10:00h Apresentação sobre o segmento de fibras do Amazonas Secretário da SEPROR, Eron Bezerra.

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1 Dados da Reunião Câmara Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Fibras Naturais Título Reunião Ordinária N: 6 Local Manaus - AM Data da reunião 11/04/2013 Hora de início 09:00 Hora de encerramento 12:00 Pauta da Reunião 09:00h Abertura da reunião. Presidente da Câmara 09:10h Apreciação e Aprovação da ata da 05ª Reunião da Câmara. 09:15h Informações da Presidência e da Secretaria da Câmara. CGAC/ MAPA 09:30h. Pronunciamento de autoridades Estaduais e Federais. 10:00h Apresentação sobre o segmento de fibras do Amazonas Secretário da SEPROR, Eron Bezerra. 11:30h Debates com coordenação do Superintendente da CONAB/AM, Thomaz Perez. 12:00h Almoço. 14:00h Apresentação sobre a Experiência Bem Sucedida da Bahia com a Instalação da Câmara Estadual Presidente da Câmara Setorial, Wilson Andrade. 14:45h Medidas Importantes para o Desenvolvimento da Cadeia Produtiva de Fibras do Amazonas, Presidente da FAEA. Muni Lourenço. Presidente da COOMAPEM Eliana Medeiro. 16:00h Visita dos membros da Câmara Setorial e representantes de instituições à BRASJUTA. 17:30h Encerramento Lista de Participantes Nome 1 Wilson Galvão Andrade 2 AYRTON JUN USSAMI 3 DANIELA FIRMINO SANTANA 4 Avay Miranda Junior 5 Muni Lourenço Silva Junior 6 Ivo Manoel Naves 7 Ednilson Cruz Monteiro 8 Odilon Reny Ribeiro Ferreira da Silva 9 Flávio Junqueira Smith 10 Eliana Medeiro de Carmo 11 Donizete B. de Campos 12 Thomas Antonio Peres da Silva 13 Luiz Marcelo B. Rossi 14 Arlindo Leao 15 Carlos Alex Lima Guimarares Entidade Frq SINDIFIBRAS PR PR CGAC/SE/MAPA PR APEX-BRASIL PR CNA PR CONAB PR COOMAPEM PR EMBRAPA PR IFIBRAM PR OCB PR Banco da Amazônia SA PR CONAB PR EMBRAPA PR IFIBRAM PR SEAGRI/BA PR Assinatura 16 Humberto Rollemberg Fontes EMBRAPA CO Desenvolvimento Ocorreu a leitura da ata Sim Desenvolvimento SOLENIDADE DE ABERTURA DA REUNIÃO PR - presente / CO - convidado Página: 1 de 6

2 Às dez horas e quarenta minutos do dia onze de abril de 2013 teve início a 06ª Reunião Ordinária da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva das Fibras Naturais, no Centro Cultural Povos da Amazônia, Manaus - AM. Participaram da reunião, cerca de 135 representantes entre membros da Câmara, convidados, dentre eles Secretários de Estado, Presidentes de Agências Estaduais, Deputados Estaduais, Prefeitos e Produtores das fibras de juta e malva da região. Na ocasião foi divulgada uma série de medidas a favor do setor, como a substituição pela Conab de sacas de materiais sintéticos por sacas de fibras naturais de juta e malva, para determinadas culturas, a criação da Câmara Setorial Estadual da juta e malva, e outros. O presidente da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Fibras Naturais do Ministério da Agricultura e Abastecimento - Mapa, Wilson Andrade, apresentou o histórico sobre seus trabalhos nas áreas das fibras naturais. Informou aos presentes que, as Câmaras Nacionais foram criadas pelo Ministro Roberto Rodrigues e posteriormente houve a criação das Câmaras Estaduais. Disse que da mesma forma que aconteceu com o sisal no nordeste, a produção de fibra vegetal pode mudar a vida dos produtores e o rumo da economia do Amazonas, agradeceu em especial a presença dos produtores presentes, pois eles são a razão de todos os trabalhos que estão sendo efetuados na Câmara Nacional de Fibras Naturais. Disse que o objetivo dessa reunião é somar com todos aqui para que sejam buscados os direitos de todos da cadeia, junto aos Governos Estadual e Federal que tem todo o valor dos nossos impostos os quais são de suma importância para a busca do trabalho igualitário entre todas as cadeias produtivas existentes no Brasil. Salientou que o setor precisa buscar alternativas de comercialização dos seus produtos, além de procurar aumentar e certificar a produção para se fortalecer e ter condições de competir no mercado nacional e internacional. Na oportunidade, apresentou o SINDIFIBRAS entidade brasileira que representa o Brasil mundialmente junto a FAO. Finalizou seu relato lembrando a todos da importância de lutar para manteremse fortes e sempre amenizar as carências do setor buscando produtividade no campo; certificação do produto a nível internacional, sustentável; utilização de 100% da planta e desenvolvimento de equipamentos e maquinários melhores para auxílio da cadeia. A presidente da Cooperativa Mista Agropecuária de Manacapuru - Coomapem, Eliana Medeiro do Carmo, disse estar honrada em participar de um evento dessa importância para o setor produtivo das fibras naturais, onde está em pauta discussões dos caminhos da produção de fibra natural. Eliana declarou ainda que o Amazonas é um estado forte e capaz de vencer mais uma vez os problemas que o setor enfrenta, no momento, relacionados à perda de parte da produção, devido às cheias dos rio e aos preços praticados atualmente. Em suas palavras finalizou sua declaração com a seguinte frase: A produção de fibras de juta e malva no Amazonas é feita por heróis e eu me sinto orgulhosa de estar aqui representando esse povo, afirmou. Muni Lourenço, Presidente da Federação da Agricultura do Estado do Amazonas - FAEA, informou que o Governo do Estado vem apoiando de maneira firme o setor produtivo de fibras, atendendo as demandas dos produtores, disponibilizando recursos e assistência técnica para aumentar a produção e proporcionar melhores condições de vida às pessoas e distribuir rendas de forma mais digna às famílias que moram e trabalham nas comunidades distantes. Disse que a Câmara Setorial Nacional tem um ambiente propício para auxílio às demandas da região, salientou o papel da Conab e da Embrapa que são grandes parceiros para melhor estruturação da cadeia e melhoria das condições de todos os produtores da região. Finalizou seu relato informando a todos os presentes que o setor produtivo de fibra vegetal de juta e malva do Amazonas vive hoje um momento histórico ao participar de um evento como esse que acontece pela primeira vez no estado do Amazonas. Thomaz Meireles Superintendente da Companhia Nacional de Abastecimento - Conab fez uma comparação entre o passado e o presente do sistema de trabalho realizado pelos produtores de fibra natural no estado do Amazonas. Na oportunidade, leu um artigo escrito pelo seu pai, o senhor Ubaldino Meireles ex Deputado Federal, publicado há mais de trinta anos e que em sua opinião apesar do tempo passado o artigo ainda encontra-se atualizado, pois, segundo ele, o sistema de produção continua o mesmo, sem nenhuma novidade há dezenas de anos. Terminou seu relato informando aos presentes que é necessário aproveitar a oportunidade para discutir as formas de trabalho para melhorar a produtividade e dar mais dignidade aos produtores do Estado. Eron Bezerra, Secretário de Produção Rural do Amazonas e na oportunidade, representante do Governador do Estado Omar Aziz, informou aos presentes que o Governador recebeu a proposta Página: 2 de 6

3 relacionada ao reajuste da subvenção no valor de R$ 0,20 para R$0,40, a qual poderá beneficiar a maioria dos produtores do Amazonas e está avaliando para melhor solução ao setor produtivo de fibras naturais do estado. Sobre o tema Eron informou que levará a resposta ao pleito pessoalmente aos produtores do município de Manacapuru. O Secretario ainda fez um relato sobre a proposta de substituição das sacolas plásticas usadas em supermercados, informou que reunir-se-á com empresários do setor varejista para levar essa proposta de substituição das sacolas plásticas por fibra natural a fim de garantir a sustentabilidade do setor e preservação do meio ambiente. Por fim, Eron anunciou que o governo firmou convênio com a Suframa para a produção de sementes com o objetivo de não depender totalmente de outros estados. Petrucio Magalhães Júnior, presidente do Sistema OCB/Sescoop-AM, apresentou a importância do evento para o setor de fibra de juta e malva. Disse que o Amazonas é o maior produtor das fibras representando 60% da produção brasileira com uma produção em torno de 12 mil toneladas ao ano. O representante salienta a importância do evento para o estado informando que uma das atribuições desse é o estimulo ao estado para a reinstalação da Câmara Setorial Estadual, além de buscar parcerias relacionadas aos novos usos para a indústria de fibras naturais, como as fabricantes de materiais plásticos e as montadoras de automóveis, que já utilizam a fibra nos seus veículos, transformando tudo isso em novidade para estimular ainda mais os cooperados a ampliar a produção estadual. Finalizando seu discurso, Petrucio fez uma referência ao ex-presidente dos EUA, Bill Clinton, o qual declarou que O futuro pertence aos que praticam a cooperação. João Ferdinando Barreto, Superintendente Federal do MAPA no Amazonas cumprimentou todos os presentes, prestou informações sobre a área de produção e pesquisa para o setor de juta e malva. Apresentou o processo produtivo da região e seu histórico salientando que a cada dia que passa, há diminuição nesse processo o qual ainda não acabou por motivos culturais enraizados na região. Informou que o objetivo da Superintendência é levar bem estar e melhorias de condições de vida e produção para os produtores. 1º Painel: Juta e malva: Cadeia produtiva prioritária no Programa de Governo Amazonas Rural. O Secretário de Estado da Produção Rural, Eron Bezerra, fez uma apresentação sobre a Cadeia produtiva prioritária no Programa de Governo Amazonas Rural. Informou que o Programa atua como um grande guarda chuva e consiste em um pacote de medidas para aumentar a produção, dinamizar a economia dos municípios, gerar riquezas e oportunidades de emprego a partir da criação de mais de 200 mil ocupações, além de estimular o desenvolvimento sustentável, através da consolidação de culturas tradicionais, como as fibras de juta e malva a fim de tornar o Amazonas autossuficiente em alimentos e produtos agroflorestais. Disse que o objetivo é fomentar a cadeia produtiva das fibras de juta e malva para melhorar a produtividade, proporcionar o acesso ao crédito, facilitar o escoamento, garantir mercado e competitividade, oferecendo novas alternativas econômicas e mais oportunidade aos produtores. Disse que o estado do Amazonas sofre com as cheias dos rios as quais trazem também grande perda para o produtor e salientou a necessidade de maquinários para trazer melhores condições de trabalho ao produtor juntamente com melhor beneficiamento da fibra. Eron ainda fez um breve relato sobre as sementes para a região, pois até o momento elas são compradas, no entanto, informou que o estado do Amazonas têm possibilidades para o desenvolvimento de suas próprias sementes, e para isso já há um convênio com a SUFRAMA para o desenvolvimento das sementes para juta e malva na região. Finalizando sua apresentação, salientou que na parte de assistência técnica serão colocados 170 técnicos para auxílio das produções agrícolas do estado, e umas dessas linhas e para a parte de fibra natural, este programa do Governo do Amazonas beneficia a região, o produtor e o aumento da produção. Disse que a maior qualidade da fibra é ser sustentável fato muito importante para a economia balizada na sustentabilidade. Comentários: Ramonilson de Souza Gomes representante do Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Estado do Amazonas IDAM parabenizou a realização da reunião da Câmara Nacional em Manaus. Informou aos presentes que o estado do Amazonas é o maior produtor nacional de juta e malva com um cultivo 100% familiar, porém há uma diminuição da produção da cultura, pois o número de famílias vem diminuindo. Salientou que o sistema de cultivo e produção das fibras está defasado proporcionando um trabalho insalubre ao produtor. Por fim, disse que a cadeia produtiva das fibras naturais no Amazonas necessita de apoio nas áreas de comercialização e pesquisas para melhor desenvolvimento da cultura. O representante da Agência de Fomento do Estado do Amazonas, Wilmar Luiz Fontes Belezza fez Página: 3 de 6

4 uma apresentação sobre Agência. Disse que o objetivo dessa é o desenvolvimento sócio-econômico do Estado do Amazonas, através de ações de apoio técnico e creditício que propiciem a geração de emprego, renda e a melhoria da qualidade de vida do povo amazonense. Wilmar destaca o desenvolvimento de técnicas para a produção das fibras de juta e malva, com a participação direta em torno de 04 mil famílias sendo beneficiadas pela Agência aproximadamente 1421 projetos com o valor investido em torno de 48 milhões. Claudelino Cavalcante representante da Agência de Desenvolvimento Sustentável do Amazonas informou aos presentes que a visão do Governo do Estado é muito boa em relação à cadeia produtiva das fibras naturais do Estado. Informou que é uma honra trazer a reunião da Câmara Nacional para o Amazonas, por fim apresentou os programas relacionados à cultura como o Programa Zona Franca Verde; parcerias junto à Conab e IDAM para assegurar a comercialização a um preço justo. 2º Painel: Medidas importantes para a cadeia produtiva de fibras de juta e malva no Amazonas Muni Lourenço representante da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Amazonas - FAEA apresentou comentários sobre as medidas importantes para a cadeia produtiva das fibras de juta e malva no Amazonas. Disse que a compra das sacarias pela CONAB chegou em bom momento e é verificada como uma medida de auxilio ao produtor contando também com apelo ambiental por trata-se de uma cultura sustentável, visto que a sacaria é confeccionada com fibras 100% nacionais, substituindo os sacos plásticos. Muni ainda apresentou medidas da Embrapa com o objetivo de ajudar a desenvolver uma máquina descortiçadora de fibras, pois os produtores da região trabalham da mesma forma como se trabalhava a cem anos atrás, sujeitos a acidentes e doenças recorrentes da produção da fibra natural, disse que a intenção em criar uma máquina é proporcionar agilidade e segurança para o produtor. Eliana Medeiro, representante da Cooperativa Mista Agropecuária dos Produtores de Manacapuru - COOMAPEM agradece a Deus por essa oportunidade para apresentar as conquistas, as oportunidades e as dificuldades da cultura de juta e malva no estado do Amazonas. Disse que essa luta é de todos pertencentes à cadeia produtiva para melhoria da cultura no estado. Informou que há dificuldades quanto à área de armazenagem para o setor, pois não há mais lugar para armazenamento. Em relação ao crédito, disse que não há agências financeiras para trabalhar com o crédito rural em vários municípios produtores do estado tornando inviável o acesso ao crédito. Sobre a subvenção estadual, disse que foi levada ao Governador uma solicitação de apoio aos produtores e informou que o a fundamentação do Senhor Ivo Naves da Conab foi decisiva para defesa do pedido. Finalizando seu relato, Eliana salientou a importância da inclusão de produtos não alimentícios no instrumento de formação de estoque da agricultura familiar, pois em suas palavras; A fibra não se come, mas dá de comer ao produtor e é por esse motivo que há a necessidade de inclusão da juta e malva nesse programa. Comentários: O representante do Sindicato e Organização das Cooperativas do Estado do Amazonas - OCB-AM, Petrúcio Pereira de Magalhaes Júnior salientou a proposta de compra direta pela Conab de sacaria de juta malva para acondicionar produtos por ela distribuídos no Programa Balcão com respaldos relacionados à promoção do desenvolvimento nacional sustentável, nas contratações realizadas pela Administração Pública. Disse que a união de entidades públicas e privadas e beneficio da população sempre apresenta resultados positivos. Finalizando sua apresentação citou algumas palavras do presidente Americano, Barack Obama, relacionadas ao cooperativismo informando que o futuro pertence a quem pratica a cooperação. O chefe-geral da Embrapa Amazônia Ocidental, Luiz Marcelo Brum Rossi, apresentou um relato relacionado à dificuldade da realização da reunião da Câmara Nacional fora de Brasília. Disse que ficou impressionado com os trabalhos realizados por esse Fórum Consultivo, pois em uma única reunião consta todos os elos da cadeia produtiva. Na oportunidade, apresentou os trabalhos da Embrapa Ocidental em outras cadeias produtivas relacionados aos estudos de maquinários. Finalizou seu relato informando a todos os presentes que trabalhando a parte cientifica tecnológica com certeza haverá novos usos, melhores cultivos e novas formas de ampliação do setor de fibras naturais. Espaço reservado à Câmara Setorial: Wilson Andrade salientou o papel da Câmara de Fibras em âmbito estadual, disse que a ideia é que cada estado possa formar uma Câmara Setorial de Fibras Naturais, no caso da Amazônia Juta e Malva, em outras regiões seda natural, bambu, piaçava, entre outras com o objetivo de fortalecer a Câmara Nacional em Brasília no Ministério da Agricultura, para o crescimento de todas as fibras Página: 4 de 6

5 naturais, em busca de melhores condições de trabalho e recursos para os projetos necessários para o setor. Na oportunidade, o presidente da Câmara Nacional Wilson Andrade fez a apreciação da minuta da ata da 5ª reunião da Câmara a qual foi aprovada pela a unanimidade dos membros presentes. Muni Lourenço salientou a necessidade de medidas anti-dumping relacionadas a comercialização da fibra natural brasileira. Wilson Andrade disse que é necessário que se busque diálogo e equilíbrio, no entanto cita que há necessidade de medidas para proteger a fibra natural brasileira. Depois das citações os membros da câmara aprovaram por unanimidade a solicitação de medidas anti-dumping contra a importação de juta e malva, face às dificuldades de escoamento da produção brasileira da fibra. O representante da CNA e presidente da Federação da Agricultura do estado do Amazonas, Muni Lourenço redigirá a nota técnica a ser encaminhada pela CGAC à SRI/ MAPA. 3º Painel: Demandas por geração de novas tecnologias para a cadeia de fibras naturais de juta&malva: do sistema de plantio a novos produtos A proposta do Seminário é discutir e analisar o mercado e as perspectivas socioeconômicas da produção destas fibras, as estratégias de mudanças da cadeia produtiva e os processos de inovações tecnológicas que envolvem as dimensões sociais, econômicas, políticas e ambientais, a fim de contribuir para um manejo mais adequado e melhores condições de trabalho aos agentes envolvidos nas diversas fases da cadeia produtiva destas culturas, contribuindo para a geração de mão de obra mais qualificada e desenvolvimento econômico local. Sebastião Guerreiro representante da BRASJUTA saudou a todos os presentes e agradeceu pelo empenho de todos junto pelas medidas recém aprovadas. Ademais, iniciou sua apresentação sobre o Mercado para as fibras naturais e fez considerações sobre a produção e comercialização de fibras e manufaturados de juta e malva. Apresentou registros da Conab do ano de 1973 constando a melhor produção de juta e malva no Amazonas até os dias de hoje. Sobre as novas tecnologias para a cadeia de fibras naturais de juta e malva, informou que o processo objetiva a certificação e obtenção do selo Amazônico, apresentou vários esclarecimentos sobre a certificação e as formas de produção como, por exemplo, não conter crianças nas áreas de produção. Em relação ao mercado de juta e malva apresentou a produção de Bangladesh e Índia como referência, disse que esses dados devem ser analisados, pois são referência para melhoria da produção do Brasil. Quando a produção de manufaturados, o único pais que faz a exportação de produtos manufaturados e a Índia. Para o mercado brasileiro Sebastião conclui que há um déficit ano a ano que constata a necessidade de importação de fibras, aumentando as importações. Disse ainda que são necessárias medidas antidumping para produtos de juta, sendo que já existam no Brasil medidas aplicadas em vigor e algumas ações no MDIC para melhorar essa forma de comércio entre o Brasil e os outros países produtores. Por fim apresentou algumas formas de embalagens. Finalizando sua apresentação Sebastião solicitou que fosse incluída nas ações junto ao Governador do Amazonas que as batatas sejam comercializadas também em sacaria de juta, pois há informações de que o café embalado e comercializado em sacos que não são de juta está estragando e que o melhor será a comercialização na sacaria de juta. Encaminhamento: Os membros da Câmara depois de debate optaram pela inclusão da juta e malva nos trâmites da AGF para a comercialização, com isso a questão de estoques não vai ser formada pela o Governo, mas sim pelos próprios agricultores sendo que essas decisões não vão beneficiar apenas a agricultura familiar da juta e malva mas toda a agricultura familiar brasileira. Os membros da câmara aprovaram por unanimidade a solicitação de medidas anti-dumping contra a importação de juta e malva, face às dificuldades de escoamento da produção brasileira da fibra. O representante da CNA e presidente da Federação da Agricultura do estado do Amazonas Muni Lourenço redigirá a nota técnica a ser encaminhada pela CGAC a SRI/ MAPA. Comentários: Arlindo Leão, representante do Instituto de Fibras do Amazonas fez um relato sobre a importação das fibras de juta e malva, informou que a produção brasileira não consegue suprir, mas caso haja possibilidade de aumento da produção a mesma não ultrapassará a barreira imposta pela a falta de sementes das fibras em questão. Em relação ao maquinário usado, disse que na Índia já existe um maquinário que faz todo o processo de descortização da fibra da malva e aproveitamento de toda a planta. Salientou que o Ifibram fez vários convênios para transferência de tecnologias e que a qualidade não está somente na ação de plantar e colher, mas também na incorporação da tecnologia para melhoria da cadeia. Página: 5 de 6

6 PALESTRAS DA CÂMARA E DEBATES Devido ao adiantado da hora, o Presidente da Câmara das Fibras Naturais fez um breve relato referente à Câmara. Disse que essa tem um foco e importância grande junto às cadeias produtivas, também apresentou a importância da Câmara do Sisal na Bahia. Finalizou seu breve comunicado informando que irá disponibilizar as duas apresentações para todos os presentes. Ivo Naves representante da Conab fez uma apresentação sobre a compra de sacaria de juta para o Programa Balcão com enfoque sob a ótica da Economia Sustentável. Disse que à proposta de compra direta pela Conab de sacaria de juta malva para acondicionar produtos por ela distribuídos no Programa Balcão, como era feito até os anos 90, quando, por ser mais barata, sob o ponto de vista financeiro e contábil clássico, passou-se a utilizar a sacaria de polipropileno. No entanto, há critérios, práticas e diretrizes para a promoção do desenvolvimento nacional sustentável, nas contratações realizadas pela Administração Pública, autorizando a compra de bens que adotem ou contenham práticas de sustentabilidade, como se caracteriza a juta malva. Dentro do cenário atual a sacaria de plástico é comprada por motivo do bem de melhor vantagem e visto como bem de melhor preço, com base nos princípios da economia clássica. Esta questão esta mudando, pois não se pensa hoje em dia somente no melhor preço, mas também na questão da sustentabilidade incorporada à Economia Verde, agregando dois pontos importantes o social e o ambiental. Informou que as culturas estabelecidas sem a questão de sustentabilidade têm custos ambientais. Custos ambientais positivos e negativos apresentaram os custos do produto em relação a sua vida útil, sendo que a questão dos resíduos e seu custo de manutenção é o que esse estudo apresenta. Finalizando sua apresentação informou que essa é uma política que inicia os estudos relacionados ao setor de fibras naturais, pois a cadeia tem problemas estruturais mas verifica na reunião que todos estão com vontade de aprender e solucionar os problemas da cadeia. Karine da Silva Araújo, Secretária Executiva de Políticas Agropecuárias e Florestais da Secretaria de Estado da Produção Rural SEPROR prestou agradecimentos a todos que participaram. Célio Picanço representante do SEBRAE para Wilson Andrade perguntou quais foram as ações realizadas na Bahia para a melhoria da Cadeia Produtiva do Sisal. Wilson informou que foi verificado na Bahia que é necessário o uso total da planta, disse que o suco do sisal tem um poder medicinal enorme e esta sendo usado hoje em dia. Informou que junto a Embrapa foram verificados os novos usos do sisal em um processo industrial. Encerramento. Wilson informou que participar e coordenar uma reunião como esta foi excelente vê progresso para o estado do Amazonas, pois há uma sinergia grande com vontade de somar de acertar. Disse que essa reunião se encerra com o coroamento da Câmara do estado do Amazonas. Registra a sua admiração pelo trabalho que foi feito para atender a reunião nacional no estado e sai com o coração cheio de alegria e esperança e a sensação de dever cumprido. Não havendo mais assuntos a tratar, o Presidente encerrou a reunião e eu, Daniela F. Santana lavrei a presente ata. Relatora: Daniela F. Santana - Coordenação Geral de Apoio às Câmaras Setoriais e Temáticas - CGAC/SE/MAPA. Proposições Item Item da reunião Ações Item Ação Responsável Dt. prevista Dados da próxima reunião Local Data da reunião Pauta da Reunião Hora de início Anexos Arquivo Descrição Página: 6 de 6

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