Descrevendo as Ferramentas Disponíveis no Ambiente de Ensino, Ensinet

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1 IX Taller Internacional de Software Educativo TISE 2004 Descrevendo as Ferramentas Disponíveis no Ambiente de Ensino, Ensinet Diego Lemos de Souza, Antônio Carlos da Rocha Costa, Graçaliz Pereira Dimuro Universidade Católica de Pelotas Escola de Informática, Brasil ABSTRACT This paper presents the tools made available in the ENSINET environment, to help teachers organize their work. ENSINET is a web-based learning environment, developed at the Universidade Católica de Pelotas. Among the tools described are: the tool that helps to create and manage instructional materials based on the concept of naviation automata; the tool for the management of groups of students, to stimulate cooperative learning; and the support for the monitoring of access to resources, the will allow the visualization of the interaction between users. Also is described the support for Learning Objects, that allows such resources to be used in every function of the environment. KeyWords: ENSINET, PYTHON, ZOPE, OBJETOS DE APRENDIZAGEM. RESUMO Este artigo tem como objetivo apresentar as ferramentas de auxílio ao professor, disponibilizadas no ENSINET, um ambiente de ensino semi-presencial desenvolvido na Universidade Católica de Pelotas, descrevendo sua implementação inicial e as modificações sofridas ao longo do projeto para tornar tais ferramentas mais abrangentes e moderna. Entre essas ferramentas estão: a ferramenta de criação e gerenciamento de materiais instrucionais baseados no conceito de Autômatos de Navegação; a ferramenta de gerenciamento de grupos de alunos, para estimular o aprendizado cooperativo; e o suporte aos mecanismos de monitoração do acesso a recursos, para possibilitar o acompanhamento da interação dos usuários no sistema. Também se descreve o suporte a Objetos de Aprendizagem, que possibilita o uso desses recursos em todos as funções do ambiente. Palavras-Chave: ENSINET, PYTHON, ZOPE, OBJETOS DE APRENDIZAGEM. INTRODUÇÃO Este artigo tem como objetivo principal descrever o ambiente de ensino semi-presencial o ENSINET (MIRANDA, 2001), um ambiente desenvolvido pelos bolsista da Escola de Informática da Universidade Católica de Pelotas que se encontra em finalização e migração para uma segunda versão. O trabalho se baseou, em um primeiro momento, no estudo realizado sobre a implementação que migrou o ambiente de uma arquitetura de banco de dados relacional, que era a forma de implementação da primeira versão, para uma arquitetura de banco de dados orientado a objetos, possibilitando a integração ao ENSINET do sistema de gerência de repositórios de objetos de aprendizagem GROA (MIRANDA, 2003). Com essa integração, o ENSINET passou a dispor de uma estrutura de gerenciamento de Objetos de Aprendizagem (objetos nativos do GROA) com métodos e classes que possibilitam ao usuário a manipulação desses objetos. No caso de objetos de aprendizagem que são páginas HTML, a ferramenta possibilita aos usuários a edição direta de tais objetos, a fim de facilitar a adequação dos mesmos às suas necessidades: todos os objetos de aprendizagem que são páginas HTML são criados através da utilização de um editor HTML acessado via browser na própria ferramenta. O GROA é extremamente relevante para o ENSINET pois seus objetos são utilizados em quase todas as ferramentas que compõem o ambiente. Este artigo descreve sucintamente, na seção 2, as tecnologias de implementação utilizadas para o desenvolvimento do ambiente e a forma de publicação na web dos seus objetos. A seção 3 dá uma breve descrição do que é o ambiente ENSINET, inclusive um link onde se pode acessá-lo pela web. Ainda nessa sessão descrevem-se as ferramentas disponibilizadas no ENSINET, como o GROA, Sites Internos, gerenciamento de disciplinas, de grupos de alunos, etc. O artigo se encerra na seção 4 com as Conclusões. A seção 5 contém a Bibliografia referida. TECNOLOGIAS BÁSICAS: ZOPE E PYTHON Para o desenvolvimento do ambiente de ensino semi-presencial ENSINET, foram utilizadas duas tecnologias: um gerenciador de aplicações da Web, chamado ZOPE (BROCHMANN, 2002), e a linguagem de programação Python (BROWN, 2001). 49

2 Santiago, Chile 1, 2 y 3 Diciembre 2004 O ZOPE tem como finalidade armazenar e gerenciar, em um banco de dados orientado a objetos, todos os objetos criados no ambiente. Esse servidor de aplicações Web oferece diversos tipos de protocolos para serem utilizados, entre eles o http que possibilita aos usuários publicarem suas aplicações na Web. Tendo em vista que esse servidor de aplicações foi desenvolvido quase que completamente através das linguagens de programação Python (LUTZ, 1999) e DTML (MACHADO, 2002b), o ENSINET também foi desenvolvido nessas linguagens. O AMBIENTE ENSINET O ENSINET foi desenvolvido na Universidade Católica de Pelotas para operar como um ambiente baseado na Web para suporte ao ensino semi-presencial. Encontra-se em uso e disponibilizado para experimentação através da URL ensinet.ucpel.tche.br. Em sua primeira versão o ENSINET foi desenvolvido utilizando-se principalmente três objetos nativos do ZOPE: DTML Method, que servia para a programação dos formulários e páginas de gerenciamentos através da linguagem de programação DTML; Z SQL Method, que servia para inserir, editar e deletar informações do banco de dados e Folder, que servia para organizar os objetos dentro de uma estrutura. Essa primeira versão utilizava um banco de dados relacional para armazenar as informações criadas dentro do ambiente. Um dos principais objetivos da segunda versão foi migrar o ENSINET para o paradigma de orientação a objetos. Essa migração foi concluída com sucesso e posta em uso. Novas funcionalidades foram acrescentadas e serão apresentadas nas próximas seções. FERRAMENTAS DO ENSINET Podemos encontrar no ENSINET, diversas ferramentas já disponibilizadas para o usuário e outras que se encontram em desenvolvimento. As ferramentas cujo desenvolvimento está terminado são: Cadastro de Usuário: Onde os usuários podem efetuar seu cadastro para obterem acesso ao ambiente; Dados Pessoais e Alterar Senha: os usuários tem a possibilidade de alterar seus dados e sua senha; Diretório de Usuários: acesso restrito ao administrado do sistema, onde o mesmo tem a função de liberar os cadastros dos usuários e dos grupos de usuários, além de poder efetuar cadastros diretamente neste diretório; Diretório de Disciplinas: acesso restrito ao administrador do sistema, onde o mesmo tem a função de liberar as disciplinas e turmas criadas pelos professores, além de poder efetuar cadastros diretamente neste diretório; Turmas, Criar Disciplinas e Criar Turmas: acesso restrito aos professores do sistema, onde os professores criam as disciplinas/turmas e solicitam para o administrador a liberação das mesmas; também neste link os professores têm acesso a cada uma das disciplinas/turmas. Ao liberar uma turma é criada uma estrutura complexa, formada pelos seguintes recursos: Configurar Turma, Mural de Avisos, Material de Apoio, Lista de Atividades, Notas das Avaliações, Material para Donwload, Páginas Pessoais, Mecanismo de Upload de Materiais, Fórum de Discussões, Materiais Instrucionais e Efeturar Logout; GROA: repositório de objetos de aprendizagem, onde se pode inserir diretamente os objetos, ou indiretamente por meio de outras ferramentas; Turmas: acesso restrito aos alunos do ambiente, onde eles têm acesso às disciplinas/turmas para se cadastrarem; As ferramentas que encontram-se em desenvolvimento são: Diretório de Projetos: possui as mesmas estruturas do Diretório de Disciplinas, porém para uso não informal, ou seja, qualquer usuário poderá utilizar essa ferramenta para organizar seus projetos; Sites Internos: para criação de sites internos ao ambiente, pelos usuários; Grupos: estrutura de criação de grupos, para estimular aprendizagem cooperativa, em vinculação aos projetos; GROA: GERENCIADOR DE REPOSITÓRIOS DE OBJETOS DE APRENDIZAGEM Com a inclusão do repositório de objetos de aprendizagem GROA (MIRANDA, 2003) dentro do ENSINET, todos os objetos existentes no ambiente se enquadram no padrão IEEE/ LOM (LTSC, 2002) de Objetos de Aprendizagem. Além das vantagens intrínsecas a esse fato, ele possibilita também uma forma de monitoração efetiva do uso dos objetos de aprendizagem pelos usuários, possibilitando a visualização de suas interações. Os metadados descritivos de um Objeto de Aprendizagem são formados por 9 conjuntos de atributos, de acordo com o padrão IEEE/LOM: Geral, Ciclo de Vida, Meta-Metadados, Técnica, Educacional, Direitos, Anotação, Relação e Classificação. Embora possa existir muitos atributos para um OA no GROA, é obrigatório apenas fornecer o título na categoria Geral e o arquivo na categoria Técnica para a criação de um OA. Na sua criação de um OA tem-se então a formação de dois objetos no sistema: o descritor, que tem a função de armazenar todas as informações fornecidas pelo usuário; e o recurso propriamente dito, que é o arquivo informado pelo usuário na categoria Técnica. Diversos tipos de objetos que são criados ao longo do uso do ambiente são automaticamente formatados como OAs e armazenados no GROA: Sites Internos, Materiais de Apoio, Atividades, Material para Download, Materias enviados por Upload, e Materiais Instrucionais. Para a criação de um desses objetos, um Material de apoio, por exemplo, o usuário tem a necessidade de fornecer os dados necessários para que as informações possam ser armazenadas no GROA. Esse mecanismo segue praticamente idêntico em todos os objetos acima citados, embora cada um tenha o seu conjunto próprio de atributos. 50

3 IX Taller Internacional de Software Educativo TISE 2004 Figura 01. Criação de Objetos de Aprendizagem Na criação do Material de Apoio, o professor deve fornecer as seguintes informações: título, descrição, palavraschaves e arquivo. Após a submissão das informações para o ambiente, o mesmo cria automaticamente um objeto interno denominado Material de Apoio que contem alguns métodos de manipulação, entre eles métodos para localizar o seu OA dentro do repositório, e é criado automaticamente o OA correspondente ao Material de Apoio fornecido pelo professor. SITES INTERNOS Outro módulo desenvolvido para ampliar as opções de uso do ENSINET é o módulo de Sites Internos. Esse módulo possibilita ao usuário uma forma de criar uma estrutura de páginas HTML onde se possa publicar qualquer espécie de material didático. Tanto professores quanto alunos podem crias sites internos. Esse módulo funciona sem vinculação a disciplinas e turmas, por tanto pode ser acessado por qualquer usuário do sistema. O Site Interno será criado em nome do usuário que o criou e sua estrutura será visível para todos os usuários cadastrados dentro do ENSINET. Na criação de um Site Interno, o mesmo se torna um objeto de aprendizagem do GROA. Para a criação e edição das páginas do Site Interno, o usuário tem à sua disposição um poderoso e eficiente editor HTML incorporado a implementação do ENSINET. Esse editor é uma ferramenta desenvolvida totalmente através da linguagem Java Script e muito fácil de ser utilizado pelos usuários já que a ferramenta de baseia em botões de funções, ou seja, para se executar alguma função que retorne algum efeito de sintaxe HTML basta que se click no botão correspondente a função. Como se pode ver na Figura 02 abaixo, esse editor se asemelha a muitos editores HTML visuais. Dessa forma é desnecessário o conhecimento de tags de marcação do HTML por parte dos usuários. Além dos Sites Internos, esse editor pode ser utilizado em qualquer outro formulário do ENSINET, pois foi adicionado na classe base que é herdada por todas as classes que formam a implementação do ENSINET. Figura 02. Editor HTML Outra funcionalidade incorporada, primeiramente nos Sites Internos e posteriormente em todos os recursos do ENSINET, foi a inclusão de funções que permitem a visualização de fórmulas matemáticas baseadas na sintaxe Latex (SANTOS, 2004), facilitando dessa forma a inserção de fórmulas matemáticas complexas e difíceis de serem criadas apenas se utilizando da linguagem HTML. Essa função faz uma varredura no texto existente dentro das páginas que o usuário criou à procura de duas tags pré definidas, que delimitam o código que vai dar origem à fórmula matemática. Essas tags são: begin{document} e end{document}. Todo o código que estiver entre essas duas tags será armazenado em uma variável e aplicado a uma função chamada latex2png (JUNIOR, 2004) que retorna para a página que está sendo acessada uma imagem em formato PNG correspondente à formula matemática que foi descrita através da sintaxe Latex. Exemplificando, podemos ver o processo na Figura 02. Figura 03. Fórmula Latex e correspondente imagem PNG. Para que os Sites Internos fossem amplamente utilizados, foi desenvolvida uma rotina que permite que o usuário, a qualquer momento, solicite ao administrador que lhe envie um arquivo zipado contendo todo o conteúdo de seu Site Interno, com a mesma estrutura navegacional, as mesmas imagens e arquivos postados, etc. Em outras palavras o administrador envia uma cópia exata do Site Interno, a qual o usuário poderá hospedar em qualquer outro servidor http, de modo que o novo site tenha a mesma funcionalidade do Site Interno original. Essa função só é aplicada para os Sites Internos. 51

4 Santiago, Chile 1, 2 y 3 Diciembre 2004 GRUPOS DE USUÁRIOS Uma outra mudança do ENSINET, é a utilização de um acl_ groups para a criação de grupos de usuários. Essa ferramenta tem como função providenciar para o professor uma forma de estabelecer grupos de trabalhos que teriam acesso a determinados objetos para trabalho. Também para um melhor aproveitamento desse recurso se estabeleceu a criação de um segundo diretório de disciplinas não oficiais para que qualquer usuário pudesse trabalhar com esse recurso livremente, esse diretório passou a se chamar Diretório de Projetos. Os Grupos dentro do ambiente podem ser criados e administrados tanto pelos professores como pelos alunos, porém, os alunos ao criarem um grupo devem estabelecer um professor que fará parte desse grupo o que fará o vinculo dos grupos com algum professor. Esses grupos ao serem criados recebem uma lista de papéis já existente dentro do ambiente, esses papéis recebidos possuem as permissões de acesso aos objetos do ambiente, com isso, os grupos receberam implicitamente as mesmas permissões que os papéis que lhes foram atribuidos. DIRETÓRIO DE PROJETOS O Diretório de Projetos está sendo desenvolvido para tornar possível a utilização de mecanismos que, no momento, são de acesso exclusivo dos professores e administradores, por parte do alunos. Esses mecanismos são os de edição e inclusão de Turmas e as ferramentas associadas a turmas, que no Diretório de Projetos serão referenciadas não por Turmas, mas por projetos. Todos os objetos criados dentro de Projetos não terão valor dentro das disciplinas e serão de responsabilidade dos alunos que os criaram sem necessidade de supervisão de nenhum professor. Um projeto terá assim a mesma estrutura de uma turma, exceto a ferramenta de gerenciamento de notas, que não se faz necessário. Cada projeto terá o seu administrador, o usuário que o criou, os usuários poderão se cadastrar no projeto da mesma forma que se cadastram em determinada turma. ESTRUTURA INTERNA DAS TURMAS Basicamente, a estrutura de ferramentas disponíveis dentro de cada turma que for criada no ENSINET não sofreu maiores modificações, contudo, os objetos que são manipulados por essas ferramentas foram reformulados para que se trabalhasse com os Objetos de Aprendizagem do GROA. Não houve apenas modificações em objetos já existentes, mas também a criação de novas estruturas dentro das turmas, o que ampliou o conjunto das ferramentas disponíveis para o professor. Uma das ferramentas adicionadas dentro das turmas foi o NAV (SOUZA, 2003), uma ferramenta de criação e gerenciamento de cursos on-line, baseados em autômatos de navegação. Outra modificação relevante dentro das turmas foi a da estrutura de gerenciamento dos grupos, disponibilizando um total controle dos grupos de cada turma por parte do professor responsável pela mesma. Figura 04. Menu da turma CONFIGURAR Neste link está disponível ao usuário uma interface que possibilita a edição de alguns atributos da turma, dessa forma é possível editar os professores responsáveis pela turma e sua situação (aberta/fechada/não liberda). Essa interface se adapta de formas diferentes para o usuário do tipo professor e administrador, no caso do professor a edição da situação só é possível para aberta ou fechada e para o administrado a edição pe total. Este link não esta disponível para os usuários do tipo aluno. GRUPOS Embora a principal interface de gerenciamento de grupos esteja um nível acima das turmas e apenas o administrador tenha acesso a ela, a criação e gerenciamento dos grupos também são possíveis através de uma estrutura implantada em cada turma. Essa estrutura permite que os professores responsáveis pela turma possam criar grupos e definir seus direitos de trabalho dentro do ENSINET, dessa forma o professor tem a liberdade de definir os grupos de que necessita assim como adicionar os usuários que farão parte desse grupo e posteriormente criar qualquer objeto,que se utilize do acesso de grupos, definindo qual grupo terá acesso ao objeto. Exemplificando o funcionamento desse gerenciamento, o professor ao criar um grupo deve definir os papéis (define o que o grupo poderá fazer dentro do ambiente) que o grupo terá (administrador, professor e/ou aluno). Após a criação do grupo que chamaremos de Grupo A, o professor poderá incluir os usuários que farão parte desse grupo, então se o Grupo A criado tiver os papeis de administrador, por exemplo, e os usuários inseridos forem alunos esses usuários passaram a ter, por aquisição, acesso administrativo no ambiente. Agora, após esse processo de criação do grupo, o professor poderá criar os objetos de acesso dos grupos, por exemplo uma Atividade 52

5 IX Taller Internacional de Software Educativo TISE 2004 que apenas o Grupo A terá acesso, logo, apenas os usuários que fazem parte desse grupo terão acesso a essa Ativididade. Esse gerenciamento oferece para o professor a possibilidade de criar grupos de trabalhos entre alunos. Também cabe relembrar que essa mesma estrutura é aplicada no Diretório de Projetos, porém com acesso liberado para os usuários do tipo aluno que poderão efeturar o mesmo mecanismo realizado pelos professores descrito acima. MURAL DE AVISOS Este é o local onde o usuário se encontra no momento em que entra na disciplina. Aqui o professor tem a sua disposição uma forma de inclusão de avisos para os seus alunos que estão matriculados na disciplina/turma. A inclusão é bem simples, basta que o professor informe um título, o corpo do aviso e uma url que nesse caso não é um campo obrigatório e submeter os dados para o ambiente. Depois de submetido o aviso ficará exposto na tela inicial de cada turma. Essa ferramenta de avisos suporte a inclusão de diversos objetos sendo cada um independente do outro e não se utiliza do recurso de Objetos de Aprendizagem para seu funcionamento. MATERIAL DE APOIO O Material de Apoio é uma das ferramentas que utiliza o GROA para armazenar seus recursos. Nessa ferramenta o professor poderá inserir diversos tipos de materiais que ficaram disponíveis para os seus alunos visualizarem e baixarem os arquivos. Para a inclusão do Material de Apoio, o professor deverá informar um título, uma descrição do material que ficará visível na página, um conjunto de palavras-chaves, se desejado, e o arquivo para ser incluído como recurso do OA. Nessa ferramenta os professores inserem os material de apoio e os alunos apenas podem visualizar e baixar os mesmos. ATIVIDADES As atividades são mais um recurso disponível aos usuários do ambiente, nesse recurso o professor poderá incluir atividades para os seus alunos sendo que este item é um dos prováveis a serem modificados para se trabalhar com os grupos, ou seja, uma atividade será criada para ser acessada apelas por determinado grupo. Esse objeto poderá ser criado pelo professor com o fornecimento das seguinte informações: titulo, descrição, um arquivo o qual não é um campo obrigatório, a data que já é preenchida automaticamente pelo ambiente e um flag de visível ou não para os usuários do tipo aluno. Esse objeto se utiliza do GROA para armazenar seus recuros, assim como os demais objetos citados anteriormente nesse artigo. NOTAS O professor também tem disponível no ambiente uma ferramenta para a publicação de notas de avaliações dos seus alunos. Nela o professor pode adicionar/editar avaliações e adicionar/editar as notas das avaliações de cada aluno que estiver cadastrado na disciplina/turma, também na mesma ferramenta o aluno poderá visualizar suas notas. Nessa ferramenta o professor irá adicionar e configurar toda a sua estrutura de avaliação do intervalo de tempo que desejar cadastrando primeiramente os períodos de provas (semestre, trimestres, bimestres,...), posteriormente irá adicionar as provas ou trabalhos a estes períodos fornecendo para isso as seguintes informações para cada avaliação: título, descrição, peso, valor, data. A partir do ponto em que os períodos e as avaliações dos períodos estiverem criados, o professor poderá incluir as notas que os alunos tiraram nas avaliações deixando a cargo do sistema o cálculo das médias baseada nas notas dos alunos, pesos das avaliações e valores das avaliações. DOWNLOADS e UPLOADS Duas ferramentas semelhantes que tem como finalidade fornecer um local dentro das disciplinas/turmas para armazenagem de material didático. No Download, o professor pode disponibilizar para os seus alunos arquivos didáticos para serem baixados e visualizados, os alunos apenas podem visualizar os arquivos disponíveis e baixá-los. No Upload, qualquer usuário poderá ter acesso enviando arquivos que queiram disponibilizar para os demais usuários do sistema. PÁGINAS PESSOAIS Uma interface simples que não possui mecanismo de administração porque as informações publicadas nessa tela (páginas pessoais dos usuários cadastrados na disciplina/ turma) são retiradas do cadastro pessoal de cada usuário. No cadastro do usuário existe um campo chamado página pessoal o qual o conteúdo informado pelo usuário será mostrado nessa interface. FÓRUM DE DISCUSSÕES O ambiente ENSINET, também conta com o auxílio de um fórum de discussões. Nesta ferramenta o professor cria as discussões que achar pertinente a disciplina e os alunos poderam adicionar suas idéia e/ou comentários sobre a discussão criada. O professor poderá adicionar quantas discussões achar necessárias e os alunos terão uma visão de todas as discussões existentes tendo que selecionar a que eles pretendem adiconar comentários, sendo que esses comentários adicionados pelos alunos poderão ser editados e/ou deletados pelos professores responsáveis pela disciplina. NAV A ferramenta NAV é baseada nos Autômatos de Navegação (DIMURO, 2002) (FIGURA 05) e nos objetos de aprendizagem (MIRANDA, 2003). Além desse diferencial, a ferramenta conta com uma estrutura que tem a finalidade de criar cursos contendo sub-cursos (autômatos com níveis), ou seja, no curso (autômato) de primeiro nível cada estado (página) é criado com uma estrutura de documento HTML, sendo que também é possível definir um ou mais estados como um curso (autômato), caracterizando assim cursos com estruturas internas que são sub-cursos. Essa funcionalidade provê a existência de vários níveis de cursos embutidos, caso seja desejado pelo professor. 53

6 Santiago, Chile 1, 2 y 3 Diciembre 2004 ver curso - por fim temos uma aba no sistema que mostra um link para todos os cursos o que possibilita a visualização do produto final, o curso propriamente dito, pronto para a utilização. Figura 05. Autômatos de Navegação Na estrutura de gerenciamento das unidades de informação encontram-se: criar - a criação de páginas HTML, que é realizada através da utilização do editor HTML (FIGURA 02) existente no ENSINET; visualizar - que possibilita ao usuário ver todos as unidades de informação disponíveis na ferramenta; editar - a edição das unidades de informação, que retorna todo o texto escrito pelo usuário no objeto e por consequência possibilitando a sua edição; excluir - que possibilita ao usuário excluir as unidades de informação. O gerenciamento de cursos, onde é possível a criação de cursos, realiza-se através das seguintes funções: criar curso - que possibilita ao professor a criação do curso informando um título, uma descrição e selecionando as unidades de informação que farão parte do curso; editar curso - que possibilita ao professor editar o título e a descrição do curso assim como adicionar novas unidades de informação ou retirá-las; criar páginas do curso - onde é possível se criar páginas para o curso selecionado informando-se o nome da página e o tipo de frame para essa página; definir conteúdo da página - através da seleção do curso e posteriormente a seleção da página é possível se inserir o conteúdo (unidades de informação) que a página deverá conter, essa estrutura prove também mecanismos de manipulação da ordem que esse conteúdo disposto na página; definir links da página - através dessa estrutura é possível se criar links de navegação de uma página para a outra, essa função na realidade cria as ligações entre as páginas (estados) de um curso (autômato); definir estilo do curso - essa estrutura tem como finalidade a associação de um estilo, criado pelo professor, ao seu curso; CONCLUSÕES Embora o ambiente ENSINET já esteja sendo utilizado, o mesmo não se encontra concluído, pois muitas de suas ferramentas ainda estão em fase de desenvolvimento. Algumas ferramentas estão concluídas e funcionando, outras estão em fase de testes e outras ainda estão sendo desenvolvidas. Cabe ressaltar que o trabalho descrito aqui se faz necessário para que na conclusão da segunda versão do ENSINET se inicie o desenvolvimento dos recursos de monitoração do ambiente, com base na utilização dos Objetos de Aprendizagem. Tendo em vista o avançado da implementação do ambiente, a segunda versão final do ENSINET deverá estar concluída até o final desse ano. REFERÊNCIAS 1. Miranda, R. M.; Dimuro, G. P.; Costa, A. C. (2001). Um Ambiente de Suporte ao Ensino Integrado dos Fundamentos Matemáticos da Ciência da Computação utilizando o ZOPE. In Anais do WSL 2001, pages Workshop De Software Livre Lutz, M.; Ascher, D. Learning Python. O Reilly, Sebastopol: Brochmann, M.; Kirchner, K.; Lühnsdort S.; Pratt, M. Zope - Kit de Construção de Aplicativos de Web. Alta Books, Rio de Janeiro: Brown, M. C. The Complete Reference Python. McGraw- Hill, Berkeley: Miranda, R. M. Groa: Um sistema de gerência de repositórios de objetos de aprendizagem. In: X Semana Acadêmica do PPGC-UFRGS. Porto Alegre: [s.n], LTSC. Learning Technology Standasds Committee. Final LOM draft standard document. Disponível em: Jan Santos, R. J. Introdução ao Latex. Disponível em: Mar Junior, R. K. Latex2png. Disponível em: com/software/latex2png/. Mar Dimuro, G. P.; Costa, A. C. Da R. Towards na Automata- Based Navegational model for the Specification of Web Sites. In: Workshop On Formal Methods, 2002, Porto Alegre. Anais. Porto Alagre: 5th WORKSHOP ON FORMAL METHODS, p Souza, D. L. Ensinet/Nav: Uma ferramenta da criação e gerenciamento de cursos on-line baseado em autômatos de navegação, no Estado do Rio Grande do Sul. Pelotas: UCPel, Monografia de Graduação. 54

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