Eugénia Leandro da Silva Araújo

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1 Escola de Ciências Eugénia Leandro da Silva Araújo Geoturismo: Conceptualização, Implementação e Exemplo de Aplicação ao Vale do Rio Douro no Sector Porto-Pinhão Outiubro de 2005

2 Escola de Ciências Eugénia Leandro da Silva Araújo Geoturismo: Conceptualização, Implementação e Exemplo de Aplicação ao Vale do Rio Douro no Sector Porto-Pinhão Tese de Mestrado em Ciências do Ambiente Trabalho efectuado sob a orientação do Professor Doutor Diamantino Pereira Outubro de 2005

3 Agradecimentos Este trabalho foi realizado com o apoio e a ajuda de várias pessoas, algumas das quais merecem especial destaque e a quem quero expressar a minha gratidão. Ao Professor Diamantino Ínsua Pereira quero deixar aqui expresso o meu muito obrigado, pelo acompanhamento prestado desde o início, pela disponibilidade demonstrada, pela sua paciência, pelos seus ensinamentos, pela sua leitura crítica, pelas correcções, pelas suas sugestões, concedendo-me sempre a liberdade necessária para eu expôr as minhas ideias e opiniões, pela simpatia e boa disposição. Quero também agradecer o encorajamento dado ao longo destes dois anos. Ao Professor José Brilha quero agradecer o facto de me ter facultado material de apoio, nomeadamente sobre a temática do património geológico e do geoturismo, sempre que o solicitei para tal. Ao Professor Espinha Marques o meu agradecimento por ter-me enviado artigos sobre o seu trabalho em Caldas do Moledo, bem como pela disponibilidade demonstrada para esclarecer as minhas dúvidas. À Professora Graciete Dias agradeço os artigos que me facultou sobre os granitóides. Ao Paulo pelo seu incentivo e pelos seus ensinamentos sobre o Photoshop. Aos operadores turísticos Douro Acima e Via D`Ouro que me ofereceram cruzeiros no rio Douro para que fosse possível realizar o guia geoturístico que apresento. Aos meus pais e à minha irmã, o meu especial agradecimento, não só pelo incentivo, mas também pela sua compreensão e apoio nos momentos mais difíceis. Para o Rui Silva o meu profundo agradecimento por todos os momentos em que disponibilizou o seu tempo para me ajudar nas mais variadas tarefas, por me ter substituído em actividades da minha responsabilidade e pelo seu incentivo incondicional. Para os meus amigos, o meu obrigado pelo incentivo, apoio e compreensão em todos os momentos. A todos aqueles, que apesar de aqui não serem citados, contribuíram de alguma forma para a realização deste trabalho, o meu sentido agradecimento. iii

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5 Geoturismo: conceptualização, implementação e exemplo de aplicação ao vale do rio Douro no sector Porto-Pinhão Resumo Palavras-chave: rio Douro, desenvolvimento sustentável, turismo sustentável, turismo da natureza, ecoturismo, património geológico, geoturismo, cruzeiros fluviais, geologia, guia geoturístico. A área abrangida pela presente dissertação está enquadrada na região do vale do rio Douro, no sector Porto-Pinhão. Pretende-se com a abordagem da geologia deste sector e da temática do geoturismo a valorização geoturística da sua geodiversidade e do seu Património Geológico. Com a crescente preocupação da preservação da natureza surgiu o conceito de desenvolvimento sustentável, que deve ser considerado em todas as actividades humanas, incluindo o turismo. O sector do turismo, muitas vezes apontado como prejudicial para a natureza de diversas regiões, deve operacionalizar o conceito de sustentabilidade em todas as suas actividades, contribuindo assim para um desenvolvimento sustentável global. O interesse crescente dos turistas pela realização de actividades ao ar livre ou pela mera contemplação da natureza contribuiu para o aparecimento do turismo baseado na natureza. O ecoturismo, uma das modalidades do turismo da natureza, integra o geoturismo, que surge assim como uma actividade importante na conservação, valorização e divulgação do Património Geológico, parte integrante do Património Natural. O geoturismo é uma forma de turismo sustentável que pode contribuir para o desenvolvimento económico de muitas regiões, respeitando os critérios de sustentabilidade. O vale do rio Douro proporciona uma paisagem única e grandiosa que milhares de turistas contemplam anualmente através da realização de cruzeiros fluviais com duração variável, dependendo do percurso que é efectuado, bem como das múltiplas actividades complementares que são propostas aos turistas, para além da mera viagem de barco. Ao longo do seu vale, muitos são os aspectos geológicos que contribuem para a singularidade da paisagem. No seguimento deste pressuposto caracteriza-se a geologia do vale do rio Douro, no sector Porto-Pinhão. É apresentada uma descrição da estratigrafia e das litologias que afloram no sector referido, cuja idade vai desde o Précâmbrico/Câmbrico até ao Carbonífero e do Pliocénico ao Holocénico. Os recursos minerais, como as minas de ouro e as águas termais, e energéticos, como as minas de carvão e as barragens, são também aspectos geológicos de destaque nesta região. É feita a aplicação do conhecimento geológico da região através da apresentação de uma proposta de guia geoturístico do percurso fluvial Porto-Pinhão. Neste guia faz-se referência aos aspectos geológicos mais relevantes, bem como à cultura e história da região duriense, através de um conjunto de pontos de interesse desde a cidade do Porto à vila ribeirinha do Pinhão. v

6 Geotourism: concept, implementation and application example to Douro river valley in the Porto-Pinhão sector Abstract keywords: Douro river, sustainable development, sustainable tourism, tourism of the nature, ecotourism, geological heritage, geotourism, fluvial cruises, geology, geotouristic guide. The area included by the present work is integrated in the area of the valley of the Douro river, in the sector Porto-Pinhão. With the approach of the geology of this sector and of the theme of the geotourism this work aims to contribute for the geotouristic valorization of his geodiversity and Geological Heritage. With to growing concern of the preservation of the nature the concept of sustainable development appeared that it should be considered in all of the human activities, including the tourism. The sector of the tourism, a lot of times appeared as responsible by the destruction of the nature in several areas, should put in action the sustainability concept in all their actividades, contributing like this to a global sustainable development. The tourists growing interest for the outdoor activities or for the pure contemplation of the nature contributed to the appearance of the tourism based on the nature. The ecotourism, one of the modalities of the tourism of the nature, integrates the geotourism, that appears as an important tool in the conservation, valorization and popularization of the Geological Heritage, integral part of the Natural Heritage. The geotourism is a form of sustainable tourism that can contribute to the economic development of a lot of areas, respecting the sustainability criteria. The Douro valley provides an only and magnificent landscape that thousands of tourists annually contemplate through the fluvial cruises, whose duration is variable, depending on the boat that realize them, as well as of the multiple complemental activities that are proposed to the tourists, for besides the mere boat trip. Along Douro valley, there are many geological aspects that contribute to the singularity of the landscape. Continuing this presupposition the geology of the valley of the Douro river is characterized, in the sector Porto-Pinhão, referring the stratigraphy of this sector. It is presented a description of the litologies that exist in the referred sector, whose age is going from Precambrian/Cambrian to the Carboniferous and of Pliocene to Holocece. For besides the litologies, the mineral resources, as the gold mines and the thermal waters, and energy, as the coal mines and the dams, are relevant geological aspects in this area. It is made the application of the geological knowledge of the area through the presentation of a proposal of geotouristic guide of the fluvial course Porto-Pinhão. In this guide, is made reference to the more relevant geological aspects, as well as to the culture and history of the Douro region, through a group of points of interest from the city of Porto to the riverine town of Pinhão. vi

7 Índice Geral Cap. I Introdução Plano geral da dissertação Contextualização do trabalho Objectivos e Metodologia Caracterização da Bacia Hidrográfica do rio Douro... 6 Cap. II Conceptualização e implementação do Geoturismo Desenvolvimento sustentável e ecoturismo Geodiversidade, Património Geológico e Geoconservação Geodiversidade e Biodiversidade: comparação e integração Iniciativas internacionais e nacionais de geoconservação Geoturismo Implementação do ecoturismo Os intervenientes A interpretação da natureza O ecoturismo em Áreas Protegidas O ecoturismo e o geoturismo em Portugal Exemplos nacionais de iniciativas geoturísticas Os cruzeiros fluviais e o turismo na região do Vale do rio Douro Cap. III - Geologia do vale do rio Douro no sector Porto-Pinhão Introdução Estratigrafia Précâmbrico superior Câmbrico Grupo do Douro Outras ocorrências Ordovícico Silúrico Devónico Carbonífero Cenozóico Pliocénico Pleistocénico Holocénico Granitóides vii

8 3.4 Modelo evolutivo no contexto dos Ciclos Varisco e Alpino Deposição e evolução do Grupo do Douro A bacia no Paleozóico inferior A tectónica varisca A génese e evolução da Bacia Carbonífera do Douro (BCD) e a instalação de granitóides sin D A evolução Meso-Cenozóica Cap. IV Recursos Minerais e Energéticos do vale do rio Douro no sector Porto-Pinhão Introdução Recursos minerais Ouro Termas Recursos energéticos Carvão Aproveitamentos hidroeléctricos Cap. V Cheias do rio Douro Cap. VI Aplicação do conhecimento geológico ao turismo da região proposta de guia geoturístico Cap. VII Considerações finais Bibliografia viii

9 Eugénia Araújo Cap. I - Introdução 1.1 Plano geral da dissertação Este trabalho encontra-se estruturado em sete capítulos. No primeiro capítulo é feita uma descrição sintética sobre a estrutura da dissertação, a sua contextualização e ainda uma abordagem aos objectivos que se pretendem atingir com a realização deste trabalho. No fim do capítulo, surge a caracterização da bacia hidrográfica do rio Douro. O segundo capítulo é dedicado à valorização turística do Património Geológico, enquadrando-se o conceito de geoturismo no panorama do desenvolvimento sustentável e do ecoturismo. Procede-se à definição dos conceitos de Património Geológico, Geodiversidade e Geoconservação, dado a sua estreita relação com o geoturismo. O conceito de geoturismo é depois discutido, apresentando-se definições de vários autores que vão sendo confrontadas. Enfatizam-se de seguida as interacções existentes entre a geodiversidade e a biodiversidade e as comparações efectuadas entre os dois conceitos. Depois, destacam-se algumas iniciativas nacionais e internacionais que visam a conservação do Património Geológico. A integração do conceito de geoturismo no conceito de ecoturismo pressupõe a existência de estratégias e metodologias comuns, daí que, de uma forma sintética, é referida a implementação do ecoturismo, destacando-se os vários protagonistas envolvidos, os diversos aspectos do processo de interpretação da natureza e a forma como o ecoturismo é desenvolvido nas áreas protegidas. Posteriormente, o geoturismo é referido na sua vertente pragmática, sendo dados alguns exemplos nacionais e internacionais de geoturismo. Por último, faz-se uma abordagem aos cruzeiros turísticos no rio Douro, nomeadamente à evolução desta actividade turística nos últimos anos e ao seu modo de funcionamento. É feita também uma referência ao que tem sido feito e ao que ainda está previsto fazer com o objectivo de desenvolver o turismo na região do Vale do rio Douro. No terceiro capítulo dedicado à caracterização da geologia do vale do rio Douro, no sector Porto-Pinhão, faz-se a descrição da estratigrafia desde o Pré- Câmbrico/Câmbrico ao Carbonífero e do Pliocénico ao Holocénico. De seguida, caracterizam-se os granitóides existentes no referido sector. Este capítulo termina com um modelo evolutivo, onde se integram as litologias anteriormente descritas com os processos geológicos e tectónicos que ao longo do tempo geológico condicionaram a sua génese. No quarto capítulo, dedicado aos recursos minerais e energéticos existentes no vale do rio Douro até ao Pinhão, faz-se uma abordagem à exploração mineira de ouro e de carvão, aos aproveitamentos hidroeléctricos e às termas. 2

10 Eugénia Araújo Cap. I - Introdução No quinto capítulo é feita uma breve referência às cheias do rio Douro, fenómeno que afecta frequentemente a população ribeirinha. No sexto capítulo é apresentada uma proposta de guia geoturístico, onde são apresentados vários pontos de interesse não só geológicos, mas também culturais e históricos, no percurso fluvial Porto-Pinhão. No sétimo e último capítulo são feitas algumas considerações finais, sendo apresentadas conclusões e sugestões para futuros trabalhos. 1.2 Contextualização do trabalho A região do vale do rio Douro caracteriza-se por ser uma região com um baixo nível de desenvolvimento, apesar da constante referência ao seu forte potencial económico. O reduzido investimento público dificulta a valorização e divulgação da riqueza do património natural, cultural e histórico que possui. Reconhecidas as suas potencialidades turísticas, o turismo surge como a actividade económica capaz de impulsionar o desenvolvimento económico, social e cultural da região do Douro. Uma das actividades turísticas que mais tem crescido nos últimos anos são os cruzeiros fluviais. Estes cruzeiros, apresentando várias modalidades e sendo realizados em vários tipos de embarcações, trazem para a região muitos turistas. No entanto, os cruzeiros potenciam outras actividades, a sua maioria relacionadas com a viticultura, como as visitas às quintas e a prova de vinhos. De uma forma geral, o turismo que se desenvolve na região está direccionado para a história secular da cultura da vinha e para os vinhos de grande qualidade que aí são produzidos. No entanto, a geologia e a geomorfologia são igualmente aspectos de grande relevância nesta região, tendo um papel essencial na beleza e atractividade turística da paisagem duriense. Na ausência de documentação de suporte no âmbito da Geologia constatada na realização dos cruzeiros fluviais, elaborou-se um guia do percurso fluvial Porto-Pinhão em que são abordados os aspectos geológicos mais importantes, integrando-os sempre que possível com a história e cultura dos locais. A abordagem da geologia nos cruzeiros no rio Douro contribuirá para aumentar a qualidade e o interesse deste produto turístico bem como para uma maior satisfação dos turistas, na medida em que lhes é proporcionada uma experiência mais enriquecedora. A região do Douro apresenta potencialidades para que o geoturismo possa constituir uma nova vertente turística, constituindo uma opção alternativa viável ou explorando a sua associação com o turismo direccionado sobretudo ao produto Vinho do Porto. 3

11 Eugénia Araújo Cap. I - Introdução 1.3 Objectivos e Metodologia Neste trabalho pretende-se, numa primeira fase, que sejam atingidos os seguintes objectivos: aquisição de conhecimentos sobre a temática do geoturismo, reforçando a sua importância no desenvolvimento económico e social de uma região; aquisição de conhecimentos sobre a geologia da região do Douro, nomeadamente do sector Porto-Pinhão. Depois de concretizados os objectivos anteriores, o objectivo seguinte é a aplicação dos conhecimentos adquiridos na elaboração de um guia geoturístico do percurso fluvial Porto-Pinhão. Por sua vez, com a apresentação de uma proposta de um guia geoturístico para a região do vale do Douro visa-se: sensibilizar para a geodiversidade existente na região do Vale do Douro; promover a valorização geoturística da região do Vale do Douro; aplicar o conhecimento geológico ao turismo da região do Vale do Douro; suscitar a introdução de aspectos da geodiversidade nos cruzeiros fluviais, permitindo aos turistas um conhecimento mais amplo sobre a região do vale do rio Douro; integrar a geodiversidade com a biodiversidade, a história e cultura da região; alertar para as pontencialidades da região do Douro no desenvolvimento do geoturismo. Para a elaboração do guia foram previamente realizados cruzeiros no rio Douro. A realização dos cruzeiros visava, numa primeira fase, definir, no sector Porto-Pinhão, os motivos de interesse geológico, cultural e histórico, que poderiam ser focados ao longo do percurso fluvial. Desta forma, ficámos com uma ideia acerca dos motivos de interesse turístico entre o Porto e o Pinhão para puder determinar os temas que seriam pertinentes abordar. A realização dos cruzeiros permitiu ainda efectuar a contagem do tempo que pretendia colocar no guia, ter conhecimento do nível e tipo de informação que era veiculada aos turistas e o contacto directo não só com os turistas, mas também com as pessoas que trabalham nas embarcações e que contactam anualmente com milhares de turistas. Este contacto revelou-se bastante enriquecedor, na medida em que possibilitou a aquisição de informações acerca da satisfação, 4

12 Eugénia Araújo Cap. I - Introdução necessidades e desejos dos turistas, assim como dos que trabalham nesta actividade turística. A informação a disponibilizar ao público foi dividida em três níveis: o primeiro nível que ocupa a página frontal em cada ponto de interesse; o segundo nível que se encontra no verso da folha nos pontos de interesse em que tal foi considerado necessário; o terceiro nível de informação, mais detalhado, pode ser encontrado nos restantes capítulos do presente trabalho, nomeadamente nos terceiro, quarto e quinto capítulos. Na elaboração do guia procuramos utilizar uma linguagem acessível, passível de ser compreendida por quem tem uma reduzida cultura geológica e em introduzir, sempre que possível, imagens, gráficos ou esquemas ilustrativos que auxiliassem na compreensão da informação transmitida. Numa segunda fase, com o guia quase terminado, a realização de mais um cruzeiro serviu para testar na prática a sua aplicação, para posteriormente fazer os ajustamentos necessários, nomeadamente no que diz respeito ao volume de informação fornecida, verificando se era ajustado ao tempo que separa pontos de interesse consecutivos. Adicionalmente aos cruzeiros fluviais, realizaram-se saídas de campo pelas margens do rio Douro, com o objectivo de conhecer e observar com o pormenor que não é possível a quem viaja de barco, as litologias que afloram nas duas margens. 5

13 Eugénia Araújo Cap. I - Introdução 1.4 Caracterização da Bacia Hidrográfica do rio Douro Introdução A bacia hidrográfica do Rio Douro (BHD) encontra-se localizada entre os paralelos 40º 20` e 43º 10` de latitude Norte, e os meridianos 1º 43` e 8º 40` de longitude Oeste, cortando longitudinalmente a Península Ibérica com uma orientação dominante Este- Oeste (Figura 1). A sua área é de Km 2, sendo Km 2 em Espanha (80,9%) e os restantes Km 2 (19,1%) em Portugal (Plano da Bacia Hidrográfica do rio Douro PBHD, 1999). A BHD é a maior bacia hidrográfica da Península Ibérica e o rio Douro um dos rios mais extensos (o terceiro maior, depois do Tejo e do Ebro). Do seu percurso total, 927 Km, 208 Km situam-se em Portugal, 122 Km servem de fronteira (Douro Internacional) e 597 Km, situam-se em Espanha (PBHD, 1999). Figura 1 Bacia hidrográfica do rio Douro e de outros rios peninsulares. (Fonte: Plano da Bacia Hidrográfica Portuguesa do Rio Douro) 6

14 Eugénia Araújo Cap. I - Introdução Ém território português a BHD é delimitada a norte pelas bacias do rio Leça, Ave, e Cávado e a Sul pelas bacias dos rios Tejo, Mondego e Vouga (Figura 2). Figura 2 Bacias hidrográficas que limitam a norte e a sul a Bacia Hidrográfica Portuguesa do rio Douro (Fonte: Os principais afluentes do rio Douro em Espanha são o Esla, o Valderaduey e o Pisuerga na margem direita, o Huebra e o Tormes que desaguam no troço internacional, o Águeda que serve de fronteira, o Guarena, o Adaja e o Riaza na margem esquerda. Em Portugal, destacam-se na margem direita temos os rios Sabor, Tua, Corgo, Tâmega e Sousa e na margem esquerda os rios Côa, Távora e Paiva (Figura 3). 7

15 Eugénia Araújo Cap. I - Introdução Figura 3 As principais sub-bacias da bacia hidrográfica portuguesa do rio Douro. (Fonte: Plano da Bacia Hidrográfica Portuguesa do Rio Douro) As suas condições geológicas, morfológicas e climáticas, contribuem para uma assinalável geodiversidade e biodiversidade e para os constrastes existentes no que diz respeito à ocupação humana. Geologia Em Portugal, a BHD está integrada numa unidade morfoestrutural bem diferenciada na Península Ibérica, o denominado Maciço Hespérico, que é constituído por um substrato rochoso de idade paleozóica e precâmbrica relacionado com o orógeno Varisco (Pereira et al., 1996). A Bacia Hidrográfica Portuguesa do Douro (BHPD) integra-se na Zona Centro-Ibérica (ZCI) e apenas, junto à foz do rio Douro, está instalada em terrenos do Precâmbrico incluídos na Zona de Ossa Morena (ZOM). A sua evolução tectónica posterior é imposta pela orogenia Alpina, por reactivação das falhas tardi-variscas e levantamento orogénico, factos que estão na origem dos seus actuais traços estruturais. Na BHPD podem ser definidas unidades autóctones, parautóctones e alóctones hercínicas, bem como rochas granitóides e depósitos de cobertura cenozóicos(pereira et al., 1996). Nas unidades autóctones distingue-se uma pequena porção de terrenos do Precâmbrico, situada a sul da foz do rio Douro, integrada na ZOM, que inclui rochas de 8

16 Eugénia Araújo Cap. I - Introdução alto grau metamórfico como ortognaisses biotíticos, paragnaisses, migmatitos e anfibolitos. As unidades autóctones integradas na ZCI, ocupam o sector a leste de Bragança, Douro Internacional, Serra da Marofa e vale do Douro até ao Porto, interrompidas por granitóides na região entre Lamego e Castelo de Paiva (Pereira et al., 1996). Quanto às litologias predominantes nas unidades autóctones destacam-se: - xistos e grauvaques com intercalações de quartzitos e conglomerados (Complexo Xisto-Grauváquico do Vale do Douro Grupo do Douro); - quartzito Armoricano ; - xistos ardosíferos; - xistos negros, xistos carbonosos, filitos esverdeados e quatzofilitos; - xistos argilosos negros. As unidades parautóctones e alóctones ocupam grande parte da área de Trás-os- Montes e correspondem a um empilhamento de unidades separadas por carreamentos de base e separadas das unidades autóctones pelo carreamento de base do Parautóctone. Destacam-se das unidades parautóctones as Unidades Peritransmontanas, onde predominam xistos, quartzitos e grauvaques. Os Maciços de Bragança e Morais constituem o empilhamento das unidades alóctones média e superior, onde estão representadas sequências da crusta oceânica e continental. Os depósitos superficiais são reduzidos e de um modo geral correspondem a depósitos situados na base das cristas quartzíticas, constituídos por clastos de quartzito e quartzo mal rolados (Ferreira, 1981), bem como depósitos de natureza fluvial e aluvial que restam de uma paleodrenagem anterior à actual (Pereira, 1997). Os depósitos de terraços fluviais são também escassos, devido ao forte encaixe da rede fluvial, destacando-se no entanto os terraços fluviais associadas à bacia de Chaves (Pereira et al., 1996). Os granitóides enquadrados na BHPD, integram os granitos hercínicos característicos da ZCI, cuja instalação foi sobretudo controlada pela 3ª fase de deformação hercínica(d3) (Ferreira et al., 1987). Relativamente a esta fase de deformação, são divididos em três grupos: - granitóides ante D3; - granitóides sin D3; - granitóides tardi a pós D3. Os granitóides ante D3 correspondem a granitos de duas micas, apresentando geralmente grão médio a grosseiro, por vezes com tendência porfiróide e um carácter peraluminoso, sendo a plagioclase pouco cálcica. Os granitóides sin e tardi a pós D3 correspondem a granitos biotíticos com plagioclase cálcica, associados a cisalhamentos dúcteis, e a granitos de duas micas com restitos (Pereira et al., 1996). Os granitóides tardi a pós-orogénicos, instalaram-se depois das fases de deformação 9

17 Eugénia Araújo Cap. I - Introdução anteriormente referidas, sobre o controlo da fracturação frágil tardia. Correspondem a granitos biotíticos, apresentando geralmente grão médio a médio-grosseiro, por vezes porfiróides (Pereira et al., 1996). Dos elementos tectónicos, destacam-se a falha de Verim-Régua e a falha de Bragança-Vilariça (Cabral & Ribeiro, 1988). Estes acidentes têm rejogado até à actualidade e registam actividade sísmica (Cabral, 1995). Encontram-se orientadas NNE-SSW, segmentando a BHPD em três sectores com a mesma orientação (Ferreira, 1981). Geomorfologia A BHPD está instalada sobre a parte norte de uma unidade geomorfológica da Península Ibérica designada Meseta Ibérica. Esta, corresponde a uma peneplanície, designada por Superfície Fundamental da Meseta, cuja altitude média, na parte norte da Meseta, é de cerca de 700 m, sendo limitada por grandes alinhamentos montanhosos (Pereira et al., 1996). É limitada a norte pela Cordilheira Cantábrica (Picos da Europa Torre de Cerrado 2648m), a este pela Cordilheira Ibérica (Serra de Moncayo 2313m) e a sul pela Cordilheira Central (Serra de Gredos Plaza del Moro Almanzor 2592m). A expressão mais contínua da Meseta Norte na BHPD situa-se no Planalto Mirandês, situado a norte do rio Douro entre os 700 e os 800 metros de altitude e nos planaltos da Beira Alta, terras conhecidas por Beira transmontana, a sul do rio Douro. Contrastando com esta continuidade, no sector mais ocidental existem apenas vários retalhos aplanados da superfície fundamental da Meseta, resultado da dissecação provocada pelo encaixe profundo da rede fluvial atlântica. A oeste, a Meseta estende-se, na sua maior parte, sobre afloramentos de formações precâmbricas e paleozóicas do soco varisco, pertencentes ao Maciço Hespérico, mas a leste também se prolonga pelos depósitos terciários continentais da Bacia do Douro (Cabral, 1995). Destacam-se acima da Superfície Fundamental da Meseta relevos residuais, coincidentes com cristas quartzíticas. Alguns relevos quartzíticos apresentam topos aplanados, sugerindo uma correspondência com a superfície inicial finimesozóica. Nas montanhas, relevos salientes da superfície planáltica, existem por vezes superfícies aplanadas, relacionadas provavelmente com fases precoces do desenvolvimento da Meseta, posteriormente levantadas por acção da tectónica alpina durante o Cenozóico (Cabral, 1995). No sector mais ocidental da BHPD, assistese a uma descida do relevo em patamares, com desníveis da ordem dos 100 m, até à plataforma pliocénica do Douro, a menos de 100 m de altitude, nas proximidades da desembocadura do rio (Pereira et al., 1996). Esta forma um patamar com restos de 10

18 Eugénia Araújo Cap. I - Introdução depósitos pliocénicos, ligeiramente inclinada para oeste, onde se encaixam os depósitos quaternários deixados pelo rio Douro (Pereira et al., 1996). A génese desta superfície iniciou-se no Mesozóico, em que as condições climáticas favoreceram a meteorização das rochas, com formação de mantos de alteração. Com uma reduzida acção tectónica, os relevos foram atenuados e os materiais erodidos depositados em bacias sedimentares, formando-se uma vasta superfície aplanada (Pereira et al., 1996). Durante o Cenozóico, sofreu a conjugação dos levantamentos tectónicos, da erosão e da incisão remontante da rede fluvial, que ocorreu nos últimos 2 Ma (Cabral, 1995; Pereira et al., 1996). O processo de incisão dos vales fluviais nos sectores do Alto Douro e do Douro Superior deve ter ocorrido essencialmente durante o Plistocénico, depois de os rios que drenavam para o Atlântico capturarem outros cursos de água, que conduziam os sedimentos resultantes da erosão do Maciço Ibérico para o interior, em direcção à Bacia Terciária do Douro em Espanha (Pereira et al., 2000). A erosão regressiva dos rios que desaguavam no Atlântico, dos quais fazia parte um pré-douro, com posterior captura da drenagem mais interior (endorreica) foi impulsionada pela acção simultânea dos movimentos tectónicos de soerguimento, durante o Neogénico, com o abaixamento do nível médio do mar durante as primeiras glaciações. A relativa juventude da actual rede fluvial nestes sectores é apoiada pelo forte encaixe fluvial, sobretudo no troço internacional do rio Douro, onde ocorre um profundo encaixe do vale, com vertentes de declive acentuado, as Arribas (Figura 4), numa morfologia do tipo canhão fluvial. Figura 4 Arribas do Douro em Miranda do Douro. 11

19 Eugénia Araújo Cap. I - Introdução O carácter encaixado do rio Douro nesta região justifica o reduzido registo sedimentar quaternário, evacuado em sucessivos ciclos de encaixe, ocorrendo associado às apertadas curvaturas, controladas por alinhamentos tectónicos (Pereira et al., 2000). O perfil tranversal do rio e das vertentes sofre algumas alterações devido à natureza e resistência diferencial das litologias. O profundo encaixe no Douro Internacional, onde dominam os granitos, contrastam com o vale mais aberto e vertentes menos inclinadas nas zonas onde predominam as unidades metasedimentares do Grupo do Douro (Figura 5). Figura 5 Rio Douro, com a cidade de Peso da Régua na margem norte. A maioria da área da BHPD, Km 2, o que equivale a 65% da área total, encontra-se compreendida entre as cotas de 600 e 1000m, correspondendo à parte central da bacia. Cerca de Km 2 (23%), encontra-se entre os 1000 e os 1600m, correspondente aos limites Norte, Sul e Oeste da bacia (Figura 6). A altitude média é de 891m (PBHD, 1999). 12

20 Eugénia Araújo Cap. I - Introdução Figura 6 Hipsometria da bacia hidrográfica portuguesa do rio Douro. (Fonte: Atlas do Ambiente) O rio Douro corre a cerca de 115 m de altitude em Barca de Alva, a 200 Km da foz, e o desnível entre a peneplanície e o fundo de alguns vales chega a atingir, em alguns casos, 300 a 400 m (Ferreira, 1981). A sul e a norte do rio Douro existem elevações com mais de 1000 m de altitude, como as Serras do Marão, do Alvão, do Barroso-Cabreira, da Nogueira, de Bornes, do Larouco e do Montesinho, a norte, e as Serras de Montemuro e de Arada, a sul. Clima A BHD apresenta uma grande variedade de condições climáticas, reflexo da sua grande extensão e elevada diversidade em termos morfológicos. Podem ser considerados na BHPD dois conjuntos climáticos com características bem distintas (PBHD, 1999): o sector oeste, formado aproximadamente pelas sub-bacias do Sousa, Tâmega e Paiva, que se pode estender até à sub-bacia do Távora, incluindo ainda toda a faixa litoral da bacia, reflecte as condições associadas aos climas marítimos; toda a restante área, situada para leste, na qual se destacam as sub-bacias do Tua, do Sabor e do Côa, aproximam-se mais das condições associadas aos climas continentais. Os alinhamentos das serras do Marão, Alvão e Padrela, na margem norte, e das serras da Arada e de Montemuro, na margem sul, fazem a divisão entre estes dois conjuntos climáticos, constituindo um limite onde ocorre uma variação muito 13

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