ESTADO DO PARANÁ SECRETARIA DA AGRICULTURA E DO ABASTECIMENTO DEPARTAMENTO DE ECONOMIA RURAL ANÁLISE DA CONJUNTURA AGROPECUÁRIA SAFRA 2007/08

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1 ESTADO DO PARANÁ SECRETARIA DA AGRICULTURA E DO ABASTECIMENTO DEPARTAMENTO DE ECONOMIA RURAL ANÁLISE DA CONJUNTURA AGROPECUÁRIA SAFRA 2007/08 A L G O D Ã O Elaboração: Eng. Agr. Mauricio Tadeu Lunardon Data: setembro de 2007 O algodão é uma fibra natural, de origem vegetal, de comprimento variando entre 24 e 38 mm e é considerada a mais importante das fibras têxteis. Comparativamente às fibras artificiais e sintéticas, sua principal vantagem é o conforto dos itens confeccionados. Além da fibra, o algodoeiro também produz óleo e proteína, esta podendo ser utilizada como suplemento protéico na alimentação animal e humana. HISTÓRIA DO ALGODÃO Existem divergências sobre a origem do algodão. Alguns autores a situam no continente americano, enquanto outros afirmam ser originário da África Central, do Paquistão ou então da Índia. As referências históricas vêm de muitos séculos antes de Cristo. Os árabes foram os primeiros que fiaram e teceram a fibra de algodão, embora de forma rudimentar. A partir da descoberta do caminho marítimo para as Índias, o algodão começou a ganhar importância na Europa, onde, até o século XVII, o uso da lã predominava. O algodão teve um papel fundamental na Revolução Industrial. A primeira indústria motriz foi têxtil, a qual inicialmente trabalhava com lã, que mais tarde foi substituída pelo algodão. O Brasil, e principalmente os Estados Unidos, forneciam algodão para as indústrias inglesas. A exportação americana de algodão para a Inglaterra, durante a Revolução Industrial, foi o principal fator de desenvolvimento da economia americana

2 Nos Estados Unidos, o algodão apareceu como cultura comercial por volta de Até então, os únicos descaroçadores conhecidos eram os de rolo e seu pequeno rendimento restringia a produção de fibra. Em 1792, um professor chamado Eli Whitney, baseado no princípio do uso do pente, inventou o descaroçador-de-serra, muito mais rendoso que o descaroçador-de-rolo, e que permitiu o grande desenvolvimento da cultura nos EUA. No Brasil, pela época do descobrimento, os indígenas já cultivavam o algodão e convertiam-no em fios e tecidos. Em 1576, Gandavo informava que as camas dos índios eram redes tecidas com fios de algodão. Em São Paulo, Serafim Leite conta que os jesuítas do Padre Anchieta introduziram e desenvolveram a cultura do algodão para satisfazer suas necessidades de roupas e vestir aos índios. Foi só por meados do Século XVIII, com a Revolução Industrial, que o algodão foi transformado na principal fibra têxtil e no mais importante produto das Américas. No Brasil, o Maranhão despontou como o primeiro grande produtor. Ao Maranhão seguiu-se todo o Nordeste que apareceu como a grande região algodoeira do país. Em São Paulo, a primeira fábrica de tecidos começou a funcionar em 1813, com 10 teares. O primeiro descaroçador-de-serra no Brasil foi instalado em Limoeiro (Pernambuco), em No Estado de São Paulo, foi em Sorocaba, no ano de No século XIX, os Estados Unidos já se projetavam como grandes produtores de algodão. Nessa mesma época, no Brasil, a cultura entrou em decadência. O café monopolizava a atenção dos agricultores, principalmente em São Paulo. Em 1860, a Guerra da Secessão nos Estados Unidos, paralisou em parte a exportação da fibra deste país à Europa. Este fato desencadeou um novo impulso algodoeiro no Brasil, que durou pouco mais de 10 anos. No Brasil se cultivava o algodão arbóreo, de ciclo perene. No século XIX, foi introduzido o algodão herbáceo, de ciclo anual e fibra curta. Imigrantes norteamericanos que se estabeleceram em Santa Bárbara, município do interior de São Paulo, orientaram os agricultores brasileiros que não tinham experiência com a nova planta. Com a restauração da produção nos Estados Unidos, a cultura do algodão regrediu consideravelmente no Brasil, mas não se extinguiu. Somente por ocasião da 1ª Guerra Mundial, que coincidiu com a forte geada de 1918, a qual devastou os cafezais, o algodão teve outro avanço em São Paulo. A indústria têxtil, nascente no país, utilizava, num primeiro momento, matéria prima proveniente do Nordeste, em seguida, do próprio estado de São Paulo e, posteriormente, também do Paraná. No Estado do Paraná, o cultivo do algodão começou pelo município de Sengés. Em 1931, ainda na região do Norte Pioneiro, imigrantes japoneses iniciaram o plantio de algodão e ajudaram na formação dos municípios de Assaí e Uraí, cuja base econômica era a cultura do algodão

3 No início do século XX, a cultura já havia assumido grande importância econômica e por isso despertou o interesse da pesquisa agronômica. Atualmente, no cultivo do algodão utilizam-se as mais modernas técnicas agrícolas, com destaque para a biotecnologia, da qual o uso ainda é limitado no Brasil e somente uma cultivar de algodão geneticamente modificada está autorizada para plantio comercial. A autorização foi dada em março de 2005, pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança - CTNBio -. PANORAMA MUNDIAL ALGODÃO - QUADRO MUNDIAL DE OFERTA E DEMANDA - Safra 2004/05 a 2006/07 (em 1000 t) SAFRA 2004/05 SAFRA 2005/06 SAFRA 2006/07 VARIAÇÃO (%) A B C A/B B/C PRODUÇÃO ,5 3,0 IMPORTAÇÕES ,8-16,6 CONSUMO ,8 5,9 EXPORTAÇÕES ,8-16,3 ESTOQUES FINAIS ,7-1,6 Fonte: USDA/FAS - Cotton: World Markets and Trade (Set/2007) De acordo com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos - USDA -, durante os últimos 10 anos, a área cultivada com algodão no mundo oscilou entre 30,447 e 35,628 milhões de hectares. No mesmo período, a produção mundial variou de 18,739 a 26,381 milhões de toneladas. A maior safra da história foi colhida na temporada 2004/05, quando foram produzidos 26,381 milhões de toneladas de pluma. Um fator que esta influenciando o aumento da oferta mundial é o uso de novas tecnologias, com destaque para a engenharia genética. Variedades desenvolvidas com esta técnica têm sido rapidamente difundidas em razão do ganho de produtividade e redução de custo. Na temporada 2006/07, o consumo mundial de algodão teve um incremento de quase 1,5 milhões de toneladas. Este aumento ocorreu principalmente pelo crescimento forte da economia mundial. Outro fator que influi nessa dinâmica é o preço do petróleo, matéria prima para a fabricação das fibras sintéticas, que competem diretamente com a fibra de algodão. O algodão é cultivado em mais de 60 países. Os três maiores produtores são: China, Índia e Estados Unidos que, juntos, produzem 64% da produção mundial. A Índia, apesar de possuir área plantada maior, produz um volume de fibra quase igual

4 ao dos Estados Unidos, isso em razão do baixo rendimento de suas lavouras. Completam a lista dos cinco maiores produtores, o Paquistão e o Brasil. ALGODÃO EM PLUMA - PRINCIPAIS PAÍSES PRODUTORES - SAFRAS 2001/02 a 2006/07 (em 1000 t) PAÍS/SAFRA 2001/ / / / / /07 CHINA ÍNDIA ESTADOS UNIDOS PAQUISTÃO BRASIL UZBEQUISTÃO TURQUIA OUTROS TOTAL Fonte: USDA/FAS - Cotton: World Markets and Trade (Setembro 2007) Nos últimos anos, o Brasil melhorou sua colocação no ranking dos países produtores. Atualmente, somos o quinto maior produtor mundial. Na última temporada (2006/07), os sete principais países produtores de algodão cultivaram 77% da área e contribuíram com 86% da produção mundial. Tendo em vista a lista dos países importadores, chama a atenção, a liderança da China. Mesmo sendo o maior produtor, é também o maior importador da fibra, isto porque, o consumo (10,886 milhões de t) supera em muito a produção (7,076 milhões de toneladas). Em 2000, o Brasil ainda constava da lista dos principais países importadores. Nas últimas safras, o Brasil vem gradativamente voltando aos níveis normais de produção e, consequentemente, a cada ano vem reduzindo as importações e mais que isso, voltou a ser um dos principais exportadores da fibra. Na safra 2006/07, segundo a CONAB, as importações somaram toneladas, que vieram majoritariamente dos Estados Unidos. Nesta mesma safra, o volume exportado de algodão foi recorde, totalizando toneladas de pluma. Estes valores por enquanto diferem dos apresentados pelo USDA, que regularmente promove ajustes. Vale lembrar que em 1996 o volume das importações brasileiras atingiu toneladas de pluma, cuja aquisição custou US$ ,00 ao país. Entre os países dos quais o Brasil importa algodão, nossos parceiros do Mercosul merecem destaque. Até 1999, a Argentina era o nosso principal fornecedor de algodão. Em 2000, os Estados Unidos assumiram esta posição

5 ALGODÃO - PRINCIPAIS PAÍSES IMPORTADORES - SAFRA 2001/02 a 2006/07 (em 1000 t) PAÍS/SAFRA 2001/ / / / / /07 CHINA TURQUIA BANGLADESH PAKISTÃO INDONESIA TAILÂNDIA RUSSIA MÉXICO TAIWAN KOREIA OUTROS TOTAL Fonte: USDA/FAS - Cotton: World Markets and Trade (Set/2007, Jun/2006, Dez/2002, Dez/2001) O impulso nas exportações foi devido à taxa de câmbio vigente no país e também à boa qualidade do algodão produzido no Centro Oeste. A recente valorização do Real frente ao Dólar criou expectativa sobre o impacto na rentabilidade das exportações. ALGODÃO PRINCIPAIS PAÍSES EXPORTADORES - SAFRA 2001/02 a 2006/07 (em 1000 t) PAÍS/SAFRA 2001/ / / / / /07 ESTADOS UNIDOS ÍNDIA UZBEQUISTÃO AUSTRÁLIA BURKINA BRASIL GRÉCIA MALI TURQUEMENISTÃO CAZAQUISTÃO OUTROS TOTAL Fonte: USDA/FAS - Cotton: World Markets and Trade (Set/2007, Jun/2006, Dez/2002, Dez/2001) PREÇOS MERCADO INTERNACIONAL O Índice A del Cotlook é a principal referência quando se quer acompanhar a evolução dos preços do algodão no mercado internacional e representa uma média das cinco menores cotações de algodão para entrega nos portos do norte da Europa. É escolhido para compor este índice apenas algodão de qualidade superior

6 PREÇOS MÉDIOS - ÍNDICE A DEL COTLOOK US$/libra peso / / / / / / / / /02 SAFRAS 2002/ / / / /07 De acordo com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos - USDA -, o índice A del Cotlook médio, na temporada 2006/07, foi de US$ 60,53 centavos por libra peso, o que corresponde a um aumento de 6,1% em relação à temporada anterior. No entanto, ainda é 33,5% menor que o Índice médio da temporada 1994/95, quando atingiu US$ 91,08 centavos por libra peso. Analisando o quadro de oferta e demanda mundial, nota-se que nas duas últimas safras o consumo de algodão foi maior que a produção, provocando uma redução gradativa nos estoques. Esta situação explica a elevação do Índice A na última temporada. O estoque mundial, segundo dados do USDA, passou de 12,239 milhões de toneladas em 2005, para 12,366 milhões, em PANORAMA NACIONAL Na década de 70, a área cultivada com algodão no Brasil chegou a ultrapassar 4,0 milhões de hectares e a produção girava em torno de toneladas de pluma. Este volume era superior ao consumo e o excedente destinavase à exportação. O algodão era um produto importante na pauta de exportações do país. Na safra 1996/97, a área cultivada com algodão foi de apenas hectares, a menor das últimas quatro décadas. A produção foi de toneladas de pluma, volume insuficiente para atender a demanda interna. Sendo assim, foi necessária a importação de toneladas de algodão em pluma, a um custo de US$ ,00. Tal volume de importações colocou o país entre os principais importadores. Na época, o declínio da cotonicultura se deu por questões macroeconômicas. Com a abertura da economia, principalmente após a criação do Mercosul, o algodão brasileiro passou a competir com o produto importado, cuja aquisição é vinculada a financiamentos com prazos superiores a um ano e taxas de juros inferiores às

7 praticadas internamente, além de ser subsidiado na origem. Com isso, o Brasil, que foi grande exportador, passou a ser um dos principais importadores de pluma no mundo. A taxa de câmbio vigente em nosso país até janeiro de 1999 também contribuiu para que houvesse essa inversão. Na última safra (2006/07) foram cultivados hectares com a cultura do algodão. Esta área supera em 28,1% a safra anterior. O aumento na produção foi ainda mais significativo, passando de t de pluma, em 2005/06, para t, em 2006/07. Tamanho crescimento é atribuído à melhor perspectiva de preço, na época, em relação às alternativas de plantio, especialmente da soja e do milho, que fez aumentar a área plantada em 27,8%. Outro fator que contribuiu foi o clima favorável, que permitiu a obtenção de um excelente nível de produtividade, principalmente nas lavouras do Centro Oeste, onde se colheu kg/ha. ALGODÃO - BRASIL - BALANÇO DE OFERTA E DEMANDA - SAFRA 2001/02 a 2006/07 (em mil toneladas) SAFRA ESTOQUE PRODUÇÃO IMPORTAÇÃO SUPRIMENTO CONSUMO EXPORTAÇÃO ESTOQUE INICIAL FINAL 2001/02 326,4 766,2 67, ,2 815,0 109,6 235,6 2002/03 235,6 847,5 118, ,0 812,0 175,4 214,6 2003/04 214, ,4 105, ,2 918,5 331,0 379,7 2004/05 379, ,7 37, ,0 952,5 391,0 372,5 2005/06 372, ,8 81, ,9 981,3 304,5 206,1 2006/07 206, ,2 115, , ,8 450,0 389,5 Fonte: CONAB - Levantamento: Set/2007 O algodão, na última safra, foi cultivado em 18 estados da Federação, com destaque para os da Região Centro-Oeste, que assumiram o lugar de São Paulo e Paraná, tradicionais produtores de algodão. Também merece destaque o Estado da Bahia, que hoje é o segundo maior produtor

8 Na safra 1999/00, Mato Grosso, Goiás, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal, juntos, produziram toneladas de pluma, o que correspondeu a 67% da produção nacional. Na última safra, a representação da região Centro Oeste no âmbito nacional reduziu para 63%, isto porque a região Nordeste vem ganhando espaço. Além da Bahia, a produção de algodão é crescente também no Maranhão e no Piauí. Fazendo a mesma comparação, a participação da região Nordeste passou de 13,2 para 31,4%. No Centro-Oeste, o algodão é cultivado em grandes áreas, o clima é regular e a colheita é feita com máquinas. Além dessas vantagens, os governos do Mato Grosso e de Goiás criaram programas para incentivar o plantio, através dos quais os produtores recebem, de acordo com a qualidade da fibra, um incentivo fiscal de até 75% do ICMS incidente sobre o valor de comercialização do algodão

9 PRODUÇÃO DE ALGODÃO EM PLUMA - COMPARATIVO ENTRE PARANÁ E MATO GROSSO (em 1000 t)

10 SAFRA BRASIL PARANÁ % COLOCAÇÃO MATO GROSSO % COLOCAÇÃO PR/BR PR/BR MT/BR MT/BR 1995/ ,5 29,1 1º 33,1 8,1 5º 1996/97 305,8 40,4 13,2 3º 34,8 11,4 4º 1997/98 411,0 64,5 15,7 4º 94,2 22,9 1º 1998/99 520,1 38,8 7,4 5º 226,4 42,6 1º 1999/00 700,3 43 6,1 6º 335,8 48,0 1º 2000/01 938,8 58,2 6,2 6º 533,9 56,9 1º 2001/02 766,2 31,0 4,0 6º 391,3 51,1 1º 2002/03 847,5 24,5 2,9 7º 412,6 48,7 1º 2003/ ,4 32,5 2,5 7º 613,3 46,8 1º 2004/ ,7 27,7 2,1 8º 582,3 44,8 1º 2005/ ,9 10,6 1,0 8º 503,3 48,5 1º 2006/ ,9 10,0 0,7 7º 783,7 51,5 1º Fonte: Companhia Nacional de Abastecimento - CONAB Nos últimos anos a cotonicultura brasileira apresentou um forte avanço tecnológico. Haja vista os níveis de produtividade alcançados na última safra, nos diversos estados da Federação. A produtividade média nacional foi de kg/ha, com destaque para as lavouras do Mato Grosso do Sul que produziram kg/ha. No entanto, Paraná e São Paulo apresentam os menores rendimentos em função de que nesses estados o cultivo é realizado por pequenos produtores e com baixo nível tecnológico. Nesse aspecto, o Brasil é destaque mundial, só sendo superado pela Austrália. Gráfico - Comparativo de Produtividade - Safra 2006/ kg/ha PR SP M T GO M S M G ESTADOS

11 PANORAMA ESTADUAL Devido às condições de clima e solo favoráveis, o cultivo de algodão no Paraná ocorre na Região Norte. Apesar de toda infra-estrutura instalada no Estado, o cultivo do algodão vem caindo ano a ano e hoje é realizado por pequenos agricultores e com nível baixo de tecnologia. No início da década de 90, o Paraná era responsável por mais da metade da produção nacional de algodão e, até meados da mesma, ocupava a primeira colocação entre os estados produtores. Na safra 1991/92, a área no Estado foi de hectares, que produziram quase um milhão de toneladas de algodão em caroço. Naquele ano, as lavouras de algodão empregaram trabalhadores rurais. Na safra 2006/07 tivemos a menor área já registrada, foram apenas hectares que produziram toneladas de algodão em caroço e empregaram trabalhadores, ou seja, foram eliminados cerca de empregos. No início da década de 90 existiam mais de 100 usinas de beneficiamento de algodão no Paraná. Atualmente, apenas 21 usinas estão em funcionamento. Portanto, os postos de trabalho tiveram que migrar para os demais elos da cadeia produtiva

12 Analisando esses números, constata-se que a atividade foi reduzida a menos de 2% do que era no início da década de 90. Na safra 97/98, foram cultivados hectares. Naquela safra, o Governo do Estado implementou o Programa de Revitalização da Cotonicultura Paranaense, através do qual, os pequenos agricultores receberam, a fundo perdido, R$116,16 por hectare, até 6 hectares por produtor, para serem aplicados na aquisição de calcário, sementes e no preparo do solo. Na safra 2006/07, a área de algodão no Paraná foi de hectares, que produziram toneladas de algodão em caroço. No passado, no auge da cotonicultura paranaense, a região de Campo Mourão se destacava como maior produtora. Atualmente, a produção está concentrada na região de Cornélio Procópio. ALGODÃO - PARANÁ - PRODUÇÃO POR NÚCLEO REGIONAL Outros 8% Jacarezinho 4% Maringá 7% Cornélio Procópio 37% Ivaiporã 11% Umuarama 16% Campo Mourão 17% Fonte: SEAB/DERAL

13 PERSPECTIVAS PARA A SAFRA 2007/08 MUNDO Segundo o USDA, na atual temporada, que teve início em 1º de agosto, a produção mundial será de 25,514 milhões de toneladas. Em se confirmando esta produção, haverá uma redução de 1,6 % em relação à temporada anterior. O mesmo Departamento estima que o consumo mundial será de 27,820 milhões de toneladas de pluma o que corresponde a um crescimento de 3,7% em relação à temporada anterior. Sendo assim, no final da temporada é prevista uma redução nos estoques e isto é um fator preponderante para que o USDA esteja prevendo que o preço da pluma no mercado internacional será melhor. A previsão do Índice A del Cotlook para a safra 2007/08 é de US$ 67,75 centavos por libra peso, contra US$ 60,53 da temporada anterior. A sustentação dos preços é garantida pelo crescimento da economia mundial e pela China, que deverá aumentar as transações com outros países, uma vez que não há território disponível no país para expansão do cultivo de algodão. BRASIL Na safra 2007/08, que está em início de plantio, a perspectiva é de redução de área. A Companhia Nacional de Abastecimento - CONAB - ainda não divulgou suas estimativas, mas a percepção de produtores e técnicos que trabalham com a cultura é de que haverá uma redução de área e consequentemente de produção. Embora a última safra de algodão tenha sido recorde, o mercado de grãos melhorou significativamente, assim como a cultura da cana-de-açúcar tornou-se uma alternativa atraente de plantio, principalmente para os Estados do Paraná e São Paulo. O mundo inteiro está vendo a necessidade de buscar fontes renováveis de energia e isto promoveu um aumento na demanda de alguns produtos, especialmente soja, milho e cana-de-açúcar, utilizados na produção de biocombustíveis, Embora o óleo de algodão também possa ser usado para esta finalidade. Além disso, o alto custo de produção e a valorização do Real frente ao Dólar influem na rentabilidade das exportações. PARANÁ De acordo com o Departamento de Economia Rural da Secretaria da Agricultura, na safra 2006/07 a área de algodão no Paraná foi de hectares que produziram toneladas de algodão em caroço ou toneladas de algodão em pluma. Este volume de produção não é suficiente para atender a

14 demanda das indústrias de fiação instaladas no Estado, estimada em torno de toneladas de pluma. Para a safra 2007/08 o mesmo Departamento estima uma área de hectares e um volume de produção de toneladas de algodão em caroço. Portanto, mais uma vez reduz a área de algodão no Paraná e isto porque, além do interesse por outras culturas, que no momento se mostram mais rentáveis (milho, soja e cana-de-açúcar), o cultivo de algodão no Paraná é realizado por pequenos agricultores e com baixo nível tecnológico, resultando em baixa produtividade o que dificulta competir com produtores de outros estados que além de alta produtividade ainda se beneficiam de programas de incentivo fiscal

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