Estudos Teórico e Experimental da Viabilidade da Tecnologia Óptica no Espaço Livre

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Estudos Teórico e Experimental da Viabilidade da Tecnologia Óptica no Espaço Livre"

Transcrição

1 Estudos Teórico e Experimental da Viabilidade da Tecnologia Óptica no Espaço Livre Theoretical and Experimental Feasibility Studies of the Free-Space Optical Technology LUCIANO EUGÊNIO DA SILVA MOURA Programa de Trainees da Vivo Telerj Celular (Rio de Janeiro, Brasil) ANDRES PABLO LOPEZ BARBERO Universidade Federal Fluminense (Rio de Janeiro, Brasil) PAULA BRANDÃO HARBOE Universidade Federal Fluminense (Rio de Janeiro, Brasil) JOSÉ RODOLFO SOUZA Pontifícia Universidade Católica (Rio de Janeiro, Brasil) RESUMO Sistemas Ópticos no Espaço Livre (Free Space Optical Systems-FSO) estão sendo desenvolvidos em todo o mundo como uma alternativa econômica à tecnologia de fibra óptica nas mais diversas aplicações. Sua principal desvantagem é a vulnerabilidade a efeitos atmosféricos, como atenuação e cintilação, que afetam o sinal, e, portanto, degradam o desempenho dos sistemas. Este trabalho está dividido em duas grandes etapas: 1. um estudo consistente da viabilidade de implantação de sistemas FSO nas diversas regiões brasileiras; e 2. o desenvolvimento de um protótipo de baixo custo para a comunicação serial de dados entre computadores utilizando a tecnologia FSO e a realização de diversos experimentos simples que demonstram a viabilidade da técnica proposta. Para isso, foi desenvolvido um modelo numérico baseado no conceito de balanço de potência, que analisa as diferentes contribuições para a perda total em um enlace óptico no espaço livre. Os resultados, inéditos na literatura, são apresentados na forma de disponibilidade temporal do sistema em função do comprimento do enlace e indicam boa confiabilidade em algumas regiões do país. Palavras-chave SISTEMAS ÓPTICOS NO ESPAÇO LIVRE EFEITOS ATMOSFÉRICOS VISIBILIDADE. ABSTRACT Free-Space Optical Systems (FSO) are being developed throughout the world as an economic alternative to the fiber optics technology in several applications. However, these systems are vulnerable to atmospheric phenomena, such as attenuation and scintillation, which affect the signs and introduce errors, making the system inoperable for periods of time. This work is divided into two stages: 1. a consistent feasibility study of the deployment of FSO communication systems in several regions of Brazil; 2. a description of the development of a simple, low cost prototype of an FSO system, which enabled the serial communication between two remote computers. A numerical model was developed for the analysis of the different loss contributions on a free-space optical link. The model is based on the system s power budget. Results show the system s availability as a function of the range, and indicate that FSO systems can be deployed with good reliability in parts of the country. Keywords FREE-SPACE OPTICAL SYSTEMS ATMOSPHERIC EFFECTS VISIBILITY. REVISTA DE CIÊNCIA & TECNOLOGIA V. 12, Nº 23 pp

2 INTRODUÇÃO E m anos recentes, os sistemas de comunicação óptica no espaço livre demonstraram ser uma alternativa viável a sistemas de fibra óptica para prover conectividade de alta velocidade, principalmente em redes locais (Local Area Networks-LANs) e metropolitanas (Metropolitan Area Networks-MANs). É estimado que, em áreas metropolitanas, os custos de implantação de enlaces de fibras ópticas podem variar de 100 a 200 mil dólares por quilômetro, sendo que 85% desse valor são gastos com escavações e instalação. Por outro lado, os custos de implantação de sistemas FSO são da ordem de 20% daqueles associados à tecnologia de fibra óptica. Sistemas FSO já são operados comercialmente nas proximidades da região infravermelha do espectro eletromagnético, em comprimentos de onda de 750 nm, 810 nm ou 852 nm, devido à disponibilidade de lasers de baixo custo e receptores PIN e avalanche (Avalanche Photo Diode-APD) com elevadas sensibilidades. Dependendo da aplicação, esses sistemas podem operar em taxas de até 2,5 Gb/s. Entretanto, a rápida demanda por largura de banda, principalmente em aplicações de telecomunicações, tem impulsionado a operação desses sistemas na janela de nm, em que os níveis de potência óptica de lasers são mais elevados, o que, em conjunto com a utilização de amplificadores ópticos a fibra dopada com Érbio (Erbium-Doped Fiber Amplifier-EDFA), permite transmissões de longa distância. Sistemas FSO têm diversas aplicações: 1) na extensão de redes metropolitanas, conectando novos anéis de fibra óptica a outros já existentes; 2) na rede de acesso, a chamada última milha (last mile), conectando usuários finais a provedores de Internet ou a outras redes de mais alta velocidade; 3) na aceleração da implantação/implementação de serviços, provendo infra-estrutura temporária enquanto cabos de fibra óptica são instalados; 4) na redundância de enlaces, como backup de um sistema de fibra óptica; 5) no provimento de conectividade temporária, como em feiras, congressos, situações de emergência ou de calamidade pública. Dentre as aplicações mencionadas, destaca-se a de acesso à última milha (last mile problem), objeto de interesse neste trabalho. Estudos mostram que, mesmo nos Estados Unidos, apenas 5% dos prédios têm uma conexão direta com o backbone de fibra óptica, enquanto 75% desses prédios estão localizados a menos de uma milha de distância desse backbone. No Brasil, os números são consideravelmente piores, indicando um enorme mercado potencial para a tecnologia FSO. Este trabalho está dividido em duas etapas. Primeiramente, é feita uma análise das condições de propagação de sinais ópticos no espaço livre. Os sistemas FSO em questão são vulneráveis aos efeitos atmosféricos, como atenuação (absorção e espalhamento) e cintilação, que limitam seu alcance e disponibilidade. Um modelo numérico baseado no conceito de balanço de potência é inicialmente desenvolvido. Os diferentes elementos que contribuem para a perda total no enlace são descritos e avaliados. Em seguida, é calculada a disponibilidade (em porcentagem de tempo) de um sistema FSO em função do comprimento do enlace. Inúmeros resultados são apresentados, considerando diferentes cidades brasileiras e variadas condições atmosféricas. Na etapa seguinte, é descrito o desenvolvimento de um protótipo simples e de baixo custo, capaz de estabelecer comunicação serial de dados entre dois computadores por meio de um enlace que emprega os princípios básicos de um sistema FSO. Diversos resultados experimentais interessantes são apresentados. As principais conclusões do trabalho são, ao fim, elaboradas. FORMULAÇÃO A caracterização de sistemas FSO é feita por meio do balanço de potência, que é definido como: Balanço de potência = P T P R α (1) 26 jan./jun. 2004

3 onde P T representa a potência média na saída do transmissor (dbm), P R representa a sensibilidade do receptor (dbm) e α representa a perda total no enlace (db). Para que o sistema permaneça operante, é necessário que o balanço de potência seja sempre não negativo. Na análise feita a seguir, é considerado o caso limite, em que a diferença entre P T e P R é igual à perda total no enlace. Em um sistema FSO, em que o valor total das perdas no enlace não é conhecido a priori, o balanço de potência pode, portanto, ser usado para estabelecer o alcance máximo, ou máxima distância de operação do enlace, para dadas características de um par transmissor-receptor. Esta é a abordagem adotada no presente estudo. A perda total em um enlace óptico no espaço livre tem diversas componentes, como perda óptica no receptor, perda por desalinhamento, perda por alargamento do feixe de laser e perda por efeitos atmosféricos. Relatos encontrados na literatura (por exemplo, Kim et al., 1997) sugerem valores típicos da ordem de nove db para a perda óptica total no receptor e de três db para a perda por desalinhamento do feixe de luz. A perda por alargamento do feixe de laser é definida como a razão entre a área da abertura de recepção e a área do feixe de luz no receptor, que é função da divergência do feixe óptico e do alcance do enlace. No entanto, a principal contribuição para a perda total em um enlace óptico é proveniente de efeitos atmosféricos, como absorção, espalhamento e cintilação. Tais efeitos podem reduzir consideravelmente a disponibilidade de sistemas FSO e introduzir excesso de erro. A atenuação de um feixe de laser na atmosfera é descrita pela lei de Beer (Johnson), (Kim et al., 1997): PR ( ) τ( R) = = (2) P0 ( ) e σr onde R é o comprimento (ou alcance) do enlace (m), τ(r) é a transmitância a distância R, P(R) é a potência do laser a distância R, P(0) é a potência do laser na fonte e σ é o coeficiente total de atenuação (m -1 ). O coeficiente total de atenuação atmosférica σ é constituído de quatro parcelas [Johnson]: σ = α m + α a + β m + β a (3) onde α m é o coeficiente de absorção molecular, α a é o coeficiente de absorção de aerossol, β m é o coeficiente de espalhamento Rayleigh e β a é o coeficiente de espalhamento Mie. Nos comprimentos de onda de interesse (entre 780 nm e nm), a atenuação por absorção molecular ou de aerossol é desprezível, assim como o efeito do espalhamento Rayleigh. Isso se deve ao fato de que as partículas em suspensão na atmosfera têm dimensão da ordem ou maior que o comprimento de onda de interesse para sistemas FSO. Dessa maneira, o coeficiente de atenuação é dominado, fundamentalmente, pelo espalhamento Mie (Johnson), o que permite escrever σ = β a. A eficiência do espalhamento Mie é máxima para aerossóis com diâmetro da ordem do comprimento de onda, tornando-se praticamente independente dele à medida que o diâmetro dos aerossóis aumenta (Johnson). A eficiência de espalhamento Mie depende, também, da visibilidade na atmosfera, definida como a distância em que a intensidade da luz decresce a 2% de seu valor inicial (Johnson). A variação do coeficiente de atenuação com a visibilidade é descrita como (Johnson): 391, λ σ = β a = q (4) V 550 Sendo V: visibilidade (km); λ: comprimento de onda (nm) e q: distribuição de tamanho de aerossóis e q = 1,6 em alta visibilidade (V > 50km); = 1,3 em visibilidade média (6km < V < 50km); = 0,585V1/3 em baixa visibilidade (V < 6km). Para uma completa avaliação da perda total no enlace, é necessário ter alguma estimativa da perda média por cintilação. No entanto, o conhecimento desse valor depende de medidas de campo de longa duração. Foi feita uma extensa pesquisa de literatura em busca de informação que auxiliasse na estimativa da REVISTA DE CIÊNCIA & TECNOLOGIA V. 12, Nº 23 pp

4 perda média por cintilação, sem muito sucesso. Foram encontrados apenas alguns poucos dados, como resumido a seguir. As referências Kim et al., 1997, e Kim et al., 1998, citam resultados de medidas em dois sistemas FSO operando em 780 nm. Os sistemas em questão utilizam aberturas de recepção com 10 cm e 20 cm de diâmetro e, aparentemente, apenas um feixe de laser. Os dados obtidos para perdas por cintilação enlaces de 1,2 km são, respectivamente, nove db (abertura de 10 cm) e 4 db (abertura de 20cm). Para enlaces de 10,4 km, as perdas por cintilação são, respectivamente, 22 db (abertura de 10cm) e 12 db (abertura de 20cm). Na referência Terescope, são relatados resultados de medidas com sistemas de quatro e três feixes, operando em 850 nm. A área de recepção do sistema de quatro feixes tem diâmetro de 25 cm e a perda por cintilação foi medida em 1 db, a uma distância de um km. Para o sistema de três feixes, com área de recepção de 10 cm, foram medidos dois valores de perda por cintilação: três db a uma distância de 500 m e 5 db a uma distância de um km. A referência Carlson & Paciorek, 2004, cita resultados de medidas para um sistema de quatro feixes, área de recepção com 20 cm de diâmetro e operando em nm. Medidas realizadas no meio de um dia de verão indicaram perdas máximas por cintilação de 2,5 db a uma distância de 450 m e de 10,5 db a uma distância de cinco km. Finalmente, a referência McCullagh et al., 1993, cita resultados de medidas realizadas em um enlace de 4 km de extensão, considerando um sistema de apenas um feixe de laser, área de recepção com diâmetro de 20 cm e operando em 1.550nm. As medidas indicam perda máxima por cintilação da ordem de 17 db, sugerindo a adoção de uma margem de segurança de 20 db. Os resultados experimentais relatados acima mostram claramente que a perda por cintilação pode ser reduzida com o emprego de múltiplos feixes de luz e/ou grande área de recepção. Os resultados também indicam que a perda por cintilação é mais severa nos períodos da alvorada e do pôr-do-sol. Outros resultados (Kim et al., 1999) indicam que a perda por cintilação aumenta com o comprimento de onda de operação. Na ausência de dados experimentais suficientes para caracterizar a perda por cintilação em cidades brasileiras, este trabalho utiliza os resultados das referências Kim et al., 1997, e Kim et al., 1998, junto com interpolação linear, para estimar a perda por cintilação. As equações anteriores são combinadas de maneira a calcular o alcance máximo teórico do enlace, ou seja, a maior distância na qual o balanço de potência se torna nulo. RESULTADOS NUMÉRICOS Com base no estudo apresentado, foi desenvolvido um software para avaliar a perda total em um enlace óptico no espaço livre. A disponibilidade de sistemas FSO é estimada em função do comprimento do enlace, para diferentes cidades brasileiras. Os dados de visibilidade para as referidas cidades foram obtidos, experimentalmente, nos principais aeroportos brasileiros, o que fornece confiabilidade, consistência e qualidade aos resultados. O software permite, ainda, calcular a margem de atenuação atmosférica (em db) e a visibilidade (em km) em função do comprimento R do enlace (em km). São considerados como dados de entrada para a análise de disponibilidade do sistema os seguintes parâmetros: potência média na saída do transmissor: P T (dbm); comprimento de onda da portadora óptica: λ. (nm); divergência do feixe óptico: θ (mrad); sensibilidade do receptor para a taxa de transmissão e BER de interesse: P R (dbm); área do receptor: A R (m 2 ); perda óptica no receptor: P ot (db); e perda por desalinhamento: P des (db). Em todas as simulações, foram utilizados os seguintes valores típicos: P T = 13 dbm, λ = 780 nm, P R = 46 dbm, θ = 1 mrad, A R = 0,025 m 2, P ot = 9 db, P des = 3dB. A perda por cintilação é estimada como: 8 P cint = (5) R + 27, , 2 ( 92, db ) Visando uma melhor exploração e o entendimento dos resultados, as cidades brasileiras de interesse são classificadas por região geográfica. Inicialmente, nas figuras 1a e 1b são apresentados resultados da média anual de visibilidade para as regiões Nordeste e Sudeste, respectivamente. Como pode ser observado nas capitais nordestinas, em 90% do tempo, a visibilidade é superior a 10 km, caracterizando a condição de céu claro (clear). 28 jan./jun. 2004

5 Apenas em Aracaju esse patamar é mantido para visibilidades de até 20 km. Em todas as outras cidades, o índice cai rapidamente, podendo alcançar valores em torno de 30% em Salvador. Para as principais cidades da região Sudeste, a situação é pior: apenas para faixas de visibilidade em torno de 5 km (condição de névoa úmida haze ou névoa seca light haze) o índice se mantém próximo de 90%, excluindo Belo Horizonte. Fig. 1. Média anual de visibilidade nas regiões (a) Nordeste e (b) Sudeste. a) b) Outras simulações realizadas indicaram que, na região Norte, os resultados são bastante bons para São Luís. Na região Centro-Oeste, considerando valores moderados de visibilidade (até 5 km), o que caracteriza a condição de névoa úmida ou seca, as estatísticas são boas para as cidades de Brasília e Goiânia. Para Campo Grande, o índice é inferior, provavelmente devido aos longos períodos de chuva. Na região Sul, os resultados obtidos são surpreendentemente ruins: visibilidade inferior a 2 km (condição de nevoeiro fog) em 94% do tempo. A figura 2 mostra o alcance (comprimento máximo) de um enlace FSO em função da visibilidade. As linhas horizontais delimitam faixas de visibilidade, de acordo com as condições climáticas especificadas pelo Código Internacional de Visibilidade (International Visibility Code-IVC). É conveniente salientar que o resultado mostrado na figura 2 é válido para as diferentes regiões brasileiras em estudo. Nitidamente, a utilidade desses sistemas está limitada a distâncias inferiores a 8 km. Na prática, é conveniente operar em pontos afastados da fronteira da região hachurada, de maneira a acomodar efeitos que não tenham sido previamente considerados no modelo numérico. A figura 2 mostra que apenas em condições de céu claro os sistemas podem operar em distâncias da ordem de 6 km. Além disso, fica aparente que, para enlaces de curta distância (< 2 km), existe uma relação aproximadamente linear entre visibilidade e alcance do enlace. Fig. 2. Alcance de um enlace FSO em função da visibilidade. REVISTA DE CIÊNCIA & TECNOLOGIA V. 12, Nº 23 pp

6 Fig. 3. Disponibilidade de sistemas FSO em função do alcance nas regiões (a) Nordeste, (b) Sul, (c) Centro-Oeste, (d) Sudeste. A figura 3 mostra a disponibilidade de um sistema FSO para as regiões (a) Nordeste, (b) Sul, (c) Centro- Oeste e (d) Sudeste. Na cidade de Fortaleza, por exemplo, a disponibilidade é melhor que 99,5% do tempo para enlaces de até 4,5 km. Uma avaliação semelhante em outras cidades nordestinas revela que elas oferecem condições favoráveis à comunicação FSO, devido à alta probabilidade de ocorrência de céu claro. Ela também indica que, para a cidade de Florianópolis, índices de disponibilidade da ordem de 99,5% do tempo são alcançados somente em enlaces de comprimentos menores que 2 km, devido aos fortes nevoeiros, limitando bastante a utilidade de sistemas nessa região. Na cidade de Belo Horizonte, sistemas FSO são praticamente inoperantes: enlaces maiores que 2,8 km têm disponibilidades sempre inferiores a 80%. DESENVOLVIMENTO DO PROTÓTIPO A segunda parte deste trabalho descreve o desenvolvimento de um protótipo simples de um equipamento FSO capaz de estabelecer a comunicação serial de dados entre dois computadores remotos. Esse protótipo é uma extensão do trabalho descrito na referência Moura et al., É importante ressaltar que a elaboração do projeto como um todo foi norteada pelo emprego somente de peças e equipamentos de baixíssimo custo e que os componentes utilizados na montagem do protótipo são facilmente encontrados em lojas especializadas em material eletrônico. O projeto foi desenvolvido segundo as etapas descritas a seguir. A primeira diz respeito à seleção da interface a ser utilizada. A interface serial foi escolhida por operar com transmissão assíncrona e possuir um sistema próprio de recuperação de relógio, embora apresente taxas de transmissão relativamente reduzidas, de no máximo 115,2 kb/s, em comparação a outras interfaces disponíveis em um computador. Vale a pena ressaltar que os dados já estão no formato serial e, portanto, prontos para serem transmitidos pelo sistema 30 jan./jun. 2004

7 FSO. A segunda etapa diz respeito à seleção do comprimento de onda de operação do sistema, que foi fixado em torno de 620 nm, na região vermelha do espectro eletromagnético visível. Essa escolha se deve ao baixo custo do diodo laser e à facilidade de alinhamento do feixe de luz (visível), assim como de caracterização do diodo laser e do fotodiodo. A figura 4 mostra, esquematicamente, (a) o encapsulamento do diodo laser e (b) um detalhe do circuito receptor, já montado e adaptado ao seu módulo. Para verificar o funcionamento adequado dos circuitos e assegurar que sua resposta encontrava-se dentro das especificações do padrão RS232, foi utilizado um gerador de funções para modular o transmissor e um osciloscópio para analisar o sinal entregue pelo receptor. A montagem desta experiência é apresentada na figura 5, em que também é possível observar os invólucros dos módulos transmissor e receptor, bem como a estrutura projetada para sustentá-los e manter o seu alinhamento. Um espelho, localizado a 5 m da montagem, foi usado para refletir o feixe do transmissor em direção ao receptor. Fig. 4. (a) Encapsulamento do diodo laser e (b) circuito receptor montado. Fig. 5. Teste de funcionamento do protótipo. a) b) Tubos pretos de PVC foram empregados na montagem dos invólucros, de modo a que ficassem bem compactos e proporcionassem uma proteção para o fotodiodo contra a luz externa. Com isso, foi praticamente eliminado o chamado ruído de fundo, causado por qualquer outra fonte de luz que não a do transmissor. No lado externo dos invólucros, foram adaptados conectores para o encaixe de cabos destinados à alimentação dos circuitos e ao tráfego de dados, um LED para indicação de alinhamento e uma chave para permitir a seleção entre modo de alinhamento e modo de transmissão de sinais. REVISTA DE CIÊNCIA & TECNOLOGIA V. 12, Nº 23 pp

8 RESULTADOS EXPERIMENTAIS Foram realizados diversos experimentos para avaliar as limitações do sistema, como máxima taxa de transmissão, alcance máximo do enlace e comportamento quando operado em condições adversas de propagação do sinal (cintilação). Dessa maneira é possível verificar se os resultados atendem aos objetivos pretendidos. Após a conclusão da montagem dos dois módulos transceptores, alguns testes foram realizados, que são resumidos a seguir: modulação em até 800 kb/s a uma distância de 10 m (figura 6); comunicação entre dois computadores afastados 1,5 m, a uma taxa de transmissão de 115,2 kb/s; comunicação entre duas calculadoras HP 48GX afastadas 10 m, a uma taxa de transmissão de 9,6 kb/s (figura 7, para afastamento de 1,5 m); comunicação entre um computador e uma calculadora HP 48GX afastados 3 m, a uma taxa de transmissão de 9,6 kb/s; estabelecimento de alinhamento entre os módulos transceptores afastados 80 m. Fig. 6. Modulação e detecção a 800 kb/s. Sinal detectado Sinal modulante Fig. 7. Enlace entre duas calculadoras HP 48GX. Para simular os efeitos da cintilação (turbulência atmosférica) no sinal transmitido, foi utilizada a mesma montagem apresentada na figura 5, mas empregando um secador de cabelos para gerar um fluxo de ar quente que interceptasse o feixe do laser nas proximidades do transmissor. Devido às bruscas variações do 32 jan./jun. 2004

9 índice de refração do ar quente em movimento, a frente de onda do sinal é completamente deformada, dando origem a interferências construtivas e destrutivas no receptor, que variam rápida e aleatoriamente. Esse efeito pode ser observado na figura 8, para uma modulação a uma taxa de 500 kb/s. Fig. 8. Efeito da cintilação no sinal recebido, a 500 kb/s. Sinal recebido Sinal transmitido Entretanto, verificou-se que a cintilação provocada dessa forma não foi suficiente para introduzir erros na comunicação entre duas calculadoras HP 48GX operando a uma taxa de 9,6 kb/s, no experimento apresentado na figura 7. Isso se deve ao fato de que o valor mínimo de potência óptica que atinge o detector e que ainda permite a demodulação correta do sinal é menor para taxas de modulação reduzidas. Dessa forma, um sistema operando a 9,6 kb/s possui uma margem de atenuação total maior do que quando opera a 500 kb/s. Em taxas de transmissão mais elevadas, correspondendo a uma duração temporal menor de um bit, a quantidade de luz que pode ser coletada pelo receptor e convertida em elétrons durante o intervalo de um bit torna-se extremamente baixa. Em outras palavras, a sensibilidade do receptor é função da taxa de transmissão. Em termos gerais, quanto maior a taxa de transmissão, menor a sensibilidade do receptor. Quando o limite da sensibilidade do receptor é atingido, o ruído térmico passa a determinar a BER do sistema (Willebrand & Ghuman, 2002). CONCLUSÕES Este trabalho apresentou um consistente estudo da viabilidade da tecnologia óptica no espaço livre. Inicialmente, foi desenvolvido um modelo numérico baseado no conceito de balanço de potência que permitiu caracterizar as diferentes componentes da perda em um enlace óptico e avaliar seus efeitos na disponibilidade de um sistema de comunicações ópticas no espaço livre. Os dados de visibilidade foram coletados nos principais aeroportos, assegurando confiabilidade ao software desenvolvido. Os resultados são apresentados, principalmente, na forma de disponibilidade (porcentagem de tempo) em função do comprimento do enlace (km) para diferentes cidades de interesse, classificadas de acordo com sua região geográfica. Fica claro que as condições atmosféricas são determinantes na disponibilidade dos referidos sistemas. Na região Nordeste, devido às boas condições atmosféricas (condição de céu claro), sistemas FSO são capazes de oferecer qualidade e confiabilidade a custos reduzidos, tornando-se atraentes como backup na infra-estrutura de fibra óptica já instalada e/ou na implantação de uma rede de acesso de alta velocidade. Os resultados indicam, ainda, que a tecnologia FSO é viável em várias cidades das regiões Sudeste e Centro-Oeste, onde são possíveis enlaces com alcance típico de 3,5 km e disponibilidades em torno de 98%. REVISTA DE CIÊNCIA & TECNOLOGIA V. 12, Nº 23 pp

10 Nesses casos, os sistemas FSO são particularmente úteis na solução do problema da última milha, oferecendo ampla largura de banda quando comparados com outros sistemas wireless. Na região Sul, sistemas FSO podem ser empregados em enlaces de curta distância, por exemplo, para o provimento de conexão temporária ou de emergência. Como último comentário, é importante ressaltar a necessidade de aprimorar o modelo numérico de cintilação, por meio da coleta de dados específicos para as diversas regiões brasileiras. Em seguida, foi desenvolvido um protótipo que mostra ser possível construir um equipamento simples e de baixo custo para um sistema FSO. Os resultados obtidos nos diversos testes demonstram que o dispositivo é capaz de atender às especificações da aplicação proposta. Vale a pena ressaltar que o custo total do protótipo montado e testado não ultrapassa R$ 50,00! Obviamente, equipamentos de melhor desempenho podem ser desenvolvidos com o emprego de componentes de melhor qualidade. Um segundo protótipo, mais aprimorado, encontra-se em desenvolvimento. Sem dúvida, os resultados obtidos com este trabalho indicam claramente que, se forem realizados estudos e experimentos utilizando técnicas mais avançadas, é possível executar um projeto mais elaborado e desenvolver um equipamento capaz de oferecer taxas de transmissão muito superiores àquelas aqui consideradas e ao longo de distâncias bem maiores, de forma a que seja possível atender às atuais necessidades do mercado, como superar o gargalo do acesso à última milha. Pesquisa e estudo complementares estão em andamento e/ou encontram-se em fase de amadurecimento, com o objetivo de possibilitar o dimensionamento, projeto e caracterização de um sistema FSO que atenda às demandas de capacidade e qualidade de tráfego de informação das aplicações pretendidas. Sem dúvida, o pleno desenvolvimento do projeto deverá contar com o apoio de agências oficiais de fomento à pesquisa e/ou a participação da iniciativa privada. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS CARLSON, R.T. & PACIOREK, S. Environmental qualification and field test results for the SONAbeam 155Mb/s and 622Mb/s. <www.systemsupportsolutions.com/datasheets/tech_qual-test.pdf> (15/fev/04). JOHNSON, D. Optical Through the Air Communications Handbook. <http://www. imagineeringezine.com/> (15/fev/04). KIM, I.I. et al Measurement of scintillation for free-space laser communication at 785 nm and 1550 nm. Optical Wireless Communications II, Boston, Part of the SPIE Conference on Optical Wireless Communications II, 49-62, Measurement of scintillation and link margin for the TerraLink laser communication system. Wireless Technologies and Systems: millimeter wave and optical, Dallas, , Proceedings of SPIE.. Wireless optical transmission of Fast Ethernet, FDDI, ATM and ESCON protocol data using the TerraLink laser communication system. Optical Engineering, 37, , <http://www.freespaceoptic.com/whitepapers/ Wireless_Transmission_of_Fast_Ethernet.pdf> (14/fev./04). McCULLAGH, M.J. et al. A low noise optical receiver for a 155 Mbit/s 4 km optical free space link. Proc Lasers and Electro-Optics Society - LEOS Annual Meeting, , MOURA, L.E.S. et al. Análise e dimensionamento de sistemas ópticos no espaço livre. Projeto de final de curso, TET UFF, TERESCOPE. The Effects of Weather on Wireless Communications. <http://www.taifon.com.tw/webdownload/download/ Datasheet/OpticalAccess/Terescope/> (01/jul/03). WILLEBRAND, H. & GHUMAN, B.S. Free-Space Optics: enabling optical connectivity in today s networks. Indianápolis: Sams Publishing, Dados dos autores LUCIANO EUGÊNIO DA SILVA MOURA Graduado em engenharia de telecomunicações pela UFF/RJ. Atualmente participa do Programa de Trainees da Vivo Telerj Celular, Rio de Janeiro/RJ. ANDRES PABLO LOPEZ BARBERO Engenheiro de telecomunicações (UFF/RJ), com mestrado em sistemas sensores a fibra óptica (experimental) pelo ITA e 34 jan./jun. 2004

11 doutoramento em modelagem numérica de amplificadores ópticos dopados com Érbio (FEEC/Unicamp). Professor em regime de dedicação exclusiva do Departamento de Engenharia de Telecomunicações e coordenador do curso de mestrado em telecomunicações (UFF/RJ). Integrante de projeto interinstitucional (UFF/IME) para pesquisa e desenvolvimento de redes ópticas de alta velocidade, financiado pela FAPERJ. PAULA BRANDÃO HARBOE Engenheira elétrica, com ênfase em telecomunicações (PUC-Rio), onde obteve os títulos de mestre e doutora em ciência em engenharia elétrica, ambos com ênfase em telecomunicações. É professora em regime de dedicação exclusiva do Departamento de Engenharia de Telecomunicações da UFF, onde ainda participa de cursos de extensão e MBAs. JOSÉ RODOLFO SOUZA Engenheiro elétrico, com ênfase em telecomunicações (PUC-Rio), por onde é mestre em ciência em engenharia elétrica; doutor (PhD) em engenharia elétrica em The City University, com pósdoutoramento na University College London, ambos em Londres, Inglaterra. Professor da PUC-Rio, onde integra o Centro de Estudos em Telecomunicações (CETUC). Recebimento do artigo: 14/ago./03 Consultoria: 30/out./03 a 18/dez./03 Aprovado: 18/dez./03 REVISTA DE CIÊNCIA & TECNOLOGIA V. 12, Nº 23 pp

12 36 jan./jun. 2004

Balanço de Potência em Enlaces FSO

Balanço de Potência em Enlaces FSO Balanço de Potência em Enlaces FSO A pesquisa sobre um sistema de comunicação óptico tecnologicamente inovador, com LASER's e receptores ópticos, mas substituindo a fibra óptica convencional pelo próprio

Leia mais

Possíveis soluções para o gargalo da última milha são: instalação de fibra óptica diretamente para todos os clientes; uso de tecnologia de rádio

Possíveis soluções para o gargalo da última milha são: instalação de fibra óptica diretamente para todos os clientes; uso de tecnologia de rádio 1 Introdução O estudo da propagação óptica no espaço livre recebeu considerável impulso após a Segunda Guerra Mundial com a descoberta do laser. Os cientistas iniciaram diversas pesquisas nessa área com

Leia mais

Capítulo 1. Introdução aos Sistemas de Comunicação Óptica em Espaço Livre

Capítulo 1. Introdução aos Sistemas de Comunicação Óptica em Espaço Livre 16 Capítulo 1 Introdução aos Sistemas de Comunicação Óptica em Espaço Livre 1.1. Introdução O recente interesse demonstrado pelas comunidades acadêmica e industrial internacionais nas comunicações ópticas

Leia mais

Cabeamento Óptico 14/03/2014. Vantagens de utilização. Noções Ópticas. Vantagens de utilização. Sistema de comunicação Fibra. Funcionamento da Fibra

Cabeamento Óptico 14/03/2014. Vantagens de utilização. Noções Ópticas. Vantagens de utilização. Sistema de comunicação Fibra. Funcionamento da Fibra Cabeamento Óptico Fundamentos de Redes de Computadores Prof. Marcel Santos Silva Vantagens de utilização Total imunidade às interferências eletromagnéticas; Dimensões reduzidas; Maior segurança no tráfego

Leia mais

Davidson Rodrigo Boccardo flitzdavidson@gmail.com

Davidson Rodrigo Boccardo flitzdavidson@gmail.com Fundamentos em Sistemas de Computação Davidson Rodrigo Boccardo flitzdavidson@gmail.com Camada Física Primeira cada do modelo OSI (Camada 1) Função? Processar fluxo de dados da camada 2 (frames) em sinais

Leia mais

1 Fibra Óptica e Sistemas de transmissão ópticos

1 Fibra Óptica e Sistemas de transmissão ópticos 1 Fibra Óptica e Sistemas de transmissão ópticos 1.1 Introdução Consiste em um guia de onda cilíndrico, conforme ilustra a Figura 1, formado por núcleo de material dielétrico (em geral vidro de alta pureza),

Leia mais

Sistema de comunicação óptica. Keylly Eyglys Orientador: Adrião Duarte

Sistema de comunicação óptica. Keylly Eyglys Orientador: Adrião Duarte Sistema de comunicação óptica Keylly Eyglys Orientador: Adrião Duarte História A utilização de transmissão de informação através de sinais luminosos datam de épocas muito remotas. Acredita-se que os gregos

Leia mais

1. Descrição do Produto

1. Descrição do Produto 1. Descrição do Produto Os repetidores óticos FOCOS/PROFIBUS AL-2431 e AL-2432 destinam-se a interligação de quaisquer dispositivos PROFIBUS, assegurando altíssima imunidade a ruídos através do uso de

Leia mais

Certificação de redes ópticas de 10GbE

Certificação de redes ópticas de 10GbE CABEAMENTO ESTRUTURADO Certificação de redes ópticas de 10GbE 70 RTI DEZ 2008 JDSU (Brasil) As redes ópticas baseadas em 10GbE exigem um bom processo de certificação. O artigo a seguir detalha os principais

Leia mais

26. Dentre as dimensões a seguir, núcleo/casca, quais representam tipicamente fibras monomodo e fibras multimodos, respectivamente?

26. Dentre as dimensões a seguir, núcleo/casca, quais representam tipicamente fibras monomodo e fibras multimodos, respectivamente? CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS CÓDIGO 05 UCs de Eletrônica e/ou de Telecomunicações 26. Dentre as dimensões a seguir, núcleo/casca, quais representam tipicamente fibras monomodo e fibras multimodos, respectivamente?

Leia mais

Comunicação sem fio - antenas

Comunicação sem fio - antenas Comunicação sem fio - antenas Antena é um condutor elétrico ou um sistema de condutores Necessário para a transmissão e a recepção de sinais através do ar Na transmissão Antena converte energia elétrica

Leia mais

SNPTEE SEMINÁRIO NACIONAL DE PRODUÇÃO E TRANSMISSÃO DE ENERGIA ELÉTRICA

SNPTEE SEMINÁRIO NACIONAL DE PRODUÇÃO E TRANSMISSÃO DE ENERGIA ELÉTRICA SNPTEE SEMINÁRIO NACIONAL DE PRODUÇÃO E TRANSMISSÃO DE ENERGIA ELÉTRICA GMI 31 14 a 17 Outubro de 2007 Rio de Janeiro - RJ GRUPO XII GRUPO DE ESTUDO DE ASPECTOS TÉCNICOS E GERENCIAIS DE MANUTENÇÃO EM INSTALAÇÕES

Leia mais

Segunda Lista de Exercícios

Segunda Lista de Exercícios INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA Segunda Lista de Exercícios 1. Qual é a posição dos meios de transmissão no modelo OSI ou Internet? Os meios de transmissão estão localizados abaixo

Leia mais

3. Disponibilidade do FSO

3. Disponibilidade do FSO 3. Disponibilidade do FSO No capitulo 2 foram exibidos os diversos parâmetros que conformam o balanço de potência do FSO. Este capitulo do trabalho irá descrever a disponibilidade do enlace, oferecendo

Leia mais

Prof. Samuel Henrique Bucke Brito

Prof. Samuel Henrique Bucke Brito - Cabeamento Óptico (Norma ANSI/TIA-568-C.3) www.labcisco.com.br ::: shbbrito@labcisco.com.br Prof. Samuel Henrique Bucke Brito Meio de Transmissão Meio de transmissão é o caminho físico (enlace) que liga

Leia mais

Análise do Enlace de Comunicação

Análise do Enlace de Comunicação Análise do Enlace de Comunicação Edmar José do Nascimento (Tópicos Avançados em Engenharia Elétrica I) http://www.univasf.edu.br/ edmar.nascimento Universidade Federal do Vale do São Francisco Colegiado

Leia mais

Emprego Militar de Comunicação Óptica em Espaço Livre FSO

Emprego Militar de Comunicação Óptica em Espaço Livre FSO Emprego Militar de Comunicação Óptica em Espaço Livre FSO Braulio Fernando R. Sakamoto 1, Willian Fegadolli 2 e José Edimar Barbosa Oliveira 2 1 Centro Integrado de Guerra Eletrônica Rodovia Parque do

Leia mais

INSTITUTO MILITAR DE ENGENHARIA THIAGO VIEIRA NOGUEIRA COELHO

INSTITUTO MILITAR DE ENGENHARIA THIAGO VIEIRA NOGUEIRA COELHO INSTITUTO MILITAR DE ENGENHARIA THIAGO VIEIRA NOGUEIRA COELHO ESTUDO DE SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO UTLIZANDO ÓPTICA NO ESPAÇO LIVRE Dissertação de Mestrado apresentada ao curso de Mestrado em Engenharia Elétrica

Leia mais

Free Space Optics (FSO): Nova Versão de Software para Enlaces Ópticos

Free Space Optics (FSO): Nova Versão de Software para Enlaces Ópticos Free Space Optics (FSO): Nova Versão de Software para Enlaces Ópticos Este tutorial apresenta a continuação do estudo de um sistema de comunicação óptico tecnologicamente inovador, com lasers e receptores

Leia mais

PROJETO DE REDES www.projetoderedes.com.br

PROJETO DE REDES www.projetoderedes.com.br PROJETO DE REDES www.projetoderedes.com.br Curso Tecnológico de Redes de Computadores Disciplina: Infraestrutura de Redes de Computadores - 1º período Professor: José Maurício S. Pinheiro AULA 03 Cabeamento

Leia mais

Local Multipoint Distribuition Service (LMDS)

Local Multipoint Distribuition Service (LMDS) Local Multipoint Distribuition Service (LMDS) Este tutorial apresenta a tecnologia LMDS (Local Multipoint Distribuition Service), acesso em banda larga para última milha por meio de rádios microondas.

Leia mais

UFSM-CTISM. Comunicação de Dados Meios de Transmissão Aula-03

UFSM-CTISM. Comunicação de Dados Meios de Transmissão Aula-03 UFSM-CTISM Comunicação de Dados Meios de Transmissão Aula-03 Professor: Andrei Piccinini Legg Santa Maria, 2012 Par trançado Cabo coaxial Fibra óptica Meios Não-guiados Transmissão por rádio Microondas

Leia mais

SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO ÓPTICA : INICIAR A PROPOSTA DA DISSERTAÇÃO DE MESTRADO EM DISCIPLINA OPTATIVA, DURANTE PERÍODO DE AQUISIÇÃO DE CRÉDITOS.

SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO ÓPTICA : INICIAR A PROPOSTA DA DISSERTAÇÃO DE MESTRADO EM DISCIPLINA OPTATIVA, DURANTE PERÍODO DE AQUISIÇÃO DE CRÉDITOS. SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO ÓPTICA : INICIAR A PROPOSTA DA DISSERTAÇÃO DE MESTRADO EM DISCIPLINA OPTATIVA, DURANTE PERÍODO DE AQUISIÇÃO DE CRÉDITOS. Sandra Maria Dotto Stump sstump@mackenzie.com.br Maria Aparecida

Leia mais

REDES DE COMPUTADORES E TELECOMUNICAÇÕES MÓDULO 6

REDES DE COMPUTADORES E TELECOMUNICAÇÕES MÓDULO 6 REDES DE COMPUTADORES E TELECOMUNICAÇÕES MÓDULO 6 Índice 1. MEIOS FÍSICOS DE TRANSMISSÃO (PAR TRANÇADO)...3 1.1 Cabo coaxial... 3 2 1. MEIOS FÍSICOS DE TRANSMISSÃO (PAR TRANÇADO) Em um projeto de redes,

Leia mais

Infraestrutura para Redes de 100 Gb/s. André Amaral Marketing andre.amaral@padtec.com Tel.: + 55 19 2104-0408

Infraestrutura para Redes de 100 Gb/s. André Amaral Marketing andre.amaral@padtec.com Tel.: + 55 19 2104-0408 Infraestrutura para Redes de 100 Gb/s 1 André Amaral Marketing andre.amaral@padtec.com Tel.: + 55 19 2104-0408 Demanda por Banda de Transmissão: 100 Gb/s é Suficiente? Demanda por Banda de Transmissão:

Leia mais

Relatório de Teste de Diferentes Antenas e Equipamentos para o Protocolo NOVUS IEEE 802.15.4

Relatório de Teste de Diferentes Antenas e Equipamentos para o Protocolo NOVUS IEEE 802.15.4 Relatório de Teste de Diferentes Antenas e Equipamentos para o Protocolo NOVUS IEEE 802.15.4 ÍNDICE Índice 1 Introdução 2 Equipamentos Utilizados 3 Modelo de Propagação do Sinal 5 Zona de Fresnel 6 Link

Leia mais

WDM e suas Tecnologias

WDM e suas Tecnologias Universidade Federal do Rio de Janeiro Escola Politécnica Departamento de Eletrônica e Computação EEL 878 Redes de Computadores I Turma EL1-2004/1 Professor: Otto Carlos Muniz Bandeira Duarte Aluna: Mariangela

Leia mais

Projeto de Múltiplas RSSF operando sobre. Fibra óptica

Projeto de Múltiplas RSSF operando sobre. Fibra óptica Anais do XIX Encontro de Iniciação Científica ISSN 1980178 Projeto de Múltiplas RSSF operando sobre Maria Caroline de Andrade PUC-Campinas Centro de Ciências Exatas, Ambientais e de Tecnologias maria.ca@puccampinas.edu.br

Leia mais

5 SIMULAÇÃO DE UM SISTEMA WDM DE DOIS CANAIS COM O SOFTWARE VPI

5 SIMULAÇÃO DE UM SISTEMA WDM DE DOIS CANAIS COM O SOFTWARE VPI 68 5 SIMULAÇÃO DE UM SISTEMA WDM DE DOIS CANAIS COM O SOFTWARE VPI O software VPI foi originalmente introduzido em 1998 e era conhecido como PDA (Photonic Design Automation). O VPI atualmente agrega os

Leia mais

História da Fibra Óptica

História da Fibra Óptica História da Fibra Óptica Em 1870, o físico inglês Jonh Tyndall, demonstrou o princípio de guiamento da luz através de uma experiência muito simples, utilizando um recipiente furado com água, um balde e

Leia mais

PROJETO DE DIMENSIONAMENTO DE ENLACE DE RÁDIO

PROJETO DE DIMENSIONAMENTO DE ENLACE DE RÁDIO PROJETO DE DIMENSIONAMENTO DE ENLACE DE RÁDIO Diego de Brito Piau, Gilberto Arantes Carrijo Universidade Federal de Uberlândia, Faculdade de Engenharia Elétrica, Uberlândia-MG diegopiau@yahoo.com.br, gilberto@ufu.br

Leia mais

ENLACE DE MICRO-ONDAS RELACIONADO A ATENUAÇÃO DEVIDO À CHUVA

ENLACE DE MICRO-ONDAS RELACIONADO A ATENUAÇÃO DEVIDO À CHUVA ENLACE DE MICRO-ONDAS RELACIONADO A ATENUAÇÃO DEVIDO À CHUVA Caio Matheus Pereira Braga, Diego de Brito Piau, Heitor Ferreira Camargos Silva, Rafael Resende Moraes Dias, Yago Gomes Dos Santos Universidade

Leia mais

1 Problemas de transmissão

1 Problemas de transmissão 1 Problemas de transmissão O sinal recebido pelo receptor pode diferir do sinal transmitido. No caso analógico há degradação da qualidade do sinal. No caso digital ocorrem erros de bit. Essas diferenças

Leia mais

Agenda WWW.PARKS.COM.BR

Agenda WWW.PARKS.COM.BR Agenda Localização de aplicações GPON no espectro eletromagnético; Principio Fibra Óptica ; Ângulos de inserção; Relação Comprimento de onda e atenuação; Vantagens de aplicação de fibra e GPON; Cuidados;

Leia mais

Redes de Computadores. Prof. André Y. Kusumoto andrekusumoto.unip@gmail.com

Redes de Computadores. Prof. André Y. Kusumoto andrekusumoto.unip@gmail.com Redes de Computadores Prof. André Y. Kusumoto andrekusumoto.unip@gmail.com 2/16 Nível Físico Tem a função de transmitir uma seqüência de bits através de um canal e comunicação. Este nível trabalha basicamente

Leia mais

Camada Física. Bruno Silvério Costa

Camada Física. Bruno Silvério Costa Camada Física Bruno Silvério Costa Sinais Limitados por Largura de Banda (a) Um sinal digital e suas principais frequências de harmônicas. (b) (c) Sucessivas aproximações do sinal original. Sinais Limitados

Leia mais

TESTES E CERTIFICAÇÃO

TESTES E CERTIFICAÇÃO PROFESSOR NORBERTO - CABEAMENTO ESTRUTURADO TESTES E CERTIFICAÇÃO Para garantir a qualidade das instalações e a performance desejada é necessário que tenha-se certeza que a obra foi realizada dentro das

Leia mais

APRENDIZAGEM INDUSTRIAL. UNIDADE 10 Testes e certificação

APRENDIZAGEM INDUSTRIAL. UNIDADE 10 Testes e certificação APRENDIZAGEM INDUSTRIAL UNIDADE 10 Testes e certificação Configuração de teste de campo para cabos de par trançado de 100 ohms Teste de Canal: Inclui os 90m do cabeamento horizontal, o patch cord do equipamento

Leia mais

Sistemas que incluem amplificação podem possuir grandes valores de g, é assim, é conveniente expressar o ganho de potência em decibéis (db): produto

Sistemas que incluem amplificação podem possuir grandes valores de g, é assim, é conveniente expressar o ganho de potência em decibéis (db): produto 3.33 Perdas de transmissão e Decibéis Além de distorção de sinal, um sistema de transmissão também reduz o nível de potência ou vigor do sinal de saída. Esta redução no vigor do sinal é expresso em termos

Leia mais

DWDM A Subcamada Física da Rede Kyatera

DWDM A Subcamada Física da Rede Kyatera DWDM A Subcamada Física da Rede Kyatera José Roberto B. Gimenez Roteiro da Apresentação Tecnologia DWDM A rede Kyatera SC09 Bandwidth Challenge Conclusão Formas de Multiplexação em FO TDM Time Division

Leia mais

Informática. Prof. Macêdo Firmino. Redes de Computadores. Macêdo Firmino (IFRN) Informática Novembro de 2011 1 / 41

Informática. Prof. Macêdo Firmino. Redes de Computadores. Macêdo Firmino (IFRN) Informática Novembro de 2011 1 / 41 Informática Prof. Macêdo Firmino Redes de Computadores Macêdo Firmino (IFRN) Informática Novembro de 2011 1 / 41 Sistema Computacional Macêdo Firmino (IFRN) Informática Novembro de 2011 2 / 41 O que é

Leia mais

6 Cálculo de cobertura de sistemas de TV Digital

6 Cálculo de cobertura de sistemas de TV Digital 6 Cálculo de cobertura de sistemas de TV Digital Neste capítulo, os modelos desenvolvidos serão utilizados para a avaliação da cobertura de sistemas de TV digital na cidade de São Paulo. Partindo dos limiares

Leia mais

e P= 60,65% de P o . informa a largura do pulso. Balanço do tempo de subida Balanço de dispersão Considerações iniciais

e P= 60,65% de P o . informa a largura do pulso. Balanço do tempo de subida Balanço de dispersão Considerações iniciais Balanço do tempo de subida Balanço de dispersão Considerações iniciais A resposta da fibra a uma entrada impulsiva é um pulso gaussiano. Na qual é o desvio padrão correspondente a largura do pulso no domínio

Leia mais

Antena Dipolo Planar. Christian Pinheiro Garcias. É Engenheiro de Telecomunicações pelo Instituto de Estudos Superiores da Amazônia (IESAM, 2007).

Antena Dipolo Planar. Christian Pinheiro Garcias. É Engenheiro de Telecomunicações pelo Instituto de Estudos Superiores da Amazônia (IESAM, 2007). Antena Dipolo Planar O conteúdo deste tutorial foi obtido do artigo de autoria do Christian Pinheiro Garcias, do Edson dos Santos Souza e do Jean Almeida Cordeiro para a etapa de classificação do III Concurso

Leia mais

SOLUÇÃO DE TELEMETRIA PARA SANEAMENTO

SOLUÇÃO DE TELEMETRIA PARA SANEAMENTO SOLUÇÃO DE TELEMETRIA PARA SANEAMENTO Marcelo Pessoa Engenheiro de soluções para saneamento Introdução As indústrias buscam eficiência, aumento da qualidade e a redução de custos. Para alcançar isto investem

Leia mais

Figura 1 - Comparação entre as camadas do Modelo OSI e doieee. A figura seguinte mostra o formato do frame 802.3:

Figura 1 - Comparação entre as camadas do Modelo OSI e doieee. A figura seguinte mostra o formato do frame 802.3: Introdução Os padrões para rede local foram desenvolvidos pelo comitê IEEE 802 e foram adotados por todas as organizações que trabalham com especificações para redes locais. Os padrões para os níveis físico

Leia mais

Multiplexação. Multiplexação. Multiplexação - FDM. Multiplexação - FDM. Multiplexação - FDM. Sistema FDM

Multiplexação. Multiplexação. Multiplexação - FDM. Multiplexação - FDM. Multiplexação - FDM. Sistema FDM Multiplexação É a técnica que permite a transmissão de mais de um sinal em um mesmo meio físico. A capacidade de transmissão do meio físico é dividida em fatias (canais), com a finalidade de transportar

Leia mais

REDE DE FIBRA ÓPTICA

REDE DE FIBRA ÓPTICA REDE DE FIBRA ÓPTICA ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS Sumário 1. Cabos de fibras ópticas... 2 2. Emendas ópticas... 3 3. Interfaces ópticas... 4 4. Distribuidor geral óptico... 5 5. Cordões Ópticos... 5 6. Práticas

Leia mais

Neste capítulo trataremos das propriedades gerais de um laser, bem como das características de um laser a fibra de cavidades acopladas.

Neste capítulo trataremos das propriedades gerais de um laser, bem como das características de um laser a fibra de cavidades acopladas. 3 Laser a Fibra Neste capítulo trataremos das propriedades gerais de um laser, bem como das características de um laser a fibra de cavidades acopladas. 3.1 Propriedades Gerais A palavra LASER é um acrônimo

Leia mais

PROJETO DO CANAL DE RETORNO PARA REDES HFC

PROJETO DO CANAL DE RETORNO PARA REDES HFC PROJETO DO CANAL DE RETORNO PARA REDES HFC Marcelo Melo da Costa mmc@amazon.com.br RESUMO As empresas de TV a cabo atualmente estão implementando redes para a distribuição dos sinais do tipo HFC (híbrida

Leia mais

Infra-Estrutura de Redes

Infra-Estrutura de Redes Faculdade Anhanguera de São Caetano do Sul Infra-Estrutura de Redes Curso: Tecnologia em Redes de Computadores Prof:Eduardo M. de Araujo Site-http://www.professoreduardoaraujo.com Objetivos: Camada física

Leia mais

Redes de Computadores

Redes de Computadores Redes de Computadores Prof. Macêdo Firmino Meios de Transmissão Macêdo Firmino (IFRN) Redes de Computadores Abril de 2012 1 / 34 Pilha TCP/IP A B M 1 Aplicação Aplicação M 1 Cab M T 1 Transporte Transporte

Leia mais

ESTUDO PARA MONITORAR A POTÊNCIA DO SINAL RECEBIDO EM DISPOSITIVOS COMPATÍVEIS COM A TERCEIRA GERAÇÃO EM UMA ÁREA URBANA

ESTUDO PARA MONITORAR A POTÊNCIA DO SINAL RECEBIDO EM DISPOSITIVOS COMPATÍVEIS COM A TERCEIRA GERAÇÃO EM UMA ÁREA URBANA ESTUDO PARA MONITORAR A POTÊNCIA DO SINAL RECEBIDO EM DISPOSITIVOS COMPATÍVEIS COM A TERCEIRA GERAÇÃO EM UMA ÁREA URBANA Heitor Ferreira Camargos Silva, Diego de Brito Piau, Caio Matheus Pereira Braga,

Leia mais

Projeto de Instrumentação para o Ensino F809. Mariana Pinheiro Pasquetto RA 002173 Henrique de Carvalho, M.Sc. Telecom (FEEC), DEQ/IFGW (orientador)

Projeto de Instrumentação para o Ensino F809. Mariana Pinheiro Pasquetto RA 002173 Henrique de Carvalho, M.Sc. Telecom (FEEC), DEQ/IFGW (orientador) Projeto de Instrumentação para o Ensino F809 Mariana Pinheiro Pasquetto RA 0073 Henrique de Carvalho, M.Sc. Telecom (FEEC), DEQ/IFGW (orientador) Objetivo Este projeto tem como objetivo o desenvolvimento

Leia mais

COMPANHIA ESTADUAL DE GERAÇÃO E TRANSMISSÃO DE ENERGIA ELÉTRICA ÁREA DE TRANSMISSÃO DIVISÃO DE TELECOMUNICAÇÕES PORTO ALEGRE, 2007

COMPANHIA ESTADUAL DE GERAÇÃO E TRANSMISSÃO DE ENERGIA ELÉTRICA ÁREA DE TRANSMISSÃO DIVISÃO DE TELECOMUNICAÇÕES PORTO ALEGRE, 2007 CEEE-GT COMPANHIA ESTADUAL DE GERAÇÃO E TRANSMISSÃO DE ENERGIA ELÉTRICA ÁREA DE TRANSMISSÃO DIVISÃO DE TELECOMUNICAÇÕES MANUTENÇÃO EM FIBRAS ÓPTICAS PORTO ALEGRE, 2007 Extensão da Rede Óptica Total de

Leia mais

2 Meios de transmissão utilizados em redes de telecomunicações 2.1. Introdução

2 Meios de transmissão utilizados em redes de telecomunicações 2.1. Introdução 2 Meios de transmissão utilizados em redes de telecomunicações 2.1. Introdução Atualmente, as estruturas das redes de comunicação são classificadas conforme a escala: rede de acesso, rede metropolitana

Leia mais

IFRS Campus POA. Elétrica Aplicada Turma Redes II Noite. Prof. Sergio Mittmann. Grupo : Nilo Cesar Ferreira Alvira. Caroline Silva Tolfo

IFRS Campus POA. Elétrica Aplicada Turma Redes II Noite. Prof. Sergio Mittmann. Grupo : Nilo Cesar Ferreira Alvira. Caroline Silva Tolfo IFRS Campus POA Elétrica Aplicada Turma Redes II Noite Prof. Sergio Mittmann Grupo : Nilo Cesar Ferreira Alvira Caroline Silva Tolfo Claudia Silva Machado Marcelo Lucas A Fibra Óptica é um filamento extremamente

Leia mais

Uso do Espectro em 3,5GHz e Recepção Satélite na Banda C

Uso do Espectro em 3,5GHz e Recepção Satélite na Banda C Uso do Espectro em 3,5GHz e Recepção Satélite na Banda C Agosto de 2012 1 Agenda Testes da Star One A Questão afeta toda a Banda C e não somente a Banda Estendida Tanto a Transmissão Digital quanto a Analógica

Leia mais

Introdução aos Sistemas de Informação Geográfica

Introdução aos Sistemas de Informação Geográfica Introdução aos Sistemas de Informação Geográfica Mestrado Profissionalizante 2015 Karla Donato Fook karladf@ifma.edu.br IFMA / DAI Motivação Alguns princípios físicos dão suporte ao Sensoriamento Remoto...

Leia mais

Cabeamento Estruturado

Cabeamento Estruturado Cabeamento Estruturado Infra-estrutura de cabeamento metálico ou óptico, capaz de atender a diversas aplicações proporcionando flexibilidade de layout, facilidade de gerenciamento, administração e manutenção

Leia mais

Introdução a Fibras Ópticas 2/24

Introdução a Fibras Ópticas 2/24 Introdução a Fibras Ópticas Waleska Barbosa Paes de Barros waleska@cbpf.br Marcelo Portes de Albuquerque marcelo@cbpf.br Márcio Portes de Albuquerque mpa@cbpf.br RESUMO Esta nota técnica tem como objetivo

Leia mais

5 Utilização de grafeno em domínio óptico

5 Utilização de grafeno em domínio óptico 84 5 Utilização de grafeno em domínio óptico 5.1 Introdução O presente capítulo descreve como o grafeno interage com o meio optico e destaca os procedimentos realizados para a introdução de grafeno em

Leia mais

Estrutura de um Rede de Comunicações. Redes e Sistemas Distribuídos. Tarefas realizadas pelo sistema de comunicação. Redes de comunicação de dados

Estrutura de um Rede de Comunicações. Redes e Sistemas Distribuídos. Tarefas realizadas pelo sistema de comunicação. Redes de comunicação de dados Estrutura de um Rede de Comunicações Profa.. Cristina Moreira Nunes Tarefas realizadas pelo sistema de comunicação Utilização do sistema de transmissão Geração de sinal Sincronização Formatação das mensagens

Leia mais

Este tutorial apresenta os conceitos básicos de enlaces rádio digitais ponto a ponto.

Este tutorial apresenta os conceitos básicos de enlaces rádio digitais ponto a ponto. Enlace Rádio Digital Ponto a Ponto Este tutorial apresenta os conceitos básicos de enlaces rádio digitais ponto a ponto. Eduardo Tude Engenheiro de Teleco (IME 78) e Mestre em Teleco (INPE 81) tendo atuado

Leia mais

Redes de Computadores

Redes de Computadores Redes de Computadores Cabeamento Gustavo Reis gustavo.reis@ifsudestemg.edu.br Os cabos são usados como meio de comunicação há mais de 150 anos. A primeira implantação em larga escala de comunicações via

Leia mais

INSTITUTO LABORO ESCOLA TECNICA

INSTITUTO LABORO ESCOLA TECNICA INSTITUTO LABORO ESCOLA TECNICA PESQUISA CABO COAXIAIS ASPECTOS TECNICOS FIBRA OPTICA SISTEMA TIPICO DE COMUNICAÇÃO PTICA ESTRUTURA DE UMA FIBRA OPTICA TIPOS DE FIBRA OPTICA Por Ítalo da Silva Rodrigues

Leia mais

Largura de banda e Throughput (Tanenbaum,, 2.1.2)

Largura de banda e Throughput (Tanenbaum,, 2.1.2) Largura de banda e Throughput (Tanenbaum,, 2.1.2) A largura de banda,, em termos gerais, indica a quantidade máxima de dados que podem trafegar no meio em um determinado momento. É medida em bps (bits

Leia mais

O que é uma rede industrial? Redes Industriais: Princípios de Funcionamento. Padrões. Padrões. Meios físicos de transmissão

O que é uma rede industrial? Redes Industriais: Princípios de Funcionamento. Padrões. Padrões. Meios físicos de transmissão O que é uma rede industrial? Redes Industriais: Princípios de Funcionamento Romeu Reginato Julho de 2007 Rede. Estrutura de comunicação digital que permite a troca de informações entre diferentes componentes/equipamentos

Leia mais

Redes de Computadores I - Meios de Transmissão. por Helcio Wagner da Silva

Redes de Computadores I - Meios de Transmissão. por Helcio Wagner da Silva Redes de Computadores I - Meios de Transmissão por Helcio Wagner da Silva Classificação Meios guiados: Par trançado. Cabo coaxial. Fibra óptica. Meios Não-guiados: Transmissão por rádio. Microondas. Infravermelho.

Leia mais

PASSIVE OPTICAL NETWORK - PON

PASSIVE OPTICAL NETWORK - PON PASSIVE OPTICAL NETWORK - PON É uma solução para a rede de acesso, busca eliminar o gargalo das atuais conexões entre as redes dos usuários e as redes MAN e WAN. A solução PON não inclui equipamentos ativos

Leia mais

Sistemas de Comunicações Ópticas. 1870 : O físico inglês John Tyndall demonstrou o princípio de guiamento da luz,

Sistemas de Comunicações Ópticas. 1870 : O físico inglês John Tyndall demonstrou o princípio de guiamento da luz, Capítulo 1 1. INTRODUÇÃO AS FIBRAS ÓPTICAS 1.1 Histórico 1870 : O físico inglês John Tyndall demonstrou o princípio de guiamento da luz, através de uma experiência que consistia em injetar luz em um jato

Leia mais

Video Lecture RF. Laps

Video Lecture RF. Laps Video Lecture RF Laps Agenda 1. Considerações no projeto de circuitos RF 2. Casamento de impedância 3. Parâmetros S e Carta de Smith 4. Dispositivos/blocos comumente usados 5. Arquiteturas de transceptores

Leia mais

2 Avaliação de desempenho de uma rede de telecomunicações

2 Avaliação de desempenho de uma rede de telecomunicações 2 Avaliação de desempenho de uma rede de telecomunicações Ao longo do presente capítulo são introduzidos os principais elementos qualitativos e quantitativos capazes de permitir a avaliação do desempenho

Leia mais

MÓDULO 4 Meios físicos de transmissão

MÓDULO 4 Meios físicos de transmissão MÓDULO 4 Meios físicos de transmissão Os meios físicos de transmissão são compostos pelos cabos coaxiais, par trançado, fibra óptica, transmissão a rádio, transmissão via satélite e são divididos em duas

Leia mais

REDES DE COMPUTADORES

REDES DE COMPUTADORES REDES DE COMPUTADORES Prof. Esp. Fabiano Taguchi http://fabianotaguchi.wordpress.com fabianotaguchi@gmail.com COMUTAÇÃO CIRCUITOS PACOTES É necessário estabelecer um caminho dedicado entre a origem e o

Leia mais

2 Métodos de Medida da PMD

2 Métodos de Medida da PMD em Enlaces Ópticos 12 2 Métodos de Medida da PMD Teoria básica de medição da PMD discutida na referência 6, Test and Measurements. Neste capítulo serão abordados os aspectos mais importantes dos métodos

Leia mais

Infraestrutura de Redes Locais. Edmilson Carneiro Moreira

Infraestrutura de Redes Locais. Edmilson Carneiro Moreira Infraestrutura de Redes Locais Edmilson Carneiro Moreira Sumário Introdução Histórico Cabeamento Estruturado Conceitos Categorias e Classes de desempenho ANSI/TIA-568-C Referências [1] Paulo Sérgio Cabeamento

Leia mais

Redes de Computadores IEEE 802.3

Redes de Computadores IEEE 802.3 Redes de Computadores Ano 2002 Profª. Vívian Bastos Dias Aula 8 IEEE 802.3 Ethernet Half-Duplex e Full-Duplex Full-duplex é um modo de operação opcional, permitindo a comunicação nos dois sentidos simultaneamente

Leia mais

Claudivan C. Lopes claudivan@ifpb.edu.br

Claudivan C. Lopes claudivan@ifpb.edu.br Claudivan C. Lopes claudivan@ifpb.edu.br Arquitetura Token Ring Arquitetura FDDI IFPB/Patos - Prof. Claudivan 2 Usada em redes que possuem computadores de grande porte da IBM Opera nas camadas 1 e 2 do

Leia mais

Redes de Dados e Comunicações. Prof.: Fernando Ascani

Redes de Dados e Comunicações. Prof.: Fernando Ascani Redes de Dados e Comunicações Prof.: Fernando Ascani Redes Wireless / Wi-Fi / IEEE 802.11 Em uma rede wireless, os adaptadores de rede em cada computador convertem os dados digitais para sinais de rádio,

Leia mais

SISTEMA DE RASTREIO ÓPTICO

SISTEMA DE RASTREIO ÓPTICO SISTEMA DE RASTREIO ÓPTICO 1 SISTEMA DE RASTREIO ÓPTICO VISÃO GERAL O Sistema de Rastreio Óptico, ou simplesmente SISROT, foi desenvolvido com o objetivo de rastrear foguetes nos primeiros instantes de

Leia mais

Meios de Transmissão. Conceito. Importância. É a conexão física entre as estações da rede. Influência diretamente no custo das interfaces com a rede.

Meios de Transmissão. Conceito. Importância. É a conexão física entre as estações da rede. Influência diretamente no custo das interfaces com a rede. Meios de Transmissão Conceito Importância É a conexão física entre as estações da rede. Influência diretamente no custo das interfaces com a rede. Meios de Transmissão Qualquer meio físico capaz de transportar

Leia mais

Demonstração da técnica de detecção sensível à fase: uma aplicação óptica. Davi R. Ortega, Túlio C. Rizuti da Rocha Orientador: Flávio Caldas da Cruz

Demonstração da técnica de detecção sensível à fase: uma aplicação óptica. Davi R. Ortega, Túlio C. Rizuti da Rocha Orientador: Flávio Caldas da Cruz Demonstração da técnica de detecção sensível à fase: uma aplicação óptica I - Introdução Davi R. Ortega, Túlio C. Rizuti da Rocha Orientador: Flávio Caldas da Cruz No relatório parcial, mostramos a teoria

Leia mais

COMUNICAÇÕES VIA SATÉLITE. Prof. MSc. Sandro M Malta

COMUNICAÇÕES VIA SATÉLITE. Prof. MSc. Sandro M Malta COMUNICAÇÕES VIA SATÉLITE Prof. MSc. Sandro M Malta Satélite Definição É chamado de satélite todo objeto que gira em torno de outro objeto. Ele é classificado em dois tipos: satélite natural satélite artificial.

Leia mais

2 Medição da taxa de bits errados (BER)

2 Medição da taxa de bits errados (BER) Medição da taxa de bits errados (BER) Este capítulo tem como objetivo destacar a importância da medição da BER, descrever as principais fontes causadoras de erro e caracterizar as técnicas de medição para

Leia mais

Transmissão e Multiplexação. Rodolfo I. Meneguette

Transmissão e Multiplexação. Rodolfo I. Meneguette Transmissão e Multiplexação Rodolfo I. Meneguette Redes de Acesso e Meios Físicos P: Como conectar os sistemas finais aos roteadores de borda? Redes de acesso residencial redes de acesso institucional

Leia mais

Considerações Finais. Capítulo 8. 8.1- Principais conclusões

Considerações Finais. Capítulo 8. 8.1- Principais conclusões Considerações Finais Capítulo 8 Capítulo 8 Considerações Finais 8.1- Principais conclusões Durante esta tese foram analisados diversos aspectos relativos à implementação, análise e optimização de sistema

Leia mais

Metodologia de Projetos para Enlaces Ópticos no Espaço Livre

Metodologia de Projetos para Enlaces Ópticos no Espaço Livre Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Paraíba Programa de Pós Graduação em Engenharia Elétrica Dissertação de Mestrado Metodologia de Projetos para Enlaces Ópticos no Espaço Livre Vanessa

Leia mais

Modelo OSI - A Camada Física

Modelo OSI - A Camada Física Modelo OSI - A Camada Física Prof. Gil Pinheiro 1 Detalhes da Camada Física Meio físico Sinalização Analógica x Digital Comunicação Paralela x Serial Modos de Transmissão (Simplex, Half- Duplex, Full Duplex)

Leia mais

TI Aplicada. Aula 05 Redes de Computadores (parte 2) Prof. MSc. Edilberto Silva edilms@yahoo.com http://www.edilms.eti.br

TI Aplicada. Aula 05 Redes de Computadores (parte 2) Prof. MSc. Edilberto Silva edilms@yahoo.com http://www.edilms.eti.br TI Aplicada Aula 05 Redes de Computadores (parte 2) Prof. MSc. Edilberto Silva edilms@yahoo.com http://www.edilms.eti.br Conceitos Básicos Equipamentos, Modelos OSI e TCP/IP O que são redes? Conjunto de

Leia mais

1.264 Aula 22. Tecnologia de rede Celular, CATV, ISDN, DSL, rede de área local

1.264 Aula 22. Tecnologia de rede Celular, CATV, ISDN, DSL, rede de área local 1.264 Aula 22 Tecnologia de rede Celular, CATV, ISDN, DSL, rede de área local TV a cabo Permite a transferência de voz e dados nos estados permitidos (poucos até o momento) À LEC foi permitida a transferência

Leia mais

André Aziz (andreaziz.ufrpe@gmail.com) Francielle Santos (francielle.ufrpe@gmail.com) Noções de Redes

André Aziz (andreaziz.ufrpe@gmail.com) Francielle Santos (francielle.ufrpe@gmail.com) Noções de Redes André Aziz (andreaziz.ufrpe@gmail.com) Francielle Santos (francielle.ufrpe@gmail.com) Noções de Redes Noções de Redes: Estrutura básica; Tipos de transmissão; Meios de transmissão; Topologia de redes;

Leia mais

Apesar das vantagens, essa tecnologia apresenta a mesma desvantagem de outras tecnologias para a transmissão de dados: os cabos.

Apesar das vantagens, essa tecnologia apresenta a mesma desvantagem de outras tecnologias para a transmissão de dados: os cabos. Página 1 de 9 PROJETOS / Telecom 25/08/2008 10:44:40 Sistemas Wireless em chão de fábricas. Existem diversas opções de padrões de conexão entre equipamentos industriais e computadores. Dentre essas opções,

Leia mais

Sistema de Detecção de Metano baseado em Espectroscopia por Modulação de Comprimento de Onda e em Fibras Ópticas Microestruturadas de Núcleo Oco

Sistema de Detecção de Metano baseado em Espectroscopia por Modulação de Comprimento de Onda e em Fibras Ópticas Microestruturadas de Núcleo Oco Sistema de Detecção de Metano baseado em Espectroscopia por Modulação de Comprimento de Onda e em Fibras Ópticas Microestruturadas de Núcleo Oco F. Magalhães 1, J. P. Carvalho 1,2, L. A. Ferreira 1, F.

Leia mais

Comunicações Ópticas. E ns aios em Fibras Ópticas. Guia de T rabalhos de L aboratório. E T F O-01 Sistema de F ibra ótica

Comunicações Ópticas. E ns aios em Fibras Ópticas. Guia de T rabalhos de L aboratório. E T F O-01 Sistema de F ibra ótica Comunicações Ópticas E ns aios em Fibras Ópticas Guia de T rabalhos de L aboratório E T F O-01 Sistema de F ibra ótica Profº Engº Getúlio Teruo Tateoki Araçatuba, 20 de agosto de 2004 Prefácio -Este Guia

Leia mais

Comunicação Comunicação é o ato de transmissão de informações de uma pessoa à outra. Emissor: Receptor: Meio de transmissão Sinal:

Comunicação Comunicação é o ato de transmissão de informações de uma pessoa à outra. Emissor: Receptor: Meio de transmissão Sinal: Redes - Comunicação Comunicação é o ato de transmissão de informações de uma pessoa à outra. Comunicação sempre foi, desde o início dos tempos, uma necessidade humana buscando aproximar comunidades distantes.

Leia mais

Prof. Luís Rodolfo. Unidade I REDES DE COMPUTADORES E

Prof. Luís Rodolfo. Unidade I REDES DE COMPUTADORES E Prof. Luís Rodolfo Unidade I REDES DE COMPUTADORES E TELECOMUNICAÇÃO C Redes de computadores e telecomunicação Objetivo: apresentar os conceitos iniciais e fundamentais com relação às redes de computadores

Leia mais

Centro de Estudos em Telecomunicações. Solução Wireless Híbrida para a Universalização da Banda Larga no Brasil

Centro de Estudos em Telecomunicações. Solução Wireless Híbrida para a Universalização da Banda Larga no Brasil Centro de Estudos em Telecomunicações Solução Wireless Híbrida para a Universalização da Banda Larga no Brasil AGENDA Introdução Soluções de Acesso em Banda Larga Satélites na Banda Ka Satélites de Alta

Leia mais

Protocolo wireless Ethernet

Protocolo wireless Ethernet Protocolo wireless Ethernet Conceituar as variações de redes sem fio (wireless) descrevendo os padrões IEEE 802.11 a, b, g e n. Em meados de 1986, o FCC, organismo norte-americano de regulamentação, autorizou

Leia mais

SISTEMA PARA MEDIÇÃO DE FLUORESCÊNCIA DE FIBRAS EXCITADAS NO INFRAVERMELHO

SISTEMA PARA MEDIÇÃO DE FLUORESCÊNCIA DE FIBRAS EXCITADAS NO INFRAVERMELHO SISTEMA PARA MEDIÇÃO DE FLUORESCÊNCIA DE FIBRAS EXCITADAS NO INFRAVERMELHO a J. Jakutis, b L.R.P. Kassab, b W.G. Hora, c J.R. Martinelli, c F.F. Sene, a N.U. Wetter a Centro de Lasers e Aplicações IPEN-SP

Leia mais