes, Vassouras, Barra do Piraí e Valença. 9

10 A partir daí, progressivamente, Barra do Piraí cresceu e tornou-se o maior centro comercial da região cafeeira. Por Barra do Piraí circulava grande parte da riqueza do país. Fundação: 1890 Altitude: 363 m População: habitantes Área Total: 582,1 km² Densidade Demográfica: 154,17 hab/km² CEP: DDD: 24 Localização: Barra do Piraí situa-se no Estado do Rio de Janeiro, Região Sudeste, localizado na Serra do Mar e na Bacia do Rio Paraíba do Sul Coordenadas Geográficas: Latitude: 22º S Longitude: 43º W Distâncias: Rio de Janeiro km São Paulo km Clima: Clima da cidade é quente e úmido, com chuvas freqüentes no verão e um período de seca no inverno. O Distrito de Ipiabas, devido a sua altitude, possui um clima mais ameno, com menos calor no verão e inverno mais rigoroso. Temperatura: Média anual: 21º C Topografia: Ao vir, pela Rodovia Presidente Dutra, do Rio de Janeiro para Barra do Piraí, você sobe a Serra das Araras (uma denominação da Serra do Mar). Subimos cerca 363 metros. Por isso dizemos que a cidade de Barra do Piraí está a 363 metros acima do nível do mar. Ela está situada num vale formado pelos rios Paraíba do Sul e Piraí. É cercada por morros baixos e arredondados, denominados meia laranja. No município de Barra do Piraí existem serras mais altas como: SERRA DO IPIRANGA - com 600m. SERRA DAS MINHOCAS - com 750m SERRA DE SANTA TEREZA - com 898m 10

11 SERRA DE SÃO MANOEL - com 932m SERRA DA CONCÓRDIA - com 1045m O distrito de Ipiabas conhecido no passado como local do plantio do café, onde tinha no braço escravo do negro sua principal mão-de-obra, está a 750m de altitude. Miguel Pereira Os habitantes de Miguel Pereira têm bem mais do que o prazer de respirar o ar puro do terceiro melhor clima do mundo. "Ele têm ainda o privilégio de desfrutar do ar histórico e tranqüilo que marca há anos a Região Serrana". O terceiro melhor clima do mundo é o de uma região situada no Estado do Rio de Janeiro, no Maciço da Serra do Couto, na Serra do Mar. É justamente nesse lugar que se situa o Município de Miguel Pereira. Esse título é devido à combinação da altitude (618 metros em relação ao nível do mar), topografia, vegetação e o clima temperado e sub-tropical da cidade, com verões bem quentes e relativamente úmidos e invernos rigorosos, porém secos. A temperatura média no verão é de 28º C e, no inverno, de 19ºC. Fundação: 1770 Altitude: 618 m População: habitantes Área Total: 287,356 km² Densidade Demográfica: 83 hab/km² CEP: DDD: 24 Localização: Miguel Pereira está localizada na Região Centro-Sul do Estado do Rio de Janeiro, no Maciço da Serra do Couto, na Serra do Mar. Coordenadas Geográficas: Latitude: 22:27:14 S Longitude: 43:28:08 W Distâncias: Rio de Janeiro km São Paulo km 11

12 Clima: Quente e úmido no verão e invernos rigorosos e secos Temperatura: 23ºC Paty do Alferes Alferes". As primeiras notícias que se tem sobre Paty do Alferes são do século XVII, quando o sertanista Garcia Rodrigues Paes abria caminho de Minas Gerais ao Rio de Janeiro e deparou com as terras do Alferes Leonardo Cardoso da Silva, conhecidas na época como "Roça do O nome se refere à grande quantidade de patis - palmeiras de pequeno porte - encontradas no local. O proprietário possuía a patente militar de alferes (denominação da época para tenente). Paty do Alferes, um dos berços da ocupação do interior do Estado do Rio de Janeiro, é citada em antigos e importantes relatos dos grandes estudiosos de história do Brasil, demonstrando a relevância da história do município na colonização da Região do Vale do Ciclo do Café. Fundação: 1820 Altitude: 610 m População: habitantes Área Total: 319,103 km² Densidade Demográfica: 78 hab/km² CEP: DDD: 24 Coordenadas Geográficas: Latitude: 22:25:43 S Longitude: 43:25:07 W Distâncias: Rio de Janeiro km São Paulo km 12

13 Valença Em 1789, foi iniciada a catequese dos habitantes de vários aldeamentos indígenas. Uma das primeiras providências tomadas pelos colonizadores foi a de construir uma tosca e pequena capela, no principal aldeamento dos Coroados e a sua 1ª missa em 1803, foi dedicada à Nossa Senhora da Glória de Valença em Com a abolição da escravatura o perfil sócio-econômico do Município foi redesenhado - a decadência da produção cafeeira deu lugar a criação de gado, transformando o Município em um dos maiores fornecedores de leite e exportador de laticínios. O setor industrial representa importante fonte de absorção de mão-de-obra. Valença tem também um forte potencial turístico, representado por seu clima, suas cachoeiras, rios e especialmente por suas antigas fazendas de café. Fundação: 1823 Altitude: 560 m População: habitantes Área Total: 1.304,769 km² Densidade Demográfica: 50 hab/km² CEP: DDD: 24 Localização: Valença pertence à Região do Médio Paraíba no estado do Rio de Janeiro. Coordenadas Geográficas: Latitude: 22:14:44 S Longitude: 43:42:01 W Distâncias: Rio de Janeiro km São Paulo km Clima: Tropical de Altitude. Vassouras Vila de Vassouras foi criada em 15/01/1833, até então pertencia a Vila de Paty do Alferes que passa a ser 13

14 integrante da nova vila. Em 29/09/1857, comprovando o seu desenvolvimento e o crescimento da economia do café, é elevada a categoria de cidade. Seu nome é devido à abundância de um arbusto - tupeiçava - muito utilizado na confecção de vassouras. Hoje, Vassouras nos fascina pela sua permanência que muitas décadas não conseguiram apagar e seu conjunto histórico urbanístico e paisagístico está protegido pelo processo de tombamento 566-T-57 de do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional IPHAN-MinC. Em 24 de dezembro de 1984, Vassouras foi declarada, por força de lei, em Estância Turística. Fundação: 1782 Altitude: 434 m População: habitantes Área Total: 552,438 km² Densidade Demográfica: 56 hab/km² CEP: DDD: 24 Localização: Vassouras pertence à Centro-Sul Fluminense, no estado do Rio de Janeiro. Coordenadas Geográficas: Latitude: 22:24:14 S Longitude: 43:39:45 W Distâncias: Rio de Janeiro km São Paulo km 3. O Turismo Rural no Vale do Café O Vale do Café Carioca possui um patrimônio cultural e histórico de valor indiscutível. As construções na maior parte antigas fazendas produtoras de café, os antigos casarões, a riquíssima história das fazendas, ligadas à história do estado e do país constituem um atrativo de valor incalculável. Mas o Vale do Café também é rural. É rural na medida em que estas propriedades, em sua maioria não mais produtivas, mantém muito vivas as tradições locais, a cultura da roça, a gastronomia típica, os sabores e costumes do meio rural, além de possuírem a história e a tradição de um dos mais importantes períodos da agricultura do país: o Ciclo do Café. 14

15 O turismo agrega valor às propriedades e, na maior parte dos casos, mantém a estrutura das mesmas; os recursos gerados pela atividade têm motivado os proprietários a manterem as propriedades abertas a visitação e a preservarem este pedaço importantíssimo de nossa história, proposta que vem de encontro ao conceito de turismo rural, que se baseia em agregar valor a propriedade e funcionar como uma alternativa de renda, capaz de motivar o proprietário rural a manter a propriedade como tal. Em função da organização da região, bem como do apoio que a mesma vem recebendo de órgãos e instituições em pró da estruturação do turismo rural no país, esta região tem sido considerada como um dos principais destinos de turismo rural do país, desenvolvendo produtos extremamente interessantes, por agregarem a valorização da cultura local, história e também a valorização das tradições e costumes do campo. Na região serão encontradas experiências interessantíssimas em termos de atendimento diferenciado, estrutura dos produtos, uso verticalizado na produção rural, trabalho associativo e cooperado entre os empresários do trade, criatividade e formas inovadoras de aproveitamento do potencial existente que irão demonstrar aos participantes modelos que apoiarão de forma significativa, possíveis melhorias em seus produtos de origem. 3.1 As Propriedades Fazenda Hotel Santa Cecília Antiga sede de fazenda histórica, localizada em Miguel Pereira possui interessante trabalho associativo junto a associação de produção orgânica. A fazenda possui uma capela com projeto de Oscar Niemayer. Quinta das Palmeiras Situada em Paty do Alferes, esta propriedade produz mais de mil tipos de bromélias. Sítio Araxá Produção e manejo orgânicos. Fazenda do Anil Produção de cana-de-açúcar e alambique. Produção da Cachaça Magnífica de padrão internacional. 15

16 Restaurante Summer Garden Restaurante pitoresco, situado em Miguel Pereira que aproveita a parceria com a Cachaça Magnífica na produção de seus pratos. Agência Turisvale Agência de receptivo especializada no Vale do Café. Sítio Solidão Laticínios Produz queijos premiados em nível estadual e nacional. Trabalha de forma cooperativa com diversos criadores de gado leiteiro. Doces Carmen Produz doces artesanais a mais de 45 anos. Hotel Galo Vermelho Às margens do caminho Real (Estrada da Polícia), nas antigas terras do Barão de Vassouras, a Fazenda Galo Vermelho hospeda e recebe seus convidados com bom gosto e conforto, no melhor estilo rural. Cuidando de seus 60 alqueires de Mata Atlântica e mantendo uma tradição de mais de trinta anos na criação de cavalos Manga-larga Marchador, o Galo Vermelho proporciona aos seus hóspedes o prazer de estar numa casa de fazenda que oferece diversão, lazer e tranqüilidade para todas as faixas de idade (Chá Imperial, Cavalgadas Históricas e Ecológicas, Paredes de Escalada, Arco e Flexa e etc.). Hospedagem em 14 apartamentos, sendo 8 na Casa principal e 6 em chalés. Almoços e eventos para grupos. Fazenda Cachoeira Grande De todas as famílias que povoaram o Vale do Paraíba durante o efêmero ciclo do café, nenhuma teve tanta projeção social quanto os Teixeira Leite. Entre estes, destaca-se a figura ímpar de Custódio Ferreira Leite - O Barão de Aiuruoca, cuja ação projetou-se em várias regiões cafeeiras do Vale. Além de ter proporcionado obras assistências como abertura de estradas, construção de pontes, igrejas e hospitais, a este é atribuído a propagação do café no Vale do Paraíba. Oriundo de São João D El Rei, filho de abastados senhores de minas de ouro, o Barão de Aiuruoca imigrou para o Vale do Paraíba em princípios do século XIX, trazendo consigo inúmeros parentes. Entre estes, o sobrinho Francisco José Teixeira Leite, filho de sua irmã Dona Bernardina - a Baronesa de Itambé.Com sua área original bastante reduzida, Cachoeira dedica-se hoje às atividades pecuárias e às do turismo cultural. Núbia e sua cunhada Madalena participam do Instituto PRESERVALE, contribuindo assim, para uma consciência preservacionista. 16

17 Fazenda São Fernando Fazenda histórica hoje focada na produção de orgânicos. Fazenda Hotel Florença A Fazenda Florença situa-se em área próxima ao Sítio da Saudade e as Fazendas Pedras Altas e São Luiz. Foi construída no século XIX, há aproximadamente 150 anos e restaurada no ano de A origem da formação das fazendas de café foi resultante do desmembramento de sesmarias concedidas a sesmeiros, que diligenciavam a demarcação, procedida pelo agrimensor. Dava-se início a exploração da mata a fim de ser escolhida a sede provisória, da fazenda e das outras edificações. A Fazenda Florença pertenceu à família Leite, com 180 alqueires que foram passados em herança de geração para geração. Atualmente são proprietários da Fazenda Carmen Jeane Goulart e Paulo Luppman de Castro. A Fazenda foi construída na época áurea do café. No seu acervo as peças de maior interesse são: uma Table des Tritres. A fazenda hoje destina seu espaço à residência dos proprietários e se dedica a produção de leite, agricultura de subsistência e pecuária. A Fazenda Florença foi palco de algumas novelas da rede Globo e não está aberta a visitas. Hospedagem em apartamentos duplos, sendo 6 na Casa principal e 10 no anexo da Tulha. Oferece eventos e almoço para grupos. Fazenda São João da Prosperidade A história da Fazenda São João da Prosperidade inicia-se no século XIX a partir de , quando o café começa a ser cultivado na região. Através de doação de sesmarias, António Gonçalves de Moraes, o chamado "Capitão Mata Gente", casado com Rosa Luiza Gomes de Moraes, investe na plantação de café. Era também dono da Fazenda Braço Grande (atual Ibitira), que doou a seu filho José Gonçalves de Moraes em 1843, conforme escritura passada no Cartório de Ipiabas.Com uma área de 40 alqueires e tendo como principais atividades à suino-cultura, a pecuária de leite e de corte e a fabricação de cachaça. A Fazenda oferece visitas orientadas a grupos de turismo, recebendo grande fluxo de visitantes devido à sua localização, na Estrada Barra do Piraí - Conservatória, assim como ao excelente tour que Magide conduz, contendo informações detalhadas sobre a arquitetura e o modo de vida do século XIX no Vale. Magide e Luís Geraldo pertencem ao Instituto PRESERVALE, participando ativamente de nosso Programa de Turismo Cultural. Visitas guiadas pela proprietária, com personagens vestidos a caráter, exposição de artesanato regional, lanche e degustação de produtos feitos na propriedade. Fazenda Taquara Quando chegaram de Portugal, o Comendador João Pereira da Silva, em companhia de Joaquim José Pereira de Faro - futuro barão do Rio Bonito - estabeleceram-se nesta região da antiga Província do Rio de Janeiro (atual. Barra 17

18 do Piraí), nos primeiros decênios do século XIX. Nesta mesma época, o café começou a ser plantado no Vale do Paraíba e o Comendador dedicou-se a cultivar o fruto precioso. Faziam parte das propriedades do Comendador: a fazenda Campo Bom, a fazenda Ipiabas e a fazenda da Nova Prosperidade ( Taquara), como aparece no inventário do Comendador, falecido em 1872 A visita guiada à Fazenda compreende um excelente tour pela sede e antiga senzala, bem como degustação de quitutes feitos na propriedade. Atualmente a Fazenda oferece, também, almoço típico para grupos agendados com antecedência Visitas Guiadas pelos proprietários pela Casa e pela lavoura de Café. Eventos, almoço para grupos, lanche e degustação de produtos feitos na propriedade. Fazenda Vista Alegre Francisco Martins Pimentel, açoreano da Ilha de São Miguel, já antes de 1829 estava estabelecido em Valença, nas terras que viriam a integrar a Fazenda Vista Alegre. No final dos anos 40, adquiriu a Fazenda Santa Terezinha (cuja sede original desapareceu) e lá faleceu em Esta é, provavelmente, a data em que um de seus dez filhos, Joaquim Gomes Pimentel, passou a ocupar a sede da Vista Alegre, imprimindo sua marca na história da Fazenda, e de toda a região, através de notáveis atuações pioneiras no campo das artes, da cultura e do desenvolvimento sócio-econômico. Após haver desenvolvido também a produção de laticínios, hoje desativada, a Fazenda Vista Alegre dedica-se hoje à criação de gado Canchim, e às atividades de Turismo Cultural. Participando do programa de Visitas Orientada do Instituto PRESERVALE, destinado a promover o conhecimento e a pesquisa dos Patrimônios Históricos e Culturais do Vale do Paraíba, a Vista Alegre mantém a tradição de um importante legado histórico, oferecendo a todos os que a visitam um pedaço da memória nacional. Visita guiada pela proprietária, lanche para grupos. Fazenda Hotel Ponte Alta A Fazenda Ponte Alta teve como primeiro proprietário José Luiz Gomes, o Barão de Mambucaba, então grande sesmeiro em Angra dos Reis. Em 1808, o Barão requereu sesmarias nesta região. Construiu a Fazenda Ponte Alta por volta de 1830, quando começaram a surgir as primeiras fortunas geradas pelo café no Vale do Paraíba. Hoje a Fazenda Ponte Alta tem como atividades à pecuária, a criação de cavalos da raça Manga-larga Marchador e o Turismo Cultural e Pedagógico, desenvolvidos na Pousada Fazenda Ponte Alta. Hospedagem em 9 apartamentos, sendo 5 na Casa principal 4 na senzala anexa. Visitas Guiadas, Turismo Escolar (visitas educativas para escolas), Eventos e Saraus Históricos com personagens de época vestidos a caráter para grupos. 18

19 4. Turismo Rural - Palavras Iniciais O turismo rural é ainda um segmento novo em termos de turismo em nosso país. Apesar da tradição de se viajar para o campo acompanhar nossa cultura muito pelo fato de nossa ligação com o meio rural, com a roça, com a vida rural como um todo, em função, principalmente, da própria formação e desenvolvimento do Brasil, o turismo rural organizado surge, em nosso país, somente em meados dos anos 80. Existem algumas contradições com relação ao local específico e data em que o turismo rural realmente se iniciou no Brasil. Alguns registros indicam que a primeira região brasileira a implementar o turismo rural foi o município de Lajes, no planalto catarinense, no ano de 1986, na fazenda Pedras Brancas, que propôs acolher visitantes para passar um dia no campo. A origem do turismo rural, por sua vez, remonta a Europa. Especialmente em países como França e Itália, Portugal entre outros, a atividade já vem se acontecendo há muitos anos, sendo vista principalmente como uma alternativa para a minimização do impacto do êxodo rural e o fortalecimento da produção agrícola e artesanal, além da valorização do patrimônio arquitetônico e cultural presente nestas regiões. Recebendo diversas nomenclaturas diferenciadas como turismo no meio rural, turismo no espaço rural, agroturismo, turismo de habitação entre outros, a atividade, como dito, chega ao Brasil na década de 80, onde também assume formas e nomenclaturas diferenciadas por onde vai se instalando, mas, indiferente às nomenclaturas, segue a proposta de manter o proprietário na terra, uma vez que funciona como uma nova fonte de venda associada a produção, bem como atende a necessidade do turista em voltar as suas raízes e conviver com hábitos e costumes do campo. Atualmente, o interesse pelo turismo rural bem como o número de empreendimentos no setor vem crescendo de forma espantosa. Inúmeras propriedades, de todos os tamanhos desde a propriedade familiar até as grandes fazendas - em quase todos os estados têm investido na atividade com o apoio não somente do Ministério do Turismo, que tem incentivado o turismo rural, como também do Ministério do Desenvolvimento Agrário e ainda as diversas instituições que apóiam a atividade como Sebrae, Sescoop etc. As dimensões continentais do país, sua vasta riqueza cultural e uma ligação muito profunda das pessoas com a terra, com as raízes, com os costumes rurais que ainda existe em todo o Brasil, convertem o país em um grande destino turístico cujo atrativo principal pode vir a ser o turismo rural. 19

20 5. O Conceito de Turismo Rural Ministério do Turismo A conceituação de Turismo Rural fundamenta-se em aspectos que se referem ao turismo, ao território, à base econômica, aos recursos naturais e culturais e à sociedade. Com base nesses aspectos, e nas contribuições dos parceiros de todo o País, define-se Turismo Rural como: o conjunto de atividades turísticas desenvolvidas no meio rural, comprometido com a produção agropecuária, agregando valor a produtos e serviços, resgatando e promovendo o patrimônio cultural e natural da comunidade. Para melhor entendimento desse conceito são esclarecidos os termos a seguir: Atividades turísticas no meio rural As atividades turísticas no meio rural constituem-se da oferta de serviços, equipamentos e produtos de: hospedagem alimentação recepção à visitação em propriedades rurais recreação, entretenimento e atividades pedagógicas vinculadas ao contexto rural outras atividades complementares às acima listadas, desde que praticadas no meio rural, que existam em função do turismo ou que se constituam no motivo da visitação Meio rural A concepção de meio rural aqui adotada baseia-se na noção de território, com ênfase no critério da destinação e na valorização da ruralidade. Assim, considera-se território um espaço físico, geograficamente definido, geralmente contínuo, compreendendo cidades e campos, caracterizado por critérios multidimensionais, como ambiente, economia, sociedade, cultura, política e instituições, e uma população com grupos sociais relativamente distintos, que se relacionam interna e externamente por meio de processos específicos, onde se pode distinguir um ou mais elementos que indicam identidade e coesão social, cultural e territorial. Nos territórios rurais, tais elementos manifestam-se, predominantemente, pela destinação da terra, notadamente focada nas práticas agrícolas, e na noção de ruralidade, ou seja, no valor que sociedade contemporânea concebe ao rural, e que contempla as características mais gerais do meio rural: a produção territorializada de qualidade, a paisagem, a biodiversidade, a cultura e certo 20

21 modo de vida, identificadas pela atividade agrícola, a lógica familiar, a cultura comunitária, a identificação com os ciclos da natureza. Comprometido com a produção agropecuária É a existência da ruralidade, de um vínculo com as coisas da terra. Desta forma, mesmo que as práticas eminentemente agrícolas não estejam presentes em escala comercial, o comprometimento com a produção agropecuária pode ser representado pelas práticas sociais e de trabalho, pelo ambiente, pelos costumes e tradições, pelos aspectos arquitetônicos, pelo artesanato, pelo modo de vida considerados típicos de cada população rural. Agregando valor a produtos e serviços A prestação de serviços relacionados à hospitalidade em ambiente rural faz com que as características rurais passem a ser entendidas de outra forma que não apenas focadas na produção primária de alimentos. Assim, práticas comuns à vida campesina, como manejo de criações, manifestações culturais e a própria paisagem passam a ser consideradas importantes componentes do produto turístico rural e, conseqüentemente, valorizadas e valoradas por isso. A agregação de valor também faz-se presente pela possibilidade de verticalização da produção em pequena escala, ou seja, beneficiamento de produtos in natura, transformando-os para que possam ser oferecidos ao turista, sob a forma de conservas, produtos lácteos, refeições e outros. Resgatando e promovendo o patrimônio cultural e natural O Turismo Rural, além do comprometimento com as atividades agropecuárias, caracteriza-se pela valorização do patrimônio cultural e natural como elementos da oferta turística no meio rural. Assim, os empreendedores, na definição de seus produtos de Turismo Rural, devem contemplar com a maior autenticidade possível os fatores culturais, por meio do resgate das manifestações e práticas regionais (como o folclore, os trabalhos manuais, os causos, a gastronomia), e primar pela conservação do ambiente natural. 5.1 As tendências atuais do Turismo Rural O Brasil é um país de dimensões continentais e a maior parte de seu território ainda encontra-se fora das áreas urbanas. A área rural atualmente ainda concentra 20% da população brasileira, de acordo com dados do IBGE e a quase totalidade de nosso patrimônio natural, além de vasto patrimônio histórico, e, principalmente cultural. 21

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